28.9.14

Cineclube Alexandrino Moreira comemora 7 anos

Em setembro já aconteceram várias exibições de filmes do acervo do NPD. Nesta segunda, 29, haverá mais 12 horas de sessão e mesa redonda sobre o audiovisual na Amazônia, com os cineastas Luiz Arnaldo Campos (Pa), Jorge Bodanzky (SP) e o professor e pesquisador João de Jesus Paes Loureiro (Pa). Entrada franca.

Há sete anos, o Cineclube Alexandrino Moreira vem criando oportunidades de circulação e de acesso às produções audiovisuais. São sete anos abrindo janelas para a produção audiovisual paraense e brasileira com dificuldades de circulação, além de dar vazão ao cinema clássico e ao exercício da crítica, a partir da parceria com a Associação dos Críticos de Cinema do Pará. 

Criado pelo Núcleo de Produção Digital – NPD, em 27 de setembro de 2007, seu nome é uma homenagem a um dos grandes entusiastas do cinema de arte em Belém: Alexandrino Moreira, que durante anos manteve os Cinemas 1, 2 e 3. 

O Cineclube Alexandrino Moreira nasceu principalmente com a finalidade de circular a produção cinematográfica que não entra no circuito comercial comum. Segundo o diretor do NPD e programador do Cineclube, Afonso Gallindo, “estamos prezando a essência do Cineclube Alexandrino Moreira. Esta é a alma do cineclube, ele nasceu com essa finalidade.”, afirma o gerente sobre a necessidade da circulação dos filmes. 

Janela para o cinema, nestes sete anos, o Cineclube Alexandrino Moreira consolidou seu espaço toda segunda-feira, no Teatrinho do IAP. Em sua tela já foram exibidas produções autorais brasileiras e filmes de arte, sempre com entrada franca. Suas atividades contam com parcerias importantes, que oportunizaram espaços de discussão e reflexão para além do simples entretenimento.

Parceiros - Programadora Brasil, Associação Brasileira de Curta-metragistas do Pará (ABDeC Pará), Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), Itaú Cultural, Fundação Joaquim Nabuco/CANNE, Mostra Curta-Circuito – Mostra de Cinema Permanente (MG), Escuela Internacional de Cine y Televisión - San Antonio de los Baños (EICTV - Cuba). (Cuba) Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Associação Brasileira de Curta-Metragistas (ABDN), além de diretores e produtoras independentes de todo o país, que aqui tiveram a oportunidade de exibir sua produção.

A mesa redonda puxa uma conversa sobre a produção audiovisual da Amazônia. Vai contar com três importantes nomes do pensar e fazer amazônico: Jorge Bodanzky, Luiz Arnaldo Campos e João de Jesus Paes Loureiro. 

De acordo com o gerente do NPD e coordenador do Cineclube Alexandrino Moreira, Afonso Gallindo, “a mesa propõe a reflexão acerca da imagem criada sobre a Amazônia, particularmente a paraense, em todo o seu percurso histórico”, afirma. No encerramento da noite será exibido o inédito: “Serra Pelada: A Lenda da Montanha de Ouro”, documentário do cineasta Victor Lopes, inédito em Belém. 

Durante a programação, haverá sorteios de livros do acervo do Instituto de Artes do Pará, cupons de descontos em lojas, peças de roupa e acessórios e filmes em DVD. Ainda durante o dia, o cineasta Matheus Moura fará o pré-lançamento do DVD do filme “A Ilha”, que também terá uma cópia sorteada.

FILMES

9h às 11h

 Exibição

-  “All We Need Is Love” Curta-metragem de Wagner Depintor (17’30”/SP)

- “R.U.A.” Documentário de Marbo Mendonça (16’50”/PA)

- “Pixu” Documentário de João Wainer e Roberto T. Oliveira (61’37”/SP)

11h às 12h

- “Nossa História, Nossa Gente” Documentário produzido através do projeto "Tankalé - Formação para o Auto Registro Audiovisual Quilombola" (9’/PE)

- “Salvaterra, Terra de Negro” Documentário de Priscilla Brasil (48’28/PA)

14h às 16h10

- “Noel Rosa: Poeta da Vila e do Povo” Documentário de Dacio Malta (130´/RJ)

16h30 às 17h45

- “A Propósito de Tristes Trópicos” Documentário de Jorge Bodanzky
46’27”/1991/SP

- “O Saber Que A Gente Sabe” Documentário de Andréa Borghi, Cristiane Derani e Homero Flávio
27’46”/2006/AM
Tempo Total: 1:14’13”

18h às 20h

Mesa: OLHAR SOBRE A AMAZÔNIA

Participantes

- Jorge Bodanzky – Fotografo e Cineasta

- Luiz Arnaldo Campos – Cineasta

- João de Jesus Paes Loureiro – Professor e Pesquisador

20h às 22h

- “O Custo do Progresso” Curta-experimental de Carlos Alessander (5’/Canaã dos Carajás)

- “Serra Pelada: A Lenda da Montanha de Ouro” Documentário de Victor Lopes (1:40’/RJ)

26.9.14

Alegoria da vida atual no teatro de rua do Galpão

Não sei vocês, mas estou na maior expectativa para ver, pela primeira vez, o Grupo Galpão em cena e em Belém, onde chegam pela primeira vez. A trupe mineira faz duas apresentações hoje (26) e amanhã (27), às 20h, na Praça da Bandeira, de seu espetáculo mais recente, “Os Gigantes da Montanha”, texto de Pirandello, com direção de Gabriel Vilela. A entrada é franca e a experiência, de engrandecimento de alma. A obra é uma alegoria sobre o valor do teatro, da poesia e da arte, e  sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais. Eduardo Moreira, fundador do grupo, conversou com o Holofote Virtual na entrevista que vem após esta breve introdução sobre a trajetória do grupo.

Respeitado no Brasil e em vários outros  países, a história do grupo começa nos idos anos 1980, quando Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antônio Edson se encontraram em Diamantina, durante o Festival de Inverno da UFMG. A experiência com os alemães Kurt Bildstein e George Froscher, do Teatro Livre de Munique, que trabalhavam com teatro de rua, lhes despertou o desejo de formar o grupo que logo montou A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht.

A fama veio em 1992, com Romeu e Julieta, de Shakespeare, uma montagem típica de teatro de rua, recebendo os prêmios do júri popular do Festival Nacional de Teatro de Curitiba e Shell Especial, em 1993. A partir daí vieram inúmeras turnês, nacionais e internacionais, em temporadas, porém, curtas. Já no ano 2000, torna-se o primeiro grupo brasileiro a apresentar-se no Globe de Londres, famoso local onde se encenam apenas peças de Shakespeare, com a montagem de "Romeu e Julieta".

“Os Gigantes da Montanha”, que vamos ver logo mais, acontece após a montagem de dois espetáculos do grupo para textos do Tchékhov e adaptações de contos do autor russo para o cinema. 

Aos 32 anos de estrada, o grupo leva para a rua o verso erudito de Pirandello, autor conhecido por seus questionamentos com relação ao fazer teatral e aos elementos da carpintaria cênica.

Conduzi-lo para fora dos limites do palco italiano se traduz em mais um instigante desafio para o Galpão, que circula com o patrocínio da Petrobras, parceria estabelecida há mais de 10 anos.

As apresentações em Belém contam com a produção local dos Produtores Criativos, formado por Cristina Costa (In Bust), Nanan Falcão, Vandiléia Foro, Maurício Franco, Thiago Ferradaes, Andrea Costa, Milton Aires (Miasombra) e Fafá Sobrinho.

No elenco de "Os Gigantes da Montanha"estão duas atrizes mineiras, que acabaram de 'causar' na novela “Um Pedacinho do Céu”, na Rede Globo: Inês Peixoto, que no espetáculo interpreta a Condessa Ilse, protagonizando a trama ao lado de Eduardo Moreira, no papel de Cotrone, e Teuda Bara, que faz A Sonâbula. 

Também integram o elenco, Antonio Edson (Cromo), Arildo de Barros (Conde), Beto Franco (Duccio/ Doccia / Anjo 101), Júlio Maciel (Spizzi/ Soldado), Luiz Rocha (ator convidado/Quaquèo), Lydia Del Picchia (Mara-Mara), Paulo André (Batalha), Regina Souza (atriz convidada/Diamante/Madalena) e Simone Ordones (A Sgriccia).

“A formação atual de doze atores do Galpão vem de 1995 quando montamos o espetáculo 'A rua da amargura'. O grupo tem discutido bastante a necessidade de renovar-se, mas até agora, continuamos com a mesma formação”, disse Eduardo Moreira.

O ator concedeu entrevista ao Holofote Virtual, realizando a missão em trânsito, antes mesmo de partir de Açailândia, no Maranhão, onde o grupo ainda estava ontem se apresentando e realizando a oficina, que também acontecerá em Belém amanhã no Teatro Waldemar Henrique. 

O Galpão, que também fez apresentações em Imperatriz (MA) e no Estado do Tocantins, em Palmas e Araguaína, fecha aqui o ciclo dessa circulação. A seguir, ele fala da experiência do grupo e das expectativas para as apresentações em Belém, além dos novos passos que o Galpão tem a dar ainda este ano.

Holofote Virtual: São 32 anos de estrada e só agora chegando em Belém...

Eduardo Moreira: Era um sonho antigo. Há muito tempo que o Galpão planeja apresentar-se em Belém, mas os apoios para a viabilização não se concretizaram. A parceria com a Petrobras nos permitiu agora incluir a cidade numa turnê que incluiu as cidades de Palmas e Araguaína, no Tocantins e Imperatriz e Açailândia, no Maranhão.

Holofote Virtual:  Como tem sido esta circulação pela região?

Eduardo Moreira: Fizemos espetáculos incríveis para públicos bastante entusiasmados. Só em Açailândia tivemos mais de 3.000 espectadores na Praça do Pioneiro. Foi muito bonito ver a reação do público diante da fábula de Pirandello. Muitas pessoas nunca tinham assistido a uma peça de teatro e o mais emocionante foi perceber o sentimento de agradecimento nos olhos das pessoas.

Holofote Virtual:  Qual a estrutura com a qual vocês viajam?

Eduardo Moreira: Nós montamos uma estrutura completa de teatro com cenário, luz, som. O material é transportado numa carreta que nos acompanha por todas as cidades. Nossa montagem começa às sete horas da manhã e só termina na hora da apresentação.

Holofote Virtual: Como é viajar nestas condições, chegar num dia e montar tudo, fazer as apresentações, partir pra outra cidade...

Eduardo Moreira: É um trabalho duro que exige a presença de pelo menos doze carregadores, muita produção, ensaios de especialização vocal, teste de microfones, e passagem de cenas e de músicas. E, logo após a apresentação, tudo é desmontado e recolocado na carreta para seguir para outro destino.

Holofote Virtual:  Vocês também ministram uma oficina, como é o processo, sendo curto o tempo pra tanta experiência do grupo?

Eduardo Moreira: Faremos alguns jogos e exercícios que são parte de nossa prática teatral e mostraremos uma vivência de ensaio de um musical que estrearemos no próximo mês de dezembro. Acho que será uma boa oportunidade do público presente testemunhar nosso processo de criação.

Holofote Virtual:  Encenar este espetáculo de Pirandello...

Eduardo Moreira: Encenar "Os gigantes da montanha" na rua foi um grande desafio. Uma peça que é uma fábula tão carregada de poesia e lirismo e que tem um enredo bastante complexo e intrincado, muitas vezes pode parecer difícil e hermética para um público que não está acostumado às convenções do teatro.

Algumas adaptações dramatúrgicas foram acrescentadas como a inclusão de narrativas sobre o enredo. A música é um outro elemento que aproxima a montagem do espírito popular. O fato é que, depois de quase oitenta apresentações realizadas nas principais capitais do país e também em regiões como o vale do Jequitinhonha, a reação do público tem sido muito boa e bem acima das nossas expectativas iniciais.

Holofote Virtual: Expectativas para as apresentações em Belém... 

Eduardo Moreira: A melhor possível. Eu já ministrei uma oficina de teatro na cidade para atores, em Belém. Na época trabalhei com trechos da peça "O inspetor geral" de Nicolai Gógol, que depois viria a fazer parte do repertório do Galpão com direção de Paulo José. Assisti a espetáculos de Belém e já trabalhei com o querido Cacá Carvalho e, portanto, conheço um pouco, à distância, a realidade teatral dessa cidade que é um marco cultural do país e que tem um teatro de bastante qualidade.

Holofote Virtual: Depois da região norte vocês seguem pra onde, qual são os planos?

Eduardo Moreira: Temos uma temporada prevista para novembro em Belo Horizonte (no teatro Bradesco) e participações num festival em Florianópolis e na inauguração de um teatro em Jacareí, interior de São Paulo. 

Além disso, temos a estreia de nosso musical em dezembro e o lançamento de um importante material sobre a memória do grupo - 10 livros contendo os diários de montagens do Galpão desde "®moeu e Julieta" até "Os gigantes da montanha", 2 DVDs com a remontarem de “Romeu e Julieta” e "Os gigantes da montanha", além de um CD com as trilhas dos espetáculos "Till" e "Gigantes da Montanha". Temos, portanto, um resto de ano bastante cheio.

25.9.14

Iva Rothe leva música e dança ao Parque Musical

Foto: Rafael Araújo
A cantora prepara novidades para o show que será realizado no Teatro Gasômetro, em Belém, no dia 3 de outubro, às 20h, a convite do Parque Musical. No palco ela mostrará canções e versões pensadas para seu novo disco, Dançará. A apresentação antecede o circuito de shows, aprovado pelas Leis Semear e Tó Teixeira, em etapa de captação.

A música dançante feita no Pará recebeu influências do Caribe em algum momento da sua história. É isso que Iva tem buscado em sua pesquisa musical que embasa seu show, com direção musical de Manoel Cordeiro, direção cênica de Waldete Brito e iluminação de Walter Filho.

“Dançará” é um termo paraense usado pelos antigos, significa lugar e tempo de festa, deixando mais claro do que nunca que no Pará, tem festa, tem dança... e música. E este será o tom do espetáculo.

Compositora das mais gravadas na atualidade, Iva assina as faixas “Maria do Pará” do CD de Natália Matos, “Quero quero”, do CD de Juliana Sinimbú e a parceria em “Trelelê” com Felipe Cordeiro, presente no disco do compositor e faixa título do CD de Aíla.

Além disso, Iva vem cantando “Três Beijos”, parceria sua com Vivian Zeidemann, no premiado espetáculo “Festa na Cidade”, da Companhia Experimental de Dança Waldete Brito, com quem tem circulado pelo país.

Nesse tom de encontros musicais, Iva receberá Aíla, Natália Matos e o bailarino Diego Pompeu, da Companhia Waldete Brito, no palco do Gasômetro. Acompanhada por Gleidson Freitas na guitarra, Lenilson Albuquerque no teclado, MG Calibre no contrabaixo e Cosme na bateria, Iva te convida para essa noite de dançará! O convite portanto, está feito: Vamos dançar?

Serviço
Dançará. Show de Iva Rothe, dentro do projeto Parque Musical. No Teatro Gasômetro – Parque da Residência (3 de Maio, entre Magalhães Barata e Gentil Bittencourt – Belém/Pará). No dia 3 de outubro, às 20h. Ingresso R$ 10,00 com meia a R$ 5,00. 

Patrocínio: Libra Design.  Apoio Cultural: Salão Cassius Martins, Academia Top Fit, Bureau de Midia, Ná Figueredo, Gama Monteiro Pastéis de Forno, Sol Informática, Secretaria de Estado de Cultura do Pará, Da Tribu Acessórios e Cultura Rede de Comunicação. Realização: Três Produtora.

24.9.14

Trovadores trazem novas "Palhaçadas de Quinta"

O projeto será apresentado nesta quinta, 25, às 20h, na Casa dos Palhaços, com um grande número de convidados. Pra quem quer se divertir ou espantar os males com muito riso, a pedida e esta!

Para quem não conhece, o Palhaçadas de Quinta, iniciativa do grupo Palhaços Trovadores, reúne cenas curtas de palhaços com a participação do grupo Palhaços Trovadores e de artistas convidados, objetivando estimular e divulgar a arte da palhaçaria na cidade.

Além de ser uma boa opção de lazer e divertimento para a população, sobretudo porque a entrada franca. “O público paga o quanto quiser, se quiser, somente ao final da apresentação”, explica a coordenadora do projeto e presidenta do grupo Alessandra Nogueira.

“A ideia do projeto é reunir artistas-palhaços sempre na última quinta-feira de cada mês para apresentação de cenas curtas de clown, como forma de reunir cada vez mais estes artistas, promovendo uma troca de saberes e discussões sobre o trabalho de cada um, sempre pensando no aprimoramento do trabalho dos palhaços e dos grupos de palhaços”, ressalta Marton Maués, diretor artístico dos Palhaços Trovadores. 

Ele diz ainda, que este e outros projetos da casa dos Palhaços buscam dinamizar a sede do grupo, que vem se consolidando como mais um espaço alternativo ligado ao teatro na cidade. Participam desta "Palhaçadas de Quinta", além dos Palhaços Trovadores, artistas palhaços do coletivo Palhaços Aleatórios. 

Anote | A Casa dos Palhaços fica na Tv. Piedade, 533, esquina da R. Tiradentes, no bairro do Reduto. Mais informações: 91 30866424.

Um ano de presença na cena artística de Belém

A Casa Dirigível, espaço cultural em Belém
Como outros espaços independentes, espalhados dentro e fora do país, a Casa Dirigível de Teatro vem se auto gerindo através de atividades relacionadas à produção artística, em Belém. Para contextualizar esta trajetória, a comemoração de seu ano 1, conta com uma programação, neste domingo, 28, a partir das 16h.

Formado doze artistas que se uniram pela força criativa de atuar e expressar sua arte, o O Dirigível Coletivo de Teatro é grupo heterogêneo que soma experiências de teatro, literatura, dança, música, vídeo e artes plásticas. Dentro dessa mesma dinâmica, eles criaram a Casa Dirigível, inaugurada no dia 8 de setembro do ano passado.

Durante um ano, esse espaço cultural criou e participou de projetos como “Teatro na Trindade”, “Sábado Tem e Domingo que Vem” e “Circular – Campina”, que contribuíram para o para o fortalecimento e difusão da arte e cultura em Belém. Entre oficinas, workshop, espetáculos, shows, exposições, filmagens, exibição de curtas e longas metragens, artistas e grupos circularam e realizaram diversos projetos Casa Dirigível.

“Deixar essa Casa em pé e fazer circular ideias, projetos e sonhos foi e é um desafio prazeroso. Esse momento de comemoração amplia nossas possibilidades de atuação e alcance da missão de difundir a arte e cultura dessa cidade. Pensando nisso, montamos essa programação especial para todos os públicos. Que venham mais anos, mais pessoas e boas iniciativas”, ressaltou o integrante do Dirigível, Enoque Paulino.

Programa Piloto - Foto Rafael Samora 
Programação -  oferece exposição fotográfica, contações de história, pocket show de Lucas Guimarães, que acaba de lançar o primeiro CD de forma virtual.

Também vai ter o projeto "Piloto", que reúne compositores, grupos e projetos afins, para trocar e irromper com sua música os espaços da casa. 

O programa de estreia traz os músicos Renato Torres e Armando de Mendonça, parceiros na música “Incidental”.  A ideia é provocar o encontro de realizadores do teatro, cenografia, cinema e música para registrar performances musicais interpretadas ao vivo na Casa Dirigível. Convocando a atmosfera e paisagem sonora imprevisível desse ambiente, cada tomada se mostra única, eternizando o efêmero em vídeo e som direto. “Piloto” tem direção de Rafael Samora,

Para Renato Torres, músico e poeta paraense, a Casa Dirigível tem grande importância para a cena cultural de Belém. “Ela é um respiro saudável, porque consegue abrigar e absorver em suas ações os artistas mais jovens, que por vezes lutam um bocado pra achar seu espaço nos locais tradicionais de apresentação da cidade. Sua atmosfera lúdica e leve, um ambiente de constante vibração criativa atraem público e artistas interessados nas novas proposições, nas direções sempre dinâmicas da arte contemporânea”, afirma Renato.

O músico Lucas Guimarães, que participa da programação de aniversário, enxerga a Casa Dirigível como um sonho possível. Segundo ele, o espaço é feito por “uma quadrilha de gente aguerrida provocando prazer e estimulando a arte. O Dirigível Coletivo de Teatro tem os braços que me abraçaram e que tem abraçado muitos artistas em Belém", diz o músico.

Quanto custa: O público paga o quanto puder para ver tudo isso.

"Barrela", foto de Paulo Evander
Teatro - A programação traz ainda o espetáculo “Barrela”. A montagem é apresentada pelo Grupo de Teatro Os Varisteiros. Na obra do dramaturgo paulista Plínio Marcos, Maycon Douglas assume a direção dessa peça, que narra as relações conflituosas entre presos. 

O texto enfatiza a relação de opressão dentro dos presídios e, mais de 50 anos após ter sido escrita, ainda é um espelho da sociedade atual. O espetáculo explora recursos cênicos como o corpo e o silêncio, provoca um discurso a partir das imagens simbólicas de oprimido e opressor, mostrando um sistema frágil em todas as suas instâncias.

Quanto custa: R$ 20,00 (estudantes pagam metade). 


Programação

16h às 20h - Exposição de fotografia de Pedro Tobias e Paulo Evander
16h - Contações de historia
17h50 – Pocket show: Lucas Guimarães
18h - Lançamento do Programa Piloto - Música Incidental, com Renato Torres e Armando de Mendonça
Ingresso: Pague quanto puder

19h e 20h (duas sessões) – Espetáculo: Barrela
Ingresso: R$ 20

Mais informações:
Acesse: www.coletivodirigivel.com

"Amazônia - Ciclos de Modernidade" no Arte Pará

Reza (Walda Marques)
A mostra reúne cerca de 100 trabalhos, que entrelaçam obras  de registros históricos e contemporâneos, na Amazônia, passando pelos os períodos Pombalino e da Borracha, chegando à modernidade. A abertura é nesta quinta-feira, 25, no Museu do Estado do Pará, a partir das 20h.

 A curadoria, do crítico de arte Paulo Herkenhoff traz o olhar atento de artistas de vários estados, como Emmanuel Nassar, Guy Veloso, Marcone Moreira, Alexandre Sequeira, Orlando Maneschy, Walda Marques, Jair Jacqmont, Otoni Mesquita, Turenko Beça, Sergio Cardoso, o Grupo Urucum, entre outros, que representam o imaginário amazônico, em pinturas, desenhos, fotografia e vídeos.

A exposição chega a Belém depois de passar por Manaus, em junho deste ano, integrando o projeto Amazonas de Todas as Artes, que realizou uma série de atividades, promovidas pelo Governo do Estado do Amazonas, no período da Copa do Mundo 2014.

Na capital paraense, "Amazônia - Ciclos de Modernidade" faz parte da programação do Salão Arte Pará 2014, ocupando salas do pavimento superior do Museu do Estado, onde existe um acervo permanente, que será integrado à mostra, criando um diálogo entre obras vindas de outras instituições e as que lhe pertencem.

O Lago da Lua ou Yaci Uaruá (Elza Lima)
É o caso da obra histórica de Antonio Parreiras,  "A conquista do Amazonas", que de acordo com o curador, "passa a fazer parte do roteiro da exposição, dialogando com o vídeo `Mentira Repetida` , de Rodrigo Braga”.  

O que mais ver - A exposição destaca, na capela do MEP, o período do Iluminismo Pombalino, exibindo ampliações de desenhos de Antonio Landi, arquiteto bolonhês que projetou o prédio do museu no século XVIII. 

Na Sala do Atelier serão mostrados 11 desenhos originais da Coleção Alexandre Rodrigues Ferreira, que pertencem ao acervo da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

“O período da borracha é representado por pinturas de Hélio Melo, artista acreano, que mostra a vida nos seringais e, na mesma sala, estão obras de Margalho e Paulo Sampaio, ambos de Belém”, acrescenta.

Os pioneiros da documentação fotográfica do norte do Brasil, como Felipe Augusto Fidanza, Marcel Gautherot, George Huebner, Pierre Verger e Silvino Santos, também fazem parte da exposição, que traz ainda uma sala será dedicada aos indígenas, com o vídeo "Matter Dolorosa", de Roberto Evangelista (AM) e as fotos de "Yanomâmis, seu Universo Simbólico e Lutas Políticas", de Claudia Andujar (SP).

Serviço
Exposição Amazônia  Ciclos de Modernidade. Curadoria de Paulo Herkenhoff, Museu do Estado do Pará, em Belém. De 26 de setembro a 9 de dezembro. Entrada franca.

22.9.14

Rodrigo Estevez se destaca como Iago em "Otello"

Fotos: Tamara Saré
A obra de Giuseppe Verdi, que narra a trajetória de ciúme doentio do mouro veneziano por sua esposa Desdêmona, ganha a última récita nesta quarta, 24. A ópera estreou no XIII Festival de Ópera do Theatro da Paz, no sábado, 20, com direção de Mauro Wrona. Teve casa lotada e o barítono Rodrigo Estevez, mais uma vez, arrebatou aplausos calorosos do público.

O cantor participa pelo quarto ano consecutivo, do Festival de Ópera do Theatro da Paz, desta vez, encarnando o astuto vilão, que joga com as fraquezas dos personagens para manipulá-los. Uma das sensações da peça escrita por William Shakespeare, na qual se baseia Arrigo Boito, autor do libreto da ópera, Iago desperta dúvidas, ódio e raiva no público, por ser um personagem hábil e por conhecer a fraqueza humana a ponto de manipular os sentimentos de todos os envolvidos na trama.

Ele parece um doce amigo e conselheiro, aquele que ajuda a todos a resolverem seus dilemas, mas por trás, trabalha na queda de cada um, pelo simples prazer de destruir. Estevez conta que para assumir o papel de Iago, precisou de pelo menos um ano de preparo, entre leituras do original de Otello, obra escrita por Shakespeare por volta de 1603. 

Ele revela que precisou fazer também um mergulho em sua memória emotiva para buscar algo que pudesse ser útil ao perfil psicológico do personagem.

“É necessário um trabalho interior para resgatar, em algum momento da sua vida, algo que tenha feito você sentir inveja de alguém. Depois, é não ter escrúpulos no palco”, relata o solista, que também elogia a direção de Mauro Wrona e a parceria dos cantores que contracenam com ele.

O cantor diz que são os pequenos gestos que enriquecem o personagem, para que o vilão se revele aos poucos, em cada ato da cena. “Iago é um homem muito inteligente que tem o dom de manipular todos. Ele conhece as pessoas, pelo olhar, pela maneira de se vestir, conhece seus objetivos, mas no fundo é uma pessoa muito infeliz”.

Trajetória - Morando há 22 anos na Espanha, ele participa do festival de ópera do Theatro da Paz desde 2012. Das quatro vezes consecutivas que veio a capital paraense, esta será a terceira em que arrume um papel de estreia na carreira. Em Belém, ele interpretou pela primeira vez, o personagem João Batista, em “Salomé” (2012) e o Holandês, de “O Navio Fantasma” (2013).

Entre muitos desafios da carreira, o barítono carioca se lembra da atuação na ópera “O Barbeiro de Sevilha”, em São Paulo, que considerou “musicalmente muito difícil de fazer”. Outra vez, no Japão, teve que superar o cansaço físico na maratona de cidades que estava escalado para cantar.

“Sempre digo que o artista é como um atleta. Tem que manter o nível ou fazer melhor. É claro que a experiência ajuda muito. Há 20 anos quando comecei a carreira, com certeza tinha mais dificuldade”, comparou. Aclamado pela crítica pela beleza de sua voz, naturalidade e rica interpretação, Rodrigo Esteves já tem uma carreira sólida no exterior e é reconhecido como um dos melhores barítonos brasileiros.

Mais solistas - Ao lado dele, a paraense Ana Victória Pitts faz sua estréia na ópera, no papel de “Emília”, a amiga e dama de companhia de Desdêmona, interpretada por Gabriela Rossi.

Peça chave da trama, Emília ganha força nos últimos atos da ópera, revelando todas as verdades que sabe do marido, o Iago. “Verdi não escreveu Emília cantando muito. Ela não tem partes cantadas muito longas, mas uma presença cênica muito importante, até maior que a vocal, por estar quase sempre ao lado de Desdêmona”, diz Pitts.

A mezzo soprano paraense que iniciou os estudos de canto lírico no Conservatório Carlos Gomes, sob a orientação da professora Márcia Aliverti, em 2008, agora vive em Rovigo, cidade próxima a Veneza, na Itália, onde estuda canto no Conservatório Francesco Venezze. Em 2010, foi solista da ópera “Dido and Aeneas”, de Henry Purcell, regida pelo maestro francês Phillipe Forget, e já participou de inúmeros concertos na Itália. 

Em novembro de 2011 ganhou o prêmio Giovane Promessa, no Concurso Internacional de Música Sacra, em Roma, e em fevereiro de 2013 participou do concurso “Voices of Love”, em Verona. A jovem Pitss considera a atuação na ópera “Otello”, um desafio muito grande na carreira.

“Fazer um papel de maturidade como esse é de uma responsabilidade muito grande. Tem toda uma questão psicológica, dramática e cênica, mas está sendo muito bom trabalhar com tanta gente boa e experiente, porque eu acabo crescendo profissionalmente”, comenta.

“Otello" tem ainda no elenco a soprano Gabriella Rossi, que contracena com o tenor italiano Walter Fraccaro, que interpretam Desdêmona e Otello. “Foi um desafio manter uma voz projetada, sem perder as características da personagem, que é doce, meiga e ingênua. Não poderia ser uma voz muito levinha, nem tão brusca. Teria que manter essa leveza, já que ela é uma pessoa muito inocente, pura e que não sabe o que está acontecendo”, diz a soprano paulista, que é membro da Cia. Ópera Curta, da Casa Ópera, já tendo atuado em “La Bohéme”, de G. Puccini; “Carmem”, de Bizet e “La Traviata”, de Verdi.


“Otello” - A ópera tem libreto de Arrigo Boito, possui quatro atos. A montagem do Da Paz traz a direção musical do maestro Silvio Viegas, na regência da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e de Vanildo Monteiro, na do Coral Lírico do Festival. O cenário é assinado por Duda Arruk, os figurinos são de Fábio Namatami. O visagismo é de André Ramos e a supervisão artística de Gilberto Chaves.

Serviço
O XIII Festival de Ópera do Theatro da Paz, que iniciou temporada em agosto, encerra neste sábado, 27, com um grande concerto a céu aberto, em frente ao teatro, a partir as 20h. Entrada franca.

18.9.14

Cidade Velha ganha um novo espaço cultural


Localizado no centro histórico de Belém, o Espaço Cultural Conudurú abre suas portas nesta quinta-feira, 18, com uma demonstração pública de afeto e reconhecimento ao trabalho e obra de José Maria Hesketh Condurú (1900-1974), agrônomo de formação, mestre de gerações de acadêmicos, reconhecido internacionalmente pela sua atuação como professor de física, botânica, meteorologia e pela relevância de suas publicações científicas.

A exposição “Condurú” traz obras de dois netos do “velho Condurú”, como era conhecido carinhosamente entre seus alunos, mesmo antes de tornar-se idoso. São 12 desenhos do artista plastico, P.P. Condurú, e 25 fotografias de José Maria Hesketh Condurú Neto. Os dois aceitaram imediatamente o convite feito por um dos idealizadores do Centro Cultural do Carmo (CCC), Reginaldo Cunha - primo e amigo dos artistas.

Há anos, Reginaldo incentiva a produção artística de P.P. e admira as fotografias de JMCondurú, que ainda se considera um “amador”, apaixonado pela fotografia. “É importante ressaltar que sou um engenheiro agrônomo, professor universitário, assim como meu avô, só que tenho a fotografia como um hobby e mantenho blogs com elas. Nunca pretendi fazer exposições públicas como agora, mas a homenagem ao vovô Condurú é sempre merecida e emocionante”, comenta o fotógrafo.

Filho de Filadelfo de Oliveira Condurú e Cecília Hesketh Condurú, o homenageado, José Maria Hesketh Condurú nasceu em Belém e graduo-se em Agronomia, na primeira turma da Escola de Agronomia e Veterinária do Pará com média final 10, em 18 disciplinas, e 9, em três disciplinas, classificando-se também, naquele ano de 1921, em primeiro lugar de todos os cursos superiores do Brasil, por isso conquistando o Prêmio Centro Propagador de Ciências que, além de uma medalha de ouro, concedeu-lhe o direito de aperfeiçoar os estudos no exterior, onde passou um ano na cidade de Lausanne, Suiça, e outro ano em Paris, França, aprimorando seus conhecimentos em física e meteorologia.

Depois que retornou ao Brasil, o professor Condurú foi trabalhar na Vale do Rio Doce, no Espírito Santo, implantando a primeira estação meteorológica da América do Sul, na localidade que hoje também em sua homenagem se chama Condurú. 

Em 1925, o ele voltou ao Pará e viveu uma de suas grandes paixões: o ensino da física. Lecionou a disciplina em colégios como: Ciências e Letras, Visconde de Souza Franco, Progresso Paraense e foi um dos primeiros professores da Escola de Agronomia da Amazônia, onde também lecionou Física, Botânica e Meteorologia. 

Exímio contador de hIstórias e dono de um humor incomparável, escreveu diversos livros técnicos e de contos, destacando-se: ABC da Genética, Cocktail Genético, Eugenia e Exames Pré-nupciais, A Energia Nuclear construiu as Pirâmides do Egito, A corrida do Facho Vital e O Riso faz Bom Sangue.

“Condurú” será a primeira exposição de JMCondurú e traz um pouco de tudo o que ele gosta de retratar, especialmente arquitetura e Belém, da qual possui um acervo com mais de 80 fotos antigas – detalhe: há algum tempo ele vem clicando os mesmos locais das fotos de seu acervo histórico e deve publicar um livro para a celebração dos 400 anos de Belém.

Além da surpresa da primeira exposição acontecer e ser em homenagem ao avô, JMCondurú diz estar muito feliz em “expor ao lado de P.P. Condurú que, embora primo, é um artista consagrado, ou seja, outra ideia genial do Reginaldo Cunha”, conclui.

Com um trabalho mais elaborado e lapidado em transições profissionais pelo universo das artes há 40 anos, P.P. também ficou surpreso e feliz pelos reencontros e homenagem e decidiu apresentar um pouco de seu novo trabalho.

“Na realidade, desde que vi o CCC sendo construído pensei em expor lá, mas achei muito legal o convite e passei a encarar como uma coisa muito leve, sem a pressão de individuais - é como se fosse um show intimista que vai abrir a festa – nossa família tem esses talentos e vamos abrir o CCC dessa forma, bem família, despretensiosamente, gostei disso, ainda mais por ser em homenagem ao meu avô, que era uma pessoa genial no que fazia e um avô marcante , e também em gratidão ao Reginaldo, que sempre apoiou o meu trabalho, desde o início".

O que P.P. traz para o CCC são “desenhos” integrantes de um projeto maior, chamado Pixelpart (multiplicação), que envolve a pesquisa de e outras linguagens, entre as quais painéis gigantes; game e video mapping. Segundo o artista, ele está desenvolvendo uma técnica como se fosse uma fábrica de azulejos em miniatura, onde fabrica cada peça.

“Pinto com tinta acrílica e certos vernizes pra dar aparência de azulejos antigos, assino e depois monto como se fossem pixels de uma tela de computador e passo a sugerir montagens de diversas dimensões, em diversos suportes e o design final é a ´'brincadeira' Pixelpart, com a mistura dos meus trabalhos de computação e os azulejos da minha infância, na velocidade da internet", revela P.P.

Desde que começou a pesquisa Pixelpart, ele já criou e produziu mais de 3.500 peças de 30 séries, materializadas em suportes distintos para montagens própria e/ou coletiva, em dimensões diferentes, a partir das matrizes iniciais, por enquanto nos formatos de 23,5 x 23,5cm e 3,5 x 3,5 cm. "Cada Pixelpart é original, por isso a minha pretensão inicial em expor no Centro Cultural do Carmo, religando tudo: memórias antigas, ciberespaço, azulejos, internet, computação, tric no olho…” diz P.P.

Anote
Exposição Condurú. Vernissage: 18 de setembro de 2014. Centro Cultural do Carmo – Praça do Carmo, nº 40 – Cidade Velha. Das 19h30 às 21h30. Entrevistas/contatos: PP Condurú: 8180-8181 ppconduru1@hotmail.com / JM Condurú Neto: jmconduru@globo.com / http://jmconduru.blogspot.com.br/

16.9.14

Livro de cultura japonesa na Amazônia é relançado

O relançamento do livro “Japanamazônia – Confluências Culturais” abrange os municípios onde as imagens foram captadas. A publicação. idealizada por Makiko Akao, tem o selo da Kamara Kó Fotografias. Neste sábado (20), partir das 18h, no Hall da sede da ACTA-Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açú. 

Maniçoba, udon, frango no tucupi: o cardápio de um pequeno restaurante localizado em Tomé-Açú, no nordeste do estado do Pará, reúne a essência do livro “Japanamazônia – Confluências Culturais”, que apresenta fotografias e textos sobre o cruzamento entre os hábitos e práticas orientais e ocidentais na região amazônica. A ideia de produzir o livro surgiu quando das comemorações pelos 80 anos da imigração japonesa para o Brasil, celebrada há quatro anos, em 2010. O relançamento conta com a a co-edição da Pro Reitoria de Relações Internacionais da UFPA. Depois, o projeto segue para Santarém, Monte Alegre e Santa Isabel do Pará. 

Uma exposição de fotografias de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar – que retrataram os moradores paraenses com descendência japonesa, também integra o novo lançamento, que passará por quatro cidades do estado. A itinerância do Projeto “Confluências Culturais: Imigração Japonesa na Amazônia” foi contemplada com o Edital do Fundo Nacional de Cultura 2013.

“Provocar um novo olhar, capaz de identificar, no cotidiano, nas situações simples do dia-a-dia, a interligação entre as culturas japonesa e amazônida foi o desafio principal deste projeto.

Coube aos fotógrafos registrar através de imagens a sutileza e a poesia dessa coexistência em diversos municípios do Pará, onde foi detectado que é possível ser brasileiro e ser japonês, reunindo, em um todo, as duas partes”, explica Makiko.

Ela diz ainda que as imagens revelam cenas comuns, hábitos que já possuem certa invisibilidade diante do forte entrelaçamento das culturas, tão distintas. Além disso, ela destaca que mesmo diante de um novo território com realidade diferenciada, foi possível deixar que as raízes do Japão não fossem perdidas.  A idealizadora acredita que o projeto dá continuidade à vocação da Kamara Kó, para preservar a memória cultural e contribuir para que haja uma compreensão cada vez mais aprofundada dessas confluências culturais.

O Japão na Amazônia - Para refletir sobre a produção de imagens de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar, o professor e também fotógrafo Mariano Klautau Filho descreveu que “encontrar o Japão em terras amazônicas no início do século XXI” é um trabalho delicado, exatamente por exigir nova compreensão do papel documental da fotografia e, além disso, por requerer sensibilidade para perceber histórias outras das pessoas e locais que foram retratados.

“Tudo isso revela uma cultura que foi se estabelecendo, mudando, adaptando-se a um novo lugar e ao mesmo tempo perdendo e ganhando novas e antigas raízes, tanto amazônicas e paraenses como japonesas e orientais. As imagens falam mais de encontros, momentos, histórias particulares, casas, quintais, e especialmente de pessoas. Em cada série de imagens reencontramos um certo Pará oriental ou um certo Japão paraense”, explica Mariano Klautau.

Ele descreve também outras cenas apresentadas nas imagens: a Sra. Emi Oyama retratada na sala de sua casa, que inclui a figura de um Samurai e a imagem de Nossa Sra. de Nazaré, na cidade de Castanhal; a plantação de hortaliças em Santa Isabel, forte atividade econômica mantida pelos descendentes orientais até hoje na região; e ainda uma simpática vendedora de bentô, uma tradicional marmita japonesa, em sua bicicleta pelas ruas de Quatro Bocas, localidade de Tomé-Açú. 

Programação

Tomé-Açú
Dia 20/09, às 18h
Local: Hall da ACTA - Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu
Apoio: Prefeitura Municipal de Tomé-Açú e ACTA

Santarém
Dia 30/10, às 19h
Local: Sesc Santarém – Rua Floriano Peixoto, 535 – Centro.
Apoio: Serviço Social do Comércio – Santarém

Monte Alegre
Dia 06/11, às 18h
Local: Estação Hidroviária de Monte Alegre
Apoio: Prefeitura de Monte Alegre

Santa Izabel
Dia 28/11, às 18h
Local: Associação Nikkei de Santa Isabel, BR-316

Serviço
Relançamento do livro “Japanamazônia – Confluências Culturais” e exposição fotográfica com imagens de Paula Sampaio, Miguel Chikaoka e Alberto Bitar ocorrem no próximo dia 20 e 21, a partir das 18h, no Hall da sede da ACTA-Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu, localizada em Quatro Bocas (Av. Dionísio Bentes- Centro). Entrada gratuita. Informações: 8107-8710. Apoio: Associação Nikkei de Santa Isabel/Santo Antônio do Tauá e Prefeitura de Santa Izabel.

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa)

15.9.14

Grupo Galpão em Belém neste final de setembro

O Grupo Galpão, um dos mais importante do país, chega pela primeira vez em Belém com o espetáculo “Os Gigantes da Montanha”, de Pirandello. Serão duas apresentações na Praça da Bandeira, nos dias 26 e 27 de setembro, sexta e sábado, às 20h. O acesso é gratuito e a classificação indicativa: livre. Duração: 90 minutos. Gênero: Fábula Trágica. Haverá ainda uma oficina com o grupo a ser realizada no Teatro Experimental Waldemar Henrique, no dia 27, das 9h às 12h. Informações: (91) 8177-7504.

A 21ª montagem da companhia mineira celebra o retorno da parceria com Gabriel Villela, que assina também a direção de espetáculos marcantes do grupo, como “Romeu e Julieta” (1992) e “A Rua da Amargura” (1994). No elenco, estão também as atrizes Inês Peixoto e Teuda Bara, que estavam na novela das seis da Rede Globo “Meu Pedacinho de Chão”. 

"Os Gigantes da Montanha" narra a chegada de uma companhia teatral decadente a uma vila mágica, povoada por fantasmas e governada pelo Mago Cotrone. Obra inconclusa, escrita por Luigi Pirandello, em 1936, a fábula é uma alegoria sobre o valor do teatro (e, por extensão, da poesia e da arte) e sua capacidade de comunicação com o mundo moderno, cada vez mais pragmático e empenhado nos afazeres materiais. 

Mais informações:
91 81347719/lume.com@gmail/holofotevirtual@gmail.com – Assessoria de Imprensa/Belem ou 31 3463.9186 – Beatriz França e Ana Carolina Diniz – Assessoria de Comunicação do Grupo Galpão. Outras: www.grupogalpao.com.br

ELENCO
  • Antonio Edson - Cromo
  • Arildo de Barros - Conde
  • Beto Franco - Duccio Doccia / Anjo 101
  • Eduardo Moreira - Cotrone
  • Inês Peixoto - Condessa Ilse
  • Júlio Maciel – Spizzi / Soldado
  • Luiz Rocha (ator convidado) - Quaquèo
  • Lydia Del Picchia - Mara-Mara
  • Paulo André - Batalha
  • Regina Souza (atriz convidada) – Diamante / Madalena
  • Simone Ordones - A Sgriccia
  • Teuda Bara - Sonâmbula

EQUIPE DE CRIAÇÃO
  • Direção: Gabriel Villela
  • Texto: Luigi Pirandello
  • Tradução: Beti Rabetti
  • Dramaturgia: Eduardo Moreira e Gabriel Villela
  • Assistência de direção: Ivan Andrade e Marcelo Cordeiro
  • Assistência e Planejamento de ensaios: Lydia Del Picchia
  • Antropologia da Voz, direção e análise do texto: Francesca Della Monica
  • Direção, arranjos, composição e preparação musical: Ernani Maletta
  • Preparação vocal e texto: Babaya
  • Iluminação: Chico Pelúcio e Wladimir Medeiros
  • Figurino: Gabriel Villela, Shicó do Mamulengo e José Rosa
  • Coordenação Artística do Ateliê Arte e Magia: José Rosa
  • Cenografia: Gabriel Villela, Helvécio Izabel e Amanda Gomes
  • Assistência de Cenário: Amanda Gomes
  • Pintura do cenário: Daniel Ducato e Shicó do Mamulengo
  • Adereços: Shicó do Mamulengo
  • Bordados: Giovanna Vilela
  • Costureiras: Taires Scatolin e Idaléia Dias
  • Luthier: Carlos Del Picchia
  • Fotos: Guto Muniz
  • Registro e cobertura audiovisual: Alicate
  • Design sonoro: Vinícius Alves
  • Programação Visual: Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes, Suely Andreazzi
  • Tratamento de Imagens do Programa: Alexandre Godinho e Maurício Braga
  • Logo do espetáculo: Carlinhos Müller
  • Direção de Produção: Gilma Oliveira

EQUIPE GRUPO GALPÃO
  • Gerência Executiva - Fernando Lara
  • Coordenação de Produção - Gilma Oliveira
  • Coordenação de Planejamento - Ana Amélia Arantes
  • Coordenação de Comunicação - Beatriz França
  • Coordenação Administrativa - Wanilda D’artagnan
  • Coordenação Técnica e Iluminação – Rodrigo Marçal
  • Consultoria de Planejamento - Romulo Avelar
  • Produção Executiva - Beatriz Radicchi
  • Cenotécnico - Helvécio Izabel
  • Sonorização - Vinícius Alves
  • Assistente de Produção - Evandro Villela
  • Analista de Comunicação – Ana Carolina Diniz
  • Assistente de Planejamento – Natálha Abreu
  • Assistente Financeira – Renata Ferreira
  • Assistente Administrativa - Andréia Oliveira
  • Auxiliar Técnico – William Teles
  • Recepção – Cídia Santos
  • Serviços Gerais - Lê Guedes
  • Produção - Grupo Galpão

9.9.14

"Cabidê" lança sua loja com proposta diferenciada

A loja virtual traz diversas culturas expressadas em suas estampas e tecidos. O lançamento, porém, será físico, em Belém, no próximo dia 14 de setembro, na Casa Dirigível Coletivo de Teatro. O projeto, desenvolvido por Stéfany Mattos e Denys Costa, traz linha de roupas inspirada em tendências de várias partes do mundo, com estampas diferenciadas, peças únicas e pensadas individualmente.

Tendo como um dos objetivos, ampliar os horizontes da moda no mercado local, as diversas estampas alcançam todos os gêneros e estilos. 

Além do vestuário, a loja oferece também, uma gama de acessórios e utilitários que somam e ajudam a compor o visual, como bolsas, bijus, bonés, tênis, artigos decorativos e muito mais, tudo isso direcionado a todos que querem uma mutação no seu ambiente, junto com as inspirações e seleções dos idealizadores.

A ideia do lançamento não virtual parte do desejo de ter maior aproximação com o público. "Queremos fazer um lançamento físico, em um ambiente moderno e que esteja em harmonia com a identidade visual da marca e que seja condizente com o público alvo. 

Pocket show - Além do lançamento da coleção, o Cabidê traz para seu evento o trabalho de outros artistas, como é o caso do Itinerário Boomerang, que fará um pocket show. Assim como também, terão mostras de vídeos da coleção e de seu processo de criação e um varal de fotografias que contraste com a decoração do stand juntamente com os produtos. Tudo com o maior cuidado e carinho. 

"Chegamos para somar, com cores e muita descontração. Um de nossos tecidos especiais é a Capulana, característico de Moçambique, atravessou o oceano e agora enriquece a primeira coleção do Cabidê, intitulada Mutare”, diz Denys Costa.

Mais informações: (91) 8296-4214 Stéfany Mattos / (91) 8320-339 e facebook.com/lojacabidee

8.9.14

Festival reafirma a cena da música instrumental

Belém recebe, pelo sexto ano consecutivo, o Festival de Contrabaixo da Amazônia, que reune alguns dos grandes nomes da cena nacional e internacional da música instrumental. Serão duas noites de shows gratuitos, sempre a partir das 19h, nesta terça, 9, e na quarta, 10, na Estação das Docas. A programação inclui duas masterclass, no Sesc Boulevard.

O Festival de Contrabaixo da Amazônia foi criado a partir do circuito nacional, que surge em 2003, na cidade de Caruaru-PE, organizado por Celso Pixinga, e que desde então vem sendo realizado em vinte e cinco cidades brasileiras, com objetivo de revelar novos talentos, além de reunir baixistas de renome nacional e internacional e provocar um intercâmbio musical entre eles e artistas locais. Em Belém, o festival já se tornou uma tradição, sendo esperado pelos que amam a música instrumental.

“As pessoas passam o ano todo perguntando pelo próximo, querem saber quem serão as novas atrações, etc. Acho que após tantas edições bem-sucedidas, podemos dizer que ele faz parte do nosso calendário cultural. Legal também é perceber que ele (o Festival) extravasou a fronteira do contrabaixo. Virou uma espécie de festival de música instrumental que reúne músicos e amantes da música”, diz Marcus que conversou com o blog e deu mais detalhes na entrevista mais abaixo.  

Nesta edição em Belém, marcam presença o canadense Allain Caron e os paulistas Celso Pixinga e Thiago do Espírito Santo, que se juntarão aos paraenses Minni Paulo Medeiros, Adelbert Carneiro, Ney Conceição e Kzam Gama, que aliás recebe merecida homenagem no evento. 

Além dos shows, Celso Pixinga e Alan Caron irão ministrar, no Sesc Boulevard, Master Class de Contrabaixo, com 20 vagas para cada turma, mediante doação de um quilo de alimentos não perecíveis. É tudo gratuito.

“Um Festival desse porte, com essas atrações e de graça, tem um custo imenso. E não é apenas custo financeiro. Custa tempo e muito trabalho. Esse ano tivemos a parceria decisiva de duas produtoras, a Três – Cultura Produção Comunicação e a Complô. Com essa equipe entramos em campo e fomos captar recursos, o que foi nos oportunizado em organizações públicas, privadas e outras com finalidade social. E sem essa equipe, os gestores públicos envolvidos, os empresários que acreditaram, além de muita gente que trabalha de forma voluntária, não seria possível essa realização”, diz Marcus Braga, da organização do evento.

A realização é da AAMI – Associação dos Amigos da Música Instrumental e Pixinga Bass Fest. O evento também conta com apoio cultural da Companhia Paulista de Pizza, Cultura Rede de Comunicação, Estação das Docas Pará 2000, Guitar Build, Keuffer, Famiglia Trattoria, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Jeffersom, Secretaria de Estado de Cultura do Pará, SESC Boulevard,  Sol.

Allai Caron
Holofote Virtual: O festival reúne nomes importantes. Como se dá a escolha dos músicos para programação? 

Marcus Braga: O Festival tem uma curadoria. Nacionalmente e internacionalmente, o Celso Pixinga faz os contatos, nos consulta e juntos definimos os nomes. Cabe a nós escolher os músicos locais. Esse ano, teremos uma edição bem especial. 

Vamos homenagear o Kzam Gama, uma lenda viva do baixo paraense. Um dos primeiros que levou nossa bandeira vermelha e branca pra fronteiras d'além norte. Ele não somente será homenageado, mas vai tocar. Junto dele, teremos Minni Paulo Medeiros, outro nome que está ligado à boa música e à tradição da música instrumental.

Adelbert Carneiro, embora seja de outra geração mais nova, além de baixista, é compositor (CDs autorais gravados), arranjador, produtor musical e um dos principais nomes da cena atual na música instrumental paraense. Esse ano, Adelbert terá a participação deCelso Pixinga no seu show. 
Ney Conceição, embora paraense, já está radicado no Rio de Janeiro há um bom tempo e desde que integrou a banda de João Bosco e, posteriormente, o Nosso Trio (com Kiko Freitas e Nelson Faria), ganhou projeção internacional. 

Thiago Espírito Santo é considerado hoje o principal nome do baixo brasileiro. Nos Estados Unidos, ele é respeitado como um gigante do jazz. E, mesmo sendo filho de uma lenda, Arismar do Espírito Santo, tomou caminhos próprios e decolou. 

Pra concluir, o canadense Alain Caron, que vem em trio (John Rones, no teclado e Damien Schmitt, na bateria), é um nome mundialmente aclamado no jazz. Seja como professor, como compositor, arranjador ou tocando nos palcos, seu domínio do contrabaixo acústico e elétrico e suas técnicas viraram moda no meio musical. Será memorável tê-los todos aqui.

Thiago Espírito Santo
Holofote Virtual: Muito legal a homenagem ao Kzam ...

Marcus Braga: Kzam Gama não foi apenas um baixista. Ele é um ícone. Só pra citar um pouco, ele escreveu vários dosarranjos que Elis Regina gravou e cantou. Como ele "saiu" cedo, muitos paraenses não o conhecem ou não reconhecem o que ele foi e conseguiu. Essa é a ideia da homenagem. Trazer pras novas gerações o legado de músicos importantes da nossa história.

Holofote Virtual: Sabemos que há radição, mas a quantas anda a cena da música instrumental em  Belém, na tua opinião? 

Marcus Braga: A música instrumental sempre foi forte em Belém. Tem ciclos onde mais casas abrem as portas e ciclos com menor visibilidade. Mas Belém, por ser um celeiro de músicos maravilhosos sempre terá esses amantes da música instrumental que continuarão desbravando fronteiras. 

A ideia do Festival também passa pela democratização da música instrumental. Recentemente, o guitarrista Pat Metheny fez um show lindo no Parque Ibirapuera em São Paulo. No último dia 04, outra lenda viva, Chick Corea se apresentou ao ar livre em Olinda-PE. E aqui em Belém, no Festival, teremos, dentre outros, Alain Caron tocando de graça ao ar livre. 

Acho que essas coisas educam. Isso é fazer cultura. Isso é fomentar boa música. Se os meios de comunicação em massa ajudassem, muito mais seria feito. Lembro que assisti, há muitos anos atrás, logo que vim do interior, um show do Nico Assumpção (o maior baixista brasileiro que já existiu) na Praça da República, por ocasião do aniversário da Rádio Cultura. Aquilo mudou minha vida. 

Celso Pixinga
Holofote Virtual: Além dos shows, o festival está oferecendo duas masterclass. Como e quem pode fazer?

Marcus Braga: O formato de masterclass é um pouco diferente de um workshop. No masterclass, o artista convidado tem o tempo livre pra definir sua abordagem, que pode ser técnica, mas pode passar por uma conversa, mas sempre com muita música sendo executada. Temos uma limitação de vagas no SESC Boulevard, então os interessados devem chegar cedo e levar 02 kd de alimento.

5.9.14

Cronistas da Rua lança “Ela é” no Sesc Boulvard

Duana Parente, protagonista do novo clipe
A mulher e sua pluralidade são o mote do videoclipe de “Ela é”, canção do álbum “Tekoha”, do Cronistas da Rua. No dia 12 de setembro, o vídeo será lançado na sala do Sesc Boulevard. A programação conta com pocket shows do duo formado por Dime Cronista e Alonso Nugoli e da banda Lauvaite Penoso. A entrada é gratuita.

O segundo clipe dos "Cronistas da Rua" integra o trabalho de divulgação do CD Tekoha, lançado este ano. A dupla formada por Dime Cronista e Alonso Nugoli surgiu em 2011, mas já conta com inúmeras ações artísticas na cena do hip hop paraense. "Nesse pouco tempo, fizemos muitas coisas legais,  sendo que a maior ação foi fazer o registro do Tekoha", diz Dime. 

"Estamos realizando isso com muitas parcerias e acreditando no audiovisual, como principal ferramenta de divulgação. A tendência é que os vídeos clipes se tornem um dos nossos maiores atrativos, no sentido da difusão e propagação através dessas  novas  ferramentas, as redes sociais", complementa.

"Ela é" tem direção e produção do Muamba Estúdio, que traz como referência o novo cinema pernambucano. No roteiro, uma mulher jovem, forte e que enfrenta diariamente as dificuldades impostas por seu gênero e sua condição periférica. Interpretada por Duana Parente, ela é dona do próprio nariz, trabalhadora e não é passiva às opressões que lhe acometem.

“Nosso objetivo maior é mostrar essas dificuldades sendo combatidas e não como instrumento de repressão da personagem. Ao longo do roteiro, se desenvolvem diversas situações do cotidiano, que tem uma levada bem espontânea e uma atuação bem natural. Temos, então, uma personagem complexa - como uma mulher normal, com suas facetas e singularidades”, explica Débora Macdowell, da Muamba.

“Ela é” passeia pela sonoridade do rap aliado ao samba rock. Responsável pelo beatbox, Alonso Nugoli assume o vocal da canção composta em parceria com Dime Cronista. “Fizemos ela para tocar ao vivo na música ‘Menina mulher’ do Projeto Charmoso e quando fomos gravar o disco, o Dime apareceu com o pré-refrão e um sample para usarmos nessa música", conta Nugoli.

“O refrão fechado com a melodia fizemos no metrô, a caminho do estúdio. Foi algo que brotou e assim surgiu essa composição”, completa Dime. O experimentalismo da Lauvaite Penoso abre a noite. Com seu “carimbóbeat”, a banda traz a pulsação regional junto à mistura de outros pontos fortes do que cada integrante carrega consigo.

Após a exibição do videoclipe, ao lado do DJ Pro.efx e da cantora Adriana Cavalcante, o duo Cronistas da Rua apresenta ao público as canções do CD “Tekoha”, lançado no primeiro semestre deste ano. Além de “Ela é”, canções como “Mestre de Capoeira” e “Amanajé” compõem o repertório. Produção Cronistas da Rua e Três - Cultural Produção Comunicação. Você pode ouvir o álbum “Tekoha” do Cronistas da Rua: www.cronistasdarua.com.br.

Trajetória - Idealizador por Dime (Cronista), vocalista e compositor, o Cronistas da Rua surge em 2011, com a entrada do Beat Box (percussão organica), Alonso Nugoli. Tekoha é o primeiro Cd do grupo. 

"Estamos também divulgando o disco através de shows, mas os CDs estão sendo vendidos em algumas lojas parceiras, em Belém, e agora em outros cidades também", avisa Dime.

O Cronistas da Rua nasceu da vontade de expor ideias novas, vivências,devaneios e entre outras formas de exprimir a arte e transforma-la em poesia. O grupo faz o urbano ligar o liguajar da terra criando uma característica única entre a musicalidade camaleoa e o sotaque “pai dégua” de ser. 

Acreditando na cena rap de Belém, Dime anuncia os novos passos. "A gente gosta dessa inquietude e estamos trabalhando em outros vídeos, ainda para o Tekoha, e paralelo a isso vem acontecendo a busca  pelo conceito de um próximo trabalho", diz. " A cena do rap em Belém passa por um momento bacana, várias pessoas trabalhando e se organizando para fazer com que o trabalho possa chegar cada vez mais longe.  Belém hoje tem uma cena nacional, posso garantir, é só ir dia 12 de setembro no Sesc e conferir o lançamento do nosso vídeo clipe (risos)", finaliza.

Serviço
Lançamento clipe “Ela é” com Cronistas da Rua e Lauvaite Penoso. No dia 12 de setembro, a partir das 18h, no Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 – em frente à Estação das Docas). Informações: (91) 3224.5305 ou 3224.5654. Entrada gratuita.

(Holofote Virtual, com informações enviadas pela assessoria de imprensa do Cronistas da Rua)

3.9.14

Livro e trama visual de Diógenes Moura em Belém

O escritor, jornalista, roteirista, editor e curador de fotografia, Diógenes Moura apresenta em Belém o monólogo visual Carne é sangue: imagens para uma consciência humana. A noite prevê também o lançamento do livro "Fulana despedaçou o verso", obra composta por narrativas que têm como ponto de partida os gestos mais simples do dia-a-dia. Nesta sexta-feira, 5, às 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard. Entrada franca.

O evento encerra a programação de lançamento da série Caderno de pensamentos: ensaios e críticas, projeto do Sesc Pará, que tem o objetivo de valorizar e estimular o pensamento crítico sobre arte e cultura. 

Construído a partir de fotografias, o monólogo visual de estilo dramático possui trabalhos de Wagner Almeida, Cesário Triste, Elliot Erwuitt, Marlene Bergamo, Antoine D’Agata, Ana Carolina Fernandes, Dóris Haron Kasco, Loren McIntyre, Claudia Guimarães, Ana Mocarzel, Mônica Piloni, André Cypriano e Mário Cravo Neto. 

Após a apresentação inédita na cidade, tem início o lançamento da obra de Moura pela Terra Virgem Edições, que reúne textos que podem ser lidos como uma única narrativa ou individualmente. Intitulado Fulana despedaçou o verso, o livro é definido pelo autor como um drama de momentos íntimos e silenciosos.

A obra é uma sequência de conflitos envolvida em um diálogo entre ficção e realidade que parte de situações cotidianas, como algo que cai da janela de um edifício ou um grito na esquina do outro lado da rua. Com design de Letícia Moura, o livro relembra um caderno de anotações. Premiado no Brasil e no exterior, Diógenes Moura só entende a fotografia vendo-a como literatura. Atualmente, o escritor e curador trabalha no processo de finalização de sua primeira novela, intitulada A placa mãe.

Diógenes Moura nasceu na Rua do Lima, em Recife, Pernambuco. Foi eleito o Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite, em 2009. No ano seguinte recebeu o prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte de melhor livro de contos/crônicas com Ficção Interrompida – Uma Caixa de Curtas (Ateliê Editorial). Com o mesmo título foi finalista do Premio Jabuti de Literatura 2011. 

Em 2012 foi curador de mostras importantes como Andy Warhol – Superfície (Museu da Imagem e do Som São Paulo), Interior Profundo – Mestre Júlio Santos (Pinacoteca do Estado de São Paulo), Dos Filhos Desse Solo? exposição que representou o Brasil no PHOTOIMAGEM 2012, na República Dominicana (MAM - Santo Domingo) e O Mais Parecido Possível – O Retrato (Pinacoteca do Estado de São Paulo). Em 2013 realizou a curadoria/edição da mostra Busca-me, de Boris Kossoy. 

Serviço
Diógenes Moura no Centro Cultural Sesc Boulevard. Nesta sexta-feira, 05, às 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 – em frente à Estação das Docas). Entrada Franca.