6.7.15

Banco da Amazônia abre programação dos 73 anos

Agente financeiro de fomento do Governo Federal na região Norte, o Banco da Amazônia elaborou uma programação intensa para celebrar a data, reunindo exposição, ato ecumênico, missa, show, eventos regionais em todas as unidades da Instituição e lançamento de nova campanha publicitária, serviço móbile banking a clientes e presença nas redes sociais.

Integrando a programação comemorativa, será aberta esta segunda-feira, 06,  a exposição “Casa do Caboclo João de Barro” do artista Jocatos, com curadoria do poeta e artista visual de Marcílio Caldas Costa. A mostra ficará aberta ao público até o dia 21 de agosto, de 10h às 16h. O vernisage ocorre às 18h30, no Espaço Cultural Banco da Amazônia, no prédio-sede da instituição, na Presidente Vargas.

Composta de instalação, fotografias e gravuras, a mostra é resultado do projeto “A contemporaneidade das construções na Amazônia: Casa de João de Barro”, resultado da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação, concedida a Jocatos em 2014 pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), atual Centro de Experimentação Artístico e Cultural do Pará (Casa das Artes).

Com o projeto, a ideia do artista foi a de mostrar as mudanças ocorridas ao logo do tempo nas construções das casas dos caboclos da Amazônia. A instalação é a própria Casa do Caboclo João de Barro, uma alusão ao pássaro conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno e que foi tomado como objeto de estudo para a produção artística da exposição.

Na exposição, a Casa torna-se um espaço de expressão cultural, de valorização da identidade, memória e história da cultura do caboclo da Amazônia. Nela, é possível ao visitante encontrar objetos como fogão de barro, jirau, lamparina, pote e poço e, ao circular pelas obras, perceber as mudanças advindas com a contemporaneidade: o jirau deu lugar à pia, a lamparina deu lugar à luz elétrica e, antes, o que era pote, hoje é geladeira.

A exposição de fotografias e gravuras trazem registros da ambientação, dos objetos e utensílios que compõem a Casa do Caboclo João de Barro. “Queremos que as pessoas reflitam sobre esse espaço de mudança que a contemporaneidade traz, além de fazê-las valorizar a identidade, a memória e a história cultural do caboclo amazônida”, diz Jocatos.

Com mostras e premiações artísticas em salões, bienais e acervos em museus locais, nacional e internacional, Jocatos traz nesta nova mostra uma visão inovadora do homem amazônida, valorizando a cultura regional no que ele caracteriza como “a essência do viver o cotidiano de cada indivíduo”.

Show de Toquinho e novidades integram programação

As comemorações tiveram início ontem (5), com a veiculação do segundo comercial da campanha publicitária “Temos o crédito que você precisa”, composta de filme para cinema e TV, este último a ser veiculado em toda a região Norte, e banner para Internet. 

No comercial, é mostrado o Banco movimentando todos os setores da economia, desde a biodiversidade até os grandes investimentos em educação e saúde, disponibilizando o crédito de acordo com a necessidade do cliente.

Na quarta-feira, 8, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, será promovido um show com o cantor Toquinho, um dos mais expressivos artistas da música popular brasileira. Parceiro de outros compositores consagrados da MPB, como Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Paulinho da Viola, Toquinho é dono de uma discografia que começou a compor ainda na juventude, na década de 60, quando deu início a sua carreira profissional. 

De “O violão de Toquinho”, seu primeiro LP instrumental gravado, em 1966, até “Quem viver verá”, cd de músicas inéditas lançado em 2011, já são mais de setenta trabalhos registrados fonograficamente e é parte desta produção que o artista mostrará a clientes e parceiros do Banco da Amazônia.

Na quinta-feira, 9, data exata do aniversário, haverá duas celebrações religiosas para marcar a passagem do aniversário do Banco. Às 9 horas, no auditório Rio Amazonas, no prédio-sede, ocorre um Ato Ecumênico, com a participação de representantes dos segmentos católico, judaico, evangélico e espírita. E, às 18 horas, na Basílica de Nazaré, ocorre missa com celebração do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, com participação especial do Coral Vozes da Amazônia. A celebração será transmitida ao vivo pela TV Nazaré, canal 30. A missa é aberta ao público em geral.

Para o público interno – o Banco emprega mais de três mil trabalhadores – já está sendo veiculado o “Minuto Memória”, uma série especial de comunicações onde são destacadas as principais realizações do Banco ao longo de seus 73 anos de existência. E, ainda, a campanha “Eu Faço Parte Dessa História”, onde os empregados relatam fatos de suas vidas junto à Instituição por meio de textos ou fotografias, que são veiculados nos canais internos de comunicação do Banco.

Já para o público externo a novidade foi o lançamento, nesta semana, do novo canal de atendimento, o Mobile Banking. Com o mote “Tecnologia para movimentar a nossa vida e de nossos clientes”,  com o novo canal é possível o cliente do Banco da Amazônia, com auxilio de seu smartphone ou tablet, verificar o saldo de sua conta, extrato, realizar pagamento de títulos, fazer transferências entre contas, DOC e TED 24 horas por dia, além de localizar o ponto de atendimento mais próximo e obter informações disponíveis no site institucional do Banco.

Outra novidade é a presença do Banco da Amazônia nas redes sociais. Na quarta-feira, 8, os internautas poderão acessar a página oficial da Instituição no Facebook. Por meio do endereço facebook/bancodaamazoniaoficial , é possível ter informações cotidianas sobre as atividades do Banco.

2.7.15

Três histórias pra começar bem as férias de julho

O projeto do Pirão Coletivo “Sábado Tem e Domingo que Vem” – 2ª edição, com patrocínio do Banco da Amazônia, entra em ritmo de despedida. Em cena desde o dia 6 de junho, tendo como espaços o Casarão do Boneco, aos sábados de noite, e a Praça Barão do Rio Branco, aos domingos pela manhã, a iniciativa vem contemplando gente que se deixa enveredar pelo universo cênico das histórias e lendas que povoam o imaginário de nossas infâncias.

Desta vez quem está em cartaz neste sábado, 4 de julho, no Casarão do Boneco, a partir das 19h, é o Coletivo Dirigível de Teatro que contará/encenará três histórias. A partir das 19h, "A dona dos gatos" traz uma mulher que possui 33 gatinhos, dos quais cuida muito bem, mas que um dia eles resolveram cuidar dela também.​​ Em cena, os atores Ana Marceliano e Maycon Douglas.

Em seguida, às 19h30, “Olívia - Um Convite Para o Café” promete uma boa prosa, com o músico Armando Mendonça e o ator manipulador Starllone Souza, nossos contadores, tendo na direção, Anibal Pacha.

Encerrando a noite, já às 20h, o público vai conferir "IssumBoshi – Ou a grande aventura do pequeno samurai contra o temido monstro Oni", inspirado no livro Issum Boshi – O Pequeno Samurai de Lúcia Hiratsuka. O ator Enoque Paulino é quem conta a história que se passa num tempo conhecido como Mukashi. 

Ao nascer tão pequeno quanto um polegar, Issum Boshi tem como sonho maior, engolir o mundo para se tornar grande. Por isso, com as habilidades de samurai que ele acreditava ter, resolve partir mundo a fora sem saber que o destino lhe reservava um grande encontro com o temido e grande monstro Oni. 

Últimas apresentações – No Domingo que Vem, dia 12 de julho, o projeto encerra  com duas contações de histórias e um espetáculo. Tudo na Praça Barão do Rio Branco, onde às 11h terá apresentação do In Bust Teatro com Bonecos, com a contação “O Príncipe, a Lavadeira e o Sapo”, seguida, às 11h30, da Cia. de Teatro Madalenas, que trará a história “Pé de Vento”, com  Leonel Ferreira. Ao meio dia, o Pirão apresenta a Causo Cia. , que apresentará o espetáculo “Pitiú, O Romance”, não percam. Vá e pague quanto puder.

Origem - Formado pelo In Bust Teatro com Bonecos, Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos além de diversos colaboradores, o Pirão Coletivo vem propondo a difusão da produção de grupos de teatro sediados em Belém. Tendo como espaços o Casarão do Boneco, aos sábados, e a Praça Barão do Rio Branco, aos domingos pela manhã, o projeto “Sábado tem e Domingo que vem” é uma das ações do coletivo, que no início deste ano também realizou o projeto independente “Pirão nos Bairros” levando a magia cênica aos bairros do Guamá, Outeiro e Pratinha.

Serviço
Projeto “Sábado Tem e Domingo que Vem, do Pirão Coletivo. Sábado, 4 de julho, a partir das 19h, no Casarão do Boneco – 16 de Novembro, 815. Pague quanto puder. Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro. Mais informações: https://www.facebook.com/piraocoletivo. Fones: 98327.6779 (tim).

30.6.15

Andréa Pinheiro faz show com performance cênica

Paulo José Campos de Melo e Andréa Pinheiro
Foto: Walda Marques
Parceiros musicais há muitos anos, Andréa e Paulo José Campos de Melo apresentam "Tangos, boleros e outros dramas'. A apresentação ocorre nesta quinta-feira (2), a partir das 20h, no palco do Teatro Experimental Waldemar Henrique, com participações de Luiz Pardal, Nego Nelson, Paulo Moura, Jacinto Kahwage, Olivar Barreto, Marcelo Sirotheau e Marcio Farias.

O show, fruto da parceria entre os dois, foi lançado recentemente no XXVIII Festival Internacional de Música do Pará, que celebrou, em junho deste ano, os 120 anos do Instituto Carlos Gomes. Será mais uma oportunidade para quem não viu ou mesmo para rever.

Em "Tangos, boleros e outros dramas", ao lado do pianista Paulo Campos de Melo, Andréa Pinheiro leva um repertório dramático, onde flerta com o teatro, dando às canções um caráter interpretativo. Outros gêneros  musicais também integram o show, como baião, samba, blues, standards, baladas e outros. 

Entre as canções, destacam-se: "Balada para un loco" (Astor Piazzola), "Sou assim", (Toquinho e Guarnieri) e "Quero Mais" (Angela Ro Ro).  Além de Paulo Campos de melo, ao piano, a banda também é formada por Príamo Brandão (baixo) e Edvaldo Cavalcante (bateria).

Parceria - Andréa Pinheiro se destaca no cenário musical paraense por sua versatilidade. Participou de vários festivais nacionais conceituados; cantou por sete anos na Amazônia Jazz Band e hoje é integrante do Trio Lobita e o Quarto Elemento, juntos aos músicos Paulinho Moura, Azarias Cardoso e Tiago Amaral, onde desenvolve um trabalho musical com os gêneros choro, samba, maxixe, polca e baião. 

O pianista Paulo José Campos de Melo, formado pela Escola Superior de Artes de Berlim,  fez carreira fora do país com apresentações em mais de 20 países. Foi Diretor Musical de teatros na Alemanha, Suíça e Áustria. Hoje, atua como Superintendente da Fundação Carlos Gomes e Organista titular da Catedral Metropolitana de Belém, além realizar apresentações como estas em parceria com Andrea Pinheiro..

Serviço
“Tangos, boleros e outros dramas”. Nesta quinta-feira (2), a partir das 22h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas, 645 – Campina). Ingressos: R$ 20 (com meia entrada para estudantes). Informações: (91) 98806.8476. 

Últimas sessões de Santa Pocilga de Misericórdia

O espetáculo Santa Pocilga de Misericórdia encerra a primeira temporada com duas apresentações nesta terça-feira (30), às 18h e 20h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique. A montagem é a última parte da “Trilogia do Armário”, composta por “Ao Vosso Ventre” e “Amém!”, do diretor Kauan Amora. 

Em cena, seis homens encarcerados, que vivem os escombros de suas escolhas ao exercer os desejos mais vis e sagrados. O poeta "Jean", o machão "Marcel", o "Padre" obsceno, o contraditório "Mudinho" e o puto "Companheirinho" são heróis que carregam o peso do mundo nas costas.

De acordo com Amora, ao invés de espetáculo, a montagem é considerada uma oração dos - e para os - desalmados e desencarnados da vida. "Pocilga de Misericórdia é uma santa que se anuncia através de choros e gozos e vem para mostrar que os renegados também rezam, creem, esperam, amam...", explica Kauan, que também assina a encenação.

A dramaturgia é assinada pelo doutorando em Antropologia pela UFPA, Rodrigo Barata, que se inspirou em nomes como Jean Genet, um poeta e ladrão francês, que tem "Un Chant D'Amour" como uma canção de raiva e de sexo.

Santa Pocilga de Misericórdia é um projeto contemplado pela 13ª edição da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará, em 2014, dentro da área de criação/experimentação teatral. Em dezembro do ano passado, foi feita a primeira aparição de Santa Pocilga, como parte do projeto.

Ficha Técnica

Direção e Encenação: Kauan Amora
Dramaturgia: Rodrigo Barata
Elenco: Allan Jones, Arthur Ribeiro, Gabriel Antunes, Kayo Conká, Paulo Cesar Jr., Renan Coelho e Wan Aleixo.
Fotografia e Arte: Filipe Almeida
Iluminação: Tarik Coelho
Preparação corporal: Allan Jones
Assessoria de Imprensa: Brunno Gustavo

Serviço
Nesta terça-feira, 30 de junho, no Teatro Experimental Waldemar Henrique (Avenida Presidente Vargas, 645 - Praça da República - bairro da Campina - Belém). Duas sessões: 18h e 20h. Ingresso: R$ 20,00 inteira (meia entrada para estudante). Ingressos antecipados: R$ 10,00 (válido apenas para a sessão de 18h) - vendas na loja Ná Figueiredo (Avenida Gentil Bitencourt, 449 - Nazaré). Promoção: Os cinco primeiros casais gays que toparem se beijar no ato da compra dos ingressos pagam R$ 8,00 cada (válido somente para a sessão de 20h). Proibido para menos de 18 anos. Informações: (91) 98337-6369. Fanpage: facebook.com/santapocilga

(texto enviado pela assessoria de imprensa)

26.6.15

Cine Olympia recebe "Mostra de Cinema Português"

A "Mostra de Cinema Português" é um evento realizado pelo Instituto Cultural Amazônia Brasil e faz parte das ações de intercâmbio cultural do projeto "Mostra de Cinema da Amazônia", que desde 2005 amplia a difusão do cinema amazônico para o mundo e traz o cinema contemporâneo mundial para a Amazônia. Anote: de 02 a 08 de julho, no Cinema Olympia, em Belém, com sessão única para cada filme, às 18h30. Entrada franca.

Em dez anos de existência o projeto já circulou por cinco países e mais de vinte cidades apresentando a produção audiovisual amazônica para os mais diferentes públicos. 

Em novembro de 2014 o projeto esteve pela segunda vez em Portugal, desta vez Lisboa, Porto, Coimbra e Góis, onde o público português teve a oportunidade de ver mais de 30 produções amazônicas, entre curtas e médias-metragens, animações e documentários. 

Agora é a vez dos amazônidas entrarem em contato com a recente e premiada produção cinematográfica lusitana, onde serão exibidos seis longas-metragens inéditos no Brasil e de enorme repercussão tanto em Portugal como em festivais internacionais. 

O evento abre as atividades de programações da "VI Mostra de Cinema da Amazônia" que acontecerá em agosto em Belém, Manaus e Rio Branco. O evento conta com o patrocínio exclusivo do Banco da Amazônia.

Programação:

02/07
Cartas a Uma Ditadura
Dir.: Inês de Medeiros
Ano: 2006
Tempo: 60'

Sinopse: Documentário que revisita a memória dos anos do salazarismo através do olhar e testemunho de várias mulheres de diversos extractos sociais, que, em 1958, foram convidadas a manifestar o seu apoio a Salazar em cartas laudatórias, a pretexto da primeira crise que abalou a ditadura, quando da campanha do General Humberto Delgado.

"Cartas a uma Ditadura" desmonta o regime e as suas estratégias de perpetuação. À partir da descoberta de centenas dessas cartas respondidas a uma desconhecida circular de um misterioso Movimento Nacional das Mulheres Portuguesas, e de algumas missivistas ainda vivas entrevistadas, a diretora tenta mostrar o papel feminino nos anos 1950 e 1960, época em que Portugal esteve sob o regime Salazarista. Prêmio de Melhor Filme Português - DocLisboa 2006.

03/07
Alice
Dir.: Marco Martins
Ano: 2005
Tempo: 102’

Sinopse: Passaram 193 dias desde que Alice foi vista pela última vez. Todos os dias Mário, o seu pai, sai de casa e repete o mesmo percurso que fez no dia em que Alice desapareceu. A obsessão de a encontrar leva-o a instalar uma série de câmeras de vídeo que registram o movimento das ruas. No meio de todos aqueles rostos, daquela multidão anônima. Mário procura uma pista, uma ajuda, um sinal… É dos poucos filmes portugueses com boa presença no estrangeiro, sobretudo na França. Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Filme no Festival Mar Del Plata 2006, e Melhor Diretor nos Festivais de Berlim, Las Palmas e Raindance Film Festival 2006.

04/07
Amália
Dir.: Carlos Coelho da Silva
Ano: 2008
Tempo: 127'

Sinopse: Amália é um filme biográfico estrelado por Sandra Barata, Carla Chambel e José Fidalgo. O filme é a primeira biografia ficcionada da lendária fadista Amália Rodrigues. Esta obra cinematográfica foi um projeto de dimensão nacional e internacional que retrata, de forma romanceada e com gravações originais de Amália, um período longo da vida da maior fadista de todos os tempos e figura incontornável da história e cultura portuguesa do século XX.

05/07
Filme do Desassossego
Dir.: João Botelho
Ano: 2010
Tempo: 120'

Sinopse: Um quarto em Lisboa. Um homem sonha e estabelece uma teoria para torná-lo realidade. O filme é baseado em “O Livro do Desassossego", a obra póstuma do escritor português Fernando Pessoa. Ela retrata a solidão do homem através de imagens pitorescas e efeitos dramáticos.

07/07
Linha Vermelha
Dir.: José Filipe Costa
Ano: 2011
Tempo: 81

Sinopse: Em 1975, a equipa de Thomas Harlanfilmou a ocupação da grande herdade da Torre Bela no Ribatejo. Trinta e sete anos depois, Linha Vermelha reencontra os protagonistas do filme e questiona os mitos sobre a ocupação: de que maneira a equipe influenciou os acontecimentos? Que impacto tem hoje o filme sobre a memória da Torre Bela? Melhor filme Português IndieLisboa 2011.

08/07
Lisboetas
Dir.: Sérgio Tréfault
Ano: 2004
Tempo: 101'

Sinopse: Lisboetas é um documentário político sobre a vaga de imigração que mudou Portugal. É o retrato de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irresistível. É uma viagem a uma cidade desconhecida, a um país escondido, a lugares que nunca fomos e que está aqui. É um filme incômodo que deixa muitas questões em aberto - porque é difícil avaliar o quanto tudo mudou e ainda pode mudar.

"No Trono" de volta em temporada no Fórum Landi

Após pouco mais de dois meses longe da cena, o grupo Os Varisteiros, volta em cartaz com o espetáculo "No Trono". Com a vontade e a possibilidade de ficar mais de um final de semana em cartaz, o grupo optou pelo Fórum Landi, espaço administrado pela UFPA, que abre portas para artistas da cidade que tenham vínculo com a Universidade. A temporada começa hoje (26) e segue até domingo, 28 e depois de 3 a 5 de julho, às 19h. Tem ingresso antecipado à preço promocional, leia mais. As fotos são de Pedro Tobias.

O espetáculo “No Trono” é uma livre adaptação da obra “Palácio dos Urubus”, do teatrólogo Ricardo Meirelles. 

O texto entrelaça o nosso momento político com a realidade de um país fictício em declínio, cuja monarquia preocupa-se apenas com os seus próprios interesses, enquanto a população padece, já que o monarca orgulha-se de oferecer circo semanalmente e pão anualmente à população carente de Babaneiralle. 

A obra se passa em um país não tão distante, chefiado por um monarca um tanto excêntrico, onde vive uma população pobre e analfabeta.A corte, decadente, perdera seus bens e até seu palácio real, transferindo-se para a segunda residência mais ”luxuosa” de Babaneiralle: o bordel. A comédia denota o cotidiano do Rei Navarro, revelando suas prioridades e intimidades, seus descasos e o acentuado medo de uma possível conspiração contra o seu império.

"Os Varisteiros optam pelo Fórum Landi partindo de um(a) discurso/ação político(a). Administrado pela UFPA, o Fórum não e o espaço pensado para o teatro, mas pode ser adaptado de acordo com a necessidade, suprindo as lacunas deixadas pelos do poder público para quem quer fazer teatro na cidade. Soma-se a isso a oportunidade de apresentar um espetáculo que traduz diretamente a crise político/economica/social que tanto perdura no nosso pais.

O espetáculo "No Trono" esta sempre em constante adaptação e atualização para cutucar aqueles que se julgam inatingíveis. Que mais do nunca busquemos alternativas político-culturais sem esquecer de debater sobre a atual situação", declara do ator, Raoni Moreira. 

Ingressos - Os ingressos custam R$ 20,00, com meia para estudantes, mas adquiridos com antecedência ficam por R$ 8,00,  é só ligar pra ligue para os fones 91 98058.8940 e 98121.3862. Mais do que ficar dois finais de semana em cartaz, no mesmo espaço (Viva o Fórum Landi), Os Varisteiros quer ver aquilo ali lotado. Por isso vai aqui o alerta pra você se garantir na plateia.

O autor - Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo Meirelles é formado em história pela Universidade de Campos. Tem em seu currículo uma extensa lista de publicações, somando cerca de 10 livros editados e mais de 30 peças escritas.

Talentoso e com reconhecimento internacional, o teatrólogo já conquistou inúmeros prêmios importantes, tanto noBrasil, quanto no exterior. Suas peças já percorreram todos os estados brasileiros e foram premiadas em países como Alemanha, Islândia e Venezuela.

O grupo - O Grupo de Teatro Os Varisteiros nasceu da união dos egressos do Curso Técnico de Formação em Ator (2011) da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará - UFPA, com o intuito de permitir a inserção dos recém-formados atores no celeiro de produção teatral da cidade de Belém. 

Fundado em 2012, fora dos parâmetros da academia, o grupo surgiu possibilitando a estes artistas à atividade criadora de pesquisa e experimentação cênica, as próprias montagens, a descoberta de uma poética de trabalho, a vivência em grupo de teatro e, sobretudo, viabilizando a realização de espetáculos ao grande público paraense.

O grupo possui em seu portfólio os seguintes espetáculos: “No Trono”, uma livre adaptação da obra “Palácio dos Urubus” de Ricardos Meirelles; "Barrela", do dramaturgo Plínio Marcos; “Nó de 4 Pernas” e “Sonho de Uma Noite de Inverno”, ambos do dramaturgo paraense, Nazareno Tourinho.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Livre adaptação da obra “O Palácio dos Urubus”, de Ricardo Meirelles
Direção: Os Varisteiros
Adaptação de texto, cenografia, figurino e maquiagem: Os Varisteiros
Iluminação: Paula Nayara
Sonoplastia: Leirson Reis
Assessoria de Imprensa: Laíra Mineiro
Produção: Laíra Mineiro e Bruno Rangel
Teaser e fotografia: Pedro Tobias
Arte gráfica: Rodrigo Cantalicio
Apoio: Luiza Bezerra e Enoque Paulino

Serviço
"No Trono". De 26 a  28 de junho e de 3 a 5 de julho, sempre às 19h, no Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes, 60, em frente a Praça do Carmo). Entrada: 20 reais, com meia para estudantes. Antecipado: R$ 8,00 (contatos: 98058 8940/98121 3862). Classificação: 12 anos.

25.6.15

Pirão traz mais encantamento para o Domingo

De forma bem humorada e cheio de cores, o espetáculo La Fábula é um belo programa pra este domingo, 28, às 11h, na praça Barão do Rio Branco, em frente à praça da igreja da Trindade. A apresentação faz parte do projeto Pirão Coletivo - "Sábado Tem e Domingo que Vem" que, em sua segunda edição, é realizado com incentivo do Edital de Patrocínio do Banco da Amazônia.

Estreando no final de 2011, para marcar as celebrações dos dez anos da Madalenas, o espetáculo propõe um mergulho no universo mágico presente em contos da literatura universal, que, encenados usando como base os fundamentos do teatro de rua, se vale do mundo do ‘faz de conta’ para envolver o espectador na trama que foi apresentada em espaços públicos de Belém do Pará.

O enredo de "La Fábula" se desenvolve em torno da rainha Altiva e seus três súditos. Dom Quixote, o Homem de Lata e o Velho do Saco entram na cena sem perder suas essências, mas estão fora de seus contextos. A ideia, de acordo com a diretora Ester Sá, era trazê-los para o universo da fábula, do imaginário, os deslocando de suas estórias originais.

La Fábula é um espetáculo divertido. Tem rodado o país. Por meio do Prêmio Myrian Muniz de Teatro 2012, categoria Circulação, realizou 13 apresentações em praças públicas de 12 cidades do Pará, Maranhão e Piauí. 

E agora está de volta à cena de Belém neste domingo, 28 de junho, com patrocínio do Banco da Amazônia, que contemplou o projeto do Pirão, um coletivo de teatro que reúne diversos grupos. Até 12 de julho, vários outros espetáculos serão mostrados, divididos assim: Em uma semana, tem programação aos sábados, e na outra, num domingo. 

É assim, alternando dias e horários (no sábado, às 19h, no casarão do Boneco, e no domingo, na Praça barão do Rio Branco, pela manhã), que o projeto “Sábado Tem e Domingo que vem” tem se tornado uma referência da produção teatral da cidade. 

A direção e dramaturgia são assinadas pela atriz, contadora de história e dramaturga, Ester Sá, com coordenação geral de Leonel Ferreira, direção musical de Armando Mendonça, produção executiva de Flavio Furtado e Tainah Fagundes, concepção de figurino de Aníbal Pacha e confecção de Mariléia Aguiar. O elenco conta com Dina Mamede (Rainha Altiva), Gilberto Ganesh (Homem de Lata), Leonel Ferreira (Homem do Saco) e Rodrigo Braga/Cleber Cajun (Dom Quixote). 

Na cena e na luta - No Pará, sem política cultural voltada especificamente ao teatro, o Pirão Coletivo é uma iniciativa audaciosa que surge no início de 2013, realizando por conta própria várias ações na cidade. Em 2014, o projeto foi inscrito no edital do banco do Amazônia, que reconheceu sua relevância, tanto enquanto entretenimento de qualidade para o público quanto para a cena teatral da cidade, sempre com difiucldades de escoar sua produção.

Os espaços em que o projeto é realizado são independentes e abertos públicos, que paga quanto puder para participar da apresentação na sede do In Bust Teatro com Bonecos, que atualmente passa por uma campanha financeira (Salve Salve Casarão do Boneco – no site CATARSE) para realizar seu restauro é um deles, ou na Praça Barão do rio Branco, que já abrigam o projeto desde o início da empreitada, há dois anos.

No sábado, dia 4 de julho, às 19h, no Casarão do Boneco, tem apresentação do grupo Dirigível Coletivo de Teatro e, encerrando a edição, no dia 12 de julho, o público vai ver mais um espetáculo do In Bust Teatro com Bonecos, na Praça Barão do Rio Branco. 

Fazem parte do Pirão Coletivo, os grupos: O Pirão Coletivo é formado pelos grupos: Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos e In Bust Teatro com Bonecos, além de vários colaboradores. 

Ficha Técnica La Fábula
Direção e Dramaturgia: Ester Sá
Elenco: Dina Mamede, Gil Ganesh, Leonel Ferreira, Rodrigo Braga e Cleber Cajun
Direção Musical: Armando Mendonça
Concepção Figurinos e Adereços: Aníbal Pacha
Confecção: Mariléa Aguiar
Produção Executiva: Flavio Furtado e Tainah Fagundes
Coordenação Geral: Leonel Ferreira

Serviço
Programação do projeto Sábado Tem, do Pirão Coletivo: “La Fábula”, às 11h, na Praça Barão do Rio Branco. Pague quanto puder. Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro. Mais informações: https://www.facebook.com/piraocoletivo. Fones: 98327.6779 (tim).

Peça desafia o público a ficar de olhos vendados

Não há cenário, iluminação, figurino ou maquiagem. "Pelos Olhos dela" traz atores que ultrapassam a definição de especiais. O projeto Cena Especial – Teatro Inclusivo estreia sua em Belém de 26 a 28 de junho (sexta a domingo), com entrada franca, às 20h, no auditório da Fibra.

Por Parla Página – Produção de Conteúdos

Escrita e dirigida por Carlos Correia Santos – que é também o criador e coordenador do Cena Especial, a peça “Pelos Olhos Dela” é um convite ao público a mergulhar no universo da cegueira. O desafio dramatúrgico, porém, não estará apenas nas mãos do elenco. Será compartilhado, de forma inclusiva, com o público. 

Quem for assistir a experimentação precisa concordar em ficar os quarenta minutos da encenação completamente vendado. O espectador terá os olhos cobertos na ante sala do espaço de apresentação e, a partir deste momento, será literalmente conduzido para o universo do espetáculo. Espectadores surdos serão os únicos não vendados. Para estes, a produção disponibilizará tradução simultânea em LIBRAS.

Cada sessão receberá o número máximo de 30 pessoas. “Esse é, acima de tudo, um experimento artístico que tem a inclusão como pressuposto. É um sonho que estou realizando ao lado dos lindos participantes do projeto. Queremos falar sobre a cegueira, mas num sentindo muito mais profundo que somente o da deficiência física”, instiga Carlos Correia. O elenco do trabalho é variado. 

A montagem terá no palco pessoas com síndrome de down, autistas, surdos, cegos. Porém, somente suas vozes serão ouvidas ou suas ações serão sentidas, impossibilitando o reconhecimento imagético de supostas deficiências. O Cena Especial – Teatro Inclusivo é um projeto gratuito de extensão da Fibra e recebe pessoas com e sem deficiência, com e sem experiência no teatro.

O PROJETO

O Cena Especial iniciou suas atividades na Fibra em março de 2015, já gerando grande repercussão e despertando a atenção dentro e fora de Belém. O projeto virou pauta em programas de rádios de Brasília dedicados ao tema e ganhou matéria de duas páginas na Revista Reação, mais importante publicação nacional voltada à inclusão. O empreendimento se diferencia por apostar na formação de atores-inclusivos. 

De acordo com Correia, pode ser um ator-inclusivo qualquer pessoa – com ou sem deficiência, com ou sem experiência no teatro – interessado em aprender as particularidades de ser um artista envolvido com a arte educação especial. 

“O ator-inclusivo é, primeiramente, um artista ciente de seu papel como instrumento da inclusão por meio das artes, em particular as cênicas. É um artista preparado para lidar não apenas com as situações gerais do fazer teatral, do mergulho nas exigências do palco, mas uma pessoa capacitada para se comunicar artisticamente explorando as possibilidades múltiplas dos sentidos. E da ausência destes. É um artista que precisa ser hábil a encenar montagens nas quais sejam exploradas a sua própria aptidão sensorial, as aptidões sensoriais de seus colegas de cena e as aptidões sensoriais do público na plateia”, detalha Carlos.

O projeto busca como resultados sempre espetáculos criados para debater aspectos ligados à inclusão. Serão sempre peças em que estarão juntos, em cena, os participantes com e sem deficiência. E a plateia também será sempre convidada a experimentar sensações variadas vividas pelas pessoas com deficiência.  

Podem ser espetáculos encenados na escuridão, como é o caso de “Pelos Olhos Dela”, ou espetáculos encenados sem qualquer som ou fala. Espetáculos que convidem o público a sentir limitações físicas. Espetáculos que mostrem a necessidade que precisamos ter de sempre nos colocar no lugar do outro para, assim, entende-lo e aceitá-lo.

Serviço
Pelos Olhos Dela. Primeiro espetáculo sensorial do projeto Cena Especial – Teatro Inclusivo. De 26 a 28 de junho (sexta a domingo), sempre às 20h, com entrada na franca, no auditório da Fibra (Gentil, 1144, entre Generalíssimo e 14). ATENÇÃO: os espectadores precisam concordar em ficar vendados ao longo de toda a encenação. Lugares limitados.

24.6.15

PROA: As Políticas Culturais no Brasil e Amazônia

Produtores e Artistas Associados reúnem-se em Belém e apresentam, a outros movimentos, como as políticas podem influenciar na vida e na gestão da cultura de cada território

Por Elielton Alves Amador*

O movimento Produtores e Artistas Associados (PROA) reuniu na última noite do dia 23 de junho no Teatro Cláudio Barradas, da Escola de Teatro da UFPA, em Belém, para debater e compartilhar entre seus membros e com representantes de outros movimentos culturais a implementação do Sistema Estadual de Cultura. 

Uma de suas maiores bandeiras de luta, o Sistema representa a efetividade de uma política iniciada em 2003, com a gestão do então ministro Gilberto Gil, que tem continuidade na gestão do atual ministro Juca Ferreira.

O Sistema Estadual de Cultura se inicia com a adesão do Pará ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), criado constitucionalmente em 2012 a partir de uma diretriz do Plano Nacional de Cultura (PNC) – esta, outra lei promulgada pelo então presidente Lula em 2010, após o período de escuta e diagnóstico feito pela gestão do músico e compositor Gilberto Gil, que se iniciou com a primeira conferência nacional de cultura e com as reuniões das câmaras setoriais, embrião dos colegiados setoriais, que compõe, por sua vez, o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), órgão consultivo que demanda as diretrizes e ações do Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura, em construção.

Mas essa adesão é somente o primeiro passo para a efetiva instituição do Sistema Estadual, como bem lembrou a convidada especial do grupo, a professora visitante da UFPA, Eliana Bogéa, que pesquisa o desenvolvimento por meio da cultura. Para efetivar o sistema é preciso ter um plano estadual e um fundo de cultura, que receberá, fundo a fundo, recursos da União e também deverá ter recursos do próprio estado. A mesma dinâmica se dará entre os municípios que devem receber, fundo a fundo, recursos do fundo estadual e recursos da União.

Para gerir esse fundo, o sistema estadual deve estar ligado aos sistemas municipais, que devem ter cada um o seu conselho de cultura, que é o órgão paritário (ou seja, composto por membros da sociedade civil e do governo) que demanda e estabelece os critérios e diretrizes de aplicabilidade do fundo, de acordo com o plano elaborado para o sistema. Assim, conselho, plano e fundo, formam o que os militantes chamam de “CPF da Cultura”.

Lei Municipal - Essa grande aula, que resumo aqui, foi dada por Eliana e por membros do PROA, como Valcir Santos, irmão de Valmir Bispo dos Santos, que foi gestor da Fundação Curro Velho e faleceu em 2012 deixando a militância cultural de Belém comovida. 

Foi com o nome de Valmir que a Lei Municipal que cria o Sistema Municipal de Cultura de Belém foi criada, a partir de uma ampla mobilização popular que arrecadou mais de 30 mil assinaturas durante uma longa campanha. 

Paulo Ricardo Nascimento, um dos coordenadores do Fórum Municipal de Cultura, foi protagonista desse movimento e esteve também presente no debate promovido pelo PROA contando essa trajetória, juntamente com Cincinato Marques, também professor da UFPA, que falou sobre a situação do Sistema Estadual, cuja adesão foi assinada, mas que, efetivamente, não se concretizou. O encontro teve ainda a participação de Delson Cruz, representante regional do Minc.

Em vez das políticas estadual e municipais serem efetivadas, as notícias vinculadas no encontro do PROA são de que esses governos estão atentando contra as políticas culturais. Por um lado, o governador Simão Jatene não avança na implantação do sistema estadual. De acordo com Delson Cruz, o Pará é um dos apenas três estados da federação que ainda não efetivaram o sistema estadual – o que implica em atraso na participação de recursos para obras e ações fundamentais para o fortalecimento da cultura, do patrimônio material e imaterial, além de ações de impacto econômico.

Por outro lado, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, se prepara para pedir a revogação da Lei Valmir Bispo na Câmara Municipal. 

Primeiro, no ano passado, Coutinho enviou à casa de vereadores uma proposta de emenda em que mudava o texto que estabelecia o mínimo de 2% do orçamento municipal para a cultura para “até 2%”, o que desvirtua completamente a proposta da Lei, como bem frisou na reunião o economista Valcir Santos. 

A informação de que o prefeito pedirá a revogação total da lei ainda circula internamente nos órgãos municipais, segundo Valcir, mas demonstra que a luta dos movimentos culturais enfrenta grande resistência, principalmente das administrações mais conservadoras e de orientação neoliberal.

Uma orientação política liberal implica em uma visão de desenvolvimento pautada no crescimento econômico e no enxugamento da máquina pública. Ocorre que, em um estado de dimensões continentais, assim como o país, não somente o Estado deve estar presente como deve colaborar com a organização da sociedade civil, para que ela tenha recursos e instrumentos efetivos para sua organização política e para o ordenamento social de seus territórios.

Esse tema fica ainda mais gritante na Amazônia – onde a ocupação irregular e baseada em grandes projetos de desenvolvimento econômico, de impacto avassalador sobre a vida e a cultura das comunidades locais tem promovido a enorme desigualdade entre as elites locais (aliadas aos exploradores mercantis estrangeiros) e a população que vive à margem dos benefícios desses projetos. 

Essa visão, ainda pouco consolidada na percepção das comunidades menos instruídas, tem reiterado o poder político daqueles que efetivamente não querem o desenvolvimento social organizado da região.

Reiterando essa visão, duas representantes de movimentos culturais que tiveram o primeiro contato com o PROA nesse citado debate, reivindicaram informação sobre os projetos e sobre as políticas. Uma dessas representantes, cujo nome não consegui guardar, vinha de Ananindeua e a outra, de Capanema, municípios das regiões norte e nordeste do Pará, que compõem o que seria o Pará “original” em uma possível redistribuição das terras legais do estado. 

As regiões do Tapajós e de Carajás, que compõem territórios que reivindicam, ainda dentro do Pará, sua autonomia ficam ainda mais distantes. A mobilização do PROA, pelo que pude perceber das falas, busca ampliar suas conexões, mas ressente-se de uma certa falta de representatividade em municípios e territórios dentro do próprio estado.

Na minha visão, a mobilização do PROA deve buscar estabelecer conexões cada vez maiores e deve levar ao maior número possível de comunidades a informação e o conhecimento de como as políticas de cultura podem ajudar a transformar a realidade territorial, implantando ações que deem novo sentido à vida social. 

Esse território deve ser determinado na Amazônia Legal. Seus coordenadores localizados na capital paraense não devem temer o papel de liderança local e de efetivos articuladores e facilitadores de um “movimento Amazônico”. 

No entanto, o papel de liderança necessita engajamento, carisma, além de uma postura dialógica e aberta, sem pretensões colonizadoras ou de interesses personificados ou minoritários. Quais quadros do movimento devem ser (ou estão dispostos a serem) empoderados nesse contexto? Penso que essa é uma das muitas questões que o movimento deveria avaliar nesse momento.

Esse conhecimento (das dimensões culturais e seu impacto na vida social) é transformador e, de certa forma, revolucionário. Por isso, enfrenta enorme resistência. É preciso organizar os movimentos, as comunidades e os grupos em torno de um objetivo comum. E divulgar esse conhecimento é parte fundamental da liga que pode agregar os movimentos dispersos pela região, vencendo resistências culturais e territoriais. Organizar essas estratégias teriam grande impacto no avanço da implantação dessas políticas.

*Elielton Alves Amador é produtor, músico e jornalista. Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade Federal do Pará (UFPA). É membro do Movimento PROA.

22.6.15

OSTP homenageia Villa-Lobos e a gente agradece

Um dos principais nomes da música brasileira, o compositor Heitor Villa-Lobos, considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, será homenageado pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP). O repertório levará ao público as obras mais célebres de Villa-Lobos, como as Bachianas e os Choros, entre outras. A apresentação no próximo dia 25, às 20h, no da Paz, terá como maestro convidado, o regente da Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) e adjunto da Orquestra Filarmônica do Amazonas, Marcelo de Jesus. Entrada franca.

O concerto dá sequência às homenagens feitas pela OSTP durante o ano. “Já trouxemos a música impressionista, a alemã, a portuguesa e agora chegou à vez da nossa música brasileira, prestigiando um dos maiores nomes dela, o compositor Villa-Lobos”, explica o maestro titular da OSTP, Miguel Campos Neto.
Marcelo de Jesus já se apresentou junto à OSTP em outro momento e ressalta o cenário musical que a cidade oferece à música. “Toda vez que vou a Belém, fico muito feliz, porque percebo na capital um frescor musical, é um celeiro de música da nossa região, daí saem grandes nomes para o canto lírico”, analisa o maestro convidado.

Miguel Campos Neto afirma que, o convite para o maestro do Amazonas participar do concerto em homenagem a Villa-Lobos surgiu logo que ficou decidido quem seria o homenageado. “Conheço o trabalho do Marcelo de perto, ele é expert em Villa-Lobos e não toca apenas as músicas mais conhecidas”, afirma o maestro titular da OSTP.  

O concerto também contará com outra convidada. “A solista paraense Kézia Andrade estreia com a nossa Orquestra cantando a Bachiana nº 5, vai ser um momento muito bonito”, afirma Campos Neto. Ele ressalta que a participação da solista na apresentação é um incentivo aos novos talentos da música paraense. “Será uma experiência muito boa, de crescimento profissional, espero poder corresponder ao talento deles”, diz a convidada.

Para Marcelo, o repertório escolhido é difícil, mas aposta para uma apresentação singular. “Você não faz Villa-Lobos com qualquer orquestra, então, como já tive a honra de conhecer o trabalho da OSTP, sei que, mais uma vez, vamos estar em sintonia”, afirma.

Marcelo de Jesus nasceu em São Paulo, graduou-se em composição e regência, trabalhando com maestros renomados, como Luiz Fernando Malheiro, Isaac Karabtchevsky, Karl Martin, Siegfried Köhler e Luis Gustavo Petri; e cantores como Eva Marton, Aprille Milo, Renato Bruson e Dennis O’Neil, entre outros. 

Atualmente reside em Manaus, assumiu o cargo de Regente Titular da Orquestra de Câmara do Amazonas, a qual em 2003, fez sua estreia no VII Festival Amazonas de Ópera com a ópera La Cenerentola de Rossini. Em 2002 foi eleito maestro-revelação pela Revista Bravo! por sua direção musical em Don Giovanni (Mozart).

Serviço
Concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), em homenagem ao maestro Villa-Lobos. Maestro convidado: Marcelo de Jesus (Titular da Orquestra de Câmara do Amazonas). Solista: Kézia Andrade.  Dia 25 de junho, às 20h. Local: Theatro da Paz. Endereço: Avenida da Paz, s/n – Campina. Informações: (91) 4009-8766/8754. Entrada franca, com distribuição de ingressos na bilheteria do teatro, a partir das 9h, no dia do evento.