15.11.18

Fábulas ganham versões da Drag Queen Xirley Tão

Xirley Tão, persona de Adriano Furtado, surgiu há sete anos com a fundação da Companhia Cênica de Cínicos. Experimentando a diversidade poética, estética e cômica de uma Drag Queen, o performer investiga uma linguagem própria. Em “ContRação de Histórias”, espetáculo lúdico baseado na dublagem de fábulas infantis populares em discos de vinil das décadas de 70 e 80, o ator dubla e utiliza recursos cênicos como fantoches e formas animadas para conduzir o espectador ao mágico universo das fábulas.

Não iludam, porém. Embora esse gênero literário se caracterize por um caráter educativo, apresentando sempre uma lição de moral no final, as 'contrações' de histórias de Xirley Tão trazem delas novas versões, mergulhando no glamour e na versatilidade do universo Drag. A performer envolve ainda o público e astros como Mariah Carey, Whitney Huston, Cauby Peixoto, Martinho da Vila e até uma Escola de Samba.

Dentre as histórias selecionadas, estão “A Formiguinha e a Neve”, uma pobre formiguinha que tem o seu pezinho preso por um floco de neve e solicita ajuda a todos os que estão a sua volta; “A Lebre e a Tartaruga”, trata de uma corrida muito animada no reino da bicharada e “A Cigarra e a Formiga”, que narra as aventuras de uma cigarra cantadeira e uma formiga trabalhadeira.

Quando e que horas mesmo? 
Hoje (15), Sexta (16) e Sáb. (17) - Às 20h

Onde?
No Teatro Experimental do Pará Waldemar Henrique - Presidente Vargas, Praça da República

Direção: COMPANHIA CÊNICA DE CÍNICOS
Iluminação: Marckson de Moraes
Sonoplastia: Beto Benone
Figurinos: Zezé Furtado

Ingressos: R$ 20,00 (inteira)
R$ 10,00 (meia)
Antecipados R$ 10,00

Informações: 
98111-8650 (Adriano Furtado)
98803- 5508 (Marckson de Moraes)
98443 9212 (Beto Benone)

14.11.18

A edição de mais dois livros de Dalcídio Jurandir

Editora paraense toca o terceiro projeto de financiamento coletivo para relançar os livros do romancista Dalcídio Jurandir. Após o sucesso das duas campanhas realizadas no último ano, agora serão relançados Chove nos campos de Cachoeira e Chão dos Lobos, ambos esgotados há décadas. A campanha fica no ar até 19 de dezembro, no site Catarse.

Já foram reeditados e lançados os livros Ponte do Galo, Três Casas e um Rio e Os Habitantes. Todos, até então, esgotados há muitos anos. A Pará.grafo Editora segue seu projeto de recolocar nas estantes brasileiras as demais obras esgotadas do autor. São edições com apurado acabamento gráfico, ilustrações internas, e versão em e-book. 

Os apoiadores recebem como recompensa exemplares numerados, miniaturas do autor, camisas, ilustrações originais e únicas usadas na edição, a possibilidade de ter o nome impresso no livro, entre outras opções. Também há a opção de livrarias e em- presas apoiarem a iniciativa, com condições especiais.

Dalcídio Jurandir (1909-1979) nasceu em Ponta de Pedras, Ilha do Marajó, e faleceu no Rio de Janeiro. Escreveu onze romances, dos quais dez formam o chamado Ciclo do Extremo-Norte. Recebeu com eles o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra, em 1972. Teve edições em Portugal e na Rússia. Colaborou como jornalista e cronista em diversos jornais e revistas regionais e nacionais. É considerado por muitos o maior romancista da Amazônia e um dos principais autores brasileiros do século XX.

Os livros:

Chove nos campos de Cachoeira foi o primeiro  romance  escrito  por Dalcídio Jurandir e, mais tarde, tornou-se o primeiro volume da série chamada Extremo-Norte. Nele se inicia a saga de Alfredo em busca de estudo e uma vida melhor. Dalcídio, através de um habilidoso narrador em terceira pessoa, nos descortina uma região do Pará pouco conhecida em seu cotidiano, tanto na época como atualmente, da vasta maioria da população brasileira: a Ilha do Marajó, especialmente a localidade, e posteriormente município, de Cachoeira do Arari.

Concluída a primeira versão em 1929, foram necessários 12 anos de depuração, revisões, idas e vindas na vida do autor até que o livro fosse publicado. Considerado um marco da literatura de seu tempo, em especial modernista regionalista, sua publicação veio por meio do Prêmio Vecchi - Dom Casmurro, em júri composto por autores renomados da literatura brasileira, como Jorge Amado e Rachel de Queiroz. Esta edição será a baseada nas duas primeiras edições publicadas em vida.

Chão dos Lobos é o nono romance da série Extremo-Norte, sendo o seguimento da obra dalcidiana, em termos de romance, em longos anos de fervor e solidão. A raiz da saga amazônica está em Marajó, a grande ilha na foz do Amazonas, onde Alfredo, personagem principal, desde Chove nos Campos de Cachoeira, atravessa paisagens e costumes, girando em torno de humildes seres de pé no chão, de figuras de casarão e latifúndio. 

Neste livro, Alfredo, em plena juventude, encontra-se em Belém, a cidade mágica e injusta, manipula sonhos, faz e desfaz esperando, se deixa envolver pelos encantos das primeiras surpresas, solto e aflito no descobrimento do amor, da injustiça, da incompreensão, da pobreza extrema. O romancista, nesta obra, reúne quadros e situações de intensa dramaticidade, conflitos e cenas em que se movimentam esquivos e pungentes personagens de extraordinário realismo.

Café Literário aborda a obra do escritor

Antes de dar uma olhada na campanha de financiamento, vai uma dica para quem quem quiser mergulhar nas águas profundas de Dalcídio Jurandir. No próximo dia 22 de novembro, o professor Dr. Paulo Nunes e professora Dra. Maíra Maia estarão no Café Literário da Casa do Fauno, levando à roda o tema “Dalcídio Jurandir – Entre Bandeiras e Mastros”. A partir das 19h, entrada franca. A seguir um pouco mais sobre obra do escritor.

Ciclo do Extremo-Norte:

Nos livros do Ciclo, através da saga do menino Alfredo, o autor, com grande intensidade narrativa, descreve o horizonte amazônico a partir do contexto humano e geográfico com a riqueza de suas imagens, suas expressões linguísticas típicas, a cultura e, até mesmo, as concepções sociopolíticas. Retrata com plasticidade a existência humilde de personagens que são pequenos proprietários de terra, barqueiros, ribeirinhos, pescadores, vaqueiros, enfim, a matéria humana a que Dalcídio chamava a sua "criaturada do Marajó". Compõem o Ciclo:
  • Chove nos Campos de Cachoeira (1941)
  • Marajó (1947)
  • Três Casas e um Rio (1958)
  • Belém do Grão Pará (1960)
  • Passagem dos Inocentes (1963)
  • Primeira Manhã (1967)
  • Ponte do Galo (1971)
  • Os Habitantes (1976)
  • Chão dos Lobos (1976)
  • Ribanceira (1978)

Equipe:

Chove nos campos de Cachoeira: 
Armando Teixeira – Fotografia
Edilson Pantoja – Prefácio
Mael Anhangá – Ilustração
André Fernandes e Dênis Girotto – Edição, diagramação e design.

Chão dos Lobos: 
Nayara Jinkings – Fotografia
Fernando Farias – Prefácio
Tainá Maneschy - Ilustração
André Fernandes e Dênis Girotto – Edição, diagramação e design.

A Pará.grafo Editora, localizada em Bragança-PA, visa a reedição de obras literárias importantes do Pará e da Amazônia que se encontram fora de circulação. Além de Dalcídio Jurandir, de quem pretende relançar todos os títulos, a editora vai trabalhar com outros autores fundamentais da nossa cultura cujos livros se tornaram raros ou completamente esgotados.

13.11.18

Camila Honda se reinventa com novo trabalho

A cantora e compositora faz show de novo single e videoclipes no próximo dia 18, às 19h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique, em Belém. 

* Por Ana Clara

Um tempo de recolhimento e busca por um novo caminho musical preparou o terreno para o single que a cantora e compositora Camila Honda acaba de lançar nas plataformas digitais e celebra agora, com esse show no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Ela emerge do mergulho mais densa, contemplativa, transitando entre a poética singela que bebe na cultura popular e a urbanidade dos sintetizadores e guitarras. 

São duas canções, após quase dois anos do lançamento do último trabalho – o EP “Onça Pintada”. A faixa-título, “Borboleta Azul”, é uma parceria de Camila com Leo Chermont, que também assina a produção musical. A gravação nos conduz entre a beleza e o mistério, carrega a simbologia da transformação e traduz um momento significativo de reflexão sobre vida e morte e inspiração para traçar novos rumos. Já em “De que jeito você vê a lua?”, de autoria do Trio Manari com Marco André, o mistério assume contornos da ambiência amazônica, os segredos da natureza, o movimento das águas. Camila escolheu a faixa pela referência que o Trio Manari representa para ela desde a infância. “Essa música, tão curtinha, é muito poderosa e me traz uma sensação de querer enxergar o outro na sua verdade.”

Os arranjos foram construídos em conjunto, sob a direção artística de Carlos Eduardo Miranda, que foi um grande incentivador da artista, com as guitarras de Leo Chermont, teclado e synth de Dan Bordallo, bateria de Júnior Feitosa, percussão de Márcio Jardim, violino de Armando de Mendonça e harpa de Diana Todorova. “Ganhando cor a cada nova presença”, segundo Camila. “Foi uma aventura gravar harpa no Theatro da Paz, tirar a bateria da sala de gravação, gravar vocais no corredor do estúdio... Fomos experimentando juntos.”

Cada faixa originou um vídeo: “Borboleta Azul” dirigido por Luiza Chedieck e Camila Honda e “De que jeito você vê a lua?”, por Luiza com Léo Platô. Em preto e branco, ambos trazem a mesma tônica artística e experimental, com a atuação da cantora. Transitando por várias linguagens, Camila deixa sua impressão estética em todas as etapas do processo, assinando a capa do single e intervenções sobre as fotografias de divulgação feitas pelo Estúdio Tereza e Aryanne. Neste trabalho, que representa um fechamento de ciclo na carreira, todo o material é atravessado por uma dimensão mística, uma atmosfera de intimidade e renovação e pela força do feminino – direção que a artista deve aprofundar nos próximos projetos.

As faixas e clipes já estão disponíveis desde o dia 08 de novembro nas principais plataformas digitais, com links nas redes sociais e no site da artista: www.camilahonda.com.br. O projeto foi realizado através da Lei Tó Teixeira e tem o selo Na Music. 

Ficha Técnica/Single:
Produção musical: Léo Chermont
Direção artística: Carlos Eduardo Miranda
Produção executiva: Victor Kato
Preparação vocal: Thales Branche
Edição de voz: Silvera
Gravado nos estúdios Casarão Floresta Sonora e Apce Music. 
Mixado por Diego Fadul e masterizado por Fernando Sanches.
Capa: Camila Honda
Fotos: Tereza e Aryanne Fotografia
Direção de arte e intervenção: Camila Honda

Ficha Técnica/Clipes

Borboleta Azul
Música: Camila Honda/ Léo Chermont
Direção: Luiza Chedieck e Camila Honda
Câmeras: Luiza Chedieck, Tereza Maciel, Gilberto Filho, Camila Honda
Ilustrações: Camila Honda
Finalização/Colorização: Rodolfo Mendonça (Pluvia Filmes)

De que jeito você vê a lua?
Música: Trio Manari/ Marco André
Filme de Luiza Chedieck e Léo Platô

Faixa a faixa:

Borboleta azul (Camila Honda/ Léo Chermont)
Voz e efeitos: Camila Honda
Teclado e synth: Dan Bordallo
Guitarra: Léo Chermont
Bateria: Junior Feitosa
Harpa: Diana Todorova

De que jeito você vê a lua? (Trio Manari/ Marco André)
Voz: Camila Honda
Percussão: Márcio Jardim
Violino: Armando de Mendonça
Teclado: Dan Bordallo
Guitarra: Léo Chermont

Serviço
Show de lançamento do single “Borboleta Azul”, de Camila Honda.
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique
Data: 18 de novembro
Hora: 19h
Ingresso: R$ 15. Venda: Lojas Imaginarium (Boulevard Shopping e Shopping Bosque Grão Pará) e na bilheteria do Teatro Experimental Waldemar Henrique no dia do evento.

*Ana Clara Matos é cantora, compositora e radialista paraense

A festa do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Afeto, identificação e a gestão compartilhada do patrimônio cultural brasileiro. Em resumo estas palavras definem a cerimônia de entrega do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, realizada na ultima sexta-feira, 09, no Theatro da Paz. Foi de tirar o fôlego, repleta de surpresas e boas falas para o público e representantes dos oito projetos premiados pelo Iphan.

O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade é realizado desde 1987, tendo como missão reconhecer projetos que contribuam para a manutenção daquilo que há de mais importante na sociedade, o seu patrimônio cultural. "Todos os anos esse prêmio nos mostra que simples ideias se tornam projetos transformadores, comprovando a necessidade de que cada vez mais, o patrimônio cultural deve ser construído e gerido coletivamente, vivenciado todos os dias”, disse a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

Foram mais de três horas de pura emoção e sentimentos de identidade. Na entrada, informação. A Revista do 31o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade era distribuída ao público, trazendo textos e entrevistas sobre os projetos vencedores. Se você não foi, é possível conseguir um exemplar na sede do Iphan, em Belém.

Já na sala de espetáculo, no também grandioso templo da cultura erudita, a primeira emoção, depois de ver a casa cheia, cheia de cor, diversa, foi ouvir o hino nacional cantado em língua Ticuna, pela cantora indígena, de belíssima voz, Denizia Araújo Peres –  Djuena Tikuna, acompanhada pelo instrumentista Diego Janatã Pinheiro Pereira. 

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, também nos surpreendeu ao chamar ao palco toda a sua equipe nacional que esteve em Belém ao longo da semana, participando também do Seminário Internacional de Gestão do Patrimônio Cultural Norte, realizado no início da semana, no Teatro Maria Sylvia Nunes, e da 90ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio, realizada no MEP. Foram entrando um a um. Diretores, gerentes, assessores, além dos sete superintendentes do Iphan na região Norte. Do Pará, Cyro Hollanda de Almeida foi bastante aplaudido pelo público. E em sua fala, Kátia Bogeia destacou que em 2018, o Iphan dedicou uma atenção especial a Região Norte do Brasil. 

“Este ano a proposta do Iphan foi realizar uma série de ações para valorizar o patrimônio do norte do país. Falar dessa região é ir muito além de suas florestas, rios e faunas. É falar primordialmente de seu povo. Um passado, no presente, pensando no futuro. Em seu conjunto, a importância do patrimônio cultural do norte do Brasil está em sua rica gama de bens”.

São 11 bens registrados, 45 tombamentos, entre edificações e conjuntos urbanos, e mais de 5 mil sítios arqueológicos cadastrados, além das expressões culturais como o Círio de Nazaré, no Pará, e a arte gráfica e pintura corporal dos índios Wajãpi do Amapá, que são ainda patrimônio cultural imaterial da humanidade. 

“É extremamente importante proporcionarmos a todos os brasileiros, a oportunidade de conhecer a diversidade patrimonial cultural do norte”, enfatizou, deixando claro o tipo de gestão que o Iphan propõe, compartilhada com as pessoas, pois sem estas não há patrimônio material ou imaterial que sobreviva. Kátia e todos que também tiveram momentos de fala foram incansáveis em afirmar que o futuro se constrói no presente, preservando o passado

A região Norte esteve em evidência na cerimônia, que prezou pela representatividade do patrimônio cultural do Norte no palco. Entre outros momentos de referência, foram apresentados como atração, o Coletivo de Mestres de Carimbó (PA), o Marabaixo (AP) e os bois Garantido e Caprichoso, de Parintins (AM).  Vale ressaltar também que dos oito premiados, três iniciativas são do Pará.

Premiados aproximam comunidade e patrimônio

Entre uma atração e outra, foram sendo chamados ao palco os representantes dos oito projetos contemplados pelo 31º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, selecionados entre 302 inscritos em todo o país e depois, entre 94 projetos finalistas.

A premiação, além de um aporte financeiro de R$ 30 mil, traz o reconhecimento nacional, a visibilidade das comunidades envolvidas, a aproximação com outros parceiros e investidores, além da possibilidade de continuidade de suas iniciativas.

Do Pará os três contemplados foram o projeto Circular Campina Cidade Velha, que íntegro, e que tem como espaço geográfico o centro histórico de Belém; o Letras que Flutuam, da Mapinguari Design, realizado com artistas abridores de letras e o Oca - Origens, Cultura e Ambiente, realizado no município de Gurupá pelo Museu Goeldi, mas que já rendeu frutos, o grupo Os Guardiões. Makiko Akao, do Circular, enfatizou a importância da sociedade civil envolvida. "Um patrimônio só tem valor, a partir do momento que a sociedade reconhece o seu valor”, disse a galerista e produtora cultura, que recebeu a premiação.

Fernanda Martins, do Letras que Flutuam, protagonizou um dos momentos mais emocionantes da cerimônia quando em sua fala pediu que acendessem as luzes do teatro para que os abridores de letras presentes na cerimonia se levantassem para receber o aplauso da pateia.

"Junior, Marinho, José Augusto, Odir, Mestre Ramito, Valdir. Esse prêmio veio para dizer que a arte de vocês é parte desse patrimônio brasileiro. O que vocês sabem e fazem todos os dias, é importante e por favor resistam, sigam com sua arte".

Helena Lima, do Museu Emílio Goeldi, ressaltou o aprendizado que o projeto Oca trouxe a todos os envolvidos. "Aprendi com o Oca, que se pode atingir grandes objetivos com soluções criativas e de baixo custo. Necessitamos do comprometimento e engajamento de pessoas e instituições e isso felizmente nós conseguimos em Gurupá. O premio permitirá visibilidade, novas parcerias e também fortalecerá a continuidade das ações, estreitando ainda mais os laços entre o Museu Goeldi e a comunidade do Gurupá. Foi um prazer estar ao lado de outras grandes projetos, de enorme excelência para com o patrimônio brasileiro". 

Outro vencedor que visa a integração da sociedade com a gestão pública é o projeto Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) que cria um espaço de debates interdisciplinares e interinstitucionais sobre as diversas questões essenciais para a compreensão e difusão das formas de valorização, reconhecimento preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural de Pernambuco. 

"Eu não poderia deixar de registrar a nossa preocupação com este momento do país, as noticias que temos sobre o Ministério da Cultura, sobre o seu futuro em nosso país", disse Renata Martins, representando a Fundarpe. 

Neste momento. uma salva de palmas e gritos vindos da plateia 'ele não'. "Um estado que não tem em sua política pública, o desenvolvimento da Cultura, a valorização da cultura, da identidade cultural de seu povo, ele perde muito. Compartilho essa preocupação com vocês. Sei que cultura é resistência", enfatizou e saiu mais aplaudida.

Do eixo sudeste está o Projeto Vila Maria Zélia – 100 anos, da Associação Cultural Vila Maria Zélia, que celebrou os 100 anos da fundação dessa vila operária e, mais do que isso, debateu sua história e atual situação enquanto patrimônio histórico da cidade de São Paulo. As 210 famílias da pequena Vila transformaram suas memórias em um Centro Cultural, em livro, filme e exposição.

O Projeto II Caravana do Museu Indígena Tremembé é do Ceará, desenvolvido por meio do Conselho Indígena Tremembé de Almofala (CITA) que desta forma, contribuiu para a preservação da memória, do Patrimônio Cultural e para a difusão da cultura dos povos indígenas do Ceará, por meio da realização de uma série de oficinas, palestras, rituais sagrados, danças e apresentações artísticas.  O prêmio foi recebido pelo cacique João Venâncio e pelo pajé Luís Caboclo.

Do Recôncavo Baiano veio o Projeto Restauração e Revitalização da Fazenda Engenho D’Água (BA) que, com a obstinação de Mário Augusto Nascimento Ribeiro e sua família, restaurou a fazenda e tornou o Patrimônio Cultural acessível, viável e autossustentável. Renascida das ruínas, a propriedade é hoje referência de sustentabilidade econômica para a região. 

Já os sons que povoam a vida dos sertanejos estão reunidos no projeto Sonário do Sertão, onde a pesquisadora Camila Machado Garcia de Lima trouxe ao conhecimento de todos os sons do cotidiano, da natureza, de práticas religiosas, de narrativas dos sertanejos, ladainhas e músicas como uma harmoniosa orquestra que torna os sons do sertão um retrato de seu Patrimônio Cultural.   

"Este prêmio vai possibilitar a continuidade do projeto, praticando a cultura de ouvir, e o sertão que tá dentro da gente será ouvido por outras pessoas e sempre, desde sempre, ninguém solta a mão de ninguém", disse Camila Machado, responsável pelo projeto. 

Mais três bens culturais do norte ganham reconhecimento

Além das premiações, foram anunciadas mais três bens culturais da Região Norte que foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Brasileiro, o Marabaixo, o Complexo Cultural Boi Bumbá e o Geoglifo localizado no Sítio Arqueológico Jacó Sá, em Rio Branco, no Acre. 

Foi um belíssimo espetáculo, com direção de Júnior Braga que, ao levar essas atrações para um palco composto por projeções de imagens que remetiam tais manifestações a seus lugares de origens, conseguiu nos causar identificação. Lia Sophia convocada para encerrar a festa, apresentou um show potente. Sofisticada e contemporânea, misturou carimbó e guitarrada, com as batidas do zouk e do eletrônico.

É preciso dizer que a cerimônia foi impecável. E a plateia, atuante e implacável. Vaiou a fala do presidente da Fumbel quando este citou o nome do prefeito Zenaldo Coutinho e o aplaudiu quando fez referência ao superintendente do Iphan no Pará. Um claro recado sobre a consciência da população acerca dos desmandos em relação ao patrimônio cultural de Belém. 

O público também cantou junto com Caprichoso e Garantido, se emocionou com as mulheres do Marabaixo, e fechou a noite carimbolando na plateia, nas frisas e camarotes, algo que eu só tinha visto antes, na gravação do DVD de Mestre Vieira, em 2012. 

Foi catártico. Ninguém queria sair dali, ninguém queria e nem vai soltar a mão de ninguém. O Circular Campina Cidade Velha já tem data para sua 24ª edição, no domingo, dia 02 de dezembro. A programação está sendo construída pelos gestores dos espaços que integram o circuito nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto e em breve estará nas redes sociais e no site (www.projetocircular.com.br). 

12.11.18

Geraldo Teixeira abre exposição inédita em Belém

Ao conhecer os Jardins de Giverny, na França, o artista plástico Geraldo Teixeira deparou-se com uma explosão de cores e flores que o remetaram à natureza amazônica. Essa experiência o inspirou a produzir a exposição “Geografia do Espelho”, que será aberta ao público nesta terça-feira, 13 de novembro, as 18h30, no Espaço Cultural Banco da Amazônia. A mostra conta com dez telas que abordam essas similariedades entre a paisagem francesa e a da Amazônia. A curadoria é de Jussara Derenji.

Contemplada pelo Edital de Artes Visuais 2018 do Banco da Amazõnia, a mostra traz uma releitura da estética dos Jardins de Giverny, utilizando técnicas impressionistas dentro de uma perspectiva contemporânea, com fluidez de cor, sensibilidade, plasticidade e arqueologia da paisagem no imaginário. Vale dizer que a cidade que o inspirou, fica localizada no Norte da França e é visitada por turistas do mundo inteiro devido a beleza de sua flora. O pintor impressionista Claude Monet viveu na cidade e inspirou-se na natureza da região para criar algumas de suas obras.

Geraldo Teixeira,  43 anos de carreira, afirma que a emoção e as expectativas de abrir uma nova exposição é a mesma de sempre. “Espero que a obra não dependa das minhas informações para que as pessoas entrem em contato, e sim, que se estabeleça sempre uma conversa entre o espectador e a obra, pois cada um tem seus critérios próprios de percepção”, disse Geraldo Teixeira.

Para o Coordenador de Patrocínio do Banco, Ewerton Alencar, a exposição consegue propor uma aproximação de identificação regional. “É possível observar nas pinturas as semelhanças de culturas e que nos proporcionam conhecer os problemas existentes na sociedade em relação à preservação dos jardins na cidade e é com grande satisfação que apresentamos este trabalho do Geraldo”, salientou.

Geraldo Teixeira iniciou a carreira em 1975 e participou de várias exposições individuais e coletivas pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. Possui obras em acervos de vários museus brasileiros. Fundador da Associação dos Artistas Plásticos do Pará, além de ser curador geral do Salão Paraense de Arte Contemporânea. Utiliza em suas pinturas a encáustica, processo artístico  que reúne referencias culturais diversas. 

Além da pintura, trabalham no campo tridimensional, utilizando madeira, alumínio, ferro e vidro usando como tema a construção náutica, característica dos rios da Amazônia, especificamente os “cavernames” (conjunto de peças que dão forma ao casco da embarcação). Trabalha também, com arte pública, produzindo obras em grandes dimensões. Atualmente vive e trabalha em Belém.

Serviço
Exposição “GEOGRAFIA DO ESPELHO”, de Geraldo Teixeira
Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia - Avenida Presidente Vargas, 800 - Campina
Data: 13 de novembro
Hora: 18h30

Vem aí mais uma edição do Show Arte Pela Vida

O pescador Epaminondas Gustavo, personagem criado pelo juiz Claudio Rendeiro, que vem arrastando multidões às gargalhadas nos últimos tempos, é uma das principais atrações do Show Arte pela Vida de 2018, no Teatro Margarida Schivasappa, dia 2 de dezembro, às 19h.

Há 22 anos o comitê homônimo trabalha em prol de Pessoas Vivendo com o HIV-Aids (PVHA) realizando ações de valorização e solidariedade, como os cafés de acolhimento que seus voluntários realizam mensalmente na Uredipe Belém, onde circulam mais de 200 pessoas em uma única manhã .

O show é uma das ferramentas de arrecadação de recursos do grupo: as doações serão transformadas em cestas a serem entregues aos pacientes no Café de natal. Mas também é o momento de culminância dos trabalhos do comitê, que sempre realiza o espetáculo no início de dezembro, pra lembrar o dia mundial de luta contra a aids, e chamar atenção para o avanço da doença entre os jovens, principalmente, e a premência de políticas mais eficazes a fim de conter a epidemia.

Música, teatro, dança, mímica, performance, poesia e humor são as expressões que o público assistirá no espetáculo, com a participação ainda de Joelma Klaudia, Cacau Novais, Cia. de Teatro Mãos Livres, Sarah D Montserrat, Renato Torres e Renato Gusmão, Cia. de Dança Waldete Brito, Anibal Pacha e Mariléa Aguiar, Danniel Lima e a Cia. de Dança Lucinha Azeredo. A direção é de Nando Lima. 

Serviço
Show Arte pela Vida 🌻
Teatro Margarida Schivasappa
Dia 2/12/2018
Às 19h.
Ingressos: $20/$10 (meia) 
ou 3k de alimentos não perecíveis.

Contatos/Informações
Maria Christina 91.981989370 
Davidson Porteglio: 91.982506161

Apoios:
TMS/FCP
Cultura Rede de Comunicação
Malícia Pub
Gráfica Garrido
Eti Mariqueti
Reator
Distribuidora Estrela do Norte

8.11.18

Em breve "Palavra de Mulher" no Teatro do SESI

Para colocar na agenda. Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa chegam a Belém com o espetáculo “Palavra de Mulher”, um misto de show e teatro em que as cantoras/atrizes interpretam personagens femininas da obra de Chico Buarque. Canções famosas serão interpretadas por elas, que estarão acompanhadas pelos músicos Ogair Júnior, Ramon Montagner e Robertinho Carvalho.  

Apresentações:
30 de nov. (sexta-feira) às 21h
1º de dez. (sábado) às 21h
2 de dez. (domingo) às 19h.

Serviço
Ingressos já à venda na Bilheteria no Teatro do SESI (Alm. Barroso - entrada pela Dr. Freitas). Valor: 60,00 / meia entrada: 30,00. Obs: Pessoas com carteira de identificação do SESI pagam meia entrada. Contato: (91) 3366-0971/0972. Patrocínio: VIVO.

Casarão do Boneco realiza Amostraí neste sábado

Tu já sabes que no segundo sábado de cada mês tem Amostraí ? Pois é! Quer dizer que no dia 10, deste mês, o Casarão do Boneco estará aberto a partir das 18h, resistindo em Belém como lugar de encontro para as pessoas dispostas ao cultivo das expressões livres, com programação de artes cênicas que possibilita momentos partilhados com espectadores de todas as idades, junta crianças de colo com as de mais de oitenta anos. E neste dia é pague quanto puder como contribuição consciente, não tem bilheteria para o acesso à apreciação de espetáculos e contações de histórias. Pois então, vem pro Casarão! 

A programação começará com bonecos, música e diversão. O artista Jef Cecim apresentará variadas cenas, criadas ao longo de sua trajetória. São personagens diversos: uma crooner que canta sem saber o que fazer, um rato que curte jazz, uma cobra cantante, um cachorro que interage com a plateia, dentre outros.  

Em seguida, mais duas histórias: O Pastor de Nuvens e A Lenda da Iara. Na primeira, Karla Pessoa retrata a descoberta do sentimento de afeto e admiração de uma menina por seu avô, que todas as tardes sentava no banco da praça e observava o céu. A narrativa é feita pela menina, que envolve o público em situações cotidianas, das relações familiares e chama atenção para a beleza do movimento que as nuvens causam na imaginação das pessoas. 

A segunda história, é do repertório de histórias amazônicas de Adriana Cruz. Narra por um jogo com tecido e objetos, como a índia Iara, uma excelente guerreira e filha preferida de sua tribo, foi transformada em um mito das águas. Numa cena poética em teatro de bonecos, conta como encantou, com seu canto, um forte índio caçador, Jaraguaribe, mundiando-o e levando-o para o fundo do rio. Encantamento pela palavra e pela visualidade. 

E ‘‘Tomara que não chova’’, é o espetáculo da Cia. Los Gaiatos, com Ruber Sarmento e Rodolpho Sanchez. Os palhaços Trapo e Bolonhesa, em meio à atrapalhadas e dizendo que sabem tudo, se veem ocupados na função de organizar uma festa. Com muito empenho e o auxílio do público, os dois vão deixar tudo pronto à espera do grande anfitrião, Monsieur Royal. 

Entre arrumar o picadeiro, decorar o circo a céu aberto e ensaiar as músicas, eles relembram histórias circenses e de grandes mestres palhaços. Herdeiros de uma tradição cômica, prestam uma homenagem ao circo no embalo de um festejo caloroso, com esquetes clássicas, gags, claques, números de mágica e com a participação essencial do público para se realizar. Vem e traz todo mundo!

Não perde, que a lojinha coletiva que habita o Casarão do Boneco, acionada por Nanan Falcão, Victoria Rapsódia, Maurício Franco e Inaê Nascimento, a Dell'arte, estará com brechó, sebo, cosméticos naturais artesanais, acessórios, moda autoral e algumas comidinhas. O intuito é fazer circular as próprias produções e produções que emerjam do Casarão, gerar alguma renda e colaborar com a manutenção do próprio Casarão, mas se movendo através da economia criativa, colaborativa, consciente e justa. 

É que o Casarão do Boneco é um espaço cultural autogestionado, que contribui para o movimento teatral e para diversidade cultural da cidade. O Amostraí é produzido e realizado colaborativamente pelo coletivo de artistas do Casarão, pelas parcerias do Holofote Virtual e da Panificadora 16 de Novembro, pela Dona Estrela e Seu Estevão, com o seus carros de pipoca na calçada e pelo público, que vem ser feliz com a programação.

Programação
Cenas Curtas com Jef Cecim
O Pastor de Nuvens" com Karla Pessoa
A Lenda da Iara com Adriana Cruz
Tomara que Não Chova com Cia. Los Gaiatos
Lojinha Dell'arte

Serviço
Amostrai - Mostra mensal de artes cênicas do Casarão do Boneco
Data: 10/11
Hora:18h
Local: Casarão do Boneco
Av. 16 de Novembro 815.
Pague Quanto Puder

Informações
(91) 32418981
http://bit.ly/ListaZapCdB

Casarão virtual do boneco

7.11.18

Iphan debate Patrimônio Cultural Norte em Belém

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deu início ontem (6) em Belém, ao Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte. O evento segue até esta quarta-feira, 7, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas.

Pesquisadores, gestores governamentais, estudantes, equipes do Iphan e representantes das comunidades locais visam ampliar o debate sobre o tema, trabalhando o Patrimônio Cultural como um ativo para o desenvolvimento social, econômico e sustentável.

Ontem a programação de abertura contou com as falas da presidente do Iphan, Kátia Bogea e convidados, e em seguida contou com a conferência Patrimônio, desenvolvimento e políticas de reconhecimento, ministrada pela antropóloga e arqueóloga australiana Laurajane Smith, além de uma apresentação da Política de Patrimônio Material do Brasil e duas mesas: Os desafios da Identificação do Patrimônio Cultural do Norte e Novos Olhares para o Reconhecimento do Patrimônio Cultural do Norte.

Nesta quarta-feira, 7, acontecem duas conferências: Patrimônio, autenticidade e diversidade, ministrada pelo museólogo português António Ponte e Patrimônio Imaterial e povos indígenas no Brasil. Haverá ainda as mesas Estratégias de Promoção para a Valorização e Difusão do Patrimônio Cultural e Dilemas para o Fortalecimento da Gestão do Patrimônio Cultural. 

A riqueza cultural do Norte impressa na Revista do Patrimônio

A arqueóloga australiana Laurajane Smith
em conferência no primeiro dia do evento.
Os participantes do Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte participarão também do lançamento da edição especial da Revista do Patrimônio, composta por dois volumes temáticos sobre o Patrimônio Cultural do Norte.

A publicação tem o patrocínio da Vale e traz temas relevantes sobre as culturas de diferentes etnias da região Norte, mitos, tradições, formas de expressão, problemas locais e regionais, situações de impacto ambiental e cultural, e visões do trabalho do Iphan nessa extensão territorial e cultural. 

A nova Revista do Patrimônio mantém a qualidade autoral e iconográfica reconhecida por sua excelência, tradição e importância de uma das publicações institucionais mais antigas do Brasil, editada pelo Iphan desde 1937. Os números 37 e 38 da Revista, que serão lançados conjuntamente, apresentam mais de 30 artigos de renomados autores, importantes pesquisadores e especialistas. Os textos se organizam em quatro eixos: os desafios para a identificação; novos olhares para o reconhecimento; estratégias de promoção para valorização e difusão; e dilemas para o fortalecimento da gestão. 

O desafio de romper as fronteiras do Brasil 

Grupo de carimbó "Quentes da Madrugada" (Santarém Novo)
Foto: Isaac Loureiro
O Iphan tem como um de seus desafios promover a compreensão do Patrimônio Cultural como vetor de desenvolvimento social, em uma interlocução direta com a comunidade, setor público, pesquisadores e detentores das práticas culturais.

Busca, assim, uma aproximação com os moradores de Centros Históricos e comunidades locais, a fim de promover o uso social do Patrimônio Cultural. O objetivo é romper as fronteiras entre os trabalhos de preservação e salvaguarda e engajar as comunidades na responsabilidade compartilhada de gestão dos bens culturais. 

Em 2018, o foco do Instituto é o Norte do país. Formada por sete estados - Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins a região Norte está no bioma Amazônia, que se caracteriza por uma variedade de ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. Todo o território é entrecortado por cursos d’água abundantes, que perfazem uma hidrografia inigualável no país.

Com mais de 3,8 milhões de km2 de extensão, dezenas de edificações, monumentos preservados, belezas do Patrimônio Natural e mais de 5 mil sítios arqueológicos, a região Norte também é formada por marcantes expressões imateriais. São representações de vários povos responsáveis pela sua formação que deixaram suas tradições e festas impressas na identidade dos brasileiros. Entre elas estão o Círio de Nazaré, no Pará, e a Arte Gráfica Wajãpi, do Amapá, que são, também, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 

Serviço
Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte. Até esta quarta-feira, 7, das 09h às 18h, no Teatro Maria Sylvia Nunes, Estação das Docas, Belém (PA). O evento, patrocinado pelo BNDES, tem a participação de renomados especialistas brasileiros e estrangeiros, com atuação no campo do Patrimônio.  Mais informações: http://portal.iphan.gov.br/seminariodonorte

3.11.18

"A Besta Pop" em cartaz no Cine Líbero Luxardo

Vai uma dica para quem ainda não viu. "A Besta Pop" estará em cartaz de 8 a 14 de novembro, no Cine Líbero Luxardo. Iniciativa de um grupo de estudantes do Bacharelado em Cinema e Audiovisual, da Universidade Federal do Pará, o filme foi realizado via financiamento coletivo, pela plataforma CATARSE além de ter conquistado o V Prêmio Proex de Arte e Cultura, recurso investido na pós-produção do filme.

Para saber mais destacamos a seguir o link da reportagem publicada aqui, em junho, data de sua estreia com sessão no Centro de Convenções Benedito Nunes, na UFPA, com apoio da Reitoria e dentro das comemorações de aniversário de 61 anos da Universidade.

Serviço
De 08* a 11, 13 e 14/11 | 20h
De 22 a 25, 27 e 28/11 | 18h
*Projeto Plateia: Entrada franca para estudantes na sessão de estreia

Ingresso:
Inteira: R$ 12,00
Meia: R$ 6,00

Para saber:

Leia a matéria
http://bit.ly/2OoxPb6

Ouça entrevista à rádio Web UFPa
http://bit.ly/2PHklvO