29.6.12

Natura Musical segue inscrições e traz novidades

Até dia 15/07, os interessados ainda podem inscrever seus projetos. O Edital Nacional 2012 Natura Musical incentiva trabalhos de cultura ligados à musica brasileira. Além da ampliação no prazo de inscrições, agora não há obrigatoriedade de inscrição ou aprovação prévia no MinC no momento da inscrição no Edital Nacional, e o processo de aprovação junto ao MinC poderá ocorrer ao final do processo seletivo do Edital. 

O Edital Natura Musical vem ajudando a construir a história da música brasileira, de forma criteriosa, isenta e transparente. No ano passado, foram selecionados entre outros os projetos de gravação do novo CD e Vinil com repertório autoral de Tom Zé, para celebrar seus 75 anos de vida, a turnê Milton Nascimento – 50 anos de carreira e a gravação do CD The Moon 1111, de Otto; além do CD inédito e turnê de Tulipa Ruiz. 

Este ano para melhor funcionar, a Natura está integrando os dois editais nacionais em apenas um processo seletivo, o que somará os valores a serem investido durante todo o ano. Com isso, o total a ser distribuído entre todos os selecionados do Edital Nacional 2012 passa a ser de R$ 3 milhões. 

Com essas mudanças, a Natura realizará duas etapas de seleção para o Edital Nacional 2012. A primeira fase já foi finalizadada e avaliou os projetos inscritos entre 24/04/2012 e 25/05/12 e que já possuem autorização para captação de recursos via Lei Rouanet ou Lei do Audiovisual publicada no Diário Oficial da União. O valor destinado aos projetos selecionados nesta primeira fase é de R$ 1 milhão, e os resultados desta etapa serão divulgados em agosto de 2012.

Já na 2ª fase, os ainda podem ser inscritos até 15 de julho, ainda que no momento da inscrição não possuam a aprovação prévia junto ao Ministério da Cultura para captação de recursos via Lei Rouanet ou Lei do Audiovisual publicada no Diário Oficial da União serão avaliados, e caso selecionados usufruirão do acordo entre Natura e MinC para receber a aprovação de captação dos recursos incentivados. 

O valor destinado aos projetos avaliados nesta segunda fase é de R$ 2 milhões, e os resultados desta etapa serão divulgados em dezembro de 2012.  Para participar da seleção, os interessados devem acessar o site institucional http://www.natura.net/patrocinio ou o Portal http://www.naturamusical.com.br - que disponibiliza o Regulamento do Edital Nacional na íntegra - e preencher todo o formulário eletrônico.

 “Apostamos nos editais públicos como forma de democratizar o acesso aos recursos incentivados da Natura. Neste ano disponibilizaremos cerca de R$ 6 milhões de investimentos em projetos por meio de quatro editais. Além do Edital Nacional 2012, estamos com o Regional Bahia com inscrições abertas e teremos também os regionais em Minas Gerais e Pará”, destaca Karen Cavalcanti, gerente de Marketing Institucional da Natura. 

Todos os projetos inscritos passam pelas etapas de avaliação técnica e qualitativa, que julgam segundo os critérios do Programa de adequação ao conceito do Natura Musical, potencial de mobilização de público, acessibilidade, excelência, inovação, visibilidade e custo benefício. As propostas válidas seguem para análise de uma Comissão de Especialistas independente, formada por profissionais da área musical e cultural, que recomenda os projetos mais alinhados aos conceitos e critérios do Edital para escolha final da Comissão Estratégica da Natura. 

Serviço 
Saiba mais no portal www.naturamusical.com.br ou nas redes sociais do programa no Facebook, Twitter e Youtube. Regulamento e formulários de inscrição: www.natura.net/patrocinio Atendimento a proponentes: telefone 11 3146 0970 ou e-mail edital@naturamusical.com.br. O serviço funciona de segunda à sexta, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 18h, durante o período de inscrição.

28.6.12

"A Paixão de Dionísio" no anfiteatro da República

A história do teatro contada de forma didática, lúdica, descontraída e muito debochada. Esse é o mote central para a história de “A Paixão de Dionísio”, espetáculo do Grupo de Teatro Universitário da UFPa, dentro do seu núcleo de rua, que realiza sua temporada de estréia nesta sexta 29 e segue no dia 30,  às 20h, encerrando temporada no dia 1º de julho, às 17h, no anfiteatro da Praça da República. 

Inspirado na obra O teatro explicado aos meus filhos de Bárbara Heliodora, escrito e dirigido por Ana Carolina Marcelino, o espetáculo conta a história do teatro ao longo dos tempos, ambientado no cotidiano simples do típico dia-a-dia de Belém do Pará. 

Concebida para a rua, a peça também conta a história do teatro ocidental desde os tempos dos rituais até as paixões de cristo apresentadas em Belém do Pará e em todo o Brasil na atualidade. Nele, um vendedor de raspa-raspa, e todo tipo de cacarecos, chamado Didi, que se apresenta como Dionísio, o Deus do Teatro. 

Ao se encontrar todos os dias duas garis, Maria e Jurandir, ele insiste em contar para elas a sua história, ou a história do teatro. O elenco garante diversão de qualdiade. Ícaro Gaya, Sandra Perlin e Rosilene Cordeiro levam para as ruas toda a estética do teatro voltado para este espaço no sentido da democratização da arte pública. Neste sentido, toda sua cenografia é móvel e cabe em uma bicicleta cargueira, que transfigura-se em diversos cenários ao longo do espetáculo. 

Ícaro Gaya é Didi (foto: Caled Garcês)
O figurino também remete a realidade contemporânea das ruas em cidades urbanizadas sem abrir mão da identidade amazônica, que tem presença forte nas camadas desta representação. 

Tudo assinado por Maurício Franco, que também dá conta do cenário e do projeto gráfico. A trilha sonora é de Armando de Mendonça. “A Paixão de Dionísio” é um convite ao público a conhecer e se divertir com a história do teatro ocidental e uma ode ao rito sagrado teatral. Evoé! 

Ficha Técnica: 
Direção: Ana Marceliano; Elenco: Sandra Perlin, Rosilene Cordeiro e Ícaro Gaya; Trilha Sonora: Armando de Mendonça; Cenário e Figurino: Maurício Franco; Produção: Paulo Ricardo Nascimento; Assessoria de Comunicação: Leandro Oliveira. 

Serviço 
“A Paixão de Dionísio”, do Grupo de Teatro Universitário da UFPa. Dias 29 e 30 de junho às 20h00 e 01 de julho às 17h00 no Anfiteatro da Praça da República. Informações: 9941.1807 (Paulo Ricardo).

Preconceito social e comédia familiar no Barradas

A rotina da família Silva, cheia de medos, desejos, anseios e segredos, é traçada na peça “Assim a Casa Cai” , que será apresentada neste sábado, 30, e no domingo, 1º de julho, a partir das 20h, no Teatro Cláudio Barradas. O espetáculo marca o retorno da Sá – Produções aos palcos paraenses, em 2012. 

Sob a direção do ator e diretor de teatro Silvio Sá, que também assina o roteiro, a comédia mostra uma família vivendo um cotidiano que se assemelha muito ao jeito peculiar e cômico do dia a dia de muitos lares brasileiros. E vai além, ao revelar situações da relação pais e filhos e o preconceito social, trazendo informações que muitas vezes não são abordadas ou até, em muitos casos, acabam esquecidas. 

Na história temos o patriarca Henrique Silva, que procura manter a segurança e postura de “rei do pedaço”, mas vive em desavenças com sua esposa Sandra Silva. Sandra é uma mãe estilosa, protetora, mas sempre esta em pé de guerra com o marido e procura nos filhos, Paulo Junior e Malu, sua realização pessoal.

Paulo é o filho adotado da família, homossexual, que não se assume, pois acha que a família não o aceitará. Volta e meia, acaba disputando com sua irmã Malu, que por sua vez é insegura nos relacionamentos e sempre acha que esta abaixo das jovens de sua idade. 

O tempero da trama vem de personagens como a empregada Gertrudes. Desleixada, ela vive caçoando dos patrões, e o servente, Marivaldo, mais conhecido como “Cano torto”. É o faz tudo do condomínio, mas dá suas fugidas para o apartamento da família Silva, onde troca amores com Gertrudes. Fechando o elenco, estão as personagens Camila, uma garota aparentemente sonhadora e calma, e Bruna, jovem rica e preconceituosa.

Ficha técnica: Realização: SÁ – Produções _ Produção: Rômulo Estevam_ Iluminação: Sergio Lacerda- Elenco: Adeir Valentin /Laila Saré/ MarcosVinicius / GleyseMenezes/Goretti Ribeiro/Marcelino Alves/Kahwana / Marina Lamarão 

Serviço 
O Teatro Claudio Barradas fica na av. Jerônimo Pimentel, nº 546, esquina com a Rua Dom Romualdo de Seixas (ao lado da Escola de Teatro e Dança da federal – UFPA). Informações: (091) 82070426. Ingresso R$ 30,00 (R$ 15,00, a meia entrada). A renda arrecadada na bilheteria será repassada a uma comunidade ribeirinha.

Depois do forró tem carimbó de raiz na Black

Curimbó de Bolso
Na última sexta-feira, 22, os ritmos de junho deram o tom na festa da Black Soul Samba. Mas neste final de semana, o coletivo traz o carimbó de raiz pra cena, com o grupo Curimbó de Bolso. Mais uma vez, ninguém vai ficar parado. O jeito vai ser rodar a saia, a cabeça, e cair no ritmo mais paraense deste estado. 

Olha, tenho que dizer: foi um arraso. O povo que chegou ao Palafita estava junto e misturado na mesma roda. Tinha roqueiro, guitarreiro, forrozeiro e gente de outras bossas. O que não teve foi quem não caísse nos ritmos do baião, xote e forró, que abriram os sets dos DJs da Black Soul Samba. Em seguida, o público se acabou de dançar também com o repertório negro e brasileiro de Fernanda Garcia, cantora de São Luís do Maranhão, de passagem pela city.

22/06: Nazaré Pereira, arrasando com Aldilson e Chiquinho
Mas a noite pegou fogo mesmo quando subiram ao palco Adilson Alcântara e Chiquinho do Acordeon, com o show “Norte e Nordeste”. 

E em meio as homenagens à Gonzagão, o clima só esquentou, pois Nazaré Pereira apareceu e mandou carimbó e outros ritmos nortistas, que fizeram público presente se esbaldar. Eu que já levava falta em várias sextas-feiras, não tive o que me queixar. 

Desta vez, a sexta, 29, que marca o dia de São Pedro, traz o carimbó de raiz da companhia Curimbó de Bolso, grupo que se mantém fiel aos mestres e lança um novo olhar sobre a música amazônica. 

Formado por Félix Faccon, no banjo e vocal principal, Allan Carvalho, no violão e voz, Milene Alves, nos backing vocais, João Paulo Cavalcante, Luiz Bolla e Douglas Dias na percussão, além de Skillo, nos sopros (sax e flauta), o Curimbó de Bolso garante que chegará na Black Soul Samba com uma sonoridade que funde a cidade e a floresta, entoando cantos de amor ao rio e a reza cabocla.  

O banjo do Curimbó
Donos de um repertório ímpar, o grupo conta hoje com dois CD´s gravados e encerra o mês de junho na Black Soul Samba, mostrando que as raízes da música negra se perpetuam através dos tempos. 

Afrobeats e Hip Hop - Além disso, a noite terá o DJ convidado é Thiago Oliveira, que traz sets de afrobeat e hip hop. 

Antigo integrante do coletivo Limonada Sonora, Thiago faz discotecagem em vinil e cd, procurando manter uma roupagem nacional no som que põe na pista. Para esta sexta, ele diz que os pontos principais serão samba, hip hop, afrobeat e muita música brasileira.

“Tava ouvindo coisas do Criolo, Sérgio Sampaio, Mulato Astake, Céu e Curumim pra levar pra festa. Será um set bem legal”, garante. Ao lado dele, os DJs Uirá Seidl, Kauê Almeida, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeler e Eddie Pereira também garantem o tom festivo para o encerramento da quadra junina, e já anunciam as boas vibrações para o verão de julho. Saravá!

Serviço  
Curimbó de Bolso e DJ Thiago Oliveira na Black Soul Samba. Nesta sexta, 29 de junho, às 21h. No Palafita, que fica na Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas – Cidade Velha. Ingresso: R$10,00 – com meia entrada para estudantes. Informações: 8889 3639 / 8190 8270.

26.6.12

Espetáculo vem ressignificar a capoeira na dança

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. Na época, os capoeiras chegavam a ser presos se fossem pegos jogando. A partir daí, porém, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. Ele gostou tanto do que viu que a transformou em esporte nacional brasileiro.  Antes praticada nos engenhos do nordeste brasileiro pelos escravos que vinham da região de Angola, a capoeria hoje é alvo de inúmeras pesquisas no país.

O resultado de um delas poderá ser visto pelo público nesta sexta-feira, 29/06, a partir das 20h, no Teatro Cláudio Barradas, quando estreia o espetáculo “Capoeirando na dança”, fruto da pesquisa desenvolvida no curso de Mestrado em Artes da UFPA, especificamente na área da dança.

O trabalho iniciou há três anos, a partir de uma incursão de campo realizada durante a Especialização de Lindemberg em Estudos Contemporâneos do Corpo, ainda na ETDUFPA. No decorrer desse período, as investigações foram intensas à respeito das movimentações da capoeira regional, sendo ressignificadas para a linguagem da dança contemporânea.

Lindemberg Monteiro
Tendo como principal fonte de inspiração a “cruz da sensibilização”, processo proposto pelo intérprete-criador e pesquisador Lindemberg Monteiro, o espetáculo apresenta pensamentos e reflexões, além de muitos devaneios sobre os movimentos da capoeira ressignificados para a cena contemporânea, fundamentado na conversão semiótica, um conceito proposto pelo pesquisador e professor João de Jesus Paes Loureiro.

Ele explica que a cruz da sensibilização é um tipo de coluna vertebral da pesquisa.  “Foi essencial pois nela os intérpretes conectam suas imagens e sensações. Mentalmente, eles respondem suas próprias perguntas sobre suas imagens e sensações transitando no contexto histórico do corpo negro no eito e sua cultura, interpretando-a em movimentos corpóreos da capoeira potencializados e ressignificados em seus corpos”, diz.

As ações corporais dos movimentos são convertidas para a cena também experimentando imagens que reproduzem a história vivenciada pelos escravos trazidos para o Brasil. Tais imagens são projetadas sobre os corpos dos bailarinos que se sobrepõe e se confundem às mesmas e que, aos sons percussivos, manifestam na cena, de forma especialmente visual e corpórea, a cultura negra a qual a capoeira está intrisecamente ligada.

Lindemberg, com Leidiana Ribeiro e Wilson Monteiro
Além dos intérpretes criadores Lindemberg Monteiro, Leidiana Ribeiro e Douglas Santos e da concepção percussiva de Wilson Monteiro.

O design visual vem assinado por Ézia Neves, luz deWallace Horst, confecção de figurino, de Susy Guerreiro, direção de arte, de Kleber Dumerval, assistencia de palco, de Raymond Santos e Allan Lima e maquiagem de Leidiana Ribeiro. A direção e concepção coreográfica é de Lindemberg Monteiro.

Serviço
Espetáculo “Capoeirando na dança”, Prêmio PROEX de Arte e Cultura. Estreia dia 29 de junho de 2012, em única apresentação, no Teatro Claudio Barradas (Jerônimo Pimentel nº 546). Ás 20h, com ingressos na bilhteria do teatro: R$ 10,00 (estudante: R$ 5,00).

Grafite x pichação em foco no Café Fotográfico

O assunto será debatido com Drika Chagas, artista que vem se destacando na arte do grafite. Premiada e com exposições realizadas em Belém e Saõ Paulo, ela é a convidada do Café Fotográfico, programação mensal do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Associação Fotoativa. O debate também conta com a participação de John Fletcher, Mestre em Artes (UFPA). Nesta terça-feira, 26, no auditório do IAP - Pça Justo Chermont, 236 - a partir das 19h, com entrada é franca.

Arte contemporânea, dos muros, das ruas. Nascido nos guetos dos Estados Unidos, o Grafite deu os primeiros passos no Brasil em São Paulo, ainda na década de 70. 

 Com uma estreita relação com os movimentos hip hop, o grafite tem origem na mesma essência e surgiu como mais uma expressão estética de insatisfação social.  Mas é uma arte que vem reformulando seus conceitos e hoje conquista o status de expressão artística. Porém, há ainda quem veja o Grafite de uma forma reducionista e confunda com a Pichação. 

Por terem ambas surgido na esteira das inconformações culturais e políticas são vistas muitas vezes como sinônimas. No Pará, o Grafite tem representantes importantes entre eles, Drika Chagas, convidada do Café Fotográfico deste mês de junho. 

O Café Fotográfico é um encontro promovido mensalmente pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação da Associação Fotoativa. 

O tema Grafite ou Pichação, tem como ideia pensar uma resposta amparados nas práticas locais, com uma perspectiva de que ambas são formas de comunicação gráfica, antropológica e estética na Cidade de Belém, numa tentativa de compreender a cidade como um campo de experiências diversas. 

E o bate-papo traz um diferencial: A conversa com Drika Chagas será mediada por John Fletcher, que é doutorando em Antropologia pela Universidade Federal do Pará, Mestre em Artes (UFPA), curador independente e autor de textos científicos sobre Arte Contemporânea em revistas especializadas. 

Drika Chagas - Nascida em Belém, Drika Chagas, tem se dedicado a prática e ao estudo dessa linguagem. Com formação em Artes Plásticas pela Universidade federal do Pará, vem ministrando, desde 2005, cursos e oficinas em diversas instituições. Em 2010 foi contemplada com o Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez pelo Ministério da Cultura. 

Em 2011 participou da Coordenação do evento em comemoração ao dia nacional do grafite titulado “Ver-o-Risco” e participou do evento de arquitetura Casa Cor Pará realizado no espaço da construtora Leal Moreira. Atualmente ministra oficinas pelo projeto de Mídias Comunitárias Biizu. 

Compôs seis exposições coletivas e quatro individuais no Pará e em São Paulo. Mais do que divulgar o Grafite, Drika Chagas, tem buscado inserir o grafite no meio artístico de Belém

25.6.12

Ismael Machado 'sujando os sapatos' na Rio+ 20

Dias de corre corre pra imprensa, confusão esperada, protestos, manifestações e debates. A Rio + 20  encerrou neste final de semana com a reunião de cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Na ocasião, Dilma Rousseff ressaltou o trabalho coletivo das delegações na construção do documento O Futuro Que Queremos. A presidenta afirmou ainda que os compromissos acordados entre líderes de mais de 193 nações é um marco no conjunto de resultados das conferências da ONU. 

A imprensa esteve em massa na cobertura da programação. Tvs, jornais, rádios e mídia on line de todo o planeta marcaram presença. Do Pará, entre outros profissionais, o jornalista Ismael Machado e o repórter fotográfico Everaldo Nascimento, do jornal Diário do Pará, também estiveram lá. Os dois chegaram ao Rio de Janeiro no dia 12 de junho, um dia antes do evento e ficaram até sábado, 22. 

O objetivo maior era cobrir a Rio + 20, sob o enfoque amazônico. Ampla, mas não vaga, foi impossível ter pautas definidas com antecedência. “As coisas acontecem e nos pegam de surpresa, muitas vezes”, disse Ismael. 

Logística confusa, falhas de conexão no primeiro dia, além de longas e complicadas distâncias entre um evento e outro, tendo ainda um trânsito caótico pra encarar, foram alguns entraves mas não impedimento para quem estava com  a missão da cobrir um evenot dessa proporção.  

Não foi diferente aqui em Belém, em 2009, quando aconteceu o Fórum Social Mundial. E se foi difícil se locomover entre a UFRA e a UFPA, na época, imagine isso no Rio de Janeiro, com tudo triplificado. Em contato com o Holofote Virtual, ainda do Rio, Ismael falou de sua experiência e impressões. Abaixo, a entrevista com ele. 

Holofote Virtual: Qual o clima da Rio + 20? O que houve de surpreendente? 

Ismael Machado: Há vários climas. Há a Cúpula dos Povos, que acaba sendo como um Fórum Social Mundial e há o evento oficial mesmo. Raramente esses dois mundos dialogam, o que é uma pena. 

Um poderia contribuir bastante com o outro. Mas o que me surpreendeu foi o Espaço Humanidades, criado pelos representantes das indústrias. É um espaço cultural de dar inveja, com belas exposições interativas.

Holofote Virtual: Sobre a organização, foi satisfatória?

Ismael Machado: Acho que ficou um pouco confuso. Muitos credenciamentos desnecessários, falta de informação adequada. Conexão de internet ruim nos primeiros dias. Pecou bastante nesse sentido. 

Holofote Virtual: Você participou da Eco 92? Depois de 20 anos, o que você acha que mudou em relação ao tema Amazônia? 

Ismael Machado: Não participei. Era um foca com menos de um ano de carreira. Acompanhei pela TV. Acho que mudou o fato de que a agenda mundial precisa comportar outros valores. A própria Dilma afirmou que o PIB já não é suficiente para medir a riqueza de uma nação. Outros valores precisaram entrar nesse circuito. Caminha-se. Pelo menos isso já é um avanço.

Holofote Virtual: Na tua opinião, estes eventos ajudam a concretizar os assuntos em prol desenvolvimento x sustentabilidade? 

Ismael Machado: De certa forma sim, porque antes nem se falava nisso. Várias empresas montaram estandes mostrando o que estão fazendo nessa área. Então, acho que ajuda sim. Não é a única forma, mas são pequenos avanços construídos com o tempo. 

Holofote Virtual: Consideras esta experiência fundamental para um jornalista e como é a troca entre os milhares de profissionais de imprensa que chegam de todo o mundo?

Ismael Machado: Não sei dizer se fundamental, mas é importante sim. A gente vê como é o funcionamento das coisas, cada um com seu ponto de vista, seu olhar diferente. Não dá muito pra prestar atenção no outro, mas é uma vivência interessante. Agora, como o evento se espalha em pontos distantes e diferentes, não tem como cobrir tudo. É meio frustrante também. 

Holofote Virtual: Amazônia, desmatamento, povos indígenas. Como você está acompanhando estes assuntos que são alguns dos mais importantes da Rio + 20 e que nos dizem respeito mais diretamente?

Ismael Machado: Eu naturalmente já acompanho isso no meu trabalho no Diário. Acho que na Cúpula dos Povos, isso foi visto de forma mais profunda. 

No evento oficial, as discussões passam muito pelo fator dinheiro. E não é só isso. Vejo os índios bem organizados aqui, sabendo o que querem, mas temos o fato de que a presidenta discursa criticando os países desenvolvidos, mas não se abre ao diálogo com os movimentos sociais. Contraditório. 

Holofote Virtual: Quais as principais polêmicas? A imprensa convencional está informando corretamente?

Ismael Machado: Ela tá informando, agora cada uma com seu viés. Quem tem a natureza mais política vai por esse lado. Quem não tem vai por outro. O que é impossível é abordar tudo. Mas ainda temos conceitos que precisam ser definidos adequadamente, como economia verde, por exemplo. É uma das palavras mais usadas, mas de compreensão diferente pra cada um. 

(fotos para etsa postagem enviadas por Everaldo Nascimento)

22.6.12

Vida e obra de Mestre Damasceno vai para as telas

Com direção do roteirista o arte educador Guto Nunes, o documentário Mestre Damasceno – O Resplendor da Resistência Marajoara começa a ser rodado na próxima semana no Marajó e promete trazer à tona a trajetória do artista, pai de nove filhos, autor de 400 composições, pescador e cego desde os 19 anos de idade. A equipe parte para Salvaterra neste domingo. 

Mestre Damasceno Gregório dos Santos é descendente direto de escravos e índios, um afro-indígena da comunidade do Salvar, de Vila de Mangueiras, comunidade quilombola acerca de 2h30 rio adentro, da cidade de Salvaterra, sua trajetória de vida é marcada pela superação e dedicação à cultura marajoara. 

O resumo acima mostra a necessidade de manter viva a obra desse grande personagem. Sua importância já foi, inclusive, reconhecida pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, a premiá-lo com o “Prêmio Maria Isabel”, em 2010. O momento então pede que sua vida seja contada. E é isso o que o diretor Guto Nunes, pretende fazer entre os dias 25 de junho e 07 de julho, quando comandará a equipe de 06 pessoas que segue para Vila das Mangueiras e Salvaterra, no Marajó.

“Optamos por uma equipe pequena, com profissionais experientes, pra dar conta da empreitada e captar a essência da obra do Mestre Damasceno. Acho que não se pode deixar passar a vida dele despercebida”, afirma Guto. O diretor acredita que a cultura marajoara está diretamente ligada à vida e obra de Mestre Damasceno, considerado um dos criadores da comédia lírica e folclórica do Búfalo-Bumbá. Entre as suas mais de 400 composições, encontram-se chulas, sambas, carimbós e outros ritmos. 

Para Guto, “O documentário sobre a vida e obra desse artista é muito importante para salvaguardar sua memória e fortalecer a identidade cultural do povo marajoara, projetando assim uma memória de futuro”, acredita. 

Intitulado “Mestre Damasceno – O Resplendo da Resistência Marajoara”, o documentário terá cerca de 50 minutos. Sua realização conta com o patrocínio da Oi, apoio institucional da Oi Futuro, através da Lei Semear de Incentivo a Cultura.

O projeto pretende ser finalizado até outubro de 2012, quando o filme deverá ser lançado. A equipe manterá um Diário de Bordo Virtual, no endereço www.docmestredamasceno.blogspot.com, onde as fotos e noticias serão atualizadas no decorrer da produção. Mais informações com Dani Franco - (91) 8889 3639 / docmestredamasceno@gmail.com e Facebook: www.facebook.com/DocumentarioMestreDamasceno

Encontro de performance situa o mundo em Lisboa

Produzindo efeito capaz de ultrapassar o monótono cotidiano, a performance rompe a existência, instiga a realidade e se transforma em conhecimento. Exemplos mais concretos disso serão vistos em Lisboa, a partir de hoje, no “Epipiderme 22 – Encontros à volta da performance”, evento que reúne artistas de várias nacionalidades, entre eles, o brasileiro e paraense Victor de La Rocque

Victor vai realizar, nesta sexta-feira, das 20h às 21h, na Av. Almirante dos Reis, sua performance "O Talho" 60´, onde propõe a venda do seu corpo, peça para consumo dentro de um talho, enquanto o espectador assume o papel cúmplice da crueldade pelo simples observar da ação e vai ser instigado a estipular metaforicamente um valor monetário à carne humana, isto no sentido oposto ao amor próprio, pela vergonha, pela carência, pela descrença em si e nos seus próximos.

Diferenciando-se da representação teatral, a performance é um esforço de atenção que provoca de forma intensa a interatividade do artista com o espectador, que vivencia artisticamente o devaneio da arte. Intervenções urbanas, video-performance e conversas fazem parte de uma programação que vai até dia 24 de junho. 

A curadoria é de Nuno Oliveira e Margarida Chambel, que escolheram como subtema “A paz dos fortes”, frase que segundo eles joga com o assumir de uma certa plasticidade imersiva, ostentativa. “Neste dias de programação esperam-se propostas onde se podem cruzar, resistência temporal, propostas de longa duração; o instalativo, a imersão do corpo na matéria; o político, focando-se assim enquanto desafio, o Espaço, o Tempo e o Autora”. 

“Os três dias de encontro vão pensar as propostas de performance, como fuga desta espécie de mesquinhes do quotidiano, fuga a um certo pudor materialista generalizado, pensando o político e o poético como instrumentos constantes do corpo a que se retorna na performance”, escrevem na apresentação do evento. 

Momento do encontro em 2010
Estes dias ainda terão trabalhos de Patrícia Filipe, de Portugal com "O Desenho que se Desloca", em que procura estabelecer uma relação estreita entre a prática do desenho e as artes performativas.

Jessica Fairfax Hirst, dos Estados Unidos, mostra "Todas las Pastillas", cuja performance traz áreas de contração progressivas (zonas de deformação), onde carros são projetados para ser esmagado no caso de um acidente. “Acho que minha arte é uma zona de deformação, criado para ser esmagado, e para dar espaço a considerar aspectos desafiadores da vida”, diz.

Tem ainda Cuco Suarez e Mónica Cofiño, da Espanha. Os dois artistas levam à Portugal o seu “Cosa-Vision" , que trabalha a instalação o vídeo e a escultura, performances que funcionam como pesquisa na percepção da tenção, que provoca a desconstrução de discurso à ironia, em relação à sociedade dos nossos dias. 

No dia 23 as ações acontecerão de tarde, na Praça do Comércio, inciando com o artista português André Fonseca. Em"Lifejacket for dead people", ele cria performance que nterage com a massa de Rio e propõem-se reorganizar performativiamente uma narrativa doce, inerente ao sistema de pânico. 

Vitor Lago Silva, também de Portugal, vai mostrar "The last words of Domenico" , projeto que utiliza as palavras de Domenico, personagem do filme "Nostalghia" de Andrei Tarkovsky. “O discurso de Domenico é re-misturado e reconstruído num novo discurso através dos movimentos do "performer", atribuindo-lhe novas vozes”, explica o artista. 

Maria dos Milagres
Em outro espaço de Lisboa, no Cais do Sodré, a portuguesa Maria dos Milagres inicia "Lit le Lit" às 18h30 e vai até às 8h do dia 24, encerrando assim mais um evento que desde 2009 busca situar o mundo através da performance. 

“Interessa-me esse quiasmo da realidade em que dois espaços se cruzam, no momento do repouso, quando a linha horizontal que alimenta a verticalidade da vida se cruza no acto de dormir, criando assim um ‘espaço outro’”, explica. 
O encontro realiza também em seu último dia, no Espaço dos Anjos e do Urso, das 15h às 18h, o "Conversa com os artistas", mediado por Marta Santos Azevedo e das 19h às 20h, será mostrada a Video - Performance de Rocío Boliver, do México: "A ritmo de Swing". Para saber mais acesse o www.epipiderme.blogspot.pt.

21.6.12

Balancê! É noite de São João na Black Soul Samba

A noite será celebrada com muito forró, xote e claro, baião. Vai ter Adílson Alcântara e Chiquinho do Acordeon, além de Fernanda Garcia, cantora maranhense. E o grande rei, Luiz Gonzaga, festejado em seu centenário, estará presente em tudo e renderá sets inesquecíveis sob o comando dos DJs da Black Soul Samba.

Conhecido pela sua linguagem com a música popular, Adílson Alcântara aporta pela primeira vez na Black Soul Samba, e em grande estilo. No show “Norte e Nordeste”, ele e Chiquinho do Acordeon levam os ritmos das regiões mais festeiras do Brasil. “O Norte sou eu, e o Nordeste é o Chiquinho. 

O show é bem dançante, com os sons da quadra junina. Tem xote, baião, merengue, guitarrada, e claro, Luiz Gonzaga”, garante Adilson. Músico, cantor, compositor, humorista e produtor cultural, com mais de 20 anos de carreira, Adílson é natural de Vigia, no Pará. Sua trajetória fonográfica começa em 1990 na primeira gravação demonstrativa da música “As Crianças Latinas” de Edir Gaya.

Em 1998, lançou o seu 1º Cd solo: “Tributo à cidade em Romaria”. Em 2004 lançou CD “Cantar”, produzido por Nilson Chaves. O músico já participou das coletâneas “Made in Pará I”, “Made in Pará II”, “Cantando pelo Social”, “Festa de Boi no Céu”, “Festival de Música Popular Paraense”, “Quinta Cultural do Banco da Amazônia”, entre outras. Suas composições foram gravadas por intérpretes como Olivar Barreto, Lucinha Bastos, Fabrício dos Anjos, Maria Lídia, Mahrco Monteiro, Nilson Chaves, e Pinduca. 

Para 2012, Adílson prepara de seu novo CD, “Na chuva da tarde”, com previsão de lançamento para o próximo semestre. Na Black desta sexta, ele garante que levará o melhor de Gonzagão pra festa junina. Clássicos como “Respeita Januário” e “Que nem jiló”, já estão no ponto do acordeon.
Ao lado de Adilson, que faz a voz e o violão, ainda sobem no palco os músicos Cássio Novato (bateria), Gláucio (violão), Maiko (contrabaixo), e claro, Chiquinho no acordeon. 

A negritude maranhense também marca presença nesta festa black junina Na noite de homenagens ao santo mais festejado do calendário, Fernanda Garcia chega com o show “Black Brasil”. Convidada especial dessa festa, ela diz que pretende estabelecer um intercâmbio musical entre o Pará e o Maranhão, integrando a musicalidade desses estados.

“Quero levar ao público a diversidade musical de uma forma versátil”, diz. Com uma voz poderosa, e postura de diva, Fernanda reúne em seu repertório compositores consagrados da MPB, incluindo black music, samba, soul, além de variações regionais da música feita no Maranhão, montando um panorama diversificado e dançante. 

O centenário de Luiz Gonzaga, o sempre Rei do Baião, estará ainda nos set’s dos DJs staff Black Soul Samba. Uirá Seidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeler, Eddie Pereira e Homero da Cuíca trazem todo o tempero de Gonzagão, pra ver a morena “remexer no resfulego da sanfona, até o sol raiar”. Separem as sapatilhas, que o pé de serra tem porto marcado nas pistas do Palafita. 

Serviço
Black Soul Samba. Nesta sexta, 22/06, no Palafita – Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas Hora: A partir das 21h, com ingresso R$ 10,00  - meia entrada para estudantes. Informações: 91 8413 0861 e blacksoulsamba@yahoo.com.br.

Palhaços Trovadores fazem festa junina no sábado

É isso mesmo. No próximo sábado os sorrisos juninos estão garantidos. É que vai ter Palhaçada na Roça, a primeira festa junina infantil realizada pelos Palhaços Trovadores na sede do grupo, a Casa dos Palhaços. Adultos não pagam.

A ideia da festinha é promover a renovação das tradições juninas, com suas brincadeiras, comidas típicas e danças, entre as crianças e seus pais, tudo com muita alegria e palhaçada. “Pensamos e realizar esta festa desde o ano passado, do mesmo modo como realizamos nosso bailinho infantil de carnaval", diz Alessandra Nogueira, uma das coordenadoras do evento e presidenta do grupo. 

"Este ano finalmente foi possível. Queremos transformar a Casa dos Palhaços num espaço de lazer saudável para as crianças, em que elas possam brincar acompanhadas dos seus pais, e que brinquem juntos, sempre revivendo as tradições das nossas festas populares”, explicou Alessandra, a palhaça Neguinha.

Ela também adiantou que haverá muitas brincadeiras, como corrida de saco, dança da laranja, corrida do limão, pescaria, rabo do burro, desfile de miss caipira e quadrilha maluca, além de outras surpresas. 

As crianças devem ir vestidas com trajes típicos caipiras, pois os palhaços estarão também vestidos a caráter. Comidas típicas e muita música junina, inclusive com uma bandinha de forró composta pelos próprios palhaços completam a festinha. “Os dois bailinhos de carnaval que fizemos foram um sucesso, com as crianças e os pais se divertindo muito. Queremos repetir a mesma alegria e animação agora com a festa junina”, finaliza.

Serviço
A Casa dos Palhaços fica na Tv. Piedade, 533, bem na esquina da Rua Tiradentes, no bairro do Reduto. Os ingressos custam R$ 10,00 (dez reais), somente para as crianças, pois os adultos não pagam.

20.6.12

Comédia gaúcha e workshop de máscaras em julho

Prepare-se pois as férias de julho prometem muito em Belém, que está cheia de programação para quem vai passar seus dias, durante a semana, longe das praias. Uma das opções será o espetáculo “A Mulher que Comeu o Mundo”, do Grupo UTA - Usina do Trabalho do Ator, que chega dia 15, na cidade, vindo de Porto Alegre (RS), contemplado com projeto de circulação pelo Prêmio Myriam Muniz da Funarte. Além das apresentações, o grupo realiza nos dias 18 e 19 um wokshop "Do treinamento à experimentação da máscara" (inscrições abertas), e no final de semana o grupo leva o espetáculo para Castanhal, São Caetano de Odivelas e Icoaraci. 

Em “A Mulher que Comeu o Mundo”, o grupo faz uma incursão ao universo das máscaras e ao teatro de rua, propondo um espetáculo que privilegia a linguagem gestual, a narrativa através da música cantada e a pontuação através da percussão realizada por instrumentos musicais incorporados aos figurinos. 

A história se passa em uma pequena cidade, onde um célebre e rico ladrão, pai de uma moça gorda, morre. Ela era filha única, vivia isolada do mundo e, sem o pai, nada sabia fazer. Tamanha é a dor em seu coração que a moça esfarela o pai e o come, para tê-lo para sempre consigo. E não sabendo mais o que comer sai e pede aos vizinhos que ao perceberem que a mulher não conhece o valor do dinheiro e está disposta a trocar toda a fortuna herdada por comida, bajulam-na em troca de suas riquezas. 

Tentando saciar seu apetite insaciável, a gorda inicia sua busca infindável por comida. Eis o mote desse espetáculo que brinca com a metáfora da gorda relacionada a ganância e a busca desenfreada pelo poder. Revela também a ridícula condição humana de querer a permanência, a posse das coisas, e por isso lutar, dominar e matar. 

Em Belém o espetáculo está sendo confirmado para acontecer no dia 18, na Praça da República, e no dia 19, na Praça Batista Campos. O grupo Usina do Trabalho do Ator, também vai apresentar a peça em Castanhal, no dia 20/07, na Praça Estrela, às 18h, e em São Caetano de Odivelas, no dia 21/07, na Praça dos Três Poderes, às 17h. Em Icoaraci, no dia 22/07, o local e o horário também estão sendo confirmados. 

WORKSHOP - Direcionado a estudantes e profissionais das artes cênicas (dança e teatro ou demais interessados de áreas afins), o workshop “Do Treinamento a Experimentação da Máscara”, nos dias 18 e 19 de julho, irá abordar os seguintes tópicos: o estudo do movimento: precisão, equilíbrio e fluência; a relação e utilização do espaço; jogos; ação física e vocal; improvisação e construção de um estado cênico para portar uma máscara. 

São apenas 30 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail da produtora Anna Fuão, do grupo USINA DO TRABALHO DO ATOR (Porto Alegre - RS) - annafuao@yahoo.com.br - até o dia 13 de julho (com nome, telefone, e-mail e carta de intenção) + a doação de 1 kg de alimento não perecível que serão doados para uma fundação beneficente da cidade de Belém (em confirmação). O alimento deverá ser entregue no primeiro dia de aula. 

O trabalho, bastante intensivo, busca proporcionar aos interessados o contato com técnicas de trabalho corporal, vocal e improvisação desenvolvidos pelo grupo que visam disponibilizar o corpo para o trabalho cênico, bem como estimular a criação de um repertório de ações que sirva de base para a criação. 

O workshop, que acontecerá no Teatro Estação Gasômetro, no Parque da residência, visa também possibilitar um espaço onde aqueles que buscam instrumentalizar-se, possam fazer sua preparação com exercícios físicos voltados para o trabalho teatral. A utilização das estratégias de treinamento físico e vocal abordadas pela Usina do Trabalho do Ator irá direcionar para o trabalho de improvisação com a máscara. Mais informações: 91 8134.7719/91 3242.7429 ou www.utateatro.com.br

19.6.12

Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare em Belém

Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare estará em Belém esta semana para  realizar uma vivência, na sexta-feira, 22, das 9h às 13h, na Casa da Linguagem, e apresentar, no sábado, 23, o espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III”, no Forte do Castelo, às 21h. Tudo com entrada franca. É imperdível. Em turnê pelo país, o grupo já esteve em Teresina (PI), São Luís (MA) e depois da capital paraense ainda seguirá para Palmas (TO). 

Baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, Sua Incelença, Ricardo III foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte). 

Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. É ambientada no final da Guerra das Rosas, durante o conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485. 

No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei; mas seu irmão, Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos e parentes e faltar com a própria palavra. Para realçar a deformidade moral de Ricardo, Shakespeare o constrõe inclusive com uma deformidade física.

No espetáculo dirigido por Gabriel Villela, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês – um tempero especial, com citações de bandas como Queen e Supertramp. 

O figurino também evidencia essa miscelânea de cultura e época, que marcam o espetáculo. No figurino, indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região se misturam às sedas e tecidos nobres de diversos países.. Vivência - Além da encenação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover uma vivência artística com o público.

Em Belém ela acontecerá no dia 22 de junho, a partir das 9h, na Casa da Linguagem, para um público com idade mínima de 16 anos, focando pessoas ligadas ao fazer artístico e interessadas em conhecer a metodologia de trabalho do grupo. As inscrições podem ser feitas pelo email produtorescriativos@gmail.com. Em julho, na etapa final do projeto, as apresentações serão nas cidades de Fortaleza (CE) e Mossoró (RN). 

Dirigido por Gabriel Villela, o espetáculo do grupo Clowns estreou em novembro de 2010, no Rio Grande do Norte, passando pelas cidades de Natal, Santa Cruz, Assu e Currais Novos. Sua estreia nacional aconteceu na 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em março do ano passado, e, desde então, Ricardo III já circulou por grande parte do país, participando de importantes festivais de teatro como 18º POA em Cena e o Tempo Festival, no Rio de Janeiro, onde foi encenado no Complexo do Alemão. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás também já prestigiaram o espetáculo. 

Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram com Sua Incelença, Ricardo III do Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago. 

Sobre o Grupo Clowns de Shakespeare - Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética. 

Ficha Técnica - Direção: Gabriel Vilela. Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros. Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto. Texto original: William Shakespeare. Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto.  A produção local é dos Produtores Criativos.

Informações: (91) 8198.9394 (tim) / 8805.0595 (oi) / 9111.2076 (vivo). APOIO: Governo do Estado do Pará/SECULT/ Fundação Tancredo Neves/Hotel Hilton Belém/Hiléia/Refry/Blog Holofote Virtual. Saiba mais: http://www.youtube.com/watch?v=n5SoYJXG98o&feature=player_embedded 

Serviço
Apresentação do espetáculo teatral "Sua Incelença, Ricardo III", no Forte do Castelo, em 23 de junho, às 21h. Entrada Franca. Grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN). Vivência (4h) com o grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN), em 22 de junho, de 9h às 13h, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31).

18.6.12

Humor e delicadeza sobre o cotidiano da Amazônia

O princípio foi despretensioso. Nem por isso menos significativo. Quando começou a escrever “Causos Amazônicos”, o autor, Octavio Pessoa, dava concretude às dezenas de estórias que fazia a alegria dos amigos. Os mesmos que estimulavam transformar essas narrativas em literatura escrita. Em livro, que chega este mês às mãos dos leitores com o lançamento de “Causos Amazônicos”, nesta quinta-feira, 21 de junho. O evento será realizado na livraria da Fox Vídeo, da Dr. Moraes, às 18h30. Entrada franca. 

“No fim da minha gestão no Tribunal de Contas da União, no Pará, passei a escrever sistematicamente sobre situações que eu vivi ou ‘causos’ que ouvi na minha infância em Parintins, Amazonas”, conta Octavio, que passou a divulgar os textos em sites e blogs de amigos e, depois, no próprio blog. 

“Aí aconteceu o que melhor pode suceder a quem escreve. A interatividade com o leitor. Colegas de infância, novos amigos e até leitores que eu não conheço passaram a interagir comigo, elogiando meu texto e enviando-me argumentos que renderam algumas dessas crônicas. Percebi então, que em algum momento, a minha produção poderia render um livro”, diz Pessoa. 

Depois, veio a cobrança: estava na hora de editar um livro. Procurou então, opiniões de quem entendia do assunto. Com a aprovação de nomes como Amírilis Tupiassu, Oswaldo Coimbra, dentre outros da literatura e escrita paraense, Octavio Pessoa foi adiante na empreitada. Na obra, o autor emprega termos e construções do cotidiano do homem simples da Amazônia. Os costumes, os valores e as crendices do povo caboclo ganham amplitude e permeiam as crônicas do livro. Às amazônicas, Octavio junta quatro outras narrativas, cujo bom-humor é marca constante. 

“Quero morrer como um pássaro”, crônica de encerramento, é a homenagem do autor para um dos personagens do primeiro causo do livro. Personagem que faleceu, quando a obra já estava em processo de edição. “Mas Octavio eu não se perdoaria se não escrevesse o texto”, comenta ele, que dedica também a passagem aos homens e mulheres de rua. 

 Sobre o autor - Octavio é de Parintins/AM, onde viveu até a juventude. Ali estudou até o Curso Ginasial, quando acompanhou a família na mudança para Belém do Pará. Estudou no Colégio Estadual Augusto Meira e graduou-se em Direito e Jornalismo pela UFPA. 

Foi locutor de rádio, sócio de produtora de vídeo, agente administrativo do INPS, procurador autárquico do IAPAS e, em 2012, encerra sua carreira de servidor público, como auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União. Apaixonado pela palavra, escrita ou falada, tem artigos publicados em jornais da grande imprensa e realiza-se como cronista e articulista, nas mídias alternativas. 

O que disseram Oswaldo Coimbra: “[Os textos são] claros, escritos numa linguagem correta, dotados de humor - uma qualidade rara - e, sobretudo, expressam certo enternecimento com a ‘comédia humana’, o que certamente distingue quem é verdadeiramente um escritor”. 

Meirevaldo Paiva considerou “belíssimas crônicas sobre o cotidiano de Parintins ou de Belém. Gostei demais das primeiras que eu li e acredito que as outras estejam no mesmo nível de observação e de estudo das pessoas e do mundo”. 

A doutora Amarilis Tupiassu, evidenciando o domínio de Octavio sobre o próprio texto, observou que “ganha força e corre meio desembestado pela folha. E sai tudo muito gostoso de ler”, e concluiu “Tu tens muito a dizer. Escreve firme. A publicação chegará, mais cedo ou mais tarde. Espero que seja logo”. 

15.6.12

Verão de Marabá recebe Meachuta Tropical

Se você também tem saudade de uma festa que faça todo mundo ter história pra contar no dia seguinte, que vire #hashtag no seu Twitter, que traga mais amigos ao seu Facebook, o seu lugar é com a gente na Meachuta Tropical! Se guarde para o dia 13 de julho, porque os DJs Messias (Imperatriz – MA), Dritow (Belém – PA), Betão Santis (Marabá – PA) e Mau Vianna (Belém – PA) chegam à cidade para fazer a noite de Marabá ferver como você nunca viu. 

Uma noite pra ficar na memória (ou não!) de quem não se importa de sentir vergonha por dar vexame, gente que gosta de ir do luxo ao lixo. Afinal, todo mundo merece começar o verão em grande estilo!

E esse calor de Marabá, que é uma “delícia”, chega a ser um convite para um bom banho de piscina, tomando cerveja gelada e ouvindo um set list que é um arraso! Como a gente sabe que você não vai ficar fora dessa, compre logo seu passaporte a R$20 no primeiro lote. 

A partir do segundo lote, o passaporte passa a custar R$30. Quem avisa amigo é! Depois basta caprichar no figurino floral, no make bronzeado e no Engov, só para prevenir. MEACHUTA A Meachuta é um projeto que nasceu numa mesa de bar depois de muitas reclamações e frases saudosistas do tipo "bom mesmo era em 2005 quando se tinha pra onde ir em Belém...".

Um grupo de amigos decidiu que alguém mais tinha que fazer algo nessa cidade. Foi dito que os rótulos e a distância entre as tribos seriam postas abaixo, que quem chegasse ia ser bem vindo, quem gostasse de bagaça, cagada e diversão podia entrar. 

O ponto comum a todos os membros é que cada um tem influências diferentes sobre cultura urbana, música e moda, cada integrante do núcleo tem uma coisa na cabeça, mas no final toda a confusão se resolve, porque se for pra ser uma bagunça que seja uma bagunça da boa. 

Discopunk, Mashup, Indie, Eletrorock, 90's, New Rave, Hip-hop, Funk, Pop, Super, Disney, The Office, Travesti, tá tudo aí! Tudo vai pra pista com a intenção de fazer todo mundo surtar e que ao sair da festa todos tenham aquele sentimento de que "foi foda". 

Serviço
Meachuta Tropical. No dia 13 de julho (sexta-feira), na Mansão 32 (Folha 32, Quadra Especial, Lote Especial - Nova Marabá). Passaportes: 1º Lote R$ 20 / 2º Lote R$ 30. Pontos de venda: New Móveis Planejados (VP8, Nova Marabá), Wizard Escola de Idiomas (Avenida Itacaiúnas, Novo Horizonte), Sorveteria Pontocom (Praça Duque de Caxias, Velha Marabá), Line-Up: Messias (Imperatriz – MA) Dritow (Meachuta – Belém) Betão Santis (Marabá – PA) Mau Vianna (Meachuta – Belém) +Luxo Pop DJ Set.

(Texto enviado por Jairon Gomes - jaironbg@gmail.com)

Banda "Lord Késhava" no quarto Salada Cultural

O que o rock, o reggae, o blues e o hardcore tem a ver com música nordestina e mantras milenares indianos? A resposta está nas experimentações da Banda Lord Késhava, que neste próximo sábado, 16, se apresenta no “Salada Cultural 4”, às 18h30, na Praça da Bíblia em Ananindeua. 

Formada há um ano por Rafael Grigório, Anne Ribeiro, João de Deus, Bob Monteiro e Clebson Monteiro, a "Lord Késhava" pesquisa a fusão da vibração sonora transcendental de mantras da cultura védica milenarm indiana (Tradição Vaishnava) a diferentes ritmos contemporâneos e instrumentos étnicos clássicos. 

A  proposta é levar a vibração transcendental dos mantras à todos que tenham interesse em cultivar a auto-realização e o auto-conhecimento. Para isso, basta simplesmente cantar. 

Único grupo na cidade a investigar processos de bhakti yoga (yoga da devoção) através de práticas de meditação sonora, o "Lord Keshava" toca canções originalmente compostas em sânscrito que existem há mais de cinco mil anos e evocam versos de escrituras sagradas, aliando instrumentos já conhecidos pelo público, como guitarra, bateria e baixo, com instrumentos clássicos indianos, como o harmônio (instrumento de teclas acionado por foley), as cártalas (pequenos símbalos de mão) e a mridanga (percussão de duas peles). Além disso o grupo apresenta uma performance que mostra a força da música devocional da antiga Índia numa tropicália beeemmm brasileira. 

Serviço
 Banda Lord Késhava, no Salada Cultural 4. Neste sábado, 16, às 18h30, na Praça da Bíblia, em Ananindeua. Mais informações: 91 8804-9090 / http://www.facebook.com/events/400811949955430/  http://www.facebook.com/events/400811949955430/

14.6.12

Festa dos 70 anos de Gilberto Gil aterrisa na Black

Gil, nos anos 1970
No mês em que o cantor e compositor baiano Gilberto Gil comemora seu aniversário de 70 anos, a Black Soul Samba chama Olivar Barreto para prestar sua homenagem. É nesta sexta, 15, no palco do Palafita. O show "Cores Vivas de Gil" traz um repertório de hits, que conta parte da história política do Brasil, e estão na memória efetiva de grande parte da população. Quem ouviu, ontem, o programa da Black Soul Samba na Unama FM, já teve uma prévia do que vai ser a noite desta sexta-feira.

No próximo 26 de junho, Gil completa 70 anos de vida. As comemorações e o ritual de apagar as velas para este senhor de cabelos brancos e cenho cada vez mais lúcido, começaram em maio passado, quando ele lotou o Teatro Municipal do Rio de Janeiro em seu show de aniversário, afirmando que “a velhice é um imperativo categórico”

E ele dispensa qualquer tipo de apresentação. Sua vida é indissociável de sua música, e de sua atuação política. Política que ele começou a trabalhar quando, ao lado de Caetano, Gal e Bethânia, fundou o Movimentoum Tropicalista, e anos mais tarde pode atuar em todas as esferas da vida política cultural, como Ministro da Cultura, no Governo Lula. Gilberto Gil deixou a faculdade de arquitetura, na Bahia, para edificar a história da música brasileira, incluindo seu nome no cancioneiro nacional. 

Na Black Soul Samba, as músicas de Gil serão revisitadas pelo intérprete paraense, Olivar Barreto. “Tenho uma relação com o Gil desde sempre. Eu não apenas canto suas música, como escuto desde criança. A importância desse show é poder partilhar um pouco do que eu percebo na obra desse compositor fantástico. 

O show tem o nome de ‘Cores Vivas’ justamente porque pretende mostrar todas as facetas dessa obra que vai do samba ao rock, do reggae ao forró, da balada ao funk com talento e genialidade”, conta Olivar. Para ele, “não se trata apenas de cultuar suas canções, mas te tê-las como parte da minha vida, por isso está sendo muito bacana fazer esse show”, comemora.

Olivar: um show para Gil
Apaixonado por música brasileira, Olivar iniciou a carreira em 87, no ano seguinte estudou canto popular na Pró-Arte, no Rio de Janeiro, onde morou até 1993. De lá pra cá, o cantor já fez shows em homenagens a Noel Rosa, Cartola e Nelson Cavaquinho, além de varias participações em CDs de festivais, de coletâneas e de artistas como Felipe Cordeiro, Delcley Machado e Almino Henrique . 

Seu primeiro CD “Olivar Barreto”, foi lançado em 2002, com 13 canções de diversos autores paraenses, como Maria Lídia, Paulo André Barata, Walter Freitas, Pedrinho Callado entre outros. Em 2005, participou do show comemorativo ao Ano do Brasil na França, durante o período em que morou em Paris. Premiado em diversos festivais, Olivar vem acumulando primeiros lugares no Festival de Ourém (Pa), em 1995 e 2010, Alegre (ES) em 1999 e Bom Jesus da Lapa (2011) .

No ano passado, em junho, lançou seu segundo CD, “Esse Ruy é Minha Rua”, no qual mergulhou na obra do poeta, escritor e letrista paraense Ruy Barata (1920-90). O disco reúne 13 músicas de Ruy Barata compostas com Edyr Proença, Galdino Penna, Saint-Clair du Baixo, Paes Loureiro, Kzam Gama e De Campos Ribeiro, além de parcerias com seu filho Paulo André Barata, com quem Ruy começou a compor, em 1967. 

Felipe Cordeiro faz participações
Nove das canções gravadas eram inéditas em disco, contribuindo desta maneira para que o público tenha acesso a uma parcela até então desconhecida da obra de Ruy Barata. O intérprete pretende produzir até o final de 2012 seu terceiro CD com canções inéditas. Por enquanto, segue na energia de Gilberto Gil, interpretando sucessos e a vitalidade com suingue da Bahia. 

Dando vida ao repertório de mais de uma hora, Olivar Barreto vem acompanhado pelos maiores nomes da noite paraense: Renato Torres (guitarra), Quiure (guitarra), Maurício Panzera (baixo) e Arthur Kunz (bateria). E pra multiplicar a alegria desta sexta, o show terá ainda participações especiais do poeta Dand M. e do músico Felipe Cordeiro, parceiro de Olivar e que também já aportou seu som na Black Soul Samba. 

No clima, a Black Soul Samba traz ainda como DJ convidado, MR. Dagga, em interferência de dub e ragga no trabalho de Gil. Compondo com ele, seguem ainda Uirá Seidl, Fernando Wanzeller, Kauê Almeida e Eddie Pereira, fazendo visitas a todas as fases da discografia de Gilberto Gil, incluindo o clássico "Expresso 2222" que completa 40 anos de lançamento. Tudo para uma festa a altura da grandiosidade de Gil. 

Serviço
Nesta sexat, 15, tem “Gilberto Gil – 70 anos” com o Show “Cores Vivas”, com Olivar Barreto, na Black Soul Samba. No Bar Palafita – Cidade Velha, ao lado da Casa das 11 Janelas. Ingresso: R$ 10,00 – Com meia entrada para estudantes com carteirinha. Informações: (91) 8413 0861 e 8272 5105 ou no sblog www.blacksoulsamba.blogspot.com/ twitter @blacksoulsamba  e Fan page: BlackSoulSamba. Escute a Black na Rádio: Toda quarta, 21h, com reprise aos sábados, 22h, na Unama FM – 105.5.

(Com informações de Dani Franco, da assessoria de imprensa da Black Soul Samba)

12.6.12

Em cena o olhar feminino sobre a vida ribeirinha


“As Mulheres e a Mulher que empalhava bichos” também comemora os 32 anos do Grupo de Teatro Palha. O cotidiano simples do caboclo amazônico retratado pela ótica de seis distintas mulheres moradoras de um pequeno município próximo à Belém na década de 70 é o mote central da trama que estreia  nesta quarta, 13, e segue até 17 de junho, sempre as 20h00, no Teatro Claudio Barradas, com entrada franca. 

Contemplado com o Prêmio Myriam Muniz espetáculo, está nas mãos da experiente direção de Paulo Santana, um dos fundadores do grupo, e retrata o cotidiano de Chica, Mocinha, Ana Bárbara, Bete, Orminda e Petita; mulheres que retratam figuram emblemáticas no cotidiano das cidades do interior como a médica, a mulher do prefeito, a juíza e mesmo a adolescente que ajuda nos afazeres da casa.

As histórias que as mulheres fazem chegar à mulher que empalha bichos, Dona Chica, faz com que a trama se torne uma encantadora comédia de costumes permeada pelo imaginário amazônida. Miryam Shimon, estreante em trabalhos do grupo, pontua que esta peça é um desafio. “O processo está sendo muito divertido, é uma grande comédia, e também uma grande oportunidade de descobrir a minha veia cômica enquanto atriz recém-formada. Agarrei o convite com unhas e dentes e o resultado tem sido fantástico”, comenta a atriz. 

O grupo, que há anos privilegia montagens em parceria com dramaturgos da região, tem como princípio histórico e investigativo uma imersão ao universo do cotidiano amazônico, das personalidades históricas do estado e, especialmente nesta nova fase, a simplicidade do povo ribeirinho, os “causos” das beiras dos rios e toda a sua contribuição para a diversidade cultural da região. 

Desta vez a parceria foi firmada com José Maria Villar, que além de dramaturgo, é poeta e compositor. Para o diretor Paulo Santana, comemorar 32 anos de grupo com este espetáculo é um prazer. “Sempre tivemos como investigação, desde o início, o falar do homem amazônico. Já retratamos nestes anos personagens históricos do nosso estado e falar da região é sempre um prazer”, diz Paulo. 
 
“As mulheres e as mulher que empalhava bichos” é um delicioso convite do grupo ao público a adentrar no cotidiano das palafitas, que no fundo é intrinsecamente seu. É ver a região em cena. E se divertir numa comédia originalmente paraense. 

Serviço
“As Mulheres e a Mulher que Empalhava Bichos”, de José Maria Villar. Dias 13, 14, 15, 16 e 17 de Junho. 20H00. Entrada Franca. Informações: 9176.0788 | 8415.5202 (Paulo Santana) e 8346.5366 |8882.0488 (Tânia Santos).

(Com informações de Leandro Oliveira. Fotos: Paulo Santana)

Encontro reúne pesquisadores da cultura popular

As festas, rituais e outros tantos elementos espetaculares da cultura popular são o cerne da etnocenologia, disciplina na última década do XX veio para transformar os estudos no campo das artes cênicas. Aqui em Belém, a etnocenologia entra em foco no “Encontro Paraense de Etnocenologia – Práticas espetaculares da Amazônia”, que será realizado na Escola de Teatro e Dança da UFPa no período de 14 a 16 de junho, a partir das 15h.

A programação é aberta ao público e gratuito. Para se inscrever mande um email para etnocenologiapa@gmail.com, endereço eletrônico da organização do evento envia e peça sua ficha de inscrição para ser preenchida entregue no dia do evento.Mais informações, pelo telefone 91 8292.8567.

A programação vai contar também com particpação de mestres da cultura popular de Belém  e será uma grande oportunidade para acadêmicos e comunidade conhecerem o porquê e a vanguarda dos estudos nesta nova vertente que chegou ao Brasil em 1997, pela Universidade Federal da Bahia, e desde então tem sido referência, especialmente através do Prof. Dr. Armindo Bião, expoente desta pesquisa no Brasil e convidado mais que especial para a palestra de abertura do encontro. 

Na Amazônia, a etnocenologia chegou em 2002, através de um convênio entre as Universidades federais do Pará e Bahia, que formou 17 mestres. Dentre as pesquisas apresentadas por eles, se desenvolveu um denso campo de conhecimento acerca das práticas espetaculares na Amazônia, que hoje ganha corpo com o encontro. Hoje a disciplina integra a grade dos cursos de graduação em teatro e dança, além da especialização em estudos contemporâneos do corpo e mestrado em artes da Universidade.

A Escola de Teatro e Dança da UFPa em parceria com o Instituto Federal do Pará promove o encontro celebrando uma década dos estudos etnocenológicos na região, refletindo sobre suas questões acadêmicas e apontando caminhos e proposições para seus desdobramentos na academia paraense.

Ao reunir artistas, alunos, professores, comunidade e mestres das culturas populares na cidade, a UFPA reconhece, celebra e comunga com a sociedade a riqueza de um dos pilares da etnocenologia, que é a indissociabilidade do conhecimento científico e da sabedoria dos praticantes reveladas nas múltiplas e diversas formas espetaculares dos povos da Amazônia. 

Serviço
“Encontro Paraense de Etnocenologia – Práticas Espetaculares da Amazônia”. De 14 a 16 de junho na Escola de Teatro e Dança da UFPa – ETDUFPA (Rua Jerônimo Pimentel, esquina com a Rua Dom Romualdo de Seixas). Inscrições gratuitas através do e-mail: etnocenologiapa@gmail.com. Informações: 91 8292.8567.