11.2.10

Nesta sexta tem Coletivo AfrikaBrasil em novo espaço

Não é mais no Bar do Índio, mas a festa “Black Soul Samba” continua na Cidade Velha. E nesta sexta-feira tem.

A mudança acontece por causa do número de frequentadores que aumenta a cada semana, exigindo um espaço maior.

Agora no Espaço Cultural Cidade Velha, que fica bem ao lado da Praça do Carmo, há dois ambientes, sendo um deles climatizado.

As duas pistas contam com o agito dos DJ´s Residentes: Eddie Pereira, Uirá Seidl, Alex Pinheiro, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeler e Kauê Almeida.

”Reverzando entre o Soul,Funk,Reggae, Afrobeat, Samba-Rock, HipHop vai ter também muito Samba, para que não nos esqueçamos que estamos no carnaval”, diz Eddie Pereira, da organização.

Além de muita música, haverá exibição de videos no telão. A Black Soul Samba, rola toda sexta-feira, com entrada free até meia-noite pra todo mundo, depois o ingresso custará R$ 5.

Cine na Memória apresenta clássicos do cinema mudo brasileiro

O Cine Na Memória, do Museu da Imagem do Som (MIS), apresenta nesta quinta a mostra “Aspectos do Brasil”.

Parte do projeto “Resgate do Cinema Brasileiro”, realizado pelo Governo Brasileiro através da Caixa Econômica Federal, Sociedade Amigos da Cinemateca e Cinemateca Brasileira, o projeto reune em uma caixa com quatro DVDs, com “pérolas” do cinema mudo brasileiro, restaurados e reunidos em temas distintos.

Entre os filmes que serão exibidos está “Veneza Americana (1925)”, da Pernambuco-Film (foto). Deste original em nitrato, proveniente do acervo da Fundação Joaquim Nabuco (PE) e enviada para a Cinemateca para trabalhos de preservação, vemos um Pernambuco que cresce.

Chama atenção neste longa-metragem, que nasceu de outros dois originariamente feitos sobre encomenda pelo Governador da época Sr. Sérgio Loreto (1922-1926), o apuro na realização, com impecável qualidade técnica na fotografia e nos firmes movimentos de câmera, belos efeitos de cor obtidos por meio de tingimentos e viragens.

Serviço: A sessão acontece no mini-auditório do Museu de Arte Sacra, ás 19h, com entrada. O projeto, nesta edição, tem o apoio da Cinemateca Brasileira e Fumbel. Museu da Imagem e do Som Pará. Rua Padre Champagnat, s/n - Cidade Velha. CEP 66020-310 - Belém - Pará - Fone/Fax: 91-4009-8817/mis.para@gmail.com.


10.2.10

Música instrumental: Pra dar um rolê por aí...

Temos mais um espaço em Belém para curtir música instrumental, ao vivo. Onde era o antigo café Dali, agora funciona o bar Leblon, na Trav. Quintino entre Mundurucus e Conselheiro.

É lá que toda quarta-feira, se apresenta Toninho Abenatar & Trio, com música instrumental, jazz, Bossa e MPB.

Toninho (saxophonista e flautista) já participou de muitos trabalhos, disco e shows de artistas paraenses.

Em seu estilo passeia pela música brasileira, ritmos latinos e influências da música eletronica e smooth jazz. Hoje tem!

Baiacool - Para quem quiser curitr mais instrumental jazz, a dica é o Baiacool Jazz Club que vai fuincionar normalmente neste carnaval. O espaço já era conhecido do público, mas desde que mudou de endereço, deixou muita gente perdida.

O Baiacool agora finciona de quarta a domingo, sempre a partir das 18h, na Rua Mundurucus, 1985, próx. a Dr. Moraes.

Na quarta-feira tem o tradicional Piano Bar, a partir das 20h. Na quinta-feira, a música é instrumental, com participação de Minni Paulo e músicos convidados.

Na sexta a Bossa Nova pede passagem na voz de Michely Murchio e Trio. E nos sábados, continua em cartaz e sempre trazendo um público maior, a cantora Larissa Wright e grupo MP3. O couvert do bar custa R$ 5,00. Mais informações: 8161.1992.

8.2.10

Homenagem: Max Martins, um ano de saudades

Há um ano, no dia 9 de fevereiro, Belém amanheceu nublada e chuvosa.

Durante àquela tarde, homenagens em forma de poesia foram prestadas no Museu Histórico do Pará, ao poeta Max Martins, cujo corpo era velado por amigos, familiares, escritores e amantes de sua poesia.

Nesta terça-feira, 09, na Casa da Linguagem, que ele dirigiu anos atrás, novas homenagens serão feitas à Max, desta vez no Cineclube Pedro Veriano, com exibição filme “Variações da Rede”, do paraense Diógenes Leal e do americano James Bogan, que focam o hábito característico e estabelecido na Amazônia de repousar sobre uma rede.

O filme faz parte de um DVD que traz uma trilogia de filmes feitos em Belém entre as décadas de 70/80, em parceria entre os dois cineastas. Em Variações de Rede", Max Martins é personagem, que narra sua prórpia poesia. É lindo não deixem de ir ver.

A programação começa cedo, às 17h30, com celebração do padre Padre Lucivaldo Silva, lançamento do documentário Porto Max, sarau com escritores paraenses e abertura da exposição: ‘‘Viva Max Martins’’, com objetos pessoais do poeta. Ainda haverá uma mesa-redonda com Alonso Rocha/ Poeta Wenceslau Alonso Júnior/ Professor – UEPA; Edson Ferreira/ Professor – UFPA.

Já o documentário "Porto Max" é resultado de oficinas ministradas na Fundação Curro Velho, com apoio do laboratório audiovisual do Iesam. A direção é de Rogério Parreira, coordenador audiovisual do Curro Velho.

Segundo Parreira, a produção do filme foi "um processo de realização realmente coletivo de substância cultural significativa para o Pará e para o mundo, já que a contribuição de Max Martins é universal". O curta contou com a participação de alunos da Fundação.

"Porto Max" apresenta depoimentos da neta do Max Martins, Laís Martins, e um diálogo entre o filosofo Edson Ferreira e o professor de literatura e também poeta, Paulo Nunes.

O poeta - Max Martins nasceu em Belém do Pará, em 1926. Após os estudos de Literatura, passou a colaborar em revistas e suplementos, como a revista literária Encontro, publicando os primeiros poemas no Suplemento Literário da Folha do Norte em 1946 e 1951.

Estreou com o livro O Estranho (1952), seguido, entre outros, pelos livros Anti-Retrato (1960), O Ovo Filosófico (1976), O Risco Subscrito (1980), 60/35 (1985), e reunindo seu trabalho no volume Não para Consolar - poesia completa (1992). Max Martins faleceu dia 9 de janeiro do ano passado.

Serviço
Homenagem ao poeta Max Martins. Nesta terça-feira (9), a partir das 17h30, com celebração de missa, exposição, sarau, mesa redonda e videodocumentários na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31, passando a Assis de Vasconcelos). A entrada é franca.

Fonte: Holofote Virtual com informações da Fundação Curro Velho.

Semana começa com cinema e fórum de teatro

O ótimo “BMW Vermelho” (foto), de Edu Ramos e Reinaldo Pinheiro, e o paraense “Açaí com Jabá”, de Alan Rodrigues, estão na programação de hoje do Cineclube Alexandrino Moreira.

Os dois curtas serão exibidos junto com outros filmes que fazem parte da coletânea de curtas nacionais “Comédias Contemporâneas” da Programadora Brasil.

Não perca. É hoje, a partir das 19h. Em BMW Vermelho, uma família humilde recebe um verdadeiro presente de grego: um carro de luxo, que não pode ser vendido por dois anos. Para piorar a situação, ninguém sabe dirigir. O tempo passa, e o automóvel acaba tendo usos bastante inusitados. No auditório do Instituto de Artes do Pará (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica). Entrada franca. Informações: (91) 4006 2947.

4º encontro do Fórum de Teatro - Além de cinema, a semana também começa com mais um encontro do Fórum Permanente de Teatro, nesta segunda-feira, às 19h, na sede do Sistema Integrado de Teatros - SIT – na Tv. Domingos Marreiros, 728. Entre 14 de março e Generalíssimo Deodoro.

“Nesse encontro iremos analisar o Plano Nacional de Teatro e a proposta apresentada às artes cênicas, que extraí do Plano Estadual de Cultura, para elaborar uma proposta para o
Plano Estadual de Teatro”, explica Paulo Ricardo Nascimento, da In Bust Teatro com Bonecos.

De acordo com Paulo, o quarto encontro deste forum também irá tratar sobre o Conselho de Cultura do Estado, no intúito de escolher uma lista tríplice de representantes de teatro para compor o Conselho e encaminhar para a SECULT. Mais informações: (91) 9941-8071.

Protesto - Na terça-feira, 09, tem protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Belém, que desde a semana passada cobra R$ 1,85, tendo como justificativa a renovação da frota e a melhoria do transporte público. Mas não é isso que a população vê e utiliza no trânsito de Belém. Para participar, chegue a partir das 9h, em frente à Prefeitura de Belém, na Poraçla D. Pedro II, Ver-o-Peso.

Música e Dalcídio Jurandir- Inspirado em Dalcídio Jurandir, o cantor e compositor paraense Rafael Lima, apresenta nesta quarta-feira, 10, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur,.

A apresentação faz parte do projeto Uma Quarta de Música. O espetáculo “Reinavam” é uma opereta de 30 minutos, onde as personagens Alfredo e Ludica, entabulam um diálogo cantado, à frente de um santuário.

Começa às 20h e, além da opereta, serão apresentadas mais cinco músicas do cancioneiro de Rafael, todas relacionadas à obra de Dalcídio, dividindo o espetáculo em 3 atos.

Um super time de músicos participa: Príamo Brandão (baixo), Ricardo Aquino (vibrafone, marimba, perc.), Lenilson Albuquerque (piano, teclados) e Juçara Abe, que é filha de Rafael, (voz principal), além de rafael (voz/violão).

Na ocasião, Rafael estará disponibiliza seu DVD gravado ao vivo no festival internacional de jazz de Montreux, juntamente com exemplares da revista PZZ, comemorativa de seus 22 anos de carreira internacional.

Memória - Na quinta-feira tem sessão do cineclube Na memória. A partir das 19h, com exibição da coletânea “Aspectos do Brasil”. Num belíssimo projeto de restauro pelo Governo Brasileiro através da Caixa, Sociedade Amigos da Cinemateca e Cinemateca Brasileira, surgiu “Resgate do Cinema Brasileiro”.

Uma caixa com cinco DVDs, contento “pérolas” do cinema mudo brasileiro, restaurados e reunidos em temas distintos. Nesta quinta, será exibido o programa “Aspectos do Brasil”, com duração de 118 minutos. Dia 11 de fevereiro de 2010, às 19h, Mini-auditório do Museu de Arte Sacra (Rua Padre Champagnat, s/n, Cidade Velha). Informações: 4009-8817/ www.cineclubenamemoria.blogspot.com

Bolsas e curso:
Concurso de Bolsas para Pesquisa, Experimentação e Criação Artística do Instituto de Artes do Pará. Inscrições abertas para projetos de Artes Visuais, Teatro, Música e Dança de 8 de fevereiro até 31 de março, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 14h, na sede do IAP (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica de Nazaré). Mais informações nos sites www.iap.pa.gov.br/blog, www.pa.gov.br e www.secult.pa.gov.br.

Oficina de Realização em Direção, com o cineasta Camilo Cavalcante. De 22 a 27 de fevereiro, das 14h às 22h de segunda a sexta e das 9h às 15h no sábado. Inscrições abertas de 8 a 12 de fevereiro, de 8h30 às 14h, mediante apresentação de currículo, no IAP (Praça Justo Chermont, nº 236 - Nazaré - ao lado da Basílica). Realização: Núcleo de Produção Digital Belém (PA). Informações: 4006 2947.

4.2.10

Na resistência Marajoara: Mestre Damasceno ganha prêmio e é tema de documentário

Um dos mestres paraenses vencedor do Prêmio Culturas Populares, numa iniciativa da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (assunto do post anterior), vem de Salvaterra, no arquipélago do Marajó. A premiação, de R$ 10.000,00, porém, não ficará apenas na comemoração.

Ao receber o prêmio, Mestre Damasceno (na foto de Dario Pedrosa) se compromete em salvaguardar sua memória através de ações culturais na área do teatro, como montador da comédia do boi-bumbá, como contador de estórias e lendas do arquipélago do Marajó.

A iniciativa revitaliza a comédia do boi-bumbá na qual mestre Damasceno é o "Montador", que se manifesta em forma de Búfalo, animal típico da região.

Compositor de mais de cem letras dos gêneros Carimbó, chulas, sambas e outros, com este prêmio Damasceno beneficia toda a comunidade de Salvaterra, onde essas ações culturais irão respaldar a cultura do Estado dando força para o tombamento do carimbó como patrimônio cultural.

Com a verba, mestre Damasceno se estruturará criando um barracão cultural no quintal de sua humilde casa, que recebe hoje estudantes locais que o procuram como fonte de informação sobre o folclore local. Também serão adquiridos equipamentos de captura de áudio e vídeo, para salvaguardar as ações ali desenvolvidas, e instrumentos musicais.

Documentário - Além de todas estas ações, há ainda uma outra. O documentário “Mestre Damasceno - O Resplendor de uma Resistência Marajoara”, que ganha força com a premiação, mas que ainda depende de alguns trâmites legais.

“O projeto foi apresentado a câmara dos vereadores e aprovado, encontra-se agora na mesa do prefeito onde espera por um "autógrafo", para que se possa realizar o Documentário sobre a vida e obra de Mestre Damasceno”, diz o idealizador e diretor do documentário, Guto Nunes da Jambu. Films, responsável pela incrição de Mestre Damasceno no Prêmio Cultura Populares.

A partir do documentário será iniciada uma nova caminhada, via IPHAN, onde Guto pretende conquistar a salvaguarda da memória do mestre como Patrimônio Cultural Imaterial. E também a restauração do antigo anfi-teatro de Salvaterra, o qual pertence a prelazia do município que abraça esta iniciativa.

“Transformaremos o então abandonado anfi-teatro em um grande Centro de Cultura Popular & Cine Club Mestre Damasceno”, informa Guto.

Rápida biografia - Mestre Damasceno Gregório dos Santos nasceu na Vila de Mangueiras, Salvaterra. Ficou cego aos 19 anos, ao levar um choque. Costuma dizer que a boniteza não vem apenas dos olhos. “Vem também do coração e do amor”.

Com mais de meio século de vida é pescador e desenvolve suas atividades normalmente, seja em alto mar ou nos rios onde é conhecido por pescar com as próprias mãos.

É um exímio jogador de dominó (campeão local) e transita pelas ruas da cidade com a mesma tranqüilidade que qualquer outra pessoa, sem o auxílio de instrumentos guias. É pai de nove filhos e destes apenas o mais velho lhe acompanha na atividade de cantar suas composições (que somam mais de 100 - cem) e montar a comédia de boi bumbá apresentada pelas ruas da cidade durante a quadra junina.

“É uma lenda viva do folclore salvaterrense marajoara e, portanto, patrimônio cultural imaterial paraense”, decreta Guto Nunes.

Na internet, é possível assistir uma entrevista com ele, que entra na conversa a partir dos 2'52" do vídeo: acesse aqui para ver.


Fonte: Holofote Virtual com informações da Jambu Filmes

Mestres paraenses da cultura popular e carimbó de Santarém Novo são premiados pelo Minc

O Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural - Ministério da Cultura (SID/MinC) divulgou, ontem, o resultado do Prêmio Culturas Populares 2009 - Edição Dona Izabel.

Na região norte, dos seis mestres selecionados, dois são do Amapá, Josefa Pereira Lau, a dona Zezinha e Joaquina da Silva Jacarandá, dona Joça, um de Rondônia, Orlando Gomes Marques e três são do Pará, Raimundo Farias de Souza, o Compadre Socó, Bento de Trindade Alves, o Mestre Bento e Damasceno Gregório dos Santos, o Mestre Damasceno, do Marajó.

Além deles, a Irmandade de Carimbó de São Benedito, do município de Santarém Novo, também recebeu prêmio no concurso pelo trabalho cultural desenvolvido junto à comunidade local. O grupo participa todos os anos das Festividades de Carimbó de São Benedito, realizadas de 21 a 31 de dezembro, em Santarém Novo, e no mês de dezembro, do Fest Rimbó, do Encontro de Mestres de Carimbó e da Oficina de Saberes e Fazeres Carimbó.

As iniciativas vieram de todo o país, sendo assim distribuídas: 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Em relação à categoria, 1.159 projetos foram de mestres; 872 de integrantes de grupos/comunidades informais e 277 de integrantes de grupos/comunidades formais.

A premiação é uma ação de reconhecimento nacional que fortalece a luta pelo registro do carimbó como patrimônio imaterial do Brasil, uma luta que teve início em Santarém Novo em 2005 e que vem conquistando cada vez mais visibilidade e respeito em todo o país.

De acordo com Isaac Loureiro, um dos coordenadores da campanha, o prêmio vem em um momento importante para a Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, que aguarda a conclusão do inventário sobre o carimbó paraense, realizado pelo IPHAN Regional e pela SECULT, para ter uma decisão final do MINC sobre o pedido de registro como patrimônio imaterial.

“Queremos agradecer a todos nossos parceiros e aliados nesse processo, nossos mestres e mestras, nossa comunidade e todos que tem nos apoiado ao longo dessa caminhada. Esse é um prêmio que pertence a todos nós”, festeja Isaac.

3.2.10

Odivelas treina e se prepara pra quando o carnaval chegar

Em São Caetano de Odivelas, os finais de semana já estão sendo animados pelo arrastão de vários blocos carnavalescos.

Durante a semana momesca, porém, o ponto alto está sendo agendado para Terça-Feira Gorda, quando a Associação Mestre Bené colocará nas ruas o Arrastão do Boi Faceiro.

Misturando elementos do carnaval aos personagens e os ritmos dos bois de máscaras, a festa torna São Caetano de Odivelas um lugar singular para se passar este período do ano.

No Arrastão do Boi Faceiro, os mascarados e cabeçudos típicos do folclore de São Caetano de Odivelas circulam entre os foliões dos blocos, cantam e dançam arrastando toda a população e os turistaspara a orla da cidade.

As comemorações carnavalescas abriram espaço, há cinco, para os tradicionais bois de máscaras e seus cabeçudos, buchudos e pirrôs. “Quem visitar São Caetano de Odivelas, terá a oportunidade viver o melhor do carnaval de rua”, diz Rondi Palha, um dos idealizadores da participação dos “bois” no carnaval.

Depois disso, os blocos Bloculhão, Caranguejo Elétrico, Bloco das Gatinhas, Bloco das Lacraias, Bloco do Beija Flor e o Bloco Cantinão nunca mais foram os mesmos. Com tanta festa, o carnaval do município já ganhou destaque na lista dos carnavais mais bonitos e tradicionais do interior do Estado.

O objetivo da iniciativa, segundo ele, é valorizar e priorizar o tradicional carnaval de rua, ao mesmo tempo em que são mantidos e difundidos elementos da cultura popular em miscelânea de cores, ritmos e, principalmente alegria.

Em São Caetano, ninguém se guarda, mas treina e muito para quando o carnaval chegar. Por isso, desde o último final de semana que os arrastões já estão indo às ruas. E neste final de semana, 06 e 07, tem mais.

Além dos blocos e do boi de máscara, o CARNAODIVELAS conta ainda com as bandas centenárias Rodrigues dos Santos e Milícia Odivelense, que se revezam na missão de animar os foliões ao som de marchinhas, de frevo e das músicas de boi (marcha de boi e samba de boi).

“Haverá, ainda, a escolha da Musa do Carnaval, Musa Mirim, Musa Gay e na terça tem o encontro dos blocos. Em todos os dias tem arrastão de blocos pelas ruas ao som das bandas carnavalescas”, diz Rondi.

Mais para dentro do município, nas comunidades, destacam-se as folias que acontecem nas vilas Ponta Bom Jesus, com o Bloco da Cobra; Vila de São João dos Ramos, com o arrastão do Caranguejo Louco e Santa Maria da Barreta. Todas elas, fazem aquecimento para o Arrastão do Boi Faceiro, nos arrastões que rolam na cidade em plena segunda-feira gorda.

2.2.10

Um mestre quilombola no palco do Margarida Schivasappa

Nesta quinta-feira, 04, vários artistas estarão reunidos para homenagear um convidado muito especial.

Jorge Trindade, um mestre quilombola de 84 anos, terá sua obra interpretada por músicos de renome na cena musical paraense.

Mestre Jorgen, como é chamado, com seu banjo de 28 anos, irá pisar pela primeira vez no palco e, mais que isso, será o anfitrião da noite.

O fato é inédito, exclusivo e merece ter o teatro lotado. Há 70 anos, Trindade espera por qualquer reconhecimento ao seu talento musical.

Para o produtor Márcio Macedo, Mestre Trindade é um “homem de história de vida que daria um belo livro, rico em dados históricos - aos 84 anos de vida”.

“Imagine guardar uma musicalidade que é pura e tão natural quanto o ato de falar, por tanto tempo, restrita praticamente ao pequeno grupo de sua comunidade”, diz Macedo, que convidou Jorge Trindade para fazer este show depois de conhecê-lo na programação do evento "Reunida do Carimbó".

Na ocasião, ele estava em Belém, trazido de sua comunidade “África e Laranjituba”, localizada na região do Baixo Caeté-Moju, pelo publicitário Raimundo Magno, também natural desta comunidade.

O show "Mestre Jorge e o Banjo de Ouro" vai acontecer no teatro Teatro Margarida Schivasappa (Centur), a partir das 20h, com participações especiais de Pedrinho Callado, Allan Carvalho, Mexilhão do Icatú (Moju), Sancari, Marcio Macedo, Lívia Rodrigues, Alba Maria, Grupo Sentapeia, Grupo Kizomba (Comunidade Quilombola) e Escola Capoeira (Comunidade Quilombola).

História - Mestre Jorge, como é conhecido, nasceu em Araxiteua-Acará/PA, no ano de 1926, foi lavrador, seringueiro e músico. Desde jovem, atua na luta contra a discriminação racial e pela valorização da cultura afro, nas regiões de Acará e Moju.

Foi ainda no ano 2000, que fixou residência no baixo Caeté-Africa e Laranjituba e, após contato com percursionistas da Fundação Curro Velho, encontrou motivação para cantar, compor e rever músicas antigas de sua autoria, e de velhos companheiros de grupo.

Em 2001, ele criou e se tornou o principal vocalista do grupo Experimental Kizomba de manifestações culturais quilombolas. Mas além da música, Jorge é detentor de vasto conhecimento das tradições e da cultura quilombola, história de escravidão na região, dentre outros assuntos, motivo pelo qual é reconhecido carinhosamente pelo seu publico com o título de Mestre.

Sua atuação, frente ao grupo cultural quilombola Kizomba, vem lhe proporcionando convites para participar de concursos culturais, encontros de músicos, aniversários etc. Atualmente, Mestre Jorge, por meio da Música, vem reivindicando um lugar para a cultura afro-quilombola na sociedade, e sonha publicar sua obra em CD ou DVD.

1.2.10

Arte indígena Tembé em exposição no IAP

Na última quarta-feira, 28, os corredores do IAP – Instituto de Arte do Pará - ganharam cores e grafismos indígenas com a abertura da exposição “Formas e Cores da Cultura dos Tembés”.

A inauguração contou ainda, com a visita ilustre de índios da comunidade Tembé, que estavam presentes e apresentaram um ritual para o público presente.

A mostra reúne telas, objetos e artesanato produzidos pelos índios, na aldeia Teko Haw, localizada à margem esquerda do rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão.

A exposição é resultado de um projeto idealizado pelo artista plástico Edvaldo Ferreira e realizado pelo Instituto Goethe, através da Casa de Estudos Germânicos.

Em setembro do ano passado, Edvaldo ministrou na aldeia uma oficina de grafismo, reunindo cerca de 20 indígenas.

“Essa é a primeira vez que esses índios estão produzindo telas”, destaca o coordenador cultural da Casa de Estudos Germânicos, Sigard Jennerjahn, acrescentando que, na verdade, o projeto possibilitou o encontro de práticas e a troca de experiências entre o artista e os indígenas.

Sigard Jennerjahn explica que, ao redor de todo o mundo, o Instituto Goethe trabalha com cultura e desenvolvimento, por isso não se restringe apenas à divulgação da cultura alemã. Um exemplo disso foi a montagem de “A Ópera Amazônica”, de Joachim Bernauer, produzida em conjunto com o povo Yanomami.

Além da exposição, já são visíveis outros resultados do projeto realizado com os Tembé.

As imagens da oficina e da exposição irão compor um livro didático, produzido pela Secretaria de Estado de Educação (Secult).

A obra será usada no programa de educação indígena. Existe ainda o interesse de levar a exposição ao Museu Antropológico de Berlim, embora ainda sem data confirmada.

A exposição, que tem apoio da Funai, poderá ser visitada de segunda a sexta, de 8h às 14h, na sede do IAP, até o dia 5 de março, com entrada franca.

Fonte: Holofote Virtual com informações da Assessoria de Comunicação do IAP