29.7.15

Territorio Paranoá e a Cultura do Pará em Brasilia

“Território Paranoá – o Cerrado Amazônico” abre hoje, 29, no Complexo Cultural da Funarte em Brasília, destacando a cultura paraense, com mostras que vão da gastronomia ao teatro, do cinema ao artesanato e, claro, à música. A iniciativa é do grupo de Belém, Miasombra, contemplado com o Edital de Ocupação do Teatro Plínio Marques – Funarte.

Até o mês de dezembro, Brasília será palco de mais uma ação de ocupação multicultural, e que propõe um novo eixo artístico no país. 

A cidade, reconhecida por sua multiplicidade gerada por nortistas, nordestinos, cariocas, paulistas, mineiros, indígenas, calungas e tantos outros povos e etnias, recebe, a partir desta quarta-feira, 29, até dezembro deste ano, o projeto “TERRITÓRIO PARANOÁ – EIXO CERRADO AMAZÔNICO”, que trará a diversidade da produção artística e criativa do Distrito Federal, Belém (PA) e Goiânia (GO). 

Os quentes da madrugada - carimbó
A iniciativa é do Coletivo Miasombra, grupo de Belém, que em parceria com A Trama – Associação de Teatro e Dança da Amazônia, com patrocínio do Ministério da Cultura, Governo Federal, por meio do Edital de Ocupação do Teatro Plínio Marcos 2015, para o Complexo Cultural Funarte no Distrito Federal. 

Contemplado em outros editais como Prêmio Myriam Muniz 2009 – Funarte; Festival de Cenas Curtas Galpão 2011 – Prêmio especial do Júri e Edital Pauta Mínima 2014 – Grupo Teatro Cuíra do Pará, o Miasombra é um coletivo de artistas que pesquisa desde 2009, o Teatro de Animação, Teatro de Sombras, Cinema e Performance. De forma colaborativa, horizontal, surge na cidade de Belém o Coletivo Miasombra, ligado diretamente ao Estúdio Reator, que se dedica ao estudo da performance do teatro, artes plásticas e tecnologia. 

O núcleo atuante do coletivo é composto por: Aline Chaves, David Matos, Luciana Medeiros, Milton Aires, Márcia Lima, Patrick Mendes e Thiago Ferradaes. Em seu repertório possui a premiada cena, “Makunaíma em a Àrvore do Mundo e a Grande Enchente” e o espetáculo “À Sombra de Dom Quixote”, contemplados pelos prêmios e editais:

Teatro, música, artesanato e cinema

A programação do Território Paranoá – O cerrado Amazônico inicia hoje (29), com a “SEMANA PARAENSE DE CULTURA” – dedicada às expressões culturais do Pará, com destaque para as Artes Cênicas, Cultura Popular, Gastronomia, Música e Artesanato, sendo todas as atividades gratuitas.

Todos os dias, a partir das 17h, são instaladas barracas tradicionais no Jardim da Funarte, no Eixo Monumental. Artesões, cozinheiros e coletores de ervas explicam a origem dos pratos, transmitem a sabedoria do Pará e expõe a arte regional.

O artesanato regional é um caldeirão de misturas, com técnicas indígenas, cabocla e amazônida. No repertório estão colares, cerâmicas, cestaria, trabalho em látex e outros materiais. Algumas com característica utilitária, e muitas destinadas ao adorno, transmitem beleza e exuberância ao espaço que ocupam.

Paralelo às barracas, a partir das 19h horas de 29 a 31 de Julho, 18h no dia 1 de Agosto, e 20h em 2 de Agosto, há uma diversificada programação, que envolve teatro com bonecos, grupo de carimbó e sessões de cinema.

Cinema - A Mostra de Cinema do Território Paranoá será realizada, nesta primeira etapa, nos dias 29 e 30 de julho. Na primeira sessão, dia 29, a Mostra reúne filmes da cineasta paraense Jorane Castro. 

Serão exibidos curtas metragens de ficção dirigido por ela em três fases da carreira: “As Mulheres Choradeiras”, de 2000, “Quando a Chuva Chegar”, de 2006 e “Ribeirinhos do Asfalto”, que traz no elenco a atriz Dira Paes, realizado em 2010. 

Também serão exibidos os curtas documentais “Mãos de Outubro”, de 2009, com direção de Vitor Souza Lima, e “Ópera Cabocla”, de Adriano Barroso, ambos com produção executiva de Jorane Castro por meio de sua produtora, a Cabocla Filmes. Na ocasião estarão disponíveis para venda os DVDs com os curtas.

No dia 30 de julho, o público assistirá a três documentários do projeto Visceral Brasil, com Dona Onete, Mestre Laurentino e Mestre Vieira, ícones da cultura paraense, todos com mais de 70 anos de idade e ainda em franca produção. 

Música - Um dos destaques vai para a Gang do Eletro - formada em 2008 e ganhadora do Prêmio Multishow em 2012, a trupe mistura música dance europeia com carimbó, tecnobrega (ritmos locais), adicionando pitadas latinas de cumbia e reggaeton.O grupo de carimbó Os Quentes da Madrugada também está na lista de atrações, oriundos da Irmandade de Carimbó de São Benedito – fundada em meados do século XIX, na cidade de Santarém Novo. Os “Quentes” são fiéis à origem do ritmo, da mesma matriz africana do samba e paraense por excelência.

In Bust teatro com Bonecos
O músico e produtor Manoel Cordeiro, e sua banda, trazem um show que sintetiza as sonoridades suburbanas e influências caribenhas, lambada, o boi-bumbá, o carimbó, e coloca em primeiro plano suas composições e seu estilo. Música instrumental virtuosa, mas cheio de dança.

Teatro  O Grupo In Bust teatro com Boencos tabéme Sá com uma mostra de seu trabalho. Vão apresentar tr6es espetáculos, “Curupira”, “Fio de Pão”, “Sirênios”, todos com temáticas e pesquisa voltadas para a Amazônia.

PROGRAMAÇÃO
29 (quarta)
17h. Feira de comidas típicas, artesanato, ervas amazônicas (Jardim da Funarte)
19h. Cine Paranoá  (Jardim da Funarte)

Sessão Amazônica - Mostra Jorane Castro – Cabocla Filmes
As Mulheres Choradeira (15 min)
Quando a Chuva Chegar (15.min)
Ribeirinhos do Asfalto (15 min.)
Mãos de Outubro (20 min.)
Ópera Cabolca (26 min.)

30 de julho (quinta)
17h. Feira de comidas típicas, artesanato, ervas amazônicas (jardim da funarte)
19h. Cine Paranoá (Jardim da Funarte)

Sessão Pai D'égua  - Mostra Visceral Brasil – Dir. Márcia Paraíso
Dona Onete - A encantadora de botos (26.min)
Estilo Laurentino (26 min.)
O Sotaque da guitarra – Mestre Vieira (26min.)

20h. Curupira - 10 milhões de nós - In Bust teatro com bonecos (PA) (Teatro Funarte Plínio Marcos)

31 de julho (sexta)
15h. Território de Diálogos Culturais (Teatro Funarte Plínio Marcos)
17h. Feira de comidas típicas, artesanato, ervas amazônicas (Jardim da Funarte)
19h. Fio de Pão - A Lenda da Cobra Norato / In Bust Teatro com Bonecos (PA) (Teatro Funarte Plínio marcos)
20h. Os quentes da madrugada (PA) (grupo de carimbó) (Teatro Funarte Plínio Marcos)

1° de agosto (sábado)
17h. Feira de comidas típicas, artesanato, ervas amazônicas (Jardim Funarte)
18h. Sirênios / In Bust Teatro com Bonecos (PA) (Jardim Funarte)
21h. Gang do Eletro (PA) (Teatro Funarte Plínio Marcos)

2 de agosto (domingo)
17h. Feira de comidas típicas, artesanato, ervas amazônicas (Jardim Funarte)
20h. Manoel Cordeiro (PA) (Teatro Funarte Plínio marcos)
21h. Os quentes da madrugada (PA) (Jardim Funarte)

Local
Eixo Monumental, Setor Divulgação Cultural - Brasília, DF, 70070-350
(61) 3322-2076"

25.7.15

Labaredas do descaso destroem memória de Belém

Na manhã dessa sexta-feira, 24 de julho, passar pela Rua João Alfredo, movimentado reduto do centro comercial da capital paraense, foi sinônimo de tristeza. A imagem desoladora dos escombros dos dois prédios datados do século XIX, destruídos pelo fogo, na madrugada de quarta para quinta-feira, 23 de julho, chamava atenção, causava espanto, indignação e muita tristeza.

Magnitude e negligência. Como foi difícil ver aquilo. Ainda havia fumaça, tal a violência com que enormes labaredas levaram ao solo dois gigantes do nosso patrimônio histórico. Eles não resistiram. Faziam parte do inventário memorial daqueles bairros. Estavam lado a lado. 

Não eram mais residências e nem foram transformados em espaços públicos, abertos a sociedade civil. Ali funcionavam, como na maioria dos prédios situados na mesma região, estabelecimentos comerciais. Os locatários dizem que tiveram prejuízo. O óbvio. O pior, no entanto, é a perda do que deveria ser recuperado e entregue à população. Não foi só o fogo que os derrubou. Sabemos que, de fato, é o descaso que destrói o patrimônio histórico de uma cidade, que devasta a memória de um povo.

É o que, há muitos e muitos anos, testemunhamos. Os que acabam de cair são apenas mais exemplos do que já foi detonado ou do que está por vir a ser destruído. 

E hoje, entre blocos inteiros derrubados no chão, uma das laterais e a parede do fundo, de um deles, ainda resistiam, lembrando as ruínas de um Coliseu. Ainda dava para perceber sua grandeza, enquanto o do lado, o outro, ainda conservou sua fachada.

Em 2012, o Ministério da Cultura efetivou o tombamento de todo o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico dos bairros da Cidade Velha e Campina, localizados centro histórico de Belém. O processo foi elaborado pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).  

Em tese, ao todo três mil edificações dos bairros da Campina e Cidade Velha são “protegidas” pelo governo federal. Mas a lei do tombamento, para estes dois prédios de nada adiantou. Foram tombados sim, mas ao chão.

As edificações do centro histórico são descaracterizadas, são consumidas pelo fogo ou simplesmente sofrem com o abandono. A legislação não permite que prédios tombados sejam destruídos ou modificados em suas fachadas ou áreas internas. Sem manutenção, mesmo construídos para durar séculos,  basta aguardar que o tempo se encarregag de detoná-las. Depois é fácil erguer outras e “modernas” no lugar.

Belém vai fazer 400 anos. Há inúmeros e controversos preparativos para festejar a data, em grande estilo. Belém vai fazer 400 anos, mas está triste e abandonada. Belém vai fazer 400 anos, e já não temos tantos motivos para comemorar. Enquanto os projetos de recuperação e restauros do centro histórico não saírem do papel ou não passarem de discursos políticos, é o que teremos: a destruição de todo um legado que as próximas gerações não poderão mais usufruir ou presenciar

24.7.15

Festival traz produção teatral da Paraíba ao Pará

Chico César: o cantor e compositor 
paraibano, encerra a programação em
Belém. 
Itinerante, levando, há 16 anos, a cena teatral brasileira de um estado ao outro, o Festival do Teatro Brasileiro – FTB - chega finalmente ao Pará. De 4 a 15 de agosto ele aporta por aqui, com espetáculos, encontros artísticos e workshop, em Belém, e em Marabá, que também recebe ação formativa para professores e alunos da rede pública de ensino. Inscrições para atividades em Belém, pelo site do festival, clique aqui.

A programação começa já no dia 4 de agosto, com o Ciclo de Dramaturgos, que traz a Belém, Paulo Vieira, membro do Conselho Superior de Ensino (Consepe) da UFPB, da Comissão Assessora de Avaliação dos cursos de teatro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP - MEC) integra o Galharufas Cia de Teatro, grupo que atuará intensamente no festival.

Em seguida, será a vez de Aluízio Guimarães, diretor e produtor de vários espetáculos nas áreas de Teatro e Cinema, trazer sua experiência na dramaturgia. Entre trabalhos premiados estão "Água, areia e as maçãs" (teatro), "Hades - Uma História de Fé e revolta" (teatro), "... E foram felizes para sempre!" (teatro), e ainda  "Batalhão 41 de Cajazeiras" (Vídeo documentário) e "Borra de Café" (cinema/ficção).

As apresentações, 16 ao todo,  começam simultaneamente no dia 7 de agosto. Em Belém, assistiremos os espetáculos “Flor de Macambira”, no Núcleo de Oficinas Curro Velho, às 18h30, e “Como Nasce Um Cabra da Peste”, no Teatro Margarida Schvasappa, às 20h.  Em Marabá, também no dia 07, a abertura será com o espetáculo Esparrela, no Cine Teatro Marrocos, às 20h. 

Em Belém, o FTB ocupará o Teatro Margarida Schivasappa, Teatro Experimental Waldemar Henrique, Forte do Presépio, Núcleo de Oficinas Curro Velho, Pátio Externo do Armazém 3 - Estação das Docas e Portal da Amazônia. Em Marabá, as apresentações acontecerão no Cine Teatro Marrocos, Praça São Félix de Valois na rua 5 de Abril, Praça São Francisco na Cidade Nova e na Escola Estadual de Ensino Médio Gaspar Vianna. 

Já o encerramento, em Belém, conta com show de Chico César e banda. Quer mais um boa notícia? Será o lançamento do novo CD "Estado de Poesia, disco que une a riqueza dos ritmos brasileiros como samba, forró, frevo, toada e reggae. A abertura do show será de Edilson Moreno. Tudo com entrada franca, no Portal da Amazônia, orla de Belém.

A cena da itinerância

Os cinco espetáculos selecionados para a mostra no Pará fazem um recorte da atual da produção teatral paraibana, deslocando-a de uma região à outra. Além de “Como nasce um Cabra da Peste”, da Agitada Gang - Trupe de Atores e Palhaços da Paraíba; “Esparrela”, do Grupo de Teatro Bigorna; e “Flor de Macambira”, do Coletivo Teatral Ser Tão Teatro; o festival também nos mostra “Mercedes”, do Galharufas Companhia de Teatro, e “Silêncio Total”, espetáculo de clown do ator Luiz Carlos Vasconcelos. Todas as apresentações do Festival do Teatro Brasileiro serão gratuitas. 

Depois do Pará, o festival desta cena ainda vai passar pelos estados do Ceará, Alagoas e Espírito Santo. E assim é há 16 anos, de forma itinerante, que o festival vem possibilitando que o povo brasileiro se reconhecá também através do teatro. De uma ponta a outra do país, o FTB vem provocando trocas inusitadas, entre atores, públicos e artistas em geral. 

Em edições anteriores, o festival promoveu a aproximação dos pernambucanos e sergipanos. Levou ao Distrito Federal a cena teatral dos gaúchos, mineiros, baianos e pernambucanos. Os gaúchos também foram ao encontro dos goianos, assim como cearenses ao de capixabas e mineiros. 

Os paranaenses receberam os mineiros e se encontraram com os gaúchos e paulistas. E os baianos, que já trocaram com os pernambucanos, maranhenses, acreanos, capixabas e paulistas. E agora, a cena paraibana se desloca por eixos outros do país, indo do Norte ao Centro Oeste e, por fim, sudeste.

Formação e intercâmbio 
Mais do que disponibilizar espetáculos de uma região ao público de uma outra, o FTB também propõe a aproximação cultural entre paraenses e paraibanos através das ações de formação para os mais de 800 alunos da rede pública de ensino, em Marabá, e uma oficina, ciclo de dramaturgos e uma residência artística, em Belém.

"Há ainda os encontros informais entre os grupos dos dois estados e as conversas entre atores e plateia após as apresentações. Todas essas são formas de fortalecer e criar elos profissionais e afetivos. O FTB se propõe com essas ações deixar um rico legado imaterial e boas lembranças!", diz Sérgio Bacelar, criador e coordenador do projeto.

A produção executiva do FTB é da Alecrim Produções Artísticas, com produção local dos Produtores Criativos. A realização desse evento, em todas as suas etapas brasileiras (PA, CE, AL e ES) tem patrocínio da Petrobras, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal. Em Belém, a correalização é da Fumbel - Prefeitura Municipal.

A itinerância conta ainda com apoio da Escola de Teatro e Dança da UFPa – ETDUFPA, Hotel Princesa Louçã, Sol Informática, Secretaria de Estado da Cultura/Governo do Estado da Paraíba, Secretaria de Educação de Marabá, Secretaria de Cultura de Marabá Prefeitura de Marabá, Fundação Cultural do Pará, Organização Pará 2000, Secretaria Executiva de Cultura do Estado Do Pará, Governo do Estado Do Pará.

Workshop e encontros

Galharufas - residência artística com o grupo em Belém
Residência Artística – Será realizada com o grupo Galharufas, em dez dias, tempo de duração do festival, somando 40 horas de trabalho, proporcionando atividades de intercâmbio e troca de conhecimento com os atores, técnicos e criadores da cidade. 

A vivência é referente ao processo de criação do espetáculo Mercedes (que está na programação do festival, no Pará) e de como foi realizada a preparação do corpo cênico. A residência tem como objetivo vivenciar junto com o elenco do espetáculo, a experiência do método de preparação do corpo cênico dialogando com jogos teatrais, improvisação, musicalidade, ritmo e projeção de corpo e voz. Sendo o ator o autor da cena.

Sarau Lata Absoluta – É quando será mostrado os resultados da residência ao público. No dia 11 de agosto, o Sarau Lata Absoluta, que será realizado no Casarão do Boneco, será também atração da programação de encerramento da campanha de patrocínio coletivo no site Catarse, Salve Salve Casarão do Boneco. Música, poesia e performances são esperados.

Workshop elaboração de projetos – Vai ser ministrado com o criador e coordenador do Festival, o produtor Sergio Bacelar, contando com a participação da Gerente de Patrocínio da BR Distribuidora, Alena Aló. 

Aluízio Guimarães, no Ciclo de Dramaturgos
Ação formativa em Marabá - Em Marabá, o festival também oferece diferentes ações educativas, para formação de plateia em 3 movimentos e Cenas Curtas, que atenderão mais de 840 jovens da rede pública, em mais de 200 horas de trabalho, conduzidas por coordenadores pedagógicos e arte educadores.  Os professores da rede pública de ensino de Marabá também participarão de uma oficina de capacitação em técnicas de Teatro.

Serviço - A inscrição para as atividades do Festival do Teatro Brasileiro – Cena Paraibana é gratuita e pode ser feita pelo site. Também neste endereço é possível acessar dias e horários de cada atividade e saber mais sobre os espetáculos trazidos ao Pará.

PROGRAMAÇÃO

Belém - de 4 a 15 de agosto

Espetáculo Como nasce um Cabra da Peste
Dias: 07 e 8/ago (6ª e Sab)
Horário: 20h
Apresentação Gratuita
Local: Teatro Margarida Schivasappa
Endereço: Av. Gentil Bitencourt, 650 - Batista Campos (CENTUR), Belém/PA
Telefone (91) 3202-4317 Horário de atendimento: de segunda à sexta das 10h às 12h e de 14h às 18h. Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro à partir das 17h. Máximo de 02 ingressos por pessoa.
Lotação: 527 lugares

Espetáculo Esparrela
Dias: 08 e 09/ago (Sab e dom)
Horário: 21h (Sab) e 20h (Dom) 
Apresentação Gratuita
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique - TEWH

Endereço:
 Av. Pres. Vargas, 645 - Campina, Belém/PA  Telefone (91) 3222-4762 
Telefone (91) 3110-8650 Horário de atendimento: de terça à sexta, de 9h às 12h e de 14h às 19h.

 Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.  Máximo de 02 ingressos por pessoa.
Lotação: 220 lugares

Espetáculo Mercedes
Dias: 13 e 14/ago (5ª e 6ª)
Horário: 20h
Apresentação Gratuita
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique - TEWH

Endereço:
 Av. Pres. Vargas, 645 - Campina, Belém/PA  Telefone (91) 3222-4762 
Telefone (91) 3110-8650 Horário de atendimento: de terça à sexta, de 9h às 12h e de 14h às 19h.

 Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.  Máximo de 02 ingressos por pessoa.
Lotação: 220 lugares

ESPETÁCULOS DE RUA

Espetáculo Flor de Macambira
Dias: 07/AGO (6ª)
Horário: 18h30
Apresentação Gratuita 
Local: Núcleo de Oficinas Curro Velho 
Endereço: Rua Professor Nelson Ribeiro, 287, Belém /PA, 
Telefone:(91)3184-9100  Horário de atendimento: de segunda à sexta das 8h às 12h e de 14h às 18h
Estimativa: 200 lugares

Espetáculo Flor de Macambira
Dias: 15/ago (Sab)
Horário: 19h
Apresentação Gratuita
Local: Forte do Presépio
Endereço:
 R. Siqueira Mendes, s/n - Cidade Velha, Belém - PA, 
Telefone: (91)4009-8828 Horário de atendimento:de terça á sábado, das 10h às 12h e de 14h às 18h
Estimativa: 200 lugares

Espetáculo Silêncio Total
Dias: 9/ago (dom)
Horário: 19h
Apresentação Gratuita
Local: Pátio Externo do Armazém 3 - Estação das Docas 
Endereço: Blvd. Castilhos França, S/n - Campina, Belém/PA
Telefone (91) 3212-5525 Horário de atendimento: de 3ª a sábado, das 10h às18h.
Estimativa: 400 lugares

ATIVIDADES

CICLO DE DRAMATURGOS 
Dramaturgo: Aluizio Guimarães 
Dias: de 04 a 08 de agosto (3ª a sábado)
Horário: 2ª a 6ª, das 17h30 às 21h30 – Sab, 14h às 18h
Carga horária - 20h/a.
Dramaturgo: Paulo Vieira
Dias: de 10 a 14 de agosto (2ª a 6ª)
Horário: das 9h às 13h 
Carga horária - 20h
Atividade Gratuita - Na Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará - ETDUFPa
/ Trav. D. Romualdo de Seixas, 820. (esquina com Tv. Jerônimo Pimentel). Telefone 3212-5050 - Horário de atendimento: de 2ª a 6ª, das 13h às 17h. Número de vagas: 20

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA
GALHARUFAS COMPANHIA DE TEATRO: AÇÃO DO ATOR NA CENA RANDÔMICA
Dias: 07/ago a 14/ago 
Horário: das 17h às 21h / Em 08 e 09/ago (Sab e dom), das 9h às 12h e das 13h às 18h / Em 14/ago (6ª), das 14h às 18h.
Atividade Gratuita. Número de vagas: 30. Na Sala de Ensaio do Teatro Margarida Schivassapa. Av. Gentil Bitencourt, 650 - Batista Campos (CENTUR), Belém/PA. Telefone (91) 3202-4317 Horário de atendimento: de segunda à sexta das 10h às 12h e de 14h às 18h. 

SARAU LATA ABSOLUTA! 
Atividade da Residência Artística com o grupo Grupo Galharufas - Haverá venda de comes e bebes. Programação inserida na Campanha Salve Salve Casarão do Boneco, sendo o encerramento da campanha de patrocínio coletivo no site Catarse.
Dia: 11/ago (3ª feira)
Horário: das 19h às 22h
Atividade Gratuita. No Casarão do Boneco - Av. 16 de novembro, 815, Batista Campos, Belém/PA. Telefone 91 3241.8981 - Horário de atendimento: de 3ª a sábado, das 15h às 18h. Número de vagas: 100. O

OFICINA DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS PARA EDITAIS
Sergio Bacelar e Alena Aló - participação da Gerente de Patrocínio da BR Distribuidora.
Dia: 15/ago (Sábado)
Horário: das 9h às 13h
Atividade Gratuita. No auditório da Casa das Artes - Praça Justo Chermont (antigo Largo de Nazaré), n° 236. 
Telefone (91) 3202-4391 -  Horário de atendimento: 8h às 18h.
Número de vagas: 100

ENCERRAMENTO - Shows - 15 de agosto
Edilson Moreno (Convidado Local) - 21h
Chico César e Banda -  22h
Apresentação Gratuita. No Portal da Amazônia -  R. Engenheiro Fernando Guilhon, s/n – Orla, Cidade Velha, Belém - PA, 
Estimativa: 3000 lugares

Marabá - 7 a 13 de agosto

Espetáculo Esparrela
Dias: 07/08, sex
Horário: 20h
Apresentação Gratuita
Local: Centro Cultural Cine Marrocos

Endereço: Rua Lauro Sodré, nº 228, Marabá Pioneira
Telefone 94 992567750 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 14h às 18h. Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.
Lotação: 200 lugares

Espetáculo Silêncio Total
Dias: 08/08, sab
Horário: 20h
Apresentação Gratuita
Local: Praça São Félix de Valois

Endereço: Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado, Marabá Pioneira
Telefone 94 98146-8127 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 15h às 18h.

 Estimativa: 2.000 lugares

Espetáculo Flor de Macambira
Dias: 09/08, dom
Horário: 20h
Apresentação Gratuita
Local: Praça São Félix de Valois

Endereço: Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado - Marabá Pioneira
Telefone 94 98146-8127 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 15h às 18h.

Estimativa: 2.000 lugares

Espetáculo Flor de Macambira
Dias: 10/08, 2a
Horário: 20h
Apresentação Gratuita
Local: Praça São Francisco
Endereço: Av. Nagib Mutran – Cidade Nova
Telefone 94 98146-8127 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 15h às 18h.

 Estimativa: 500 lugares

Flor de Macambira
Dias: 12/08 (manhã) e 13/08 (tarde)
Horário: 9h e às 15h (respectivamente)
Apresentação para alunos da rede pública de ensino
Local: 
Escola Estadual de Ensino Médio Gaspar Vianna 
Endereço: Folha 16 Quadra Especial, Nova Marabá. Telefone: 94 – 99108-2936 email: escolagasparvianna@hotmail.com ou gracinhadonato@yahoo.com.br 
Estimativa: 400 lugares

22.7.15

Artistas paraenses buscam votos para Prêmio Pipa

qUALQUER qUOLETIVO
Eles concorrem com mais de 50 outros artistas participantes do resto do país. Além de valor em dinheiro, há valiosas premiações em residências artísticas no Brasil e no exterior. A votação para escolha dos vencedores ocorre de forma online e gratuita para o público, através do site www.pipa.org.br, nas páginas específicas de cada artista. 

Armando Queiroz, Éder Oliveira, Luciana Magno, Luiz Braga e qUALQUER qUOLETIVO. São  estes os paraense que concorrem ao Prêmio PIPA, hoje um dos mais cobiçados do país na área da criação artística. 

Armando Queiroz é indicado pela quarta vez. Ele também figurou na lista de 2010, 2012 e 2014. Outros paraenses também já estiveram entre os indicados, como Alberto Bitar, em 2010, e Berna Reale que, em 2013, chegou entre os finalistas.

Armando Queiroz
A iniciativa é do MAM Rio e IP Capital Partners. A ideia é premiar e contribuir para a consagração de artistas que já vem se destacando por seus trabalhos e exposições.  

O grande vencedor do Prêmio Pipa é eleito pelo Júri de Premiação, e receberá um total de R$ 130.000, sendo parte desse valor (aproximadamente 20%) empregado na participação do artista no Programa de Residência Artística Internacional da Residency Unlimited, em Nova York, pelo período de três meses. 

Além da escolha do júri oficial, os concorrentes também são escolhidos pelo público de forma presencial ou online. O mais votado, eleito pelos visitantes da exposição do PIPA no MAM-Rio, receberá R$ 24.000. Este é o Prêmio PIPA Voto Popular Exposição. 

No primeiro turno da votação online, que vai até domingo, dia 26 de julho, aquele que alcançar mais votos ganhará o PIPA Online Popular no valor de R$ 6 mil.  Para seguir concorrendo nas próximas etapas os artistas precisam alcançar no mínimo 500 votos.

Dos cinco artistas com mais votos computados ao final do segundo turno, um será escolhido por um Júri especial para receber o Prêmio PIPA Online, no valor de R$ 12 mil, mais o direito a participar de residência artística no Instituto Sacatar, em 2016.  

Luiz Braga
Indicação já é um prêmio

Para concorrer ao Prêmio PIPA, não há inscrições. Os artistas são apontados pelo Comitê de Indicação do PIPA. Ou seja, todos que chegam até aqui já são considerados artistas reconhecidos no cenário de arte brasileiro.

E como o próprio subtítulo diz o Pipa é uma janela para  arte contemporâneas brasileira. Formado por profissionais renomados, nacionais ou estrangeiros, o Comitê de Indicação do PIPA reúne artistas consagrados, colecionadores, curadores, professores, críticos e galeristas. Eles são entre 20 e 40 profissionais, todos convidados pelo Conselho do PIPA, para indicar, cada um, até três artistas para participar do Prêmio. 

Este teve este anos, entre outros profissionais, integraram o comitê, os paraenses Mariza Mokarzel, crítica e curadora, e Orlando Maneschy, artista, crítico e curador, pela região Norte; o crítico curador e professor Tadeu Chiarell, pelo Sudeste; Marcelo Rezende, curador do Nordeste e Gabriela Kremer Motta,crítica e curadora do Sul do país. 

Estão ainda no comitê, os estrangeiros Pablo Lafuente, crítico e curador da Espanha, Marta Mestre, curadora de Portugal e Manuela Moscoso, curadora do Equador. Eles indicaram artistas cuja trajetória recente já tenha se destacado no circuito artístico do país. 

Acesse a página e vote 

Cronograma de votação
26 de julho – Término do 1º turno da votação online
2 de agosto – Início do 2º turno da votação online
9 de agosto – Término do 2º turno da votação online
10 de agosto – Anúncio do vencedor do PIPA Online Popular
21 de agosto – Anúncio do vencedor do PIPA Online
5 de setembro – Abertura da Exposição PIPA
16 de outubro – Divulgação dos nomes dos membros do Júri de Premiação
1 de novembro – Término da votação para o PIPA Voto Popular Exposição
4 de novembro – Anúncio do vencedor do Voto Popular Exposição
11 de novembro – Anúncio do vencedor do PIPA
15 de novembro – Término da Exposição do PIPA

16.7.15

Filmes de Jorane Castro para ver em casa no DVD

Enquanto está às voltas com o processo de finalização do primeiro longa de ficção “Amores Líquidos”, Jorane Castro também comemora a chegada de dois DVDs contendo boa parte de sua produção audiovisual. São dois DVDs.  Um traz curtas de ficção e outro, com documentário sobre a obra de Luiz Braga, ambos produzidos por sua produtora, a Cabocla. Já podem ser encontrados à venda na Fox Video, em Belém. 

Criada em 2000, ano que vem a Cabocla Produções Cinematográficas e Artísticas completa 15 anos, mais de uma década foi criada, em Belém do Pará (Brasil), para desenvolver projetos audiovisuais que propõem um novo olhar sobre a Amazônia. 

Entre documentário e ficção, já se somam dezenas de trabalhos que refletem um ponto de vista contemporâneo sobre uma das regiões mais instigantes do planeta. “Nestes anos, produzimos filmes documentários e ficções, totalizando mais de 20 títulos e com mais de 30 prêmios recebidos em festivais nacionais e internacionais”, comenta Jorane Castro.

O DVD Coletânea Cabocla reúne quatro filmes selecionados entre a produção da Cabocla Filmes. “As Mulheres Choradeiras (ficção / 15 minutos / 35mm / dolby / 2000), por exemplo, traz no elenco quatro atores paraense que atuaram na época das rádio e telenovelas, Nilza Maria, Mendara Mariani, Tacimar Cantuária e Armando Pinho. No roteiro, inspirado no conto Homônimo de Fábio Castro, três velhinhas trabalham como carpideiras de enterros e velórios. Um belo dia, um corpo desaparece e elas são acusadas do crime.

"Ribeirinhos do Asfalto" (Foto divulgação)
O DVD também traz “Invisíveis prazeres cotidianos”( documentário /26 minutos / 2004) , um retrato de Belém do Pará do ponto de vista dos blogueiros, autores de diários virtuais nos quais a cidade se reflete no olhar de seus jovens flaneurs contemporâneos.

O terceiro filme é “Quando a chuva chegar” (Ficção / 15 minutos / 35mm / Dolby / 2009), que traz no elenco Nani Tavares, Sílvio Restiffe, Tacimar Cantuária e, mais uma vez o saudoso Armando Pinho, além de várias participações interessantes, com a banda La Pupuña, Mestre Laurentino e Hélio Castro, um dos atores que atuou em “Um Dia Qualquer”, de Líbero Luxardo. O filme também tem como protagonista um edifício emblemático da cidade de Belém, o Manoel Pinto da Silva, até os anos 50 considerado o prédio mais alto da região norte.

Também entrou no DVD Coletânea Cabocla, o curta mais recente de Jorane Castro, “Ribeirinhos do Asfalto” (ficção / 25 minutos / 35mm / Dolby Digital / 2011), com Dira Paes, Adriano Barroso e Anne Dias. Premiado em Gramado na categoria Melhor Direção de Arte, o filme mostra a história de Deisy (Ana Letícia), que mora na Ilha do Combu, do outro lado do rio, na frente de Belém. Ela gostaria de morar na cidade cheia de luzes que ela vê de noite na sua casa, no meio da mata. Com a ajuda se sua mãe (Dira Paes), ela vai tentar realizar este sonho.Todos os curtas trazem ainda makings of, nos quais se pode perceber como foram as produções, entrevista com atores e com a diretora.

Lugares do Afeto – A fotografia de Luiz Braga 

Como o título sugere, o documentário (70 minutos/2008) aborda a longa e bem sucedida trajetória do fotógrafo paraense que ganhou visibilidade no mundo, com um trabalho que retrata em luz e cor, toda uma região do planeta, a Amazônia.

“Esse foi, na verdade, o primeiro longa-metragem feito pela Cabocla. O filme levou três anos para ficar pronto, porque a cada vez que queríamos terminar o filme, o Luiz Braga apresentava uma nova fase de seu trabalho, e aí tínhamos que filmar mais uma sequencia com as novidades. Finalmente concluímos, e o filme já foi apresentado em vários festivais”, ressalta Jorane.

Luiz Braga buscou incessantemente uma linguagem que traduza o imaginário profundo da vida amazônica. Ele captura a cultura de sua região, com um olhar de conhecedor, não de um visitante. Ele registra a realidade contemporânea, não o exótico, retratando a sutil sensualidade do amazonida. 

Lugares de Afeto – A fotografia de Luiz Braga acompanha o seu processo criativo, desvenda a construção de seu olhar, encontra seus personagens, em seus lugares, no mesmo horário crepuscular de sua predileção, no seu universo e com a sua luz. O DVD proporciona uma viagem pelo trabalho deste autor paraense, através de uma cronologia de suas fotografias, com aproximadamente 120 imagens, além de entrevistas integrais de quem conhece e aprecia seu trabalho como, Paulo Herkenhoff, Tadeu Chiarelli, Roseli Nakagawa, Rubens Fernandes Jr, Cássio Vasconcellos, João de Jesus Paes Loureiro e Milton Hatoun, além do próprio Luiz Braga.

Lugares do Afeto (Foto divulgação)
O DVD também traz extras com a Biografia de Luiz Braga, Fotogaleria Cronológica (150 fotos), Fotogaleria Intuitiva (150 fotos), entrevistas na íntegra e cenas adicionais, o que o torna uma excelente fonte de pesquisa sobre a obra do autor.

“Quando decidimos fazer o DVD do filme, pensamos em mostrar mais da fotografia de Luiz Braga, acrescentando duas galerias com suas fotos, de diferentes momentos de sua trajetória. Incluímos também as entrevistas integrais com curadores e artistas. Ficou bem completo e apresenta como se deve a obra de Luiz Braga”, diz Jorane.

Mais - Além desses dois DVDs, mais dois outros curtas foram produzidos, recentemente pela Cabocla Produções. “Ópera Cabocla”, com direção de Adriano Barroso, contemplado pelo edital Etnodoc III, do Ministério da Cultura em parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, e “Time da Croa”, dirigido por Jorane, e todo filmado na praia de Ajuruteua, em Bragança. 

O filme integra a série “A Copa passou por aqui”, lançada pela SPORTV e Casa de Cinema de Porto Alegre (Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo, Giba Assis Brasil, Nora Goulart, entre outros), reunindo 11 filmes de 15 minutos sobre a Copa do Mundo no Brasil.

Cabocla: rumo aos 15 anos em nova fase de produção

No set de Amores Líquidos
Ano que vem a Cabocla completa 15 anos. É uma uma nova fase da produtora, principalmente por conta da produção do primeiro longa-metragem de ficção, intitulado Amores Líquidos. O projeto recebeu o financiamento do Edital de Baixo Orçamento do Ministério da Cultura e do Governo do Estado do Pará. 

Rodado entre maio e junho deste ano, em Belém e nas estradas da região do Salgado, roteiro turístico do Pará, chegando a locações em Salinas, o filme traz como protagonista histórias que se unem numa mesma direção, tendo no elenco, inteiramente paraense, as atrizes Lorena Lobato, Keila Gentil (Gang do Eletro) e Aline Oliveira, além de Leoci Medeiros, Ramon Rivera e Dime França.

“Estamos em fase de finalização, para lançamento em 2016. Nossa ideia é levar os filmes para festivais e em seguida lançar em sala de cinema. Antes disso, pretendemos lançar Amores líquidos em Belém, para quem fez o filme e para o público paraense”, finaliza.

Mais informações:  Fone (91) 3249-5765 e FB https://www.facebook.com/CaboclaFilmes. Além da Fox Video, os DVDs também podem ser adquiridos numa promoção do Jornal Diário do Pará: https://vimeo.com/user790998/review/133659954/bcdd816124

13.7.15

Thiago, olhar múltiplo agora a partir das estrelas

O ano era 2009. Em uma empreitada musical reuni alguns amigos a fim de receber Herbert Vianna e Mestre Vieira para um encontro fechado num estúdio em Belém. Um momento daqueles precisa mais que o meu registro de documentarista, chamei Ismael Machado, amigo e um dos melhores captadores de momentos do nosso jornalismo brasileiro, para cobrir o feito. 

Não veio só, trouxe um jovem fotógrafo, Thiago Araújo, e foi assim que o conheci, já pronto pra tudo, como bem diz o artigo abaixo. Depois passei a encontrá-lo  em diversas ocasiões em que envolviam teatro, música, cultura popular. E como os artistas também gostavam de vê-lo ali com sua câmera. Diziam: "ele é o melhor pra fotografar teatro", por exemplo. Mas tinha muito mais talento que isso. 

Em 11 de julho, por uma fatalidade, ele nos deixou, mas não passou despercebido, como pessoa, artista, profissional e amigo, nesta vida. A seguir o texto analisa o fotógrafo, a partir de sua entranhas, talento, ousadias e experimentos de vida. Agradeço a oportunidade em publicar.

Por Ismael Machado*

Certa vez, ao elogiar as fotos de um colega, Paula Sampaio disse que não tinha habilidade para fotografar esporte. Paula Sampaio talvez seja uma das mais admiradas e talentosas repórteres fotográficas que atuam na Amazônia. Mas expôs, humildemente, uma pequena deficiência, se podemos definir dessa forma.

É pensando nessa frase, que diz muito sobre os nossos múltiplos interesses, que o trabalho fotográfico de Thiago Araújo, morto no último dia 11 de julho, deve ser analisado. O mundo atual, que deveria ser pautado pela diversidade de cores e olhares, muitas vezes se fecha em especializações. Como se disséssemos ‘esse é o meu caminho e só sei trafegar por ele’.

Entre fotógrafos e amigos, o 'self` é dele
Thiago Araújo não tinha formação acadêmica. Mas tinha o principal. Um olhar genuinamente curioso sobre as coisas que o rodeavam. E essas coisas eram tantas, que o mundo precisava parecer ser engolido por ele em doses cavalares.

Belém tem uma tradição de fotógrafos acima da média. Um jeito de olhar que parece ser único. Alguns fotógrafos que por aqui estiveram, como Carlos Silva, diz que o lance do clima e da umidade força a ter um jeito de pensar a fotografia de forma especial.

Há quem fale da luz, do clima, da proximidade do rio com a cidade, da floresta logo ali. Tudo isso tem, logicamente, sua própria razão de ser no universo intrincado da fotografia. Mas não dá para ignorar que somos o que vivemos, sonhamos, amamos. Levamos isso para uma jornada interior dentro de nosso próprio trabalho.

Thiago Araújo cresceu num ambiente economicamente pobre, mas rico de possibilidades. O antagonismo do mundo estava dentro dele. A violência estava no quintal de casa, mas ali também estava a riqueza da cultura afro, com o sincretismo religioso fervilhando de cores.

A música pop se tornou uma referência constante, mas ao lado dela, a cultura mais popular, o apelo do que nos simboliza como representações, que nos mostra ao mundo. Crescido na ótica da geração mangue-beat que soube catalizar tudo ao redor e devolver o absorvido sob um novo enfoque, Thiago foi engolindo tudo, num velho conceito antropofágico, tão caro aos modernistas e tropicalistas.

Foto copiada do Facebook de Thiago
Isso tudo se reflete no exercício fotográfico feito por ele. O excelente repórter fotográfico Tarso Sarraf diz que foi um espanto ver aquele ‘moleque’ chegar, com a cara e a coragem e pedir uma oportunidade no jornal, munido apenas de uma máquina fotográfica compacta.

Sarraf diz que desde o início Thiago foi impulsivo. A pauta teste era policial, num ambiente perigoso. Pois Thiago conhecia aquele ambiente. E agarrou a chance que teve. Poderia ter se conformado com aquilo. Afinal, o olhar pode ser domesticado e direcionado.

Thiago não se deixou domesticar. A pauta podia ser cultural, policial, esportiva, ambiental etc. Ele sabia olhar de forma diferente para o que era diverso. E ia perpetuando outro traço, que também define os bons. Misturava profissão e paixão, tarefa e amizade. E nesse intrincado caminho, construía uma boa reputação. Um exemplo claro disso: as primeiras fotos da cantora Luê foram produzidas por Thiago. Acompanharam os primeiros releases. O crescimento de ambos em concomitância consolidou uma antiga amizade e mais trabalhos vieram nesse escopo.

O mesmo se deu com as fotos de shows do Festival Se Rasgum. Thiago tornava-se figurinha fácil não só em plena pauta, mas também nos bastidores. As fotos registram mais do que shows. Captam uma atmosfera de celebração.

Luê, sob as lentes de Thiago
Há quem possa argumentar que fotos culturais são mais simples de fazer. Engano. É preciso sensibilidade, gosto, entender o que está ali à sua frente. Deixar-se envolver, embrenhar-se num mundo sutil. Thiago fazia isso, embora sem a menor sutileza.

Algumas das melhores fotos do Arraial do Pavulagem são, sem demérito de outros fotógrafos, de Thiago Araújo. Mas nisso ele também praticava esse lado. O de não só fotografar, mas beber toda a fonte do Pavulagem. Gostar daquilo, daquele universo, estar inserido nele.

Isso pode, para alguns, ser totalmente o oposto da ideia de isenção, de estar neutro. De olhar de fora. Mas essa frieza não gera nada. Como querer que o outro sinta, se eu mesmo não sinto nada? Se não me envolvo, se não mergulho, como esperar que do outro lado, alguém faça o mesmo?
Nas reportagens, Thiago exercitava a tolerância e a paciência. 

À afoiteza dos primeiros tempos, soube capitalizar o aprendizado ao lado de fotógrafos como Raimundo Pacó, Marcelo Lélis e Tarso Sarraf, por exemplo, amigos e parceiros. Esperar pelo melhor momento, ouvir as entrevistas, entender a pauta. Depois disso, aí sim, mergulhar na foto. Extrair dela o que ela tem de melhor a oferecer ao leitor.

Thiago sabia aproveitar a luz e o movimento. De forma até intuitiva, aprendeu a fazer com que uma foto contasse bem a história proposta. A técnica, nele, veio depois da experiência sensitiva, de saber captar internamente o que via.

Pavulagem pelo olhar e coração do fotógrafo
Da nova geração de fotógrafos, pós Miguel Chicaoka, Luiz Braga, Ary Souza e Paula Sampaio, para ficar em quatro exemplos muito simbólicos, Thiago teve a percepção de ser uma mistura bem equilibrada de urbano e ‘ribeirinho’.  Não refugiou-se no olhar exótico e por vezes ‘aquoso’ que nossas referências culturais carregam, mas também não olhou para isso com desdém e preconceito.

Esse caminho é tortuoso porque pode levar a extremos. Mas no caso dele, a fotografia refletiu exatamente o que Thiago era. O mundo é um imenso parque de diversões, cheio de cores e luzes, contrastes e histórias. Mas também repleto de perigos e armadilhas. 

O importante, ao se analisar as fotografias deixadas como legado de Thiago Araújo em tão pouco tempo, é que nele a tradição e a modernidade (ou pós-modernidade, se assim preferirmos) em nenhum momento são conflitantes. Ao contrário, andam de mãos dadas com carinho. Não deixa de ser um bom legado. Poucos o conseguem em tão breve tempo.

* Ismael Machado é jornalista premiado e escritor

Lucas Estrela convida à experiência cine musical

O compositor e cineasta radicado em São Paulo traz sua instalação cine musical para Belém. O objetivo central é trazer o público à interação com as obras, junto a música contemporânea e experimental. É assim que Lucas Estrela une música, instrumentos experimentais e paisagens sonoras na exposição ARBOREAL, que terá sua abertura nesta quarta-feira, 15 de julho, a partir das 19h, na Galeria Gotazkaen.

Depois de uma extensa pesquisa sobre sonoridades urbanas e esculturas sonoras, Lucas e o grupo de músicos que o acompanha, dedicam-se a experimentação, improvisação livre e produção de novas linguagens e recursos na música contemporânea. 

Instrumentos produzidos com poucos recursos e sintetizadores artesanais são utilizados no palco e convidam o público a participar de maneira direta na execução e performance das composições, improvisando sobre as imagens exibidas no filme.

O resultado disso chama-se Cine Concerto Arboreal, um espetáculo voltado para a experimentação audiovisual e musical, onde o conceito de Paisagens Sonoras é apresentado ao público em uma experiência única de multi-linguagens. 

O filme, que neste caso serve como apoio às composições contemporâneas e performance ao vivo dos músicos, foi filmado nas regiões Norte e Sudeste do país. Belém, Salinas e São Félix do Xingu (Pará), São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais/MG. 

Os cenários são retratados pela ótica intimista e auditiva do diretor. E as sonoridades,  peças importantes no desenvolvimento do projeto, convidam o espectador à reflexão sobre a vida nos lugares pouco explorados, em contraste com as grandes cidades.

Serviço
Exposição ARBOREAL, de Lucas Estrela. Nesta quarta-feira, 15 de julho, a partir das 19h, na Galeria Gotazkaen, Travessa Rui Barbosa, 543. Entre Ó de Almeida e Aristides Lobo. Classificação indicativa: Livre. Entrada Gratuita

10.7.15

Pirão de histórias e muitas risadas neste domingo

Bonecos da contação "Pé de Vento"
É o que nos promete o encerramento da 2ª edição do “Sábado Tem e Domingo que vem”, projeto do Pirão Coletivo realizado com apoio do edital de incentivo à cultura do Banco da Amazônia. Há dois domingos e três sábados o Pirão vem apresentando espetáculos e contações de histórias para um público de muita imaginação. Apareça, é neste domingo, 12 de julho, a partir das 11h, na Praça Barão do Rio Branco.

As ações do Pirão Coletivo envolveram, até agora, um público de quase 400 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, de diversos segmentos sócio-culturais. Todos fizeram questão de deixar suas contribuições no "Pague quanto puder", saquinho de papel entregue a cada um e que é devolvido no final. 

Até agora, a arrecadação foi de R$ 600,00, um dinheiro que vem de moedinha em moedinha, mas também em notas de R$ 20 ou R$ 50,00 e que será remetido a outras ações a serem realizadas na cidade neste segundo semestre.

O pague quanto puder, em ações colaborativas de diversos grupos que formam o Pirão Coletivo, é mais uma maneira alternativa que os artistas paraenses mais criativos encontraram para não ficar restritos ao escasso fornecimento de verbas do poder público, atualmente ausente em políticas públicas direcionadas ao segmento cultural em Belém e em todo o resto do Estado do Pará.

Durante a temporada do projeto, quem foi às apresentações no Casarão do Boneco também pôde apreciar a exposição "Tarô do Boneco em poucas lâminas", de Maurício Franco e assistir a vídeos, incluindo o institucional do Banco da Amazônia, patrocinador desta segunda edição, e também conferir o VT da campanha Salve Salve Casarão do Boneco, em atividade pelo CATARSE, site de financiamento coletivo que o In Bust e demais artistas do Pirão Coletivo encampam para arrecadar fundos que irão ajudar na recuperação do casarão. Aproveite e dê uma olhada: https://www.catarse.me/pt/salvecasaraodoboneco

“A realização desta temporada é importante para o fortalecimento e afinação deste fazer e produzir de maneira coletiva. Esperamos seguir em frente com outras circulações que explorem bairros, comunidades e sonhamos com o dia de levar nosso Pirão às ilhas”, diz Cristina Costa, dos Produtores Criativos e In Bust Teatro com Bonecos.

A partir das 11h, tem contações e espetáculo

Causo Cia
O encerramento do projeto, neste domingo, 12 de julho, será à sombra de uma frondosa arvora, na pracinha Barão do Rio Branco, que fica no outro lado da Praça da Trindade, na altura da Rua Gama Abreu.  A partir das 11h, por exemplo, o público confere a contação de história “O Príncipe, a Lavadeira e o Sapo”, com o In Bust Teatro com Bonecos.

A história de amor provocada por um chulé promete levar o público a boas risadas. Uma lavadeira que canta para os sapos, na esperança de achar um que lave o pé e vire príncipe. Já ele, um príncipe, canta com os sapos porque precisa virar o sapo que ela procura. Tudo contado com bonecos e músicas de sapo, como “Mas que chulé espetacular”, de Jonas Ribeiro, do livro Histórias de Cantigas.

A contação é dinâmica e curta, dura meia hora e dá o seu recado para sair de cena e dar vez à segunda história do dia, às 11h30, com a Cia. de Teatro Madalenas, que chega com “Pé de Vento”, contada pelo ator Leonel Ferreira. Pé de Vento é um menino que entre uma mania e outra se ver diante de um acontecimento que irá mudar sua vida.

Tem mais. Ao meio dia, a programação vai se despedindo com a Causo Cia, que apresenta o espetáculo “Pitiú, O Romance“, uma historia de João Peixe, pescador que quase vira oferenda no mar quando uma bela estrangeira tentou conquistar, numa cidade ribeirinha próxima do mar.

Leonel Ferreira
No elenco Elenco, estão os atores Jeff Moraes, Katty Nunes, Nanan Falcão, Roberta Brandão e Uirandê Gomes. O espetáculo conta com a direção coletiva de Paulo R. Nascimento, Mauricio Franco, Pedro Olaia, Thiago Ferradaes, Lucas Alberto e Andréa Rocha; direção musical de Jeff Moraes; figurino de Nanan Falcão; roteiro e texto livre e levemente inspirado na música “Oferenda”, de Gustavito Amaral, e em todas as lendas e causos ouvidos e vividos  pelos interiores do Pará.

E assim, a 2a edição do “Sábado Tem e Domingo que vem” chega ao fim, com a certeza do dever cumprido. Neste domingo, as colaborações continuam sendo bem vindas. Elas podem ser feitas do mesmo jeito, na base do "Pague quanto puder", em um saquinho de papel entregue a cada um na plateia para ser devolvido com as contribuições no final das apresentações.

O Pirão Coletivo é formado pelos grupos artísticos Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos e In Bust Teatro com Bonecos, além de vários colaboradores.

Serviço
Programação do projeto “Sábado Tem e Domingo que Vem”, do Pirão Coletivo. Neste domingo, 12 de julho, na Praça Barão do Rio Branco, com contações de histórias de Paulo Ricardo Nascimento, da In Bust Teatro com Bonecos, e Leonel Ferreira, da Cia Madalenas de Teatro, além do espetáculo da Causo Cia. A partir das 11h. Pague quanto puder. Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro. Mais informações: https://www.facebook.com/piraocoletivo. Fones: 98110.5245 (tim).

9.7.15

Rande Frank na Era do Rádio e na do Crowdfunding

É isso mesmo. Temos mais um artista paraense aderindo o sistema de patrocínio coletivo, o chamado crowdfunding. Isso significa que qualquer pessoa pode comprar uma cota de patrocínio disponível no projeto, e os valores patrocinados tem uma recompensa associada. 

Neste caso, “Randeofônico” é um projeto que cria um podcast especial que se remete à época de ouro do rádio e ‘de quebra’ financia o CD do artista -  www.eupatrocino.com.br/randeofonico-vol-i

Randeofônico  Volume I  propõe utilizar a mídia do podcast para gerar quatro programas de rádio, que resgatam uma forma peculiar de produzir programas de rádio, com suas vinhetas, informações, entrevistas, anúncios dos patrocinadores, horóscopos, noticiários jornalísticos, locuções esportivas, hora certa, e, óbvio, música. Saiba mais um pouco aqui: https://www.youtube.com/watch?v=q-fZUrWu_CI

Randeofônico Vol. I é um programa de rádio pré-editado com tudo que um espaço radiofônico livre tem direito, pode ter até momento religioso ecumênico, poesia, dramatizações de textos, enquetes de rua e outras ideias e sugestões de todos que quiserem participar. "Em cada episódio, lanço duas músicas minhas, e lanço também o trabalho de outros autores, em princípio paraenses”, explica Rande Frank. 

No crowdfunding, porém, para um artista alcançar sua meta de patrocínio, é preciso saber vender algo, seja a imagem do artista, o trabalho que ele desenvolve e, mais do que isso, precisa ser inventivo. Você precisa convencer as pessoas de que é interessante de alguma forma te ajudar a realizar um trabalho. Mais do que isso, a pessoa tem que curtir o que vê, ouve ou lê pra querer apostar nele.

A ideia do podcast como moeda de troca para o patrocínio de seu primeiro CD, é muito bacana. O CD é autoral, mais um motivo que se tem para somar aí nesse patrocínio coletivo. “E não é somente um podcast”, dia Rande.  “’É um programa de rádio completo, pensado com toda essa nostalgia, mas recheado com as músicas autorais compostas gravadas em CD, sendo apresentadas na atmosfera radiofônica: é como ouvir o seu disco favorito, mas cheio de extras e no conforto da sua casa”, diz o artista.

Uma nova onda para realizar sonhos

O valor para o Randeofônico Vol. I é de R$ 12.500,00, mas até agora pouco mais de R$ 300,00 foi arrecadado. Rande vai ter que dar uma virada, o período de arrecadação disponível para a meta tem pouco mais que 30 dias para encerrar. É uma contagem regressiva para o tempo mas é progressiva, o que se espera, em volume de reais. Alcançar a meta é um esforço que depende de muitos. 

Há vários outros projetos que buscam recursos de patrocínio desta maneira. Mas as pessoas ainda estão conhecendo este sistema e muitas vezes acabam nem se interessando em saber como funciona. Por isso, contar com apoio de amigos, familiares, fãs e fãs que compartilhem a ideia, conversem com as seus próximos, é fundamental. É preciso explicar como que, com apenas R$ 10,00,  pode-se ajudar um cara a gravar seu CD de músicas autorais.

Precisa de um corpo a corpo. Recentemente o Arraial do Pavulagem conseguiu alcançar sua meta. O apoio de um grupo significativo de fãs garantiu que o Instituto Arraial do Pavulagem realizasse seu último cortejo no domingo, 5 de julho.

O esforço coletivo vinha sendo organizado desde maio, mas quase não conseguiu chegar a sua meta. O penúltimo arrastão, no dia 28 de junho, chegou a ser cancelado dias antes. O Pavulagem não entendia ter milhares de fãs e apenas algumas dezenas de doações, já na reta final do período de arrecadação. A notícia se espalhou e em uma semana, eles bateram a meta. O Pavulagem arrecadou R$ 15,1 mil, vindas de cento e sessenta e três doações. A campanha também foi do site site Eupatrocino.

Além do Eupatrocino existem outros sites de crowndfunding, como Catarse abriga, hoje, entre outros projetos, a da campanha Salve Salve Casarão do Boneco - https://www.catarse.me/pt/salvecasaraodoboneco -, que busca recursos para recuperar o antigo casarão que abriga as atividades do grupo de de vários outros grupos de teatro de Belém, abrindo suas portas para atividades com participação do público. 

A meta do In Bust Teatro com Bonecos, que organiza a campanha em conjunto com outros artistas, é de R$ 60.000. Já arrecadou mais de R$ 1.0000,00, de 19 apoios. Mas o tempo também urge tanto quanto para Rande Frank. Faltam pouco mais de 30 dias também, para que o período encerre.

Porque patrocinar o "Randeofônico Vol. I"

Rande Frank vale o esforço e a atenção dispensada a seu talento, um artista multifacetado, criativo e agregador. Iniciou a carreira musical na década de 90, cantando e tocando violão na noite paraense, com músicas sempre em português. Da cena banquinho e violão ele partiu às bandas “Arcano 19”, “A Decrépita” e “Xamã”.  Liderando os vocais da Banda “Xamã”, ele se popularizou com sua voz e performance marcantes, eletrizando as plateias roqueiras e a nascente tribo regueira que surgiu no fim de 2006 no cenário musical de Belém do Pará.

Produziu, gravou as vozes, e mixou 12 canções do compositor paraense Buscapé Blues e as apresentou ao vivo em shows itinerantes dentro de um ônibus-palco, que cruzou a capital carioca. Estava com a banda “Xuxu e As Kaveiras Barrocas”, com quem também se apresentou no Rock in Rio, no início dos anos 2000. Agora, ele quer a carreira solo.

Como ser patrocinador – Acesse o site www.eupatrocino.com.br/randeofonico-vol-i e lá compre uma das cotas oferecidas no site eupatrocino, elas variam entre R$ 10,00 a R$ 1.000,00. Para cada valor há uma recompensa em produtos e serviços culturais randeofônicos.

Quando o valor necessário para execução do projeto for totalmente arrecadado, e isso tem um prazo definido, os recursos serão transferidos para o proponente, para que execute a sua ideia. Caso, ao final do período de captação, os valores cadastrados não sejam totalmente captados, os patrocinadores receberão o seu dinheiro de volta. É verdade gente, já aconteceu comigo,vale experimentar.