31.10.18

Suspense brasileiro tem sessões extras no Líbero

“O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida, poderá ser visto nos dias 01, 02, 03, 04, 06 e 07 de novembro, sempre às 16h. A obra é de terror que, para além do entretenimento, aborda temas  comuns à realidade do Brasil. No Cine Líbero Luxardo, da Fundação Cultural do Pará (FCP). Entrada R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia).

Inácio é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu e o casal endinheirado Bruno e Verônica.

Ao longo da narrativa, Gabriela Amaral aborda vários temas comuns à realidade de nosso país. Feminismo, racismo, homofobia, xenofobia e desigualdade social aparecem em diferentes camadas, mas não de maneira panfletária. Em nenhum momento o filme tem sua narrativa claustrofóbica e violenta atravessada diretamente por esses discursos. Para a diretora, a intenção é mostrar que todo mundo é capaz, sob pressão, de atos terríveis, não havendo, de fato, vilões e mocinhos. 

O longa já rendeu prêmio de melhor ator a Murilo Benício no Festival de Cinema do Rio de Janeiro. Gabriela Amaral e Luciana Paes levaram as premiações de melhor diretora e melhor atriz, respectivamente, na premiação FantasPoa 2018.

Sessões Extras
O Animal Cordial (2018I Brasil I Gabriela Amaral Almeida I Suspense I 97 minutos I 18 anos)
Local: Cine Líbero Luxardo do Centur
Data: 01 a 04 e 06 a 07 de novembro de 2018
Hora: 16h
Preço: Inteira: R$ 12,00 | Meia: R$ 6,00

"Em Cada Verso Um Contra-Ataque" na versão vinil

Fotos: Julia Rodrigues
O disco ganha edição especial, em 180 gramas, na cor vermelho-sangue translúcido, produzido especialmente na República Tcheca, em uma das fábricas mais renomadas de LPs do mundo. O design, elegante e minimalista, tem assinatura da artista visual Roberta Carvalho e faz dele um objeto de arte, com capa dupla, encarte e tiragem limitada. "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", de Aíla, ganha a perenidade do vinil. A edição de luxo do LP marca ganha show de lançamento em Belém será dia 31 de outubro, no SESI.

De pegada “artivista”, o disco discute temas urgentes, como feminismo e questões de gênero. Após dois anos fazendo shows de norte a sul do país, a cantora e compositora paraense nascida na Terra Firme, bairro da periferia de Belém diz que está feliz em chegar a Belém com esse show. "Tenho certeza que o público vai se impressionar. A turnê chegou na sua melhor fase, circulamos bastante este ano, tá tudo super redondinho, tá quente! Estamos muito afim de trocar essa vibração. Vamos fazer uma noite linda", afirma.

A banda vem com nova formação, como a presença da multi-instrumentista baiana Aline Falcão, que se integra à banda, e assume os sintetizadores do Show. No visual, um inédito cenário multimídia, criado especialmente pela artista Roberta Carvalho, com LEDs e projeções, que leva o público a outra dimensão, uma relação transmídia potente. Música e imagem entrelaçadas.

O segundo disco da artista, "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", lançado pelo edital Natura Musical (2016), investe em uma sonoridade pop, dançante, que flerta com as distorções do rock e ao mesmo tempo com os beats eletrônicos, reflexo também da conexão Belém, cidade de origem da cantora, e São Paulo, onde reside hoje. O disco traz canções próprias e de parceiros, como Dona Onete, e entrou nas principais listas de melhores do ano. 

“Esse negócio de ter vinil é muito legal. Tem memória, tem afeto, tem resistência. Desde sempre, eu fui estimulada a ouvir todo tipo de música, de todos os cantos. Nasci em 88, a mudança do analógico para o digital tava a todo vapor, o CD tomando conta de tudo. Que astral poder lançar meu vinil nos tempos de agora, e ainda numa edição de luxo, super bonita. Tô realmente muito feliz”, comemora. 

O show é nervoso, e já passou por palcos emblemáticos, como Circo Voador (RJ) e Coala Festival (SP). Com o trabalho, a paraense percorreu diversos festivais nacionais, viveu encontros musicais inéditos e se firma como uma das principais vozes da nova música do Pará, e vai além da Região Norte, sendo um nome fundamental da nova música brasileira. 

“Esse é um disco muito especial, que tem me trazido momentos inesquecíveis, além de transformações pessoais também. Fizemos shows incríveis, como em 2017 no Sesc Copacabana (RJ), com ingressos esgotados e participação do grande Chico César”, destaca Aíla, que segue na estrada com a Turnê "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", e planeja, para 2019, circulação na Europa e América Latina, onde já esteve no ano passado, fazendo Show na Argentina. Para celebrar toda esta trajetória, Aíla lança o primeiro LP da carreira

Serviço
Aíla – Show Lançamento Vinil “Em Cada Verso Um Contra-Ataque”, dia 31 de outubro, no Sesi Belém, Av. Alm. Barroso, 2540, às 20h30. Valores: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia e associado Sesi).

30.10.18

"Sinfonias de Inclusão" recebe mais de 100 idosos

O “Sinfonias de Inclusão” recebeu mais uma turma, nesta terça-feira, 30 de outubro, 120 pessoas idosas. Elas ouviram uma apresentação e visitaram as instalações do Theatro da Paz, por meio de contração de histórias, e ouviram a Sinfonia n. 39, de Mozart sob a batuta da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP).

A visita começa com cotação de histórias sobre o próprio teatro. Logo em seguida todos são convidados à Varanda, onde aplaudem a OSTP e dizem o quanto gostaram da audição. Alguns estiveram pela primeira vez no teatro, querem voltar, repetir a experiência. É com este sentimento que os participantes do "Sinfonias de Inclusão" têm saído das ações realizadas desde junho no Theatro da Paz.

Além da música, o público ainda assistiu a mais um trecho de contações de histórias, desta vez alusivas ao espaço do Foyer e seu uso como salão de bailes no século XIX, inclusive carnavalescos. Maria Aldenora Neves, de 66 anos, chegou a ficar emocionada com a visita, as lágrimas vieram à tona. Sentada na varanda, local onde no início do século XX ficavam os grandes barões da Era da Borracha, ela se sentiu privilegiada em participar da ação. “Achei lindo, é a primeira vez que venho aqui. Fomos convidados para vir e eu não sabia o que era, fiquei surpresa, adorei. Também não conhecia música erudita, teve um momento que estava ouvindo e me deu vontade de chorar de ter visto essa orquestra”, comentou. 

Ela também conheceu mais sobre a estrutura do teatro, como os locais para o público (varanda, frisas, camarote e paraíso) e sobre a lenda do Uirapuru pela música do maestro Waldemar Henrique, com a interpretação da atriz e arte educadora Karla Pessoa. A dona Laurinda Chagas da Silva, 65 anos, também pisou no Da Paz pela primeira vez.

“Achei lindo, foi um dia muito feliz. Só tinha visto orquestra e o teatro pela televisão. Me senti em êxtase, como se estivesse flutuando com essa música, a alma da gente fica leve. Deu para aliviar o coração”, contou a idosa, que agora pretende voltar ao Theatro. Irene Santos, 70, agradeceu à equipe do projeto e à orquestra e revelou que a visita ajudou a minimizar os sintomas da depressão. Atuante em grupo de idosos, ela pretende chamar as amigas e também voltar à casa de espetáculos para assistir os concertos da OSTP.

“Foi muito bom para a minha mente, estou aprendendo a superar a depressão. Me senti muito bem, estou feliz! Transmite muita coisa boa para nossa mente”, disse. Maria Feitosa, 69, também revelou sua história de vida: nascida no interior do Pará, em São Francisco, ela nunca teve oportunidades de frequentar teatros. Foi a primeira vez no Da Paz e à frente de uma orquestra profissional. “Minha filha mora em Macapá e vejo na casa dela, mas nunca tinha visto ao vivo. Tinha um desejo enorme de ver, mas tem a distância, moro na Cidade Nova [Ananindeua, na Região Metropolitana]”, contou.

No total, participaram 120 idosos. Foram 40 do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Terra Firme e 80 idosos do Instituto Cynthia Charone. O projeto é coordenado pela produtora cultural Carmem Ribas e é uma realização é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Academia Paraense de Música (APM), com apoio do Banco da Amazônia. 

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

Paulo André Barata lança um novo CD após 20 anos

Duas décadas sem gravar e Paulo André Barata apresenta disco homônimo trazendo canções inéditas e sucessos de sua carreira. O show de lançamento conta com a presença de convidados especiais, como João Donato, Alba Mariah, Andréa Pinheiro, Lucinnha Bastos e Lia Sophia. No Theatro da Paz, nesta quinta-feira, 1º de novembro, às 21h. Ingressos à venda na bilheteria do teatro e pela internet.

O novo álbum traz regravações como “Nasci para Bailar”, em parceria com João Donato, e “Porto Caribe”, canção famosa pelo refrão: “Eu sou de um país que se chama Pará”. Há ainda seis composições em colaboração com Paulo César Pinheiro e “Abismo”, que Paulo André Barata assina juntamente com João de Jesus Paes Loureiro. Dentre as novas faixas estão “Boiuna”, “Juriti Pepena, "Capelobo", “Bar da Condor”, “Boitatá” e "Maranduera", que falam sobre o universo amazônico caboclo, cenário que se fez uma de suas marcas registradas.

O disco contou com arranjos de Tynoko e Luiz Pardal, e gravação, edição e mixagem das canções por Jacinto Kahwage. “Esse trabalho do Paulo é uma bela amostra do estilo de compor dele, com suas harmonias e melodias muito bem elaboradas, juntamente com alguns parceiros, autores de textos carregados de sentimentos, imagens, que muitas vezes remetem à Amazônia ou até coisas típicas da região, como por exemplo, lendas e certa latinidade. Esse trabalho é uma bela síntese da obra do Paulo André Barata e está sendo uma honra muito grande estar participando do projeto”, diz Jacinto. 

Considerado um dos grandes nomes da música brasileira, o compositor teve as suas primeiras obras, "Indauê Tupã" e "Esse Rio é Minha Rua", gravadas por Fafá de Belém em 1976 no LP "Tamba Tajá", que lançou a cantora nacionalmente. No ano seguinte, Fafá de Belém também gravou "Pauapixuna" e "Foi Assim", essa última um dos maiores sucessos da carreira da cantora, que também gravou no LP "Banho de Cheiro" (1978), as canções "Carta noturna", "Baiuca's Bar" e "Banho de Cheiro". Neste mesmo ano, Paulo lançou seu primeiro LP, “Nativo”, pela Continental. 

Fotos: Walda Marques
Paulo compôs "Mesa de Bar" e, com o pai Ruy Barata, escreveu "Pacará"; ambas as canções foram gravadas no LP “Estrela Radiante", também de Fafá. Em 1997, lançou o CD duplo "Uirapuru", trabalho patrocinado pela Secretaria da Cultura do Estado do Pará, e contou com as participações especiais de Sérgio Ricardo, Jane Duboc, Lucinha Lins, Gilson Peranzzetta, Robertinho Silva e Maurício Einhorn, entre outros.

O projeto do CD foi selecionado pelo Natura Musical por meio do edital 2016 e com o apoio da Lei Semear, Fundação Cultural do Pará (FCP) e Governo do Estado do Pará, além da realização da AmpliCriativa. 

“Acreditamos na força do Natura Musical para conectar pessoas, valorizar a criatividade brasileira e revelar a diversidade de cada região do país”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “O programa já circulou por 18 Estados, apostando em talentos locais. No Pará, por exemplo, o edital já ofereceu recursos para 39 projetos da música, como Felipe Cordeiro, Luê, Arthur Nogueira, Aíla, Strobo, Sammliz e Lia Sophia e, agora, Paulo André Barata”, complementa. 

Serviço
Show de lançamento do CD Paulo André Barata. Dia 01 de novembro (quinta-feira), 21 horas, no Theatro da Paz – Rua da Paz, S/N, Centro – Belém – PA. Duração: 1h30. Classificação: Livre. Ingressos à venda na bilheteria do teatro e pela internet em: http://bit.ly/pauloandrebarata

Valores dos Ingressos:
Plateia, Varanda e Friza: inteira R$100,00 reais / meia R$ 50,00 
Camarote 1ª Ordem e 2ª Ordem: inteira R$ 80,00 / meia R$ 40,00 
Galeria: inteira R$ 60,00 / meia R$ 30,00 
Paraíso: inteira R$ 40,00 / meia R$ 20,00
*meia para estudantes, professores e pessoas com mais de 60 anos.

Onde encontrar
CD’s e LP’s à venda na Fox Vídeo (Dr. Moraes) e Ná Figueredo (Estação das Docas). 
Compre e escute o disco online no link http://trato.red/pauloandrebarata
Ouça o disco: http://bit.ly/2CR3nnT

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

26.10.18

Drops Se Rasgum fache com Guitarrada das Manas

As minas da guitarrada paraense. 
Fotos: Tereza e Aryanne
Está chegando a décima terceira edição do Festival Se Rasgum e a programação de aquecimento termina neste sábado, 27, com o último show da série Drops, apresentando a Guitarrada das Manas. No Boulevard Shopping, a partir das 19h. O Festival será de 30 de outubro a 03 de novembro, no Ziggy Club e Insano Marina Club, com patrocínio máster de Natura Musical e Oi, através da Lei Semear, do Governo do Estado do Pará.

O duo Guitarrada das Manas, formado pelas multi-instrumentistas Beá e Renata Beckmann, foi uma das atrações que entraram na programação deste ano por meio das Seletivas Se Rasgum.

Segundo Beá, “foi único” participar desta etapa: “A gente já tinha tocado outras vezes, só que com outros projetos, e pela primeira vez a gente conseguiu passar pelo nosso projeto. Foi muito especial pra gente, foi muito feliz ver nossos amigos, ver outras pessoas apoiando a Guitarrada das Manas.”

Na ocasião, Beá e Renata fizeram o primeiro show da noite, logo no início da festa, e o público já estava presente e envolvido, conferindo à dupla uma quantidade significativa de votos na categoria de escolha dos presentes. “A gente teve uma resposta muito gostosa do nosso público, então foi incrível, foi maravilhoso.”

Para o Festival, a Guitarrada das Manas está investindo bastante na apresentação, com as programações, sintetizadores e bases eletrônicas que caracterizam o som do duo, e repertório totalmente autoral. “A gente tá apostando muita coisa. A gente vai tocar muitas músicas novas, preparando essas músicas exclusivamente pra esse show.” 

Elas querem sentir a recepção do público para este novo material e comemoram a participação, como completa Beá: “Estamos muito felizes, mesmo, ainda mais por participar desse festival, que abriga tanta gente bacana e abriga Belém, também, de uma forma muito querida. É muito especial pra gente estar participando disso. A gente espera fazer um showzaço.”

Já no Drops, além de composições próprias, o público vai poder conferir algumas releituras. “Pra esse show de sábado, o que a gente tá fazendo mesmo de especial é adaptar arranjos de versões, porque as pessoas já conhecem, eu acho que vai colar bem com o ambiente e que vai ser bem legal.”

Serviço
Drops Se Rasgum com Guitarrada das Manas, sábado (27), às 19h, no Boulevard Shopping. Entrada franca. 13º Festival Se Rasgum - de 30 de outubro a 03 de novembro, no Ziggy Club e Insano Marina Club. Ingressos à venda no quiosque do Boulevard Shopping (2º piso), no Núcleo de Conexões Ná Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449) e pelo site: sympla.com.br/serasgum. Informações: serasgum.com.br/festival.

Bruno B.O. grava o DVD "Afroamazônico" na UFPA

Bruno B. O. 
Foto: Maycon Nunes
É hoje (26). O rapper Bruno B. O. faz o show “Afroamazônico” que resultará no DVD  homônimo, com patrocínio da Natura Musical. A partir das 15h, no Espaço Cultural Vadião, na UFPA, o evento traz programação extensa e conta ainda com o lançamento do EP Preto no Branco, de Pelé do Manifesto e Everton MC. Entrada gratuita.

Além do registro do show, o material audiovisual passeia pelos 20 anos de carreira do rapper a apresenta sua música repleta de influências paraenses e afro-brasileiras. O DVD conta com composto canções inéditas, além de versões de canções do EP “Floresta de Concreto”, que traz em sua sonoridade uma visão espiritualista e ativista sobre o mundo. 

“O show sintetiza minha busca sobre o conceito de música e de identidade afroamazônica, de como todas as referências urbanóides e da floresta coabitam na minha poesia, visão de mundo e de onde eu vim. A mensagem pretendida é mostrar o que é ser um rapper, um MC afroamazônico”, explica B.O.

E vai ter participação especial. Bruno B.O. convidou importantes nomes do Rap nacional e da música feita no Pará, como Slim Rimografia (SP), Souto MC (SP), Thiago El Niño (RJ) e os paraenses Mestre Laurentino, Keila, Bruna BG, PJó, Jayme Katarro, Ícaro Suzuki e Nanna Reis. 

Os músicos Rafael Gomes “Taxinha” (guitarra), Renata Beckmann (guitarra), Toninho Pina (backing vocal), Douglas Dias (percussão) e DJ Morcegão integram a banda base de Bruno B.O. A direção musical é de Taxinha; direção de vídeo Leonardo Augusto (Platô) e direção de fotografia Maycon Nunes. 

O projeto foi selecionado pelo Natura Musical por meio do edital 2017, com o apoio da Lei Semear. “Acreditamos na força do Natura Musical para conectar pessoas, valorizar a criatividade brasileira e revelar a diversidade de cada região do país”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “O programa já circulou por 18 Estados, apostando em talentos locais. No Pará, por exemplo, o edital já ofereceu recursos para 48 projetos da música, como Felipe Cordeiro, Dona Onete, Lucas Estrela, Aíla, Arthur Nogueira e, agora, Bruno B. O.”, complementa.

Bruno B.O é pioneiro na cena do Rap e Ragga paraense

Original do Norte, Bruno B.O é um dos nomes pioneiros do Rap e do Ragga no Estado do Pará. Em carreira solo, desde 2002, o artista faz fusões de estilos como Rock, Rap e Ragga. Esta experimentação o levou a garantir o primeiro lugar nas seletivas do V Festival Se Rasgum (importante festival independente da região Norte). Além de MC, Bruno B.O é pesquisador. Com formação em Ciências Sociais, o antropólogo fez pesquisas durante toda sua trajetória acadêmica sobre a cultura Hip Hop, em especial o Rap, se tornando o primeiro MC de Rap brasileiro a conquistar o título de Doutor em exercício.

A programação no Espaço Cultural Vadião conta com várias atrações voltadas à cultura hip hop. Haverá apresentação de DJs, batalha de MCs e shows musicais que culminarão com a gravação do DVD. A tarde inicia com o DJ LB Selector, do primeiro sistema de som da Amazônia, o 3º Mundo Sound System. Em seguida, ocorre a edição especial da Batalha da Beira, que integra as seletivas regionais para o Duelo de MCs Nacional, em Belo Horizonte (MG).  

Este será mais um feito viabilizado por meio da Natura Musical, principal plataforma de patrocínio da marca Natura. Desde seu lançamento, em 2005, o programa investiu R$ 132 milhões no patrocínio de 417 projetos - entre CDs, DVDs, shows, livros, acervos digitais e filmes. O último edital do programa neste ano selecionou 50 projetos em todo o Brasil, entre artistas, bandas e coletivos. Os trabalhos artísticos renovam o repertório musical do país e são reconhecidos em listas e premiações nacionais e internacionais.

Pelé do Manifesto e Everton MC lançam EP

Pelé e Everton MC
Foto: Estúdio Tereza e Aryanne
O encerramento, conta com mais um super show, de lançamento do EP "Preto no Branco, dos representantes da nova cena do rap paraense Everton MC e Pelé do Manifesto.  Eles cantam a desigualdade social e a realidade belenense em suas composições. O trabalho estará nas plataformas de streaming para audição, gravado em Belém, o EP traz seis faixas autorais, escritas por Everton e Pelé, primando pelo regionalismo em suas letras. A produção executiva  é do Música Paraense.Org, com financiamento de emenda parlamentar de autoria do deputado federal Edmilson Rodrigues (201830870008).

Crias da periferia da cidade, os artistas mostram crescimento musical ao entregar em suas letras um trabalho reflexivo para sociedade. O projeto mescla o Rap com a música paraense e conta com canções em ritmo de brega e de guitarrada, além de gêneros universais como o afrobeat, o trap e o trap funk. “Neste trabalho colocamos as nossas influências musicais e vivências diárias. Cada um produz suas letras e não interferimos na construção do outro, desta forma, ficamos livres para construir nossas músicas”, comenta Everton, sobre o processo de criação das canções.

Em meio a seus projetos solos, os dois rappers já se apresentam juntos desde 2011. Lançaram, em 2015, o videoclipe já aguardado pelo público “Rima com farinha”. “Cada um tinha seu projeto sozinho, mas sempre estávamos juntos. O público já pensava que éramos uma banda. Então, depois do retorno que tivemos com o clipe, decidimos nos reunir e fazer canções juntos para concretizar esse encontro musical no EP”, diz Pelé do Manifesto.

PROGRAMAÇÃO
15h – DJ LB Selector 
16h – Batalha de MCs
18h – Show Bruno B.O. (gravação DVD)
20h – Show Pelé e Everton MC (lançamento EP Preto e Branco)

Serviço
“Gravação do DVD Afroamazônico”, de Bruno BO. Nesta sexta-feira, 26, a partir das 15h, no Espaço Cultural do Vadião - UFPA (Rua Augusto Corrêa, 1 - Guamá). Informações: (91) 993029467. Entrada gratuita.

(Holofote VIrtual com informações da assessoria de imprensa)

24.10.18

Ato cultural pelo futuro do país com trabalhadores

Atualização. O evento foi todo transferido para a Praça dos Estivadores. A organização informa que houve impedimentos por parte da prefeitura. O ato Ver-O-Peso do Amanhã é político e cultural em defesa da democracia, da liberdade, da cultura e dos direitos dos trabalhadores. 

O ato é promovido por diversos grupos culturais, produtores e artistas independentes e terá programação musical, performances, grafitte e projeção de vídeo, com o apoio do Instituto Ver-O-Peso e da Associação Ver-A-Bóia, que organizam os trabalhadores e trabalhadoras da maior feira livre da América Latina.

O momento é para discutir o amanhã, o futuro, as próximas gerações e tentar pensar em conjunto aos indígenas do território chamado Brasil, aos cabanos, aos ribeirinhos, as feirantes do Ver-O-Peso, as boieiras do Ver-O-Peso, aos catadores de açaí, aos pescadores, aos peixeiros.

A ideia do ato é tomar o exemplo dos trabalhadores do Ver-O-Peso e do comércio como a política da vida. É mostrar que tem gente que não fica esperando alguém subir no açaizeiro, alguém plantar a mandioca, alguém consertar a rede de pesca, alguém descamar o peixe, alguém descascar a castanha; gente que faz, que faz acontecer, que trabalha, que produz, também é gente que faz política. 

“Queremos fazer esse debate em diálogo com aqueles que fazem política no dia a dia; mostrar que a política também é um trabalho nosso, é uma coisa que a gente tem que produzir, todos os dias, a vida inteira”, comentam os organizadores. Para tanto, além dos shows e atuações artísticas, haverá ainda espaço para fala dos trabalhadores do Ver-O-Peso e representantes da sociedade civil. 

“A gente tem que parar de achar que pode deixar esse trabalho para alguém lá em Brasília, que vai vestir um terno, vai passar 30 anos no congresso sem fazer nada e de repente aparecer como o salvador da pátria. Só quem pode salvar esse país somos nós. Sem armas, nem violência, mas com inteligência, com vontade, com a força que só existe em quem trabalha de verdade”, enfatiza a organização.

Os organizadores lembram ainda que quando os feirantes do Ver-O-Peso foram surpreendidos por um projeto de reforma do prefeito Zenaldo Coutinho, que ia tirar uma grande parte dos feirantes da área os feirantes reagiram, os arquitetos reagiram. 

Com isso conseguiram mobilizar as autoridades, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério Público Federal (MPF), para impedir uma reforma que prejudicaria o patrimônio e os trabalhadores. 

“Isso é fazer política. A gente não precisa vestir terno para isso. Isso é lutar por nós, pelos nossos filhos. Quando eles dizem que toda a política é corrupta, eles estão falando deles mesmos, e é por isso que temos que entender que a política e o futuro do nosso país é coisa nossa, não deles”, dizem os organizadores em manifesto.


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23.10.18

Mais "Sinfonias de Inclusão" para a melhor idade

O “Sinfonias de Inclusão” realiza mais uma ação na terça-feira, 30,  no Theatro da Paz. Na semana passada, participaram  90 pessoas vindas do Centro Especializado para a População de Rua - Centro Pop,  destinado à população que mora ou sobrevive na rua, e dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro do Barreiro e do Aurá, em Ananindeua. 

"Foi uma grande surpresa ver o entusiasmo dessas pessoas. Percebemos o quanto essa camada da população esta carente e precisa de acesso a cultura", diz Carmane Ribas, que coordena a ação. Na próxima semana, terça-feira, dia 30, o “Sinfonias de Inclusão” vai receber mais 90 pessoas idosas, para assistir a uma contação de histórias sobre o teatro e a um ensaio da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz. 

O projeto, que tem apoio do Banco da Amazônia e Governo do Estado, iniciou em maio deste ano e já recebeu turmas de alunos do Instituto Felippe Smaldone, da Unidade Técnica José Álvares de Azevedo, como uma iniciativa  de levar públicos que comumente não têm acesso à espaços públicos de cultura , alguns nunca tendo antes sequer entrado no Theatro da Paz. Na ultima terça-feira, Maria Rodrigues, 50, do Aurá, ficou emocionada. 

“Sou de Fortaleza e moro há 20 anos em Belém e por incrível que pareça é minha primeira vez no Theatro da Paz, gostei muito da orquestra, e o espaço, o prédio, foi o que mais me chamou atenção”, contou. José Viana Rodrigues, 83, também pisou pela primeira na casa de espetáculos. 

“Nunca tinha visitado o Theatro da Paz, fiquei impressionado com a orquestra e com a quantidade de músicos, gostei bastante da experiência de estar aqui”, revelou, durante visita coordenada pela produtora cultural, Carmen Ribas, idealizadora do projeto.

Em ambos os Centros de Referência de Assistência Social, que são unidades da Prefeitura de Belém são desenvolvidas atividades de educação social e arte educação, com o objetivo de fortalecimento de vínculos familiares e sociais.

Por meio de uma metodologia de visitação inclusiva própria, o "Sinfonias de Inclusão", realização é do Governo do Pará, por meio da Secult e Academia Paraense de Música, com apoio do Banco da Amazônia,  vai funcionar este ano como um projeto piloto que pretende estabelecer e oferecer um ambiente de musicalização e arte acessível, capaz de estimular e aguçar diferentes experiências sensoriais.

Serviço
Sinfonias de Inclusão. Na próxima terça-feira, 30, das 9h às 11h, no Theatro da Paz. 

22.10.18

Carmen Monarcha canta Callas no Teatro do SESI

Carmen Monarcha
Depois de estrear, neste último sábado, 20, no Teatro Itália, em São Paulo, com casa lotada, o espetáculo “Carmen Monarcha canta Callas” chega a Belém, com apresentações nos dias 24 e 25 de outubro, às 20h, no Teatro do SESI. Ingressos R$ 50,00 e R$ 30,00, à venda na bilheteria ou pelo site da bilheteria digital.

Num misto de espetáculo e concerto, Carmen Monarcha divide com o público toda a sua admiração  por essa que é considerada a maior cantora lírica de todos os tempos, Maria Callas.  As mais célebres árias de ópera de compositores como Puccini, Rossini, Bellini e Verdi dividem a cena com impressões sobre sua conturbada vida privada e seu legado musical.

Em meio a tantas homenagens já feitas a essa Diva do mundo da ópera, Carmen decidiu expor os bastidores do cantor intérprete. Callas seduziu a todos ao revelar em sua voz e interpretações marcantes até aonde levamos para o palco nossas influencias pessoais, nossas dores, nossos amores e o quanto pegamos emprestado de tantos personagens a quem damos vida sob as luzes na cena. 

Grega, nascida em Nova York, em 1923, Maria Callas faleceu em Paris, em 1977. Foi considerada a maior celebridade da ópera do século XX e a maior cantora de todos os tempos. Os críticos elogiavam sua técnica de canto, sua voz de grande alcance e suas interpretações de profunda análise psicológica, caráteres que a levaram a ser saudada como La Divina. Seu tipo vocal era classificado como o raríssimo, era um soprano absoluto.

Carmen Monarcha também soprano, paraense de personalidade artística marcante, com reconhecimento do grande público e da mídia internacional há 15 anos como a principal solista brasileira de André Rieu & Johann Strauss Orquestra. Durante sua carreira ganhou vários prêmios dentre eles o primeiro lugar no Concurso Bidu Sayão. Tem participação ativa nas temporadas e festivais de ópera no Brasil e América do Sul. 

Maria Callas
Em 2012 foi aclamada por mais de 230.000 pessoas no Ginásio do Ibirapuera em São Paulo durante os shows ao lado de André Rieu. Em 2014, lançou pela Monarcha Produções e pelo seu próprio selo Monarcha Music o CD/DVD “Carmen Monarcha” com direção musical do grande pianista e arranjador Miguel Briamonte inspirado no show “Essas Mulheres”. 

Ao lado do pianista Daniel Gonçalves, viaja o país divulgando levando a música clássica. Em 2017 lançou seu mais novo CD “Amore”, com direção musical do maestro Renato Misiuk a frente da Orquestra Allegro. Em 2018 participou dos Festivais de inverno de Campos do Jordão-SP e de Garanhuns-PE.

Atualmente encontra no cenário do Show Biz, o espaço ideal para explorar toda a sua versatilidade, divulgando para o grande público a música clássica e grandes clássicos da música brasileira e internacional, através de suas interpretações únicas.

Ficha técnica
Concepção e Direção Artística: Carmen Monarcha
Voz: Carmen Monarcha
Piano: Daniel Gonçalves
Projeção e Legenda: MDI & Luciano Teixeira
Visagismo: Hugo Daniel
Figurino: Luigi Sacchettin
Produção Executiva: Octavio Oliveira

Serviço
Carmen canta Callas. Nesta quarta, 24, e quinta, 25, sempre às 20h. Ingressos à venda na bilheteria do Teatro ou pelo site da Bilheteria Digital. Valor R$50,00 e R$30,00. Contato: (91) 3366-0971/0972. Mais informações: www.carmenmonarcha.com.

19.10.18

Se Rasgum: inscrições para o Music On The Table

Carol Alzuguir, gerente de gravadoras e artistas. 
10 atividades, de 30 de outubro e 2 novembro, no Casarão Floresta Sonora e loja Na Figueredo. As inscrições para os workshops devem ser feitas no site do Festival. As demais programações são livres. O Festival Se Rasgum tem patrocínio máster da Natura Musical e Oi, através da Lei Semear, do Governo do Estado do Pará.

A programação do MOTT é paralela aos shows da 13ª edição do Festival Se Rasgum, que este ano ocorrerão nos dias 30 e 31 de outubro, no Ziggy Club, e entre os dias 1 a 3 de novembro, no Insano Marina Club. De acordo com Marcelo Damaso, um dos organizadores do Festival, o MOTT tem o objetivo primário de fomentar o mercado de música local. “Nossa missão enquanto Festival não é só colocar show em cima do palco. Essa programação é importante tanto para a formação como o aprimoramento de profissionais da música já inseridos na área”, ressalta. 

Um dos destaques da programação é o workshop “Minas no Estúdio”, ministrado por Alejandra Luciani, engenheira de som do Red Bull Station Music Studios. Voltado exclusivamente para mulheres, o workshop tem como objetivo abordar os processos de gravação e mixagem dentro de um estúdio, de princípios teóricos dos fundamentos do som até o processamento dessas técnicas. Alejandra, que já ministra a oficina Brasil afora, procura com ela equilibrar a participação feminina dentro de um meio onde homens têm presença majoritária.

Alejandra Luciani, do Red Bull Station Music Studios.
Outra programação imperdível dentro do Music On The Table é a masterclass “Melhorando sua performance no Spotify”, com Carol Alzuguir, gerente de Gravadoras e Artistas da Spofity Brasil. 

O público terá a chance de aprender melhor sobre o funcionamento da plataforma e também os caminhos a seguir para melhorar sua performance no streaming de música e atingir mais público. O Spotify é hoje a plataforma de distribuição de música, podcasts e vídeos mais popular do mundo e um dos principais meios digitais de divulgação de artistas.

Entre as palestras para o grande público está o painel “Reino Unido em Terras Brasileiras: apresentando intercâmbio do programa Pontes”, sobre a parceria entre os institutos Oi Futuro e British Council que está trazendo a festivais brasileiros atrações britânicas para residência artística no Brasil, a fim de gerar troca de experiência profissional. É o caso da banda AK/DK, uma das atrações internacionais do Festival Se Rasgum este ano. 

O grupo se apresentará e entrará em estúdio com o duo audiovisual paraense Uaná System. Durante o painel, o público conhecerá o programa e saberá como participar do edital de seleção de novos festivais para sediar os artistas. Os participantes do painel serão Luciana Adão (Oi Futuro), Sabrina Candido (British Council) e Marcelo Damaso. 

O mercado do vinil também será tema da programação com a mesa “Brasil Long Play: o mercado de vinil no Brasil”, com a participação de representantes de selos de vinil pelo país como Michel Nath (Vinil Brasil), Ariel Fagundes (Noize Club), Leo Bitar (Discosaoleo) e Ná Figueredo. Os participantes irão discutir as dificuldades e os novos rumos da produção da mídia em vinil, que vem se mostrando resistente mesmo com o consumo em massa de música por streaming.  

Music On The Table (MOTT):

Terça (30/10)
Workshop “Minas no Estúdio”, com Alejandra Luciani (Red Bull Music Studios). Local: Casarão Floresta Sonora. Dias 30 e 31/10. De 14h às 18h. Inscrição prévia.

Painel “Desenrolando a Música Autoral: empreendedorismo na carreira musical independente”, com Arthur Espíndola. Local: Na Figueredo. Às 17h. Entrada franca.

Workshop “Marketing Digital para desenvolvimento de carreira”, com Fil Alencar e Gus Aguiar (Urtiga). Local: Na Figueredo. Às 19h. Inscrição prévia.

Quarta (31/10)
Masterclass “Melhorando sua performance no Spotify”, com Carol Alzuguir (Head Labels & Artists Brasil). Local: Na Figueredo. Às 14h. Inscrição prévia. 

Rodada de Negócios da Música Paraense com Mancha (Casa do Mancha e Festival Fora da Casinha - SP), Bina Zanetti (Festival Psicodália - RS), Camila Rodrigues e Márcio Caetano (Centro Cultural Dragão do Mar - CE), Toni Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos), Mari Martinez (Festival Morrostock - RS) e Ariel Fagundes (Revista Noize). Local: Na Figueredo. Às 17h. Entrada franca.

Palestra “Tecnologia aliada ao Entretenimento: Uso de dados na gestão de eventos”, com Karla Megda (Sympla). Local: Na Figueredo. Às 19h. Entrada franca.

Quinta (01/11)
Painel “Reino Unido em Terras Brasileiras: apresentando o intercâmbio do programa Pontes”, com Sabrina Candido (British Council), Luciana Adão (Oi Futuro) e Marcelo Damaso (Festival Se Rasgum). Local: Na Figueredo. Às 15h. Entrada franca. 

Mesa “Novos caminhos da música: os editais da Natura Musical e Oi Futuro”, com Luciana Adão (Oi Futuro) e Beatriz Araújo (Natura Musical). Local: Na Figueredo. Às 17h. Entrada franca. 

Sexta (02/11)
Mesa “Play, Like anda Share: a música em novos canais da internet”, com Pedro Antunes (Tem um Gato na Minha Vitrola), Toni Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos) e Carol Pascoal (Trovoa Comunicação. Local: Na Figueredo. Às 15h. Entrada franca. 

Mesa “Brasil Long Play: o mercado de vinil no Brasil”, com Michel Nath (Vinil Brasil), Ariel Fagundes (Noize Club), Leo Bittar (Discosaoleo) e Ná Figueredo. Local: Na Figueredo. Às 17h. Entrada franca. 

17.10.18

FICCA atravessa oceano e chega a cidade do Porto

O Festival de Cinema Internacional do Caeté realizará sua quarta edição em Portugal, com o apoio da Escola Superior Artística do Porto, de 10 a 12 de dezembro. Na programação tem mostras, conferência de abertura, máster classes, estreias e projeção especial simultânea com o Brasil e Cabo Verde. Entrada gratuita.

As inscrições para o festival ficaram abertas por um mês, encerrando no dia 10 de outubro, com quase 70 filmes que serão analisados por uma curadoria e júri oficial formados por mais de 20 realizadores do Brasil, Alemanha, Cabo Verde e França. 14 filmes disputarão o Prêmio de Melhor Documentário, e 4 curtas concorrem ao Prêmio Especial. O júri começa a trabalhar esta semana e no dia 30 de outubro será divulgada a lista dos filmes selecionados à competição.

Ao todo foram 10 longas-metragens, vindos de Cabo Verde (1) e do Brasil (9): Rio de Janeiro (6), Pará (2) e Bahia (1). Além dos longas, tiveram 11 Médias inscritos de Portugal (1), Cabo Verde (1) e Brasil (9): Pará (4), São Paulo (2), Paraná (1), Goiás (1) e Rio de Janeiro (1). Por fim, 45 curtas estão inscritos, sendo um de Portugal, três de Cabo Verde e 41 do Brasil: São Paulo (15), Rio de Janeiro (9), Pará (8),  Bahia (3), Goiás (2), Rio Grande do Norte (1), Rio Grande do Sul (1), Mato Grosso (1), Pernambuco (1). 

Das margens do Caeté à beira do rio Douro

O FICCA nasceu banhado pelo rio Caeté, na charmosa cidade de Bragança, uma das mais antigas do Pará, na região Norte do Brasil. Fruto de uma rede de parcerias que foram sendo consolidadas ao longo de três anos, o festival envolveu diversos atores sociais do campo da cultura, dentro de uma perspectiva de resistência cultural, de afirmação do cinema amazônida e de inclusão. 

“O festival trazia em Bragança um caráter descentralizador, com eventos no centro do município, em comunidades quilombolas e nas praias. Abrangia não somente a arte fílmica, mas também ações de ecologia, a dança e música de raiz da Amazônia. Foram três anos de festival em Bragança sendo que ano passado não foi realizado por razões pessoais, profissionais e econômica, faltou apoio financeiro”, diz Francisco Weyl, realizador idealizador e coordenador do FICCA.

Em Portugal, o formato começa a ser desenhado agora, e até dezembro estará configurado com no mínimo uma conferência de abertura, que será proferida pelo professor Célio Fernandes, da ESAP, seguida da estreia de um curta do realizador português João Sodré, cuja obra é centrada na cultura cabo-verdiana, o curta “Rede”, do Paraense Mateus Moura e a projeção do média "Saudade", de Renata Sarraceni. O filme traz de volta a obra e a linguagem cinematográfica do cineasta Paulo César Sarraceni.

“Já fechamos a projeção de forma simultânea em Fortaleza (CE), no Cine Teatro São Luís, com apoio de Duarte Dias, curador de programação do espaço, além de um expoente do audiovisual brasileiro, cineasta e diretor Fest Filmes, um festival audiovisual luso brasileiro, realizado neste mesmo cinema. No Brasil estou articulando junto a Rádio Educadora de Bragança e Capanema. Cabo Verde também está sendo confirmado”, adianta Weyl.

Estão sendo fechadas também máster classes com realizadores portugueses, tipos de oficinas que serão realizadas pela manhã. A ideia é que o festival movimente a ESAP em seus três dias das 9h às 21h, se tornando uma grande maratona de cinema. Após o festival, serão compostas várias mostras com objetivos de fazer a circulação dos filmes. 

“Vamos trabalhar com nosso acervo. Já temos, por exemplo, a mostra NEGRO FICCA fechadinha e com uma agenda no Porto nos dias 19, 20 e 22 de novembro, na ESAP e na OPPIA Cinematográfica. “Essa mostra reúne filmes realizados por negros ou com temáticas negras, que venceram ou participaram das três edições anteriores do festival. Novas mostras também vão circular, a partir de 2019”, explica o diretor que está em contato e parcerias de cineclubes em Lisboa, Arcos de Valderez, Amarante, Leria, entre outras cidade.

De sangue português, africano e amazônico

Formado em cinema pela própria ESAP - Escola Superior Artística do Porto, cidade portuguesa em que morou entre 1998 e 2001, Francisco Weyl está de volta a Portugal e, como não poderia deixar de ser, levou consigo seus projetos, entre eles o FICCA – Festival Internacional de Cinema do Caeté. 

“Aqui eu produzi, criei e realizei muitos filmes e também construí uma rede de parceiros que nunca se desfez, ao contrário, ela também foi sendo edificada, tanto que alguns realizadores portugueses já mandavam suas obras para o FICCA, no Brasil”, diz Weyl. 

“Voltei para um Doutorado em Artes Plásticas, estou dando continuidade aos meus estudos. E consegui apoio da ESAP. Os procurei e eles abriram as portas, estão nos dando estrutura de auditório, projeção, além de sua rede de contatos para construir e somar com o festival”, conta.

No período em que morou no Porto, Francisco também estendeu suas ações de cinema à Cabo Verde, o eu também fez estreitar a relação de realizadores também caboverdianos com o FICCA. “O fica sempre teve uma costela portuguesa, amazônida e africana. É essa costela da miscigenação, da integração das culturas e do diálogo intercultural que permeamos”, finaliza o realizador.

Programação - Dezembro
Abertura – 10 – Conferências, projeções.
Master Classes – 11 e 12 – 9h às 11h
Mostras – 11 e 12 - 12h às 21h

Acompanhe todas as notícias sobre o FICCA, no blog da Tribuna do Salgado.

16.10.18

Direitos autoriais e muito tecnobrega na Alemanha

A Gang do ELetro com nanna Reis.
Fotos: Marcel Arêde.
A Gang do Eletro faz show especial, com Nanna Reis, neste sábado (20), no festival “100 years of Copyright”, alusivo aos 100 anos de direitos autorais, em Berlim, na Alemanha. O repertório traz versões de canções do Daft Punk, duo gringo de música eletrônica, com a peculiar sonoridade das batidas eletrizantes do tecnobrega.

O show exclusivo, montado sob encomenda para o festival alemão, faz uma releitura com a pegada única e regional da Gang. Sucessos dos DJs franceses, tais como “Get Lucky” e “Lose Yourself to Dance” e “One More Time”, por exemplo, foram escolhidos para compor o repertório. A boa notícia para quem curtiu a proposta é que após apresentação no evento alemão, a primeira apresentação desse show no Brasil será no dia 2 novembro, no Festival Se Rasgum, em Belém.

Com a nova formação da Gang, o DJ Waldo Squash e os cantores Will Love e Marcos Maderito convidam uma vocalista para somar nos shows. Desta vez, a cantora Nanna Reis foi a convocada para a apresentação especial na Europa. “Convidamos Nanna para esse projeto pelo talento e por sua performance nos palcos. Conversamos e concluímos que ela é a cantora ideal pra fazer esse show com a gente”, conta Squash.

Foram poucos meses de ensaios para escolher as canções da dupla francesa que mais se encaixam com as batidas do Tecnobrega. Um figurino foi produzido especialmente para o show. “Daqui a pouco o Daft Punk vai tocar as músicas da Gang do Eletro”, brinca Maderito.

O Daft Punk é um dos grandes influenciadores para o som que a Gang faz. Em sua música, os paraenses utilizam a referência da dupla de DJs para compor alguns timbres do Tecnobrega. Além deles, há influência de outros nomes, como Benny Benassi. E esta não é a primeira vez que a Gang do Eletro pisa em território alemão. 

A primeira experiência, em 2012, Waldo foi convidado para discotecar em um festival a convite do DJ italiano Daniel Haaksman. Radicado em Berlim, ele atua como produtor musical e pesquisador da música da periferia pelo mundo. “Esta já é a terceira vez que a Gang se apresenta na Alemanha. Recebemos o convite do Daniel pelo Facebook, trocamos várias mensagens e aceitamos o desafio. Estamos bem felizes em, mais uma vez, levar o Tecnobrega para o mundo”, diz Waldo.

Gang do Eletro – Formada em 2008 com o intuito de se apresentar em festas de aparelhagem, a Gang foi além e conquistou as pistas da cena alternativa do Brasil e do mundo. Com batidas que não deixam ninguém ficar parado, com figurinos que chamam atenção do público e das performances no palco, eles participaram de importantes eventos nacionais e internacionais, tal como a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016.

Nanna Reis – Cantora e compositora, Nanna Reis é umas das vozes mais representativas da nova música feita no Pará. Estreou nos palcos em 2010 e já coleciona prêmios em festivais dentro e fora do Estado. Atualmente, a paraense trabalha no seu novo projeto autoral, onde apresenta suas composições imersas na ancestralidade, misticismo e tambores amazônicos. O CD “Mestiça” traz canções que falam sobre ser mulher, ser nortista, ser artista na Amazônia e empoderamento.

Serviço
O Festival “100 years of Copyright” ocorre de 18 a 21 de outubro, na Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, na Alemanha. Acesse a programação completa no site: www.hkw.de/en/copyright

15.10.18

Serenata de Humor realiza uma nova temporada

...“A arte existe para que a verdade não nos destrua.”, já dizia Nietzsche. Neste sentido, "Serenata de Humor" é convite à leveza, em tempos tão conturbados. "Aprendemos em Titanic que, quando o navio está afundando, alguém precisa tocar o violino". A Liga do Teatro acredita que dar boas risadas é fundamental e volta à Casa do Fauno para uma nova temporada, nos dias 19, 20, 26 e 27, sempre às 20h. Ingresso R$ 15,00.

A Liga do Teatro se propõe a fazer o público  rir de coisas que na vida real poderiam estragar qualquer final de semana. O atendimento péssimo daquela pizzaria, o casal que vai discutir a relação de bens no seu término, a tentativa hercúlea de fazer musicais em Belém, ouvir um metido a cantor nos karaokês da vida são algumas das situações encenadas de forma cômica, irônica e crítica.

Em uma serenata, tudo vai sendo permeado por música, instrumental, à capela, em coro. As composições são do dramaturgo paraense Haroldo França, radicado em São Paulo, que também produziu arranjos eletrônicos especiais para a temporada de estreia. Nesta nova temporada há também novas composições, de autoria de Hiago Miranda.

A Liga do Teatro é formada pelos atores Bárbara Gibson, Erllon Viegas, Leandro Oliveira, Luiza Imbiriba e Valéria Lima. Amigos, já de longa data desenvolvem trabalhos juntos, além de terem passado pela formação técnica da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará. Para este trabalho o grupo convidou para participações especiais os atores Hiago Miranda, Paulo Jaime e Marcelo Lobo.

Fruto do empreendedorismo criativo na área artística, o grupo vem investindo em trabalhos autorais e  sustentáveis. Esta é a segunda temporada do trabalho inaugural do grupo, que é voltado para a estética do bar e espaços culturais que não sejam os teatros, sendo um resgate de um movimento que já esteve mais presente na noite de Belém. “Há pelo menos dez anos não temos notícia de algum trabalho teatral indo aos bares e achamos que ocupar também esses espaços é importante para o movimento da cidade e formação de platéia”, pontua Bárbara Gibson, que além de atriz, assume a direção do projeto.

Ficha Técnica
Direção: Bárbara Gibson
Elenco: Bárbara Gibson, Erllon Viegas, Leandro Oliveira e Luiza Imbiriba
Participação especial: Hiago Miranda, Paulo Jaime e Marcelo Lobo
Dramaturgia: Coletiva
Música e Arranjos: Haroldo França e Hiago Miranda
Produção: Larissa Imbiriba
Redes sociais e Assessoria de Imprensa: Leandro Oliveira
Fotos: Marcelo Lobo

Serviço
Serenata de Humor em temporada na Casa do Fauno. Dias 19, 20, 26 e 27 de outubro, às 20h. Endreço: Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa, Reduto. Couvert artístico a R$ 15,00. Informações: 98492 7371 | 98824 2404 | 98442 5445 | 98111 4207 | 98131 2298.

Festival traz filmes da animação francesa a Belém

Evento internacional da Associação Francesa do Cinema de Animação, a 17ª Festa do Cinema de Animação traz filmes contemporâneos da arte cinematográfica animada. A programação é aberta ao público, dias 17 e 27 no Sesc Boulevard, e 30 de outubro, na sede da AF. Entrada gratuita.

Este ano o festival tem como temática “A Criação e o Artista”, que aborda a criação artística e a vida de artistas e suas obras, com destaque para o poeta francês Paul Éluard (1895-1952). Produzido pela Association du Cinéma d’Animation (França), o festival chega a Belém em parceria com o Instituto Francês e Aliança Francesa.

“O festival mostra a criatividade e a primazia do cinema de animação da França, onde há uma tradição neste gênero, e tem o objetivo de criar públicos para este tipo de filmes e apresentar novos títulos e seus diretores a espectadores de outros países. As temáticas servem como quatro pretextos para descobrir curtas e longas de animação indispensáveis a quem gosta de cinema”, explica a diretora da AF Belém, Maiwenn Le Nedellec. 

Além das exibições, o festival reúne ainda convidados no meio do cinema paraense comentando sobre a exibição, com a mediação da jornalista e realizadora audiovisual Lorenna Montenegro, na quarta-feira (17), a partir das 18h, no Sesc Boulevard. Serão exibidos três filmes de produção francesa com a temática “O lugar do artista”: “Le Bucheron des mots” (2009), de Izu Troin; “Le Sens du toucher” (2014), de Jean-Charles Mbotti Malolo; e o longa “Le Tableau” (2011), de Jean-François Laguionie.

No sábado, dia 27/10, também no Sesc Boulevard, o evento terá o programa televisivo “Petits malins” realizado especialmente para o público infantil om a exibição do filme “Ernest Celestine en Hiver” (2016), de Julien Chheng e Jean-Christophe Roger e mais dois curtas metragens de surpresa, todos com faixa etária livre. São filmes mudos ou com legenda em português. 

Para encerrar, no dia 30/10, a programação mensal do “Rendez-vous Cinéma”, que faz parte do calendário da AF, integrará a Festa do Cinema de Animação, vai convidar o público a descobrir um célebre poeta francês, Paul Éluard, por meio de 13 vídeo-poemas de três minutos cada, comentados pelos alunos da AF, com mediação dos professores e da jornalista Lorenna Montenegro. Os vídeos fazem parte do programa “En sortant de l’école - Épisode Paul Eluard” que apresentam, com liberdade artística, o universo gráfico de jovens realizadores que se formaram em escolas francesas de animação.

A ligação entre a cultura francesa e o cinema é antiga e data desde o final do século XIX, por ocasião da invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumière, considerados os pais do cinema. No gênero da animação, a França também possui uma longa trajetória, mas foi a partir do lançamento do filme “Kirikou et la Sorcière”, de Michel Ocelot, em 1998, que a animação francesa ganhou grande reconhecimento nas salas internacionais. 

Este sucesso se deve notoriamente pela excelência das escolas francesas, dentre as quais se destaca a Escola de Gobelins, que atua na área desde os anos 70. No país, as escolas fazem parte de uma rede, a RECA (Rede das Escolas de Cinema de Animação), que reúne cerca de 21 escolas na área.

PROGRAMAÇÃO

Sessões
17/10, às 18h, no Sesc Boulevard (Boulevard Castilhos França, 522/523 – Campina)
Sessão projeção e debate: “Place à l’artiste/O Lugar do Artista”
- “Le Bucheron des mots” (2009), de Izu Troin (11min)
- “Le Sens du toucher” (2014), de Jean-Charles Mbotti Malolo (14min30)
- “Le Tableau” (2011), de Jean-François Laguionie (76 min)
+ Debate com mediação de Lorenna Montenegro 

27/10, às 16h, no Sesc Boulevard (Boulevard Castilhos França, 522/523 – Campina)
Sessão infantil (faixa etária livre):
- 2 curta-mentragens de surpresa
- “Ernest et Célestine en hiver”, de Julien Chheng e Jean-Christophe Roger (44min)

“Rendez-vous Cinéma” 
30/10, às 18h30, na Aliança Francesa Belém (Tv. Rui Barbosa, 1851 - Batista Campos)
Le Rendez-vous Cinéma & La Fête du Cinéma d’Animation.

13 vídeo-poemas de Paul Éluard de três minutos cada, comentados pelos alunos da AF com mediação dos professores e da jornalista Lorenna Montenegro.

“En sortant de l’école - Épisode Paul Eluard” (39 min)
- L'Alliance, d'Eugène Boitsov
- Matines, d'Axel de Laforest
- Air vif, de Pierre Grillère
- Le chat, de Johanna Huck
- Même quand nous dormons, de Camille Monnier
- Tu te lèves l'eau se déplie, de Robin Vouters
- Le front aux vitres, comme font les veilleurs de chagrin, de Clélia Nguyen
- Liberté, de Jon Boutin
- Poisson, d'Arthur Sotto
- Animal rit, d'Aurore Peuffier
- Homme utile, d'Amaury Brun
- L'amoureuse, de Léa Krawczyk
- La courbe de tes yeux fait le tour de mon coeur,de Nicolas Rolland

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

10.10.18

Joana Marte: versão pocket no novo Bar do Parque

Foto: Vitória Leona
O Festival Se Rasgum já vem alguns anos realizando pequenos shows espalhando-os pela cidade como uma forma de aquecimento para o evento principal, cuja 13a edição rola de 30 de outubro a 03 de novembro, no Ziggy Club e Insano Marina Club, com patrocínio máster de Natura Musical e Oi, através da Lei Semear, do Governo do Estado do Pará.  Assim, a já festejada série de Drops tem nesta quinta-feira, 11, a banda Joana Marte, que vai se apresentar no recém inaugurado Bar do Parque.

O trio, formado por Rubens Guilhon (guitarra e voz), Leo Chaves (baixo) e Bruno Azevedo (bateria) vai levar experimentalismo e psicodelia à Praça da República, em formato diferente do habitual. “Ficamos muito felizes com a notícia de que seria num lugar aberto ao público e pelo fato de ser um pocket”, conta Rubens.

“A gente adora esses desafios de tocar nossas próprias músicas de forma diferente. Geralmente, nosso show tem bases gravadas, sintetizadores e vozes com efeito e a ideia no Bar do Parque é levar algo mais orgânico e livre”, continua. 

O repertório vai incluir músicas novas e faixas do primeiro disco da banda, “De Outro Lugar” – álbum lançado este ano, que tem sido de realizações pra Joana Marte, como comenta o vocalista e guitarrista: “Passamos o primeiro semestre e o início do segundo com a agenda cheia e também preparando material novo. O ano ainda não acabou e tem muita vibe boa pra rolar. Fiquem ligados”, complementa.

Com influências de nomes como Tame Impala, Pink Floyd, Mutantes e Radiohead, a Joana Marte é bastante ativa na cena local. Rubens diz que a banda possui muitos parceiros e que estão sempre buscando referências. 

"Não seria diferente dentro desse meio tão talentoso que é a cena do Norte. Recentemente nos juntamos com nossos irmãos da banda O Cinza e fizemos um dos shows mais divertidos de nossas vidas. Pretendemos botar esse projeto pra frente”, diz.

Essa postura contribui no processo criativo da Joana Marte e vai refletir no show que eles farão no Se Rasgum, dia 02 de novembro, segunda noite do Festival no Insano Marina Club. “Pedi ajuda ao produtor e meu irmão de vida musical Marcel Barretto, para criarmos o show no Se Rasgum, então tá sempre rolando essa troca de ideias dentro no nosso universo, e, além disso, eu como sideman de outros artistas, vivo num mundo diversificado de opiniões. Isso entranha no meu eu artístico e afeta, sempre positivamente, o trabalho dentro da Joana”, finaliza. 

Programação Drops Se Rasgum

11.10 - Joana Marte - Bar do Parque, na Praça da República. Aberto ao público,às 19h
20.10 – Liège no Shopping Boulevard às 19h
27.10 – Guitarrada das Manas no Shopping Boulevard às 19h

Informações sobre o 13º Festival Se Rasgum: www.serasgum.com.br.

Mestres Urbanos de Icoaraci no palco do Waldemar

Identidade visual/Vilson Vicente
Jaci (Os Caçulas da Vila), Lourival Igarapé (Tamaruteua e Carimbó de Icoaraci), Ney Lima e Thomaz Cruz (Os Africanos de Icoaraci) aportam no Teatro Waldemar Henrique. nesta quinta-feira, 11, às 19h. Ingressos: R$ 20,00.

“Quando chega outubro, alegria bate no meu coração, é a festa do Círio de Nazaré trazendo emoção”, canta Mestre Thomaz Cruz. É o que vamos ouvir ecoar entre outras canções a pau e corda que fogem da forma tradicional de confecção. Enquanto o natural é utilizar a matéria-prima na fartura da natureza: troncos, sementes, bambus etc, trabalha-se com a natureza da cidade, tendo o lixo como matéria-prima transformada em instrumentos de carimbó. 

São banjos com corte de panela de pressão, capacete de motociclista, paletes, tambor de cano de PVC, flauta de cerâmica etc. Carimbó autoral, poesia marcada entre o urbano e o imaginário ribeirinho, ‘caboclo’, são alguns dos atrativos do show da próxima quinta. Tudo isso faz parte da sabedoria popular dos mestres urbanos, reconhecida e fortalecida com o projeto ‘Mestres Urbanos’.

Foto: Uirandê Gomes
A ideia surgiu de uma vivência de quase três anos no Distrito de Icoaraci, na interação entre Hugo Caetano e Priscila Duque, ambos do grupo Cobra Venenosa, com o cotidiano dos mestres, com as rodas de carimbó, ‘levando carimbó de bike’, ‘mangueando’ nos ônibus da cidade, tocando nos batuques, nas ruas e praças. 

"O show ‘Mestres Urbanos’ é parte de um projeto que tem por objetivo produzir, difundir e valorizar a Cultura do Carimbó, suas mestras e mestres, estimulando a troca de saberes e a aproximação do carimbó pau e corda com as novas gerações”, afirma Priscila Duque.

Esta será também a primeira vez da comunidade carimbozeira da Vila Sorriso nas galerias deste teatro, contemplado pelo Prêmio Pauta Livre, da Fundação Cultural do Pará. Marcará um reencontro desses mestres e músicos, que já haviam realizado uma temporada com shows e vivências em 2017. O show também contará com a participação do grupo “Cobra Venenosa”, que apresentará canções autorais que fazem parte do primeiro álbum do grupo, o qual está em etapa de gravação em estúdio e será lançando no início do próximo ano.

Serviço
Show ‘Mestres Urbanos da Vila de Icoaraci’, 19h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique - Praça da República. Ingresso: R$ 20,0 – meia entrada para estudante.

(Holofote Virtua com informações da assessoria de imprensa - Pricila Duque).