21.7.17

Espetáculo mergulha na viagem poética do amor

Após uma trajetória de sucesso, chega a Belém o espetáculo teatral Manhã, do Grupo Domo, de Brasília. As apresentações oferecem acessibilidade e visitas guiadas, de sexta, 21, a domingo, 23 de julho, no Teatro Cláudio Barradas da UFPA. Ingressos R$ 20,00.

Em cena estão dois homens, que se amam e procuram, em um momento crise, compreender-se para reencontrar um vínculo mais duradouro e verdadeiro.  Uma viagem poética, sensorial e envolvente traz à tona as relações humanas e, ao mesmo tempo, lembra que amor é sempre amor, independente de credo, sexo e tradição. 

A peça se passa durante apenas uma noite na vida desses amantes, uma madrugada repleta de surpresas e decisões até o amanhecer, que traz a luz renovada, a claridade e a possibilidade de se fazer e ser o novo. A relação homoafetiva faz o pano de fundo da trama, mas os temas abordados são universais.

Com texto de André Garcia, a montagem levou um ano de trabalho contínuo, em um processo aprofundado de pesquisa e criação. A encenação traz à tona os aspectos objetivos e subjetivos dos personagens para compor atmosferas variadas, emocionais e simbólicas.

Elenco principal ganha auxilio de atores sombras 

Os atores principais são auxiliados por dois atores “sombras”, duas figuras vestidas de branco, que movimentam a estrutura cenográfica e os objetos de cena - ou até os próprios atores -, participando como “motores” de toda a encenação. Esses atores são uma releitura da figura do “kôken”, do teatro Noh japonês, além de se tornarem personagens “curinga” ao longo do espetáculo. 

Contemplado com o Prêmio FUNARTE Mirian Muniz em 2012, o espetáculo já passou pelas capitais Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo, além de Brasília. E também foi selecionado para os festivais nacionais de teatro de Taubaté e Araçatuba, no interior de São Paulo, recendo cinco indicações a prêmios. Desta vez, o espetáculo vem a Belém patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, que incentiva a divulgação dos artistas de Brasília no cenário nacional. 

Espetáculo oferece acessibilidade e visita guiada

Além de Belém, o espetáculo ainda passará pelas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Florianópolis, disponibilizando programas em braile, como acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. Serão oferecidos também aparelhos de audiodescrição para deficientes visuais, além de uma visita guiada ao cenário, 30 minutos antes do espetáculo. 

Para reservar o aparelho ou agendar a visita, é preciso entrar em contato com a produção do espetáculo, através do e-mail: contato@grupodomo.art.br

O Grupo Domo é veterano. Fundado em abril de 1994 pelo ator e diretor André Garcia, vem contribuindo com a cena teatral brasiliense, desenvolvendo uma linha de pesquisa própria, baseada em um teatro autoral e reflexivo, sempre aberto à experimentação, com enfoque no constante aperfeiçoamento do trabalho físico, sensível e vocal do ator. 

O aspecto autoral realiza-se pela montagem de textos inéditos, escritos pelos integrantes, conferindo atualidade a cada montagem, o que permite o diálogo com o contexto estético, social e histórico contemporâneo. O viés reflexivo do grupo nasce da concepção do teatro como uma arte vasta, múltipla e comunicativa, capaz de pôr em foco aspectos de nossa condição social e humana, levando-nos a outros espectros de percepção de nós mesmos.

Ficha técnica “Manhã
  • Direção/ Texto: André Garcia
  • Assistente de direção: Leudo Lima
  • Elenco: André Garcia, Bruno Estrela, Leudo Lima, Guilherme Victor
  • Iluminação: Manuela Castelo Branco
  • Cenários/ Figurinos: André Garcia

Serviço
“Manhã”- espetáculo teatral Grupo Domo. De 21 a 23 de julho, às 20 horas, no  Teatro Universitário Cláudio Barradas. Ingressos: R$20,00 (inteira). Classificação Indicativa: 16 anos.

18.7.17

Daniel dú Blues e Vai Filipe na 2a Mississipi Night

Prestes a lançar EP, Daniel Dú Blues faz mais uma edição da Mississippi Night, com Vaifilipe, no Apoena, próxima quinta-feira, 20.  Enquanto apresentam os clássicos do blues, a dupla também traz um aperitivo dos trabalhos autorais que estarão disponíveis ao público em breve.  

Não é à toa que o Estado Norte Americano dá nome à noite de blues. Berço do estilo musical, foi em Mississipi que  surgiram os primeiros e principais cantores, como B. B. King e o lendário Robert Johnson. Mesmo depois de quase um século, os novos músicos de blues costumam se inspirar nos originais e as composições clássicas continuam sendo cultuadas.

Por isso mesmo, canções das décadas de 40, 50 e 60 voltam ao repertório da apresentação, após o sucesso do primeiro evento realizado em junho, quando Filipe Faraon também tocou duas de suas músicas autorais instrumentais, uma delas, "Kill Bill", foi lançada e consta na programação da Rádio Cultura; a outra está quase pronta e logo estará no Soundcloud do guitarrista.

Daniel Dú Blues tem cinco músicas prontas de seu primeiro EP, a ponto de sair da fábrica para ser vendido, com apoio do selo Ná Figueiredo. Há parcerias com Nilson Chaves, Vaifilipe e da banda Carcaça de Playboy, da qual Daniel fez parte e que volta à ativa como participação especial. Mas essas músicas prontas e ensaiadas não fazem parte do show de quinta-feira. 

Maurício Panzera e Vaifilipe
O guitarrista resolveu mesclar outras canções autorais, em meio aos blues clássicos que deve apresentar. "A gente vai fazer um grande lançamento do meu EP, por isso ainda não quero antecipar o que vai rolar. Mas tenho tocado outras autorais, que farão parte do álbum completo, quando for lançado", explica Daniel.

A segunda edição da Mississippi Night repete a participação especial de Arthur Bestene, que canta The Doors. A banda é composta por Alípio Catete, Rafael Faraon e Maurízio Panzera. Tem também participações especiais com Elias Cadete, DJ Sandro Picolé, DJ Kauê, o guitarrista Carlos Solaris e o gaitista André Araújo. Além da banda Carcaça de Playboy, com Beto Crimson e Ícaro Suzuki.

Serviço
Show Mississippi Night com Daniel Dú Blues e Vaifilipe. É no Apoena, quinta-feira, 20, às 20 horas. Ingressos R$ 10,00. Av. Duque de Caxias, 450 - Marco.

12.7.17

Festival abre espaço aos ritmos latino amazônicos

Guitarrada das Manas marca presença
O Festival Latinidade iniciou ontem, no anfiteatro São Pedro Nolasco, na Estação das Docas, com a discotecagem do DJ Azul, e o show de Félix Robatto + Guitarrada das Manas. Nesta quarta-feira, 12, tem Pinduca, que convida Bruno Benitez, e amanhã (13), Mundo Mambo, que convida o violonista Nego Nelson. Entrada franca.

Fotos: Caio Romano

O festival vai até amanhã. Em todos os dias, o DJ Azul marca presença, a partir das 18h. Ontem depois de seu precioso set de música paraense, Félix Robatto entrou em cena e não deixou ninguém parado e muito menos com medo de chuva. A água que caiu só serviu pra deixar a plateia mais agitada.

E hoje tem novidade. Para o show desta quarta-feira, 12, Pinduca preparou um repertório especial, com carimbós e músicas com pegadas mais latinas de sua obra. O músico e cantor Bruno Benitez diz que se sente honrado em dividir o palco com ele que é um dos grandes medalhões da música paraense.

Paraense não é tapioca, mesmo!
“Hoje é um daqueles dias que dá um frio na barriga. Terei a honra de cantar uma música com o grande Pinduca, um cara importante. Vou cantar “Cavalo Velho”,  que é um clássico latino. Pinduca me falou que estava passeando pela Colômbia, quando ouviu pela primeira vez, comprou o disco e se apaixonou. Fez uma versão que vamos cantar, ele em português e eu em espanhol”, diz Bruno Benitez.

O Festival Latinidade é mais um espaço que dá voz a um movimento musical cada vez mais notório, que nos traz de volta nossas raízes latino amazônicas. Tem muita gente compondo e tocando lambada novamente, guitarrada, cúmbia, que são as máximas desses gêneros que nos ligam com a América Latina. 

O evento vai encerrar nesta quinta-feira, 13, com show  do grupo Mundo Mambo, que já tem 15 anos de trajetória. O grupo nasceu com objetivo de tocar música latina e acabou sendo agraciado pelo novo movimento da música paraense que trouxe de volta os ritmos de influências latinas. Além de tocar seu repertório latino amazônico, o grupo vai receber um dos maiores violonistas paraenses, Nego Nelson, com trajetória de mais de 30 anos.

Muita ginga latino amazônica
“Também vou tocar com o Mundo Mambo, fui um dos fundadores, e hoje a gente se encontra pelos festivais e mostras de música. Vamos fazer um excelente show a ainda termos oportunidade de tocar com Nego Nelson, sou fã”, diz Brno Benites.

Idealização da MM Produções, com incentivo da Lei Tó Teixeira, Prefeitura de Belém e patrocínio da Unama, instituição do Grupo Ser Educacional, o festival iniciou em março, no Teatro Margarida Schivasappa, seguiu em mais quatro finais de semana, em junho, no Fiteiro, e está encerrando agora, ao ar livre, com entrada franca, na Estação das Docas. 

“O festival é mais um espaço para o reconhecimento da nossa pluralidade musical, que ganhou fôlego nos anos 40 e 50 pelas ondas do rádio”, diz Márcio Macedo, produtor e idealizador do projeto.

Festival de verão abriu com Félix segue até quinta-feira, 13
O festival não poderia estar encerrando de maneira melhor. A presença boa de público, mostra que, além da produção ter acertado nas atrações, que Belém esta carente de programações neste período. O local também foi acertado, pois oferece mais segurança e estacionamento para quem vem com a família de carro. 

“Para o ano que vem pretendemos aprimorar este formato que começa no teatro, passa pelos salões para dançar e encera ao ar livre, trazendo pessoas de todas as idades que curtem a nossa boa música paraense. Para os artistas esperamos que este seja mais um espaço para que mostrem suas produções. Ganhamos todos, estamos felizes”, finaliza Márcio Macedo.

Filipe de Maria mostra músicas de seu primeiro EP

Filipe de Maria apresenta o show “Iluminar”, que traz repertório variado, incluindo “Iluminar”, música que dá título do EP de estreia do cantor, cujas canções serão mostradas, em primeira apresentação pública, nesta quinta-feira, 13, a partir das 22h, na Casa do Fauno. O músico será acompanhado por Alexey Moreira, no contrabaixo, Edinho Quaresma, na guitarra, Johnathan Botelho, teclado e sanfona, e Samir Barroso, na bateria. E ainda, as participações das cantoras Lívia Mendes e Malu Guedelha.

O som de Filipe traz uma sonoridade livre de rótulos de estilo, que pode soar folk, rock, blues... soa mesmo como música que é feita sem compromisso com o pensamento usual e formas convencionais, mas com a verdade musical do artista. Além de cantar, Filipe também toca o violão e gaita.  Há dois anos trabalhando na carreira, uma fase de descoberta musical, onde ele pôde trabalhar em cima de composições que entraram no EP.

“Fiz uma busca por sonoridades, estilos e conceitos pra esse primeiro trabalho. O iluminar é o início de tudo, ele marca toda essa trajetória até o presente momento, além de ser também o início de um novo tempo na minha carreira. O EP traz cinco canções, que representam toda essa proposta envolvendo a música em várias dimensões, estilos e sons. O estilo é diverso envolvendo sons derivados do rock, do folk, blues além de uma linguagem pop da música brasileira que são bem presentes neste EP”, diz Filipe.

O EP contou com a parceria de músicos reconhecidos no cenário musical, como Tiago Belém, Joel Leal, Alexey Moreira e o guitarrista Kim Freitas que produziu com Filipe algumas das canções. “A pluralidade de ideias e a música multiforme foram os grandes segredos deste trabalho. No Iluminar, a união e a mistura fizeram a diferença no resultado”, comenta o artista. 

Após a apresentação do show na Casa do Fauno, o músico pretende circular com o trabalho em outros espaços. Em agosto (6), o EP será lançado no YouTube e SoundCloud e logo também estarão em outras plataformas e lojas virtuais, além da versão física que será vendida nos shows. 

“Nesta quinta faremos um pocketshow repleto de música e expressão. Além das canções do EP, mostraremos também algumas outras músicas que fazem parte desse processo de descoberta na carreira até aqui. Conto com uma banda de apoio afiadíssima, além da participação de duas grandes amigas e cantoras da nova geração, Lívia Mendes e Malu Guedelha”, reforça ele.

Serviço
Casa do Fauno. Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. Mais informações: 91 98705.0609.

11.7.17

Tem “Amostra Aí” de Verão no Casarão do Boneco

Programação infantil de qualidade para a criançada. A dica é o Amostra Aí do Casarão do Boneco, com a história “O menino do rio doce” e o espetáculo “Sorteio de Contos”, além da exposição de bonecos, comidinhas e loja com brechó, livros, CD’s e DVD’s de produções locais. Neste sábado, 15, a partir das 18h30.

Leonel Ferreira, ator da Cia de Teatro Madalenas traz contação inspirada na obra de Ziraldo. Valendo-se de uma linguagem em que é poesia e prosa, ao mesmo tempo, a história conta a vida de dois personagens - um menino e um rio. “O menino tinha certeza de que havia nascido no dia em que viu o rio. Na sua memória, não havia nada antes daquele dia. Os dois se misturam e se completam como uma coisa só até que o tempo defina os caminhos por onde seguir.”

Logo em seguida, Lucas Alberto, ator integrante da Cia Sorteio de Contos, apresenta o espetáculo “ Sorteio de Contos”, estreando uma história nova que pode ser sorteada, pois o espetáculo conta com um jogo de cartas, que são sorteadas com o público e assim as histórias vão sendo contadas. É um espetáculo teatral fundamentado em 3 brincadeiras tradicionais de roda: O coco-de-roda, o samba-de-roda e a capoeira- angola.

Ambos os trabalhos são de integrantes do coletivo que ocupa o Casarão do Boneco, e que tem mantido programações mensais na casa, tanto para manutenção do espaço enquanto uma referência de apresentações teatrais buscando formação de plateia, mas também um local de pesquisa, ensaio e produções de diferentes linguagens.

A programação é PAGUE O QUANTO PUDER, você pode contribuir de outras maneiras entrando em contato com os organizadores que estarão presentes no dia do evento, e pra saber mais sobre as atividades que são desenvolvidas.

Serviço
Amostra Aí. Neste sábado, 15, a partir das 18h30, no Casarão do Boneco. Av. 16 de Novembro, 815. Ingresso: Pague o quanto puder.

10.7.17

Festival Latinidade esquenta o verão do paraense

Lambada, merengue, cúmbia, mambo, carimbó, guitarrada, salsa e música latina, com Félix Robatto, Pinduca, Bruno Benitez e Mundo Mambo. De terça, 11, a quinta, 13, a programação começa às 18h, com a discotecagem do DJ Azul, o cara o MusicaParaense.Org. As atrações iniciam às 19h30. Tudo com entrada franca, na Estação das Docas, ao ar livre, na beira do rio.

Félix Robatto abre a programação nesta terça-feira, 11, trazendo seu trabalho autoral, com músicas de seus dois discos “Equatorial Quente Úmido” e “Belemgue Banguer”, composições do grupo La Pupuña e ainda a participação de Renata Beckman, guitarrista que também atua na Orquestra Pau e Cordista de Carimbó, e da multi instrumentista Beá Santos, que compõem o projeto Guitarrada das Manas. 

O guitarrista e percussionista, que fundou a banda La Pupuña e produziu discos de Gaby Amarantos e Lia Sophia, e assina a direção musical do DVD Mestre Vieira - 50 Anos de Guitarrada, já vem animando as quintas-feiras de Belém com a Lambateria, no Fiteiro, e promete novas emoções para o Festival Latinidade, no qual se apresentará pela segunda vez, pois foi um dos convidados do show de lançamento do festival, ainda em março. 

O carimbó do rei e a veia latina do festival

A quarta-feira, 12, é dia de rei. Pinduca, que dispensa maiores apresentações, vai fazer um show bem “misturado”, como ele mesmo disse a pouco no telefone ao Holofote Virtual. 

“Vou pegar músicas mais antigas e mostrar um repertório mais latino, combinando com o festival”, afirmou. 

Será um show de grandes sucessos de sua carreira nos mais variados estilos musicais paraenses e também latinos como os merengues, comacheras, rumbas e outros. Neste show, ele terá como convidado o guitarrista e multi instrumentista, Bruno Benitez, 

O cantor e músico tem 38 discos gravados, em 44 anos de carreira, de 1973 a 2017, onde se inclui vinis e CDs, além do primeiro DVD, intitulado “40 Anos de sucesso do Rei do Carimbó”, gravado em junho de 2006 e o segundo, intitulado “Gente do Norte”, gravado em junho de 2013 no Portal da Amazônia. Pinduca já fez shows por quase todo o Brasil e apresentações na América Latina, África e Europa. 

O Mundo Mambo encerra o festival, na quinta-feira, 13, trazendo como convidado o violonista Nego Nelson. No repertório tem salsa tradicional, fusões de ritmos paraenses e releitura da obra dos compositores amazônicos.  O grupo é formada pelo músico Bruno Benitez: Percussão, guitarra e voz; Josibias Ribeiro: Trombone; Harley Bichara: Sax e flauta; Daniel Delatuche: trompete; Bruno Mendes: percussão; Daví Benitez: piano e Beto Taynara: Contrabaixo.

Itinerância iniciou em março

O festival é uma idealização da MM Produções, com incentivo da Lei Tó Teixeira, Prefeitura de Belém e patrocínio da Unama, instituição do Grupo Ser Educacional. 

Criado com objetivo de trazer ao público uma fatia generosa da produção musical paraense, com influência dos ritmos latinos em nossa região, o  Festival Latinidade foi lançado em março deste ano, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, com Bruno Benitez e participações de Ronaldo Silva, do Arraial do Pavulagem, e Félix Robatto. 

De caráter itinerante, voltou à cena no mês de junho, com quatro shows realizado no espaço Fiteiro. No dia 9 de junho, Bruno Benitez, o anfitrião do festival, recebeu a banda Warilou, e no dia 16, o Arraial do Pavulagem. Em seguida, no dia 23, o evento conotu com o show O Brega é Rock, com Joelma Kláudia e Mahrco Monteiro, e fechando o mês, na sexta-feira, dia 30, teve a participação do show da banda Fruta Quente.

Serviço
Festival Latinidade. Dias 11, 12 e 13 de julho, das 18h às 22h. No anfiteatro São Pedro Nolasco, Estação das Docas. Entrada franca.

2.7.17

Retratos Imaginários de Petchó Silveira em Belém

Antes mesmo de ser inaugurada oficialmente, a Vila Container recebe, na próxima quinta, 6, a exposição Retratos Imaginários,  de Petchó Silveira, inaugurando a galeria Azimute, que integra um novo empreendimento cultural na capital paraense. A visitação poderá ser feita até o dia 17 de agosto, gratuitamente.

Na série de obras, o artista usa pinceladas carregadas e cores fortes para expressar a fragilidade e a efemeridade humana. As referências dos trabalhos vêm de fotografias garimpadas em livros, revistas e na internet. “Uso essas imagens como ponto de partida para minhas pinturas, me apropriando de suas imagens e imaginando suas histórias”, diz o artista, que expõe individualmente pela primeira vez graças à galeria Azimute.

As experiências artísticas de Petchó Silveira começaram no início da década de noventa, quando encontrou na pichação uma maneira de se expressar. Pouco depois, naturalmente buscou contato com outras linguagens artísticas. Na fundação Curro Velho, se aprofundou nos estudos com a orientação de artistas plásticos como Jair Junior, Elliene Tenório, mestre Nato, Jocatos e Acácio Sobral.

Em 1999, participou do 8º Salão Primeiros Passos do Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU), no qual veio a ser o primeiro colocado na edição de 2002. Em 2000, participou de oficinas de gravura e xilogravura, além de workshops de escultura no extinto Instituto de Artes do Pará (IAP).
Tem obras no acervo do próprio CCBEU, no de colecionadores particulares de Belém e de outros estados. Atualmente trabalha com pinturas figurativas.

Vila Container - O espaço tem inauguração oficial prevista para o mês de agosto e outras informações mais detalhadas devem ser divulgadas em breve.

Destinado a empreendimentos e eventos culturais em geral, tem como objetivo de movimentar e fomentar a produção cultural da cidade, tornando-se uma extensão do espaço público, apostando na consolidada tendência internacional de utilizar containers para juntar empreendedorismo e moradia.

“Nosso objetivo é fomentar arte e cultura em um ambiente privado com cara de público. É um espaço que será acessível a todos que queiram expor sua arte e ainda colaborar em outras instâncias. Queremos atrair pessoas dispostas a construir uma nova história de incentivo aos interesses do setor criativo da cidade”, comenta Almir Trindade, um dos idealizadores do Vila Container.

Serviço
Galeria de Arte Contemporânea Azimute - Vila Container - Avenida Magalhães Barata, número 62. Entre 14 de Março e Alcindo Cacela. Das  9h às 19h. Mais informações: (91) 99100-5634 / (91) 98017-9935. 

Escurinho realiza oficina e dois shows em Belém

O músico pernambucano Escurinho faz o show "Mùsica Nua", em Belém. Na sexta, 14, no Sesc Boulevard, e sábado, 15, além da apresentação, ministra uma oficina de percussão na Casa do Fauno. A inscrição já está aberta e custa R$ 35,00 e pode ser realizada no local. Vagas limitadas. Mais informações pelo fone 91 98705.0609.

Escurinho é compositor, cantor e percussionista, atuante também no teatro, como ator, e na criação de trilhas. Sua formação musical vem da infância quando acompanhava o pai, que se apresentava cantando em festas e a convivência com as manifestações populares do interior do nordeste. Em Catolé do Rocha, na década de 70, fundou com alguns amigos, entre eles o cantor paraibano Chico César, o grupo “Ferradura”, marcando os festivais e shows do sertão paraibano.

A oficina ministrada por ele será realizada das 14h às 17h, destinada a qualquer pessoa que se interesse em conhecer ritmos como o baião, xote, coco, ciranda, maracatu, forró e outros. Ele apresentará aos participantes, a utilização de instrumentos convencionais e não convencionais, do corpo e da voz, dando prioridade a elementos rítmicos da cultura Nordestina, tais como os instrumentos convencionais zabumba, pandeiro, triângulo, maracá, alfaia, agogô, caixa e outros, e instrumentos não convencionais, como chapas de zinco, cano de pvc, garrafas de vidro e plástico, cadeira, mesa e outros). 

“Este trabalho tem como objetivo despertar nas pessoas seu lado criativo através da musica, incentivar o interesse pelo trabalho coletivo através da formação de bandas e de grupos de estudos, incentivar o interesse pela cultura nordestina, como nossas crenças, danças, costumes e canções da nossa tradição e ajudar a compreender o corpo como fonte sonora”, diz o músico.

Escurinho tem um trabalho conhecido por agregar regionalismo com pesquisas de sons indígenas e africanos numa combinação explosiva com o rock. Interprete performático, pesquisador da música nordestina, com trajetória de quase 30 anos de carreira, quatro CDs, um DVD e turnês nacionais e internacionais realizados. 

Acústico traz repertório da carreira do músico

O show “Música Nua” traz em versão acústica músicas de diferentes épocas de sua carreira, com participação de Jr. Espínola. É um show de percussão, cordas e músicas com pouca roupa. 

“As canções nascem geralmente forjadas por um instrumento melódico ou de ritmo, ou simplesmente só pela voz. E permanecem por um tempo, nuas, quer dizer, sem arranjos que lhe der um sotaque, uma personalidade ou um estilo. Pressuponho que naturalmente, elas por si só já trazem tudo isso em se, mesmo nuas ou seminuas”, diz. 

“Para vesti-las com essa roupagem mínima trago, além da minha percuteria, o violão e a guitarra de Jr. Espinola, apresentando músicas do seu CD Cine Parahyba”, comenta o músico. “O público terá oportunidade de ficar mais próximo do palco e dialogar com as canções”, finaliza Escurinho. No repertório, estão músicas como Fantasma, Budismo Moderno, Savanas, Camisa Amarela, Boi Tungão, Cadê as Flores, Usura, Sai de casa e Lá vem a onda. 

Jr. Espínola é guitarrista paraibano, que começou a estudar música em 1978 em João Pessoa e já morou em vários lugares onde fez diversos cursos, dos quais se destaca Música Popular Brasileira, na Escola Música de Minas (MG), fundada por Milton Nascimento e Wagner Tiso.

Em Los Angeles (EUA), graduou-se em Guitarra e Engenharia de Som na GIT & RIT Musicians Institute. Cursou Engenharia de Som na escola Rio Música, no Rio de Janeiro, e no Instituto de Áudio e Vídeo (IAV), em São Paulo, já tocou com vários músicos paraibanos e atualmente faz parte do cash da banda de Escurinho.

Serviço
Oficina de percussão com o percussionista Escurinho, das 14h às 17h. Inscrições - R$ 35,00 -, na Casa do Fauno - R. Aristides Lobo, 1061. Mais informações: 91 98705.0609. O show "Mùsica Nua" será apresentado, na sexta, 14, às 19h, no Sesc Boulevard, com entrada franca, e na Casa do Fauno, às 22h, no sábado, 15 de julho. Couvert R$ 15,00.

1.7.17

Daniel Esteves autografa livros na Casa do Fauno

Em visita relâmpago a Belém, o roteirista Daniel Esteves, do selo Zapata Edições, autografa, neste sábado, às 20h, a série “São Paulo dos Mortos” e o livro “Por Mais Um Dia com Zapata”. Na oportunidade, o público bate papo com ele, que também é professor de HQs na escola HQ em FOCO, em São Paulo. O blog o entrevistou enquanto ele passeava pela cidade, que por sinal, ainda não conhecia. Tudo pelo whatsapp, viva a tecnologia. 

Pela manhã soube que Daniel estaria em Belém para a noite de autógrafos e a temática de zumbis logo me chamou atenção. Curto histórias de terror, humor, aventura e ainda mais se tiver pitadas de crítica social. O chamei pelo facebook e logo trocamos os números de whatsapp. Perguntei o que o trazia a Belém. 

“Trabalho há 15 anos na área e sei que a distribuição já é muito difícil, tanto para pequenas e como para as grandes editoras, imagina para os independentes como eu. Tenho um selo de quadrinhos independente e aproveito viagens, para divulgar e distribuir esse material. É difícil espalhar nossos livros pelo Brasil, um país muito grande”, ressalta ele, que já foi premiado com o HQMIX, em 2007, como roteirista revelação e, em 2009 e 2012, com o Troféu Angelo Agostini, como melhor Roteirista Brasileiro.

Lançamentos e a vertente histórica na produção da Zapata

Além de "Por mais um dia com Zapata" e "São Paulo dos Mortos", ele já editou e escreveu "M Blues", "Nanquim Descartável", "O Louco a Caixa e o Homem", "147", "Pelota", "3 Tiros e 2 Otários", entre outros. Já escreveu para a Editora Nemo, "A Luta contra Canudos", "Herança Africana no Brasil", "As Aventuras do Capitão Nemo: Profundezas".

E participou das coletâneas: "Front, Quadreca", "Garagem Hermética", "Quadrinhópole", "Café Espacial", "Calafrio", "Archimedes Bar", "Entre 4 Linhas", "4 Estações", "Zumbis e outras criaturas das trevas", "Petisco Apresenta", "Jam, Subversos", "Contos da Madrugada", "Subterrâneo", entre outras.

“Por mais um Dia com Zapata”, laçado em 2015, é uma HQ histórica, sobre Emiliano Zapata (1879-1919). A obra refaz os passos do revolucionário desde os primeiros confrontos com os soldados do ditador Porfirio Díaz até seu assassinato numa emboscada em Chinameca.

“Eu além de roteirista em quadrinho, sou formado em história, e aí já havia um desejo antigo de fazer um quadrinho sobre o Zapata, tanto que até meu selo se chama Zapata Edições, que já publicava quadrinhos antes desse livro do Zapata. 

Talvez este seja um dos livros que eu mais curti fazer. É um quadrinho sobre política, revolução, que trata da questão da terra, fazendo uma relação com esta questão no Brasil”,  conta.


Aventuras com zumbis e crítica social em São Paulo

“São Paulo dos Mortos” tem até o momento três volumes. São histórias de Zumbis, ambientadas em São Paulo. "A serie, lançada em 2013, teve origem num caso emblemático ocorrido em São Paulo, na Comunidade dos Pinheiros, em São José dos Campos, em que mais de três mil famílias foram desalojadas pelo governo do Estado de São Paulo. Depois eu continuei produzindo e a última edição saiu no final do ano passado e acaba tendo esse misto com um pouco de terro, um pouco de humor e críticas sociais”.

O primeiro volume traz cinco histórias que se passam em bairros da cidade, cada uma delas, com tema, cenário e personagens diferentes. “Essa da comunidade de Pinheiros, explora o tema da habitação, mas tem até uma historia sobre futebol, dentro desse universo dos zumbis”, explica Daniel.

"O volume dois, que saiu em 2014, traz uma historia só, o Motoboy, que trabalha neste universo dos mortos, arrumando coisas difíceis pras pessoas. E o volume três, conta o roteirista, volta ao formato do primeiro, com cinco historias, também cada uma com tema e personagens diferentes".

Há situações localizadas na Avenida Paulista, no Centro de São Paulo, no Zoológico e na Igreja Universal.  "Em cada um dos três volumes temos a presença de uma personalidade como convidada. No primeiro volume temos a presença do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no segundo, o empresário Roberto Justus e, na terceira, o bispo Edyr Macedo”, diz.


Entre os novos projetos uma série para TV

Tanto os três volumes da série quanto o livro que ele lança autografa hoje, já foram lançados em São Paulo e outras cidades brasileiras, participando de eventos de quadrinhos e literários. 

Enquanto faz este movimento, distribuindo as publicações já lançadas, Daniel Esteves toca outros projetos. Ele pretende adaptar uma de suas histórias para uma série de TV. “Estou participando de um edital para o desenvolvimento do projeto, depois ainda precisaremos ir atrás de uma TV para as exibições”, diz. 

Daniel agora desenvolve um quadrinho sobre histórias latino-americanas, ambientadas em momentos históricos, como a guerra do Paraguai e outras historias não muito longas. Está vindo aí também mais uma história para a série “São Paulo Morta”, com uma personagem que apareceu no volume três, e que tem um cachorro zumbi, que não ataca os humanos. “Estou desenvolvendo o universo dessa personagem e também estou voltando a mexer numa história de ficção científica, para tentar lançar este ano”, conclui.

Serviço
Noite de autógrafos com Daniel Esteves. A partir das 20h, na Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa. Entrada franca. Mais informações; 91 98705.0609.