29.10.14

Jackye Carvalho expõe looks de moda sustentável

Ao todo são cinco looks conceituais e artísticos produzidos através do reaproveitamento de materiais que seriam normalmente descartados em casa. A exposição “ECO-LÓGICA MODA PARÁ - Ícones da moda paraense sob o olhar da arte e sustentabilidade”, de Jackye Carvalho, será aberta neste sábado, dia 1 de novembro, às 19h, no Pátio Shopping Belém.

As peças trazem a ressignificação de elementos típicos da região Amazônica, através de técnicas mistas e manuais, além de tingimentos naturais, resultando em peças únicas, concebidas com a utilização de pele de peixe, saca de papel reutilizadas de aveia, rolhas, rótulos, teclados de computador, toalha de mesa plástica, tururi.

Jackye Carvalho, hoje consultora de moda e estilo, inicia sua trajetória em 2006, quando ela participa da criação de um projeto inovador e de vanguarda da moda no Pará, o Caixa de Criadores, que estimulou um circuito fundamental para o crescimento do pensamento de Moda na Amazônia, fomentando um novo mercado na região e revelando novos profissionais na cena, como designers, estilistas, produtores, modelos, fotógrafos, entre outros.

Jackye Carvalho (Foto:Teresa Maciel)
“Hoje tenho me dedicado a pesquisa de conceitos entre arte, moda e sustentabilidade. E, paralelamente a isso, venho também ministrando oficinas de arte e moda em instituições públicas e privadas, entre a capital e o interior do estado do Pará, onde discuto essa relação da sustentabilidade na moda”, diz Jackye.

Foi nestas oficinas que ela iniciou sua pesquisa, em que experimenta também materiais como papel, plásticos, folhas, juta, pet, entre outros. As primeiras oficinas aconteceram, em 2010, na Fundação Curro Velho. 

Depois vieram convites para ministra-las em várias cidades do interior do estado do Pará, através de projetos como  Giro Cultural, Festival Viva Breves e mais recentemente, no SESC Boulevard que recebeu, pela primeira vez, uma oficina de moda.

Voltado à sustentabilidade, o trabalho de Jackye tem a moda como suporte de expressão artística. “Minhas primeiras fontes são a moda e a arte. E a ideia do sustentável só veio agregar valor e completar o meu trabalho. Já trabalhei em diversas áreas da moda,como o  estilismo, em eventos, produção, stylist, produção de moda para artistas e agora com estas oficinas”, conclui a consultora.

Serviço
Exposição ECO-LÓGICA MODA PARÁ - Ícones da moda paraense sob o olhar da arte e sustentabilidade, de Jackye Carvalho. De 1 de 10 de novembro de 2014, no Shopping Pátio Belém.  Abertura da exposição, 1º  de novembro, sábado, às 19h. Horário visitação das 10h às 22h. Patrocínio: Shopping Pátio Belém por meio da lei municipal Tó Teixeira.  Apoio: Monte Renove, blog holofote virtual, 11:11 arte, cultura e projetos e Dom Vino.

28.10.14

Mestre Vieira, o criador da guitarrada. Músico faz 80 anos com festa e novidades na carreira

Mestre Vieira faz 80!
Ícone de várias gerações de músicos paraenses, Mestre Vieira, história viva da nossa música, completa 80 anos, nesta quarta-feira, dia 29 de outubro. Em meio aos preparativos para a comemoração de seu aniversário, Mestre Vieira é um menino de 8, entusiasmado com a festa e as merecidas homenagens. 

Além de talentoso, ele é um querido, amado e respeitado por seu jeito simples de ser e por sua genialidade na guitarra. Por isso não deveria ser diferente. A data que marca os 80 anos de Mestre Vieira, será comemorada em grande estilo.

Começa pela manhã com o especial Mestre Vieira 80 anos. O programa será transmitido, ao vivo, direto do Estúdio Edgar Proença, de 10h às 10h50, pela Rádio Cultura do Pará. E encerrar com um grande show, em Barcarena, com participação de vários músicos e artistas, em um palco montado na orla da cidade.

A apresentação musical de Mestre Vieira na rádio terá participação dos músicos Pio Lobato (Guitarra), Breno Oliveira  (baixo), Vovô (bateria), Daniel Serrão (teclado e sax) e JP (Percussão). DVDs dos 50 Anos de Guitarrada serão sorteados.

Com Pio Lobato (DVD 50 Anos)
Há expectativa de participação do guitarrista Chimbinha, que ligou pro Mestre na semana passada dizendo que viria para as comemorações de seu aniversário! 

Em seguida ele retorna a Barcarena, onde participará de uma carreata pelas ruas da cidade, indo até a orla da cidade, onde estará montado o palco para o show.

Tanta festa assim não são para menos. Criador da guitarrada, estilo musical que é fonte de inspiração para músicos de várias gerações e considerado um patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará, foi tocando em festas em Barcarena, que ele ficou conhecido pela população do município, situado na região nordeste do Estado, e depois ganhou o mundo, sem nunca ter deixado a cidade. 

Show no Conexão Vivo, em Salvados (2011)
Novidades - Mestre Vieira está selecionado para participar do Porto Musical, um evento internacional de música que acontecerá em fevereiro do que vem, em Recife.  O próximo CD também já está a caminho. Intitulado “Guitarreiro do Mundo”, novo trabalho será lançado no primeiro semestre de 2015.

Enquanto isso, o músico segue divulgando o DVD comemorativo aos 50 anos de guitarrada, gravado ao vivo em duas noites de shows no Theatro da Paz, em 2012.  Vários artistas fizeram participações: Luis Pardal, Lia Sophia, Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Sebastião Tapajós, Fernando Catatau, Luiz Pardal, Paulo Moura e Trio Manari. 

E em novembro, ele cumpre agenda em Curitiba, pelo projeto Caixa Cultural, como convidado de Dona Onete, outra figura ímpar da nossa música. As apresentações são nos dias 14, 15 e 16. 

Capas de LPs (Documentário Coisa Maravilha)
Trajetória - Joaquim de Lima Vieira nasceu em outubro de 1934, em Barcarena. Filho dos agricultores Zacarias Pinto Vieira e de Sofia Rosa de Lima, ele cresceu maravilhado com a natureza, à beira do rio, onde deu os primeiros acordes, já aos cinco anos de idade.

Para tocar de verdade, porém, ele precisou da autorização do pai, um português que não tolerava samba ou qualquer tipo de batuque, mas que se encantava com o Fado, música de sua terra. Foi então que o menino Joaquim resolveu tocar bandolim e já aos 15 anos ganhou um concurso de choro na Rádio Clube do Pará, com uma composição autoral intitulada “Te Agasalho”, e nunca mais parou de tocar ou de se dedicar à música.

Hábito do Mestre (Documentário Coisa Maravilha)
A guitarrada tem sido referência. O ritmo, contagiante, dita tendências desde o final os 1970. Em 1978, Mestre Vieira foi reconhecido como criador da lambada.

Gravou o clássico e pioneiro disco de sua carreira: Lambada das Quebradas,  gravado em dois canais. São vendidas 80 mil cópias.

O sucesso seguiu com “Lambada das Quebradas volume 2″ – outro sucesso, com destaque para as músicas “Melô do Bode” e “Lambada do Rei”. Foram vendidas 230 mil cópias do disco. Sucesso total obtido com shows em turnê pelo nordeste, em cidades do Ceara e Recife.

Entre 1992 e 2000, depois de passar por algum tempo longe da mídia, Mestre Vieira volta à cena com “Os Mestres da Guitarrada”, ao lado de Mestre Curica e Aldo Sena, projeto da Funtelpa em parceria com o guitarrista Pio Lobato.

A fase de grande repercussão privilegiou, acertadamente, as composições instrumentais, reforçando o status de guitarreiro do artista e afirmando-lhe o título de criador da guitarrada que, àquela altura, já ecoava pelo país, enquanto uma nova geração de guitarristas também passava a beber nesta fonte.

Cena do Documentário "Coisa Maravilha"
História de baleia dá origem ao primeiro sucesso - 04 de agosto de 1974. Um fato inusitado acontecido nesta data na pequena cidade de Barcarena, situada no nordeste do Pará, marcaria para sempre a cultura do município e daria início a uma carreira ímpar na história da música brasileira.

Foi a história da morte de uma baleia que se perdeu de sua rota no mar e foi parar em águas doces, passando dias se debatendo nas águas do rio Murucupi, assustando pescadores e moradores ribeirinhos, que deu origem a letra e música que marcaria definitivamente a carreira de Mestre Vieira.

A “Lambada da Baleia” foi o grande sucesso do primeiro LP do grupo “Vieira Seu Conjunto”, feita ainda em 1974, logo depois dos dias que agitaram o município por causa da baleia perdida. Com seus ossos até hoje mantidos na secretaria de cultura de Barcarena, o mamífero aquático se tornou lenda, eternizada na letra que Mestre Vieira compôs retratando aquela situação. Sucesso absoluto em Barcarena, nas festas promovidas por Vieira e Seu Conjunto, a música foi gravada no primeiro LP de Vieira e Seu Conjunto, o “Lambada das Quebradas”, lançado em 1979. 

Com Gaby Amarantos (DVD 50 Anos)
Turnê pelo nordeste - O LP vendeu milhares de cópias e levou o grupo a gravar o segundo disco, em 1980, trazendo mais um grande sucesso, chamado “Melô do Bode”. 

Estourado no nordeste, com suas músicas tocadas em todas as rádios do Ceará, primeiramente, o grupo não tinha ideia de quanto eram admirados pelo público nordestino. Foi um espanto geral quando Vieira e seus músicos chegaram a Fortaleza, onde foram idolatrados por um grande público que lotava as casas onde aconteciam as apresentações. 

Foram quase duzentos shows realizados. No entanto, após as apresentações já em Recife, Joaquim Vieira resolveu voltar ao Pará, desistindo de seguir em frente com os shows. Passando por várias gravadoras, além da extinta Continental, o grupo produziu 14 LPs. 

Década oculta - Depois disso, Vieira passou oculto por uma década inteira sem tocar para um grande público. A lambada, porém estava em alta na mídia, provocando polêmica na imprensa sobre quem teria sido o verdadeiro criador do ritmo.

Gravação do Programa Visceral Brasil (TV Brasil)
Quase todas as reportagens veiculadas na época, e que fizeram parte da pesquisa para o documentário “Coisa Maravilha”,  consta o nome de Mestre Vieira como o criador do ritmo. Ainda assim, naquela época, ele ficou recolhido em Barcarena.

Durante dez anos, pouco se ouviu falar nele, pelo menos na capital, mas seus discos foram parar na Europa, levados inicialmente por um padre italiano que tomava conta da comunidade religiosa da cidade e que foi seu instrutor em técnica de eletrônica.

Graças a este aprendizado, aliás, é que ele construiu, a partir de uma rádio de pilha e bateria de carro, o amplificador que daria voz a sua guitarra, tocada inicialmente com cordas de violão. E Vieira acabou ganhando repercussão no Velho Mundo, mas o fato não melhorou sua vida financeira, o músico continuou buscando a sobrevivência com a música, mas esquecido no interior do estado.

Com Trio Manari, Tapajós e Paulo Moura (DVD 50 Anos)
Novos rumos - No início dos anos 2000, porém, o jogo vira e acena positivamente para Vieira, que passou a ser chamado e reconhecido como Mestre da Guitarrada. 

Hermano Vianna, que nos anos 90 conheceu seu trabalho através de um LP de Vieira encontrado num sebo em Manaus, veio a Belém para entrevistar Mestre Vieirapara o projeto de mapeamento das sonoridades da música brasileira, o Música do Brasil.

Junto a isso, surge o guitarrista Pio Lobato, na época estudante de música que preparava seu TCC sobre as guitarradas paraenses. O encontro entre os dois fez surgir o projeto Mestres da Guitarrada, que em parceria com a Funtelpa – Fundação de Telecomunicações do Pará -  fortalece o repertório instrumental de Mestre Vieira.

Até mais ou menos 2006, com a formação original que reunia, além de Vieira, o guitarrista Aldo Sena, o mais puro discípulo de Mestre Vieira, e Mestre Curica, que tocava banjo ao lado dos dois guitarristas, foram realizados inúmeros shows. Pode-se dizer que foi a partir daí que toda esta nova cena da música paraense ganhou contornos concretos e viáveis para estar como está hoje reconhecida.

Depois da primeira formação, o projeto Mestres da Guitarrada continuou, com Mestre Vieira, com Pio Lobato na guitarra base, o baterista Vovô, o percussionista Octávio Gorayeb e o baixista Breno Oliveira.

Com os filhos e neto, bastidores da gravação do DVD (2012)
Os 50 anos de guitarrada - O projeto surgiu em 2008. Na casa de Mestre Vieira, após uma longa conversa com ele, e conhecer mais sobre sua história, não restou dúvida de que era necessário realizar o projeto, que foi intitulado “Mestre Vieira – 50 Anos de Guitarrada”.

Já estão lançados o DVD e o site – www.mestrevieira.com.br . Seguimos em curso até o lançamento do documentário “Coisa Maravilha”, que narra, através de encontros musicais e imersões na floresta, a trajetória de Mestre Vieira. O trabalho envolveu muita gente apaixonada pelo trabalho de Mestre Vieira, é em seu total, uma obra coletiva e de grande força.

Depois de algumas congeladas no processo, o documentário deve ser finalizado para lançamento em 2015. A ideia principal do projeto foi trazer à tona sua trajetória, valorizando toda a sua carreira e sua história de vida. Desenvolvido com o patrocínio do Programa Conexão Vivo, via Lei Semear do Governo do Estado, mais do que um projeto, a iniciativa, que teve também apoio de muitos amigos, colocou para sempre Mestre Vieira em nossas vidas. 

Os Dinâmicos, com Nunes, autor das fotos nas capas de vários
LPs (Documentário Coisa Maravilha)
Os Dinâmicos - Durante as pesquisas para a realização do documentário, encontramos os músicos que gravaram os primeiros discos, que ficou conhecido como Vieira e seu Conjunto. Dejacir Magno, Lauro Honório, Luis Poça e Hidalgino Cabral sempre estiveram em Barcarena, trabalhando em outras áreas, sem nunca terem perdido a paixão pela música e nem as lembranças do passado vivido em Vieira e seu Conjunto.

Eles estavam sem tocar juntos há 37 anos. O encontro, testemunhado pela equipe do documentário e que em breve será vista pelo público, gerou grande emoção. Ao reuni-los para a entrevista, munidos de seus instrumentos, eles tocaram juntos e como num passe de mágica. Percebemos que eles poderiam fazer mais que isso. É quando surge o primeiro desdobramento dentro do projeto, ao montarmos o show, que estreou no Festival Se Rasgum (2011), e que faz parte também do documentário. 

Joaquim de Lima Vieira, na praia do Caripi - Barcarena
Além de reunir os músicos da velha guarda, o show também resgatou o lado letrista de Mestre Vieira. Surge então o grupo Mestre Vieira e Os Dinâmicos, nome que o grupo tinha antes mesmo de se tornar o Vieira e Seu Conjunto.

O projeto mexeu em suas vidas, lhes dando o reconhecimento que Mestre Vieira já havia conquistado, além de resgatar a cidade e um pouco de sua história cultural marcada pela sua produção musical, como berço da guitarrada e da lambada. 

Trilha sonora de cinema - A genialidade da guitarrada de Mestre Vieira está na trilha sonora do filme "Serra Pelada", que esteve nos cinemas ano passado e foi exibido em janeiro de 2014, em seriado, na TV Globo. "Duas Línguas" e "Lambada do Rei", um grande sucesso, entraram para a trilha.

Para saber mais, acesse:

http://vimeo.com/user11034914
https://www.facebook.com/mestrevieirapa

Fotos desta postagem:
Renato Chalu (DVD 50 Anos)
Renato Reis (Documentário Coisa Maravilha)
Holofote Virtual


27.10.14

Pianista italiana faz concerto no Art Doce Hall

Gloria Campaner, um dos maiores talentos da nova geração de pianistas  da Itália, se apresenta em Belém nesta quinta,  30, às 20h. No repertório, peças de Beethoven, Schumann e Liszt. Na Sala Augusto Meira Filho-Arte Doce Hall (Av. Magalhães Barata, 1022). Entrada é franca!

A pianista chega a Belém , pela primeira vez, à convite da Fundação Amazônica de Música. A artista dedica toda sua vida a arte de tocar piano, instrumento que ela começo a estudar desde os quatro anos de idade. Quando completou cinco, fez o seu primeiro recital, debutando aos doze anos na Orquestra Venetian Symphonia. Em seus primeiros anos de estudos obteve primeiro prêmio em mais de vinte concursos nacionais e internacionais para jovens músicos. 

Sua carreira desenvolveu-se rapidamente como solista e camerista, levando-a a apresentar-se na Itália e exterior (Japão, Israel, Turquia, Casaquistão, Inglaterra, Irlanda, Alemanha, Suíça, Grécia, França, Rússia e América do Sul). Gloria Campaner foi Medalha de Prata do Concurso Internacional de Piano Paderewski de Los Angeles em 2010, onde também conquistou os prêmios de Melhor Interpretação “Paderewski” e “Chopin”, outorgados pela Fundação Frédéric Chopin de Paris. 

Mantem-se ativa como camerista, especialmente na formação piano e violino, tendo trabalhado com prestigiados músicos como Ana Chumachenco, J. Rissin, I. Gitlis, S. Accardo , membros do Trio Tchaikovsky e ultimamente com o Quarteto de Cremona.

Alguns dos concertos de Gloria Campaner tem sido transmitidos com freqüência para redes internacionais de rádio e televisão, tais como RAI, Radio Ljubljana, SKY Classica, RTSI e CNN. Gravou para o selo italiano Audionova, para Meister Musica Bern e Farsight Records. Para a Radio Svizzera de Lugano gravou obras de Schumann e Rachmaninoff, a serem brevemente lançadas em CD pela EMI Classics. 

Premiações - Obteve o 1º lugar e o Prêmio Especial Prokofiev no “Grande Prêmio Ibla 2009”, após o que realizou sua primeira tournée nos Estados Unidos e seu debut no Carnegie Hall em Nova Iorque em 2010. Foi laureada ainda no Concurso Internacional Cantù (Como, 2009), Concurso Europeu de Piano (Le Havre-France, 2009), Concurso Internacional T.I.M. (Verona, 2008), Concurso Internacional Rospigliosi – Prêmio Schumann (Pistoia-Itália, 2008), Concurso Internacional Casablanca – Prêmio Franz Liszt (2011). Em Janeiro de 2014 recebeu o importante prêmio “Borletti Buitoni Trust Fellowship”  em Londres, sendo que a presidente do Juri foi a famosa pianista Mitsuko Uchida.

Artistas paraenses doam obras a um leilão especial

Fotografia de Walda Marques
Cerca de 400 animais serão beneficiados no primeiro leilão que o Abrigo Aufamily realiza hoje (27) no Teatro Estação Gasômetro, das 18h às 21h. Alexandre Sequeira, Berna Reale, Cintia Ramos, Dina Oliveira, George Marques, Geraldo Teixeira, Jorge Eiró, Luiz Braga, Marinaldo Santos, Maurício Franco, Nando Lima, Nina Matos, Paulo Souza, PP Conduru, Simões, Walda Marques compraram a causa. Toda a renda revertida a suas atividades e cuidados com os animais, alguns deles, sobreviventes do massacre de Santa Cruz do Arari, que resultou no assassinato de mais de 300 animais em 2013.  

Criado há 8 anos, o trabalho desenvolvido no abrigo resgata animais das mais diversas situações de abandono, maus tratos e sofrimento, recuperando-os e colocando-os para adoção. A instituição sobrevive de doações de voluntários, da renda obtida nos eventos realizados (bazar, bingo, rifa) e através da vendas dos produtos Aufamily (calendários, camisas, canecas. Chaveiros, etc).  É uma tarefa árdua mas que, embora seja um serviço de utilidade pública, essencial para a saúde das pessoas de Belém, não há apoio do poder público.

Os custos fixos do AuFamily são altos e para mantê-lo é necessário ter mais ajuda. Para manter a estrutura dos animais que foram resgatados do massacre de Santa Cruz do Arari, foram contratados mais três funcionários, que recebem salário mínimo. 

Obra de Nando Lima
“Além disso, temos mais quatro colaboradores para cuidar do restante do abrigo, incluindo a responsável, que tem um salário mais alto. 

Também contamos com o trabalho de um veterinário, que temos que pagar à vista a cada visita, fora os gastos com ração e material de limpeza”, diz Andréia Rezende, colaboradora da institução. 

O abrigo também já realizou duas feiras de adoção do abrigo, nas quais 60 animais foram adotados. O número de adoções e todo o esforço do abrigo, porém, ainda é pequeno diante da situação.

“Diariamente são abandonados animais no muro do abrigo, nos solicitam resgates e ajuda para algum animal em risco, ou até aqueles que surgem de repente na frente do carro de uma das voluntárias em uma avenida movimentada e perigosa”, explica a atriz e produtora Andréia Rezende, uma das voluntárias envolvidas na divulgação da instituição e na busca por parceiros e apoiadores.

Da Série Vintage, de Luiz Braga
Ideia foi muito bem aceita - Engajada na causa, a ideia do leilão com obras de arte partiu dela. "Estamos numa situação muito difícil, a pior de todas, pensei em algo que pudesse nos dar a possibilidade de arrecadar uma quantia considerável. 

Os gastos são muito altos. E por ser amiga da maioria dos artistas que doaram as obras, pensei também na chance que todos temos em obter obras de quem admiramos por um preço mais em conta obtidos de uma forma linda. Ajudando os peludos!", diz Andreia.

O contato inicial aconteceu pelo facebook mesmo, depois houve um contato direto com alguns deles. "Alguns viram minha divulgação na internet e ofereceram seus trabalhos. E também falaram com outros artistas e me avisaram. Rolou um compartilhamento e indicação do bem", comenta.

Com obras nos maiores acervos do mundo, além de vários prêmios no currículo, sendo um dos artistas selecionados para representar o Brasil na 53ª Bienal de Veneza, o fotógrafo Luiz Braga diz que gostou da ideia. 

“Simpatizei com a iniciativa da Andréia, que eu conheci fotografando a peça Angelim, anos atrás. Tive cães inesquecíveis na infância. Hoje não tenho mais. Ficou o afeto’, conta o fotógrafo, que doou ao leilãp do AuFamily, uma série de 4 posters vintage da "A Margem do Olhar" de 1987. “São quatro imagens impressas em duotone sobre papel couchê, todas assinadas’, conclui. 

De Alexandre Sequeira
Alexandre Sequeira, que também doou obra, diz que convive com diferentes espécies de animais desde os primeiros anos de sua vida e que tem absoluta convicção do quanto esse convívio contribuiu para sua formação ética e espiritual. 

"Eles nos ensinam todos os dias o verdadeiro sentido de amor, independente de diferenças. Sei que se hoje sou o que sou, em grande parte devo isso a esses amigos que tive ao longo de minha vida. E nada mais justo que retribuir todo esse amor, contribuindo para o bem estar deles nesse momento”, diz Alexandre Sequeira.

O artista e professor doou para o leilão uma prova de autor (PA) da obra ‘São João e os sapatos’, de 2007, que faz parte da série Meu mundo Teu, e que já foi exposta em várias instituições culturais do Brasil e exterior.

23.10.14

Cacá Carvalho vai apresentar o Festcine Amazônia

O evento, que é realizado há 12 anos em Porto Velho, Rondônia, terá como Mestre de Cerimônias, o ator paraense Cacá Carvalho. A programação deste ano acontece de 4 a 8 de novembro, com vasta programação.

Como em todos os anos não falta: Cinema nos Bairros, Cinema nos Terreiros, A Escola vai ao Cinema, Mostra de Filmes Convidados e Mostra Competitiva, na qual, aliás, há apenas um filme paraense concorrendo, o documentário “Ópera Cabocla”, do ator e diretor Adriano Barroso.

E mais um ator vai brilhar no festival. Osmar Prado, 67, que recentemente fez par romântico com Dira Paes, na minissérie Amores Roubados, será o homenageado do evento. 

No dia 8, noite de enceramento, ele estará presente, para receber as homenagens e acompanhar a projeção de “Amores Passageiros”, filme em que ele interpreta um necrófilo. O curta recebeu o prêmio de melhor filme estrangeiro no LA Shorts Fest, em 2012, concorrendo com outras 61 produções de 23 países. Leia estas e outras notícias sobre o festival no site oficial: http://www.cineamazonia.com/

Histórias para adultos ganham espaço no Sesc

Intitulada “Contação de Histórias para Adultos”, a programação teve, na última terça-feira, 21, o ator Milton Aires, que nos contou várias histórias em seu "Makunaíma - Cosmogomias Ameríndias”.

O ator trouxe de volta um trabalho que iniciou em 2010/2011, com uma pesquisa que resultou na curta cena “Makunaíma: Em a Árvore do Mundo e a grande enchente”, apresentada em São Paulo, na Sede Luz do Faroeste, e depois no 12º Festival de Cenas Curtas, do Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte.

Para a contação de história no Sesc, Milton fez adaptações. Agregou à narrativa, a voz, para contar histórias que envolvem Macunaíma, um mito brasileiro, imortalizado pela obra de Mário de Andrade que o chamou de Herói sem Caráter. A ideia, porém, é dar continuidade à montagem do espetáculo, que explora basicamente ruídos e movimentos corporais.

A contação de histórias funcionou como um despertar de retorno para Milton que, em Makunaíma: Em a Árvore do Mundo e a grande enchente, se desdobra em cinco personagens na cena. Baseando-se nas histórias sobre a origem do mundo contadas a partir dos mitos indígenas, o espetáculo mostra as aventuras de Macunaíma e seus irmãos em busca de comida numa época de escassez na Amazônia.

As histórias do espetáculo fazem parte do trabalho do estudioso alemão, Theodor Koch-Grünberg, publicadas em Berlim no início do século passado. Theodor viajou várias vezes pelo Brasil, a primeira delas em 1896, como membro da expedição liderada por Hermann Meyer, que buscava alcançar a foz do Rio Xingu. 

Sua contribuição é fundamental para o estudo dos povos indígenas da Amazônia, seus mitos e suas lendas. Suas observações e relatos de viagem constituem uma importante fonte para a antropologia, a etnologia e a história indígena.

Os mitos transcritos por Koch-Grunberg também foram utilizados por Mário de Andrade no seu Macunaíma – o herói sem nenhum caráter (1928), que transcreveu, às vezes literalmente, as narrativas registradas pelo etnólogo ao narrar muitos dos episódios vividos por Macunaíma e por outros personagens desse romance marco do modernismo brasileiro.

Na torcida para ver o espetáculo para o qual tive o prazer de contribuir, no processo de pesquisa, iniciada em abril de 2011, logo depois que Milton retornou de São Paulo, onde estava fazendo o curso “O Visível e o Invisível no Trabalho do Ator-Dançarino”, ministrado pelos professores Carlos Simioni (LUME) e Tadashi Endo (Mamu Butoh Centre), realizado no Teatro de Tábuas (Campinas-SP).

O que já rolou - As contações de história para adultos já acontecem há quase dois anos. Em 2014, entre outras histórias, a programação já contou, em junho, com "A Pratinha é Ouro", com as atrizes Sandra Perlim e Márcia Lima e, em setembro, com o texto "Maria Dagmar", história contada por Adriana Cruz e Gil Ganesh. 

Baseada no texto homônimo de Bruno de Menezes, "Maria Dagmar" é mulher, paraense, pobre, bela, igual a muitas outras da cidade de Belém, porém, nascida da palavra do nosso escritor em 1950. A narradora, Adriana Cruz, apresenta a narrativa como quem lê um livro, utilizando música e narração de poesia para criar uma atmosfera poética.

Atentos - "Esse projeto já acontece há uns dois anos e hoje podemos dizer que há um público crescente e fiel participando, assim como há grandes talentos em nossa região como o Milton, que precisam de espaço e apoio para difundir seu trabalho", diz José Maria Vilhena, gerente do Sesc Boulevard. 

A ação faz parte do projeto de literatura do Sesc Boulevard, que também oferece contação de histórias infantis todos os sábados de manhã. As contações de histórias para adultos rolam uma vez por mês. A próxima ainda não está divulgada. Mas fica ligado que a programação é sempre em uma terça-feira, às 18h, no Cine Teatro do Sesc Boulevard.

22.10.14

Se Rasgum realiza mais uma edição da Ins’anos 90

A nostalgia vestida de camisa de flanela, calça de morto e tênis rainha, está de volta. A Ins’anos 90 revive a década que, mais uma vez, está na moda, com os sneakers, gargantilhas yin yang, elementos da cultura pop no cinema e na música. Dia 24 de outubro, aproveitando as comemorações do Círio 2014, a Se Rasgum ataca de novo com a festa Ins’anos 90, no Chevallier trazendo os DJs Marquinho (Fliperama – CE), Fernando Souza, Felipe Proença e Damasound.

A produtora retoma sua festa preferida com atrações bem especiais, como o DJ Marquinhos, que comanda a festa indie Fliperama (Fortaleza) e foi o criador da festa Farra na Casa Alheia. A festa também traz o residente Fernando Souza, homem que comandou as picapes da lendária Insãnu, uma marca viva na memória de Belém dos anos 90. O DJ Felipe Proença engrossa o caldo do line up de DJs, com toda a sua bagagem 90's, assim como Damasound.

Além disso, a Se Rasgum pretende retomar de vez a festa, sempre com novidades, buscando atingir como público-alvo não apenas quem já passou dos 30, como uma moçada mais nova que está atenta a uma das décadas mais influentes para a música e indústria pop.

O que vai rolar na discotecagem - Mundo Livre S/A, Weezer, Pixies, Raimundos, Radiohead, Blur, Litttle Quail and The Mad Birds, Stone Roses, Pato Fu, Happy Mondays, Maria Bacana, Beck, New Order, Mamonas Assassinas, Fugazi, Smashing Pumkins, Planet Hemp, Alice in Chains, Counting Crows, Supergrass, Rage Against the Machine, Nirvana, Sonic Youth, Travis, Frente, Garbage, Green Day, Oasis, President of United States, The Wallflowers, Lemonheads, Flaming Lips, 

Mais - Os Virgulóides, Guided By Voices, Teenage Fanclub, Blind Melon, Soundgarden, Pearl Jam, Beastie Boys, Low Dream, Comunidade Nin-Jitsu, Akundum, Chico Science, Skank, Silverchair, R,E,M, Gabriel O Pensador, De Falla, Galaxie 500, Acabou La Tequila, Dinosaur Jr, Sebadoh, Harvey Danger, Superdrag, Pavement, Wilco, Morrissey, Semisonic, Suede, Pulp, The Verve, Third Eye Blind, Goo Goo Dolls, The Offspring, No Doubt, The Cardigans, Maria do Relento, Second Come, Screaming Trees, James, Cake, EMF, New Radicals, Soul Asylum, Live, Stone Temple Pilots, Bush, Hootie and The Blowfish, Matchbox 20, Sublime, Smash Mouth, Faith No More, Cranberries e muito muito mais!

De táxi para a Ins’anos 90 - A Se Rasgum incentiva o público a ir de táxi para a festa por meio de uma parceria com a 99 Taxis, que dará 100 cupons de desconto de 15 reais para quem for à Ins’anos no dia 24 de outubro. Baixe o aplicativo 99Taxis de graça no seu smartphone e ganhe o desconto. Para isso, você só precisa seguir os passos: http://www.99taxis.com/cupom-de-desconto/

Serviço
Ins'anos 90, no Chevallier (Travessa 28 de Setembro, 1160 - Reduto). A partir das 22h. Ingressos: R$ 20 antecipado / R$ 25 na hora.  DJs: Marquinhos (Fliperama - Fortaleza, CE), Felipe Proença, Fernando Souza e Damasound.

16.10.14

Performances do “Égua” são neste final de semana

A programação começa pela manhã,  nesta sexta-feira, 17, quando o grupo realizará a sua xepa – coleta de alimentos – na feira da Ceasa. Durante a ação, artistas farão performances. No final da tarde, a partir das 18h, na Casa Reduto 560 - Trav. Rui Barbosa, 560, será aberta uma exposição, seguida de uma roda de conversa sobre o histórico do projeto e resultados das edições anteriores. Até domingo, as ações também se estendem à Praça da República.

O corpo que se pinta para a guerra e para a festa se traveste dependendo da necessidade e da vontade. Quando o artista Arthur Leandro esboçou o embrião desta ideia, o fez pensando no trabalho realizado pelo coletivo Urucum, conhecido grupo de performance que atuou na cidade de Macapá entre os anos 90 e 2000. Estas palavras atravessaram o rio, ecoaram pelo tempo, e hoje também sintetizam o propósito que une diversos artistas no encontro “Égua - Sarau do corpo poelytico”, aqui em Belém.

Em sua terceira edição, a “Égua” se propõe a ocupar espaços diversos – passando por uma casa, pela feira da Ceasa, até culminar na Praça da República – e tem como foco principal o debate a cerca das resistências poéticas que fervilham no cenário amazônico. “Este ano, escolhemos falar principalmente dos trabalhos e propostas de performance que celebram, que trazem para o debate, os processos de resistência afro-amazônica, trans-amazônica, numa perspectiva de transexualidade mesmo, e também das Icamiabas, mulheres guerreiras que lutam pela afirmação feminina”, conta Wellington Romário, artista e um dos organizadores do evento.

“Vamos montar uma instalação com os resíduos dos trabalhos apresentados nas ‘Éguas’ anteriores, desde pedaços de vídeos a roupas e acessórios usados em performances que foram realizadas. Será uma maneira, inclusive, da gente apreender melhor o que significa este percurso que estamos fazendo e o que ainda pode vir desta ideia”, explica o artista Pedro Olaia, também da organização do encontro. Durante a noite, a partir das 18h, a casa estará aberta ao público, quando haverá a exposição do material preparado pelo grupo, com vendas de bebidas e comidinhas.

No sábado, 18, a programação inicia no fim da tarde, ainda na casa Reduto 560, com um bate-papo entre artistas diversos e coletivos como do grupo feminista Vacas Profanas e do grupo de artistas de terreiro Nós de Aruanda. “A ideia é unir pessoas e coletivos que tenham uma perspectiva de libertação do corpo e o fazem de forma poética e combativa”, diz Wellington. 

No domingo, a partir das 19h, começa uma festa itinerante pela praça  da República, com a utilização de uma bike som. Presença confirmada dos DJs Sid Manequim e Noite Suja e pocket show da Leona Vingativa. “Nossos corpos fazem guerra e fazem festa porque é assim que respondemos às opressões, que nos jogamos no mundo”, completa Wellington.

Mas que égua é essa? - Com um nome pouco convencional, a “Égua- sarau do corpo poelytico” brinda a fêmea animal, a interjeição popular, o pejorativo e o divertido que há na expressão. A proposta surgiu em uma viagem do artista e professor Arthur Leandro ao Rio de Janeiro, em 2012. 

“Na capital carioca encontrei uma turma do grupo goiano EmpreZa, que me disse que estava vindo para Belém para participar de um salão, mas que gostariam de ter uma oportunidade para mostrar outros trabalhos. 

O artista norte-americano Raphi Soifer, também estava chegando na cidade. Aí logo pensei em um encontro de troca”, conta Arthur. A primeira edição ocorreu no Gempac – Associação de prostitutas do Estado.

No ano seguinte, o grupo fez uma imersiva de três dias no Sítio Brilho Verde, em Colares, onde realizaram diversas performances e exibiram em vídeo trabalhos de artistas da Bahia, de Brasília e do México. “Abrimos uma chamada na segunda edição e muitos artistas nos enviaram trabalhos, isso já apontou um amadurecimento da ideia. Agora, chegou a vez de fazermos uma ‘Égua’ nômade por Belém”, disse Pedro.

Mais informações, no perfil: http://migre.me/mjhxr

PROGRAMAÇÃO:
  • Sexta-feira, 17- Abertura da Exposição das Éguas, às 18h. Instalação, karaokê e venda de comidinhas e bebidas. Onde: Casa Reduto 560 - Trav. Rui Barbosa, 560.
  • Sábado, 18 – Roda de Conversa, às 17h. Participação das Éguas + Nós de Aruanda + Vacas Profanas. Onde: Casa Reduto 56.
  • Domingo, 19 – Festa Pyrigóticas, às 19h. Com os DJs Sid Manequim, Noite Suja e pocket show da Leona Vingativa. Onde: Praça da República.

15.10.14

"Canções em Romaria" encerra circuito de shows

Lucinnha Bastos, Andréa Pinheiro e Marianne Lima encerram a programação “Nazaré em Todo Canto”, nesta quarta-feira, 16, às 20h. Participações especiais de Camila Honda e Fafá de Belém. A entrada é franca - ingressos disponíveis na bilheteria do teatro, a partir das 9h, no dia do espetáculo.

Após lotar o Teatro Maria Sylvia Nunes, em 8 de outubro passado, o show “Canções em Romaria” está sendo levado agora ao Theatro da Paz. Em sua 8ª edição, o espetáculo criado 11 anos atrás, oferece mais uma oportunidade ao público em um show onde a emoção e a fé dão os tons de andamento.

Reunindo três importantes cantoras da música popular, a apresentação vem se firmando como mais que um simples espetáculo, e sim como uma sinergia viva, onde público e músicos fazem orações em forma de melodias. Para a cantora Lucinnha Bastos, fazer parte do espetáculo é uma renovação de fé. Emocionada durante todo o show do dia 8 de outubro, Lucinnha reafirmou o quanto a energia do Círio se faz presente. 

“É sempre diferente estar nesse espetáculo, pois é sempre uma renovação. A gente sente no palco a energia do público e isso mexe e emociona profundamente.”, destacou a cantora. Uma das idealizadoras do espetáculo, Marianne Lima também afirma o quanto o show é diverso e que sua expansão ultrapassa o contexto religioso. “É uma devoção a Mãe de Jesus, presente em nossos corações”, diz.

De acordo com Luiz Pardal, a edição deste ano terá várias surpresas, dentre elas a presença da cantora Fafá de Belém. 

“Fafá é devota de Nossa Senhora de Nazaré e está bem feliz em poder participar”, afirma o diretor musical. Além de Fafá de Belém, a cantora Camila Honda também sobe ao palco do Da Paz para esta apresentação. “É uma emoção, sim e também uma honra fazer parte do espetáculo”, afirmou.

No repertório estão composições de grandes nomes da música brasileira como Gilberto Gil, Altair Veloso, Nilson Chaves, Vital Lima, Renato Teixeira, Almirzinho Gabriel, Cartola, Fátima Guedes, Marcos Viana, Francis Hime e Edu Lobo, além de cantigas de domínio público e peças do repertório erudito. Na banda, os músicos: Edvaldo Cavalcante (bateria), Jacinto Kawhage (Piano), Príamo Brandão (Baixo), Flávio Saraiva (violão), Argentino Neto (clarinete e sax), Daniel Lima (violino), Waldiney Machado (percussão) e Luiz Pardal (teclado, violino e bandolim).

A ideia central de "Canções em Romaria” é fazer um percurso de canções devotadas à Nossa Senhora, com a poesia e a beleza melódica das criações de diversos compositores. “O projeto surgiu a partir da ideia de reunir em mesmo show ritmos e estilos diversos que se encontram no tema de louvor à Mãe de Jesus”, diz a cantora Marianne Lima. E também, “para celebrar com arte a maior festa dos paraenses”, ressalta Luiz Pardal.

Serviço
Show Canções em Romaria - Com Lucinha Bastos, Andréa Pinheiro e Marianne Lima. Participação Especial: Fafá de Belém e Camila Honda Dia 16 de outubro de 2014, 20h – Theatro da Paz (Praça da República). Os ingressos serão distribuídos gratuitamente a partir das 9h do dia 16, na bilheteria do Theatro. Patrocínio: Secretaria de Estado de Cultura - Secult.

14.10.14

Atriz paraense encena a poeta Florbela Espanca

Depois de estrear nos palcos da Europa e fazer uma temporada brilhante em São Paulo o espetáculo “Florbela Espanca – A Hora que Passa” chega a Belém como um presente em tempo de Círio. Em apresentação única hoje, no Teatro Estação Gasômetro, às 20h, o solo teatral da atriz paraense Lorenna Mesquita. Traz a tona uma das maiores poetisas portuguesas, retratando sua vida e obra, contada sob a perspectiva de sua última hora de vida.

Questionadora, no espetáculo a poeta discorre sobre si mesma e levanta o papel da mulher na década de 1920, com reflexões que caem como atuais. 

“Estou muito emocionada por trazer Florbela Espanca a Belém, minha terra querida, onde a cultura portuguesa é tão presente. Já faz quase dez anos que não me apresento nos palcos paraenses e voltar com esse espetáculo que mudou a minha vida profissional e pessoal tem um sabor especial”, revela a atriz.

Dirigido por Fabio Brandi Torres, o espetáculo é fruto de diversos estudos e vivências de Lorenna, que foi até a cidade natal de Florbela reviver um pouco da vida da autora que tanto admira. “Quando conheci as poesias de Florbela Espanca, o que mais me chamou atenção foi a sua intensidade. Ela parecia viver exatamente o que escrevia. Um misto de amor e de dor", continua. 

"Eu me perguntava: Quem foi essa mulher que ousou naquela época, na década de 1920, expressar os mais íntimos sentimentos? Por que ela se matou? Por que nunca estava satisfeita? Intrigada, decidi ir atrás da sua história. Fui a Portugal e conheci as três principais cidades em que ela viveu: Vila Viçosa, Évora e Matosinhos. Visitei suas casas, o cemitério, as homenagens nesses lugares - bustos em praças, biblioteca, túmulo em destaque no cemitério -, além de Lisboa e Porto. Filmei cada passo no meu vídeo-diário de bordo. E lá percebi que Florbela ainda não possui o reconhecimento que merece”, explica Lorenna.

A peça estreou em 2014, em Portugal, no dia Mundial da Poesia, em 21 de março, e percorreu 16 cidades em 40 dias de temporada internacional. Depois foi a vez de São Paulo receber o espetáculo, que agora chega a Belém. 

“Só poderia escolher a minha cidade para iniciar a circulação nacional desse projeto. Sei que na plateia também estarão a minha família e muitos amigos e a melhor coisa é poder compartilhar esse momento com as pessoas que eu amo, ainda mais na semana do Círio”, comemora. 

Estreia em livro - Além do espetáculo, Lorenna Mesquita também assina um livro a quatro com Fábio Brandi. “É o texto do espetáculo com fotos. As pessoas estão amando a peça e muitas chegaram a nos pedir o texto. Apresentamos para esta editora, especializada em dramaturgia, e ela quis fazer na hora o livro”, comemora.

A autora, que trouxe alguns poucos exemplares na bagagem, deixando assim o pacote da obra completa. “O texto do espetáculo é feito com todas as palavras da Florbela. Nós fizemos uma costura, que chamo de ‘colcha de retalhos’, com poemas, cartaz, contos e diário da poeta”, descreve. “Meu primeiro monólogo, agora meu primeiro livro!”, diz, exultante.

Serviço
“Florbela Espanca – A Hora Que Passa”, monólogo com Lorenna Mesquita. Apresentação única hoje, 20h, no Teatro Estação Gasômetro (Parque da Residência – Av. José Malcher com 3 de Maio).Informações: (91) 4009-8721.

Fonte: Diário On Line: http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-180884-TURNE+NACIONAL+ESTREIA+HOJE+EM+BELEM.html