13.4.18

Cyro Almeida abre a mostra "Isolamentos e Fluxos"

Trazendo fotografias de Cyro Almeida realizadas entre 2011 e 2018 em cinco bairros da capital paraense: São Brás, Guamá, Condor, Jurunas e Cidade Velha, a exposição tem curadoria é de Mariano Klautau Filho.Abre nesta terça, 17, às 18h, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia.

“Isolamentos e Fluxos” desafia os estereótipos da violência e foi uma das selecionadas pelo Edital de Pautas 2018 do Banco da Amazônia. A abordagem documentária do fotógrafo mineiro revela sua dedicação à figuração de habitantes e trabalhadores nas periferias das metrópoles, com um olhar atento ao corpo, à cor e à ocupação dos espaços. 

“As imagens são uma tentativa de escapar da visualidade predominante sobre essas regiões, que normalmente se apoiam nos estereótipos da carência material e da violência.”, declara o artista. Por seu trabalho em Belém, Cyro recebeu o XV Prêmio Funante Marc Ferrez de Fotografia, em 2015, na categoria Documentação Fotográfica do Brasil.

Influenciado por fotógrafos como Luiz Braga e André Cypriano, e pelo cineasta Eduardo Coutinho, a poética de Cyro Almeida é construída pelo desejo de conhecer o outro. Isso o levou a percorrer a pé de Van um trajeto cujas extremidades abrigam os mercados de São Braz e do Ver-o-Peso, indo ao encontro de açougueiros no Guamá, carregadores de açaí nas feiras do Jurunas e da Cidade Velha, serralheiros no Porto do Sal, além de diversos moradores serenamente posicionados nas portas de suas casas ou em momentos de lazer.

Residindo em Belo Horizonte, o artista vem a Belém todos os anos desde 2009, normalmente no período mais chuvoso, entre dezembro e abril. 

“A primeira vez que estive em Belém, andando pelo Ver-o-Peso, foi como uma mágica, pela conexão e identificação que eu senti. Não tenho nenhum parente em Belém e naquela época nenhum vínculo de trabalho. Era como se eu estivesse matando a saudade de um lugar que eu nunca havia estado”, conta. Ao conviver com os espaços fotografados, observá-los e interagir com as pessoas, Cyro entendeu que estava em áreas marcadas por estigmas da violência social, sendo constantemente alertado para não estar ali.

Sem acreditar que está imune a qualquer ameaça, o fotógrafo prefere a ideia de que os discursos da intimidação podem, às vezes, levar à própria violência que criticam. “Minhas fotografias não são pra dizer que não existe violência nesses bairros, mas para que eu mesmo não me torne violento a eles pela representação estereotipada, a distinção social e fantasia produzida pelo medo”. 

Portanto, as fotografias apresentadas em “Isolamentos e fluxos” não são apenas um documento histórico de uma parte da vida em Belém na década de 2010, mas uma tentativa de remontar os sentidos convencionalmente colocados sobre essas populações em âmbito local e global.

Nas palavras do curador, Mariano Klautau Filho, o resultado desse processo é uma “fotografia franca, sensível na experiência do contato e precisa nos enquadramentos em que a persona e seu ambiente estão em uma harmonia dissonante aos discursos sobre os perigos da cidade”, examinando ainda que “há certa paz nas imagens, muito provavelmente pela qualidade da experiência entre fotógrafo e retratado”. 

Trata-se assim da oportunidade do público belenense conhecer pela primeira vez no formato de exposição os resultados de constantes vivências e imersões feitas por um retratista forasteiro que tem tomado a capital paraense como base de sua poética.

Serviço
Exposição “Isolamentos e Fluxos”, de Cyro Almeida. Abertura nesta terça-feira, 17, às 18h30, no Banco da Amazônia (Av. Pres. Vargas, 800 - Campina). Conversa com o artista e curador será na quarta-feira, dia 24 de abril, às 18h30.  Visitação: 18/04 a 15/06, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Entrada gratuita.

(Informações da assessoria de imprensa do Banco da Amazônia)

3.4.18

Se Rasgum é o único festival do norte na Rio2C

A maior conferência de inovação e criatividade da América Latina, a Rio2C vai realizar um encontro de festivais independentes de várias partes do Brasil no próximo fim de semana, 7 de 8 de abril, e o único representante do norte é o Festival Se Rasgum. 

Para firmar a presença da música nortista no evento, um super show está garantido com o encontro de Lucas Estrela e STROBO, em meio a uma programação que tem Emicida (SP), Karol Conká (PR), Tulipa Ruiz (SP), Carne Doce (GO), Plutão Já Foi Planeta (RN), Francisco, el Hombre (SP/MEX) e um encontro da nova cena pernambucana. 

Chamado de "Festivália", esse encontro teve, além do Se Rasgum, toque especial de outros festivais para montar a programação, como o Coquetel Molotov, de Pernambuco, o Bananada, de Goiás, o Faro, do Rio, o Psicodália, de Santa Catarina, entre outros. O Festival Se Rasgum foi convidado para integrar a programação pelo curador do Palco Sunset, do Rock In Rio, Zé Ricardo. A conferência Rio2C e o Festivália são realizados nos dias 3 a 8 de abril, no espaço Cidade das Artes, Rio de Janeiro. Os ingressos estão disponíveis no site do evento.

Strobo (Foto: Laís Teixeira)
De um lado, encontro de negócios de profissionais independentes de toda a América Latina, de outro, uma conferência de criatividade que junta música, audiovisual e inovação, o Rio2C é um campo minado de conexão de ideias, troca de experiências e networking de nível global, com palestras, shows, bate-papos e espaços para apresentação de projetos de inovação. 

Tendo a curadoria musical do produtor e músico Zé Ricardo, o mesmo que assina a programação do Palco Sunset do Rock in Rio em Madri, Rio de Janeiro, Las Vegas e Lisboa, o Festivália serve como vitrine da nova e criativa música brasileira para o mundo. Com parceria do Se Rasgum na curadoria, o show que representa o norte, Lucas Estrela & STROBO, traz uma explosão eletrônica e musical com tempero das raízes nortistas. Para o músico e produtor musical Leo Chermont, guitarrista da STROBO o evento tem a cara da banda, que sempre misturou música e vídeo. 

Lucas Estrela (Foto: Anderson Fattori)
“Eu realmente ainda não conhecia o evento. Quando vi o tamanho e a quantidade de gente envolvida e de pessoas realmente importantes pro cenário audiovisual e musical, foi muito bom saber que a gente tá representando o Pará nessa convenção. A gente fica muito feliz, não só pela banda e de estar com o Lucas Estrela que é nosso parceiro e já estamos tocando juntos e fazendo umas movimentações juntos, mas também somos uma banda muito audiovisual. Temos 10 clipes lançados, vamos lançar um filme agora pela Natura Musical, a gente realmente sempre quis entrar nesse cenário audiovisual, e sempre foi uma batalha, e agora a gente vai tá com os caras do audiovisual do mundo todo”, comemora o músico.

Para Lucas Estrela, é um momento muito importante de ocupação desses grandes espaços. “A gente vai aproveitar a semana inteira nos espaços da conferência. No fim de semana, a gente faz o show e tá numa expectativa enorme pra isso. Tenho certeza que vai ser uma experiência muito importante pra gente que trabalha com música instrumental e de maneira independente, e a gente sabe como é difícil ter acesso a esses lugares. Eu quero agradecer demais à Se Rasgum Produções pelo convite e vamos levar pro rio esse show com a Strobo pela primeira vez fora de Belém”, conta o artista.

Para conferir a programação completa da conferência, basta acessar o site do evento ou visitar as redes sociais.


(Informações enviadas pela assessoria de imprensa do Se Rasgum)

28.3.18

Aleluia! Vai rolar Amostraí no Casarão do Boneco

Pois é, Semana Santa chegou e quem não viajou quer encontrar programação também para as crianças em Belém. Bingo! O evento realizado sempre no último sábado de cada mês, no Casarão do Boneco, está de volta. No  Amostraí do dia 31 de março, um sábado de Aleluia, a programação traz contação de histórias com Roberta Brandão e Grupo Xamã, e espetáculo teatral, com a In Bust Teatro Com Bonecos. Tudo a partir das 19h e com entrada: Pague Quanto Puder.

Te prepara que lá vem as histórias. A programação começa com “Sereias do Mundo”, que traz as histórias dos lendários seres dos mares e rios. Costuradas com canções interpretadas pela atriz Roberta Brandão, ora tocadas no pandeiro ou no caxixi, as histórias ganham som, objetos animados, dança e encenação.

A primeira tem como pano de fundo o Japão, mais especificamente o rio Mogami, onde vive a sereia japonesa Ningyo. Na trama, ao contrário do imaginário de sereia ocidental, essa tem outros tipos de encantaria. “Como surgiram as ondas” é o segundo conto apresentado, protagonizado no continente Africano, trazendo a ancestralidade e os deuses africanos são o protagonistas da história.

A última história se passa aqui na região do norte. Na ilha de Maiandeua, na praia de Algodoal. Com a presença divertida de um estrangeiro, o conto fala sobre crescimento desordenado dos espaços habitados pelo homem e sobre a sereia mais famosa do lugar: a Princesa.

Em seguida tem “Histórias do mundo todo para todo mundo”, com o grupo Xamã trazendo mais duas histórias contadas. A primeira história se chama “As Serpentes que roubaram a noite”, de Daniel Munduruku. Sobre o guerreiro Karu Bempô foi escolhido para negociar com a rainha das serpentes, a Surucucu, pois foi descoberto que elas tinham roubado a noite. 

O segundo é “O contador de histórias”, conto popular Russo sobre Yacoub, que sonhando sempre cada vez mais alto, ele estava apaixonado pelo mundo. Porém, o mundo à sua volta pareceu-lhe sombrio, brutal, seco de coração, de alma obscura, e ele sofria com isso. Como fazer com que fosse melhor? Vivia a se perguntar, até que um dia teve uma ideia: e se lhes contasse histórias?

O grupo Xamã, formado por contadores de história, surgiu a partir da paixão pela palavra, pelo texto, pela partilha de histórias. “Nosso sonho é povoar o mundo com as histórias e tornar melhor a vida das pessoas, pelo poder da palavra, afinal, este é o papel do xamã: curara a alma através das palavras.” diz Janete uma das contadoras do grupo.  

"Curupira", da In Bust
E para finalizar a noite, a In Bust Teatro Com Bonecos apresenta o espetáculo "Curupira", sobre a história de Seu Jovino, que caçava e pescava mais do que precisava até encontrar pela frente o Curupira para dar uma boa lição, deixando-o mundeado. Por sorte do caçador, aparece um Pajé para ajudá-lo.

Em cena, os atores da In Bust interpretam com bonecos Sumano, Suprimo e Dona Menina, que utilizam paródias das toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos das culturas paraenses, para apresentar os personagens representados por bonecos naturalistas com manipulação de vara, acompanhados por bonecos máscara, mamulengo e outros mais. Curupira se tornou o primeiro episódio do Programa Catalendas, em 1999, na TV Cultura do Pará e esteve em circulação nacional, em 2005, pelo Projeto Palco Giratório do SESC.

Serviço
Amostrai - Mostra de teatro. Data: 31 de março. Hora: 19h. Ingresso: Pague Quanto Puder - Casarão do Boneco - Av 16 de Novembro 815 (entre Veiga Cabral e Pça Amazonas). Informações: 91 3241.8981 e 98949.8021 (zap).

24.3.18

Projeto Circular retoma ações no Centro Histórico

O Circular Campina Cidade Velha acaba de divulgar que sua  21ª edição será realizada em 8 de abril, marcano o início de suas ações públicas em 2018. Mantendo o formato com programações culturais de dois em dois meses, com dezenas de espaços culturais abrindo as portas, o projeto também retoma a publicação digital da Revista Circular. Uma das novidades deste ano, além de novos espaços que aderem a circulação, será a realização de um fórum. 

Este ano, o projeto já conta com  novos parceiros: Os espaços CoLab, De Bubuia, o projeto Laboratório da Cidade, a Feira Movimenta Cidade Velha, da Rede Sereia, e o Atelier da Giza, que se juntam aos demais espaços que vem fortalecendo esta rede nestes últimos quatro anos.  O Fórum vai trazer para a roda de debate e propor ações e políticas públicas para o centro histórico, ampliando o diálogo entre poder público, empresariado local, comunidade e gestores culturais. Ainda em construção, mas com data já prevista para setembro. 

No mais, o projeto mantem o formato já conhecido do público, com programações em um domingo, de dois em dois meses, com participação de espaços como restaurantes, galerias, museus, coletivos artísticos, passeios ciclísticos e à pé, histórico e geo turístico, sebos, ateliers. 

A programação completa, em todos os espaços participantes nesta edição, nosso mapa da mina e aplicativo atualizado estarão em breve no site do projeto (www.projetocircular.com.br). Até a semana que vem, porém, a página de evento já estará soltando o que cada espaço programa para a edição. Você pode conferir também as páginas de cada parceiros, Para saber quem são, acesse o site do projeto www.projetocircular.com.br.

Mais informações:

22.3.18

Bate papo com Joe Bennett lança Festival de HQs

Em Belém ele é Benedito José Nascimento ou simplesmente “Bené”. Já nos EUA. Joe Bennett, que bate papo com o público, neste sábado, 24, às 17h, na Livraria Leitura, no Shopping Pátio Belém, marcando o lançamento do Amazônia Comicon – Festival de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop, que será realizado em abril no Espaço Esportivo Cultural Maestro Altino Pimenta.

“Bené” é paraense, mas virou Joe Bennett quando passou a desenhar para a Marvel, nos EUA. O quadrinista tem carreira consolidada desde sua contratação pela Marvel Comics Bennet. Em 2016, passou a trabalhar para a DC Comics, para desenhar o início do confronto entre Superman e Batman. Desenvolveu cinco histórias. O tema ganhou a telona nesse mesmo ano.

Tamanho talento não poderia ficar de fora do Amazônia Comicon – Festival de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop, o principal festival com este caráter na região norte, que este ano pretende reunir um time de 40 artistas entre eles feras da HQ que desenham para as poderosas editoras norte-americanas.

Em 2018 o festival se realizará nos dias 27, 28 e 29 de abril, no Espaço Esportivo Cultural Maestro Altino Pimenta, com exposições, feira de produtos de cultura pop, palestras, shows, concurso de Cosplay, lançamento de revistas, e participação da convidada especial Taryn Spilman, dubladora do filme  Frozen, da Disney. Enquanto o festival não começa, fica a dica para quem ama HQ. O bate papo imperdível. Para saber mais, veja a entrevista com o artista no canal Mundo Comic.

Serviço
Lançamento do Festival Amazônia Comicon 2018. Bate papo com Joe Bennet - Dia 24 de março, às 17h, na Livraria Leitura (3º piso do Shopping Pátio Belém). Entrada franca e sorteio de brindes e ingressos para o Amazônia Comicon.

20.3.18

Ester Sá de volta a cena com o teatro documental

"Iracema Voa", por Ester Sá (Fotos: Alberto Bitar)
Parece que foi ontem. Em dezembro de 2008, a estreia de “Iracema Voa”, no Instituto de Artes do Pará (Casa das Artes), era notícia neste blog, que tinha acabado de ser criado. O resultado cênico da Bolsa de Pesquisa concedida pelo então IAP, à atriz Ester Sá, está de volta em cartaz nesta quarta-feira, 21, às 20h, no Teatro do Sesi.

O universo do Pássaro Junino e dos programas de auditório da década de 50. Quadrilhas juninas, Pastorinhas. Construído a partir de memórias de Iracema Oliveira, folclorista, tele e radio atriz, comediante, apresentadora e produtora de programas de rádio. 

O texto de Ester Sá conta com citações de trechos de obras de Francisco Avelino de Oliveira e Raimunda Oliveira. As músicas foram retiradas da obra popular Pastorinhas Filhas de Sion e do cancioneiro popular da década de 50, além do samba enredo criado em homenagem à Iracema Oliveira pela escola de Samba Cacareco.

“Iracema Voa é um marco em minha carreira, pois ele desenhou um momento importante de criação e pesquisa, no sentido de afirmação de uma estética, dentro da poética do meu fazer. O espetáculo reúne muitas coisas que são importantes para mim: a narrativa, o documental, além do conteúdo que me proporcionou abertura a conhecimentos que fazem muito sentido para mim, como sentir de perto o movimento criativo da cultura popular. E também teve e tem uma resposta muito positiva tanto da classe artística, quanto do público em geral”, reflete.

Depois da estreia, “Iracema Voa” ganhou temporada novamente no IAP e no Teatro Cláudio Barradas, Teatro Cuíra, Teatro Maria Sílvia Nunes, SESC Boulevard e no Teatro Plínio Marcos  em Brasília, além de lugares não convencionais, como num salão paroquial em Marabá e numa sala em Benevides, mas estava sem apresentações desde 2015.

“Não é muito fácil manter um espetáculo em cartaz, em nosso cenário atual. Costumo dizer que vivemos de criar estratégias para sobreviver, e vamos levando com amor (embora também com cansaço) essa nossa opção de fazer teatro”, complementa.

Além de “Iracema Voa”, Ester Sá realizou mais um trabalho com essa temática documental, o “Nina Brincadeira de Menina”, sobre a artesã Nina Abreu, de Abaetetuba. “Considero esse trabalho um espetáculo de contação de história”, diz Ester que circulou ano passado pelo SESC Amazônia das Artes.

“Tenho feito muitos trabalhos narrativos, e mantido minha parceria musical com Renato Torres com o Tambor de Dentro, além de algumas incursões, ainda não publicadas, pela literatura infantil. Mas confesso, que reapresentar Iracema Voa está me dando vontade de voltar para um processo de criação teatral”, finaliza.

Iracema Voa - Leia também o bate papo com Iracema Oliveira aqui. Ela fala desNo dia 21 de março ela estará presenta à apresentação, vendo sua própria vida ser encenada, enquanto também comemora seu aniversário de 81 anos.

Ficha Técnica original
  • Elenco, pesquisa, direção e dramaturgia- Ester Sá
  • Consultorias – Aníbal Pacha e Karine Jansen
  • Criação e operação de Luz – Sônia Lopes
  • Criação e operação de Sonoplastia – André Mardock
  • Arranjos Musicais – Renato Torres e Banda do Pássaro Tucano
  • Músicos Convidados: Renato Torres, Chiquinho do Acordeom, André Mardock, Diego Leite e Banda do Pássaro Tucano
  • Concepção Visual – Aníbal Pacha
  • Cenário – Mestre Nato
  • Adereços – Mestre Nato e André Mardock
  • Assistência de confecção de cenário – Shirlene Cruz e Thayla Crislane
  • Figurino – Aníbal Pacha
  • Confecção de Figurino – Telma Queiroz
  • Vozes convidadas: Santino Soares, Pauli Banhos, Paulo Marrat
  • Registro – André Mardock e Marcelo Rodrigues
  • Fotos e Arte Gráfica – André Mardock
Serviço
“Iracema Voa”. Única apresentação nesta quarta-feira, 21, no Teatro do Sesi, às 20h. Na Doutor Freitas, com Almirante Barroso. Ingresso R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia entrada).

"Iracema Voa" e comemora seus 81 anos de vida

A 2a temporada no IAP em 2009 (Foto: Alberto Bitar)
A trajetória da artista está de volta á cena com o espetáculo "Iracema Voa", que resulta de uma pesquisa da atriz Ester Sá. A apresentação, nesta quarta-feira, 21, às 20h, no Teatro do Sesi, marca os 10 anos do espetáculo, além do aniversário de 81 anos da artista, com quem bati um super papo, que publico agora no blog.


Duas mulheres que sonham e realizam. Iracema Oliveira e Ester Sá. Duas gerações. Elas se uniram pelo amor à arte. Ester Sá ganhou em 2008 a Bolsa de Pesquisa e Experimentação do Instituto de Artes do Pará (Casa das Artes) para investigar a trajetória artística de Iracema Oliveira, que desde a infância acompanhava o pai nos folguedos juninos, viveu entre Pássaros, Quadrilhas e Pastorinhas. Depois enveredou pelo teatro, televisão e rádio onde ainda está atuante, paralelamente ao trabalho de Guardião do Pássaro Tucano.

Mestra de Pastorinha (Prêmio Minc), Mestra da Cultura Popular (Prêmio da Fundação Cultural do Pará) e Guardiã do Pássaro Junino Tucano e Grupo Frutos do Pará. “Eu me sinto feliz por receber reconhecimento pelo meu trabalho, o artista precisa disso”, comenta a atriz.

“Iracema Voa” não era encenado desde 2015, o que torna a apresentação no Teatro do Sesi, uma grande oportunidade para conferir o universo do Pássaro Junino e os programas de auditório da década de 50, além das quadrilhas juninas, Pastorinhas e outras facetas da vida de Iracema, que completa no dia da apresentação do espetáculo 81 anos de vida, mais da metade dedicados ao Pássaro Junino.

Trajetória de luta e conquistas do Pássaro Junino

Iracema Oliveria e o Pássaro Tucano  (Foto: Úrsula Bahia)
“O Tucano anda bem das pernas”, me diz Iracema Oliveira, atendendo a uma entrevista para o blog, neste final de semana. “Há dificuldades porque você sabe que para os Pássaros os espaços físicos desapareceram, mas o Tucano tem sorte de ter sempre um lugar para se apresentar”, comenta.

É mérito dela. “Porque tudo que faço é com amor e por amor. Isso eu trouxe de berço, não encontrei nos livros, mas na vivência, no meu cotidiano. Já passei conhecimentos para meus filhos, estou passando para meus netos e tenho certeza que minha estrada ainda é longa”, diz.

Em junho, o grupo apresenta a peça “A Vingança de Uma Feiticeira”. “Os papeis já foram distribuídos”, diz Iracema, que há mais de 40 anos é Guardiã do Pássaro Tucano, cumprindo a árdua tarefa de se fazer cultura popular, quando não há muitos incentivos públicos e os espaços de apresentação são raros.

Figurinos do Pásaro Tucano (Foto: Úrsula Bahia)
“Eu sempre tenho em mente que a esperança é a última que morre. E eu acredito e espero que as coisas melhorem. Gostaria que abrissem mais editais, pois eles é que nos ajudam a realizar projetos, viajar e divulgar nossa cultura. Projeto nós temos, passamos o ano inteiro em torno disso, toda nossa equipe envolvida, mas é preciso mais apoio e incentivo”, diz Iracema.

Em 2010, Iracema já chamava atenção aqui no blog para a necessidade de se fundar um teatro para as apresentações dos Pássaros, como já houve o Teatro São Cristóvão, hoje, em ruínas. Naquele ano, ela também tinha acabado de aprovar um projeto de Ponto de Cultura, que continua funcionando em sua própria casa. Na entrevista concedida ao blog na ocasião

Pergunto se ainda hoje o público interage com as apresentações do Pássaro junino. Ela diz que sim, mas que depende do texto e da peça. “O Tucano sempre provoca essa interação, até porque fazemos muita apresentação na comunidade. Daí, na parte cômica as crianças se envolvem, e no drama, muita gente chora, e nós nos emocionamos. A troca com o público é muito importante”, afirma.

As várias facetas de uma vida dedicada à arte

A voz do P[assaro junino do Pará (Foto divulgação)
Atriz de rádio, televisão e cinema. Cantora e Radialista.  Aos 81 anos de idade, Iracema Oliveira diz que se sente uma mulher realizada. Além do Pássaro e das Pastorinhas, Iracema também coordena o grupo Parafolclórico Frutos do Pará, que há 25 anos trabalha com jovens que através das danças entram em contato direto com a cultura tradicional amazônica.

“Desenvolvemos nossos projetos através da Associação Cultural Francisco Oliveira, que ganhou o nome de meu pai, numa homenagem em reconhecimento a tudo que ele nos deixou”, diz ela, que o acompanhava já aos 8 anos de idade em grupos juninos como os de cordões de pássaros. Assim, o Compositor Velho Chico como era chamado pelos amigos, foi o responsável sua inserção na vida artística.

Do teatro, Iracema oliveria traz belas memórias também. Trabalhou com Cláudio Barradas, Cleodon Gondim e Albertinho Bastos, sob a direção deles. “Fiz mais espetáculos com o Cláudio Barradas, pois ele era o diretor do Grupo de Teatro da UFPA, do qual eu fazia parte. Foram muitas peças mas a que mais marcou foi ‘Odorico, o Bem Amado’. Foi muito bonito”, lembra.

Iracema segue atuante na Rádio Marajoara
Iniciou na Rádio Marajoara em 1954. Até o momento são 64 anos de carreira só nesta área. “Continuo trabalhando. A rádio até hoje faz parte do meu dia a dia”, comemora ela, radioatriz, locutora e cantora, que na década de 70, chegou a ser considerada a “Rainha do Rádio Paraense”, apelidada pelos colegas de trabalho.

“Minha vida é isso: rádio, televisão, teatro, cinema, Pássaro, Pastorinha, Grupo folclórico, além dos amigos que me procuram. Eu vivo em função da arte. Tenho muito carinho pelos trabalhos que faço e com o reconhecimento me dá vontade de vencer e ir para frente com mais vontade de lutar e de vencer”, finaliza.

Serviço
“Iracema Voa”, de Ester Sá - baseada na trajetória artística de Iracema Oliveira. Única apresentação nesta quarta-feira, 21, no Teatro do Sesi, às 20h. Na Doutor Freitas, com Almirante Barroso. Ingresso R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia entrada). 

14.3.18

Ruy Godinho lança livro com um Talk Show

O talk show de lançamento de “Então, Foi Assim? Os bastidores da criação musical brasileira” - Volume IV, de Ruy Godinho traz participação de Sandra Duailibe, Nilson Chaves e Pedrinho Cavalléro. O livro vem na sequência da série homônima, que publicou o volume I, em 2008; o Volume II, em 2010, Volume III, em 2013, e lançamento da trilogia, em embalagem comemorativa, no ano de 2015. Na Cervejaria Oficial Umarizal, às 21h. Ingressos: R$ 30,00. 

Composto de histórias de como surgiram 40 músicas do cancioneiro popular brasileiro, este tomo, além de especificações do processo criativo musical de dezenas de compositores consagrados e as particularidades das relações de parceria – presentes nos volumes anteriores -, o Volume IV traz respostas para o que comumente inspira os autores e o diferencial de cada um deles no cenário musical do Brasil.

O pesquisador, produtor multimídia, escritor e radialista Ruy Godinho lançará no dia 20 de março de 2018, uma terça-feira, o livro “Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira” - Volume IV, de sua autoria, na Cervejaria Oficial, às 21h, em alto estilo. O lançamento ocorrerá em meio a um talk-show, com participações da cantora Sandra Duailibe e dos cantores e compositores Nilson Chaves e Pedrinho Cavalléro.

No show, o autor contará histórias de composições que serão ilustradas por interpretações dos artistas convidados. Entrevistará Nilson e Pedrinho sobre músicas de suas respectivas safras, que serão, em seguida, interpretadas pelos artistas. 

No repertório do show: Certas Canções (Tunai/Milton Nascimento), Engenho de Flores (Josias Sobrinho), SáMarina (Antonio Adolfo/Tibério Gaspar), além de TempoDestino (Nilson Chaves/Vital Lima), dentre outras.

Então, foi Assim? Os bastidores da criação musical brasileira, Volume IV, é o resultado de pesquisa iniciada em 1997, sobre as origens de músicas que se transformaram em sucessos nacionais. A pesquisa revela - por meio de um texto leve, saboroso e surpreendente - o momento da criação, as emoções, as situações em que essas 40 músicas foram criadas; desvenda os bastidores do ato criativo e os mistérios que cercam a criação musical brasileira.

Estão presentes neste volume as biografias de Espanhola (Flávio Venturini/Guarabyra), Porto Solidão (Zeca Bahia/Ginco), Frisson (Tunai/Sergio natureza), Tia Eulália na Xiba (Cláudio Jorge/Nei Lopes), Engenho de Flores (Josias Sobrinho), História sem fim (Flávio Henrique/Dado Prates), Maria Fumaça (Kleiton/ Kledir), Samba da Zona (Joyce), Toada (Zé Renato, Cláudio Nucci/ Juca Filho), Coração de estudante (Wagner Tiso/Milton Nascimento) e  Saga (Filipe Catto).

E ainda de Purpurina (Jerônimo Jardim), Baião de quatro toques (Zé Miguel Wisnik/Luiz Tatit), Fênix (Flávio Venturini/ Jorge Vercillo), Natureza (Ivanildo Vila Nova/ Xangai), Paciência (Lenine/ Dudu Falcão), Mazzaropi (Jean Garfunkel/Paulo Garfunkel), Para Lennon e Mc Cartney (Lô Borges/ Márcio Borges/ Fernando Brant), Tropicana (Vicente Barreto/Alceu Valença), Cais (Milton Nascimento/Ronaldo Bastos), Jura secreta (Sueli Costa/Abel Silva), Brincar de viver (Jon Lucien/Guilherme Arantes), Crápula (Dante Ozzetti/Luiz Tatit), Tempodestino (Nilson Chaves/ Vital Lima), Senhora liberdade (Wilson Moreira/Nei Lopes), Vapor Barato (Jards Macalé/Waly Salomão), 

A página do relâmpago elétrico (Beto Guedes/ Ronaldo Bastos), Paulista (Eduardo Gudin/ J.C. Costa Netto), Boi da Lua (Cesar Teixeira), Certas Canções (Tunai/ Milton Nascimento), Trem do Pantanal (Geraldo Roca/Paulo Simões), Essa mulher (Joyce/ Ana Terra), Clube da Esquina Nº 2 (Lô Borges/ Milton Nascimento/ Márcio Borges), Zanzibar (Armandinho/ Fausto Nilo), Tiro cruzado (Nelson Ângelo/ Márcio Borges), Estrela (Vander Lee), Coisas do Brasil (Guilherme Arantes/Nelson Motta), Maria Ninguém (Carlos Lyra), Pavilhão de espelhos (Lula Queiroga) e O trem azul (Lô Borges/Ronaldo Bastos).

A pesquisa começou quando Ruy Godinho e Adriane Lorenzon produziam o programa “Estação Brasil”, para a Rádio Cultura, em 1997. O programa tinha o quadro “A Origem da Música”, em que os compositores revelavam exatamente o momento da criação. Esse acervo foi se acumulando e Ruy Godinho teve a ideia de transformar em livro, que foi editado pela ABRAVÍDEO e estará disponível no local ao custo de R$ 40,00 cada exemplar.

Serviço
Talk-show de lançamento do livro "ENTÃO, FOI ASSIM? Os bastidores da criação musical brasileira” Vol. 4, de Ruy Godinho. Na Cervejaria Oficial Umarizal - Antônio Barreto nº 1176. Dia 20 de março, às 21h. Ingressos: R$ 30,00. Classificação indicativa: 18 anos. Informações: (91) 99310-8569 / 99270-7915. Sessão de autógrafos com o autor, ao final do evento. Volumes à venda no local: R$ 40,00. A realização é da ABRAVIDEO. Apoio Cultural: Casa de Viagens, Palco Locação e Gráfica Movimento.

(Informações enviadas pela produção do evento)

Sammliz faz o 1o show do ano no Sesc Boulevard

Fotos: Julia Rodrigues/Divulgação
"Mamba - Show Especial Mês da Mulher Perigosa". Trazendo set list com músicas inéditas, experimentações sonoras e músicas do seu primeiro álbum solo, a cantora será acompanhada po Leo Chermont (Guitarra), Sabá (Guitarra), Dan Bordallo (Teclados/Synth ) e Jr Feitos (Bateria). Nesta sexta, 16, às 19h, no Sesc Boulevard, entrada gratuita.

O show também trará surpresas e  releituras de compositoras consagradas nacionalmente. Além disso, todas as mulheres presentes no show receberão de presente o disco da cantora, de graça. Sammliz é paraense e mesmo que seu nome esteja associado à efervescente nova cena do Pará, não é de hoje que a compositora chama atenção. 

Foram 11 anos à frente da banda Madame Saatan, expoente nome que emergiu no começo dos anos 2000, em Belém, e que logo tornou- se conhecida pelos shows arrebatadores e o público que mesmerizava, ganhando território à medida que crescia a atenção pela música independente, autoral e fora do circuito RJ-SP feita no Brasil na época. Foi uma das mais originais e expressivas bandas independentes brasileiras a circular pelos principais festivais nacionais enquanto esteve em atividade.

O disco de estréia em carreira solo, em 2016, Mamba, saiu pelo selo Natura Musical, álbum quase 100% autoral com produção assinada pela própria artista, Leo Chermont (Strobo) e João Lemos (Molho Negro), e com direção artística de Carlos Eduardo Miranda. Um diário de alegorias sobre o tempo, o amor, a morte, e a esperança, Mamba é marcado por simbolismos das forças da natureza e a mística feminina. 

Pesado, pop, vigoroso e sombrio, onde o stoner e a eletrônica se fundem, entre camadas densas de guitarras e efeitos delicados, seguindo um caminho peculiar, dramático, sensual, movendo-se entre programações pensadas como o fio condutor pulsante da música, que ainda encontra espaço para referências a ritmos latinos, como a cumbia, e bregas clássicos. 

O disco constou nas principais listas de sites e jornalistas especializados, entre os melhores lançamentos nacionais de 2016, e teve shows de lançamentos e circulação em capitais como São Paulo, Maranhão e Belo Horizonte, além de Belém. Em 2017 Sammliz lançou o single clipe Deusa da Lua (Mulher Perigosa), parceria com Dona Onete, direção de Adrianna Oliveira, trabalho que presente em várias listas de melhores clipes nacionais do ano.

Serviço
Sammliz - Show Mamba Especial Mês da Mulher Perigosa. Nesta sexta, 16, 19h. No Sesc Boulevard - Boulevard Castilho França, 522/523, Campina. Entrada franca

(Informações enviadas pela assessoria de imprensa)

Marisa Brito inicia turnê de "Coração na Boca"

A cantora e compositora paraense inicia por Belém a primeira série de shows deste ano, nesta quarta-feira, 14, em formato acústico e pocket, no café do Ziggy Hostel Club, e na quinta-feira, 15, no Sesc Boulevard, com repertório completo, inspirado no seu primeiro EP solo. No Ziggy, ingresso a R$10,00 e no Sesc Boulevard, entrada gratuita.

O EP “Marisa Brito”, lançado em 2017,  chamou a atenção de fãs e da cena paraense de música pela delicadeza vocal e pela profundidade dos sentimentos que as canções de Marisa evocam. Com um pé no sudeste e outro no norte, a artista vive em meio a duas cidades de extremos que influenciam diretamente no resultado de seu trabalho. 

“Eu tento sempre extrair o que há de melhor dos dois lados. Acho que viver nesse vai e vem Belém-São Paulo desde criança me ensinou muito, me ajudou a desenvolver uma visão de mundo um pouco mais ampla. Mas musicalmente eu me considero uma artista paraense, pois toda minha formação musical foi desenvolvida em Belém e minhas raízes estão aqui. Ao mesmo tempo, minhas influências musicais e artísticas são múltiplas, não são ligadas exclusivamente a nenhum lugar. Tento me conectar com as músicas de todos os cantos do mundo, e São Paulo tem um pouco do mundo todo”, explica Marisa.

O EP “Coração na Boca”, também lançado em 2017, rendeu estreia no Festival Se Rasgum, em novembro do ano passado. “Eu acredito que a questão mais marcante e diferente dessa fase é o fato do repertório ser composto quase que 100% por composições minhas. 

Já que antes eu não me mostrava como compositora, era apenas intérprete na Euterpia. E cantar as minhas próprias composições tem um sabor especial. Principalmente porque essas músicas dialogam diretamente com o meu amadurecimento como pessoa, como mulher. Quem via a Euterpia acompanhou a Marisa ainda com ar de menina. Hoje sou uma mulher, mais madura, com uma visão de mundo mais definida, empoderada”, declara a cantora.

Muito mais que criar música e cantar como uma forma de dar voz aos seus medos e descobertas, Marisa enxerga na música uma forma de se inspirar as pessoas que precisam de coragem e voz para expressar seus sentimentos. 

“Acredito que as pessoas conseguem se conectar com essas novas canções porque em geral todas elas falam de questões que todo ser humano passa ou vai passar um dia. Isso causa uma identificação. São questões como: romper medos, barreiras, se reconstruir, autoconhecimento, coragem, força e amor.  E tudo isso transmitido através de melodias que eu busco construir com muito carinho e empenho. E eu acredito no poder da melodia. Pra mim, melodia é tudo. Melodia dialoga diretamente com a alma”, conta Marisa.

Este ano, A Euterpia completa 20 anos de história, momento ideal para comemorar. Por isso, Marisa promete surpresas para os fãs saudosos da banda, no Sesc Boulevard, entregando melodias, voz e sentimentos diversos numa só apresentação. Além dos shows em Belém, Marisa ainda se apresenta na Casa do Mancha, em São Paulo, no dia 21/03, e no Espaço Som, também em SP, no dia 07/04.

Mais informações:

Ziggy Hostel Club
facebook.com/ziggyhostelclub
(91) 3038-3950

Sesc Boulevard
facebook.com/sescboulevard 
(91) 3224-5305 

Serviço
Mini turnê “Coração na Boca” de Marisa Brito. Nesta quarta-feira, 14, às 20h, no Ziggy Hostel Club (Trav. Benjamin Constant, 1329). Ingresso R$ 10,00. Na quinta-feira, 15,  às 19h, no Sesc Boulevard (Boulevard Castilhos França, 522/523). Entrada gratuita.

(Informações enviadas pela assessoria de imprensa)