17.10.19

Trio Manari celebra com show chegada do 1º DVD

Fotos do show: Alan Soares
A essência musical e a performance do Trio Manari registrada no primeiro DVD da carreira do grupo. “Sons da Floresta” será lançado com show homônimo neste sábado, 19, às 20h, no Teatro do Sesi. Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro ou on line (http://bit.ly/Trio_Manari).

O show de lançamento conta com as 8 músicas do DVD, sendo seis delas, inéditas. “Dançando no Rio”, que está no primeiro CD do grupo, foi regravada, trazendo uma nova roupagem. “A gente está mergulhando mais no universo percussivo nesse momento, fomentando mais a percussão aqui do Norte para que seja mais vista lá fora do Brasil”, diz Kleber Paturi.

“São peças de percussão realmente grandes, com todo mundo fazendo partes diferentes, compartilhando mesmo dos tambores. Os últimos trabalhos que a gente fez foram em cima das músicas das outras pessoas, trabalhamos mais para acompanhar outros artistas, e agora não, agora estamos voltando às nossas raízes. Os tambores estão na frente”, diz Marcio jardim.

Para Nazaco, o DVD traz uma soma de tudo que o grupo já fez. “As ideias, as técnicas e outras coisas bacanas acumuladas nesses anos de carreira. Nas composições do DVD minha parte é mais dos graves, mais da levada. As quebradas ficam mais para o Márcio (Jardim) e o Paturi (Kleber Benigno)", diz Nazaco. 

"É muita figura junto e o grave embola se ele estiver quebrando junto, então a gente decidiu fazer só a levada mesmo para não embolar. Não é uma coisa que em um ensaio a gente possa tocar, é uma coisa complicada pra tocar. Faremos quatro peças só nós três no palco, só a percussão”, complementa.

Participaram da gravação e estarão no show de lançamento, os músicos Marcelino Santos (banjo), Wesley Jardim (baixo), William Jardim (guitarra), Daniel Serrão (sax tenor), Felipe Ricardo (sax alto), Lulu Bone (trombone) e Gerson Levy (trompete). O jornalista e radialista Edgar Augusto, do programa Feira do Som, na Rádio Cultura do Pará, também fez uma participação, apresentando o Trio Manari ao público que esteve na lateia de gravação do DVD.

Um dos projetos selecionados pelo Rumos Itaú Cultural de 2017/2018, o DVD tem direção de Caco Souza, com produção executiva de Aline Vieira, direção musical do Trio Manari e direção artística de Carlos Canhão Brito. Além do patrocínio do Rumos Itaú Cultural, o projeto teve apoio cultural da Pro Music, Loja Rosário - Soluções em Áudio e Música, Reator Cultural Socioambiental, Loja Tambores Zé Benedito.

Referência da percussão na região norte

Gravado em Belém, em dezembro do ano passado, no Teatro Waldemar Henrique, “Sons da Floresta” traz a identidade raiz do Trio Manari, que numa trajetória que tem reconhecimento internacional e se mantém como uma das maiores referências da percussão na Região Norte. 


Márcio Jardim, Nazaco Gomes e Kleber Benigno pesquisam, há 20 anos, a percussão de sonoridades amazônicas, além de instrumentos próprios como o curimbó, feito de madeira rústica e de couro de boi. Isso instigou a produtora cultural Aline Vieira, que propôs ao grupo a realização do projeto. Ela ouviu falar do trabalho dos percussionistas em uma oficina de oferecida pela Escola de Música da UFPA, em 2010. 

“A essência instrumental da Amazônia foi o que mais me instigou a querer saber mais esse processo de desenvoltura do grupo, como conseguem atravessar as barreiras dos sons da natureza e transpor para o instrumento. Logo entendi que para se ter aquele som, o meio de transmissão era a floresta, através dos instrumentos feitos dela, seja o curimbó, seja um ganzá, ou até mesmo a voz como instrumento de fala do nosso cotidiano amazônico”, diz Aline Vieira.

O Trio Manari tem apenas um CD lançado em 2002, com o qual, em 2004, foi premiado em duas categorias no I Prêmio Cultura de Música da Funtelpa e Governo do Estado - melhor CD e melhor CD Instrumental Erudito. Em 2005, esteve no “Ano do Brasil na França”, além de shows em Nancy e do Festival de Jazz de Caiena. 

Entre outras apresentações, em abril de 2006, o show Manari Naná reuniu ao Trio, no “Encontro de Tambores”, realizado no Theatro da Paz, o músico Naná Vasconcelos, um dos maiores percussionistas do mundo. A última turnê foi em 2009, quando o Trio viajou em turnê pela Europa passando por países como Inglaterra e Portugal. 

Kleber Benigno iniciou sua carreira nos anos 1990, com o grupo Mosaico de Ravena. Inicialmente como roadie e depois como percussionista. O músico tem influência do rock e da música latina - estudou dois anos com o músico uruguaio radicado em Belém, Daniel Benitez -, da Música Popular do Brasil e a Cultura Popular da Amazônia. Atualmente cursa licenciatura em música e o técnico em percussão na Emufpa.

Percussionista nascido em família de músicos, Marcio Jardim conheceu a percussão nas rodas de samba em sua casa e passou e logo se identificou com o pandeiro, seu primeiro instrumento. Iniciou os estudos no conservatório Carlos Gomes, em percussão clássica. Hoje cursa  Graduação em Música na UFPA. 

Nazaco Gomes vem atuando em grupos folclóricos de Belém desde os 09 anos de idade; começou seus estudos com o professor de percussão popular Arythanan Figueredo, posteriormente passou estudar no curdo livre de percussão do Conservatório Carlos Gomes. Pesquisador de ritmos brasileiros atrelando sua musicalidade ao estudo dos ritmos e tradições da história do Brasil, tem ênfase nos tambores e ritmos Amazônicos, Latino-Americanos e Africanos. 

MÚSICAS/DVD
  1. Fornada – Trio Manari e Netinho Bass / arranjo: Trio Manari
  2. Suite Percussiva – Márcio Jardim e Netinho Bass / arranjo: Trio Manari e Netinho Bass.
  3. Correndo da Chuva – Nazaco Gomes / arranjo: Trio Manari (Poema “Nós somos da mesma Aldeia” - Eliaquim Rufino).
  4. Titurito – William Jardim / arranjo: Trio Manari e Netinho Bass
  5. Jardins – William Jardim e Wesley Jardim / arranjo: Davi Amorim
  6. Dançando no Rio – Adelbert Carneiro e Trio Manari
  7. Orquestra dos Sapos – Manasses Malcher e Trio Manari.
  8. Sambarimbó – Dj MAM e Marco André/ arranjo Trio Manari 
FICHA TÉCNICA
  • Trio Manari – Os percussionistas Kleber Benigno (Paturi), Marcio Jardim e Nazareno Gomes (Nazaco).
  • Músicos Convidados: Wesley Jardim (Baixo), Willian Jardim (Guitarra), Marcelino Santos (Banjo), Felipe Ricardo (Sax Alto), Daniel Serrão (Sax Tenor), Gerson Levy (Trompete), Lulu Bone (Trombone).
  • Direção: Caco Souza.
  • Direção Musical:  Trio Manari.
  • Direção Artistica: Carlos “Canhão” Brito.
  • Roadie: Elias Pinheiro.
  • Equipe de Som: Silvio Amorim (Técnico De Pa), Júlio Negão (Técnico De Gravação), Sérgio Brito (Auxiliar Técnico De Pa), Herison Williams (Auxiliar Técnico De Gravação).
  • Corte e Edição: Publikmusic, por Hélio Ton Silva.
  • Finalização e Mixagem: Júlio Silva (Negão).
  • Equipe de Luz e Cenário: Patrícia Gondim (Desenho de Luz), Lauro Matos (Cenotécnico), Da Mata (Cenotecnia).
  • Fotografia: Alan Soares | Estúdio A2Ateliê.
  • Produção: Luciana Soeiro.
  • Assistente de Produção: Brena Gama, Raffael Grande.
  • Produção Executiva e Coordenação: Aline Vieira.
  • Comunicação: Cleo Maués (Redes Sociais), Luciana Medeiros (Assessoria De Imprensa).
  • Design Gráfico: Vilson Vicente.
  • Equipe de apoio: Paulo Henrique Andrade, Leandro Souza Ratis, Wyhud Menezes.
Serviço
Lançamento o DVD “Sons da Floresta”, do Trio Manari - Projeto selecionado pelo Rumos Itaú Cultural de 2017. Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro ou no sita de www.eventim.com.br (http://bit.ly/Trio_Manari).

15.10.19

Evento reúne rede paraense de Pontos de Cultura

Direcionado a produtores culturais, mestra ou mestre de cultura, ativista sociocultural, gestora ou gestor público, e lideranças comunitárias em bairro ou Ponto de Cultura, o I Encontro da REDE AJURICABA – Rede Paraense de Pontos de Cultura traz o tema “Mecanismos de Fomento e Financiamento da Cultura: política, economia, criatividade e desenvolvimento”. De 17 a 19 de outubro, em Belém, no auditório do NAEA – UFPa e encerramento na ilha de Caratateua.

O encontro pretende discutir e responder questões sobre como realizar um projeto cultural, buscar sustentabilidade econômica, entender as políticas e mecanismos de financiamento da cultura e as novas práticas de economia colaborativa e criativa, como funcionam e quais são as possiblidades.

Formada há 10 anos, a Rede de Pontos de Cultura do Pará congrega também outros produtores e fazedores de cultura popular e comunitária do estado. Dentre as metas da organização estão a rearticulação de uma política estadual de Pontos de Cultura, a implantação do Sistema Estadual de Cultura (CPF da Cultura); debater mecanismos de financiamento da cultura; contribuir para a popularização da Política Nacional de Cultura Viva e promover vivências estéticas que permitam imersões no ambiente e no imaginário poético amazônico. 

O I Encontro da REDE AJURICABA acontece de 17 a 19 de outubro de 2019, em três locais diferentes, e não simultâneos: no NAEA/UFPA (as exposições e rodas de debates), e nos Pontos de Cultura Ninho do Colibri e Casa Preta (as vivências estéticas), ambos na ilha de Caratateua.

“Temos uma quantidade limitada de inscrições que serão subsidiadas com apoio de alimentação, transporte intermunicipal e hospedagens (para quem vive fora de Belém), e translado para ilha de Caratateua no dia das Vivências Estéticas”, diz José Maria Zehma, da organização. “A intenção é reunir no encontro cerca de 50 representantes de movimentos, coletivos e projetos culturais do estado, bem como também de Pontos de Cultura de todas as regiões do Pará” complementa.

Como se inscrever: Envie seu nome, idade, município em que reside, telefone de contato, com DD, se for de fora de Belém e o nome do coletivo, iniciativa, movimento cultural ou Ponto de Cultura do qual faz parte, para o e-mail redeajuricaba2019@gmail.com  ou WhatsApp (34) 98808-7785 (Louriene Ataíde – produtora) e (91) 98014-0475 (Zehma). Coloque no assunto/título da mensagem: “Solicitação de inscrição I Encontro da REDE AJURICABA” e aguarde a confirmação da participação.

Mais informações: 
https://www.facebook.com/Rede-Ajuricaba-Rede-Paraense-de-Pontos-de-Cultura-503407866484970/ - Créditos de imagens: Louriene Ataide, e acervo Ponto de Cultura Casa Preta e Rede Ajuricaba.

PROGRAMAÇÃO

QUINTA-FEIRA, 17 DE OUTUBRO
Local: Auditório Prof Armando Mendes NAEA/UFPA
  • 8h30 - Abertura do I Encontro da REDE AJURICABA - Participação de gestores públicos, parlamentares, coordenação da REDE AJURICABA, e apoiadores.
  • 9h30 - Roda de debates “Mecanismos de Financiamento e Fomento da Cultura” – com representantes do Ministério da Cidadania – Secretaria Nacional de Cultura/Regional Norte (Lei Rouanet e politica de fomento do governo federal) ; da SECULT (Politica de fomento cultural da SECULT – Editais e ações de fomento da Secretaria), FCP (Lei Semear) e Banco da Amazônia (Política de Apoio e Incentivo Cultural do Banco da Amazônia)
11h – Debate

12h - Intervalo para o almoço

14h - Roda de debates “Por uma Economia Criativa e Colaborativa da Amazônia”, com:
  • Valcir Santos - Ativista cultural, professor universitário e pesquisador. Membro do Forum de Culturas do Pará. Coordenador do projeto “Economia Criativa, Cultura e Território”.
  • Fernanda Martins - Designer, produtora cultural, professora e pesquisadora. É fundadora do projeto “Letras que Flutuam”. Foi representante nacional do Design no CNPC do Ministério da Cultura.
  • Tainá Marajoara - Realizadora Cultural e Chef de Cozinha. Atua a partir de uma nova epistemologia da Cultura Alimentar para o reconhecimento desta como expressão cultural brasileira. É fundadora do Ponto de Cultura Alimentar Lacitata e membro da RAMA - Rede Amazônia que Alimenta a Amazônia de Cultura Alimentar.
  • Preto Michel - Educador social, escritor, gráfico, militante do movimento negro e microempreendedor. Criador das grifes “Nega Neguinha” e “PRETITUDE nus Panos”. Coordenador do projeto “Escambo Literário”.

Mediação de José Maria Reis (zehma): Produtor cultural, professor e pesquisador. Há 10 anos se interessa pelo tema da Economia Criativa na Amazônia. Ganhador do Prêmio “Economia Criativa” do Ministério da Cultura em 2012. Articulador da REDE AJURICABA.

15h30 Debate 

16h - Roda de debates - “Sistema Estadual de Cultura: o CPF da Cultura do Pará em pauta”, com representantes da SECULT, Fórum de Culturas do Pará e ALEPA.

17h - Debate

SEXTA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO
Local: Auditório Prof Armando Mendes NAEA/UFPA

8h30 - Palestra “Arte e Cultura Comunitária: como mudar a realidade de sua ‘quebrada’ com um projeto cultural”, com Lilia Melo.
  • Formada em Letras pela UFPA; é professora da rede pública de ensino, premiada como a melhor professora do Brasil em 2018, no ensino médio, pelo Prêmio “Professores do Brasil” do MEC. Idealizadora dos projetos “Juventude negra periférica - do extermínio ao protagonismo”, e “CineClube TF”. 
9h30 - Debate 

10h30 - Formação dos Grupos de trabalhos:
  • SisCult Pará; 
  • Política Cultura Viva e Pontos de Cultura do Pará; 
  • Sustentabilidade Financeira e Cultural, onde cada grupo terá como tarefa pensar, propor e gestar colaborativamente estratégias e ações para cada uma dessas áreas.
12h - Intervalo para o almoço

14 h - Intervenção Artística: Amazônia, imaginário e poesia

15h - Trabalho de relatoria do GT’s - exposição dos resultados dos GT’s, contribuições da plenária do I Encontro, e aprovação final das estratégias

17h - Encerramento dos trabalhos.

SÁBADO, 19 DE OUTUBRO
Local: Ilha de Caratateua

8h30 -  Vivências Estéticas na ilha de Caratateua – PA

9h30 - Acolhida e café da manhã regional no Ponto de Cultura Ninho do Colibri
Manhã de vivências com o Pássaro Colibri do Outeiro.

12h - Almoço no Ponto de Cultura Casa Preta
Tarde com a Sambada da ilha do Coletivo Casa Preta

16h - Mística de encerramento do I Encontro da REDE AJURICABA

(Holofote Virtual com informações da Rede Ajuricaba - Programação sujeita a mudanças e confirmação de nomes dos representats das insctituições convidadas)

Artista de Ponta de Pedras mostra pinturas na Fox

André Art expõe suas pinturas na Livraria da Fox. A curadoria é do poeta Marcos Samuel, conterrâneo de André, e da escritora Miriam Daher, que ao entrarem em contato com as obras do artista, resolveram trazê-las para Belém com o intuito de divulgá-las por meio de uma exposição.

A exposição é composta por telas criadas com as técnicas óleo sobre tela e óleo sobre madeira e que ficarão expostas na livraria Fox, por tempo indeterminado. 

Carlos André Fagundes dos Santos, 32, artista plástico natural e morador da cidade de Ponta de Pedras, ou André Art, já ganhou vários concursos de pintura no seu município, mas é a primeira vez que ele expõe suas obras  fora do Marajó (PA). 

A intenção, além da divulgação, é viabilizar a comercialização das mesmas, uma vez que André vive com poucos recursos financeiros e faz bicos diários para sustentar a família – formada pela esposa e quatro filhos. Ele não terminou o ensino fundamental e, nas  artes plásticas, é autodidata. Apaixonado por traços e pintura, busca informações em livros de arte e na internet.

Em Ponta de Pedras, mora numa casa pequena, localizada próxima à zona rural do município. Em frente à residência, há um pequeno jardim, onde ele expõe vários de seus trabalhos. “Suspeito que os quadros tragam vida e cor para aquelas vidas tão sofridas”, diz Marcos Samuel. “As pinturas de André apresentam traços abstratos e cubistas, com requinte de originalidade”, avalia.

Serviço
A exposição de pinturas de André Art está aberta para visitação na Livraria Fox (Tv. Dr. Moraes, 584 – Nazaré), das 09h às 21 horas. (91) 4008-0007.

10.10.19

Auto da Lua Crescente apresenta novo espetáculo

Fotos:  Fabrizio Rodriguez
Teatro, dança e música. O Auto da Lua Crescente estreia "O Círio das águas e do tempo", com apresentações neste sábado, 12, às 8h, no Curro Velho, e às 17h, na Casa da Linguagem. O grupo também se apresentará no dia 16, às 9h, no Hospital Ophir Loyola, e no dia 20, às 20h, na Feira Livre do Centur.

O espetáculo "Círio das Águas e do Tempo" vem contando a história de Seu Raimundo, um pescador que sofre um naufrágio, e quase perde a vida. Ao ser salvo, se torna um promesseiro de uma fé inabalável. Em sua promessa se compromete, durante o Círio, atravessar as pessoas em sua embarcação sem cobrar passagem, em forma de gratidão a Nossa Senhora de Nazaré.

O espetáculo fala do destino, das muitas travessias que fazemos na vida. Das escolhas que fazemos e de onde chegamos através delas. Motivados pela nossa fé, crentes de que tudo está entregue nas mãos do divino, mas nós estamos fazendo nossa parte, guiando nossa embarcação. O plácido encontrou a Santa? Ou a Santa encontrou o plácido? ... Nós achamos nosso destino ou o nosso destino nos achou? Ou esse encontro se dá em cada passo que dou?

Neste mês, há quatro  oportunidades para ver o espetáculo, este ano dirigido pela tri e diretora contadora de histórias, Ester Sá. Outros diretores também já foram convidados pelo grupo para fazer a direção de seus trabalhos, que t~em origem em um sonho antigo do fundados do Auto da Lua Crescente, o ator, também diretor de teatro, Mika Nascimento.

Um sonhos que alimenta outros pela cidade

"Sempre sonhei em ter um grupo onde os atores pudessem: Cantar, dançar e atuar", diz Mika, que em 2015 resolveu procurar a coordenação da Fundação Curro Velho, na qual era funcionário. E assim surgiu o grupo, em parceria com o músico Muka de Souza. 

O elenco foi formado por ex-alunos do Curro, que se dedicaram a um ciclo de laboratórios de artes cênicas e cultura popular, que contou com a participação dos idealizadores e também do músico cantor e compositor Allan Carvalho que foi convidado para compor a equipe. Deste resultado, então nasceu às margens da baía do Guajará, em junho de 2015, o grupo Auto da Lua Crescente.

Desde então, o grupo começou a compor espetáculos que reúnem as linguagens do Teatro ,Dança e Música,nos períodos de Junho, Outubro Novembro e Dezembro, nas temáticas Junina, do Círio, Consciência Negra e Natalina respectivamente, e com estes trabalhos circula apresentando pela cidade, atendendo a demandas de apresentações artísticas que o Curro Velho recebe para se fazer presente. 

O Auto da Lua Crescente se denomina um grupo de teatro brincante: Estudantes e pesquisadores que viajam sobre o tempo trazendo lembranças e tradições populares. Preservando a memória em cada espetáculo, contracenando nas danças e no canto. 

O grupo é autoral e compõe o texto, as músicas e a cena. Mika Nascimento ficou dirigindo o Grupo de 2015 até 2017, e atualmente,o grupo recebe também outros diretores de teatro da Cidade, que dialogam com o mesmo e colaboram no processo, enriquecendo o fazer.

Diretores como Alexandre Luz e Ana Marceliano já estiveram junto com o grupo, e este ano, o trabalho que estreia dia 12 de outubro, conta com a direção colaborativa de Ester Sá.
O elenco já teve algumas alterações desde seu início, mas ainda conta, em boa parte com os que iniciaram o sonho.O grupo AUTO DA LUA CRESCENTE agradece a cada um que passou,e sonhou junto, ajudando a fazê-lo criar asas. Este é o 14º espetáculo que fazemos, e como os demais, queremos nos emocionar, deixando parte de nós, semeados nos corações e na memória do público

Levando teatro pela cidade e instituições

O Auto da Lua Crescente vem sendo um grupo que leva o Curro Velho artisticamente para a cidade, pois seus espetáculos são pensados para circular: os elementos cênicos são pensados para se adaptarem e funcionarem em diversos espaços, independente de caixa cênica. 

Por este pensamento os espetáculos podem ser apresentados em quaisquer lugares, como hospitais, escolas, etc... Desde 2015 já realizou apresentações em instituições como Hospital Ophir Loyola, Hospital Gaspar Viana, Hospital Barros Barreto, Abrigo João de Deus, Pão de Santo Antônio, APAE, Unipop, Casa de Plácido, Tribunal Judiciário, Igreja do Perpétuo Socorro, Casa das Artes, Casa da Linguagem, Casarão do Boneco, Concha Acústica do CAN, Teatro Waldemar Henrique, Teatro Margarida Shivazappa,   além de diversas escolas públicas, e na Comunidade da Vila da Barca, dentre outros.

FICHA TÉCNICA

Elenco – Anny Alves, Renan Ventura, Paulo Pensador, Derick, Taynara Garcia, Rafael Mendes, Jany Silva, Julliana Matemba
Músicos – Pawer Martins, Muka de Souza, Pablo de Souza, Gabriel Nascimento, Rogério Silva
Dramaturgia – Paulo Pensador e Derick
Músicas - Instrumental Guitarra Beira de Rio(Pawer Martins e Auto da Lua Crescente) / Amocariu (Saint Clair Du Baixo e Nilson Chaves) Rio Belém(Jany Silva/ Muka de Souza e Auto da Lua Crescente /Naveguei (Paulo Pensador/ Muka de Souza e Auto da Lua Crescente)/Lavadeiras (Muka de Souza e Nóis na Fita)/ Maria Nazinha do Tempo (Paulo Pensador/Muka de Souza/ Pawer Martins/ Rogério Silva e Auto da Lua Crescente)/ Vóis Sois o Lírio Mimoso (Domínio Público)/Um conto de Proa (Derick)
Concepção e criação visual – Geovane Silva Serra 
Fotografias – Fabrizio Rodriguez
Arte Gráfica – Cleyson Oliveira de Oliveira
Costureiras – Nete Ribeiro, Izabel Ribeiro, Sônia Garcia,
Equipe técnica da FCP – Leiliane Carvalho e Vanda Lopes
Logística - Ester Souza
Direção – Ester Sá e Auto da Lua Crescente

PROGRAMAÇÃO

Dia 12 de outubro - Sábado
8h- Espaço Cultural Curro Velho
17h - Casa da Linguagem, até a Passagem da Santa.

Dia 16 de outubro 
09h - No Hospital Ophir Loyola 

Dia 20 de outubro
20h - Feira Livre do Centur

9.10.19

Festival Lambateria no Círio chega a sua 3ª edição

Félix Robatto, idealizador da Lambateria
Gaby Amarantos em novo show com Waldo Squash e Maderito. Tem Warilou, Vingadores do Brega, Arthur Espíndola e Félix Robatto que vai gravar DVD com participação de Lia Sophia e Mestre Solano. O festival também oferece uma feirinha gastronômica para mergulhar na cultura do Estado. Nesta sexta, 11, no Insano Marina Club.

Criada em junho de 2016, a Lambateria completou 149 edições, quase ininterruptas (a festa parou apenas quando se mudou do Fiteiro para o La Musique e do Lamusique para o Ouriço, onde realizou sua última temporada). Ao longo desses três anos, mais de 1.000 artistas já se apresentaram para um público de mais de 20 mil pessoas. Além de música, a festa apresenta clipes e trabalhos de artistas visuais paraenses nos telões da casa para que o público possa se aprofundar na cultura do Estado.

O festival é realizado sempre no período do Círio e, em sua terceira edição, segue misturando diferentes gerações da música paraense, como o show que traz no mesmo palco Warilou e Rebeca Lindsay. Este ano, em um único dia, 26 atrações se apresentarão no Insano Marina Club e dividirão em três palcos montados no espaço. Os Djs Bruno Caveira (GO), Raul Bentes, Rebarbada e Zek Picoteiro se dividem na discotecagem. 

Viviane Batidão
Na abertura da noite, vindo de Vila Silva, Marapanim, o grupo Sereia do Mar. Formado em sua grande maioria por mulheres, mostrando a força e representatividade feminina da cultura popular na música paraense. Logo em seguida, a banda Na Cuíra e seu repertório repleto de Brega e Cumbia recebe o sax do Mestre Pantoja do Pará. 

O terceiro show da noite traz o samba paraense de Arthur Espíndola que contará com participação do grupo de Carimbó também formado por mulheres Tamboiara. O quarto show da noite é do barbudo Félix Robatto que irá gravar seu primeiro DVD, de nome “As Origens da Lambada” (Natura Musical/Semear), que contará com participações mais que especiais de Lia Sophia e Mestre Solano. 

A noite segue com os sucessos da banda Warilou que vai receber a voz marcante de Rebeca Lindsay. A pedido do público, teremos novamente Gaby Amarantos, desta vez mais cedo, apresentando o novo show com DJ Waldo Squash e Marcos Maderito, feat que resultou nos hits “Cachaça de Jambu” e “Ilha do Marajó”. Para encerrar a noite, já amanhecendo, quem sobe ao palco é a irreverência dos Vingadores do Brega, banda que fez seu primeiro show na Lambateria em 2018.

Gravação de DVD – O show de Félix Robatto no Festival deste ano tem um sabor especial: ele será gravado para o primeiro DVD do artista. Logo se você vai, desde já concorda em ser filmado. “As Origens da Lambada” tem patrocínio da Natura Musical, via Lei Semear/Governo do Estado, e é dedicado ao gênero criado no Pará na década de 70 e uma continuidade do trabalho de pesquisa que o músico começou em Belemgue Banger, seu segundo disco solo. 

Além do show do festival, que contará com participações de Lia Sophia e Mestre Solano, o DVD trará um documentário com entrevistas de quem participou de fato do surgimento da Lambada no Pará e que será lançado ainda este ano.  No dia, será gravado o DVD “As Origens da Lambada”, de Félix Robatto, sendo assim, ao comparecer ao evento, você concorda, autoriza e cede o uso gratuito de sua imagem, nome e voz.

Programação
Sexta-feira, 11 de outubro

18h - DJ Rebarbada
19h - Sereia do Mar
20h - DJ Raul Bentes
21h - Na Cuíra convida Pantoja Do Pará
22h - DJ Bruno Caveira (GO)
22h30 - Arthur Espíndola convida Tamboiara
23h - Félix Robatto convida Lia Sophia e Mestre Solano
01h - Warilou convida Rebeca Lindsay
02h - Gaby Amarantos + Waldo Squash + Maderito (Gang do Eletro)
03h - Vingadores Do Brega
04h - DJ Zek Picoteiro

Serviço
O Festival Lambateria no Círio Ano 3. Nesta sexta-feira, 11, no Insano Marina Club (Rua São Boaventura, 268 - Cidade Velha). Ingressos para o dia 11/10 (sexta): Lote relâmpago: R$ 20 (esgotado), Lote promocional a R$ 30,00 (esgotado), 3º lote: R$ 40, 4º lote: R$ 50 (começa a vale nesta sexta) e ingresso inteiro a R$ 60. Meia-entrada a R$ 30. Vendas antecipadas no Sympla (https://www.sympla.com.br/lambateria) com taxa do aplicativo. Vendas de camarotes, áreas lounge e vip e ingressos físicos em breve.  Informações: (91) 98883-5125 / www.lambateria.com.br

8.10.19

Casa das 11 Janelas de volta aos holofotes da arte

O Museu de Arte Contemporânea Espaço Cultural Casa das Onze Janelas reabre nesta quarta-feira, 9 de outubro, a partir as 19h,  com música, projeção de filme, vídeo instalação e exposições que reinauguram as salas Valdir Sarubbi, Gratuliano Bibas e Ruy Meiira. O restaurante volta a funcionar e também será lançado o edital Prêmio Preamar de Cultura Popular. Tudo a partir das 19h, com solenidade e presença do Governador Helder Barbalho. 

Depois de três anos de polêmica e movimento artístico em defesa de seu uso e até ameaça de extinção, o mais importante museu de arte contemporânea da região Norte do Brasil, a Casa das Onze Janelas, estará de volta à cena artística da cidade nesta semana, sem perder sua característica principal, a arte contemporânea, mas também assumindo as novas funções gastronômicas. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Cultura informou que além do rico acervo em exposições, a Casa vai abrigar um restaurante, que precisou de adaptações, como informou a secretaria. 

Fechado desde 2016, o espaço precisava de reparos em suas instalações, desde a elétrica e de ar condicionado - uma vez que seus equipamentos estavam apresentando defeitos devido ao longo período de utilização sem manutenção adequada - até reformulações estruturais e de segurança. O Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio, por exemplo, foi atualizado e todos os extintores mudados de água para CO², a sinalização de emergência foi implantada com placas indicativas de emergência e detectores de fumaça instalados, visando a preservação da vida e do patrimônio histórico.

Com o intuito de aprimorar o modelo de ocupação da área, está sendo construída uma cobertura - a maior intervenção realizada na obra - que vai possibilitar o uso da varanda Guajará em períodos de chuva e sob o sol da manhã. Uma estrutura de metal e vidro será instalada, independente da edificação de alvenaria existente, respeitando, porém, as alturas e características do prédio antigo, de forma a não conflitar com o bem cultural.

Os banheiros já existentes também sofreram pequenas reformulações e foi criada uma área de serviço independente da cozinha. Será reinstalado o quiosque próximo ao píer, a fim de se ter mais uma possibilidade de comércio e degustação de comidas típicas no local. Também foram realizados reparos no trapiche flutuante e na cobertura da Corveta Solimões nas instalações elétricas e de ar condicionado.

O Espaço Cultural Casa das 11 Janelas se configura como um bem arquitetônico onde funciona o Museu de Arte Contemporânea do Estado do Pará - o mais importante museu de arte contemporânea da região Norte do Brasil - e reabre suas portas com quatro exposições montadas a partir do riquíssimo acervo do Estado.

De acordo com Úrsula Vidal, secretária de Estado de Cultura era um dever desta gestão  devolver a Casa das Onze Janelas à população. A Secult também aposta na reabertura nesta época do Círio, quando Belém recebe um número enorme de visitantes que também poderão usufruir da produção artística do Pará e do Brasil. 

“O Espaço Cultural Casa das Onze Janelas é extremamente simbólico para a população de Belém, por se tratar de um museu dedicado à arte contemporânea e por ter sido alvo de polêmica durante o seu fechamento. Reabriremos com quatro exposições e é uma alegria disponibilizar aos paraenses a extroversão deste acervo riquíssimo que o SIMM tem em sua reserva técnica”, diz Úrsula Vidal.

O objetivo é apresentar “às novas gerações de estudantes de artes plásticas, artes visuais, museologia, história e à população em geral, obras que há mais de 10 anos não eram expostas. As exposições têm linhas curatoriais cuidadosas que nos convidam a repensar os dilemas desse momento que vivemos no Brasil. Estamos cheios de expectativa de que esse será um espaço de fruição, não só do acervo, mas de todo o complexo arquitetônico e museal do centro histórico de Belém”, finaliza a secretária.

As exposições

Sala Ruy Meira - “Percursos na Arte Brasileira” - Curadoria do Sistema Integrado de Museus e Memoriais. A exposição traça um panorama da arte brasileira, das primeiras décadas do século XX aos dias de hoje, na qual os artistas da geração moderna dialogam com a produção artística contemporânea paraense. 

Sala Valdir Sarubbi - “Dilemas 2019” - curadoria de John Fletcher. A proposta expositiva ressalta o potencial crítico da arte sobre a realidade atual, a partir de Dilemas pessoais e coletivos, de modo a criar um roteiro capaz de nos fazer agir sobre este período de grande crise que vivemos hoje.

Sala Gratuliano Bibas - “Encontro das Águas – Luiz Braga e Miguel Chikaoka” - Curadoria do Sistema Integrado de Museus e Memoriais - Texto de João de Jesus Paes Loureiro. A mostra apresenta um olhar sobre a Amazônia através do encontro de dois grandes representantes da fotografia paraense: Luiz Braga e Miguel Chikaoka. Dois rios fluentes de histórias pessoais que a invenção, a originalidade, a ética, o humanismo e o compromisso com as atitudes da dimensão artística da fotografia, não afugentou a prática de intensa reflexão por imagens sobre o homem na Amazônia integrado em suas circunstâncias histórico-culturais.

Sala Laboratório das Artes - “Indizível” - Curadoria de Nando Lima - Vídeo instalação que propõe uma experiência imersiva no universo simbólico de Andara, a Amazônia distópica de Vicente Cecim.

Prêmio Preamar de Cultura Popular 

Pensando no acesso democrático ao fomento das práticas culturais, durante a cerimônia de reabertura da Casa das 11 Janelas, o Governo do Pará, por meio da Secult, lança o edital Prêmio Preamar de Cultura Popular, oferecido aos proponentes de projetos culturais que estejam em plena atividade e desenvolvimento há pelo menos um ano.

O edital vai premiar em 2019, com o valor bruto de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), a atuação de até quarenta e sete fazedores e fazedoras de cultura, por reconhecimento à criação, à transmissão e à difusão de práticas culturais referenciadas nos valores da cultura paraense.

Cumprindo a diretriz de política pública do Governo do Pará, que estabelece como prioritária a descentralização das atividades para o interior do Estado, o Edital vai premiar projetos nas 12 (doze) regiões de integração e nos 7 (sete) territórios de vulnerabilidade social, integrantes do programa Territórios pela Paz (TerPaz). No total serão contemplamos 14 (quatorze) nos Territórios pela Paz e 33 (trinta e três) nas Regiões de Integração.

Programação

19h - Projeção do filme Círio de Nazaré (Direção: Alan Kardek  Guimarães)
Local: Aldeia das Onze (Praça da Fonte)

19h30 - Apresentação do grupo musical Quarteto PA
Local: Varanda da Casa (Térreo)

20h - Reabertura da Casa das Onze Janelas (com obras do acervo):

Percursos na Arte Brasileira/ Acervo do Estado
Local: Sala Ruy Meira

Dilemas
Local: Sala Valdir Sarubbi

Encontro das Águas – Miguel Chikaoka e Luiz Braga
Local: Sala Gratuliano Bibas

Indizível – Vídeo instalação da obra audiovisual de Vicente Cecim
Local: Laboratório das Artes.

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa da Secult-Pa)
Fotos: Blog da Casa das Onze Janelas / G-1 Pará

7.10.19

Karina Martins realça a força feminina na Marujada

25 fotografias que narram a participação da mulher na Marujada. Premiada no edital do “Prêmio Branco de Melo – Apoio a produção artística” da Fundação Cultural do Pará (FCP), a exposição “Beneditas”, da fotógrafa Karina Martins, abrirá nesta quarta-feira (09), às 19h, na Galeria Theodoro Braga.  Entrada gratuita.

Elas dirigem e organizam a festa. Há sim os Marujos, mas a Marujada é formada em sua maioria, por mulheres. Elas comandam as danças, em ritmo do retumbão, mazurca e do bom xote bragantino. “Quando comecei a fotografar, em 2014, a festividade de São Benedito e a Marujada de Bragança pude observar o poder que a liderança feminina exerce tanto na festividade quanto na Marujada”, diz a fotografa Karina Martins.

A liderança nas danças, nas apresentações, nas procissões, nos ensinamentos é conduzida por uma mulher denominada “Capitoa”, a quem marujas e marujos devem obediência, respeito e lealdade. Karina observa que a Marujada é um matriarcado, onde somente mulheres podem exercer tal liderança, e que existe uma segunda liderança feminina na hierarquia, a Subcapitoa.

“Homens tem a função de tocadores de instrumentos musicais, acompanhantes nas danças e carregadores do andor de São Benedito. E tamanha autoridade é exercida por senhoras simples, de origem humilde, conhecedoras e guardiãs dos saberes de uma das manifestações cultural e religiosa mais importante do estado”, continua.

Saia vermelha, bem rodada. A blusa é de cambraia branca bordada, trazendo uma faixa larga de fita vermelha de gorgorão e uma rosa do mesmo material. O chapéu chama atenção. É de palha, forrado de tecido branco, e coberto por flores feitas de penas de pato. Das abas pendem fitas largas, de cores diversas e compridas. A mulher mais velha do grupo é quem está à frente de tudo e se destaca na vestimenta, pelo bastão dourado que ela carrega, um símbolo de autoridade.

Para a fotógrafa em uma época onde as mulheres são vítimas de todas as formas de violência e silenciamento possíveis praticados por uma sociedade machista, “Beneditas é uma homenagem às mulheres bragantinas fortes na fé inabalável em São Benedito, mulheres humildes e cheias de sabedoria, mulheres batalhadoras, mulheres que plantam e pescam, mulheres que comandam seus lares, mulheres resistentes por natureza, mulheres representadas em meu trabalho pelas marujas da Marujada, as quais dedico a exposição”, finaliza.

Vale conferir a exposição e para quem estiver querendo conhecer mais de perto a manifestação, a festa vai de 25 de dezembro ao dia 6 de janeiro, do ano novo. O ápice da Marajuda ocorre em dezembro, no dia 25, com as mulheres usando saias azuis e os homens com camisas da mesma cor. Já no dia 26, quando São Benedito é festejado, as mulheres usam as saias vermelhas, e os homens, a roupa branca.

  • Na Galeria Theodoro Braga - subsolo da Fundação Cultural do Pará, Av. Gentil Bittencourt, 650. Entrada franca.

6.10.19

A 28ª edição do Circular chega em clima Círio

Neste domingo, 6 de outubro, a 28ª edição do Projeto Circular Campina Cidade Velhachega com novos parceiros, ampliando a rede de promotores de arte e cultura no Centro Histórico de Belém. A programação vai das 8h às 20h, com 47 espaços confirmados e mais de cem atrações para todas as idades. No bairro da Campina 20 espaços abrem suas portas, já na Cidade Velha, 21 parceiros estão na circulação e ainda mais 5 no bairro do Reduto e mais um nas imediações da Cidade Velha com Batista Campos.

Os novos parceiros nesta edição trazem iniciativas voltadas para a promoção da gastronomia, música, moda, tatuagem e da economia criativa que neste domingo recebem o público circular. São quatro novatos, ao todo, e além deles, os espaços já conhecidos trazem novidades e atividades múltiplas que vão dos passeios pela cidade a ações em praças, oficinas, música, rodas de conversas e muito mais. Tudo em clima de Círio e que você pode conferir com todos os detalhes na programação que está no site (www.projetocircular.com.br) ou pelo aplicativo Circular, disponível para o sistema androide.

O projeto Circular é uma realização da sociedade civil organizada e Associação Amigos de Belém, com patrocínio do Banco da Amazônia, Alubar e Fundo Casa, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cidadania, Governo Federal, copatrocínio da Cultura Rede de Comunicação e apoio do IPHAN, UFPA, Sesc e Milton Kanashiro.

Em seu sexto ano, o projeto Circular está realizando, além das edições, oficinas que trabalham arte e memória, e prepara um fórum que será realizado de 21 a 23 de novembro. O projeto lança, ainda, em dezembro após a sua última edição do ano, um documentário e o Mapa Afetivo da Cidade Velha.

Os novos espaços nesta circulação

Entre as novidades desta edição, uma dica para os amantes da tatoo. O Casarão Ink, estúdio de tatuagem e body piercing, localizado na Rui Barbosa, 500. Com quatro anos de atividades, o Casarão está aberto para aqueles que estão aprendendo a tatuar e mantém um espaço colaborativo para quem está interessado em expor sua produção artesanal. A iniciativa pretende qualificar o mercado de tatuagem na cidade, garantindo as melhores práticas para o setor que cresce na capital.

O estúdio de tatuagem começa a funcionar a partir das 10h com a exposição de flash arte exclusivos, com artes autorais prontas com valores acessíveis para tatuar. Durante o dia ainda vai acontecer o sorteio de uma tatoo no valor de 500 reais. No espaço também vão funcionaro Bar Circular e a Lojinhas Casarão, espaço para colaboradores realizarem a venda de seus produtos.

Alex Pantoja realiza a Oficina de Desenho para iniciantes, com participação livre para adultos e crianças a partir de 08 anos. Às 16h, ao término das oficinas, acontece um bate papo com Saulo Figueiras, idealizador do Tatoo Day Pará, um dos principais eventos da área em Belém. Saulo vai falar sobre o mercado da tatuagem no Estado e como utilizar melhor as ferramentas das redes sociais e o marketing digital para os microempreendedores. A programação encerra às 18h, com MPB na apresentação de Pagu, na voz e no violão.

Quarando a vida com arte

Outra novidade é o Espaço Quarador, na Doutor Assis, 265, entre Joaquim Távora e Capitão Pedro Albuquerque, é a morada e também um antigo sonhode Luciana Ramos em promover a arte e a cultura na cidade. O nome remete à sua infância, quando, no bairro do Bengui, ainda existiam igarapés. Ali, as mulheres da associação de lavadeiras estendiam as roupas pra secar no gramado, usando o anil pra deixar a roupa branca, no processo conhecido como quarar a roupa. 

A programação no domingo inicia com a venda de lanches e uma feira de artesanato. Em seguida, acontece gratuitamente uma oficina de perna de pau, voltada para crianças e adolescentes, de 07 a 13 anos, com até 10 inscritos. “Nossa expectativa é grande. Esperamos que o público venha aqui e goste. E assim como no passado que as mães conseguiam retirar seu sustento com aquele quarador, aqui a nossa expectativa é de unir várias mãos e tirar o sustento através da arte e cultura”, diz Luciana. 

Novidade também na área da gastronomia

Passa a ser parceiro oficial do Circular, também, o Pimenta na Cuia, que fica na Rua Rodrigues dos Santos, entre Gurupá e Capitão Pedro Albuquerque, um espaço voltado para a promoção da gastronomia, da música, artes plásticas e a poesia. Selma Lúcia Mota, ao lado do poeta Dand M, está à frente da iniciativa e conta que aprendeu a cozinhar com a mãe e resolveu investir na comercialização de sua produção depois de ficar famosa entre os amigos pelos pratos que preparava.

“Estou sempre buscando inovar. Como a lasanha de tucupi. Quando decidi abrir o negócio pensei em algo que falasse da cultura alimentar na essência. Trabalhar com a comida típica sem sabores artificiais, buscando a essência dos nossos ingredientes”, explica Dand.

A programação do Pimenta na Cuia tem ainda a exposição de trabalhos de PP Conduru, além de poesia com Dand M. “O Circular é um projeto que sempre admirei muito, pois dá visibilidade pra arte, pra cultura, pra gastronomia. Acho isso muito importante.  Admiro muito a finalidade dele. Acho o máximo poder participardesse movimento que forma uma corrente de valorização da arte da gastronomia, de tudo que nós temos”, diz Dand.

Brechó e Ativismo não faltam

O Mamma Brechó é novo parceiro, localizado na Rua Aristides Lobo, esquina com a Travessa Frutuoso Guimarães O espaço surgiu estimulado pelo Projeto Circular e pela participação da família que vive no local nas ações da Associação dos Moradores e Trabalhadores do Bairro da Campina. A entidade surgiu em 2015, fruto da união dos moradores por mais segurança nas ruas do bairro da Campina.

Joana Lima, vicepresidenta da Associação, explica que o grande desafio na organização da entidadefoi unir pessoas de pensamentos e ideologias diferentes em torno de questões como preservação do Centro Histórico, segurança e a coleta seletiva de lixo.

“Mesmo com um grupo diversificado temos um bom número de parceiros. A gente quer pensar na associação como uma forma de vencer o individualismo em torno do bairro, que ela seja um agregador”, completa.

A ativista explica também que a Associação tem conseguido formar uma rede de parcerias e cita a iniciativa Verde Cidadão, o Boêmios da Campina e a Amigos de Belém, que promove a apresentação de vídeos nas ruas. E que o Projeto Circular tem sido importante no mapeamento das iniciativas culturais do bairro.

“O Circular trouxe pra gente a visualização do que tem de ponto de cultura no bairro, a comida, as iniciativas e a gente foi agregando essas pessoas no movimento da associação. O Projeto consegue também dar pra nós opções de como a gente pode se movimentar no bairro, tem as ações educativas que dá pra gente se inserir como comunidade e se fortalecer”.

No domingo, a participação no Projeto Circular é uma oportunidade de estreitar ainda mais os laços da vizinhança. Além da venda das roupas e acessórios, o espaço vai promover discotecagem de vinis e venda de comidas. Na Praça do Rosário, a partir das 16h, o artista Angelo Saci promove a contação de histórias “Lendas da Amazônia”, voltada para o público infantil.

Estas são penas quatro dicas, dentro das quase 200 atividades que ocorrerão hoje nos três bairros históricos e para saber todos os detalhes, endereços e horáarios da programação, acesse:

3.10.19

Unesco traz encontro de cidades criativas a Belém

Açaí com Jabá
Belém sedia o Encontro Latino Americano das Cidades Criativas de 3 a 5 de outubro. A programação cultural vai da gastronomia ao design, música, artesanato e o cinema, que ganha destaque com mostra de curtas do Pará e de Santos (SP), no Cine Olympia. Entrada é franca.

O Encontro Latino-Americano das Cidades Criativas reúne representações das 15 cidades da rede internacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) que detêm o título de cidade criativa.

A mostra de cinema, por exemplo, exibe ao público, a partir das 14h, quatro curtas paraenses e dez produções de Santos – único local do Brasil eleito Cidade Criativa do Cinema pela Unesco. O premiado cineasta Dandi Queiroz virá de Santos para participar de um bate-papo com o público no sábado (5), às 16h.

Do Pará, serão exibidos os curtas Ópera Cabocla, de Adriano Barroso; Açaí com Jabá, de Alan Rodrigues, Marcos Daibes e Walério Duarte; Chama Verequete, de Rogério Parreira e Luiz Arnaldo; e Cadê o Verde que Estava Aqui, de Biratan Porto. “A programação trará filmes que falam da nossa terra, oportunizando aos participantes do evento que conheçam um pouco da nossa cultura por meio da sétima arte”, destaca a gerente do Cine Olympia, Nazaré Moraes, curadora das obras paraense que compõem a programação.

De Santos (SP), serão exibidos Super, de Ricardo Bueno; Árvore, de Fabiana Conway e Gabriella Drummond; Anamnese, de Daniela Yoshikawa, Mônica Donatelli e Pedro Maufera; Nome Provisório, de Bruno Arrivabene e Victor Alencar; O pequeno monstro, de Kauê Nunes e Nildo Ferreita; Feira Livre, de Dino Menezes; e 13 Maneiras de se rodar em terras caiçaras, do Coletivo Dose de Inspiração.

Dandi Queiroz
Haverá ainda uma mostra sobre a produção do cineasta Dandi Queiroz. Serão exibidos três curtas. Tocando meu destino(2015), documentário sobre o músico nordestino Lulinha Alencar, selecionado em várias mostras e festivais de norte ao sul do Brasil, premiado como melhor documentário categoria nacional – II Mostra Curta Pará – Belém, PA, Brasil, ano 2016. 

Também serão exibidos Por ela (2015), ficção premiada como melhor filme categoria ficção e menção honrosa no 1º Festival Canedo de Cinema – Goiás (GO), em 2016, e Pelo Nosso Olhar (2018), resultado de uma residência artística em Busan, Cidade Criativa em Cinema da Coréia do Sul. Único selecionado do Brasil, Dandi produziu e dirigiu em 15 dias o curta com elenco e equipe coreanos.

A capital do Pará é uma das cidades criativas da gastronomia, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2015. E com esse reconhecimento, passou a integrar uma rede internacional de 180 cidades espalhadas por 72 países, oportunizando um intenso intercâmbio cultural entre especialistas culturais e chefs de cidades de países da América Latina. 

Além da mostra serão realizados vários eventos, abertos ao público, entre eles visita guiada ao Mercado do Ver-o-Peso; Cooking Show, dinâmicas com chefs de cozinha, que será realizada na Praça da República. Além do Circuito Gastronômico, com aulas práticas de chefs locais e internacionais e shows musicais, na Praça dos Estivadores. O evento conta com exposição de design, artesanato, feirinha de Economia Criativa. 

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 4
9h - Visita guiada ao Ver-o-Peso.
14h às 16h - Mostra de Cinema - Santos e Belém, no Cinema Olympia.
16h - A Força do Design na Economia Criativa - Unama (av. Alcindo Cacela, 287) – auditório D - 200.
16h - Cooking Show com chefs internacionais das cidades criativas da gastronomia - Bar do Parque.
20h - Circuito Gastronômico com shows de Keila Gentil, Lucinnha Bastos, Banda Pandora, Nazaré Pereira e Serafim Martinez (artista baiano), além do Dj Bernardo Pinheiro - Praça dos Estivadores.

Sábado, 5
14h às 16h - Mostra de cinema - Santos e Belém -  Cinema Olympia.
17h - Circuito Gastronômico com shows da Banda da Guarda Municipal, Dj Albery e Dona Onete - Praça dos Estivadores.

(Com informações da assessoria de imprensa)

1.10.19

Um encontro que rendeu mais de 50 composições

Gonzaga Blantez fala ao blog sobre a parceria com Sebastião Tapajós, que já rendeu mais de 50 músicas. Eles apresentam o show "Encontro Amazônico",  nesta quarta-feira, 2 de outubro, às 20h, no Theatro da Paz, lançando o CD homônimo, que traz 10 composições inéditas. 

Gonzaga Blantez possui uma relação profunda com as tradições culturais da Amazônia, com recortes recorrentes em suas composições de ritmos mais dançantes, como o carimbó "Curió do bico doce", tema de "Ritinha" na novela global "A força do querer", que lhe deu projeção nacional e que não faltará no repertório desta noite.

O artista tem 30 anos de carreira e gravou sete discos. Ele e Sebastião Tapajós, que soma mais de 40 anos de uma carreira que gerou divisas através de seu violão, foram apresentados por intermédio de um amigo em comum. Nascido em Alenquer, como Sebastião Tapajós, Gonzaga residiu, por mais de 20 anos, em Manaus, no Amazonas, mas a parceria com o violonista o trouxe de volta ao Pará.

Na tarde desta terça-feira, 01, o ensaio no Theatro da Paz foi descontraído, como um encontro de amigos que se uniram, sobretudo pela música. No palco estarão outros grandes artistas, como Luiz Pardal, Lúcio Mouzinho, Patrícia Bastos, Nilson Chaves e Lucinnha Bastos, além da super banda formada por Igor Capela, violonista e  diretor musical CD e do show; Príamo Brandão, no baixo; Andreson Dourado, no piano, e Márcio Jardim, na percuteria. O ingresso está à venda na bilheteria por R$ 30,00, preço único.

Holofote Virtual:  Conta como é que você foi fazer uma visita ao Sebastião Tapajós e acabou fazendo mais de 50 músicas com ele!

Gonzaga Blantez: Pois é. Conheci o Sebastião Tapajós, pessoalmente, ano passado. Um amigo me levou a casa dele e neste mesmo dia fizemos uma parceria. Posteriormente, nos comunicávamos por celular e ele sempre me cobrava de que a gente devia fazer um trabalho de parceria. A ideia inicial era se reunir para fazer um show, mas há alguns meses fui a Santarém e ficamos juntos e confinados durante sete compondo e fazendo alguns shows pela região. 

Na verdade, compomos para mais de cinco discos, pois fazíamos musicas diariamente, chegamos a fazer até quatro músicas por dia e colocamos este repertório em prática e começamos a tocar. Foi então que veio mais uma ideia de reunir esse material em um disco. Nos cobramos o registro. Um trabalho de dedicação, focado nestas parcerias, e foi difícil para fechar neste disco, muitas músicas bonitas ficaram de fora, que gostaríamos de colocar de cima em outros projetos.

Holofote Virtual: Onde é mais forte a parceria entre vocês?

Gonzaga Blantez: Eu, além de violonista, canto, escrevo, componho. E como o Sebastião é mais compositor e violonista, juntamos a fome com a vontade de comer, o que resultou nesse emaranhado de músicas belas que estão no CD encontros. Cada um tem seu trabalho autoral. Eu já gravei sete discos e ele, eu já perdi a conta. Juntou toda essa nossa experiência de composição pra somar força e fazer este material que chamamos de Encontro Amazônico. 

Holofote Virtual: Além desse show, o que mais você anda fazendo na carreira?

Gonzaga Blantez: O meu momento atual é essa parceria com Sebastião Tapajós. Curió do Bico Doce teve repercussão nacional, e eu também faço shows voltados para a música brasileira e regional, mas o foco mesmo é este projeto de agora. Depois do lançamento no Theatro da Paz, nosso propósito é fazer circular esse disco com shows por todo o Brasil.

Holofote Virtual: Não dá para falar em Encontro Amazônico, sem pensar na situação da Amazônia, fonte da inspiração de vocês e outros artistas...

Gonzaga Blantez: Essa questão amazônica é complicada, não só por causa das queimadas, mas por conta da política brasileira, nessa atual conjuntura e que hoje não nos permite dizer que vivemos num país onde a cultura, a educação e a saúde sejam prioridades, nem segurança. No caso especifico das queimadas, isso gera grande preocupação, principalmente com os ribeirinhos, as pessoas que vivem às margens dos rios, ou no meio da floresta. 

Sabemos que nesse verão intenso, onde tudo fica mais seco, as queimadas são presentes. Isso preocupa e nos faz sofrer, porque é um problema que não é de hoje, vem de muito tempo. Parece que a cada ano que passa vem se agravando mais e influenciando a questão do clima, criando problemas respiratórios na população. 

E como compositor temos que dar nossa contribuição, dentro da arte, de alertar a sociedade que essa não é uma questão não isolada, de quem vive na Amazônia, é do brasileiro. Precisamos nos unir e se preocupar ais com essas questões ambientais de suma importância para o Brasil e para o mundo.

Holofote Virtual: E você resolveu voltar de vez para o Pará?

Gonzaga Blantez: O Pará nunca saiu de mim, sempre esteve comigo, que sigo levantando essa bandeira. Canto a música e a cultura paraense em meus shows, minhas canções e poesia falam da minha terra e da minha gente.

É constate na minha obra, mas também passei 20 anos morando no Amazonas, e acho que isso fez de mim um artista mais Amazônida, cantando a Amazônia de forma respeitosa e universal, unindo esses dois grandes estados, que possuem diferenciada diversidade cultural. Estou de volta, vivendo entre Santarém e Belém. Ficarei circulando nesta região.

Serviço
ENCONTRO AMAZÔNICO – Show de lançamento do CD. No Theatro da Paz, nesta quarta-feira, 2 de outubro, às 20h. Ingressos: R$ 30,00  preço único. Forma de Pagamento: Bilheteria do Theatro da Paz: somente em dinheiro; Site http://www.ticketfacil.com.br : cartões de crédito. Informações: (91) 4009-8758/ 8759/8756 | bilheteria@tdapaz.com.br.