21.8.19

"Guerrilheiras" em cartaz no Waldemar Henrique

Foto: Elisa Mendes
A história de 12 mulheres que lutaram e morreram na guerrilha do Araguaia, está em cena no espetáculo "Guerrilheiras ou Para a Terra não há Desaparecidos", nesta quinta, 22, e sexta, 23, no Teatro Waldemar Henrique, com patrocínio do programa Petrobras Distribuidora de Cultura. Nas duas sessões haverá audiodescrição para o público com deficiência visual.

Entre a ficção e o documentário, a peça é um poema cênico criado a partir da história destas mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram na região amazônica, nos estados do Pará e Tocantins, locais de forte resistência contra a violência e a ditadura e onde se deu a guerrilha do Araguaia na década de 1970. 

O espetáculo  surge da investigação da atriz e pesquisadora carioca Gabriela Carneiro da Cunha, tem direção de Georgette Fadel, pelo projeto Margens – sobre rios, boiúnas e vagalumes, que se constitui em trabalhos de artes integradas criados segundo o testemunho de rios brasileiros. A equipe de produção mergulhou no rio, nas historias e memórias de camponeses testemunhas daqueles tempos, e que guardam ainda dores de perdas, de procura por familiares desaparecidos, com olhares de espera. 

Foto: Elisa Mendes
Autora, diretora e atrizes conviveram ali por cerca de 15 dias em aprendizado, em trocas e escutas. Foram dias de imersão registrados pelas lentes do premiado cineasta Eryk Rocha, que assina as projeções audiovisuais feitas durante o espetáculo a dialogar com as personagens, dando o tom de dramaticidade exigido no texto denso, criando sobreposições que transfere o palco para a floresta, para o rio e para as memórias tragadas pelas águas.

A peça é dedicada a Dinalva, Dinaelza, Helenira, Maria Lucia, Áurea, Luiza, Lucia Maria, Telma, Maria Célia, Jana, Suely e Walkiria, retratos de resistência, e como elas, que vieram de diferentes cidades para o Araguaia, também as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke, Luciana Fróes, Mafalda Pequenino, Sara Antunes e Gabriela Cunha, são de lugares diversos. 

O elenco reúne artistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e da Colômbia, além da atriz paraense Vandileia Foro, convidada para a itinerância no estado, somando a sua a outras vozes que traduzem vidas interrompidas e ignoradas pela história.

Debate e oficina

Foto: Elisa Mendes
No primeiro do espetáculo em Belém, haveá bate papo com o público, estimulando a troca de saberes entre artistas e público, além do próprio tema central, com outras mulheres que atuam prioritariamente no campo da arte e cultura: Wlad Lima, Angelina Anjos, Eneida Guimarães e Eliana Bogéa são as convidadas especiais. 

A partir de hoje (21) até dia 23, as atrizes Gabriela Carneiro da Cunha e Mafalda Pequenino realizam oficina para atores e atrizes locais no Casarão do Boneco, com o objetivo de compartilhar as experiências cênicas experimentadas na montagem do espetáculo, trabalhando performances da morte como estado de hiperpresença, utilizando técnicas de consciência corporal, dança afro, a energia agregada ao movimento, o enraizamento ativo dos pés no solo, na consciência do centro da coluna vertebral, sentimentos, corpo e ação e a relação com o espaço.

Serviço
Peça Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos
Teatro Waldemar Henrique
Dias 22 e 23 de agosto de 2019, às 20h
Indicação 14 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) na bilheteria ou pelo Sympla: http://bit.ly/2MumKZE 

Oficina para atrizes e atores 
Dias 21, 22 e 23 de agosto de 2019
9h às 14h
Casarão do Boneco
Gratuito/vagas limitadas
Informações e inscrições: http://bit.ly/2KKDKJ9

(Com informações da assessoria de imprensa)

14.8.19

Os Dinâmicos e as raízes da guitarrada no Apoena

Os Dinâmicos, Raízes da Guitarrada
Foto: Otávio Henriques
Depois de lançar o 1º CD, em 2016, com produção do saudoso e querido Mestre Vieira, Os Dinâmicos - Raízes da Guitarrada estão de volta para lançar o clipe "Cúmbia Dinâmica" gravado em Barcarena este ano.  O show é sexta-feira, 16 de agosto, em Belém, no Espaço Cultural Apoena, a partir das 21h. Ingresso a R$ 20,00.

“Os Dinâmicos” era o nome do primeiro grupo formado por Vieira, considerado o criador da guitarrada, falecido em fevereiro de 2018. Em 1978, eles passaram a se chamar Vieira e Seu Conjunto. Lauro Honório (guitarra base), Dejacir Magno (vocal), Idalgino Cabral (guitarra solo), Luís Poça (teclado) e Augusto Pantoja (baixo) gravaram vários dos LPs emblemáticos da carreira do guitarrista, entre os anos 1970 e 1990. O grupo conta ainda com o baterista Jairo Rocha, integrante do grupo desde a retomada, em 2011.

Neste novo show, além de músicas do álbum, eles vão apresentar  músicas inéditas, dentro de um repertório que mistura ritmos quentes como cúmbia, guitarrada, lambada, salsa, carimbó e outras sonoridades latino amazônicas, que prometem não deixar ninguém parado no salão. É também novidade na carreira de Lauro Honório, Luís Poça, Idalgino Cabral e Dejacir Magno, a série de animação intitulada “Os Dinâmicos”, atualmente em exibição nacional nas TVs Públicas. 

Eles se tornaram heróis em desenho animado
Foto: Luciana Medeiros
Inspirada na obra de Vieira e Seu Conjunto, a série traz  13 episódios com aventuras de Mestre Vieira e Os Dinâmicos, como super-heróis da Amazônia. A idealização da série veio em 2011, quando eles e Mestre Vieira se reencontraram, dando início ao projeto musical intitulado “Mestre Vieira e Os Dinâmicos”, que estreou no Festival Se Rasgum daquele ano e circulou pela Feira da Música de Fortaleza (CE), por Belém, na gravação do DVD Mestre Vieira – 50 Anos de Guitarrada e no evento dos 400 anos de Bragança. 

Para ano que vem, o grupo prepara o segundo disco. O primeiro reuniu 10 músicas entre antigas e inéditas, de autoria deles e de Mestre Vieira, que assina a produção do disco, lançado pelo selo Na Music. O lançamento foi realizado em 2016,  no evento “Arraial da Guitarrada”, no Centro Cultural Sesc Boulevard (hoje Ver-o-Peso), além da Lambateria. Em Barcarena, participaram do primeiro circuito de shows Festival do Abacaxi, em 2018, e fazem apresentações em eventos e festividades na região. 

Videoclipe:

Vídeo Promo Os Dinâmicos:

Serviço
“Os Dinâmicos – Raízes da Guitarrada”. Show de lançamento do primeiro vídeo clipe da banda. Sexta-feira, 16 de agosto, às 21h, no Espaço Cultural Apoena – Duque de Caxias, n. 450 – Marco – Belém-Pa. Mais informações e contato para shows: (91) 98134.7719/98409.2686.

12.8.19

Fotoativa: 1º Sarau da Memória pelos seus 35 anos

O encontro de personagens importantes que direta ou transversalmente contribuíram com a história da Fotoativa. Esta é a proposta da primeira edição dos Saraus da Memória, que será realizada no próximo dia 14 de agosto, às 19h, data em que a associação comemora oficialmente seus 35 anos. 

A ideia é que cada convidado traga suas memórias vivas contribuindo com a projeção de um conjunto de imagens extraídas do acervo fotográfico da Associação. 

"O tema da memória é muito caro não somente para remontar a história da Fotoativa, que nasce em 1984 no contexto de redemocratização do país, mas também como uma reflexão sobre os dias de hoje, sobretudo neste momento que há uma tentativa de destruir as histórias, os fatos, e de distorcer a realidade, então é muito importante que isso venha com testemunhos vivos não somente a partir de relatos distantes e interpretações, as pessoas têm que fazer esse exercício coletivo de manter a memória viva e ativa”, diz Miguel Chikaoka, que deu origem a toda esta história.

Em cada encontro, um conjunto de fotografias de diferentes épocas e fases da Associação será projetado como dispositivo para despertar as memórias dos convidados e do público sobre determinados contextos, experiências, afetos e as possíveis reflexões que surgirem. 

A realização do projeto surge a partir de experiências semelhantes vivenciadas em saraus realizados pela SDDH - Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, coordenados pela jornalista Érika Morhy. Nesta primeira edição do projeto na Fotoativa, "a proposta é centrar em momentos-chave dos encontros iniciais que deram origem à Fotoativa, bem como aos movimentos culturais e políticos em ação naquela época", comenta Camila Fialho, atual presidente da associação. 

A proposta dos encontros busca construir um ambiente informal no formato de rodas de conversa. Na mesa principal, as presenças confirmadas são de Ana Catarina, Januário Guedes, Jeanne Marie e Vasco Cavalcante, e na mediação dessa conversa estarão Miguel Chikaoka e Camila Fialho, coordenadores do projeto. A ideia é que o público presente também participe desse diálogo.

Os convidados da 1ª edição

Ana Catarina: Uma das fundadoras do Fotoficina, grupo criado pelos participantes da Oficina de Iniciação à Fotografia ministrada por Miguel Chikaoka na Escola de Arte Ajir, integrou a equipe de coordenação da Oficina de Fotografia Experimental realizada na Escola Padre Leandro Pinheiro, e atuou em projetos educativos da Filmoteca do Pará.

Januário Guedes: Ativista cultural, foi coordenador da Filmoteca do Pará e integrou o grupo Fotoficina.

Jeanne Marie: Fundadora do grupo Ajir, educadora, ativista cultural, mentora da primeira Oficina de fotografia ministrada por Miguel Chikaoka em Belém, integrou o júri Fotopará – I Mostra Paraense de Fotografia, realizado pelo Grupo Fotoficina, em 1982.   

Vasco Cavalcante: Foi um dos fundadores do grupo de poesia alternativa Fundo de Gaveta, que se manteve na ativa entre os anos 1981 e 1983. Poeta participou da  Coletiva de Literatura promovida pela Secretaria de Estado da Cultura do Pará.

Serviço
A Associação Fotoatva fica na Praça das Mercês, 19, bairro da Campina - Centro histórico de Belém.

(Holofote Virtual com informações envidas pela Associação Fotoativa)

9.8.19

Estreia: Walter Bandeira sem Pecado e sem Perdão

Elenco e equipe técnica em dias de ensaio
Foto: Divulgação
Já quero ver! Em formato de teatro musicado, o espetáculo homenageará o artista de multi talentos que fez história na música popular paraense e que partiu há 10 anos. Intitulado Walter Bandeira - Sem Pecado e Sem Perdão, o musical ficará em cartaz de 16 a 18 e de 23 a 25 de agosto, sempre às 20h, no Teatro Universitário Cláudio Barradas.

O musical fará um passeio por diversas fases da vida daquele que foi cantor, letrista, intérprete, locutor, ator, professor de voz e dicção e artista plástico. O público que o conheceu irá reviver grandes momentos do artista, já quem não o conheceu experimentará o clima único de um show que tinha Walter como estrela. É diversão garantida, garante Iracy Vaz, que assina a dramaturgia e a direção geral do espetáculo.

A realização é do Grupo Teia - Teatro Experimental de Insurgências Amazônicas – que tem no elenco os atores Cassio Vitorio, Nilton Cézar e Lennon Bendelak (que interpretarão Walter em diferentes momentos) e ainda Elder Lukkas, Gláucia Pinto, Lorena Bianco e YéYé Porto.  

“O desafio de interpretar Walter é o de dar vida a um ícone paraense, de personalidade forte e marcante. Um homem que não se importou com o que pudessem dizer a seu respeito e viveu toda a sua plenitude. Um talento e uma voz inquestionáveis. Sem dúvida, um dos maiores destaques da minha carreira.", comenta Nilton Cézar.

A montagem do espetáculo reúne música, teatro, dança e audiovisual, estratégia para resgatar a efervescência da época. A assistência de direção e iluminação é de Luciana Porto, a direção musical de Dayse Addário e Ziza Padilha e a direção coreográfica de Rosângela Colares. A produção é de Fafá Sobrinho e Cristina Costa/ Produtores Criativos; a cenografia é de Tainá Marçal; o figurino de Andréia Rezende e a arte gráfica e audiovisual, de Wan Aleixo.

Serviço
Espetáculo Walter Bandeira – Sem Pecado e Sem Perdão, dias 16, 17, 18, 23, 24 e 25 de agosto, às 20 horas, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (Rua Jerônimo Pimentel 546, entre Dom Romualdo Coelho e Dom Romualdo de Seixas). Ingressos online pela plataforma Sympla e na bilheteria do teartro a R$ 40, com meia entrada para estudantes.  Mais informações: (91) 991742191 e 981718282. 

"O Conto das Duas Ilhas" está de volta em cartaz

Fotos: Alexandre Yuri
Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, a montagem do Projeto Camapu  estará em cartaz nos dias 10, às 20h, e 11 de agosto, às 11h, no Teatro Waldemar Henrique. Ingressos já à venda na bilheteria do teatro. O valor arrecadado será investido em "Flor de Jambo", o novo espetáculo previsto para estrear em dezembro.

Tecida por fios de sonho e caminhos de esperança, "O Conto das Duas Ilhas" é baseada no texto homônimo de San Rodrigues e traz para o palco uma narrativa sensível sobre o trabalho de manipulação de marionetes e sobre a delicada teia de afetos que constitui o movimento da vida.

O espetáculo traz Horácio e Marília, que vivem uma jornada de encontros e desencontros em uma ilha. Horácio é um navegante que deixa sua ilha para se aventurar pelo infinito, uma partida para encontrar a si e ao outro. A trilha sonora, assinada por Renato Torres, impulsiona a dimensão dramática das cenas, que misturam marionetismo e animação em stop motion, encantando crianças e adultos com a força e o simbolismo das imagens criadas no palco. 

“Adicionamos mais uma forma animada à peça. Era preciso um elemento pacificador na cena em que Horácio é reencontrado pelo seu criador. A cena do reencontro sempre nos pareceu muito tensa e não dava tempo para preparar o coração do espectador para o que se segue. A adição de um delicado elemento nessa cena tornou-a ainda mais poética e significativa. O Conto, apesar de dirigido ao público infantil, apresenta ambientes psicológicos muito densos. É um universo fantástico, surreal e ao mesmo tempo colorido e inventivo”, comenta San Rodrigues, diretor do espetáculo e um dos fundadores do Projeto Camapu, ao lado da companheira de cena Nina Brito.

Desde sua estréia, os retornos do público contribuíram para a lapidação do espetáculo em aprendizados presentes na cena, na constituição do texto, na sincronia dos movimentos dos títeres, no corpo das marionetes. 

“Quanto mais apresentamos, mais afinado conseguimos deixá-lo. O Conto ainda não chegou à quantidade de apresentações dos outros espetáculos do Projeto Camapu, mas a cada uma delas percebemos como melhorar e  o que ajustar para melhorar, com os  erros e acertos temos aprendido muito”, avalia Nina, que divide a cena  e a construção do espetáculo na manipulação de Marília, a títere cheia de vida que parte para salvar seu grande amigo Horácio.

O Conto das Duas Ilhas é o primeiro espetáculo concebido na esteira do projeto Planeta Iluminado, em 2017, uma experiência de imersão para mostrar ao público a ideia fundamental do Camapu: luz sobre a vida, mesmo em ambientes hostis. O nome foi inspirado no lugar de origem do Camapu, o Jardim Sideral e suas recorrentes presenças no noticiário policial. 

Quando se instalaram no local, Nina e San construíram um ateliê e o teatro Roc-Roc, onde fazem sessões de todas as montagens que criam, iluminando os olhares sobre a percepção do lugar. Assim, após o espetáculo, o grupo conversa com o público que pode conferir não apenas a cena, mas a essência do projeto de vida e de arte que conduzem as teias de afeto da vida dos criadores e de seus títeres. E agora há um novo sonho. 

Serviço
O Conto das Duas Ilhas - Apresentações no Teatro Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas nº 645). Sábado, dia 10, às 20h e domingo, 11 de agosto às 11h. Ingressos antecipados a R$ 10,00, a partir de quarta (7), das 15h às 18h, na bilheteria do teatro. Vendas disponíveis no cartão de crédito e débito. Para mais informações 98114 7149 ou 98153 0190.

Ficha técnica
Dramaturgia: San Rodrigues
Marionetistas: San Rodrigues e Nina Brito
Construção de Marionetes: San Rodrigues
Cenografia: Nina Brito
Iluminação Cênica: Marckson de Moraes
Trilha Sonora Original: Renato Torres (Gravada, mixada e
masterizada por Renato Torres no Guamundo Home Studio, Belém-
PA)
Canções: Marília, Além e O Primeiro Veleiro (San Rodrigues)
Vozes dos Marionetes: Renato Torres (Carapirá), San Rodrigues
(Horácio) e Nina Brito(Marília)
Assistente de Atelier: Glaucia de Jesus
Adereços de cena (Sol e Lua): Luciana do Carmo
Confecção de Figurino: Anne Moraes
Equipe de Captura e Animação (Stop Motion): San Rodrigues,
Nina Brito, Marckson de Moraes e Gabriel Angelo
Edição de Vídeos e Imagens: Alexandre Yuri
Assessoria de Imprensa: Yorranna Oliveira
Produção: Patrícia Ventura
Direção Geral: San Rodrigues e Nina Brito

8.8.19

Batista: leitura dramática na Casa da Linguagem

O monólogo traz os traços da vida e do legado ideológico do Cônego Batista Campos, mentor de uma das maiores revoluções populares da América Latina, a Cabanagem. A leitura dramática será acompanhada por música, nesta sexta-feira, 9, às 19h, na Casa da Linguagem. 

O ator-leitor que conduzirá o público pelos intensos caminhos do revolucionário amazônida é Stéfano Paixão. O autor do texto, Carlos Correia Santos, estará presente apresentado uma trilha musical ao som de violino, além da percussão e violão de Dailton Helder. 

Escrita em 2008 por Correia especialmente para o ator Stéfano Paixão, o texto teatral Batista foi vencedor do Prêmio IAP de Edições Culturais, 2008, na categoria Dramaturgia e foi editado em livro pelo Instituto de Artes do Pará e pela Giostri Editora/SP (edições diferentes). A leitura dramática desta quinta marca o início do processo de montagem que deverá trazer o espetáculo para os palcos até 2020, com direção de Paulo Santana.

A apresentação faz parte do projeto Teatro da Palavra, que já apresentou lituras dramatizadas de Édipo, Antígona e também das obras de Maria Lúcia Medeiros, Max Martins, Paes Loureiro e Dalcídio Jurandir, entre outros, coordenado por Alexandre Rosendo. 

Serviço
Leitura Dramática Musicada do texto dramatúrgico Batista, de Carlos Correia Santos. Com Stéfano Paixão (narração e efeitos), Carlos Correia Santos (violino e efeitos) e Dailton Helder (violão e efeitos). Projeto Teatro da Palavra. Casa da Linguagem. Dia 09 de agosto às 19h. Entrada franca.

Os escritores de Óbidos na Feira Literária do Pará

A FLiPa valoriza a cultura literária do Pará e este ano, além de homenagear Ruy Barata, vai destacar, a partir deste ano, escritores de outros municípios. A 5ª edição será em outubro, mas no dia 15 de agosto, na Livraria da Fox, escritores de Óbidos estarão e foco. Haverá degustação da culinária obidense, com doces, licores e pratos típicos.

Terra de José Veríssimo, Ildefonso Guimarães e Inglês de Souza entre outros, “Óbidos na Flipa” estará no próximo dia 15 de agosto com uma intensa programação que durará o dia inteiro, com palestras sobre seus grandes nomes, debates com os autores atuais, degustação de sua culinária e oportunidade não só de todos os obidenses que hoje vivem em Belém, mas todo o público de confraternizar nessa ação cultural.

A FLiPa é uma reação à falta de projetos culturais voltados para a divulgação da Literatura feita no Pará. Criada por um grupo de escritores, a Feira Literária do Pará é realizada há cinco anos, na Livraria Fox, com o apoio da Editora Empíreo, sempre no terceiro final de semana de outubro.

São dois dias, para que escritores locais confraternizem com seus leitores e vendam seus trabalhos. A cada ano, um escritor é escolhido para ser o patrono e tem sua obra discutida, bem como o relançamento de importantes livros, já esgotados e um concurso e lançamento de um novo escritor. O homenageado de 2019 será o grande poeta Rui Barata.

Programação
  • 9h - Exposição de obras de autores obidenses
  • 9h30 - Apresentação do Coral Julia Mouzinho (integrantes obidenses residentes em Belém)      
  • 11h - Palestra sobre José Veríssimo – José Raimundo Canto
  • 14h30 - Palestra sobre Ildefonso Guimarães – Celio Simões de Souza + Lançamento de obras de Ildefonso Guimarães pelo filho do Autor
  • 16h - Roda Literária com mediação de Tito Barata + Escritores convidados – Ademar Amaral, Bella Pinto, Delio Matos, Nazaré Imbiriba e Eduardo Dias
  • 17h00 - Lançamento do livro de Dino Priante e Nazaré Imbiriba
  • 19h - Palestra sobre Inglês de Souza – Itamar Paulino
Serviço
A Livraria da Fox fica a Dr. Moraes, entre a Av. Conselheiro e a Rua dos Mundurucus. Entrada gratuita.

Se Rasgum inscreve para seletivas e anuncia show

Banda Francisco El Hombre
Foto: Rodrigo Gianesi
Festival abre as inscrições para bandas paraenses e anuncia show de Francisco El Hombre, dia 13 de setembro, no Porto Music. 

A proposta é selecionar quatro nomes que vão fazer parte do line up do 14º Festival Se Rasgum, a ser realizado de 31 de outubro a 3 de novembro, além de um nome que irá tocar na Festa de Lançamento do Festival Se Rasgum com Boogarins, no dia 4 de outubro. 

Criada com o objetivo de apresentar mais bandas autorais paraenses para o público, as Seletivas Se Rasgum reservam um espaço para que muitas bandas se inscrevam, sejam ouvidas por um júri especializado e 10 delas se apresentem e, posteriormente, quatro delas toquem no Festival Se Rasgum. 

A novidade desse ano é que haverá espaço para mais uma 5ª colocada, que tocará na festa de Lançamento do 14º Festival Se Rasgum, dia 4 de outubro, junto com Boogarins e mais uma banda surpresa. A cada edição do Festival Se Rasgum, fica mais evidente a existência de uma pulsação artística autoral na música do estado do Pará, por isso, as Seletivas cumprem seu papel de dar holofote à essa efervescência e de dar espaço de forma justa aos diferentes artistas da música do estado.

Show de lançamento do novo disco "Rasgabeza"
Foto: Rodrigo Gianesi
Além de incentivar o crescimento profissional e provocar uma saudável disputa musical, a Seletivas Se Rasgum levam Belém a atmosfera artística que o evento proporciona, em que grupos competem amigavelmente e têm a oportunidade de se apresentar com tratamento profissional de som, iluminação, assistência de palco, backstage e produção.

O objetivo é recompensar o esforço das bandas que trabalham duro para estarem no mercado e no próprio festival para terem seu trabalho reconhecido pelo público e pela imprensa especializada (local e nacional), mas também reforçar o ideal do evento, que é o de contribuir para a profissionalização da música autoral paraense, incentivando o surgimento de novos artistas de forma democrática e participativa.

Francisco El Hombre - O novo disco da banda, Rasgabeza (Natura Musical), foi pensado a partir das catarses que aconteciam nos shows da banda. Com o intuito de sintetizar a experiência do ao vivo no registro, o grupo partiu para um trabalho que não é de meios termos, nem de meias palavras. Ora soa freak, ora soa punk, ora soa do jeito que tem que soar – fora da caixinha de definições pré-estabelecidas – para fazer reverberar a proposta da banda de expurgar vivências, urgências e o que mais estiver entalado por meio de canções. Agora, o disco chega aos palcos, espaço que tanto serviu de inspiração para a sua concepção.

Serviço
Seletivas Se Rasgum 2019 traz show de El Hombre no dia 13 de setembro, no Porto Music. Ingressos: www.sympla.com.br/serasgum. Inscrições: www.serasgum.com.br/seletivas.

(Holofote Virtual com informações do Festival Se Rasgum)

6.8.19

Comédia carioca em única sessão no Teatro do Sesi

Carlo Simões chega a Belém com o espetáculo "Os Homens Querem Casar e As Mulheres Querem Sexo 2", para apresentação única, dia 10 de agosto, às 20h30, no Teatro do Sesi. Os ingressos estão à venda no site www.eventim.com.br e na bilheteria do teatro. O ator, diretor e autor da peça bateu um papo com o blog, que você confere a seguir.

Carlo Simões traz na bagagem uma experiência de 30 anos. O ator já transitou pelas mais diversas áreas das artes cênicas. Formado pelo Teatro Tablado em 1989, tem trabalhos também na televisão como “Zorra Total”, “Guerra e Paz”, “Páginas da Vida”, “Sob nova direção”, “A Diarista”, “Senhora do Destino”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Suave Veneno”, “Que Rei Sou Eu?” e “Rainha da Sucata”, entre outros.

Em cartaz há 11 anos, com esse espetáculo, cuja primeira versão já passou por aqui, Carlo Simões já foi visto por 2 milhões de pessoas em 150 cidades do Brasil, além de Nova York, Miami e Boston. “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2” repete o mesmo sucesso do primeiro espetáculo, que mostrou Jonas (Carlo Simões) entrando em crise após ser abandonado no altar pela terceira vez. Agora, ele recebe duas revelações que mudam a sua vida.  

Está em cena com Carlo, há três aos, a atriz Drika Mattos, que também atuação em televisão, com participações no Zorra Total, e em espetáculos musicais como “As Noviças Rebeldes”, de Wolf Maia, A Magia dos Livros e Tão Louco Quanto Ir a Marte, ambos com direção de Sylvio Lemgruber. E também fez backing vocal e foi bailarina do cantor Alexandre Pires no DVD e na turnê “Em Casa” (2008/2010). A equipe da peça tem ainda Isabelle Graniso, na direção de produção, com assistência de Rhanna Guimarães, programação visual de Sandro Leal e realização da Playcine Produções.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Ficar onze anos em cartaz, de forma independente, é uma façanha. O fato de ser comédia ajuda? 

Carlo Simões: Nunca achei que fosse possível, principalmente se tratando de cultura. Mas quando você conta boas histórias e principalmente baseado em fatos reais e de forma cômica, há uma identificação imediata da plateia e só assim é possível fazer teatro sem patrocínio durante 11 anos. Foi formando casais na plateia e com um boca a boca que conseguimos fazer isso durante tanto tempo.

Holofote Virtual: O espetáculo sempre foi apresentado com a Drika? O palco é também um tipo de um casamento...

Carlo Simões: Já passaram três atrizes. Hedla Lopes, Danielle Niño e há 3 anos com a Drika. É um casamento. Drika passa mais tempo comigo do que com o marido.

Holofote Virtual: Tua praia é a comédia. Muita coisa em televisão. Formação pelo Tablado. Como o gosto pelo cômico entrou na tua trajetória? 

Carlo Simões: A comédia entrou na minha vida por acaso. Meu foco sempre foi ser galã. Mas quando ia fazer algo sensual, as pessoas riam.  Isso começou na publicidade e acabou se estendendo e foi quando fiquei 10 anos fazendo Zorra Total.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Voltando ao espetáculo. Como surgiu a ideia de trazer essa temática no texto? 

Carlo Simões: A ideia surgiu a partir do aumento de sites de relacionamentos, tipo Tinder e histórias de mulheres que passaram pela minha vida e de amigos que não deram certo. Em seguida, o IBGE publicou uma pesquisa falando sobre a inversão de valores, que a mulher trouxe pra vida pessoal a independência da profissional. Deixando o casamento, filhos e família para segundo plano. Estamos falando hoje de um assunto, o direito de igualdade num texto escrito há 12 anos atrás.

Holofote Virtual: Você já tinha vindo a Belém?

Carlo Simões: Já vim apresentar “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 1”. Mas lembro de outra vez em que estive aqui apresentando “Capitães da Areia”, com Dira Paes, André Gonçalves, Marcelo Farias e Jonas Torres, que me levaram no Lapinha.  E aconteceu um fato engraçado. Assim que cheguei, uma menina começou a me paquerar muito, fora do normal. Até disse pro André, ‘acho que vou casar e vir morar em Belém’. Ela me cobrou 50 reais depois do nosso papo, fiquei arrasado, já achei que estava virando galã.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Chegar até aqui não é fácil. Nunca acessaram as políticas públicas para estas circulações? Aliás as políticas públicas para a cultura estão cada vez menos presente no país de hoje.

Carlo Simões: Sempre fizemos de forma independente, acessar a política pública era entrar numa fila interminável sem a garantia de que iríamos conseguir levantar o espetáculo. Hoje isso está mais pulverizado, mas a política pública tem que ser administrada por pessoas que entendam do que fazem, e a Lei Rouanet é uma concessão pública de arrecadação. Então, não pode ser escolhas de empresas que tenham interesse comercial no produto. Cultura é cara, seja no teatro, cinema, exposições, música... Então, prestigiar os espetáculos é manter a mente de um povo viva, criativa.

Holofote Virtual: O que as pessoas podem esperar do espetáculo? Boas risadas?

Carlo Simões: Cada lugar tem sua peculiaridade.  Como temos 30 minutos de improviso, sempre brinco com coisas que fazem parte do dia a dia da cidade em que estamos.  É uma comédia rasgada, imagina uma história em que de tanto um homem reclamar para Deus que não encontra uma mulher pra casar, Ele então resolve vir como ele sempre sonhou, mulher e cearense. Formamos casais na plateia. Dou beijo na boca e o restante é só indo pra assistir.

Serviço
“Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2”. No Teatro Sesi - Av. Alm. Barroso, 2540 – Marco. Dia 10 de agosto às 20h30. Ingresso: R$100,00 (inteira). Informações: (91)3366-0972. V Capacidade: 417 lugares. Classificação: 14 anos. Duração: 80 min.

5.8.19

Adriano Barroso premiado Melhor Ator no Cine-Pe

Fotos: Divulgação/CinePe
O ator paraense soube neste domingo, em Belém, da premiação na 23ª edição do festival "CinePe", realizado entre 29 de julho e 04 de agosto em Recife, Pernambuco. É o 1º prêmio nacional de Adriano Barroso, em sua estreia como protagonista de um longa metragem. 

"Teoria do Ímpeto", de Marcelo Faria e Rafael Moura, selecionado entre 144 filmes brasileiros, estava entre os seis a entrarem na mostra competitiva. Foram quatro prêmios. Melhor direção, Melhor fotografia (André Carvalheira), Melhor ator (Adriano Barroso) e Melhor ator coadjuvante (Pablo Magalhães). O filme traz a história de uma família de classe média baixa que enfrenta dificuldades financeiras e problemas emocionais após a perda da mãe. 

Filmado em Brasília, há dois anos, já foi exibido em outros festivais na Europa: Londres, na Inglaterra e em Nice, na França, onde levou prêmio de “melhor roteiro” no Film Fest International, em maio, e nos Estados Unidos. Agora segue para Madri Espanha. “Esse foi o primeiro festival brasileiro do qual o filme participou”, diz Adriano Barroso, que estava entre amigos, neste domingo, ao receber a notícia.

“Esse filme é muito especial por diversos motivos. O principal é que é cinema puro. Um drama psicológico. Receber esse prêmio significa muita coisa. Sobretudo no momento péssimo que a gente está vivendo com o imbecil querendo golpear o cinema. E particularmente é bem legal esse prêmio vir em um festival tão importante quanto o CinePe. Dá um gás na carreira e serve de um bom brinde ao filme que fizemos com tanto carinho”. 

Cria do teatro, integrante do Grupo Gruta de Teatro, Adriano Barroso vem mergulhando, nos últimos vinte anos, numa carreira cada vez mais intensa no cinema. Além de “Teoria do Ímpeto”, filmou outro longa ano passado, “Dentes”, com Paola Oliveira, atualmente em fase de montagem, e também está no filme “Amanda”, do diretor Célio Cavalcante (AP), com a Mel Lisboa e Zezé Mota, que interpreta a atriz e ativista do movimento negro, a professora Zélia Amador de Deus.

O cinema parece que o fisgou sem volta. “Sim. Me afastei um pouco do palco pra me dedicar ao cinema. Mas o teatro é minha casa, minha alma. Meu signo. Tudo o que faço é por conta do teatro. Até mesmo minha atuação como escritor. Amo atuar pro cinema. Amo atuar no teatro. Pra mim, são complementares”.

O filme é candango, mas a premiação de Adriano Barroso contempla também o cinema paraense, onde ele iniciou sua carreira na telona. É ator de diversos curtas realizados por diretores do Pará, como “Dias” e “Matinta”, de Fernando Segtowick, “Ribeirinhos do Asfalto”, de Jorane Castro, e também diretor dos filmes “Paradoxos, Paixões e Terra Firme”, e “Antigamente não existia Dia”. 

Ator, Dramaturgo, Roteirista, Documentarista, Produtor de Elenco e Diretor de ator, ele também tem atuações em outros longas realizados na região, como Órfãos do Eldorado – Guilherme Coelho (2015), Serra Pelada, de Heitor Dhalia (2012) e Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant (2010). Fez ainda Araguaya, Conspiração do Silêncio, de Ronaldo Duque (2002) e Lendas Amazônicas, de Ronaldo Passarinho e Moisés Magalhães (1999).

Adriano Barroso atualmente também integra a equipe da Secretaria de Cultura do Estado. Leia entrevista com ele publicada no início deste ano: https://holofotevirtual.blogspot.com/search?q=Adriano+Barroso

(Leia mais sobre o 23º CinePe e sobre a premiação : https://glo.bo/2yDuBv0)