30.6.10

Luiz Carlos França: o poeta nos deixa, mas sua poesia eterniza-se

A esta hora sua luz já se tornou uma estrela a brilhar sobre todos nós. Mas no último dia 10 de junho, ele estava lançando seu quarto livro de poesias. Em meio a um coquetel e muita música, o livro “Boca de Ferro” amplificava aquilo que ele mais amava fazer, escrever.

O poeta Luiz Carlos França morreu no final desta tarde de quarta-feira, 30 de junho. Pode-se dizer que ele se foi entre amigos que, por “coincidência”, passavam naquele exato momento pela esquina da Carlos Gomes com a Av. Presidente Vargas.

O poeta veio ao chão e lá ficou, como que embarcando numa viagem de sonho. Em volta, o cenário que diz muito sobre ele, parecia ter advinhado tudo antes de nós. O Bar do Parque, o Teatro Waldemar Henrique, o ex-Núcleo de Artes da UFPA, onde ele lançou o primeiro livro, “Sangrado Coração de Poeta” (2001).

E mais. Em plena Praça da República, espaço por onde tantas vezes caminhou, e ao lado do Banco da Amazônia, cujo edital patrocinou sua última obra. Como me disse há pouco o jornalista, ator e amigo próximo, José Carlos Gondim, nada é coincidência.

Ele estava acompanhado de uma sobrinha, a caminho de um médico, pois acabara de sentir-se mal. Dentro do táxi teve falta de ar e ao sair do carro teve um ataque fulminante. Não resistiu. O corpo será velado por toda esta noite e madrugada no Teatro Waldemar Henrique.

Luiz Carlos França lançou ainda outros dois livros, Olhar do Dragão (2002) e Poemas de Miriti (2006). Fez parte de uma geração que movimentou Belém na distante década de 80, foi um artista que sempre esteve presente na vida cultural da cidade.

Compositor, fez parceria em grandes sucessos de Eloi Iglesias, foi diretor, ator, mas nunca deixou sua maior paixão, a poesia.

“As outras expressões artísticas eram coletivas, a poesia sempre foi algo solitário, quando eu ficava numa viagem interior”, explicou ele ao amigo Wanderson Lobato para quem deu sua última entrevista, publicada aqui no Holofote Virtual e que segue republicada em sua homenagem.

Wanderson Lobato: Música, teatro e poesia. O que veio primeiro na tua vida?

Luiz Carlos França: Tudo ao mesmo tempo. Quando participei do Festival de Música da UFPA, em 72, eu também já publicava, fazia poema-varal na cidade. E também entrei pra Escola de Teatro da UFPA. Então essa questão da arte veio tudo junto na minha vida. Desde pequeno assistia aos espetáculos da SAI (Sociedade Artística Internacional), já extinta, que funcionava onde hoje é a Academia Paraense de Letras. Eu ficava admirado com o que via e com uma intensa vontade de participar de tudo aquilo.

Wanderson Lobato: De lá pra cá, não parou mais.
Luiz Carlos França: Sempre produzindo. Na verdade sou multimídia. Já fiz teatro, poesia, vídeo e componho para música.

Wanderson Lobato: E a poesia sempre presente na tua vida...
Luiz Carlos França: As outras expressões artísticas eram coletivas, a poesia sempre foi algo solitário, quando eu ficava numa viagem interior. E gosto de escrever à noite, pelas madrugadas, parece que o pulsar da arte é maior.

Wanderson Lobato: Como encaras aquela década de 80 e os dias de hoje?
Luiz Carlos França: Era uma época de intenso movimento cultural, os grupos de teatro da cidade sempre estavam apresentando seu repertório e em vários lugares. Inclusive, formando o anfiteatro da Praça da República como espaço cultural da cidade. Foi nessa época que ele começou a ser utilizado como área de espetáculo.

Wanderson Lobato: Nessa época, eras integrante do Grupo Cena Aberta...
Luiz Carlos França: Era um grupo de teatro que vivia em atividade, sempre contestando a ditadura militar com espetáculos fortes. No Ajuricaba, do Márcio Souza, foi lido manifesto em favor dos índios da Amazônia que na época eram tratados até como animais.

Fizemos Cena Aberta Canta Zumbi, falamos contra a discriminação racial. Era um grupo militante. Junto com os ensaios tínhamos palestras com sociólogos e antropólogos pra maior entendimento das questões que falávamos, conversávamos com Romero Ximenes, Anaísa Virgulino, Lúcia Husak e muitos outros.

Wanderson Lobato: E fazias uma bailarina...
Luiz Carlos França: Muitos espetáculos que fiz foram com o Cena Aberta. Um que foi de muito sucesso foi o Palácio dos Urubus, que eu fazia a bailarina que pontuava no espetáculo. Era uma criação coletiva com direção de Luis Otávio Barata. Com a bailarina ganhei prêmio de melhor ator pela crítica local.

Wanderson Lobato: Fale um pouco mais sobre a música.
Luiz Carlos França: Meu parceiro mais freqüente é Eloy Iglesias com composições da década de 70 até hoje e também tenho músicas com Jr. Soares, Pedrinho Cavallero, Minni Paulo. Hoje já estou com quatro composições para serem lançadas no próximo trabalho do Eloy Iglesias.

Wanderson Lobato: E este novo trabalho, por que Boca de Ferro?
Luiz Carlos França: É uma alegoria, uma metáfora que eu criei literariamente pra definir meu coração, o motivo maior do meu fazer poético, que é olhar a vida e falar através do coração.

O Boca de Ferro é aquela rádio popular que coloca alto-falantes nas ruas, nos postes; é um ícone paraense por onde todos os acontecimentos culturais são levados a público. Nas cidades do interior e mesmo na capital. Por isso minha vontade de levar minha poesia através dele.

Wanderson Lobato: Como surgiu a idéia do livro?
Luiz Carlos França: A poesia não está só nas palavras de um livro, elas devem percorrer as ruas, onde há uma resposta imediata do público. Inclusive, o lançamento do livro me permite fazer esses saraus e, até, num outro momento, colocar um boca de ferro pra divulgar poesia pelas ruas e interagir com as pessoas.

Alberto Bitar e Armando Queiroz indicados à prêmio nacional no RJ

Na foto, obra da série "Efêmera Paisagem", de Alberto Bitar

Foram apenas dois os artistas paraenses indicados para concorrer à primeira edição do Prêmio Investidor Profissional de Arte (Pipa), uma iniciativa conjunta do Instituto Investidor Profissional (IP) e do Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro.

O fotógrafo paraense Alberto Bitar e o artista visual Armando Queiroz agora fazem parte de uma lista seleta, que inclui ainda grandes nomes como: Cao Guimarães, Lenora de Barros, Lucas Bambozzi, Mauro Restiffe, Rivane Neuenschwander, Rochelle Costi e Sandra Cinto.

O objetivo do prêmio é dar reconhecimento a estes artistas que vem se destacando com seus trabalhos mais recentes e que tenham a possibilidade de inserção no circuito de arte.

Ao serem indicados, eles automaticamente já farão parte do catálogo do Prêmio, integrando também a ampliação do banco de dados do MAM do Rio de Janeiro. Só isso já seria motivo de comemoração para os 101 candidatos.

Afinal nenhum deles precisou enviar trabalhos para uma seleção. Foram indicados por pelo menos um dos membros do Júri de Seleção, composto por colecionadores, artistas, críticos de arte, curadores e galeristas do Brasil e exterior, com base em trabalhos desenvolvidos do início de 2009 até hoje.

Além disso, os artistas indicados concorrem agora ao prêmio de R$ 100 mil do Júri de Premiação e de R$ 20 mil do Júri Popular. Para chegar à premiação, uma nova etapa se configura. Tendo como critério a quantidade de indicações recebidas pelo júri, quatro artistas serão selecionados. Os vencedores de indicações enviarão um portfólio e obras para a exposição que será realizada no MAM.

Durante a exposição, o Júri Oficial avaliará o portfólio dos finalistas, incluindo as obras elaboradas para a exposição, e irá selecionar o vencedor do PIPA. No período da exposição no MAM, o público visitante também poderá votar no seu artista preferido e o que obtiver mais votos receberá a premiação do Júri Popular. A exposição no MAM do Rio vai acontecer no segundo semestre. A lista oficial com os nomes dos finalistas ao Pipa 2010 será anunciada no próximo dia 15 de julho.

Os artistas - Armando Queiroz, inicia sua trajetória em 1993, período em que trabalha numa escala diminuta resignificando pequenos objetos do cotidiano.

Na foto obra s/ título, de 1993 – Caixa madeira pintada com imagens impressas, boneco plástico e peças automotivas.

Ao longo dos anos, passou a envolver estes objetos nos espaços expositivos em que são apresentados, surgindo assim, uma série de instalações.

Em 2003, na cidade de Abaetetuba (PA), faz sua primeira intervenção urbana no Mercado de Carne Municipal; mesmo ano em que foi bolsista do Instituto de Artes do Pará, com o projeto Possibilidades do Miriti como Elemento Plástico Contemporâneo.

O fotógrafo Alberto Bitar já integra os acervos do MAM de São Paulo, MAM da Bahia, Fundação Biblioteca Nacional, coleção FNAC, além de ter entrado esse ano para a Coleção Pirelli/MASP de Fotografia, uma das mais importantes coleções de fotografia contemporânea do Brasil.

Para a coleção da Pirelli, Bitar apresentou fotos da série “Efêmera Paisagem”, trabalho que reúne um vídeo de quatro minutos e fotografias captadas do interior de veículos em movimento.

“Sempre me atraiu o movimento, a possibilidade da fotografia capturar, em um único frame, a somatória de vários instantes, o fluxo do tempo”, conta Alberto.

“Efêmera Paisagem” foi vencedor do Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2009 e integrou, no mesmo ano, a exposição Trilhas do Desejo, do programa Rumos Artes Visuais, do Instituto Itaú Cultural.


29.6.10

O universo de Bruno de Menezes no Teatro Waldemar Henrique

O poeta Bruno de Menezes recebe homenagens do Grupo Cênico da Fundação Curro Velho, que estréia o espetáculo "Bento Bruno" nesta quarta-feira, 30, às 19h, no Teatro Waldemar Henrique, onde fica em cartaz somente até quinta-feira, 01 de julho.

A peça tem produção do Grupo Cênico da Fundação Curro Velho, direção de Astréa Lucena e Leonel Ferreira e texto de Carlos Correia Santos.

A encenação propõe um mergulho no fantástico legado do poeta, uma tentativa poética de percorrer por todas as referências que alimentaram esse importante pensador.

Bruno de Menezes é apontado como um dos primeiros autores brasileiros a apostar na criação de uma poesia de raiz efetiva negra, tido como um dos introdutores do Modernismo na Amazônia, pioneiro na defesa de causas sociais e ideológicas como a doutrina do cooperativismo.

O espetáculo sob as luzes do palco é uma grande celebração que tenta descobrir: o que benze um poeta? As águas da pureza de sua infância? O fogo da ousadia que surge em toda juventude? Os ares da modernidade que sopram no rumo do futuro? Ou as raízes que vêm de sua terra natal? São perguntas a serem respondidas ao tocar da terceira campa.

O grupo surgiu em junho 2003 a partir do anseio de jovens oriundos dos projetos de iniciação Artística da Fundação Curro Velho que descobriram através do teatro, da dança e da música uma possibilidade de formação cênica mais continuada.

Dessa forma, por meio de montagens de espetáculos cênicos foi proporcionado aos jovens, uma experiência de amadurecimento no trabalho com a linguagem cênica enquanto veículo de crescimento pessoal, artístico e social.

Neste ano, a Fundação Curro Velho, reafirmando as suas políticas publicas em diversos temas sociais, está dando ênfase na cultura afro religiosa, tendo a honra de homenagear o poeta Bruno de Menezes.

Um artista ungido para quebrar barreiras e unir classes sociais. De origem humilde, quase um autodidata, o escritor fundou grupos artísticos populares como a Academia dos Novos e a Academia do Peixe Frito (que se reunia em plena feira do Ver o Peso), mas também chegou ao posto de Presidente da Academia Paraense de Letras e foi consagrado como um dos maiores folcloristas do país.

Serviço
Espetáculo do Grupo Cênico da Fundação Curro Velho. Nesta quarta-feira, 30, e quinta-feira, 01 de julho, a partir das 19h, no teatro Waldemar Henrique. Entrada franca.

28.6.10

PAC: milhões à revitalização e crescimento de cidades históricas paraenses

Entre as conquistas para Belém, está a revitalização do Teatro São Cristóvão e de sua área, onde funcionarão o Memorial do Pássaro Junino e as sedes do Museu da Imagem e do Som e do Sistema Integrado de Teatros.

A notícia da assinatura do Acordo de Preservação do Patrimônio Cultural ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas foi divulgada pela assessoria de comunicação da Secult-Pa na tarde desta segunda-feira, 28, um minuto antes (vi no e-mail) do início da goleada do Brasil em cima da seleção chilena na Copa do Mundo. Quem o enviou, o fez e de certo saiu correndo.

Não deve ter se arrependido, pois não só o Brasil chegou muito bem às quartas de final da Copa do Mundo como a notícia enviada pelo e-mail também é motivo de comemoração para a cultura paraense.

O acordo a ser assinado nesta terça-feira, 29, prevê para os próximo quatro anos, investimentos de quase R$ 600 milhões, a serem aplicados em 616 ações de recuperação e revitalização de patrimônio histórico e cultural em nove cidades paraenses.

Estão contempladas: Afuá, Aveiro, Belém, Belterra, Bragança, Cametá, Óbidos, Santarém, Vigia de Nazaré, municípios que possuem sítios protegidos no âmbito federal, como Patrimônio Cultural do Brasil.

A cerimônia será às 19h, depois do cortejo de encerramento do Puxirum – Arraial de Todos os Santos, que vai percorrer as sedes dos órgãos de cultura vinculados a Secult, terminando sua jornada no Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN).

“Com este Programa conseguimos recursos para desapropriar, restaurar e adequar o Teatro São Cristóvão, templo dos Pássaros no Pará. É a resposta à sociedade e aos segmentos culturais tradicionais que tem essa tão louvável reivindicação.

A obra está orçada em R$ 4 milhões e a desapropriação do prédio em R$ 1 milhão e 500 mil”, explica o Secretário de Estado de Cultura, Cincinato Marques Júnior.

A previsão é que as obras iniciem em janeiro de 2011 e que o prédio seja entregue totalmente restaurado no final do mesmo ano. “No espaço irá funcionar a nova sede do Museu da Imagem e do Som, do Sistema Integrado de Teatros e um Memorial dos Pássaros Juninos”.

Para Edilson Moura, ex-secretário de Cultura, o PAC das cidades históricas se configura como um marco na política cultural e patrimonial do Brasil e do Pará, pois se tornou de interesse estratégico, já que funcionou como um dos instrumentos para a construção da identidade brasileira.

“Apesar de reconhecermos a forte influência européia em nossa cultura nos mais diversos segmentos, não mencionamos, por exemplo, que o nosso forte do presépio é português por que foi construído por portugueses. Nossa identidade é mais forte e se traduz na forma única: patrimônio cultural brasileiro”, disse.

Investimentos - Em Belém estão os maiores investimentos. Com o recurso de R$ 372.128.326 milhões além de beneficiar o Teatro São Cristóvão, serão feitas as restaurações do Mercado de Peixe; do Solar da Beira para implantação de um Centro de Referência do Ver-o-Peso; do Palácio Antonio Lemos; do Cemitério da Soledade que finalmente deve ser transformado em parque; da Estação Pinheiro, em Icoaraci e do Educandário Nogueira Farias (foto), na Ilha de Cotijuba, que será transformado em Eco Museu.

Estão entre as 171 ações previstas, a finalização da Igreja de Santana e a realização de um seminário e oficina sobre educação patrimonial para gestores educacionais. Apoiar a oficina de produção cerâmica de Icoaraci; promover curso de aperfeiçoamento para artesãos do Mosqueiro e implementar um laboratório de pesquisa e ensino de tecnologias que auxiliem as atividades produtivas locais na área de turismo, artesanato e patrimônio cultural também estão neste planejamento.

A diretora de patrimônio da Secult, Lélia Fernandes, diz que as primeiras ações do PAC das Cidades Histórias no Pará já iniciaram. “As obras emergenciais que já estão sendo feitas no Theatro da Paz foram incluídas no plano de ação do PAC das Cidades Históricas. O investimento é de R$ 1 milhão e 664 mil e vamos entregar à população ainda este ano, em setembro”, reitera.

Os investimentos em outros municípios: Afuá (R$ 10.490.000,00), Aveiro (R$ 19.020.925,00), Belterra (R$ 19.000.000,00), Bragança (R$ 52.146.100,00), Cametá (R$ 29.671.045,00), Óbidos (R$ 22.083.485,00), Santarém (R$ 29.777.050,00) e Vigia de Nazaré (R$ 31.605.000,00).

Além da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, participam da cerimônia, o secretário de Estado de Cultura do Pará, Cincinato Marques, o secretário executivo do Minc, Alfredo Manevy; a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional no Pará (Iphan/PA), Maria Dorotéia Lima; o representante do MinC na Região Norte, Delson Cruz, o ex secretário de cultura do Pará, professor Edílson Moura e a diretora de Patrimônio da Secult, Lélia Fernandes. O convênio será assinado também pelos nove prefeitos das cidades pactuadas.

Serviço
Assinatura do acordo de Preservação do Patrimônio Cultural ao PAC das Cidades Históricas. Às 19h, depois do cortejo de encerramento do Puxirum – Arraial de Todos os Santos 2010. No Centro Arquitetônico de Nazaré (CAN).

27.6.10

Esopo entra na cena amazônica com a magia das marionetes

Trabalhar com o teatro de marionetes não é algo simples, exige muito treino do manipulador para lidar com esta arte milenar, de manipular bonecos à distância, sem contato direto, através de fios.

Para se ter idéia da complexidade, uma marionete pode chegar a ter nove fios. É preciso ligá-los em cada perna, mão, ombro, orelha e na base da coluna, para fazer o boneco se inclinar. Guiado por fios invisíveis, os personagens ganham vida própria em cena.

Dito isso, compreende-se porquê o grupo de teatro de bonecos Bric Brac levou cinco anos de pesquisa e ensaios com o espetáculo “Contos da Floresta”, que acaba de estrear, neste sábado, 27, no IAP.

O grupo traz à cena da produção teatral de Belém, toda a magia das marionetes, inspirada na obra fabulosa de Esopo. E é o próprio autor grego quem conta ao público suas histórias. Numa caricatura de um velhinho simpático, voz mansa, com o cajado em punho, toga e sandálias gregas, ele está no palco com mais nove marionetes.

Mas não pensem que as três histórias contadas na adaptação do grupo se passam na Grécia. Um aventureiro, Esopo vem para a Amazônia, e em 40 minutos ele conta suas aventuras por aqui em três atos: “O bode invejoso”, “A cigarra e a formiga” e “O couro de onça”.

Marionetes e cenário feito de isopor e papel marche, os elementos da cultura amazônica estão marcadamente na encenação da trupe. Sai o leão e entra a onça-pintada; a raposa é substituída pela mucura; onde tem mogno, entra a castanheira.

Esopo é uma espécie de mestre de cerimônias, que introduz o público às historias encenadas por Zé Caroço, Chico Capeta, Dr. Estica Osso e Anjo, na montagem que traz ainda personagens clássicos como Cigarra, Formiga, Bode e Burro – que, como em toda fábula, possuem características humanas e, inseridas num fundo didático e lição de moral no fim das histórias.

O objetivo do grupo, de acordo com o diretor do espetáculo Francisco Leão, é incentivar um resgate do gênero que originou o conto, a partir de um enredo simples, bem humorado e com um toque de ironia, além de fazer uma justa homenagem ao autor grego que influenciou La Fontaine, Fedro e outras dezenas de milhares de contistas modernos.

O projeto “Contos da Floresta” foi aprovado pelos editais da Funarte e da Secult. Tem direção e adaptação de Francisco Leão, produção de Tati Brito e coordenação de Vanessa Teixeira, que integra o elenco ao lado de Gisele Guedes, John Rentes e Marcelo Andrade.

Serviço
“Contos da Floresta”, do grupo Bric Brac. Nos dias 02, 03 e 04 de julho, às 20h, no IAP – ao lado da Basílica de Nazaré. A entrada é um livro que será doado ao Projeto Cantinho São Rafael, em Marituba.

26.6.10

Theatro da Paz reinaugura em setembro com Festival de Ópera da Amazônia


É o que afirma a Diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura, Lélia Fernandes. Fechado desde fevereiro, depois que o forro de gesso no teto de entrada do prédio caiu, o teatro passa por reformas.

As atuais obras integram a primeira etapa de uma série de medidas do Governo do Estado para preservar os 132 anos de história do lugar. A reinauguração está prevista para o dia 15, coincidindo com o início da programação do Festival Internacional de Ópera da Amazônia.

A notícia foi divulgada pela assessoria de imprensa da SEGOV. A nota também diz que está sendo elaborando um Plano de Gerenciamento de Riscos em Bens Culturais no Estado do Pará.

O projeto será realizado pela Diretoria de Patrimônio, da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceira com consultores de gerenciamento de riscos e controle de infestação por insetos xilófagos, mais conhecidos como cupins.

O secretário Edilson Rodrigues recebeu a informação durante a visita às obras de consolidação da estrutura do telhado e da pintura da parte externa do Theatro da Paz, na tarde de quinta-feira, 24.

Acompanhado pelo Secretário de Estado de Cultura, Cincinato Marques, pela coordenadora da Câmara de Políticas de Desenvolvimento Sócio-cultural da Secretaria de Governo, Lúcia Penedo e pela diretora do Theatro, Dione Colares, Edilson Rodrigues conversou com técnicos da Secult e funcionários da empresa executora das intervenções.

De acordo com a Diretora de Patrimônio da Secretaria de Cultura, Lélia Fernandes, o da Paz já contará com o gerenciamento de riscos, um passo pioneiro no tratamento ao legado da cultura paraense.

“É um projeto inovador, é a primeira obra do governo do Pará com esse gerenciamento, o que vai reduzir os riscos, os gastos, além de conservar o patrimônio. Sem contar que o Estado terá à disposição um Plano de Gerenciamento de Riscos, onde tanto os órgãos do governo estadual como os próprios municípios vão poder utilizá-lo”, avalia.

Informações da Ascom – Segov

25.6.10

Mais uma semana para inscrever os bacuris nas oficinas de animação

A coordenação da Bacuri - I Mostra de Cinema Infantil informa que as inscrições para as oficinas de animação da Bacuri – I Mostra de Cinema Infantil foram prorrogadas até dia 30 de junho.

Há então, mais uma semana para garantir uma vaga para os bacuris que estarão de férias no mês de julho, quando acontece o evento.

Mas para efetivá-las, os responsáveis pelas crianças devem procurar a Coordenação de Educação e Extensão do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, que fica no Museu de Artes Sacras - entrada pela Rua Padre Champagnat, das 10h às 16h.

A Mostra Bacuri vai acontecer em Belém, de 06 a 10 de julho, com oficinas na Galeria Fidanza, das 9h às 12h, e no mini auditório do MAS, com exibição de filmes de animação, das 14h às 18h. Em Barcarena, a Mostra será de 13 a 17 de julho, nos centros comunitários de Itupanema e da Vila do Conde. As inscrições lá, estão sendo feitas pelos próprios espaços onde acontecerá o projeto.

Mais informações através do e-mail: sim.educacao@gmail.com ou dos telefones 4009.8845 e 8805.5249/8134.7719. Para saber mais, acesse o blog da mostra http://bacurimostracine.blogspot.com

24.6.10

Pássaro Junino , cinema, exposição e teatro

Mostra de Teatro de Pássaros e Bichos Juninos. Até dia 29, no Teatro Cláudio Barradas, da Escola de Teatro e Dança da UFPA (Jerônimo Pimentel, 546, com Dom Romualdo de Seixas, Umarizal), a partir das 19h.

Na foto acima, o Pássaro Tucano, que se apresenta dia 27, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas

Dia 29, haverá o encerramento da programação, com Cortejo Cultural, Revoada dos Pássaros e Fugida dos Bichos Juninos e Ferração dos Bois-Bumbás, saindo do Centur às 18h, e seguindo até o Anfiteatro do Instituto de Artes do Pará, em Nazaré.

Cineclube - Ingmar Bergman é o destaque do Cineclube Alexandrino Moreira, do Instituto de Artes do Pará (IAP). Dia 28 será exibido “Luz de Inverno”, às 19h, com entrada franca. Parceria: Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA). O IAP fica em Nazaré, ao lado da Basílica. Informações: 4006-2947.

Exposição - Depois de uma temporada na Varanda do Instituto de Artes do Pará, a exposição “Estética sem Fronteiras” segue agora para a Galeria de Arte Graça Landeira, da Universidade da Amazônia (Unama), com abertura dia 30, às 19h, para convidados, sendo aberta à visitação do publico de 1º a 30 de julho, de segunda a sexta, de 9h às 12h e 15h às 18h. A exposição reúne obras dos artistas Cléberson Menezes, Gabriel dos Reis, Hugo Francês e Rui Ventura Filho, com curadoria de Emanuel Franco. A entrada é franca.

Teatro de Marionetes - A Companhia paraense Bric Brac, primeiro grupo de marionetes do Estado, se apresenta nos próximos dias 2, 3 e 4 de julho, no Instituto de Artes do Pará (IAP). O grupo montou o espetáculo “Contos da Floresta”, adaptando para a realidade amazônica as fábulas de Esopo, autor grego da Antiguidade. O grupo arrecada livros como ingressos, que serão doados ao Projeto Cantinho São Rafael. O IAP fica em Nazaré, ao lado da Basílica.

Chuva cancela apresentação de Mestre Vieira na Praça da Bandeira

Com início às 19h30, a programação já tinha apresentado os grupos de carimbó previstos para a quarta-feira, 23, no primeiro dia da programação do Puxirum - Arraial de Todos os Santos, evento junino do Governo do Estado, na Praça da Bandeira.

Mas a atração aguardada para o final da noite, às 21h, no palco montado em frente ao Colégio Paes de Carvalho, não aconteceu. São Pedro não ajudou e a chuva que caiu por volta das 21h30, impediu que Mestre Vieira da Guitarrada e seu Conjunto fizessem o show.

Não teve jeito e a comitiva de 12 pessoas, entre músicos e equipe de produção, que já estava em Belém desde final da tarde, teve que voltar para Barcerna sem mostrar o ritmo contagiante da guitarrada na quadra junina de Belém. A organização do evento tentou viabilizar a vinda do Mestre nesta quinta-feira, 24, mas não foi possível e a guitarrada vai acontecer em uma outra oportunidade, segundo a Secult-PA.

Mas nesta quinta-feira, Dia de São João, várias outras atrações prometem brilho e alegria junina no novo espaço escolhido pela Secult, para a realização da festa. Entre os Bois que vão se apresentar, está o Boi Faceiro, de São Caetano de Odivelas.

Hoje também é dia de quadrilhas, mais carimbó e shows com mestres da cultua popular, a partir das 17h. A primeira apresentação será da quadrilha Sinhá Moça na Alegria, do Colégio Paes de Carvalho, às 17h. Em seguida, 19h, tem Mestre Juvenal & Fogo Fagor (Ananindeua) e Grupo de Carimbó Raio de Sol (Quatipurú).

No outro lado da praça, uma outra estrutura está montada para receber os Bois Juninos. Nesta quinta, além do Faceiro, que vai encerrar a programação às 21h, tem ainda o Boi Curumim Tabatiga – Guamá, 18h30, e o Boi Resolvido, de Icoaraci, às 20h30. A previsão para ver o Boi de Máscaras é para 21h.

Vamos torcer para que São Pedro ajude São João e não faça chover em nenhum momento!

Colóquio: sabedoria popular entra na pauta acadêmica da UFPA

Uma elaboração coletiva para novas articulações entre o saber científico e popular. É com este propósito que abre nesta quinta-feira, 24, o I Colóquio Internacional sobre Educação, Arte e Cultura Popular.

O evento, que ganha espaço no auditório do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará, é ainda um momento de qualificação dos debates sobre as pedagogias das artes e culturas populares para o VII Congresso Mundial da IDEA 2010, que acontecerá em Belém, entre os dias 17 e 25 de julho, com o tema Viva a diversidade Viva! Abraçando as artes de transformação!

A programação começa às 8h e segue até às 18h. E a partir das 10h, tudo poderá ser acompanhado via internet, acessando o site www.webtv.pa.gov.br.

“A cidade de Belém apresenta uma rica e diversificada cultura popular, com dança, teatro, folguedos populares, música, culinária, arquitetura, literatura, entre outros. Mas o saber popular veiculado por essas práticas, ainda é percebido como algo de menor importância pela ciência”, afirma o professor Mestre Paulo Lima, coordenador do evento.

Os debates desta quinta-feira destacarão a Cultura Popular na Amazônia: Tradição e Contemporaneidade; Práticas Corporais e Produção Artística: entre textos e contextos; Educação, Arte e Diversidade Cultural: abraçando as artes de transformação.

Entre os participantes da programação estão: Iracema Oliveira, do Pássaro Tucano; Mestre Alarindo, do Boi Caprichoso; Dan Baron, presidente da IDEA; e Cesar Escuza, diretor do Grupo de Teatro Vichama do Peru.

O I Colóquio Internacional sobre Educação, Arte e Cultura Popular é realização do Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura Corporal, Educação, Arte e Lazer (Lacor), da Faculdade de Educação Física (ICED/UFPa) e Núcleo Gestor do VII Congresso Mundial da IDEA 2010.

IDEA - No mês e julho, todos estes temas serão aprofundados no VII Congresso Mundial da Associação Internacional de Drama, Teatro e Educação - o IDEA 2010, que pretende trazer uma nova proposta pedagógica para a educação mundial. As inscrições podem ser feitas no endereço eletrônico do evento: www.idea2010.art.br até o dia 30 de junho.

23.6.10

Roda de conversa com Mestre Dorrêis, Griô do Ponto de Cultura Boi de Máscaras

A Roda de Conversa do Ponto de Cultura de São Caetano de Odivelas com o mestre dos bois de máscaras do município, Mestre Dorrêis será no dia 02 de julho.

Vai coincidir com a programação da Oficina de Educação Patrimonial que será realizada pelo Pontão “Acorda”, do Museu do Círio, em parceria com o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

No município, a oficina recebe o apoio do Ponto Boi de Máscaras e começa neste domingo, 27, com objetivo de capacitar adolescentes e jovens em áreas afins à maior manifestação Religiosa e Cultural do Pará: O Círio de Nazaré.

A Ação Griô acontecerá a partir das 19h, na Biblioteca Municipal Profª Cleide Garça, com objetivo de apresentar a história deste Mestre, considerado uma das figuras mais importantes da cultura popular odivelense, um verdadeiro ícone para todos.

Dorrêis nasceu na vila de Pereru de Fátima, comunidade de pescadores e tiradores de caranguejo, onde fez seu primeiro "boi" chamado Estrela Dalva, aos 23 anos.

Hoje, com filhos, netos e casado com a Maria Santana Quadros Viégas, Mestre Dorrêis é uma das mais importantes figuras da cultura odivelense, ícone para os artistas de São Caetano e motivo de pesquisa para estudiosos, folcloristas e acadêmicos.

Artista popular, conviveu com os grandes nomes da cultura dos bois de máscaras de São Caetano de Odivelas como, Didio Zeferino, Zé Lode, Mestre Bené, Seu Palmira, Lauro Brasil, entre outros.

Durante 40 anos, ele confeccionou o Boi Tinga e em 1998, a figura do Boi Faceiro, durante seu resgate. Considerado o maior artífice da história dos bois de máscaras de São Caetano de Odivelas, sua história se confunde com a da cultura popular de São Caetano.

Faceiro no Puxirum - E a partir de quinta-feira, 24, o Boi Faceiro vai estar solto em Belém, dentro da programação do Puxirum – Arraial de Todos os Santos, da Fundação Curro Velho e Secretaria de Cultura do Estado.

Um cortejo imperdível será realizado a partir das 19h, na Praça da Bandeira. Cabeçudos e Pirrôs convidam os Buchudos da capital para uma grande festa.

Já no sábado, 26, em São Caetano de Odivelas, acontecerá a sua segunda saída pelas ruas da cidade.

Será mais um momento mágico a ser vivenciado pela população odivelense e seus visitantes. O cortejo da "safra" junina do município terá às 17h, com toque de recolher às 23h.

Mas o Faceiro na pára por aí. No domingo, 27, tem mais, no arrastão cultural da programação junina de Marituba, também a partir das 17h.

22.6.10

Pesquisa brasileira celebra a obra do cineasta português Manoel Oliveira

O mais velho cineasta do mundo em atividade acaba de ganhar uma obra sobre sua trajetória. O livro Manoel de Oliveira: uma presença será lançado no dia 24 de junho e se torna uma grande homenagem ao cineasta, nascido em 1908.

Aos 102 anos, já dirigiu 55 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, produzidos em Portugal, França, Itália, Suíça, Espanha e Brasil, mas sua produção cinematográfica não é conhecida por um público mais amplo, apenas cinéfilos sabem dar-lhe o real reconhecimento.

Para a pesquisadora Renata Soares Junqueira, professora do Departamento de Literatura da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, e organizadora do obra, um dos mais interessantes aspectos de sua cinematografia é a ligação visceral com outras artes, como a pintura, a escultura e, principalmente, a literatura e o teatro.

A pesquisadora cita como exemplos os diálogos cinematográficos com a pintura – presentes nos filmes O Pintor e a Cidade (1956) e As Pinturas do meu Irmão Júlio (1967) –, com a música – em Os Canibais (1988) – e com a escultura, em Estátuas de Lisboa (1932).

Entretanto, quase todos os principais trabalhos de Oliveira, segundo Renata, derivaram da adaptação cinematográfica da literatura e do teatro. “Grande parte dos seus filmes, pelo menos desde Acto da Primavera, de 1963, é ostensivamente teatral”, analisa.

O livro traz 18 estudos críticos, envolvendo a participação de 19 colaboradores, que estão reunidos em cinco capítulos, ou melhor, em planos. No primeiro plano (Uma poética para o cinema) estão reunidos os estudos desenvolvidos a partir de uma reflexão sobre as relações do cineasta com a literatura.

“Não só com a ficção romanesca e com o teatro, mas também com os elementos e recursos recorrentes que constituem a sua poética para o cinema, presentes na poesia, no ritmo, na duração das cenas e no seu potencial de concisão imagética”, indicou.

Em Os amores frustrados, o segundo plano, os textos exploram a complexidade das relações amorosas. Segundo a docente da Unesp, nessa parte estão agrupados os estudos que tratam dos filmes constitutivos da célebre “tetralogia dos amores frustrados”, com destaque para O passado e o presente, Benilde ou a Virgem-Mãe, Amor de perdição e Francisca.

“Já o terceiro plano, Portugal e o projeto expansionista, apresenta um teor mais político, um esforço de Manoel de Oliveira de reinterpretar a história de Portugal”, disse Renata.

Os dois últimos planos - A dialética do bem e do mal e Em busca do tempo perdido - tratam de aspectos mais relacionados à condição humana.

“São filmes que exploram a complexidade da alma humana, a questão das perversões, da maldade gratuita, da dificuldade de comunicação, entre outros aspectos”, disse.

Mais informações: www.editoraperspectiva.com.br

Fonte: Agência Fapesp

Mestre Vieira traz a guitarrada para o Puxirum da Secult-Pa

Enquanto aguarda a gravação de seu DVD, que traz participação de Herbert Vianna, o guitarreiro de Barcarena chega em Belém nesta quarta-feira, à convite da Secretaria de Cultura do Estado, para mostrar sua guitarrada no arrail junino da Praça da Bandeira

A programação do Puxirum – Arraial de Todos os Santos na Praça da Bandeira é vasta. Até dia 26 são inúmeras as apresentaçoes de quadrilhas, grupos folclóricos e carimbó que passam por lá.

Mas nesta quarta-feira, 23, a Praça da Bandeira vai receber, a partir das 21h, Mestre Vieira e seu Conjunto de Barcarena. Juntos eles vão apresentar músicas antigas e as novas composições do CD "Guitarra Magnética".

Ele, que acaba de se apresentar, no último dia 18, em Brasília, durante a programação do maior evento latino-americano da Agricultura Familiar, a Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, ao lado da banda Cidadão Instigado, do Ceará, promete um show especial para Belém.

Mestre Vieira vai mostrar sucessos antigos e as novas composições de seu primeiro CD, “Guitarra Magnética”, gravado em seu município, de forma independente, e lançado no ano passado pelo Selo Na Music, em parceria do empresário e produtor Ná Figueredo.

“Vou levar os últimos 20 CDs que tenho para vender em Belém. Muita gente procura e já estou precisando mandar fazer novos”, diz ele animado com a programação.

O artista se prepara também para gravar o primeiro DVD, que fará uma retrospectiva dos 50 anos de carreira e de guitarrada. Em outubro deste ano ele completa 76 anos de idade e diz que será uma grande homenagem a ele que dedica sua vida à música.

Aprovado pela Lei Semear, do Governo do Estado, o projeto está em fase de captação, mas já tem material de registro como o encontro dele, em Belém, no ano passado, com o guitarrista e líder do grupo Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna.

Programação - O Puxirum - Arraial de Todos os Santos começa, às 17h, na Praça da Bandeira, em frente ao Colégio Paes de Carvalho. Na Arena dos Bois, vários boi-bumbás de bairros de Belém e interior do Estado. No palco principal, haverá mostra estadual de Carimbó, parafolcóricos e shows musicais de vários ritmos.

Reunindo cerca de cem grupos folclóricos em teatros, escolas, praças e órgãos de cultura, é o maior festival junino de Belém e a programação conta também com shows de Banda Pai D’égua Pinduca, Arraial do Pavulagem e Nazaré Pereira.

Na programação desta quarta-feira, 23, na Praça da Bandeira (em frente ao Colégio Paes de Carvalho) tem, na Arena dos Bois: 18h30 - Boi Flor do Campo - Sacramenta; 20h - Boi Brilho da Noite - Cabanagem; 20h30 - Boi Garantido - Tenoné.

Dentro da Mostra Estadual de Carimbó e shows musicais, estão: 17 h - Quadrilha Junina - Escola Arthur Porto e Grupo Folclórico Pará Tem; 19h - Grupo de Carimbó Águia Negra (Icoaraci); 19h30 - Grupo de Carimbó Unidos do Paraíso (Santa Bárbara); 20h - Grupo Cheiro do Pará (Belém) e 21h - Mestre Vieira (Barcarena).

Na Mostra de Quadrilhas Modernas, se apresentam: 18h30 - Grupo Coreográfico Sabor da Terra; 19h20 - Grupo Arte Dança Abaião (Abaetetuba); 21h - Grupo Coreográfico Invasão de Cheiro (Concórdia do Pará).

Melhores do Festival Júri Popular no Cine Líbero Luxardo

O Cine Líbero Luxardo exibe nos dias 24, 26 e 27 de junho, quinta, sábado e domingo, às 19h30, com entrada franca, os Premiados do 2º Festival do Júri Popular, o festival foi originalmente realizado em fevereiro deste ano.

O festival aconteceu em salas de cinema de 19 capitais brasileiras, dentre elas Belém, em parceria com a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.

Realizado pela produtora carioca Sobretudo Produções, desde o ano passado, o festival tem como objetivo exibir e premiar, pelo voto direto do público presente nas sessões competitivas, filmes de curta e média metragens.

A idéia de apresentar os vencedores da edição de 2010 do festival é uma forma de prestar contas com o público local, que ajudou na premiação dos títulos, bem como uma maneira de permitir que mais pessoas possam prestigiar os filmes que foram premiados nas categorias: Grande Prêmio, Melhor filme em Belém, Melhor Experimental, Melhor Animação, Melhor Documentário, Melhor Ficção, Melhor Atriz, Ator, Trilha Sonora, Direção, Direção de Arte, Roteiro, Fotografia e Montagem.

Dentre os nove títulos apresentados nos programas dos vencedores, está o curta “A Guerra de Arturo”, dos diretores Júlio Taubkin e Pedro Arantes, premiado como Melhor Filme em Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Florianópolis, Palmas e São Luís (além de Melhor Ficção, Direção, Roteiro, Ator).

Arturo é um simples funcionário da redação de um grande jornal. Seu trabalho não tem emoção nem aventura: ele apenas digita mecanicamente as notícias do dia-a-dia. No entanto, ele terá sua rotina quebrada quando, por um erro de digitação, deflagra acidentalmente uma guerra entre Brasil e Argentina, só resta a Arturo consertar seu erro e salvar o mundo.

Na categoria Grande Prêmio, “A Ilha”, curta de animação de Ale Camargo, diretor do Distrito Federal, conta de forma bem humorada a historia de Edu, personagem que fica ilhado em uma grande metrópole. O divertido curta foi eleito também como Melhor filme em Maceió, Recife e Rio Branco.

A programação Premiados do 2º Festival do Júri Popular será exibido em três sessões com duração média de 2 horas. É uma ótima oportunidade de prestigiar produções nacionais de qualidade enquanto a 3ª edição do Festival do Júri Popular, prevista a acontecer ano que vem, está sendo cuidadosamente preparada. Confira abaixo a programação completa.
(Sinopses e fichas técnicas em anexo)

Programação

- MURO, de Tião, 18', PE | (Melhor Experimental)

- O ANÃO QUE VIROU GIGANTE, de Marão, 10', RJ | (Melhor Animação)

- ÁUREA, de Zeca Ferreira, 16', RJ, fic. | (Melhor Atriz, Trilha Sonora e Filme em Porto Alegre/RS)

- A GUERRA DE ARTURO, de Júlio Taubkin e Pedro Arantes, 19', SP, fic. | (Melhor Ficção, Direção, Roteiro, Ator, Filme em Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Boa Vista/RR, Florianópolis/SC, Palmas/TO e São Luís/MA)

- DOIS MUNDOS, de Thereza Jessouroun, 15', RJ| (Melhor Documentário e Filme em São Paulo/SP)

- TIMING, de Amir Admoni, 8', SP, fic. | (Melhor Direção de Arte)

- A ARQUITETURA DO CORPO, de Marcos Pimentel, 21', MG, doc. | (Melhor Fotografia)

- O DIVINO, DE REPENTE, de Fábio Yamaji, 7', SP, anim. | (Melhor Montagem e Filme em Curitiba/PR)

- A ILHA, de Ale Camargo, 10', DF, anim. | (Grande Prêmio e Melhor Filme em Maceió/AL, Recife/PE e Rio Branco/AC)

Serviço
Premiados do 2º Festival do Júri Popular. Quinta, Sábado e domingo - 24, 26 e 27 de junho, às 19h30. Entrada Franca. Cine Líbero Luxardo - Fundação Tancredo Neves - Av. Gentil Bitencourt, 650, Térreo Tel (91)3202-4321 cinelibero@gmail.com.


21.6.10

Mês de julho traz oficinas e filmes de animação para crianças

A Mostra Bacuri – I Mostra de cinema Infantil, além das exibições diárias de filmes, acaba de abrir as inscrições para três oficinas de animação para o público de 02 a 12 anos

A iniciativa é inédita por aqui. Vai acontecer de 06 a 10, em Belém e de 13 a 17 de julho, em Barcarena. O projeto Bacuri – I Mostra de Cinema Infantil é contemplado pelo Programa Oi de Patrocínios Culturais 2010, através da Lei Semear, do Governo do Estado.

Na programação, oficinas de cinema de animação, das 8h30 às 12h e mostras diárias de filmes de animação, das 14h às 18h. As inscrições para as oficinas já estão abertas, gratuitamente.

Ficam abertas até dia 25 de junho, na Coordenação de Educação e Extensão do SIM – Sistema Integrado de Museus, no Museu de Arte Sacra (Rua Padre Champagnat, s/n). Os interessados em inscrever suas crianças devem ir até lá em horário comercial ou fazer a inscrição por telefone ou e-mail e depois confirmar pessoalmente no local. As oficinas serão ministradas, em Belém, na Galeria Fidanza, pelos professores Eliseu Lopes Filho e Maximo Barro, da Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP/SP.

Em Barcarena, elas ficaram sob responsabilidade dos paraenses Andrei Miralha, artista multimídia, quadrinista e com atuação na área da animação no cinema paraense, e Nelson Nabiça, artista visual que assina a confecção de cenários e bonecos de vários filmes de animação em Belém, entre eles o curta de animação “Visagem”, de Roger Elarrat.

As inscrições e monitoria das oficinas serão desenvolvidas pela Coordenação de Educação e Extensão do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, parceiro do projeto, sob a responsabilidade da professora de arte e educadora do SIM/SECULT, Márcia Pontes.

As escolas públicas ou particulares, centros comunitários e associações, além do público em geral interessado em inscrever seus bacuris para as oficinas de Belém, devem entrar em contato através do e-mail: sim.educacao@gmail.com ou dos telefones 4009.8845 e 8805.5249.

Em Barcarena de 13 a 17 de julho,as oficinas e mostras vão acontecer nos Centros Comunitários de Itupanema e da Vila do Conde. As inscrições para Barcarena serão feitas pelos próprios espaços onde acontecerá o projeto.

Dentro da programação de exibição filmes, além de curtas de animação paraenses, a mostra também exibirá curtas da coleção “Direitos do Coração”, uma produção do estúdio de animação do Programa Francês do Ofício Nacional do Filme (NFB - National Film Board), em colaboração com a Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional, Ministério da Cultura Canadense, Ministério da Saúde do Canadá, Ministério do Multiculturalismo e da Cidadania do Canadá, Sociedade Radio Canadá e Première Medien GmbH&Co.K.G, através do Consulado Geral do Canadá em SP e da Embaixada do Canadá em Brasília.

Serviço
Inscrições para as oficinas do projeto BACURI – I MOSTRA DE CINEMA INFANTIL, em Belém. De 21 a 25 de junho, através do e-mail: sim.educacao@gmail.com ou dos telefones 4009.8845 e 8805.5249.

19.6.10

Territórios: boa notícia para o teatro e o público que aplaude a cena

Na próxima segunda, 21, abrem as inscrições para grupos interessados em apresentar espetáculo no Festival Territórios de Teatro, que chega a sua terceira edição, este ano de 2010.

Realizado pela primeira vez em julho de 2008, o festival inovou na área de eventos das artes cênicas ao trazer muita discussão e debate, além de apresentações de peças da recente produção teatral da cidade.

Em 2009, na sua segunda edição, trouxe para Belém, o paraense Kil Abreu, que assistiu e escreveu sobre os espetáculos, traçando a cada dia um diagnóstico crítico do modo artístico e técnico dos mesmos.

Nada poderia ter sido mais apropriado, afinal Kil Abreu viveu muito da cena artística de Belém, antes de partir para São Paulo, onde se pós-graduou em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da USP, escreveu crítica na Ilustrada da Folha de São Paulo. É colaborado da Revista Bravo, e atualmente integra o júri do Prêmio Shell de Teatro.

Isso trouxe um retorno maior, não só para o público, mas principalmente para atores e técnicos, diretores e autores, já que a crítica especializada é muito bem vinda para seus trabalhos. Os textos foram publicados no blog do festival e estão lá para que a qualquer momento sejam acessados.

O público convive com uma programação híbrida e de qualidade, apresentada em palcos como o Casarão do Boneco, Espaço Cuíra, Anfiteatro da Praça da República, Teatro Waldemar Henrique, entre outros que embora não sejam os tradicinais de Belém, há muito se legitimaram como espaços cênicos da cidade. Este ano, o Teatro Universitário Cláudio Barradas da UFPA e a Casa da Atriz devem com certeza entrar no roteiro.

As apresentações duram uma semana, com três apresentações diárias, pelo menos até o formato do ano passado. E as platéias ficam cada vez mais lotadas. Em 2009, a correria era enorme e mesmo assim se você não chegasse com bastante antecedência, perdia a vez e ficava de fora. Os espaços tem capacidade pequena de platéia e uma única sessão já não está mais atendendo a demanda.

Talvez este ano a coordenação esteja pensando em uma alternativa que contemple melhor o público interessado em teatro. Duas sessões no memso dia ou duas apresentações na semana ,do mesmo espetáculo, talvez ajudasse. Não sei. As inscrições só iniciam agora. Aguarda-se a demanda para se montar a programação.

Acesse o edital do Territórios de Teatro no blog do festival, onde também está disponibilizada uma ficha de inscrição. Mais informações no Instituto de Artes do Pará, parceiro do projeto, em sua Gerência de Artes Cênicas - Praça Justo Chermont, 236 – Bairro Nazaré . Fone para contato: (091) 40062913.

Pássaro Junino: herança cultural paraense precisa ser vivida pelos paraenses

Mais uma oportunidade para conhecer de perto esta riqueza da nossa cultura acontece hoje, com a apresentação do espetáculo “O Peso da Inveja”, do Pássaro Tucano, no Memorial dos Povos.

Com texto da atriz Ester Sá e orientação de Iracema Oliveira, o Pássaro Tucano está de espetáculo novo. Este ano, a transformação de sua sede em Ponto de Cultura, o grupo também puxa uma série de debates em torno do fazer do Pássaro Junino.

Para Iracema, guardiã do Tucano, a manifestação carece de atenção não apenas das autoridades, mas do paraense de um modo geral, que pouco conhece a respeito das culturas populares locais.

“O Pássaro precisa ser olhado, ser apresentado, ser amado, porque ele é único, só tem aqui, é um orgulho do Pará. Mas para ele ser amado, ele precisa ser conhecido. Por isso, convidamos toda a sociedade a participar da festa que não apenas é a temporada do Pássaro Tucano, mas das apresentações dos mais de vinte que estarão voando sobre Belém em junho”.

Além da apresentação deste sábado, o Pássaro Tucano vai realizar suas apresentações na comunidade Imperial (dia 20, às 18h), no Jurunas, e nos Teatros Gasômetro (Parque da Residência – Av. Magalhães Barata) e Cláudio Barradas (na Escola de Teatro e Dança da UFPA) ambas as apresentações no dia 27, às 18h e 20h, respectivamente.

De acordo com o poeta e professor de estética João de Jesus Paes Loureiro, o Teatro de Pássaro Junino representa a maior contribuição do gênio inventivo paraense para a cultura junina nacional, “cultura que é marcada por fatos e expressões culturais geralmente vindas com o colonizador” e que, entretanto, é enriquecida por este teatro amazônico.

Em Belém, há cerca de 22 Pássaros em atividade, todos dignos de serem admirados, uma vez que feitos com muito amor, teimosia e dedicação de seus guardiões, ensaiadores e brincantes! Entre estes, está o Pássaro Tucano.

O último pouso antes de retornar às matas, será o Ponto de Cultura Heranças do Velho Chico, dia 3 de julho. Recém aprovado, ele fica no bairro do Telégrafo, onde a comunidade de brincantes realiza os ensaios.

“Ao longo de 2010 realizaremos oficinas de artesanato, dança, interpretação, audiovisual, entre outras atividades, e convidamos a comunidade a ocupar este que sempre foi um ponto de cultura, ainda que pouco conhecido”, declara Iracema Oliveira.

O espaço homenageia Francisco Oliveira, mestre da cultura paraense, pai de Iracema, Guaracy e Raimunda, as irmãs Oliveira, todas guardiãs do Pássaro.

Ficha Técnica

Tucano – Marcela Oliveira
Gilson Rodrigues– Marquês Júlio de Aguiar
Ana Lemos- Marquesa Lúcia Alcântara de Aguiar
Inês Ribeiro - Marilane de Alcântara
Suelen Silva - Princesa Ana Célia de Aguiar
Ives Oliveira - Príncipe Arthur Alcântara de Aguiar
Adrielson Barbosa – Marquês Heitor de Amoêdo
Ingrith Rodrigues – Princesa Ruth de Amoêdo
Glenda Rodrigues - Princesa Encantada Raquel de Amoêdo
Breno Monteiro – Príncipe Maurício de Amoêdo
Raissa Gomes – Princesa Catarina de Amoêdo
Lisandra Nunes - Fada
Ester Sá - Feiticeira Solange
Felipe Cortez - Caçador
Geovani Moia - Fidalgo Miguel de Boaventura
Alessandra Oliveira - Dama de companhia Lourdes
Évila dos Anjos - Índia Iracema
Alexandre Macedo - Guerreiro Indayassu
Walace Rogério/André Mardock - Sêu Manelão
Patrícia Zulu - Dona Gertrude
Wesley Oliveira – Simplício
Maira Oliveira – Xandoca
Luis Sabaa - Compadre Chicão
Hilssy de Nazareth - Comadre Maroca
Mauro Santos – Cabo Gororoba
Equipe de Bordadeiras e Costureiras: Darci Duarte, Marilda Azeredo, Marta Goreth, Alessandra Oliveira, Eny Silva.
Paulo Jorge - Diretor Musical

Participação especial dos músicos da Banda do Corpo de Bombeiros

Serviço
Espetáculo do Pássaro Junino Tucano. “O Peso da Inveja”. Neste sábado, 19, no Memorial dos Povos, a partir das 18h. Entrada franca.

Fonte: Felipe Cortez e Blog Pássaro Tucano.

Colóquio Internacional debate Educação, Arte e Cultura Popular

Estão abertas as inscrições para o I Coloquio Internacional sobre Educacao, Arte e Cultura Popular, que acontecerá no próximo dia 24, no Auditório do Instituto de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Pará -UFPA/Brasil.

O objetivo é oportunizar aos participantes a troca de experiências, a socialização de saberes e o debate sobre a temática da educação, arte e cultura popular como espaço para fortalecimento de subsídios para formulação de políticas de intervenção social na área de educação e cultura.
As inscrições são gratuita e podem ser feitas da seguinte maneira: enviar o nome completo para o e-mail: Enviar nome completo para grupolacor@yahoo.com.br.

A realização do evento é do Grupo de Estudos e Pesquisas em Cultura Corporal, Educação, Arte e Lazer- LACOR, da Faculdade de Educação Física do ICED/UFPA e Comitê Gestor do IDEA 2010, sob a coordenação do Prof. Ms. Paulo Lima (UFPA). Apoio do ProEx/UFPA, Grupo de Atividades Culturais Paranativo e Prodepa.

Programação

08:00 – Abertura:

Profª. Drª. Eliana Felipe (Diretora Adjunta do Instituto de Ciências da Educação-ICED)
Profª. Drª. Renata Vivi (Diretora da Faculdade de Educação Física-FEF/UFPA-Belém)
Prof. Ms. Paulo Lima (Coordenador do LACOR/UFPA)
Prof. Ms. Ailtom Gobira (Diretor do Programa Acadêmico e Pedagógico do IDEA 2010).

8:30 - Diálogos sobre o tema: Cultura Popular na Amazônia: Tradição e Contemporaneidade.

Mestre Alarindo (Boi Caprichoso)
Déa Melo (Organização Mana-Mani; Coord Programa Raízes e Antenas IDEA 2010)
Prof. Ms. Paulo Lima (LACOR/UFPA),
Coordenação: Prof. Ricardo Torres (JOVEM IDEA)

10:30 – Diálogos sobre o tema: Praticas Corporais e Produção Artística: entre Textos e Contextos.

Profª. Drª. Ana Flávia Mendes (Escola de Teatro e Dança/UFPA)
Profª. Drª. Ana Carolina Mundin (Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP e Republica Cênica- SP)
Cesar Escuza (Diretor Jovem IDEA 2010/Diretor do Grupo Vichama do Peru)
Coordenação: Profª. Ms. Inês Ribeiro (LACOR/UFPA)

15:00 – Conversa com Iracema Oliveira (Pássaro Tucano)

Mediador: Prof. Dr. João de Jesus Paes Loureiro (UFPA)

16:00 – Diálogos sobre o tema: Educação, Arte e Diversidade cultural: abraçando as artes da transformação.

Profª. Ms. Lindalva Lopes (ESMAC)
Prof. Dr. Salomão Hage (UFPA)
Prof. Dr. Dan Baron (Presidente da IDEA/Coordenador da Aliança Mundial Pelas Artes
Educação/Assessor Político Pedagógica da ABRA- País de Gales)
Coordenação: Profª. Drª. Sônia Araújo (ICED/UFPA)

Obs: A imagem que ilustra esta postagem foi capturada do Blog Tia Marita, na internet, e não faz parte de material gráfico do evento.

18.6.10

Mais um grupo do Acre está entre nós esta semana

Na semana passada, a banda Caldo de Piabas esteve por aqui dentro da programação do Conexão Vivo. Neste sábado é a vez do teatro acreano, que se faz presente através do grupo “De olho na Coisa”, que se apresentará no Espaço Cultural Sesc Boulevard, na Doca, dentro da programação do projeto Amazônia das Artes.

A apresentação do espetáculo de bonecos “O Espelho da Lua” está marcado para 19h30, com entrada franca. Com manipulação direta de bonecos, a trama conta a estória de guerreiros indígenas que, apaixonados, fazem de tudo para conseguir os seus intentos amores. É, na verdade, a lenda da Vitória Régia, em uma versão romanceada.

A índia Naiá se apaixona pela lua e desaparece no rio onde a lua é refletida, sendo encantada, depois, em uma flor Vitória Régia. Nesta história, porém, surge outro personagem na história, o índio chamado Aitiê, que é apaixonado pela indiazinha e tenta de todas as formas tirar Naiá do caminho até a Lua.

O grupo de teatro “De Olho na Coisa” originou-se do teatro popular pela iniciativa de José Marques de Souza (Matias), em 1971, nas comunidades periféricas situadas na cidade de Rio Branco, no Acre.

Desenvolve ações junto a minorias como os sem-teto, os sem-terra, meninos e meninas em situação de rua, migrantes e seringueiros em más condições de sobrevivência, tendo como estratégia trabalhar com o teatro para fazer denúncias das injustiças sociais, daí o nome De Olho na Coisa.

Assim, juntou-se a outros movimentos como as comunidades eclesiais de base da igreja católica, entre outros. Paralela a essa ação política realizou oficinas e montou espetáculos, promoveu encontros e reuniões artísticas tendo contribuindo no fortalecimento do movimento artístico no Acre.

No final da década de 1990, após a perda de seu grande mestre Matias, o grupo sofreu uma lacuna na sua produção e, a partir de 2001, construiu uma oficina/montagem, conseguiu novamente aumentar sua produção teatral, onde passou a montar dois espetáculos por ano.

O grupo de teatro de Olho na Coisa, no decorrer de sua existência já montou mais de 30 espetáculos e esquetes. Atualmente, vem trabalhando com quatro espetáculos: A História do Homem que Vendeu a Alma ao Diabo e quase Perdeu o seu Amor; O Circo do seu Bolacha; Quadrilha – um Romance Sertanejo; e O Espelho da Lua.

Para saber mais sobre o movimento cultural no Acre, acesse também o Blog em homenagem ao fundados do grupo, o Mestre Matias.

Morre o escritor e Prêmio Nobel José Saramago

Lisboa - Morreu nesta sexta-feira o escritor e Prêmio Nobel português José Saramago. A informação é da agência France Presse.

Fonte: JB Online

José de Sousa Saramago nasceu em 16 de novembro de 1922. Foi agraciado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago é considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.

O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, em inglês) foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles. Em 2010, o diretor português António Ferreira adaptou um conto retirado do livro "Objecto Quase", conto esse que viria dar nome ao filme Embargo, uma produção portuguesa em co-produção com o Brasil e Espanha.

Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, era membro do Partido Comunista Português e foi diretor do jornal Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).

Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. O escritor português José Saramago, o único Nobel da língua e uma figura notável, morreu aos 87 anos.

APCC rende homenagens a Dennis Hopper na Sessão Cult deste sábado

No último dia 29 de maio, o cinema perdeu Dennis Hopper, ator e diretor que estreou nos anos cinquenta e trabalhou em filmes clássicos como "Juventude Transviada" e "Assim Caminha a Humanidade".

Trabalhando com ator coadjuvante nos anos sessenta ele já pensava em largar a profissão, quando Peter Fonda lhe apresentou o roteiro de "Sem Destino". Juntos criaram este clássico da contra-cultura americana.

Para matar a saudade e render-lhe uma homenagem, o filme será exibido neste sábado, 19, na Sessão Cult da Associação Paraense de Críticos de Cinema, com sessão às 16h e entrada franca, no cine Líbero Luxardo do Centur.

O filme é considerado “histórico” pelos críticos norte-americanos. Retrata uma época (os anos 60/70), focalizando as comunidades “hippie” e uma cultura peculiar. Fonda e Hopper trataram o projeto a partir de uma idéia de Fonda quando, segundo ele, contemplou uma foto que tirou com Bruce Dern perto de uma moto.

Feito com baixo orçamento, o longa fez sucesso e alavancou a carreira da dupla principal. Ganhou um prêmio em Veneza para cineasta estreante (Hopper). Produzido no auge do movimento hippie, tem nos papéis principais dois motoqueiros, Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) que levam drogas do México para vender em Los Angeles.

Com o dinheiro da venda eles iniciam uma viagem até Nova Orleans, onde pretendem aproveitar o Mardi Gras, uma espécie de carnaval da cidade. Durante o percurso eles ainda fazem amizade com um advogado drogado (Jack Nicholson), que é levado como carona nesta jornada.

O roteiro e as interpretações vão fundo no lema “sexo, drogas e rock and roll”, mostrando personagens marginais e como Fonda e Hopper já disseram, eles foram batizados em homenagem a Wyatt Earp e Billy The Kid, personagens lendários do oeste americano.

Até nas roupas os personagens são ícones, enquanto o Wyatt de Peter Fonda se veste coma uma espécie de bandeira americana e por isso tem o apelido de “Capitão Americana”, o Billy de Dennis Hopper usa roupas que lembram os índios. Agora quem rouba o filme é Jack Nicholson, que herdou o papel que seria de Rip Torn e criou um personagem fantástico, um advogado totalmente maluco e drogado, que segue a dupla principal nesta viagem alucinante.