25.9.17

Mestras da Cultura tomam conta do Sesc Boulevard

Uma energia feminina poderosa estará presente nos próximos dias em Belém do Pará, sendo oportunidade única de conhecer as histórias e contribuições de mulheres mestras em saberes e fazeres, que se relacionam com as culturas tradicionais no Pará. A primeira edição do projeto “Mestras da Cultura” realizará, de 26 a 1º de outubro, oficinas e apresentações com a participação e mediação de mulheres de Abaetetuba, Belém, Cachoeira do Arari, Castanhal, Cametá, Soure, Marapanim e São Sebastião da Boa Vista. O Sesc Boulevard fica na Av. Boulevard Castilho França, em frente à Estação das Docas - Campina. Entrada franca.

A abertura do “Mestras da Cultura” será nesta terça-feira, 26, às 19h, com o Sarau "Terra Mulher", de Heliana Barriga e Vilma Monteiro. Haverá leituras que trazem temas como a semeadura, a fertilidade, o abuso e a violência. Formada em agronomia, Heliana, que foi uma das fundadoras da Embrapa, traz à tona uma produção poética ainda pouca conhecida do grande público. Neste sarau ela reapresenta esta outra faceta, carregada de denúncia, força e empoderamento enquanto artista-mulher.

A semana segue na quarta-feira, 27, às 18h, com o relato de pesquisa sobre “O protagonismo de mulheres nas culturas populares”, de Jorgete Lago, professora e etnomusicóloga. Em sua pesquisa de doutorado ela traz como tema as ações de protagonismo junto a doze mulheres lideranças de Cordões de Pássaros e Bichos, Pássaros Juninos, Boi Bumbá, Boi de Máscaras e Pastorinhas, na cidade de Belém e nos distritos de Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro.

Logo em seguida, às 19h, será lançado o filme “Arpilleras: bordando a resistência”, filme do Movimento dos Atingidos por Barragens, seguido de bate papo. O longa-metragem percorre as cinco regiões do país e em cada local capta a singularidade, mas também a história coletiva de força e resistência das mulheres e a costura que, muitas vezes vista como tarefa “do lar”, transforma-se em ferramenta de empoderamento.

Na quinta-feira, 28, às 19h, entra em cena o Coletivo Omó Babá Orun, com Mametu Katia Hadad, sacerdotiza do Candomblé Angola, que milita pelas religiões de matrizes africanas no Pará. 

Em 2014, ela fundou o Coletivo Cultural Omó Babá Orun junto a um grupo de afrorreligiosas (os) do Candomblé Ketu, Angola, Tambor de Mina e Umbanda, com objetivo é levar os toques, as músicas e as danças aprendidas no terreiro para outros espaços e assim promover as culturas de paz e o combate a intolerância. 

No Sesc, o Coletivo fará a apresentação "Laroiê" (saudação a Exú, o comunicador entre as divindades do panteão africano), uma evocação para trazer a energia feminina e celebrá-las, representadas nas religiões de matrizes africanas por Yemanjá e as outras Yabás, Oxum, Iansã, Nanã e Obá.

Contadoras de histórias rendem homenagens

Na sexta-feira, 29, às 11h, tem Histórias infantis em homenagem às Mestras Nina Abreu e a Pajé Zeneida Lima, com as contadoras de histórias Ana Selma e Ester Sá (Belém). 

Em “Nina, Brincadeira de Menina”, Ester Sá trata sobre a vida de Nina Abreu, mulher artista, filha da cidade de Abaetetuba e uma das representantes das culturas tradicionais, tendo se dedicado a muitas áreas da cultura popular, incluindo a arte dos brinquedos de miriti.

Já Ana Selma dará vida às histórias infantis "Dona Chica", "Perigo na floresta" e "Escola AEIOU", de autoria da Pajé Zeneida Lima. Nascida em Soure, desde criança Zeneida iniciou seu aprendizado sobre o mundo místico dos Caruanas e aceitou sua missão de vida de buscar a preservação da natureza e o bem estar das comunidades do Marajó.

À noite, haverá apresentação do Grupo de Samba de Cacete, com a Mestra Iolanda do Pilão, de Cametá. O samba de cacete é uma manifestação comum à região do Baixo Tocantins, associada pelas pessoas mais velhas às celebrações e desafios trocados entre os mocambos do Mola e Tomazia - quilombos amazônicos localizados na cabeceira do Rio Itapocu, Cametá. 

Marcado pelo ritmado toque dos tambores de madeira com dois tocos e pelos cantos e dança repletos de melancolia e resistência, a manifestação se espalhou da região rural para o centro de Cametá, e aos 05 anos Iolanda do Pilão aprendeu a dançar o samba, ao acompanhar a mãe nas rodas. Com seu perfil de liderança, atualmente o seu grupo é o único existente na área urbana de Cametá, o qual ela mantém com muita dedição e resistência junto de outras senhoras cametaenses.

Um sábado encantado e cheio de batuques

No sábado, 30, às 10h, haverá Roda de Conversa e Vivência - Pajelança cabocla: saberes e (en)cantos, com a Pajé Zeneida Lima, do Marajó (Soure). A vida da Pajé Zeneida, que  será contada em breve nos cinemas com a estreia em novembro, do longa metragem “Encantados”, dirigido por Tizuka Yamazaki, mostra o dom do desconhecido e mágico que ela recebeu, iniciada pelo Pajé Mundico nos mistérios dos Caruanas.

O sábado segue com a apresentação, às 19h, do Conjunto de Carimbó Águia Negra, com Nazaré do Ó (Icoaraci), fundadora do grupo e compositora de boa parte das músicas. Ela, embora transite por várias linguagens artísticas, participando dos bastidores de diversas manifestações culturais e da articulação política para a área em Icoaraci, entre as décadas de 70 e 80 definiu para si a responsabilidade de abraçar alguma manifestação que pudesse chamar de sua. 

Ainda no sábado, 30, às 20h, mais uma oportunidade para ver o trabalho do Grupo Sereias do Mar, com as Mestras Bigica, Cristina e agricultoras de Vila Silva, do município de Marapanim. Elas vão homenagear Mestra Francisca Alves Miranda e todas as senhoras e jovens mulheres carimbozeiras do Pará.

O grupo, criado em 1994, traz como fundadoras Maria Cristina e Raimunda Vieira (Bigica), que reuniram comadres, amigas, irmãs, vizinhas, que queriam promover festas nos eventos comunitários, mas dependiam dos homens para tocar e cantar. Assim, além de plantar, roçar e trabalhar nas casas de farinha da comunidade,passaram também a cantar, tocar e criar suas próprias músicas e instrumentos.

Encerramento se une à programação do Circular

A programação do Mestras da Cultura encerra no domingo dia 1º de outubro, com a apresentação do Pássaro Junino Tucano, com a Guardião e Mestra Iracema Oliveira, às 10h, e do Boi Veludinho, às 11h, com a Mestra Socorro Corrêa. A ação ocorre dentro da programação da 19ª Edição do Circular Campina Cidade Velha. 

A instituição acaba de fechar parceria com o projeto que é desenvolvido há três anos no centro histórico de Belé, fortalecendo ainda mais o movimento de ocupação cultural e turística sustentável nos bairros históricos de Belém.



PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Ingressos gratuitos distribuídos uma hora antes do início da atividade. Classificação livre. 

26.09 | ter | 19h
Abertura da Mostra
Performance-Sarau Terra Mulher com a Poeta e Mestra Heliana Barriga (Castanhal). 

27.09 | qua | 19h
Arpilleras bordando a resistência - Lançamento do filme de Mulheres Atingidas por Barragem, seguido de bate-papo. 

28.09 | qui | 19h
Coletivo Omó Babá Orun com Mametu Kátia Hadad (Belém)

29.09 | sex | 09h às 11h
Histórias infantis em homenagem às Mestras Nina Abreu e Pajé Zeneida Lima
com as contadoras de histórias Ana Selma e Ester Sá (Belém).

29.09 | sex | 19h
Grupo de Samba de Cacete com a Mestra Iolanda do Pilão (Cametá)

30.09 | sab | 19h
Conjunto de Carimbó Águia Negra com a Mestra Nazaré do Ó (Icoaraci)

30.09 | sab | 20h
Grupo de Carimbó Sereia do Mar com as Mestras Bigica, Cristina e agricultoras de Vila Silva (Marapanim)

01.10 | dom | 
10h - Pássaro Junino Tucano com a Guardiã e Mestra Iracema Oliveira (Belém)
11h - Boi Veludinho com a Mestra Socorro Corrêa (Belém)

AÇÕES EDUCATIVAS
(Inscrições já encerradas no dia 15)

Quarta, 27, 18h

  • Relato de pesquisa – O protagonismo de mulheres nas culturas populares* por Jorgete Lago, com mediação de Suelen Silva – Público: Livre

Quinta, 28, e sexta, 29

  • 10h às 13h28 - Oficina – Trançados do jupati, por Dona Socorro Ferreira, Rosa Ferreira e Ninon Jardim (São Sebastião da Boa Vista) – Público: A partir de 16 anos.
  • 15h às 19h - Oficina – Brinquedos de miriti com Dona Greicy Barreiros (Abaetetuba) – Público: A partir de 16 anos.

Sábado, 30

  • 10h às 12h - Vivência – Pajelança cabocla: saberes e (en)cantos com a Pajé Mestra Zeneida Lima (Soure) – Público: Livre.
  • 10h às 13h - Oficina – Curimbó para mulheres com Mestra Nazaré do Ó e Marcilene do Ó (Icoaraci) – Público: Mulheres a partir de 16 anos.
  • 15h às 19h, no Iacitatá - Oficina – Culinária marajoara com Mestra Zezé Gama (Cachoeira do Arari) – Faixa etária: A partir de 16 anos – Local: Iacitatá (Praça Frei Caetano Brandão, esquina em frente ao Palafita/Clube do Remo).

24.9.17

Tem turismo cultural de potencial criativo na FITA

A Feira Internacional de Turismo da Amazônia encerra neste domingo, 24, no Hangar, com um grande diferencial. Além de oferecer produtos e serviços de empresas de turismo e gastronomia, com rodadas de negócio; também destacou manifestações culturais do Estado, interagindo com o público e abriu espaço para projetos acadêmicos e da iniciativa da sociedade civil. 

Em meio aos preparativos para sua 19ª edição, que será realizada no dia 1º de outubro, o Projeto Circular Campina Cidade Velha, que tem entre suas metas, promover o Turismo por meio da Arte e Cultura presentes nos Bairros Históricos de Belém, também Participou da VII FITA - Feira Internacional de Turismo da Amazônia, onde lançou a primeira edição do Mini Guia Circular.

Apostando no turismo Cultural e criativo para o Centro Histórico de Belém, além do Circular Campina Cidade Velha, o Roteiros Geo Turísticos, projeto de extensão da Universidade Federal do Pará, também foi apresentado ao público da FITA, no dia 22 de setembro. Makiko Akao, coordenadora do Circular falou sobre as ações do projeto, sua rede de parceiros e do objetivo de somar com outras iniciativas que tragam viabilidade turística para os Bairros Históricos. 

Makiko Akao
“Potencial e iniciativas da sociedade civil há, mas falta restauro, sinalização e outras questões, cujas soluções dependem da ação do poder público. Acredito que tudo é uma soma para que alcancemos o nosso maior objetivo que é a revalorização desses espaços públicos, reavivando uma parte da cidade que embora traga enormes riquezas culturais, ainda fica à sombra”, diz Akao.  

A professora Goretti Tavares, que coordena o Roteiros Geo Turísticos, acredita que esses dois projetos vêm trazendo outro olhar para a cidade, não só de quem vem de fora, mas também dos próprios paraenses que acompanham um dos mais de dez roteiros realizados durante o ano. Promove pertencimento, memória, sentidos e afetos para com a história da cidade e da ancestralidade do lugar de partida da cidade para o que somos e temos hoje.  

“O Roteiros Geo Turísticos é uma experiência de Educação Patrimonial, Cultural Material e Imaterial. Faz articulações com a Geografia, o espaço e a paisagem. Percebemos a diversidade da cidade, analisando suas contradições e neste caso a Geografia é carro chefe para entender a disposição da cidade e suas mudanças”, diz ela, que é professora da Faculdade de Geografia da UFPA.

A cada nova edição desses projetos, um público maior é alcançado, reverberando suas atuações também fora do Estado. O Roteiros Geo Turísticos já foi contemplado nacionalmente com o 29o Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade do IPHAN, em 2016. 

Goretti Tavares
O Circular foi destaque na Revista da GOL companhia aérea, que em março teve como foco a cultura e o turismo paraense. Recentemente, o projeto também entrou para o mapeamento cultural da FUNARTE, por meio do projeto Territórios da Arte, realizado pela fundação em parceria com a UFF - Universidade Federal Fluminense (RJ), que em breve lançará uma publicação sobre o evento realizado, no mês de agosto, em Belém. 

O projeto também vem sendo chamado constantemente para falar sobre suas articulações com patrimônio, cultura e turismo em diversos eventos, e a cada circulação chegam a participar até 5 mil pessoas, que percorrem os espaços parceiros e participam das atividades de rua, uma delas, o Roteiros Geo Turísticos, que recebe até 200 pessoas por edição.

"Já percebemos um público de fora frequentando, vindos de outros lugares do país e do exterior, já comentando que se agendaram para vir na edição do Circular ou que estavam já por aqui e ouviram falar, que fomos recomendados. Temos um calendário fechado, divulgado em nosso site, o que facilita o acesso de quem está longe. Dá para se programar. Nossos eventos são de dois em dois meses, sempre no primeiro domingo dos meses de abril, junho, agosto, outubro e dezembro. Este ano fecharemos com 20 edições realizadas", diz Makiko.

Poder público e novas iniciativas

Página do Mini Guia Circular
Makiko Akao e Goretti Tavares também contam que ambos os projetos, tanto o Circular, que surge da iniciativa da sociedade civil, quanto o Roteiros Geo Turísticos, que nasce da pesquisa, dentro da universidade, além de realizarem suas ações, também vêm buscando maior aproximação com o poder público.

“É importante esse diálogo, a fim de contribuir para uma Política de Turismo, Cultural e Patrimonial, ou no sentido de mobilizar outros atores sociais para que juntos também se traga melhorias, revitalização e movimentação cultural para as ruas e espaços do centro histórico”, comenta Makiko.

Políticas Públicas interessam.  E seus efeitos podem ser ampliados com os resultados que podem trazer. Exemplo disso é o crescimento do Circular Campina Cidade Velha, que desde 2015 conta com patrocínio do Banco da Amazônia, por meio de edital capitaneado via  Lei Rouanet, que também permite doações de Pessoas Físicas.

O projeto também costurou apoios institucionais ao fazer conexões com o IPHAN, IOE-Pa, Setur, UFPA, Cultura Rede de Comunicação, Sistema Integrado de Museus e Fumbel, através da participação do Cine Olympia no dia da circulação. Essas parcerias são fundamentais para o fortalecimento da rede de espaços independentes e parceiros que atuam no Circular e no Roteiros Geo Turísticos.

Mini Guia para o Centro Histórico

Parcerias que viabilizam
Lançado esta semana e divulgado na FITA, a 1ª edição do mini Guia Circular é bilíngue, traz informações sobre o projeto Circular Campina Cidade Velha, sobre o centro histórico de Belém e um mapa dos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto, traçando os roteiros dessa rede de mais de 40 espaços criativos, entre galerias, restaurantes, ateliês, coletivos, que vêm somando a outras iniciativas e fortalecendo as atividades sócio culturais aquela área histórica da cidade. 

Há novos caminhos para o turismo, que vão além ou correm paralelos aos roteiros e direcionamentos mais tradicionais e alguns deles estão neste mini guia, uma criação da equipe gestora do Projeto Circular, que teve apoio de parceiros do projeto, da Imprensa Oficial do Estado - IOE-Pa - e da Secretaria de Turismo do Estado - Setur.

A iniciativa vem contribuir para o Turismo Cultural no Centro Histórico de Belém, um dos principais objetivos do projeto Circular. Trazendo novas e amplas escolhas a quem vem de fora, interessado em interagir com quem vive e atua de diversas formas na cidade, provocando o turista a entrar em contato com a nossa ancestralidade, sentir cheiros, aromas, sabores e visitando espaços culturais em que se respire histórias de afeto, lutas e lendas do imaginário popular e que também trazem a diversidade e a produção cultural contemporânea da região.

Os exemplares dos Guias Circular são gratuitos e estão disponibilizados ao público nos espaços do Sistema Integrado de Museus, no restaurante Remanso do Bosque, Hotel Princesa Louçã, Machados Plaza, Atrium Quinta de Pedras, Centro Cultural Sesc Boulevard, Kamara Kó Galeria, Casa do Fauno, Elf Galeria, Fox Vídeo e Na Figueredo.

Próxima edição do Circular traz novidades

E por falar em visitação, a 19ª edição do Circular Campina Cidade Velha chega aí em plena primavera, abrindo outubro em clima de Círio de Nazaré, quando a cidade literalmente começa a ferver. Quem conhece os costumes sabe que uma semana antes, litros e litros de maniçoba ficam a maturar no fogo, para serem servidos no almoço após a grande procissão. 

No domingo, 1º de outubro, diversos espaços culturais estarão abertos, com programações para todas as idades. Das 08h às 20h, a programação está recheada de oficinas, exposições, feirinhas, lançamentos, comidinhas do Círio e outras homenagens à época mais festival desta cidade. Dá uma conferida.

O projeto que já reúne mais de 40 espaços, nesta edição ganhou mais três parceiros, o Centro Cultural Sesc Boulevard e a Feira do Gibi, no bairro da Campina, e o Espaço Bangalô, na Cidade Velha. Além disso, para quem sentiu falta em edições passadas, a Elf Galeria e a Casa Oiam estão de volta. Confira a programação a seguir.

Mais informações: www.projetocircular.com.br

PROGRAMAÇÃO 19ª EDIÇÃO 

BAIRRO DA CAMPINA

ASSOCIAÇÃO FOTOATIVA - PORTAS ABERTAS

8h - Yoga na Fotoativa - Tunga Vydia
8h30 - Café no Jardim

Micro Oficinas

  • Aquarela com pigmentos naturais, com Débora Flor e Mariana Aguiar. Horário: 9h às 12h (duração 3h). Vagas: 6. Público-alvo: a partir de 14 anos.
  • Aviões de Papel, com João Mazzei. Horário: 9h30 (duração 1h). Público-alvo: adultos e crianças (a partir de 4 anos de idade). 
  • Arte q cola: Fotografia e Lambe Lambe na Intervenção Urbana, com Renata Aguiar. Horário: 9:30 (duração 2h). Vagas: 10. Público-alvo: acima de 15 anos. Requisito: traga um dispositivo de captura de imagens (câmera ou celular).
  • Origamis em fio, com Luisa Mazzei. Horário: 10h (duração 1h). Público-alvo: adultos e crianças (a partir de 10 anos).
  • Em cadernos, com Clara Mazzei. Horário: 10h30 (duração 1h). Público-alvo: adultos e crianças (a partir de 8 anos).
  • Gambiarra fotográfica ou como digitalizar seu filme fotográfico de modo alternativo, com Jorge Ramos. Horário: 14h às 18h (duração 4 h). Público-alvo: Fotógrafos amadores e profissionais. Requisito: Traga seus filmes revelados e sua máquina fotográfica.
  • Cadernos artesanais e reciclagem criativa, com Débora Flor e Joseana de Souza. Horário: 16h às 18h (duração 1h30 – 2h h). Vagas: 6. Público-alvo: a partir de 14 anos. Requisito: Traga os mais variados tipos de papel para experimentar.

Lab de projetos - O grupo Lab de Projetos da Fotoativa faz uma ocupação no piso superior do Casarão para abrir (um pouco de) seus processos criativos.

18h - Música no pôr-do-sol nas Mercês - Carimbó Som de Pau Oco.

16h - Quitutes das Manas - sabor regional - tradicional maniçoba e vatapá das manas Diná e Raquel.

8h às 20h - Lojinha - Produtos Fotoativa + Livros e revistas de Arte, Educação e Patrimônio, para ler, comprar e compartilhar.

8h às 20h - Brechó Fotoativa - Objetos, roupas, livros, discos e acessórios variados.

9h às 20h - Banquinha da Tribu - Fios, tecidos, papel reciclado, látex e produtos reutilizáveis. Peças exclusivas.

9h às 20h - Bar Fotoativa - Água, Refrigerante, Tijuca Promo e Longneck puro malte durante o dia todo.

CENTRO CULTURAL SESC BOULEVARD - Boulevard Castilhos França, em frente à Estação das Docas.
  • Encerramento da Mostra Mestras da Cultura, que objetiva visibilizar o trabalho de mulheres protagonistas nas culturas tradicionais paraenses. www.sesc-pa.com.br/mestras

10h - Pássaro Junino Tucano - com a Guardiã e Mestra Iracema Oliveira (Belém)

11h - Boi Veludinho - com a Mestra Socorro Corrêa (Belém)

CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA ELEITORAL - R. João Diogo, 254, entre Tv. São Francisco e Av. 16 de Novembro. (91) 3213-4640. Horário: 9h às 17h

  • Venda de acarajés com a Quitanda de mãe Jucilene.
  • Exposição “15 anos de gravura”, dos artistas Jean Ribeiro e Glauce Santos

10h - “Roda de Conversa” às 10h, onde os artistas  falarão da sua trajetória com a exibição de vídeos de seu processo criativo.

11h - Banda Barravento.

ESPAÇO VALMIR BISPO SANTOS - Trav. Padre Prudência, 681, entre Gama Abreu e Silva Santos. Contato: 98889-5322. Aberto das 09h às 15h.

  • Exposição "Traços e Fé pela Amazônia" - Iconografia Marajoara do artista plástico Téo Lima.
  • Exposição "IDENTIDADE AMAZÔNICA" - quadros de Jorge Luis Tobias, artista plástico paraense.
  • "Um Jardim dentro de Casa" - Design de interiores, Paisagismo de Nathália Haber.

09h30 - Apresentação artística de Jeff Estoria;

10h às 15h - "Círio - Um toró de sabores" da Toró - Gastronomia Sustentável - comida tradicional (lanches e almoço) - orgânico e sustentável - chef  Wagner Vieira;

10h30 - Lançamento do livro "Escrevitos", de Cláudia Valeria F. Vidal, professora de Estudos Literários em Língua Inglesa na UFPa. Haverá pequenas leituras de seus escritos ao longo da programação.

12h - Apresentação musical - Vitória Brasil  - Agência Sá Produções Artísticas

Feirinha:

  • Angela Gemaque - Ver-Te Verde coleção de mini-Jardins de Cactos e suculentas em pequenos vasos de cimento também produzidos pela paisagista e suportes de vasos em macramê;
  • Eliana Amor Divino e Lana Lima - Li Divino Criação & Arte com a coleção "Ciriando" pautada no Círio de Nossa Senhora de Nazaré;
  • Vânia Santos e Moisés Andrade - Mosaicos, oratórios de material reciclado e azulejos antigos do Antiquário dos Azulejos;

FEIRA DO G!B! – Espaço Palmeira – Rua Senador Manoel Barata, esquina com a 1º de março.
9h às 14h - 11ª Edição da Feira do G!B! - Compra, venda e troca de gibis, LPs, DVDs, CDs, livros.

KAMARA KÓ - Trav. Frutuoso Guimarães, 611, entre Riachuelo e General Gurjão. Contato: 3261-4809. Horário: 10h às 18h.
  • Exposição coletiva "Lugares [in] Visíveis" - obras de Alberto Bitar, Ana Mokarzel, Mariano Klautau, Octavio Cardoso e Pedro Cunha.


INSTITUTO ARRAIAL DO PAVULAGEM - Boulevard Castilhos França, 738, em frente à Praça dos Estivadores. Horário: 10h às 12h.
  • 1º dia de oficinas e ensaios - Só chegar. São os preparativos para o Arrastão do Círio, cortejo que celebra a cultura popular e reverencia a padroeira dos paraenses. Ensaios de percussão, dança e perna de pau. O cortejo será dia 7 de outubro, após a Romaria Fluvial.

RESTAURANTE DONA JOANA - Comida 100% sem glúten – Tv. Campos Sales, 482, entre Aristides Lobo e Ó de Almeida. Cidade Velha. Contato: (91) 98819-5513. Horário: 11h às 15h.

O cardápio:

  • Rosbife De Filé Mignon
  • Suflê De Frango
  • Moqueca De Peixe
  • Bife De Chorizo Na Chapa

Sobremesas:

  • Bolo De Chocolate Com Calda De Morango
  • Banana Split

Música

  • Ao vivo com Marina Faciola
  • Venda de Lps

ROTEIROS GEO TURÍSTICOS - saída do hall de entrada no Terminal Turístico da Estação das Docas - (Portão da Avenida Boulevard Castilho França, às 8.30 h, ao lado do Ver-o-Peso).

Inscrições gratuitas pelo link: https://goo.gl/forms/IxnTef1iPTt4IfuI3

Percurso: Praça do Pescador, Feira do Ver-o-Peso, Pedra do Peixe e Doca do Ver-o-Peso, Mercado de Peixe, Solar da Beira, Erveiras, Mercado de Carne, Rua XV de Novembro, Igreja e Largo das Mercês, Boulevard Castilho França, Praça dos Estivadores, Praça Pedro Teixeira, Prédio da CDP, Porto e Escadinha do Porto, Estação das Docas, Forte São Pedro Nolasco.

Observações e Recomendações

  • Ir com tênis, boné, protetor solar e roupas leves,
  • O roteiro é a pé pelas ruas, não entramos nos prédios e termina por volta do meio dia.
  • O roteiro será realizado mesmo com chuva, recomenda-se levar guarda-chuva e capa de chuva.

STAND BAR - Rua Carlos Gomes, 269, esquina com a Ferreira Cantão. Campina. Horário: 10h às 18h.

11h às 18h – Brechó “Tu nem sabes”

10h às 18h – Comidinhas regionais: maniçoba, caruru e vatapá.

10h às 18h – Set musical diferentão do bar

CAMPINA - BATISTA CAMPOS

CASA OIAM - Rua Arcipreste Manoel Teodoro, 616, entre Padre Eutíquio e Presidente Pernambuco. Horário: 10h às 18h

Espaço - Café

  • Reinauguração Loja ‘O Cubo’ - lançamentos de coleções das marcas Labrocheira e Taka This
  • Classiclá Café Food
  • Exposição Nina Matos (parceria entre Elf Galeria e Casa Oiam)
  • Espaço Multi

10h às 11h - Yoga e Meditação (instrutora Tunga Vidya) - R$ 10

11h30 às 13h - Bate Papo Empreendiz - marcas convidadas: Taka This, Belém Folk.
Quintal

Bar Casa Oiam

  • Discotecagem (DJ Ana Flor)
  • Lanchinhos e almoço com a Chef Dani Serrão (Patê Patuá) - VÁRIAS OPÇÕES VEGANAS
  • Música ao vivo - Após às 17h paga R$ 5

Jardim

  • Lojinha Instituto Alachaster
  • Lojinha Terrarium
  • Oficina mini mundos (instrutor Daniel da marca Terrarium) - R$ 50

Sala 2

  • Oficina de fotojornalismo com Naiara Jinknss - R$ 20

CIDADE VELHA

BAR DO RUBÃO - Rua Gurupá, 441 - entre ruas Cametá e Rodrigues dos Santos. Contato: 99122-4232. Horário: 11h às 15h.

  • Cardápio sempre delicioso.

BAR NOSSO RECANTO (SALOMÃO) – Rua Siqueira Mendes, 24, em frente à Praça do Carmo.
Petiscos, música, comidas típicas, bebidinhas.

ESPAÇO CULTURAL BANGALÔ - Dr.Malcher, 389, entre Gurupá e Capitão Albuquerque. Horário: 10h às 17h.

  • Bazar do Círio no Bangalô - venda de vinis, vestuário, livros, quadrinhos e artesanato. A ideia é o reaproveitamento.
  • Venda de petiscos e bebidas.
  • Som de vinil

FÓRUM LANDI – Rua Siqueira Mendes, N. 60 – Praça do Carmo
10h às 17h – Exposição da Maquete Belém

RETIRO DA SÉ – Endereço: Rua Dr. Malcher, 21, entre Félix Roque e Pe. Champagnat, ao lado da Catedral da Sé. Cidade Velha. Horário: das 11h30 às 15h30. Buffet a quilo gourmet para almoço.

SISTEMA INTEGRADO DE MUSEUS

Museu de Arte Sacra (09h às 13h) - R. Padre Champagnat, s/n - Cidade Velha

Visitação do Museu: Composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo antigo Palácio Episcopal. Reúne acervo de mais de 400 peças datadas do século XVIII e XIX que incluem pinturas, imaginárias e objetos sacros.

Galeria Fidanza - Exposições:

  • Coleção de Muiraquitã do Governo do Estado Pará: Formada por artefatos que, por estarem associados ao modo de vida dos antigos habitantes da Amazônia, possuem sua importância histórica e arqueológica e é composta por objetos polidos e lascados de diversas matérias primas, sendo eles: ponta de projétil, batedores, machado de pedra e Muiraquitãs.
  • Exposição “Gráfica Colorida”: O artista Heraldo Cândido (Belém do Pará, 1982) nos apresenta a exposição “Gráfica colorida” onde desenvolve a gravura com base em diferentes técnicas, tais como xilogravuras, linóleo, serigrafia, lambe-lambe e tipos móveis.

Forte do Presépio (9 às 13h) - R. Padre Champagnat, s/n - Cidade Velha
  • Visitação do Museu: Fundado em 1616, narra a história da fundação de Belém e da colonização portuguesa na Amazônia, no século XVII a partir De circuitos expositivos.

Museu do Círio (9h às 13h) - R. Padre Champagnat, s/n - Cidade Velha
  • Visitação do Museu: Reúne no acervo peças de coleções que retratam o Círio de Nazaré.

Casa das Onze Janelas (9h às 13h) - R. Padre Champagnat, s/n - Cidade Velha
  • Exposição: Sala Ruy Meira - Traços e Transições - Arte Contemporânea brasileira.

MEP - Capela do Museu do Estado do Pará (9h às 13h) -  Praça D. Pedro II, s/n.
  • Exposição: Como ser moderno e restaurar o antigo: entendendo o Palácio de Landi hoje.

CIDADE VELHA - BATISTA CAMPOS

CASARÃO DO BONECO - Avenida 16 de Novembro, 815, entre Veiga Cabral e Praça Amazonas - Batista Campos. Tel.: 55 (91) 3241-8981. Horário: 10h30 às 12h
Oficinas - 10h30 às 12h

  • Técnicas circenses (acrobacia) - Com Virginia Abasto (Vida de Circo)
  • Confecção e manipulação de bonecos - Paulo Ricardo (In Bust Teatro com Bonecos) e Nanan Falcão.

Investimento: R$ 30,00 (1 adulto e 1 criança). Idade mínima: 6 anos. Chegar com 15 min de antecedência e roupas confortáveis para atividade física.

REDUTO - NAZARÉ

ELF GALERIA - Passagem Bolonha, 60 – Nazaré. Das 10h às 17h.

  • Exposição Natureza e Imanência, individual do Armando Sobral.

REDUTO

CASA DO FAUNO - Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa. Funcionamento: 09h às 20h.

  • Livraria - Promoções e descontos de livros novos e suados do sebo-livraria do Fauno
  • Labirinto de Sabores - Café (comidinhas e bebidas) e Comida de Bistrô
  • Loja - Acessórios do Círio e coleção de peças customizadas.

10h30 até 12h - Contação de Histórias para crianças - Com Patrick Marques

  • O gato da janela”
  • “Já fui anjo: histórias do Círio”

16h30 - Labirinto Sonoro Apresenta: show acústico com a cantora Aymeê.

23.9.17

10 bandas e Far From Alaska na noite de seletivas

Kikito, Inesita, Joana Marte, Andro Baudelaire, Baheu, Nathália Petta, Antônio de Oliveira, Lambada Hit Combo, Feira Equatorial e Dois na Janela. Eles foram os mais votados pelo júri nesta fase e vão concorrer às quatro vagas para o Festival Se Rasgum que será realizado em novembro. Além deles, a noite de hoje conta com show da banda Far From Alaska (RN). A programação inicia às 20h, no espaço Insano Marina Club. O ingresso custa R$ 20,00.

Foram cerca de 150 bandas inscritas, a maioria de Belém, entre veteranas e formações bem recentes, várias delas com carreira iniciada entre 2014 e 2016. Vários estilos, uma diversidade que se percebe refletida na obra dos dez artistas que se apresentam neste sábado.

“Acreditamos que dessa forma é possível estimular que novas bandas possam surgir e se apresentar com infraestrutura profissional de palco e luz para mostrarem seu som da melhor maneira possível”, diz Marcelo Damaso, organizador e idealizador. 

A noite inicia com a apresentação das dez bandas. O júri terá trabalho, pois há qualidade em todos os trabalhos selecionados, uma missão que também não foi simples para o júri formado pelo produtor do Festival Noites do Norte de Manaus (AM), Erick Omena; e  Mancha, produtor do Festival Fora da Casinha (SP) e da Casa do Mancha, também de São Paulo, além de mim.

Logo após a apresentação dos dez selecionados, a banda convidada, Far From Alaska, do Rio Grande do Norte, sobe ao palco pela primeira vez em Belém.  Trazendo um som entre o stoner, indie e hard rock, a banda potiguar, formada em 2012, tocou no Festival Planeta Terra e gravaram o primeiro disco “modeHuman”, que em 2014 foi considerado um dos melhores álbuns brasileiros.

Formado em 2012 na capital potiguar de Natal, o grupo de rock Far From Alaska nasceu da união de ideias e influências dos amigos Emmily Barreto (vocais), Cris Botarelli (Steel Guitar, Sintetizador e vocais), Rafael Brasil (guitarra), Edu Filgueira (baixo) e Lauro Kirsch (bateria). 

Antes que termine o show, a organização do Festival Se Rasgum vai anunciar o line-up completo do festival, que ocorrerá entre os dias 13 e 18 de novembro, em diversos espaços de Belém, com shows, ações formativas e mostra de cinema. 

Eles estão no páreo - conheça

Andro Baudelaire - Há mais de 10 anos presente na cena musical paraense, Andro Baudelaire traz na bagagem shows nacionais e internacionais com as bandas Vinyl Laranja e The Baudelaires. 

Em 2016, lançou o primeiro trabalho solo, intitulado “Sampleando Tchaikovsky”, resgatando suas origens e lançou, este ano, seu segundo disco: "Egrégora", no qual segue flertando com ritmos paraenses de um jeito peculiar. Paralelamente, produz e grava com novos artistas, contribuindo para a constante renovação da cena local.

Antonio de Oliveira - Antônio de Oliveira surge como uma nova geração musical de sua família já bem firmada na área, trazendo uma vertente moderna e política, suas músicas evidenciam influências do pop e de sonoridade popular, com letras de apoio aos movimentos sociais, em especial as questões LGBTS+. 

Como compositor e cantor, lançou em novembro de 2016 seu EP “O Bloco Aqui Pra Você Ó”, com cinco músicas autorais e parcerias de peso, como a de Toni Soares, em “Viva o Moço”, cujo clipe, dirigido por Fernanda Brito Gaia, foi lançado recentemente.

Baheu - Assinando seu primeiro EP “Ilusões”, Baheu entra na lista de projetos autorais de Belém que estão despontando em 2017. As composições de Matheus Bahia (voz e teclados) trazem a animação dançante das batidas e o romantismo alegre do pop, resultando em um som com identidade marcante para a nova geração de músicos paraenses. Baheu define o seu som como um pop dance que transparece suas referências que vão de Skank a Bruno Mars.

Feira Equatorial - A Feira Equatorial se destaca ao fazer uma MPB que dialoga com rock progressivo, tropicalismo, música popular paraense e amazônica, e ainda com a sonoridade e timbre da música mineira. 

O grupo surgiu em 2015 e se faz presente na cena local com apresentações em diversos espaços culturais. Este ano, a Feira lançou seu primeiro EP “Paná”, que traz quatro faixas e também um clipe. A banda já prepara seu mais novo álbum "A Outra Página do Tempo".

Dois na Janela - Diretamente de Abaetetuba (PA), a banda Dois na Janela foi criada em 2013 e já marcou presença em diversos festivais paraenses como o Mongoloid Festival, Festival Arte Pela Vida, Rock Rio Guamá entre outros, tudo isso em paralelo com a gravação do seu primeiro EP intitulado “Formiga” que será lançado em novembro de 2017. O atual repertório apresentado pela banda viaja do rock à nova mpb, do reflexivo ao visceral, trazendo para complementar letras fortes e arranjos profundos, uma mistura feita de sensações. 

Inesita - Natural de Belém do Pará, Inesita foi integrante da banda “A República Imperial”, uma das vencedoras das Seletivas Se Rasgum em 2014. No baixo, já tocou com Sammliz, Liège, A Trip To Forget Someone, Elder Effe, O Meio do Mundo, entre outros artistas e bandas. Com formação em música pela UFPA e trazendo diversas experiências no mercado paraense, a baixista lança este ano, o primeiro trabalho, o EP “Normal de Pedra” em 2017, com produção de Léo Chermont, da STROBO. 

Joana Marte - Juntos desde 2015, Joana Marte é marcada pelo rock psicodélico moderno que traz sons experimentais, guitarras e modulações no meio das produções, demonstrando bem as características do estilo. 

A banda traz na bagagem diversos shows, dentro e fora do estado, apresentando ao público letras sobre a realidade das relações interpessoais e pessoais, acompanhadas por grooves de baixo e bateria, e temas de teclado. O constante amadurecimento do grupo culminou no seu primeiro álbum, “Distante do Irreal”, ainda inédito.

Lambada Hit Combo - Os amigos Andrea e Camillo resolveram fazer um som por diversão e vendo que a química rolou, batizaram o projeto como “Lambada Hit Combo”. Com influências que são misturas inventadas pela dupla, como “Death Brega”, “Brea Pop”, “Psicocumbia” até o “Carimbó New Wave”, eles lançaram em 2016 o Ep “Caqueado Revestrés”, produzido de Diego Fadul e com participação de vários artistas paraenses. Atualmente a dupla conta com Deni Melo na bateria que substitui o carisma de Andrea, que ainda faz parte da banda porém não poderá participar das Seletivas Se Rasgum.

Kikito - O primeiro EP “Aquela velha canção, cultivei em movimento” traz as três músicas que mais se encaixavam na identidade que o projeto revelou, escolhidas para ser o cartão de visitas da banda estreante. Misturando elementos clássicos do rock, com synths de música eletrônica, o grupo optou pelo minimalismo em seu primeiro registro.

Nathalia Petta - O primeiro EP "Não Por Você" foi feito a partir de um pequeno caderno com poesias e outras inquietações da cantora e compositora Nathalia Petta. Trazendo um requintado rock pop alternativo com influências de sons como The Kills, The Dead Weather, PJ Harvey, Garbage, Hole, Placebo, a sonoridade é suja e com muita atitude. As letras trazem temas como a força da mudança, os questionamentos sociais, feminismo e liberdade.  

Serviço
As Seletivas Se Rasgum têm patrocínio da Estácio via Lei Tó Teixeira. Neste sábado, 23, a partir das 20h, no espaço Insano Marina Club - Rua São Boaventura, 268 - Cidade Velha/Belém. Ingressos: R$ 20,00, na bilheteria ou online no sympla.com.br/serasgum. A 12ª edição do festival tem patrocínio da Oi através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet. 

20.9.17

Simplesmente Vital chega às plataformas digitais

Alba Maria (Foto: Walda Marques)
Dedicado à obra de Vital Lima, o novo trabalho da cantora Alba Maria, foi lançado, em CD e DVD, com um show em abril deste ano. Agora, ela também lança o disco nas plataformas digitais, com pocket show, nesta quarta-feira, 20, a partir das 18h, no Le Bistro, com entrada franca.



O show conta com a participação de Esdras de Souza (sax), Marcelo Sirothreau (violão) e Olivar Barreto (voz). Alba será acompanhada do violonista Floriano, que assina a direção musical do DVD. O encontro trará também um breve bate-papo sobre o álbum, seus engajamentos emocionais, sua construção e como ele vem sendo recebido. Para o público será um instante de audição não apenas da música, mas de todos os sentimentos ali presentes. 

O lançamento do disco em plataformas digitais aproxima o público de uma música com letras pouco difundidas de Vital Lima. Em CD e DVD o trabalho traz Alba Maria interpretando um dos maiores compositores da Amazônia. As canções trazem parceiros de Vital Lima, como Hermínio Bello de Carvalho, Arthur Nogueira e Leandro Dias (in memorian), que ora dividem melodia, ora dividem letras que dialogam sobre tudo que é mais sensível nas relações humanas. 

O registro do álbum, lançado através do selo Na Music, foi possível através de emenda parlamentar concedida pelo deputado estadual Edmilson Rodrigues, patrocínio do Banco da Amazônia e parcerias da Pro-Music, Luís Gomes Arte, Le Bistrot; Cereser; Companhia Muller; Salão Versatily; Casa D’Noca; Restaurante Municipal, Greven Bijoux e Clínica Sandra Bastos. 

Serviço
Pocket show de lançamento do álbum “Simplesmente Vital”, com Alba Maria e convidados. Nesta quarta-feira, 20, às 18h, no Le Bistrot (Hotel Le Massilia/R. Gen. Henrique Gurjão, 236). Entrada franca.

19.9.17

Juliana Sinimbú: novo álbum e 10 anos de carreira

A primeira década de trajetória da cantora será comemorada com lançamento do novo álbum “Sobre Amor e Outras Viagens”. O show é logo mais, às 20h, no  Teatro Margarida Schivasappa (CENTUR). Ingressos à venda on line no site Sympla, na loja Osada Handmade (Braz de Aguiar - Small Shopping), e a partir das 19h, na bilheteria do teatro.

“Sobre Amor e Outras Viagens” é o terceiro álbum de Juliana, resultado de uma residência artística da cantora e compositora na cidade do Rio de Janeiro, onde o álbum também foi gravado. As novas músicas cantam o amor e as relações humanas, têm melodia leve e letras marcantes. O álbum, segundo a cantora, mostra o lado bom de viver a vida, mesmo com as atribulações. A direção musical é de Arthur Kunz em parceria com Juliana e reúne ainda uma leva de amigos bem próximos, uma prerrogativa do novo trabalho.

“O processo aconteceu de maneira especial: viajamos - literalmente - para uma residência artística na Cidade Maravilhosa. Eu queria meus amigos por perto e aquele barato de falar besteiras e rir do simples, sem preocupação. Por isso, chamei o Arthur Kunz (Strobo – PA) para dividir comigo a direção e concepção deste novo trabalho e ainda tive o prazer de tê-lo tocando bateria em todo o disco. Arthur é um amigo que está comigo desde a escola, tocou no meu primeiro show de teatro, moramos no mesmo prédio em Belém, levamos os nossos filhos no cinema. A gente leva uma vida de experiência, amizade e “arranca rabo” junto”, conta a artista.

Entre os amigos que se reuniram em torno deste novo álbum também está Lucas Estrela. “Ele é uma das pessoas de coração mais doce que já conheci. Gostamos da mesma caipirinha, conversamos por horas, falamos sempre ao telefone e nos consolamos nas paixões e/ou falta delas”, continua Juliana.

Lucas Estrela reveza as guitarras e baixos com Gustavo Benjão (RJ - Do Amor | Abayomy). E, para completar a banda base, foi convocado Martin Scian, direto da Argentina, para comandar teclados e sintetizadores do disco. Mais um amigo, Prix Chemical, foi chamado para fazer o making of do disco.

“E também para engrossar alguns coros e dividir os vocais da música ‘Só Depende de Você’, comigo. Também não deixei passar o parceiro Matheus VK, para “brigarmos” no meio de “Retocada” e mais as guitarras na mão do tecladista Dan Bordallo para alguns floreios em ‘Louca Saudade’. Amo mudar as coisas de lugar. Deve ser característica do meu signo”, diz ela, que fez aniversário em 16 de agosto.

Juliana diz que o disco é despretensioso, cheio de brincadeiras e com mil fundos de verdade. “Onde se chora, se dança, se cansa, se ri, se diverte e, se é principalmente honesta com amores e outras viagens”, reflete a cantora que também assina a identidade visual do disco. 

O projeto de gravação é realização da Ampli (Agência Cultural), com patrocínio do Líder através da Lei de Incentivo Estadual Semear e o apoio da M.A.C cosmetics, Manuella Hair Club, Quero Pizza, Doceria Amorosa e Clube Melissa Belém. Ouça o novo álbum e a demais discografia nos perfis de Juliana Sinimbú no Spotify e no Youtube.

18.9.17

FliPA 2017 rende homenagens a Lindanor Celina

A 4a edição da Feira Literária do Pará – FliPA – será realizada nos dias 14 e 15 de outubro, na Livraria da FOX da Dr Moraes. Este ano, o evento homenageia Lindanor Celina, com atividades sobre o conjunto de sua obra e exposição de alguns de seus feitos. 

Promovida desde 2014, sempre no terceiro final de semana do mês de outubro, a FliPA tem como objetivo dar visibilidade e incentivo à produção literária paraense, divulgando e apresentando autores e obras, popularizando o escritor-produtor, estimulando assim a criação de mercado do livro do autor local. A realização é do Grupo de Escritores  do Pará (Pagés), editora Empíreo e Livraria da Fox.

A feira também tem premiação, contemplando autores iniciantes. O Prêmio FOX-EMPÍREO de Literatura já foi concedido a Flávio Oliveira, pela obra “Atalhos no tempo”, em 2015, Ingo Müller, que lançou "Corda no Pescoço", seu primeiro romance, durante a FliPA de 2016. A ganhadora deste ano é Giuliana Paixão. A autora vai lançar o primeiro livro, com o título provisório “Guardiões do Império – O Selo do Sétimo”, durante a FliPA 2017.

Graduanda de bacharelado em Direito (FABEL/PA), Diretora de Pesquisa da Liga Acadêmica Jurídica do Pará - LAJUPA, Giuliana é estagiária da 7ª Promotoria Criminal do MP/PA, Colunista do Ponto Crítico e uma amante das palavras desde os nove anos de idade.

Sobre Lindanor Celina

Lindanor Celina Coelho Casha foi uma escritora brasileira, considerada uma romancista pós-moderna devido a fusão entre o cotidiano e o ficcionismo em suas obras . Publicou seu primeiro livro em 1963, intitulado Menina que vem de Itaiara.  A autora nasceu na cidade de Castanhal, em 21 de outubro de 1917, nos anos que seguiram morou na cidade de Bragança. 

Aos 11 anos de idade mudou-se para Belém, onde foi interna do Colégio Santo Antônio. Voltou a Bragança como professora e, devido a aprovação em um concurso público federal, passou a morar na cidade de São Luis (MA). Casou-se antes mesmo dos 18 anos de idade, ainda no Maranhão. Mais tarde viveu com os três filhos em Paris, onde veio a falecer em 4 de março de 2003. A seguir, a cronologia da obra de Lindanor Celina, que já era conhecida por suas crônicas e poemas, antes mesmo do lançamento de seu primeiro romance.

Obras da autora

  • 1956 – Símbolo (livro de poemas premiado com menção honrosa pela Academia Paraense de Letras);
  • 1960 – Contacanto (livro de crônicas literárias que recebeu o primeiro prêmio da Academia Paraense de Letras);
  • 1963 – Menina que vem de Itaiara (romance eleito como o “livro do semestre” pelo suplemento literário do jornal impresso O Estado de São Paulo no mesmo ano de lançamento, última reedição em 1995);
  • 1964 -  A história de Rute (peça teatral traduzida para o hebreu sob os cuidados do Doutor Alexandre Dothan, Embaixador de Israel no Brasil, em 1964);
  • 1971 – Estradas do tempo-foi (romance que recebeu o prêmio Samuel Wallace MacDowell, do Governo do Estado do Pará e da Academia Paraense de Letras; Prêmio Especial Nacional Walmap, chegou a ser reeditado em Portugal, em 18 de dezembro de 1985, na cidade de Lisboa);
  • 1973 – Breve sempre (romance que ganhou a Primeira Menção Honrosa do Prêmio Nacional Walmap; no mesmo ano foi publicado pela Universidade Federal do Pará a separata de uma tese de doutorado);
  • 1983 – Pranto por Dalcídio Jurandir (elegia lançada em Belém e no Rio de Janeiro, no mesmo ano);
  • 1986 – Afonso contínuo, santo de altar (romance lançado em Belém, Rio de Janeiro, São Paulo e na Feira de Frankfurt, no mesmo ano);
  • 1988 – O viajante e seus espantos (livro coletânia e de crônicas);
  • 1992 – O diário da ilha (coletânia de crônicas);
  • 1994 – Eram seis assinalados (romance que compõe a trilogia com a mesma personagem protagonista: Irene);
  • 2003 – Crônicas intemporais (livro publicado post mortem pela CEJUP, lançado na Feira Panamazônica do Livro);
  • 2003 – Para além dos anjos, aquele moço Caen (romance escrito em 1973, premiado e lançado post mortem em 2003, pela CEJUP, na Feira Panamazônica do Livro).
Mais informações: http://flipara.com.br/

15.9.17

"Lanterna Mágica" de volta à programação da 93,7

O assunto é cinema e a notícia das melhores. Apresentado nos anos 1980 pelo jornalista Ismaelino Pinto e o crítico de cinema Marco Moreira, o programa está de volta à Rádio Cultura, a partir desta sexta-feira (15), sempre às 21h, com produção e apresentação de Augusto Pacheco, com quem batemos um papo super cinematográfico aqui no blog. 

Jornalista e um grande estudioso de cinema. Além disso, um dos melhores programadores de salas de cinema do circuito alternativo em Belém. Augusto Pacheco está de volta a Cultura Rede de Comunicação, com o programa "Lanterna Mágica", que pretende focar a cultura cinematográfica em vários ângulos. Informações, debate, agenda de lançamentos e circuitos de exibição, comercial e alternativo.

Além de produzir e apresentar o programa, Augusto Pacheco também estará no Jornal da Manhã, da Rádio Cultura, aos sábados, a partir das 7h, com a coluna "O assunto é cinema", antes apresentado por ele dentro do programa Conexão Cultura.

A iniciativa chega no momento em que a instituição também aposta e investe na produção de séries, por meio de edital em parceria com a Ancine, e documentários, com programas específicos e também pelo Sonora Pará, que já está em sua segunda edição, fomentando a produção de realizadores e produtoras independentes.

Assunto sobre audiovisual paraense no “Lanterna Mágica” não deve faltar. Música também não. Entre um papo e outro, uma dica e outra e agendas, vai ter muita onda sonora também, trazendo trilhas do cinema local, nacional e internacional.

Antenado com o mundo digital, Pacheco adianta que a atração também faz links com filmes produzidos e exibidos em smartphones, vídeo-arte, vídeo-mapping, programação via streaming, DVD e Blue-Ray. É com muito gosto que batemos um papo com Augusto Pacheco aqui no blog.

Saindo do forno nesta sexta, logo mais às 21h, o programa de estreia fala sobre os filmes brasileiros que estão concorrendo para representar o Brasil no Oscar 2018, a exibição de “Diário de uma Camareira”, do bruxo Luis Buñuel, na Sessão Cult, a estreia de “Afterimage”, do polonês Andrzej Wadja, além do som de Pio Lobato, Arcade Fire. Miles Davis. Nina Simone, entre outros.

Muito bacana a iniciativa da Rádio Cultura em retomar o Lanterna Mágica. Um tempo atrás a cultura do cinema tinha espaços generosos na mídia. Críticos escreviam nos impressos, que sempre tinham lugar cativo para a Sétima Arte. Isso tudo foi se perdendo, e hoje salvo os blogs, são escassos programas focados no assunto.

No papo a seguir, Augusto Pacheco fala de sua paixão por cinema, circuito de exibição em uma Belém de vocação cinematográfica. Ele também adiantou que a ideia é também fazer o Lanterna Mágica para a TV. Acho ótimo! Ilustramos a entrevistas com imagens de alguns dos filmes preferidos do nosso entrevistado.

Holofote Virtual: Tens longa experiência como crítico, és cinéfilo e um estudioso de cinema. Como foi que te apaixonastes pela sétima arte?

Augusto Pacheco: Falo disso com a emoção de ter pais que sempre estimularam essa paixão (sim, cinema é uma paixão eterna). Meu pai era fã de Oscarito, Grande Otelo e conhecia todas as chachadas lançadas pela Atlântida em Belém. Primeiro vieram os filmes infantis e adolescentes, até me deixar levar (literalmente) pela densidade dos filmes de autor, musicais e filmes de outras nacionalidades.

Holofote Virtual:Nunca quisestes dirige um filme? Ei, você dirigiu, né, e foi premiado, conta!

Augusto Pacheco: “Louco por Cinema”, que ganhou o Guarnicê de Cinema e Vídeo e “Água”, com base no poema de Arnaldo Antunes. Gostei da experiência, mas gosto mesmo de estudar cinema, ver filmes e compartilhar o conhecimento.

Holofote Virtual: Belém tem vocação cinematográfica? Entenda como quiser e responda (risos).

Augusto Pacheco: Concordo plenamente. Temos cenários naturais, bons profissionais, ideias. Falta mais união da classe para concentrar energias que estimulem mais editais, como foi no estado de Pernambuco. A iniciativa da Rede Cultura de Comunicação deve ser seguida para a criação de outras oportunidades no setor.

Holofote Virtual: O Lanterna Mágica programa vai informar sobre o circuito de exibição. Temos bons cinemas com boas programações no circuito comercial?  Qual a sua opinião?

Augusto Pacheco: O circuito comercial em Belém, com todas as limitações em nome do mercado que “atrasa” ou mesmo nem exibe lançamentos de peso (os bons lançamentos), ainda assim, é capaz de trazer boas novidades, como a obra prima “Dunkirk”, de Christopher Nolan e filmes de Woody Allen, Pedro Almodóvar, entre outros títulos, que às vezes são exibidos depois das 22h (horário ingrato para muitos cinéfilos).

Holofote Virtual: Sobre o circuito alternativo... como estamos?

Augusto Pacheco: Belém é uma das cidades brasileiras com tradição em circuito cineclubista e um fôlego admirável para a continuidade do circuito alternativo, mesmo com dificuldades. O Líbero continua como nossa maior peça de resistência e coragem para exibir a nova produção nacional e internacional.

O Cine Olympia segue em frente, com programação alternativa ao circuitão, com mostras internacionais (filmes que jamais seriam exibidos na programação comercial) e o projeto Cinema e Música, que resgata partituras originais de filmes clássicos e necessários. Ainda temos o circuito cineclubista, que está no NPD, CCBEU e espaços universitários. O programa é aberto para o audiovisual e suas vertentes diversas.

Holofote Virtual: Na tua opinião, como está a cena audiovisual em Belém, e de que forma você pretende aborda-la no programa?

Augusto Pacheco: A gente pretende acompanhar essa cena, que já é prolífica, por meio de produtores independentes que queiram divulgar seus trabalhos. Temos muita gente boa trabalhando com séries, docs, ficção, curtas, médias e agora a volta do formato longa-metragem.

Holofote Virtual: O que te chama mais atenção em relação a filmes, profissionais, temáticas. Tua opinião pelo nosso cinema no tucupi?

Augusto Pacheco: Temos um jeito de falar que é só nosso. É a nossa linguagem verbal que pode ser traduzida em imagens, com personagens locais e ao mesmo tempo com motivações, humor e dramas universais. Temos uma marca nossa. Acredito no cinema paraense, sem estereótipos.

14.9.17

Railídia lança o primeiro CD “Cangalha” em Belém

Informações: 91 3242.7239 e 98906.3629 (Tim) 
ou pelo whtasapp 91 9154.7500 ou 98134.7719 (Claro).
Paraense radicada em São Paulo, a cantora e jornalista Railídia Carvalho lança o 1o disco e faz questão de mostrá-lo em Belém. Veio na raça, trouxe banda e conta com participação de Nilson Chaves e Tiago Belém, na bateria. No repertório, sambas e ritmos da música tradicional amazônica e da cultura popular. Nesta sexta, 15, no Teatro Waldemar Henrique - Pça da República. Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00, a meia. Bati um super papo com ela, leia a seguir.



Serão os primeiros shows dela em Belém. Além da apresentação que lança o CD, Railídia ainda faz uma roda de samba, no sábado, no bar Palafita, com participação de Arthur Espíndola e Jeziel Souza, a partir das 17h (ingresso R$ 10,00). 


“Pela primeira vez estou voltando para casa como cantora”, diz Railídia. “É a minha estreia na minha terra como artista. Quando saí daqui nunca passou pela minha cabeça que pudesse me tornar cantora. Nunca”, comenta ela que vive há vinte anos em São Paulo, onde divide a paixão pela música com outra paixão, o jornalismo.  

O repertorio traz as canções do disco, mas Railídia está preparando algo especial. “Tem uma surpresinha, uma homenagem que quem for vai ver na hora. não podíamos deixar de fazer”, diz ela segredando.  O show conta com a banda da cantora, formada por Paulo Godoy, violonista, Felipe Siles, no piano e sax, Helinho Guadalupe, no cavaquinho e Koka Pereira, na percussão. 

O paraense Tiago Belém vai assumir a bateria, pois Douglas Alonso, que integra a banda de Railídia, não pôde vir ao lançamento. E ainda terá participação de Nilson Chaves, que vai cantar “Flor Negra”, gravada no CD Cangalha, composição dele, em parceria com Joãozinho Gomes. 

Independente como sempre ela vem por conta!


A vinda a Belém é iniciativa da própria cantora, que está contando com a participação do público no show. A cantora explica que esta será a primeira experiência de circulação independente. “Patrocínio é difícil, não temos. Parte do CD foi financiamento coletivo a outra parte eu paguei, nenhum músico recebeu cachê. Vai ser o mesmo esquema em Belém. Os músicos da banda vêm nesse esquema de mostrarmos o trabalho, por isso abriram mão de cachê. Quem sabe Belém aponte um horizonte pra gente com o material que vamos gerar em áudio, vídeo”, diz Railídia.

O show tem produção local de Sandro Santarém, Railília Carvalho e apoio de produção minha, Luciana Medeiros, com assessoria de comunicação aqui pelo Holofote Virtual. O cenário é da equipe de Marton Maués e Escola de Teatro e Dança da UFPA. Na fotografia, Débora Flor e na filmagem Macieira Filmes. Tudo será fotografado e filmado com intuito de transformar este material em um DVD gravado em Belém.

A cantora ainda que divulgando o primeiro trabalho gravado, já pensa em um novo CD, em que gostaria de gravar mais compositores paraenses.

“Ando pensando muito em me fincar aqui nesse chão de músicas lindas, compositores fantásticos que tem aqui no Pará. Dentro desse terreno dos ritmos brasileiros, Belém tem tanto a oferecer desde os mestres até compositores de música autoral, que também são mestres. Vim para cantar mas também vim pra ouvir os sons daqui”, diz.

Sempre que ela chega por aqui leva muita coisa para ouvir em São Paulo. “Sempre saio com muitos CDs e é maravilhoso ver que os músicos resistem, correm atrás, são militantes do próprio trabalho. Estamos fazendo isso também com Cangalha, militando. Acho que é a nossa palavra. Quero carregar muito essa Cangalha por aí. Que é um repertório precioso e que se expressa com toda a intensidade de cada um de nós”, comenta.

Trazendo sua identidade de mulher, nascida no norte, na beira do rio, e como ela diz, “nesse chão continental que é o Pará, com todas as minhas influencias. E tenho um baita orgulho disso. As lágrimas, a expectativa, o que vai ser de mim em São Paulo. Ando à flor da pele, mas transbordando de felicidade. Cantei para tanta gente diferente e agora vou cantar para minha grande família cabocla. Isso é extraordinário”, afirma.

DNA paraense nas rodas de samba de São Paulo


O lançamento de Cangalha traz a sonoridade brasileira amazônica que costuma embalar a cantora pelas rodas de bambas da capital paulista. O samba divide as atenções com tradições musicais do Marabaixo (Mal de Amor e Flor Negra), do Amapá, Boi Bumbá do Pará, Marcha-Rancho e outras influências, entre elas a religiosidade Afro-Brasileira (Risca Faísca, Oiá) e Doutrinas de Tambor de Mina do Maranhão (Ô Linda).

Finalizado em dezembro de 2016, o disco tem produção musical de André Magalhães (Estúdio Zabumba e A Barca) e produção executiva de Stefânia Gola (Ó produções). As bases foram gravadas em quatro dias com os músicos tocando juntos, ao vivo. “A aposta neste formato foi de André, especialista em ritmos brasileiros e também responsável pela direção musical ao lado de Godoy e Siles. À exceção dos arranjos de sopros (de autoria de Siles), os demais foram elaborados coletivamente pelo grupo”, diz Railídia.

Foram dois anos aprimorando um repertório que resultaria nas 14 músicas do CD. Há inéditas, sobretudo, de autores paulistas e contemporâneos, como Lincoln Antonio, Fernando Szegeri e Douglas Germano e regravação dos sambas A Louca (Maurício Tapajós e Aldir Blanc) e Sandália de Prata (Bebeto Di São João e David Corrêa). Railídia assina duas composições, Cangalha (com Douglas Germano) e a carnavalesca Solidão de Pierrô, feita em parceria com a filha Iara.

O disco também tem participação dos integrantes do Metá Metá Kiko Dinucci - guitarra em Risca Faísca, Oiá - e Thiago França - sax tenor em Ô Linda e Douglas Germano, em Quarta-feira de Cinzas, além de Mapyu, Nilson Chaves e Derny Tiago. Cangalha traz ainda Emerson Bernardes (Cavaco), Rodrigo Carneiro (sete cordas), Samuel Silva (sete cordas), Thomas Rohrer (rabeca) Angela Coltri (sax alto), Allan Abadia (trombone), Alessandro Ribeiro (trompete) e Jorge Cirilo (sax tenor). 

O CD “Cangalha” custa R$ 20,00. Poderá ser adquirido no dia do show, ou ser encomendado pelo correio - enviar mensagem para railidia@gmail.com. Está à venda em São Paulo, no bar Ó do Borogodó (Rua Horácio Lane, 21), e na loja online Arrancatoconline: https://www.arrancatocoonline.com.br/. Vendas em Belém (Pará) pelo telefone: (91) 98847-5502. Cangalha também está em todas as plataformas digitais.

Na entrevista, um papo descontraído com a cantora


Holofote Virtual: Railídia, que bom te receber por aqui e na sua versão cantora. Lembro que, mesmo quando já trabalhavas como jornalista, já eras impregnada pela arte, mas fazendo teatro, e agora essa paixão pela música. Conta!

Railídia Carvalho: Sim, eu estudava na Escola de Teatro e Dança da UFPa. Fui aluna da Wlad Lima e do Miguel Santa Brígida. Encenei uma peça chamada Mariano, de autoria do Paulo Faria. Foi onde me envolvi mais profundamente com o mundo das artes, com a linguagem eu digo, mas a música sempre vivenciei, desde muito pequena. Minha família (mamãe, papai, meus primos) respirava música e dança. Tudo virava festa. Meus primos tinham conjunto, participavam de festivais, eu sempre ia assistir. Uma vez participei de show de calouros. 

Na faculdade quando íamos a bares sempre dava uma canja. Mas sempre tendo o jornalismo como o meu lugar de profissão, meu ofício. Hoje continua sendo assim mas divido o jornalismo com a música, que ganhou uma dimensão imensa na minha vida. Anos depois de já viver em Belém é que fui descobrindo a história do meu avô, que era balateiro, luthier e promovia ao lado da família Castro, em Almeirim, as festas de São Benedito. E eu nem sabia disso e já era tão ligada a cultura popular. O CD é homenagem ao meu avô que eu não conheci.

Holofote Virtual: Como foi para decidires ir para São Paulo? 

Railídia Carvalho: Eu me apaixonei por um moço de São Paulo e resolvi mudar de Belém. Sempre fui muito independente e quis levar minha vida sem que palpitassem muito. 

Saí de Altamira quando tinha 16 anos e fui sozinha pra Belém estudar Comunicação Social. Sempre fui muito decidida, quando resolvia as coisas. Foi assim quando casei e sai de Belém também. Quando resolvi fazer o CD e quando resolvi, agora, fazer esse lançamento em Belém. Sou da ação.

Holofote Virtual: Música, jornalismo. Como te divides nestas duas paixões?

Railídia Carvalho: Continuo como jornalista e digo que, sem a minha profissão primeira, eu não seguraria as pontas da minha outra carreira na música. Trabalho muitas horas, lidar com a palavra, a informação envolve tanta coisa pesquisa, reflexão, uma boa redação, ética. É desgastante, mas eu não me vejo longe desse universo. Talvez um trabalho com menos horas para equilibrar as coisas: metade pra música, metade pra o jornalismo. 

Apesar de cobrir movimento sindical, sempre escrevo algo sobre música, samba, cultura popular, o Pará. Recebi muito apoio dos colegas da redação do Portal Vermelho durante a gravação, mas quando se esgotaram as folgas eu saia do trabalho e ia direto gravar. Tem sido meio comum isso de acumular. Às vezes eu saio do trabalho, tomo um banho em casa e vou cantar até de madrugada, às vezes terça à noite, quarta. No dia seguinte, tem trabalho no portal e estou lá. Por enquanto ainda tem que ser assim.

Holofote Virtual: Em que momento a música entra na tua vida de forma profissional?

Railídia Carvalho: Cantar regularmente começou mesmo em São Paulo a partir de 1999. Meu ex-marido, Fernando Szegeri, meu grande irmão na música e de vida (pai da minha filha), foi que me levou nas rodas de samba que ele já conhecia desde os 17 anos. É um prodígio no conhecimento dos grandes cantores brasileiros da primeira metade do século XX. Conhece tudo. Canta bem demais. Dividiu os amigos dele (muitos mais velhos) comigo e formamos uma roda de samba. 

Desde 1999 (vamos completar 20 anos de projetos de roda de samba em 2019), Os Inimigos do Batente fazem uma roda semanal ou pelo menos três vezes por mês, em São Paulo. É praticamente ininterrupta. Tive muita liberdade quando me senti segura de cantar coisas do Pará, carimbós e também outros ritmos como coco, samba de bumbo, baiões. 

Em 2009 comecei a querer aumentar esse repertório de ritmos brasileiros e ali percebi que começava a ter uma carreira de cantora. Em 2012 foi um ano-chave quando conheci o violonista Paulo Godoy e formamos essa parceria que resultou no CD, no show e em uma roda chamada ‘Sambas batuques e Cantorias’, onde o repertório do Pará aparece cada vez mais e vamos mostrar isso aí, no sábado, no Palafita.

Holofote Virtual: Quem são estes músicos que atuam contigo, fala um pouco deles e da relação que os aproxima.

Railídia Carvalho: O que nos aproximou foi o samba. E o que consolidou essa relação com esse grupo atual foi o repertório que eu sugeri que é o que está no CD. 

Eles se apaixonaram pela música do Pará, como o carimbó, os bumbás e, principalmente, a música do Maestro Waldemar Henrique. A gente toca várias no repertório. São músicos do samba, do choro, desenvolvendo trabalhos autorais, com outros grupos paralelos a esse nosso. Acho que o repertório tem muita força instrumental. A gente não economiza em nada. Todo mundo toca em tudo. E tocamos por horas e tem solos e tem muita percussão. Sempre vira um grande baile.

Holofote Virtual: Há uma importância grande em lançar o CD aqui em Belém. Passas muito tempo longe?

Railídia Carvalho: Eu sempre volto pra Belém. Conheço poucos lugares porque sempre viajo para Belém. Eu preciso sentir o meu lugar, sabe. Nunca deixei de vir. Quando eu não vinha, trazia de Belém comidas que eu aprendi a fazer em São Paulo, nas saias de carimbo, que eu usava e uso nas rodas, nos carimbós que eu cantava na roda, sempre me identificando ‘eu sou do Pará’. Para eu não esquecer, não me acomodar aqui. Todo mundo sabe que sou do Pará e que gosto de afirmar isso. Sempre chega alguém no bar onde eu canto e diz: é aqui que tem uma cantora do Pará?

Holofote Virtual: O disco. “Meu peito é a minha cangalha”. Letra forte, a da canção que dá nome ao álbum.

Railídia Carvalho: O meu parceiro nessa música é o Douglas germano. É fácil fazer música com o Douglas. Você faz um pedacinho e ele faz o resto todo e faz mágica e ficou tudo lindo e você ainda ganha a parceria (risos). Acho que ele realmente fez acontecer essa música em cima de uns versos que mandei. 

Esse verso é dele "Meu peito é a minha cangalha". Ele deu o nome da música. Cantei alguns anos com o Douglas e ele conhece bem o meu temperamento. Se eu começo a música me sentindo oprimida - à época eu sentia muita vontade fazer música, mas estava em um trabalho que era muito militante, difícil, desgastante, foi quando fiz parte dessa letra sobre a rotina que me acaba. Daí o Douglas recebeu essa parte e virou o jogo dizendo que ‘eu não vou submeter a isso vou rasgar a mortalha, afiar a navalha, não vou me entregar’. Tudo o que eu trago está no meu peito. 

É uma trajetória de vinte anos em São Paulo, estranhando estar em um lugar que não é o meu, lutando para não perder minha identidade com o Pará, tentando viver (e vivi intensamente), construindo outra carreira, sendo estrangeira aqui e um pouco em Belém, amando, minha filha nasceu aqui. Cantando, tomando "que também sem a cachaça ninguém segura esse rojão".