7.1.10

Ato cultural homenageia revoluções históricas no Pará

Fundação Curro Velho divulga novo site.
Abaixo, uma das notícias da sala de imprensa


Os movimentos de resistência popular à opressão portuguesa, no Pará, durante o período colonial serão homenageados hoje (07 de janeiro) durante programação cultural na Praça das Mercês, Forte do Castelo e Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP).

Neste dia, 07 de janeiro, os colonizadores aprisionaram e mataram o líder dos Tupinambá, o índio Guaimiaba, que resistia a escravização pelos portugueses, em 1616.

Este mesmo dia marca a tomada de Belém pelo movimento Cabano, em 1835, quase 300 anos depois. O evento contará com a apresentação de poetas, músicos, boi bumbá e da Banda da Polícia Militar. No MHEP uma exposição com documentos raros pertencentes ao acervo do Arquivo Público do Estado do Pará, será aberta ao público.

O historiador e diretor do Arquivo Publico do Pará, João Lucio Mazzini da Costa, explica que estes marcos não podem ficar esquecidos no imaginário popular do povo paraense. 'Os dois movimentos são a síntese da resistência indígena, negra e mestiça contra a opressão portuguesa e branca', comenta. Para enriquecer a programação comemorativa o arquivo Público disponibilizou documentos relativos ao movimento da Cabanagem, moedas cabanas e a Ata de Adesão do Pará a Independência do Brasil que ficarão em exposição no MHEP durante todo o mês de janeiro.

Resistência Tupinambá – No inicio da colonização portuguesa nesta região, Francisco Caldeira Castelo Branco, o fundador de Belém, começou a escravizar e subjugar os índios Tupinambá, primeiros habitantes da região. No dia 07 de janeiro de 1619, os índios se revoltaram e atacaram o Forte do Presépio. Para acabar com a revolta, Castelo Branco mandou matar o cacique Guaimiaba, líder dos índios revoltosos, fortificando assim a presença do colonizador português no Pará.

Já em 1835, eclode o movimento cabano quando negros mestiços e índios se revoltaram diante da situação de miséria a que estavam submetidos. Nesse mesmo dia 07 de janeiro, os líderes cabanos Eduardo Angelim, os irmãos lavradores Francisco Pedro e Antônio Vinagre, o fazendeiro Clemente Malcher, o jornalista Vicente Ferreira Lavor e o padre Batista Campos tomaram a cidade de Belém.

João Lucio comenta que a tomada da capital iniciou pela invasão do 'Trem de Guerra', onde os portugueses armazenavam pólvora e outros armamentos. 'Estes armamentos serviram para substituir os utilizados pelos revoltosos que possuíam apenas paus pedras e arcos e flechas utilizados pelos indígenas'. Em seguida, os revoltosos tomaram o Forte do Castelo e o palácio onde hoje funciona o Museu Histórico do Estado do Pará.

A programação tem início às 17 horas na Praça das Mercês de onde sairá um cortejo para o Forte do Castelo e MHEP, mesmo trajeto dos revoltosos cabanos. A exposição com documentos relativos à Cabanagem, Moedas cabanas e a ata de Adesão do Pará a Independência do Brasil ficará aberta aos público até o final do mês.
O ato é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura através do MHEP, Arquivo Publico do Pará e Fundação Curro Velho.

Fonte: http://www.currovelho.pa.gov.br/noticias_det.asp?id=19#

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