30.10.12

O cotidiano ribeirinho de Parésqui no Pauta Mínima

O espetáculo, resultado de uma bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP), desenvolvida pelo grupo Usina Contemporânea de Teatro, está de volta em cartaz para curta temporada de 01 a 04 de novembro, sempre às 20h, no Teatro Cuíra, dentro do projeto Pauta Mínima. Em cena, as atrizes Nani Tavares e Valéria Andrade narram histórias de vida de ribeirinhos que vivem na Ilha do Combu, em frente a Belém. A direção é de Alberto Silva Neto. 

O terceiro espetáculo a estrear no proejto Pauta Mínima do Grupo Cu[ira, foi desenvolvido durante nove meses pelas as atrizes Nani Tavares e Valéria Andrade, que mergulharam na observação do cotidiano dos ribeirinhos e utilizaram uma técnica chamada 'mímesis corpórea' para imitar o comportamento corporal e vocal daquelas pessoas. 

A própria dramaturgia do espetáculo nasceu da colagem de diversos fragmentos dessas valiosas histórias de vida relatadas intimamente às atrizes. Juntas, essas histórias constroem um retrato da visão de mundo dos ribeirinhos que habitam a Amazônia, revelando seus medos, encantos, paixões e conflitos familiares, numa narrativa que transita entre a comédia e o drama. Além das diversas apresentações realizadas em Belém, o espetáculo foi contemplado em 2009 com o Prêmio Myriam Muniz, da Funarte, e circulou por doze municípios paraenses que ficam às margens de rios. 

Agora a montagem está de volta ao repertório do grupo Usina Contemporânea de Teatro, que além de nani Tavares e Valéria Andrade traz Alberto Silva neto na direção. São três artitas experientes e a certeza de um excelente espetáculo.

Nani Tavares é atriz formada pela Escola de Teatro e Dança da UFPA. 

A paraense foi aluna do curso Técnico em Ator da Escola e já atuou em vários espetáculos, entre eles, destacando-se em "A Incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada" (2002) e "Lisístrata" (2003), além de ter participado da montagem de Orfeu (2001). Mais recentemente, atuou em Eutanázio e o princípio do mundo (2010), pelo grupo Usina. 

A paulista Valéria Andrade começou a carreira atuando em cinema e televisão, quando criança. Chegou a Belém em 1990 e participou como atriz nas montagens de "Hamlet" (1990), além de "Fausto" (1994), "A vida é sonho" (1997) e "Eutanázio e o princípio do mundo" (2010), pelo Usina. 

Em 2003, co-dirigiu a montagem de Lisístrata, com alunos da Escola de Teatro e Dança da UFPA. Atuou em, também pelo Usina. Desde 2009, é professora da Escola de Teatro e Dança da UFPA.

O paraense Alberto Silva Neto é ator desde 1987 e diretor teatral desde 2004, quando realizou o espetáculo "Tambor de Água", a partir de bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Também atuou em "Primeiro milagre do menino Jesus" (1993), "A vida é sonho" (1997), ambos pelo Usina.

Em 2002, fez Hamlet - Um extrato de nós” (2002), pelo grupo Cuíra, com direção de Cacá de Carvalho. Ainda pelo Usina, dirigiu Ágora Mandrágora ou Santa Maria do Grão Agora (2008), Solo de Marajó (2009) e Eutanázio e o princípio do mundo (2010). Desde 2009, é professor da Escola de Teatro e Dança da UFPA. 

Com 23 anos de história, o grupo Usina Contemporânea de Teatro foi fundado em 1989 para fazer teatro político nas ruas da Belém. Em seguida, diversos núcleos de criação foram responsáveis por uma produção marcada pela diversidade estética, incluindo teatro de formas animadas, clássicos da dramaturgia universal e teatro imagético utilizando outras mídias em diálogo com a cena teatral. 

Ficha Técnica
  • Elenco: Nani Tavares e Valéria Andrade 
  • Dramaturgia: Alberto Silva Neto, Nani Tavares e Valéria Andrade 
  • Cenografia e iluminação: Alberto Silva Neto e Patrícia Gondim 
  • Desenho de som: Leo Bitar 
  • Figurino: Anibal Pacha Projeto 
  • Gráfico: Alan Moraes e Paula Henderson 
  •  Fotos: André Mardock 
  • Direção: Alberto Silva Neto


Pauta Mínima – O Pauta Mínima é um projeto do Grupo Cuíra de Teatro, aprovado pelo edital Funarte - Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), Ministério da Cultura (MinC) e Governo Federal. O projeto tem como objetivo democratizar mais o acesso ao sua sede, o Teatro Cuíra, que ainda vai receber até dezembro deste ano outros espetáculos que foram selecionados através de edital.

Depois de “Parésqui”, entrará em cartaz  “O Pequeno Grande Aviador e o Planeta Do Invisível”, de 15 a 18 de novembro, e “Eu Me Confesso Eneida”, que estreia dia  29, indo até 02 de dezembro. No último mês do ano, o público ainda assistirá “Pro Ensaio Geral”, de 06 a 09 e “Ritos”, de 13 a 16.  Os sete grupos que foram selecionados pelo edital não pagam pelo espaço, ganham dias de ensaio para suas montagens, assim como folder, banner, assessoria de imprensa, e 50% do que arrecadado na bilheteria, além de uma ajuda custo no valor de R$ 800,00.


Serviço 
Parésqui, do grupo Usina Contemporânea de Teatro. De volta em cartaz de 1º a 4 de novembro, sempre às 20h, dentro do projeto Pauta Mínima. Local: Teatro Cuíra (1º de Março esquina com Riachuelo). Ingressos: R$ 20,00 (com meia-entrada a R$ 10,00).

29.10.12

Nelson Neves e o encontro do jazz com a ópera


Intitulado "Quando o Jazz Encontra a Ópera", o concerto será da Amazônia Jazz Band, com  arranjos jazzísticos para árias famosas de óperas mais famosas ainda. No dia 31 de outubro, às 20h, no Theatro da Paz, dentro da programação do XI Festival de Ópera. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do teatro.

Entre apresentações e ensaios, a Amazônia Jazz Band já vem ensaiando há dois meses consecutivos para  apresentação de um concerto que réune dois gêneros musicais, o o jazz, que tem uma história recente, surge nos EUA, no início do século XX, e a ópera, de origem medieval, vinda da Europa do século XVI.

No repertório estão árias de óperas assinadas por Wagner (1813-1883), Giacomo Puccini (1858-1924), Giuseppe Verdi (1813-1901). Além disso, também será executada a versão original de “Os Palhaços”, de Nino Rota (1911-1979)."A expectativa de todos os músicos é grande, ainda mais quando se trata de uma apresentação no Teatro da Paz e dentro deste magnifico Festival de Ópera", diz o maestro e regente da Amazônia Jazz Band,  Nelson Neves.

O espetáculo promete fortes emoções, com os arranjos, encomendados especialmente pela direção do Festival, assinados por especialistas em jazz, como Serguei Firsanov, Alcir Meireles, Tynnôko Costa e Nelson Neves, o atual regente da Amazônia Jazz band.

Seguei Firsanov, compositor e pesquisador na área de educação musical, técnico e afinador de piano, com mestrado em viola pelo Conservatório de Nijny-Novgorod (Gorky) (1975), fez arranjos para Richard Wagner (1813-1883) em Tannhauser: Marcha dos Convidados e para Charles Gounod (1818-1893), em Fausto: Coro dos Soldados.

Alcir Meireles arranjou para Giacomo Puccini (1858-1924), em La Bohème: Quando m’en vo. Músico que já navegou em vários estilos musicais como o erudito.

Participou do Grupo de Sopros do Conservatório Carlos Gomes, do Coro de Flautas, do Grand Coral e de recitais e concertos, como solista, em Belém e outras cidades do país, além de ter forte incursão pelo jazz, integrando o Mini Paulo Quarteto Jazz. O arranno para Georges Bizet (1838-1875), em Carmen: Canção do Toreador, também é dele.

O Maestro Tynôko Costa, escolheu “Rigoletto: La Donna e Mobile” e “Aida: Marcha Triunfal”, ambas de e Giuseppe Verdi (1813-1901). Em sua trajetória de maestro ele também sempre flertou com outros estilos musicais e já acompanhou, por exemplo, grandes nomes da MBP como Cauby Peixoto, Emílio Santiago, Eliana Pittman, Wilson Simonal, Pery Ribeiro.  Na música erudita, acompanhou o vibrafonista norte-americano Bill Molenholff, a cantora Ora Reed e o saxofonista Miles Sandres. Atualmente se dedica a realização do projeto de música instrumental JAZZ-O-PESO, voltado a preservação patrimonial da cidade de Belém.

O regente Nelson Neves estava morando há 12 anos nos EUA, onde dividiu o palco tocando ao lado de músicos como: John Fedchock, Fred Hemke, Pat LaBarbera, Mike Metheny, Paul Haar, Bill Molenhof, Paul Mckee, entre outros. Seu mais recente trabalho foi participando de uma turnê pela Europa onde atuou como pianista e diretor musical da Queen Victoria Jazz Band. Em janeiro de 2012, retornou a Belém-PA a convite da Secretaria de Estado de Cultura – SECULT, para assumir o trabalho de Diretor Musical e Maestro da Amazonia Jazz Band.

Na entrevista que segue ele fala de seu retorno a Belém e explica mais osbre a mistura destas duas linguagens que se ecnotrarão no festival. De de linguagem flexível, o jazz pode se adaptar a qualquer estilo musical. “Basta que se use a sua linguagem com todas as suas características apropriadamente”, diz o maestro que fez arranjos para Giacomo Puccini (1858-1924) em “O Mio Babbino Caro” e “Turandot: Nessun Dorma”.

“O público terá a oportunidade de assistir e escutar a Amazônia Jazz Band, executando árias de óperas famosas com um sotaque jazzístico, o que vai valer a pena conferir”, complementa o diretor musical do espetáculo.

Holofote Virtual: Como você iniciou sua carreira musical? 

Nelson Neves: Minha carreira musical começou aqui em Belém quando ainda estudante de piano no Conservatório Carlos Gomes. Fui escolhido para acompanhar um famoso cantor de Ópera chamado Rio Novello no Teatro da Paz. Outro evento significante foi quando fui o solista com a Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz tocando o “Divertimento para Piano e Orquestra”, de Marlos Nobre, durante o “Encontro de Artes” com o próprio compositor na regência desta obra. Depois destes eventos, tive a oportunidade de seguir para o Rio de Janeiro para estudar com o pianista e professor Miguel Proença. 

Em 1984, voltei a Belém e ingressei no CCG como professor de piano e outras matérias, mas paralelamente a carreira de professor, sempre me apresentando como solista em recitais de piano e música de câmara com os mais variados grupos, como por exemplo como pianista e ao mesmo tempo solista da Amazônia Jazz Band em diversas turnês pelo Brasil e América Latina. 

Holofote Virtual: Neste tempo em que você esteve nos EUA chegou a voltar pra tocar em Belém? 

Nelson Neves: Depois da minha ida para os EUA, estive de volta a Belém em 2001 como convidado da Amazônia Jazz Band para tocar durante o Festival Internacional de Música da FCG. Depois desta data não pude voltar mais em função das minhas atividades la nos EUA. Tive a oportunidade de tocar não só dentro das universidades que passei, mas também fora delas, o que me deu a chance de ficar bastante conhecido dentro e fora das universidades. 

Além de conseguir meu Mestrado e Doutorado, trabalhei dando aula nas universidades Americanas, sempre envolvido com o Jazz dentro e fora das universidades, fui sempre o pianista principal de todas elas e também atuei como band-leader. Trabalhei também como diretor musical e pianista de varias peças de Broadway, pois estando lá, sempre estive envolvido com esta vertente musical. Ou seja, sempre estive envolvido em muitas atividades musicais que contribuiram imensamente na minha carreira e para o meu desenvolvimento musical. Só para dar uma ideia de alguns lugares em que me apresentei: Columbia, MO; Lincoln, NE; Chicago, Colorado, Iowa, Kansas City, Jefferson City, MO; Greensboro,NC; etc...  

Holofote Virtual:  Você sempre teve uma forte ligação com o jazz... 

Nelson Neves: Apesar de ter estudado música clássica durante muitos anos, o Jazz esteve presente no meu desenvolvimento musical desde o começo. O primeiro contato foi com os arranjos para piano de hinos e música gospel, e depois escutando bastante discos de jazz (coisa que até hoje faço), lendo sobre o assunto, assistindo shows e concertos de jazz, e até mesmo procurando contatos com os músicos de jazz. 

Devo ressaltar que tanto a música clássica como o jazz fizeram parte da minha formação musical, cresci com essas duas vertentes musicais acontecendo ao mesmo tempo. Não havia regido a Amazônia Jazz Band, fato este que aconteceu com a minha chegada no princípio do ano dos EUA. 

Holofote Virtual:  Quais foram suas pesquisas de Mestrado e Doutorado?

Nelson Neves: Meus temas sempre foram sobre o jazz. A minha tese de Mestrado foi sobre: “A Grandeza do Piano Jazz: qualidades comuns nas realizações de Art Tatum e Bill Evans” e a minha tese de Doutorado foi sobre “Uma análise abrangente dos elementos de jazz na música de piano de Marlos Nobre através de obras selecionadas”.

Holofote Virtual: A agora o jazz encontra a ópera... Como vocês organizaram isso? 

Nelson Neves: Primeiro foi feita uma seleção de Arias famosas de óperas para que pudéssemos escolher quais entrariam no concerto. Então, nós como arranjadores, fizemos uma reunião com o Dr. Gilberto Chaves (diretor do festival) para selecionar e definir este repertório que inclui: “Marcha dos Convidados” de Richard Wagner, “La Donna e mobile” de Giuseppe Verdi, “O Mio Babbino Caro” de Giacomo Puccini e “Nessum Dorma” do mesmo autor, e em que teremos a participação do coro do Festival, isto só para citar algumas das obras que serão executadas. A partir dai, cada arranjador se encarregou de duas obras para serem arranjadas e assim o programa foi fechado.

Esta ideia de trazer o Jazz para dentro do Festival, foi uma ideia bilhante, pois o público terá a oportunidade de conviver dentro do Festival com as duas correntes musicais que em minha opinião caminham juntas. Elas tem linguagens próprias, mas que de um certo tempo começando com o movimento Impressionista, os compositores começaram a usar em suas músicas elementos do jazz. 

O jazz hoje é uma das vertentes fortes da música do séc. XX e XXI, e com certeza um dos caminhos a serem percorridos e usados por todos aqueles compositores de vanguarda ou que tenham em mente uma música de caráter universal. 

Serviço
Os ingressos para ver a Amazônia Jazz Band estão à venda na bilheteria do Theatro - R$ 20, 00 e R$ 10,00. Mais informações no site www.festivaldeopera.pa.gov.br ou pelos telefones: 4009.8750 e 4009.8758. Patrocínio: Secult, Governo do Estado. Realização: Theatro da Paz. Apoio: Academia Paraense de Música.

Mestre Vieira da guitarrada completa 78 anos

Mestre Vieira, por Biratan Porto
Nascia em Barcarena, em 29 de outubro, há 78 anos, Joaquim de Lima Vieira, um menino que logo descobriria a música e, aos cinco de idade, já tocava banjo, chegando ao bandolim, violão e finalmente a guitarra, que o tornaria Mestre Vieira, criador da guitarrada.  

Hoje, em seu aniversário, ele recebe inúmeras homenagens, entre elas, o Radar 93 Especial Mestre Vieira da Rádio Cultura do Pará.

O programa é ao vivo e entra no ar logo mais, às 17h, trazendo direção musical de Pio Lobato (guitarra) e participação dos músicos Vovô (bateria), Breno (baixo), Otávio Gorayab (percussão), além de Felix Robatto (guitarra), André Macleure (guitarra), Ana Clara Matos (voz), Ray (voz), Pantoja do Pará (Sax) e Argentino Neto (teclado). Sintonize 93,7. Saúde e vida longa a Mestre Vieira. Mais informações sobre Mestre Vieira, no site www.mestrevieira.com.br.

27.10.12

A nova geração do teatro estreando na direção

Encantados S.A. iniciou sua temporada na última quinta-feira, 25, no Teatro Cuíra, onde faz mais duas apresentações, neste sábado, 27, e amanhã, 28, sempre às 20h. O espetáculo marca a estreia da jovem atriz Bárbara Gibson na direção de teatro. 

Em quase duas horas de apresentação, a atenção do público fica em sintonia com as tramas vividas por uma série de personagens saídos dos livros de história. Assim temo João e Maria, Chapeuzinho Vermelho, a Madrasta de Branca de Neve, várias fadas, princesas e príncipes, além de mais vilões como o Capitão Gancho, entre outros, divididos em setores. Eles estão à procura de um boneco que se infiltraria na organização a que pertencem para revelá-la aos humanos. Mas se este sigilo fosse quebrado, eles sumiriam dos livros. 

Do outro lado, Noque é um garoto solitário que convive com um brinquedo chamado Gigy. Ao ganhar vida, o boneco inicia uma aventura com o menino, pelo universo dos encantados. Tudo uma metáfora para falar de uma fase pela qual todos nós um dia passamos ou estamos por passar, a saída da infância para a pré-adolescência. Na dramaturgia, a transformação de Pinóquio, o boneco, em um menino de verdade, se quivale a esta fase da vida. 

Quase 30 pessoas no palco, muita confusão, ações de desenho animado. Cenografia simples, figurinos coloridos, comicidade. A encenação é ritmada por uma trilha sonora, que entusiasma até a plateia, e um diálogo afiado, que apimenta a trama.

Pesquisada por Haroldo França e Ives Oliveira, que já integrou o elenco, a trilha dá o tom em cada entrada de personagens no palco. “Party in the USA, de Miley Cyrus é uma referência pop da entrada das princesas. O mambo do aniversário da Ariel é algo que a gente achou que caberia, assim como a versão do Louis Armstrong. La Vie en Rose embala o primeiro amor do Noque, a Mariazinha. O Ruby Boy, da Gang do Eletro, é a trilha de quando a Jasmine conta que encontrou o príncipe negro das aparelhagens”, exemplifica Leandro Oliveira, da sonoplastia. 

Para conhecermos mais sobre este espetáculo, entrevistamos Bárbara Gibson, 22. Ela falou de sua nova experiência dentro do teatro, contou como foi o processo de criação de Encantados e se diz muito feliz neste momento. 

A atriz já tem uma trajetória. Aos 9 anos, ela já estava contracenando com Zê Charone e Cacá Carvallho, em “Quero Ser Anjo”, um filme de Marta Nassar, rodado em 1998, em pleno Círio de Nazaré.  Desde aquela época, Bárbara já mostrava atitude e segurança na atuação. Tinha um ar de certeza nela, o mesmo que ainda possui.“Voltarei aos palcos da cidade ainda esse ano, dessa vez como atriz. Continuamente escrevo textos para teatro e pretendo começar a dirigir um novo espetáculo em breve. Teatro. Teatro. Teatro. A minha vida é teatro”, dispara. 

Holofote Virtual: O teatro parece ter te ganho...

Bárbara Gibson: As artes cênicas sempre me fascinaram. Tenho a sorte de ter pais que gostam muito de assistir espetáculos teatrais e sempre me incentivaram a acompanhá-los. Quando eu era criança, adorava montar palquinhos improvisados nas reuniões familiares e brincar de fazer teatro. 

Em 1997 fui convidada para fazer alguns comerciais de televisão e tive a oportunidade de ser dirigida pelo Cláudio Barros, que notou o quanto eu gostava de atuar e me aconselhou a procurar a Escola de Teatro e Dança da UFPA. Me matriculei no curso de teatro infanto-juvenil em 1998 e nunca mais parei de atuar. Fico muito feliz de ter descoberto a minha vocação profissional bastante cedo. Fazer teatro sempre foi e sempre será a maior paixão da minha vida. 

Holofote Virtual: Daquela experiência do teatro Infantil da Escola, muita gente continuou no teatro. O que aquilo determinou pra ti?

Bárbara Gibson: Sim, várias pessoas da minha turma de teatro infanto-juvenil continuaram! A Ana Marceliano, o Ícaro Gaya, a Paloma Lira, a Juliana Porto, a Luciana Porto e vários outros. A importância das artes na minha infância é não pode ser medida. Com o teatro, desenvolvi a minha capacidade de imaginação, de comunicação, de observação. E tive a oportunidade de dar vida a personagens incríveis, como a Dorothy (O Mágico de Oz), a Narizinho (O Sítio do Picapau Amerelo) e o Puck (Sonho de Uma Noite de Verão). Posso dizer que o teatro me proporcionou uma infância mágica.

Holofote Virtual: Podemos dizer que o GTU é um tipo de escola?

Bárbara Gibson: O GTU é um grande fomentador de talentos em Belém. Qualquer pessoa da cidade pode se inscrever para participar do grupo: desde atores experientes, com 15 anos de estrada, até pessoas que nunca fizeram teatro na vida.

Holofote Virtual: E como foi a experiência com o cinema, não gostarias de fazer mais? 

Bárbara Gibson: Adorei a minha experiência com o cinema e adoraria fazer mais trabalhos nessa área. Nada supera o meu amor pelos palcos, mas definitivamente topo fazer qualquer trabalho relacionado à atuação. 

Holofote Virtual: Encantados é a tua estreia na direção?

Bárbara Gibson: O "Encantados S.A" é o primeiro espetáculo que dirigi oficialmente. Comecei a me aventurar pelos campos da direção/dramaturgia ano passado e não poderia estar mais feliz. Tenho muito a aprender, porque dirigir definitivamente não é fácil (ainda mais uma peça com quase 30 atores), mas nunca me senti tão realizada profissionalmente. Quando o espetáculo estreou, chorei uns cinco minutos na cochia. Não consegui conter a emoção. 

Holofote Virtual: Pois é, você lida com muitas pessoas, como é a relação com o grupo? 

Bárbara Gibson: Essa natureza heterogênea torna a dinâmica do grupo muito interessante. Trabalhamos com a lógica da coletividade, procurando estimular ao máximo a participação de todos, nas fases de montagem dos espetáculos (no desenho dos figurinos, na construção do cenário, no desenvolvimento da dramaturgia, na concepção das cenas). 

Para mim, o GTU tem sido uma espécie de estágio intensivo. Entrei no grupo em 2010 como atriz e, em 2011, graças ao projeto de extensão "Jovens Encenadores", comecei a dirigir. Pude aprender muito, em pouquíssimo tempo. 

Holofote Virtual: Encantados é uma história do crescer, mas como surgiu a criação dessa dramaturgia metafórica do espetáculo? 

Bárbara Gibson: No início do processo de montagem da peça, eu e o Haroldo França conversamos muito sobre questões que nos interessavam, até decidirmos que o tema "crescimento" poderia ser um mote muito interessante para o espetáculo. Pedimos aos atores que nos contassem histórias sobre a infância deles, sobre as aventuras que viveram ao lado dos seus brinquedos favoritos, sobre as dificuldades de crescer. 

A partir desses relatos, surgiu a história de Noque: um garoto solitário que encontra em Gigy, seu boneco de pano, um grande amigo. Os seres encantados permeiam a aventura porque fazem parte do nosso imaginário em todas as fazes de nossas vidas. O espetáculo demonstra que podemos crescer sem ter que abandonar a infância ou deixar de acreditar na magia dos seres encantados. 

Holofote Virtual: Você está dividindo a direção e dramatugirgia de Encantados, com o Haroldo França, que está morando agora em São Paulo. Como foi a relação de vocês na construção disso?

Bárbara Gibson: O Haroldo França é um jovem ator, diretor e dramaturgo com um talento artístico incomensurável. Escrever e dirigir o "Encantados S.A." ao lado dele foi umas experiências mais prazerosas da minha vida. A nossa parceria criativa deu certo desde o primeiro instante e se repetirá muitas vezes no futuro. 

Holofote Virtual: Não é primeira apresentação do espetáculo. Há alguma mudança nesta versão que participa do edital Pauta Mínima? 

Bárbara Gibson: Desde que estreamos ano passado, procuramos manter a peça sempre atualizada. Os agentes secretos encantados sabem, por exemplo, que domingo é dia de votação no mundo dos humanos. Eles não vão deixar de comentar sobre isso no espetáculo. ;)

26.10.12

Gláfira leva show do disco solo ao Gasômetro

Fotos: Alan Soares


Muitos anos de carreira e shows na bagagem, além de um sonho: gravar um disco solo. É esse desejo, inerente a qualquer artista musical, que a cantora Gláfira realiza ao lançar ‘Jardim das flores’, neste sábado, 27, no Teatro Gasômetro. O show levará para o palco toda a atmosfera que envolve a nova fase da trajetória da cantora registrada em CD.

“O CD e o show possuem uma linguagem moderna e ao mesmo tempo remete-se a características peculiares da região norte. No repertório, estilos da tradição amazônica como bumba-meu-boi e cantigas, como nas faixas ‘Essa menina’ e ‘Prece a São José’, mas também conta com outras referência brasileiras, como o baião e o samba facilmente identificadas nas músicas ‘Cantarmar’ e ‘Samba sobre nada’, e da World Music com o drum n’ bass ‘Acrobata’”, descreve a cantora, que ao longo da carreira alternou fases solo, parcerias e um período na banda Álibi de Orfeu, com o qual também lançou CD. 

Transita, portanto, da MPB ao rock com a mesma paixão. Toda essa versatilidade vem de uma ligação muito forte de Gláfira com a música em suas mais diversas linguagens, quase que como uma bagagem hereditária. 

“A música sempre permeou minha vida. Meu pai foi operador de áudio de várias rádios na cidade, e sempre trazia trabalho para casa (risos). Passávamos muito tempo ouvindo os discos, que ele precisava levar selecionados para a programação do dia seguinte. Também tive a honra de ter vindo sobrinha 

de uma grande cantora da cidade, a Silvia Lôbo. Na adolescência ia aos ensaios, em show, convivia com os músicos que tocavam com ela. De fato, conheci primeiro os bastidores e só aos 17 anos é que comecei a me aventurar na profissão”, recorda.

 ‘Jardim das flores’ reúne 10 faixas, entre elas músicas autorais e de outros compositores, e foi todo gravado em formação de power trio, com Maurício Panzera no baixo,Arhur Kunz na bateria e Renato Torres na guitarra (ele também assina a produção musical), com participação especial do pianista Lenilson Albuquerque. “Quis assim porque é mais fácil deslocar o show na íntegra, como está no CD. Gostei demais do resultado. Quem me conhece sabe quão criteriosa sou”, diz.

Serviço
Show de lançamento do disco ‘Jardim das flores’, de Gláfira. Dia 27 deste mês, no Teatro Gasômetro, às 20h. Ingressos a R$ 5, a venda na bilheteria do teatro. Patrocínio: Banco da Amazônia. Apoio cultural: Estúdio Amarelo 115, Box Comunicação e MKT, Unique Spa, Doceria Abelhuda, Colégio Impacto, Gráfica e Editora Mega Mestre, Ná Music, FCPTN e Governo do Estado do Pará. Realização: Reator Cultural. Informações: (91) 3348-5614.

24.10.12

Técnica e emoção na master de Laura de Souza

Laura de Souza se emocionou
Na última terça-feira (23) o grande destaque do XI Festival de Ópera do Theatro da Paz foi a técnica. A soprano Laura de Souza dividiu com mais de 20 cantores líricos paraenses os métodos e exercícios que utiliza em sua preparação vocal e cênica. 

Por Julia Garcia 

Na primeira parte de atividades, que aconteceram na Igreja de Santo Alexandre os inscritos participaram de uma aula de yoga e na segunda e última parte do master class nove cantores participaram de uma audição e foram avaliados. Um exercício de relaxamento deu inicio a dinâmica conduzida por Laura de Souza. A busca pela concentração e pelo domínio corporal tinham o objetivo de controlar o funcionamento da musculatura pélvico abdominal, fundamental para a boa performance de canto segundo a soprano. Enquanto os alunos realizavam os exercícios propostos por Laura, ela corrigia a postura e explicava as metas da posição para cada um dos alunos.


Exercícios físicos para melhorar a voz
Por aproximadamente duas horas, as atividades de alongamento, contorção e de respiração foram mediadas pela belíssima voz de Laura de Souza. Uma profusão de ligeiras fungadas, longos suspiros, algumas exclamações de dor e prazer e por fim, um breve relaxamento foi formado um círculo, onde todos puderam conversar sobre a experiência e esclarecer algumas dúvidas sobre a dinâmica. 

Nesse momento Laura falou a respeito do método utilizado por ela há mais de 20 anos. “Estas aulas que dou são resultado de 20 anos de pesquisa de técnicas alternativas que levam em conta a preparação física e emocional do cantor e o desenvolvimento cênico e vocal do cantor. Nós não podemos atualmente ser bons cantores, para a ópera precisamos ser atores, ter domínio e preparo do corpo e a yoga é um caminho poderoso para o auto conhecimento”, explicou a soprano. Ainda neste momento, Laura explicou como formou a personagem Santuzza, interpretada em Cavalleria Rusticana, a primeira ópera do Festival. 

“A palavra chave aqui é consciência, como eu vou cantar e interpretar se eu não tiver consciência do meu corpo, do personagem, da história que eu vou viver no palco.  Quando fui convidada para interpretar Santuzza eu tive medo de não conseguir sentir aquela paixão, aquele ódio que ela vive. Acabei buscando a insparação na história de uma de minhas tias avós, qeu assim como a protagonista de Mascagni se apaixonou por um homem, se entregou a ele, engravidou e não casou. Ela foi execrada pela família, chorou, odiou, rogou praga. Depois de uma conversa com ela, finalmente descobri que tudo isso existia em mim”, contou emocionada. 

Adriana Azulay, auxílio luxuoso ao piano
Após um intervalo para um lanche as audições começaram. Com o apoio da pianista Adriana Azulay, nove cantores subiram ao tablado para serem avaliados por Laura de Souza. 

Além das ponderações sobre técnica, respiração e voz dos artistas, Laura ainda avaliou a pronúncia e a interpretação dos cantores e frisou que compreender a peça escolhida, saber quem são seus atores, histórias dos personagens e momento histórico e escola das composições é fundamental para uma boa performance. 

A mezzo-soprano paraense Aliane Souso foi uma das cantoras que participou da audição. Laura corrigiu alguns vícios de postura impostação de voz de Aliane e pediu que ela cuidasse muito bem de sua bela voz. Aliane não se incomodou em ser avaliada em frente a uma plateia cheia e agradeceu a oportunidade de estudar com Laura de Souza. 

“É a segunda vez que participo de uma master class da Laura e é uma chance fantástica de eu aprender novas técnicas e ficar atenta a opinião de uma cantora lírica maravilhosa como ela”, disse Aliane, que também está sendo elogiada pelo maestro Jamil Maluf, por sua participação em João e Maria. Jamil está regendo a orquestra jovem Vale Música, e foi quem tomou a iniciativa de montar a ópera no Brasil, há dez anos.

Encantados é a próxima estreia no Teatro Cuíra

Seres encantados por toda parte
O projeto Pauta Mínima, que no comecinho do mês de outubro trouxe para o público “Amor Palhaço”, do grupo Palhaços Trovadores, segue agora com a temporada de "Encantados S.A.", do Grupo de Teatro Universitário, de 25 a 28 de outubro, no Teatro Cuíra. Até dezembro mais cinco espetáculos estarão em cartaz. Fique ligado.

O espetáculo conta a história do menino Noque, de 13 anos, que matem com seu brinquedo preferido, o Gigy, uma relação de cumplicidade e com quem compartilha sentimentos e experiências cotidianas. A vida corre tranquila, mas quando menos eles esperam se vêm envolvido em um caso muito estranho, envolvendo um professor de química que uiva como um lobo, uma senhora que oferece maçãs para as pessoas na rua e uma criança que caminha como se fosse um pato. 

Os dois começam a investigar estes fatos até encontrarem a chamada Organização Secreta dos Seres Encantados Aliados Pela Proteção da Fantasia ou Simplesmente Encantados – a OSSEAPEPROFOSOE - que muda suas vidas para sempre. 

Indicado para crianças de todas as idades, Encatados S. A. é dirigido por dois jovens artistas que vem se destacando cada vez mais na cena do teatro paraense, Haroldo França e Bárbara Gibson. Ele tem 24 anos e começou a fazer teatro no SESI, em 2004, aos 15. Ela, tem apenas 22, mas já atua desde os 9 anos. Haroldo França fundou, em 2006, a “Cia. Teatro Em Cores”, onde dirigiu os espetáculos "Massacre" e "Jogo de Sete". 

Em 2008, entrou para o curso de formação em Ator da ETDUFPa, e participou da reativação do Grupo de Teatro Universitário, que estava parado há mais de dez anos. Neste grupo, Haroldo teve a oportunidade de dirigir, ao lado das diretoras e professoras Wlad Lima e Olinda Charone, o musical "Dons de Quixote", em 2009. 

Fora da escola, Haroldo também montou outro musical, o "Ópera Profano", ao lado de Guál Dídimo, em 2010. Além de diretor, Haroldo também é ator, dramaturgo, sonoplasta e trabalha com criação em vídeo para a cena (interação entre teatro e vídeo), e conheceu Bárbara em 2011, já no projeto "Jovens Encenadores", do GTU - Grupo de teatro Universitário. A partir daí, montaram "Encantados S.A.". 

“Encontrei na Bárbara uma grande parceira. Digo que ela é a minha ‘cara-metade’ da direção (risos). Nossa parceria é completamente harmônica. Um estimula o outro, não discordamos em praticamente nada e temos ideias complementares. Brincamos de dizer que o Encantados é nosso "filho", conclui. 

Bárbara é mais nova que Haroldo, mas já acumula experiência. Em 1997 já fazia alguns comerciais de televisão, quando foi descoberta e dirigida pelo Cláudio Barros. “Ele notou o quanto eu gostava de atuar e me aconselhou a procurar a Escola de Teatro e Dança da UFPA. Fiz isso, me matriculei no curso de teatro infanto-juvenil em 1998 e nunca mais parei de atuar. Fico muito feliz de ter descoberto a minha vocação profissional bastante cedo. Fazer teatro sempre foi e sempre será a maior paixão da minha vida”, conta a atriz que também atuou no cinema, no curta metragem “Quero Ser Anjo”, de Marta Nassar naquele mesmo ano.

Encantados, porém, é a sua primeira direção. “Eu não poderia estar mais feliz. Tenho muito a aprender, porque dirigir, definitivamente, não é fácil (ainda mais uma peça com quase 30 atores). Mas nunca me senti tão realizada profissionalmente. Quando o espetáculo estreou, chorei uns cinco minutos na coxia. Não consegui conter a emoção”, diz. 

Pauta Mínima – O Pauta Mínima é um projeto do Grupo Cuíra de Teatro, aprovado pelo edital Funarte - Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), Ministério da Cultura (MinC) e Governo Federal. O projeto tem como objetivo democratizar mais o acesso ao sua sede, o Teatro Cuíra, que ainda vai receber até dezembro deste ano outros espetáculos que foram selecionados através de edital.

Depois de Encantados S.A , entram em cartaz no mês de novembro: “Parésqui”, de 01 a 04; “Pequeno Grande Aviador e o Planeta Do Invisível”, de 15 a 18, e “Eu Me Confesso Eneida”, que estreia dia 29, e segue até 02 de dezembro. No último mês do ano, o público ainda assistirá “Pro Ensaio Geral”, de 06 a 09 e “Ritos”, de 13 a 16. 

Os sete grupos que foram selecionados pelo edital não pagam pelo espaço, ganham dias de ensaio para suas montagens, assim como folder, banner, assessoria de imprensa, e 50% do que arrecadado na bilheteria, além de uma ajuda custo no valor de R$ 800,00. 

Ficha Técnica/Encantados S.A.

Direção e Dramaturgia: Bárbara Gibson e Haroldo França / Produção: Breno Monteiro / Assistentes de Produção: Lauro Sousa e Leandro Oliveira / Figurinos: Kevin Braga / Maquiagem: Patrícia Zulu e Kevin Braga /Cenário: Breno Monteiro e Kevin Braga / Consultoria Plástica: Rejane Lima / Luz: Sol Henriques / Sonoplastia: Haroldo França / Assessoria de Imprensa: Leandro Oliveira / Projeto Gráfico: Haroldo França. 

Elenco: Alice Bandeira, Allyster Fagundes, Antônio Júnior, Arthur Genú, Camilo Sampaio, Cássio Di Freitas, Diego Benício, Douglas Henrique, Erllon Viegas, Fábio Limah, Flávia Olih, Izabela Campos, Judite Torres, Leonardo Bahia, Natalia Correa, Rarisson Alcântara, Rejane Sá, Roberta Proença, Selma Maria dos Santos, Sofia Lobato, Terezinha Gentil, Thainá Chemelo, Valéria Lima, Victor Marques, Vinícius Paixão. 

Serviço 
Espetáculo “Encantados S.A. No Paulta Mínima de 25 a 28 de outubro, às 20h, no Teatro Cuíra – R. 1º de março esquina da Riachuelo. Valor do Ingresso: R$ 20,00 (com meia-entrada para estudantes). Mais informações: http://EncantadosSA.blogspot.com ou siga @EncantadosSA.

23.10.12

Fonoteca exibe documentário sobre Cartola

Nascido Agenor de Oliveira, ele foi um dos maiores compositores da música brasileira e por isso teve sua trajetória reunida no documentário “Cartola – Música para os Olhos”, dos diretores Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, que ficará em cartaz na Fonoteca Satyro de Mello, no 4º andar da Fcptn, nos dias 25, 26 e 27 de outubro, de quinta feira a sábado, às 19 h. As sessões fazem parte do projeto Plano sequência, realizado pela equipe do Cine Líbero Luxardo em parceria com a Programadora Brasil e a Cinemateca Brasileira. 

Cartola nasceu no Rio de Janeiro, no dia 11 de outubro de 1908. Considerado por diversos músicos e críticos como um dos nossos maiores sambistas, o compositor nasceu no bairro do Catete, e passou a infância no bairro de Laranjeiras, indo morar na incipiente favela da Mangueira. Lá, o pequeno Agenor (o nome Angenor veio de um erro no cartório na ocasião de seu casamento) tomou gosto pela música, aprendendo a tocar cavaquinho e violão com seu pai. 

Das amizades feitas nessa época com figuras como Carlos Cachaça, um mundo ligado à boemia, à malandragem e ao samba se abriu ao jovem rapaz que aos 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos – tendo terminado apenas o primário, arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu para se proteger do cimento que caía, motivo pelo qual ganhou dos colegas de trabalho o apelido “Cartola”.

Junto com um grupo de amigos sambistas do morro, criou o Bloco dos Arengueiros em 1928, de onde surgiria a Estação Primeira de Mangueira. Cartola compôs também o primeiro samba para a escola: “Chega de Demanda”. Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas. 

Mas no início da década seguinte, Cartola desapareceu do cenário musical carioca e chegou a ser dado como morto. Pouco se sabe sobre aquele período, além do sambista ter brigado com amigos da Mangueira, contraído uma grave doença e ter ficado abatido com a morte de Deolinda, a mulher com quem vivia. Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto (mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta), trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Graças a Porto, voltou a cantar, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados.

A partir daí, o compositor seria redescoberto por uma nova safra de intérpretes. Aos 66 anos, Cartola gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como “As Rosas Não Falam”, “O Mundo é um Moinho”, “Acontece”, “Quem Me Vê Sorrindo” (com Carlos Cachaça), “Cordas de Aço”, “Alvorada” e “Alegria”. No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.

Serviço
"Cartola – Música para os Olhos”, de Hilton Lacerda e Lírio Ferreira (RJ, 2006, doc, cor/PB, vídeo, 88’) De 25 a 27 de outubro, às 19h, na Fonoteca Satyro de Mello, 4º andar do Centur. Entrada franca. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes da sessão na bilheteria do Cine Líbero Luxardo, no térreo. Realização: Governo do Pará e Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves Apoio Cultural: Programadora Brasil.

22.10.12

O FUSCA está com inscrições abertas até 31

O nome é legal, né? E embora tenha tudo a ver com a proposta, e tenha virado a logo do evento, não se refere ao primeiro carro popular do país, propriamente dito, e sim ao Festival Universitário de Criação Audiovisual, realizado pelo curso de Comunicação Social da Faculdade Estácio do Pará, com apoio da Fox Vídeo e do SESC Boulevard, onde o evento será realizado com  a mostra e premiação dos vencedores, no dia 11 de novembro de 2012.

O Festival acontece pelo segundo ano consecutivo e tem como objetivo estimular a criação audiovisual dos estudantes universitários do Pará, abrindo espaço para a mostra e premiação dessa nova produção em vídeo.

Os vídeos participantes do Festival devem ser inscritos em pequenos formatos, de até cinco minutos de duração (incluindo os créditos) e de acordo com quatro categorias: documentário, vídeo publicitário, vídeo experimental e padrinhos mágicos.

O vídeo experimental e documental tem temáticas livres, já os vídeos publicitários são peças de até um minuto de duração, que objetivam vender um produto. Por outro lado, os “padrinhos mágicos” são uma categoria à parte, exclusiva para os alunos da Estácio FAP, por fazer parte de um projeto de extensão universitária. 

O FUSCA é dividido em 15 prêmios diferentes, entre eles o de melhor filme pelo voto do Júri e melhor filme pelo voto Popular. O Festival premiará também com troféus e certificados os melhores em cada categoria: melhor roteiro, figurino, ator e atriz, direção, edição, fotografia, direção de arte e produção. Criação - O evento é aberto a universitários de todo o estado do Pará, independente do curso a que esteja matriculado.
 
“O FUSCA é aberto não apenas a alunos de áreas ligadas ao audiovisual, como Comunicação Social, Jornalismo, Publicidade ou Cinema. Qualquer universitário devidamente matriculado em uma Instituição de Ensino Superior pode se inscrever. Basta gravar um vídeo de até cinco minutos sobre qualquer temática e participar”, explica Fabrício Mattos, um dos coordenadores do FUSCA. 

As inscrições são gratuitas podem ser realizadas no Hall da Faculdade Estácio do Pará (Municipalidade, 735) no horário das 9h às 18h, depositando um envelope na urna do Festival. Maiores informações e Edital completo: www.festivalfusca.com.br