29.8.09

Caravana da Imagem abre inscrições para oficinas de cinema em Salinas

O projeto Caravana da Imagem desembarca nesta segunda-feira (31), no município de Salinópolis, localizado na zona do Salgado – Amazônia Atlântica. Conhecido por suas belas praias e um dos destinos mais concorridos do verão, o município receberá oficinas de cinema, uma mostra de filmes brasileiros e um seminário que orientará os professores a como utilizar o cinema em sala de aula. O projeto é uma realização da Central de Produção, com patrocínio do Banco da Amazônia e apoio cultural da Prefeitura de Salinópolis. Todas as atividades são gratuitas.

Salinópolis é a sexta cidade do Pará a receber o projeto Caravana da Imagem, que inicia agora sua terceira edição. Criado em 2002, pela produtora cultural Márcia Macêdo, o projeto já passou pelos municípios de Santarém, Bragança, Vigia, Ourém e Monte Alegre. Ainda em 2009, o Caravana da Imagem vai estar em Mosqueiro.

Em sua passagem por Salinas, o projeto está levando oficinas de cinema, nas três áreas básicas para a realização de um documentário: direção, roteiro e produção. As inscrições podem ser feitas a partir desta segunda-feira (31), das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Ginásio Zeca Faustino. As oficinas serão ministradas por profissionais experientes na área do audiovisual: o diretor e roteirista João Inácio Neto (oficina de roteiro), o produtor Cláudio Figueiredo (produção) e o diretor Silvio Figueiredo (direção).

As oficinas acontecerão nos dias 12 e 13 de setembro, das 8h às 18h, na Escola Dom Bosco. São 25 vagas por oficina e, como pré-requisito para participar, é necessário ser maior de idade. Após as oficinas, os alunos partirão para a gravação do documentário, nos dias 19 e 20 de setembro. Em seguida, nos dias 21 e 22, será feita a edição do material.

Nos dias 10 e 11 de setembro, das 19h às 22h, o projeto oferecerá aos professores da rede pública de ensino o seminário “Cinema como Recurso Pedagógico na Escola”. Ministrado por João Inácio Neto, diretor do curta-metragem “Shala”, o seminário é uma oportunidade para os professores trocarem informações sobre os benefícios que o cinema pode oferecer em sala de aula. O seminário acontecerá no Auditório Orlando Nunes.

Em seu sétimo ano de existência, o projeto Caravana da Imagem volta a ser patrocinado pelo Banco da Amazônia, que apoiou a primeira edição do projeto, em 2002. Como resultado do projeto, os participantes das oficinas em cada município realizaram os documentários “O Lavrador de Toadas” (Ourém), ”As Pedras Que Contam” (Monte Alegre), “A Última Sessão” (Santarém), “A Vila Que Era” (Bragança) e “31 de Agosto” (Vigia). Estes cinco documentários revelam a identidade de cada município e vão formando uma espécie de acervo visual do interior paraense.

Serviço:
As inscrições para as oficinas do projeto Caravana da Imagem podem ser feitas de 31 de agosto a 10 de setembro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Ginásio Zeca Faustino, em Salinópolis. Inscrições gratuitas. O projeto é uma realização da Central de Produção, com patrocínio do Banco da Amazônia e apoio cultural da Prefeitura de Salinópolis. Informações: (91) 3343-3567 / 9624-7994.

Texto e informações:
Carlos Henrique Gondim - Assessoria de Imprensa Caravana da Imagem

27.8.09

Projeto leva música de qualidade às praças de Belém

Na semana passada os mais desinformados que passaram pela Praça Brasil se depararam com uma grata surpresa. Andréa Pinheiro e Paulo Moura se apresentavam, em pleno domingo de manhã.

Há duas semanas está acontecendo um projeto que leva música de qualidade aos recantos mais encantadores de uma cidade, as praças. Com cenário acolhedor e relaxante, o projeto Pelas Praças une o benefício que o contato com a natureza oferece ao incentivo à cultura e ao ócio criativo.

Formatado para acontecer sempre aos domingos, neste final de semana o projeto foge à regra e acontece também no sábado, dia 05, à noite na praça D. Mario Vilas Boas, no Marex. No palco, os Tambores da Amazônia e Cristal Reggae.

No domingo, volta a sua forma natural e ao seu espaço mais cativo, a Praça Batista Campos, das 9h ao 12h. De acordo com Márcio Macedo, idealizador do projeto, o Pelas Praças de Belém visa democratizar a cultura e revitalizar esses espaços públicos pouco aproveitados com entretenimento de qualidade, mostrando ao povo que o artista paraense tem muito a revelar.

Até o dia 20 de setembro, o projeto encabeçado pela M.M. Produções, conta com participações especialíssimas de grupos e músicos como o Quarteto de Cordas Virtuose e o grupo Mundo Mambo, Trio Manari, entre outros que ainda estão por vir, como o Trio Ternura, Nazaré Pereira, Ivan Cardoso, Grupo Quaderna, Livia Rodrigues e La Pupuña.

No encerramento, dia 20 de setembro, já está confirmada a participação de Mestre Vieira, ícone da nossa guitarrada paraense. O patrocínio do projeto vem da Big Ben, através da Lei Semear de Incentivo à Cultura, do Governo do Estado e Fundação Cultural Tancredo Neves.

Serviço
Mais informações: 8109-7792/3086-6258 (Márcio Macedo). Veja as fotos no blog: www.pelaspracas.blogspot.com.


24.8.09

Espetáculo com acessibilidade, uma bela iniciativa

O espetáculo teatral Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho - primeira peça brasileira encenada com distintas formas simultânea de acessibilidade – está sendo apresentado hoje, 24 , às 19h, no Centro Cultural Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180), no Rio de Janeiro, com a presença do Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula.

As pessoas cegas e com baixa visão vão utilizar fones de ouvido para ter acesso à audiodescrição das cenas e receberão programas impressos em braile e as com deficiência auditiva terão a opção de acompanhar a peça pelo texto no telão ou pelos intérpretes da língua brasileira de sinais.

Com o apoio institucional do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), a peça é inspirada no livro da jornalista e escritora Claudia Werneck, autoria e direção de Diego Molina, supervisão de Bosco Brasil e apresentação do grupo Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade, um dos projetos da Escola de Gente - Comunicação em Inclusão.

O público vai receber um exemplar impresso que deu origem ao espetáculo e pessoas com deficiência visual e analfabetas podem optar por receber seus exemplares nos formatos MEC/Daisy - programas que permite transformar qualquer formato de texto disponível no computador em texto digital falado - ou em CD de áudio.

A iniciativa percorreu diferentes regiões do Brasil e teve um público de mais de 10.700 adolescentes, jovens e adultos de 44 comunidades, escolas e teatros. Claudia Werneck lembrou do pioneirismo da ação e das barreiras do uso de tantas tecnologias simultâneas em espetáculo teatral e agradeceu o apoio do Ministério da Cultura “por apostar e investir em algo tão inovador no Brasil na área cultural, apesar de ser lei”.

Acessibilidade - O Centro Cultural Solar de Botafogo foi escolhido por ser um dos teatros com acessibilidade arquitetônica e que permite com que as pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida circulem com autonomia. Na primeira fila, conforme o Decreto Federal 5.296 de 2004, há assentos reservados para pessoas com deficiência ou que necessitem estar nessa fileira por qualquer razão: seja para acompanhar os intérpretes da língua brasileira de sinais, seja para realizar leitura labial dos atores.

Fonte: Marcelo Lucena, Comunicação Social/MinC

22.8.09

Atriz Yeyé Porto surpreende em Miguel Miguel

Esta semana estive na ilha de edição da minissérie “Miguel Miguel”, na Digital Produções. Roger Elarrat (diretor e roteirista da obra) já está trabalhando duro e já temos algumas seqüências bem montadas.

Como ele mesmo disse no blog da minissérie, Miguel está morto e enterrado (duas vezes), mas ainda está bem vivo em nossas memórias aqueles dias de gravação em que tivemos muitas e gratas surpresas.

Uma delas foi sem dúvida a performance da atriz Yeyé Porto, vivendo a personagem Úrsula, esposa de Varão. Para construí-la, de personalidade tão diferente do determinado e prático Varão, foi preciso um trabalho de investigação emocional.

Adriano Barroso (diretor de elenco) diz que precisou buscar na memória emocional da atriz, algo que puxasse a Úrsula de dentro de Yeyé, uma vez que entre as duas, atriz e personagem, há uma diferença abismal.

O Varão foi logo visto em Henrique, diz Roger Elarrat. “Eu já esperava por isso. Criei uma ansiedade em ver isso acontecer. Mas com a Yeyé foi ao contrário, não sabia o que esperar e tivemos cenas fortes com ela”, conta.

"A Úrsula é aquela mulher que se submete ao marido. Yeyé é a produtora, que vai, faz e resolve tudo. Mas o grande barato com ela era tentar baixar cada vez mais este tom de produtora, buscando a relação dela com o alguém pela qual ela pudesse dar a vida”, diz Barroso.

“Com o Henrique foi mais fácil porque eu já conhecia a vida dele, pela nossa proximidade. Mas com a Yeyé, tive que ir mais devagar procurando saber, da vida dela, alguma coisa que trouxesse a Úrsula pra dentro da vivência dela.

E isso aconteceu no momento em que ela disse que tocava piano e contou uma historia da relação dela com piano envolvendo a mãe e o pai”, continua.

E dessa descoberta surge então uma das seqüências mais lindas da minissérie, no quarto episódio, em que ela toca piano. Na cena, a catarse da personagem com sua vida.

Também nos últimos dias de gravação conversei com ela, que atualmente é Gerente de Artes Cênicas da Secult. Embora tenha sido este o seu primeiro trabalho de atuação no audiovisual, Yeyé há muito vem participando desta cena. Em 1998, por exemplo ela dirigia o Museu da Imagem e do Som do Pará em um de seus melhores momentos.

Naquela época, reuníamos toda semana para discutir os encaminhamentos para uma retomada da cena audiovisual no Pará. Foi naquelas reuniões que conseguimos elaborar ma proposta de edital para produção de curta metragem.

O prêmio, da esfera municipal (prefeito Edmilson Rodrigues), durou apenas duas ou três edições. Mudando-se de gestor, infelizmente deixou de existir. Mas foi a partir daí que os nomes mais novos do nosso cinema, surgiram. Nesta época, começaram a acontecer mais cursos profissionalizantes e foi quando me abracei ao ofício da continuidade, depois de fazer o meu primeiro curso de roteiro com a Flávia Alfinito (Chuvas e Trovoadas, Carlos Gomes).

No mesmo ano, 1998, através do MIS, restaurou-se “Brutos Inocentes” de Líbero Luxardo e o escritor Haroldo Maranhão lançava “Miguel Miguel”.

Ironia do destino ou não, Yeyé, que estava no MIS, nem imaginava que um dia iria dar vida a uma das personagens daquela novela. Segue a entrevista com Yeyé Porto, mulher e atriz com quem tive o prazer de conviver nestas últimas semanas.

Holofote Virtual: Este é o seu primeiro trabalho com cinema. Diferente do teatro, a atuação se torna muito fragmentada. Foi complicado fazer a Úrsula, em “Miguel Miguel”?

Yeyé Porto:
Foi realmente um desafio muito grande. Precisei direcionar todas as minhas energias para que a minha inexperiência não comprometesse o trabalho, portanto, estive atenta a tudo e sempre pedi orientação a todos os envolvidos, para que fosse alcançado o resultado almejado. Quanto à atuação fragmentada, eu fui aprendendo a lidar com isso no decorrer das filmagens. E isso vai me ajudar muito ainda, na própria atuação teatral. Buscar as emoções aos pouquinhos, usando a memória, é muito diferente e muito interessante.

Holofote Virtual: Apesar de ser a primeira vez na frente da câmera, o cinema já esteve presente na tua vida de diversas maneiras. Na década de 90, por exemplo, você dirigiu o Museu da Imagem e do Som do Pará e, certa vez, realizou-se lá um curso de “Atuação para câmera de cinema”, lembra? Nesta época você pensava em um dia fazer um filme?

Yeyé Porto:
É verdade, o cinema já esteve e continua estando na minha vida. Quando assumi a direção do MIS, descobri uma paixão pelo cinema. Lá, eu sempre busquei trabalhar, oferecendo oportunidades de atualização e até mesmo capacitação na área. Penso que conseguimos alguma coisa neste sentido. Eu, como toda atriz, é claro que pensava em fazer cinema. Não fiz o curso naquele tempo, por estar envolvida na coordenação, e ficaria difícil fazer as duas coisas a contento.

Holofote Virtual: Já tinhas lido a novela Miguel Miguel? Chegastes a conhecer o Haroldo Maranhão?

Yeyé Porto:
Não, o Adriano e o Roger me apresentaram a obra quando me convidaram para participar do filme, e me deram de presente esta personagem.

A Úrsula para mim, foi um desafio enorme, porque não tenho (na Yeyé) quase nada dela. O meu temperamento é forte e penso que jamais conseguiria ficar casada com um homem como o Varão, que quase nunca está com sua companheira.

HolofoteVirtual: Como foi a experiência de atuação junto aos outros atores do elenco, principalmente das cenas com o Henrique da Paz. No teatro vocês também já haviam contracenado?

Yeyé Porto:
Eu e o Henrique nunca tínhamos contracenado. Foi uma das melhores coisas que me aconteceram enquanto artista. Temos uma afinidade muito grande, uma cumplicidade que nos ajuda muito.

Em algumas cenas, ficamos emocionados na mesma medida e rimos muito com as brincadeiras que criamos entre a Úrsula e o Varão. O talento enorme do Henrique, me fez crescer, pois é preciso muito empenho para a Úrsula não ser ‘engolida’ pelo Varão, pois a personagem é introspectiva e precisei de muito trabalho para não a deixar desaparecer.

Holofote Virtual: Assim como Úrsula, você também perdeu um amigo querido, teu compadre, o Walter Bandeira. Já está processado isso?

Yeyé Porto: Mais ou menos. Para a Úrsula, não é permitido um relacionamento muito próximo com um homem. O Miguel era, na verdade, muito amigo do Varão. A grande amiga da Úrsula é a Miguela, com quem ela estabelece uma grande cumplicidade, um carinho enorme (coincidência ou não, a Yeyé e a Olinda são assim).

Quanto à perda do meu compadre.... ainda não tive tempo, nem coragem de começar a processar isso. Parece que ainda é um grande pesadelo. Eu e Walter éramos compadres, amigos, irmãos, enfim, nossa relação tinha tudo aquilo que qualquer pessoa sonha em ter quando tem um amigo. Nossa amizade estava acima de tudo, sem cobranças ou falta de respeito.

Holofote Virtual: Quais as impressões deixadas por estas semanas em que gravamos “Miguel Miguel”?

Yeyé Porto:
O que mais estou gostei foi do tesão da equipe, da energia e generosidade das pessoas, que não reclamam em nenhum momento de ficar repetindo, repetindo e repetindo quando é por causa do elenco.

O que me espanta é a urgência. Tudo tem que dar milimétricamente certo, no tempo, para que não caiam os planos. Outro grande espanto para mim é a continuidade (outro aprendizado). Parabéns para o casal de continuistas, os Lucianos (risos).

20.8.09

Sangue novo no rock paraense no páreo do CCAAFest

Foram quase trinta dias de audições, mas finalmente saiu a lista das bandas que vão concorrer ao CCAA Fest. Este ano, o evento acontece no dia 13 de setembro, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur.

A seleção foi rigorosa, realizada na AM&T – Academia de Música e Tecnologia – e, das mais de 80 bandas inscritas, apenas 15 passaram pelo crivo dos jurados: All Still Burn, Ataque Fantasma, Gestalt´s, Horizonte Neutro, Indústria Vital, Plug Ventura, SK 8, Tio Nelson, Vileta, Myttus, Lapidação Poética, Letrac, Ultraleve, Lirium e The Badelaires.

“O nível das bandas é cada vez melhor, nos mais variados estilos e vertentes do Rock e do Pop, do mais leve e melódico ao mais pesado e brutal”, explica Sidrim. Para ela, a fase das audições demonstrou e revelou novos talentos, e resultou numa disputa acirrada para a classificação das 15 finalistas, decidida nos décimos de pontos, diz Josy Sidrim, da produção do festival.

Kim Azevedo, da AM&T, que acompanhou todo o processo de seleção diz que embora não tenha feito parte do júri que elencou as 15 finalistas, não pôde deixar de também julgá-las. “Como um produtor musical, tive olhos para descobrir novidades, banir mesmices e copiões, e enxergar àquelas que realmente tem musicalidade e futuro para o mercado”, diz.

“Posso dizer que achei o resultado muito bom, diante do cenário musical paraense mesmo sabendo que Belém é um celeiro de excelentes músicos, e devo confessar que senti a falta de algumas destas bandas nesta seletiva”, explica. Ele destaca ainda a participação das bandas Lirium, Tio Nelson, Vileta e Mittus, que considera as grandes revelações deste ano.

Agora, a produção corre para deixar tudo bem no esquema para a maratona de setembro. “Este é o ponto crucial do festival e tudo precisa funcionar perfeitamente: Som, luz, troca rápida de bandas, coleta e apuração de notas”, diz Josy Sidrim que este ano está à frente da produção do evento. De acordo com ela, esta será a melhor das edições do festival que existe desde 2006.

Todas as bandas que participaram dos testes ganharam a gravação de um DVD, já editado com o material da audição. Os DVDs estarão disponíveis a partir do dia 25 de Agosto, na escola AM&T. Para recebe-lo o representante da banda terá que se identificar para protocolar o recebimento do material pela banda.

Na grande final, das quinze finalistas, os três primeiros lugares levam a melhor. O 1° lugar, a gravação de um CD e lançamento pelo selo Ná Music; o 2°, a gravação de um videoclipe, ofertada pela Digital Produções; e o 3°, um vale compras da Loja Foto Keuffer.

Conheça as 15 finalistas

All Still Burns - Formada no início de 2006 (em meados de maio) por um grupo de amigos adeptos de um som pesado, foi então que surgiu a All Still Burns com afinação pesada, pitadas melódicas e pegadas fortes que variam do metal core ao death metal melódico, e esta ate os dias atuais passando por profundas transformações em busca de sua essência musical, e em 2009 apresenta sua 4ª formação.

Ataque Fantasma – Com influências que transitam pelo rock de garagem , new wave e folk rock, a banda tem em sua formação músicos conhecidos do público paraense, Elder effe, voz e violão e Pablo campos, contrabaixo, são ex- integrantes da Suzana flag, Regi Cavalcante, bateria, veio da clássica banda de rock Norman bates, o grupo ainda tem, na guitarra, Nata Andrade que, junto com Elder, integram o “Jonhy Rockstar”.

Gestalt’s - Com apenas três integrantes, é formada por, Joel Xavier (guitarra e vocal), Amilton Júnior (bateria) e Danilo Maués (baixo) é uma banda de rock independente, que não visa rotular-se e sim fazer um som pesado de consistência e conteúdo. Busca o diferencial tentando conciliar riffs de peso, com melodias marcantes e letras reflexivas. A banda traz conteúdo musical e literário baseado na observação do cotidiano da periferia, nas enormes barreiras sociais a serem derrubadas.

Horizonte Neutro - A banda surge em 2005, sem muita experiência ou estrutura, tinham muita dificuldade para fazer um bom ensaio, mas assim, com apenas dois violões, um microfone (de DVD), e uma pequena caixa amplificada (emprestada) tocavam covers de bandas no estilo pop rock. Hoje com nova formação, e com uma certa maturidade integram um projeto cultural no bairro da Marambaia, tendo como foco abrir espaço para apresentações artísticas em geral, e ajudar na divulgação de novas bandas.

Indústria Vital - A influência musical da Indústria Vital vem de todos os lados, desde os ícones de 60 como Beatles e Beach Boys até o som alternativo de Catherine Wheel, Adorable, Weezer e Superdrag. E foram dessas influências que nasceram “Lisa Mandou um Beijo” e “A Carta”, canções que embalaram os que esperavam músicas com, no mínimo, refrões decentes.

Lapidação Poética - O Movimento Cultural Lapidação Poética é uma organização cultural que objetiva a exposição de obras de poetas em fase de evolução artística, abrangendo as vertentes das poéticas literária, através de varal; visual, através da itinerante Galeria Lapidarte; e musical, por intermédio da Banda Lapidação Poética.

Letrac - Influências baseadas em Motorhead, Down, Alabama Thander Pussy, Spiritual Baggers, Unida, Rammstein, Soundgarden, Matanza, Chico Science, entre outros stoners da vida. Um emaranhado de estilos que acabaram terminando em visões que tendem a explorar letras do nosso dia a dia, na forma mais humana possível, proporcionando um show empolgante, pesado e acima de tudo rock'n roll.

Lirium - O Rock progressivo volta a viver seus tempos de ousadia.!!! Tendo como base a própria diversidade de formação musical dos integrantes, desde o Metal pesado, musica clássica até o complexo jazz fusion e a paixão pela música acima de tudo, o Lirium apresenta o Rock com uma cara nova, um contexto moderno, original, e por que não regional?! As letras da banda representam, ainda que não neste mundo, metáforas da realidade humana, coisas boas, ruins, questionamentos sobre princípios e valores. Nossa contemporaneidade mostrada por uma perspectiva diferente.

Plug Ventura - Baladas rock para ouvir, dançar e vibrar. Esse é o som da banda, que estreou em 2008 durante o lançamento do Portal Fora do Eixo, em Belém, um dos mais importantes sites de música independente do Brasil. Formado pelo quarteto Dangle Freitas, no baixo, Fabrício Cruz, na guitarra, Lucas Padilha, na voz e guitarra, e Marcos Bremgartner, na bateria, o Plug Ventura possui uma musicalidade marcante, bem rock 'n' roll e distante da euforia das bandas adolescentes.

SK8 - Manda Hardcore e Pop-Punk. Foi criada no inicio de 1997 quando o vocalista Jorlan conheceu o Jaime aprendendo a tocar bateria, então propôs a idéia de montar uma banda. O nome da banda se deu pelo fato de que Jorlan andava de patins e Jaime de skate, também por suas influências musicais do hardcore californiano optaram pelo nome SK8. Com 10 anos de estrada já passou por modificações antes da formação atual, hoje formada por 5 integrantes.

The Baudelaires - A banda é capitaneada por Andro e Marcelo Kawahge, que depois de uma overdose de Teenage Fanclub resolveram criar a primeira banda de power pop de verdade da cidade. The Baudelaires é o sopro da nova safra de bandas paraenses sem trazer muitas novidades ou compromissos com a língua mãe, mas fazendo um rock simples, bem cantado, bem tocado e apostando em backing vocals.

Tio Nelson - Formada por cinco integrantes – Danilo Gato e Thiago “Amaral” nas guitarras, Ariel Andrade no baixo, Raphael “Toupeira” na bateria e Flexa nos vocais – a banda Tio Nelson, há mais de dois anos, conquistou seu espaço na noite paraense. Com o repertório variado com músicas autorais e covers, cativam o público de variados estilos e faixa etária do início até o “bis”, por seu jeito peculiar de fazer música de qualidade.

Ultraleve - Formada por Andreiza (Violino), Bruno Monte (Baixo), Ismael (Percussão), Israel (Percussão), Jessica Pantoja (Trombone), João Paulo (Bateria), Nana Sayuri (Violino), Thiago Magalhães (Guitarra), Wilson Jr (Voz e Guitarra) e Yuri Laurent (Saxofone), a banda mistura ritmos, desde samba, rock, reggae e carimbó até o bolero. Desenvolvendo assim uma nova roupagem para os diferentes estilos musicais.

Vileta - Formada por amigos que juntaram um baixista, um baterista e dois guitarristas, todos com seus projetos particulares, como se fosse uma brincadeira do destino. Hoje a banda tem músicas autorais e originais inspiradas em grandes nomes do cenário musical, nacional e internacional. A banda busca não se limitar à apenas um estilo, ou tipo de possibilidade sonora e, por esse motivo, ora soa pesada (com distorções abertas e texturas amplas), ora soa calma. As composições falam sobre estados do homem quando levado a situações limite de loucura, amor, ódio e tudo mais que possa tirar nossas vidas do comodismo rotineiro.

Serviço
Os DVDs das audições estarão disponíveis a partir do dia 25 de Agosto, na escola AM&T. O representante da banda terá que se identificar para protocolar o recebimento do DVD da banda. Mais informações: AM&T - 3212-0251 ou 3089-1050 ou amt@orm.com.br ( Kim ou Ilson ). A grande final do CCAA Fest será dia 13 de setembro, no Teatro Margarida Schivazappa do Centur.

Um homem de teatro desponta no cinema paraense

As gravações da minissérie “Miguel Miguel” encerraram no domingo, 16, com a filmagem da última seqüência, que teve como locação o Armazém Santo Antonio e reuniu, além de figuração, os personagens Miguel (Nego Nelson) e Varão (Henrique da Paz). Foi talvez, para a equipe, uma das mais difíceis seqüências de serem feitas, pois exigia de Nego Nelson, o maior texto de seu personagem.

Além disso, pela escolha estética da fotografia, corria-se contra o tempo. A luz estourada do dia, visto através das portas de vidro da locação, era ponto chave para o final da novela de Haroldo Maranhão, na adaptação de Roger Elarrat. A urgência em se obter resultados antes do final da tarde fez com que alguns planos ganhassem nova concepção, facilitando a atuação de Nego.

Com o fim das gravações, inicia-se um outro processo que será mais demorado ainda que a etapa de filmagem. A edição das imagens e de som deve levar alguns meses até a finalização e a exibição da minissérie.

Antes do final das gravações fiz entrevistas com os atores protagonistas, Henrique da Paz e Yeyé Porto. Henrique tem sua trajetória marcada pelo teatro, iniciada em 1967, em Icoaraci, onde, dois anos depois, foi fundado o GRUTA, no qual ele atua até hoje.

“Anos difíceis. Ditadura. Censura. Nada disso me desanimou e continuei a fazer teatro, participando de todas as produções do grupo. Em 69 comecei a participar de espetáculos não só em Icoaraci, mas também em Belém, no Grupo Experiência”, me diz ele.

Em 1977, Henrique da Paz passou a fazer parte do famoso Cena Aberta, onde atuou até o ano de 1985 para, no ano seguinte participar da reativação do GRUTA, que havia interrompido sua trajetória em Icoaraci, desde 1980. Aí começou uma nova fase para o grupo, desta vez em Belém. “Desde então tenho atuado no GRUTA, não só como ator, mas também como diretor”.

A experiência com o cinema veio e hoje ele já conta com várias participações em curtas e até longa. Mas com certeza nada foi igual ao que ele acaba de viver na minissérie Miguel Miguel e quem conta isso é ele mesmo na entrevista que segue abaixo. Ainda seguirão neste blog as entrevistas com o diretor de fotografia Carlos Ebert e com a atriz Yeyé Porto. Vamos ao Henrique!

HolofoteVirtual: O cinema é coisa muito nova para os atores paraenses. O que mais te chama atenção sobre estas diferenças entre atuar no palco, ao vivo, com a platéia ali, pulsante, e para uma câmera, sabendo que o público só virá depois?
Henrique da Paz: O que me chama a atenção é o fato de que ao atuar no teatro, o ator, mesmo com toda a preparação (ensaios), sofre influências da platéia, por se tratar de um espetáculo ao vivo e, portanto, passível de ser afetado pela energia que emana desta. No cinema o ator constrói o personagem, estabelece as pulsações deste e é uma coisa definitiva, ou seja, diante da câmera o ator não tem resposta direta da energia que emana, então essa pulsação e a troca de energia é feita com ele mesmo como num circuito circular diante da câmera, que funciona como um "voyeur" que observa e capta essa energia, que será mais tarde manipulada, resultando numa exacerbação ou minimização da mesma.

HolofoteVirtual: Tu és um homem de teatro, tua trajetória está nos palcos. O que tens achado dessa experiência? Além deste filme (minissérie) e do Chupa-Chupa (DOCTV-2006), já havias feito outro trabalho audiovisual? Gostas desse ofício?
Henrique da Paz: A minha experiência nesta área do audiovisual é pequena, com relação ao teatro, ofício que exerço há 40 anos. Essa experiência tem sido muito rica e prazerosa, pois tanto no cinema como no teatro, respeitadas as diferenças de linguagem, eu atuo. Além do Chupa Chupa, atuei em outros filmes, como: “Matinta Perêra”, “Araguaya, a Conspiração do Silêncio”, “Andar às vozes”, sempre em elenco de apoio. “Miguel Miguel” é a minha primeira experiência como protagonista. Embora a minha formação tenha sido no teatro, acho o ofício do cinema fascinante.

HolofoteVirtual: Foram trabalhos diferentes deste, como o Chupa-Chupa, que foi documental...
Henrique da Paz: É, foi. No Chupa Chupa, que é um documentário, não existe o protagonista, mas sim vários personagens envolvidos nos acontecimentos que o filme relata. Eu fiz um desses personagens (o prefeito da cidade) e para tanto, não houve uma preparação anterior às filmagens e por isso, eu apenas representei um personagem real, baseado em fatos reais, portanto eu diria que foi uma atuação "brechtiana".

HolofoteVirtual: Como protagonista, desta vez, a experiência te exigiu um trabalho maior de ator. Como foi esta preparação?
Henrique da Paz: No “Miguel Miguel” a metodologia foi outra. Houve uma preparação detalhada, com o objetivo de materializar um personagem fictício e para isso contei com o preparador de ator Adriano Barroso e também com a minha parceira de cena e também protagonista Yeyé Porto. Iniciamos esta preparação com leitura da obra de Haroldo Maranhão e do roteiro e, após a improvisação das cenas, já colocando nelas as conclusões tiradas das várias conversas e discussões que tivemos sobre os personagens e sua trajetória dramática.

HolofoteVirtual: Quais as tuas afinidades com o cinema, sem a postura de ator?
Henrique da Paz: Sempre apreciei o cinema. Curto cinema desde a infância. Sou da geração do cinema e do "gibi", das vesperais com seus seriados. Depois, com a descoberta dos grandes diretores Luis Buñuel, Fellini, Pasolini, etc..., do cinema de arte, passei a ver o cinema com outros olhos e outros interesses. Mesmo muito antes de sequer pensar em ser ator, já curtia o cinema. E hoje, muito mais que antes continuo curtindo a magia do cinema.

HolofoteVirtual: Já conhecias a obra “Miguel Miguel”? Conhecestes, em vida, o Haroldo Maranhão?
Henrique da Paz: Já conhecia, de ouvir falar. Conhecer, ler, só agora. E não conheci o Haroldo Maranhão em vida, o que é uma pena.

HolofoteVirtual: Qual a emoção mais forte do Varão, do texto dele? Quem é o Varão para o Henrique?
Henrique da Paz: A maior emoção de Varão é a constatação da inutilidade do seu bem maior que é a sua coleção de obituários, que serve de preenchimento à sua vida vazia, reclusa. Além do que, os obituários servem como suporte emocional e referência personal. Pois como diz o personagem, "os obituários são como eu, diretos sem adjetivos".

HolofoteVirtual: Num filme, o ator precisa dar continuidade às emoções. Não é como no teatro. Já te habituastes a isso?Como concentras teu trabalho para obter êxito?
Henrique da Paz: Uso minhas técnicas pessoais para manter o personagem, embora isso no cinema seja mais difícil do que no teatro. É necessário uma concentração maior, para abstrair tudo o que acontece ao redor e essa concentração deve ser iniciada, no momento da maquiagem, da colocação do figurino, até o momento de entrar no set e daí para frente, até o "corta", é uma pulsação contínua.

HolofoteVirtual: Neste trabalho, atuas com outros colegas como o Ailson Braga, Olinda Charone, Paulo Marat. Isso te deixa mais à vontade, ou no cinema isso importa menos que no teatro?
Henrique da Paz: No cinema, o fato de contracenar com pessoas conhecidas ou não, importa menos que no teatro. O mais importante é o jogo emocional que se estabelece e que dependendo do nível, pode fazer crescer ou diminuir a cena.

HolofoteVirtual: Yeyé Porto é uma atriz da tua geração. Varão e Úrsula fazem as cenas mais intensas da minissérie, como protagonistas. Vocês dois parecem afinar-se bem. Como tem sido este dia-a-dia no set?
Henrique da Paz: Yeyé e eu sempre nos demos bem, desde o início dos trabalhos do filme. No set estávamos sempre a utilizar o texto dos nossos personagens, às vezes até de brincadeira, o que serviu para nos familiarizar com as falas e criar uma empatia maior com nossos personagens.

HolofoteVirtual: Ser dirigido no set. O Adriano (Barroso) tem feito “um ótimo trabalho” (parodiando o Varão, no texto). Vejo que há uma sintonia entre vocês. Isso vem da relação no teatro também?
Henrique da Paz: Sim. Eu já trabalho há muito tempo com o Adriano no teatro. Eu já o dirigi algumas vezes e ele à mim. Ele conhece muito bem minhas características como ator, e além do mais eu o considero um excelente criador. Tenho muito a agradecer ao Adriano pelas orientações que deu para a minha atuação neste filme.

HolofoteVirtual: O cinema é todo dividido, “hierarquizado”. Na estrutura, a equipe tem vários departamentos, são vários os detalhes etc... Como está sendo este teu contato e o teu entendimento disso tudo, como ator de teatro que és?

Henrique da Paz: Esse entendimento eu já tinha, pelo fato de já ter participado de outros filmes. Além do mais eu já trazia do teatro a disciplina de ator, que é muito importante não só para as realizações teatrais, mas também para ‘o fazer’ no cinema.

HolofoteVirtual: O que está faltando para termos mais impulso no cinema paraense, absorver mais elenco, uma vez que nossos atores são formados tão somente para o teatro?
Henrique da Paz: O cinema paraense, assim como as outras linguagens artísticas, necessita de políticas culturais mais efetivas e do apoio da iniciativa privada. Agora, com relação à absorção de elenco, eu não vejo muitas dificuldades, pelo fato de existirem na cidade, muitos bons atores de teatro, que é a base de tudo.

HolofoteVirtual: Terminado o set da minissérie, quais os projetos para o teatro... ou será que já tem outro filme em vista?
Henrique da Paz: Não, não tenho outro filme. Projeto para o teatro, sim. O meu grupo (GRUTA) está em fase de discussão à respeito de várias idéias de montagens, mas nada ainda definido. Quanto à minissérie, minhas expectativas são as melhores possíveis. Acredito no sucesso deste trabalho.

19.8.09

A Garça Dourada está de volta com nova montagem e elenco de atores

A estréia de “A Peleja da Princesa Mariana e seu Pássaro Garça Dourada contra a Terrível Rainha Valéria de Marambaia e a Feiticeira do Mal” ou simplesmente “A Garça Dourada”, adiada da semana passada para esta quinta-feira, às 21h, no Teatro Waldemar Henrique trouxe de volta à memória do público mais atento, certa montagem realizada no ano de 2002, através do Grupo In Bust Teatro com Bonecos, fruto de uma bolsa de pesquisa do IAP .

Com um nome extenso como este, poucos poderiam ter esquecido, mas o espetáculo desta vez tem montagem da Companhia Teatral Nós Outros, não é encenado por Atores com Bonecos mas só por atores. O texto continua sendo de Adriano Barroso, que desta vez também assina a direção ao lado de Ailson Braga.

Pesquisador da cultura popular, Adriano Barroso também assina outro texto nesta linha da cultura popular como “A Farsa do Boi ou O Desejo de Catirina”, premiado pelo Centro de Experimentação Artística do Intituto de Artes do Pará, no mesmo ano e depois montado para o teatro pelo Grupo Gruta.

No domingo passado, finalizando as gravações da minissérie "Miguel Miguel", onde fez a direção de atores, conversei com ele sobre este novo trabalho.

Cultura Popular - “Desde o ano 2000 pesquiso a cultura popular. A Peleja da Princesa Mariana surgiu porque eu sempre fui muito fascinado por Pássaros. Desde a minha infância eu sempre quis fazer espetáculo que trouxesse uma grande misutra. O Pássaro tem isso, é uma mistura de rádio novela, com reis, rainhas, corte, conto de fadas, isso é a minha cara”, diz Barroso que lembra também da lenda sobre o surgimento desse gênero de ópera amazônica.

“Dizem que o Pássaro surgiu na época em que os caboclos assistiam às montagens das óperas que eram trazidas da Europa para o Theatro da Paz. Lenda? Não sei, mas se for, de qualquer forma eu adoro isso”, risos. “Conta e reza a lenda que eles viam aqueles cenários, aquela música toda, de longe, e não entendiam muito, mas resolveram fazer a sua própria opera”, diz Barroso.

As diferenças entre os textos de a “A Farsa do Boi..” e de “A Peleja da Princesa Mariana...” se tornam um fato curisoso. Em “A Farsa do Boi”, a estrutura é de teatro de bonecos, mas foi encenada por atores. Há frases curtas, diálogos rápidos, perfeitos para o teatro de formas animadas. Já o texto da “Garça Dourada” seria mais propício para o teatro de ator.

“E foi aí o grande barato na época. O Aníbal (Pacha, do In Bust) me ligava e dizia estás maluco, tem muito texto, com boneco ninguém dá conta. E quando eu já estava indo reescrever, ele ligou outra vez e disse não, vamos fazer assim mesmo que dá”, relembra.

Parceria com a Companhia Nós Outros - Para Adriano a montagem do In Bust já era suficiente, mas o destino o levou, junto com Ailson Braga, a encarar como novo desafio, a partir da parceria de ambos com a Companhia Nós Outros iniciada em 2002 através de oficinas de preparação de atores que vem sendo desenvolvidas há três anos pelos dois diretores.

A montagem desse espetáculo, que ganhou espaço no Teatro Waldemar Henrique através do projeto Pauta-Residência, promovido pelo Sistema Integrado de Teatros – SIT , traz os novos atores que ingressaram em maio último no programa de formação e também os que já estão engajados desde 2007, formando assim um elenco de novos e mais experientes atores.

“O espetáculo que está estreando traz muita gente em cena, como é na encenação do Pássaro Junino. E como eu não costumo ligar muito pra autor, corto cena, diálogos, afinal a obra encenada é outra obra. Assim, esta monmtagem não tem nada haver com a anterior. Diferente do espetáculo com o In Bust temos na cena mais música, mais pulsação, o que é próprio dos atores, pois são 14 pessoas em cena”, explica Barroso.

Nesta montagem, de acordo com Adriano, há pouquíssima marcação. A finalidade é dar mais “liberade” ao ator. “O elenco está em cena o tempo todo. As referências ao Pássaro Junino estão no figurino. Os atores descem para a arena e jopgam. Jogam entre si e com o público. Eles têm a liberdade pra mudar o que era uma pretensa marca. O espetáculo mexe muito com o público, e todos precisam estar prontos para responder às interferências que o jogo permite”, finaliza.

Ficha Técnica

No elenco: Edielson Shinohara, Luciana Rodrigues, Jorge Monteiro, Kauê Almeida, Laila Cardoso, Neto Cabrali, Jaqueline Miranda, Danielle Ribeiro, Hudson Andrade, Leoci Medeiros, Augusto Castro, Nhofy Coso, Kleber Gemaque, Joana Sena.
Assistente de direção: Mary Ferreira
Direção musical: Júnior Cabrali
Preparação corporal: Bill Aguiar
Direção de palco: Frank Costa
Design gráfico cartaz: Dany Meirelles
Confecção de Figurino: Mariléia Aguiar (Blá)
Produção: Cia. Teatral Nós Outros. www.nosoutros.com.br
Fotografia de divuglação: Ailson Braga
Texto: Adriano Barroso
Direção: Adriano Barroso e Ailson Braga

Serviço
Espetáculo Garça Dourada. Em cartaz até dia 06 de setembro de 2009, de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 11h e 20h. Ingressos na bilheteria do teatro: R$ 20,00 (vinte reais) com meia para quem de direito. Outras informações: contato@nosoutros.com.br ou 9116 9424.

15.8.09

Cineclube do IAP exibe filme ícone da nouvelle vague

“Os Incompreendidos”, de Truffaut, tem sessão nesta segunda, com entrada franca
Para celebrar os 50 anos da nouvelle vague, movimento que revelou os maiores cineastas franceses desde a segunda metade do século 20, o Cineclube Alexandrino Moreira, do Instituto de Artes do Pará (IAP), apresenta nesta segunda, dia 17, o filme “Os Incompreendidos”, de François Truffaut. A exibição será às 19h, com entrada franca.



Ao lado de Jean-Luc Godard, Eric Rohmer, Claude Chabrol e Jacques Rivette, Truffaut compõe o principal núcleo criativo da nouvelle vague. Nascido de uma cinemateca e de uma revista, a Cahiers du Cinéma, a nouvelle vague tem, para o bem e para o mal, a marca de cinefilia militante como seu emblema maior.

Uma das propostas da nouvelle vague era a romper com o "cinéma de qualité" francês, composto de adaptações de obras literárias de prestígio. E o elo com a tradição foi reatado através de duas figuras, Jean Renoir e Jean Vigo. Outra importante referência do movimento foi Henri Langlois, mitológico diretor da Cinemateca Francesa.

“Os Incompreendidos” (Les 400 Coups, França, 1959) traz no elenco Jean Pierre Léaud, o principal ator a trabalhar com François Truffaut, Claire Maurier, Albert Rémy e Guy Decomble. Doinel (Jean Pierre) é um adolescente que vive em Paris com a mãe e o padrasto. Oprimido pela falta de carinho em casa e a incompreensão na escola, ele passa a executar alguns “golpes” com o colega René, como roubar cartazes de filmes exibidos nas galerias de cinemas, mas acaba sendo jogado pela família numa escola correcional, depois de dois dias preso por tentar roubar uma máquina de escrever. Mas nosso pequeno herói consegue fugir e chegar ao mar, que nunca havia visto.

Segundo o crítico de cinema Marco Antônio Moreira, “Os Incompreendidos”, primeiro longa-metragem de François Truffaut (1932-1984) praticamente inaugurou a nouvelle vague. “Com farpas biográficas, o filme exibe influências do movimento neorealista e uma grande sensibilidade, característica que perseguiria a obra de Truffaut, diferindo-a do que fizeram os seus colegas”, explica, acrescentando que o cineasta trabalhou intensamente até morrer, não só dirigindo como atuando (ele interpretou o cientista de “Contatos Imediatos do 3° Grau”).

“Truffaut amava o cinema e sempre demonstrou isso”, diz Marco Antonio Moreira. O crítico ressalta ainda que o ator Jean Pierre Léaud e a personagem Antoine Doinel seriam vistos como o alter ego do diretor, aparecendo em pelo menos cinco filmes, entre eles a seqüência de “Os Incompreendidos”, o curta-metragem da coletânea “Amor aos 20 Anos”.

Serviço
“Os Incompreendidos”, de François Truffaut. Sessão nesta segunda, às 19h, no Cineclube Alexandrino Moreira, do Instituto de Artes do Pará (IAP), em parceria com a Associação dos Críticos de Cinema do Pará. O IAP fica em Nazaré, ao lado da Basílica. Entrada franca. Informações: 4006-2947.

Texto: IAP

13.8.09

A ópera rock do The Who está em cartaz nesta sexta-feira

Para quem nunca viu o filme na tela de um cinema, como eu, que só o assisti em uma madrugada dos anos 80 na TV e peguei um baita susto com tanta novidade na minha frente, com certeza o programa é imperdível.



Está em cartaz nesta sexta-feira, 14, no Som na Tela do cine Líbero Luxardo, “Tommy”, filme adaptado da ópera rock (canções que narram acontecimentos em torno de um personagem principal) da banda The Who lançada em disco com o mesmo nome. A sessão é única, às 21h30, com entrada franca.

Filmado por Ken Russel e exibido no ano de 1975, “Tommy”, o filme, introduziu o conceito de ópera rock filmada por ter sido a primeira a ser produzida. Inicialmente, Russel recorreu à própria banda, mais particularmente à Pete Townshend, idealizador da ópera rock, para sua concepção do filme.

A trama conta a história de um rapaz, chamado Tommy Walker, que quando criança presencia a morte de seu pai, causada por sua mãe e seu amante. Após o fato, ambos insistem que ele não viu, não ouviu e não vai falar nada a ninguém. Em consequência, Tommy fica cego, surdo e mudo. Sem interface nenhuma com o mundo exterior, ele vive em um mundo paralelo.

Já adolescente, depois de ter recuperado todos os seus sentidos, ele se torna um campeão de pinball, e assim, um líder da juventude, trazendo fama e fortuna para sua família. Uma legião de jovens o vêem como um novo messias, mas essa mesma legião se revolta contra ele por ver que se tratava de um falso messias.

O filme chegou a ser adaptado para Broadway nos anos 90, mas com algumas mudanças na história. No conjunto a ópera rock tem muitas idéias interessantes e imagens marcantes. Vale a pena conferir!

Serviço
Som na Tela - Parceria Foxvídeo: "Tommy", Ken Russel (EUA, 1975). No Cine Líbero Luxardo - Centur - Av. Gentil Bitencourt, 650, esquina com Rui Barbosa. Informações: tel (91)3202-4321. E-mail: cll@fcptn.pa.gov.br ou cinelibero@gmail.com. Blog: http://cineliberoluxardo.blogspot.com/

Obs: As informações deste texto foram enviadas pela comunicação do Cine Líbero Luxardo


11.8.09

E lá se vão 25 anos de Fotoativa

Parece ontem, quando resolvi que queria fazer fotografia e consegui uma vaga na turma de 1989 de um curso da Fotoativa, após ser entrevistada pelo Miguel Chikaoka. As vagas eram limitadíssimas naquela época e, com,o um dos critérios favoráveis, era preciso dispor de uma câmera própria. Naquele tempo nada de câmeras digitais. O melhor era mesmo ter aquelas que nem fotômetro tinha. Para se obter boas fotos, nosso teste era no olhômetro mesmo.

No meu caso, final dos anos 80, foi um esforço tremendo para comprar minha Zenite 12XP e ainda um ampliador fotográfico que me permitiu, em casa, fazer os primeiros experimentos com laboratório P&B que estava aprendendo no curso.

O fim da minha querida camera russa, velha de guera, foi triste. Um ladrão entrou em casa, na surdina de uma madrugada de sábado (e sim, eu estava e casa), e não conseguindo levar mais nada, colocou seus olhos na camera e a levou para sempre.

Não me tornei uma fotógrafa profissional. O jornalismo me levou por outras veredas, mas continuo dando meus clics aqui e ali, desta vez, digitais, para postagem neste blog, coisas pessoais e outros trabalhos, como quando estou atuando na continuidade de um filme. Ah, as digitais são a melhor ferramenta de um continuista.

Fazer Fotoativa, porém, foi mais do que entrar em contato com o maravilhoso mundo da imagem. Foi em uma das atividades de campo que o curso tinha sempre, por exemplo, que pela primeira vez cheguei a Algodoal, ainda um paraíso. Só isso já me valeu. Mas também foram muitos os amigos que fiz à época e que até hoje mantenho contato.

Com quase três décadas de existência, a gente costuma brincar que em Belém todo mundo já fez, conhece alguém ou tem algum parente que já fez ou está fazendo os cursos da Fotoativa. E é verdade.

Mas chega de saudosismo, abaixo segue o texto de divulgação da programação que comemora os 25 anos da Fotoativa.

Contribuindo para
a cultura da fotografia paraense


Fundada em Belém em 1984, numa iniciativa capitaneada por Miguel Chikaoka, a Associação Fotoativa se consolidou como núcleo de referência para o desenvolvimento de uma cultura fotográfica na região amazônica e como uma das mais atuantes e criativas organizações culturais do Brasil, além de ter atingido reconhecimento internacional. Este ano, a entidade chega ao 25º aniversário, com muitas razões para comemorar, celebrando a repercussão crescente de seu trabalho.

Desde janeiro, a Fotoativa vem desenvolvendo ações de grande importância, tornando esta fase ainda mais significativa, a exemplo da participação no Fórum Social Mundial, do evento Fotoativa Pará – Cartografias Contemporâneas no SESC/SP, da ampliação do contrato de comodato referente à sua sede junto à Prefeitura Municipal de Belém e da renovação do Ponto de Cultura Olhos de Ver Belém através do IPHAN.

Agora, a Associação dá sequência à programação oficial pelos 25 anos, iniciada em junho. A agenda deste mês começa no dia 14 de agosto, data do aniversário, quando será aberta uma exposição comemorativa na Galeria Fotoativa. Na ocasião, serão lançados, ainda, um selo relativo aos 25 anos da entidade e a página oficial na Internet.

No dia 17, haverá a segunda edição especial do Café Fotográfico, com Patrick Pardini e o tema “A Paisagem como Experiência”, discutindo a questão da paisagem na fotografia, não como gênero visual ou tema para a História da Arte, mas como “experimento artístico”, tendo por referência o projeto “Arborescência – fisionomia do vegetal na paisagem amazônica”, que completa dez anos neste mês.

Por fim, no dia 23, o já tradicional Largo Cultural das Mercês leva música, exibição de audiovisuais e fotovaral ao centro histórico. Para a programação musical, já estão confirmados o Clube do Vinil, Danny Lúcio e Trio, Careca Braga e Quarteto, MG Calibre e a participação de Sebastião Tapajós.

O evento conta com a parceria da Secretaria Estadual de Cultura, Fundação Carlos Gomes, Teatro Waldemar Henrique, Viana Print Center, SEURB, SEMMA, SESAN, Doceria Abelhuda, IPHAN Belém, Ministério da Cultura e Sol Informática.

Nos meses seguintes, continuam as edições comemorativas do Café Fotográfico. Ainda passarão pela Galeria Fotoativa para conversas com o público até o fim do ano Luiz Braga, Boris Kossoy, Walda Marques e Miguel Chikaoka.

Serviço

14 de agosto – Aniversário da Associação Fotoativa. Abertura de exposição comemorativa, lançamento do site oficial e do selo pelos 25 anos, às 19h, na Galeria Fotoativa.

17 de agosto Café Fotográfico com Patrick Pardini, às 19h, na Galeria Fotoativa. Tema: “A Paisagem como Experiência”. Entrada franca.

23 de agosto – Largo Cultural das Mercês, com programação musical, fotovaral e exibição de audiovisuais na Praça das Mercês, a partir das 16h.

A Associação Fotoativa fica na Praça das Mercês, 19. Informações: 3225-2754 / fotoativa@amazon.com.br / a.fotoativa@gmail.com / www.fotoativa.blogger.com.br.

5.8.09

Poesia e talento invadem a cena da minissérie “Miguel Miguel”

É difícil imaginar que a história de um homem que coleciona obituários publicados em jornais e que possui uma visão tão prática e fria da morte, possa ser tão poética e, ao mesmo tempo, cheia de humor.

Mas foi assim que ela foi escrita por Haroldo Maranhão, em sua novela “Miguel Miguel” publicada em 1998, e que, agora, está sendo adaptada para uma minissérie de TV.

As gravações iniciaram há mais de uma semana. Nas seqüências gravadas, até terça-feira, 04, em um cemitério de Marituba, a chuva esteve presente o tempo todo, imprimindo o encanto que vai, com certeza, deixar as pessoas emocionadas com a saga de Varão. Ele é o nosso protagonista, que vai até lá para um encontro, no mínimo, fantástico.

Após 15 da morte de Miguel, Varão lê um intrigante obituário no jornal e recebe um telefonema para comparecer mais uma vez ao velório e enterro deste seu melhor amigo. A trama gira em torno desse mistério até o final da minissérie. Como pode alguém morrer duas vezes?

A beleza da história, porém, não fica apenas por aí. Em cena, atores como Henrique da Paz, (foto ao lado) que faz o personagem principal, Yéyé Porto (Úrsula, esposa de Varão) e Olinda Charone (Miguela, esposa de Miguel), marcam profundamente o set de filmagem de “Miguel Miguel”, o que futuramente será também marcado e visto nas telas.

Atores experientes do teatro paraense, mas com pouca ou quase nenhuma no cinema, apenas Henrique da Paz já havia feito um trabalho audiovisual antes, eles estão dando um show e tanto diante da câmera do diretor de fotografia, o carioca Carlos Ebert, que veio de São Paulo para fazer este trabalho em Belém.

Ele, não menos experiente que nossos atores, é um dos fundadores da Associação Brasileira de Cinema, da qual já foi presidente. Iniciou a carreira cinematográfica em 1966 e no final dos anos 60 se envolveu com o chamado Cinema Marginal, onde fez câmera e foi co-diretor de fotografia do memorável O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, obra marcante do cinema nacional.

Exigente, atencioso e extremamente cuidadoso com o filme, ele consegue traduzir para a imagem aquilo que Roger Elarrat, nosso diretor e roteirista, talentosamente adaptou do livro para emplacar nas telas.

E o que dizer da atuação de Henrique da Paz, como Varão, uma espécie de Don Quixote em busca de respostas verdadeiras para esta segunda morte de Miguel. Aos poucos ele parece enlouquecer com esta total improbabilidade que a vida, ou talvez melhor dizendo, a morte, lhe apronta. Os aplausos são comuns após cada plano que é rodado com ele.

Roger Elarrat é uma das mais recentes revelações do cinema paraense. Traz na trajetória, entre outros trabalhos, a direção e roteiro da animação “Visagem” (2007) e do documentário “Chupa Chupa – a história que veio do céu” (DOCTV – 2006), além da parceria implacável com Adriano Barroso, co-roteirista e diretor de elenco, outro raro talento da arte paraense.

Também ator, ele tem várias passagens pelo cinema. Fez curtas como “Dias” e “Dezembro”, de Fernando Segtowick, além de “Matinta Perera”, de Jorge Vidal e do longa “Conspiração do Silêncio”, de Ronaldo Duque.

Com isso, ganhou a experiência necessária para fazer a direção de elenco que vem fazendo em “Miguel Miguel”.

Ambos têm o filme inteiro na cabeça, com cada plano e ação, detalhadamente definidos, o que dá segurança aos que estão em volta trabalhando para um resultado surpreendente e grato.

Garra e humor - No set de gravação, o humor toma conta da equipe, além do cansaço, claro, pois estão sendo gravados entre doze e dezenove planos por dia. Planos bem feitos, caprichosos, para alcançar a atmosfera encantadora que o filme requer.

O departamento de arte, coordenado por Boris Knez, por exemplo, merece uma matéria à parte. Há perfeição no tratamento das locações que precisam estar com ambientes de 15 anos antes e depois, no espaço de tempo no qual se desenrola a história de Úrsula e Varão. Fazendo a continuidade da minissérie, tenho tido o prazer de fazer parte deste trabalho, desta equipe, além de presenciar este elenco ao vivo e à cores .

Aliás, este elenco também conta com participações muito especiais. Uma delas é a do músico e compositor, Nego Nelson, que faz nada menos que o papel de Miguel. Além de sua habitual simpatia e alegria, ele ainda leva o violão e vez ou outra dá mais poesia ainda ao set de filmagem.

Outra grande participação é a do ator Cláudio Barradas. Prestes a estrear um espetáculo teatral, “O Abraço”, aos 79 anos, nesta sexta-feira, 7, ele rouba a cena da única seqüência em que está.

O ator Ailson Braga é Dr. Mário, amigo de Úrsula e Varão. A pesquisadora Ana Lúcia Lobato é Ana Catarina, que faz par com Júlio, vivido pelo ator Paulo Marat. Astréia Lucena, como Walkíria, e Salustiano Vilhena, como Paulinho, completam esta constelação que cerca o casal protagonista.

A equipe técnica de fotografia é da Digital Produções, do empresário Fernando Pena, que há algum tempo vem colaborando e acreditando na produção do cinema paraense, impondo-se para além do mercado publicitário.

À frente da produção, Francy Oliveira faz milagres com os R$ 100.000,00 ganhos através do edital da Funtelpa. Considerando-se que o prêmio de um curta-metragem fica em torno deste valor, é fato o aperto que passa a produção para gravar os cinco episódios que equivalem a cinco curtas.

Mais recursos - A iniciativa é excelente, sem dúvida. E “Miguel Miguel” não foi o único projeto premiado por este edital. Junto com “Vida de Cão”, adaptação de Walério Duarte, de quatro contos do autor também paraense Ildefonso Guimarães, as duas serão as primeiras minisséries produzidas para a televisão paraense.

Mas os recursos ainda precisam melhorar ou parcerias devem ser feitas para amenizar o peso dos custos totais de produções como estas.

Agora, para matar nossa curiosidade e ver a minissérie “Miguel Miguel” finalizada, ainda temos uma semana e meia de gravação além de alguns meses até o seu lançamento que só deve acontecer no ano que vem, deixando em todos nós uma ponta de ansiedade em vê-lo finalizado nas telas. Pois sim, há o desejo de levá-lo também para os cinemas.

Mas há um lamento, porém. É mesmo uma pena que a pessoa mais importante e que pode ser considerada também a responsável por isso tudo não esteja mais entre nós. Haroldo Maranhão, por certo, aprovaria e aplaudiria de pé!


Carmen Ribas abre mais uma turma para curso de “Formatação de Projetos para Lei Semear”

Ainda há muita dificuldades por parte de produtores culturais e artistas em colocar suas idéias no papel. E este é um dos motivos pelo qual a produtora Carmen Ribas está promovendo o segundo curso de “Elaboração projetos para a Lei SEMEAR”, deste ano.
“No final do curso os participantes terão seus projetos formatados, prontos para serem apresentados para seleção até o dia 31 de agosto, no Centur”, afirma Carmen Ribas.
O curso vai acontecer de forma intensiva, nos dias 8 e 9 de agosto, com carga horária das 8h às 12h e das 14h às 17h, no CCAA da Rua Gama Abreu. As vagas são limitadas.

É mais uma oportunidade para quem precisa entender melhor a Lei e aprender a formatar um projeto cultural especificamente para esta Lei. No mês de maio, Carmen ministrou um curso para cerca de 50 pessoas.

Carmen Ribas, que já aprovou vários projetos em leis de incentivo tem, entre seus trabalhos, os espetáculos musicais “Peças Íntimas - uma homenagem à mulher paraense” e “TIM TUM - um toque infantil”, além dos CDs “Mesclado”, de Almino Henrique e “Billy Blanco, o compositor”, este último, lançado no ano passado, no Theatro da Paz. O projeto mais recente é o DVD “Billy Blanco, o compositor”, que será lançado no mês de setembro em Belém.

Serviço
Curso “Elaboração de projetos via SEMEAR”. Dias: 8 e 9 de agosto de 2009, das 09 as 12 horas e 14 as 17 horas. Local: CCAA – R. Gama Abreu, 604 – em frente à OAB. Investimento: R$ 100,00. Informações: (91) 81565311 / 88992705/ 88198742.


Obra da francesa Catherine Breillat no Líbero Luxardo


"A última amante" filme da cineasta francesa Catherine Breillat é a estréia da Sessão Regular do Cine Líbero Luxardo. As exibições acontecem de quinta a domingo, às 19h:30 e com ingressos a R$ 5,00.
Com um roteiro bem cuidado "A última amante", que é uma adaptação do romance escrito em 1851 por Jules-Amédée Barbey de Aurevilly intitulado "A velha amante", mostra uma possibilidade mais realística da decadente aristocracia francesa do XIX.
A trama conta a história de um conhecido rapaz da sociedade francesa, Ryno de Marigny (Fu ad Ait Aattou), que fica noivo de um dos melhores partidos do momento, a bela e pura Hermangarde. Por meio de uma confissão do próprio Ryno à sua futura avó, a Marquesa de Flers, tutora de Hermangarde, conhecemos o passado anticonvencional do rapaz.
Sua relação libertina de uma década com a excêntrica Vellini (Asia Argento), uma malaguenha que, em visita à França, conhece o senhor Marigny e trava com ele uma relação tênue de amor e ódio. Em meio às recordações de Ryno, somos apresentados a todos os pormenores da vida sexual que este mantinha com Vellini. E esse é um dos motes do filme, que não nos poupa das várias possibilidades e artimanhas sexuais de Vellini, dando à personagem o estereótipo cinematográfico da espanhola insaciável, intrépida e a frente de seu tempo em termos de liberdade feminina.
Contanto com a sensualidade de Asia Argento como principal chamariz, o filme se faz mais eficiente quando a palavra, não está presente. Sedutoras são as cenas em que não há diálogo. O voyerismo do cinema é potencializado pela câmera, ora nas cenas de sexo, com enquadramentos promissores e inquietantes, ora nos longos focos no rosto de Aattou.
O filme nos faz pensar sobre os caminhos do amor e da paixão. Sobre este sentimento que une e destrói duas pessoas e que justamente por mesclar desejo, curiosidade e estranhamento se faz presente para o espectador. Provocante e instigante, "A última amante" nos incomoda, sem que saibamos bem o motivo. Vale a reflexão.

Fonte: http://cineliberoluxardo.blogspot.com/