8.8.11

Ricardo Andrade abre a primeira exposição individual

São 16 trabalhos, onde o artista transita entre a pintura, o desenho e outras técnicas mistas. "Do Silêncio do Gabinete” já pode ser vista no Espaço Cultural Banco da Amazônia, com curadoria do artista visual Neuton Chagas. 

Formado em Medicina Veterinária Ricardo expõe pela primeira vez individualmente, seus trabalhos artísticos. Segundo Ricardo, através do edital do Banco da Amazônia Arte Visuais 2011.

“Seus traços são vigorosos, delicados, contidos, detalhistas. Suas composições estão impregnadas de uma artesania pacientemente executada, repletas de informações que não comprometem sua visualidade”, interpreta Neuton Chagas.

"É uma fase única, sem começo e sem fim. Sempre gostei de pintar a natureza, permanentemente as coisas boas das manhãs, das águas, das plantas, dos bichos e relacioná-las com a natureza humana que às vezes é boa e às vezes, não, além de trabalhar uma reflexão sobre isso”, explica Ricardo.

Foi brincando com argila, tintas a base de óleo, aquarelas, guache e massas, ainda na infância que Ricardo descobriu a veia para as artes plásticas. “Eu gostava de desenhar e pintar e como educadora, minha avó colocou à minha disposição muitos materiais. Já meu pai gostava de desenhar e foi ele quem me ensinou a mexer com as canetinhas de nanquim, e claro, minha mãe, foi grande incentivadora dos meus trabalhos”, diz o artista.

Para o curador, Ricardo Andrade, artista autodidata, respira compassadamente sem pressa de chegar. 

De acordo com Neuton, ele possui “uma lentidão processual, necessária para nos propor um modo de recortar o sensível e de revelar seus afetos com o universo que ele pertence.

Seu processo criativo é realizado em um gabinete adaptado para materializar suas elucubrações. Um espaço como outro qualquer que guarda ânsias, temores, receios e, acima de tudo, muita paixão em se atirar no gesto”, finaliza.

Serviço
Exposição “Do Silêncio do Gabinete” de Ricardo Andrade. No Espaço Cultural Banco da Amazônia – Av. Presidente Vargas, em frente a Praça da República.

5.8.11

Cia Madalenas circula pelo país levando espetáculo e oficinas

Rodrigo Braga (fotos: Alan Soares)
Montado em 2009, com o Prêmio Myriam Muniz (Funarte), "Corpo Santo” já participou de vários festivais na capital paraense. Agora, selecionado mais uma vez pelo Miriam Muniz (2010), na categoria circulação, o grupo levará além do espetáculo, duas oficinas para as cidades de São Luis (MA), onde estará já nesta sexta-feira, 05, Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). E depois disso já tem previsto um novo projeto, contemplado pelo Programa de Patrocínio Cultural do Banco da Amazônia (2011).

Corpo Santo é o primeiro monólogo da Cia. de Teatro Madalenas, que está celebrando 10 anos de fazer teatral. Mergulhando num universo mítico e sincrético, o espetáculo apresenta a singularidade do princípio da dança pessoal do ator e a metáfora camuflada entre o homem e o trabalho.

Marcado pelas canções e toques de umbanda e candomblé, o Mina-Nagô, a Capoeira Angola o espetáculo proporciona uma experiência sensorial e emotiva para o espectador que tem a oportunidade de conferir de perto a transfiguração do ator em cena, valendo-se das matrizes corporais aliadas às técnicas do teatro físico.

Daí a ideia de construir duas oficinas, como parte do projeto de circulação. A oficina Vida em Cena, com o ator Rodrigo Braga que abordará a técnica de ator utilizada no processo de construção do espetáculo e a oficina Percussão Amazônica: sons da floresta, com o músico Kleber Benigno (Paturi), busca apresentar através da percussão a diversidade de sons e ritmos produzidos na Amazônia.

Formado por Leonel Ferreira, Rodrigo Braga, Michele Campos, Flavio Furtado, Dina Mamede e Tainah Fagundes, a Cia. Madalenas está há dez anos na estrada, sendo hoje reconhecida por sua identificação com o teatro educação, a performance, a comédia e a produção cultural, mas tendo sempre a pesquisa e a experimentação como fundamento.

Com uma década de experiências e reflexões, há muito o que se dizer sobre a trajetória da Cia Madalenas e seus atores. Por isso, o Holofote Virtual conversou com Rodrigo Braga, Leonel Ferreira, Tainah Fagundes e Michele Campos, que também nos conta como está a pesquisa dela sobre a vida e obra de Luis Otávio Barata, um dos nomes mais importantes de um dos momentos mais efervescentes da cena teatral em Belém, e que também inspirou o surgimento da companhia.

Abaixo, eles falam também sobre o trabalho que realizam, um novo projeto e o que esperam para o futuro da companhia.

Holofote Virtual: Qual a importância desta circulação para o grupo?

Leonel Ferreira: A circulação é a oportunidade que se tem para divulgar a produção dos espetáculos do estado do Pará, da mesma maneira que se quer difundir a produção da Cia. Madalenas em outras regiões do país, pois possibilita o intercâmbio com outros grupos, artistas de teatros, produtores e outros profissionais das artes.

De certa forma, contribui com a busca do aperfeiçoamento da técnica, pois se deseja apresentar um bom espetáculo, muito bem acabo e resolvido tecnicamente. Isso nos faz olhar para frente com a responsabilidade de que temos que fazer bem feito, fazer valer a pena os nove meses de ensaio e produção do espetáculo para esta circulação.

Holofote Virtual: Rodrigo, a dança pessoal do ator em Corpo Santo é a marca do espetáculo. Como foi esta experiência para você?

Rodrigo Braga: No início da minha pesquisa corporal tive vontade de sabe o que era exatamente a Dança Pessoal. Com o tempo, aprendi que nessa busca corporal as incertezas que surgem no processo de pesquisa não são um ponto negativo, muito pelo contrário, para mim a dúvida é uma dádiva que permeia constantemente o meu trabalho de ator e me deixa vivo em cena.

Neste tipo de técnica corporal existem nuanças que são indescritíveis, pois passam por vivências corporais muito intensas e bem particulares para quem vive e pratica, mas de forma geral, a dança pessoal é uma técnica que lhe permite vivenciar processos de energização do corpo através da musculatura, e o trabalho do ator é aprender a dançar esses vários níveis de energia para as necessidades da cena.

Holofote Virtual: Como vais conduzir as oficinas que serão levadas a estas quatro cidades?

Rodrigo Braga: É bom deixar claro que minha oficina não será de Dança pessoal, mas inevitavelmente os exercícios e a técnica desenvolvida pelo Lume em especial o Simioni vai está embebida no meu trabalho. A oficina será de dois dias e trabalhará as potencialidades cênicas de cada indivíduo através da dilatação do corpo, como forma de buscar uma plenitude do ator em cena, estudando infinitas possibilidades de ser vários, descobrindo dentro de si muitos personagens.

Holofote Virtual: Depois desta circulação, vocês já têm novos projetos?

Leonel Ferreira: A Cia completa 10 anos em novembro deste ano e para comemorar, realizaremos um espetáculo de rua, com características de teatro mambembe e Comédia Dell’Arte. Será um mergulho nos contos clássicos infantis e da literatura universal.

Com o prêmio de patrocínio cultural do Banco da Amazônia 2011, vamos encenar o espetáculo Fábulas Fabulosas: Histórias que sua Mãe não Contava para você Dormir, que estreará em outubro no Anfiteatro da Praça da República e seguirá com apresentações pelas praças públicas da Região Metropolitana até dezembro. É um espetáculo cheio de surpresas e para todas as idades. Será uma grande experiência e aprendizado. Estou animadíssimo com o projeto.

Tainah Fagundes: Ações de responsabilidade sóciocultural é uma estratégia que agrega um valor imensurável em ações a serem executadas. Estamos pensando neste formato para projetos futuros da Madalenas, como o Fábulas Fabulosas, que nos possibilitará essa experiência, pois a Cia realizará tanto oficinas, quanto espetáculos gratuitos para uma população a qual os bens de cultura não chegam com tanta facilidade. 

Holofote Virtual: Tainah, como foi teu encontro com a Cia. Madalenas?

Tainah Fagundes: Eu fui entrando devagar na Cia. Primeiro nos agradecimentos especiais, pois sempre me envolvia nos espetáculos desde 2003. Depois assumi funções administrativas e de produção, até que fui de fato convidada a fazer parte da Cia, em 2007, quando realizei a produção do espetáculo Pop Porn, na comemoração dos seis anos da Madalenas.

Procurei colocar em prática os fundamentos da comunicação e marketing, minha área de formação, dentro da Cia., o que foi bem aceito por todos e, de certa forma, a Cia foi assumindo outra postura, graças à cooperação de todos.

Acredito que o planejamento estratégico para a realização de uma produção de um espetáculo, consegue transcorrer com mais fluidez quando se consegue aliar confiança, responsabilidade, dedicação e acima tudo, amor por aquilo que se acredita.

Holofote Virtual: Quais os segredos para se obter êxito em uma área ainda tão difícil da produção cultural no país, como é o teatro?

Tainah Fagundes: O caminho é este que estamos traçando, mas ainda se tem muito que aprender. Trabalhar com a produção dos projetos da Cia., é uma forma de estar presente na cena teatral, ainda que nos bastidores, procurando executar com profissionalismo a função que me foi confiada.

Penso que o estudo e a pesquisa são ferramentas essenciais e é o que cada um dentro da Cia vem fazendo. Conhecer experiências bem sucedidas e replicá-las com outros parceiros é um exemplo.

Leonel Ferreira: Nos últimos cinco anos a Cia foi levada a pensar em ações mais planejadas. Elegemos prioridades. Dedicamos-nos a estudar sobre captação de recursos e escrever projetos, dedicar-se a um projeto de vida, mesmo que isso seja uma tarefa hércula, às vezes algo quase impossível. Penso que estamos aprendendo e seguindo o caminho”, diz.

Holofote Virtual: Michele, são anos fora de Belém estudando o teatro de Luis Otavio Barata, cujo trabalho inspirou o surgimento do grupo, com o espetáculo “Paixão Barata Madalenas”. Como está esta tua pesquisa, até onde fostes?

O espetáculo onde surgiu a Cia
Michele Campos: Estou fora desde janeiro de 2007, quando fui morar no Rio de Janeiro para tentar o Mestrado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Naquele momento ainda não havia a graduação em Teatro, nem o Mestrado em Artes que hoje há no ICA-UFPA. Foi então que entrei na seleção do Mestrado de 2008-2010, com a orientação do professor Zeca Ligiéro, dentro do Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias - NEPAA/Unirio”, explica.

Holofote Virtual: Mas a tua pesquisa passou totalmente por Belém, claro...

Michele Campos: Durante esses dois últimos anos eu fui várias vezes a Belém e a São Paulo em pesquisas de campo, para tentar percorrer quase todos os caminhos feitos pelo Encenador (Diretor, Dramaturgo, Cenógrafo, e Artista Plástico) Luís Otávio Barata.

A pesquisa sofreu várias modificações, vários títulos, muitos caminhos diferentes, ela vai levando você, conduzindo você para o que tem de mais apaixonante nela e, de um espetáculo, ela me levou para o autor, do autor ela me levou para o homem "Luís", e todo seu entorno, seus escritos, suas cenas, sua militância política, sua articulação teatral na cidade, seus estudos, desenhos, família, amores... de repente, através dele, eu conhecia outra Belém, outro fazer teatral, outros artistas, e também outra Michele. 

Luis Otávio Barata
Holofote Virtual: Como ficou a tese defendida no Rio?

Michele Campos: O título final ficou: "Performance da Plenitude e Performance da Ausência: Vida-Obra de Luís Otávio Barata na cena de Belém". Foram 216 páginas de muita luta, nossa, porque fazer teatro e pesquisa no Brasil não é fácil!!!!

Agora fora do Mestrado e sem bolsa de pesquisa, estou fazendo por conta própria uma pesquisa de um ano na França, estou estreitando os laços que unem Luís Otávio Barata, Antonin Artaud, Jean Genet, Roland Barthes e Sartre de perto, de seus escritos, de sua cultura e de sua língua.

Holofote Virtual: Com certeza é um documento importante sobre a história teatral da cidade... Quando isso tudo termina?

Michele Campos: Volto para o Brasil em janeiro de 2012 na esperança de que algumas articulações dêem certo para a possível publicação desta dissertação sobre este que foi um dos mais importantes artistas do fazer teatral no Pará; sobre uma parte silenciada da história do teatro de Belém na história do teatro brasileiro.

Elenco de "Angélica", com Luis Otávio acima no centro
Acredito que esta pesquisa é um documento histórico importante que precisa de colaboração para que ela não fique engavetada. Então o mestrado acabou, mas a pesquisa ainda está em processo por um ano aqui, onde ganha novo fôlego para encarar uma nova etapa: o doutorado, pois ainda há muito o que dizer sobre esta importante obra que o Luís construiu ao longo de seus 66 anos de vida.

Corpo Santo – Circulação - Ator: Rodrigo Braga; Diretor: Leonel Ferreira; Assistente de direção: Michele Campos; Dramaturgia: Companhia de Teatro Madalenas; Direção Musical: Kleber Benígno (Paturi) - Percussão e coro; Músicos: Valdeci Justino Silva Jr. - Percussão e coro, Wellintton Barreto - Percussão e coro; Cantora: Érika Nunes. 

Concepção e operação de luz: Thiago Ferradaes; Concepção de cenário e figurino: Anibal Pacha; Confecção de figurino: Mariléia Aguiar; Contra-regras: Flavio Furtado e Tainah Fagundes; Produção: Tainah Fagundes; Assistente de Produção: Flavio Furtado.

Cidades: São Luis/MA: Teatro João do Vale - 5 a 7 de agosto; Salvador/BA: Teatro Martim Gonçalves - 12, 13 e 14 de agosto; Rio de Janeiro/RJ: Casarão Nós do Morro - 9 a 11 de setembro de 2011; Belo Horizonte/MG: Galpão Cine Horto - 16 a 18 de setembro.

4.8.11

"Raízes da Encantaria" ganha prévia ao som do Africa-Brasil

A festa mesmo só vai acontecer na quarta que vem, dia 10 de agosto, mas o aquecimento para o lançamento do projeto "Encantados - a Mitopoética Amazônica e o Imaginário Infantil", já começa nesta sexta-feira, 05, a partir das 21h! 

É isso mesmo, o Africa-Brasil, com os DJs Fernando Wanzeller e Eddie Pereira vai abrir uma pista no restaurante Dom Câmara (Pariquis na esquina da Apinagés), oportunidade para dançar ao som de um dos melhores coletivos de DJs da cidade e comprar, antecipadamente, o ingresso com promoção para a festa “Raízes da Encantaria”, que acontecerá no dia 10 de agosto.

Neste dia, próxima quarta-feira, a programação acontece no bar Palafita, nas margens da Baía do Guajará, com participação do grupo Quaderna, realização de uma feira de cultura amazônica, além de exibição de vídeos.


O objetivo da festa de lançamento é obter recursos e mais parceiros para dar continuidade ao trabalho, que vem sendo tocado por uma equipe multidisciplinar de profissionais de diversas áreas e com o apoio da comunidade local e prefeitura de Colares.

Projeto - “Encantados – A Mitopoética Amazônica e o Imaginário Infantil” pretende, por fim, mapear o Patrimônio Imaterial presente nas narrativas infantis. O ponta pé inicial foi dado em Colares, no nordeste do estado, mas a ideia é chegar também em Vigia, Santo Antônio do Tauá e São Caetano de Odivelas, além da ilha de Mosqueiro, distrito da capital, Belém.

Tema de Trabalhos de Conclusão de Curso-TCCs de quatro professores de duas escolas rurais multisseriadas da Ilha de Colares, nas comunidades de Jenipaúba e Mocajatuba, foi produzido o vídeo "Encantados", que traz histórias de visagens, assombrações e encantarias narradas por alunos do ensino fundamental.

Foi com o vídeo que, na verdade, os professores do Campus da Ufpa, em Castanhal, Luiz Carlos de Carvalho Dias e Ana Lúcia Bentes Dias, aprovaram na Universidade o projeto de extensão , mais amplo, sobre a Mitopoética Amazônica.

Em fase de captação de recursos, o projeto segue três vertentes: a pesquisa bibliográfica e documental; o registro em vídeo dos bens culturais imateriais, como o relato das benzedeiras, parteiras e as narrativas orais de adultos e crianças sobre as aparições de entidades e o surgimento de mitos; e, ainda, a cartografia cultural.

“A ideia é não só dar continuidade nesta região, como ampliá-lo para todas as outras microrregiões do Pará e mais à frente de toda a Amazônia”, explica o jornalista José Carlos Gondim, que integra e equipe do projeto.

Em busca de parceria - A próxima etapa do projeto é a realização de um Encontro dos Saberes, ainda em Colares, reunindo cerca de 200 pessoas, entre professores das escolas ensino fundamental, alunos e todos os atores culturais da cidade e das comunidades que formam o município. Os recursos obtidos até aqui, foram aplicados a esta primeira etapa e agora e o projeto busca, agora, apoios, parceiros e patrocínio que serão fundamentais para dar continuidade a sua execução.

Serviço
Coletivo Africa-Brasil – Nesta sexta-feira, 05, no restaurante Dom Câmara (Pariquis na esquina da Apinagés), a partir das 21h, com entrada franca. Na oportunidade haverá venda antecipada de ingresso para a festa “Raízes da Encantaria" - R$ 5,00 - que acontece no dia 10 de agosto (R$ 10,00), no bar Palafita (ex-Bar do Índio, na rua Sequeira Mendes, ao lado da Casa das Onze Janelas – Cidade Velha). Apoio: Sol Informática e Laboratório Beneficente de Belém.

Jornada na área da gestão e profissionalização cultural chega em Belém

Direcionadas a profissionais da área de Arte e Cultura, as Jornadas de Gestão Cultural e Profissionalização pretendem aperfeiçoar conhecimentos de gestores, arte-educadores e demais profissionais interessados. Por meio do Observatório da Diversidade Cultural (ODC), do Ministério da Cultura e do grupo Armatrux, o projeto em Belém, acontecerá de 23 a 27 de agosto, com o apoio cultural do Instituto de Artes do Pará, em parceria da Rede Energia - Celpa. 

Realizado desde de 2003, o projeto é uma parceria do Ministério da Cultura com o Grupo de Teatro Armatrux e vem atuando com três linhas de ação: formação, informação e pesquisa. 

A jornada irá desenvolver conteúdos de iniciação para quem pretende estruturar melhor sua ação na área da Arte e da Cultura, unindo aspectos teóricos e práticos e orientando caminhos para aprofundar cada assunto, como a introdução à produção artística, princípios gerais de produção, iniciação à elaboração de projetos, entre outros temas.

O Armantrux foi fundado em 1991, em Belo Horizonte (MG), a partir de um trabalho conjunto iniciado na antiga Escola Tangran, o grupo estreou seu primeiro espetáculo: "Acorda Aderbal", trazendo, já nesta montagem a mistura de linguagens que até hoje é referência no trabalho do Grupo, que hoje contabiliza várias premiações, mais de 1.000 apresentações de diversos espetáculos, além de curtas metragens e uma exposição. Para saber mais sobre esta trupe, acesse o site oficial do grupo.

Aqui em Belém, a jornada contará também com o professor José Junior e com a professora Priscila D'Agostine. Ele é escritor, músico, comunicador; Pós-Graduado em Novas Tecnologias em Comunicação (UNI-BH); supervisor de projetos e pesquisa do Observatório da Diversidade Cultural e coordenador do programa de formação de gestores: “Pensar e Agir com a Cultura” e ainda diretor não-remunerado de projetos e apoio ao trabalhador associado do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de Minas Gerais - SATED Minas.

Priscila é professora substituta do CEFET MG, com pós-graduação em Arte-Educação (PUC Minas) e em Gestão Cultural (UNA). É atriz e comunicadora, além de ser criadora e integrante do agrupamento de artistas “O Coletivo”. Já recebeu o prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro com os espetáculos “Máquina de Pinball”, “Parcours” e “Um Céu de Estrelas” e atualmente assume a coordenação de produção do Observatório da Diversidade Cultural.

Serviço
“Jornadas de Gestão Cultural e Profissionalização”. De 23 a 27 (terça a sábado), de terça a sexta de 19h30 às 22h30 e no sábado de 9h30 às 17h30. Na Sala de Dança do Instituro de Artes do Pará – IAP (Praça Justo Chermont, 236. Ao lado da Basílica de Nazaré). Inscrições: (91) 4006-2920.

3.8.11

Mais da diversidade musical do Pará on line

Felipe Cordeiro, na estreia do portal!
Reportagens, vídeos e downloads de ritmos e música de vários artistas presentes na música paraense são os destaques do mais novo portal sobre a cultura da região norte na internet. O Paramusica entra no ar no dia 15 de agosto repleto de informações e músicas para se curtir o que o há de melhor e mais novo na cena contemporânea musical do Estado.

Música feita no Norte soa a saia rodada do carimbó e o ritmo frenético do tecnobrega. Uma ponte entre o ribeirinho e o universo pop que nos brinda de uma forma única. Entre a floresta e o concreto, as guitarradas de Mestre Vieira e Pio Lobato, e até mesmo a primeira banda de heavy metal a gravar um LP no Brasil. Vai dizer que você não sabia que a paraense Stress foi o primeiro grupo de thrash metal da América Latina? E aumenta o som que tem muito mais: pop rock, música erudita, experimentalismos de todo o jeito, reggae e música eletrônica.

É todo esse admirável mundo novo da música que o portal paramusica.com.br reúne para você, em reportagens, vídeos, fotos, podcasts e redes sociais. Compartilhando valores como a diversidade cultural e acessibilidade, o Pará Música é patrocinado pelo programa Conexão Vivo, uma iniciativa dedicada ao desenvolvimento do setor musical, através da Lei Semear, Fundação Tancredo Neves e Governo do Pará. O portal é um grande almanaque onde você lê, vê, ouve música e conhece o comportamento e a história dos músicos, instrumentistas, compositores e empreendedores da música do Pará.

Na seção "Bafafá" o compositor e produtor Felipe Cordeiro fala sobre sua curta e já bem sucedida trajetória, e não hesita em polemizar sobre o tecnobrega. "Antes da Chuva" traz uma reportagem ambientada no estúdio onde a jovem e promissora cantora Aíla Magalhães prepara seu primeiro disco. Aíla é uma das mais novas promessas da cena musical paraense e conta com vários instrumentistas de renome em seu disco.

No texto de estreia da seção "Músicos Empreendedores" o vocalista da banda de hardcore Delinquentes, Jayme Katarro, conta como é ganhar a vida com música no submundo do cenário paraense. Ele é dono do Fábrika Studio, um dos pontos de referência da cena roqueira de Belém. Na seção “Radar Pará” você tem dicas, depoimentos e curiosidades da vida de personagens que há décadas aceitaram o desafio de produzir música na maior metrópole da Amazônia. Neste primeiro momento, o empresário Ná Figueredo conta qual o disco paraense que ele não esquece.

E você ainda terá acesso ao inédito "Café 2", de Pio Lobato. Gravado só com sobreposição de camadas de guitarras, “Café 2” traz toda a sofisticação e versatilidade deste gênio que ajudou o Brasil a (re)descobrir as guitarradas, na estréia da seção “Lado P”. Além de baixar as música, você terá acesso a um hotsite com design exclusivo, informações sobre o artista, wallpapers, capa, label e tudo o que os melhores álbuns virtuais disponibilizam.

O portal entra no ar no dia 15 de agosto, mas você já tem uma prévia acessando o hotsite que nós preparamos só para para você sentir o gostinho dessa novidade. No endereço paramusica.com.br, além da vinheta, você ouve uma seleção de músicas especiais de diversos artistas paraenses. Tá esperando o quê?

Conexão Vivo - Assim como o Pará Música, dezenas de projetos musicais de todo o país fazem parte do programa Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas. O Conexão Vivo realiza ao longo do ano um circuito próprio de eventos onde toda essa diversidade de ações acontece conjuntamente.

Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes. A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da política cultural da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. 

Serviço - Detalhes sobre as outras linhas de atuação e sobre as formas de participação nos programas Culturais Vivo estão disponíveis no www.vivo.com.br/cultura. E para saber mais sobre o Conexão Vivo, acesse o portal www.conexaovivo.com.br. Pará Música - estréia web dia 15 de agosto. No Twitter: @paramusica. www.paramusica.com.br . Informações: (91)8116 2607 / 9614 1005.

(com informações de Viviam Carvalho)

Última chance para vencer o CCAA Fest 2011

Realizado há seis anos, o CCAA Fest tem se consagrado como um espaço acessível e democrático. Estimula a divulgação e dá visibilidade às bandas novas, além da oportunidade de gravar um CD independente. A grande final desta edição será em poutubro, mas as inscrições vão só até esta quinta-feira, 04 de agosto.

Por isso, as bandas interessadas devem correr, primeiro virtualmente. A inscrição pode ser feita pelo site www.ccaabelem.com.br, onde também é possível tirar dúvidas, mas ainda assim é necessário que ela seja confirmada pelo responsável na sede do CCAA da Av. Tamandaré (n. 1202), mediante o pagamento de uma taxa de R$ 30,00. 

As audições iniciam no dia 15 de agosto, no Estúdio Edgar Proença na Funtelpa (Av. Almirante Barroso, 735) e como já é de praxe, todas as apresentações são gravadas em áudio e vídeo e repassadas às bandas participantes, o que vai ser feito no dia 26 de setembro.

O resultado das audições com o nome das bandas selecionadas será divulgado antes, no dia 20 de agosto, pelo site www.ccaabelem.com.br. As 10 primeiras colocadas garantem vaga na final e da 11ª a 20ª participarão da semifinal concorrendo às últimas cinco vagas, completando as 15 que irão participar da apresentação final que será realizada no dia 22 de outubro, das 19h às 22h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. A ordem de apresentação será definida no dia 21 de outubro, em reunião a ser realizada no teatro.

Este ano o festival retoma sua parceria com a Funtelpa – TV, Rádio e Portal Cultura – e vai ser transmitido ao vivo por todos os seus veículos para todo o estado. Mais uma oportunidade do evento ampliar seus horizontes e ser conhecido por mais bandas.

O número de inscrições é sempre maior a cada edição, mesmo assim ainda há muitas bandas espalhadas por este “país que se chama Pará”, que ainda não o conhecem e por isso não participam. Mas já estiveram por aqui, bandas do Acará, Tucuruí e Capanema. Em 2010, foram 106 bandas autorais inscritas, sendo que 75 compareceram nas audições e ganharam os seus vídeos.

Na edição passada, a grande vencedora foi a banda Cocota de Ortega, que ganhou a gravação de um CD, ao vivo, no estúdio Na Music, além de 100 cópias do produto já gravado. É ela quem este ano vai abrir a sexta edição do festival. O show, como sempre acontece, será gravado e será transformado em DVD, a ser lançado em uma super festa e distribuído às bandas participantes.

Mais informações: 91 3241-2288 e 91- 9114-1100 (josy_sidrim@yahoo.com.br).

Prêmio homenageia a cena independente da música na Amazônia

Reunindo os maiores talentos dos nove estados da Amazônia Brasileira, o “Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia” vai homenagear também o Rei do Carimbó e um de seus maiores ícones, Mestre Verequete. 

Selecionado pelo Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, o projeto será lançado no próximo dia 20 de agosto, às 21h, no espaço Jungle do Parque dos Igarapés, com objetivo de valorizar os profissionais do ciclo produtivo e econômico da cultura independente da região.

A iniciativa é do Movimento Curupira Antenado, que vem desenvolvendo ações transversais entre diversas vertentes, onde a música é o elemento de conexão, acreditando ser possível transpor as barreiras geográficas e ideológicas que ainda existem entre os estados e os povos amazônidas.

No dia do lançamento haverá shows das bandas Los Porongas (AC) e Saulo Duarte e a Unidade (Pa), da Jam-bu Session, com os músicos Léo Chermont (guitarra/Pa), Adriano Souza (bateria/Pa), Nazaco Gomes (percussão/Pa), Luiz Félix (guitarra/Pa), além das cantoras Iva Rothe (Pa) e Lu Guedes (Pa), que tocarão sobre um base eletrônica parra levar o público e os artistas a um verdadeiro torpor musical.

Los Porongas - do Acre para o mundo
Além destas atrações, a festa também vai contar com uma roda de carimbó de Icoaraci, que terá convidados de outros grupos de carimbó de Belém, como o Uirapuru, grupo fundado por Mestre Verequete, grande ícone da música popular paraense, o homenageado desta primeira edição do Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia.

Com o Prêmio, o Movimento Curupira pretende mitigar essas dificuldades, através da cooperação sociocultural e da construção de vias diretas de integração artística regional, aliadas à troca de tecnologias relacionadas ao setor.

“A necessidade de estimular a convergência dessas ações e viabilizar, a partir delas, a integração da Amazônia Brasileira é o que orienta as atividades do prêmio. Permitindo, desta forma, a troca de tecnologias sociais, a circulação e o intercâmbio dos agentes culturais, a valorização das pessoas que labutam no ciclo produtivo e econômico cultural e a distribuição dos produtos concebidos por este ciclo”, explica Manuel Cardoso, do Movimento Curupira Antenado.

A premiação terá 12 categorias: Música Tradicional Popular; Banda/Artista (músico); Videoclipe (audiovisual); Festival (produção coletiva); Produtor Cultural; Produtor Musical; Disco/Música (produção fonográfica); Fotografia; Sonorização Festival (técnicos); Iluminação Festival (técnicos); Jornalista da Cena (comunicação); e Site/Blog (comunicação e internet).

A Black Soul Samba
O projeto tem apoio cultural da OI Futuro, Ná Music, Proex. Parceria Institucional: Lei Semear, Fundação Cultural Tancredo Neves, Governo do Estado do Pará. Parcerias de Produção: Casarão Cultural Floresta Sonora, Circuito Polifônico, Coletivo Casa Preta, Coletivo Black Soul Samba, Coletivo Sala Livre, QualQuer Coletivo, SEBRAE, CUIA/UFPA (Circuito Universitário de Integração pela Arte), Instituto Ariri Bolonha, Ná Figueiredo, Associação de Mulheres Mestre Verequete.

Os Curupiras - O Movimento Curupira Antenado é um organismo holístico de produção colaborativa, que cria e desenvolve tecnologia social e promove cultura ambiental; desta forma atua como um instrumento livre e coletivo de articulação e transformação.

Suas atividades buscam ampliar a percepção de que as áreas são complementares e que subdivisões meramente didáticas limitam os indivíduos; entre os parceiros, que expandem-se principalmente pela música, estão a Ná Music, a Black Soul Samba, Zulu Nation e o Casarão Cultural Floresta Sonora. Entre seus maiores projetos estão o Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia e a articulação da Roda de Festivais, atividade programada para setembro/outubro convergindo ações de quatro festivais de artes integradas.

Lu Guedes, umas das atrações na abertura
O Movimento Curupira é antenado com ações que se preocupam em manter um equilíbrio ambiental, a partir do reaproveitamento de lixo (parceria com o projeto Reconstruções do QualQuer Quoletivo), e buscando optar por materiais não industrializados com a menor agressão possível aos bens naturais.

“Somos o resultado da convergência de artistas, produtores e agitadores culturais, Dj’s, ambientalistas, universitários e demais profissionais liberais com pensamentos e ideais consonantes. Buscamos sair de nossas zonas de conforto e juntos, seguirmos abertos a parcerias com organizações e pessoas com propósitos semelhantes e verdadeiros, para realizar obras criativas e transformadoras”, acredita Cardoso. Para saber mais, acesse o site do proejto.

Serviço
Lançamento do Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia. Dia 20 de agosto, às 21h, no Espaço Jungle do Parque dos Igarapés - Travessa WE 12, nº 1000, Conjunto Satélite, Belém do Pará. Ingressos: 1º lote (150 ingressos): R$ 15,00, nas lojas OI (Padre Eutíquio, Boulevard e Pátio Belém), Ná Figueredo e Circus Hamburgueria. Mais informações: (91) 8412 7262.

2.8.11

A vida cultural sob mangueiras no mês de agosto

Além das dicas de cinema, o blog pinçou mais algumas coisas interessantes que acontecerão em Belém nesta e nas próximas semanas. Há lançamento de livros, um show reunindo Renato Torres e Renato Gusmão, festa de lançamento de projeto, além da abertura do Salão Xumucuís de Arte Digital. Já no teatro, há duas reestréias. 

No título da postagem uma rápida alusão ao nome do livro “Decibéis sob Mangueiras”, de Ismael Machado, que agora já está em seu terceiro trabalho, “Sujando os sapatos - O caminho Diário da Reportagem”, que reúne reportagens publicadas pelo jornalista, entre 2008 e 2011, no Jornal Diário do Pará. 

Esta semana o blog publicará uma entrevista com Ismael Machado, na qual o autor fala sobre o novo livro e faz uma reflexão sobre o jornalismo praticado, hoje, na Amazônia. O lançamento acontecerá no próximo dia 13. O local, porém, mudou e um novo espaço ainda está sendo definido.

Mais - Também haverá uma noite de autógrafos especial no dia 04 de agosto, como parte da programação de abertura do “Encontro Regional de Hepatites Virais na Prostituição: Desafios na Amazônia Legal”, realizado pelo GEMPAC e que acontecerá até 06 de agosto, no Teatro Gasômetro.

A abertura do evento será às 18h30, com a leitura da Carta de Princípios da Rede Brasileira de Prostitutas e apresentação de performance com a atriz Maríleia Aguiar. O lançamento do livro "Filha, Mãe, Avó e Puta", de Gabriele Leite,  líder nacional do movimento, acontecerá às 20h20, em meio a um desfile da grife Daspu (RJ), do qual a autora está à frente.

O encontro é financiado pelo Governo Federal por meio do Departamento Nacional de DST/AIDS – Ministério da Saúde - Projeto de Prevenção do HIV, da AIDS, de outras DSTs e do uso indevido de drogas, com apoio da OAB Brasil – Seção Pará e Hotel Ita oca.

O Pequeno Aviador, no Cláudio Barradas
Teatro - A primeira reestreia, no dia 04 de agosto, será  a do espetáculo do Grupo Universitário da ETDUFPA, “As aventuras de um pequeno grande aviador”, trabalho inspirado no clássico "O pequeno príncipe", de Saint Exupéry. 

A peça mostra no teatro o que de melhor este personagem descobriu em suas viagens e dentro de seu planeta invisível. A montagem ficará em cartaz de 4 a 7 de agosto (quinta a domingo), sempre às 20h, no Teatro Cláudio Barradas.

Cuíra - No dia 12, a cena teatral de Belém traz à tona uma história de amor, drama, traição e paixão. A peça “Sem Dizer Adeus”,  de Edyr Augusto Proença, com Cláudio Barradas e Zê Charone no elenco, é adaptada do livro de Dalila Ohana, “Eu e as últimas 72 horas de Magalhães Barata”.

O trabalho estreou no ano passado e está de volta em cartaz no Teatro Cuíra, onde permanecerá até 4 de setembro, sempre às sextas, sábados e domingos, às 21h. O livro foi lançado em 1962 e esgotou sua edição, na Livraria Dom Quixote, de Haroldo Maranhão. A peça é resultado do Prêmio Myriam Muniz de Teatro da Funarte. O ingresso custa R$ 20,00.

Festa - No próximo dia 10, acontece o lançamento do Projeto "Encantados: a Mitopoética Amazônica e o Imaginário Infantil", com participação do Grupo Quaderna e dos DJ´S Eddie Pereira e Fernando Wanzeler, dos Coletivos de Música Negra Afrikabrasil e Black Soul Samba + Convidados.

A programação será no bar Palafita, a partir das 20h, e contará ainda com a realização de uma Feira de Cultura Negra e exibição de vídeos.  Então anote, o Palafita fica na Cidade Velha. 

O ingresso  custa R$ 10, 00, mas os primeiros 50 a serem vendidos, antecipadamente, saem por R$ 5, e podem ser adquiridos no Restaurante Dom Câmara, na Rua dos Pariquis esq. c/ Apinagés, com José Carlos Gondim. Mais informações: 91 8238-2380.

Tendo como locus de sua pesquisa, o projeto já produziu um vídeo, feito pelos professores do Campus da Ufpa, em Castanhal, Luiz Carlos de Carvalho Dias e Ana Lúcia Bentes Dias, que aprovaram o projeto na Universidade, como Processo Educativo e Socializador, com objetivo de utilizar o Patrimônio Imaterial presente nas narrativas infantis – visagens, assombrações e encantarias - como catalisador para diferentes ações junto às comunidades dessa microrregião paraense. 

Arte digital - A inscrição do I Salão Xumucuís de Arte Digital encerrou no último dia 25 com um saldo de mais de 200 trabalhos inscritos por 120 artistas de todas as regiões do país. A comissão de julgamento formada pelas artistas Roberta Carvalho e Flavya Mutran, além do curador e Dr. em Semiótica, Orlando Maneschy, se reúne nesta quinta-feira, 04.  Serão selecionados 30 trabalhos de artistas nacionais e locais com premiação para as 05 melhores obras avalidas.

Promovido pelo site Xumucuís, o evento promete trazer à tona artistas e obras que vem se destacando no universo da arte digital. A abertura do Salão acontecerá no dia 18 de agosto, na Casa das Onze Janelas. A visitação irá até setembro, contando com uma programação de palestras com artistas que participam do evento.

Fórum de Dança, abertura no dia 11
Dança - Este mês tem Fórum Nacional de Dança em Belém. Nos dias 11, 12 e 13/08, com programação no Teatro Maria Silvia Nunes - Estação das Docas - Mais informações no blog da Associação Paraense de Dança a APAD

E também estão abertas as inscrições para alguns cursos, que acontecerão no Instituto de Artes do Pará. "Cultura Contemporânea: uma introdução - módulo Dança" e "A Linguagem da Dança: da gestualidade cotidiana à gestualidade estética", são uma realização da Fundação Joaquim Nabuco. 

A ministrante, Mariana Trotta iniciou seus estudos de dança no Ballet Stagium e foi membro do Ballet Nacional de Cuba. Atuando como colunista no jornal do sindicato dos profissionais de dança do Rio de Janeiro, ela escreve artigos sobre a dança como linguagem estética.

Mariana é doutora em Letras pela Universidade Federal Fluminense e mestre em semiótica pela universidade de São Paulo. Anote: de 09 a 12 de agosto, das 18h às 22h, no auditório do IAP. Mais informações e inscrições na Gerência de Artes Cênicas - (91) 4006-2913.

Curso - Também no Instituto de Artes do Pará, IAP, de 16 a 19 e 22 de agosto, acontecerá mais um curso, o "Partitura Corporal - A música e o movimento". O curso tem como um dos objetivos preparar as pessoas o aluno para que possa usar o corpo corretamente dentro de um compasso (2/4, 3/4, 4/4) e praticar sua "partitura corporal", através de exercícios rítmicos. Direcionado para atores, diretores de teatro, músicos, bailarinos, dançarinos e o público em geral.

O curso será ministrado por Rutiel Felipe, graduando em Educação Artística, com habilitação em música, pela UFPA, além de arte-educador, músico, diretor musical e diretor teatral. Mais informações na Gerência de Artes Cênicas e Musicais. Fone: (91) 4006-291

Música e Poesia - Unindo música e poesia, o espetáculo “De Tudo: música+poesia”, com Renato Torres e Renato Gusmão, acontecerá nos dias 05 e 12 de agosto no Espaço Cultural Ná Figueredo (Gentil Bittencourt, 449), às 18h30, com entrada franca.

Renato Gusmão domina o recital poético e Renato Torres, interpretando as canções. “Há momentos em que os papéis se misturam, na medida em que a música e a poesia são linguagens irmãs”, explica Torres.

O músico conta que o repertório traz poemas e canções de Gusmão e suas também, entre algumas obras de Fernando Pessoa, Caetano Veloso, Luiz Tatit e Augusto dos Anjos, além de outros. 

As canções "O Primeiro Acorde" e "De Tudo" (parcerias dos dois Renatos) estarão presentes no roteiro. “A temática passa por lugares simbólicos do fazer poético e da composição, exaltando a figura do poeta, do criador”, explica o músico.

1.8.11

Novidades do circuito alternativo de cinema em Belém

As férias de julho foram boas. Mesmo para quem não conseguiu se liberar do trabalho, pois tanto na cidade como nas praias, a diversão e o gosto da cultura paraense estiveram presentes. Mas agosto chegou e há muita, mas muita programação cultural prevista para a capital paraense. Abaixo uma prévia do que há de novo na área do audiovisual, em três espaços já tradicionais do circuito alternativo de exibição e a programação da Paracine, que está completando um ano de debates e difusão do cineclubismo pasraense.

Imperdíveis as próximas duas semanas no Cine Líbero Luxardo, que exibe de 03 a 07 e de 10 a 14, "O Mágico", de Sylvain Chomet (As Bicicletas de Belleville). Trata-se de uma animação baseada na história original de Jacques Tati (80 min. – 2010 - França/ Inglaterra) e que conta a história de um artista em fase de decadência.

Com seu momento de glória sendo roubado por estrelas emergentes do rock, ele é forçado a aceitar tarefas cada vez mais obscuras, como se apresentar em bares falidos e festas no jardim, ele conhece uma jovem fã que muda sua vida para sempre. Longa premiado, além de ter sido indicado como Melhor Filme de Animação no Oscar, no Globo de Ouro e no Cesar 2011. Tudo este ano. Foi vencedor do Satellite Awards. Veja o trailer

O Cine Líbero Luxardo fica na Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo – Centur. As sessões são sempre às 19h, de quarta a domingo, com ingresso a R$ 5,00. Às quartas-feiras tem Projeto Plateia, com- entrada franca para estudantes. Informações: 91 3202 4321 - cinelibero@gmail.com / cineliberoluxardo.blogspot.com.

Já no Cine CCBEU, os próximos filmes são: "Mãe e Filho" de Aleksandr Sokurov, nesta quinta, 04, e na próxima, dia 18, "A Rotina Tem Seu Encanto" de Yasujiro Ozu. As sessões do Cine CCBEU são quinzenais, sempre às quintas-feiras, às 18h30, em seu Cine-teatro (Padre Eutíquio, 1309), com entrada franca. A realização é da APJCC e CCBEU , com apoio do Cineclube Amazonas Douro.

PARACINE - Para quem gosta de um debate sobre audiovisual mais apimentado, anota aí. A Paracine - Federação Paraense de Cineclubes está completando um ano de fundação e está comemorando a data com a realização do III Diálogos Cineclubistas, que debaterá questões relacionadas à prática Cineclubista no Estado do Pará.

Estão previstos os seguintes temas: Crise estética, ética, poética, ideologia do movimento Social Cineclubista, Direitos do público & autor, cultura digital, cinema nacional, crítica, educação, festivais de cinema e construir também a II JOPACINE (Jornada Paraense de Cineclubes).

A programação inicia em agosto e vai até outubro, com as seguintes datas: Em agosto, no dia 06, no Parque dos Igarapés. No dia 19, em Corijuba, na Escola Bosque. Em setembro, dia 02, no IFPA de Santarém e no dia 08 de outubro, na sede da SPDDH, em Belém. Tudo das 8h às 13h. Mais informações: paracineclubes@gmail.com e http://paracineclubes.blogspot.co.

IAP - No Instituto de Artes do Pará a agenda também é muito boa, trazendo produções paraenses, do Amapá, além de filmes polêmicos como um que chegou a ser censurado no Acre por tratar de temática homossexual. As exibições, no IAP (que fica ao lado da Basílica de Nazaré), acontecem todas as segundas-feiras, às 19h, com entrada franca.

No dia 08, será exibido “Marília”, direção de Ronaldo Salame (13 mim, Ficção), que traz no elenco o inesquecível Walter Bandeira, fazendo par com Tati Braun, cujos personagens transitam no limite entre a paixão e loucura. Bela atuação de  Walter, que foi um grande ator e um dos maiores intérpretes do Pará. Falecido em 2009, o artista nos deixou na saudade.

Yeyé Porto, como Úrsula (foto: Marcelo Lélis)
No mesmo dia será exibido “Miguel Miguel”, de Roger Elarrat (Ficção/Cor/52 minutos), boa oportunidade para quem não conseguiu acompanhar a minissérie pela TV Cultura do Pará que a exibiu em cinco sábados. Quem viu no lançamento, em setembro do ano passado, a versão na íntegra, sabe que é este o seu melhor formato.

Baseado na obra homônima de Haroldo Maranhão, o filme conta a história de amizade de dois casais de amigos, a qual é abalada pela morte de Miguel. Quinze anos depois, Varão e Úrsula recebem a notícia de que o amigo dado como morto havia falecido de novo.

No dia 15 de agosto, é a vez dos filmes “Louceiras do Maruanum”, de Ana Vidigal e Anderson Virino (documentário/Cor/VER TEMPO), produção do Amapá que mostra, de perto, a comunidade afro-descendente daquele estado. Também nesta segunda-feira, será exibido “Quilombos da Bahia”, do baiano Antonio Olavo (documentário/Cor/98minutos). O filme revela centenas de comunidades negras, muitas delas seculares, que vivem espalhadas por todo o estado da Bahia.

No dia 22 de agosto, entram em cena os filmes seelcionados pela ACCPA - Associação de Críticos de Cinema do Pará, com “A Hora do Lobo”, de Ingmar Bergman (drama/Cor/84 minutos), onde um pintor e sua esposa vão morar em uma ilha bastante afastada da sociedade. Lá, em meio a intensos conflitos psicológicos, o casal conhece um misterioso grupo de pessoas que passam a trazer angústias ainda maiores às suas vidas, levando-os a relembrar fatos passados e questionar a própria lucidez.

Proibido no Acre - No dia 29, serão exibidos dois curtas que transitam no universo da homo e da trans-sexualidade. O primeiro, “Eu não quero voltar sozinho” (17min.), de Daniel Ribeiro, traz uma história de amor entre homossexuais.

O diretor apresenta a inocência da descoberta do amor entre dois adolescentes gays – Leonardo (Guilherme Lobo), um deficiente visual que muda de vida totalmente com a chegada de Gabriel (Fabio Audi), um novo aluno em sua escola.

Além do sentimento despertado pelo novo amigo, Leo precisa lidar com o ciúme da amiga Giovana (Tess Amorim). O filme já foi incluído no programa Cine Educação, em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.

O curta, que acabou de ganhar mais um prêmio, pelo júri popular no Rio, no Festival Gay de Cinema, chegou a ser  censurado, em junho deste ano, no Acre. Uma professora o escolheu e o exibiu a seus alunos. "E aconteceu o episódio surrealista: alunos que viram o filme, demonstrando ignorância, falta de informação ou pura homofobia, "confundiram" o curta com o famoso kit anti-homofobia - que acaba de ser vetado, como sabemos, pela presidente Dilma Rousseff", diz a reportagem no site Dolado.

O site informa ainda que os produtores do filme foram seelcionados pelo Edital da Eletrobrás para realizar a versão em longa-metragem de "Eu Não Quero Voltar Sozinho", "com a mesma história, mas ampliada e aprofundada, contendo novos personagens e novos debates. Touché!"

O segundo filme da última segunda-feira de agosto será “Diário de Márcia”, de Bertrand Lira (documentário, 20mim), o relato pessoal e intimista de Márcia, transexual paraibana, sobre o dilema de viver o universo feminino num corpo de homem, enquanto espera retirar o último vestígio do sexo que atormenta sua existência.

Trash metal e jazz vencem na Seletiva Se Rasgum em Marabá

Antcorpus (fotos desta postagem: Renato Reis)
Uma banda de jazz e uma de trash metal são as primeiras confirmações do VI Festival Se Rasgum, que será realizado nos dias 18, 19 e 20 de novembro, em Belém. As bandas Pirucaba Jazz e Antcorpus foram selecionadas na primeira Seletiva Se Rasgum na cidade Marabá, região sudeste do Pará. 

A seletiva recebeu inscrições de artistas com trabalho próprio da região, que passaram por uma avaliação de três jurados que, através de suas notas, escolheram os10 artistas que se apresentaram na noite de domingo, 24, na praça São Félix, orla do Rio Tocantins, em Marabá. O evento emendou na programação do III Festival Rock Rio Tocantins, nas noites de sexta e sábado, 22, e 23, e teve o patrocínio da Conexão Vivo e Petrobrás e a realização da Se Rasgum Produções em parceria com a Secretaria de Cultura de Marabá.

Cada banda classificada tinha 15 minutos para apresentar seu trabalho para três novos jurados (o jornalista Vladimir Cunha, o músico Jayme Pontes e o multinstrumentista marabaense Junior do Teclado). O público presente também votou na sua banda favorita. As apresentações começaram às 19h30, e o público que chegava na praça era, na maioria, de jovens e de famílias, com crianças e um clima que fez com que o evento se tornasse ainda mais agradável e importante para a cidade e para o cenário local.

Pirucaba é jazz garantido no SSe Rasgum
Refletindo a diversidade que o Festival Se Rasgum vem trabalhando como sua característica principal, bandas de estilos diversos se apresentaram na noite de domingo, 24 de julho, em Marabá, em estilos como indie, pop, trash metal, jazz, instrumental, punk etc. E os estilos musicais mais antagônicos se consagraram entre jurados e público, que elegeram a banda de Parauapebas Antcorpus, representante do estilo trash metal com letras em português e performance que levantou o público.

E quem ficou em primeiro lugar foi o quarteto de jazz Pirucaba. O grupo, que nunca se apresentou em Belém, contou que se inscreveu sem muitas pretensões, mas com o objetivo de mostrar seu som. Para a banda, a chance de participar do Festival Se Rasgum é um incentivo ainda maior para que a banda se profissionalize mais e entre no circuito da música autoral e instrumental do estado. 

“Ano passado tivemos muita vontade de tocar no Conexão Vivo que aconteceu aqui em Marabá, mas ainda não tínhamos um trabalho autoral. Mas agora, como já tínhamos algumas composições próprias, resolvemos arriscar na Seletiva para participar do Festival Se Rasgum”, afirma Kim Guedes, um dos integrantes do grupo. O Pirucaba Jazz ganhou um pacote de prêmios da produtora Se Rasgum que inclui, entre outras coisas, gravação, ensaio, release profissional e ensaio fotográfico, além de estar na programação do VI Festival Se Rasgum, de 18 a 20 de novembro, em Belém.

Os outros grupos que participaram da Seletiva Se Rasgum em Marabá foram: Rock Nature, 16 Bits, Pablo Belusso, Black Jr., Matriz 104, Antônio Coelho e Projeto Vertigem, Prima Matéria e Tensão Plena. 

E o encerramento da noite ficou com o show de Juca Culatra, acompanhado da excelente Cristal Reggae, que encerraram as apresentações com mais de uma hora de clássicos do reggae, versões e músicas de Juca Culatra, que além de ter lançado seu primeiro CD há menos de um mês, foi um dos vencedores das Seletivas Se Rasgum em Belém, no ano de 2009.

(com informações da Se Rasgum - www.serasgum.com.br)