8.7.11

Rumos Cinema e Vídeo traz espetáculos multimídia para Belém

Imagem: frame de 0fps: Southbank, de Gabriel Menotti
De 13 a 24 de julho, o Rumos Cinema e Vídeo traz para Belém o que há de mais contemporâneo na linguagem audiovisual. A mostra acontecerá no Museu Casa das Onze Janelas. 

Em sua 6ª edição, o Rumos Cinema e Vídeo amplia sua área de atuação para além do campo do documentário - o que era característico dos programas anteriores - e avança pelas possibilidades contemporâneas.

Na atualidade, o audiovisual vai muito além do cinema convencional. Artistas contemporâneos da imagem e do som experimentam formatos e dialogam com outras formas artísticas, como a webarte, o teatro, a performance. De 662 projetos inscritos, o Rumos selecionou 21 trabalhos, em três categorias: Filmes e Vídeos Experimentais; Espetáculos Multimídia e Documentários Para Web.

No espaço expositivo da Casa das Onze Janelas, três obras selecionadas estarão projetadas. Em monitores e computadores, o público poderá assistir aos Filmes e Vídeos Experimentais, aos Documentários para Web e aos Espetáculos Multimídia registrados durante a exposição de estreia desta edição do Rumos, em São Paulo.

Você pode assistir a entrevistas com todos os participantes no nosso canal do YouTube. Além disso, acessar, na página do Rumos, um texto crítico sobre os selecionados, as biografias e os Documentários para Web.


Programação - Belém, Pará
quarta 13 - às 20h - Abertura

quinta 14 a domingo 24 de julho
Exposição - das 10h às 18h, de terça a domingo

Acesse a programação no site Assista aos Documentários para Web Confira as entrevistas com os diretores. Museu Casa das Onze Janelas | Praça Dom Frei Caetano Brandão s/n° Cidade Velha - Belém PA | informações: 91 4009 8825 | www.museucasadasonzejanelas.blogspot.com

6.7.11

Palhaços Trovadores rompem a fronteira do Pará e circulam pelo nordeste brasileiro

Contemplados com o Prêmio Teatro Myrian Muniz da Funarte, o grupo reconhecido como Núcleo de pesquisa da linguagem do palhaço, está na estrada levando ao nordeste o espetáculo "O hipocondríaco", adaptação da obra "O doente imaginário", de Molière. Ao todo serão três cidades visitadas pelo grupo, que vem desde 1998 valorizando a cultura popular com seus folguedos, pastorinhas, boi-bumbá e quadrilha, lendas, mitos, trovas e canções da cultura amazônica.

O projeto “Palhaços na Estrada” foi o único do Pará a receber o prêmio da Funarte na modalidade Circulação de Espetáculos e Montagem de espetáculos, em 2010. O objetivo era chegar em cinco 
cidades paraenses e três no nordeste.

“Já foi cumprida a fase local do projeto, com apresentações nas cidades paraenses de Salinas, Bragança, Barcarena, Soure e Salvaterra. No dia 1º de julho, partimos rumo ao nordeste brasileiro, para nos apresentarmos nas cidades de São Luís (Maranhão), Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia). Estamos realizando duas apresentações em cada cidade. Assim, levaremos nossa arte e com ela, a cultura paraense para outras paragens”, diz Suani Corrêa, dos Trovadores.

Primeiro grupo a trabalhar e pesquisar a linguagem do clown em Belém do Pará, os Trovadores vem promovendo o encontro do povo com sua cultura, de modo lírico e cheio de graça, em apresentações que ocupam logradouros públicos - ruas, praças, centros comunitários, escolas - visitando bairros, distritos e pequenas cidades do interior.

“É sempre bom viajar com a trupe, conhecer novos lugares e público. É sempre um desafio também, pois nunca sabemos exatamente o que vamos encontrar, com relação a espaços e platéia”, diz Marton Maués, fundador do grupo.

Antes de pegar a estrada para além das fronteiras do Pará, o grupo conta que esteve em algumas cidades do interior, onde muita coisa já aconteceu e nem sempre, como em toda empreitada destas, estão livres de dificuldades e situações que até podem parecer engraçadas.

“Em alguns lugares a acolhida é muito boa e mesmo em espaços improvisados o espetáculo acontece, flui e a relação artista e público se completa plenamente. Mas estamos sempre sujeitos a acontecimentos inusitados: em Barcarena, por exemplo, mesmo com a praça mal iluminada (e isso verificamos em outras cidades também), o espetáculo ia bem, porém uma chuva fortíssima caiu no finalzinho e tivemos, artistas e público, que sair correndo”, conta Marton.

Nessa hora, de acordo com ele, o jeito é pensar rápido e trabalhar em equipe, porque há equipamentos de som e luz e instrumentos que precisam ser preservados. Mas nem sempre é assim e na maioria das vezes, graças ao bom humor e amor pela arte que há no coração de cada um dos Trovadores, tudo acaba dando certo.

“Em Salvaterra aconteceu tudo certo, espaço bom, público excelente e espetáculo correndo solto, com todos se divertindo. É isso que queremos, levar diversão e arte para todos. E sempre depois destes encontros, voltamos renovados”, afirma o ator e diretor.

Nordeste - Esta semana, porém, a viagem se tornou mais longa. No sábado, 02, e domingo, 03, estiveram em São Luiz se apresentando no projeto Gamar, que atende crianças e jovens em situação de risco, moradores da cidade operária, na periferia da capital maranhense. No domingo chegaram até uma cidadezinha a 20 minutos da capital, chamada Raposa, apresentando-se à comunidade local.

Na última segunda-feira, 04, pegaram a estrada novamente e na terça-feira, 05, já estavam em Fortaleza, onde apresentaram o Hipocondríaco no Sesc da cidade, para um público de 400 crianças. Nesta quarta-feira, 06, fazem mais uma apresentação na cidade logo mais, às 15h, no Teatro do Emiliano Queiroz.

Amanhã, quinta-feira, 07, pegam novamente a estrada e partem para Salvador, mas antes param em Recife, apenas para dormir. Na capital baiana, os Trovadores farão duas apresentações. No sábado, 09, no Teatro Martim Gonçalves, da Escola de Teatro da UFBA, às 16h, para o público em geral, e no domingo, 10, às 16h, no Cineteatro Solar Boa Vista.

“Neste espaço, faremos de manhã, 10h, a apresentação de outro trabalho, o mais recente da trupe, ‘O Menor Espetáculo da Terra’. Está sendo tudo ótimo. Público diferente, uma nova experiência para nós. Tem sido muito divertido. No mais, é fé em deus e pé na estrada”, conclui Marton, que se comunicou com o Holofote Virtual para nos contar as novidades vividas pelo grupo nos últimos dias.

“O Hipocondríaco” – O espetáculo levado na bagagem é uma livre adaptação do clássico francês “O Doente Imaginário”, de Molière, contemplado, em 2006, com o prêmio Myriam Muniz da Fundação Nacional de Arte, Funarte. A peça conta a história de um velho senhor, Argan, rico, avarento e com mania de doenças, que quer casar a filha, Angèlique, com um médico, Thomas Disáforus, para economizar nas consultas e receitas.

Ele é apaixonado pela segunda esposa, Bèline, amante do tabelião Boafé e com o qual tenta armar um golpe para ficar com a fortuna do velho. A empregada, Toinette, juntamente com o irmão do hipocondríaco, Beraldo, desmascaram a esposa desonesta e ainda ajudam a mocinha a ficar com Clèante, o rapaz que ela realmente ama.

No espetáculo dos Palhaços Trovadores, a trama é representada por um grupo de palhaços de um circo decadente. Como na estrutura dos folguedos populares, objeto de pesquisa do grupo, o elenco entra cantando uma canção de chegada e permanece em cena durante toda a representação, saindo ao final com uma canção de despedida. A música está sempre apresentando os personagens, como acontece também nos brinquedos populares, são todas originais e executadas ao vivo pelo grupo.

Além do patrocínio do edital do Prêmio Myriam Muniz da Funarte/MINC, a empreitada tem ainda apoio das Unidades do Sesc (Salinas, Fortaleza, Salvador), Museu da Marujada (Bragança), Prefeitura de Soure e Prefeitura (Ação Social) de Salvaterra, Raquel Franco e Michelle Cabral (Maranhão), Vanéssia Gomes (Ceará).

FICHA TÉCNICA

Elenco: Marcelo Villela (Tchelo/Argan); Cleice Maciel (Pipita/Angélique); Suani Corrêa (Aurora/Angélique); Joyce Baruel (Baru/Béline); Alessandra Nogueira (Neguinha/Toinette); Sonia Alão (Pirulita/Toinette); Adriano Furtado (Geninho/Beraldo); Ramon (Ramão/Cleanto); Marcelo David (Feijão/Dr. Disáforus); Jorge Torres (Ricardio/Thomas Disáforus); Isac Oliveira (Xuxo/Fleurant, o boticário); Patrícia Pinheiro (Tininha/Boafé, o tabelião); Romana Melo (Estrelita/Purgon); Marton Maués (Tilinho/reitor). 

Consultoria: Maria Sylvia Nunes; Figurinos e projeto cenográfico: Aníbal Pacha; Confecção de figurinos: Ray Tavares; Composições e Direção Musical: Marcos Vinícius; Músico convidado: Armando Mendonça Filho; Confecção de cenários e adereços: Isac Oliveira, Aníbal Pacha e Marcelo Villela; Cartaz: Henrique da Paz (desenho) e Andréa Kellerman (arte final); Adaptação final do texto, Criação do Cenário, Produção e Direção Geral: Marton Maués; Produção: Danielle Blanco. 

5.7.11

Imperdível, "O Ajuntador de Cacos" logo mais no Cineclube Pedro Veriano

O delírio genial de um padre italiano em terras marajoaras está no documentário de Paulo Miranda. O filme traz à tona a memória do processo de construção do Museu do Marajó e do trabalho realizado pelo Padre Giovanni Gallo na região. A exibição ocorre nesta terça-feira, 05 de julho, no Ponto de Exibição ABDeC-Pa Cineclube Pedro Veriano, na Casa da Linguagem, a partir das 18h30, com entrada franca. A programação contará com o making of e um bate papo com a equipe. Abaixo o diretor conta como foi que chegou a temática central do documentário.

O lançamento de “O Ajuntador de Cacos” (Documentário/56 min/ Marajó/2010)
foi, no mínimo, emocionante, no dia 14 de junho, no auditório do Instituto de Artes do Pará. Na plateia, pessoas vindas do Marajó especialmente para a exibição, além de um público formado também por professores e pesquisadores que lutam pela preservação das riquezas culturais, naturais e arqueológicas do arquipélago.

A maioria acompanhou de perto e admiram até hoje o trabalho desenvolvido pelo Padre Giovanni Gallo na região e, principalmente, no que diz respeito a inovação com que ele pioneiramente desenvolveu no Museu do Marajó, um espaço onde a interatividade é que leva os visitantes a entenderem melhor o que é o Marajó e seus personagens protagonistas. A exibição de hoje será mais uma oportunidade para conhecer a fabulosa história de Giovanni, o homem que como ele mesmo disse, implodiu! (nome de seu livro biográfico).

Padre Giovanni foi museólogo, ex-padre jesuíta e atuou por mais de trinta anos junto à população mais pobre do Marajó, desenvolvendo ações no campo da promoção humana, preservação da memória histórica, arqueologia e organização das comunidades em Santa Cruz e Cachoeira do Arari.

Focar todo o trabalho de Giovanni Gallo e junto a isso a sua trajetória seria algo pretensioso e que jamais caberia em um filme de 56 minutos. “Como é que iríamos contar em menos de uma hora, como ele foi expulso de Santa Cruz, onde morava antes de se mudar para Cachoeira do Arari, ou como que ele se ordenou padre, depois foi ameaçado de morte, como a própria igreja o perseguiu e o abandonou, como entrou no seminário e acabou deixando de ser padre, ainda querendo ser, ele foi expulso da ordem”, argumenta Paulo Miranda.

Por isso, de acordo com Paulo Miranda, a opção foi centralizar o Museu do Marajó, obra que ficou como memória de toda a intervenção que sua existência trouxe ao Marajó. O amor dos marajoaras por ele, está registrado no documentário, assim como a paixão dele por toda a gente do Marajó. Arrepia! Em imagens raríssimas, há momentos em que vemos o padre arrumando o Museu, trabalhando com as pessoas do local em prol de um projeto coletivo e definitivo para o Marajó.

“Quisemos reunir um material que preservasse a memória do processo de construção do museu do Marajó e memória do trabalho e da intervenção do Giovanni no Marajó. Para isso fomos pesquisando e ouvindo muitas pessoas. Tivemos aí, a assessoria importantíssima do professor Lino, Cachoeirense, que trabalhou com Gallo por muitos anos no Museu do Marajó. Ele fez a pesquisa e o trabalho de campo e conseguiu mobilizar as pessoas para irmos entrevistar”, explica Miranda.

O cineasta conta que chegou no Marajó em 2002 com um outro projeto, que falaria sobre os Caruanas, mas no meio do caminho tinha um padre. Giovanni conversou com a equipe e disse que para falar do Marajó, era preciso antes conhecê-lo como um todo e os convidou a adentrar no Museu do Marajó.

“Passamos um dia inteiro lá e ele a nos mostrar cada detalhe. Para mim foi uma espécie de faculdade sobre o Marajó, quando saímos de lá já era noite. Aprendemos, não só sobre a sua arqueologia perdida em cacos de cerâmica, mas sobre todo o seu universo, desde o linguajar e o jeito do Caboclo Marajoara se relacionar com a vida, até como ele descobre que está doente, como se trata, a relação dele com os animais, como dá nome para seus barcos, canoas. Tivemos o privilégio de estudar isso com o melhor professor que poderia haver”, lembra Miranda.

O documentário utiliza também vários trechos do livro “O Homem que Implodiu”, a biografia de Padre Giovanni onde ele narra como soube da existência do Marajó, como veio para o Brasil e todas as injustiças que passou na vida.

“O Giovanni se dizia um brasileiro Marajoara. Sabemos que ele vem de Turim, na Itália, mas há um texto lindo dele dizendo que não sabia como, mas ele sabia que tinha que vir pro Marajó, desde a primeira vez que ouviu falar no Marajó sentiu isso. O texto é usado no off de abertura do documentário, retirado do livro O Homem que Implodiu. Todos os textos em off são dele, retirados deste livro. Achamos que era uma forma dele próprio narrar o filme”, conta o diretor.

Uma das coisas que chama atenção de todos que vêem o filme está na cor que tonifica a exuberância do Marajó, chamando atenção das pessoas e dando-lhes aquela vontade de conhecer a região. Mas Paulo Miranda faz uma observação interessante. “Giovanni não via as cores, era daltônico, o Marajó para ele, só existia em preto e branco, logo não foram as cores que o fizeram se apaixonar pela região”, comenta.

A idéia daqui em diante é levar o filme a mais escolas, universidades e deixá-lo correr o mundo a fim de se discutir o Marajó, hoje, uma região com problemas sociais e outras mazelas, como tantos outros municípios do Pará.

O DVD teve uma pequena tiragem, de mil cópias, que está sob administração da Instituição do Museu do Marajó para vender, tendo como retorno o que for arrecadado. Realizado com incentivo do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, o projeto contou com o patrocínio da Eletrobrás e apoio do Museu do Marajó. 

Para a produção do documentário a Lux Amazônia Filmes realizou quatro expedições ao Marajó, para o registro de paisagens, ambientes e os personagens principais do que o próprio Giovanni Gallo definiu como “a fase mais marcante de sua vida”.

Ficha técnica
Direção: Paulo Miranda/ Roteiro: Paulo e Rutinéa Miranda/ Pesquisa: Lino Ramos/ Direção de fotografia: Sandro Miranda/Direção de Produção: Álvaro Andrade/Produção Executiva: Rutinéa Miranda / Produção: Lux Amazônia Filmes.

4.7.11

Produção de cinema agita Belém em julho

O vestido de Eneida
Além do edital lançado na semana passada para fomentar mais o setor, há pelo menos três curtas em produção e inicio de gravação em realização este mês. “Promessa em Azul e Branco", de Zienhe Castro, por exemplo, está em busca de jovens atrizes para formar seu elenco e descobrir quem fará o papel da escritora Eneida de Moraes, quando criança. Mas ainda há mais dois filmes que entram na reta final de produção e iniciam suas gravações a partir da próxima semana, "Quem vai levar Mariazinha para Passear", de André Mardock, e "Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista", de Roger Elarrat.

A procura da produção de Promessa em Azul e Branco é um desafio, pois deve-se encontrar duas meninas que tenham entre 7 a 9 anos e entre 13 a 18 anos, atrizes e não-atrizes, com traços físicos semelhantes, já que ambas interpretarão na telona, a escritora Eneida de Moraes. Várias outras também serão selecionadas para a figuração.

Os testes de elenco já estão acontecendo no Teatro Cuíra (Rua Riachuelo, esquina com a 1º de março), sob a coordenação dos ator e diretor de elenco Adriano Barroso e da atriz e produtora Monalisa da Paz, até esta sexta-feira, 08, de 10h às 12h e das 15h às 18h. Em agosto, de 02 a 05, haverá novos testes. Para mais informações ligue para (91) 8421-5066.

O filme traz roteiro adaptado do conto homônimo da escritora, publicado em 1957, no livro Aruanda. Premiado pelo edital de incentivo ao curta metragem, do Ministério da Cultura, mostra uma Belém do final dos anos 60, misturando em sua narrativa animação e atores reais, para contar a história de Eneida aos oito anos, um menina astuta, de cabelos castanhos e olhos cor de mel, que vive aborrecida e inquieta por ser ex-voto de uma promessa que sua avó paterna fez para Nossa Senhora de Nazaré, no dia do seu nascimento.

De acordo com a história, o pai de Eneida estava muito doente, correndo sério risco de vida e, caso a promessa fosse atendida por Nossa Senhora, a menina deveria usar somente azul e branco até completar 15 anos. Enquanto Eneida vive atormentada e se sente castigada pela avó, tem de lidar com a zombaria das outras crianças, que são livres para usar seus lindos vestidos multicores.

O Storyboard
Sobre Eneida de Moares – Nascida em Belém, no dia 23 de outubro de 1904, formou-se em odontologia, mas acabou trocando o consultório para se tornar colaboradora em jornais e revistas. Foi jornalista, escritora e uma das mais profundas conhecedoras do carnaval brasileiro, além de ativista política.

A paixão pelas letras levou-a a organizar grupos de escritores para discutir literatura em vários cantos do Brasil. O ano de 1929 marcou a estreia como autora, com o volume de versos "Terra Verde". Já Aruanda, de 1957, reúne diversos contos, além de Promessa em Azul e Branco. O livro pode ser encontrado no site da estante virtual. A autora, também responsável pela criação do Museu da Imagem e do Som do Pará, faleceu em abril de 1971, na cidade do Rio de Janeiro.

Filmagens - As filmagens de Promessa em Azul e Branco ainda não estão definidas, mas a previsão de lançamento de acordo com a produção do filme, é para dezembro deste ano. Os outros dois curtas em produção em Belém já tem datas de filmagem fechadas, para este mês.

Maurício Franco, do curta Quem vai levar ..
O curta "Juliana contra o Jambeiro do diabno pelo Coração de João Batista", de Roger Elarrat, começa a gravação no dia 14 de julho, com locações em Belém e Marituba e, no dia 18, é a vez de "Quem Vai Levar Marizinha Para Passear", André Mardock, que será rodado no Teatro Cláudio Barradas e na Praça da República

Mariazinha – Produção da Desabusados Cia. “Quem vai Levar Mariazinha para passear?” (foto: Tamara Sare) é também um roteiro adaptado, mas desta vez de um espetáculo teatral, com o mesmo nome e texto da própria companhia, assinado por Ester Sá. O curta conta a história mitológica do amor entre “Eros e Psiquê”, de uma forma lúdica, envolvendo animação digital e a técnica de ação direta com os atores Ester Sá e Maurício Franco.

O filme está entre as 13 produções audiovisuais brasileiras selecionadas, dentre mais de 600 projetos enviados ao Ministério da Cultura no Edital Curta Criança do MINC/TV Brasil. Com previsão de lançamento em 2012, o filme será exibido em Belém e no interior do estado, além de entrar na grade de exibição nacional pela Rede Pública de Televisão. O filme está na reta final de produção, mas ainda busca algumas parcerias para compor a logística das filmagens. O contato com a produção pode se feito pelos fones (91) 3271-0625 / (91) 88391-399

Juliana – O curta de Roger Elarrat, que começa a ser rodado já na próxima semana, tem roteiro original que conta a história de um jovem que vive atormentado por visões e tem o coração frio, fazendo referencias ao mito de Fausto e do filme "Coração Satânico".

A história narra as peripécias de um garoto que gostava de roubar jambos por onde andava e costumava desafiar a crença popular de que não se pode comer fruta ou carne vermelha na Sexta-Feira Santa. Por isso, já adulto, João Batista acredita ter perdido sua alma para o diabo. Premiado pelo mesmo edital do Ministério da Cultura de Incentivo ao Curta Metragem, o contato com a produção pode ser feito pelo fone: (91) 8011.2140.

Férias cinematográficas para São João da Ponta

O município recebe a partir de hoje as oficinas do projeto Em Foco direcionadas aos jovens moradores da cidade. Localizado na micrioregião do salgado paraense fazendo divisa com São Caetano de Odivelas, Vigia, Curuçá e Terra Alta, São João da Ponta é bastante procurada por suas praias e diversos balneários.

Na sua primeira edição, realizada em outubro de 2010, o tema trabalhado na capital paraense foi O Negro e Belém. Da oficina saíram três curtas, ainda inéditos, sobre a cultura afro-brasileira: Som dos Tambores, Coisa de Preto e Tocas do Reggae. 

Novamente contemplado pelo Edital Programa Mais Cultura de Apoio a Microprojetos na Amazônia Legal, nesta segunda edição , o projeto Oficina em Foco vai utilizar, como tema, das duas oficinas que serão ministradas, o Olhar Ribeirinho.  Em São João da Ponta, os alunos vão roteirizar, dirigir e produzir filmes sobre a influência e importância do rio em suas vidas, seja como fonte de sustento, meio de trabalho, ou até mesmo na inspiração de sua arte. 

Com coordenação geral de Walério Duarte, o projeto, que tem como objetivo democratizar o acesso à produção audiovisual através de oficinas práticas de realização foi contemplado pello edital do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Articulação Institucional/SAI, e da Fundação Nacional de Artes – Funarte.

Walério é diretor, roteirista e produtor, responsável por trabalhos como o documentário "Camisa de Onze Varas", dos curtas 35 mm de ficção "Açaí com Jabá" e “Eleanor”, e da animação em stop motion “Eclipse”, além de já ter ministrado diversas oficinas de audiovisual.

Nesta segunda edição, a oficina Em Foco também conta com o apoio da prefeitura Municipal de São João da Ponta e da Secretaria de Estado de Cultura do Pará.

Serviço
Oficina em Foco: Olhar Ribeirinho - realização audiovisual gratuitas. De 04 a 15/07, sempre a partir das 9h (para jovens acima de 16 anos), na Escola Profª Antônia Rosa, em frente à Praça São João Batista - Município de São João da Ponta. Mais informações: oficinaemfoco@gmail.com e http://oficinaemfoco.blogspot.com/

30.6.11

Shows especiais na despedida do Arraial do Boi Pavulagem

O Pavulagem (foto: Thiago Araújo)
Lia Sophia, Felipe Cordeiro, Nilson Chaves e Iva Rothe são algumas das atrações do show de encerramento da quadra junina do Arraial do Pavulagem. Neste domingo, 3, o Arraial sai pelas ruas de Belém com o último Arrastão de 2011, em que são esperadas 40 mil pessoas. O cortejo celebra os 25 anos de atividades culturais do grupo na Amazônia. 

Os artistas convidados, assim como o Arraial do Pavulagem, integram o programa CONEXÃO VIVO, que reúne centenas de projetos musicais de todo o Brasil. São shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas. Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes.

Lia Sophia
“Essa conexão aproxima o músico um do outro, isso é muito produtivo, acho que só fortalece a nossa cultura. Fiquei emocionada com o convite. O Arrastão é uma grande festa que marca a nossa cultura. Já acompanhei enquanto público, agora eu vou estar junto e com outros artistas. 

É maravilhoso. E já me disseram que o público estimado é de 30 mil pessoas. Eu não sei nem o que é isso. Penso que vai ser algo bem forte. O Arraial já está acostumado com as multidões. Eu não. Pelo menos eu vou poder soltar um ‘égua’, porque estarei em casa, apesar de ser o público do Arraial. Eu vou tentar agradar”, diz a cantora Lia Sophia.

A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultural da Vivo, patrocinadora oficial do Arrastão do Pavulagem, através de Lei Semear, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Secretaria de Estado de Cultura e Governo do Pará. Neste domingo, os mastros de São João, erguidos no último dia 12 de junho na Praça da República, serão derrubados, simbolizando o enceramento da quadra junina do Pavulagem, que este ano conta ainda com o apoio da Prefeitura de Belém e a Musikart Produções.

Felipe Cordeiro
“Os mastros expressam e demarcam o lugar da tradição oral, a força da fé que se renova. É homenagem, respeito, partilha. O mastro é levantado na Praça da República, como um marco simbólico de resistência e perseverança em defesa da cultura popular, fica hasteado até o final dos cortejos, quando ocorre a derrubada desse totem com a perspectiva de renovação e a vinda de dias melhores”, explica Walter Figueiredo, pesquisador e produtor da ONG criada e 2003 pelos músicos do Arraial, o Instituto Arraial do Pavulagem.

Arrastão - Cerca de 15 mil pessoas tem acompanhado todos os domingos o Arrastão do Pavulagem, que reverencia a cultura popular brasileira, reinterpretando e ressignificando os elementos das festas juninas. O crescimento de público no evento tem ocasionado uma preocupação cada vez maior por parte dos organizadores da brincadeira. A estimativa para o último Arrastão gira em torno de 30 mil pessoas, o que significa a consolidação de parcerias com os poderes público e privado, e com a própria sociedade civil para manter a qualidade do folguedo e a alegria dos participantes.

“Mantemos uma interlocução formal com instituições governamentais e civis para o êxito do processo, bem como, a busca de recursos oriundos do poder público e de empresas particulares, como a VIVO, para a efetivação da brincadeira de acordo com a sua concepção e formato, sem comprometer a autonomia do Instituto. Precisamos de uma organização e de suporte financeiro para dar conta de uma estrutura significativa que consiga acolher, envolver, refletir, responsabilizar e alegrar a multidão que se tornou o público do Arraial do Pavulagem”, afirma Walter.

Iva Rothe
Símbolos tradicionais ganham as ruas da capital paraense para manter viva a lembrança das culturas da nossa região e do jeito caboclo do povo do norte do país. Elementos como o boi, as bandeiras de santos, os mastros ornamentados com oferendas, bonecos cabeçudos, cavalinhos, chapéus de palha e o Batalhão, que guarnecem a brincadeira e o santo. O sol, a lua e as estrelas também estão presentes no imaginário do cortejo, como um elo que dialoga com a divindade e com o campo astral superior. É uma forma de retirar a cultura tradicional do confinamento histórico em que foi colocada ao longo tempo, da espetacularização onde o público se torna um mero espectador. No Arrastão do Pavulagem, a plateia participa do processo e vira protagonista de uma grande festa popular.

Serviço
Último Arrastão do Pavulagem. Neste domingo, 03, a partir das 9h. Concentração: Praça dos Estivadores, rua Boulevard Castilhos França, esquina com a avenida Presidente Vargas.

(com informações da assessoria de imprensa do Pavulagem e do Conexão Vivo)

29.6.11

Iniciativa inédita e independente incentiva o audiovisual paraense

Três filmes, da recente produção audiovisual paraense, serão exibidos nesta quarta-feira, 29, a partir das 19h, no Centro Cultural SESC Boulevard, marcando o lançamento do Edital Ideal de Curta-Metragem, iniciativa privada e independente, parceria do Grupo Educacional Ideal com a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Pará (ABDeC-PA), a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) e a Produtora Caiana Filmes. 

Além de inédita, a iniciativa chega para cobrir uma lacuna no que diz respeito ao incentivo a realização de cinema no estado, que não tem, no momento, nenhuma política pública direcionada ao setor audiovisual. Os três curtas escolhidos para a sessão de lançamento representam a mais recente produção audiovisual local. São eles, “Matinta”, de Fernando segtowick, premiado no Festival de Brasília, “Mãos de Outubro”, de Vitor Souza Lima, que tem vários prêmios em festivais e mostras, e “Quando a Chuva Chegar”, de Jorane Castro, seelcionado em festivais como o do Recife, Pernambuco, este ano.

Para os integrantes da entidade, o edital representa um grande passo para o fomento do mercado audiovisual local. “Com a falta de políticas públicas locais, voltadas para o audiovisual, este edital promete revelar novas caras do cinema paraense, assim como fomentar e dar continuidade aos que já se lançaram na carreira de cineasta”, diz Ed Amanajás, Coordenador de Redes da ABDeC-PA.

Tendo como tema, a Educação, o edital é aberto a realizadores experientes ou estreantes e, ainda que com um valor abaixo do praticado em editais públicos, quando estes existem, os R$ 40 mil serão destinados a realização de um filme de ficção ou documentário, que deverá ser todo rodado em território paraense, com equipe formada por profissionais do estado.

Quando a Chuva Chegar
Ao todo, serão selecionados cinco roteiros, mas somente um receberá o prêmio. Os autores dos outros quatro, porém, não ficarão totalmente de fora da premiação e participarão de oficinas de aperfeiçoamento de roteiro, saindo delas com um material pronto para ser inscritos em outros editais nacionais.

Restrospectiva – O cinema paraense vem se destacando, desde o final dos anos 90, quando os realizadores retomaram a produção, estagnada desde a geração de e pós Líbero Luxardo, conseguindo aprovar, junto à prefeitura local de então, o Edital de Prêmio Estímulo ao Curta Metragem, a partir do qual se produziu o premiado “Chama Verequete”, de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira; “Dias”, de Fernando Segtowick e “Quero Ser Anjo”, de Marta Nassar.

No início dos anos 2000, mais dois filmes se destacaram, premiados em editais do Ministério da Cultura, “Mulheres Choradeiras”, de Jorane Castro e “Açaí com Jabá”, dos diretores Alan Rodrigues, Marco Daibes e Valério Duarte. Vieram depois, “Dezembro”, também de Segtowick, “Origem dos Nomes”, de Marta Nassar e “Severa Romana”, de Sue Pavão, Bio Souza e Rael Hellyan.

As Mulheres Choradeiras
Mais tarde, chega a vez dos documentários, graças às premiações do Doc TV e de outros editais, foram lançados “Chupa Chupa, a história que veio do Céu”, de Roger Elarrat e AdrianoBorroso, “Turcos Encantados”, de Luiz Arnaldo Campos e “Eretz Amazônia”, de Alan Rodrigues, além de “Invisíveis prazeres cotidianos", de Jorane Castro, premiado dentro e fora do Brasil, e ainda “Serra Pelada, esperança não é sonho”, de Priscilla Brasil, que também fez depois outro premiadíssimo do cinema paraense “As Filhas da Chiquita”, realizado de forma independente. Este mês, vimos "O Ajuntador de Cacos", belo documentário de Paulo Miranda que retoma a trajetória do Padre Giovanni Gallo. Nesta vertente, a produção é  mais que independente e há vários filmes que não são ainda conhecidos para a maioria do público paraense

Da ficção, não podemos esquecer do curta “De Assalto”, de Ronaldo Rosa, e nem da recém filmada minissérie “Miguel Miguel”, de Roger Elarrat e muito menos de uma produção mais antiga, “Matinta Pereira”, de Jorge Vidal, que também recebeu menções honrosas e premiações em festivais.

A produção é considerável, mas ainda percebe-se um circuito de realizadores que aprovam seus projetos por terem já uma larga experiência, principalmente. Por isso, o presente edital inova e acaba abrindo a possibilidade para que mais realizadores iniciantes se apresentem e, mesmo sem conseguir a premiação, aperfeiçoe seu projeto, pois há, de fato, uma novíssima geração produzindo e é necessário que se abra caminhos à profissionalização, para além da graduação em cinema, agora em curso pela UFPA.

Mãos de Outubro
Finalização – Dentro de toda esta cena, porém, há curtas que ficaram inacabados, como “Alice”, de Rubens Shinkai e “Era Uma Vez Carol”, de Emanuel Freitas, mas que após alguns anos de espera, de acordo com o diretor, deve ser lançado em 2011.

A dificuldade em captar para a finalização acaba prejudicando esta cadeia. “A canção de Eleanor”, de Valério Duarte e “Nas trilhas do gatilheiro: a história de Quintino da Silva Lira”, de André Luis Silva de Miranda, não foram lançados ainda. Ambos ganharam o edital Prêmio Mis de Estímulo a Realização de Curta Metragem de 2008, o mesmo que premiou “Mãos de Outubro”.

Mais recentemente, “Ribeirinhos do Asfalto”, de Jorane Castro, este finalizado, ainda não foi exibido em Belém e estamos no aguardo. E há produções como “Juliana contra o Jambeiro do Mal pelo coração de João Batista”, de Elarrat, e “Quem Vai Levar mariazinha para Passear”, de André Mardock e Ester Sá, em andamento, sem falar dos filmes de  animação e da produção de Andrei Miralha, com os curtas lançados este mês no DVD “Miritis”.

As Filhas da Chuiquita
Debate - Há inúmeros filmes que não foram citados aqui. Mas não só a produção, como também o circuito de exibição, em espaços não comerciais, como os cineclubes, tem avançado, contrariando a realidade da falta de apoio e patrocínio ou editais públicos. Isso não quer dizer que se deve continuar neste caminho. Tudo isso pode e deve melhorar e além de editais é preciso firmar cada vez mais parcerias a fim de garantir o lançamento e a distribuição desses filmes.  A ideia é discutir também isso, hoje, após a exibição dos curtas. 

O lançamento contará ainda com a apresentação do Grupo de Redes da ABDeC-PA, atualmente coordenado pelo ator e realizador Ed Amanajás e uma discussão em torno do mapeamento da produção de cinema no estado. Outra novidade será a formação da nova chapa de gestão da ABD Nacional, que terá um realizador paraense indicado à vice-presidencia, Afonso Galindo. Os detalhes para a inscrição dos roteiros no edital Ideal serão dados na oportunidade e todos os interessados na produção audiovisual estão convidados a participar.

Serviço
Lançamento do Edital Ideal de Incentivo ao Curta Metragem. Nesta quarta-feira, 29, ás 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, nº 522). Mais informações pelo número 91 3323-6026.

28.6.11

Festival Se Rasgum expande suas atividades para o interior

Serão selecionados dois artistas ou bandas que se apresentarão no VI Festival Se Rasgum, em Belém. A seletiva será realizada em Marabá e faz parte da programação do III Festival Rock Rio Tocantins. As inscrições podem ser feitas até 10 de julho.

O Festival Se Rasgum, que há cinco anos promove o encontro de bandas do estado do Pará com grupos nacionais e internacionais em shows, workshops e palestras, realiza pela primeira vez as Seletivas Se Rasgum 2011 - Edição Marabá. A proposta é escolher duas bandas ou artistas da região do sudeste do Pará, de diversos estilos musicais, para integrarem a programação do VI Festival Se Rasgum, que acontecerá em novembro, em Belém.

O Se Rasgum integra a rede Conexão Vivo, uma iniciativa da operadora Vivo, dedicada ao desenvolvimento do setor produtivo da música, e, pelo terceiro ano consecutivo, compartilha os propósitos e os desafios da interiorização e da circulação de novos nomes da música brasileira. Em 2011, as Seletivas e o Festival Se Rasgum também contam com o patrocínio do Programa Petrobrás Cultural, através do edital de patrocínio para festivais de música.

Percebendo a crescente produção musical pelo interior paraense e buscando reconhecer e dar oportunidades a novos talentos da música do estado, o Festival Se Rasgum vai mapear e revelar a produção artística do interior do Pará. Além disso, estimula o senso profissional na classe artística e oferece condições técnicas aprimoradas para as apresentações e desenvolvimento de suas carreiras.

Autoral - A Seletiva Se Rasgum é aberta somente a grupos autorais e irá acontecer em duas etapas: as bandas inscritas serão avaliadas pela internet por um júri de três pessoas ligadas à cena musical do estado e nacional. Este júri irá pontuar e escolher as dez bandas que se apresentarão nas Seletivas Se Rasgum 2011 - Edição Marabá. Os critérios avaliados pelos jurados são relacionados a todos os quesitos que identificam que uma banda já atende a algumas exigências do mercado, como composição, performance, técnica e carisma.

As dez bandas pré-selecionadas se apresentarão ao vivo para um novo corpo de jurados em evento aberto ao público que acontecerá no dia 24 de julho, integrando a programação do III Festival de Rock Rio Tocantins, edição 2011 (uma realização da PMM, através da Secult, com apoio e organização da LIBROM) que nos dias 22 e 23 de julho irá apresentar dezenas de bandas da região na Orla do Rio Tocantins. O público que estiver presente poderá participar da seletivas e votar na sua banda de preferência.

A noite do dia 24 ainda terá o show especial de Juca Culatra e Cristal Reggae, de Belém, um dos artistas que passou pelo processo de seletivas, venceu a etapa de 2009 e se apresentou no palco principal do Festival Se Rasgum.

Inscrições - A Edição Marabá está aberta a grupos autorais das cidades de Marabá, Tucuruí, Rondon do Pará, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Novo Repartimento e Xinguara. As inscrições serão realizadas pelo site da produtora Se Rasgum (www.serasgum.com.br) a partir do dia 22 de junho a 10 de julho. As bandas que quiserem participar deverão seguir o passo a passo das inscrições e postar o material solicitado.

A Seletiva é uma realização da Se Rasgum Produciones, patrocinada pelo programa Conexão Vivo e Petrobrás, e será realizada em parceria com a Secretaria de Cultura e Prefeitura de Marabá, com apoio da produtora local PMM e a Liga de Bandas de Rock de Marabá.

Curta mostra a vida como ela é, mas em 140 caracteres

Para quem não pôde ir na estreia no último dia 15, tem hoje mais uma oportunidade de ver o curta "A Vida em 140 Caracteres", do diretor Alexandre Baena. O filme será mostrado às 19h, na Saraiva MegaStore, do Boulevard Shopping, com entrada franca. Após a exibição será apresentado o making off do curta e haverá um papo aberto com o elenco.

O filme retrata um jovem que vive em dois mundos contando sua história com 140 caracteres de limite, Paulo Afonso, também conhecido como @plugadu nas Redes Sociais. Em meio sua rotina, o jovem tem seu celular roubado e ao invés de chamar a policia, ele inicia uma jornada virtual para tentar recuperar seu aparelho. O paralelo entre o real e a ficção permeia o curta.

@Plugadu narra cada momento do seu dia de maneira intensa utilizando a rede como uma ferramenta básica de comunicação fundamental em seu dia a dia, até que algo acontece, em meio a sua rotina aparentemente normal seu smartphone é roubado e esse fato desencadeia a mais real e absurda jornada de sua vida em busca do seu tão amado portal para o mundo virtual, o local em que ele de fato sente-se seguro e senhor de suas ações.

Durante essa jornada, o real e a ficção traçam um paralelo interessante na linguagem audiovisual, utilizando-se de personagens ficcionais, como @Plugadu (Sol Henriques) e o ladrão (Wallace Host), mas também figuras reais, presentes nas Redes Sociais.

Para quem está na rede, não será difícil identificar figuras como @Bina_jares, @RSalame, @rosijatene, @guimaraesjess, entre outros que também foram convidados, através de seus perfis na Rede Social, como foi a atriz Karol Amaral (@KarolAmaral) e perfis do imaginário virtual local como @AcaiGrosso, @ChuvaDasDuas e @PeriquitodoCAN, materializados pela primeira vez pela produção.

Para o diretor Alexandre Baena, um dos pontos fortes do curto é a temática universal com pitadas regionais, isso tudo dentro de um modelo que permite a migração entre vários idiomas deixando o projeto com um perfil global, uma vez que os textos serão transcritos em Português, Inglês, Francês e Espanhol, visando a participação em festivais nacionais e internacionais, exibições em televisão e também internet. A Vida em 140 Caracteres é um projeto que tem patrocínio da VIVO e apoio de Saraiva Megastore e Sol Informática.

(com informações de Alexandre Baena)

27.6.11

Revista Tucunduba traz onze ensaios em sua segunda edição

Capa da primeira edição
Começando a fazer parte da cultura da UFPA, a Revista tucunduba será lançada no próximo dia 30, às 18h, no Centro de Eventos Benedito Nunes. Nesta segunda edição, muita literatura, uma grande participação dos Campi e um artigo inédito do escritor Vicente Salles, sobre José Veríssimo e a Modernidade.

Os onze ensaios que fazem parte da publicação passaram por uma seleção rigorosa porque o número e a qualidade dos trabalhos inscritos estavam elevados. “A escolha foi difícil, tiveram alguns textos muito bons e assuntos bem trabalhados, outros com algumas correções podem participar na edição eletrônica, que permite artigos mais longos”, afirma Sergio Palmquist, editor da revista.

Com o lançamento da segunda edição da tucunduba, a Proex se consolida como uma ferramenta de pesquisa e experimentação próprias do campo da extensão universitária, com metas maiores. “Pretendemos construir o próximo número com o signo de perseverar para que a revista seja uma referência na língua portuguesa em cultura e arte”, comenta o Prof. Fernando Arthur de Freitas Neves, Pró-Reitor de Extensão.

O caminho já começa a ser percorrido, as inscrições dos Campi tiveram um aumento significativo. “A construção dos trabalhos contidos na revista percorrem a consolidação da universidade multicampi, pois os artigos foram confeccionados pela pena e pelo olhar dos cientistas artistas”, enfatiza Neves.

Outro passo realizado é a identidade da revista que começa a mostrar sua linha editorial. “As pessoas não tinham noção do perfil da tucunduba. É uma revista de cultura, que aceita trabalhos científicos, conforme as exigências do IBCT”, explica Palmiquist.

Com capa assinada pelo artista José Fernandes, uma representação da natureza com o elemento madeira, que está relacionado às energias de expansão, criação e compreensão. Esta é a essência desta edição. “Da pedra da primeira capa à madeira da segunda, entre uma revista e outra convertendo um significado da palavra escrita e da imagem numa composição orgânica dos sentidos”, filosofa o Pró-Reitor.

(Com informações de Lorena Claudino, da Assessoria de Imprensa da DAC/PROEX).