23.10.14

Cacá Carvalho vai apresentar o Festcine Amazônia

O evento, que é realizado há 12 anos em Porto Velho, Rondônia, terá como Mestre de Cerimônias, o ator paraense Cacá Carvalho. A programação deste ano acontece de 4 a 8 de novembro, com vasta programação.

Como em todos os anos não falta: Cinema nos Bairros, Cinema nos Terreiros, A Escola vai ao Cinema, Mostra de Filmes Convidados e Mostra Competitiva, na qual, aliás, há apenas um filme paraense concorrendo, o documentário “Ópera Cabocla”, do ator e diretor Adriano Barroso.

E mais um ator vai brilhar no festival. Osmar Prado, 67, que recentemente fez par romântico com Dira Paes, na minissérie Amores Roubados, será o homenageado do evento. 

No dia 8, noite de enceramento, ele estará presente, para receber as homenagens e acompanhar a projeção de “Amores Passageiros”, filme em que ele interpreta um necrófilo. O curta recebeu o prêmio de melhor filme estrangeiro no LA Shorts Fest, em 2012, concorrendo com outras 61 produções de 23 países. Leia estas e outras notícias sobre o festival no site oficial: http://www.cineamazonia.com/

Histórias para adultos ganham espaço no Sesc

Intitulada “Contação de Histórias para Adultos”, a programação teve, na última terça-feira, 21, o ator Milton Aires, que nos contou várias histórias em seu "Makunaíma - Cosmogomias Ameríndias”.

O ator trouxe de volta um trabalho que iniciou em 2010/2011, com uma pesquisa que resultou na curta cena “Makunaíma: Em a Árvore do Mundo e a grande enchente”, apresentada em São Paulo, na Sede Luz do Faroeste, e depois no 12º Festival de Cenas Curtas, do Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte.

Para a contação de história no Sesc, Milton fez adaptações. Agregou à narrativa, a voz, para contar histórias que envolvem Macunaíma, um mito brasileiro, imortalizado pela obra de Mário de Andrade que o chamou de Herói sem Caráter. A ideia, porém, é dar continuidade à montagem do espetáculo, que explora basicamente ruídos e movimentos corporais.

A contação de histórias funcionou como um despertar de retorno para Milton que, em Makunaíma: Em a Árvore do Mundo e a grande enchente, se desdobra em cinco personagens na cena. Baseando-se nas histórias sobre a origem do mundo contadas a partir dos mitos indígenas, o espetáculo mostra as aventuras de Macunaíma e seus irmãos em busca de comida numa época de escassez na Amazônia.

As histórias do espetáculo fazem parte do trabalho do estudioso alemão, Theodor Koch-Grünberg, publicadas em Berlim no início do século passado. Theodor viajou várias vezes pelo Brasil, a primeira delas em 1896, como membro da expedição liderada por Hermann Meyer, que buscava alcançar a foz do Rio Xingu. 

Sua contribuição é fundamental para o estudo dos povos indígenas da Amazônia, seus mitos e suas lendas. Suas observações e relatos de viagem constituem uma importante fonte para a antropologia, a etnologia e a história indígena.

Os mitos transcritos por Koch-Grunberg também foram utilizados por Mário de Andrade no seu Macunaíma – o herói sem nenhum caráter (1928), que transcreveu, às vezes literalmente, as narrativas registradas pelo etnólogo ao narrar muitos dos episódios vividos por Macunaíma e por outros personagens desse romance marco do modernismo brasileiro.

Na torcida para ver o espetáculo para o qual tive o prazer de contribuir, no processo de pesquisa, iniciada em abril de 2011, logo depois que Milton retornou de São Paulo, onde estava fazendo o curso “O Visível e o Invisível no Trabalho do Ator-Dançarino”, ministrado pelos professores Carlos Simioni (LUME) e Tadashi Endo (Mamu Butoh Centre), realizado no Teatro de Tábuas (Campinas-SP).

O que já rolou - As contações de história para adultos já acontecem há quase dois anos. Em 2014, entre outras histórias, a programação já contou, em junho, com "A Pratinha é Ouro", com as atrizes Sandra Perlim e Márcia Lima e, em setembro, com o texto "Maria Dagmar", história contada por Adriana Cruz e Gil Ganesh. 

Baseada no texto homônimo de Bruno de Menezes, "Maria Dagmar" é mulher, paraense, pobre, bela, igual a muitas outras da cidade de Belém, porém, nascida da palavra do nosso escritor em 1950. A narradora, Adriana Cruz, apresenta a narrativa como quem lê um livro, utilizando música e narração de poesia para criar uma atmosfera poética.

Atentos - "Esse projeto já acontece há uns dois anos e hoje podemos dizer que há um público crescente e fiel participando, assim como há grandes talentos em nossa região como o Milton, que precisam de espaço e apoio para difundir seu trabalho", diz José Maria Vilhena, gerente do Sesc Boulevard. 

A ação faz parte do projeto de literatura do Sesc Boulevard, que também oferece contação de histórias infantis todos os sábados de manhã. As contações de histórias para adultos rolam uma vez por mês. A próxima ainda não está divulgada. Mas fica ligado que a programação é sempre em uma terça-feira, às 18h, no Cine Teatro do Sesc Boulevard.

22.10.14

Se Rasgum realiza mais uma edição da Ins’anos 90

A nostalgia vestida de camisa de flanela, calça de morto e tênis rainha, está de volta. A Ins’anos 90 revive a década que, mais uma vez, está na moda, com os sneakers, gargantilhas yin yang, elementos da cultura pop no cinema e na música. Dia 24 de outubro, aproveitando as comemorações do Círio 2014, a Se Rasgum ataca de novo com a festa Ins’anos 90, no Chevallier trazendo os DJs Marquinho (Fliperama – CE), Fernando Souza, Felipe Proença e Damasound.

A produtora retoma sua festa preferida com atrações bem especiais, como o DJ Marquinhos, que comanda a festa indie Fliperama (Fortaleza) e foi o criador da festa Farra na Casa Alheia. A festa também traz o residente Fernando Souza, homem que comandou as picapes da lendária Insãnu, uma marca viva na memória de Belém dos anos 90. O DJ Felipe Proença engrossa o caldo do line up de DJs, com toda a sua bagagem 90's, assim como Damasound.

Além disso, a Se Rasgum pretende retomar de vez a festa, sempre com novidades, buscando atingir como público-alvo não apenas quem já passou dos 30, como uma moçada mais nova que está atenta a uma das décadas mais influentes para a música e indústria pop.

O que vai rolar na discotecagem - Mundo Livre S/A, Weezer, Pixies, Raimundos, Radiohead, Blur, Litttle Quail and The Mad Birds, Stone Roses, Pato Fu, Happy Mondays, Maria Bacana, Beck, New Order, Mamonas Assassinas, Fugazi, Smashing Pumkins, Planet Hemp, Alice in Chains, Counting Crows, Supergrass, Rage Against the Machine, Nirvana, Sonic Youth, Travis, Frente, Garbage, Green Day, Oasis, President of United States, The Wallflowers, Lemonheads, Flaming Lips, 

Mais - Os Virgulóides, Guided By Voices, Teenage Fanclub, Blind Melon, Soundgarden, Pearl Jam, Beastie Boys, Low Dream, Comunidade Nin-Jitsu, Akundum, Chico Science, Skank, Silverchair, R,E,M, Gabriel O Pensador, De Falla, Galaxie 500, Acabou La Tequila, Dinosaur Jr, Sebadoh, Harvey Danger, Superdrag, Pavement, Wilco, Morrissey, Semisonic, Suede, Pulp, The Verve, Third Eye Blind, Goo Goo Dolls, The Offspring, No Doubt, The Cardigans, Maria do Relento, Second Come, Screaming Trees, James, Cake, EMF, New Radicals, Soul Asylum, Live, Stone Temple Pilots, Bush, Hootie and The Blowfish, Matchbox 20, Sublime, Smash Mouth, Faith No More, Cranberries e muito muito mais!

De táxi para a Ins’anos 90 - A Se Rasgum incentiva o público a ir de táxi para a festa por meio de uma parceria com a 99 Taxis, que dará 100 cupons de desconto de 15 reais para quem for à Ins’anos no dia 24 de outubro. Baixe o aplicativo 99Taxis de graça no seu smartphone e ganhe o desconto. Para isso, você só precisa seguir os passos: http://www.99taxis.com/cupom-de-desconto/

Serviço
Ins'anos 90, no Chevallier (Travessa 28 de Setembro, 1160 - Reduto). A partir das 22h. Ingressos: R$ 20 antecipado / R$ 25 na hora.  DJs: Marquinhos (Fliperama - Fortaleza, CE), Felipe Proença, Fernando Souza e Damasound.

16.10.14

Performances do “Égua” são neste final de semana

A programação começa pela manhã,  nesta sexta-feira, 17, quando o grupo realizará a sua xepa – coleta de alimentos – na feira da Ceasa. Durante a ação, artistas farão performances. No final da tarde, a partir das 18h, na Casa Reduto 560 - Trav. Rui Barbosa, 560, será aberta uma exposição, seguida de uma roda de conversa sobre o histórico do projeto e resultados das edições anteriores. Até domingo, as ações também se estendem à Praça da República.

O corpo que se pinta para a guerra e para a festa se traveste dependendo da necessidade e da vontade. Quando o artista Arthur Leandro esboçou o embrião desta ideia, o fez pensando no trabalho realizado pelo coletivo Urucum, conhecido grupo de performance que atuou na cidade de Macapá entre os anos 90 e 2000. Estas palavras atravessaram o rio, ecoaram pelo tempo, e hoje também sintetizam o propósito que une diversos artistas no encontro “Égua - Sarau do corpo poelytico”, aqui em Belém.

Em sua terceira edição, a “Égua” se propõe a ocupar espaços diversos – passando por uma casa, pela feira da Ceasa, até culminar na Praça da República – e tem como foco principal o debate a cerca das resistências poéticas que fervilham no cenário amazônico. “Este ano, escolhemos falar principalmente dos trabalhos e propostas de performance que celebram, que trazem para o debate, os processos de resistência afro-amazônica, trans-amazônica, numa perspectiva de transexualidade mesmo, e também das Icamiabas, mulheres guerreiras que lutam pela afirmação feminina”, conta Wellington Romário, artista e um dos organizadores do evento.

“Vamos montar uma instalação com os resíduos dos trabalhos apresentados nas ‘Éguas’ anteriores, desde pedaços de vídeos a roupas e acessórios usados em performances que foram realizadas. Será uma maneira, inclusive, da gente apreender melhor o que significa este percurso que estamos fazendo e o que ainda pode vir desta ideia”, explica o artista Pedro Olaia, também da organização do encontro. Durante a noite, a partir das 18h, a casa estará aberta ao público, quando haverá a exposição do material preparado pelo grupo, com vendas de bebidas e comidinhas.

No sábado, 18, a programação inicia no fim da tarde, ainda na casa Reduto 560, com um bate-papo entre artistas diversos e coletivos como do grupo feminista Vacas Profanas e do grupo de artistas de terreiro Nós de Aruanda. “A ideia é unir pessoas e coletivos que tenham uma perspectiva de libertação do corpo e o fazem de forma poética e combativa”, diz Wellington. 

No domingo, a partir das 19h, começa uma festa itinerante pela praça  da República, com a utilização de uma bike som. Presença confirmada dos DJs Sid Manequim e Noite Suja e pocket show da Leona Vingativa. “Nossos corpos fazem guerra e fazem festa porque é assim que respondemos às opressões, que nos jogamos no mundo”, completa Wellington.

Mas que égua é essa? - Com um nome pouco convencional, a “Égua- sarau do corpo poelytico” brinda a fêmea animal, a interjeição popular, o pejorativo e o divertido que há na expressão. A proposta surgiu em uma viagem do artista e professor Arthur Leandro ao Rio de Janeiro, em 2012. 

“Na capital carioca encontrei uma turma do grupo goiano EmpreZa, que me disse que estava vindo para Belém para participar de um salão, mas que gostariam de ter uma oportunidade para mostrar outros trabalhos. 

O artista norte-americano Raphi Soifer, também estava chegando na cidade. Aí logo pensei em um encontro de troca”, conta Arthur. A primeira edição ocorreu no Gempac – Associação de prostitutas do Estado.

No ano seguinte, o grupo fez uma imersiva de três dias no Sítio Brilho Verde, em Colares, onde realizaram diversas performances e exibiram em vídeo trabalhos de artistas da Bahia, de Brasília e do México. “Abrimos uma chamada na segunda edição e muitos artistas nos enviaram trabalhos, isso já apontou um amadurecimento da ideia. Agora, chegou a vez de fazermos uma ‘Égua’ nômade por Belém”, disse Pedro.

Mais informações, no perfil: http://migre.me/mjhxr

PROGRAMAÇÃO:
  • Sexta-feira, 17- Abertura da Exposição das Éguas, às 18h. Instalação, karaokê e venda de comidinhas e bebidas. Onde: Casa Reduto 560 - Trav. Rui Barbosa, 560.
  • Sábado, 18 – Roda de Conversa, às 17h. Participação das Éguas + Nós de Aruanda + Vacas Profanas. Onde: Casa Reduto 56.
  • Domingo, 19 – Festa Pyrigóticas, às 19h. Com os DJs Sid Manequim, Noite Suja e pocket show da Leona Vingativa. Onde: Praça da República.

15.10.14

"Canções em Romaria" encerra circuito de shows

Lucinnha Bastos, Andréa Pinheiro e Marianne Lima encerram a programação “Nazaré em Todo Canto”, nesta quarta-feira, 16, às 20h. Participações especiais de Camila Honda e Fafá de Belém. A entrada é franca - ingressos disponíveis na bilheteria do teatro, a partir das 9h, no dia do espetáculo.

Após lotar o Teatro Maria Sylvia Nunes, em 8 de outubro passado, o show “Canções em Romaria” está sendo levado agora ao Theatro da Paz. Em sua 8ª edição, o espetáculo criado 11 anos atrás, oferece mais uma oportunidade ao público em um show onde a emoção e a fé dão os tons de andamento.

Reunindo três importantes cantoras da música popular, a apresentação vem se firmando como mais que um simples espetáculo, e sim como uma sinergia viva, onde público e músicos fazem orações em forma de melodias. Para a cantora Lucinnha Bastos, fazer parte do espetáculo é uma renovação de fé. Emocionada durante todo o show do dia 8 de outubro, Lucinnha reafirmou o quanto a energia do Círio se faz presente. 

“É sempre diferente estar nesse espetáculo, pois é sempre uma renovação. A gente sente no palco a energia do público e isso mexe e emociona profundamente.”, destacou a cantora. Uma das idealizadoras do espetáculo, Marianne Lima também afirma o quanto o show é diverso e que sua expansão ultrapassa o contexto religioso. “É uma devoção a Mãe de Jesus, presente em nossos corações”, diz.

De acordo com Luiz Pardal, a edição deste ano terá várias surpresas, dentre elas a presença da cantora Fafá de Belém. 

“Fafá é devota de Nossa Senhora de Nazaré e está bem feliz em poder participar”, afirma o diretor musical. Além de Fafá de Belém, a cantora Camila Honda também sobe ao palco do Da Paz para esta apresentação. “É uma emoção, sim e também uma honra fazer parte do espetáculo”, afirmou.

No repertório estão composições de grandes nomes da música brasileira como Gilberto Gil, Altair Veloso, Nilson Chaves, Vital Lima, Renato Teixeira, Almirzinho Gabriel, Cartola, Fátima Guedes, Marcos Viana, Francis Hime e Edu Lobo, além de cantigas de domínio público e peças do repertório erudito. Na banda, os músicos: Edvaldo Cavalcante (bateria), Jacinto Kawhage (Piano), Príamo Brandão (Baixo), Flávio Saraiva (violão), Argentino Neto (clarinete e sax), Daniel Lima (violino), Waldiney Machado (percussão) e Luiz Pardal (teclado, violino e bandolim).

A ideia central de "Canções em Romaria” é fazer um percurso de canções devotadas à Nossa Senhora, com a poesia e a beleza melódica das criações de diversos compositores. “O projeto surgiu a partir da ideia de reunir em mesmo show ritmos e estilos diversos que se encontram no tema de louvor à Mãe de Jesus”, diz a cantora Marianne Lima. E também, “para celebrar com arte a maior festa dos paraenses”, ressalta Luiz Pardal.

Serviço
Show Canções em Romaria - Com Lucinha Bastos, Andréa Pinheiro e Marianne Lima. Participação Especial: Fafá de Belém e Camila Honda Dia 16 de outubro de 2014, 20h – Theatro da Paz (Praça da República). Os ingressos serão distribuídos gratuitamente a partir das 9h do dia 16, na bilheteria do Theatro. Patrocínio: Secretaria de Estado de Cultura - Secult.

14.10.14

Atriz paraense encena a poeta Florbela Espanca

Depois de estrear nos palcos da Europa e fazer uma temporada brilhante em São Paulo o espetáculo “Florbela Espanca – A Hora que Passa” chega a Belém como um presente em tempo de Círio. Em apresentação única hoje, no Teatro Estação Gasômetro, às 20h, o solo teatral da atriz paraense Lorenna Mesquita. Traz a tona uma das maiores poetisas portuguesas, retratando sua vida e obra, contada sob a perspectiva de sua última hora de vida.

Questionadora, no espetáculo a poeta discorre sobre si mesma e levanta o papel da mulher na década de 1920, com reflexões que caem como atuais. 

“Estou muito emocionada por trazer Florbela Espanca a Belém, minha terra querida, onde a cultura portuguesa é tão presente. Já faz quase dez anos que não me apresento nos palcos paraenses e voltar com esse espetáculo que mudou a minha vida profissional e pessoal tem um sabor especial”, revela a atriz.

Dirigido por Fabio Brandi Torres, o espetáculo é fruto de diversos estudos e vivências de Lorenna, que foi até a cidade natal de Florbela reviver um pouco da vida da autora que tanto admira. “Quando conheci as poesias de Florbela Espanca, o que mais me chamou atenção foi a sua intensidade. Ela parecia viver exatamente o que escrevia. Um misto de amor e de dor", continua. 

"Eu me perguntava: Quem foi essa mulher que ousou naquela época, na década de 1920, expressar os mais íntimos sentimentos? Por que ela se matou? Por que nunca estava satisfeita? Intrigada, decidi ir atrás da sua história. Fui a Portugal e conheci as três principais cidades em que ela viveu: Vila Viçosa, Évora e Matosinhos. Visitei suas casas, o cemitério, as homenagens nesses lugares - bustos em praças, biblioteca, túmulo em destaque no cemitério -, além de Lisboa e Porto. Filmei cada passo no meu vídeo-diário de bordo. E lá percebi que Florbela ainda não possui o reconhecimento que merece”, explica Lorenna.

A peça estreou em 2014, em Portugal, no dia Mundial da Poesia, em 21 de março, e percorreu 16 cidades em 40 dias de temporada internacional. Depois foi a vez de São Paulo receber o espetáculo, que agora chega a Belém. 

“Só poderia escolher a minha cidade para iniciar a circulação nacional desse projeto. Sei que na plateia também estarão a minha família e muitos amigos e a melhor coisa é poder compartilhar esse momento com as pessoas que eu amo, ainda mais na semana do Círio”, comemora. 

Estreia em livro - Além do espetáculo, Lorenna Mesquita também assina um livro a quatro com Fábio Brandi. “É o texto do espetáculo com fotos. As pessoas estão amando a peça e muitas chegaram a nos pedir o texto. Apresentamos para esta editora, especializada em dramaturgia, e ela quis fazer na hora o livro”, comemora.

A autora, que trouxe alguns poucos exemplares na bagagem, deixando assim o pacote da obra completa. “O texto do espetáculo é feito com todas as palavras da Florbela. Nós fizemos uma costura, que chamo de ‘colcha de retalhos’, com poemas, cartaz, contos e diário da poeta”, descreve. “Meu primeiro monólogo, agora meu primeiro livro!”, diz, exultante.

Serviço
“Florbela Espanca – A Hora Que Passa”, monólogo com Lorenna Mesquita. Apresentação única hoje, 20h, no Teatro Estação Gasômetro (Parque da Residência – Av. José Malcher com 3 de Maio).Informações: (91) 4009-8721.

Fonte: Diário On Line: http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-180884-TURNE+NACIONAL+ESTREIA+HOJE+EM+BELEM.html

Maria Preta faz dois anos com lançamento de DVD

O segundo ano da produtora será comemorado em grande estilo, logo mais, às 19h30, no Cine Líbero Luxardo do Centur, com uma sessão de cinema que marca também o lançamento de sua primeira produção, em DVD, ”A Ilha”, de Mateus Moura. Entrada franca.

O filme rodado entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013, na ilha do Cotijuba, na Baía do Guajará, na Baía do Marajó e na Ecovila Iandê, na Comunidade de São João Batista em Santa Bárbara foi feito de forma independente, numa parceria entre as produtoras Maria Preta, Insular Produções e Coletivo Quadro a Quadro, com apoio do Miritismo.

O filme conta a história de Nazareno, um homem que nasceu e trabalha no continente e, que, hoje, sobrevive na Ilha. A travessia faz parte de sua rotina. Sob ele, todos os dias, flui o Grande Rio, inundado de historias mal-contadas. 

A esposa de Nazareno, Carline, é dona de casa, e a monotonia faz parte de sua rotina doméstica insulada, assim como um certo receio diante do desconhecido. Ambos sonham com a chegada de um filho, que distraia o tédio e gere um novo prazer pela vida. O sonho vira pesadelo quando o seu destino se cruza com a obrigação de Silene, nativa da ilha.

A produtora - A Maria Preta é uma entidade com fins criativos que atua no ramo da ficção cinematográfica. Tem em seu currículo um longa e está em fase de montagem de seu segundo filme. Já participou de festivais regionais e nacionais e agora entrará em seu processo de distribuição internacional.

Toda a sua atuação tem se construído de forma alternativa e independente, desde a produção, o aprendizado e a distribuição. Através de parceiras com pequenas produtoras, cineclubes, festivais e outras entidades com os mesmos fins culturais.

Na ocasião, além da exibição de “A Ilha” e do doc-crônica “Cotijuba – a ilha do diabo?”, produção da Insular Produções, haverá um bate-papo com a equipe da produtora e a exibição do primeiro teaser do seu novo trabalho: “Orla”. Além da merenda festiva.

Programação

  • 19h30 Exibição de “Cotijuba – a ilha do diabo?” (23 min)
  • 20h Exibição de “A Ilha” (60 min)
  • 21h Bate-papo
  • 21h30 Merenda e venda dos DVDs

Serviço
Lançamento do DVD  “A Ilha”. Nesta terça-feira, 14, a partir das 19h30, no cine Líbero Luxardo do Centur. Entrada franca. O DVD tem vários preços: Edição popular (R$ 5,00), edição de luxo (R$ 10,00) e a edição para colecionador (R$ 15,00), além do sorteio de DVD’S para os espectadores que estiverem presentes. 

13.10.14

Feira Literária do Pará foca no mercado local

Divulgar seus trabalhos e estreitar o contato com os leitores. Foi com este objetivo que um grupo formado por dez escritores paraenses, em parceria com a Livraria da Fox, criou a Feira Literária do Pará, que será realizada no próximo dia 18, na loja da Rua Dr. Moraes. Em sua primeira edição, o escritor Jaques Flores foi escolhido como patrono do evento.

A ideia é resgatar livros importantes, já esgotados, assim como fomentar a publicação de novos autores e ampliar o mercado literário para os escritores paraenses. 

O lançamento de duas premiações vão contribuir para isso, o Prêmio Fox de Literatura, que visa publicar o primeiro livro de novos autores, já em 2015, focando o gênero Romance. Os interessados já devem entrar em contato com a organização para o envio da obra. Entre no site de feira e tenha mais informações: http://flipara.com.br/

E o segundo, o Prêmio Nobre de Literatura, que já está concedido ao escritor Alfredo Oliveira. O autor terá relançado na edição da Feira de 2015, o livro Belém, Belém, publicado inicialmente em 1983 e atualmente esgotado. As novas publicações serão viabilizados em parceria com a Editora Empíreo, de SP.

Será um dia inteiro dedicado à literatura paraense. Das 9h às 22h, a Flipa 2014 recebe Aline de Mello Brandão, Amaury Dantas, Andrei Simões, Antonio Juraci Siqueira, Bella Pinto de Souza, Edgar Augusto, Edyr Augusto Proença, Ronaldo Franco, Salomão Laredo e Walcyr Monteiro, que estarão autografando suas obras e firmando sua parceria com a Livraria FOX, espaço que eles já frequentam e onde seus livros também estão à venda.

A programação inicia às 09h, com sessão de autógrafos e abertura da exposição sobre Jaques Flores. Em seguida, às 10h, será lançado o livro Abaúna e Outros Poemas, de Aline Brandão. A abertura oficial será feira pela parte da tarde (16h), seguida de palestra sobre Jaques Flores (16h30), Garapa Literária (17h) e a partir das 19h, entrega do Prêmio Nobre e o anúncio dos Prêmio Fox 2015 e dos autores participantes da Flipa 2015, e mais sessão de autógrafos e o encerramento, às 22h.

Sobre o patrono da feira* – O autor homenageado foi jornalista, funcionário burocrático da polícia civil e principalmente poeta de excepcional senso de humor no domínio da poesia. Jaques Flores (como gostava de ser conhecido o cidadão Luiz Teixeira Gomes, nascido em 1898) em Belém viveu a vida toda que terminou a 12 de dezembro de 1962.

Precocemente órfão de pai, aos 15 anos de idade, saiu dos bancos escolares do Primário direto a uma oficina gráfica – e o convívio com livros que imprimia despertou nele o escritor e jornalista. O tipógrafo fez nascer o poeta, que participou da renovação provocada pelo movimento modernista de 1922, atuando intensamente na “Associação dos Novos”.

A militância no jornalismo notabilizou-o como cronista irreverente, cheio de verve, tornando-o um dos raros poetas críticos do Pará. O modernismo conduziu-o à utilização intensiva do linguajar caboclo, permeando de regionalismos toda a sua obra, tanto em poesia como em prosa. Como jornalista, fez centenas de crônicas, exercendo extraordinário senso crítico, para o jornal Folha do Norte, onde trabalhava. Foi autor também de conferências e trabalhos avulsos, publicados ao longo da vida.

Muitos de seus trabalhos permanecem espalhados pelas páginas de jornais e revistas, para os quais colaborou também sob outro pseudônimo que usava, “Zé Paraense”, desandando ferinas críticas sobre tudo e todos, particularmente contra os escândalos públicos.

Ocupou cadeira na APL a partir de 1946. Embora casado e com seis filhos, nunca deixou de ser boêmio, a ingênua boemia de então. Dessa época, contam-se deliciosas histórias de Jaques Flores e seu grupo, entre os quais compareciam o poeta De Campos Ribeiro, a cronista Eneida (depois cronista do jornal Diário de Notícias, no Rio de Janeiro, criadora do célebre “Baile do Pierrô”*).

Livros: Berimbau e Gaita. Poesia humorística. Belém, 1925; Cuia Pitinga. Poesia, 1936; Vespasiano Ramos. Ensaio, 1942; Panela de Barro, 1947; e Obras Escolhidas de Jaques Flores. Belém, CEJUP, 1993.

* As informações sobre Jaques Flores são do blog Acervo da Graphia - http://acervodagraphia.wordpress.com/category/jaques-flores/)

"Ópera Profano" faz nova temporada em Belém

Um travesti rouba a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré e a esconde dentro do Cine Ópera, um cinema dedicado a exibição de filmes adultos, frequentado por transgêneros, garotos de programa e homens da classe média. 

É esta a temperatura de “Ópera Profano”, espetáculo com dramaturgia de Carlos Correia Santos, que fica em cartaz de 14 a 18 de outubro (terça a sábado), sempre às 20h, no Porão Cultural da Unipop. 

A montagem da Companhia Teatral Nós Outros, que estreou em 2010, é um drama com atmosfera underground, adaptada do texto do autor, vencedor do Prêmio Literário Cidade de Manaus de 2005. É dele que surge no palco, um musical, reunindo atores, cantores, bailarinos, coreógrafos, músicos e cenotécnicos, além de um repertório com cerca de 17 canções autorais, compostas para o projeto. Nesta nova temporada, há novidades em cena.

Na trama, a travesti Tota provoca um tumulto na capela de onde sai a procissão da trasladação. Em meio à confusão, ele furta a imagem da Santa e a leva para o Cine Ópera, um tradicional cinema de filmes pornográficos que fica localizado, a poucos passos da Basílica de Nazaré.

Tudo isso tem uma razão afetiva: Tota quer realizar o sonho de sua colega travesti Baby que, dentro do cinema, está lutando contra as complicações decorrentes do HIV. Baby sonha em se aproximar de Nossa Senhora e rezar por um bom descanso.

Paralelamente, acontece o encontro de Lucas, um garoto de programa; Ângelo, jovem que frequenta o local sem que a família suspeite, e a decadente travesti Mira que, na juventude teve um filho que não vê e nem tem notícia há muitos anos.

Em outra situação, também dentro do cinema, três misteriosas figuras femininas transitam por entre os personagens, sem serem vistas, e tentam entender por qual razão todas aquelas vidas são completamente ignoradas pela sociedade.

“A montagem desse texto foi um desafio que abracei de forma intensa. A dramaturgia propõe um mergulho muito inusitado, delicado e humanista num universo que a sociedade insiste em deixar à margem. Num tempo em que se tem discutido cada vez mais a homofobia, vamos falar também um pouco do direito que o universo LGBT possui de ter sua fé, seus cultos religiosos. Por que Maria não pode estar onde travestis e garotos de programa estão?”, diz Hudson Andrade, diretor do espetáculo.

A peça surge de um processo de oito meses de estudos sobre o universo LGBT, realizados através de eventos, como o Terças Profanas. Ao mesmo tempo em que os atores eram instrumentalizados, o público também participava, tendo a cesso a informação e opinando sobre os temas. O projeto, ao longo de três semanas, abordou: violência homofóbica, direitos homoafetivos e a convivência com o vírus HIV. Participaram desses encontros artistas e estudiosos, como Helder Bentes, Kauan Amora, Rafael Ventimiglia, Hugo Mineirinho, Eduardo da Amazônia, Iracy Vaz, Bruna Lorrane e Milton Ribeiro.

Para o autor, a nova encenação captura de forma apurada a essência de sua obra. “Estou muito feliz com a visão do Hudson para o meu texto.

A direção dele, além de respeitar o texto, manteve a essência dark que ele tem. Conseguimos produzir o que eu sempre quis, que é um espetáculo com tons de ópera rock” diz Correia, que também estará em cena, cantando e tocando, através de seu selo Versivox.

A versão atual da Nós Outros para “Ópera Profano” traz no elenco Nilton Cézar (Baby), Luiz Girard (Mira), Jadylson de Araújo (Tota), Danilo Monteiro (Ângelo), Heythor Costa (Lucas), Marlene Silva (A Misteriosa), Lady Guimarães (Conselheira 01) e Karina Lima (Conselheira 02).

Na trilha, ao vivo, junto a Correia Correia Santos (melodias, violão, voz, direção musical), estão o guitarrista Angelo Silva (arranjos e execução de guitarra) e baixista Pedro Soares (arranjos e execução de baixo). A direção de luz é de Sônia Lopes e os figurinos, de Hudosn Andrade, com assessoria de Aníbal Pacha. O diretor assina ainda a cenografia.

Serviço
Ópera Profano, montagem da Companhia Teatral Nós Outros. Dias 14, 15, 16, 17 e 18 de outubro, às 20h, no Porão Cultural da Unipop (Senador Lemos, 557, entre Dom Pedro I e Dom Romualdo de Seixas). Ingressos: R$ 20,00 com meia para estudantes. Apoio: Unipop, Atores em Cena, Casa da Cultura Digital Pará, Versivox e Parla Página. Ingressos: R$ 20,00 ou $R 10,00 para estudantes (meia). Produção não recomendada para menores de 18 anos (contém cenas de nudez e violência emocional).

(postagem com informações da Parla Página - assessoria de comunicação - com edição do Holofote Virtual)

9.10.14

Festival de Cinema de Parauapebas abre inscrições

A sexta edição do CurtaCarajás – Festival de Cinema de Parauapebas – Pará, está com as inscrições abertas para as suas mostras competitivas, até 24 de outubro de 2014. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis em seu sítio: www.curtacarajas.com

Este ano há novidades. Além da principal mostra competitiva nacional de curta-metragem, o festival incluiu mostra competitiva de documentários amazônicos para realizadores da região da Amazônia Legal. Ambas as mostras oferecem premiação em dinheiro (R$ 20 mil reais distribuídos por categoria). Outra boa nova é o lançamento do edital Prêmio CurtaCarajás de Estímulo à Produção Audiovisual Paraense para realização de WebDocumentário, no valor de R$ 10 mil reais.

A programação se estende de 28 de novembro a 06 de dezembro, na praça de eventos em Parauapebas, incluindo mostra paralela para filmes convidados, oficinas, fórum de discussão e shows. O Fórum do Audiovisual Paraense discute o importante momento da cena audiovisual no estado, com a participação de entidades do setor nas esferas nacional e estadual e com realizadores e produtores paraenses.

Parauapebas, cidade localizada no sudeste paraense, conhecida nacionalmente pelas suas riquezas minerais do grande vale de Carajás e sua floresta nacional, vem desde 2009 realizando o festival que este ano chega a sua sexta edição contínua, se tornando uma importante janela de difusão da cinematografia brasileira na região norte e pólo de fomento à produção audiovisual na região e no estado.

O CurtaCarajás possibilita de forma gratuita o acesso do público a um panorama da recente produção cinematográfica brasileira, de realizadores independentes a grandes produções nacionais, além de oferecer formação através de cursos, oficinas e workshops.

Serviço
CurtaCarajás 2014 – 6º Festival de Cinema de Parauapebas – Pará. De 28 de novembro a 06 de dezembro. Realização: Labirinto Cinema Clube – ACCET. Apoio: Secretaria Municipal de Cultura de Parauapebas. Coordenação Geral: Ivan Oliveira. Mais informações: festival@curtacarajas.com
Site: www.curtacarajas.com e  www.facebook.com/curtacarajasfestcinema