30.6.22

Nu Escuro (GO) traz espetáculo e oficina da Belém

Cia Nu Escuro (GO)

O projeto “DENTRO E FUERA”, contemplado no edital do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás/2017, traz apresentações do espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”, na Praça Amazonas, dia 2, e no Casarão do Boneco,  dia 3, além da oficina, “Musicalidade no Teatro de Animação”.

Com 26 anos de trajetória e após dois anos desenvolvendo apenas ações virtuais em decorrência da pandemia, para a Cia de Teatro Nu Escuro voltar aos palcos, ruas, praças e festivais, é como uma reestreia do trabalho do grupo. A circulação, além de Belém (PA), passa por outras capitais brasileiras como Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Maceió (AL), cidades em que a companhia ainda não se apresentou. Para o grupo, esta é a realização de um sonho, que ainda busca abrir uma ponte com a América Latina, pois haverá apresentação em duas cidades na Argentina.  

O projeto de circulação DENTRO E FUERA, idealizado pela Cia de Teatro NU Escuro, pretende se tornar um meio efetivo para consolidar o diálogo estético, através da troca de experiência e de técnicas cênicas entre os grupos teatrais das cidades da circulação e principalmente com a plateia presente. 

Além das apresentações, em cada cidade do roteiro, a Cia Nu Escuro irá ministrar uma oficina que pretende abordar o trabalho desenvolvido pela Cia no decorrer de seus 26 anos, a partir de uma abordagem teórica e prática das técnicas utilizadas nos espetáculos que compõem a circulação.

Com esse projeto, a Cia espera fortalecer as relações entre grupos teatrais das cidades visitadas, abrindo e ampliando caminhos para a realização de circulações, entre os grupos teatrais do estado de Goiás com os grupos e coletivos das localidades de circulação.  

SOBRE O ESPETÁCULO: O Cabra que Matou as Cabras

Bonecos e atores em cena! 

Um advogado vigarista, que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado que engana um comerciante ganancioso que engana seu empregado que engana um juiz que quer enganar todo mundo. 

O texto do espetáculo é uma livre adaptação da peça medieval francesa A Farsa do Advogado Pathelin, de autor desconhecido, mesclado com textos de cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira. Produzindo, assim, um texto original, inquieto e ágil, contendo bastante versatilidade e surpresas.

A direção e dramaturgia é de Hélio Fróes. No elenco, os atores e atrizes Abilio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim. A direção musical é de Sérgio Pato e a preparação de Abílio Carrascal, coreografias de Lázaro Tuim, que também faz a direção de produção. A cenografia foi criada por Mara Nunes e Hélio Fróes, já os figurinos e bonecos são assinados por Izabela Nascente. Na produção local e comunicação, estão o Casarão do Boneco e o Holofote Virtual.

SOBRE A OFICINA

O teatro de formas animadas e a música

A oficina Musicalidade no teatro de animação'' será ministrada por Izabela Nascente, e é direcionada a pessoas interessadas em conhecer mais sobre teatro e o gênero teatro de animação ou ainda, em compreender a música como dramaturgia no teatro de animação. Interessados a partir de 13 anos podem se inscrever. A oficina tem 3 horas de duração e de vivência técnica sobre animação/manipulação de formas animadas. 

“Nosso objetivo é ver os aspectos da musicalidade no teatro de animação. Nela trataremos de assuntos como ritmo de fala, corpo e materialidade; música como dramaturgia,  pulsação, foco  bem como discutir  os  processos composicionais de uma cena com bonecos e objetos”, explica Izabela. 

Programação 

02/07 – 20h – Apresentação do espetáculo “ O Cabra que Matou as Cabras”

Local: Praça Amazonas (Av. 16 de Novembro, SN, Batista Campos)

03/07 – 17h– Apresentação do espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras” - Com intérprete de LIBRAS.

Local: Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro,  815,Batista Campos)

04/07 – 16h

Oficina (com 4 horas): Musicalidade no Teatro de Animação

Local: Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro,  815,Batista Campos)

Inscrições: https://forms.gle/g35UF6GdBBJic9FXA


SOBRE O HOLOFOTE VIRTUAL

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28.6.22

Liamba Jazz e Samba: crônica musical perifeérica

Edir Gaya e a banda do show de lançamento
Foto: Raimundo Paccó
Edir Gaya lança o álbum “Liamba Jazz & Samba”, crônica musical da cidade a partir das quebradas, de histórias que agora respiram pela via da MPB que vira samba, samba que degusta o jazz, jazz que beberica o rock, tudo com a bênção de Johnny Alf e João Gilberto. Anote, será sábado, 2 de julho, no Espaço Cultural Boiúna, em Belém, a partir das 22h.

“Liamba Jazz & Samba” chega com a estatura de álbum da moderna música paraense e, ao mesmo tempo, “cartografia do afeto, geografia da memória”, nas palavras do autor. Quarenta anos de vida que vira música e poesia em quinze canções, que percorrem cinco bairros - Matinha, Pedreira, Sacramenta, Guamá e Jurunas -, seus personagens, ruas, becos, o cancioneiro, tradições religiosas, festas. Matinha, Pedreira e Sacramenta, bairros nos quais Edir Gaya viveu a infância e a juventude, sempre foram estigmatizados pelo preconceito, tidos como berços da malandragem barra-pesada. 

Não houve contestação quando a “higienização urbanística” transformou a Matinha em Fátima, com modernos prédios e carros do ano. Embora a Matinha subsista na memória e no cotidiano de sua população original mais pobre (que nunca aceitou a troca de nome) e também na “Trilogia da Matinha”, em que Gaya preserva o amor, as personagens, os “mitos’ daquela periferia. 

“Em Liamba Jazz & Samba, a Matinha é Senhora de Fátima, aquela que lança seus encantos sobre mim e sobre o mundo”, diz Gaya, ao explicar que a Trilogia da Matinha equivale à paixão, morte e ressurreição. “O morro ficava onde está o Santuário de Fátima. Sua derrubada é a paixão. A morte está em ‘Restos’, oração pagã de um imaginário garoto da gangue Demônios da Matinha (DM), geração aniquilada pela PM na década de 90. A ressurreição vem em “Romance na Barra”, música que marca o advento do amor”, explica. 

Ensaios para o dia 2 de julho
Foto: Raimundo Paccó

Redivivos no álbum personagens marcantes da Matinha: Deusuíte – Deusu ou Deusa -, estigmatizada pela crônica policial como traficante, mas que no álbum ganha status de “mercadora de sonhos”, e Diamantina, sacerdotisa afro (ambas negras), além de Osvaldo Oliveira – o Vavá da Matinha -, compositor célebre de quem Gaya gravou Desgosto”.

Outra trilogia é a da Pedreira, com personagens clássicos, como no “Samba pra Julião” (este era o principal organizador do bloco Aguenta o Tombo, que sacudiu a cidade na década de 80) e a história de um malandro que se asila na cidade da Vigia para escapar ao “Seu Mourão”, o implacável delegado terror dos jovens negros periféricos e estrela do programa de rádio “A Patrulha da Cidade”.

Sem fugir à história e à sociologia, Liamba Jazz & Samba traz as marcas do coletivo Hera da Terra, da Sacramenta, que Gaya integrou na década de 80 e que produzia música, poesia e artes plásticas como forma de resistência à ditadura militar, brigando pelo direito de morar, em apoio à comunidade de Emaús, pela libertação de presos políticos.

Um disco denso a partir das “margens”, portanto, que começa e desemboca em “Liamba”, poema de Bruno de Menezes (do Jurunas) do livro “Batuque”, que inaugurou o modernismo na Amazônia. “Agradeço aos filhos de Bruno (Irmã Marília, Lenora Brito e ao doutor Haroldo Menezes) pela liberação do poema, fundamental porque esse trabalho se fundamenta na estética das ruas inaugurada por Bruno”, destaca Gaya.

Parcerias - Nove canções do álbum são parcerias com os letristas Raimundo Sodré, Cacá Farias, Edson Coelho, Ribba, Renato Torres e Walter Freitas. A produção e direção musical é de Renato Torres, no Guamundo Home Studio, com grandes músicos de Belém. Além de músicas próprias, Edir Gaya faz homenagens a Osvaldo Oliveira, o Vavá da Matinha, com “Desgosto”, e a Carmélio Gaya, seu pai, com  “Manuela”.

Serviço

“Liamba Jazz & Samba” será lançado em 2 de julho, no Espaço Cultural Boiúna (Rua dos Pariquis, 1556), às 22h, com couvert artístico. No show de lançamento, Edir Gaya (voz e violão) será acompanhado por Renato Torres (direção, guitarra e vocais), Antonio Abenatar (sax), Jonatas Gouveia (contrabaixo), João Paulo Pires (bateria) e o Rodrigo Ferreira (teclado).

(Holofote Virtual, com texto enviado pela produção)

23.6.22

Inscrições abertas para o Social Media Day Belém

O evento será realizado no dia 30 de junho, no Auditório da Estácio, das 9h às 19h.  A 9ª edição do Social Media Day Belém abordará o "Mercado Híbrido e as Fronteiras" do profissional de Social Media e dará direito a certificado. 

O conhecimento, a troca e a partilha de experiências sobre mídias sociais é uma das motivações do Social Media Day Belém, evento mais antigo sobre o mercado digital na região Norte. As demandas cada vez mais integradas, conectadas e multitarefadas precisam ser debatidas por profissionais, entusiastas e estudantes da área. 

Os diálogos, as necessidades e os interesses dos idealizadores pelas redes sociais surgiram ainda em 2011. E este é o ano do retorno do Social Media Day Belém ao presencial, pois em 2020 e 2021, devido ao isolamento por conta da pandemia do covid-19, as edições foram desempenhadas on-line.  

“Estamos muito empolgados com a volta do formato presencial. A edição 2022 irá proporcionar o encontro dos veteranos com os novatos, que ainda não tiveram a oportunidade de participar de um Social Media Day Presencial. Será um networking maravilhoso e com muitos aprendizados”, declara Artur Araújo, Coordenador Geral do Social Media Day Belém. 

Serviço

Local: Auditório da Estácio (Rua Municipalidade, 839 - Reduto)

Data: 30 de junho de 2022

Horário: 09h às 19h

Inscrições gratuitas (https://conteudo.yesbil.com/smdaybel

Período de inscrição: 22/06 a 29/06.

Instagram:

https://www.instagram.com/smdaybel/

20.6.22

Indígenas realizam acampamento em Santarém

Fotos: ASCOM/CITA

Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA) realiza o primeiro acampamento de resistência indígena da região Oeste do Pará. 

Com o nome “Acampamento Santarém Território Indígena: Luta pela vida”, a mobilização iniciou hoje (2) e irá até 25 de junho, na Praça São Sebastião, no bairro Prainha, em Santarém, onde ocorrerão debates relacionados a demarcação de territórios, educação indígena e mudanças climáticas, além de projetos de leis e grandes empreendimentos que atacam diretamente os direitos dos povos originários. 

O acampamento faz parte da jornada nacional de mobilização do movimento indígena e dá continuidade às lutas contra a tese do marco temporal, que seria julgada no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 23 de junho, mas foi retirada da pauta, resultando no adiamento do Acampamento Luta Pela Vida 2022, que aconteceria em Brasília. 

Em Santarém, a mobilização acontece em uma semana emblemática para os povos indígenas: o “aniversário” do município. Para o senso comum, a cidade comemora 361 anos no dia 22 de junho, no entanto, arqueólogos afirmam que Santarém é considerada a cidade mais antiga do Brasil, com indícios da presença indígena no território há pelo menos 10 mil anos. Por isso, os povos do baixo Tapajós ocupam as ruas com o objetivo de retomar seu território de origem após o processo de tentativa de apagamento histórico. 

“O nosso principal tema do acampamento é o marco temporal, mas também essa mobilização é uma demarcação de território. É dizer que nós existimos, nós estamos aqui, que Santarém é um território indígena. Apesar de 361 anos que se comemoram do aniversário de Santarém, isso não apaga a nossa existência, muito menos a nossa história. Nós somos milenares aqui nessa região”, declarou Auricélia Arapiun, coordenadora do CITA. 

No Baixo Tapajós, os povos indígenas resistem ao dilema do avanço do agronegócio, exploração madeireira ilegal e grandes empreendimentos que adentram seus territórios. O acampamento irá tratar sobre os projetos de lei como o 191/2020 que tenta liberar a atividade garimpeira nos territórios indígenas e pode impactar ainda mais os povos da região do Tapajós. Em janeiro deste ano, o Rio Tapajós foi destaque nacional pela mudança de cor das águas no curso do rio próximo a Alter do Chão, distrito de Santarém, ocasionadas pela atividade garimpeira ilegal na região. 

A mobilização pretende construir um espaço de resistência, discussão e mobilização pelos direitos dos povos indígenas. A defesa dos territórios e a garantia de políticas públicas pela qualidade de vida, como educação e saúde também serão pauta de reivindicação. Segundo Auricélia Arapium, o acampamento no baixo Tapajós articula a resistência que vem sendo construída pelos povos indígenas da Amazônia e em todo Brasil.  

“É um ato que vai representar a Amazônia no contexto atual que nós estamos vivendo de tantos retrocessos e tantas violações contra os nossos direitos. A gente está se juntando aos parentes da Amazônia, aos parentes do Brasil todo que também vão fazer suas manifestações. 

Aqui a gente permanece com o nosso acampamento que é um marco da nossa história, é um sonho que nós estamos realizando, dar visibilidade pra luta dos povos indígenas do Baixo Tapajós”, pontuou. 

Estarão presentes em Santarém indígenas das 13 etnias representadas pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns: Tapajó, Tupaiu, Tapuia, Munduruku, Munduruku-Cara Preta, Maytapu, Tupinambá, Arapium, Arara Vermelha, Jaraqui, Apiaká, Kumaruara e Borari. 

Programação 

O Acampamento Santarém Território Indígena terá cinco dias de programação e contará com dezenas de atividades. O enfrentamento ao marco temporal e aos grandes projetos dentro dos territórios serão destaques na programação que contará também com plenárias sobre juventudes, mulheres, educação escolar e superior e comunicação.  Além disso, em todos os dias de acampamento a população de Santarém poderá conhecer e consumir produtos produzidos pelos povos indígenas na Feira de Artesanato, que estará localizada na Praça São Sebastião.

Serviço

Acampamento Santarém Território Indígena. De 20 a 25 de junho. Praça São Sebastião, Santarém (PA).A programação completa pode ser encontrada nas redes sociais do CITA: @citabt e está sujeita a alterações. 

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa)

Doc musical de Pelé do Manifesto no In-edit Brasil

Dando continuidade ao projeto do álbum “Gueto Flow, Preto Show” (Natura Musical), o rapper Pelé do Manifesto, um dos destaques da cena paraense da última década, apresenta o filme “Gueto Flow – Pelé do Manifesto” em sessão especial no Festival In-edit Brasil, que começou nesta semana e segue até 26 de junho. O teaser já está no canal do YouTube do artista.

O artista diz que ficou surpreso com a seleção para sessão especial da 14ª edição do In-Edit Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical, que está sendo realizado, de forma híbrida: presencial, na cidade de São Paulo, e online, na plataforma do festival e em plataformas parceiras, para todo Brasil, com um total de 67 títulos, nacionais e internacionais, inéditos no circuito comercial. “Foi uma felicidade enorme quando soube da seleção no festival. Pra mim, é fundamental ter e ser essa representatividade também pra galera do hip hop, da periferia”, comemora.

O filme é fruto do disco lançado em 2020, mas que teve o show de lançamento cancelado por conta da Pandemia do Coronavírus. O que seria investido em um show no Mercado de São Brás, virou o documentário “Gueto Flow, Preto Show”, um filme que mistura música, trazendo as 10 faixas presentes no álbum homônimo, além de relatos poéticos sobre os aspectos que cercaram o desenvolvimento da carreira do rapper. 

“Esse trabalho é um pouco do que minha vida é, do modo como vejo o mundo ao meu redor, fala um pouco sobre mim, fala um pouco sobre o meu bairro, fala um pouco da realidade que nos cerca em Belém. Ver esse trabalho na tela, vai me emocionar muito, ver onde chegou aquele moleque da Cremação, que rimava nas praças, que rimava nas ruas”, conta Pelé.

A diretora do projeto, Adrianna Oliveira, explica que, a partir da quebra de expectativa do show, eles foram construindo a narrativa tentando resgatar o máximo de elementos que fizessem parte daquele cenário de rua que imaginavam, mas que não pôde acontecer por conta da covid-19. 

“A gente ambientou o filme com características da urbanidade de Belém, convidando artistas do grafite, como PTCK, Santo e TSSS REX, para compor o espaço de cena com obras originais feitas para a gravação, e artistas da música, dança e/ou poesia, como Nic Dias, Anastacia Marshelly, Moraes MV e Yara MC, que ficaram livres para performar sua arte nesse cenário híbrido composto de vários palcos”, explica a diretora.

Neste trabalho, Pelé do manifesto traz à tona todo o repertório construído ao longo dos 12 anos da carreira do rapper paraense de 28 anos.  “Eu nunca imaginei que meu trabalho com rap poderia virar um filme. Eu queria falar um pouco da minha história, do meu bairro, falar um pouco de negritude. Quando o disco já estava pronto, a gente foi percebendo que dava pra virar um doc, um filme. Percebemos que dava pra ser um pouco de tudo, era muito completo e tinha muita história pra se contar”, revela Pelé. 

Serviço

O quê: Lançamento do filme “Gueto Flow – Pelé do Manifesto”

Onde: Festival In-edit Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical

Quando: Até 26 de junho de 2022

Mais em: @peledomanifesto

17.6.22

Dica: 1o Desfile Infantil de Moda Afroamazônica

O evento recebeu o nome de “Plantando um Baobá”, em homenagem ao mês do meio ambiente, e será realizado, neste domingo (19), com lançamento de coleções e uma vasta programação cultural, das 9h às 15h, no Quilombo da República - Praça da República esquina da Av. Nazaré com Assis de Vasconcelos.

Ao todo, são 17 marcas da moda AfroAmazônica, envolvidas no evento. A realização é da marca Fogoyó, em parceria com o “Coletivo das Pretas Paridas de Amazônia” e “Coletivo de Mulheres Empreendedoras”. 

A programação traz, além do 1o desfile infantil de moda afroamazônica, feirinha e apresentações artísticas. Haverá também uma vivência lúdica para o plantio de uma muda de Baobá, árvore africana que vive até dois mil anos, considerada a árvore mais antiga, presente na Terra, guardando em si memórias da humanidade.

Anota a programação

09h00 - Abertura 

Apresentação Samily Maré Cheia 

Feira criativa com o Coletivo Pretas Paridas de Amazônia 

09h30 - DJ 

10h00 Plantio do Baobá 

10h45 Desfile infantil afro-amazônico 

11h15 Performance Luanda Mulambo 

11h30 Vídeo ARTE Do ponto a Encruza 

11h45 Performance Fernanda Mendonça 

12h30 Banda Fogoyó 

13h30 Performance Carla Baía 

14h00 Intervenção poética Edson Junior 

14h15 Vídeo ARTE literaCura Narrativas Periféricas 

15h00 Encerramento 

Marcas presentes

Akoma -  Silvia Barbosa 

África Vestes - Geraldine Fadairo

Afrocabeleira - Bianca Alves

Amor tecido - Maria Luiza

Beleza Negra Arte e Estilo - Joyce Farias 

Eulauea - Laura Loysy

Faca Amolada - Elis Tarcila

Fogoyó - Vanessa Mendonça

Folha por folha - Fernanda Monteiro

Laço da Marinheira - Samily Maria

Li Divino - Eliana Divino

Muiraquitrança - Nathy Reis

Personalizados Baía - Carla Baía

Prosa Ervas - Luanda Mulambo

Raio de Sol - Bruna Raiol

Sarah Arcangela Fotos - Arcangela onça

Tinta Preta - Mina Ribeirinha

13.6.22

Paraenses brilhando na dança em cadeira de rodas

Fotos: Jefferson Mota
“Acesso Concedido”, da Cia Do Nosso Jeito, traz inovações técnicas e tecnológicas para o segmento e diversifica as possibilidades de movimento para os bailarinos com mobilidade reduzida. Premiada e selecionada para a 2ª edição do Festival Acessibilidança Virtual, a companhia estreia nesta quarta-feira, 15, às 20h, nas redes sociais da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Gratuito.

"O espetáculo ‘Acesso Concedido’ é sobre a quebra de barreiras, mas não apenas dos espaços físicos, mas das atitudes das pessoas”, explica Thays Reis, diretora artística da Cia Do Nosso Jeito, de dança em cadeira de rodas. “É sobre olhar de igual para igual para as pessoas com deficiência, sobre como esses bailarinos têm potencial de ser eficientes na dança e no meio artístico.”

O espetáculo inédito, com produção executiva da Folhetim Produções Culturais, amadurece a proposta do documental “Acessos”, também idealizado e realizado pela Cia Do Nosso Jeito. Com uma nova montagem, a peça traz novos figurinos, nova maquiagem e faz uso de diferentes técnicas e tecnologias, aliadas às concepções artísticas e de roteiro pensadas especificamente para a nova obra.

A realização do espetáculo foi um desafio envolvendo 35 pessoas, entre artistas, produtores, técnicos e operadores, que se dividiram em grupos para possibilitar as gravações, que ocorreram durante o auge da pandemia do coronavírus na capital paraense, o que exigiu uso intenso de álcool gel, luvas, máscaras e testes para garantir a segurança da equipe.

Ao todo, a montagem conta com 45 minutos de duração e não é dividida em atos. O espetáculo percorre por vários espaços físicos da Fundação Curro Velho, em Belém, e áreas externas, onde foram usados drones para gerar as imagens aéreas. 

Faz também o uso de espaços inusitados, como uma escada, e dispositivos diferenciados, como um skate especialmente projeto para cadeira de rodas. A peça também traz o conceito de tecnologias assistivas, que podem auxiliar as pessoas com mobilidade reduzida a dançar e trabalhar todas as suas possibilidades de movimentos e expressões através da dança.

“Acho que vai ser um espetáculo bastante inovador, além de prestigiar os artistas com paraplegia e amputados que se desafiam e mostram que são capazes de fazer, inclusive, performances circenses, como a lira e os tecidos aéreos. É um trabalho muito gratificante e creio que será marcante para o cenário nacional no que tange a dança na perspectiva da inclusão”, conclui Thays.

CIA DO NOSSO JEITO

A bailarina Thays Reis e o bailarino usuário de cadeira de rodas Elielson Silva são parceiros de dança, desde 2010, e fundadores da Cia. Independente de Dança em Cadeira de Rodas Do Nosso Jeito. O nome só surgiu em 2015, quando apresentaram o espetáculo “Poética do Nosso Jeito”, que passou a fazer referência ao projeto.

Com mais de 20 anos de atividade, a Cia Do Nosso Jeito acumula diversos prêmios nacionais e internacionais. O primeiro prêmio veio em 2012, quando Thays e Elielson venceram o campeonato brasileiro da modalidade que ocorreu pela primeira e única vez em Belém, um feito que ficou marcado na história da dupla.

No cenário internacional, a companhia participou de competições na Rússia, Alemanha e Itália, com destaque para a World Para Dance Sport World Cup - Continents Cup, em São Petersburgo, Rússia, onde conquistou, em 2019, um segundo lugar, e, em 2021, obteve sete troféus, entre segundo e terceiro lugares, na World Para Dance Sport Championship, em Génova, Itália, colocando o Brasil no pódio de terceiro lugar. Atualmente, a Cia Do Nosso Jeito é composta por 17 pessoas, sendo dois gestores e 15 bailarinos, dos quais dez são usuários de cadeiras de rodas.

FESTIVAL ACESSIBILIDANÇA VIRTUAL

Criado a partir das ações do Edital Dança Acessível - Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual, o evento chega a sua 2ª edição e traz 25 espetáculos premiados e selecionados das cinco regiões brasileiras, começando pela Região Norte.

Todos os espetáculos serão exibidos online, de 8 de junho a 16 de setembro, às quartas e sextas, sempre às 20h, a fim de promover acessibilidade para pessoas com algum tipo de deficiência visual e/ou auditiva, além de valorizar e fortalecer a expressão da dança brasileira de forma inclusiva.

O acesso é gratuito, com recursos de audiodescrição e Libras, no canal da Funarte no YouTube e todas as montagens permanecerão disponíveis após sua exibição. A agenda completa dos espetáculos está disponível no site oficial da fundação.

SERVIÇO

Espetáculo “Acesso Concedido”, da Cia. Do Nosso Jeito de dança em cadeira de rodas. Online e gratuito. Estreia nesta quarta-feira, 15/6, às 20h, nas redes sociais da Funarte, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=kI7xvnCFVr4

9.6.22

Amazônia Encena na Rua ocupa praça até domingo

Espetáculo de um homem só, da Cia de Circo Nós 
Tantos (PA) - Fotos: Inovar Produtora.

Desde domingo (5) que é assim. A partir das 19h, o anfiteatro se ilumina e se torna palco para grupos vindos de todos os estados da Amazônia Legal.  A programação vai até esse próximo domingo, 12, Dia dos Namorados, tais uma boa pedida para começar a noite! 

A programação conta também com oficinas e espetáculos convidados. Os sotaques amazônicos, porém, predominam.  Tem artistas de Manaus, Acre, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Amapá, Roraima, Mato Grosso e Pará, claro.

Os dois primeiros dias chegaram a comandados de chuva, mas quem disse que o povo arredou o pé. Por acaso alguém aqui é típica? Opa, em cena, sim. Tapioca, uma das personagens do espetáculo "As Charlatonas", que abriu a temporada em Belém, não se preocupou. No dia seguinte, a mesma coisa, Jerônimo Show também foi aprontado debaixo da lona principal montada no anfiteatro. Na quarta e na quinta-feira, São Pedro ajudou e a lua saiu e hoje também vai iluminar os espetáculos "Sorteio de Contos", com Cia Sorteio de Contos (PA) e "A carroça é nossa", com o Grupo Xama Teatro (MA).

O que rola ate domingo

Cia Del'Acre , da Cia Vice Versa (AC)

Nesta sexta-feira (10), o anfiteatro da Praça da República começa a receber o público ainda pela manhã (9h), já inscrito nas oficinas de "Dramaturgia e Pedagogia do Teatro de Rua", com o Dr. Narciso Telles (MG), e “Teatro da Cidade e seus conceitos”, com Dr. André Carreira (SC). 

Além disso, à noite (19h), e “vai receber três espetáculos “O cavaleiro perfumado”, com o Locômbia Teatro de Andanças (RR), “Uma surpresa para Benjamin", com o Grupo Matutagem (PA) e “Se deixar, ela canta”, com Companhia Cangapê (AP).

No sábado (11), pela manhã (9h), será realizado, também na praça da República, o IV Seminário Amazônico de Teatro de Rua e, à noite (19h), serão apresentados mais dois espetáculos convidados de fora da Amazônia Legal. “Os cenouras”, do Grupo Valdevinos de Oliveira (RJ), e “As Aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos”, com Mamulengo sem Fronteiras (DF). 

Cia Del'Acre , da Cia Vice Versa (AC)

A programação vai até este domingo (12), quando o festival encerra sua estadia em Belém, com a apresentação dos espetáculos: “Fashion Fake - A roupa quase nova do rei”, com Cia de teatro Madalenas (SP), e “Sodade”, com Cia Panorando.

A edição especial realizada em nosso estado, é na verdade a 13ª para o ator, clown e ativista cultural Chicão Santos, que coordena o Festival Amazônia Encena na Rua, desde 2007, em Porto Velho (RO). E depois de Belém, a equipe do projeto segue com mais apresentações e ações formativas por municípios de Xinguara, Marabá e Parauapebas.

Em todos os dias há tradução em LIBRAS com os intérpretes Fabiana e André, para gerar acessibilidade de conteúdo para a comunidade surda. O XIII Amazônia Encena Na Rua tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, com realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A iniciativa é do O Imaginário. 

Saiba mais sobre os espetáculos

10/06/22 (sexta-feira) às 19h 

O CAVALEIRO PERFUMADO – LOCÔMBIA TEATRO DE ANDANÇAS – RR

Baseada no imaginário do nordeste brasileiro, é a estória de um cavaleiro enamorado que viaja errante, atravessando o sertão rumo ao norte do país em busca de fortuna e amor.

UMA SURPRESA PARA BENJAMIN  – CIRCO MATUTAGEM  – PA  

A obra  presta uma homenagem a Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil e  criador  do Circo-Teatro  (gênero  teatral genuinamente brasileiro). Entre arrumar o pequeno picadeiro, decorar o circo e ensaiar as músicas, eles relembraram histórias circenses e de grandes mestres palhaços.

SE DEIXAR, ELA CANTA! – COMPANHIA CANGAPÉ – AP

Perualda, a maior estrela da música amapaense (segundo ela mesma), apresentará o show mais importante de sua carreira. Porém, seus assistentes Palco que parecem não estar tão certos do enorme talento de Perualda tentarão o que puderem para atrapalhar o show.

11/06/22 (sábado) às 19h

AS AVENTURAS DE BALTAZAR NO REINO DOS MAMULENGOS – MAMULENGO SEM FRONTEIRAS – DF

Embalados com uma trilha sonora ao vivo, Baltazar no Reino dos Mamulengos conta de uma forma divertida várias histórias da terra de São Saruê, um lugar onde os mamulengos criam vida e se transformam em heróis, guerreiros e amantes.

OS CENOURAS –  GRUPO VALDEVINOS DE OLIVEIRA – RJ

Os Cenouras são dois funcionários de limpeza urbana de uma grande cidade, que, preocupados com as questões que envolvem o meio ambiente, resolvem por iniciativa própria falar para as novas gerações da importância dos cuidados com os descartes.

12/06/22 (domingo) às 19h

FASHION FAKE - A ROUPA QUASE NOVA DO REI – CIA. DE TEATRO MADALENAS – PA

Um rei vaidoso mais preocupado com seu umbigo que com os problemas vividos pelo povo. Fashion Fake - a roupa quase nova do rei é uma livre adaptação do conto de Hans Christian Andersen.

SODADE – PANORANDO CIA E PRODUTORA – AM

Após a perda de um amigo, um grupo de amigos revivem momentos passados de quando este grupo estava completo. Lembranças de romances, diversão e conflitos endossam o que a saudade quer dizer, ou melhor, o “sodade”.'

Serviço

Informações sobre os grupos disponíveis no site https://amazoniaencena.com.br, Instagram @amazoniaencenarua e Facebook (https://www.facebook.com/OImaginariopvh).

7.6.22

Amazônia Encena na Rua inicia com homenagem

Nonato Tavares, Chicão Santos e Wlad Lima
Foto: Ronald Dias
A 13a edição do festival Amazônia Encena na Rua, iniciou no domingo, 5, com um cortejo que saiu da Praça da Trindade para o Anfiteatro da Praça da República, e segue com programação até o próximo domingo, 12 de junho, na praça e nas escolas. 

Um dos momentos mais marcantes da abertura do festival foi a homenagem prestada por Chicão Santos, idealizador do Amazônia Encena na Rua, a dois artistas importantes da Amazônia. A professora, atriz, diretora e encenadora paraense  Wlad Lima, que destaca-se com sua atuação na Rede da Floresta e conexões em busca de uma biopolítica para as artes públicas da Amazônia e política nacional que enxergue os artistas do norte; e o amazonense Nonato Tavares, idealizador do primeiro Festival de Teatro da Amazônia – FTA, que acontece em Manaus. 

E assim teve inicio a programação que ocupará por todos esses dias o anfiteatro da Praça da República,  um espaço simbólico na história do teatro em Belém. Os primeiros grupos do domingo (5),  foram a Trupe Açu Cia de Circo, de Tocantins, com o espetáculo As Charlatonas, e o Grupo Tibanaré, de Mato Grosso, que apresentou A Carroça é Nossa. Ontem (6), a plateia voltou a participar das brincadeiras que antecedem as apresentações e depois marcou presença para assistir “Magya e Mystério”, do Grupo Folhas de Papel, do Pará, e Jerônimo Show, do Circo Caramba, de São Paulo.

As Charlatonas (TO), abrindo primeiro dia
Foto: Ronald Dias

Hoje tem mais. Nesta terça-feira, 7, vamos assistir “A Muy Lamentável e Cruel História de Píramo e Tisbe”, do grupo Teatro Ruante, de Rondônia. O espetáculo parte de um fragmento de “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, escrita em fins do século XVI, para a encenação da trupe de palhaços e palhaças que recriam, com a ajuda do público, essa “trágica e atrapalhada” história de amor.

Em seguida, entra em cena “Tekoha-Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno”, do Grupo Teatro Imaginário Maracangalha, do Mato Grosso do Sul. O espetáculo narra a trajetória do líder Guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas.

E eu já adianto aqui que amanhã (8) também está imperdível. A noite abre com o grupo paraense Cia de Circo Nós Tanto, que apresentará "O Espetáculo de um Homem Só", que conta a história de um palhaço que resolve abrir o próprio circo, com muita acrobacia, apalhaçaria e malabarismos variados. 

Jerônimo Show (SP), encerrando o segundo dia
Foto: Tiago William

Em seguida teremos "Comédia DelÁcre", da Cia Visse e Versa, do estado do Acre. Aqui, o público se depara com a história do teatro mundial por meio de fragmentos de textos de renomados autores que marcaram esta trajetória. Esperam muita música e dança.

É isso, amanhã eu conta mais. Em todos os dias há tradução em LIBRAS com os intérpretes Fabiana e André, para gerar acessibilidade de conteúdo para a comunidade surda. O XIII Amazônia Encena Na Rua tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, com realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A iniciativa é do O Imaginário. 

Oficinas na praça e na escola

Apresentado por Leo Carnevalle e Fábio Freitas, até dia 12 de junho, além dos espetáculos, também serão realizadas duas oficinas na Praça da República: “O Teatro da Cidade e Seus Conceitos, com o Dr. André Carreira (SC) e ainda Dramaturgia / Pedagogia do teatro de Rua, com o Dr. Narciso Telles (MG), ambas com duração de dois dias, 9 e 10 de junho, a partir das 9h. A oficina Números Cômicos, com Fábio Freitas e Leo Carnevale (RJ), será ministrada em escolas públicas, onde também estão sendo apresentados alguns dos espetáculos.

Programação 

06 e 07/06/22 às 9h

Oficina: Números Cômicos com Fábio Freitas e Léo Carnevalle (RJ), para o público estudantil

Local: Escola Est. Gov. Alexandre Z. Assunção

Total de Vagas: 30

07/06/22 (terça-feira) às 19h

A muy lamentável história de Piramo e Tisbe, com Teatro Ruante (RO)

Tekoha - Ritual de vida e morte do deus pequeno, com Grupo de Teatro Imaginário Maracangalha (MS)

08/06/22 (quarta-feira) às 19h

O espetáculo de um homem só, com Cia de Circo Nós Tantos (PA)

Comédia Del'Acre com Cia Visse e Versa (AC)

09/06/22 (quinta-feira) – às 19h

Sorteio de Contos, com Cia Sorteio de Contos (PA)

A carroça é nossa com o Grupo  Xama Teatro (MA)

09 e 10/06/22 às 9h

Oficina: Dramaturgia Pedagogia do Teatro de Rua com Dr. Narciso Telles (MG)

Local: Praça da República

Total de vagas: 30

Inscrições: https://forms.gle/uyhSqpK7YJNgc4Lp7

09 e 10/06/22 às 9h

Oficina: Teatro da Cidade e seus conceitos com Dr. André Carreira (SC)

Total de vagas: 30

Inscrições: https://forms.gle/uyhSqpK7YJNgc4Lp7

10/06/22 (sexta-feira) às 19h

O cavaleiro perfumado, com Locômbia Teatro de Andanças (RR)

Uma surpresa para Benjamim, com.Grupo Matutagem (PA)

Se deixar, ela canta, com Companhia Cangapê (AP)

11/06/22 (sábado)  às 9h

IV Seminário Amazônico de Teatro de Rua

Local: Praça da República

11/06/22 às 19h

Os cenouras, com Grupo Valdevinos de Oliveira (RJ)

As Aventuras de Baltazar no Reino dos Mamulengos, com Mamulengo sem Fronteiras (DF)

12/06/22 (domingo) às 19h

Fashion Fake - A roupa quase nova do rei, com Cia de teatro Madalenas (SP)

Sodade, com Cia Panorando, Cia e Produtora

Total de vagas: 30

Mais informações sobre os grupos:

Site: https://amazoniaencena.com.br

Instagram: @amazoniaencenarua 

Facebook: https://www.facebook.com/OImaginariopvh

Mais informações culturais:

@holofotevirtual

@holofote_virtual

6.6.22

Camila Fialho realiza primeira exposição individual

Ganhadora do Prêmio Branco de Melo 2022, a artista abre a exposição Linhas em Movimento, nesta quinta, 9 de junho, na Galeria Theodoro Braga, da Fundação Cultural do Pará.

Constituída por trabalhos em dimensões variadas, nascidos no início da pandemia da Covid 19, a mostra é formada por desenhos à mão livre sobre nanquim, e serão dispostos pelas paredes da galeria, sendo que uma intervenção site specific será feita no chão utilizando fios pretos de algodão.

Onde quer que vá o ser humano sempre traça linhas, seja andando, ou escrevendo, desenhando ou tecendo, as possibilidades são inesgotáveis. Desenhada em retas ou em torvelinho, isolada ou abundante, a linha, em suas metamorfoses, abre um vasto território de investigação para a produção artística. No campo mais específico das artes a linha desponta como um dos principais componentes da criação, figurando objeto de tipologias de inúmeros artistas.

Linhas em Movimento é a primeira exposição individual da gaúcha Camila Fialho, radicada em Belém desde 2014, tendo sido presidente da Associação FotoAtiva e articuladora de inúmeros projetos coletivos dentro e fora do estado. Formada em Letras e Mestre em Literatura Francesa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem especialização em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural pela Faculdade Santa Marcelina (SP).

Suas pesquisas transitam entre poéticas do deslocamento, tensões entre palavra e imagem, e a materialização do gesto primeiro do desenho em múltiplas repetições torna-se campo de investigação para construção de diferentes composições. Dando contornos a formas geométricas e orgânicas, a artista tensiona a noção do espaço tanto do suporte – o papel – quanto da parede que acolherá os trabalhos.

O público terá a oportunidade de conversar com a artista e a curadora no encerramento da mostra (7/7) durante um bate papo, quando na ocasião será lançado o catálogo de Linhas em Movimento na própria Galeria Theodoro Braga. Um ateliê-livre será oferecido por Camila Fialho aos interessados, tendo a linha como dispositivo de reflexão e experimentação, ação paralela que será divulgada amplamente pelas redes sociais. 

Serviço

Linhas em Movimento - Exposição de desenho de Camila Fialho. 

Abertura: 9 de junho de 2022, às 19h

Galeria Theodoro Braga/FCP 

(Av. Gentil Bittencourt, 650. Nazaré. Subsolo do Centur)

Período expositivo: 10/6 a 7/7/2022

Lançamento do catálogo e bate papo com artista e curadora: dia 7 de julho, na Galeria Theodoro Braga 

Horário de visitação: 9 às 17h