5.12.16

Ouro de Mina - um show para homenagear Papete

"Ouro de Mina – Um sonho musical possível - Um  show para Papete". É assim que o projeto Ouro de Mina passou a ser chamado após a partida do músico Papete, em maio deste ano. Além da composição original com Erasmo Dibell e Murillo Rego, o show conta com as participações especiais de Carlos Pial, Rui Mário e Marquinho Carcará. A apresentação, em Belém, será nesta sexta-feira, 9, a partir das 21h, no Fiteiro. A entrada é 1kg de alimento não perecível.

O Projeto Ouro de Mina  nasceu com o objetivo de realizar um show musical inusitado, com repertório marcante, performances diferenciadas.

Incluiu intervenções literárias e mais que tudo a vontade suprema em fazer com que a platéia pudesse sentir toda a essência da musica apresentada, com ênfase à magia, aos mistérios, às lendas e à paixão que sempre permearam a música brasileira, muito embora algo inerente à música universal também pudesse ser alvo de outras performances, sempre dentro da escolha feita com a máxima exigência quanto à estética e à qualidade relacionadas à musica brasileira.

A ideia do projeto contempla o conceito da forma de executar música de qualidade, com ênfase para a formação de seus componentes, que desde a infância convivem com a ancestralidade cultural de sua terra, onde as lendas, mistérios, danças, ritmos e cânticos se mesclam em sintonia com a herança ali deixada pelos negros africanos da etnia Gêge. São esses negros que legaram ao Maranhão uma das mais belas culturas étnico-religioso-culturais, a Mina Gêge, resultante de uma maciça influência que os escravos processaram junto à população local.

As primeiras apresentações foram realizadas em 2013, pelo programa Caixa Cultural para ocupação de seus espaços, com absoluto sucesso e demonstrações de alegria, surpresa positiva e espanto por parte do público presente, que não imaginava poder assistir algo com aquele conteúdo e qualidades inquestionáveis. 

Na época, o músico Papete integrava o projeto, mas faleceu em maio deste ano, transformando de forma categórica a intenção inicial do projeto, dando um sentido de celebração à memória deste músico que foi de suma importância para o cenário artístico musical do País. José de Ribamar Viana, conhecido como Papete, nasceu na cidade de Bacabal, no Maranhão no dia 8 de novembro de 1947. 

Foi cantor, compositor e um importante percussionista brasileiro trabalhou como produtor, pesquisador e arranjador. Foi eleito um dos três melhores percussionistas do mundo quando participou do Festival de Jazz de Montreux na Suíça nos anos de 1982, 1984 e 1987. 

Acompanhou o músico italiano Angelo Branduardi na década de 80, se apresentou com o saxofonista japonês Sadão Watanabe, com Toquinho e Vinicius, e posteriormente com Toquinho, por treze anos fazendo com este mais de mil apresentações em mais de vinte países.

Trabalhou com os maiores artistas da MPB, como Paulinho da Viola, Miúcha, Rosinha de Valença, Paulinho Nogueira, Marília Medalha, Chico Buarque, Sá e Guarabira, Almir Sater, Rita Lee, Diana Pequeno, Renato Teixeira, Martinho da Vila, entre outros. 

Serviço
"Ouro de Mina  - Um Sonho Musical Posível - Um Sghow para Papete". Dia 09 de dezembro, às 21h, no Fiteiro Bar Av. Visconde de Souza Franco, às 21h. Entrada é 1kg de alimento não perecível. Patrocínio das Centrais Elétricas do Maranhão, Governo Estadual do Maranhão e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Adaptação de clássico traz temas atuais ao palco

A obra "Morte e Vida Severina", de João Cabral de Melo Neto, é um clássico da nossa literatura, e continua mais atual do que nunca. É o que mostra  “Severino do Brasil”, que conta a história de um retirante nordestino para revelar a realidade atual vivida em todo o país nos dias de hoje. O espetáculo ganha curta temporada, nos dias 9 e 10 de dezembro, às 20h, no auditório da Fibra - Av. Gentil Bittencourt, 1144. Ingresso R$ 30,00 e R$ 15,00.

Leitura obrigatória para todos nós, brasileiros, o clássico de João Cabral de Melo Neto já teve também adaptações para televisão e para o cinema de animação, além do teatro. Mostrando a trajetória de Severino, que vaga pelo sertão e se depara com a morte, funerais de sertanejos, cujas mortes foram causadas pela seca.

O retirante segue em busca de trabalho até chegar a Recife, capital, achando que teria um futuro melhor, mas acaba indo morar nos mangues, onde várias famílias sobrevivem caçando caranguejos. "Morte e Vida Severina" é um auto, no qual, apesar de todas as mazelas sofridas pelas personagens, nasce uma criança, na noite de natal, significando que apesar de tanta morte, ainda, existe esperança na vida.

A obra  de João Cabral é de 1955, mas o espetáculo “Severino do Brasil”, adaptação recente para o teatro, traz à tona discussões importantes como a escassez, poses de terra, injustiças e as condições de miséria que estão no livro, e também continuam presentes no cotidiano do país, o que nos leva a crer que na verdade somos todos Severinos. Foi com este viés que o diretor Silvio Sá, da Sá Produções Artísticas conduziu sua montagem.

"Quando eu resolvi montar o “Severinos do Brasil”, eu quis dar um teor mais crítico. Mostrar que o retirante não está restrito só ao nordestino e, que  essa caminhada deixou de ser só do nordeste e passou a ser geral, de várias regiões do Brasil, que também estão sofrendo com isso", diz Sílvio Sá, diretor geral do espetáculo, realizado pela Sá Produções Artísticas.

Silvio Sá - Nascido na cidade de Belém do Pará, no dia 01 de maio de 82, o ator, diretor e produtor de teatro e cinema Silvio Sá possui 26 anos de carreira e é formado como ator pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal – UFPA, com rápida passagem pelo curso de Formação de Atores da Estúdio em Ação – PA.

Com especialização em interpretação para o cinema no estúdio de cinema e TV Fatima Toledo – SP, e em atuação para o teatro na CAL – Casa das Laranjeiras – RJ, Silvio já fez participação como ator em mais de 25 espetáculos, incluindo os premiados: Verde ver o Peso, Amor de Perdição, Morte e vida Severina, De morto e Louco todo mundo tem um pouco, e dirigiu 8 espetáculos, 4 curtas, participou de vários comerciais dentro e fora de Belém. 

Ficha Técnica
Direção: Sílvio Sá
Dramaturgia: João Cabral de Melo Neto
Produção: Jefferson Cartilho.
Produção Executiva: Amanda Mendonça
Social Média: Carla Renata Cruz
Realização: Sá Produções Artísticas

Apoio
Espaço Cultural Valmir Bispo
Antiquário dos Azulejos 
Fibra 

Elenco
Ana Glenda, Ana Paula, Bonnie Cabral, Crísllan Soares, Douglas Rodrigues, Geovanna Santos, Jefferson Cartilho, Lua Miranda, Luan Calderone, Lucas Serejo, Moisés Andrade, Rodrigo Moraes, Tarsila França, Valéria Nascimento, Vanessa Duarte, Victor Souza.

Serviço
Dias 09 e 10 de dezembro, sempre às 20h. Auditório da Fibra - Av. Gentil Bittencourt, 1144 - Nazaré, Belém – PA. Ingressos: R$ 30,00 inteira / R$ 15,00 meia. Informações: (91) 982070426/ 983117969 (whats app).

Uma conversa sobre gestão artística independente

Fotoativa Portas Abertas conversa sobre gestão e programas de residência em espaços independentes, com convidados que trazem referências cruzadas de atuação desde outras localidades do país.  Nesta quinta-feira, dia 08 de dezembro, às 19h, com entrada franca.

A mesa inaugura o ciclo de debates do projeto "Não sou daqui, nem sou de lá", sobre gestão, curadoria e residência artística em rede, contemplado no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 12ª Edição, do qual a Fotoativa é parceira.

Na contemporaneidade, o artista tem assumido cada vez mais um papel multidisciplinar, de alguém que pensa sistemicamente os diferentes elementos políticos, sociais, econômicos e educacionais que conformam não apenas seu trabalho artístico, mas também os veículos, metodologias e plataformas que habilitam esta produção, ou seja, seus canais de circulação.

Galeria Peninsula, em POA-RS
No Brasil, não apenas, mas com grande força, e, principalmente, como modo de resistir às exigências institucionais do mercado de arte, esta tem se tornado uma estratégia recorrente entre artistas nas diferentes regiões - quando não a única maneira encontrada para viabilizar suas produções. 

Camila Fialho da Fotoativa (Belém/PA), Fernanda Brenner do Pivô (São Paulo/SP), Nadam Guerra do Terra Una (Liberdade/MG), Denis Rodriguez e Leonardo Remor, ambos da Península (Porto Alegre/RS) participam da mesa com mediação da artista e curadora Mônica Hoff (Florianópolis/SC). 

Em um primeiro momento, cada um deles apresentará seu próprio espaço e como se articulam seus programas de residência e intercâmbio. O segundo momento será pautado por questões que permeiam o dia a dia dessas estruturas, voltadas à investigação e difusão da arte contemporânea no Brasil.

Leonardo Remor
Andressa Cantergiani, Denis Rodriguez e Leonardo Remor são os 3 artistas-gestores do espaço Península, situado em Porto Alegre, e propositores do projeto "Não sou daqui, nem sou de lá". 

Dentre os temas a serem abordados, destacamos: os limites e negociações para a promoção de práticas artísticas em instalações históricas; as configurações formais desses espaços e as suas implicações; o entorno e o trabalho junto a comunidades específicas; o tipo e os sentidos de prática artística produzidos nestes contextos; o extenso volume de comunicação na formação das redes de atuação de espaços como estes entre outros.

Os artistas saem em residência nos 3 espaços em rede (Fotoativa, Terra Una e Pivô) e em seu retorno recebem um 4º artista, selecionado através de convocatória pública, em Porto Alegre. “Não sou daqui, nem sou de lá...” pretende com isso ser um projeto simultaneamente de formação, produção, debate, difusão e intercâmbio das práticas artísticas, curatoriais e de gestão realizadas nestes contextos.

Andressa Cantergiani, em performance na Galeria Peninsula 
Andressa Cantergiani realiza, neste momento, sua residência no Terra Una, em Minas Gerais, com o acompanhamento de Nadan Guerra. E Leonardo Remor, no Pivô, em São Paulo, com acompanhamento de Fernanda Brenner. 

Resultados - Em Belém do Pará, a Fotoativa é a anfitriã do projeto e está recebendo o artista Denis Rodriguez para uma residência artística, cujo trabalho desenvolvido culmina com a abertura de uma exposição no dia 11 de dezembro, a partir das 15h, dentro da programação do Circular campina Cidade Velha, em sua 15a edição. Ao longo de sua estada, o artista conta com o acompanhamento crítico-curatorial de Camila Fialho, do Núcleo de Pesquisa e Documentação da Associação Fotoativa.

A quarta e última residência, a ser realizada em fevereiro de 2017 na Península, em Porto Alegre, contará com o acompanhamento da curadora Kamilla Nunes, de Florianópolis.  As inscrições estão abertas até 18 de dezembro. Informações aqui: https://goo.gl/rellD6 . O projeto prevê ainda a produção de uma publicação com o registro das experiências e debates e textos que buscam situar e refletir sobre tais práticas no contexto brasileiro.

Mais informações: Associação Fotoativa · http://fotoativa.org.br  -  (91) 9 8060-1418 · (91) 9 9250-9990 · (91) 3225-2754. Travessa Frutuoso Guimarães, 615 · Bairro da Campina · Belém/PA

1.12.16

VKTrio mostra Jivelox 10 anos no Sesc Boulevard

Depois de se apresentar, em outubro, no Teatro Waldemar Henrique, e em novembro, na Casa do Fauno, o VKTrio leva o show dos 10 anos do CD Jivelox ao público do Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho Frabça, em frente à Estação das Docas), nesta quinta-feira, 1, a partir das 19h. Entrada Franca.

Formado por Vadim Klokov (piano), Carlos "Canhão" Brito (bateria) e Antonio Salazar Cano, o grupo produz um som intrigante, onde jazz, erudito e blues se misturam, resultando em um som potente e estimulante. 

O trabalho do VKTrio foi retomado este ano com a volta de Vadim Klokov a Belém desde meados deste ano. Conhecido no meio musical paraense, por seu trabalho erudito como Fagotista, seu instrumento de estudo e pesquisa, no VKTrio ele assume o piano para trazer o ‘espírito’ Jivelox à tona e também mostrar novas composições executadas pelo trio.

O VKTrio surgiu em 2009, quando Vadim e Carlos  “Canhão” (A Euterpia e Albery Project) moravam em São Paulo. “Na época morávamos junto numa casa dividida por vários músicos onde começamos a ensaiar”, conta Vadim. 

“Depois se juntou a nós Saulo Rodrigues, um excelente baixista de Atibaia (SP), e com esta formação se apresentaram em várias casas e clubes de Sampa”, relembra ele que em Belém fez o convite a Tom (A Euterpia e O Não Lugar) para assumir o baixo.
CD Jivelox traz participações especiais

O neologismo da união das palavras Jiv - vivo, raiz da palavra vida em russo, e Velox - veloz em latim – Jivelox significa "vida intensa", dando nome ao primeiro CD do músico russo Vadim Klokov, gravado no Brasil, influenciado pelas transformações que as diferenças entre Moscou e Belém lhes suscitaram. 

O álbum levou quase dois anos pra ser concluído, foi lançado em 2006. Reúne 15 composições com as influências do erudito, rock, rock progressivo e estará à venda no Waldemar Henrique.  Traz participações especiais de Luís Pardal, Delcley Machado, Daniel Delatuche, Albery Albuquerque, Príamo Brandão, Any Lima e outros. 

“Esse trabalho desenvolveu-se sob as graças das transformações que as diferenças culturais entre Moscou e Belém suscitaram em mim”, reflete o músico. As letras em russo foram compostas por Vadim; as inglesas têm parceria de Isabela de Luca; e os versos em português são de Carolina Diniz e também de Isabela de Luca. Todos os arranjos são de Klokov, que junto com o músico Elton Brandão, produziu a obra.

O encarte tem a figura de uma obra do ilustrador peruano, naturalizado norte-americano, Boris Vallejo, que cedeu a imagem depois de ouvir o CD e se apaixonar pelo trabalho.  O CD teve apoio da loja Ná Figueredo, responsável pela parte gráfica e venda. E as fotos do encarte são de Walda Marques.

Vadim atuou como músico e professor da Fundação Carlos Gomes, Universidade do Estado do Pará – UEPA – e tocou na OSTP – Orquestra Sinfônica do teatro da Paz. Em 2006, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Pró-Música, Orquestra Sinfônica da Petrobras. Em 2007 mudou para Tebas, pequena cidade de Minas Gerais, onde começou a criar projetos independentes. Em 2009 foi morar em São Paulo. Voltou várias vezes à Moscou, mas continuou voltando como músico convidado para o Festival Internacional de Música do Pará. 

Agora, ele planeja outras participações do VKTrio em festivais de música no país e no exterior, além da gravação de um novo disco. Além de músico, o artista também é artista plástico e está com exposição aberta até meados de dezembro, na Casa do Fauno (Aristides Lobo, 1061 - Reduto). "Banquete Amazônico" reúne nove telas inspiradas nas experiências de Vadim, que vive entre a cultura russa e paraense. 

28.11.16

Estúdio Reator comemora 05 anos de performance

Dia 30 de novembro, o Estúdio Reator abre as suas portas para receber artistas da performance de Belém, Salvador e Montevidéu. A programação marca os cinco anos do espaço experimental e apresenta trabalhos do projeto Conexão Curimbó. A programação é gratuita e começa as 20h.

Desde 2010, quando iniciou suas atividades, o Estúdio Reator já foi o "palco" e o laboratório para espetáculos diversos, híbridos, de várias linguagens. Dança, teatro, performance, música, instalação sonora, fotografia, vídeos, projeções. 

Criado e conduzido pelo cenógrafo, diretor e performer Nando Lima e vários colaboradores, o Reator se coloca entre o sonho e o irreal, o absurdo e a realidade. Em 2015, extrapolando seu espaço físico, iniciou o ano com uma ocupação na Casa das Onze Janelas, o Museu de Arte Contemporânea de Belém, que depois foi parar no Funarte, em Brasília. Este ano desenvolveu um projeto que misturou performance, projeções e memória, transitando entre dois bairros da cidade, no projeto "Reator Eterno", premiado pelo Rumos Itaú Cultural.

Acreditando na experimentação da performance, na troca artística e sensorial, em produzir coisas que possam tirar o outro de seu cotidiano, o Reator comemora cinco anos e oferece ao público a Mostra de Performances do Conexão Curimbó, projeto que este ano reuniu em residência artística, intérpretes de Curitiba, Salvador, Manaus, Brasília, Recife, Santarém e Belém. Durante o processo de construção de cada trabalho, os artistas participaram de oficinas com os pesquisadores e coreógrafos: Jai Bispo, Márcio Nonato, Daniel Moura, em parceria com os músicos Edson Santana, Ricardo Costa, Armando de Mendonça e Diego La Percussa.

Mostra de Performance Conexão Curimbó

Fotos: Suane Melo
Os trabalhos a serem apresentados, se posicionam no campo da arte experimental sem obedecer a fronteiras rígidas entre linguagens e modos de expressão.

Daniel Moura abre a mostra com a performance “Protocolo.DOC”. Danilo Bracchi segue com “Uma Coreografia para Minha Calça”. A uruguaia Patrícia Mallarini apresenta “Retorno”. Cleber Cajum trás “Casa de Caba”. E, encerrando a noite, no espaço externo ao Reator, o baiano Márcio Nonato performa “O que é Isso - Exp. 01: Adiadne”. Cada performance dura de 10 a 15 minutos.

O realizador do projeto, o coreógrafo e pesquisador Danilo Bracchi, reafirma a necessidade de implodir conceitos do corpo em uma época marcada por revisões de paradigma de civilização, inclusive de ordem biopolítica.

“O Conexão Curimbó busca um outro corpo na cena contemporânea, e se quer um espaço de convívio e implosão de antigos valores tanto na dança quanto na formação cidadã. Tão importante quanto experimentar novas linguagens artísticas é ser um laboratório de viver com o outro”, afirma o coreógrafo paulista radicado em Belém.

Serviço
Mostra de Performances - 05 anos do Estúdio Reator. Horário: 20h. Endereço: Trav. 14 de abril, nº 1053, ao lado do Yamada Plaza. Entrada franca.

(Holofote Virtual com Assesoria de Imprensa)

Os indígenas nos festivais de cinema da Amazônia

Vicente Carelli em filmagens nas aldeias
A causa indígena foi presente nos  festivais de cinema realizados este mês na região norte. O 7o Festival Pachamama, no Acre, a 7a Mostra de Cinema da Amazônia , no Pará, e a 14ª edição do Cineamazônia, festival latino-americano de cinema ambiental, em Rondônia, que trouxeram o tema à tona.

Exibição de documentários, em Rio Branco, e presença de indígenas, de várias etnias, em Belém e a homenagem à Krenak, em Porto Velho (RO).

Destacando a temática sob outra perspectiva para o público, vista de longe das lentes da mídia convencional, o longa "Martírio", do cineasta e documentarista brasileiro Vicente Carelli, foi exibido na abertura da Mostra de Cinema da Amazônia, em Belém, na última segunda-feira, 21, e na sexta-feira, 25, no Festival Pachamama, em Boa Vista, dentro da Mostra Competitiva de Longas, da qual saiu premiado como Melhor Filme.

Na abertura da mostra paraense, a exibição de "Martírio" foi precedida por um momento ritualístico. Indígenas de várias etnias chegaram ao hall do Ismael Nery, no Centur, e o atravessaram, cantando em ritual, até o cine Líbero Luxardo. No palco, deram boas vindas ao público e com palavras sobre sua cultura nos anteciparam questões de luta indígenas que veríamos ainda no documentário de Vicente Carelli.

Abertura da Mostra de Cinema da Amazônia
O documentarista acompanha, por  três décadas, a jornada dos índios Kaiowa, para retomada de suas terras tomadas pela expansão do agronegócio.

O cinema tem não só servido de porta voz dessa causa, como tem a sua própria voz. Nem sempre, porém, o que vemos são seus belos rituais ou imagens do cotidiano de uma cultura que luta para preservar suas tradições e garantir seus direitos.

Em "Martírio", entre tantos outros aspectos e momentos da história, abordados, é chocante ver os registros feitos por uma câmera deixada por Vicente, em uma das aldeias que visitou no Mato Grosso do Sul. Nessa hora, passamos a testemunhas de um ataque de policiais, que atiram em direção à casa, em que crianças, jovens e velhos indígenas vivem em permanente estado de terror, em um pedaço já muito restrito.

"Martírio" é um filme obrigatório para todo mundo. Emociona a resistência dos Kaoiwá, a determinação de pegar de volta o que há centenas de anos lhes vem sendo tomado. Preferem tombar, a recuar. E também é espantoso e nos indigna, porque mostra o lado obscuro das manobras políticas que tentam impedir a todo custo a Funai em autorizar a demarcação às terras dos Kaiowa. Todo mundo precisa ver esse filme, repito.

Em Porto Velho um grande líder é homenageado

Krenak recebe o Mapinguari, em Porto Velho


O Cineamazônia abriu na quinta (24), homenageando Ailton Krenak, uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro. Ele recebeu o cobiçado Troféu Mapinguari do festival, como reconhecimento a sua importância na luta. 

"Foi como se tivesse sido uma grande aula de vida. A homenagem feita pelo Cineamazônia ao militante das causas indígenas Ailton Krenak transformou-se num momento de crítica ao atual momento da vida política do Brasil e, principalmente, um manifesto pelo respeito à diversidade, à identidade e ao meio ambiente", escreveu o jornalista Ismael Machado, que acompanhou a cerimônia realizada no Teatro Banzeiros. 

No palco, Krenak emocionou a todos. "Se os meninos crescem, vão para a escola, aprendem aquelas matérias básicas, fazem isso que chamam de ensino médio, batalham um curso técnico, vão para a universidade, vão se especializar em alguma coisa e na hora de exercer a sua profissão, eles vão cair na mão dessas corporações irresponsáveis, que vão um dia encher uma barragem de lama e derramar ela em cima de um rio, deixam a perspectiva de futuro duvidoso para as futuras gerações", disse Krenak.

Discurso para uma plateia emocionada
Ailton Krenak foi a liderança central na luta indígena dos anos 1980 que culminou com a garantia de direitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988. É um dos fundadores da União das Nações Indígenas e a Aliança dos Povos da Floresta, além do Núcleo de Cultura Indígena, o Programa de Índio (Fonte: Agenda Porto Velho) 

"Um dos grandes momentos da homenagem feita à liderança indígena ocorreu quando foram exibidos trechos do histórico discurso de Ailton Krenak na Comissão Constituinte em 1987. Na ocasião, um ainda jovem Krenak falou emocionado que a Constituição de 1988 seria um retrocesso para os índios, enquanto pintava o rosto de negro, como luto. Krenak reviu essas imagens de forma emocionada. Lamentou que muita coisa ainda esteja por ser feita. Um exemplo lembrado na cerimônia foi que até agora, a atual presidência não sinalizou a escolha de um novo presidente para a Funai, que está sem comando", relata Ismael Machado.

É preciso dar mais voz 

Cena de "Martírio"
Os festivais da região norte, o cinema e o audiovisual como um todo, têm somado para a difusão de diversos outros temas ligados ao meio ambiente na Amazônia.

A causa indígena, de âmbito internacional, é uma das mais importantes e talvez seja necessário fazer mais, muito mais para chamar atenção do mundo. "Martírio" nos deixa perplexos diante de tanta hipocrisia em curso para a devastação não só da floresta como de todos os povos da Amazônia.

Dos três festivais, a Mostra de Cinema da Amazônia, ainda segue em Belém e depois se expande para outros municípios paraenses, até dia 6 de dezembro. O Cineamazonia e o Pachamama encerraram no último sábado, 26. O próximo festival na região é o FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté, de 8 a 10 de dezembro, no município de Bragança, Pará. 

Caravana Hip Hop leva paraenses à África e Europa

Nas fotos, momentos da apresentação
de Fabrício dos Santos e Dhiôze Ribeiro,
no Egito, por onde iniciou a jornada.
Os paraenses Fabrício Santos, Leony Pinheiro, Diego Almeida, Dhiôze e Dioleno Ribeiro integram a segunda edição da Caravana Hip Hop. A "Emissário", que iniciou suas atividades no último dia 11, em show realizado na cidade egípcia e turística de Hurghada, segue ainda para a Alemanha (Magdeburg), Brasil (Rio de Janeiro), encerrando no Japão (Nagoya), neste domingo, 4 de dezembro.

Embora considerados jovens talentos, os artistas que integram a Caravana tem na bagagem expertise internacional e premiações adquiridas em várias partes do mundo. 

"A Caravana passou, trocou experiências, se divertiu e animou muitas pessoas, plateias formadas por nativos e turistas. Agora, da África vamos à Europa. Alemanha, mais precisamente. Os bboys Dhiôze White Ribeiro Tas e Fabricio dos Santos Mascot cumpriram sua missão", disse ontem a organização em um relato na página do facebook.

Criado com o propósito de fortalecer e incentivar a arte e a cultura de rua, seus elementos e representantes locais, o projeto foi lançado em 2015 e circulou por praias, escolas e praças públicas dos municípios paraenses de Salinópolis, Ananindeua e Belém, onde 12 shows foram executados e mais de 30 mil pessoas alcançadas.

A segunda edição, no entanto, traz um diferencial: pretende incentivar, valorizar e divulgar jovens talentos da dança de rua da terra, acompanhando suas agendas em eventos, campeonatos, turnês, festivais internacionais, em seis shows individuais e/ou coletivos.

O objetivo é inspirar e fomentar na juventude maior interação com o universo Hip Hop e a área da dança, independente do segmento, demonstrando o potencial e o impacto positivo e transformador da cultura urbana, da dança e da música, na formação cidadã e profissional de pessoas que, saídas da adversidade, hoje, ganham o mundo com a beleza e o vigor de sua arte.

Caravana Hip Hop - Emissário

Fabrício dos Santos (Bboy Mascot) - Integrante da nova geração de bboys brasileiros, Mascot se destaca no cenário da dança através de participações individuais e coletivas em festivais e projetos ligados ao Hip Hop. 

Arte-educador, promove a formação de agentes multiplicadores da cultura urbana por meio do repasse de conhecimento técnico aos mais jovens. Iniciou carreira em palcos internacionais em 2016, competindo em Shanghai (China). Hoje, participa de turnês e espetáculos de dança na África e na Europa. (Artista - Hurghada - Egito).

Dioleno Ribeiro (Bboy Fama - Egito) - Radicado na Alemanha, Fama já passou por grupos como o Tsunami All Stars e o FW Breaker’s. Agora, componente da Companhia de Dança Da Rookies, com base em Magdeburg, trabalha em espetáculos temáticos com exibições por temporada. 

Nascido no Pará, em Cametá, percorreu países europeus, africanos, sul-americanos e asiáticos como artista solo ou integrante de grupos, além de garantir participações em programas de TV e ações promocionais no Japão, Canadá e Brasil. Atua há dez anos como bboy. (Artista - Magdeburg - Alemanha).

Leony Pinheiro (Bboy Leony) - Iniciou a carreira aos 12 anos. A primeira incursão no universo da dança aconteceu em competição promovida pela Red Bull, em nível nacional, voltada à revelação de novos talentos. Membro do grupo Amazon Crew, foi campeão do Battle of the Year (Brasil/2011), evento que lhe rendeu viagem à França. 

Desde então, conquistou outros prêmios e o reconhecimento, em festivais e competições com visibilidade internacional, sendo apontado, inclusive, como um dos oito melhores bboys da América Latina. Nasceu e reside no município paraense de Ananindeua. (Artista - Nagoya - Japão).


Diego Almeida (Bboy Training) - Tem em seu portfólio prêmios conquistados em competições e batalhas de dança nas cinco regiões brasileiras, resultado de muito esforço, sacrifício e dedicação. 

Embora possua breve experiência em palcos estrangeiros, resumido em shows e batalhas celebradas na Guiana Francesa, figurou, em 2016, entre os 16 destaques no cenário da dança latino-americana. Nasceu em Macapá, viveu a infância e adolescência em Belém do Pará e escolheu a Cidade Maravilhosa para residir e trabalhar. Estreou na dança em 2008. (Artista Brasil - Rio de Janeiro).

Dhiozê Ribeiro (Bboy White) - Natural de Cametá/PA, White reside e trabalha em Magdeburg, na Alemanha, onde desenvolve suas atividades no segmento da dança através da Companhia Da Rookies. 

Atualmente, com cerca de dez anos de carreira, figuram em seu portfólio profissional premiações e participações em eventos, competições e festivais de dança em diversos países, tais como Alemanha, Áustria, Brasil, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Egito, França, Holanda, Luxemburgo e Rússia.

PROGRAMAÇÃO
  • Egito (Hurghada): 11, 18 e 25/nov.
  • Alemanha (Magdeburg): 01/dez.
  • Brasil (Rio de Janeiro): 03/dez.
  • Japão (Nagoya): 04/dez.
(Holoftoe Virtual com informações da Beatbox produções, Charles nascimento)

25.11.16

Cia mineira mostra seu novo espetáculo em Belém

O Curro Velho recebe a Cia Suspena de Dança, de BH (MG), que nos apresenta "Margem", um espetáculo em que o corpo interage com objetos que se tornam os protagonistas da cena. Sao duas sessões hoje e duas amanhã, às 16h e 18h. Entrada gratuita.

Lourenço Marques e Patrícia Manata, intérpretes do grupo, chegaram segunda feira, 21, ministraram oficina (22 e 23) e tiveram tempo de tomar açaí, se encantar com a diversidade paraense encontrada no Ver-o-Peso. A Companhia Suspensa este trio de interpretes, que há 15 anos vem pesquisando o movimento nas fronteiras entre dança, circo e artes performáticas, inaugurando novos pontos de vista sobre o corpo e de como podemos nos mover, ao conectá-lo a objetos e diferentes materiais.

Criação coletiva dos integrantes e dos convidados Gabriela Christófaro e Pablo Lobato, "Margem", o mais novo espetáculo da companhia, investiga a dinâmica entre os corpos dos bailarinos, em diálogo com objetos e materiais. Juntos cordas, pessoas, bancos e cadeiras, edificam diferentes corpos e movimentos.

Vencedora do Prêmio Fundação Clóvis Salgado de Estímulo às Artes Cênicas na categoria Montagem – Teatro e Dança, a Companhia Suspensa propõe nesse novo trabalho, a criação de elementos híbridos, que aliam a materialidade dos objetos em cena aos corpos dos bailarinos. Segundo Lourenço Martins Marques, com esse novo espetáculo, a Suspensa dá sequência ao seu trabalho característico de criação e pesquisa em dança ao submeter a movimentação dos performers a ambientes e situações incomuns. 

“A construção da peça permite que exista uma certa confusão entre o corpo e o objeto. É como se os dois virassem uma outra coisa”, aponta.  O público é capaz de identificar quais objetos estão dispostos no palco, mas não pode saber com precisão qual o resultado da interação entre os bailarinos e os elementos cênicos. “A paisagem vai mudando no decorrer de cada cena. Nós escolhemos colocar as coisas em primeiro plano, e muitas vezes o corpo é que está a serviço delas”, explica Patrícia Manata.

Em "Margem", cada corpo se movimenta a partir do que lhe é próprio. Assim, o material, a forma, a temperatura do corpo é que vão determinar sua velocidade, sua maneira de relacionar-se com outros corpos, seus hábitos, seu repouso.

O espetáculo parte da interação entre objetos, pessoas e materiais para revelar um universo de movimentos e formas no qual o gesto do corpo sugere e revela o ritmo incessante do que está a nossa volta.

O processo de montagem foi marcado pela constante investigação das possibilidades de interação e de movimento entre os performers e os objetos − cotidianos ou não. As ações e as cenas, a dramaturgia e o roteiro foram orientados pelo próprio comportamento dos materiais, por sua plástica e resistência, pela capacidade e potência de cada um deles de afetar outros corpos. Assim o espaço se reocupa com uma geografia imprevista: novos sentidos se edificam, confundindo limites e funções.

O figurino do espetáculo foi criado com o objetivo de realçar as características dos materiais utilizados e suas personalidades, confundindo, em alguns momentos, as fronteiras entre corpo e objeto. 

O desenho do som, criado especialmente para o espetáculo pelo músico Felipe José, buscou incorporar a materialidade dos elementos, levando em consideração a capacidade sonora e a plasticidade do que está em cena. O mesmo critério foi aplicado à iluminação, desenvolvida de maneira coletiva. A luz entra por espaços não comuns, como uma porta entreaberta ou frestas da estrutura do teatro. 

Em Belém, o espetáculo tem produção executiva dos Produtores Criativos, com Thiago Ferradaes na técnica de Luz, Lucas Alberto Cunha, no som e Cristina Costa, Fátima Sobrinho e Andréa Rocha, na produção.

Ficha técnica
Criação coletiva: Lourenço Martins Marques + Patricia Manata + Roberta Manata
Direção coletiva: Companhia Suspensa + Gabriela Christófaro + Pablo Lobato 
Som: Felipe José
Luz: criação coletiva
Figurino: criação coletiva
Costureira: Mércia Louzeiro
Fotos: Pablo Lobato e Guto Muniz
Vídeos: Pablo Lobato e Gabriel Delano
Textos: Marcílio França Castro
Produção Executiva: Sheila Katz
Administração: Claudia Mota
Realização: Companhia Suspensa

Principais espetáculos e atividades já realizadas: 

  • Residência Companhia Suspensa + O Grivo. 2015;
  • Sobrevoo - Residência Companhia Suspensa + Barbara Foulkes. Brasil – México. 2014/2015;
  • 1-p/3 (1 espaço para 3) – 2014; Orientação Rosa Hercoles
  • “Órbita” – 2013, Criação coletiva: Patricia Manata; Lourenço Martins Marques; Eid Ribeiro e Tuca Pinheiro.
  • “Visto de Cima” – 2012; Criação coletiva Instalação coreográfica 
  • “Ela Vestida” – 2012; proposição inicial: Julia Panadés;
  • “Enquanto Tecemos” - 2011, Colaboração Julia Panadés e Sérgio Penna;
  • “Alpendre” 2010, Criação coletiva;“De Peixes e Pássaros” - 2008, Direção Tarcísio Ramos Homen; 
  • “Pouco Acima”- 2004; Direção Sérgio Penna e Ana Virgínia Guimarães.
Publicações: 

  • Catálogo Marques, Lourenço et al. Sem os Pés no Chão. Belo Horizonte, 2007.54p. Inclui dvd. ISBN: 978-85-907052-0-8:Publicação da pesquisa de linguagem coreográfica e Improvisação da Companhia Suspensa no ano de 2006 ;
  • Video Documentário com folder-encarte: Bellini Roberto e Campolina, Clarissa; Objeto de Vôo. Belo Horizonte, 2008. 30 min.- Vídeo documentário da pesquisa/projeto educativo “Objeto de Vôo” desenvolvido pela Companhia Suspensa e o físico Bernardo Zama com alunos do Instituto Libertas de Educação e Cultura.

Participação em outros eventos: 

  • Interferências Brasil 2013: Encontro internacional de performance;
  • Momentum 2008 e 2007 (improvisação em dança), 
  • Improvisões 2007 (improvisação intermídia), Residência com o grupo circense Inglês Scarabeus que resultou em performance apresentada no espaço CASA e no Festival Internacional de performance de BH,
  • Homenagem à Pina Bausch (Criação coletiva da REDE de Cooperação Cultural Caminho das Artes  em homenagem à coreógrafa). 

Premiações, Bolsas e indicações: 
  • Prêmio Klauss Vianna 2015- Dança – Circulação Norte e Nordeste;
  • Prêmio fundação Clovis Salgado de Estímulo as Artes Cênicas 2014 –Espetáculo MARGEM ;
  • Prêmio Cena Minas 2014 – Manutenção de espaço ;
  • Prêmio Carequinha - Funarte para montagem de novo espetáculo – edital 2011;
  • Prêmio Iberescena 2012 – “Seminário Cultural – Gestão de Grupos e Artistas: sustentabilidade e redes de colaboração”;
  • Prêmio Procultura de Produção Artística – Funarte - edital 2010;
  • Prêmio Cena-Minas com o projeto "Casa em Obras"- 2010;
  • Prêmio/Bolsa Rumos Itaú Cultural com a pesquisa em dança "Alpendre" – 2010;
  • Prêmio Carequinha-Funarte com o espetáculo "Alpendre"-2010;
  • Indicação ao 3º prêmio USIMINAS-Sinparc – 2005 de artes cênicas com o espetáculo “Pouco Acima” como Melhor espetáculo, Melhor concepção coreográfica, melhor trilha sonora e melhor cenografia; tendo recebido o prêmio de melhor trilha sonora. 
  • Prêmio Cena-Minas com o espetáculo "Pouco Acima"- 2004

24.11.16

"Amostra Aí" toda circense no Casarão do Boneco

Foto: Débora Flor
O Casarão do Boneco, espaço cultural independente, aberto ao público da cidade de Belém com atividades teatrais a mais de 15 anos, realiza neste sábado, dia 26 de novembro, mais uma edição do “AMOSTRA AÍ”, evento que acontece mensalmente. Nesta edição, a programação será, especialmente circense, e trará dois grupos ocupantes da casa, Vida de Circo e Projeto Vertigem e ainda, a apresentação de o "Pequeno Poema de Gambiarra", de Vandiléia Foro. 

As apresentações iniciam às 19h com um  trecho do espetáculo "Nação Amazônia", primeiro trabalho solo da artista circense Virginia Abasto (Vida de Circo), argentina que a 15 anos mora nas terras belenenses. Esta é uma prévia do resultado do Prêmio do Programa SEIVA que estará em cartaz no mês de dezembro.

“Pequeno Poema de Gambiarra” volta ao evento, às 19h25, expressando as tantas reticências do tempo na vida de cada ser, de como nos embaralhamos, flutuamos e estouramos feito balão.
E, às 19h30, reestreia "Trunfo", espetáculo do Projeto Vertigem, dirigido por Paulo R. Nascimento. 

Em cena Katherine Valente, Luan Weyl e Marina Trindade, que levam o público a experimentar diferentes sensações através das técnicas circenses e o tarô. Este espetáculo foi contemplado com prêmio Funarte e se prepara pra uma circulação nacional em janeiro de 2017.

Serviço
Amostra Aí. Neste sábado, 26, com apresentações a partir das 19h, no Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro, 815. Entre Veiga Cabral e Praça Amazonas). Ingresso: Pague quanto puder. Mais informações: 91 999418071 e (91) 32418981.

Bruno Benitez toca "Miscigenado" na Casa do Fauno

Com o nome homônimo do segundo álbum do artista, ainda inédito, o show “Miscigenado”, de Bruno Benitez, traz um repertório de salsas, tangos e merengues, além de ritmos Amazônicos, como o carimbó. O músico será acompanhado por Bruno Mendes (bateria e percussão), Beto Taynara (contrabaixo) e Jó Ribeiro (trombone e piano), nesta sexta-feira, 25, a partir das 22h, na Casa do Fauno (R. Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa). 

Criado em Belém, Bruno Benitez cresceu em meio á diversidade musical que a cidade oferece: Carimbó, merengue, salsa, rock, música erudita e jazz, alguns dos estilos que conheceu dentro da rica cena de Belém. O compositor, cantor e multi-instrumentista traz no gene a mistura que compõe a diversidade cultural paraense. 

É filho do saudoso Daniel Benitez, cantor e multi-instrumentista uruguaio radicado no Brasil, no fim da década de 1970, com uma paraense. O pai gravou com artistas do norte e nordeste do Brasil, como Beto Barbosa, Alípio Martins, Beto Douglas e outros, além de ter participado da banda Warilou. Impossível para Bruno não receber a influência desse clima latino paraense instaurado sempre de perto por Daniel.

Completando 20 anos de carreira, e acumulando participações em importantes trabalhos na cena musical de Belém, como Mundo Mambo e Arraial do Labioso, o músico dá continuidade à carreira solo iniciada em 2013, com o lançamento do CD “Coração Tambor”, disco autoral de estreia, em que misturou elementos amazônicos, latino-americanos e afro-brasileiros, em 10 faixas inéditas, trazendo várias culturas numa mesma pulsação.

Um som Afro, Latino e Amazônico

O CD “Miscigenado” está em fase de gravação, após ter alcançado êxito em um projeto de financiamento coletivo. Representando toda esta diversidade, o álbum trará participações de artistas de diferentes gerações da música paraense.

“Após o bem sucedido financiamento coletivo apoiado pelo eupatrocino.com.br comecei as gravações. Teremos participação de Allan Carvalho, Felix Robatto , Ronaldo Silva e Trio Manari, num conjunto sonoro que explora o universo Afro Latino Amazônico. Será lançado inicio de 2017 pelo selo Na Music”, diz Bruno Benitez.

Neste trabalho, Bruno Benitez mostra suas influências em um repertório diverso, com criação de hibridismos sonoros. Ao mesmo tempo em que revela as identidades culturais que formaram sua personalidade artística, Bruno Benitez também revela, neste novo CD, componentes culturais de uma Amazônia mestiça e globalizada.

Serviço
“Miscigenado”, de Bruno Benitez, nesta sexta-feira, 25, a partir das 22h, na Casa do Fauno (R. Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. Entrada R$ 10,00. Mais informações: 91 9808-2322 ou 3088.5858.