9.12.19

Leia Mulheres traz obras de Maria Lúcia Medeiros

Em Bragança é mês de celebrar São Benedito e, não à toa, também foi o escolhido para a ler duas obras de Maria Lúcia Medeiros, escritora bragantina cujo legado, impregnado dessa cultura, é hoje de difícil acesso, pela falta de uma política editorial de publicação e reedição, o que restringe obras de inúmeros autores, ainda mais aquelas escritas por mulheres. A ação integra um movimento mundial e será realizada no sábado, 21 de dezembro, às 16h, na conhecida Praça do Coreto.

Projeto colaborativo para a divulgação e incentivo à leitura de autoras, o Clube de Leitura Leia Mulheres se espalha por todo o país.  Em Belém, por exemplo, o encontro de dezembro será no domingo, 15, no Museu Emílio Goeldi, das 9h às 12h, para ler  "O papel de parede amarelo", da escritora Charlotte Perkins Gilman. Trazendo temáticas diversas, como feminismo, racismo, obras indígenas, periféricas e tantas outras, não importa, o único critério que define o poema, texto ou conto a serem lidos é que seja de autoria de uma mulher. No mais a discursão é livre, sem sistematização acadêmica.

“Bragança no mês de dezembro irradia cultura, história, música, literatura, o clima muda, os tambores de São Benedito ressoam por todos os lados, então escolhemos a escritora Maria Lúcia Medeiros como a autora da vez. Vamos ler o conto Quarto de Hora, mas também o poema Benquerença, que foi publicado na obra antologia da Marujada organizada por Valentino Dolzane do Couto”, me explica Larissa Fontinelli, uma das idealizadoras do Leia Mulheres Bragança, em entrevista ao Holofote Virtual.

Há dois anos que o grupo vem se afirmando no cenário cultural da cidade, situada às margens do rio Caeté, no nordeste paraense. O primeiro encontro aconteceu em janeiro de 2018, mas já era um desejo antigo das mediadoras oficiais e iniciais, Karina Castilho - uma leitora voraz, naquele momento, caloura do curso de Letras, e Larissa Fontinele - professora de Literatura na rede pública de ensino que, nesta edição, divide a mediação com Bianca Goes.

A opção sempre foi por organizar as rodas em espaços públicos, mas por conta de algumas dificuldades, os primeiros encontros ocuparam bibliotecas de escolas e outros espaços, até que o grupo passou a se encontrar com mais frequência no coração da cidade, o Coreto histórico Pavilhão Senador Antônio Lemos, na Praça Antônio Pereira, a conhecida Praça do Coreto.

O espaço fica em frente ao Museu da Marujada, bem pertinho da orla e da igreja de São Benedito. Desde que a roda passou a ser realizada lá o público, que era em média 5 mulheres, por encontro,  triplicou. A intenção agora é dar mais espaço a autoras da região e estender as rodas para outros lugares próximos de Bragança.

“O clube de leitura se fortalece a cada encontro e, inclusive, já promoveu encontros com as escritoras do mês, como a Márcia Kambeba, escritora indígena brasileira que mora em Castanhal. E como a parceria tem dado muito certo e mudado muitas formas de pensar, o grupo se ampliou para o município de Capanema, com quatro mediadoras: Andréa Ribeiro, Deyse Abreu, Roberta Laíne e Valdete Gomes”.

Larissa Fontinele estuda literatura há quase vinte anos, quando ingressou no curso de Letras. “Tive a oportunidade de ter aulas como o professor José Arthur Bogéa, amigo pessoal de Maria Lúcia que nos possibilitou o encontro com a autora. Na ocasião lemos o conto Velas, por quem?”, diz Larissa, que aquela altura não sabia da importância da autora, não conhecia seus textos e nem tinha ideia de que futuramente ela faria tanto sentido em sua vida. 

“Tempos depois escrevi uma monografia para o término da minha especialização em estudos literários: Noites e noites com Maria Lúcia Medeiros: Leitura de alguns contos notívagos da obra, sob a orientação do mestre Joel Cardoso. Minha pesquisa acadêmica em literatura também me levou para outra autora bragantina, Lindanor Celina. Atualmente pesquiso literatura de autoria de mulheres indígenas”. Na entrevista a seguir, converso um pouco mais com ela sobre o surgimento do grupo em Bragança.

Holofote Virtual: Como vocês conheceram o Leia Mulheres?

Larissa Fontinele: O primeiro contato com o Clube de Leitura Leia Mulheres se deu através das redes sociais. É importante frisar que o Leia Mulheres é um projeto colaborativo para a divulgação e incentivo à leitura de autoras. A mediação deve ser sempre feita por mulheres. Homens são bem-vindos apenas para participar das rodas de conversa. A coordenação nacional fica por conta de Juliana Gomes, Juliana Leuenroth e Michelle Henriques, que cuidam das redes sociais, do site do projeto e de possíveis parcerias com editoras.

Holofote Virtual: Que autoras já foram lidas durante estes dois anos de rodas?

Larissa Fontinele: Nesse período já lemos para mais de 20 obras. A nossa primeira leitura foi a obra Olhos D’agua, de Conceição Evaristo. Naquele encontro sentimos a dimensão da importância de ler autoras que nos representam efetivamente nas nossas lutas, dores e vitórias diárias, entre olhos cheios d’agua nos conhecemos e reconhecemos, já lemos desde a líder revolucionária russa Alexandra Kolontai passando por clássicas brasileiras como Clarice Lispector até as mais contemporâneas Djamila Ribeiro, Tatiana Nascimento, Márcia Kambeba, Grada Kilomba e Joice Berth. 

Holofote Virtual: Qual é a principal dinâmica da roda?

Larissa Fontinele: Enquanto mediadoras, cabe a nós conduzirmos a roda de conversa, deixar fluir a ponto em que todos sintam-se à vontade para compartilhar suas impressões sobre a leitura.  O que se espera sempre é que os participantes da roda falem sobre o que sentem a partir da leitura do texto literário, ou seja, como a leitura ultrapassa seu corpo e sua voz, qualquer pessoa pode chegar e sentar-se conosco, compor a roda e se expressar.

Holofote Virtual: Como se deu a curadoria para chegar a estes dois trabalhos da autora?

Larissa Fontinele: A autora já estava na nossa lista de leituras desde o ano passado, mas decidimos incorporá-la a nossa roda de conversa neste mês tão lindo em que Bragança respira renovação de ares. A escolha da narrativa e do poema se dá exatamente pelo espaço afetivo da memória que a escritura da Maria Lúcia compõe em sua literatura, como não se encantar com um texto reflexivo de uma mulher para outra mulher (nós, leitoras), em uma passagem como esta:

“Nem tive precisão de olhar para trás. Já era o dia seguinte e o Sol que me fizera despertar anunciava o dia pelo meio. Pus-me a caminho. Deparei-me dona, senhora de mim, possuinte dos meus próprios passos, sem saudades”. 

(Trecho do conto Quarto de Hora). 

Ou ainda, como não lembrar e sentir os ares de Bragança:

“O rio é minha cidade
O pai, a mãe, a família, 
Raízes galhos trançados
No tempo que nem sabia.”

(Poema Benquerença)

Maria Lúcia Medeiros (1942 - 2005)
Sente, me diz o que sentes? Pois é, a gente sente. A escrita da Maria Lúcia é isto, esse sentimento de tudo em nós, por isso, gostamos tanto do seu texto, e reconhecemos a importância de suas obras para literatura nacional.

Holofote Virtual: Momento de muitas trocas e um grande incentivo a literatura feita por mulheres! 

Larissa Fontinele:  Nosso objetivo é mostrar para as editoras que estas obras devem fazer parte do mercado editorial, infelizmente e atualmente, só conseguiremos encontrar a obra em sebos de livros usados, uma ou outra obra da Maria Lúcia Medeiros perdida nas estantes.

Por isso, fizemos a digitalização do conto e do poema dela, ou seja, de partes das obras para darmos conta dessa demanda que o mercado não quis suprir, isso é um ato de resistência literária também, aproveitamos, então, para manifestarmos o nosso descontentamento com os nichos do mercado que detém obras de autoras e as escondem em seus limbos editoriais. Queremos mais autoras paraenses publicadas!

(Fotos cedidas por Larissa Fontinele)

Exposição traz temáticas e narrativas ribeirinhas

“Rios e Redes: uma poética sobre o tempo” abre nesta sexta-feira, 13 de dezembro, às 18h, na galeria do Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará. A programação conta com exibição de um vídeo e show de carimbó. Entrada gratuita.

A  temática é ribeirinha, inspiração para a produção de mais de 20 peças elaboradas pelo Mestre Francisco Coelho (redes de pesca), o Chico das Rede, Roberta Mártires, que trabalha com moda autoral, a partir do crochê (Atelier Multifário), e Paulo Emílio, mestre na papietagem (Atelier Na Garupa). A curadoria é de João Cirilo Neto. 

Roberta Mártires vem tecendo em linhas, suas ideias, dando formas a criações inusitadas, de vestir e usar. A artista-artesã, agitadora e produtora cultural, ao propor o projeto de exposição ao edital do Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará, teve como objetivo exercitar o olhar e a relação de artistas, artesãos, amigos e fazedores de cultura com a cultura ribeirinha, os rios e seus habitantes, aspectos tão caros a nossa realidade e identidade.

Roberta Mártires
Foto: Faustino Castro
“Lá, onde a cidade pulsa barulhenta a qualquer hora do dia ou da noite, ouço relatos de uma cidade ribeirinha, de seus becos, e de sua resistência periférica, e percebo os outros que lá estão junto comigo. A Liberdade de criação, os trabalhos autorais e as fronteiras do bairro onde moro, e onde trabalho se misturam, pois não só finco meus pés neste lugar de trabalho, como ainda moro na Cidade Velha, primeiro bairro de Belém. Um bairro central cheio de misturas, odores e sensações que guarda o maior número de Museus da capital, entretanto, não recebe suas artes ribeirinhas".

Francisco Coelho é o mestre inventivo das redes e teias artesanais: redes de segurança, de esportes, de pescas e de dormir. É possível encontrá-lo no Mercado Francisco Bolonha, o conhecido Mercado das Carnes, localizado no Complexo do Ver o Peso, bem em frente ao Solar da Beira. Criador de belíssimos matapis, de paneiros, luminárias, puçás e de tantos outros objetos que saem de suas mãos com materiais que reutiliza e subverte em seus usos anteriores, Chico faz a primeira incursão em espaço expositivo e suas criações ganham destaque em plasticidade e formatação. 

“É importante ressaltar que eu e Paulo Emílio já nos colocamos como artistas, já o Chico é um mestre e que tem um dos trabalhos mais fortes dentro da exposição.  Ele faz  um trabalho que não é voltado ao universo artístico, seu trabalho junto a pesca artesanal contribui para trazer o alimento às pessoas e é disso que ele também se alimenta. Ele está no mercado desde criança, primeiro no Ver-o-Peso e depois nesta barraca que ele ocupa no Mercado de Carne, onde eu também exponho a Multifário. Ele não se via como artista, mas para mim ele é peça chave desse projeto”, diz Roberta Mártires.

Paulo Emílio
Foto: Otávio Henriques
Paulo Emílio Campos, com sua produção escultórica, iniciada em 1989, apresenta um olhar politizado e bem humorado sobre o cotidiano e sobre o universo da arte. As criações, feitas em papietagem, a partir de materiais tão simples como o papel e o amido de milho, tecem comentários sobre as relações de homens e mulheres em sociedade e com meio-ambiente. Versáteis, suas criações exploram todas as possibilidades em termos de suportes, montagens destilando camadas e camadas de significados.

O convite está feito. O público verá instalações e uniões de objetos e esculturas que refletem a contribuição entre os artistas, dentro de seus ofícios, resultando em obras feitas em caráter de coletividade. Um vídeo produzido pelo Coletivo Mergulho (direção e montagem: Carol Magno / som e áudio: Renato Torres)  também será exibido, contendo o relato dos participantes, e haverá show de carimbó do grupo Cuité Marambaia. A noite de sexta promete começar bem ali pela Campina.

Serviço
“Rios e Redes: Uma Poética sobre o Tempo" - mostra contemplada pelo edital da galeria de artes do CCJE/2019. Abertura nesta sexta-feira, 13, às 18h, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará (R. João Diogo, 254, bairro da Campina). A exposição ficará aberta até janeiro, sempre de terça a sexta-feira, das 9h às 17h. No dia 18 de dezembro haverá uma feirinha dentro do espaço, aberta ao público das 9h às 14 horas, com trabalhos de artistas convidados que produzem peças autorais. Entrada gratuita.

7.12.19

Violão Solidário encerra o ano com show na praça

Com rock, samba e chorinho, concerto do Projeto Violão Solidário reúne artistas em shows gratuitos na Praça da República. Apresentação, que celebra o primeiro ano do projeto de musicalização que atendeu 90 crianças de escolas públicas, será neste domingo (8), às 9h, no anfiteatro da Praça da República. 

Cerca de 90 alunos de escolas públicas participaram de cursos gratuitos de musicalização sob a batuta de Diego Santos, destaque da nova geração do chorinho, e Nego Nelson, um dos maiores instrumentistas do país. Da música regional ao rock, o show traz ainda a participação de convidados como Sammliz, Trio Lobita, Allan Carvalho e Pedro Viana.

O projeto é uma plataforma de valorização da cultura paraense, especialmente do violão enquanto instrumento fundamental na música popular brasileira. A iniciativa aposta na arte como meio de contribuir para a formação estética e cidadã de meninos e meninas entre 10 e 15 anos, estudantes de escolas públicas e advindos de famílias de baixa renda. O propósito é fazer da música ferramenta pedagógica e estratégica na redução da violência e diminuição da evasão escolar.

Para a coordenadora geral do projeto, Narjara Oliveira, a iniciativa oportuniza uma introdução à linguagem artística e transforma o relacionamento escolar. “Quando se coloca um adolescente para fazer uma oficina de violão, estamos trazendo, inevitavelmente, informações que eles nunca tiveram. E isso muda a vida das pessoas”, pontua. “Atrelamos a participação no projeto ao com comportamento e desempenho deles na escola e isso tem modificado a forma com que eles lidam com os colegas, como eles lidam com o patrimônio, porque tudo isso nós cobramos deles”, conta Narjara.

O primeiro módulo de oficinas, que atendeu 30 estudantes, foi realizado no Fórum Landi, com aulas ministradas por Diego Santos, professor do naipe de violões e regente do projeto Choro do Pará. Já a segunda etapa formou 60 alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Rui Barbosa, que realizaram o curso com Nego Nelson, artista de renome nacional com mais de 50 anos de carreira.

A diretora da escola Rui Barbosa, Márcia Maia, explica que a oportunidade de estar em contato com a música traz vários impactos aos alunos. “É uma oficina de música tão importante, com impactos social, afetivo e emocional. Ter o projeto Violão Solidário e a presença do Nego Nelson é motivo de orgulho e satisfação e nós ficamos muito agradecidos”, diz Márcia.

“Nossos alunos, muitos com históricos de carências das mais variadas, se sentem estimulados. Muitos deles relatam que já se veem como artistas e imaginam um futuro na arte. É emocionante”, relata Josefa Silva, coordenadora pedagógica da escola.

Coordenador pedagógico do projeto, Nego Nelson partilhou a experiência de 35 anos na área de arte educação. Ele foi professor de violão durante 15 anos no Conservatório Carlos Gomes e ao longo de 20 anos na Fundação Curro Velho, além de já ter participado de inúmeros projetos de musicalização através do violão pelo estado do Pará. 

“Só o fato de eles virem para o curso e ficarem nessa integração, como a atividade paralela, por meio do violão, melhora o desempenho do aluno na escola, melhora em matemática, português, melhora em tudo. Eles podem experimentar se é isso o que eles querem, aguçando o potencial artístico das crianças”, diz  Nego Nelson.

Daieny Fernandes, aluna do 9º ano da Escola Estadual Rui Barbosa, na Cidade Velha, é só expectativa para o primeiro concerto da carreira. “Eu sempre achei bonito tocar violão e depois de ter escutado sobre toda história do guitarrista americanos Robert Johnson, passei a ter mais vontade de aprender a tocar. As oficinas me incentivaram, mais ainda, a continuar, porque eu realmente já pensei em criar muitas coisas, já que eu tenho muitas inspirações para poemas”, conta a aluna.

Do regional ao rock

No concerto na Praça da República, três turmas de alunos irão apresentar um repertório com clássicos da música brasileira, como Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e Uirapuru, do maestro paraense Waldemar Henrique. A surpresa fica por conta de Suzie Q, do Creedence.

A programação traz o recital de Diego Santos, com músicas autorais. Violonista e compositor, ele é um dos destaques da nova safra de instrumentistas do Pará. Em 2018 participou do Festival Internacional de Choro de Paris e ainda se apresentou nas cidades de Amsterdam na Holanda e Lyon na França, com o projeto Mercado do Choro.

Em seguida, sobe ao palco Nego Nelson.  Sumidade da música brasileira, ele já produziu músicas para teatro, filmes e documentários. Participou de festivais e shows com artistas de renome nacional como Leny Andrade, João Donato, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Billy Blanco, Arismar do Espírito Santo, Maestro Laércio de Freitas e outros. Se apresentou em países como França e Itália, e possui sete discos autorais, além de participações como instrumentista em mais de vinte CDs de outros artistas.

O concerto encerra ao som do Trio Lobita, que reúne grandes artistas: Paulinho Moura (violão 7 cordas), Tiago Amaral (clarinete) e Andréa Pinheiro (voz e pandeiro). O grupo surgiu em 2012, resultado das reuniões sonoras realizadas na casa do cartunista Biratan Porto, chamada de Terças de Cordas. Canções do universo do samba e choro e autorais fazem parte do repertório do trio, dividido entre instrumental e cantado. Em 2017, o grupo lançou o disco Na Marola, com repertório autoral e em parceria com outros artistas, que teve a produção enriquecida com a participação de músicos especialistas em maxixe, polca, baião e choro.

Serviço
Concerto do projeto Violão Solidário, neste domingo, 8, às 9h, no anfiteatro da Praça da República. Entrada franca.

Movimento cultural agita este domingo no Bengui

Um domingo inteiro de festa para celebrar e fomentar, através da mobilização popular e artística,  a produção cultural de artistas do bairro. Além de apresentações artísticas, também será realizada uma feira gastronômica, com bebidas artesanais e capoterapia. O “Ame o Bengui: Um pirão de cultura” é um projeto da Associação dos Moradores do Bengui (Amob) em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado (Secult). Neste domingo, 8, das 9h às 21 horas. A ação ocorrerá no perímetro em frente a Amob, na travessa São Pedro.

Pouco se fala desse lado do Bengui, celeiro ou palco para artistas com destaque até no cenário nacional como o ainda morador do bengola Edilson Moreno, compositor de muitos jingles e tantos bregas que estão na mente e na boca do povão e o também artista, porque não? Do futebol jogador hoje consagrado jogador do Vasco da Gama / RJ e ídolo do Paysandu, Yago Picachu. E que recebia o hoje cantor Afonso Cappelo cantor finalista do The Voice Brasil de 2016 que frequentava, quando podia, a banca de batata frita dos Madruguitas e ficava rodeado de amigos e o papo rolava solto com direito a roda de violão.

Registro marca parceria da Amob com a Secult
E é justamente esse Bengui que está abrindo as portas aos novos olhares de nossa cidade, que chegou até a Secretária de Cultura, Ursula Vidal e despertou o interesse de montar essa parceria neste projeto piloto que conseguiu unir tanta gente num período tão conturbado e bi polarizado. Assim que o povo bengolano possa conhecer a arte produzida no próprio bairro e que moradores de outros bairros possam também prestigiar isso, assim como os moradores da periferia vão aos eventos do centro que o pessoal do centro possa e queira ter interesse no que a periferia diminuindo mais ainda distâncias e diferenças que independem de suas classes.

A Associação já vinha realizando há sete anos sem patrocínio algum apenas com recursos captados dentro do grupo denominado “Amigos da Boa Música”, projetos culturais que envolveram shows de tributos a Renato Russo e Raul Seixas, o Fest Rock Periferia, com bandas autorais e covers, peças teatrais que circularam em escolas públicas do bairro, resultado de oficinas realizadas para os jovens junto com a UFPA.

Evento quer ser contínuo somando novas parcerias

Neste domingo, as apresentações  musicais ficam por conta de Kleyton Silva, vocalista da banda Na Cuíra, Em forma de samba, Lima Neto, Extinção Humana, Klitores Kaos e Banda Influenza. Na dança regional terá o Paránativo e o Grupo canto do Aracuã. Tem dança clássica também com o balet do NEP, projeto com crianças desenvolvido no Núcleo de Educação Popular Raimundo Reis, Capoeira com o grupo Ubuntus. A encenação será com o Grupo de Teatro Palha, expositores M4m4 Freak, Tinta Preta, Pitoresco tatoo,  que dará como prêmio uma tatuagem no valor de 100 no bingo que será realizado em meio ao evento. É isso aí, o 3º Ame o Bengui estará recheado de opções para entreter o domingo de feriado venha e confira. Realização Amob e Secult.

Existe a intenção de tornar esse evento em periódico trimestral ou semestral, com a ambição de receber futuramente nomes como Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro, Keila Gentil, Nelsinho Rodrigues, Wandelei Andrade, Dona Onete, entre outros, se já foram ao Rock in Rio é possível dar uma palinha no 4º ou 5º Ame o Bengui. Está em andamento e fase de aprovação um trabalho voltado para o grafite com a intenção de  fazer uma gigantesca galeria a céu aberto. Patrocinadores, cooperadores, apoiadores virtuais de ideias assim, o Bengui conta com vocês, acreditem na iniciativa!

Este será o 3º, os dois primeiros foram na década de 1990 e recebeu no auge de sua carreira a banda Mosaico de Ravena, que mesmo com muita chuva se apresentou e foi um dos mais marcantes momentos para os jovens( hoje senhores) daquela época.

6.12.19

Mateus Araújo estreia "Chico Buarque de Chambre"

Ao completar sua residência de dois anos na capital francesa, como recipiente do Prêmio Icatu de Artes, o maestro, compositor, pianista e violinista Mateus Araújo apresenta o concerto “Chico Buarque de Chambre”, na próxima segunda-feira, 9, às 19h30, na Cité internationale des Arts de Paris. Bati um papo com ele e com Landa de Mendonça, cantora e atriz, sua convidada, e também companheira.

Em sua trajetória, Mateus Araújo já dirigiu extenso repertório sinfônico e lírico, assim como desenvolveu um trabalho educacional com orquestras jovens no Rio de Janeiro. Como compositor e arranjador teve obras apresentadas em Nova Iorque, Paris, Zurique, Leipzig, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Belém, entre outras cidades e países, com sucesso entre músicos, público e crítica. 

Em 2018, estreou na Cité des Arts de Paris seu livro "88 Prelúdios para 88 Notas" para piano solo. Neste ano, seguiram-se as estreias da Sonata para Clarineta e Piano e do  Concerto para Quinteto de Cordas e Orquestra em Pistoia, além da peça Triálogos, em São Paulo e Zurique.

Nesta nova apresentação, ele convida a atriz e cantora Landa de Mendonça e um quarteto de cordas formado por jovens brasileiros já atuantes na cena musical parisiense: os violinistas Walber Matos (PA), Rafael Gonçalves do Carmo (PR), o violista Adyr Francisco (RJ), e o violoncelista Abner Borges (SP). Mateus estará ao piano, assinando composição e arranjos. 

Landa é natural de Belém-PA, estudou Teatro e Canto Popular na Universidade Federal do Pará, na Escola de Teatro Martins Pena e no Conservatório Brasileiro de Música no Rio de Janeiro. Com mais de 20 anos de experiência em Teatro e Cinema, ela se dedica a cantar um repertório desenvolvido sobre a pesquisa da música popular brasileira.

Graduado em Composição pelo Conservatório Brasileiro de Música, Mateus Araújo trabalhou como regente titular e convidado de importantes orquestra brasileiras, desde sua participação no concurso mundial Maazel em 2002. Como titular, esteve a frente da Orquestra Jazz Sinfônica (1999/2000), Sinfônica de Ribeirão Preto (2003/04), Sinfônica do Teatro da Paz (2005/09), OSB Jovem (2012/13) e Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (2016/17). 

“Chico Buarque de Chambre” é composto por uma abertura original intitulada Poema pro Chico (2019) e uma suite com dez das canções mais icônicas de Chico Buarque, arranjadas para uma formação de câmara: voz, piano e quarteto de cordas. É ao mesmo tempo uma homenagem ao universo buarqueano e à música de câmara universal, como um ciclo estruturado em estilo clássico contemporâneo.

Estão no repertório, Roda Viva (1967), Construção/Deus lhe pague (1971), Gota d’Água (1975), O que será (1976), Cálice (1978), O meu guri (1981), A volta do malandro (1985), Joana Francesa (1990) e Vai passar (1990). Todas as canções e letras são de Chico Buarque, exceto Cálice, de Gilberto Gil e Chico Buarque, e Meu Guri, de Francis Hime e Chico Buarque. De Paris, envolvidos com os últimos ensaios, recebendo brasileiros que moram em cidades próximas, Mateus e Landa responderam a entrevista do blog, confiram! 

Holofote Virtual: Cantar Chico Buarque se tornou um ato revolucionário, também fora do país? Vocês sabem do que estou falando. Além disso, qual foi a inspiração maior para escolher esta obra para interpretar neste projeto?

Landa de Mendonça: Com certeza, é um ato revolucionário resgatar uma expressão gigante de nossa cultura que está sendo atacada. Se alguns textos de Chico carregam denúncias sociais, que elas possam vir à tona. A inspiração foi a própria qualidade de sua obra, sua importância e beleza, que é nossa grande referência de criatividade e comunicação. 

Mateus Araújo: Numa época onde estes valores estão sendo desprezados ou até intencionalmente diminuídos, nossa consciência nos impulsiona a querer defender e compartilhar nossa visão de qualidade, e se possível trazendo mais conexões. É uma questão até de responsabilidade. Imagino o ímpeto que deve sentir um bombeiro vendo uma casa pegando fogo na sua frente com pessoas aprisionadas dentro.

Holofote Virtual: Chico é também um lugar de fala para as mulheres. Você já tinha feito outros trabalhos com a obra dele, Landa?

Landa de Mendonça: Chico sempre esteve presente, desde o tempo de escola, e assim que me inclinei ao teatro e a música, vi que seu texto nunca perdeu a força, e carregava a universalidade atemporal dos grandes gênios. E para as mulheres realmente é uma luva, um luxo, um bálsamo e um antídoto contra a opressão. Aos poucos fui aprendendo e imaginando o que eu poderia acrescentar como intérprete de  algumas canções. Fui compondo um repertório e também participei de uma montagem da Gota d’água.

Holofote Virtual: Mateus, o show também celebra esses dois anos de residência na França. Como tem sido esses anos e esse projeto ao acaso representa uma despedida? Vai circular para além dos telhados de Paris?

Mateus Araújo: Paris foi a cidade capaz de catalisar o desenvolvimento artístico da humanidade e aqui surgiu a expressão vanguarda, de avant-garde. Aqui existe uma perspectiva única sobre o tratamento das sonoridades, e este caminho é explorado por tantos compositores. Encontrei muitos compositores que trabalham com novidades e músicas eletrônicas, mas escrevem bastante tradicionalmente, com tonalidade e coloridos desenvolvidos nos séculos XIX e XX. 

No ano passado pude concluir meu projeto de 88 Prelúdios para 88 Notas que, apesar de utilizar somente recursos acústicos, foi uma maneira inédita de fazer música. Entre tantos trabalhos em construção e desenvolvimento, este era um sonho acalentado há muito tempo. Achei que neste momento era o mais importante a se fazer: traduzir a música popular brasileira para a formação de concerto. 

O desafio de constituir um conjunto onde os elementos da música popular e de concerto estejam absolutamente equilibrados. Quando se faz concertos de música popular com orquestra ou instrumentos acústicos, em geral uma das partes acaba incapacitada de demonstrar todo seu potencial. Então posso dizer que meu objetivo é diferente de  colocar uma nova roupagem, mas sim abordar uma nova visão musical, independentemente de qualquer sofisticação. Com essa proposta e este conteúdo, espero mesmo que circule além dos telhados de Paris. O Brasil merece e o mundo merece.

Holofote Virtual: Como está a dinâmica do show, o repertório. E a Lelê também vai participar? Vi uns vídeos

Mateus Araújo: Foi um processo de criação conjunto, cheio de debates e descobertas, e principalmente cheio de verdade. Como se diz em alemão - “Hausmusik”, a música que fazemos em casa; ensaiamos separadamente com cada músico, e sim, a Letícia, participa, claro, ela é a flor que cresce no seio familiar com seus talentos sendo desenvolvidos naturalmente.

Holofote Virtual: Vocês estão aí no meio artístico. Falando de política, como as loucuras que estamos vivendo aqui, repercutem aí?

Landa de Mendonça: Infelizmente, a exploração dos governos e a distorção dos fatos é uma tendência global generalizada, mas a falta de compromisso com a educação no Brasil é assustadora. Vemos e sentimos os ataques à cultura e à ciência. O que poderia nos tirar do buraco é justamente a educação, e nossa cultura é que nos define. Passamos vergonha todo santo dia. 

Holofote Virtual: Voltando ao show, como estão os preparativos e as expectativas para essa estreia mundial ?

Mateus Araújo: A expectativa é grande, mas já podemos sentir que a receptividade será calorosa. Uma coisa que sentimos aqui é que o interesse e o respeito pela arte podem ser correspondidos.

Holofote Virtual: Landa, experiência na Europa, o que impacta na tua trajetória? Alguma saudade do Rio ou Belém? Contrastes?

Landa de Mendonça: Estar aqui significa pensar no que temos para oferecer de melhor, enxergar o melhor em nós mesmo e desejar a superação. Por enquanto, saudades monstruosas de açaí, rs.

Holofote Virtual: Mateus, teus sonhos daqui por diante?

Mateus Araújo: Meu sonho é continuar aprendendo e compartilhando este aprendizado, sempre com a maior verdade possível, mesmo quando isto possa parecer distante do fluxo do sucesso. Não existe nenhum sonho que ultrapasse o anseio pela integridade artística. 

2º Festival Curta Bragança divulga os premiados

Nesta edição levaram o troféu Valdir Sarubbi, os filmes “Bicha – Bomba (PR), de Renan Cirillo, na categoria documentário, e “Corpos Vermelhos” (SP), de Lucas Sampaio Valentim, na categoria de ficção. O Melhor Videoclipe foi “Na Corda”, de Lucas Estrela, com direção de Lissa Alexandria, sendo esta também a única obra paraense premiada.

Realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, na Fundação Educadora de Comunicação de Bragança, o festival exibiu, este ano, 41 obras selecionadas a partir de um universo de mais de 300 inscrições, vindas de vários estados brasileiros, entre documentários, filmes de ficção e videoclipes. 

O clipe de “Na Corda” (música composta em parceria com Manoel Cordeiro), única obra paraense premiada, traz uma pegada psicodélica. É o primeiro clipe produzido de Lucas Estrela. Dirigido por Lissa Alexandira, Lucas mergulha em uma manifestação da mente, encontra personagens e vive experiências profundas pelas ruas de Belém que o levam a encontrar o seu verdadeiro caminho: a música. Vale dizer que o percurso feito pelo roteiro é o mesmo do Círio de Nazaré, trazendo personagens que fazem parte dos ritos de diversidade que pertencem à da festividade.

Na Corda / Fotos: Isabelle Martins
"Primeiro quero ressaltar que assino roteiro e direção do clipe mas a produção, assim como todas as produções audiovisuais, é fruto de um trabalho em conjunto, que nesse caso é o resultado do empenho de 30 pessoas que amam realizar. Entre um trabalho e outro conseguimos nos reunir e junto com o Lucas concebemos a ideia do clipe de Na Corda, que partiu da ideia de mostrar a cidade através da psicodelia da música, contando com a ajuda de personagens que atravessam o caminho de Lucas na tentativa de mostrar o que ele veio ao mundo para fazer mesmo", diz Lissa Alexandria.

Para ela foi uma honra saber que foi o primeiro clipe produzido do Lucas Estrela, "um músico super talentoso e que acreditou no nosso trabalho para mostrar a arte dele. Foram duas artes que se uniram: a arte de realizar o audiovisual na Amazônia e a arte musical de um jovem talento paraense, e acredito que essa união de esforços é importante para quem produz, para o artista e para os consumidores desse produto", continua.

A diretora ressalta, ainda, que por se tratar de uma obra instrumental, o desafio de criar uma visualidade e construir um roteiro foi maior. "Este fator nos permitiu que passássemos pela experiência de mergulhar fundo nesse projeto, desde sentir a música para poder transformar em imagens. Acho que isso contribuiu para, particularmente falando, ficar um trabalho incrível. A equipe se envolveu muito e se colocou no lugar do público, do receptor, também", finaliza.

Paraná e São Paulo levam nas demais categorias 

Bicha Bomba
O curta-metragem Corpos Vermelhos, de Renan de Cillo, produzido originalmente como Trabalho de Conclusão de Curso de sua faculdade de cinema, junta registros da infância do cineasta com o fim trágico de Alex, o menino que foi morto pelo pai aos 8 anos de idade. A obra faz crítica a violência homofóbica.

A ficção de Lucas Sampaio retrata a historia de Marcos Vinicius em quatro fases da vida: criança, adolescente, jovem e adulto, e toda a dificuldade que ele encontra por ser negro e periférico. A sinopse avisa: Este filme “não é capaz de vingar as mortes, redimir os sofrimentos, virar o jogo e mudar o mundo. Não há salvação. Isso aqui é uma barricada! Não uma bíblia.”

Para San Marcelo, da Sapucaia Filmes, produtora local que desenvolve o evento, o resultado foi satisfatório. Houve aumento de público e também de maior quantidade de filmes paraenses inscritos, se comparando ao ano passado.

Corpos Vermelhos
“Esse ano o festival foi mais compacto devido a uma demanda de atividades que já tínhamos realizado ao longo de 2019. A expectativa de público aumentou, foi melhor que o ano passado, lotamos uma sala, mas durante o dia ainda sentimos falta de mais participação na plateia. 

Entendo que este é um trabalho de formiguinha, queremos não só fomentar o audiovisual mas também o turismo na cidade por meio do audiovisual. Em geral ficamos muito satisfeitos e esperamos que ano que vem seja melhor ainda”, diz San.

Ele também ressalta que o trabalho de curadoria foi difícil para chegar ao 41 filmes que participaram das mostras, sendo o mesmo para o júri formado este ano por Lorenna Montenegro, (PA), Diogo Berns (SC) e Victor Yuri (SP).  “O nível foi muito bom, muitos trabalhos de qualidade e também ficamos muito feliezes em ver mais filmes da região participando”, conclui.

Novo clipe de Lia Sophia traz paisagem santarena

A cantora e compositora Lia Sophia lança nesta sexta, 06, seu novo single/clipe "Festa da Vida", gravado em Alter do Chão, mostrando as belezas do local. O novo trabalho está disponível no canal do YouTube da artista e em todas as plataformas digitais. A artista também estará no palco hoje à noite, numa participação no show de Félix Robatto, no Mundo Pensante, em São Paulo.

Gravado em novembro desse ano, o clipe que tem direção de Caco Souza (400 contra 1; Solteira Quase Surtando) teve como locações o Igarapé do Macaco, com cenas do Monte da Piroca e na sede das Suraras do Tapajós, em Alter do Chão, oeste paraense.  

“Há tempos tinha esse desejo de gravar em Alter do Chão e poder compartilhar com os meus fãs as belezas daquele lugar. E poder sensibilizar as pessoas para a preservação da nossa cultura e das nossas florestas“, revela Lia Sophia.

O clipe conta com a participação especial de Pacha Esperança Lavandeyra Saenz, de 7 anos de idade, nascida e criada em Alter do Chão, que representa Lia Sophia quando criança. 

"As gravações do clipe mostram um pouco do universo desse paradisíaco distrito de Santarém que me levou a reviver memórias da minha infância vivida no interior do Amapá e do Pará, me banhando nos rios Amazonas, Arumanduba em Abaetetuba e rio Matapi em Macapá", lembra a artista.
As belíssimas paisagens de Alter e todo o universo são bem explorados no clipe e convida a refletir sobre a necessidade de proteger as nossas florestas. 

Pará em São Paulo - Ainda nesta sexta, 06, Lia Sophia faz participação especial no show de Félix Robatto na Noite Se Rasgum feat Lambateria, no Mundo Pensante (Vila Mariana),  programação noturna da Semana Internacional de Música (SIM) de São Paulo que segue até este sábado, 07. 

A noite contará ainda com shows do Bando Mastodontes, Keila com participação de Luísa e os Alquimistas e Luê com participação de Mateo, da banda Francisco Ele Hombre. A Noite Se Rasgum feat Lambateria apresenta para um dos mais importantes eventos de negócio de música do Brasil um recorte da diversidade e riqueza da música paraense.

Serviço
Lançamento do single/clipe "Festa da Vida" nesta sexta, 06 de dezembro, no canal do YouTube da artista e em todas as plataformas digitais.

(Informações da assessoria de imprensa com edição do Holofote Virtual)

Studio Pub Rock Festival reúne 20 bandas e mais!

O Studio Pub Rock Festival -- Celebration Day 2019 terá dez horas de duração, no Insano Marina Club, em Belém. 4 palcos, além de três espaços inéditos prometem agitar a noite dos amantes do rock em várias de suas vertentes. Os portões estarão abertos a partir das 17h00. 

O público vai poder curtir alguns clássicos do rock como Led Zeppelin, Beatles, Guns'n Roses, AC/DC e Pink Floyd, até artistas que fizeram sucesso na atualidade como Arctic Monkeys, Linkin Park, Red Hot e ColdPlay. E no palco Nacional haverá tributo à Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Pitty, entre outros. 

Rockstreet& Foodcourt - Vinis, camisas e uma variedade de artigos de rock estarão disponíveis para o público em um espaço exclusivo dentro do Festival. Haverá também uma praça de alimentação com as mais famosas Pizzas e Classic Burgers do Studio Pub. 

“Queremos proporcionar uma experiência diferenciada. Teremos qualidade de som e luz, bebidas e comidas boas e um ambiente incrível para curtir o melhor do rock em uma noite com muita música boa”, conta Angenor Porto Penna de Carvalho Neto, responsável pelo evento. 

O primeiro Studio Pub Rock Festival ocorreu em 2012, no Memorial dos Povos, e reuniu apenas três bandas. A cada ano, o festival cresce em tamanho e qualidade, garantindo diversão com muito rock'n roll. 

“A ideia inicial era fazer shows tributos a super bandas de rock, muitas delas que nem existem mais. O festival com bandas tributo cresceu e hoje muita gente vai para matar a saudade daquele som, daquela banda que ja acabou ou que provavelmente nunca vai visitar Belém”, explica Henrique Penna, também um dos organizadores do Festival. 

Nem rock, o festival também traz a Cerveja Artesanal Made in Pará que marca presença na Feira dos Cervejeiros com a participação de alguma das maiores marcas do estado apresentando suas mais novas criações ao público. Já estão confirmadas as cervejarias Studio Brewing Co., Sir Black Brewery, Amazon Beer, Kerbier Cervejas, Kayapó Cervejaria de Redenção e 7Cats Brewery Co, primeira microcervejaria de Paragominas. Além disso, tem churrasco, assados em diversas técnicas, pelas mãos dos melhores pitmasters do Pará bem na frente do público. 

Line Up

PALCO CLÁSSICO: 
18:00h -- LED ZEPPELIN COVER 
20:00h -- BEATLES FOREVER 
22:00h -- IRON MAIDEN COVER 
00:00h -- PINK FLOYD PROJECT 
02:00h -- MISTICA QUEEN TRIBUTE 

PALCO MUNDO: 
19:00h -- BON JOVI COVER 
21:00h -- AC/DC COVER 
23:00h -- JUNGLE ROSES GUNS COVER 
01:00h -- METALLICA REMAINS 
03:00h -- SOAD COVER 

PALCO NACIONAL: 
18:00h -- PITTY COVER 
20:00h -- LEGIÃO URBANA & RAUL SEIXAS -- O POETA E O PROFETA 
22:00h - PAQUETÁ LOS HERMANOS COVER 
00:00h -- ENGENHEIROS DO HAWAII COVER 
02:00h -- CBJR COVER 

PALCO 90|00 
19:00h -- ARCTIC MONKEYS COVER 
21:00h -- LINKIN PARK COVER 
23:00h -- PEARL JAM COVER 
01:00h -- COLDPLAY COVER 
03:00h -- RED HOT CHILI PEPPERS COVER 

Apoio: Heineken 

Passaporte - 
SEGUNDO LOTE: 
Pista R$30,00 
Área VIP R$50 -- Lugar para sentar, bar e banheiros exclusivos 

Pontos de Vendas: 
▪ Studio Pub - R. Pres. Pernambuco, 277 - Batista Campos 
▪ Lojas Chilli Beans dos shoppings: Pátio Belém, Boulevard, Parque Shopping e Grão-Pará e Castanheira. 

VENDAS ONLINE: Sympla

(Informações da assessoria de imprensa, com edição do blog)

3.12.19

Cidade em F(r)estas leva arte à Praça do Carmo

Artes tecidas, itinerância nas ruas, nas praças, transparentes paredes. A próxima edição do Cidade em F(r)estas volta ao bairro da Cidade Velha, ocupando a Praça do Carmo. A programação é para toda a família e em especial, nesta edição, convida as crianças para uma sessão especial da série de animação Os Dinâmicos. Neste sábado, 07, a partir das 18h. 

O palco para o Cidade em F(r)estras é na rua. A iniciativa é de artistas de Belém que realizam juntos intervenções em diálogo com a vizinhança, propondo movimento, deslocamento, encontros. Estão integrados nessa rede os coletivos Casulo Cultural, Casa Velha, Aparelho, Holofote Virtual, sibilafilmes e Multifário, que neste próximo sábado levarão uma programação multiartes com projeções de videoartes, curtas, animação, documentários, em meio a fotovarais e apresentações de música, performances, teatro.

As cenas nas ruas já envolveram cerca de 1,5 mil pessoas, mobilizando para um movimento das cidades, seus personagens, suas ruas: trata-se de abrir espaço para uma ocupação de suas praças, becos, ruelas, caminhos. O projeto Cidade em F(r)estas vem movimentar as ruas, com cinema para mostrar as produções brasileiras e principalmente paraenses, além de fazer pessoas se conectarem com outras pessoas e outros pensamentos.

O projeto existe a partir de movimentos de pessoas de diferentes bairros, que cedem espaços em suas residências ou entidades para receber a programação. Vizinhos e público que trafega na área são envolvidos a participar. 

Audiovisual traz Direitos Humanos e Animação

Das projeções serão exibidos trabalho da Faculdade de Direito da UFPA, com o curta Direitos Humanos, e a série de animação “Os Dinâmicos”, da Central de Produção Cinema e Video na Amazonia, com direção de Luciana Medeiros e Afonso Gallindo, além de uma equipe inteiramente de profissionais da animação paraense. Será a primeira exibição pública da série, em Belém.

Trazendo 13 episódios inspirados na obra de Mestre Vieira, criador da guitarrada, e nas animações dos anos 1970 e 1980, que traziam séries animadas com heróis e bandas musicais, a série foi realizada entre 2016 e 2017, por meio do edital de financiamento Prodav 08 – 2014 - Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro. Estreou nas TVs Públicas, em outubro de 2018, e não está disponibilizada na internet.

Cada episódio inicia com ensaios da banda Vieira e Seu Conjunto num estúdio-casa que fica na copa de uma Samaumeira, em Barcarena-PA. A aventura começa quando os músicos são interrompidos por sirene e o pedido de socorro de uma criança. Aí a palavra mágica é pronunciada: “DI NA MI ZAR”!! E a guitarra milagrosa transforma Mestre Vieira e seu grupo em super-heróis.


Palco de música e experimentação

A Música fica por conta dos pocket shows que iniciam às 20h30. O músico  e ator Rámon Rivera abre os trabalhos com “Work in Progress: Corpofônico - Eletric Carmo Rebirth”, com interpretações e trabalhos autorais.  

Na sequência tem “Delírio”, da cantora Yvana que traz vozes e emoções femininas de grandes cantoras da música brasileira: Gal, Elis Regina, Maria Bethania, Jussara Marçal, Ivone Lara, Marina de la Riva, Rita Lee, entre outras divas. 

Uma noite para se render aos delírios do cantar e do universo da mulher do Brasil. “Trazer vozes femininas para o palco é iluminar ideias de sensibilidade e força: um passeio pela música que fala das dores, prazeres e devaneios de ser mulher”, diz Yvana. O show traz projeções com fotografias da artista, em meio à musicalidade de Laíla ao violão, e Kleber Benigno na percussão.

Mundo cão: exposição itinerante

Os caminhos, as cenas: a exposição itinerante Mundo Cão faz parte da programação e convida artistas e fotografxs para compartilhar na rua em fotovaral aberto para fotografias, pinturas, colagens, performance e outras formas de arte. 

“Percursos em fluxos a partir de convite de organizações parceiras e moradores, tendo a rua como travessia. As cenas são estes desenhos flagrados no click no traço para dar a ver as cenas delicadeza e violência abertas ao olhar!”, diz a artista Galvanda Galvão, integrante do coletivo.  

Ao final do ano o projeto pretende realizar uma exposição, a partir de fotos dos fotovarais sobre a temática. Expositores já confirmados para essa edição na praça são  Galvanda Galvão, Josi Mendes, Maria Paula, Nelson Carvalho, Pamela Carneiro, Roberta Mártires.

PROGRAMAÇÃO
18h – Fotovaral livre mundo cão. 
19h – Projeções de Os Dinâmicos (animação) e Direitos Humanos
20h30 – Música nos pocket shows de Ramón Rivera  - Work in Progress: Corpofônico - Eletric Carmo Rebirth e Yvana – Delírio – Cantoras brasileiras.

Serviço
Cidade em F(r)estas, arte na cidade,. Neste sábado, dia 07 de dezembro, a partir das 18h, na praça do Carmo. Entrada livre. Contribua com quanto puder. Mais informações pelo 98844.2177. Realização: Nosso Recando  e Cidade em fRestas. Parceiros: Casulo Cultural, Sibilafilmes, Holofote virtual, Aparelho , Multifário, Casa Velha, Faculdade de Direito da UFPA.

Palhaços agitam a cidade com pesquisa e mostras

Umbigolina, de Joice Aglaer (BA)
Vivências, rodas de conversa e apresentação de espetáculos. Artistas e pesquisadores da capital paraense e de Salvador (BA), São Paulo (SP) Florianópolis (SC), França e Suécia participam da quinta edição do Seminário de Palhaços de Belém, com uma programação variada, na Casa dos Palhaços e no Porto do Sal. A programação inicia nesta quinta-feira, 5, e vai até domingo, 8 de dezembro. As apresentações artísticas, no período noturno, serão gratuitas, havendo rodada de chapéu ao final.

O seminário é uma realização do Projeto de Pesquisa "O Clown Nosso de Cada Dia", da Escola de Teatro e Dança da UFPA, coordenado pelo professor doutor Marton Maués, também diretor dos Palhaços Trovadores. 

O objetivo principal é discutir sobre as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas dentro e fora das universidades, as frentes de trabalho para os artistas circenses, sobretudo os palhaços, intercambiar ideias, processos, práticas. E também apresentar, ao público, suas criações artísticas. 

"Este ano tivemos a sorte de contar com a parceria dos Palhaços Sem Fronteiras, de passagens pelo Estado, que estão no momento em Altamira, apresentando-se em assentamentos, mas já realizaram uma oficina na Casa dos Palhaços, e toparam se apresentar no seminário e ainda realizar uma vivência. Achamos melhor que a apresentação deles fosse em um local condizente com a filosofia de trabalho do grupo, e programamos para o Porto do Sal, onde uma das integrantes do projeto, profa Alana Lima, desenvolve atividades de arte e educação, utilizando a palhaçaria", diz.

Mariana Malato e Assucena Pereira, ex-alunas da Etdufpa
O seminário mantêm o formato original, composto de partes formativas (as vivências), informativas (as rodas) e artísticas (os espetáculos). Outra parceria importante, com a Profa Dra Joice Aglaer, da Ufba, possibilitou a realização de mais uma vivência em palhaçada, e a apresentação de seu espetáculo solo As Bodas de Umbigolina. 

"Ela também favoreceu a vinda do artista e prof. francês Guy Freixe, que foi membro do Thèâtre eu Soleil e está no Brasil, pela Bolsa CAPES Print. Ele vai nos presentear com uma aula-palestra sobre a utilização da máscara do palhaço pelo grupo, que é uma referência mundial. E temos as produções locais de alunos e ex-alunos, alguns cursando a graduação, outros fazendo pós-graduação", complementa Maués.

O Clown Nosso de Cada Diarealiza pesquisas sobre a história e linguagem do circo e do palhaço, o cômico popular e suas relações com o palhaço, além de treinamento permanente de atores-palhaços - alunos e ex-alunos da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, e artistas da comunidade, há sete anos. 

Alessandra Nogueira, dos Palhaços Trovadores
E também busca investir no aperfeiçoamento técnico destes profissionais, aprimorando seus conhecimentos e estimulando a criação de números e a atuação em várias frentes (palcos, espaços públicos, hospitais, asilos etc), assim como o incentivo à pesquisa artística e acadêmica.  Atende alunos da Escola de Teatro e Dança da UFPA e artistas da comunidade. A Etdufpa é uma das poucas escolas que possui a disciplina palhaçaria em seus cursos.

A programação é totalmente de graça, havendo solicitação de contribuição voluntária em todas as atividades. Para quem deseja participar das vivências, há a necessidade de inscrição prévia, pois as vagas são limitadas. Para isso, basta enviar uma solicitação de inscrição para o e-mail seminariopalhaco@gmail.com, apontando a atividade que deseja participar, podendo se inscrever em mais de uma. E o grupo Os Palhaços Sem Fronteiras Brasil fazem ainda duas apresentações em Belém, na segunda-feira, dia 9/12, na Cidade de de Emaús/Bengui e na Terra Firme.

PROGRAMAÇÃO

Dia 05 (quinta-feira)
9h às 12h – Vivência em Palhaçaria Hospitalar – Paula Barros (Belém/PA)
15h às 18h - Roda de Conversa: Grupos, Trupes e Cias (coordenação: Ruber Sarmento)
20h – Espetáculo: Espetáculo de um homem só, Cia de Circo Nós Outros/Yure Lee (Belém/PA)

Dia 06 (sexta-feira)
9h às 12h – Vivência em Palhaçaria, com Joice Aglae  (Salvador-BA)
15 às 18h – Roda de Conversa: Palhaçaria Feminina (coordenação: Romana Melo)
20h – Espetáculo:  Magya e Mystério, Grupo Folhas de Papel/Taís Sawaki e AJ Takashi (Belém/PA)

Dia 07 (sábado)
9h às 12h – Aula-demonstração: Abordagem da Máscara do Clowm no Théâtre de Soleil, com  Guy Freixe (França)
15h às 18h – Roda de Conversa: Circo Social (coordenação: Yure Lee)
20h – Espetáculo: As Bodas de Umbigolina, Cia Bufa de Teatro/Joice Aglae (Salvador/BA)

Dia 08 (domingo)
10h – Espetáculo: Palhaços Sem Fronteiras (Unidade Brasil) Local: Porto do Sal (Coordenação: Alana Lima)
16h – Espetáculo: Vivência com Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Clowner Utan Gräser (Suécia)
19h – Cabaré Clown – Cenas curtas de palhaçaria com vários artistas (Coordenação: Taís Sawaki e AJ Takashi)

Serviço
A casa dos Palhaços Trovadores fica na  Tv. Piedade, 533, no bairro do Reduto. O Mercado do Porto do Sal fica na Rua São Boaventura, na Cidade Velha. Mais informações: 9882.7738 e 99275.2184.