30.11.10

Filme dos irmãos Lumiére no 1º aniversário do Cineclube Pedro Veriano

Achei perfeita a escolha. Nada melhor do que exibir um documentário sobre os invetores do cinema, Os Irmãos Lumiére, e trazer para o debate após sua exibição, nada menos que Pedro Veriano, nosso grande crítico e memória viva da história do cinema paraense e que dá nome a este ponto de exibição.

O cineclube Pedro Veriano há um ano vem colocando em cartaz filmes clássicos da cinematografia mundial, como “Crepúsculo dos Deuses”, “Terra em Transe”, ou cultuados pelos cinéfilos, como “São Paulo S.A.”, “O Homem que Virou Suco” e “Cão sem Dono”, além de abrir ‘janelas’ para as obras paraenses “De Assalto” e “Severa Romana”.

Neste tempo realizou as Mostras da ABDeC Pará, que resultou num DVD com seis filmes de realizadores locais e de filmes do cineasta Sérgio Pé, além do mais recentemente Cine Foro Venezuelano. 

Sobre a sessão de aniversário é  Pedro Veriano quem fala "Desde o início, o objetivo dos Irmãos Lumière com produção cinematográfica era o de reproduzir a realidade, e não contar uma história ou ficção.

O cerne do trabalho dos irmãos era apresentar momentos capturados no cotidiano, totalmente diferente dos outros pioneiros do cinema como Thomas Edison e George Méliès, que imediatamente viram no cinema a capacidade de mudar a realidade, e partiram para ficção.

Talvez, este seja o motivo pela qual Louis Lumière não vislumbrou nenhum futuro na sua invenção, e ele esperou que a novidade de assistir imagens em movimento numa tela, tal qual os olhos podiam ver pelas ruas, pudessem seduzir as pessoas.

Além disso, foram criticados pelos intelectuais da época, como agressores da arte fotográfica, estes afirmaram que ninguém iria querer ver as fotografias se moverem. Documento de valor histórico fantástico. 

O documentário "Os Irmãos Lumiére" aborda a trajetória dos irmãos em seus primeiros filmes realizados com o Cinematographo,. É uma aula de história do cinema”, comenta Pedro Veriano. O filme encerra a fase "Cinema sobre Cinema", ciclo promovido pela APCC (Associação Paraense dos Críticos de Cinema) em colaboração mensal com a programação do Ponto de Exibição Cineclube Pedro Veriano, onde foram apresentadas obras que falam sobre o cinema dentro do seu enredo.

História- Desde outubro do ano passado, a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Pará (ABDeC-Pa) em parceria com a Fundação Curro Velho e por meio do projeto do Governo Federal Cine Mais Cultura, vem realizando sessões no Ponto de Exibição Cineclube Pedro Veriano.

Entre as prerrogativas do cineclube, por ser gerenciado por realizadores paraenses, está a predileção por filmes em curta-metragem (antes dos longas), documentários e produções brasileiras. O Pedro Veriano foi assim batizado como forma de homenagear um dos mais importantes críticos de cinema da história do Pará, autor de inúmeros textos e do livro “Cinema no Tucupi”.

Serviço
Sessão de aniversário: “1º ano do Cineclube Pedro Veriano”, nesta terça-feira, 30, às 18h30, no Ponto de Exibição Cineclube Pedro Veriano, que fica na Avenida Nazaré, prédio da Casa da Linguagem, s/n, esquina com Avenida Assis de Vasconcelos. Entrada Franca. Mais informações: 91 8889 3639 e 8167 5745.

Mais duas oportunidades para ver Invento em clima intimista no Reator

Depois de alguns anos fora de Belém, contabilizando mais de 10 longe dos palcos, a cantora Sônia Nascimento voltou à cena musical da cidade na semana passada, dia 23, com o show Invento, acompanhada pelos músicos Renato Torres (voz, violões nylon e aço), Rubens Stanislaw (voz, baixo) e Diego Xavier (voz, bandolim e percussão).

A temporada segue nesta terça-feira, dia 30, e na próxima dia 07 de dezembro, no Espaço Reator, mas haverá ainda uma última oportunidade para ver o show, este ano, no dia 15 de dezembro, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, às 20h, dentro do projeto Uma Quarta de Música.

No Reator, a experiência é mais intimista. Com apenas 30 lugares por apresentação, o espaço é, na verdade, um grande estúdio para experimentações criado pelo ator, diretor e cenógrafo Nando Lima, em parceria com vários artistas, grupos, e cias. artísticas empreendedoras de Belém, para viabilizar ações em vários segmentos artísticos.

O show Invento, embora seja uma retomada de Sônia em carreira solo, traz na banda, dois músicos que já fazem parte da sua trajetória profissional. Renato e Rubens são parceiros da cantora, desde os anos 90, quando juntos formavam as bandas Florbella Spanka e Jardim Elétrico e que nunca deixaram de ser parceiros e amigos. 

Na estréia da semana passada, a ansiedade que tomou conta do início da apresentação, logo se dissipou trazendo ao público um repertório cheio de surpresas, além da performance e da voz da cantora, esta extremamente diferencial, com timbres de arrepiar. Os aplausos deixaram o clima menos tenso e Sônia logo se sentiu à vontade para interagir bastante com o público, com quem confidenciou momentos de sua carreira.

No repertório estão belas canções de José Miguel Wisnik, Maurício Pereira, Nei Lisboa, Paulinho Moska, Dulce Quental, Zeca Baleiro, Fagner, Rita Lee, Kassin, Renato Torres e Edir Gaya.

Contemplado pelo Edital Prêmio Secult de Música (2009), “Invento” é o primeiro ato de um projeto mais extenso intitulado Sopro dos Ventos, que tem como objetivo a gravação de um CD, além da circulação do show, através de patrocínios obtidos com leis de incentivo.

Invento - Ficha Técnica - Produção Artística: Sonia Nascimento, Direção Musical: Renato Torres, Produção Musical: Léo Bitar; Cenografia: Nando Lima; Banda Base: Renato Torres – Voz e Vilões (nylon e aço), Rubens Stanislaw – Voz e Baixo, Diego Xavier – Voz, Bandolim e percussão e Sônia Nascimento – Voz principal - Cantora.

Serviço
Show Invento. Dias 30 de novembro e 07 de dezembro, às 21h, no Reator (Trav. 14 de abril nº 1053, entre av. Governador José Malcher e av. Magalhães Barata). Ingressos através do celular 91 – 8112.8497 - R$ 20,00 (ambiente é climatizado, com 30 lugares). No dia 15 de dezembro, no projeto Uma Quarta de Música, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, às 20h. 

Galeria Pontes abre mostra e debate para homenagear Valdir Sarubbi

Sim. Já se conta uma década desde que a notícia sobre sua morte nos abalou. O artista plástico paraense, nascido em Bragança, morava em São Paulo, onde deixou um acervo com muitas obras inéditas, algumas inacabadas, e também muitos rabiscos, textos e documentos sobre sua trajetória.

No ano passado, em entrevista ao Holofote Virtual, seu filho, Jonas Sarubbi, que estava em Belém. nos falou sobre a captação de recursos que tentava fazer para um projeto que previa uma exposição de gravuras em metal (trabalhos inéditos) feitas pelo artista antes de morrer, em novembro de 2000.

Junto a exposição, seriam produzidas caixas com as obras, impressão de um catálogo e feita uma tiragem com a finalidade de envio, em forma de doação, a instituições idôneas no Brasil e no exterior. Não tenho notícias se ele conseguiu dar sequência ao projeto, que seria uma forma de homenageá-lo, além de difundir sua obra. 

Mas hoje, Valdir Sarubbi estará no centro de um debate promovido pela Galeria Pontes, em São Paulo, que abrirá, a partir das 19h, uma exposição individual “Valdir Sarubbi - Desenhos, pinturas e relevos”, com curadoria de Alex Cerveny.  Em seguida, sua obra será discutida em mesa redonda que terá participação de Sheila Mann e Renato Rezende.

A mostra dá sequência ao ciclo de palestras e debates sobre a “Identidade Cultural Brasileira” e revela uma série de trabalhos que mostram sua trajetória e apuração estética, mas que depois de sua morte mantiveram-se desconhecidos das novas gerações. 

Estão sendo apresentadas 22 obras minimalistas, entre pinturas, desenhos, colagens e instalações que, na sua maioria, remetem as formas e cores da natureza Amazônica, sua principal fonte de inspiração desde que começou a pintar.

A iniciativa é de Edna Pontes, a galerista, uma grande admiradora da arte brasileira e de Alex Cerveny, Eduardo Matosinho, Renato Rezende e Marina Marcondes Machado, os alunos que frequentaram o ateliê livre do artista. Será uma grande celebração. Abaixo, o texto é de Renato Rezende. Mais informações sobre Sarubbi, aqui

Valdir Sarubbi – a força de uma ausência

Não é tarefa simples escrever sobre Valdir Sarubbi; pois tanto sua pessoa como sua obra (ambas homenageadas com esta exposição no décimo aniversário de sua morte) não são afeitas à superficialidades e rotulagens.

Ademais, ambas – pessoa e obra – se confundem em mim; em muitos de nós, que fomos seus alunos, seus amigos, seus escolhidos e que o amamos e fomos por ele amados. Acima de tudo, Sarubbi possuía uma profunda capacidade de amar: amava generosamente, com profundo respeito pela individualidade de cada aluno ou amigo, permitindo o florescimento de cada relacionamento com a mesma sensibilidade e esmero que percebemos em suas obras plásticas.

Sua morte precoce (ele não concordaria com esta expressão, consideraria uma contradição em termos) inaugurou uma ausência fundamental na vida dos seus entes mais próximos e mais queridos – e também na história da arte no Brasil.

Eu conheci Valdir Sarubbi em 1980, inicialmente como aluno, depois como amigo, em seu “Atelier Livre”. O Brasil começava a respirar os ares mais livres do fim da ditadura militar e, pouco a pouco, com o advento da democracia, uma vida cultural e intelectual mais articulada e institucionalmente organizada foi se restabelecendo no país.

Nas artes visuais, as estratégias de resistência e experiências conceituais de artistas como Cildo Meireles, Antônio Manuel, Bairro e outros deram lugar a euforia e gestualidade da chamada Geração 80. Como tende a acontecer em países ainda em formação, desprovidos de uma tradição filosófica forte e, ainda por cima, sujeitos a regimes totalitários, tanto as tendências artísticas dos anos 1970 como as dos anos 1980 tinham algo de “movimento”, de dogmático – uma agenda exterior ao trabalho plástico em si.

Isso fica evidente, por exemplo, no depoimento de Brígida Baltar sobre o início de sua carreira: “Lá [no Parque Lage] encontrei uma pré-cena Como vai você geração 80? e os estímulos eram para quanto mais gesto e cor melhor. Eu sofri bastante, tentando me identificar nesse caminho, ‘soltar’ as formas, ainda usando lápis de cor, mas os desenhos eram de uma sutileza fora de lugar. Eu ia tentando exaustivamente, chegar aquela gestualidade toda – como se fosse uma direção certa e única a se seguir”.[1]

Nada mais distante da pessoa e da obra de Valdir Sarubbi do que tais movimentos totalizantes, impositivos ou militantes (por mais que possamos estar de acordo com os princípios e valores defendidos por tal militância).

Extremamente consciente do que é ser um artista e como se desenvolve uma linguagem artística sensível, o próprio Sarubbi deixa isso claríssimo em várias ocasiões: “O importante para mim não é o engajamento do artista dentro de tendências ou movimentos específicos, mas uma visão aberta de quem olha a obra de arte para apreciá-la naquilo que ela apresenta de sensível, seja sobre que forma for.

O importante para mim é que a arte que o artista faz seja um reflexo dele mesmo e não uma dublagem de tendências artísticas orquestradas pela mídia ou uma simples ilustração de teorias artísticas contemporâneas. Muito importante é o processo criativo do artista, que se desenvolve na medida em que ele cresce como pessoa humana. Sem queimar etapas, sem pressa para atingir o sucesso. Este crescimento se reflete no amadurecimento de sua obra.” [2]

 Passado já uma década desde sua morte, constata-se que o Brasil ainda não foi capaz de merecer um artista do porte de Valdir Sarubbi. Se a memória de sua pessoa continua pulsando em cada um de nós – seus amigos – na forma de gestos adquiridos, lembranças e afetos (são inúmeros, por exemplo, os objetos que ainda mantenho da época do Atelier Livre, e que me remetem diretamente à presença do Valdir e suas lições salutares), a ausência de seu nome em compêndios e retrospectivas de arte que têm sido promovidas nos últimos anos no Brasil, já consistentemente democrático e economicamente pujante, é um eloquente lembrete do quanto ainda temos que amadurecer enquanto nação.

Ainda não fomos capazes de assimilar uma obra desgarrada do mainstream e capaz de levar a linguagem plástica a elevados níveis de complexidade e sofisticação. Como poucas, a obra de Valdir Sarubbi, jamais se afastando do rigor de uma sensibilidade refinada e intuitiva, constitui um pensamento.

Há uma qualidade investigativa, e quase obsessiva, em séries como Meditação Labiríntica e Antiguos Duenõs de las Flechas, como se houvesse uma procura, um intrincado mapeamento de memórias e afetos (que não buscam ser resolvidos, mas apenas revelados, descobertos, elaborados) – não por acaso o rio, com suas profundezas, sombras e sinuosidades, aparece como uma de suas mais fortes metáforas. 

É quase sintomático que a memória tenha sido um dos temas mais recorrentes da obra de Valdir Sarubbi. Suas últimas telas, cheias de leveza e luz, atestam sua fé no espírito humano – espírito que ele tanto reconheceu e cultivou em si mesmo e em todos aqueles que tiveram o privilégio de compartilhar sua vida.

Notas
1 Baltar, Brígida. Passagem Secreta (org. Márcio Doctors). Rio de Janeiro: Funarte/Circuito, 2010.
2. Bittar, Rosana. Sarubbi. Belém: Estacon, 2002.

Serviço
Abertura da exposição “Valdir Sarubbi”. Nesta terça-feira, 30, a partir das 19h, na Galeria Pontes. Haverá, a partir das 20h, mesa mesa-redonda com participação de Sheila Mann e Renato Rezende. A mostra ficará aberta até 15 de janeiro de 2011 - De segunda a sexta, das 10 às 19 horas; e sábado das 10 às 17 horas. Rua Minas Gerais, 80 – Higienópolis. Mais informações: 11.3129.4218.

29.11.10

Arte Pela Vida acontece hoje com participação de vários artistas

Nesta segunda-feira, 29, o Comitê de Artistas e Jornalistas Arte pela Vida, que trabalha em prol das pessoas vivendo com HIV/AIDS, promove um show comemorativo aos 15 anos de atividades do comitê.

O espetáculo traz participações do bailarino Jaime Amaral, o grupo de teatros de bonecos In Bust, das cantoras Sônia Nascimento e Iva Rothe, do músico Pio Lobato, entre outras atrações, que subirão ao palco do teatro Margarida Schivasappa do Centur, a partir das 19h.

Durante o evento serão feitas inúmeras manifestações em homenagem àqueles que construíram esse movimento, como os inesquecíveis Beto Paiva, jornalista e ator, Babeth Taylor, drag queem, Walter Bandeira, cantor.

Eles, que não estão mais entre nós, foram algumas pessoas importantes para a construção de inúmeras versões dos shows, e que serão lembrados nesta noite especial em que a arte falará uma única língua.

Criado em 1996 pelo Comitê de Artistas e Jornalistas, o Arte pela Vida tem como finalidade dar ação à palavra solidariedade e transformar lamentos em atos de cidadania. Além disso, tem objetivo de angariar fundos em prol da assistência a soropositivos e doentes de Aids, e ser um canal a mais para contribuir à prevenção contra o vírus.

O símbolo do movimento é o girassol, que se tornou marca da campanha e em produtos (bottons e camisetas) que são não só uma fonte de recursos para a campanha, mas também, transforma-se em senha entre os voluntários. 

Serviço
Os ingressos estão sendo vendidos na Loja Ná Figueredo. Comprados antecipadamente custam R$ 10. Quantidades maiores podem ser adquiridas com Bill Aguiar: 91-84347146. Mais informações: Chico Vas (9989.3945/ 8280.2188) e Maria Christina (91-9622.6814/8198.9370).

Colóquio de Fotografia e Imagens traz palestras e fórum de pesquisa

Foto de Guy Veloso

Em sua oitava edição, será aberto nesta terça-feira, 30, o Colóquio de Fotografia e Imagens, evento que traz ciclo de palestras sobre obras de referência de pensamento estético contemporâneo. Em paralelo ocorrerá um fórum de pesquisa com trabalhos acadêmicos e processos de pesquisa vinculados a criação artística. Participe desse encontro de ideias, discussões e interações. Confira a programação:

CICLO DE PALESTRAS / FÓRUNS DE PESQUISA

Dia 30.11.10 – Terça – Abertura
19h30 – Palestra: “Fenomenologia e Imagem” – Benedito Nunes.
Mediador: Ernani Chaves

Dia 01.12.10 – Quarta
18h30 – Fórum de Pesquisa: “Pintura e realidade” – Flávio Araújo e Pablo Mufarrej

19h30 – Palestra: “O Fotográfico” de Rosalind Krauss – Patrick Pardini.
Mediador: Fábio Castro.

Dia 02.12.10 – Quinta
18h30 – Fórum de Pesquisa: “Crítica, Fotografia e Arte Contemporânea” – Ricardo Macedo e Adriele Silva

19h30 – Palestra: “Filosofia da Caixa Preta” de Vilém Flusser – Cláudia Leão
Mediador: Mariano Klautau Filho.

Dia 03.12.10 – sexta
18h30 – Fórum de Pesquisa: “Retrato e Narrativa – fotografia” – Natali Ikikame e Simone de Oliveira Moura.

19h30 – Palestra: “O Ato Fotográfico” de Philippe Dubois – Mariano Klautau Filho
Mediador: Vânia Leal

Dia 04.12.10 – Sábado
15h30 – Palestra: “Câmara Clara” de Roland Barthes – Fábio Castro
Mediador: Marisa Mokarzel

17h30 – Fórum de Pesquisa: “Imagens e palavras” – Danielle Fonseca e Ionaldo Rodrigues

18h30 – Palestra: “Pequena História da Fotografia” de Walter Benjamin e “Sob o signo de Saturno” de Susan Sontag – Ernani Chaves
Mediador: Patrick Pardini

Serviço
Local: Auditório do Centro Cultural SESC Boulevard – Av. Boulevard Castilhos França, 522/523 – Belém – PA. Inscrições até 30 de novembro no blog do Colóquio e na Fotoativa (Praça das Mercês, 19). Valor: R$ 30 / R$ 15 para estudantes ou sócios Fotoativa. Mais Informações: 91 3225 2754 – a.fotoativa@gmail.com.

27.11.10

Simpósio na UFPA homenageia e discute poesia de Max Martins

Depois de homenagear Mário Faustino, em 2008, e Benedito Nunes, em 2009, a turma da disciplina Estudos do Poema do Curso de Mestrado em Letras da UFPA abre a 3ª edição do Simpósio “Olhares sobre o Poético”, rendendo homnagens ao poeta Max Martins, no próximo dia 02 de dezembro, no Auditório Francisco Paulo Mendes, no Instituto de Letras e Comunicação, da UFPA, das 08h30 às 18h.

O evento, que traz este ano como tema o “Encontro com a poesia em Max Martins”, é organizado pela Prof.ª Dr.ª Lilia Silvestre Chaves, com objetivo de apreciar, divulgar e discutir poesia, em especial a produção poética de autores locais.

A idéia é promover a leitura crítica da poesia no sentido de traduzir, analisar e interpretar poemas, contribuindo para a formação de leitores de poesia, sem perder de vista o ensino da literatura em geral.

E para falar da produção de Max, não há outra participação mais profunda do que a do crítico literário e filósofo Benedito Nunes, que estará presente, como um dos convidados do evento que ainda contará com a presença do Prof.º Dr. Luis Heleno Montoril e dos poetas Paulo Vieira e Melissa Alencar, também convidados do evento e amantes da poesia de Max Martins. Mais informações, aqui

Neste sábado tem Matinta no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

O diretor Fernando Segtowick já está na capital federal desde a última quinta-feira, onde hoje à noite, 20h, apresenta “Matinta” (20min, PA), na Mostra Competitiva de Curtas de 35mm, do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. 

Além do curta paraense, serão exibidos também Falta de Ar, de Érico Monnerat (21min, DF) e o longa O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges (1h12, MG).

O festival teve início na segunda-feira, 23, com uma grande programação que vai além do Cine Brasilia, na Asa Sul. Com seminários, lançamentos e mostras paralelas às competitivas. A Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV), por exemplo, discute os novos rumos do Festival e procura redefinir o caminho do mais tradicional festival de cinema do País.

“Brasília tem enfrentado dificuldades e, este ano, em particular, sofreu com a crise no governo Arruda. Em off, dirigentes admitem que temeram pela mostra, que acabou ocorrendo mas com percalços. Sob novo governo, do petista Agnelo Queiroz, o festival poderá sofrer modificações. Ainda não se sabem quais. 

Entidades de classe, como a ABCV e a Associação dos Produtores do DF já procuram se antecipar a essas reformas e influir em sua direção. Brasília tem formato estável definido há anos: só seis longas em competição e, de preferência, inéditos. Muita gente o defende, mas há quem o ache limitante” (Luiz Zanin Oricchio / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo).

E na programação deste sábado, a Programadora Brasil lançará mais 206 títulos nacionais licenciados para exibição pública. São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longa-metragens de todos os gêneros (animação, documentário, experimental e ficção), que atendem ao critério da diversidade da produção audiovisual brasileira.

Com mais esse lançamento, a Programadora Brasil chega a 700 títulos, divididos em 214 programas, à disposição dos mais de 1500 pontos de exibição audiovisual associados. Para conhecer as obras que compõem o catálogo da Programadora e saber como se associar acesse o site. E para saber mais sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, aqui

26.11.10

Música instrumental na beira do rio para começar a noite

Jazz, Bossa Nova, clássicos da MPB e um trabalho arrojado autoral, músicas que farão parte do primeiro CD do grupo, a ser lançado em 2011.

É o que te espera, na próxima terça-feira, 30, a partir das 20h, no bar Palafita. O Marajazz Group faz o show “Outro Samba”, com participação especial da cantora Alba Maria, dos violonistas Delcley Machado e Charles Andí e do percussionista Fabrício Lobinho, além de performances de poetas paraenses. 

O grupo, que surgiu em 2004, fazendo música instrumental, tem em sua formação os músicos Fabrício Figueira (trompete), Dangle Freitas (contra-baixo), Rafael Guerreiro (violão e guitarra), Carlos Carvalho (piano) e Vanilson Brito (bateria).

Anote aí, o Palafita fica na Rua Siqueira Mendes com Pde. Champagnat, na Cidade Velha, ao lado do Museu Casa das Onze Janelas. No dia 30/11, às 20h. Ingressos: R$10,00, com 1/2 para estudantes. 

25.11.10

Mostra Indicial de volta ao Centro Cultural Sesc Boulevard

Com as portas abertas, desde abril deste ano, o Centro Cultural SESC Boulevard tem oferecido ótimas programações para que gosta de arte, música, cinema, teatro.

Abrigado por um prédio antigo, a atividade do espaço foi o projeto INDICIAL – Fotografia Paraense Contemporânea, que realizou de 04 de abril a 30 de maio, uma intervenção artístico-educativa no prédio anexo ao do Centro Cultural, com a instalação de obras de fotógrafos e artistas visuais paraenses contemporâneos, em grandes formatos e projeções multimídia.

Pois agora está em exposição o resultado desta primeira fase. A mostra “Doc Indicial - Depois de Revelada” apresenta um relato visual e físico do projeto, que contou com a participação de cerca de 80 artistas convidados e mais de 2000 mil visitantes.

Composta por 20 fotografias da instalação e de atividades paralelas da Indicial, a exposição tem o objetivo de mobilizar a comunidade e os artistas em torno de questões relacionadas ao patrimônio, a criação artística e educação, dando prosseguimento a linha de atuação proposta para o Centro Cultural SESC Boulevard.

Pinhole - Paralelamente, visitando a mostra INDICIAL, o público também poderá ver a exposição Ver-o-Peso na caixinha de Fósforo, resultado que completa o projeto “Ver o Peso na Caixinha de Fósforo”, até dia 30 de novembro, com trabalhos produzidos pelos integrantes da oficina Pin Lux, realizada em agosto.

Na Oficina, os participantes foram orientados na construção e utilização de câmeras obscuras e câmeras pinhole, utilizando papel cartão, caixas de fósforo e filmes 35mm. Essencialmente prática, a oficina foi desenvolvida em duas etapas de atividades.

A primeira parte, baseada na combinação de jogos e exercícios sensoriais e fazeres artesanais, culminou com uma expedição fotográfica pelo Complexo do Ver o Peso. Na segunda parte foi feita uma reflexão sobre a vivência e a seleção dos trabalhos produzidos pelo coletivo.

O Centro Cultural SESC Boulevard fica na Boulevard Castilho França n° 522/523, aberto terça a domingo, das 10h às 21h. Entrada franca.

24.11.10

Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul completa cinco anos

Em Belém a programação começa nesta quinta, 25, e se estende por duas semanas, no cine Líbero Luxardo, com entrada franca. 

A abertura acontece às 19h, com o filme “Abutres”, de Pablo Trapero, numa co-produção Argentina, Chile, França e Coréia do Sul (107 min, 2010, fic.)

Criada em 2006 para celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos a Mostra vem se firmando como um espaço de reflexão, inspiração e promoção do respeito à dignidade intrínseca da pessoa humana. 

O Brasil tem buscado fortalecer a educação e a cultura em Direitos Humanos, visando à formação de uma nova mentalidade para o exercício da solidariedade, do respeito às diversidades e da tolerância. Como expressão artística, o cinema possui uma linguagem própria, capaz de tocar pessoas, despertar sentimentos, sensibilizar olhares e construir identidades comuns. Desta forma, a arte permite conhecer e interagir.

Inicialmente exibida em quatro cidades, a Mostra veio crescendo a cada ano. Esta quinta edição estará presente em 20 capitais brasileiras, percorrendo as cinco regiões do Brasil. No ano passado, registrou um público superior a 20 mil pessoas, em 16 cidades. A estimativa para este ano é que este número seja duplicado, pelo aumento no número de cidades participantes e pelo reconhecimento que o evento já conquistou.

A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio do SESC-SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores. Com todas as sessões gratuitas, sempre em salas acessíveis para pessoas com deficiência, a Mostra é um convite ao olhar e à sensibilidade cinematográficos, que traduzem temas atuais de Direitos Humanos e despertam a reflexão e a construção de identidades na diversidade.

Prevista no eixo Educação e Cultura em Direitos Humanos do Programa Nacional de Direitos Humanos/PNDH-3, que foi apresentado pelo presidente Lula em 2009, a realização da Mostra possibilita que o cinema seja reconhecido como importante instrumento para o debate, a promoção e o respeito aos direitos fundamentais. Em sua quinta edição, a Mostra já pode ser vista como um marco consolidado no calendário anual dos Direitos Humanos em nosso País. Ela está destinada a prosseguir e se ampliar sempre mais nos próximos anos.

Confira a programação completa de Belém no Site oficial da Mostra

O noir inconfundível de Jean Pierre Melville

Cine CASA apresenta "O Samurai", de Jean Pierre Melville, neste sábado, 27, às 18h30, com entrada franca.

Em “O Samurai”, Alain Delon interpreta um taciturno e meticuloso assassino profissional. A produção franco-italiana de 1967 está entre os 100 melhores filmes de todos os tempos segundo a Revista Empire e começa a ser exibida às 18h30, com entrada franca.

Jeff Costello, interpretado por um magnífico Alain Delon, segue um rígido código de conduta para evitar que seja pego ou reconhecido após a execução de seu trabalho. Solitário, a única companhia com que conta é a da namorada Jane Lagrange (interpretada por Natalie Delon, esposa do ator na vida real), que o ajuda a construir seus álibis.

Mesmo planejando todos os seus assassinatos com extremo cuidado, uma noite ele comete um erro ao ser surpreendido por uma testemunha – Valerie (Cathy Rosier), a pianista de um bar noturno. Com a identidade exposta, passa a ser cada vez mais pressionado tanto pela polícia quanto pelos seus empregadores. Simultaneamente, desenvolve uma relação cada vez mais intensa com a pianista.

Luah Sampaio, integrante da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e curadora da sessão, comenta o filme: “Sentimos muito frio com a fotografia; um frio vindo de dentro, dos países gelados do norte, da mente daquele homem. Ele é o assassino perfeito, intransponível e respirando morte. Sua espada de Samurai é a câmera e seu aspecto retilíneo. Ele se desmascara e deságua em nossa frente e nos apaixonamos por sua fraqueza - esta que não é uma comum, das de seres humanos: é a de Samurai quando falha em uma missão”.

O clássico de Jean Pierre Melville é cotado como o número 39 dentre os 100 melhores filmes de todos os tempos pela Revista Empire. Sua influência é vasta: desde o cinema de ação comercial de Hong Kong que lhe prestou bela homenagem com “O Matador”, de John Woo; até o cinema independente norte-americano, traduzida em “Cão Fantasma”, de Jim Jamursch.

Serviço
Dia 27 de novembro (sábado), às 18h30, no Centro de Articulação Social e Apoio da Juventude - Av. Gentil Bittencourt, 694, ao lado do Centur. Entrada franca!

Realização: APJCC e Centro de Articulação Social e Apoio da Juventude
Parceria: Rede Norte de Cineclubes

Fotógrafos e artistas visuais realizam Mostra Arte Solidária neste sábado

Será uma ótima oportunidade para encontrar em um só espaço, obras de arte de artistas paraenses renomados e presentear amigos e familiares neste final de ano. 

Além disso, a ação é em prol da filha do casal Cláudia e Murilo Nascimento, ela arquiteta e profissional do patrimônio, e ele, artista visual, que precisa de tratamento urgente em São Paulo.

A mobilização para a Mostra de Arte Solidária vem sendo feita há mais de uma semana pelos artistas visuais Nina Matos e Armando Queiroz, para acontecer durante um dia só, neste sábado, 27, no Clube da Piada, à Rua Soares Carneiro, 815, esquina com a Tv. Curuçá.

Já estão confirmados, com pelo menos uma obra na mostra, os artistas Alberto Bitar, Armando Queiroz, Armando Sobral, Bruno Cantuária, Carla Beltrão, Carla Evanovitch, Carlos Henrique, Danielle Fonseca, Elieni Tenório, Elza Lima, Francelino Mesquita, Geraldo Teixeira, Haroldo Baleixe, Janduari Simões, João Cirilo, Jocatos, Jorge Eiró, Ligia Arias, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Luciana Magno, Luiz Braga, Margalho, Maria Christina, Marinaldo Santos , Melissa Barbery, Michel Pinho, Murilo Nascimento, Murilo Rodrigues, Neuton Chagas, Nina Matos, Orlando Maneschy, Ricardo Macedo, Ronaldo Moraes Rêgo, Ruma, Tadeu Lobato, Valéria Coelho e Wagner Santana.

Mais informações para participar ou doar uma obra a esta ação, com: Nina Matos (91 81070864) e Armando Queiroz (91 81292018).


Palhaços Trovadores retomam temporada do novo trabalho

O Menor Espetáculo da Terra, que ficará em cartaz nos dias 27 e 28 de novembro e 4, 5 e 8 de dezembro, às 19h, na Casa dos Palhaços (Tv. Piedade, 533, esquina da Rua Tiradentes, bairro do Reduto), com ingressos ao preço de R$ 10,00 (meia entrada para estudantes).

Ah, lembrando que no dia 8 haverá duas apresentações, às 17h e 19h. O ingresso, neste dia, será um brinquedo novo, a ser doado para crianças carentes, em comunidades que o grupo já vem trabalhando. 

Ao pensar a história do circo, sua estrutura, seus números variados e a estrutura de seus espetáculos, O "Menor Espetáculo da Terra" mostra o universo do circo, seu colorido e seus artistas, na pequena dimensão do boneco, realizando um jogo de proporções entre este e o palhaço, no caso também o manipulador. 

No espetáculo, a beleza do universo do circo, sua estrutura e seus artistas se fundem em duas linguagens artísticas bem populares no teatro paraense: a arte do palhaço e a arte dos bonecos.

A história conta o “drama” de um grupo de cinco palhaços que foram abandonados pelo circo, que seguiu viagem para outras paragens. Sem patrão, os palhaços sentem-se perdidos, desolados na beira da estrada. Para onde seguir, o que fazer?

Eis que uma voz onipresente, espécie de superconsciência dos palhaços, fala com eles e com o público, expõe suas fraquezas e mazelas, mas também os estimula a montarem o circo de seus sonhos: a palhaça Neguinha sonha ser patinadora no gelo; Feijão deseja ser domador de leões; Pipita uma contorcionista; Tchelo quer ser trapezista; e o palhaço Xuxo sonha equilibrar tortas no arame.

Animados, os palhaços lançam-se na tarefa de construir o próprio circo. Malas e trouxas se transformam em picadeiro (a bancada do manipulador). O sonho de cada palhaço se materializa nos bonecos, que ganham vida pelas suas mãos.

É aí que a magia do circo explode em cores, sons e, claro, palhaçadas. Os palhaços finalmente recuperam o nariz vermelho e a alegria. Após cada cena-sonho acontece uma pequena cena de clown, quase sempre envolvendo alguém na platéia.  Não perca!

Ópera Profano volta ao palco engajado em ação social

Metade da bilheteria obtida no primeiro dia da nova temporada do musical será doada ao Comitê Arte pela Vida para tratamento de soropositivos

A idéia de unir provocativamente num mesmo altar travestis, garotos de programa e Nossa Senhora abriu portas para debates e encontrou reações das mais diversas no público. Tudo isso graças ao espetáculo musical “Ópera Profano”. 

Depois de uma bem sucedida primeira temporada em plena quadra nazarena, a obra criada pelo dramaturgo Carlos Correia Santos e dirigida por Guál Dídimo e Haroldo França volta ao cartaz a partir desta quinta-feira, 25, às 20h, no teatro Margarida Schivasappa, no Centur, e poderá ser vista até o domingo, dia 28. 

A produção retorna ao palco engajada a uma campanha social. Graças a uma parceria firmada com o Comitê Arte pela Vida, metade da renda obtida com a bilheteria do primeiro dia desta nova temporada será doada a ações de auxílio no tratamento de portadores do HIV. Além do comitê, o espetáculo conta com o apoio de Pink Android, João Ramid, Nelson Borges Make Up, Ponto Zero e Pará Diversidade.

Mais informações, aqui.

22.11.10

“Memórias da Ilha” reúne imagens de chalés e outras edificações de Mosqueiro

Depois de ocupar em agosto o jardim do “Canto do Sabiá” com exposição ao ar livre, alunos de fotografia mostram resultado no Espaço da Memória na Galeria da Unama

Alunos de fotografia do curso de Artes Visuais da UNAMA abrem na terça-feira, dia 23 de novembro a exposição “Memórias da Ilha”. Constituída de 35 fotografias em preto e branco a mostra tem como foco principal a memória urbana da Ilha do Mosqueiro.

“Memórias da Ilha” é uma versão reduzida do conjunto de mais de 130 imagens produzidas ao longo do ano na ilha como atividade do programa das disciplinas “Fotografia I” e “Fotografia II”. A primeira mostra aconteceu em agosto com o projeto intitulado “1º Canto do Sabiá”, exposição ao ar livre ocupando todo o jardim do Canto do Sabiá à beira da Praia do Bispo na área central próxima à Vila do Mosqueiro.

Misturando documentação e exercício poético com a linguagem da fotografia, a nova exposição na UNAMA resume a essência da primeira etapa do trabalho. Experimentação gráfica, rigor na composição e especialmente a ambiência da paisagem urbana da ilha são os elementos que caracterizam a mostra.

As imagens captam os chalés abandonados na praia do Porto Arthur e outros que estão sendo destruídos atualmente na praia do Murubira, os ambientes do Hotel Farol, a fachada da antiga Fábrica Bitar em estilo art decó, o casarão “O Canto do Sabiá” e os personagens da ilha ressaltando a relação entre arquitetura e natureza observada na paisagem do Mosqueiro.

O grupo de alunos é formado por Marise Maués, Renato Chalu, Sergio Bruno Leite, Carolyne Lisboa, Nayara Santos, Naiara Jinkinss, João Pedro Rodrigues, Aurélio Homobono, Patrícia Gondin , Márcia Andrea Carvalho, Renan Rosa, Daniel Gomes, Manuela Souza, Neuma Farias, Raphaela Matos, Jonatas Barbosa e Emanuela Alves. A exposição abre na próxima terça às 19h no Espaço da Memória na Galeria da UNAMA.

Acervo Casa da Memória e Hotel Farol

Todo o material fotográfico reunido para esta exposição será doado à Casa da Memória da Universidade da Amazônia, que mantém um acervo de artes visuais e possui uma política constante de exposições e preservação da memória.  O grupo de alunos ainda fechará o ano com uma nova ocupação na Ilha do Mosqueiro cujo foco será o Hotel Farol. A exposição no interior dos salões do hotel está programada para dezembro.



Invento estreia nesta terça-feira em novo espaço para criação artística em Belém

O show Invento, que estreia nesta terça-feira, 23, no Espaço Reator, novo reduto da criação artística em Belém, traz a cantora Sonia Nascimento de volta à cena, desta vez em carreira solo, mas acompanhada pelos mesmos parceiros com quem nos anos 90 formava as bandas Florbella Spanka e Jardim Elétrico, Renato Torres (Voz e vilões de aço e nylon) e Rubens Stanislaw (Voz e Baixo), além de Diego Xavier (Voz, Bandolim e percussão).

“Estes parceiros nunca deixaram de ser parceiros e amigos. Não me via, a princípio, sendo acompanhada por outros músicos. 

Renato e Rubens sabem exatamente as minha dificuldades e qualidades, e como tirar o melhor de mim, então para um retorno tinha que ser com eles. Também não posso de deixar de falar do Nando Lima e do Léo Bitar. Nando sempre esteve com a gente na época do Florbella e o Léo selecionou a maioria das músicas do repertório”, explica a cantora.

Ansiosa com a estreia, Sonia teme que não as pessoas não lembrem mais dela. Ledo engano, pois há toda uma geração que frequentava o extinto bar Go-Fish e que nunca esqueceu as noites em que as bandas Jardim Elétrico e Florbella Spanka se apresentavam com seu estilo, fazendo a diferença no cenário musical da época.

“Tocávamos uma "MPB eletrificada", mandando versões pop e rock'n'roll para clássicos da MPB, além de passear pelo rock de Rita Lee, o brega de Alípio Martins e as esquisitices de André Abujamra e Bocato eram presentes no repertório”, lembra Renato Torres.

“Por vezes a banda antecipava alguns "achados" fonográficos e fez uma versão de "A Menina Dança" dos Novos Baianos antes de Marisa Monte em "Barulhinho Bom", e "redescobriu" em seu repertório coisas como "Mundo Deserto" de Roberto e Erasmo, e "Dia de Santo Reis", de Tim Maia, muito antes da mania lançada pela biografia de Nelson Mota. Quando estávamos chegando na fase de compor material próprio, a banda terminou, Sônia se casou, e depois se mudou pro Rio de Janeiro, daí seguiu-se um longo hiato de mais de uma década”, diz o músico.

Contemplado pelo Edital Prêmio Secult de Música (2009), “Invento” é o primeiro ato de um projeto mais extenso intitulado Sopro dos Ventos, que tem como objetivo a gravação de um CD, além da circulação do show, através de patrocínios obtidos com leis de incentivo.

Será oportunidade para rever estes artistas juntos novamente, além de se atualizar com o trabalho desta cantora de voz contagiante. 

Trata-se de um espetáculo de possibilidades rítmicas e visuais. Por isso, Sônia pede ao público que deixe sua mente livre das lembranças do passado, pois, verão uma nova cantora, no entanto continua carregando as mesmas teorias.

“Canto o que gosto sem preconceito, o que me emociona. Canto por ser feliz e fazer as pessoas pelo menos naquele momento sentirem-se felizes”, afirma.

“O show está muito bonito. É bem diferente do que nós fazíamos, tem um novo formato, a começar pela banda, já que só serão utilizados instrumentos de corda e percussão. Vou cantar José Miguel Wisnik, Maurício Pereira, Nei Lisboa, Paulinho Moska, Dulce Quental, Zeca Baleiro e Fagner, Rita Lee, Kassin, Renato Torres e Edir Gaya”, diz Sonia.

A temporada no Reator será uma experiência mais intimista para o público. Com apenas 30 lugares por apresentação, o espaço é, na verdade, um grande estúdio para experimentações criado por Nando Lima, em parceria com vários artistas, grupos, e cias. artísticas empreendedoras de Belém, para viabilizar ações em vários segmentos artísticos.

A ideia, segundo Nando, é construir, através de processos colaborativos, um panorama de referência e qualidade na cidade e na cultura do estado. O projeto Reator é formado por Nando Lima – performer; Telma Lima - modelista e administradora; Leo Bitar - sonoplasta e ator; Danilo Bracchi - coréografo e bailarino; Cristina Costa – produtora; Marcelo Rodrigues – videomaker; Milton Aires – ator; Lucas Alberto - ator e webdesigner; Patrícia Gondim – iluminadora; Iara Regina - iluminadora e professora; Sônia Nascimento – cantora.

Invento - Ficha Técnica - Produção Artística: Sonia Nascimento, Direção Musical: Renato Torres, Produção Musical: Léo Bitar; Cenografia: Nando Lima; Banda Base: Renato Torres –   Voz e Vilões (nylon e aço), Rubens Stanislaw – Voz e Baixo, Diego Xavier – Voz, Bandolim e percussão e Sônia Nascimento – Voz principal - Cantora.

Serviço

Show Invento. Dias 23, 30 de novembro e 07 de dezembro, às 21h, no Reator (Trav. 14 de abril nº 1053, entre av. Governador José Malcher e av. Magalhães Barata). Ingressos através do celular 91 – 8112.8497 - R$ 20,00 (ambiente é climatizado, com 30 lugares). No dia 15 de dezembro, no projeto Uma Quarta de Música, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, às 20h, ingresso R$ 10,00. 


20.11.10

Artistas paraenses se unem em mostra solidária que abrirá no próximo sábado

 Além da mostra, várias outras ações estão sendo organizadas em prol de uma adolescente que precisa urgentemente de tratamento em São Paulo, assim como o girassol de luz solar para se manter belo e aberto para a vida.

Um grupo de artistas representados pela artista plástica e diretora do Museu da Casa das Onze Janelas, Nina Matos, e pelo também artista visual Armando Queiroz,está organizando uma Mostra de Arte Solidária, que acontecerá no próximo sábado, 27, com o objetivo de angariar recursos para o tratamento da filha de Cláudia e Murilo Nascimento, ela arquiteta e profissional do patrimônio, e ele, artista visual.

A filha do casal, com 16 anos, bailarina da Escola de teatro e Dança da UFPA, tem uma doença rara, que médicos ainda estão tentando diagnosticar, mas todos os meios de investigação em Belém foram esgotados e adolescente precisa ir para São Paulo em busca de resposta e tratamento.

Neste momento, os amigos se unem em torno desta causa e realizam, já neste domingo, 21, um bingo, a partir de 11h, no Conjunto Médici II Travessa Portel 375. O valor da cartela é R$ 5,00. Outra ajuda pode ser feita através de depósito bancário. Por isso, quem quiser/puder ajudar financeiramente, com QUALQUER QUANTIA, é só fazer um depósito em nome de Claudia Nascimento no Banco do Brasil: Agência: 1846-5 - Conta 88.306.344-1, que a família de certo agradece.

Da Mostra de Arte Solidária, já estão participando, artistas como Geraldo Teixeira, Armando Queiroz, Ruma, Elieni Tenório, Ronaldo Moraes Rêgo, Marinaldo Santos, Tadeu Lobato, Francelino Mesquita, João Cirilo, Lúcia Gomes, Carla Beltrão, Danielle Fonseca, Neuton Chagas, Carlos Henrique, Luciana Magno, Murilo Nascimento e Margalho, Maria Christina, além de a própria Nina Matos, mas ainda a organização ainda espera receber colaborações de muitos outros artistas.

“A Mostra será no dia 27 de novembro (sábado) a partir das 17h e entregaremos as obras nesse dia pela manhã (a partir das 10h), no Clube da Piada (local onde acontecerá a Mostra), à Rua Soares Carneiro, 815, esquina com a Tv. Curuçá”, diz Maria Christina.

Para participar, os artistas interessados em ajudar devem fazer contatos pelo e-mail: nina.matos@bol.com.br, ou através de comentários e mensagens no facebook, para o perfis de Nina Matos e Armando Queiroz. Ainda há outro canal de comunicação pelos telefones 91 81070864 (Nina) e 91 81292018 (Armando). Outra opção é entregar o trabalho no Museu da Casa das Onze Janelas, até o dia 26/11 (sexta-feira), de 10h às 18h.


18.11.10

Banda Clepsidra disponibiliza o primeiro CD para download

Lançado em outubro de 2004, pelo selo independente Ná Figueredo Records, o disco "Bem Musical", da Banda Clepsidra acaba de ser disponibilizado para download, ouça aqui.

Gravado no Estúdio Edgar Proença da Funtelpa e no AM Estúdio, do técnico Almir Miranda.

A experiência resultou em cinco faixas compostas por Renato Torres e Maurício Panzera, trazendo canções que variam do rock básico, passando pela tradicional canção popular brasileira, flertando com a música eletrônica e, ao mesmo tempo, fundindo conceitos musicais refinados. 

“O som já é o paradigma clepsídrico: MPB+música eletrônica+rock+poesia+blues+jazz. Alguns acham o disco excessivo. Outros acham muito bacana. Eu acho que é preciso ouvir! O disco traz uma música produzida por Marco André (especialmente pro projeto Enciclopédia da Música) "Água Ladainha", e "Descontrolado", parceria minha com Henry Burnett, gravada por Lia Sophia em seu primeiro CD "Livre".

“Como éramos ainda um duo, e apesar de todo aparato eletrônico, não dispensamos a presença de outros músicos”, explica Renato. Participaram do CD: Arthur Alves (cello), Toninho Abenatar (sax), Charles Matos (bateria), Marcos Puff (sax), Trio Manari (percussão), entre outros. Bem Musical é o primeiro trabalho da banda, mas já traz na veia o potencial de pesquisa que o grupo desenvolve mas, na época, ainda de forma intuitiva e informal, utilizando o computador como ferramenta criativa”, diz Renato Torres. 

De acordo com o músico, foram pesquisados timbres eletrônicos e as novas possibilidades musicais de samples e sequenciadores. “Na época, eu "descobri" essas ferramentas através do Fábio Cavalcante, que é um gênio nesse campo. Fomos adaptando e fuçando esses brinquedinhos nas nossas canções, aprimorando arranjos, até chegar no CD”.

A banda Clepsidra foi Formada em meados de 2001 pelos músicos Renato Torres (vocal e guitarra) e Maurício Panzera (contrabaixo). Hoje próxima de completar 10 anos, a banda se consagra como uma das grandes bandas dessa cena que não para de crescer de Belém para mundo e se prepara para lançar o terceiro CD, já em fase de mixagem e inteiramente independente, mais uma vez.

Além do baixo, guitarra e bateria, o som do Clepsidra encara o desafio de misturar ao formato básico do bom e velho rock n’ roll, instrumentos como cello, sax, trompete e teclado. Desde sua formação, os músicos participaram de uma série de festivais, eventos e shows em teatro, destacando-se a seleção para a abertura do show “Vagabundo”, de Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede, pelo Circuito Cultural Banco do Brasil, em 2004, e a participação na Mostra de Música da IV Bienal de Cultura e Arte da UNE, em fevereiro de 2005, na cidade de São Paulo.


Maratona seleciona bandas para final e semi final do CCAA Fest

Banda Born To Be, que passou pelas audições
Foi preciso empenho e muita disposição, mas isso foi o que não faltou. Em apenas três dias, de 4 a 6 de novembro, o júri que teve profissionais como Roosevelt Bala (Stress) e Assis Figueredo (Estúdio Ápice) conseguiram avaliar e pinçar, entre 75 bandas inscritas no CCAA Fest, 10 bandas  garantidas para a  na final e mais 10 que entrarão, ainda neste final de semana, em votação pública  através do site do CCAA Belém (www.ccaabelem.com.br). 

A maratona aconteceu entre oa dis 4 e 6 de  novembro, no Estúdio Ápice, no mesmo local em que hoje, 18, a partir das 18h, em uma coletiva de imprensa com presença de bandas e da produção executiva do festival (Gláfira Lobo e Josy Sidrin), além dos jurados, vai ser divulgada a lista das 10 finaliistas e de outras 10 que ainda concorem às ultimas cinco vagas para a final que acontecerá em fevereiro de 2011.

É a quinta edição deste festival que vem desde então abrindo as portas para muitas bandas que ainda procuram se inserir de forma mais definitiva no cenário independente do rock paraense, além de reafirmar bandas que já estão consolidadas. 

Este ano, mais de 100 bandas vindas não só de Belém, mas também de outras cidades do Pará, se inscreveram. O hibridismo é grande entre os trabalhos apresentados. Para se ter ideia do tom democrático do evento, entre as bandas inscritas e que podem estar na lista que será divulgada logo mais, estão as já bem conhecidas Acordalice, Carbono XIV, Clepsidra, Baby Loyds, Vinil Laranja, Mostarda na Lagarta e Ultraleve. 

Mas há coisas completamente novas pelo menos para o grande público, como a Expresso Abacaxi e Brasão de Miriti. Neste ano, o estúdio recebeu ainda as bandas Ruwa, que já venceu o festival de 2006 com a música Ratos no Tucupí, e as bandas Myttus, Avens, Oscaravelho, Remoto Controle, SK8 e Síncope. A Cocota de Ortega veio de Ananindeua e a Anja enfrentou 5 horas de estrada vindo de Tucuruí só para as audições.

Isso demonstra que a cada ano surgem novas bandas de rock no circuito independente da música em Belém e em outros municípios paraenses, no entanto o escoamento desta produção e a aproximação destas bandas com o público é sempre um caminho árduo a ser percorrido. O grande show que definirá as bandas vencedoras, acontecerá no dia 05 de fevereiro de 2011, premiando a melhor música e os melhores músicos, além do prêmio Banda Inovação.

Apenas 15 estarão concorrendo, mas no final das contas todas que participam, saem instrumentalizadas para fortalecer a divulgação de seu trabalho, já que todas as que fazem a audição, ganham um DVD com o vídeo de sua apresentação no APCE. 

As 15 bandas finalistas ganham cinco DVDs com a gravação do show da final em fevereiro; cada uma destas também recebe uma bolsa de estudo de um ano no CCAA, ou seja, a banda tem que eleger um membro para estudar estes dois semestres no CCAA.

A vencedora do festival ganha a gravação de um CD, ao vivo, no estúdio Na Music, que também oferece 100 cópias do produto já gravado. A segunda coloca grava um videoclipe da música, com o patrocínio do Studio Pub, parceiro do projeto. Quem fica em terceiro lugar ainda ganha R$1.000,00 da Escola G2 MUHSICA, mais uma parceira do CCAA Fest. E ainda tem o Prêmio Banda Inovação, que garante a gravação de uma música, no Estúdio APCE.

Serviço
CCAA Fest divulga lista das 10 bandas selecionadas para grande final e abre votação pela internet para escolher as últimas 5 finalistas. Presença de das bandas vencedoras, Josy Sidrin e Gláfira Lobo (Produção executiva do CCAA FEST), Assis Figueiredo e Roosevelt Bala (Jurados). Mais informações: 91 8134.7719.

17.11.10

Seja lá onde e como for, o importante é exibir Sérgio Péo

Antes tarde do que nunca. O cineasta Sérgio Péo  (na foto, argumentado algo) é finalmente cultuado, mesmo que por um público ainda restrito, em sua terra. 

O paraense, nascido em Belém nos anos 40, foi para o Rio de Janeiro ainda adolescente, aos 13, onde se formou em arquitetura, profissão que mais tarde o influenciaria na carreira de documentarista. Neste mês de novembro, ele esteve em Belém para apresentar seus filmes e disse que ficou bastante emocionado, pois há 17 anos não vinha aqui.

Foi exibido em diversas oportunidades, como na mostra realizada pela ABDeC-PA, dentro da programação do 2º Amazônia Doc . Mas pouca gente soube, poucos viram. Eu mesma não consegui ir a nenhuma das sessões, que ficaram restritas ao auditório do Instituto de Artes do Pará com pouca divulgação e concorrendo com a overdose de exibições do festival no Cine Olympia, sem falar da turma,  na qual me incluo, que ficou envolvida nas oficinas e seminários oferecidos pelo evento, praticamente tudo no mesmo horário.

Não estou dizendo que é ruim ter programação paralela, mas estou convencida de que Belém não tem público suficiente para tantas programações, dentro de um mesmo segmento artístico, nos mesmos horários, já que são as mesmas pessoas ávidas por cinema que comparecem, sem poder clonar-se a estar presente em tudo. Ou será outro, o problema? É bom que a gente pense sobre isso.

Esta semana, houve mais uma oportunidade para ver seus filmes, no Cineclube Pedro Veriano, na última terça-feira, 16, mais uma iniciativa da ABDeC-PA. E neste final de semana haverá mais uma, só que em Soure, quando o Coletivo Resistência Marajoara irá exibir, em pleno trapiche da ilha, o curta “Marajó”, filmado entre 92 e 94 (20min, 35mm e HI8).

“Este filme abre portais para uma nova percepção da cena marajoara, seja pela montagem paralela, com imagens desfocadas e tremidas, seja pela pujança de planos fixos prolongados, travellings ondulados a imitar o marear dos popopôs, e leves passeios de câmera por sobre a econografia que a natureza grafa nas areias das praias de Pesqueiro e Araruna (Soure)”, diz Francisco Weyl, do coletivo, de forma entusiasmada.

Esta iniciativa, ao meu ver, soma-se a da ABDeC-PA na intenção de difundir a obra deste autor pelos quatro cantos do Pará, seja em espaços abertos, fechados, mas sobretudo em programações gratuitas, o que não restringe nada e nem ninguém.

Sérgio, além de arquiteto, poeta e atuante como cineasta e artista plástico, fez na década de 70, uma série de filmes em Super-8 e 16mm. Entre outros, realizou os curtas Rocinha Brasil (1977), premiado na Jornada de Salvador e menção honrosa no Festival de Obenhauser, Alemanha e Associação dos moradores do Guararapes (1979), melhor curta no Festival de Gramado. Acesse o link acima e veja.

Na década de 80, acompanhou a emergência do movimento operário e do Partido dos Trabalhadores no ABC paulista (com ABC Brasil), e esteve bem próximo à movimentação artística em torno do Paço das Artes com O Muro - o Filme. Realizou ainda Nanderu, panorâmica tupinambá (1991), melhor filme no Rio Cine Festival. Hoje dedica-se sobretudo às artes plásticas. 

Então, que venham mais e mais mostras de seus filmes, e que sejam eventos bem divulgados em ações que levem o público ao cinema e aos cineclubes, estejam eles onde estiverem, no Pará ou na China. Que a discussão em torno da exibição desses curtas seja engrandecedora e preocupada com a difusão de uma obra que tem muito a dizer, tanto quanto o próprio cineasta, que esteve pessoalmente aqui, emocionando-se com Belém e o Marajó mais uma vez.

Arthur Nogueira faz show na próxima semana para lançar seu EP virtual

Estamos falando do álbum virtual Mundano + [2010], que ganha o palco do Margarida Schivasappa e estará na internet também na próxima quinta-feira, 25. Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia).

De acordo com o músico, compositor e professor paulista José Miguel Wisnik, no livro O Som e o Sentido [Companhia das letras, 1999], “o som do mundo é ruído” e a música trabalha a fim de extrair-lhe ordenação, “num sacrifício cruento para poder articular o barulho e o silêncio”.

Sob tal perspectiva, divagando no limite entre a letra de música e a poesia, o orgânico e o eletrônico, o som periódico e o ruído, o cantor e compositor paraense Arthur Nogueira apresenta um novo trabalho: o álbum virtual Mundano + [2010].

Concebido com vista à distribuição gratuita na rede, Mundano + foi gravado “em casa”, sem patrocínio, e conta com a participação de Renato Torres [violão, guitarra-midi e samples]. O conteúdo estará disponível a partir do dia 24 de novembro, incluindo encarte virtual produzido pela artista visual Roberta Carvalho [www.naolugar.com.br] e ensaio fotográfico produzido por Diana Figueroa [www.gotazkaen.com], no endereço http://arthurnogueira.ecleteca.com.br.

Na mesma data, às 20h, Arthur sobe ao palco do Teatro Margarida Schivasappa [Centur], para mostrar ao vivo os resultados obtidos durante o processo de concepção e gravação do EP. Acompanhado de Arthur Kunz e Renato Torres, Nogueira apresentará, além do repertório inédito e das canções de Mundano [2009], uma versão synth para Melodia Sentimental, clássico de Heitor Villa-Lobos e Dora Vasconcellos. O show Mundano + tem Direção artística, Cenário e Figurino de Elisa Arruda Kunz.

Composto por cinco canções - daí o termo EP, referente a um produto longo demais para ser considerado um ‘compacto’ e curto demais para ser considerado um ‘CD’ -, o projeto é um plus de Mundano [2009], álbum lançado com incentivos do Projeto Pixinguinha [Funarte]. O + está na inclusão de canções inéditas e na experimentação de novas possibilidades sonoras, referentes ao que Wisnik classifica como "ruidificação estética do mundo".

Com produção de Arthur Kunz [bateria, percussão e programações], o EP destaca parcerias de Arthur Nogueira com o poeta paraense Dand M [Mais e Sobre o mundo] e uma faixa experimental [Quase-música], produzida pelo artista junto a Acácio Canto, ex-integrante da banda Filhos de Empregada [PA]. Também fazem parte do álbum as canções Mundano, de Vital Lima, e Ascendente em câncer, de Filipe Catto e Fernando Calegari.

Arthur Nogueira é cantor, compositor e jornalista que, aos 22 anos, já tem dois CDs lançados, Arthur Nogueira [2007] e Mundano [2009] e parcerias com Antonio Cicero, Vital Lima, Felipe Cordeiro, Maria Lidia, entre outros autores. Além da música, publicou poemas em veículos importantes, como a Revista Cult.

Em 2008, o álbum Mundano foi premiado no tradicional Projeto Pixinguinha, da Fundação Nacional de Artes [Funarte]. Arthur Nogueira foi o único cantor do Pará selecionado para o Prêmio, que incluiu shows de lançamento do CD em três cidades: Belém, Santarém e Bragança.

Produzido por Arthur Nogueira e Maria Lidia, com direção musical de Felipe Cordeiro, Mundano apresenta canções inéditas e versões para clássicos da música brasileira, como Mal Secreto, de Jards Macalé e Waly Salomão. Foi gravado no estúdio Apce Music Edition [Belém] e conta com a participação especial da cantora carioca Marina Lima na faixa Gratuito.

Serviço
Show de lançamento do álbum virtual Mundano + [2010], de Arthur Nogueira. Dia 24 de novembro, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, a partir das 20h. Ingresso R$ 10 e R$ 05 (meia). 

Fonte: Holofote Virtual, com informações de Arthur Nogueira

16.11.10

In Bust e Gaby Amarantos na Semana de Brasilidades do RJ

Apresentação de Fio de Pão, no Jurunas (PA)
O In Bust Teatro com Bonecos está de volta a Belém nesta quarta-feira, 17 e já nesta quinta-feira, 18, às 10h, apresenta-se no Hall do Teatro Maria Silvia Nunes, pelo Encontro Nacional de Cultura do SESC.

O grupo esteve em São Paulo participando da 5ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, apresentando-se na Praça do Patriarca e também no Centro de Estudos e Praticas de Teatro de Animação.

A programação da mostra, organizada pelo Movimento de Teatro de Rua, teve início em 5 de novembro, e já faz parte do calendário cultural da cidade, reunindo espetáculos gratuitos nas ruas da capital paulista.

Ainda este mês, o In Bust volta ao sudeste, desta vez ao Rio de Janeiro, onde estará acontecendo a Semana da Brasilidade, com outra programação extensa que envolve música, teatro, dança e cinema, de 18 de novembro a 01 de dezembro. Tem participação de artistas de vários lugares do Brasil, como Lenine, Otto, Cachorro Grande, Céu, Arnaldo Antunes entre tantos outros, além de vasta programação de circo e teatro, artes plásticas e cinema.

Do Pará, além do In Bust, que mostrará na Cinelândia, no dia 26, às 17h, o espetáculo “Fio de Pão – A lenda do Cobra Norato”, também estará na mostra, a cantora Gaby Amarantos, que se apresentará no dia 29, às 18h, no Palco Largo da Carioca (Pólo Carioca) .

Para quem estiver no RJ ou pensando em passar por nesta e na próxima semana, já sabe, procure a programação da Semana de Brasilidades que estará acontecendo em palcos do Teatro BNDES, nos Arcos da Lapa (Pólo Lapa), no Largo da Carioca (Pólo Carioca), Fundição Progresso, Cinelândia, Buraco do Lume (Centro), SESC São João de Meriti e SESC São Gonçalo, Espaço Cultural Municipal Sergio Porto, Teatro Carlos Gomes, Espaço SESC Copacabana, além de abrir-se às artes plásticas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e ao audiovisual no Centro Cultural Justiça Federal (Cinema).


Luiz Braga no Sesc Pompéia (SP) dia 20 de novembro

Braga vai falar de sua carreira, como autodidata, iniciada em 1975. Entre outros temas, estará em pauta seu trabalho com cores, luz natural e artificial, da pesquisa iniciada na década de 1980.

O fotógrafo também falará sobre "A Margem do Olhar (1985-87)”, documentário fotográfico do caboclo amazônico, ganhador do Prêmio Marc Ferrez de Fotografia e Leopold Godowski Color Photograpy Awards, em 1991.

E não ficaria de fora, o projeto “Amazônia Intimista”, que em 2003 recebeu o prêmio Porto Seguro de Fotografia e sua participação, no ano passado, na Bienal de Veneza de 2009..

Serviço
Entre_Vistas Brasileiras”, com Luiz Braga, no dia 20 de novembro, no SESC Pompeia, das 15h ás 17h. 

13.11.10

Espetáculo revela história de amor e traição na trajetória de Magalhães Barata

Como já disseram, o ex-governador Magalhães Barata é de fato um mito que resiste ao tempo. A prova  disso está na montagem de "Sem Dizer Adeus", parte do mais novo projeto do Grupo Cuíra de Teatro, o “Cuíra por Memória”, que resgata além de sua trajetória, vários acontecimentos da época. 

Sua morte, em 29 de maio de 1959, deixou para trás muitas histórias, a maioria delas, oficiais, contidas nos livros didáticos ou contadas por amigos, hoje fontes da pesquisa que vem sendo feita pelo grupo, como Aurélio do Carmo , que também chegou ao governo do Pará em 1962, governando até 1964, quando foi deposto pelo golpe militar, liderado aqui por Alacid Nunes e Jarbas Passarinho.

Há histórias, porém, que apesar de terem sido contadas, ainda estão obscurecidas no tempo para a maioria das pessoas. Uma delas está no livro “Eu e as últimas 72 horas de Magalhães Barata”, escrito por Dalila Ohana, companheira de Barata após sua separação de Georgina de Oliveira Barata, com quem ele teve filhos.

Dalila foi alvo de uma sociedade conservadora, que infelizmente ainda se faz presente. Afastada de Barata, no momento em que ele definhava em seu leito de morte, vítima de leucemia, foi tratada de forma cruel pelos correligionários de Barata, a fim de evitar escândalos.

Escrever um livro sobre isso, um ano depois, foi a forma que ela encontrou para dar fim a toda esta hipocrisia com que foi rechaçada inclusive por aqueles que se diziam amigos. Além de tudo, Dalila acaba relatando informações importantes, de contextualização social e dos bastidores políticos do Pará, repleto de ações conspiratórias.

O livro foi um achado para Zê Charone e Edyr Proença, fundadores do Grupo Cuíra, que imediatamente se deram conta da preciosidade que tinham mãos, justamente no momento em que eles tinham aprovado o projeto “Cuíra por Memória” (Lei Rouanet - Petrobrás).

Juntos, eles pensaram da mesma forma, que esta história de Dalila precisava ser contada. E assim está sendo, graças ao Prêmio Myriam Muniz de Teatro da Funarte que contemplou “Sem Dizer Adeus”, espetáculo que se baseia no relato de Dalila, agora em cartaz no Teatro Cuíra, sempre às 21h em todas as sextas, sábados e domingos de novembro.

Edyr diz que o livro de Dalila foi encontrado na Bahia. “Alguém falou do livro pra gente e eu saí à caça disso na internet, mas acabei achando num sebo em Salvador”, lembra. “Eu e as  últimas 72  horas de Magalhães Barata” teve revisão de Santana Marques, jornalista, e de Jarbas Passarinho. “Há vários nomes citados no livro e que são muito próximos a nós, como Aurélio do Carmo, que está vivo, e com quem conversei para confirmar várias informações, já que ele foi testemunha de tudo isso”, diz Edyr.

Os interessados em lê-lo, aliás, podem comprar um dos poucos e raros exemplares que estão sendo levados pela família de Dalila para o teatro nas noites de apresentações, oportunidade única para historiadores e aos que gostam da verdade, para quem de fato, como disse a própria autora, foi escrito o livro.

O espetáculo - De suas páginas, saltam as histórias de ciúme, traição, ambição e maldade encenadas no palco pelos atores Cláudio Barradas e Zê Charone, que dão seguimento a uma parceria cênica iniciada em “O Abraço”, no ano passado. 

“Eu trabalhei no jornal do Barata, era o repórter que fazia a cobertura dos comícios que o levaram a ser governador. Fazer este papel foi um presente, porque ele foi grande, teve erros, mas foi e ainda é a grande figura politica do Pará”, disse Barradas.

Pela segunda vez em cena com ele, Zê Charone diz que esta relação só está amadurecendo. “Mais um e a gente acaba casando”, brinca Zê. “O Cláudio é um colega maravilhoso”, completa. “Quando a gente começou a trabalhar sobre o livro, o Edyr fez questão de colocar a figura do Barata na cena e não haveria outro ator melhor para retratá-lo, que o Cláudio”.

A atriz conta que ficou muito emocionada com a história de Dalila. “As mulheres têm tomado as dores dela, mais que o público masculino. E foi a mesma sensação que tive, além de que o livro tem tudo a ver com o nosso projeto “Cuíra por Memórias”, que surgiu pelo nosso interesse em contar a história do Barata”, explica.

A montagem de “Sem Dizer Adeus” é simples, se utiliza de recursos audiovisuais para compor a época. Através de projeções de cenários e vídeos que trazem a participação dos atores Henrique da Paz, Olinda Charone, Saulo Sisnando, André Mardock, Roni Hofstatter e Flávio Ramos, que interpretam figuras da nossa história, contracenando com Zê e Barradas, há ainda trechos de alguns cinejornais que cobriram, por exemplo, o velório do governador, mostrando as longas filas formadas pelo povo que buscava olhar pela última vez a face de seu líder.

Realizados pelos documentaristas Milton Mendonça e Líbero Luxardo, os cines jornais foram cedidos pelo Museu da Imagem e do Som do Pará, e trabalhados na edição e montagem de André Mardock. A música, em vários momentos, é composta e arranjada por Edyr Augusto Proença, com execução do multi-instrumentista Luiz Pardal.

Magalhães Barata, o projeto - O espetáculo “Sem Dizer Adeus” abre com chave de ouro o projeto “Cuíra por Memória”, que irá realizar, até 2012, várias ações, entre elas a montagem de um espetáculo baseado em um livro de Haroldo Maranhão, muito provavelmente o “Rios de Raiva”, e um outro sobre a história de uma antiga prostituta que atuava no bairro da Campina. Tudo se encerrará no início de 2012, com a montagem de um grande musical sobre a vida de Magalhães Barata.

O ex-governador tinha uma personalidade autoritária, traduzida por um forte sentimento de justiça social, o que lhe trouxe a admiração do povo e o ódio dos adversários e da elite paraense mergulhados em vaidades e ambições.

Foram quase 30 anos no poder, em que ele trabalhou a interiorização do executivo, através de um governo itinerante, realizando audiências públicas, abrindo as portas do poder ao povo, o que gerou no inconsciente coletivo, a imagem de um político admirado e de administração reconhecidamente populista. Isso, mais tarde seria o viés pelo qual ele se tornaria este mito de hoje, fazendo com que o Joaquim de Magalhães Cardoso Barata entrasse definitivamente para a História como o maior líder político do Pará.

E é dessa Belém antiga que o grupo Cuíra de Teatro, atuante há 30 anos em Belém, quer falar. “Quando nós viemos para cá (Bairro da Campina), percebemos o local histórico em que estávamos,. O bairro aqui é tombado e muito rico de histórias. Logo montamos “Laquê”, onde contamos a história do Meretrício. 

Dalila e Magalhães Barata
Quando fizemos o PRC 5, sobre a Rádio Clube do Pará, mais historias vieram à tona e aí nos deparamos com um texto do Ítalo Calvino, em “As Cidades Invisíveis”, onde ele dizia que se você não souber onde está, você sempre estará pisando em um local como se fosse a primeira vez. Como se o mundo começasse a cada vez que uma pessoa nascesse e aí você não tem história. Isso abriu caminho para uma pesquisa que resultaria neste projeto”, me disse Edyr Augusto, após a estreia do espetáculo “Sem Dizer Adeus”, na semana passada.

“Encontramos uma Belém maravilhosa, que era chamada de pequena Paris, uma Belém que vai até os anos 60, com a construção da Belém-Brasília, a televisão, a própria revolução e que parece que nós, paraenses, colocamos um muro daí para traz e esquecemos da cidade bonita, bucólica e com talento artístico impressionante que Belém ganhou desde então”, finaliza o escritor e diretor do espetáculo "Sem Dizer Adeus". Acima, uma das fotos que estão no livro de Dalila.

Serviço
“Sem Dizer Adeus”, em cartaz às sextas, sábados e domingos de novembro, às 21h, no Teatro Cuíra. Na Rua 1º de Março, esquina com a Riachuelo. Ingresso R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia).