30.8.16

Artistas cantam em homenagem a Walter Bandeira

Ele completaria 75 anos de idade, e por isso uma série de eventos foram programados. O projeto Walter 75’, idealizado pela arqueóloga Edithe Pereira, uma amiga pessoal, quer celebrar a grande voz da Amazônia de diversas maneiras, uma delas, com direito a fortes emoções no show desta quarta-feira (31), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa. Ingressos à venda por 40 reais, antecipadamente, e 50 reais na hora do show. Estudantes pagam meia entrada.

O Tributo vai reunir mais de 20 artistas, entre cantores e instrumentistas, que fizeram parte da trajetória musical do cantor, além de jovens artistas que tem Walter Bandeira como uma inspiração musical. As cantoras convidadas são Andrea Pinheiro, Lucinha Bastos, Nana Reis e Natalia Matos. 

O time de artistas tem ainda os cantores Adilson Alcântara, Marcoh Monteiro, Eloy Iglesias, Hélio Rubens, Pedrinho Cavalero, Olivar Barreto, Maca Maneschy e a participação especial do pianista Paulo José Campos de Melo nas músicas ‘Jura Secreta’ (Abel Silva e Suely Costa) e ‘Fulgor’ (Pedrinho Cavalero e Jorge Andrade).  

A direção musical do espetáculo é do contrabaixista Adelbert Carneiro, que acompanhou todo esse movimento musical do qual Walter Bandeira fez parte embora na época fosse um jovem músico iniciante. Mas, o músico conta que teve contato com esses grandes artistas que marcaram a cena musical paraense nos anos 80 e 90. ‘A proposta é relembrar um tempo áureo de Belém e do Grupo Gema e do Walter Bandeira, uma época de grande qualidade musical’, lembra.

O repertório escolhido para o show foi baseado em uma pesquisa feita pelo professor Advaldo Castro, quando foi bolsista do IAP, e conta a trajetória do Gema, grupo de música instrumental que acompanhou Walter Bandeira. A pesquisa vai virar um livro que será publicado pela Imprensa Oficial do Estado (IOE) com lançamento previsto para novembro deste ano.

De acordo com Adelbert Carneiro, foram escolhidas músicas que ele cantou muito e que ficaram marcadas na voz dele. “ ‘Geni’ e ‘New York, New York’ estão no repertório porque são a cara dele, ficaram muito marcadas na voz do Walter”.

Da nova geração de interpretes, o show terá a participação da cantora  Nanna Reis, que escolheu para cantar  a música ‘13 andar’ uma das últimas obras gravadas por Walter, e que é de autoria dele. 

A Banda que acompanhará os interpretes no palco do teatro Margarida Schivasappa é formada pelos músicos do Gema, formado por Joao bererê (bateria), Dadadá (percussão), Adelbert Carneiro (baixo), Jacinto kawage, Nego Nelson (violão) e Bob Freitas (guitarra). Haverá ainda participações especiais de instrumentistas que em algum momento integraram o Grupo Gema como Sagica (bateria), Calibre (baixo) e Pardal (harmônica e violino).

Para o Diretor Musical, será um momento para festejar a música paraense de boa qualidade. ‘Tocar com esses músicos é um grande prazer para mim. É uma satisfação enorme dividir o palco com músicos de tão alto nível técnico. É um som que permanece vivo até hoje e que faz parte da história da música paraense’, comenta o diretor musical do espetáculo. 

O percussionista Paulinho Assunção, responsável pela Produção Musical do show, garante que o público vai se emocionar e que estão reservadas algumas surpresas. ‘Vai ser um momento de relembrar o grande artista, a grande personalidade, uma pessoa que era muito querida por todos. Vai ser uma festa em homenagem ao artista e a pessoa ímpar que ele foi, o que ele significou para todos nós’.

A comemoração será com muita música, como ele gostava, mas não na intimidade. ‘Ele era alheio a fazer festa nesse dia e gostava de ficar em casa. Dizia logo que não estava para ninguém. Costumava comemorar o aniversário em casa com a família’, lembra Simone Bandeira. 

WALTER 75 - O Show Tributo para celebrar Walter Bandeira faz parte do Projeto Walter 75 que prevê uma série de eventos comemorativos pela data de nascimento do cantor. O Projeto tem apoio cultural da Universidade Federal do Pará por meio do Museu da UFPA, Oficina de Criação (FACOM/UFPA); Governo do Pará por meio da Fundação Carlos Gomes (FCG), TV, Rádio e Portal Cultura, Imprensa Oficial do Estado (IOE), Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) e RR Pneus.

Um artista versátil e talentoso, a voz do Pará

Ele se despediu deste plano em junho de 2009, bem no início do mês em que se vê o céu forrado de veludo azul-marinho mais lindo do ano, igualzinho ao que se diz na música Boi Bumbá, de Waldemar Henrique, tantas vezes cantada por Walter. Foram complicações por um câncer no esôfago, importante dizer, por causa do cigarro. Tinha 67 anos de idade.

Cantor, locutor, pintor, ator, professor, bacharel em Filosofia e poliglota fluente em francês, Walter surgiu no cenário cultural paraense no final dos anos 1960, numa boate chamada Tic Tac e acompanhou o início da carreira de cantoras como Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro.

Uma década depois ele arrebatava o público com suas performances no palco, além, claro, daquela voz única que tinha. Em parceria com o pianista Leslie "Sam" Oliveira, formou a banda musical Quinteto Sam & Walter Bandeira, com a participação do guitarrista Bob Freitas, do baixista José Maneschy e do baterista João Moleque. O grupo animava as noites nos clubes e salões de festas em Belém.

Walter também foi crooner dos pianistas Guilherme Coutinho e Álvaro Ribeiro. Nos anos 1980, o sucesso era uma realidade, desta vez, com o grupo Gema, ao lado de Bob Freitas com Nêgo Nelson, Kzan Gama e Dadadá. Foram intermináveis as noites no bar Maracaibo, Clube do Círculo Militar, Iate Clube e La Cage. Mais uma década adiante, nos anos 1990, uma legião de fãs passa a segui-lo onde quer que ele fosse cantar. 

O cantor também foi dos grandes teatros. No Theatro da Paz  participou de shows ao lado de nomes como Pery Ribeiro e Johnny Alf. No Teatro Waldemar Henrique, onde seu corpo foi velado em 2009, Walter nos presenteou com shows memoráveis, como o "Assim".

Walter Bandeira ficou conhecido como a grande voz do Pará. Graças a sua versatilidade e talento tornou-se um dos mais requisitados e prestigiados locutores paraenses, ganhando destaque no mercado publicitário e audiovisual.

Como ator, participou espetáculos e filmes. Estão nestas listas um dos episódios que integram o longa Lendas Amazônicas (1998), e o curta “Marília” (2002). Nos últimos anos  era professor de voz e dicção da Escola de Arte e Dança da Universidade Federal do Pará.

Em 2009 Walter Bandeira teve seu primeiro registro em CD concluído. A obra intitulada "Guardados & Perdidos" foi a síntese de uma desejo cultivado com o amigo e pianista Paulo José Campos de Melo, e traz composições de Chico Buarque, João Bosco, Jaques Brél e do próprio Walter com a música que deu nome ao CD. Walter recebeu o CD de sua produção com muita euforia, porém não teve tempo de fazer seu show de lançamento.

Serviço
O show tributo a Walter Bandeira será realizado no Teatro Margarida Schivasappa (Centur), às 20h. Os ingressos estão sendo vendidos antecipados R$ 40,00 (Na Figueredo) e R$ 50,00, na bilheteria do teatro, hora do show. Estudantes pagam meia entrada.

Feira da Beira traz arte às margens do Rio Guamá

O pano de fundo é a Baía do Guajará envolvida pelas energias da Lua Nova. Já tradicional na história do Curro Velho, a Feira da Beira, nesta sexta-feira, 2, inicia às 17h, trazendo uma programação diversificada, com resultados de oficinas e produções independentes. Entrada Franca.

A programação traz uma atmosfera de "convívio, troca de ideias, valores, expressão e representação estética do acontecimento em arte”, como diz Walter Figueiredo, diretor de Interação Cultural da Fundação Cultural do Pará (FCP), que promove o evento. 

No final da tarde, o público já chega pra conferir a Mostra das Oficinas de violão, teclado e canto popular. Na sequência, veremos um pouco das vivências de Carimbó dentro do espaço Curro Velho. E em todo o prédio será possível conferir a Exposição de Artes Visuais, com o resultado das Oficinas Curro Velho, além da tão esperada feirinha de produtos artístico-culturais.

Nas artes cênicas, a programação apresenta “Os 7 desafios de João”, espetáculo de iniciação artística encenado pelos participantes das oficinas de teatro. 

Na mesma linguagem, o Projeto Camapu exibe a peça “Borbô, o Espetáculo da Transformação”, teatro de marionetes que aborda o tema da mutação natural, da transformação da lagarta em borboleta.

Na música, o show do projeto Pará-Caribe e Quarteto K-Ximbinho, vai expor o resultado dos laboratórios de criação musical. O projeto consiste na troca de experiência com os ritmos paraenses e caribenhos, onde se tem o foco na criação, criatividade e em um fazer musical intenso. O trabalho foca num repertório autoral e oferece aprendizado em contrabaixo, banjo, instrumentos de sopro, percussão e canto, destinado a músicos profissionais e estudantes de música.

Um dos momentos mais esperados do evento é o Desfile de Figurinos - Design e Estampa com Técnica de Gravura em Tecido “Estética da Sedução”, que vai apresentar os trabalhos desenvolvidos durante as oficinas de gravura em tecido, ministradas pela artista e professora Carla Beltrão.

Nego Jó faz show de pré-lançamento de CD 

Um momento especial onde o público vai conhecer um pouco do balanço e do swing de Nego Jó e banda que farão um show de pré-lançamento do CD “E Aí Negão?”, um trabalho autoral e de “letras simples em melodias dançantes”, como detalha o próprio artista.  

“É um trabalho pop, com muito reggae, rock, ska e black music. É para quem gosta de dançar”, diz Nego Jó. A banda é forma por Thiago Belém (bateria); Augusto “Babu” Castro (baixo) e Nego Jó (teclado e trombone).

Sobre o projeto Feira da Beira, Nego Jó, que já foi instrutor de teclado nas oficinas Curro Velho, diz que o momento é uma oportunidade para a comunidade do entorno, menos favorecida pelas programações culturais da cidade, conhecer um pouco do que é a produção cultural do Curro Velho. “É um momento de miscigenação cultural e integração das artes que fazem esse circuito”, diz.

Música caribenha, carimbó, guitarrada, merengue, lambada e um pouco de MPB. É o projeto Pedrinho Callado e Coletivo Carimbada, que encerra a noite, reunindo diversos artistas de expressão regional. “São ritmos que traduzem a cultura paraense, numa verdadeira 'policromia musical'. E tem tudo a ver com a Feira da Beira, um projeto que congrega várias possibilidades, de expressão da identidade, linguagem artística e economia da cultura. A Feira agrega e expande. O público que vai pelo artesanato, conhece a música e vice-versa”, destaca  Pedrinho Callado.

Programação

17h – Mostra das Oficinas de Violão, Canto Popular e Teclado
18h – Resultado de Vivências de Carimbó
18h30 – Os 7 Desafios de João – EspetáculoTeatral de Iniciação Artística
18h30 – Estética da Sedução - Desfile de Figurinos. Design e Estampa com Técnica de Gravura em Tecido
19h – Show Pará-Caribe e o Quarteto K-Ximbinho. Resultado dos laboratórios de criação musical
20h - Borbô, o Espetáculo da Transformação – Teatro de Marionetes – Projeto Camapu
21h30 – Pré-Lançamento do CD Nego Jó e Banda E Aí Negão?
22h30 - Show de Pedrinho Callado e Coletivo Carimbada

Zeit lança o 1º single com show no Bar Old School

Numa mistura de ritmos que passeiam pelo reggae, ska e ritmos brasileiros misturados com rock é que a banda paraense Zeit lança seu primeiro single “Vai Na Fé” nesta quarta-feira (31) com música disponível no Youtube e também em um show no Old School Rock Bar na Quarta Autoral. 

O single gravado no Chaar Studio é só a primeira gravação da banda, que já planeja gravar o primeiro EP, recheado com esse caldeirão de influências, letras alegres e positivas.

"A música Vai na Fé traduz muito bem em sua melodia e letra, o que é a Zeit em sua forma mais transparente e sincera. Ela vai além de uma música dançante, contagiante e de positividade. Ela pra mim é um marco em nossa carreira, pois como sendo o nosso primeiro single, carrega um carinho a mais e uma responsabilidade a mais de chegar e tocar os corações de quem escutar esta música. Se conseguirmos fazê-lo, feito. Estaremos cumprindo nossa missão", afima a baterista da banda Melly Rosas.

Ao lado dela a guitarrista Amanda Coelho compõe o time com Milton Fernades, vocalista e guitarrista e Danilo Vasquez, baixo e backing vocal.  “Vai Na Fé mostra nossa essência pessoal, essa coisa feliz que a gente vive todos os dias com a música e as vertentes que temos. Em cada pedaço dessa música tem uma coisa que acreditamos e algo que a gente gosta, influências diretas dos sons que nos inspiram e isso deve mostrar o porquê de estarmos aqui”, explica  Amanda Coelho, guitarrista da banda.

Fotos: Ludegards Pedro
Inspirada principalmente por bandas do cenário Hardcore do Rio de Janeiro como Forfun, Scracho e Dibob, o trabalho autoral da Zeit demonstra grande sinceridade em palavras, timbres e sons.
“A gente gosta de todos os ritmos e passeia da Bossa Nova ao New Metal e essa abertura musical de todos os integrantes nos ajuda a agregar valor ao nosso som e fazer coisas bem diferentes e verdadeiras. Essa é nossa bandeira a gente gosta de misturar”, explica Milton Fernandes, vocalista e guitarrista da Zeit.

A Zeit tem pouco mais de um ano de existência e lança apenas agora seu primeiro single mas já conquistou um bom espaço na música local e abriu grandes shows como o Forfun e Nx Zero em Belém e o grande evento do Riocore Allstars em Fortaleza-Ce. Além de Milton e Amanda a banda conta com Melly Rossas (bateria) e Danilo Vasques (contrabaixo).

“Zeit, pronúncia "Tzáit" do alemão que significa tempo, é um pouco da do que resume nossa história. Iniciamos dentro de um processo de quatro pessoas que tinham o mesmo sonho de viver da música e até quase desistiram porque demorou muito até chegar a esse encontro ideal e criativo. O tempo tem uma relação muito forte com os quatro então, esse nome tem muito significado”, completa Milton.

Ouça "Vai Na Fé": www.youtube.com/bandazeit

Serviço
Show no Old School Rock Bar. Quarta, 31, 21h. Na Rua Antônio Barreto esquina com Almirante Wandenkolk. Ingressos R$ 10,00.

29.8.16

Luiz Braga abre mostra inédita no Museu do Estado

Com mais de 100 imagens inéditas, o fotógrafo Luiz Braga apresenta a partir do próximo dia 10 de setembro a exposição “Retumbante Natureza Humanizada”, com curadoria de Diógenes Moura, no Museu do Estado do Pará (MEP), em Belém.  A abertura ocorrerá às 10h, com entrada gratuita, e terá visita guiada com artista e curador. 

São fotografias selecionadas de seu arquivo, realizadas entre 1976 e 2014, e que mostram a unidade e a essência da sua produção, a partir de retratos do homem da Amazônia. Não se trata de uma retrospectiva da carreira de Braga, mas da seleção de obras que apresentam no espectro do tempo o percurso do olhar do artista, sejam elas em preto e branco, como a maioria do início de sua trajetória; sejam as coloridas, com as quais se tornou conhecido, ou mesmo as feitas pela técnica nigthvision, com imagens sobretudo esverdeadas. 

“O mais interessante dessa exposição é que as pessoas vão poder verificar um jogo em que as fotografias parecem ter sido realizadas no mesmo dia, mas por vezes têm diferença de 30 anos. Isso revela uma característica da minha obra, que se expande e retorna. São ciclos dentro do mesmo território criativo e afetivo e é o homem amazônico que se destaca, seja pela forma como modifica o lugar ou como protagoniza a imagem”, analisa Luiz Braga.

A exposição já foi montada em 2014, no Sesc Pinheiros, e recebeu o prêmio de melhor exposição de fotografia daquele ano pela APCA - Associação Paulista dos Críticos de Arte. Para esta mostra, o curador destaca que a montagem vai dialogar com o próprio espaço expositivo, de forma simples e sofisticada. 

“Pequenas aglomerações de retratos e cenas da vida cotidiana, onde estarão o corpo e a alma do povo paraense, a luz flutuante que está em todas as imagens”, ressalta Diógenes Moura, informando ainda que um espaço apresentará a obra do artista com documentos, livros, catálogos, cartas, fotografias de época, contatos.

Em outra sala especial, ocorrerá a exibição de filmes e livros que inspiraram o fotógrafo em sua trajetória, numa maneira didática de apresentar o artista para um público mais jovem - no ano em que ele completa 40 de carreira e 60 de vida. O nome da mostra é uma referência a um texto do professor e poeta João de Jesus Paes Loureiro e que reflete a sua trajetória por meio das imagens realizadas ao longo de sua carreira.

A recente imersão na Ilha de Marajó, após o fotógrafo não sentir-se mais seguro na capital paraense para fotografar como um flâneur, também terá destaque. As andanças pela Estrada Nova, atual Bernardo Sayão, onde costumava fotografar frequentemente, por exemplo, foram substituídas pelas cidades do arquipelágo – o qual Luiz Braga considera um novo território de afeto. E é afeto também que sua obra fala, quando relembra da sua relação com as pessoas as quais fotografou e sobre os processos de produção fotográfica.  

“Sempre fui uma pessoa muito de andar pela cidade e observar, o meu trabalho é fruto dessa observação e tem tanto a cidade e o centro histórico, quanto a paisagem ribeirinha. Eu tenho chamego pela cidade cabocla, enxergo neste cenário muita sabedoria, que não depende de cânones europeus e vem da vivência do caboclo. Cedo aprendi a valorizar isso, o caboclo, a caboquice, que não é juízo de valor, mas o que nos diferencia do resto do mundo globalizado. Enxerguei isso muito tempo atrás, nos anos 1980”, revela.

A mostra é uma realização do Governo do Estado do Pará e da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e se estenderá até 17 de novembro com palestras, jantar, um passeio pela Cidade Velha, leitura de portfolio, exibição de filmes e lançamento de catálogo.

Sobre o artista - Luiz Braga nasceu em 1956, em Belém (Pará), onde vive e trabalha. O seu primeiro contato com a fotografia foi aos 11 anos. Em 1975, montou seu primeiro estúdio para trabalhar com retratos, ao mesmo tempo em que ingressava na Faculdade de Arquitetura da UFPA, onde se graduou em 1983, embora nunca tenha trabalhado como arquiteto. 

Até 1981, fotografava principalmente em preto e branco. Suas primeiras exposições, em 1979 e 1980, eram compostas de cenas de dança, nus, arquitetura e retratos. Após essa fase, descobriu as cores vibrantes da visualidade popular amazônica e, convidado pela Funarte, viajou pela região aprofundando o ensaio que seria exibido sob o título “No Olho da Rua” (Centro Cultural São Paulo, 1984), considerado o primeiro passo de seu amadurecimento autoral.

Em “A Margem do Olhar” (1985 a 1987) retorna ao preto e branco dos primeiros tempos, retratando com dignidade o caboclo amazônico em seu ambiente. Exibido nacionalmente em 1988, esse ensaio rendeu-lhe o Prêmio Marc Ferrez conferido pelo Instituto Nacional da Fotografia. 

O encantamento pela cor da sua região e as possibilidades pictóricas extraídas do confronto entre a luz natural e as múltiplas fontes de luz dos barcos, parques e bares populares resultam no ensaio “Anos Luz”, premiado em 1991 com o “Leopold Godowsky Color Photography Awards” da Boston University e exibido no Museu de Arte de São Paulo (Masp) em 1992. Uma de suas características é o enfoque, que passa ao largo das visões estereotipadas e superficiais sobre a Amazônia. A outra é o domínio da cor, com a qual passou a ser referência na fotografia brasileira contemporânea.

Realizou mais de 200 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas fotografias compõem coleções públicas e privadas importantes, como a do Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, do Centro Português de Fotografia, do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre outras. Em 2005, comemorou 30 anos de carreira abordando os diversos segmentos de sua obra na mostra Retratos Amazônicos, no MAM/SP, e na exposição Arraial da Luz, a maior de sua carreira, montada ao ar livre num parque de diversões em sua cidade natal, a qual recebeu mais de 35 mil visitantes. Em 2009, foi um dos representantes do Brasil na 53ª Bienal de Veneza.

Sobre o curador - Diógenes Moura nasceu na Rua do Lima, em Recife, Pernambuco. Passou a infância entre os quintais, os pés de abiu e a linha do trem no arrabalde de Tejipió. Depois viveu 17 anos em Salvador, na Bahia, no bairro negro da Liberdade, quando a cidade ainda não havia perdido a memória. Vive em São Paulo desde 1989. 

É escritor, curador de fotografia e editor independente. Entre 1998 e maio de 2013 foi Curador de Fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo onde realizou exposições e reflexões sobre o pensamento fotográfico e possibilitou o reconhecimento do acervo do museu – hoje com cerca de 700 imagens de fotógrafos brasileiros – como um dos mais importantes da América Latina. 

Premiado no Brasil e no exterior, só entende fotografia vendo-a como literatura. Em 2009 foi eleito o Melhor Curador de Fotografia do Brasil pelo Sixpix/Fotosite. No ano seguinte recebeu o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) de melhor livro de contos/crônicas com Ficção Interrompida – Uma Caixa de Curtas (Ateliê Editorial). Com o mesmo título foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura 2011. Acaba de finalizar seu novo livro, Fulana Despedaçou o Verso (Ed.TerraVirgem). Mesmo sem ter nenhuma expectativa em relação ao futuro da humanidade, atualmente trabalha na sua primeira novela, A Placa Mãe.

Programação

Setembro
10/09 - Abertura, 10h, com visita guiada de Luiz e Diógenes
14/09 - Programa Roda da Memória, 19h30, no MEP
16/09 - Jantar Harmonizado no Remanso do Bosque, com Thiago Castanho
18/09 - Visita guiada pela Cidade Velha, com Michel Pinho

Outubro
Museu do Estado do Pará
13/10 - Fala Ernani Chaves, 19h30, sobre Retrato.
20/10 - Leitura Poética de João de Jeus Paes Loureiro e música de Salomão Habib, às 10h30, na Capela do MEP. (35 pessoas)
23/10 - Leitura de Portfólio, com Luiz Braga e Paula Sampaio – Programação do Circular Campina - Cidade Velha
27/10 - Palestra de Alexandre Sequeira, 19h30, no MEP

Novembro
11/11- Lançamento do catálogo e fala do Luiz e Rosely Nakagawa, no MEP.
16/11- Palestra de Tereza Siza e lançamento do livro, no MEP.

Serviço
Exposição “Retumbante Natureza Humanizada”, de Luiz Braga. Abertura: 10 de setembro de 2016, com entrada gratuita. Horário: 10h.  Local: Museu do Estado do Pará (MEP) - Praça D. Pedro II, s/n. - Cidade Velha. Entrada gratuita. Visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 16h, sábados e domingos, das 9h às 13h. Ingresso: R$ 4, com entrada gratuita às terças-feiras. Informações: 4009-9831.

Fotoativa abre a exposição "Alfabeto de Ficções"

Cynthia Cárdenas
A abertura conta com um compartilhamento de diálogos e experimentações internas de artistas participantes do Laboratório de Projetos – grupo de estudos, pesquisas e práticas artísticas da Fotoativa. Nesta quinta-feira, 1o de agosto, às 19h, na sede da Fotoativa.

O desafio de construir em meio às letras. A exposição traz histórias diversas que tomam como ponto de partida uma letra do alfabeto e reverberam de um ponto a outro da casa, que se tocam, se distanciam, se contaminam, se nutrem.

Mundos paralelos convergentes por entre ficções tecem narrativas. “O uso da palavra na arte contemporânea hoje entra nos processos e se formaliza na obra de arte, em diversas linguagens”, afirma Camila Fialho, gestora do projeto "A Palavra é o Limite, contemplado pelo Prêmio Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística, 2016, através do Programa de Incentivo à Arte e à Cultura – SEIVA, Fundação Cultural do Estado do Pará.

Camila explica que os integrantes do laboratório receberam letras sorteadas aleatoriamente, e que permearam de alguma forma as obras que estarão em visitação ao público. “Nesse percurso criamos um livro coletivo, em que cada um passou a intervir, de forma compartilhada esse espaço em branco”, diz a pesquisadora em artes.

Evna Moura
Assim, Alfabeto de ficções nasce do encontro desse grupo flutuante de pessoas e linguagens e toma forma em um momento de retorno de atividades no Casarão da Fotoativa, propondo pensá-lo enquanto um grande livro aberto onde cada um se lança na escrita de uma página a partir de seu próprio trabalho. 

“Foi desafiador formar o processo a partir de uma letra. Percebi que tenho um processo mais visual, solitário, em que visualizo a palavra em si”, afirma a artista visual Débora Flor, que participará da exposição com a letra H com trabalhos em cianotipia.

E as letras se deslancham em palavras, e envolvem o público, como na obra do poeta e artista visual Marcílio Costa. Em carimbos de diversas formas, o visitante poderá compor seu próprio livro com traços do artista, em que o público é convidado a levar seu próprio suporte para construir o seu exemplar com carimbos de poemas e imagens. A troca será uma das performances que tomarão conta do casarão durante a abertura da exposição. 

Antonia Muniz
Além da ação performática para de Marcílio Costa, haverá performances de Marise Maués, de Anne Dias em colaboração com Anibal Pacha, e performance com caixa de lambe-lambe com Roberta Brandão e Jeff Moraes. 

Além deles, também participam da coletiva Adriele Silva da Silva, Antônia Muniz, Cinthya Marques, Cynthia Cárdenas, Débora Flor, Evna Moura, Irene Almeida, José Viana, Lorena Costa, Malu Teodoro, Marcílio Costa, Martín Pérez, Mayara La-Rocque, Marcílio Costa, Paula Giordano, Rodrigo José e Véronique Isabelle, com curadoria de Camila Fialho.

Serviço
Abertura da exposição ‘Alfabeto de Ficções’, com artistas em processo no ‘Laboratório de projetos Fotoativa’. Nesta quinta-feira, 1o setembro, às 19h, no Casarão sede da Fotoativa - Praça das Mercês, 19 – Centro Histórico de Belém. Entrada franca. Mais informações em www.fotoativa.org.br.

26.8.16

Curupira reabre o semestre no Casarão do Boneco

Após uma pequena pausa, a turma do Casarão do Boneco está de volta com atividades culturais que serão desenvolvidas neste segundo semestre. Neste sábado, 27, a partir das 18h, tem Amostra Aí. Na programação, além de contação de história tem a apresentação de “Curupira” que há 17 anos em cartaz, é um dos espetáculos mais festejados da In Bust Teatro com Bonecos.

Trazendo o linguajar caboclo, com palavras como “mundeado”, “sumano”, entre outros, a história de "Curupira" mostra as traquinagens do moleque de pés virados para defender a floresta de um caçador meio sem noção, que além de pescar e caçar indiscriminadamente, também joga lixo por onde passa.

Além de engraçado, o espetáculo traz elementos da cultura paraense que ligam o público à cultura da região. Os personagens utilizam paródias das toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos da cultura paraense e os bonecos são manipulados com vara, acompanhados por máscaras, mamulengos e outros mais. 

O Amostra Aí também traz duas contações de histórias, “Gelin: a coruja e o lobo” e “Quem matou Honorato, o rato?”, com Vandiléia Foro e “Quirck para Crianças e Pessoas com Coração de Criança” com Pedro Olaia e Lucas Alberto.

As atividades do Casarão são realizadas pelos integrantes de grupos que compartilham o espaço. Além da In Bust Teatro com Bonecos, também participam das programações os Produtores Criativos, Causo Companhia, Sorteio de Contos, Projeto Vertigem, Cia de Teatro Madalenas, Vida de Circo, além do Dirigível e o Agapão já citados, e dos parceiros Bando de Atores Independentes, Desabusados Companhia, Coletivo Mergulho, Coletivo Mia Sombra. 

Realizando de forma independente as programações são financiadas pelos próprios grupos e pelo público frequente no Casarão, que conta ainda com apoios da Distribuidora Estrela do Norte, do Refrigerantes Refry, da Panificadora 16 de Novembro e do Blog Holofote Virtual.

Serviço
Amostra Aí – neste sábado, 26 de agosto. 18h: “Gelin: a coruja e o lobo” & “Quem matou Honorato, o rato?” com Vandiléia Foro. 19h: “Quirck para Crianças e Pessoas com Coração de Criança” com Pedro Olaia e Lucas Alberto. 19h: “Curupira” com In Bust Teatro com Bonecos. O Casarão do Boneco fica na Av. 16 de Novembro, 815, próximo à Praça Amazonas.

24.8.16

Grupo de dança do Recife traz Breguetu ao Pará

Dirigida pela bailarina e coreógrafa Mônica Lira, a companhia Grupo Experimental realizará cinco apresentações do espetáculo Breguetu, de 29 de agosto ao dia 2 de setembro, passando por Benevides, Ananindeua, Abaetetuba e Belém, dinamizando a atuação da dança contemporânea e alargando sua visibilidade. 

A dança contemporânea do Grupo Experimental do Recife chega ao Pará pela primeira vez com dose caprichada da musicalidade brega pernambucana, com influência paraense. Breguetu nasceu em 2015, de um grande berço de manifestações e movimentos culturais, o Recife, capital de Pernambuco, Nordeste brasileiro. 

De fontes raras de artistas multiculturais surgiu, em 2014, a pesquisa A dança no corpo desse lugar. Através desta, o Grupo observou e estudou – na teoria e na prática – as formas de se portar e andar do corpo no Recife, bem como suas transformações no tempo, a maneira como dança o corpo desse lugar e suas referências, diferenciando a híbrida dança que se faz na cidade e propondo a análise desse/nesse corpo experimental, construtor de suas próprias obras.

Esta foi uma forma de continuar a pesquisa de maneira mais aprofundada e consistente de toda a trajetória do Experimental, levando em consideração todos os trabalhos da companhia. 

O processo ainda possibilitou a valorização dos diversos estilos de dança e manifestações culturais da cidade, através de encontros e trocas de experiências entre a companhia, artistas independentes e grupos locais, enriquecendo conhecimentos mutuamente e somando às distintas formas do fazer artístico.

O espetáculo expõe o universo do brega pelo viés das críticas sociais de forma leve e descontraída. Breguetu surgiu a partir da pesquisa do Grupo: A dança no corpo desse lugar, onde a equipe estudou, de forma teórica e prática, manifestações e movimentos culturais da capital pernambucana. 

Com uma crescente significante de seguidores e de maneira a modificar jeito de ser e se portar de boa parte da sociedade, o brega tomou conta de grandes guetos, instigando assim, em meio aos estudos, o Experimental a falar de todo o contexto que o permeia. Com circulação financiada pelo Funcultura e pelo Prêmio Klauss Vianna, o grupo iniciou turnê pelo Estado de Goiás, desembarca no Pará e em seguida viaja para o Amazonas e Bahia.

Ficha técnica

Concepção e direção: Mônica Lira
Intérpretes-criadores: Lilli Rocha, Jorge Kildery, Rafaella Trindade, Gardênia Coleto, Márcio Filho e Rebeca Gondim
Ator convidado: Henrique Celibi
Produção: Emeline Soledade
Projeto de iluminação: Beto Trindade
Trilha sonora: Marcelo Ferreira e João Paulo Oliveira
Sonoplastia: Adelmo do Vale
Figurino: Carol Moneiro
Concepção de cabelo e maquiagem: Jennyfer Caldas
Design: Carlos Moura
Cenotécnico: Eduardo Autran
Textos e assessoria de comunicação: Paula Caal
Assessoria de imprensa em Belém: Danielle Franco
Produção no Pará: Cia de Teatro Madalenas
Apoio Cultural: Casa de Antônia, Esmac, Encontro Contemporâneo de Dança, Festival Metropolitano de Dança de Benevides, Secretaria de Educação e Assistência Social de Abaetetuba e Rede Cultura de Comunicação.

Serviço
  • 28/8  - Benevides/Pa
Encerramento do Festival Metropolitano de Dança
Local: Antigo Terminal/Estação de Trêm em Benevides
Horário: 17h. Entrada franca
  • 30/8 Ananindeua/Pa
Cidade das Artes Cultura do Saber - Esmac
Local: Faculdade Esmac - Conjunto Cidade Nova, Estrada da Providência, nº 10, Cidade Nova VIII 
Hora: 19h. Entrada franca.
  • 31/8 - Abaetetuba/Pa
Local: Centro de Artes e Esportes Unificados. Bairro São Sebastião
Hora: 19h. Entrada franca
  • 1 e 2 de Setembro - Belém/PA
Local: IV Festival Contemporâneo de Dança
End: Teatro Claudio Barradas - Anexo à Escola de Teatro e Dança da UFPa - Rua Jerônimo Pimental - Umarizal. Hora: 21h. Ingressos: R$20,00 com meia entrada para estudantes (para cada dia do evento).

Filme de Anna Muylaert em cartaz Líbero Luxardo

Vencedor do prêmio Teddy Awards no Festival Internacional de Cinema de Berlim, o longa da aclamada diretora Anna Muylaert, “Mãe Só Há Uma”, estreia nesta quarta-feira, dia 24, às 20h, no Cine Líbero Luxardo, o cinema da Fundação Cultural do Pará. O longa ficará em cartaz no Cine Líbero até o dia 4 de setembro.

O novo filme da diretora foi exibido no mais recente Festival de Berlim, em fevereiro, e venceu o prêmio de melhor filme pelo júri de leitores da revista alemã “Männer”.

Livre adaptação de um caso real, “Mãe Só Há Uma” mostra o caso do menino Pedrinho, garoto que foi roubado da maternidade quando bebê em 1986, e criado por outra família até sua adolescência. 

A trama mostra o garoto Pierre, que em meio a toda a questão de sua sexualidade – o protagonista tem um perfil andrógino e gosta tanto de meninos quanto de meninas – tem sua mãe não biológica presa por tê-lo sequestrado, e vai viver com sua verdadeira família.

Serviço
“Mãe Só Há Uma”, de Anna Muylaert nas sessões regulares do Cine Líbero Luxardo. De 24/08 a 28/08 com sessões às 20h, e de 31/08 a 04/09, com sessões às 18h. Ingressos a R$ 10, com meia-entrada (R$5), para estudantes. Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré.

Iacitatá: debater a cultura alimentar como direito

A I Jornada ID - Iacitatá Dialoga será realizada de hoje (24) a sexta-feira (26), com participação de vários profissionais e pesquisadores ligados à área,  no novo endereço do Iacitatá -  Instituto Amazônia Viva, localizado na Rua Siqueira Mendes, no Complexo Feliz Lusitania.

A ideia é que, por meio de atividades culturais, socioambientais e educativas, seja cada vez mais fortalecida a nossa história de produção de conhecimento de mais de 15 mil anos. Surge assim um projeto da Amazônia, feito na Amazônia, com saberes amazônicos em diálogos e produção intelectual inovadores, para a Amazônia e da floresta para o mundo. O Iacitatá Dialoga traz estes e vários para as rodas que envovlerão temas da Cultura Alimentar: Patrimônio Cultural, Diversidade Biológica e Agroecologia.

Hoje (24), o assunto da mesa é Soberania Alimentar na Amazônia: Cultura, direto à Terra e Diversidade Biológica, que terá participação da Procuradora do Ministério Público do Pará, Eliane Moreira, reconhecida a nível internacional por sua atuação na área ambiental e no Grupo de Direitos de Povos e Comunidades Tradicionais, na UFPA.

Também participam a pensadora e ativista Tainá Marajoara,  fundadora do Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá, membro da UPMS - Cultura, Universidade Popular dos Movimentos Sociais; e Conselheira Nacional de Cultura Alimentar; e Ulisses Manaças, liderança regional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

No dia  25, quinta-feira, o tema é Organização Comunitária, agroecologia e sociobiodiversidade, que traz como convidados, Carlos Ramos, Engenheiro Florestal – Estuário Serviços Ambientais - Organização Comunitária e Produtos da Sociobiodiversidade.

Também são convidados, Tarcísio Feitosa, representando o Fórum Paraense de Combate aos Agrotóxicos, falando sobre os Impactos dos Agrotóxicos no Pará e Violação de Direitos); e a Dra. Tatiana Sá, da Associação Brasileira de Agroecologoia e coordenadora do Núcleo Puxirum de Agroecologia, uma das iniciativas agroecológicas mais bem sucedidas do país. 

No último dia, sexta-feira, 26, é a vez do Carimbó entrar na Roda de Conversa, organizada em parceria com a Campanha Carimbó Patrimônio Cultural, dedicada ao Centenário Mestre Verequete. 

Haverá a exibição do filme Chama Verequete e um bate papo com o seu realizador Luiz Arnaldo, com Issac Loureiro, Coordenador da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural e com o Historiador e Escritor João Lúcio Mazzini. As rodas de conversa serão mediadas pelos sócioeducadores e gestores culturais Lorena Moreira e Abel Lins. 

Uma barricada de utopias em defesa da vida! É assim que o Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá se define e ruma na direção de propostas inovadoras e garantidoras de direitos a partir da cultura alimentar. Entre elas estão a promoção e proteção do conhecimento produzido na Amazônia, a conservação da diversidade biológica, o direito humano à alimentação adequada e a proteção do patrimônio cultural e genético, combatendo a biopirataria alimentar e apropriação cultural sobre os povos indígenas e comunidades tradicionais.

Serviço 
ID - Iacitatá Dialoga. Patrimônio Cultural: Cultura Alimentar, Agroecologia e Diversidade Biológica. Nos dias 24,25 e 26, das 19h as 21h. Iacitatá - Praça Frei Caetano Brandão, 284. Complexo Feliz Lusitânia. Cidade Velha. Belém-PA. Atividade Gratuita.

23.8.16

Cine Bodó em busca do audiovisual brasileiro


Estão abertas as inscrições para curtas-metragens de todo o Brasil, de até 25 minutos, realizados em qualquer ano, para as exibições do Cine Bodó - Mostra Itinerante de Audiovisual, que será realizada entre os dias 07 a 29 de outubro, na cidade de Manaus, Amazonas. 

O regulamento com todos os detalhes da mostra, mais a ficha de inscrição, estão disponíveis no site cinebodo.wordpress.com. O período de inscrição vai até 10 de setembro, tudo por meio da Internet. Os interessados devem acessar o site e preencher a ficha de inscrição. Não há restrição de gênero, ou formato, apenas devem conter o tempo máximo de 25  minutos. Os filmes devem ser enviados  via link do Youtube ou Vimeo, plataformas virtuais de vídeo.

A expectativa da organização é receber uma diversidade grande de filmes, principalmente do Norte e Nordeste do país. "Esperamos receber documentários, (filmes) experimentais, animações, ficcionais. curtas que revelem os aspectos sociais, culturais, étnicos daquele lugar. Queremos o Cine Bodó com a cara do Brasil", revela Dheik Praia, realizadora audiovisual e uma das organizadoras.

Em 2015, na 30º Feira do Livro do Sesc
Além das exibições, a mostra promoverá debates na programação paralela as exibições. "Vamos organizar debates que coloquem em reflexão as produção do País. Nessas conversas entendemos e reconhecemos outros caminhos da área", destaca Keila Serruya, artista que integra o Picolé da Massa.

Keila lembra que as exibições do Cine Bodó acontecem em comunidades e bairros mais afastados da região central de Manaus, onde ocorrem a maioria das programações culturais. "O que é mais sensacional no projeto Cine Bodó são as exibições, todas acontecem na periferia da cidade, não tem o tal glamour do cinema é uma fonte de formação de público", pontua.

Essa é a segunda edição da mostra, que busca mais apoiadores e patrocinadores para colaborarem na realização de 2016. No ano passado, a mostra ocupou os bairros Riacho Doce, Comunidade da Sharp, Novo Aleixo e bairro da Paz, além de uma programação paralela de exibições e rodas de conversas durante a 30º Feira do Livro do Sesc.