16.4.14

Oficinas para sair no arrastão junino deste ano

Percussão, dança e perna-de-pau estão com vagas disponíveis. Até 8 de maio, o Instituto Arraial do Pavulagem estará com inscrições abertas às oficinas que antecedem os cortejos da quadra junina.

Não precisa ser artista profissional para participar das atividades do Instituto Arraial do Pavulagem, basta querer e se inscrever para as oficinas no site do Instituto. O espaço é aberto a todos.

Na sede do instituto, elas mostram um espaço aberto ao diálogo e troca, onde se pode vivenciar as sonoridades e os elementos que povoam a cultura popular da região amazônica.

As oficinas representam uma das fases de construção dos cortejos de rua do Arraial do Pavulagem. Na de percussão e ritmo, por exemplo, o som vai ganhando forma no decorrer das atividades. Os participantes entram em contato com os instrumentos utilizados durante os arrastões. Tocam barrica, onça, maraca, reco-reco, ganzás e conhecem os ritmos apresentados pelo Pavulagem na quadra junina, como o carimbó, a quadrilha e a toada de boi.

Elemento fundamental no Arrastão do Pavulagem, o som tem na dança o caminho para materializar os ritmos tocados durantes os cortejos. Ganha concretude e movimento. E para quem quer experimentar outros movimentos, a oficina de perna-de-pau é a oportunidade. Recurso de grande visualidade cênica, a técnica desafia o equilíbrio dos brincantes, que aprendem a superar os desafios de andar com segurança pelas ruas em meio à multidão.

Interação - Mais do que apresentar espetáculos pela cidade, o Instituto Arraial do Pavulagem organiza os cortejos baseados em pesquisa, formação e criação. Em um trabalho de interação coletiva, procura transmitir os saberes ancestrais que pulsam na riqueza das culturais populares, reafirmando e ressignificando símbolos tradicionais.

Serviço
Inscrições oficinas: até 8 de maio. Oficinas: 11 de maio a 25 de maio. Ensaios: 27 de maio a 11 de junho. Arrastões do Pavulagem: 15, 22 e 29 de junho e 6 julho.  Inscrições gratuitas pelo site www.arraialdopavulagem.org.

12.4.14

12 Trabalhos de Hércules no Casarão do Boneco

O In Bust Teatro com Bonecos traz para  a cena, neste sábado, 12 de abril, um dos personagens mais conhecidos da mitologia greco-romana, Hércules. Mergulhando no berço da cultura ocidental e, portanto, o grupo mergulha nas lendas e mitos da Grécia Antiga. 

A apresentação integra a programação do Sábado Tem. Domingo que Vem, projeto do Pirão Coletivo. O ingresso custa quanto o público puder pagar. Você faz o preço. O Casarão do Boneco fica na Av. 16 de Novembro, n. 815, do lado esquerdo (na mão dos carros), quase chegando à Praça Amazonas.

Hércules, o filho de uma mortal com Zeus, causa a ira de Hera, esposa do chefe dos deuses, que passa a persegui-lo, causando sua vida tão atormentada que ele acaba ficando louco e matando todos os filhos. Por este crime, o oráculo do deus Apolo ordena que o herói procure o Rei Euristeu para receber um castigo apropriado. Este, aliado à deusa Hera, tenta matar o herói determinando doze trabalhos (quase) impossíveis de serem realizados.

Os 12 trabalhos eram tarefas que só podiam ser realizadas por alguém com força sobre-humana, como enfrentar uma serpente de várias cabeças. E Hércules, sem grande esforço, enfrenta os piores desafios. E assim, os 12 trabalhos foram realizados, o redimindo das mortes que cometeu, o elevando à condição divina e ao fim de sua jornada.

Tudo isso é transformado pelo In Bust, em um espetáculo cheio de humor, poesia e lições de reciclagem em prol da arte. A construção dos bonecos e do material de cena é feita sob a proposta de reutilização de material plástico descartável, dando a encenação uma característica bastante peculiar sem perder seu caráter experimental.

Deste modo, o público vai reconhecendo durante o espetáculo uma série de vasilhames plásticos do cotidiano transformados em deuses e personagens mitológicos – sejam bonecos ou máscaras. Super vale conferir!

Ana Clara e Meio Amargo lançam EPs no Boulevard

No show ‘Canções simples de depois’, Ana Clara lança seu primeiro EP “Canções de depois” em dois shows no Sesc Boulevard, junto com Meio Amargo, que também lança o EP Canções simples para pessoas complicadas

Ana Clara chega com Canções de depois, seu primeiro EP que anuncia os próximos passos de seu trabalho musical. O disco, gravado no ano passado por Ulysses Moreira e mixado pro Iuri Freiberger, terá lançamento de sua edição em digipack com quatro faixas em dois shows no Sesc Boulevard. 

O primeiro será dia 12 de abril, sábado, às 20h, no teatro, e o segundo dia 25 de abril, às 19h, no Café do Sesc Boulevard. Os dois shows serão junto com o projeto Meio Amargo, do parceiro Lucas Padilha, que também lança o EP de estreia, Canções simples para pessoas complicadas. Os CDs estarão à venda durante o show ‘Canções simples de depois’.

Ana Clara vem acompanhada de sua “banda de ursos”, formada por Marcel Barretto (guitarra), João Lemos (guitarra), Marcelo Damaso (violão e guitarra), Manuel Malvar (baixo) e Ulysses Moreira (bateria). O EP de Ana Clara – realizado com o patrocínio da Sol Informática, por meio da Lei Tó Teixeira & Guilherme Paraense, da Prefeitura Municipal de Belém – traz as músicas Que nem passarinho, O adeus veio depois, Eu mandei meu amor pro espaço e Polaroid sem cor.

Além destas, as apresentações ainda terão canções de outros amigos e parceiros e que estarão no primeiro álbum da cantora, que entra em estúdio no mês de abril para gravar o álbum completo com o produtor gaúcho Iuri Freiberger. Os shows terão participações especiais dos artistas convidados Sammliz e Jacob Franco (Projeto Secreto Macacos).

Em seu primeiro EP, Canções de depois, Ana Clara soube muito bem o que queria e escolheu cuidadosamente quatro canções para lançar, chamando músicos amigos com características particulares para acrescer ao som que buscava: o casamento entre o rock, a delicadeza e as distorções.

As músicas foram arranjadas pela banda com direção da cantora. Que nem passarinho, que já havia sido gravada em disco de seu pai, o compositor Emanuel Matos, ganhou uma versão mais venenosa, com solos barulhentos, três guitarras com pedais analógicos e pegada roqueira; O adeus veio depois é um rock com refrão grudento; Eu mandei meu amor pro espaço é uma leitura David Bowie de Totonho; e a balada pop Polaroid sem cor acaba soando com um flerte entre Camera Obscura e The Smiths.

O EP foi todo gravado por Ulysses Moreira no estúdio carinhosamente apelidado de “Dudu Sessions”, do amigo Eduardo Feijó, e mixado e masterizado por Iuri Freiberger.

Vinil – O EP Canções de depois também vem em uma caprichada edição em vinil de 10 polegadas, que será o primeiro lançamento do selo Discos ao Leo, primeiro selo paraense com lançamentos previstos apenas para vinil. A versão do EP em vinil ainda terá um lançamento especial sem data marcada.

Meio amargo - Meio Amargo é a alcunha do projeto solo do cantor, compositor e produtor Lucas Padilha. O EP Canções simples para pessoas complicadas, com quatro músicas, gravado no Estúdio Quarto Amarelo e produção de Lucas e Ivan Jangoux, terá lançamento físico na mesma ocasião do EP de Ana Clara.

O disco traz as músicas A outra história de Carl e Ellie, Bom rapaz, Conversas com o velho Jack e finaliza com Balada do marginal. A sonoridade do Meio Amargo caminha entre o folk-rock e “parece ter sido muito bem escolhida e trabalhada para ambientar essas reflexões em melodias intimistas, mesmo quando soam mais alegres”, revela Angelo Cavalcante no release do artista.

O Meio Amargo conta com João Lemos (guitarra), Erik Lopes (baixo) e Netto (bateria), integrantes das bandas Molho Negro, A Trip to Forget Someone e Turbo respectivamente. O EP tem também a participação especial do guitarrista Marcel Barretto, na faixa de abertura.

Serviço

Show “Canções simples de depois”.  Lançamento dos EPs de Ana Clara e Meio Amargo. Neste sábado, 12 de abril, às 20h, e dia 25, às 19h, no Sesc Boulevard. Entrada franca. Assessoria de imprensa: Se Rasgum Press: imprensa@serasgum.com.br.

11.4.14

Festa da Música Brasileira estreia no bar Palafita

O projeto inicia com homenagens a dois expoentes do samba, Chico Buarque e Benito de Paula, que serão interpretados por Arthur Espíndola e Luís De Oliveira. Programada para ser realizada de forma quinzenal, as festas terão sempre homenagens a dois artistas. Tudo a partir das 22h.

Não é de hoje que a música brasileira vem figurando nas principais play lists do país, contagiando as novas gerações. Artistas consagrados especialmente nas décadas de 70 e 80 estão cada vez mais presentes nestes repertório que embalam as noites também em Belém. 

O cantor e compositor Arthur Espíndola se coloca como mais um expoente desta vazão e traz a “Festa da Música Brasileira”, onde as homenagens a artistas consagrados e outros tão importantes quanto, mas que hoje encontram-se esquecidos da grande mídia.

A homenagem em síntese é o samba, que reflete uma das mil facetas de Chico Buarque. Compositor de sambas de grande representatividade histórica. E Benito Di Paula, marco de várias gerações, também ganha a merecida homenagem.

O repertório traz grandes sucessos desses artistas, assim como canções do chamado “lado B”. 

“Vamos homenagear vários artistas da música brasileira, do samba ao rock, do forró pé de serra à música regional. Tudo o que é produzido musicalmente do Oiapoque ao Chuí”, garante Arthur.

Na banda de Arthur Espíndola estão Marcelo Ramos no cavaquinho e bandolim, Lenilson Albuquerque no piano, Baboo Meireles no Baixo, Ricardo Jardim na percussão e Tiago Belém na bateria. 

Já a banda que homenageará Benito Di Paula é composta por Luís De Oliveira nos vocais, Ricardo Monteiro no violão, Evandro Neves no cavaquinho e banjo, e Vinicius Pinto, Leandro Maia, Everson Matos e Sabrina Do Império na percussão.

Todas as edições terão dois tributos a artistas diferentes por noite. São dois shows de diferentes artistas paraenses homenageando alguém. Todos os shows contam com artistas convidados especiais, e segundo Arthur “muitas canjas surpresa vão rolar nesta primeira edição”.

Arthur Espíndola é cantor e compositor nascido no Pará e desde 2006 vem solidificando sua carreira. Em 2012 foi o vencedor do Festival de Música Paraense, promovido pela RBA e Vale. 

No mesmo ano lançou o CD “Tá Falado”, com 12 faixas contando com diversas participações, dentre elas: Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro. 

Em 2013 lançou o projeto de web “Amazônia Samba”, onde entrevista grandes personalidades do samba brasileiro. Já ministrou oficinas de música junto ao Arraial do Pavulagem e é um grande entusiasta e impulsionador da cena sambista de Belém.

Luis De Oliveira tem 21 anos, é músico, cantor e compositor e vem de uma nobre linhagem do samba. Filho do saudoso sambista paraense Luis Carlos Amaral Oliveira mais conhecido como "Carioca" que integrou um dos grupo de maior sucesso na década de 80, o grupo "Sovaco de Cobra". 

Há 8 anos Luis é cavaquinhista do "Rancho Não Posso Me Amofiná", onde também faz vários shows na noite paraense e atua como produtor musical e arranjador da bateria show da escola de samba paraense. 

Desde 2009 vem desenhando sua carreira solo e em 2012 foi contratado para o Grupo Sentimento Puro, com o qual passou um ano na cidade do Rio de Janeiro, realizando shows nas mais variadas casas noturnas cariocas. Atualmente segue em carreira solo na noite de Belém.

Serviço
Festa da Música Brasileira – Com Arthur Espíndola e Luís De Oliveira homenageando Chico Buarque e Benito di Paula. Sexta-feira, 11 de abril, às 22h. Bar Palafita – Rua Siqueira Mendes, ao lado da Casa das 11 Janelas - Cidade Velha. R$ 10,00 – valor único. Informações para o público: 8142 6488.

(com informações da assessoria de imprensa do evento)

Tributo a Mutantes e Secos e Molhados na Black

O show fica por conta da banda Álibi de Orfeu, mas a noite tem par participação do DJ Truta, no Reggae Boat e dos DJ's do Coletivo Black Soul Samba formado por Fernando Wanzeller, Eddie Pereira, Uirá Seidl e Kauê Almeida, tocando no vinil e CD. Além das projeções do VJ Sabbá. no bar Los Piratas.

Formada por Norah Valente (vocal), Elaine Valente (guitarra), Rafael Mergulhão (guitarra), Sidney KC (baixo) e Rui Paiva (bateria), a banda Álibi de Orfeu comemora este tributo.

“São bandas consagradas que incentivaram o rock em uma época em que ser roqueiro era coisa de ‘bandido’, como disse a Rita Lee em uma de suas músicas. Nada melhor do que preparar um repertório saudoso e com versões das músicas das duas bandas tocadas ao nosso estilo”, diz Elaine Valente, da banda Álibi de Orfeu.

Não é a primeira vez que a banda apresenta esse tributo, mas é a primeira vez na Black Soul Samba. Para a ocasião o grupo acrescentou novas músicas e se focou no final dos anos 60 e início dos 70 tanto dos Mutantes quanto dos Secos & Molhados. “Ficamos muito felizes com o convite da Black, porque sabemos do trabalho social que é desenvolvido por esse coletivo e nos honra fazer parte disso”, diz Elaine.

Segundo ela, a influência das duas bandas no trabalho da Álibi de Orfeu, está na atitude de apresentar em sua época algo inovador, sem se importar com rótulos ou estilos específicos para fomentar uma indústria específica.

“É a arte pela arte que conta as dores e os dramas de uma geração com arranjos incríveis que de uma maneira ou de outra acaba influenciando a forma como tocamos nossas músicas”, completa a guitarrista.

Inventivos e Loucos - Secos & Molhados foi um grupo da década de 1970 formado por João Ricardo (vocais, violão e harmônica), Ney Matogrosso (vocais) e Gérson Conrad (vocais e violão). As apresentações eram ousadas, com figurino e maquiagem extravagante, elementos que fizeram a banda ganhar reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português.

Inventivos e ousados eram também os Mutantes, formado por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, a formação original, eram fãs dos Beatles, o que era de se esperar dos jovens nos anos 60.

Eles poderiam ter sido como todos os jovens da época, mas foram além criando em 1966 uma banda que marcaria para sempre a música brasileira, os Mutantes. Senso de humor e originalidade faziam deles um trio de músicos diferentes que conseguiu misturar em suas criações rock, música clássica, progressivo e o que mais desse na cabeça.

Serviço
Nesta sexta (11) a Black Soul Samba levará ao público um lindo tributo a Mutantes e Secos & Molhados, que serão interpretados pela banda Álibi de Orfeu.  A festa acontecerá no Los Piratas, começa às 20h, ingressos a 20 reais, com meia entrada para estudantes. Mais Informações: 8347-1698

10.4.14

Simões dispara “Fogo Sagrado” em galeria do MEP

A mais nova produção do artista, gestada em mais de um ano, em seu atelier, fincado na vila de Carananduba, na ilha de Mosqueiro, chega ao público, nesta quinta-feira, 10 de abril, a partir das 19h, na Galeria Antonio Parreiras, no MEP – Museu do Estado do Pará, com a apresentação do Grupo Quorum, acompanhado por um coral de 12 vozes. Entrada franca, todos convidados.

Toscano Simões, como é chamado, ainda que ele insista em assinar apenas Simões em suas obras, surge como artista na segunda metade dos anos 1970, mas é nos anos 1980 que ele se destaca, ao lado P.P. Conduru e Marinaldo Santos, entre outros artistas de sua geração.

Ao longo da carreira, ele acumulou prêmios. É um dos artistas mais premiados, por exemplo, no tradicional Salão Arte Pará. De 1976 até agora poderíamos contar quase 40 anos de trajetória dedicada às artes plásticas, mas não de forma contínua, pois durante este tempo, o suficiente para ter inscrito seu nome e reconhecido seu traço no inconsciente coletivo da arte paraense, tiveram hiatos em sua produção.

Simões, que já participou de dezenas de mostras coletivas, chega agora sua sétima exposição individual, oportunidade para toda uma geração recente, que o reconhece, em sua sempre genial performance criativa, mas que ainda o tem mais próximo enquanto criador da pizza de jambú, hoje estabelecida no cardápio de dez entre dez boas pizzarias de Belém, e um dos sócios do agora já lendário Bar Café Imaginário.

O espaço, que trazia na decoração, resquícios de obras de artistas que influenciam até hoje Simões, como Kandinsky, Miró, Mondrian, Galdi, nunca negou a veia artística de seu proprietário, mas que acabou roubando a cena do artista plástico, figurando, em diversas vezes, como um dos melhores lugares para se ouvir a boa música instrumental, ao vivo, na cidade.

O Imaginário, foi mais que um bar temático em artes visuais, que diversas vezes abrigou exposições do próprio PP Condurú e de novos artistas como Pauto Tarcísio Ponte Souza,entre outros.
Contraditório? Não. Era espaço aberto às artes todas. Cinema, música, plásticas, teatro, dança. De tudo isso se alimentava Simões, que exige entrega em tudo. Em noites memoráveis há quem lembre até hoje de algumas máximas bradadas por ele, como dizer “desagradem o público”, aos músicos que ali chegavam achando que teriam que fazer repertório de barzinho e violão.

E o empreendimento, que hoje faz falta no nosso cotidiano noturno, lhe teve a entrega, tanto que o deixaria longe de papéis, telas e tintas por dez anos, até ser fechado para abrir novos trabalhos, mostrados em  “Redesenho”, no ano de 2008, na extinta Casa Fundação Antar Rohit.

Um ano depois, mais novidades, Simões abre a mostra “Natureza Imaginária”, no espaço cultural Ministro Orlando Teixeira da Costa, no edifício-sede do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8). O Café Imaginário encerra definitivamente e o artista buscou o isolamento.

Foi quando passou a morar em Mosqueiro, dando inicio a outro processo, para retomar a pintura e reconstruir a vida. Entre 2012 e 2013, durante um ano ou pouco mais que isso, Simões lutou para recuperar sua saúde, fragilizada por uma doença de fundo pulmonar. Tudo vencido, mudanças importantes tornaram possível o que será visto e a partir desta noite no MEP.

“Na verdade eu já queria voltar a pintar em tela depois de vir utilizando o papel. Foi quando encontrei o diretor do MEP, Sérgio Melo, que me fez o convite para expor, ocupando os três espaços desta galeria”, disse ele ontem enquanto afinava a luz da exposição na Galeria Antonio Parreiras.

“Após o convite, que imediatamente topei, comecei a trabalhar e acabei delineando algo que não estava definido em princípio, que é esta divisão temática, em três salas, trazendo como fio condutor o título da exposição, fogo sagrado, para mim uma referência à intensidade que a arte tem em relação à vida, o que exige do artista um compromisso existencial. É uma coisa como se fosse sagrada, não no sentido religioso, mas profano e mais próximo à imensidão da arte”, enfatizou.

As 28 obras, em formatos variados, estão distribuídas nas intituladas “Sala do Espírito do Tempo”, “Sala do Desassossego e das Paixões” e “Sala dos Sonhos e das Revoluções”. 

“A partir dessa ideia do sagrado eu fui concebendo a exposição, ela foi tomando forma e assim se dividiu.  Na primeira sala, que coloquei o nome de Espírito do Tempo. É uma tentativa poética de falar da arte no século 20, que é o meu século, onde tive a minha formação, influenciada por Picasso, Matisse, os Black Blocs, inseridos na exigência de mudança rápidas das coisas; o Andre Breton, que é o grande Papa do surrealismo, e fiz também uma homenagem a Tomie Othake, mais pela personalidade dela. 

A obra surgiu após ler uma entrevista dela que me pareceu tão lúdica e magnífica aos 100 anos de idade. Levantei da leitura e pintei um quadro de supetão, em sua homenagem”, enumera Simões.

Na primeira sala vemos as obras: “Estrela da Manhã, para André Breton”, “Cordas, Para Juan Miró”, “Dança”,  “Tomie Faz 100 Anos”, “Lápis Lazuli, Amarelo, Verde e Rosa”, “Uma Vela para Picasso”, “Uma poltrona para Matísse” e “Blacks Blocs”.

No segundo momento da exposição, na sala do “Desassossego e das Paixões” se reconhece um tanto do Simões anos 1980, 1990. Com pinturas que remetem formas à sexualidade, sempre presente na sua trajetória, trazendo temas sugestivos como “Ar”, “Mar ao mar”, “Ressuscita-me”, “Uma Trilogia Para o Amor e para o Desejo – Pele, Coração e A Tua Presença”; “Carne”, “A Obscenidade dos Outros” e “Melancolia”.  “Esta segunda sala adentra na questão da sexualidade, das sensualidades, do prazer e do lado obscuro do prazer”, diz.

Na terceira e última parte, na sala dos “Sonhos e das revoluções”, Simões pontua um olhar mais surrealistas.

"São os sonhos e os desejos de revolução impressos ali fazendo referência ao surrealismo, um movimento subversivo, que nos traz uma sensação de não conformismo e que se refere também às revoluções do século 20 mais marcantes como a revolução russa. No quadro ‘2017’ teço uma homenagem à data em que completará esta revolução completará 100 anos”, continua o artista.

Na sequencia: “A aventura começa nos corações dos navios”, “O sonho do ovo”, talvez a que mais se remeta visualmente ao surrealismo de todas as telas desta sala, “Possessão”, “Desenho Cego”, “Gaviões e Passarinhos I”, “Gaviões E Passarinhos II”, “O Fantasma da Liberdade”, alusão a Luís Buñuel, o surrealista do cinema espanhol; “O Triunfo da Luz” e “Utopia”.

“Fogo Cruzado”, ao mesmo tempo em que mostra a influência da arte do século 20, na trajetória do artista, também revela certas rupturas com a arte figurativa sempre marcante na sua produção. Agora, dando vazão ao abstracionismo, Simões se mostra em status de celebração à vida e grandes homenagens.

“É um novo momento em que rompi com aquela coisa mais figurativa que eu tinha, de pintar retratos e figuras humanas. Hoje eu enveredo por uma linguagem mais abstrata e experimental, buscando outros caminhos que eu ainda tenho que trilhar adiante, estou em um devir, ao que virá!”, diz.

“Todos eles são trabalhos abstratos, nada que seja narrativo, não há ninguém segurando uma bandeira, não é proselitismo político o que estou fazendo, quero falar dessas coisas com poesia. Não quero convencer ninguém a nada”, finaliza.

Lançamentos e bate papos - A exposição segue aberta até dia 10 de maio, um sábado. Na programação ainda está previsto o lançamento de um vídeo e do catálogo, que trará um texto inspiradíssimo de Armando Queiroz e de Sérgio melo, em meio a um bate papo sobre arte, com o artista e convidados. 

"Fogo Sagrado" foi construída também com o entusiasmo de vários colaboradores, amigos e admiradores do artista, como Sérgio Melo, diretor do MEP, Armando Queiros, Diretor do Sistema Integrado de Museus; Betty Dopazzo, Guaraci Jr. e Junior Braga, da Tv Cultura do Pará e Daniela Sequeira, da Fundação Rômulo Maiorana. A realização é do Governo do Estado do Pará por meio da Secretaria de Promoção Social e Secretaria de Cultura, com apoio da Rede Cultura de Comunicação e Fundação Rômulo Maiorana.

COLETIVAS DO ARTISTA

  • 1976: Galeria Aliança Francesa, Belém Pará.
  • 1979: Galeria UM,Belém Pará.
  • 1980: Segunda Amostra de Desenho Brasileiro, Curitupa-PR.
  • 1980: III Salão Nacional de Artes Plásticas, FUNART,Rio de Janeiro-RJ.
  • 1981: Galeria PROJECTA, São Paulo-SP.
  • 1982: Galeria ELF, Belém Pará.
  • 1982: IV Salão Nacional de Artes Plásticas/FUNARTE, Rio de Janeiro-RJ.
  • 1983: Galeria do Universitário, Belém Pará.
  • 1983: Galeria Theodoro Braga Belém Pará.
  • 1983: Arte Pará (Salão Liberal Belém Pará).
  • 1984: Arte Pará (Salão Liberal Belém Pará).
  • 1985: Arte Pará (Salão Liberal Belém Pará).
  • 1985: VIII 8º Salão de artes plásticas /FUNARTE Rio de Janeiro- RJ.
  • 1986: Artes Pará Salão Liberal Belém Pará.
  • 1986: IX Salão Nacional de Artes Plásticas/FUNARTE Rio de Janeiro-RJ.
  • 1987: Arte Pará Salão Liberal Belém Pará.
  • 1987: Arte Carnaval (Museu da UFPA), Belém Pará.
  • 1987: Arte e Paixão, Galeria Theodoro Braga Belém Pará.
  • 1987: Salão de Verão (Salão Liberal), Belém Pará.
  • 1988: Salão Paranaense de Artes Plásticas, Curitiba-PR.
  • 1988:11Artistas Paraenses, mostra itinerante internacional da UFPA.
  • 1988: Novas Fronteiras da Arte do Pará, embaixada da França Brasilia-DF.
  • 1990: “Onde as onças bebe água”, Museu da UFPA Pará.
  • 1990: Artes Pará Salão Liberal Belém Pará.
  • 1990:” Chuva”, Galeria Romulo Maiorana Belém Pará.


INDIVIDUAIS

  • 1982: Galeria Angelus Belém Pará
  • 1985: Galeria Theodoro Braga Belém Pará.
  • 1987: Galeria Theodoro Braga Belém Pará.
  • 1995: Galeria Graça Landeira, UNAMA, Belém Pará.
  • 2008: Casa Artar Rohit Belém Pará.
  • 2009: Galeria do Tribunal do Trabalho da 8º região Belém Pará.


PREMIAÇÕES

  • 1980: Premio aquisição, III Salão Nacional de Artes Plasticas FUNERTE Rio de Janeiro-RJ.
  • 1983: Menção Honrosa do Arte Pará Belém Pará.
  • 1984: 3º Lugar do Arte Pará Belém Pará.
  • 1985: 1º Lugar do Arte Pará Belém Pará.
  • 1987: 1º Lugar no concurso “Em busca de talentos regionais”, Telepará Belém Pará.
  • 1989: 1º Lugar no primeiro “Salão de agosto da Prefeitura Municipal de Belém”, Belém Pará.
  • 1989: Premio Aquisição VIII Salão Arte-Pará, Belém Pará.
  • 1990: 1º premio no Salão de Pequenos Formatos da UNAMA, Belém Pará.



Serviço
Vernissage da exposição “Fogo Sagrado”. Nesta quinta, dia 10 de abril, às 19h, na Galeria Antônio Parreiras, do Museu do Estado do Pará. A mostra ficará aberta ao público até o dia 10 de maio, de terça a domingo, de 10 às 18h e, aos finais de semana, de 10h às 14h.

8.4.14

O cinema francês recente na tela do Líbero

O Festival Varilux de Cinema Francês chega a sua quinta edição este ano, com novidades. Pela primeira vez, sai do circuito de cinema comercial e toma lugar no Cine Líbero Luxardo, do Centur, um dos “templos” do circuito alternativo na capital paraense. A programação inicia nesta quarta-feira, 9 de abril. Os ingressos custam R$ 8, com meia entrada para estudantes.

Belém será a única das 45 cidades brasileiras que recebem o festival por duas semanas. E o Líbero é uma das 70 salas nacionais que exibirão a mais recente produção cinematográfica francesa, totalizando 16 filmes inéditos – muitos deles com premiações importantes -, além do clássico “Os Incompreendidos”, de François Truffaut, que chega ao público em cópia nova, digitalizada e remasterizada, lembrando os 30 anos de morte desse importante diretor de cinema.

Como já de praxe, o Varilux traz ao Brasil um importante nome do cinema francês. Depois das atrizes Catherine Deneuve e Isabelle Huppert, o festival recebe este ano diretor Jean-Pierre Jeunet, de filmes conhecidos como “Delicatessen” e “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Jeunet faz palestras na FAAP, em São Paulo (SP), e na UFRJ, no Rio de Janeiro (RJ).

Na programação estão os longas “Eu, Mamãe e os Meninos”, de Guillaume Gallienne, verdadeiro "fenômeno" do ano 2013 na França e na recente cerimônia do "Cesar" (o "Oscar" francês) com cinco prêmios, dentre eles melhor filme e melhor ator; “Uma Viagem Extraordinária”, do diretor de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, Jean-Pierre Jeunet; a comédia “Uma Juíza sem Juízo”, de Albert Dupontel (Cesar da melhor Atriz para Sandrine Kiberlain), com mais de dois milhões de espectadores na França; e “O Passado”, do diretor iraniano Asghar Farhadi (ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012 com "A Separação"), entre outros.

O Passado
Além de outros filmes como “Suzanne”, “Um Plano Perfeito”, “Uma Relação Delicada”, “Antes do Inverno”, “A Grande Volta”, “O Amor é Um Crime Perfeito”, “Lulu, Nua e Crua” e “Um Amor em Paris”, “Um belo domingo” e “Grandes Garotos”.

A programação em Belém é a seguinte: na quarta-feira, 9, às 18h, “Um Plano Perfeito”, de Pascal Chaumeil (com Diane Kruger e Dany Boon); às 20h, “Suzanne”, de Katell Quillévéré. Na quinta, 10, às 18h, “Uma Relação Delicada”, de Catherine Breillat (com Isabelle Huppert no elenco), e às 20h, “Antes do Inverno”, de Philippe Claudel (com Daniel Auteuil e Kristin Scott Thomas). Na sexta, 11, às 18h, “A Grande Volta”, de Laurent Tuel, e às 20h, “O Amor é Um Crime Perfeito”, de Jean-Marie Larrieu & Arnaud Larrieu. 

No sábado, 12, às 18h, “Eu, Mamãe e os Meninos”, de Guillaume Gallienne, e às 20h, Uma Juíza sem Juízo”, de Albert Dupontel. No domingo, a programação começa às 10h, com “Uma Viagem Extraordinária”, de Jean-Pierre Jeunet (cópia dublada), às 18h, “Lulu, Nua e Crua”, de Solveig Anspach, e às 20h, “Um belo domingo”, de Nicole Garcia.

Eu Mamãe e os Meninos
A programação volta a cartaz na quarta-feira, dia 16, às 18h, com “Grandes Garotos”, de Anthony Marciano, e às 20h, O Amor é Um Crime Perfeito”. Na quinta, 17, às 18h, “Uma Juíza sem Juízo”, e às 20h, “O passado”, de Asghar Farhadi (única exibição do filme). Na sexta-feira, 18, feriado, às 18h, o clássico “Os Incompreendidos”, às 20h, “Eu, Mamãe e os Meninos”. No sábado, às 18h, “Antes do inverno”, e às 20h, “Lulu, Nua e Crua”. No domingo, 20, no encerramento do festival, às 10h, “Uma Viagem Extraordinária”, às 18h, “Um Belo Domingo” e às 20h, “Um Amor em Paris”.

O festival é copatrocinado da Embaixada da França, Alianças Francesas do Brasil, Sofitel e Air France. A realização é da Bonfilm. Em Belém, o festival conta com o apoio da Secretaria de Estado e Cultura (Secult-PA) e Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.

PROGRAMAÇÃO

PRIMEIRA SEMANA

9/04 (Quarta)
às 18h- Um Plano Perfeito
às 20h- Suzanne

10/04 (Quinta)
às 18h-Relação delicada
às 20h- Antes do Inverno

11/04 (Sexta)
às 18h- A grande volta
às 20h- O Amor é um crime perfeito

12/04 (Sábado)
às 18h- Eu, mamãe e os meninos
às 20h- Uma juíza sem juízo

13/04 ( Domingo)
às 10h- Uma Viajem extraordinária ( DUBLADO)
às 18h- Lulu, nua e crua
às 20h- Um belo domingo


SEGUNDA SEMANA

16/04 (Quarta)
às 18h- Grandes garotos
às 20h- O Amor é um crime perfeito

17/04 (Quinta)
às 18h-Uma juíza sem juízo
às 20h- O Passado

18/04 (Sexta)
às 18h- Os Incompreendidos
às 20h- Eu, mamãe e os meninos

19/04 (Sábado)
às 18h- Antes do Inverno
às 20h- Lulu, nua e crua

20/04 ( Domingo)
às 10h- Uma Viajem extraordinária ( DUBLADO)
às 18h- Um belo domingo
às 20h- Um amor em Paris

Serviço
O Festival Varilux de Cinema Francês, de 9 a 20 de abril, às 18h e 20h (sessão extra nos domingos 13 e 20, às 10h), no Cine Líbero Luxardo. Os ingressos, ao preço de R$ 8,00 (com meia entrada), podem ser obtidos na bilheteria do cinema. Informações: 3202-4321 ou pelo e-mail cinelibero@gmail.com.  

4.4.14

Música na Estrada inscreve até dia 10 de abril

É a quarta edição. O projeto, que já levou vários artistas para outros municípios do Pará, está com as inscrições abertas até dia 10 de abril, pelo site. “As inscrições pela internet democratiza e nos lembra que os tempos mudaram. Os jurados também fazem seu trabalho de avaliação plugados e têm acesso aos links de vídeos e áudio enviados pelos grupos. Tudo funciona assim, e tem dado certo”, diz Marcio Macedo coordenador do Música na Estrada.

A ideia também é incentivar os artistas a se utilizarem da tecnologia, colocando-a serviço da arte. “A maioria dos interessados entende que precisa ter uma boa foto, um bom vídeo, uma boa página no face, fortalecendo o acesso e o mapeamento artístico da região”, continua Márcio.

Este ano, o Musica na Estrada segue em direção ao sudeste do Estado, para as cidades de Curianópolis, Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, com patrocínio da Vale.  Mas além desta primeira incursão, em 2014, a ideia é ampliar os horizontes.

“A nossa intenção é fazer o projeto em duas etapas, esta seria a primeira com quatro cidades. Outra, pensamos realizar no segundo semestre. É legal a sensação de descer ao sudeste do Pará. Já estivemos em Dom Eliseu na segunda edição e foi um grande sucesso”, lembra Márcio.

Strobo
Nos últimos três anos de estrada, a carreta palco da M.M. Produções esteve em várias outras cidades. Em 2010, a estreia do projeto, foi a Bragança, com shows de Toni Soares e Comitiva, DJ Patrick Tor4 (SE), Juca Culatra e Metaleiras da Amazônia e Grupo Quaderna, com participação de Lívia Rodrigues.

Neste mesmo Castanhal recebeu a Orquestra de Violoncelos da Amazônia, Banda Soatá (Df), Éllen Oléria e Banda Jaafa Reggae. Chegou ainda em Vigia, com Banda Sinfônica Som 25, Banda Sinfônica Maestro Vale, Grupo Sonoramazônica e Lia Sophia.

Marudá também recebeu o projeto com o Grupo De Carimbó Beija-Flor de Marudá, Yamanjah e Cláudinho Figueredo (Ex-Integrante Da Banda Epadú). Além dos grupos selecionados, o Música na Estrada também convida bandas para participações especiais. Então, na edição de 2010, tocaram ainda, em Castanhal, a banda Álibi de Orfeu e em Vigia, a Vigia Show Band.

No ano seguinte, 2011, a caravana seguiu para Abaetetuba, Capanema, Bragança, Tomé Açu, Paragominas e Dom Elizeu, com os grupos 16-BITS (banda de Novo Repartimento), Charme do Choro, Aeroplano e Guitarrada-Açú. Os convidados desta segunda edição foram Luê, Trio Manari, Zarabatana Jazz, Dayse Adário, Juliana Sinimbú e Adriana Cavalcante, além dos artistas locais: Banda Carpe Dien (Abaetetuba), Grupo De Carimbó Estação (Capanema), Mathilde (Capanema), Dupla João Vitor E Adriano (Paragominas).

Juca Culatra
Em 2013, a terceira edição esteve em Pirabas, Primavera, Bragança, Curuçá, Marapanim e Mosqueiro. Participaram desta vez, os grupos Madame Saatan, Arthur Espíndola, Strobo e Projeto Charmoso, além da participação especialíssima da Gang do Eletro, Canarinhos de Curuçá, e das bandas Banda Codex, Os Originais, Moleque Society e Casa de Folha. Nesta edição também aconteceram bate papos com os músicos e artistas envolvidos.

O objetivo do projeto é de conectar artistas, produtores, público e outras pessoas interessadas em música, a partir de ações de grande porte no interior do estado do Pará. Do rock ao erudito. Do carimbó ao jazz.  
“Quando abrimos um edital, a gente não sabe quais os ingredientes que teremos. Tudo é uma surpresa. Em 2013, levamos uma banda de heavy metal, junto com um artista mais do samba para cidades como Curuçá e Marapanim. Também tivemos a alegria de ver a mistura do projeto Charmoso dividindo o palco com a Gang do Eletro”, enumera Márcio.

“É sempre uma alegria enorme cair na estrada com gente tão boa, todos sempre interessados em levar boa música ao interior. Não posso esquecer que na primeira edição tivemos orquestra de violoncelos, dividindo palco com a brasiliense Soatá. Em 2011 vimos o Charme do Choro tocar junto com o Trio Manari e o Guitarrada Açú. O público ficou muito surpreso com a junção. A gente mais ainda”, finaliza o coordenador.

Serviço
O resultado será divulgado no dia 15 de Abril. Mais detalhes no edital. Informações, pelo fones: 91 8109.7792/3355-8668 e pelos links: https://www.facebook.com/suamusicanaestrada. Edital e ficha de inscrição: www.musicanaestrada.com.br

Domingo para se achar com o "Curupira" do In Bust

Um dos espetáculos mais apresentados na história do In Bust Teatro com Bonecos estará mais uma vez ao alcance do público, neste domingo, às 11h, na Praça Barão do Rio Branco (Rua Gama Abreu, próx a Igreja da Trindade), dentro da programação do Sábado Tem. Domingo que Vem, do Pirão Coletivo.

Um “causo” contado por três cantadores (atores manipuladores) que se utilizam de paródias das toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos da cultura paraense - e de bonecos manipulados com vara, acompanhados por máscaras, mamulengos e outros.

É assim que há mais de 10 anos, “Curupira, um milhão de nós” vem encantando o público, com personagens que trazem mensagens de preservação ao meio ambiente, de forma lúdica que envolve crianças e adultos.
Criado para o programa Catalendas da TV Cultura do Pará, o espetáculo já está há mais de dez anos em cartaz. Em “Curupira – Um Milhão de Nós” o linguajar caboclo se faz evidente em palavras como “mundeado” e “sumano”, trazendo para bem perto do público da cidade a cultura de nossa região.

Conhecido como o protetor de todas as florestas e animais, o Curupira, personagem lendário da região amazônica, aparece em forma de moleque com os pés voltados para trás. Ele é temido por todos aqueles que caçam ou desmatam por mera ganância.

Assim, nesta montagem do In Bust um caçador acaba mundeado por não respeitar a premissa de se caçar apenas para sobrevivência. Desta forma, ele é ajudado por um Pajé e sai do transe aplicado pelo moleque Curupira e aprende mais sobre como cuidar do meio ambiente.

O espetáculo já rodou a Amazônia e chegou a cidades no sul e sudeste do país. Em Belém já foi apresentado na Vila da Barca, na Comunidade Timbirinha, no Jurunas, na Comunidade Quilombola Guajará-Miri, no Baixo Aurá, na Comunidade Quilombola do Abacatal, em Ananindeua.

“Curupira, um milhão de Nós” já foi apresentado em inúmeras comunidades, bairros e municípios em projetos de circulação que é uma das especialidades do In Bust, como o Bonecos na Estrada, Bonecos na Estrada em Caravana, o saudoso Sábado Comunidade e o mais recente “Sirênios de Bubuia pelo Rio Amazonas, chegando a localidades ribeirinhas e a Macapá em 2013.

São iniciativas como esta, que somam valores a todos que chegam para vê-los em ação. A ideia do grupo é de sempre levar o teatro com bonecos onde o povo está, onde o teatro não chega com facilidade e mostrar não só o espetáculo, mas oportunizar que as pessoas conheçam de perto como funciona o seu trabalho.

No Sábado Comunidade, por exemplo, os integrantes do grupo Aníbal Pacha, Paulo Ricardo Nascimento, Adriana Cruz e Cristina Costa falavam da metodologia de montagem e dos elementos que envolvem a dramaturgia nesta linguagem teatral.

Aos 16 anos de formação, o In Bust Teatro com Bonecos tem circulado por estradas, ramais, rios, baías e igarapés levando seus espetáculos a praças, escolas, galpões, ruas, centros comunitários e teatros, atingindo um público extremamente diversificado, tanto na capital como no interior do estado do Pará. Agora chegou a vez deles estarem em uma praça bem pertinho de você, que mora em Belém do Pará. Não perca.

Ficha Técnica

Atores e Manipuladores: Adriana Cruz, Anibal Pacha e Paulo Ricardo Nascimento
Produção e Apoio Técnico: Cristina Costa
Figurino: Anibal Pacha
Cenário, Adereços e Bonecos: Anibal Pacha
Criação de Sonoplastia: In Bust
Foto Divulgação: André Mardock
Texto: David Matos e Paulo Ricardo Nascimento
Assistência de Direção: Adriana Cruz e Paulo Ricardo Nascimento
Direção: Anibal Pacha
Realização: In Bust – Teatro com Bonecos

Serviço
“Curupira, um milhão de Nós”, do In Bust Teatro com Bonecos. Neste domingo, 06 de abril, às 11h, na Praça Barão do Rio Branco (Rua Gama Abreu, próx a Igreja da Trindade), dentro da programação do Sábado Tem. Domingo que Vem, do Pirão Coletivo. Mais informações: https://www.facebook.com/piraocoletivo. Fones: 91 3088.5858 | 8110.5245 (tim) | 8805.0595  | 9326.3101 (vivo).

Rotação de Culturas na Galeria Theodoro Braga

O intercâmbio cultural artístico entre as regiões Norte e Sul do Brasil é um dos focos do Rotação de culturas, será realizado de 7 a 11 de abril na Galeria Theodoro Braga do CENTUR.  O projeto contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais traz mostra de vídeos e mesas redondas. Entrada franca.

“Rotação de Culturas” tem como ideia inicial incentivar no âmbito de cada uma das regiões, a troca e a reflexão entre as comunidades artísticas das regiões Norte e  Sul do país. Para isso o projeto agrega um artista/pesquisador de cada um dos 10 estados que compõem as duas regiões extremas do Brasil, em torno das capitais Belém e Curitiba.

Este elenco conta com a presença de Ueliton Santana (Rio Branco-AC), Mapige [Maria Pinho Gemaque] (Macapá-AP), Sávio Stoco (Manaus-AM), Newton Goto (Curitiba-PR), Arthur Leandro (Ananindeua/PA) e Bruna Suélen (Colares-PA), Claudia Paim (Porto Alegre/ Rio Grande-RS),  Joeser Alvarez (Porto Velho-RO), Anderson Paiva (Boa Vista-RR), Janice Appel e Gabriela Saenger (Florianópolis-SC), Thaise Nardim (Palmas-TO), artistas que fizeram as pesquisas e que estarão nos debates sobre os circuitos locais. 

Os encontros e trocas acontecem em duas ações abertas ao público: debate sobre os circuitos artísticos estaduais e mostra de vídeo sobre circuitos autônomos nessas localidades. Aqui em Belém, na Galeria Theodoro Braga, onde serão realizados dois debates e em Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer - MON, envolvendo os 10 artistas/pesquisadores participantes do projeto, além de duas mostras de vídeo, nos mesmos locais.

Do Pará a mostra apresentará trabalhos de Ícaro Gaya, Qualquer Quoletivo, rede[aparelho]-:, coletivo Matou o cinema e foi à família, Pedro Olaia,  Romário Alves, Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e coletivo do Terreiro de Mansu Nangetu,  Táta Kafungeji (Rodrigo Barros) e coletivo do Terreiro Rundembo Ngunzo ti Bamburucema e Fernando de Pádua. E a análise feita é de um circuito apresentado como uma consequência da violência colonizadora. 

Para os pesquisadores Arthur Leandro e Bruna Suélen “a situação que a gestão pública criou, reduziu o espectro de multiplicidade do circuito naquilo que comumente chamamos de movimento cultural: ou a livre circulação de ideias que não são identificáveis com as intenções mercado, mas que são ricas em produção simbólica”, dizem.


Para eles, é importante apresentar o pouco conhecido que é feito aqui para revolver o solo artístico no Grão-Pará. 

Eles investem em apresentar um circuito criado pelos próprios artistas selecionados, um circuito em que a arte está impregnada de culturas consideradas não européias e que se apresentam em áreas rurais, nas ruas e nos rios em uma “vivência artística que produz na cultura da liberdade amazônida”, uma produção que consideram invisível, e por isso mesmo é a produção por eles escolhida “para garantir a fertilidade do solo artístico das culturas amazônidas”, afirmam.

Sinopses dos vídeos:
  • Vivendo em Casa- Quartarei longe contigo. Ícaro Gaya e Qualquer Quoletivo. Em quarto crescente, cavalgamos. Ouço melodias da infância onde tempo não é mais que uma caverna e o espaço é sempre instante e a alma galopa por cartazes escritos. Caminhos labirínticos de sonhos, imagens elétricas, dedos entrecruzados, egos eletrocutados, olhos sujos e vermelhos, intimidades e maremotos
  • Aparelho/aparelhado/aparelhagem. Rede[Aparelho]-: Documentário poético e experimental sobre circuito alternativo de comunicação na cidade de Belém. Artistas de rua, Artistas do comercio e Artistas da periferia. O palco é a rua e a gambiarra tecnológica é o suporte. Lowstecs representando a Amazônia Brasileira.

  • NavegAções #2 AsLÉMdasdecoLARES. qUALQUER qUOLETIVO e MATOU O CINEMA E FOI A FAMILIA.  Em 2012 após uma poda brutal das árvores da Praça Miguel Gondin no centro comercial da Ilha de Colares-Pará, foi realizado um ritual tecnoxamico como forma de protesto, clamando à mãe natureza para as folhas das árvores renascerem, pois reclamar para a secretária de obras e/ou do meio ambiente não resolveu o problema e eles insistem em podar as arvores todos os anos desnecessariamente, pois não há fios que pudessem justificar tal ato, mesmo que. Esse ritual gerou provocações sobre religião, desmatamento e arte, o vídeo retrata construção, a convivência coletiva para o ritual e a performance em si.
  • Rebatizado do elevado Exu de Mãe Celina: Registro de Performance coletiva proposta por Táta Kinamboji e realizada pelo Terreiro Mansu Nangetu, onde houve um rebatizado do elevado situado na cidade de Belém, elevado que agora se chama ‘Exu de Mãe Celina’, frisando a importância de homenagem para a criação de memória pública para os povos tradicionais de matriz africana; e ainda registro do Trabalho Arte Oferenda, Sua Intervenção Gera Arte - SIGA de Rodrigo Barros (Táta Kafungeji) em conjunto com o Terreiro Rundembo Ngunzo ti Bamburucema, feitos para vídeo-instalação na exposição ‘Nós de Aruanda – artistas de terreiro’ em 2013.
  • EskizoBike: Procesos poéliticos de Fernando de Pádua. Sinopse: Video-arte-Documentário sobre o trabalho de Fernando de Pádua, artista Visual que constrói bicicletas como pressuposto Poélitico - termo que fundamenta sua pesquisa para uma produção processual em práticas ordinárias do fazer poético -, apropriando-se de refugos, sucatas, restos de materiais da indústria e da construção civil para produzir objetos que possam servir de intervenção itinerante sobre rodas, transformando seus objetos em estruturas movíveis.
  • TravaCarne - Uma história de travestis e açougues.  Os três vídeos produzidos nesta serie são registros de ações realizadas na cidade de Belém retratando a cena periférica de prostituição masculina e o quanto estes homossexuais estão suscetíveis a violência homofóbica e marginalizados dentro do sistema heteronormativo em que vivemos. Pedaços de carne crua são oferecidos aos transeuntes como partes dos corpos de tantos travestis mortos nas ruas. Enquanto no almoço do Círio serve-se como prato principal pato no tucupi, nas esquinas os açougues diariamente expõem corpos femininos prontos para o abate. (3 vídeos).


Serviço
Projeto contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais, promove atividades de 7 a 11 de abril na Galeria Theodoro Braga do CENTUR. Além de mostra de vídeos, a programação prevê mesas redondas. A glaeria fica na Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves - Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo. Mais informações: Belém (PA) – Contatos em Belém: Bruna Suelen – 91-82364046 ou Arthur Leandro – 91-80353377|84506974|93223377.