31.12.08

Que venha 2009!!!!


E o que faremos com mais este primeiro ano do resto de nossas vidas????

Seja lá o que vocês estiverem pensando... desejo paz, amor, sucesso e muitos amigos em 2009!!!!

FELIZ ANO NOVO PRA TODOS VOCÊS!!!!


27.12.08

O ano ainda nem virou mas já é carnaval sim senhor!


O bar da Walda, a Taberna São Jorge, antecipa a folia hoje, a partir das 18h, com bandinha tocando aquelas marchinhas e com tudo mais que se tem direito. Serpentina, confete e fantasias engraçadas.
Carnaval, tempo de colocar nossas melhores máscaras e sair brincando e brindando com amigos. No carnaval, usamos melhor a imaginação.

O convite está feito!

26.12.08

Roubo de Obras Raras do Museu Paraense Emílio Goeldi


O Museu Emílio Goeldi sofreu um roubo de proporções gigantescas. Coleções raras e valiosíssimas. Para ajudar a polícia que está investigando o caso, o Goeldi disponibilizou a lista dos itens furtados (seguem abaixo). Todos os livros e in-folios possuem, na página de rosto, uma marca d'água com o número do registro, um carimbo e anotações a lápis com o número da chamada. Exemplos dessas marcas também estão nestas fotos aqui expostas, nas páginas de rosto de Merian (in-folio) e de Cramer (livro).

Quanto mais pessoas souberem mais chances se terá de recperar este acervo. Para aqueles que frequentam leilões, feiras de antiguidades, sebos, alfarrabistas e livreiros, inclusive na internet, é preciso ficar atentos (principalmente os amigos de São Paulo que frequentam a feira do MASP). A Polícia Federal disponibilizou um telefone para denúncias, ativo 24 horas: 91-3214-8014.

Relação dos In-folios Extraviados

Des Murs, O. Iconographie ornithologique. Nouveau recueil general de planches d’oiseaux pur server de suite et de complément aux planches eluminées de Buffon...Paris, 1849. 2v. Reg. 877/61(Atlas) (In-folio 66)

Hernandez, Francisco. Rerum medicarum Novae Hispaniae thesaurus, seu plantarum, animalium, mineralium... Roma, Ex Typographcio Iacobi Mascardí, 1628. Reg. 428/59 (In-folio 6)

Maryaen, Maria Sybilla. ...Over de voortteeling ou wonderbaerlyke veranderingen der Surinaamsche insecten...Amsterdam, Jean Frederic Bernard, 1730. Reg. 763/61 (In-folio 60)

Mikan, J. C. Delectus florae et faunae brasiliensis... Vindobonae, Typis Antonii Strauss, 1820. Reg. 751/61 (In-folio 50)

Piso, Willem. Indiae utriusque re naturali et medica libri quatuordecim Amstelaedami, Apud Ludovicum et Danielem, 1658. Reg. 877/61 (In-folio 67)

Pohl, Ioanne Emanuele. Planrtarum Brasiliae ícones et descriptions hactenus ineditae iussu et auspiciis Francisci Primi imperatoris et regis augustissimi... Vindobonae, 1827-31. Reg. 185/62 (In-folio 95)

Sagra, Ramon de la. Album de aves cubanas reunidas durante el viagem de D. Ramon de la Sagra dedicado a S. M. Dona Isabel II. Paris, Imp. Litografia de Maulde y Renou, 1842. Reg. 180/61 (In-folio 30)

Spix, Jean de. Simiarum et vespertiolinum brasiliensium species novae histoire naturelle des spèces nouvelles de singes et de chauves-souris observées et recueillies pendant de voyage dans l’interieur du Brasil… dans les annés 1817, 1818, 1819, 1820… Monachii, Typis Francis Seraphici Hübschmanni, 1823. Reg. 759/61 (In-folio 57)

Spix, Johann Baptist von. Species novae ranarum quas in itinere annis 1817-1820 per Brasilian jussu auspiciis Maximilliani Jophi I... operas a spixio anno 1824 editi tabulas revisit, denuo imprimendas coloribus imbuendas curavit dr. Car. Phil de Martius... Monachii, Imprensis Editoris, 1839. Reg. 202/61 (In-folio 33)

Wied-Neuwied, Mximilian. Abbildungen zur naturgeschichte brasilliens. Weiner, 1823. Reg. 104/61 (In-folio 24)

veja mais abaixo

Relação de livros extraviados


Agassiz, Louis. Contributions to the Natural History of the United States of America...Boston, 1857. 2v. Reg. 134-135/61

Anstett, J. Ph. Historia natural popular, descripção circunstanciada dos três reinos da natureza...3 ed. Rio de Janeiro, Laemmert, 1873. Falta o registro 2320/75

Barbosa Rodrigues, João. Plantas novas cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro I-VI. Descríptas...1891-98. Reg 340/60

Barbosa, Rodrigues, João. Hortus fluminensis ou breve notícia sobre as plantas cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para servir de guia aos visitantes...Rio de Janeiro, Typ. Leuzinger, 1894. Reg. 210/58

Brabourne, Lord. The Birds of South America London, 1912-17. Reg. 73-74/58

Coudreau, Henri. Voyage au Yamundá 21 janvier à 27 juin 1899. Paris, A. Lahure, 1899. Falta o registro 282/90

Cramer, Pierre. Pappilons exotiques des trois parties du monde. L´Asie, l´Afrique et l´Amerique rassemblés et décrits...Amsterdam, 1779-1791. Falta o registro 829/61

Darwin, Charles. A monograph on the sub-class Cirripedia, with figures of all the species...London, Ray Society, 1851-1854. 2v.Reg. 125-126/61

Engler, Adolf. Die naturlichen pflanzenfamilien...Leipzig, Wilhelm Engelman, 1887-1909. Falta o registro 216/59

Estados Unidos. Pacific Railroad Survey. Reports of explorations and survey to ascerta in the most praticable...Route for a railroad from Mississipi Rivers to the Pacific Ocean. Washington, 1853-1859. 18v. Reg. 70-87/65 (Encadernados juntos)

Estados Unidos.Geographical and geological explorations, and surveys west of the one Hundredth Meridian. Report upon geographical and geological explorations and surveys west...Washington, Printing Office, 1875. Reg. 240/61

Feuillés, Louis. Histoire des plantes medicinales. Qui sont plus em usage aux Royaymes du Peru & du Chily dans l´Amérique Meridionale...[1725?]. Reg 341/60

Gaertner, Joseph. De fructibus et seminibus platarum...Stutgardiae, Typis Academiae Carolinae, Tupingae, Typis Guilielmi Henrici Schrammii, 1788-91. Falta registro 59/60
22/12/2008
Goeldi, Emílio Augusto. Ensaio sobre o Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira; mormente em relação às suas viagens na Amazônia sua importância como naturalista. Belém, Alfredo Silva, 1895. Reg. 712/57

Goeldi, Oswaldo. 10 gravuras em madeira. Rio de Janeiro, Off. Graf. Pongetti & Cia, 1930. Reg. 1265/60

Goode, George Brown. The fisherey industries of the United State...Washington, Government Printing Office, 1884. Reg. 1166/61

Holbrook, John Edwards. North american herpetology or a description of the reptiles inhabiting the United States... Philadelphia, J. Dobson, 1836. Reg. 137/61

Huebner, Jacob. Sammlung exotischer schnetterlinge errichtet von Jacob hubner (1806)...Neue engliche facsimile ausgabe...von P. Wytsman mit ammerkungs – Text von W. F. Kirby ...Brussel, V. Verteneuill und L. Dsmet, 1894-1908. Falta o registro 828/61

Kidder, Daniel Parish. Sketches of residence and travels in Brasil, enbrancing historical and geografical notices of the Empire at is several provinces. Philadelphia, Serin & Ball; London, Wiley & Putnam, 1845. 2v. Reg.204-205/57

Koningsberger, J. C. Java zoologisch en biologisch...Buitenzorg Drukkerij Dep., 1911-1915. 9 fasc. Falta o registro 595/61

Luciani, Arturo. O Estado do Amazonas (Brasil)...Genova, A. Motofarno, 1899. Reg. 3339/75

Oberthur, Charles. Études de lipedoptérologie comparée...Rennes, Imp. Oberthur, 1917. Reg. 225/66

Poeppig, Eduard. Reise in Chile, Peru und auf dem amazonenstrone wahrend der jahre. Leipzig F. Fleischer, 1835-6. Falta o registro 739/61

Ralph, Thomas Shearman. Ícones carpologicae. London, 1849. Reg. 35/60

Seitz, Adalbert. Lês macrolépitoptèresdu Globe.Revision systematique dês macrolépidoptères connus a ce jour, publié ane lê concoms dês spécialistes lês plus renommés...Paris, 1913-27. Falta o registro 17/63

Shaw, George. General zoologie, or systematic natural history...With plates from the first authorities and most select specimens, engraved principally by Mr. Hearth. London G. Kearsley, 1802. 2v. Reg. 116-117/61

Spix, Johann Baptist von. Serpentum brasiliensium species novae ou histoire naturelle des espécies nouvelles de serpens, recueillies et observées pendant le voyage dans l´interieur du Brésil dans lês années 1817-1820...écrite d´aprés les notes du voyageur par Jean Wagler...Monachii, Typis Franc. Seraph. Hübschunanni, 1824. Reg.317/59

Stoll, Gaspar. Representation exactement colorée d´après nature des spectres ou phasmes, des nantes, des sauterelles, des grillons...Amsterdan, J. C. Sepp et Fils, 1813. 2v. em 1. Reg 730/61

Westwood, John Obadiah. Catalogus of Orthopterous Insects...London, Trustes British Museum, 1859. Reg. 772/61

Wytsman, P. Genera insetorum...Bruxelles, V. Vertenevil et Desmet, 1902-15. 33v. Faltam registros 436/61 e 1277/61.

24.12.08

Aos amigos do Holofote


O desejo de um natal cheio de luz e paz


E em 2009....

vamos trilhar novos caminhos!!!



23.12.08

"Chupa-chupa, a história que veio do céu" volta em cartaz no cine Olympia.


Rodado em Colares no nordeste paraense o DOC TV, em 2006, "Chupa-chupa, a história que veio do céu" está de volta à tela do cine Olympia. É mais uma oportunidade para quem ainda não viu, conferir umas das histórias mais misteriosas já ocorrida nos céus da Amazônia. Na ocasião Adriano Barroso e Roger Elarrat ainda vão exibir dois curtas: "Vernissagem" e "Visagem". Também já vi e recomendo.

Chupa-chupa tem a direção e o roteiro de Adriano Barroso e Roger Elarrat, narra a história da cidade de Colares 30 após de ser, supostamente, vítima de ataque alienígena. O filme foi um dos vencedores do DocTv III em 2007 e depois de rodar alguns festivais está de volta a Belém.

Serviço - Chupa-chupa, A história que veio do Céu - Cine Olympia de 23 a 30 de dezembro/2008 - às 18h30 - Entrada franca!

20.12.08

Enquanto a chuva cai


A chuva cai. O ar fica mole . . .
Indistinto . . . ambarino . . . gris . . .
E no monótono matiz
Da névoa enovelada bole
A folhagem como o bailar.Torvelinhai, torrentes do ar!

Cantai, ó bátega chorosa,
As velhas árias funerais.
Minh’alma sofre e sonha e goza
À cantilena dos beirais.

Meu coração está sedento
De tão ardido pelo pranto.
Dai um brando acompanhamento
À canção do meu desencanto.

Volúpia dos abandonados . . .
Dos sós . . . — ouvir a água escorrer,
Lavando o tédio dos telhados
Que se sentem envelhecer . . .

Ó caro ruído embalador,
Terno como a canção das amas!
Canta as baladas que mais amas,
Para embalar a minha dor!

A chuva cai. A chuva aumenta.
Cai, benfazeja, a bom cair!
Contenta as árvores! Contenta
As sementes que vão abrir!

Eu te bendigo, água que inundas!
Ó água amiga das raízes,
Que na mudez das terras fundas
Às vezes são tão infelizes!

E eu te amo! Quer quando fustigas
Ao sopro mau dos vendavais
As grandes árvores antigas,
Quer quando mansamente cais.

É que na tua voz selvagem,
Voz de cortante, álgida mágoa,
Aprendi na cidade a ouvir
Como um eco que vem na aragem
A estrugir, rugir e mugir,
O lamento das quedas-d’água!


Manoel Bandeira



O GRITO NEGRO DE CESARIA EVORA



O grito negro de Cesaria Evora
Sangrou nas espumas do mar
Arrefeceu a dor da herança ibérica
E fez da melancolia de uma saudade
Um canto de liberdade e força eterna
Verrumando o corpo inteiro
Varrendo as sombras das janelas.


Poema de Rafael Gregório, grande amigo, ouso dizer!
o clic é de Luana Medeiros Weyl

19.12.08

Artigo - Folha de São Paulo

Bienal age de modo cínico e intolerante ao lavar as mãosAcusar a grafiteira Carolina da Mota, presa há 52 dias, de "danificar patrimônio tombado" é estratégia hedionda

Paulo Herkenhoff
Especial para Folha de São Paulo

Minha opinião ou a de qualquer outra pessoa sobre o grafite não tem a menor importância no caso da Carolina Pivetta da Mota na Bienal de São Paulo. Não se trata de condenar ou aplaudir a ação de grafitagem. Eu vi, em 1972, os seguranças do MAM carioca ajudarem Antonio Manuel a fugir da polícia que o perseguia porque havia se apresentado nu no Salão Nacional de Arte Moderna. O MAM do Rio não mandou prender Raimundo Colares quando quebrou vidros do prédio em manifestação durante a ditadura militar.

A Bienal quer que o Brasil sinta saudades da ditadura? A mesma Bienal que entrega a grafiteira à polícia foi a que proscreveu Cildo Meireles em 2006 por ter protestado contra a reeleição de Edemar Cid Ferreira para seu conselho. O paradoxo é que Edemar não providenciou a prisão da garota que beijou com batom uma tela de Andy Warhol na Bienal de 1996, fato muito mais grave do que grafitar paredes nuas.

A Bienal, seu presidente, conselheiros e curadores que continuarem a se omitir precisam aprender algo com Edemar: na Bienal, a repressão não é um fim em si. Confesso que, quando soube da grafitagem, pensei que fosse um gesto autorizado numa Bienal que ia criar uma praça de convivência e estimulava a participação da cultura pop jovem. Era estratégia de marketing ou efetiva proposta de política cultural?

No entanto, tudo é obscurantista na posição da Bienal desde o dia da grafitagem. Posso até entender as reações de primeira hora mais agressivas por agentes culturais e políticos da Bienal, mas temos de admitir ser uma estratégia hedionda acusar a grafiteira de "danificar" o patrimônio tombado, já que as feiras, as festas de casamento e a própria Bienal furam e escrevem nas paredes, pintam e bordam com o prédio sem autorização do Iphan.

Se a grafiteira fosse um nome do mercado de arte não teria sido presa ou já estaria solta. O ato de Carolina Pivetta da Mota é rigorosamente igual a tudo o que ocorre no prédio da Bienal. Depois é só repintar, como aconteceu. Tudo se refaz porque o prédio da Bienal está à disposição da expressão. Sua estrutura original de feira industrial tinha que ser necessariamente versátil para atender a todo tipo de tranco físico. Por isso o acabamento sem adornos e luxo do Pavilhão do Ibirapuera. É só cimento, tijolo e cal.

Debate na pasmaceira - Carolina também não interveio na obra de ninguém. Ela não é uma Tony Shafrazi, que grafitou a "Guernica" de Picasso. Se tivesse praticado um ato anti-social realmente grave, Carolina já poderia ter sido condenada a alguma prática comunitária na própria Bienal. Neste caso, não se estaria "domesticando" uma consciência crítica, mas dando-lhe a oportunidade de entender melhor o processo de uma Bienal. O que Carolina está contribuindo socialmente agora é a introduzir um debate na pasmaceira institucional.

Se tivesse causado um dano real à superfície das paredes, teria sido ínfimo. Dirigi um museu do Iphan onde uma ex-diretora causou danos em esculturas ao instalá-las ao ar livre, onde tomavam chuva ácida. O Iphan e o Ministério Público não pediram sua prisão quando se verificaram danos irreparáveis à pátina na escultura "A Faceira de Bernardelli".

No caso do grafite na Bienal, não ficaram seqüelas. Fui curador da 24ª Bienal de São Paulo, e minha monografia final no mestrado em direito pela Universidade de Nova York foi na área de direito constitucional. Nessa dupla condição, afirmo que o que vejo aqui é uma posição odienta da Bienal transferindo a responsabilidade por essa situação kafkiana para os órgãos do Estado como responsáveis por este processo.

Carolina não danificou nenhuma obra de arte. Por acaso, Oscar Niemeyer veio a público protestar contra a grafitagem como um "ataque" danoso ao pavilhão do qual é autor, como sempre fez quando degradam um projeto de sua autoria?

A Fundação Bienal primeiro agiu de modo intolerante e agora de modo cínico ao lavar as mãos. Parece que estar em "vivo contato", proposta desta Bienal, está sendo entendido como exercício de ira ou crueldade que, afinal, estão entre as pulsões de morte da espécie humana. Ou é só vingança? Afinal, alguém tem que pagar...

Mesmo que seja uma mulher, baixinha, gordinha que não conseguiu escapar da ineficiente vigilância da instituição como os outros 30 galalaus. Sua prisão serviu para salvar a honra dos vigilantes e o contrato da empresa com a Bienal... Parabéns a Carolina por não ter pensado na delação premiada para se safar da encrenca, mesmo depois de 52 dias sem um habeas corpus. Carolina Pivetta da Mota passou o dia de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos numa cadeia em São Paulo. Isso não denigre a Bienal, nem São Paulo, nem o Brasil. Isso denigre a humanidade.

Se o vazio fosse de fato o espaço aberto para discutir a instituição, essa extraordinária grafitagem teria sido incorporada ao projeto ético e político da 28ª Bienal. A grafitagem já é um dos fatores mais marcantes desta edição. Com mais repressão, deixará de ser um problema de excessivo rigor penitenciário para se tornar uma questão para estudos éticos curatoriais e debates estéticos. Se a Fundação Bienal de São Paulo não se cuidar, a conclusão a que se poderá chegar é a de que o principal problema da Bienal é a 28ª Bienal e a estrutura política que a sustentou.

Peço desculpas a Carolina por não ter protestado, em minha recente palestra na Bienal, em sua defesa e contra esse estado brutal de condução da vida institucional. Eu pensava que já estivesse solta. Quem salva o Brasil e a Bienal não é cadeia, é Mário Pedrosa ao dizer que a arte é o exercício experimental da liberdade. E dirigir a Fundação Bienal de São Paulo ou fazer curadoria não pode perder isto de vista.

PAULO HERKENHOFF é curador e crítico de arte. Dirigiu o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e foi curador do MoMA em Nova York e da 24ª Bienal de São Paulo, em 1998


18.12.08

Pra dançar nesta sexta


Muita salsa, cumbia, ska, samba rock, soul, anos 80, funk e show da banda La Pupuña. Isso tudo na festa “Gafieira Molotov”, que a Se Rasgum faz amanhã, sexta, na boate Sarajevo.

A banda La Pupuña está lançando o seu primeiro CD, All right. Mixado por Kassin e Berna Ceppas, o disco traz a proposta inovadora da banda, que já ganhou o Brasil com sua guitarrada-surf music-belengue-carimbó, e se consagrou na noite de Belém como uma das mais divertidas bandas, capaz de fazer o público dançar do começo ao fim.

Mas o agito ainda tem os DJs Marcel (salsa, merengue, balkan beats), Gustavo (samba rock, brasileiros), Damaso (ska, cúmbia, brasileiros, indie rock), Dudu Feijó (anos 80 e post punk) e a dupla convidada Mestre Xorge & Chubbs (soul music e funk 70's). Salada musical dando vazão ao "balanço", com DJs que tocam sons exclusivos na noite de Belém.

Serviço
Gafieira Molotov, sexta-feira, 19 de dezembro, na Sarajevo (Praça do Carmo) a partir das 22h, com DJs Se Rasgum e show da banda La Pupuña. Ingressos: 10 dinheiros.


Lançamento do livro Apenas Blanchot


O livro, editado pela Pazulin, 2008, traz uma antologia de textos sobre o escritor francês Maurice Blanchot [1907 2003]. Organizado por Nilson Oliveira [ editor da revista Polichinello, autor de A Outra Morte de Haroldo Maranhão], tem lançamento marcado para hoje, às 19h na Sala de Multimeios do IAP [Instituto de Artes do Pará].

Abertura: exibição do filme Maurice Blanchot de Cristophe Bident, seguido de diálogos entre Vicente Franz Cecim e Nilson Oliveira.


13.12.08

Ester Sá estréia o espetáculo “Iracema voa”

Um encontro com parte da história cultural do estado do Pará. É assim que se poderia definir, "Iracema Voa", espetáculo de Ester Sá, resultado da bolsa de pesquisa e experimentação artística do Instituto de Artes do Pará, realizado durante o ano de 2008. O espetáculo, que narra a trajetória da vida e da obra de Iracema Oliveira, destacada personalidade da Cultura Popular Paraense, poderá ser visto nesta segunda e terça-feira, no IAP.

No palco, cenas que trazem o universo do Pássaro Junino, em sua rica dramaturgia e personagens e também os glamourosos programas de auditório da década de 50, que aconteciam no saudoso auditório da Rádio Marajoara, onde Iracema iniciou sua carreira radiofônica. Mas o espectador ainda verá Quadrilhas Juninas, Pastorinhas, e tantas outras facetas da vida de Iracema, sempre dedicados a arte e a cultura.

O texto, construído a partir de memórias de Iracema Oliveira, conta com citações de trechos de obras de Francisco Avelino de Oliveira e Raimunda Oliveira. As músicas foram retiradas da obra popular Pastorinhas Filhas de Sion e do cancioneiro popular da década de 50, além do samba enredo criado em homenagem à Iracema Oliveira pela escola de Samba Cacareco.

Iracema Oliveira nasceu em 1937; filha do artista Francisco Avelino de Oliveira, iniciou sua carreira no Teatro Popular em 1945 nas Pastorinhas, e em 1946 nos Pássaros Juninos. Hoje, com 71 anos, é Guardiã do Pássaro Junino Tucano (teatro popular da quadra junina paraense) e das Pastorinhas Filhas de Sion (encenação popular da quadra natalina) além de coordenar o Grupo Parafolclórico Frutos do Pará.

Iracema foi estrela de rádionovelas e programas de rádio na décadas de 50 à 70, trabalha até hoje na Rádio, no programa Bom Dia Cidadão, com Santino Soares. Fez Teatro, TV e Cinema. Sua trajetória artística inclui a coordenação de Quadrilhas Juninas, e em 2006 foi homenageada pela escola de samba paraense “Cacareco” com o enredo “Iracema Oliveira: Na Arte e na cultura, a Razão de Viver”

FICHA TÉCNICA

Elenco, pesquisa, direção e dramaturgia- Ester Sá
Consultorias – Aníbal Pacha e Karine Jansen
Criação e operação de Luz – Sônia Lopes
Criação e operação de Sonoplastia – André Mardock
Arranjos Musicais – Renato Torres e Banda do Pássaro Tucano
Músicos Convidados: Renato Torres, Chiquinho do Acordeom, André Mardock, Diego Leite e Banda do Pássaro Tucano
Concepção Visual – Aníbal Pacha
Cenário – Mestre Nato
Adereços – Mestre Nato e André Mardock
Assistência de confecção de cenário – Shirlene Cruz e Thayla Crislane
Figurino – Aníbal Pacha
Confecção de Figurino – Telma Queiroz
Vozes convidadas: Santino Soares, Pauli Banhos, Paulo Marrat
Registro – André Mardock e Marcelo Rodrigues
Fotos e Arte Gráfica – André Mardock

Serviço
Iracema voa - 15 e 16 de dezembro de 2008, na sala de dança do IAP (Instituto de Artes do Pará) às 20h - Entrada Franca


10.12.08

A outra Margem de Diô Viana


O Sistema integrado de Museus e Memoriais abre na Galeria Fidanza, do Museu de Arte Sacra, a exposição "A outra Margem" de Diô Viana, com vernissage às 19h30 e período de visitação de 11 a 28 de dezembro, de terça a domingo das 10 às 18h.

Diô Viana faz parte de uma classe de artistas à qual podemos denominar de 'andarilha', o artista possui muitos quilômetros percorridos, diversas texturas, cores, sombras e luzes já vistas e sentidas, muitos espaços tornados afetivos.

Sua Amazônia pueril transformou-se numa 'floresta do mundo'. Agora ela é uma paisagem híbrida resultante do cruzamento de diversos odores, sons, temperaturas e mat(r)izes adquiridos no decorrer dos percursos. Cada nova parada modifica seu olhar e, conseqüentemente, seu trabalho ganha e perde elementos, evidenciando, assim, a transformação constante em sua produção visual.

Além de pintor, desenhista e gravador, ele é também um impressor profissional que atuou junto a importantes artistas brasileiros, dentre eles Marília Rodrigues e Fayga Ostrower. "Todo gravador deveria saber um pouco de impressão. Saber explorar os potenciais de expressão da própria placa. Isso é bem importante. Você pode interferir de maneiras diferentes e acrescentar coisas na placa para enriquecer uma gravura", declara Diô.

Sendo sua trajetória marcada pela gravura e pela pintura, poderemos constatar as afinidades entre uma e outra técnica na mostra "A outra Margem" que o artista paraense , hoje residindo na cidade do México, traz a Belém,com abertura nesta quarta-feira 10 de dezembro na Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra. Composta de 15 pinturas nas quais, Diô usa como suporte o papel japonês e o reveste com inúmeras camadas de tinta acrílica, óleo em bastão, nanquim, grafite e um material não convencional recorrente em vários de seus trabalhos, o artista constrói a sua obra usando repertórios visuais da cultura popular com posturas artísticas eruditas.

Algumas imagens podem nos remeter à pintura corporal indígena e à pintura em cerâmica. Ao mesmo tempo em que, em determinados trabalhos ele acumula a matéria, em outros ele cava a tinta deixando o papel nu, descoberto. Cria assim uma nova textura que vibra diante do nosso olhar.

Serviço:
Local: Galeria Augusto Fidanza do Museu de Arte Sacra
Praça Frei Caetano Brandão s/ nº - Cidade Velha , Belém-Pará

Aniversário do Corredor Polonês atelier cultural


(...) O coletivo arRUAssa propõe a ação de rua São Jorge, o Dragão, que terá como ponto de partida, como base, o Corredor Polonês, situado na Rua General Gurjão, e será desenvolvida ao longo da região do comércio e campina, tendo como ponto final, de chegada, a escadinha, início da presidente vargas.

Cada artista fica livre para desenvolver a ação que melhor lhe aprouver, na linguagem que preferir, desde que seja obedecido o mapa que indica o trajeto a ser percorrido, e em determinados pontos estacione a sua bicicleta e execute o seu trabalho.

O trajeto, já anteriormente dividido entre os artistas participantes, desenha em uma vista aérea o "$" adaptado às ruas da zona do comércio de Belém, explorando essa idéia fixa de consumismo em véspera de Natal, em contraponto à crise mundial. Todo artista deve estar munido de uma bicicleta, um mapa, muita água, e criatividade para seu trabalho artístico interventício.

(...)

Data da ação: 12/12/2008 (Sexta-feira) Programa:

17h - Corredor Polonês: Ação de rua São Jorge, o Dragão
20h - Corredor Polonês: Projeção do filme LIMITE, de Mário Peixoto

A temporada da Blackout continua!


O som da música negra sem fronteiras. Muito hip-hop, funk, afrobeat, soul, jazz, reggae, drum´n bass e manguebeat. Todas as quintas de dezembro, no Bar Zueira - Rua São Francisco nº 450 (entre Tamandaré e Veiga Cabral), Batista Campos.

Hora: a partir das 21h
Ingressos R$ 5, 00. Os 20 primeiros ganham cd
com o set Blackout.
Contatos: 82274803 (Izabel Luz)

8.12.08

Mercado Caixa de Criadores lança temporada 2008/2009


Neste mês de dezembro, Belém volta a respirar moda. A 6ª Edição do Mercado de Moda Caixa de Criadores, abre no dia 15 com um desfile para convidados, patrocinadores e imprensa. Na passarela, cerca de 200 looks diferentes, criados pelas vinte marcas que este ano participam do desfile.

A partir do dia 16 o público em geral terá chances de sobra para conferir as novidades da temporada 2008/2009. Até o dia 21 de dezembro o centro das atenções estará voltado para o Espaço São José Liberto, onde acontecerá sempre das 14h às 20h, o Mercado de Moda Caixa de Criadores.

Com o tema "Moda Inteligente", o evento estará recebendo, na entrada, livros que serão torçados por cupons que concorrerão a sorteios de peças de roupa e acessórios das marcas que participam do evento. Os livros arrecadados serão doados para o acervo da biblioteca da Associação Nossas Senhoras das Graças, que atende crianças e adolescentes que sofrem violência sexual ou doméstica.

E com o apoio da CI – Central de Intercâmbio, as compras com valor acima de R$ 200,00 valem um cupom para o sorteio que será feito no último dia de mercado, valendo uma bolsa para estudar espanhol em Buenos Aires, com passagem e hospedagem pagas.

Programação traz moda, bate-papo, Djs e bandas

Além dos sorteios, a programação do evento também promete agitar a semana. Este ano estão participando do mercado, 32 marcas, que serão comercializadas, enquanto DJ's e bandas tocarão, ao vivo, para o público que estiver freqüentando o mercado. Seguindo o critério de diversidade e criatividade das marcas do Mercado de Moda, a programação artística fechou com os coletivos de DJ's da Se Rasgum, Meachuta, Pogobol, Blacksfera, Dj Emídio Contente, Bulhufas e ainda Renato Rosas & Trio e banda Gaia Na Gandaia.

No dia 18, a programação começará mais cedo, às 13h, com um bate papo sobre moda com o estilista Fernando Hage. "Nossa temporada quer discutir moda. Por isso realizaremos este bate-papo onde conversaremos sobe processo de criação. E para 2009 já estamos planejando parcerias para realização de palestras com pesquisadores de moda do Brasil e cursos livres", explica.

O evento tem patrocínio do SEBRAE-Pa, co-patrocínio da DC-3-Marketing e Comunicação. Apoio Governo do Estado, Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Espaço São José Liberto, CI – Central de Intercâmbio, Digital Produções, Jokerman e Sol Informática.

A nova moda paraense em projeção

O Mercado Caixa de Criadores já faz parte do calendário anual de eventos de moda da região metropolitana de Belém e já caiu no gosto das pessoas que vestem e apreciam estilos que estão ligados a um novo conceito de mercado de varejo, onde se mistura moda, música, arte, tecnologia, informação e diversão.

É exatamente assim, com muita criatividade, que o Coletivo Caixa de Criadores consegue trazer à tona o interesse pela produção local nas áreas de Moda e Design.
Formado pelos estilistas e designers de moda Clara Carneiro, Diogo Carneiro, Junior Oliveira, Jackye Carvalho e Fernando Hage, o coletivo Caixa de Criadores, em apenas dois anos de existência, já contribui fortemente para a consolidação de novos nomes da criação de moda no Pará.

Motivados pela idéia de criar um mercado local que atraia investidores do setor para nossa região, o coletivo agrega uma geração de novos estilistas que vêm, cada vez mais, se destacando no mercado de moda brasileiro.

Serviço
Mercado de Moda Caixa de Criadores. Dia 15 de dezembro, desfile de abertura para convidados, no Teatro Waldemar Henrique. De 16 a 21 de dezembro, no Espaço São José Liberto, das 14h às 20h. A entrada é franca. Leve um livro e troque por cupons que concorrerão a sorteios. Mais informações sobre o coletivo Caixa de Criadores no blog: http://caixadecriadores.blogspot.com/

Veja a programação completa mais abaixo.

Confira a programação do Mercado de Moda Caixa de Criadores



Espaço São José Liberto
14h às 20h


Terça-feira, 16/12

18h - Se Rasgum


Quarta-feira, 17/12
18h - Meachuta


Quinta-feira, 18/12

13h – Bate Papo com o estilista

Fernando Hage

18h – Pogobol


Sexta-feira, 19/12

18h - Blacksfera


Sábado, 20/12

16h - Dj Emídio Contente

18h - Renato Rosas & Trio


Domingo, 21/12

16h – Bulhufas

18h - Gaia Na Gandaia


3.12.08

Ricardo Andrade abre sua “Árvore Cósmica”


Abre nesta quinta-feira, no espaço de arte do Ná Figueiredo, a exposição "Árvore cósmica", do artista plástico Ricardo Andrade. A primeira individual do artista traz obras em técnicas mistas de nankin sobre papel, pastel sobre papel, acrílica sobre papel e óleo sobre tela.
O cara é formado e atua em veterinária. A profissão, segundo ele acaba sendo fundamental para aguçar a sensibilidade. Ricardo é um apaixonado por arte e a música é fonte inspiradora. Ele é daqueles que não abre mão da boa MPB, mas que admite ter mudado a visão das coisas ao conhecer Led Zeppelin, Black Sabbat, Rick Wekman a Jennis, Rendrix, Deep Purple, AC DC, e principalmente Pink Floyd.
A influência, está nas telas que vocês irão apreciar a partir desta quinta!!

O Ná Figueredo fica na Av. Gentil Bittencourt quase esquina da Beijamin.


2.12.08

Simpósio discute linguagem e imagem


Nos dias 11 e 12 de dezembro, ocorrerá em Belém, no Cinema Olympia e no Teatro Waldemar Henrique, o I Simpósio Nacional Linguagem e Imagem.
Resultado de dois anos de ensino, pesquisa e extensão o Projeto Linguagem e Cinema: Foco da Câmera Apoiada no Tripé Discurso, Ideologia e Arte, do Instituto de Letras e Comunicação, da Universidade Federal do Pará, privilegiou o estudo das mais variadas linguagens, da Telenovela ao Cinema e da Literatura aos Quadrinhos.


O evento conta com a presença de nomes conhecidos no cenário local e nacional de diversas áreas de estudo e produção, tanto professores de Comunicação Social, de Letras quanto estudiosos da sétima arte, produtores de audiovisual e fotógrafos.


A organização do evento é de responsabilidade do Grupo de Trabalho em Imagem (GTI), que está promovendo as inscrições no período de 24/11/2008 a 10/12/2008, nas instalações do Instituto de Letras e Comunicação das 08h às 19h e também por depósito em conta. Vagas limitadas. Estimativa de público: 200 pessoas.

1.12.08

Júlio Freitas é atração das quintas-feiras de dezembro no Bodega

Júlio e Alba Maria, parceira de longa data

É a primeira temporada, desde 2007, quando ele precisou viajar para um tratamento de saúde. Firme e forte novamente, Júlio Freitas sente-se em casa mais do que nunca e acompanhado de seu parceiro de voz e violão há pelo menos 10 anos, Renato Torres, o cantor escolheu o Bodega para matar a saudade dos amigos e fãs.

Afinal, segundo ele mesmo diz, lá no Bodega fez amigos. “É uma casa que frequento desde a sua inauguração, onde fiz muitos amigos, dos funcionários do bar aos freqüentadores”, diz.
Este é o clima que deve imperar durante toda a temporada, que também recebe canjas de inúmeros músicos que, além de frequentar a casa, também já tocaram lá, a exemplo dos amigos Adilson Alcântara, Maria Lídia, Leandro Dias, Felipe Cordeiro, Walter Bandeira e muitos outros.

Para quem conhece o repertório de Júlio e Renato, a sensação será de revival, com interpretações marcantes na carreira da dupla, em arranjos criados por eles mesmos. Os concertos contam ainda com algumas das músicas mais pedidas ao longo da carreira de Júlio, como Leopardo (Vital Lima), Furta-cor (Maria Lídia), Magamalabares (Carlinhos Brown) e Jorge da Capadócia (Jorge Benjor). Também compõe o repertório músicas de compositores estrangeiros, notadamente os jazzistas americanos (canções famosas nas vozes de cantoras negras das décadas de 20 a 60) e roqueiros ingleses (Beatles, Queen, etc.).

Júlio Freitas(voz) & Renato Torres (voz e violão).
Todas as quintas de dezembro - Dias 04, 11 e 18/ 12/ 2008.
Hora: 22h30 - Local: Bodega – Trav. Quintino, 1920
(entre Conselheiro e Gentil). Couvert: R$3,00 (três reais)