19.12.14

Mestre Vieira faz um baile de bolso na Discosaoleo

Essa é para quem é do dia ou encarar uma boa guitarrada às 11 da manhã, num sábado. Mestre Vieira, criador da guitarrada paraense, é o concerto de bolso de Natal, amanhã (20 de dezembro), na Discosaoleo, loja especializada em discos vinis, que fica na Trav. Campos Sales, 628 – porão – entre Riachuelo e General Gurjão, bairro da Campina. Além de tocar, o guitarrista vai conversar com o público. O músico também estará disponível para autografar LPs (de colecionadores), seu CD e  DVD dos 50 Anos de Guitarrada, que estarão com precinhos de final de ano. 

Para acompanhar Mestre Vieira neste concerto de bolso, foram convocados músicos que já vem ao longo de suas carreiras pesquisando e se apropriando da sonoridade da guitarrada em seus trabalhos. Bruno Rabelo é guitarrista, produtor, pesquisador e compositor, e já integrou grupos como o Mohamed (1994-98), Cravo Carbono (1998-2008) e Maquine (2010-2012). Atualmente é integrante do Cais Virado, bandas em que a guitarrada de alguma forma se faz presente.

Foi na banda Cravo Carbono (de que fez parte Pio Lobato, produtor, músico e pesquisador responsável pela retomada da carreira de Mestre Vieira em cena nacional) que Bruno tocou com o guitarrista, nascido na cidade de Barcarena, no Pará.

“Eu sempre me emociono com o Mestre. É uma felicidade muito grande tocar com ele neste sábado. Desde os tempos da Cravo Carbono, ele para mim sempre será uma grande referência. A guitarrada está muito presente no meu trabalho também no Cais Virado", diz Bruno Rabelo.

Também estará no concerto, ao lado de Vieira,  André Macleuri, multi-instrumentista, que iniciou suas atividades sobre a guitarrada com a realização do projeto ¨Suite Guitarradas Amazônicas¨, contemplado com bolsa de pesquisa, criação e experimentação artística pelo Instituto de Artes do Pará. Ele assume o baixo. 

André atualmente desenvolve a  uma obra composicional deste gênero musical com o grupo Guitarrada-Açu. Em 2012 ele participou da gravação do “DVD Mestre Vieira 50 Anos de Guitarrada”, gravado ao vivo no Theatro da Paz. O músico tocou com Vieira a composição “Força Total”, que alias, está no repertorio deste sábado (20).

“Está sendo maravilhoso, tanto que nem dormi na noite passada”, diz André. “É algo completamente diferente tocar as músicas do Vieira e tocar com o Vieira. Há uma troca de energia e linguagem, é uma interação formidável. É uma emoção muito grande, tenho muito respeito por ele. Quando ouço Vieira, algo é tocado dentro de mim”, comenta André.

A bateria no concerto  seria assumida pelo filho do mestre, mas por motivos também profissionais, ele não poderá estar em Belém neste sábado, e passou a importante tarefa para Carlos Brito Canhão, que inicialmente faria a percussão.

Carlos Brito Canhão é baterista e percussionista. Já atuou em vários grupos pela Fundação Carlos Gomes, como o grupo de Percussão Erudita, e também integrou a célebre Banda A Euterpia, o Grupo Instrumental Até Jazz, Blues & Cia, Albery Albuquerque Quinteto. Guitarrada será novidade, mas ele garante que já está afinado com o ritmo.

“É uma honra tocar com Mestre Vieira e ao lado de dois grandes amigos, como o André e o Bruno. Vamos fazer bonito e esperamos que os amigos compareçam. A música é uma celebração à Amazônia e a causa é nobre”, diz Canhão.

Porto Musical - Os ingressos custam R$ 15,00, antecipados, e R$ 20,00, na hora. Selecionado para participar do Porto Musical (http://www.portomusical.com.br/2015/programacao/showcases), encontro musical internacional que será realizado em Recife, em fevereiro de 2015, tudo que for arrecadado será investido na viagem para capital Pernambucana. Vieira foi selecionado por meio de edital para realizar um show case no evento, que recebeu cerca de 400 inscrições vindas de todo o país. A apresentação dele em Recife será dia 6 de fevereiro, sendo oportunidade para mostrar o trabalho de Mestre Vieira para um público diverso e especializado.

A guitarrada é uma festa – Fonte de inspiração e patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará, a guitarrada tem sido referência para compositores e músicos interessados em pesquisar as sonoridades que nascem nas beiradas da região Amazônica.

O ritmo contagiante, que influencia e dita tendências desde o final dos anos de 1970, foi criado pelo paraense Joaquim de Lima Vieira, que inicialmente o chamou de Lambada, gíria utilizada por um radialista de sua época.

Em 1978, com ao lançamento do primeiro LP “Lambada das Quebradas”, pela Continental, a banda Vieira e Seu Conjunto, como se chamava à época, fez turnê pelo nordeste, vendendo quase 300 mil cópias, já do segundo LP, lançado em 1982. Foram, ao todo, 14 LPs lançados.

Serviço
Concerto de Bolso de Natal – Guitarrada com Mesre Vieira. Os ingressos custam: R$ 15,00 (antecipados) e R$ 20,00 (na hora). Podem ser adquiridos na Discosaoleo, das 11h às 18h desta sexta-feira (Campos Sales, 628) e às 11h de sábado, 20.  Mais informações: 91 981347719 (produção). ​

Arraial do Pavulagem lança o primeiro DVD oficial

O projeto é realizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem, pelo edital de patrocínio do Banco da Amazônia, e da Lei Tó Teixeira. O show de lançamento ocorre no dia 23 de dezembro, no Largo de São Benedito, a partir das 22h, em Bragança, com entrada franca, integrando a programação da Festividade de São Benedito de Bragança.

Gravado em março do ano passado, o DVD “Céu da Camboinha” traz registros do show de lançamento do disco homônimo realizado na Praça do Povo, no Centur, em 2013, e entrevistas com integrantes da banda. 

“Fizemos um bom registro do show, com uma parceria da Funtelpa e o apoio cultural do Banco da Amazônia. Conseguimos fabricar os DVDs”, comenta Junior Soares, vocalista e um dos fundadores do grupo. Em janeiro, será a vez do público de Belém conferir o material. A banda apresenta o trabalho em um show no Margarida Schivasappa, no dia 21.

Na estrada há quase 30 anos, a banda Arraial do Pavulagem chega ao final de 2014 com um balanço positivo de ações desenvolvidos por meio da ONG criada pelo grupo em 2003, o Instituto Arraial do Pavulagem. 

“Conseguimos realizar os arrastões com ganho de qualidade. Mesmo com a crise econômica, que diminui os investimentos em cultura, conseguimos conquistar parceiros importantes como a Vale e Banco da Amazônia, utilizando Leis de Incentivo à Cultura das três esferas de governo (municipal, estadual e federal)”, comemora Junior.

Mudanças - O ano também trouxe mudanças em um dos principais projetos do Instituto, o Cordão do Peixe-Boi. O cortejo cultural pautado na educação cultural ligado ao meio ambiente passou por uma reestruturação.

“Ele, momentaneamente, deixa de ser apresentado em Belém, para ser o nosso brinquedo ‘viajante’, que visita outras cidades. Temos ações que começam a ser desenvolvidas em outras cidades, como Marabá e, no processo de construção são levados os nossos símbolos/brinquedos. 

E optamos por ser o "Peixe-boi" o nosso emissário. Cada cortejo realizado nas ruas demanda muito esforço coletivo e muitos recursos financeiros, então é necessário que a gente reestruture as nossas ações para otimizar o tempo e dedicação das pessoas que trabalham diretamente nos projetos e os reduzidos recursos disponíveis”, afirma o músico, que responde às perguntas que sempre aparecem nas redes sociais à respeito da realização do cortejo. 

Na Ilha do Marajó, o Instituto buscou fortalecer o Cordão do Galo. Criado há seis anos, a partir da necessidade de se realizar uma ação cultural e educativa voltada para crianças e idosos em Cachoeira do Arari.

O Projeto Oralidades, na última atividade de 2014 do Instituto, trouxe para a roda de conversa a pesquisa “Ouro Fino”, do compositor Allan Carvalho, que refaz a trajetória musical de Mestre Cardoso com 12 toadas de boi, criadas por Allan para homenagear o artista. Produzimos ainda disco Folias de Belém e o lançamento do DVD, que fecha o ciclo deste ano, nos consolidando como uma referência no trato da cultura popular”, conclui Soares. 

Ficha Técnica do DVD

Produção Executiva: Junior Soares
Direção de Imagem: Paula Maneschy
Cinegrafistas: Paulo Afonso, Samuel Rodrigues e Hélio Furtado
Coordenação de pós-produção: Felipe Cortez
Edição, Autoração e Finalização: Láercio Cubas Jr
Projeto Gráfico: Carol Abreu
Fotos: Dah Passos
Ilustração: Elton Galdino
Som: Fernando Dako (PA), Denilson Sousa (monitor), Derberson Miranda (auxiliar) e Taca Nunes (coordenador)
Luz: Erivaldo Santos (técnico) e Sandro Junior (auxiliar)

Serviço
Lançamento do DVD “Céu da Camboinha”
Bragança – 23 de dezembro
Belém – 21 de janeiro de 2015
Preço do DVD no lançamento: R$ 30
Depois estará disponível para venda nas Lojas Ná Figueiredo

17.12.14

Magia circense é celebrada no Casarão do Boneco

Trapézio, lira, tecido acrobático, malabares, magia, palhaçaria e o encantamento de adultos e crianças. É o que o Varieté Vida de Circo ofrece nesta quinta-feira, 18, a partir das 19h30, no Casarão do Boneco. A apresentação do espetáculo, inédito, encerra o mês dos cursos regulares da escola circense, desenvolvida naquele espaço, e comemora o primeiro ano de suas  atividades acrobáticas.

Realizado mensalmente, o Varieté Vida de Circo é um espetáculo de variedades, com predominância na linguagem circense e reúne, em uma noite de diversão e magia, as mais diversas habilidades circenses desenvolvidas por artistas da cidade. 

“O grande sucesso das apresentações do primeiro e segundo semestre de 2014 nos permite a alegria de comemorar nossa 7° edição, em um esperado encontro com o público que, fielmente, nos prestigia a cada primeira sexta feira do mês”, diz Virgínia Abasto, que comanda a escola e o grupo. 

O encontro de diferentes grupos e companhias, vem trabalhando também a união da diversidade artística da região, abrindo um espaço cada vez maior aos espetáculos de Circo, e permitindo que a plateia possa desfrutar das artes feitas com dedicação e carinho, dentro do universo do circo local. 

“Cabe destacar que se trata de um projeto no qual, artistas e organizadores, vêm se unindo para aprimorar o espetáculo de circo e o espaço do Vida de Circo que, estruturado com aparelhos de circo, abriga tanto treinamentos e oficinas regulares quanto cursos e workshops de formação artística e acadêmica. 

Já foram realizados, ao longo de um ano, o Seminário de Pesquisa em Artes Circenses, concluído na última semana de agosto do corrente ano, assim como apresentações de espetáculos de companhias independentes, pesquisas artísticas e de suporte a estágios supervisionados de alunos de graduação em artes, dentre outras coisas. 

Serviço
O 7° Varieté Vida de Circo apresentar, nesta quinta-feira, 18, a partir das 19h30, seu espetáculo de final de ano. O ingresso custa R$ 10 e R$ 5 (estudantes).  O Casarão do Boneco fica na rua 16 de Novembro, 815, Cidade Velha, Belém. Aberto a todos os públicos. Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (estudantes). Mais informações: (91)98430-4419 e 98118 – 7916 (whatsapp). 

Prêmio de fotografia lança nova edição e catálogo

Marise Maués (Mostra Especial)
O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia encerra o ano com duas ações. O lançamento do catálogo de sua quinta edição, realizada este ano, e a abertura das inscrições para a edição de 2015, já nesta sexta-feira, 19 de dezembro, para todo o país.

Cultura, diversidade, arte e linguagem fotográfica. A 6ª edição do prêmio traz como tema o “Tempo Movimento”, que busca encontrar obras que estabeleçam dinâmicas de mobilidade da imagem, seja ela fixa ou em movimento, seja congelando ou expandindo a ideia de tempo.

"O movimento não é percebido somente no cinema ou no vídeo; está na aparente fixidez de imagens fotográficas montadas em blocos, conjuntos, sequências ou inseridas em instalações. Portanto estamos convocando os artistas que trabalham especialmente com séries tanto na fotografia como nas linguagens videográficas, sempre pensando de forma abrangente e na mistura de suportes”, explica mariano Klautau Filho, curador do Prêmio. O edital e a ficha de inscrição poderão ser acessados, a partir desta sexta-feira, 19, no site www.diariocontemporaneo.com.br. Artistas brasileiros ou residentes no país, podem participar. 

Drenagem (Ionaldo Rodrigues) - papel salgado
A noite também traz o lançamento do catálogo que reúne imagens das três exposições realizadas pelo V Prêmio Diário Contemporâneo: “Cidade Invisível" e "“Pequenas cartografias (e duas performances)”. 

Participam destas, 37 artistas de todo o Brasil, como os mineiros Daniel Moreira, Randolpho Lamonier e Paula Huven, os gaúchos Nelson Pellenz e Letícia Lambert, o baiano Péricles Mendes, os paulistas Ivan Padovani e Julia Kase, além dos paraenses Keyla Sobral, Ionaldo Rodrigues, Marise Maués, Lu Magno, Michel Pinho, entre outros, os premiados Alberto Bitar (PA), Diego Bresani (DF), e Yukie Hori (SP).

O destaque da edição foi a exposição “Cidade Invisível”, do artista convidado Janduari Simões. Apesar de nascido na Bahia, ele consolidou toda sua trajetória no Pará, com fotografia documental, fotojornalismo e projetos autorais. Nesta mostra, produzida especialmente para o prêmio, o artista propôs um questionamento sobre memória, patrimônio e história. O catálogo traz também feita plo público, com fotógrafo. A publicação é constituída também dos textos críticos de Rubens Fernandes Junior, Alexandre Santos, Marisa Mokarzel e Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Serviço
Diário Contemporâneo lança publicação de sua 5ª edição e edital para 2015. Data: 18 de dezembro de 2014. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) - Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367 -2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

16.12.14

Fotografia e Cinema no Café com Jorane Castro.

Trazendo como tema ‘Diálogos Narrativos entre Fotografia e Cinema’, o Café Fotográfico de dezembro recebe a cineasta Jorane Castro para uma conversa entorno de sua produção, onde a criação fotográfica acompanha a criação narrativa de seus próprios filmes. O encontro é hoje, 16,às 18h, no Cine Teatro do Sesc Boulevard, com entrada franca.

A fotografia, um simples registro do processo ou a base para produção de narrativas na concepção audiovisual? É o que a diretora, roteirista, produtora e professora do Curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da UFPA Jorane Castro, vai tentar responder junto com a plateia do Café Fotográfico.

A cineasta, que roteirizou, produziu e dirigiu o premiado “Ribeirinhos do Asfalto”, é Mestre em Ethnometodologia pela Universite de Paris VII – Universite Denis Diderot, U.P. VII, França, com ênfase em Sociologia aplicada ao Cinema, Jorane possui formação em Cinema pela Universidade de Paris 8 e em Comunicação Social/ Jornalismo pela Universidade Federal do Pará. 

A discussão no Café Fotográfico desta terá-feira, deve permear a forma de pensar e utilizar a fotografia como elemento narrativo principal e não apenas como uma imagem bem elaborada. Nas palavras de Jorane Castro, “além de uma concepção estética, trata-se também de uma elaboração visual que acrescenta significado e informação ao filme". A cineasta afirma ainda que a ideia é trazer o questionamento de como conteúdo e forma se transformam em um mesmo e único elemento significante.

Durante o encontro, serão exibidos trechos de filmes escritos e dirigidos por Jorane Castro, com a descrição da elaboração visual de cada um deles, em função de seu tema: Invisíveis Prazeres Cotidianos (doc., 2004, 26 minutos), Ribeirinhos do Asfalto (ficção, 2011, 26 minutos), Lugares do Afeto – A fotografia de Luiz Braga ( doc., 2008, 72 minutos).

Comandando, em Belém do Pará, a Cabocla Produções, ela é responsável por diversas produções audiovisuais no estado. Entre suas obras está o filme “Mulheres Choradeiras” premiado nacional e internacionalmente (Melhor Montagem no Festival de Cinema de Maringa, PR; Melhor Atriz Elenco no Festival de Belém do Cinema Brasileiro; 2° Melhor Filme no Festival Internacional de Larissa, Grécia; Prêmio de Melhor Filme Canal Plus no Festival International de Films de Femmes – Créteil, França; e Seleção Quinzene de Réalisateus no Festival International du Film de Cannes – França. Atualmente desenvolve pesquisas na área da linguagem audiovisual, privilegiando a região Amazônica.

O Café Fotográfico é um evento mensalmente realizado pela Associação Fotoativa e que em 2014 contou com a parceria do Centro Cultural Sesc Boulevard. Sua proposta é tornar acessível ao grande público pesquisas acadêmicas, experiências e projetos de arte e de educação ligados à linguagem fotográfica e audiovisual.

Novo documentário da cineasta estreia dia 30 de dezembro

Jorane também dirigiu o ainda inédito, "O Time da Croa", todo filmado na praia de Ajuruteua, em Bragança/PA. 

O filme estreia dia 30 de dezembro às 21h30 na SPORTV, que junto com a Casa de Cinema de Porto Alegre (Jorge Furtado, Ana Luiza Azevedo, Giba Assis Brasil, Nora Goulart, entre outros) lançaram no ano passado uma série de 11 filmes de 15 minutos sobre a Copa do Mundo no Brasil. A série é intitulada A COPA PASSOU POR AQUI. Foram feitos documentários no Brasil todo, como segue no anexo. 

Serviço
Diálogos Narrativos entre Fotografia e Cinema
Café Fotográfico com Jorane Castro
Data: 16/12/2014 (terça-feira).
Local: Cine Teatro – Centro Cultural Sesc Boulevard
Endereço: Boulevard Castilho França, 622.
Hora: 18h
Entrada Franca

13.12.14

Virada chega forte, autoral e com gosto de manga

Capital plural, Belém do Pará, vive sua primeira Virada Cultural, a partir deste sábado. Em mais de 24 horas, até domingo, 14, a programação se espalha por mais de 20 espaços, reunindo mais de 100 artistas das mais variadas linguagens, que transbordam, em peso, a produção cultural autoral do Pará e trazendo como convidados o Rapper Emicida e vários DJs. Se você gosta de intensidade, se normalmente tem insônia, bem, seus problemas acabaram!

O que vem se tornando uma febre em todo o país, é na verdade uma ideia francesa, que surgiu em 2002, com o nome de Nuit Blanche (noite em claro). Paris lançou uma fórmula, com seus monumentos e pontos turísticos iluminados, galerias de arte, bares e espaços diversos abertos por toda a noite, além de muitos shows e espetáculos, espalhados por toda a cidade.

Em 2005, outra prefeitura, a de São Paulo, realizou a primeira Virada Cultural do país, exemplo seguido por prefeituras de outras capitais brasileiras e agora, dez anos depois, chega a Belém, com iniciativa independente de realização da Senda Produções, em parceria com a Ampli Criativa. O projeto tem patrocínio do Banpará, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Minc).

Os recursos estimados, porém, não foram captados em sua totalidade e aí foi necessário fazer inúmeras parcerias para que a programação se estendesse por mais de 24 horas. De forma muito colaborativa, a partir da consciência dos próprios artistas, em prol de uma iniciativa.

“A programação está bem extensa mesmo, mas trabalhamos no limite orçamentário, para contemplar o maior número de atividades, entendendo também que isso não é um festival de música, embora a virada se dê no palco e a música seja o carro chefe. Era importante contemplar outras linguagens de forma significativa”, diz Pedro Vianna, um dos organizadores do evento.

Assim, as bandas Zeromou (11h) e A Trip to Forget Someone (15h), por exemplo, que se apresentaram logo mais na Discosaoleo (Trav. Campos Sales, 628, porão), por exemplo, poderão gravar suas músicas no Lado B Studio. “É  uma forma de incentivar os novos talentos da cena local”, explica o coordenador.

O mesmo será para Lucas Guimarães (15h), Cais Virado (16h) e Meio Amargo (17h), que se apresentam no espaço Na Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449). Essas atrações terão direito a sessão de estúdio no Na Music.

Orçamento, o calcanhar de Aquiles

Em São Paulo, a programação reúne shows do país inteiro, selecionados por meio de edital, como também foi feito em Belém. Aqui, embora o edital tenha recebido propostas vindas de outros estados, a organização acabou privilegiando, por motivos orçamentários, shows de bandas locais, que estarão nos palcos montados na Estação das Docas e na Praça da Bandeira, com shows a partir de 18h deste sábado. 

Em 15 dias, mais de 800 propostas foram recebidas, inclusive de artistas de outros Estados. De acordo com Pedro Vianna, isso foi uma grande surpresa e também um desafio.

“Orçamento é sempre um problema. Conseguimos captar uma parte do que foi aprovado pela Lei Rouanet, e o que temos do poder público é apoio de alguma infraestrutura, mas é muito pouco mesmo. Estamos trabalhando com o aporte do Banpará e com muita colaboração dos artistas e agentes culturais que estão envolvidos”, explica Pedro.  “Tivemos que equalizar tudo com muita clareza, por isso não fechamos, no momento das inscrições, os cachês. Fomos sondando as pessoas e dialogamos de que forma poderíamos estar custeando cada um”, continua.

“Em alguns casos, estamos pagando cachê. Em outros tem colaboração, tanto da parte dos artistas, com as apresentações, quanto da nossa, que entramos com infraestrutura e material. Para atividades de formação que estão sendo executadas em praças públicas, como contação de história, teatro etc, fechamos cachês básicos”, enumera Vianna.

Expectativas e poder público

O poder público se faz presente com apoios. “A virada Cultural fez parceria pela ação Pacto Pela Vida e obtemos parcerias no sentido de segurança, pela Guarda Municipal, Polícia Militar e também contratamos segurança privada. À nível de transporte público, não conseguimos ter ainda o serviço por 24 horas, mas o evento está se consolidando e esperamos dialogar futuramente com prefeitura e estado em relação a isso”, continua Pedro.

“As pessoas criaram expectativa grande, porque se faz a analogia à Virada de São Paulo, que tem apoio total do poder público. Nós somos uma produtora independente, que trabalha com patrocínio e foi com o que trabalhamos inclusive para contemplar e valorizar os artistas daqui. Queremos somar com a política de incentivo, nos firmando como plataforma de difusão do que vem sendo produzido aqui. A gente entende que troca como os de fora é fundamental e tem que acontecer, mas neste primeiro momento para o nível de investimento , que temos, precisamos contemplar o que temos aqui”, conclui.

Rap e guitarrada na virada de sábado pra domingo

A atração nacional, convidada, é o rapper, repórter e produtor musical Emicida, considerado uma das maiores revelações do hip hop do Brasil nos últimos anos. O artista, que lançou recentemente o álbum “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”, será acompanhado pelo DJ Nyack, no palco da Praça da Bandeira. Ele entra em cena, a partir da meia noite, encerrando o palco.

Enquanto isso, o palco da estação das Docas, o enceramento será na base d e muita guitarrada. Félix Robbato que é o dono do show, chamou como reforço nada menos que o criador do estilo, Mestre Vieira, e Pio Lobato, o responsável pela redescoberta do ritmo no país.
Mas quem abre a programação no palco da Praça da Bandeira é a divertida e instigante Les Rita Pavone, não percam. Logo depois a lendária Delinquentes, seguida da banda Molho Negro, Camila Honda e The Tump.

A dupla de rap paraense Cronistas da Rua abrem o show de Emicida, com um pocket show de lançamento de seu novo videoclipe, “Mestres de Capoeira”, produzido pela TV Cultura do Pará, com direção de Roger Elarrat. Depois do rapper paulista, tem ainda Strobo com MG Calibre e Manoel Cordeiro com a romântica Gina Lobrista.

Na Estação das Docas, no Anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco, a partir de 19h, as apresentações começam com Tom Salazar e Daiane Gaspareto, com o show “Não lugar”, que se propõe a apresentar canções que foram criadas em série, o que resultaem uma interligação entre as mesmas e na atmosfera sonora. O show traz participação do percussionista e baterista Carlos “Canhão” Brito e da cantora Cacau Novais.E ainda haverá shows de Delcley Machado, Luê, Arthur Espíndola, Dona Onete, sempre com a participação de outros artistas, como Alba Maria, Júnior Soares e Juliana Sinimbú.

Na Feira do Açaí, a partir de uma hora da manhã, já de domingo, tem festa com os DJs Black Soul Samba e apresentação dos grupos Lauvaite Penoso e Sancari, com uma alvorada de carimbó no amanhecer.

O que mais rola na parceria:

No Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro, 815), às 16h, haverá grafitagem com Michelle Cunha, e às 18h, o espetáculo “Pinóquio”, da In Bust Teatro com Bonecos. Lá, o público poderá conferir a exposição permanente de bonecos e adereços da companhia. 

O teatro também terá vez em espaços abertos, como a Praça da República e a Praça do Carmo. O Sistema Integrado de Museus (SIM) e o Museu de Arte de Belém (Mabe) terão gratuidade em todos os seus espaços no sábado (13).

O projeto Roteiro Geoturístico, da UFPA, promoverá um passeio pela Cidade Velha, de 8h às 11h, saindo do Forte do Castelo e seguindo pelo Complexo Feliz Lusitânia.

O coletivo Meio.fio.me participa da programação com a ação “Curta na rua: Bike imagem-som”, que exibirá vídeos e áudios pelas ruas da Cidade Velha e do Reduto, saindo às 19h do Pólo Joalheiro e fazendo o seguinte trajeto: Praça da Bandeira, Sopro Casa Atelier, Casulo Cultural, Ver-o-Peso e Estação das Docas.

Serviço
Tem mais. Para saber todos os detalhes, horários e palcos, da Virada Cultural de Belém, acesse  www.viradaculturalbelem.com.br. Patrocínio: Banpará. Realização: Senda Produções. Apoio: Pacto pela Vida/ Prefeitura de Belém, TV Liberal, Instituto de Artes do Pará (IAP), Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Governo do Pará. Parceria: AmpliCriativa.

Lucas Guimarães lança CD e toca 2 vezes na Virada

O primeiro CD com certeza a gente nunca esquece. Com uma carreira recente, o jovem músico Lucas Guimarães, vindo de Abaetetuba para Belém, com este firme propósito, de investir na carreira e lançar um disco, conta aqui no Holofote Virtual um pouco mais sobre sua trajetória e sobre o disco "Caliandares", que ele lança, neste sábado, 13, às 18h, no Sesc Boulevard.

Ele vai se dividir em três momentos, neste sábado, quando a cidade fervilha em sua primeira Virada Cultural. Toca agora de tarde na loja Na Figueredo e à noite, com o Les Rita Pavone, no palco da praça da Bandeira.  O show mais importante, pode-se dizer, porém, será o do Sesc Boulevard, onde ele lança oficialmente o primeiro CD de sua carreira. 

Com produção musical de Léo Chermont e do próprio Lucas Guimarães, “Caliandares” vem sendo maturado há meses para este lançamento. O nome do disco faz alusão ao barco que, na década de 1970, era o principal meio de transporte de cargas e passageiros que vinham do município de Abaetetuba para Belém. A relação com o interior foi o elemento que, desde o primeiro momento, atribuiu um caráter peculiar às composições de Lucas, agregando lirismo e doçura à sonoridade do músico.

“Para mim, a minha música é o meu Caliandares que, da beira do rio, desatraca. É onde subo só, navego rumo aos portos, procurando direitos e tortos, afim de multilar a solidão e apreciar os sentimentos”, diz.

Lucas inicia sua carreira em 2011, o lançamento da demo/disco “1930”, e conta com uma trajetória de apresentações no projeto “Esquentando a Fita”, da galeria Gotazkaen (julho de 2012); participação no Programa Protótipo, da TV e Rádio Cultura (2013/2014), duas apresentações no Espaço Cultural Casa Dirigível (out/2013 e Mar/2014, Fev/2014), além da participação do show “Três para Quatro”, do coletivo Sãodiponte, no Teatro Waldemar Henrique (2014). 

Mais recentemente, Lucas foi atração do projeto Ensaio Aberto, da loja Na Figueiredo (maio de 2014), espaço em que também tocará hoje à tarde, pela Virada Cultural. O moço, de 25 anos, também esteve realizando uma pequena turnê pelo sudeste, este ano, chegando a São Paulo e Rio de Janeiro. Na entrevista abaixo, ele revela mais detalhes da trajetória.

Holofote Virtual: É uma ousadia chegar na cena e já de cara, lançar um CD. Como você tem pensado isso e quais as expectativas de mostrar teu trabalho, num lançamento oficial do CD?

Lucas Guimarães: A maioria das pessoas preferem lançar EP e depois o disco eu não acho que isso é uma regra, costumo dizer que sou mais compositor que um cantor ou musico então quero mostrar as musicas que faço, foi até um processo de certa forma ruim ter que escolher só dez musicas. 

Em relação ao show de lançamento do disco eu espero levar felicidade as pessoas e ser feliz também o Caliandares tem como objetivo mostrar que apesar de todos os problemas da vida nós podemos viver com leveza. 

Holofote Virtual: Você já vem se apresentando em Belém e, mais recentemente, fez aparições em São Paulo. Como é esta trajetória de tocar em Belém e como foi a experiência paulista?

Lucas Guimarães: Em Belém toquei bastante esse ano e em vários locais. Em São Paulo foi massa, toquei em uma casa de jazz o “Jazz B”, tive uma experiência muito energética quando toquei no apartamento do Neto Rocha, da banda o Campo e a Cidade, e fiz um show no Puxadinho da Praça, em um projeto de bandas novas, o “Festival Irrigavalle Garagem”. 

O público me recebeu bem e comenta sempre sobre o fato de tocar só e gravar os arranjos ao vivo, um tipo de mono banda. E toquei no Rio de Janeiro também, em um projeto chamado “Fixos e Fluxos”, que rola em um bar na Lapa chamado Cabaret.

Holofote Virtual: Está bem mais "fácil" de produzir, hoje, um disco, embora isso ainda tenha um custo financeiro, muitas vezes pesado dependendo do apoio que você possui. Este disco é um investimento próprio, e você tem tido uma produção bem legal, lançou site, tem uma identidade visual, enfim, vamos falar dessa concepção do trabalho.

Lucas Guimarães: Fácil não é, mas quando queremos muito uma coisa... Eu vendi algumas coisas em Abaetetuba pra gravar o disco, porém sou um rapaz de sorte por que ao longo desse ano em que moro aqui conheci muita gente que me adotou e aposta no que faço, como a Três Produção Cultura Comunicação, que vem me produzindo. 

Tem o Starlone Sousa, que fez as ilustrações do disco, e a Raíssa Araújo, que faz o site, além do Pedro Tobias, que faz as fotos, a Dani Franco, que faz minha assessoria de imprensa e a Tainah Fagundes, que coordena tudo, além do Anderson Alcantara (back), que me ajuda em tudo. Essas são algumas, das pessoas que eu tive sorte de conhecer e que me adotaram.

Holofote Virtual: Tocas sozinho, com o apoio de uma parafernália eletrônica. Como surge este trabalho, neste formato? 

Lucas Guimarães: Eu faço música por vício e prazer e não tem um jeito que gosto de fazer ou um estilo preferido, no Caliandares quis colocar músicas com temas diferentes que remetessem tudo de bom e ruim que a vida pode proporcionar. Há músicas tristes, felizes, mas tudo com leveza da forma que gosto de levar a vida.

Holofote Virtual: Que parcerias você vem estabelecendo?

Lucas Guimarães: No disco, as composicões são todas minhas. Além do meu projeto solo, faço parte também da banda Les Rita Pavone, mas em parceiros de escrita tenho uma afinação com o Mateus Moura, com o Back, e recentemente tem uma parceria espiritual e de ideologia com a Da Tribu (acessórios/moda). 

Holofote Virtual: Vais tocar no Na Figueredo, pela Virada Cultural, e lançar o disco no Sesc. Tudo no sábado... Preparado?

Lucas Guimarães: Ainda tem o show com Les Rita Pavone, no mesmo dia, também na Virada, abrindo o palco da Praça da Bandeira. Estou sempre pronto pra ser feliz, não tenho por que reclamar do que me faz bem. Quero mais dias assim.

Festa com medalhões do rock universal e nacional

Em Belém, fãs incondicionais de bandas que representam o rock clássico, heavy metal, nacional e a nova vertente Indie Rock terão uma ótima oportunidade para relembrar sucessos no maior evento de bandas covers do Pará. O Studio Pub Rock Festival - Celebration Day 2014 pretende entrar para a história do rock em Belém, neste sábado, 13, no Açaí Biruta, em pleno centro histórico da cidade, a partir das 18h (Trav. Félix Roque, 356 - próx a Praça do Carmo). 

O festival reúne em apenas um dia, somando estilos e públicos, 14 bandas, 7 DJs, reunindo mais de 50 músicos, que se dividirão em três palcos.  “Imagina que cada banda deve ter no mínimo uma média de 04 integrantes, ou seja, temos 56 músicos participando”, comenta Henrique Penna, um dos organizadores do festival.

 Medalhões do rock universal; algumas das melhores bandas do rock nacional dos anos 80, 90 e o som Indie dos anos 2000 estão nesta primeira edição: The Doors, Beatles, Iron Maiden, Queen, Pink Floyd, Cazuza e Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii, Charlie Brown Jr, Los Hermanos, Legião Urbana, Arctic Monkeys, The Killers, The Strokes e Muse. Um presentão de final de ano para o fãs do rock.

Fã de bandas que não existem mais, como Queen, Led Zeppelin, entre outras, Henrique vem já há algum tempo, amadurecendo esta ideia, desde que abriu o Studio Pub, bar inspirado em outras casas que existem no Brasil, onde o mercado de bandas que fazem tributo e cover vem crescendo.  “Em São Paulo tem casas como o Morrison Rock, bar que tem apresentações de bandas cover e tributos, todos os finais de semana há anos”, diz.

A seleção das bandas foi criteriosa. Maturidade e segurança que construíram ao longo dos anos foram importantes nessa escolha. Além do repertório variado, a performances quase idênticas à banda verdadeira foi um fator. O outro foi o público.

“Estão no festival, aquelas que também levaram um maior público nos finais de semana, mas é claro que várias bandas excelentes ficaram de fora dessa edição, por falta de tempo para as apresentações”, esclarece Henrique. 

O festival é uma celebração. “Tivemos um ano maravilhoso, junto aos nossos mais de 20.000 clientes. Esta é uma forma de celebrar com eles e com as bandas, este sucesso”, diz Henrique, que também integra uma das bandas cover que estará tocando no evento. 

“O Pink Project é a reunião de amigos fanáticos pelo Pink Floyd. Nosso show vai ter novidades já que o Pink Floyd  acabou de lançar um novo álbum: the endless river”, conta ele, agora como baterista.

A realização da primeira edição acabou coincidindo com a data o final de semana da também primeira, Virada Cultura, o que para Henrique, acaba se tornando um fator positivo.

“Isso é muito bom pois tem gente e cultura nas ruas por todos os lados, lembrando que nosso show não vai ser no Studio Pub e sim no Açaí Biruta,  que fica na Cidade Velha, a dois passos de algumas atrações da Virada”, finaliza Henrique.

PROGRAMAÇÃO

Studio Pub Rock Festival - Celebration Day 2014

Palco Principal

  • 19h - Mojo Doors (The Doors Cover)
  • 20h30 - Beatles Forever 
  • 22h - Iron Maiden Cover 
  • 00h - Mística Queen Tribute
  • 2h - Pink Floyd Project + Djs Medice | Daniel Leite (Durango97) 

Palco Nacional

  • 19h00 - Tributo Cazuza & Barão Vermelho (+1dose) 
  • 20h30 - Engenheiros do Hawaii Cover 
  • 22h00 - Tributo Charlie Brown Jr (Alta Frequência) 
  • 00h00 - Paquetá - Los Hermanos Cover 
  • 02h00 - Tributo Legião Urbana (Tomarock) + Djs Neto Vibe | Junior Beats 

Palco Indie Rock

  • 20h00 - Arctic Monkeys Cover 
  • 22h00 - The Killers Cover 
  • 00h00 - Muse Cover 
  • 02h00 -  The Strokes Cover + Djs Marco & Daft (Vandersexxx) + Dj Maurício Viana (Meachuta)
Serviço
Ingressos à venda: Loja NÁ FIGUEREDO (Gentil c/ Benjamin); Loja W249 (Gentil c/ Generalíssimo); Clínica Odontológica Super Sorriso (Tv. Quintino Bocaiúva, 760 - Atrás do Boulevard Shopping) e Studio Pub (Na Presidente Pernambco, entre Acirprestes e Gentil - até sábado à partir das 18h). Mais informações: 91 98217.9082.

11.12.14

Pio Lobato leva experimentações sonoras ao Sesc

Ícone da nova geração da guitarrada, é pioneiro no estudo desse ritmo criado por Mestre Vieira. Pio Lobato explora sonoridades e experimenta timbres no show que acontece nesta sexta (12), às 18h, no Sesc Boulevard, com entrada franca

Guitarrista e produtor musical, ele é o cara responsável pela retomada da guitarrada por aqui e na sequencia no resto do país, ao trazer Mestre Vieira de volta à cena, no início dos anos 2000.

 Antes, nos anos 1990, influenciado pelos ritmos da região, já pesquisando a guitarrada, dentro da universidade, ele formou a banda Cravo Carbono, grupo que deixou seu registro na produção musical paraense. 

Audacioso em seus projetos musicais, o músico foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural em duas edições consecutivas, nos anos de 2001 e 2003. Em 2003, criou e produziu o grupo “Mestres da Guitarrada”, que estabeleceu uma nova visão do gênero no país. Atualmente com carreira solo, ele segue fazendo experimentações sonoras que o consolidaram como um dos grandes nomes da cena musical brasileira.

No show do Sesc ele será acompanhado por dois músicos que o acompanham há quase uma década: Vovô (bateria) e Breno (baixo). Pio vai mostrar um pouco de suas composições antigas e os novos trabalhos aos quais tem se dedicado. O músico deve lançar em breve seu primeiro álbum, uma compilação de músicas que moldaram o seu estilo pessoal e de experimentações que apresentam um clima mais introspectivo.

São mais de 20 anos de carreira, transitando entre o tradicional e o diferente - o rock pode muito bem andar de mãos dadas ao tecnobrega, os efeitos do pop eletrônico estão impregnados nos riffs da guitarrada, ritmo que já é uma mistura de cumbia, chorinho, carimbó  e jovem guarda. 

Serviço
Pio Lobato no Sesc Boulevard. Em 12 de dezembro, às 18h, no Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas). Entrada Franca.

10.12.14

Festival de cinema com as bençãos da Marujada

Além de abrir as festividades da Marujada, a chegada de São Benedito pelas águas do Caeté, na manhã desta última segunda-feira (8/12), Bragança abençoa o sincretismo artístico e político do Primeiro Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA, que acontece no município de Bragança, Pará, entre os dias 11 e 14 de Dezembro de 2014.

Não gosto deste estigma, mas chego à conclusão de que é fato: Belém é a terra do já teve. Festivais de cinema, por exemplo...  A capital paraenses perdeu todos os que já tentaram se firmar por aqui. 

Nem tudo está perdido, iniciativas como a do Curta Carajás, em Parauapebas, que vem sendo realizado consecutivamente, ganha força e companhia neste final de semana, em Bragança, onde será realizado a primeira edição do FICCA  - Festival Internacional de Cinema do Caeté.

Há diferencial aqui. É necessário. Não basta ser festival de cinema, é preciso ter identidade e operar em diálogo com a região e localidade onde existe. E o FICCA chega com esta meta: valorizar a arte, a poesia e o cinema na construção de uma sociedade justa e solidária, abrindo as portas para o intercâmbio entre realizadores e produtores, fora dos mercados tradicionais e mais próximos das comunidades locais, respeitando-se as diferenças de suas estéticas e linguagens.

E se isso depender de energias positivas, sincretismos, mar alto e outras maravilhamentos amazônicos, a época em que o festival está sendo realizado nos oferece um prato cheio. Em Bragança é período de festas do santo padroeiro, São Benedito. A cidade está com a força da Marujada!

As sessões oficiais serão realizadas no Auditório do Colégio Santa Teresinha, pela manhã e à tarde. Os debates e minicursos, mostras paralelas e rodas de conversa acontecem à noite, na Universidade Federal do Pará, que também receberá as cerimônias de abertura e de abertura e encerramento. Com desdobramentos no Vacaria Clube.

Entre as instituições e projetos que se associaram à Tribuna do Salgado para arrancar com esta experiência inédita para o município, estão a Academia de Letras do Brasil – Seccional Bragança, Universidade Federal do Pará A (Campus Bragança), Unidade Regional de Educação (URE-Bragança), Fundação Educadora de Comunicação e Projeto Aluno Repórter.

A ousadia também com conta com apoio da Rede hoteleira-empresarial municipal (Solar do Caeté, Pousada de Ajuruteua, Alternativo, Vacaria, e Radisco) para acolher alguns artistas, realizadores, professores, jornalistas e ativistas que chegam na próxima semana a Bragança para participar desta Jornada cultural sem fins lucrativos que tende a inverter a lógica do mercado audiovisual para potencializar a liberdade criativa.

A Pérola do Caeté dessa forma, segundo a coordenação do FICCA, vai se tornar em um espaço aberto para filmes e diálogos com recortes às temáticas impertinentes da contemporaneidade relacionados aos direitos humanos, como as questões de gênero, de etnia, raça e orientação e liberdade sexual. Evoé, e que assim seja!

Programação

Abertura
11/12, 19H
Local > Auditório da UFPa
(Cerimônia seguida de projeções de filmes, leitura de poemas e diálogos)

Competição
12 e 13/12 (M/T)
Local > Auditório do Colégio Santa Teresinha
(Com projeções de filmes e votação do Juri Popular)

Filmes

LOUISES - SOLREALISMO MARANHENSE (Keyciane de Sousa Martins - Maranhão / FICCÇÃO / 75 Minutos) / BOBO (Inês Oliveira – Portugal – Guiné – Brasil / FICÇÃO / 80 Minutos) / ANJO DE CHOCOLATE (Clementino Júnior – Rio de Janeiro / DOC./ 80 Minutos) / PRÓLOGO (Gabriel Marinho – Distrito Federal / DOC./ 94 Minutos) / UM ADEUS (Durval Ferreira - Paraná / FICÇÃO / 54 minutos) / GOTAS DE FUMAÇA (Ane Siderman – Rio G. Sul / FICÇÃO / 21’35”) / JÚLIO O POETA / (Luís Costa – Portugal / DOC./ 32 Minutos) / DESENCONTRO MARCADO (Duarte Dias, Alice Bessa e Marcley de Aquino. – Ceará / FICÇÃO / 14 Minutos) / SOPHIA (Kennel Rógis - Paraíba/ FICÇÃO / 15 Minutos) / RITO DE PASSAGEM (Juliette Yu-Ming - Rio de Janeiro / FICÇÃO / 11 Minutos) / SERENKATO – O Canto da Floresta (Jonathas Bernard – Roraima / DOC./ 15 Minutos) / TERREIRO DE MINA (Edivaldo Moura – Pará / DOC./ 15 Minutos) / VOZES DA DITADURA (Ismael Machado / Bruno Farias / Vanessa Wagner - Pará / DOC / 14 Minutos) / BICA (Keyla Serruya – Amazonas / DOC. / 14 Minutos) / DIAS DE MANGAL (Evandro Medeiros – Pará) / DOC./ 15 Minutos) / CONFLITOS E ABISMOS (Everlane Morais – Sergipe / DOC. / 15 Minutos) / FILHOS DA HUTUKARA (Ana Lucia Mendina – Roraima / DOC./ 10 Minutos)

Minicursos - Campus da UFPa

  • 12/12/2014 

8h às 12h Roteiro Popular (Mateus Moura – PA)
14h às 18h Produção criativa e estética da gambiarra (Isabela do Lago – PA)

  • 13/12/2014 

8h às 12h Cinema de Guerrilha (Francisco Weyl – PA)
14h às 18h Cineclubismo de resistência (Arthur Leandro – PA)

Rodas de Conversas - Campus da UFPa - 18h às 19h

  • 12/12/2014: 

“De Glauber a Nietzsche, a cólera da arte e a (DES)obediência do povo
(Dinamizadores: Arthur Leandro & Francisco Weyl)

  • 13/12/2014

A fé no corpo e o corpo sem fé: contra-discursos afrofemininos
Dinamizadores: Isabela do Lago & Thiane Neves Barros / Mediadora: Maria Werneck

Mostras paralelas - Campus da UFPa

  • 11/12

Mostra Olhares Caeteuaras
“Viagem ao coração do Caeté (Tribuna do Salgado - Brasil- Amazônia- Pará – Bragança – 2014 - 5') / “ Memórias de Taperaçú-Porto” (Escola Yolanda Pereira da Silva - Brasil- Amazônia- Pará – Bragança – 2014 - 12') / “Maria da Penha” (Mateus Ribeiro / Brasil- Amazônia- Pará – Tracuateua – 2014 - 5') / “Tons Bicentenário” (San Marcelo / Brasil- Amazônia- Pará – Bragança – 2014 - 4')
LONGA ESTRÉIA “A Ilha” (Mateus Moura / Brasil- Amazônia- Pará – Ilha de Cotijuba – 2013 - 60')

  • 12/12

Mostra Música Amazônida
“Inseticida” > Banda Nova Ordem (REALIZAÇÃO COLETIVA Festival Imagem e Movimento – FIM - Brasil- Amazônia- Amapá- Macapá 2014 - 3'12'') / “O Sósia” > Banda O Sósia (REALIZAÇÃO COLETIVA FIM / 2014 - 2´46) / “Iara na terra do tecnobrega” (Alexandra Castro - Brasil- Amazônia- Pará – Belém – 2014 - 5'57)
ESTRÉIA: DVD “Mestre Vieira 50 Anos de Guitarrada Ao Vivo no Teatro da Paz” (Luciana Medeiros / Brasil - Amazônia- Pará – Belém – 2014)

Encerramento 13/12 – 19h

Sede da Tribuna do Salgado e Vacaria Clube
Anuncio dos vencedores, seguida de projeção do Melhor filme (JURI POPULAR), leitura de poemas e diálogos & Sarau da Lua Minguante – Homenagem a Adélia Prado