29.3.15

Chamado coletivo para salvar o Casarão do Boneco

Edificação centenária, datada do século XIX, e localizada na Av. 16 de Novembro, número 815, em Belém do Pará, a sede do In Bust, está precisando de reparos e sério restauro, não só para o grupo continuar desenvolvendo suas atividades de criação, ensaio, guarda de material cênico, administração, planejamento e apresentações, mas para que também siga contribuindo com o movimento artístico-cultural na capital paraense, oferecendo espaço para o desenvolvimento de inúmeros projetos e atividades de grupos de artes da região e de outros estados brasileiros. Você pode ajudar. No próximo 11 de abril, será lançada a campanha "Salve Salve Casarão Boneco", com uma super programação infantil, e apresentação de um projeto para buscar recursos.

Em diferentes momentos de sua existência no meio artístico, desde 2003, o Casarão do Boneco vem sendo ocupado e pequenas reformas e reparos foram feitas pelo grupo In Bust Teatro com Bonecos. Mas garantindo sozinho a manutenção do espaço, o grupo foi percebendo, a cada período de chuva, várias deteriorações, entre elas a da fachada, que neste inverno amazônico agora está chegando ao seu último suspiro. Fora isso, o piso do corredor e das salas não aguentam mais de velhice e aos poucos as atividades ficam parcialmente comprometidas.

Entre na campanha: participe, divulgue, compartilhe!

O In Bust vem alimentando há muitos anos o sonho desse restauro, mas os custos são altos. É aí que surge a ideia de realizar a campanha "Salve Salve Casarão do Boneco". Em 2014, houve uma intensa ocupação, principalmente pelos grupos Vida de Circo, Projeto Vertigem, Produtores Criativos, Coletivo Mia Sombra, Coletivo de Animadores de Caixas, Grupo de Teatro Universitário e o Pirão Coletivo. 

Essa conexão entre os grupos, o cotidiano e a colaboração, criaram um sentimento de apropriação, que hoje estimula a todos, junto ao In Bust, iniciar a campanha Salve Salve! Casarão do Boneco.

Esta semana, a equipe à frente da campanha postou no facebook uma página (https://www.facebook.com/casaraodoboneco) por onde será possível acompanhar a divulgação da programação e se informar melhor de como cada um de nós também  pode ser um colaborador nesta empreitada.

Salve, Salve Casarão do Boneco! 

Há muitas formas de colaborar com a campanha. Uma delas é participando da programação que será realizada até final do ano, iniciando neste mês de abril, dia 11, com apresentações infantis e oficinas de produção e teatro para adultos. A venda de ingressos será toda na base do "Pague quanto puder", mas pague, vai ajudar muito. 

Para as oficinas de formação, o valor de inscrição: R$ 65,00. Leia mais abaixo sobre os conteúdos e ministrantes. As pessoas também poderão colaborar com o Casarão através de doações individuais e na compra dos lanches e artigos em venda. Ou ainda através do sistema sistema crowdfunding. 

O Crowdfunding

Há ainda esta maneira de entrar na campanha. O grupo In Bust e seus parceiros estão elaborando um projeto de restauro para ser postado pelo sistema crowdfunding. No momento, em fase de elaboração, está sendo feito levantamento técnico e de orçamento, mas em breve estará no ar. 

O crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo, que vem se consolidando no país, como forma de obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo, através da agregação de múltiplas fontes, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa.

O grupo irá postar um projeto e divulgá-lo sugerindo valores de patrocínio, que pode ser feito via pessoa física ou mesmo por empresas. Quem colabora é recompensado de várias formas, dependendo da ação estabelecida e pelas metas de financiamento. 

O sistema vem se consolidando no país e vários projetos vem alcançando o valor total e se realizando. Para conhecer mais indico o site do CATARSE (nacional) e o Eu Patrocino, site criado aqui mesmo em Belém e no qual há inúmeros projetos paraenses sendo consolidados. 

Doações: Para outras formas de colaboração, entre em contato pelos e-mails: inbust@inbust.com.br e criscosta@inbust.com.br

Oficinas - As oficinas do Salve Salve Casarão vão acontecer de 13 a 29 de abril, mas só segundas e quartas, de 9h a 12h. , quando teremos “Teatro com Bonecos para Professores”, com o ator integrante do in Bust Paulo Ricardo Nascimento (15 vagas), direcionada a docentes do ensino formal e informal. O investimento de R$ 65,00. O que for arrecadado ajudará também na manutenção do casarão.

No mesmo molde, será realizada também a oficina “Elaborando o Planejamento, o Projeto e sua gestão”, com a produtora cultural Fafá Sobrinho, no período de 13 a 16 de abril, das 19h às 21h30, com 10 horas de carga hora'ria. O público alvo, com até 15 vagas, são artistas, produtores, gestores e interessados em geral. O investimento também é de R$ 65,00, com retorno para o casarão.

Inscrições - Os interessados devem enviar email para salvecasarao@inbust.com.br. Quem enviar receberá uma mensagem, confirmando o recebimento do e-mail e informando conta bancária para depósito do pagamento. A inscrição estará confirmada mediante envio do comprovante.

PROGRAMAÇÃO

No dia 11 de abril, o Casarão do Boneco abrirá às 17h, com exposição do In Bust Teatro com Bonecos, loja e lanchinhos. Às 17h30, começa a 1a contação de história, com Vandiléia Foro: “Quem matou Honorato, o Rato?”. 

Em seguida Leonel Ferreira conta "O Pé de Vento" . Depois das histórias muito bem contadas, teremos cine pipoca, que exibirá "Quem vai levar Mariazinha para Passear", animação que traz no elenco Ester Sá e Maurício Franco, com direção de André Mardock. Às 18h30, o In Bust Teatro com Bonecos apresentará "Os 12 Trabalhos de Hércules" e às 20h, o evento encerra com a apresentação musical de Ester Sá e Renato Torres, com repertório infantil do espetáculo "Tambor de Dentro".

27.3.15

O universo dos Periféericos em "Rosa dos Ventos"

Fotos: Rogério Folha
Depois da estreia da nova temporada, semana passada, no Teatro Cláudio Barradas, a Trupe Periféericos está em cartaz novamente neste sábado, 28 de março, e no próximo, 4 de abril, no auditório da Fibra. Inédito, o espetáculo é fruto de bolsa de experimentação e criação artística do extinto IAP, ganha pelo grupo em 2014.  

Em cena, a poética da máscara, do teatro de rua e a sua relação com o cinema. “Rosa dos Ventos: Entre Miragens e Mirações” é uma mistura de cinema, teatro, entidades e máscaras, tudo numa mesma peça, levando ao público o universo dos seres feéricos. É uma fantástica experiência que representa nos palcos um fragmento do próprio sonhar. A peça multimídia une cinema, teatro, máscaras e entidades numa confluência poético-tecnológica.

Peça-cinema, durante o espetáculo é projetado um "filme fantástico" de vinte minutos. Em seguida, as máscaras saem do reino fantasmático das projeções e invadem a realidade.  A partir da pesquisa com a bolsa de experimentação do IAP, surgiu um roteiro e o grupo decidiu criar uma narrativa. 

“A estética pediu que visitássemos o início do cinema, quando ele ainda era mambembe, e se apresentava nas feiras de variedades, ao lado da mulher barbada, do atirador de facas. Revisitamos o velho mestre Melies, entramos em seu mundo feérico, buscamos esse primeiro cinema pra traduzir em linguagem cinematográfica esse mundo que só tínhamos trabalhado até então, em literatura e teatro de rua”, diz Mateus Moura, integrante do grupo.

Rosa dos Ventos: Entre Miragens e Mirações conta a história de uma trupe de teatro mambembe vagando de cidade em cidade apresentando sua arte. Seus atores, no entanto, não são pessoas comuns, mas criaturas nascidas da união entre mortais e seres feéricos. Carregando em seu sangue a descendência de faunos e ninfas, duendes e elementais, esses andarilhos errantes encenam um espetáculo insano, repleto de beleza, magia, sabedoria e enganos.

“O Perifeéricos é um universo mitológico de encantaria, iniciado pelo Rafael Couto e plasmado em máscaras, como na comédia Dell`Arte (Pierrot, Colombina), que no Periféericos é o Satyr, a Fleur, o Dermond (esse Vento), Odorin, Denotan, Era, Tempo, Rosa... são entidades, personas. E vão sendo criadas estórias em torno delas”, explica Mateus Moura.

"Rosa dos Ventos - entre miragens e mirações" foi uma dramaturgia criada ano passado e que conta a história do ritual de iniciação da Rosa, na trupe Perifeéricos, logo depois da saída do Dermond, que acabou de sair da trupe.

“Ele tinha cansado de ser um imortal e foi experimentar a mortalidade. Rosa assume a máscara dele e vira a Rosa dos Ventos. Essa peça-filme traz os fantasmas do relacionamento amoroso dessa Rosa com esse Vento que a libertou das amarras do mundo mortal em que ela estava presa. Ela entra assim nessa trupe encantadora, mas perigosa”, continua Mateus. 

A trupe, agora sem o vento, seu ator principal, prepara Rosa, uma talentosa mortal, para assumir o papel que ele deixou para trás. Essa tarefa, porém, não será fácil, a moça terá que conquistar a confiança de todos, lidar com rivalidades internas e suportar as absurdas demandas exigidas por seres de um mundo cheio de mistérios perigosos e encantos duvidosos, onde se perde facilmente o limite entre sonho e realidade, liberdade e loucura.

Ficha Técnica

Direção Teatral: Mateus Moura e Rafael Couto
Direção de Video: Mateus Moura
Direção de Arte: Maurício Franco
Direção Musical: Jimmy Góes
Música: Jimmy Góes e João urubu
Arte do cartaz: Mael (https://www.facebook.com/aquimael?fref=ts)

Elenco

Rosa — Thainá Cardoso
Satyr — Rafael Couto
Odorin — Evelyn Loyola 
Dermond — Ícaro Gaya
Era — Karimme Silva
Tempo — Jimmy Góes

Serviço
“Rosa dos Vento”, apresentações neste sábado, 28 de março, e no próximo, dia 4 de abril, na Faculdade FIBRA (Av. Gentil Bittencourt (1144) entre Av. Generalíssimo Deodoro e Trav. 14 de Março). A partir das 20h, ingresso R$ 10,00. 

26.3.15

Jazz e MPB abrem concertos didáticos da FCG

A Fundação Carlos Gomes (FCG) dá início nesta sexta-feira (27) ao projeto Concertos Didáticos 2015 com a apresentação do Muiraquitã Jazz e da Orquestra de Choro Uirapuru. Os concertos serão realizados em dois horários, às 10h e às 16h, no Theatro da Paz. 

Pela manhã, os estudantes vão acompanhar o som do Muiraquitã Jazz e à tarde vão entrar em contato com os ritmos brasileiros proporcionado pelos instrumentistas da Orquestra de Choro Uirapuru. Estudantes de dez escolas públicas da Região Metropolitana de Belém devem participar.

O projeto Concertos Didáticos é uma das ações da Coordenadoria de Pesquisa e Extensão da Fundação Carlos Gomes e funciona assim. Os grupos artísticos, formados por professores e alunos da Instituição, apresentam um concerto comentado em que os professores de música explicam o funcionamento dos instrumentos musicais, o timbre, a função que eles têm em uma orquestra, a importância dos compositores para um determinado período da música, a história desse artista, tudo de maneira simples e didática para poder despertar a atenção da plateia.

Durante o ano serão realizados 6 concertos comentados para estudantes de escolas públicas na principal sala de espetáculos do estado, o Theatro da Paz. O objetivo é difundir o ensino musical e aproximar o público infanto-juvenil do universo musical, proporcionar aos estudantes o contato com grandes instrumentistas paraenses e despertar o interesse pela música, além de contribuir com a formação de plateia.

A realização é do Governo do Estado por meio da Fundação Carlos Gomes em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Secretaria Municipal de Educação (Semec) com apoio do Theatro da Paz.

Serviço
Concertos Didáticos da FCG.  No Theatro da Paz, sexta,  27 de março. Apresentação do Muiraquitã Jazz, às 10h, e às 16h, da Orquestra de Choro Uirapuru.

25.3.15

Projeto multimídia traz trajetória de Padre Vieira

"Vieira – O Céu na Terra" une Teatro, Música, Instalação Multimédia e Conferências em torno da vida e obra de Padre António Vieira, interligando artistas e entidades de Portugal, Guiné Bissau e Brasil.  A instalação multimídia já está aberta à visitação e a conferência será realizada hoje, às 17h30. O espetáculo fica em cartaz nos dias 27 e 28 de março, às 20 horas, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), em uma realização da companhia de teatro portuguesa Éter - Produção Cultura, em parceria com a Escola de Teatro e Dança (ETDUFPA) e Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

A temporada do projeto em Belém teve início com a abertura, no dia 23, da instalação multimídia, que está aberta à visitação até o dia 28, com entrada franca. Intitulada O Sal da Terra, ela convida o público a interagir com sons e imagens de etnias guineenses e de índios da Amazónia, bem como elementos da natureza dos 2 países. A relação entre instrumentos musicais e padrões utilizados em artesanato constituem materiais estéticos desta instalação; movimentos e ações de indivíduos em linguagem influenciam imagens ou sons em tempo real. 

Já a conferência, que aborda o tema Vieira e o Quinto Império será realizada nesta quarta-feira, 25, abordando a tradição messiânica portuguesa desenhada na década de 1650, durante a estadia de padre António Vieira no Maranhão e no Grão-Pará. 

Com a Europa em estado de decadência religiosa (cisão Reforma/Contra Reforma), Vieira considerava que a salvação do mundo se encontrava na conversão dos milhões de índios e negros (América e África), como que perfazendo uma tenaz de pureza evangélica que abafaria a corrupção e o vício dominantes na Europa, sob a égide do exemplo de Cristo, instauraria uma época de paz.

O espetáculo - A história de Padre Vieira,  em Lisboa, na corte de D. João IV, e no Brasil, entre colonos ou índios do sertão, revela um homem de plurais atividades - missionário, diplomata, político, orador, profeta, escritor, nacionalista. 

O espetáculo "Vieira – O Céu na Terra" evidencia a atividade profética de Padre António Vieira e a sua intransigente defesa das profecias do Bandarra e do Quinto Império.

Com o ideal de união entre todos os povos num reino cristão de justiça, amor e abundância ele mantinha a atividade de pregador, como o mais insigne orador português, bem como o seu afã de justiça social, corroborado na denúncia contra o tratamento dos escravos, tratados como animais de carga, exigindo dos donos das canavieiras de açúcar um tratamento humano para os negros; na denúncia contra a exploração e escravização dos índios do Brasil promovida abundantemente pelos colonos brancos, e a sua defesa do judeu e cristão-novo. Esta última atividade tornou-o suspeito da Inquisição, tendo sido preso e condenado por este Tribunal.

Numa adaptação que contempla as realidades portuguesa, africana e brasileira, o projeto será apresentado em Belém e na Guiné-Bissau, relacionando artistas e instituições dos 3 países, o espetáculo reúne atores e músicos portugueses, guineenses e brasileiros e contará com a participação de estudantes de teatro da ETDUFPA e com atores e músicos d'Os Fidalgos, na Guiné-Bissau.

Nas diferentes cenas, as personagens, a música e as imagens revelam momentos da vida de Padre António Vieira, integrando cenas passadas em Belém do Pará e em Cacheu (antigo porto africano de transporte de escravos para o Brasil).

Serviço
Os ingressos para o espetáculo teatral será  R$20,00 (com meia entrada para estudantes). Mais informações pelo celular (91) 99601.0745 (Magda Bull - produtora). Teatro Universitário Cláudio Barradas fica localizado na  rua Jerônimo Pimentel, 546 (esquina com D. Romualdo de Seixas) no  bairro Umarizal, em Belém.

22.3.15

Teresa Salgueiro faz único show no Theatro da Paz

Ela já esteve antes em Belém, onde já se apresentou com o Madredeus, grupo lisboeta, que integrou por duas décadas, e com o qual esteve várias vezes no Brasil.  Mais uma vez na capital paraense, Teresa traz seu trabalho de carreira solo e nos apresenta “A Fortaleza”.

Durante 20 anos Teresa integrou o celebrado grupo musical português “Madredeus”, que vendeu mais de cinco milhões de discos em todo o mundo. Participou também, como atriz no filme “Lisbon Story”, de Wim Wenders. Em 2005, em paralelo à atividade do grupo, editou o álbum “Obrigado”, em que reúne muitas das suas participações ao longo de vários anos com artistas como Caetano Veloso, José Carreras, Angelo Branduardi, Aldo Brizzi, Zeca Balero, entre outros.

Após cessar a sua colaboração com o Madredeus, em 2007, Teresa gravou dois álbuns (“Você e Eu” e “La Serena”) em que explorou universos musicais diversos; e, a convite do compositor polaco Zbigniew Preisner, participou como voz solista no álbum “Silence Night and Dreams”. Com estes concertos subiu ao palco em várias cidades da Europa, Israel, Angola, Venezuela, Brasil ou México.

Entre 2008 e 2012 manteve uma série ininterrupta de apresentações com repertório que retratava as diferentes épocas, tradições, regiões e costumes Portugueses; com a Digressão “Voltarei à minha Terra” (baseada no disco “Matriz” que Teresa gravou em 2008), percorreu toda a Europa e visitou o Brasil, Peru, Colômbia e o México, mostrando a sua incrível versatilidade como intérprete. 

Em 2012 lançou “O Mistério”, álbum de músicas e letras autorais, a partir do qual se construiu “A Fortaleza”, que traz novos arranjos escritos pela cantora e a sua banda, para temas de autores portugueses que são referências do seu País, nos convidando a ir ao encontro de um horizonte onde se espelha a profundidade da experiência humana, guiados por uma voz única do panorama musical mundial.

O evento é uma realização do Instituto Cultural Lusófono, da Academia Paraense de Música e do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult-PA), com apoio do Vice-Consulado de Portugal e Hotel Sagres.

“Aproveitamos esta agenda única de Teresa que contemplou o Brasil, para realizarmos o show em Belém, cidade em que a cantora já foi muito bem recebida pelo público, ao lado de Fafá Belém e Wagner Tiso”, afirma Ana Catarina Brito, diretora de Cultura da Secult. 

Serviço
Show “A Fortaleza”, da cantora portuguesa Teresa Salgueiro, dia 29 de março, às 19 h, no Theatro da Paz (Av. da Paz, s/n – Campina). Venda de ingressos na bilheteria do Theatro da Paz. Informações: (91) 4009- 8758/8759. 

20.3.15

Tributo a Jorge Ben com Juliana e Farofa Black

Ele chega aos 70 anos e a Black Soul Samba manda sua homenagem. Realizado pelo sexto ano consecutivo, o “Tributo a Jorge Ben”, em 2015, será comandando pela banda Farofa Black, com participação da cantora Juliana Sinimbu e sets especiais dos DJs Uirá Seidl, Eddie Pereira, Kauê Almeida e Homero da Cuíca. A festa já começou, desde às 21h, no Tábuas de Maré, corre lá!

Prestando homenagem a Jorge Ben, pela primeira vez, a banda Farofa Black preparou um show com quase duas horas de duração, cheio de canções marcantes como “Jorge da Capadócia”, “Vendedor de bananas” e “Take it easy my brother Charlie”, e emblemáticas como “Minha teimosia, arma pra te conquistar” e “O homem da gravata florida”. "Pegamos as melhores músicas dele de todos os discos, inclusive o considerado pela crítica como o mais conceitual, Tábua de Esmeraldas”, diz Renato Rosas, do Farofa. Juliana Sinimbu entra com gingado em músicas como “Bebete vãobora”. 

“Ela cantará as músicas que mais ama do Jorge Ben e nos declarou que adora a energia musical da banda. Ela sempre quis fazer uma participação conosco e esta será a primeira vez, dentro do nosso conceito de banda fazendo show especial. O ensaio foi genial cheio tem muito balanço", garante o músico.

Com cerca de 7 anos de trabalho, a Farofa Black começou a tocar um repertório de funk, soul, samba de raiz, samba rock, reggae, carimbó, hip-hop, realizando pequenas festas temáticas na casa de pessoas adeptas da música black e nas casas de shows da beira do rio a qual se apresenta todos os finais de semana. Seu próximo passo é o lançamento intitulado “Farofa Brasil Music”, que terá três músicas: "Ela é a tal", samba rock em parceria do vocalista da banda Renato Rosas com Dudu Neves; "Carpe Diem", funk soul em parceria com o poeta João Marcelo Rocha; e "Chega Mais" samba funk em parceria com Tiago Brigadeiro.

O Tributo a Jorge Bem desta sexta, 19 de março, terá ainda os set list dos DJs Uirá Seidl, Eddie Pereira, Kauê Almeida e Homero da Cuíca, levando ao Tábua de Marés não apenas os sucessos dos álbuns de Ben, mas também canções de lado B e muitas faixas dançantes, como “Minha Menina”, “Os Alquimistas estão Chegando”, “Taj Mahal”, “País Tropical”, “Fio Maravilha” e “Cadê Teresa?”; além dos ritmos tradicionais da música brasileira e do universo soul que marcam as festas da Black Soul Samba.

Serviço
Tributo a Jorge Ben na Black Soul Samba – Com Farofa Black e participação de Juliana Sinimbú. Nesta sexta-feira, 19, a partir das 21h, no Tábuas de Maré. Ingressos: R$ 20,00 (com meia para estudantes). Na Rua São Boaventura, 156, na Cidade Velha, próximo à Praça do Arsenal.

19.3.15

“Minha Ilha” leva ações educativas ao Marajó

Contemplado com o XIV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte – Ministério da Cultura, o projeto “Milha Ilha – Campos abertos do Marajó” chega neste sábado (21), a Cachoeira do Arari, reunindo alunos do 9º ano da Escola Estadual Adaltino Paraense.

Idealizado pelo fotógrafo Octávio Cardoso, o projeto pretende registrar o vaqueiro e os campos do arquipélago, durante três viagens para fazendas de gado da região. A ideia é fotografar este trabalhador em momentos de transição: tanto do clima, entre as secas e cheias, quanto da própria prática de manejo do boi. Ao final, uma exposição será montada no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém.

De acordo com Octávio Cardoso, o projeto é a consolidação de uma pesquisa fotográfica de quase 30 anos de viagens às cidades do arquipélago para o registro documental do vaqueiro, trabalhador que maneja o gado com desenvoltura – uma tradição passada de geração em geração e se reconfigura com os períodos de seca e cheia.

“O foco é a própria atividade do vaqueiro, um trabalho que exige habilidade tanto no ato de cavalgar, quanto no ato de laçar a rês, de cima de um cavalo. É um exercício quase ancestral de embate entre homem e natureza. Quero fotografar esse vaqueiro em um momento de transformações”, analisa Octávio.

A ação educativa será realizada com uma exposição com imagens dos vaqueiros e suas práticas cotidianas de trabalho. Os alunos também vão participar de uma oficina de fotografia, em que irão construir câmeras artesanais (chamadas de pinholes) e produzir as próprias imagens do local onde vivem.

Assim como no Liceu Mestre Raimundo Cardoso, em Icoaraci, que recebeu a ação educativa no início deste mês, os alunos com deficiência visual terão uma experiência sensorial para “ver” as fotos a partir placas de cerâmica, que têm o relevo de uma fotografia. O objetivo é reunir todos os alunos, de olhos vendados, para que toquem o objeto e tenham uma nova experiência sensorial.

“A experiência para os jovens que participam da oficina é muito interessante por despertar o olhar sobre a paisagem e a cultura, e pela construção de um objeto, que é a câmera artesanal.

A proposta da exposição com mídias táteis é possibilitar não só a acessibilidade dos portadores de deficiência visual, mas também oferecer a todos a percepção da imagem de outra forma”, diz Simone Moura, professora de arte, que vai conduzir a atividade em Cachoeira do Arari.

O fotógrafo Octavio Cardoso é paraense, nasceu em Belém, onde se formou em Engenharia Civil, pela UFPA. Começou a fotografar em 1984 na Fotoativa e em 1987 trabalhou no estúdio de Luís Braga. No início dos anos 1990 fundou juntamente com Miguel Chikaoka, Patrick Pardini e Ana Catarina Brito, a KamaraKó Fotografias, onde ficou até 1994. Paralelamente, até 1995, trabalhou como cinegrafista e diretor de fotografia na DCampos Produções e no projeto Academia Amazônia da UFPA.

Em 1995 criou a WO Fotografia juntamente com Walda Marques. Foi presidente da Associação Fotoativa de 2000 à 2007. Atualmente tem seu próprio estúdio e desenvolve trabalhos de documentação, publicidade. Possui obras no acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU), em Belém, Museu do Estado do Pará (MEP).

Cia de Intérpretes Independentes chega a Belém

Vinda de Manaus (AM), a companhia apresenta “A vida começa pela memória”, nesta sexta-feira, 20, às 18h, na Fundação Curro Velho (Rua Professor Nelson Ribeiro, 287, Telégrafo), e no sábado, 21, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique (Praça da República). A classificação indicativa é 16 anos. Entrada franca. 

De estética cenográfica inspirada na obra do fotógrafo tcheco Jan Saudek, “A vida começa pela memória” é  resultado  de  mais  de  dez  anos  de  investigações  de Ricardo Risuenho. O  interprete, encenador e médico também está em cena, ao lado de Anna  Raphaella. Os dois seguem com seus personagens por cenas, envoltos em uma rede de pesca - uma "rede de lembranças" - na qual projetam memórias  corporais  particulares  e  universais,  num  ambiente de suspensão e sonho.

A Companhia de Intérpretes Independentes surgiu no ano de 2003, a partir de um processo de pesquisa sobre o movimento dos membros superiores, que caracterizaria seu percurso nesses nove anos de existência, fornecendo-lhe uma linguagem estética específica.

Dirigida por Ricardo Risuenho, que trabalha com a expressão da dança contemporânea, paraense e residente um Manaus (AM), há 12 anos, a companhia realiza investigações teórico e práticas, propiciando a difusão desse conhecimento. Com um repertório de 13 espetáculos, que abordam produções com temáticas transversais nas diversas áreas do conhecimento.

Focando a difusão da cultura regional, a Companhia de Intérpretes Independentes trabalha a linha contemporânea na concepção cênica de seus espetáculos. E com isso, vem se consolidando através de expressivas encenações Brasil afora, dando sua contribuição para a formação técnica, processos de criação e pesquisas de caráter teórico e pragmático, fortalecendo aspectos sociais, artísticos e culturais da região amazônica no cenário nacional.

Além das apresentações, até sábado, a companhia também está ministrando uma oficina, das 8h às 10h, na Escola de Teatro e Dança da UFPA (Trav. Dom Romualdo de Seixas, 820, Umarizal). Nesta quinta, depois da oficina será realizada uma palestra, às 10h30, e no dia 20, haverá mesa-redonda, também logo após a aula da oficina, programação que se repetirá de 23 a 25, de 9h às 12h, na Casa das Artes (ex-Instituto de Artes do Pará) - Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica. Inscrições gratuitas. Apoio: Escola de Teatro e Dança da UFPA e Fundação Cultural do Pará. Informações: 3184-9110.

(com informações da assessoria de imprensa)

16.3.15

Maher Beauroy Trio em noite de jazz e convidados

O pianista francês Maher Beauroy promete encantar a todos os amantes de jazz, em uma apresentação única na cidade. Nesta quarta, 20, no Teatro Margarida Schivasappa, às 20h, com participação especial de Cacau Novaes, Renata del Pinho e o contrabaixista Minni Paulo Medeiros. Ingressos antecipadados na Aliança Francesa.

O show integra a programação do Mois de la Francophonie - Dia Internacional da Francofonia -, promovido pela Aliança Francesa. Beauroy, que é um dos grandes nomes do jazz contemporâneo. O pianista começou a tocar com 5 anos de idade e logo se familiarizou com o instrumento. 

Em Fort-de-France, aprimorou seus estudos em piano clássico, mas seguiu pelos caminhos do jazz e da música moderna dez anos mais tarde, no Service Municipal d'Action Culturelle (SERMAC), escola de arte criada por Aimé Césaire, na Martinica. 

Após a conclusão do ensino médio, Maher voou para Paris em 2005 e entrou para a faculdade de música e musicologia da Université de Paris Sorbonne e para o Conservatório Maurice Ravel (Paris 13º). Hoje em dia, o músico estuda no renomado Berklee College of Music em Boston e chama atenção da mídia internacional. Formado também por Michel Alibo e Daniel Dantin, o Maher Beauroy Trio surgiu após a descoberta de Beauroy sobre seu interesse em cantar e compor canções. Assim, o primeiro disco do trio veio em 2012, intitulado “Neg'Zagonal”. 

Baixista do trio, o também martiniquense Michel Alibo é graduado em estilos latinos, caribenhos e jazz. O artista se tornou profissional aos 16 anos e até hoje traz consigo uma experiência musical de grande diversidade, que vai do jazz ao funk, das músicas caribenhas às africanas. Com uma característica musical eclética e grande talento, grandes parcerias com artistas como o emblemático africano Salif Keïta ou os famosos europeus Eddy Louiss, Antoine Hervé e Michel Jonasz encorpam ainda mais a carreira de Michel Alibo.

Apaixonado por ritmos caribenhos, o terceiro integrante do trio é Daniel Dantin, baterista e percussionista nascido em Marselha, cidade na costa do mediterrâneo e uma das mais populosas da França.  Assim como Maher Beauroy, Daniel também estudou na escola de arte criada por Aimé Césaire, SEMARC, lugar no qual ele iniciou seus estudos. Após isso, o músico aprofundou o conhecimento no Conservatório Nacional de Havana, em Cuba. Daniel é também um dos apaixonados por ritmos caribenhos e tem uma visível desenvoltura neste estilo musical.

Internacionalmente comemorado no dia 20 de março, a grande festa da diversidade francófona tem por objetivo celebrar as culturas de todos os países que fazem parte do bloco chamado Francofonia, grupo que compartilha não apenas a língua francesa, mas também os valores humanistas disseminados pelo idioma. Assim, as comemorações que acontecem em todo o mundo neste dia, são estendidas durante o mês inteiro em Belém, em uma programação promovida pela Aliança Francesa.

Serviço
Show de jazz - Trio Maher Beayroy. Dia 20 de março, às 20h. Ingressos: R$ 10 inteira e R$ 5 meia-entrada. No Teatro Margarida Schivasappa (Tv. Gentil Bittencourt, 650).  O evento é promovido pela Aliança Francesa de Belém em parceria com a Região Martinica e com o apoio da Fundação Cultural do Pará.

13.3.15

"Som de Cafuzo" estreia no Margarida Schivasappa

Jazz, música pop e ritmos regionais. A mistura musical que vem caracterizando o trabalho de Renata Del Pinho, estará na próxima quarta, 18, no Teatro Margarida Schivasappa. A cantora receberá convidados para uma noite bem musical. Difícil vai ser ficar sentado na plateia....

Renata del Pinho vai apresentar clássicos da música popular paraense, que vão do regional ao brega, em versões jazzísticas de pegada pop. Vai receber no palco Félix Robatto, músico que vem embalando as noites de quinta na capital paraense com sua Quintarrada; Gina Lobrista, que por sua vez embala os corações apaixonados, Pedrinho Callado, que vem emprestar um pouco do seu Balde Musical e, pra fechar, o maestro Manoel Cordeiro, que chega com sua guitarra de latinidade amazônica.

A direção musical de "Som de Cafuso" é de Lenilson Albuquerque, que também tocará piano. Na banda Kim Freitas na guitarra, Rafael Azevedo no contrabaixo, Edvaldo Cavalcanti na bateria e João Paulo Pires na percussão.  

O show segue a linha musical que Renata vem trabalhando desde que participou do projeto Tracajazz, que apresentava um show com fusão de ritmos paraenses com o jazz, numa releitura dos clássicos da MPP, em versões em inglês e francês.  

Mas a ideia, desta vez, já é dar uma prévia do que virá no primeiro CD que a cantora pretende lançar este ano. Depois de iniciar, em 2009, cantando em bares e na noite paraense, como a maioria das intérpretes de sua geração, ela agora pretende seguir uma carreira autoral, que ela também vem desenhando há alguns anos. 

Além das guigs pela noite, ela já realizou outros shows como o "Cantos del Pinho", no Sesc Boulevard, em 2013, e o "Tracajazz", também no Sesc Boulevard, em 2014. Participou de vários Festivais de Música, onde destacam o Festival da Musica Popular Paraense e o de Ourém, dentre outros. 

Serviço
Show Som de Cafuzo - Renata del Pinho. No dia 18 de março, às 20h no Teatro Margarida Schivasappa. Ingressos antecipados nas lojas Na Figueiredo a R$ 10,00. Produção e realização: Senda Produções. Apoio cultural: Fundação Cultural do Pará, Rede Cultura de Comunicação, Deputado Estadual Eliel Faustino, Fotógrafo Davi Souza, Da Tribu, Fiancée Trajes, Pizz'up, CCAA, Amorosa, Na Figueiredo, Stilos Joven e Consultório da Beleza. 

12.3.15

Filme documentário registra quilombolas do Acará

O vídeo faz arte de projeto "Nós Quilombolas da Amazônia" contemplado pelo III Ideias Criativas Alusivo ao Dia Nacional da Consciência Negra, da Fundação Cultural Palmares. O lançamento integra a programação da Mostra Banquete Brasil África, em cartaz no Centro Cultural do Carmo. Nesta sexta-feira, 13, às 19h.

A zona rural do Acará até hoje apresenta forte presença cultural do inicio de sua formação, no período colonial, quando era tomado por fazendas de cana-de-açúcar, depois arrendadas dos descendentes de senhores de engenho pelos antigos escravos. E apesar da semelhança com a história de formação de outras regiões brasileira, essas são histórias de quilombos amazônicos que cultivam raízes e tradições ribeirinhas, como as rodas de carimbó e o uso de curimbós, típicos da região.

Resultado das oficinas de música e audiovisual realizadas nas comunidades quilombolas de Guajará Miri e Itacoã, no Baixo Acará, nordeste paraense, o projeto foi o único premiado na  Região Amazônica. Tanto o Projeto quanto o Documentário pretendem contribuir para o reconhecimento da presença de comunidades quilombolas na Amazônia e suas peculiares na formação cultural do Pará, além de ser um importante registros da presença histórica negra no Estado.

Ao som de cantigas tradicionais do bumbá de Guajará Miri - Boi Resolvido, o documentário traz o olhar das próprias comunidades sobre suas manifestações culturais – “uma das necessidades apontadas pelos seus moradores”, segundo Waderson Lobato, Coordenador de Oficinas e Diretor de Produção do Projeto Nós Quilombolas da Amazônia. 

“Em conversas na comunidade percebemos que havia essa vontade deles em poder ouvir os moradores de lá contando suas histórias, suas lembranças, memórias. É isso que acho importante no Projeto, que essas histórias sejam ouvidas porque também é a nossa história, a nossa cultura, mas que hoje não tem espaço e pouco é valorizada”.

Comunidade 

Oficinas de audiovisual, música e literatura, cultura digital e elaboração de projetos culturais foram ofertadas pelo projeto Nós Quilombolas da Amazônia para integrantes das comunidades de Guajará Miri e Itacoã, que tivessem interesse e tempo disponível. Por fim, mais de 70 alunos, com idades entre 10 e 60 anos mostraram interesse e participaram.

A oficina de audiovisual começou de forma espontânea, intencionalmente sem roteiro definido, e diariamente surgiam sugestões dos participantes para a documentação desejada, explica Gilberto Mendonça, responsável por ministrar a Oficina de Mídias Móveis. “Todos os dias tinha uma novidade, um personagem que achavam interessante, uma roça que tinha que filmar, uma farinha pra queimar e coisas assim, cotidianas, quebrando um pouco a métrica da construção tradicional de um roteiro de documentário”. 

O apoio da comunidade contribuiu também para que o resultado do Projeto fosse ainda mais rico, a partir da identificação pelos quilombolas daquilo que eles valorizavam dentro da própria cultura. “Nós sugerimos as histórias, os lugares e as pessoas; a comunidade participou bastante. Nas oficinas de música, por exemplo, os professores levavam os instrumentos e contribuíram muito com tudo que fosse necessário”, conta Edson Santana, quilombola e oficineiro de Música.

O Projeto também teve o envolvimento direto e apoio de outras instituições, como a Malungu - Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará e Instituto Federal do Pará - Campus Bragança; da Incubadora Pará Criativo e da empresa Sol Informática.

Cultura Imaterial

A Fundação Palmares, entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) e que tem o objetivo principal de fortalecer a cultura afrobrasileira é a patrocinadora oficial do Projeto e desse investimento nas manifestações como fator de resistência da cultura negra amazônica e sua utilização como elemento catalisador para novas ações e projetos junto às comunidades quilombolas da Região.

Cyro Lins, antropólogo e técnico da área de patrimônio imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN),  fala sobre a importância dessas ações na construção de políticas públicas que atendam as necessidades locais.

“É uma política do IPHAN e do Minc, a participação nos processos de valorização e difusão do patrimônio cultural brasileiro. A premissa básica é a participação direta dos detentores. A gente coloca a participação dos próprios manifestantes com o objetivo de que eles possam expressar o conhecimento e a realidade deles e dessa forma identificar demandas e necessidades que estejam de acordo com a realidade. As ações do Projeto Nós Quilombolas da Amazônia contribuem para o empoderamento e protagonismo na afirmação de identidades e no fortalecimento das políticas públicas voltadas para essa cultura tradicional de todo o país, principalmente na Amazônia, uma região geográfica distante dos polos de decisão nacionais”, ressalta.

Resultados do Projeto

No dia 20 de novembro de 2014, Dia Nacional da Consciência Negra, um cortejo cultural com apresentação dos resultados das oficinas foi realizado em Guajará Miri e contou com a presença de quilombolas vizinhos e alunos das comunidades participantes do Projeto. Na ocasião, a população teve a oportunidade de se reconhecer ainda mais em imagens e músicas registradas pelos oficineiros.

O resultado geral superou as expectativas. Além da troca de conhecimento proporcionado pelas oficinas, houve também o resgate da memória local. “As oficinas que ofertamos no projeto provocaram a retomada de atividades culturais como o Boi Resolvido, de Gujará Miri, e a Dança da Pretinha, de Itacoã. As duas manifestações estavam suspensas há algum tempo por falta de incentivo e voltaram a partir do Projeto”, revela Lobato. 

Ficha técnica

  • Produção Executiva e Coordenação Geral: Laurenir Peniche
  • Coordenação de Oficinas e Direção de Produção: Wanderson Lobato
  • Produção: Aldo Carvalho
  • Designer: Amadeu Fortes

Oficinas

  • Audiovisual - Gilberto Bezerra
  • Música e Literatura - Edson Santana
  • Cultura Digital - Marco Buro
  • Elaboração de Projetos Culturais - Luiza Bastos

Saiba mais sobre o Projeto Nós Quilombolas da Amazônia
http://nos-quilombolasdaamazonia.blogspot.com.br/
https://malungupara.wordpress.com/

(com informações da assessoria de imprensa)

Garantidos mais recursos para a Lei Tó Teixeira

Um passo importante para o futuro da produção cultural na capital paraense. Produtores culturais e artistas de Belém reunidos com o prefeito Zenaldo Coutinho e com representantes da Fumbel, na tarde desta terça-feira, 11, no Palácio Antonio Lemos, conseguiram que a prefeitura concedesse aumento dos recursos de captação pela lei de incentivo à cultura Tó Teixeira, e a promessa de mais diálogo para discutir também os rumos do Fundo de Cultura Municipal.

De acordo com os produtores culturais que participaram da reunião, o prefeito Zenaldo Coutinho prometeu um amento de R$ 900.000,00 para R$ 3.400.000,00, o valor máximo de captação de patrocínio para quem tiver projeto cultural aprovado pelo edital da Lei Tó Teixeira.
  
A reunião aconteceu depois que os produtores culturais foram pegos de surpresa, no início deste mês, com a notícia publicada pela FUMBEL de que os recursos de renúncia fiscal destinados à Lei Tó Teixeira de incentivo à cultura, e que muitos projetos aprovados para 2015 não poderiam mais ser captados.

Publicada na imprensa e no site da fundação, a nota da Fumbel gerou a mobilização da categoria e o êxito desta terça-feira, mas para entender como isso foi acontecer é preciso voltar um pouco no tempo.

A Lei Municipal  7.850 , que foi instituída em 17 de outubro de 1997, pelo então prefeito Edmilson Rodrigues, como Tó Teixeira e Guilherme Paraense, teve sua primeira revisão em 2013, quando o atual prefeito, Zenaldo Coutinho, assinou um decreto a desmembrando administrativamente. A partir daí a Fumbel conduz apenas o edital Tó Teixeira, direcionada a projetos culturais, e Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel), o edital para projetos ligados ao esporte.

Publicado no Diário Oficial do Município, no dia 27 de setembro de 2013, o decreto mantém a redução de até 20% (vinte por cento) do valor devido a título de ISS ou IPTU, mas limita o montante dos recursos disponíveis para utilização como incentivo fiscal, até no máximo 0,5% (meio por cento) da receita do ISS e do IPTU no ano fiscal anterior, coisa que o texto original da Lei não prevê.

Na mesma ocasião, em 2013, também foi alterado o edital da Lei Tó Teixeira aumentando de R$ 20.000,00 para até R$ 80.000,00, o teto de captação para projetos culturais, o que fez com que a procura pelo edital aumentasse em 2014.  Eis a equação da discórdia. O número de cartas de captação concedidas para captação foi inversamente proporcional ao valor de renúncia disponibilizado pela prefeitura. De acordo com matéria publicada pelo Diário do Pará, no dia 04 de março, a soma dos valores das cartas concedidas é de mais de 9 milhões de reais!

Fundo Municipal de Cultura na próxima agenda

Poderia ter ficado tudo por isso mesmo, mas, mobilizados desde a realização da primeira Virada Cultural de Belém, no final do ano passado, quando a ocasião exigiu colaboração e a articulação da categoria, os produtores não retraíram, ao contrário, foram em busca de seus direitos. E pretendem ir além, marcando novas agendas com a prefeitura a fim de discutir também o funcionamento do Fundo Municipal de Cultural, que após anos de um processo burocrático já está devidamente regulamentado.

Para funcionar, porém, isso ainda depende da eleição dos componentes da primeira gestão do novo Conselho Municipal de Política Cultural. Faltam algumas cadeiras a serem eleitas. Feito isso a grande tarefa dessa primeira gestão será acompanhar e participar da elaboração do Plano Municipal de Cultura de Belém, que deve nortear as diretrizes da política cultural nos próximos 10 anos.

Mais do que importante, eu diria que a reunião desta terça-feira, foi histórica. Afinal há mais de duas gestões que não havia diálogo algum da prefeitura com o setor cultural. De parabéns os produtores, os artistas e a prefeitura também. Além de Zenaldo Coutinho, estiveram presentes também, pela prefeitura, Eliana Jatene, a presidente, e demais representantes da FUMBEL.

Do outro lado da mesa, havia profissionais da área cultural, responsáveis por iniciativas importantes e que vêm gerando emprego e fomentado cultura e turismo na cidade. Entre eles, Renee Chalú, do Festival Se Rasgum, que este ano realizará sua 10ª edição, e Pedro Viana, representante da SENDA, responsável pela realização da primeira Virada Cultural de Belém.

Também estiveram presentes, Márcio Macedo, da MM Produções, que assina projetos como o Música na Estrada e Ver o Peso da Nossa Música; Makiko Akao, que coordena o Circular Capina Cidade Velha, projeto que reúne empreendedorismo e iniciativas culturais nos bairros mais antigos e históricos da capital, e Rodrigo Vielas, da Ampli Criativa, produtora que responde pelas careiras de artistas como Dona Onete e Gang do Eletro.

Muitos produtores não puderam estar presentes, mas acompanharam a conversa por meios virtuais. Ao todo, o grupo que vem discutindo ações em prol da política cultural no município  e no estado, já reúne mais de 100 profissionais atuantes. 

Diálogo com o Estado também é necessário 

Enquanto na esfera municipal as coisas avançam, no âmbito estadual, tudo parece mais lento. Até o momento, após as mudanças no setor, com a extinção da Fundação Curro Velho e do IAP – Instituto de Artes do Pará, absorvidos pela atual Fundação Cultual do Pará, dirigida pela artista visual Dina Oliveira, o diálogo ainda não está plenamente estabelecido. 

Os produtores também anseiam pela criação do Fundo de Cultura do Estado. Mas enquanto no município, o conselho está praticamente eleito, o estadual está desarticulado. 

Ele existe, foi criado em 1976, mas não está na ativa, até onde se sabe. No último governo,  ao invés de eleitos, os conselheiros foram indicados pelo Secretário de Cultura Paulo Chaves, que continua no cargo para este novo mandato. 

Seria ótimo que o Estado aproveitasse o embalo da prefeitura e chamasse ou recebesse também a categoria cultural para o diálogo. Ouvir quem trabalha na área é fundamental para uma política integrada e transparente de cultura. Todos saem ganhando, público, trabalhadores, eleitores e poder público.

11.3.15

Poeta Clei Souza lança "A Asa Esquerda Que-Brada"

Poeta, mestre em estudos literários e professor de Literatura na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Clei Souza lança, dia 21 de março, em Belém e Ananindeua, o segundo livro de poemas,  “A asa esquerda que-brada”. O livro busca a atitude política de tornar toda atitude um ato poético. Verso e vivência se confundem com lugares, dores, amores e visões.

A obra começou a ser escrita em 2005, tendo ganho o prêmio de Literatura de Castanhal de 2012. A essa edição foram acrescidos dois poemas (Breves e ParaMaria do Espírito Santo e Zé Cláudio) ganhadores respectivamente do prêmio de Literatura da UFPA de 2010 e 2012. Trata-se de um livro que poderíamos chamar de artesania refinada, em que o autor também é responsável pela confecção do livro.

Clei Souza acredita que “toda poesia deve ser esteticamente engajada. caso contrário não importa do que fale, será ruim”, e continua fazendo uma provocação, dizendo “parece que hoje os poetas tem medo de cair no rótulo de poesia engajada.”

O material de trabalho para o livro foi recolhido em diferentes lugares, passando pelo sudeste do Pará, no Marajó, na periferia de Belém, vendo o que acontece no mundo, inclusive através mídia.



“Esse livro fala da minha 
vivência percebendo conflitos, 
lutas e amores das pessoas” afirma, Clei.



Anote:

Em Belém, o lançamento será no espaço cultural Valmir Bispo Santos, na travessa Padre Prudêncio, 681 – Campina,  com a participação da banda Folha de Concreto e o lançamento da revista Na cuia, às 18h.

Em Ananindeua, será no Heavy Bar, na cidade nova 1, com shows da banda Babyloyds, Folha de Concreto e Buscapé Blues, às 22h. Em seu segundo livro,  o poeta traz um universo poético, política e musical singular.

Sobre o poeta - Clei Souza é também o idealizador do Sarau TODOSOSSENTIDOS, que propõe o diálogo da poesia com diferentes linguagens artísticas, como o audiovisual, a fotografia, a música e o quadrinho.

No campo da canção foi letrista das bandas “Coisa de Ninguém” e “Kem Pariu Eutanásio”. hoje é vocalista e letrista da banda Folha de Concreto. Na poesia publicou poemas em antologias, além de ter publicado o livro de poemas Úmido, lançado pela Fundação Tancredo Neves, resultado do prêmio literário Dalcídio Jurandir, em 2012.

Em 2009 ganhou o prêmio Literatura da Escola de Governo do Pará na categoria de poesia visual. No ano de 2010 ele recebeu menção honrosa no prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura e o prêmio Inglês de Souza de Literatura, da UFPA, na categoria poesia.

Em 2011 ganhou uma bolsa para gravar o álbum Folha de Concreto. Em 2012 ganhou o prêmio Inglês de Souza de Literatura, da UFPA, na categoria poesia. Ainda em 2012 ganhou o concurso de Literatura de Castanhal.

Em 2013 ganhou menção honrosa no prêmio de poesia Belém do Grão Pará e realizou a Mostra Universitária da Canção Paraense. Em 2014 organizou o ciclo literário Conversa com Versos, com diversos poetas e também a II Mostra Universitária da Canção Paraense, em Marabá.

(com texto enviado pela assessoria do autor)

Show "Ela em 3 Tons" estreia no Tábuas de Maré

Débora Vasconcelos, Giselle Griz e Iara Mê prometem encantar a todos com um repertório inusitado que vem sendo construído há vários meses, especialmente para o show que estreia nesta sexta-feira, 13, e segue em temporada quinzenal, no Tábuas de Maré. O show tem início às 23h.

Elas têm carreiras independentes e já estão consolidadas no cenário musical local. Para esta estreia prepararam um verdadeiro caldeirão musical com estilos que passam pelos envolventes e dançantes ritmos regionais (típicos de beira de rio), até os mais românticos e viscerais, como o pop rock, o jazz e o blues. 

Intérprete, instrumentista e compositora paraense, nascida em Belém do Pará, Gisele Griz tem mais de vinte anos de dedicação à música, a artista já gravou um CD (em 2005) que leva seu nome como título; recebeu inúmeras premiações de melhor intérprete em festivais; fez várias participações em shows de artistas renomados como Paulinho Moska, Chico César e Luciana Mello; além de apresentações musicais no Brasil e nos Estados Unidos.

Autodidata, Griz toca diversos instrumentos de corda e percussão. Mas sua marca registrada é o violão e a gaita – esta última, sempre motivo de grande alvoroço entre o público. 

Giselle desenvolve um trabalho que vai além da carreira musical. Iniciou ainda bem cedo no teatro e aproveita todo esse talento para desenvolver, paralelamente, projetos sociais que envolvem música, teatro de bonecos, além da troca de experiências entre crianças, adolescentes e adultos em escolas públicas, privadas e outras instituições. 

Iara Mê também é veterana. Tem mais de 20 anos de carreira e continua conquistando fãs por onde passa. “A música significa tudo para mim, é meu amor, minha amiga, minha mãe e minha namorada”, assim define a cantora paraense dona de uma voz ímpar e uma atuação arrebatadora.

Influenciada por Cássia  Eller, Elza Soares e Sandra de Sá, em seu vasto repertório também constam Cazuza, Clara Nunes, Maria Rita, Jorge Benjor, Ney Matogrosso entre outros. Impossível não se envolver com suas apresentações recheadas de carisma e personalidade. Sua eclética veia musical mistura ritmos como MPB, samba, rock, pop, blues e bossa. Já dividiu o palco com grande nomes como Olivar Barreto, Walter Bandeira, Lia Sophia, Gisele Griz e Júlio Freitas.

Débora Vasconcelos é cantora, compositora e musicista baiana, radicada em Belém. Canta com frequência nos bares da capital, participando ainda de shows coletivos - como a Confraternização da AVAO (dezembro de 2009) e da 2ª edição do show “Conto de Areia - Tributo a Clara Nunes”, de Gigi Furtado (outubro de 2010).

Em 2007, gravou uma das faixas do CD Tocar 2, do percussionista paraense Mapyu. É de autoria dela a canção "Boca", um dos maiores sucessos do primeiro CD de Lia Sophia, Livre (2005). Sob as influências da boa música regional e Música Popular Brasileira, Débora se diz encantada pela musicalidade do Brasil. 

O seu repertório, bastante vasto quando se fala em canções de qualidade, traz grandes nomes da música feita no Pará, como Simone Almeida, Lucinha Bastos, Lia Sophia e Vital Lima, só para citar alguns. 

Além dos artistas da terra, a interprete aprecia a música de, segunda ela, “emblemas da nossa música”, como Caetano Veloso, Maria Betânia, Gal Costa e Marisa Monte, sua grande fonte inspiradora.

Em seus shows, Débora Vasconcelos costuma apresentar composições próprias, como as canções “Boca”, “Ninho” e “Amor Impossível”, gravadas pela sua amiga Lia Sophia, e sucessos de outros artistas, como “Eu Sei” e “Vilarejo”, de Marisa Monte.

Apaixonada pela música desde pequena, Débora cresceu em família de músicos. De acordo com ela, todos em sua casa tocam um instrumento. Ela é arquiteta e já trabalhou durante muito tempo como produtora musical, tendo a oportunidade de trabalhar com interprete Lia Sophia.

Atualmente, a musicista concilia sua profissão de arquiteta com sua carreira musical, tocando nas noites paraenses e trabalhando no seu mais recente projeto, que deverá ser lançado no primeiro semestre do ano que vem. Neste álbum, Débora apresentará a regravação do grande sucesso de Sandra de Sá, “Demônio Colorido”.

Tábuas de Maré - Decorado a partir de tábuas trazidas pelo rio, o Tábuas de Maré é o mais novo Sunset Bar de Belém. O espaço, recém inaugurado, é dono de uma energia única, que impressiona e encanta a todos com uma vista incrível para a Baía do Guajará. 

A casa traz um conceito muito parecido com os chamados “beach clubs”, de Ibiza, Jurerê e outros.
Aberto toda sexta, sábado e domingo, o Tábuas de Maré chega com a proposta de oferecer a melhor combinação de música, pôr-do-sol e serviço de bar da cidade. Além de amplo estacionamento privado para o público.

Serviço
“Ela em 3 tons”. Nesta sexta-feira, 13 (e segue em temporada quinzenal às sextas-feiras), no Tábuas de Maré Sunset Bar - Rua São Boa Ventura, 156 - Cidade Velha - Belém-PA (no final da Rua Tamandaré, passando a Rua Dr. Assis - vire a direita). Contatos / whatsApp: (91) 9 9628-9307.  Das 19h às 20h, a entrada é franca. Das 20h às 22h: R$ 10,00 e de 22h em diante: R$ 20,00.faceboo

10.3.15

Obras clássicas do cinema francês no Cine Estação

Uma cinebiografia inédita de François Truffaut,
dois documentários sobre o estilista Yves Saint Laurent, um clássico que inspirou Pedro Almodóvar e títulos coproduzidos na República do Congo, Canadá, Haiti, Palestina e Israel. É o Circuito de Cinema Francófono no Cine Estação das Docas, que inicia quarta-feira (11), com entrada franca.

Neste ano, a parceria da Aliança Francesa com a Secretaria de Estado de Cultura – Secult e OS Pará 2000, irá exibir o documentário “François Truffaut, uma autobiografia”, de Anne Andreu, apresentando entrevistas filmadas, fotos e arquivos pessoais do diretor para a compreensão dos temas que encontramos em seus filmes: a infância, as relações entre homens e mulheres, a primazia da arte em sua vida.

“François Truffaut, uma autobiografia”, também é um retrato de muitas vozes: Cathérine Deneuve, Fanny Ardant, Jeanne Moreau, Milos Forman e Woody Allen (que confessa pela primeira vez sua paixão pelo cinema de Truffaut).

A imagem emblemática de Saint-Laurent marca presença em dois documentos visuais realizados por David Teboul: “Yves Saint Laurent - O Tempo Redescoberto” e “Yves Saint Laurent 5, Avenue Marceau 75116 Paris”. O primeiro registra grandes momentos de sua infância e adolescência, de sua brilhante carreira e os encontros que marcaram sua vida.  O segundo tem a participação de Catherine Deneuve e revela a fase em que Saint Laurent aceitou abrir as portas de sua “casa de costura” para uma equipe de cinema. 

A câmera de David Teboul conduz uma narrativa às portas fechadas e o público se depara com um profissional perfeccionista em meio ao corpo a corpo dedicado à criação: desde os croquis até o modelo final. A influência do cinema de Georges Franju na filmografia de Pedro Almodóvar marca presença em “Olhos sem Rosto”, clássico perturbador que inspirou o cineasta espanhol na realização de “A Pele que Habito”. No filme “Olhos sem Rosto”, o cirurgião Genessier deseja remodelar a face de Christiane, que teve o rosto desfigurado após um acidente de carro. Mas para ele realizar o processo, terá que arrancar a pele de outras garotas...

Câmeras Quebradas

Dentre as produções contemporâneas, o destaque fica com o comovente “A Última Fuga”, de Léa Pool; e “Cinco Câmeras Quebradas”, melhor direção de documentário no Festival de Sundance e indicado ao Oscar na mesma categoria. 

Em “A Última Fuga”, a família Lévesque se reúne para sua tradicional celebração natalina, mas desta vez o clima é outro: o patriarca está sofrendo e suas recomendações médicas tiram um pouco do brilho da festa. Nos meses que se seguem, a família fica dividida entre seguir as recomendações rígidas do neurologista ou preservar os pequenos prazeres do pai.

“Cinco Câmeras Quebradas” narra a história de Emad, um jovem palestino e suas câmeras de vídeo domésticas. Em 2005, as escavadoras israelenses chegam a Bil'in para construir um muro que delimitará o perímetro de um gigantesco assentamento judeu. 

Emad grava esta história de resistência e, em paralelo, o crescimento de seu filho, Gibreel Emad.  Enquanto os ataques israelenses destroçam uma câmera após outra e, com elas, as vidas de alguns de seus companheiros, Emad continua adquirindo novas câmeras e filmando o que acontece a seu redor.

O público também poderá conferir as coproduções ambientadas em países que falam a língua francesa. “Moloch Tropical”, de Raoul Peck, capta imagens do presidente do Haiti durante o aniversário de 200 anos de independência e o caos instaurado pelo clima de rebelião. 

Com influência do gênero policial para uma ação localizada no Congo, “Viva Riva!”, de Djo Munga, alcançou notoriedade durante Mostra Fórum do Festival de Berlim e foi o grande premiado como melhor filme africano no MTV Movie Awards. O filme apresenta a guerra de gangues durante a crise de combustível no Congo. O Circuito de Cinema Francófono no Cine Estação das Docas é organizado pela Aliança Francesa em Belém, com apoio da Cinemateca da Embaixada da França e Institut Français.

Programação
  • 11 (quarta)
18h: Moloch Tropical. De: Raoul Peck. Cor/106’. 14 anos.
20h30: Yves Saint Laurent 5, Avenue Marceau 75116 Paris. De: David Teboul. Documentário em cores/78’. Livre.
  • 12 (quinta)
18h: Viva Riva. De: Djo Munga. Cor/98’. 14 anos.
20h30:  Yves Saint Laurent - O Tempo Redescoberto. Documentário em cores/78’. Livre.
  • 15 (domingo)
10h: Olhos sem Rosto. De Georges Franju. Preto e branco/88’. 18 anos.
18h: Cinco Câmeras Quebradas. De Emad Burnat. Documentário em cores/94’. 14 anos.
20h30: A Última Fuga. . De Léa Pool. Cores/92’.14 anos.
  • 25 (quarta)
18h: François Truffaut, uma autobiografia. De Anne Andreu. Documentário em cores/78’. Livre
20h30: Yves Saint Laurent 5, Avenue Marceau 75116 Paris
  • 26 (quinta)
18h: Olhos sem Rosto
20h30: Yves Saint Laurent - O Tempo Redescoberto
  • 29 (domingo)
10h: François Truffaut, uma autobiografia
18h: Cinco Câmeras Quebradas
20h30: A Última Fuga

(Com informações do Cine Estação)

9.3.15

"Barrela" de Plinio Marcos está de volta ao TUCB

Barrela, do dramaturgo paulista, Plínio Marcos, entra em cartaz, em terceira temporada em Belém, com o Grupo Os Varisteiros.  Além da apresentação, vai ter bate-papo com o elenco ao final do espetáculo.  Dias 12, 13, 14 e 15 de março, às 20h, no Teatro Universitário Cláudio Barradas. 
           
A obra de Plínio Marcos busca discutir a relação de opressão dentro dos presídios, estabelecendo uma visão maior para o social, a partir da sua disposição espacial e seus símbolos que entram em confronto com quem assiste. A peça narra  narra as relações conflituosas de cinco presos, que estão o tempo todo buscando maneiras de se assegurar perante os outros, por brigas, olhares, imposições e até mesmo pela demência. 

A montagem provoca um discurso a partir das imagens simbólicas de oprimido e opressor. Os presos que estabelecem uma ordem dentro da cela, o sistema carcerário que estabelece uma ordem dentro da prisão, a justiça que estabelece uma ordem no sistema, o governo que instaura a sua justiça e a sociedade que compactua. Mostrando assim, um sistema frágil em todas as suas relevâncias. Em sua terceira temporada o espetáculo sai do espaço alternativo e vai pela primeira vez para um teatro, o que possibilita para os encenadores outras experimentações. 

"Esse espetáculo tem me proporcionado outra compreensão da marginalidade, venho a cada ensaio percebendo o lado humano e sensível do personagem que por mais cruel que seja a realidade vivida, o lado humano nunca é anulado. 

Tirica personagem por mim representado nesta 3ª temporada, é rico de material dramático e representante de um ciclo de opressão onde os papeis de oprimido e opressor se alternam ou até mesmo sobrepõem-se. 

Plínio Marcos usa de uma linguagem crua nesse espetáculo, fazendo um recorte preciso da realidade rejeitada pelos olhos da sociedade. Ainda que tenham se passado mais de 50 anos que Plínio escreveu a obra, a atualidade presente na denúncia feita ainda nos envolve, atravessa e choca', declara o ator do espetáculo, Allan Jones. 

Sobre o autor - Considerado um autor maldito, o escritor e dramaturgo paulista, Plínio Marcos, foi um dos primeiros a retratar a vida dos submundos de São Paulo. Poucos escreveram sobre homossexualidade, marginalidade, prostituição e violência com tanta autenticidade. Era, segundo ele mesmo afirmava, "figurinha difícil". Seus personagens fogem de estereótipos, pois são retratados a partir de sua humanidade em ambientes hostis. Além de dramaturgo e escritor, foi diretor, ator e jornalista. 

Sobre o grupo - O Grupo de Teatro Os Varisteiros nasceu da união dos egressos do Curso Técnico de Formação em Ator (2011) da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará - UFPA, com o intuito de permitir a inserção dos recém-formados atores no celeiro de produção teatral da cidade de Belém. 

Fundado em 2012, fora dos parâmetros da academia, o grupo surgiu possibilitando a estes artistas à atividade criadora de pesquisa e experimentação cênica, as próprias montagens, a descoberta de uma poética de trabalho, a vivência em grupo de teatro e, sobretudo, viabilizando a realização de espetáculos ao grande público paraense.

Além do espetáculo "Barrela" do dramaturgo Plínio Marcos, o grupo tem em seu currículo os espetáculos “Nó de 4 Pernas” e “Sonho de Uma Noite de Inverno” , ambas do dramaturgo paraense, Nazareno Tourinho e "No Trono", uma livre adaptação da obra Palácio dos Urubus de Ricardos Meirelles.  

Ficha técnica:

  • Dramaturgia: Plínio Marcos
  • Direção: Maycon Douglas
  • Elenco: Bruno Rangel, Gabriel Antunes, Paulo César Jr., Marcelo Andrade, Allan Jones e Raoni Moreira
  • Produção e Assessoria de Imprensa: Laíra Mineiro
  • Iluminação: Paula Silva 
  • Teaser e Registro Fotográfico: Paulo Evander
  • Arte Gráfica: Raissa Araújo 
  • Social Media: Laíra Mineiro e Raoni Moreira

Serviço
Espetáculo "Barrela". Dias 12, 13, 14 e 15 de março, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas. Ingresso: R$ 20,00, com meia entrada para estudantes. Classificação: 18 anos. Apoio: Dirigível Coletivo de Teatro.