29.4.16

Um festival de tributos à paz e ao rock and roll

Em 1969, a revolução musical do Woodstock não foi planejada. Dois jovens resolveram fazer um evento para ajudar os pais a saírem de uma crise financeira. Um festival de rock era perfeito. Colocaram o anúncio no jornal, conseguiram parceiros para ajudar na produção e fecharam como espaço uma fazenda, em Bethel a 160 km de N.Y. Deram início ao que se tornaria um dos movimentos culturais e políticos mais revolucionário no mundo da música. 

Quase 50 anos depois, a crise financeira também motivou a criação do Woodstock Old And New, mas ao invés de anúncio em jornal, Renata Del Pinho e Taca Nunes criaram uma página no Facebook que bombou em menos de uma semana. Vieram os parceiros e o espaço perfeito para fazer uma nova revolução musical, só que bem paraense, na beira do rio. 

Neste sábado, 30 de abril, as palavras de ordem serão mais rock, paz e amor. Além da apresentação de bandas selecionadas, no Woodstock Old and Nwe Festival, os ídolos do Woodstock de 1969 e representantes do rock brasileiro dos anos 1970 ganham devidas homenagens.  Os portões do Insano Marina Club abrirão às 14h e a partir das 15h, a pista de dança será por conta de um set especial do DJ Azul (Blue), em meio à Feira Mix, Vinil e Tatoo, ao vivo, Food Trucks e uma Boate Náutica, que será comandada pelo DJ Uirá Seidl.  Tem muita gente contando as horas.

Num momento em que  o país passa por uma grande crise de identidade, onde de repente a gente não tem se reconhecido como brasileiros e em que as relações pessoais estão ruindo e as sociais incomodando, colocando em risco a liberdade e a democracia, o 1º Woodstock Old and New Festival, chega pra dar uma chacoalhada geral, abrindo espaço a expressão libertária de bandas autorais e homenageando ídolos de uma revolução cultural (Utópica?). 

Júri elogia iniciativa e diz que festival chega em boa hora

As poucas iniciativas em torno do autoral ainda não permitem que as novas bandas apareçam no cenário musical de Belém de forma marcante e contínua. Assim, as mais de 100 inscrições para o Woodstock Old and New Festival movimentaram nas duas últimas semanas a cena do rock autoral paraense.

Entre novíssimas, iniciantes e veteranas, estarão no palco do Insano Marina Club, as bandas A República Imperial, Álibi de Orfeu, Cactus ao Luar, Casa de Folha, Clepsidra, Dharma Burns, Dislexia, Groover, Sokera, The Steamy Frogs, Velhos Cabanos e Vinyl Laranja. Uma delas ganhará de presente a gravação de um EP. 

Jayme Katarro (Foto: Ana Flor)
Quem as escolheu? Leo Chermont (Strobo), Wagner Nugoli (Madame Saatan e Yeman Jah) e Jayme Katarro (Delinquentes), três caras de vertentes musicais diferentes e, ao mesmo tempo, diversos em seu trabalhos, uma virtude necessária a quem está com o martelo na mão.

“Achei interessante o nível das bandas que se inscreveram no geral, embora ache que algumas devam se preocupar mais com o seu material demonstrativo. E gostei do resultado. Nesses tipos de festivais, sempre é importante ter, ao lado das bandas headliners e com mais nomes, as mais novas, que acabam dando um toque especial ao evento, e que muitas vezes nos surpreendem”, disse Jayme Katarro ao Holofote Virtual.

“A ideia do festival é ótima. Resgatar um festival que lutou pela paz e contra o militarismo; nos dias pesados atuais, sempre é importante. Ideologicamente falando, é um oásis no deserto da intolerância e ódio crescente que nos encontramos hoje. No plano musical, a ideia de juntar os grandes clássicos com as bandas autorais que lutam por um espaço ao sol, é excelente”, complementou o cara da Delinquentes.

Wagner Nugoli manda recado direto de Cayenne

Wagner Nugoli (Yeman Jah )
“Fiquei muito feliz de ter sido escolhido pra fazer essa seleção e mais ainda por ver que tem muita coisa boa escondida por aí e nem sabemos. Achei algumas coisas fantásticas, que precisam exatamente do prêmio do festival, uma gravação descente”, rebate o jurado, Wagner Nugoli, ex-Madame Saatan.

Sobre a ideia do festival, Nugoli diz que ele chega num momento oportuno para as bandas. “ São ótimas bandas, que precisam dessa moral de ter alguém investindo no seu som”, comentou. Perguntei se ele tem alguma banda predileta entre as que selecionou ou aposta em boas surpresas para a gravação do EP.

“Tenho minhas apostas sim, mas vou fazer suspense. E tô triste por não poder assistir o festival amanhã, pois estou tocando fora de Belém”, diz Wagner Nugoli, que bateu um papo pelo facebook com o blog, já que está em Cayena na Guiana Francesa, onde a Yeman Jah, sua banda atual, participa logo mais do Cayenne Reggae Festival. “Vai ser animal”, finalizou.

Serviço
Woodstock Old & New Festival. Dia 30 de abril, a partir das 14h - Insano Marina Club - Rua São Boaventura, 268, final da Tamandaré, Cidade Velha, Belém Pará. Os ingressos estão à venda na loja Na Figueredo, na Loja Via Hippie - Cidade Nova e na bilheteria do local, até o dia 30. Custam R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia). Levando um quilo de alimento não perecível ou aparecendo por lá, caracterizado da época, o público paga apenas meia entrada.

PH - PARAZÃOHEBDÔ, a volta da revista de humor

Chega hoje às bancas de revistas e livrarias da cidade a  revista de humor PH - ParazãoHebdo. Criado inicialmente para ser uma revista de charges e crônicas sobre futebol em 2011, somente em 2016 o projeto de materializou. Foram muitos anos de experimentações e mudanças editoriais até chegar ao formato que vai às bancas.

O PH PARAZÃOHEBDÔ resgata o prazer de se ler e colecionar uma revista de humor. A última revista publicada no Brasil nesta linha foi a Revista Bundas do cartunista mineiro Ziraldo. Com o encerramento em 2003, o PH se torna a primeira revista brasileira de Humor do século XXI.

Pode parecer pretencioso, mas considerando que o mercado editorial deixou de investir nesse segmento, chegamos agregando uma quantidade imensa de artistas gráficos e provavelmente muitos deles nunca viram seus desenhos publicados numa revista de humor. Com a circulação somente em Belém e região, o projeto é ambicioso e ousado, com a intenção de expandir pelo Estado e logo a todo brasil.

O PARAZÃOHEBDÔ é criação do jornalista e cartunista Paulo Emman e Lu Hollanda junto com o historiador e cartunista Walter Pinto. A equipe conta Ricardo Lima, João Bento, Brahim Darwich, Ítalo Gadelha, Raimundo Sodré, Paulo Mashiro, Elihu Duayer (RJ), Bira Dantas (SP), Carlos Patati (RJ), Fernando Vasqs (SP), Edra (MG), Junior Lopes (PA/SP), Haroldo Brandão, Ronaldo Rony (AP), João Pedro Maués, Marcos Moraes, JC Haas, Márcio Couto e Marquinho Mota. 

“A expectativa é que resgatemos o interesse não só pelo impresso, mas pela revista de humor.  Ter novamente espaço pra charge e pro cartum mas sem tirar o foco da internet, do online fazer um casamento das mídias que eu entendo que o impresso ainda tem espaço, o que não é consenso na equipe. Tem amigos que dizem que sou um sonhador em acreditar nisso. Mas naturalmente eu acredito. É o novo velho desafio”, diz Paulo Emmanuel.

O projeto terá como uma das características principais ser um agregador de artistas e ideias dando espaço aos novos cartunistas. Promover esse novo talento é um dos focos do PH. E naturalmente divertir, contestar e fazer um trabalho que por si só já entrou para história.

Alfenim traz espetáculos e uma oficina ao Pará

O Alfenim é um coletivo teatral surgido em 2007, em João Pessoa, na Paraíba, com o objetivo de criar uma obra autoral com base em assuntos brasileiros. Trabalha com o conceito de dramaturgia em processo, no qual o texto de suas montagens é criado na sala de ensaios com a participação dos atores e demais artistas colaboradores. A formação de plateias é concretizada a partir de eventos paralelos às montagens, como seminários, oficinas e debates sobre os temas abordados em sua pesquisa. O grupo vai apresentar em Belém dois espetáculos no Teatro Waldemar Henrique, “Quebra-Quilos” e “O Deus da Fortuna”, e este também chega à Castanhal, onde será realizada ainda uma oficina. Tudo entre 3 e 6 de maio. 

Belém e Castanhal são contemplados pela circulação do grupo Alfenim, que chega por aqui no de intercâmbio, entre Pará e Paraíba, e entre Belém e Castanhal, cidades paraenses que ficam pouco mais de 73km de distância que pode ser percorrida em menos de duas horas. A produção local é dos Produtores Criativos. 

A oficina, que ganha espaço na sala de informática da FUNCAST, no dia 6 de maio, das 9h às 13h, promove exercícios de improvisação com base em cenas modelares da obra de Shakespeare, Brecht e Heiner Müller, introduzindo os fundamentos do método dialético para o desenvolvimento de uma prática dramatúrgica do ator em cena, pautada pelo princípio da contradição. 

Serão estudados os Fundamentos do Método Dialético, Conceito de “ação transversa”: dialética entre “ação interna” e “ação física”, Relação entre personagem e ator-narrador e Dramaturgia da ação e dramaturgia da narração. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail  teatroalfenim@gmail.com ou entregue na Funcast. São apenas 15 vagas.

Sobre os espetáculos

Quebra-Quilos narra a história de duas mulheres que, em 1874, são expulsas do campo e procuram abrigo numa vila do sertão paraibano, em meio a rumores de que os quebra-quilos, sediciosos que lutam contra a implantação do sistema métrico decimal preparam-se para invadir a feira da localidade e promover a revolta. Mãe e filha tornam-se testemunhas e vítimas da violência das autoridades locais contra os matutos revoltosos.

O alto teor de sugestão simbólica dos quebra-quilos põe a narrativa desses fatos ocorridos em fins do século XIX na ordem do dia. A insatisfação por conta do aumento excessivo dos impostos, a indignação em vista da manipulação da boa-fé do cidadão, tanto por parte das autoridades do governo imperial como por parte das autoridades religiosas locais e dos grandes proprietários e, principalmente, a potencial violência que transforma os alijados do mundo produtivo em criminosos sociais, remetem às inúmeras manifestações que, desde junho de 2013 vêm sacudindo as principais localidades do país.

O Deus da Fortuna narra a história de um proprietário de terras na longínqua China Imperial. Afundado em dívidas em virtude da crise da produção do arroz e da seda, o Senhor Wang, manda erguer um altar em honra de Zao Gong Ming, o Deus da Fortuna, com a intenção de se salvar da falência. Porém as oferendas são inúteis e o proprietário vê-se obrigado a vender a própria filha a seu credor, como forma de amortização da dívida.

Em tempos de crise sistemática do capitalismo, cuja lógica é a de se alimentar de trabalho não pago e da promessa fictícia de que o capital especulativo promoverá a felicidade futura, comprometendo não apenas as gerações de hoje como também as gerações vindouras, o Coletivo de Teatro Alfenim experimenta a comédia com o propósito de desmascarar a maquinaria teatral utilizada para escamotear a lógica do capital especulativo e seus derivativos “metafisicantes”. 

PROGRAMAÇÃO

Circulação Norte Coletivo Alfenim de Teatro (PB) 

Terça-feira - 03 de maio
20h - Apresentação do espetáculo Quebra-Quilos. No Teatro Experimental Waldemar Henrique (Belém/PA). Entrada Gratuita. Com bate-papo aberto, após a apresentação com o Grupo de Teatro Unipop  (PA).

Quarta-feira - 04 de maio
20h - Apresentação do espetáculo Quebra-Quilos. No Teatro Experimental Waldemar Henrique (Belém/PA). Entrada Gratuita.

Quinta-feira - 05 de maio
20h - Apresentação do espetáculo O Deus da Fortuna. No Teatro Experimental Waldemar Henrique (Belém/PA). Entrada Gratuita.

Sexta-feira - 06 de maio
9h às 13h - Oficina Exercícios para uma cena dialética, na Funcast (Castanhal/PA). 
18h - Apresentação do espetáculo O Deus da Fortuna. Na Funcast (Castanhal/PA). Entrada Gratuita.

Serviço
Inscrições gratuitas para a oficina. Solicite e envie a ficha de inscrição preenchida para o email: teatroalfenim@gmail.com ou pegue e entregue na Funcast, em Castanhal - Rua Senador Lemos, 749 - Centro. Fone: (91) 98878-9350. 

28.4.16

Os Dinâmicos de volta com lançamento do 1o CD

Os Dinâmicos, banda formada por Mestre Vieira, alguns anos antes da formação de Vieira e Seu Conjunto, em 1976, voltam a gravar e lançam, o primeiro CD em Barcarena, com participação de Mestre Vieira, que assina também a produção do disco. Além dos antigos integrantes da banda de Vieira (guitarra solo), Lauro Honório (guitarra base), Luis Poça (teclado) e Dejacir Magno (voz), estão na nova formação, Cassiano Neto (baixo), e Jairo Gomes (bateria). A apresentação será dia 30 de abril, na Pizzaria Trambioca, em Barcarena (PA), a partir das 21h.

Eles tinham ficado 37 anos sem tocar juntos, desde o fim de Vieira e Seu Conjunto, grupo que fez sucesso entre os anos 1970 e 1980, no Pará e no Nordeste, projetando a obra de Joaquim de Lima Vieira, que mais tarde ficaria conhecido como Mestre da Guitarrada. Em 2011, ao se reencontrarem com Vieira, para dar uma entrevista a um documentário sobre a trajetória de Mestre Vieira, encararam o desafio de montar novamente um show. 

Intitulado como "Mestre Vieira e Os Dinâmicos" o grupo foi parar no palco do Se Rasgum Festival à convite do produtor Marcelo Damaso e, a partir daí Dejacir Magno, Lauro Onório, Luis Poça e Idalgindo Cabral, junto com Mestre Vieira, acabaram realizando vários shows no ano de 2012. 

Esteve no evento dos 400 anos de Bragança, circularam por Belém e voltaram ao Ceará, onde fizeram grande sucesso em 1980, com o Melô do Bode, chegando até a Feira da Música de Fortaleza. 

Naquele mesmo ano, Mestre Vieira e Os Dinâmicos lotaram o primeiro dia de gravação do DVD Mestre Vieira 50 Anos de Guitarrada, lançado no ano seguinte, com incentivos da Lei Semear. 

Em 2014, Os Dinâmicos voltaram ao estúdio para gravar o primeiro CD da carreira, com produção musical de Joaquim de Lima Vieira, Mestre Vieira, que assina a composição de sete das 10 músicas que integram o novo trabalho. Desta vez, com os novos integrantes, Cassiano Neto, no baixo, e Jairo Gomes, na bateria.

Gravado com recursos próprios, em Barcarena, no Studio Hobson gravações, o CD tem produção de Mestre Vieira, saindo pelo pelo selo da Na Music. As faixas trazem estilos de guitarradas e cúmbias, com solos de teclados, e muita lambada.

Além das músicas do CD, Os Dinâmicos também vão apresentar canções antigas que marcaram a trajetória do grupo com Vieira e Seu Conjunto, nos anos 1980. O clima lembrará as tradicionais Casas de Lambada, onde o grupo se desenvolveu.

Em 2016, além de lançar CD, e estrearem na tela dos cinemas, Mestre Vieira e Os Dinâmicos também se transformarão em super heróis, na série de animação para TV Pública “Os Dinâmicos”, projeto da Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia, aprovada pela ANCINE, com financiamento do BRDE (Chamada Pública PRODAV-8 – Brasil de Todas as Telas).

Músicas no CD Os Dinâmicos 
  1. Cúmbia dinâmica
  2. A Burra do Antonio
  3. Cúmbia Moderna
  4. Belém do Pará
  5. Vamos Brilhar
  6. Gato e Rato
  7. Maricota
  8. Duas Línguas
  9. A Saudade Vai
  10. Rosa em Botão.
Serviço
Lançamento do CD Os Dinâmicos. Dia 30 de abril, em Barcarena, na Pizzaria Trambioca, a partir das 21h. Mais informações: 99180.9937 - 99155.1652 - 98134.7719.

Da Paz recebe show de celebração ao Dia do Jazz

"O dia Internacional do jazz”, 30 de abril, será comemorado em Belém, a comemoração com apresentação da Amazônia Jazz Band (AJB), que convida pela primeira vez o saxofonista Roberto Sion para concerto no Theatro da Paz, a partir das 20h, com entrada franca. 

O concerto será dividido em dois momentos: a AJB vai iniciar com o repertório composto pelo swing, funk, samba e blues, mistura já conhecida da big band; após intervalo, o público vai poder prestigiar o músico Roberto Sion, que presenteia o público paraense com seus arranjos exclusivos.

Para o maestro da AJB, Nelson Neves, tocar junto a Roberto será uma experiência proveitosa, “quando anunciei aos músicos da AJB este concerto, eles vibraram, especialmente os que tocam sax, porque vai ser uma troca muito rica. O Roberto é um nome conhecido, ele tem uma carreira consolidada, nossa expectativa é muito grande”, enfatiza o maestro.

Roberto Sion conta que já veio algumas vezes em Belém, “lembro de uma das minhas passagens pela cidade, quando era muito jovem, estava a bordo de um navio em direção a Manaus. Não parei para conhecer a cidade, mas guardei em minha memória a imagem das ruas enfeitadas pelas mangueiras”, lembra. O músico tem laços de amizade com alguns artistas paraenses, como Sebastião Tapajós, Jane Duboc e Leila Pinheiro. Quanto ao trabalho da AJB, o saxofonista diz que não conhecia até o momento, mas que já sentiu o entusiasmo da big band, “tenho certeza que vou encontrar um grupo muito empolgado”, diz.

Sion vai trazer para o público composições próprias e músicas conhecidas, mas com arranjos exclusivos feitos por ele, “vocês vão ouvir jazz com ritmo brasileiro, vou apresentar blues em ritmo de baião, bossa com arranjos de salsa. Trago Dori Caymi, Noel Rosa, Tom Jobim e outros”, antecipa. 

Saxofonista, flautista, clarinetista, arranjador, compositor, maestro e professor, Roberto Sion escreve arranjos para instrumento solo e grandes orquestras. É natural de Santos (SP), nascido em 6 de outubro de 1946. 

Começou a estudar música desde os cinco anos de idade, devido a forte influência da família, formada por músicos: tios que tocavam clarinete e contrabaixo e o pai que aliado a um grupo de amigos difundiu o jazz em Santos. Estudou psicologia na Universidade Estadual de Campinas e música, na Faculdade de Música Berklee, em Boston, nos Estados Unidos.

O músico viajou várias vezes à Argentina e Europa com Vinicius de Moraes e Toquinho, tendo participado com eles da famosa turnê européia com Antonio Carlos Jobim e Miucha. Tem quatorze álbuns como instrumentista, compositor e arranjador. Fez apresentações como solista na Europa, EUA, Japão e Israel, junto com Leila Pinheiro, Nelson Ayres e a Filarmônica de Jerusalém.    

Serviço
Concerto em homenagem ao Dia Internacional do Jazz, dia 30 de abril, às 20h. No Theatro da Paz - Av. da Paz, s/n – Campina. Informações: (91) 4009-8766/8754. Entrada franca, com distribuição de ingressos na bilheteria do teatro, a partir das 9h, no dia do evento.

25.4.16

CD inédito de Mestre Fabico é entregue a família

Dono do boi-bumbá “Flor de Todo Ano”, Mestre Fabico deixou último registro, gravado em 201, no Estúdio Edgar Proença, no programa “Conexão Cultura Ao Vivo”, com participação de vários músicos, e prensado em parceria com a Ná Music. “Boi das Cabeceiras” ganhou 1.000 cópias e 300 foram entregues à família do artista nesta segunda, 25, pela Cultura Rede de Comunicação.

O disco reúne doze composições, todas elas de Mestre Fabico, e o projeto foi realizado em duas etapas: a primeira, no programa “Conexão Cultura Ao Vivo”, com participação de José Maria Bezerra (direção e violão) e Grupo Árvore Ar (José Maria Bezerra, violão; Rafael Barros, Franklim Furtado e JP Cavalcante, percussão), e a segunda com releituras das músicas. Foram produzidas inicialmente mil cópias e o lançamento será no próximo mês de junho, no Arraial de Todos os Santos, da Fundação Cultural Tancredo Neves. 

Mestre Fabico morreu pouco depois das gravações, em janeiro de 2012, aos 83 anos de idade. Fica o registro da genialidade do criador do boi-bumbá “Flor de Todo Ano”, um dos mais tradicionais de Belém. Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação, e Beto Fares, diretor da Cultura FM, entregaram 300 cópias do álbum à filha de Mestre Fabico, Celina Correa Balera, que estava acompanhada da neta do artista, Ediane Balera. 

Elas contaram que, por dificuldades financeiras, o boi “Flor de Todo Ano” não sai mais às ruas do bairro do Guamá, mas prometeram resgatar a manifestação folclórica. 

“O disco vai nos ajudar a colocar o boi de volta”, disse Ediane, que guarda com cuidado as composições deixadas pelo avô. “Para nós era uma maravilha. Eu era a pajé, brinquei muitos anos, e também costurava e bordava as roupas. As crianças do bairro ainda hoje cantam as músicas”, lembrou Celina, sem esconder a emoção ao recordar-se do pai, compositor de toadas, sambas e marchas.

“O disco vai nos ajudar a colocar o boi de volta”, disse Ediane, que guarda com cuidado as composições deixadas pelo avô. “Para nós era uma maravilha. Eu era a pajé, brinquei muitos anos, e também costurava e bordava as roupas. As crianças do bairro ainda hoje cantam as músicas”, lembrou Celina, sem esconder a emoção ao recordar-se do pai, compositor de toadas, sambas e marchas.

Beto Fares ressaltou que o registro da obra dos mestres populares é missão da Cultura Rede de Comunicação. “Eles representam a riqueza da nossa cultura. Quando Mestre Fabico compunha uma toada, Mestre Setenta escrevia uma resposta. 

Os moradores ocupavam as ruas para brincar, além de trabalhar para manter o boi. É preciso que todos reúnam forças para manter viva essa tradição”, disse ele, ressaltando que em 2016 será celebrado o centenário de Mestre Verequete, outro importante símbolo da cultura popular paraense. 
  
Ed Guerreiro, gerente da gravadora Ná Music, diz que a parceria é fundamental para garantir que obras como a de Mestre Fabico não se percam. “A partir de agora, vamos trabalhar para que esse trabalho chegue ao máximo de pessoas, escolas, universidades, centros culturais, além de disponibilizar o disco nas plataformas digitais. O importante é que nossos mestres sejam ouvidos e reconhecidos por muita gente”. 

Ficha Técnica

Direção: Beto Fares
Produção: Regina Silva
Produção Musical: José Maria Bezerra
Ensaio, Gravação e Mixagem: Estúdio Edgar Proença, em setembro de 2011, por
Assis Figueiredo e Ulysses Moreira
Arranjos: José Maria Bezerra e Grupo Árvore Ar
Fotografia: Regina Silva
Projeto Gráfico: Ná Figueredo
Grupo Árvore Ar: José Maria Bezerra (violão), Rafael Barros (percussão), Franklim Furtado (percussão), JP Cavalcante (percussão).

(Com informações da Assessoria de Imprensa)

Conversa sobre os direitos dos Mestres de Cultura

Mestre Luiz de faleceu em Belém neste domingo
Serão várias rodas de conversa. A primeira, na sexta, 22, teve como tema Cultura e Trabalho, realizada no auditório da Representação Regional Norte do MinC. Nesta terça-feira, 26, a conversa traz pra roda "Trabalho e Previdencia", desta vez tendo como espaço  o auditório do INSS, parceiro da ação, a partir das 15h.


A iniciativa é do Ministério da Cultura - Representação Regional Norte, que também lançou nota de pesar, hoje à tarde, pela perda de mais um mestre da nossa cultura, Mestre Luiz dos Santos Monteiro, de Marapanim. A discussão em torno dos direitos em amplos setores aos Mestres da Cultura Popular e aos fazedores de cultura, mais que pertinente, se faz urgente e necessárias. 

É preciso garantir, concretamente, os direitos desses Mestres durante suas trajetórias e lhes dar amparo na hora em que precisam, que possam ter garantidos seus direitos de aposentadoria por dedicarem toda uma vida às tradições culturais que nos dão identidade enquanto paraenses e como brasileiros.

A Roda de Conversa desta terça-feira, 26, sobre Trabalho e Previdencia, discute exatamente isso: o direto ao registro profissional, trabalhistas e previdenciários para Mestres da Cultura, Artistas e Técnicos da área cultural do Estado. Neste segundo encontro haverá participação de Marcio Leno Maués (Gerente Executivo do INSS em Belém/Pa), Esmerino Nery Batista Filho (Superintendente do MTE) e Delson Cruz (Chefe da Representação Regional Norte do MinC), que conduzirá as discussões.



Podem e devem participar da reunião artistas, militantes, agentes culturais, arte-educadores, sindicatos de setores culturais e o público em geral, sendo necessário o envio de e-mail, confirmando sua participação. O evento será gratuito, porém será necessário envio de email prévio pelo interessado para confirmação de participação.

O objetivo é identificar questões e aspectos, estruturar discussão com os órgãos envolvidos, identificar possibilidades e buscar encaminhamentos concretos, que beneficiem artistas, mestres da cultura e trabalhadores/técnicos do nosso Estado, sendo esta a primeira oportunidade de abordagem deste tema. 

A iniciativa tem como base a reflexão da necessidade dos trabalhadores de cultura se apropriarem da discussão a respeito do reconhecimento profissional dos trabalhadores da cultura (registro profissional, Código Brasileiro de Ocupação/COB, direitos trabalhistas, etc). 

O reconhecimento do “fazer cultural” está na produção da cultura alimentar, funções técnicas da produção do audiovisual, música, dança, circo e demais segmentos que se fizeram presentes. Outros temas importantes também foram levantados como saúde e cultura, financiamento e cultura e que serão tradados que serão tratados em encontros futuros.

Mestre Luiz - Enquanto divulgava o que será um segundo encontro em torno deste debate aos mestre e fazedores de cultura, foi divulgada uma nota de pesar a Luiz dos Santos Monteiro, o Mestre Luiz, do Conjunto de Carimbó "Os Originais", de Marapanim, que faleceu na tarde desse domingo, em Belém.

"Expressamos nosso pesar por esta grande perda, e também aos familiares e amigos", diz a nota que também nos traz mais informações sobre o mestre, ex-integrante do Grupo Uirapuru de Marapanim e fundador do Conjunto Os Originais. Mestre Luiz dedicou 50 anos de sua vida ao Carimbó, foi sepultado em sua cidade natal, o município de Marapanim, deixando um grande legado para a cultura popular de nossa Região.

Serviço
Roda de Conversa Trabalho e Previdência. Nesta terça-feira, 26 de abril, 15h, no auditório do INSS (GEXBEL). Na Av. Nazaré, 133 (entre Assis de Vasconcelos e Dr. Morais). Confirmações de presença podem ser enviadas para o e-mail: comunica.mincnorte@gmail.com.

23.4.16

Livro reúne estudos antropológicos do Ver-o-Peso

“Ver-o-Peso: Estudos Antropológicos sobre o Mercado de Belém” (Ed. Pakatatu) despertou interesse não apenas da comunidade acadêmica, mas de muitas outras pessoas que se encantam com o mercado, reconhecido como patrimônio cultural amazônico. O lançamento será na terça, 26, às 18h, na Livraria Fox.

“O nome Ver-o-Peso é o mesmo que Coca-Cola, todo mundo conhece, todo mundo já sabe o que é. A palavra já traz tudo”. A frase do Sr. Dalci Silva, feirante do setor de industrializados, no Mercado do Ver-o-Peso, é um exemplo da forte carga simbólica que o lugar carrega, não só entre trabalhadores e frequentadores, mas também em toda a Belém. 

Não por acaso, a reunião de estudos sobre o mais representativo patrimônio cultural da região, teve boa recepção dentro e fora da academia, o que provocou um novo volume do livro, com novos estudos sobre o Ver-o-Peso. O segundo volume, patrocinado pelo Banco da Amazônia, vem na esteira do sucesso da primeira edição, publicada em 2010 com apoio financeiro da FAPESPA. 

“Maior felicidade que lançar esse segundo volume dos estudos antropológicos do mercado de Belém é fazê-lo no momento em que celebramos os quatrocentos anos da cidade. Certamente o Ver-o-Peso é palco privilegiado que testemunha desde os primeiros momentos a formação da cidade que hoje elege o mercado como seu maior símbolo,” completa Wilma Marques Leitão, organizadora das duas edição e que desde 2007 tem desenvolvido projetos no mercado Ver-o-Peso, em Belém, com ênfase na comercialização de pescado, transmissão de saberes e patrimônio.

O livro reúne tanto estudos de jovens pesquisadores do curso de graduação em Ciências Sociais, quanto de pesquisadores experientes com abordagens densas sobre aspectos do dia-a-dia no chamado Complexo do Ver-o-Peso. A publicação ainda traz uma abordagem sobre os mercados de Barcelona, cidade conhecida justamente pela tradição em gestão de seus inúmeros mercados, realizada pelos pesquisadores da Universitat Politècnica de Catalunya, Manoel Guàrdia e Sergi Garriga.

Dentre os nove artigos destacamos Suellen Santos, Mestre em Ciências Sociais, que apresenta uma abordagem sobre aspectos importantes como as formas de conhecimento necessárias e habilidades específicas para a formação do feirante que detém conhecimentos sobre os produtos. Rosangela Britto e Flávio da Silveira analisam a montagem e exibição da Exposição Ver-o-Peso, realizada pelo Iphan Pará, em 2011.

Luciana Carvalho, coordenadora do Projeto de Inventário Nacional de Referências Culturais Ver-o-Peso, realizado pelo IPHAN, em 2010, faz uma reflexão sobre as complicações que perpassam pela vida daqueles trabalhadores que lutam entre seu ganha-pão e, ao mesmo tempo, pela preservação desse patrimônio da cidade.

“Não há dúvidas de que o Ver-o-Peso tem imensa repercussão local, sendo representado pelos moradores como o símbolo da cidade de Belém, mas ao mesmo tempo transborda sua imagem para o âmbito nacional e internacional na medida em que se torna palco para toda e qualquer referência à cidade, em noticiários ou reportagens e em diferentes mídias. E não é por acaso, cada um a seu modo, que praticamente todos os artigos apresentam a preocupação em tratar o Ver-o-Peso da perspectiva do patrimônio,” completa Wilma Leitão.

Wilma Marques Leitão, com formação em Antropologia, é professora da Universidade Federal do Pará desde 1993, ministrando disciplinas nos campi de Belém e do interior do estado. Realizou pesquisas sobre a organização social da pesca, movimento social dos pescadores e gestão comunitária dos recursos pesqueiros ao longo da calha do rio Amazonas (Santarém, Abaetetuba e Porto de Moz). 

Desde 2007 tem desenvolvido projetos no mercado Ver-o-Peso, em Belém, com ênfase na comercialização de pescado, transmissão de saberes e patrimônio, sendo autora e co-autora de diversos artigos e organizadora do primeiro livro que reúne pesquisas antropológicas sobre o mercado. É membro da equipe coordenadora do Grupo PET/GT/Ciências Sociais, da Faculdade de Ciências Sociais, com atividades de apoio e fortalecimento da identidade universitária para estudantes da graduação em Ciências Sociais. 

Serviço
Lançamento do livro “Ver-o-Peso: Estudos Antropológicos sobre o Mercado de Belém”. Na próxima terça, dia 26 de abril, às 18h, na Livraria Fox - Dr. Moraes, entre Conselheiro e Mundurucus.

Woodstock paraense divulga bandas selecionadas

Em 2019 o maior festival de rock de todos os tempos vai completar meio século. Belém se antecipa às comemorações, realizando a primeira edição do Woodstock Old and New Festival, que levará ao palco da Insano Marina Club, no dia 30 de abril, a apresentação das 12 bandas representantes do rock autoral paraense, que foram selecionadas por um júri e já estão sendo votadas, on line, pelo público (a vencedora grava um EP), além de shows tributos aos grande ídolos da época. Preparem também suas câmeras e usem a hastag #temwoodstockembelemOs portões abrirão às 14h e os ingressos já estão à venda, em valores promocionais, nas lojas Na Figueredo.

Idealizado por Renata Del Pinho e Taca Nunes, o projeto Woodstock Old and New Festival  recebeu 111 inscrições, todas feitas em apenas uma semana de divulgação, desde que os dois tiveram a brilhante ideia em dar o ponta pé inicial em um projeto que tende a crescer até a grande celebração dos 50 anos de Woodstock, em 2019. A ideia é realizar uma edição a cada ano.

Tudo bem rápido, mas que nesse meio tempo teve júri destituído, porque divulgamos os nomes que o formaram e eles acabaram, vamos dizer que, sofrendo um certo assédio da moçada a fim de participar (risos). Saíram da função Marcelo Damaso (Se Rasgum Festival e banda Presidente Elvis), Edvaldo Souza (Música Paraense. Org) e Ed Guerreiro (Madame Saatan) e entraram na cena outros caras não menos especialistas na matéria,  Léo Chermont (Strobo), Wagner Nugoli (Madame Saatan e Yeman Jah) e Jayme Katarro  (Delinquentes).  Eles tiveram só cinco dias para apontar o resultado. Na raça!

Votação - Entraram nesta primeira edição: A República Imperial, Álibi de Orfeu, Cactus ao Luar, Casa de Folha, Clepsidra, Dharma Burns, Dislexia, Groover, Sokera, The Steamy Frogs, Velhos Cabanos e Vinyl Laranja. Uma delas vai ganhar o  Prêmio Na Music (gravação de EP virtual). E o público é que decide, por meio da votação on line, na página do evento no facebook (https://www.facebook.com/events/207693002942249/ ), até dia 29, e na votação presencial no dia do evento, na Insano Marina Club. Rock and roll puro!

E como vai ser a programação...

É o que todo mundo quer saber, mas a ordem de apresentação das bandas e a programação completa, com detalhes das atrações, o público saberá no início desta próxima semana, após uma reunião que haverá entre os roqueiros e a coordenação do evento. Vale acompanhar pelas redes sociais, principalmente marcando presença na página do evento no Facebook. A imprensa credenciada também estará acompanhando e divulgando as novidades.

O que se pode adiantar, porém, é que o clima será da pesada, com rajadas de harmonia e muita diversão, provocadas por um set sonoro especial, a partir das 15h, com os DJs Azul e Uirá Seidl. 

Dos Tributos, estão certíssimos o dos Mutantes, Secos e Molhados e Novos Baianos, com Gláfira e Renata Del Pinho (porque ela é mais que produtora nesta hora), numa homenagem aos nossos ícones hippies do rock brasileiro, nos anos 1960 e 1970; The Who, com a banda Degeneration, Janis Joplin, com Joelma Kláudia e Renata Del Pinho, ela de novo, e Jimmy Hendrix, por Daniel Du Blue, além de um show cover do Creedence, com Paulo Guedes.

Vamos ressaltar que teremos a Woodstock Old Band, que acompanhará Creedence, Janis e Secos/Mutantes/Baianos, formada por Guibson Landim (guitarra),  Panzera (baixo), Mário Nogueira (bateria). E dizer que o festival soma em cheio com o movimento de bandas autorais que vem se intensificando em Belém, após tempos tenebrosos em que ficamos sem espaço para ouvir as novidades de garagem, por exemplo.

Em ritmo de rock, solidariedade, paz e amor

Homenagear o festival de 1969, agora, é trazer pra junto o nosso lado social, humano, além de lembrar o fato histórico e cultural da época, num momento em que, vamos combinar, estamos precisando de muito amor e bom senso.

“A tensão na política nacional, a causa do racismo, da homofobia e da violência contra a mulher nos fazem crer que estamos em um período preocupante, desgastante e de muita intolerância”, comentam os organizadores.

“A festa será, portanto, um grande pedido de paz e amor à sociedade, para que se volte a essa reflexão e que cada um possa trazer para si a responsabilidade de construirmos um mundo melhor de se viver” , complementam Renata Del Pinho e Taca Nunes.

O Woodstock Old and New Festival incentiva também a economia local, com o Espaço Janis, uma feira multicultural, com venda de produtos variados, uma praça de alimentação com vários “Food Trucks” e área VIP, com Tattoos ao vivo. O público também vai poder mergulhar mais ainda no clima Woodstock, na Boate Náutica, num barco com DJ´s tocando os sucessos do Festival de 69.

.Ingressos na promoção, meia por alimentos ou à caráter

À venda antecipada em preço promocional vai até dia 25 (R$ 20,00 e R$ 10,00). De 26 a 29 (R$ 40,00 e R$ 20,00), a meia entrada pode ser trocada por 1 kg de alimento não perecível. Na portaria, dia 30, a promoção da meia entrada é válida pelo alimento e pra quem der pinta na caracterização da época. Vale a criatividade. Confira:

Até dia 25 de abril - 1º Lote: R$ 20,00 (R$ 10,00, meia) – Loja Na Figueredo (Av. Gentil Bitencourt, 449 e Estação das Docas).
De 26 a 28 de abril - 2º Lote: R$ 40,00 e R$ 20,00 - Na Figueredo (lojas – Gentil e Estação das Docas).
Dia 30 de abril – 3º Lote: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia) – Loja Na Figueredo (Av. Gentil Bitencourt, 449 e Estação das Docas).
Obs: Quem for vestido a caráter da época ou levar um quilo de alimento não perecível, paga só meia. Os alimentos arrecadados serão revertidos a entidade que será anunciada no palco do evento.
Ingressos também estão à venda pelo site: http://meustickets.com/eventos/woodstock-old-new-festival

Serviço
Woodstock Old & New Festival. Dia 30 de abril, a partir das 14h, na Insano Marina Club - Rua São Boaventura, 268, final da Tamandaré, Cidade Velha, Belém Pará. Apoio: TV Liberal, Funtelpa, Cabron, Studio G2 Comunicações, Keuffer, Amorosa Escola de Linguagens, Studio de Teatro Tiago de Pinho, Studio Charles Tattoo. A programação completa do evento será divulgada dia 26 de abril. Mais informações: 981042078/998247668.

20.4.16

"Amostra Aí" abre as portas do Casarão do Boneco

Uma vez por mês a Amostra Aí abre as portas do Casarão do Boneco, para realizar contações de histórias e apresentar espetáculos ao público de Belém. A programação deste sábado, 23 de abril, traz também vivência e performances, pra quem não saiu da cidade por conta do feriado. Tudo a partir das 17h, com participações especiais.

O projeto conta com a participação de diversos grupos de teatro que ocupam a casa, promovendo ações e atividades em espetáculos que trazem de maneira lúdica experiências significantes por meio das artes da cena.

O público vai conhecer mais um trabalho sensacional do ator paraense RUdrigo Sagar, que realizará sua nova performance cênica "Baile de Máscara Balinesa", um estudo cênico sobre a dança asiática oriundo dos templos de Bali na Indonésia, usando a máscara como guia para descobrir uma outra relação entre ator e espectador pautado no lúdico, no misterioso, no invisível e fantástico."

E o Grupo de Teatro Universitário-RUA realiza performances que resultam do projeto de extensão da Escola de Teatro e Dança da UFPA. O Grupo desenvolveu parte de seu processo criativo no próprio Casarão do Boneco. Os alunos trazem a confecção de bonecos, para apresentar ao público por meio de intervenções na rua, em formato de pequenas performances. Esse trabalho foi orientado pela PROF Msc. Adriana Cruz, integrante do grupo In Bust - Teatro com Bonecos.

Vivência traz jogos e brincadeiras ancestrais

A atriz Marluce Araújo promove a “Vivências Lúdicas Para Pais e Filhos”, em que serão trabalhados jogos e brincadeiras, que acompanham a trajetória do homem desde os tempos mais remotos, sejam como atividades competitivas, lúdicas ou catárticas (purificação espiritual); encontramos na experiência a mais rica forma de nos comunicarmos melhor com a sociedade em que vivemos.

A vivência tem como foco a arte do brincar, e através de jogos teatrais, brincadeiras cantadas, danças circulares e contação de história, propõem-se estabelecer entre pais e filhos uma relação de afeto e experiência lúdica que valorize as potencialidades do brincar, para além da infância.

Marluce tem Formação em Arte Dramática – Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena/RJ, com graduação no Curso Superior Licenciatura Plena em Teatro na Universidade Federal do Pará. Ela é paraense, atriz, arte-educadora, contadora de histórias, e também é pesquisadora cultural, focalizadora de Danças Circulares. Criou o Projeto “Rodas MÃE-DALAS”- Revelando a Força Criativa do Ventre.

Ela desenvolve pesquisa na arte da palhaçaria, através do clown – Violeta. Já desenvolve há sete anos trabalhos artísticos e pesquisas na área de Arte Educação, Ludicidade, Resgate da Oralidade, Identidade e Memória cultural do cidadão, desenvolvendo a Oficina de Capacitação “ContArtes - Identidade, Memória e Criação”, em escolas, bibliotecas e espaços culturais.

La Fábula para um mergulho na imaginação


Para fechar o dia a Companhia de Teatro Madalenas apresenta “La Fábula”, um mergulho no universo mágico presente em contos da literatura universal, que, encenados usando como base os fundamentos do teatro de rua, se vale do mundo do “faz de conta” para envolver o espectador na trama.

Os personagens de “La Fábula” são figuras conhecidas mundialmente como Dom Quixote e sua ingenuidade, Homem de Lata e o seu coração generoso, o intrigante Velho do Saco e uma Rainha Altiva, que reúne várias referências às rainhas dos contos de fada. Ela se alimenta de histórias, e terá sua fome aplacada por três súditos que exercerão a função de contadores de histórias.

“La Fábula” leva o público a um reino mágico e onírico, que faz refletir acerca da importância da contação de histórias para o desenvolvimento humano, como ouvir histórias, desperta a imaginação e a paixão pela leitura. Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2012 – Circulação e Prêmio Patrocínio Cultural do Banco da Amazônia 2011, o espetáculo realizou aproximadamente 100 apresentações por diversas praças da Região Metropolitana de Belém e fora do Estado.

Casarão do Boneco – Sede do In Bust, o Casarão do Boneco foi inaugurado há 13 anos e hoje abriga outros seis grupos de artes cênicas - teatro, circo, performance, contação de história, formas animadas, produção. Nessa convivência, o Casarão do Boneco mantém uma programação de atividades para o público de Belém e contribui permanentemente para o movimento teatral e para diversidade cultural da cidade.

As programações do Casarão do Boneco em sua maioria adotam a política do PAGUE O QUANTO PUDER, tendo em vista a possibilidade de democratizar a participação do público e deixar todos a vontade para contribuir de diferentes maneiras, que não apenas financeiramente.

“Essa e outras atividades estão sendo mantidas na casa por dois motivos, primeiro porque acreditamos que este é um espaço que se produz arte e nada mais justo que ser um espaço no qual ela escoa essa produção, e em segundo lugar, a casa possui gastos para continuar a existir e ainda não há um financiamento, isenções ou outras coisas, nesses anos ela vem sendo mantida com financiamento de editais aos quais os grupos ocupantes conseguem acessar ou mesmo do próprio bolso dos artistas”, diz Marina Trindade, que integra o coletivo do Casarão do Boneco.

Programação

17h- Vivências Lúdicas para Pais e Filhos (Marluce Araújo)
18h- Grupo de Teatro Universitário- Rua (Etdufpa)
18h30- Baile de Máscaras Balinesa (Rudrigo Sagar)
19h- Espetáculo Lá Fábula (Companhia de Teatro Madalenas)

Serviço
Programação Amostra Aí + Comidinhas + Exposição + Brechó & Lojinha. Neste sábado, 23 de abril, a partir das 17h. Pague quanto puder. Casarão do Boneco - Av. 16 de Novembro, número 815, entre as ruas Veiga Cabral e Arcipreste Manoel Teodoro, no bairro de Batista Campos, em Belém do Pará.