28.2.15

Da Tribu inaugura sua primeira loja neste domingo

Fotos: Allan Soares
A Morada Da Tribu é o primeiro espaço físico da marca de acessórios que vem, há cinco anos, inovando o mercado criativo em Belém no setor da moda. A ideia de funcionamento é trazer ao público mais do que produtos, e proporcionar também conexões de afeto e criatividade, onde o público poderá experimentar trocas e possibilidades artísticas, usufruir do jardim de ensaio,  apresentações musicais,  teatrais, venda de produtos orgânicos e práticas sustentáveis.  A programação de abertura, neste domingo, 1º, vai das 10h às 19h, incluindo um pocket show do paulista Felipe de Paula, que apresentará o trabalho da banda Zé Pereira. Pode chegar cedo e ficar por lá, se quiser, pois terá café da manhã, comidinhas e música no vinil à valer.

Em cinco anos de atividades criativas, pela primeira vez a Da Tribu chega com uma loja própria, onde os produtos nascidos dos afetos e mãos da artesã Kátia Fagundes, podem ser encontrados. A marca vem se firmando no mercado como um conceito de criação afetiva, para além da griffe e da moda.

Nascida em 31 de agosto de 2009, a Da Tribu tem na produção familiar seu princípio motor. Criada como uma cooperativa de mãe e filhos, a marca vem se estabelecendo no mercado a partir de um artesanato fino e diferenciado, presente em carteiras, colares, pulseiras, brincos e diversos adornos e adereços.

A loja é também um espaço de convivência familiar, que se estende aos amigos, clientes e parceiros. No terraço a família Da Tribu abre um espaço para pequenas apresentações culturais e realizações sustentáveis. A ideia é ampliar a utilização do espaço, abrindo uma vez por mês com uma programação artística.  

A produtora executiva Tainah Fagundes explica que a ideia é trazer a rede de parceiros Da Tribu, com o desafio de que o espaço seja um local alto-sustentável, proporcionando que além da marca outros trabalhos sejam conhecidos e valorizados. 

“Acreditamos e queremos que a  cadeia da produção artística tenha um alcance completo: criação, producao, distribuição e para além, estabelecer contato de trabalho com seus admiradores e clientes para trocas diretas e convivência”, explica a produtora.

Além do espaço para as apresentações artísticas, a Da Tribu traz ainda a presença de marcas parceira em sua loja, como a TuCrias, com seus objetos como agendas, blocos e peças de vestuário, e ficará disponível durante o funcionamento normal da loja.  A Da Tribu também integra a programação do Circular Campina Cidade Velha, a partir do próximo mês de abril, até janeiro de 2016.

Foto: Divulgação
Para a inauguração deste domingo, dia primeiro, a Da Tribu convidou o músico Felipe de Paula (SP), da banda Zé Pereira, que apresenta o trabalho do grupo paulista num pocket show inédito em Belém, encerrando o domingo de abertura da loja. 

A abertura da loja terá ainda participação da Tu Crias, marca parceira Da Tribu que também colocará seus produtos à venda. O domingo será ainda repleto de aconchego com  um café da manhã, seguido de comidinhas de Tânia Braun. Durante todo o dia haverá venda de produtos orgânicos e música ao som de vinis.

Serviço
Inauguração da Loja Morada Da Tribu. Domingo, primeiro de março, às 10h. Na Rua Carlos Gomes, 117, entre Frutuoso Guimarães e Campos Sales - Campina. Com café da manhã e comidinhas de Tânia Braun, feira de produtos orgânicos e música no vinil. Para o Pocket show da banda Zé Pereira (SP) - 17h, o ingresso é simbólico: R$ 5. Funcionamento semanal da loja: Segunda a sábado, 9h às 19h.

(com informações da assessoria de imprensa)

24.2.15

Vinyl Laranja de mala pronta para ganhar o mundo

Andro Baudelaire (voz/guitarra), Bruno Folha (baixista), Saul Smith (guitarra) e Lucas VH (bateria) estão entusiasmados e convictos, apostando todas as fichas no mercado americano. Em março, a banda vai para o Texas em busca de novas experiências e oportunidades. Para se despedir, faz um show da pesada nesta sexta-feira, 27, no Café com Arte, com participação de Lari Xavier (La Orchestra Invisível), João Lemos (Molho Negro) e Sammliz (ex-Madame Saatan).

Formada há 11 anos, a banda Vinyl Laranja esteve na terra do Tio Sam, como convidada para participar do festival norte americano SXSW – South by Southwest: uma conferência internacional de música e cinema que acontece anualmente desde 1987, na cidade de Austin, Texas, sul dos Estados Unidos, reunindo mais de 1.500 atrações, em dezenas de palcos espalhados pela cidade. Na época ficaram lá por uns três meses.

Entre os shows agendados nos EUA, a banda divulga a apresentação que fará no dia 20 de março, no Carrossel Lounge, em Austin, capital do Texas. “Estamos nos organizando para viajar em busca de novas oportunidades, a priori escolhemos Austin, onde já temos alguns contatos estratégicos, frutos da nossa viagem em 2009, que proporcionaram um ponta pé inicial”, diz Bruno.

“Desta vez, não ficaremos apenas nessa cidade, ainda passaremos por Miami, Dallas, Los Angels, Nova York e Vancouver no Canadá, mas muita coisa ainda esta sendo negociada. Não sei dizer ao certo quanto tempo ficaremos por lá, isso vai depender de que forma o universo vai se organizar nos próximos meses, mas até agora nosso último show, já marcado para novembro, em Nova York”, complementa o baixista.

A Vinyl Laranja traz um trabalho autoral, na língua inglesa. Neste caso, investir na carreira nos EUA acaba fazendo mais sentido do que brigar por um espaço aqui no Brasil, onde o mercado para o heavy metal é mais restrito. 

“O  idioma ajuda muito, pois há diversos produtores que perguntam o conteúdo das letras, antes contratar um show ou licenciar uma música, mas o fator mais importante para que qualquer banda ponha o pé na estrada é a força de vontade. Em 2013 recebemos um não do SXSW, pois não tínhamos material novo e isso, por incrível que pareça, nos deu força. Levamos quase dois anos para organizar essa turnê, desde o início das gravações do 'Rooster Illusion' até o fechamento dos últimos shows”, diz Bruno.

Ganhando reconhecimento na cena, a banda foi selecionada pelo site nacional “Tenho Mais Discos Que Amigos (TMDQ)”, que elegeu os 50 melhores discos nacionais do ano, a Vinyl Laranja ficou na 28º posição com o disco “Rooster Illusion”, lançado em 2014, deixando pra trás artistas como Pato Fu e Pitty. Agora, o grupo pretende divulgar o novo trabalho também no exterior.

Entre discos físicos e virtuais, já lançaram seis trabalhos: Vinyl Laranja (2006), Shoot The Little Sister (2009), Unfaceless Bride (2009), If she ask (2011), We Had a Glorios Time (2013) e Rooster Illusion (2014).

“E já estamos em fase de pré-produção de um disco que vai ser gravado, ainda esse ano, em parceria com a Nimbus School of Reccording Arts, em Vancouver, e quem for no nosso show de despedida já vai conhecer algumas coisas”, continua Bruno.

“A 'Stoner Night I' vai ser sensacional! Teremos uma banda muito foda abrindo a noite, Blind for Giant, e no nosso show teremos a participação especial de artistas como a Sammliz, João Lemos e a Lari Xavier, que vão emprestar um pouco do seu talento para deixar a parada ainda mais foda! Venham, porque vai ser loucura”,  finaliza o baixista.

Serviço
Stoner Night (Vinyl Laranja’s Goodbye). Nesta sexta-feira, 27,  a partir das 22h, no Café com Arte (Travessa Rui Barbosa, nº 1437). Ingresso: R$ 15,00 até 23h. Mais informações: 55 91 98117. 8963 e no site: www.vinyllaranja.com

Uma oficina pra quem quer fazer papel de palhaço

No melhor sentido, que fique claro, é o que o projeto Gadelha na Estrada em parceria com os Palhaços Trovadores estão oferecendo neste início de março. Os participantes vivenciarão, na prática, conceitos da linguagem do palhaço, conhecendo técnicas de treinamento como disponibilidade para o jogo, relação, clownaria clássica e comédia física. De 02 a 06 de março, das 20h às 23h, na Casa dos Palhaços. Além da oficina, Ricardo Gadelha apresentará o solo Protocolo em algumas praças da cidade.

Propondo a construção coletiva de um espaço favorável e acolhedor à expressividade e criatividade dos indivíduos, "Para fazer papel de Palhaço" é indicada tanto para os iniciantes quanto de iniciados na arte da palhaçaria. 

“O arquétipo do palhaço, figura ancestral em diversas sociedades, desarma nossa seriedade e nos torna cúmplices no riso e na brincadeira. É o representante da imperfeição humana. Carrega a alma de um sonhador presa à um corpo errante, que cai e tomba, mas sempre recomeça”, diz Ricardo Gadelha, ator-palhaço carioca.

A partir de números clássicos ou cenas criadas em aula, os participantes desta Oficina se desafiarão em ir de encontro ao exercício de liberdade deste personagem subversivo e encantador. O trabalho do palhaço articula conteúdos de comédia como: tempo cômico, ritmo, precisão, urgência, relação, repetição, exagero, contraste, fisicalidade, presença cênica, entre outros; que enriquecem de maneira reveladora o trabalho do Ator, do estudante de teatro ou de pessoas interessadas em ampliar sua vivencia estética pessoal.

Além disso, a percepção do palhaço como o arquétipo do perdedor, aquele que não pertence ao mundo dos belos, dos ágeis, dos inteligentes, dos espertos, dos sublimes – mas sim, como aquele que expõe ao publico aquilo que a sociedade nos ensinou a esconder, traz ao participante um enorme exercício de humildade, liberdade, entusiasmo, empoderamento e quebra de vaidades.

Quanto as apresentações do espetáculo "Protocolo", ainda não há nada definido. "Estamos fechando ainda algumas parcerias. Cogitamos algumas em Mosqueiro, mas tudo ainda por ser acertado. De qualquer forma será algo do tipo chegar e se apresentar, bem artista de rua mesmo", diz Marton Maués, dos Palhaços Trovadores.

Larga experiência na arte de fazer rir

Diretor, empreendedor e produtor cultural, além de educador, mediador de Leitura e Bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO, Licenciado em Educação Artística pela Universidade Candido Mendes – UCAM, Ricardo Gadelha iniciou-se como palhaço em 2003, com Márcio Libar.

Estudou em seguida com Leris Colombaioni (Itália); Blue Man Group (EUA); Chacovachi (Argentina); Pacht Adams (EUA); Ésio Magalhães (São Paulo); Doutores da Alegria (BH e RJ); Ana Achar (UNIRIO); Ana Luisa Cardoso; Sérgio Bustamante - o Palhaço Bicudo; Yeda Dantas e Itaércio Rocha, entre outros. 

Ricardo atua como arte-educador em parceria com diversas instituições culturais e de ensino, condensando a experiência de seus 15 anos de carreira profissional nas artes em cursos, palestras e oficinas como "Pra Fazer Papel de Palhaço" (palhaçaria) , "Pra Subir Na Vida" (perna de pau) e "Papo de Palhaço – uma conversa pra quem leva a vida a sério" (palhaçaria).

Entre os trabalhos já realizados, ele destaca-se como criador e ator no Coletivo PernAlta e coordenador da Oficina Pernas Voadoras (2014). É um dos 80 homens azuis do Blue Man Group, desde que foi selecionado para participar do projeto de residência artística na sede do grupo (NY), no qual realizou todo o programa de treinamento e integrou o elenco oficial dos shows nas cidades de Boston e Nova Iorque. A companhia tem mais de vinte anos de história de absoluto sucesso de público e crítica em diversos países (www.bluemangroup.com.br).

Ricardo também é integrante do elenco de artistas do grupo Roda Gigante, coletivo de palhaços cariocas que atua em cinco hospitais do Rio (www.rodagigante.org) (2011 e 2012); narrador dos livros digitais da Manati Digital, um projeto pioneiro, sucesso de crítica e público da AppStore brasileira (www.manati.com.br) (2011 e 2013); integrante da Cia de Mystérios e Novidades (teatro de rua e dança sobre pernas de pau), com a qual excursionou por pequenas e grandes cidades do Brasil e do mundo (2002 a 2007); além de curador artístico da Caravana de Palhaços, evento criado em parceria com Marcos Marinho e o Espaço Mezcla, em Juiz de Fora (MG) (realizado anualmente desde 2007).

Gadelha também é orientador Artístico da Cia Fulô (Ubatuba – SP) no Projeto Ademar Guerra, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, atuando junto ao grupo em ações culturais e ministrando cursos pelo interior do estado de São Paulo (2011); e criador, gestor e palhaço do espetáculo “TRICICLO” dirigido por Márcio Libar (2009-2011). 

Ganhou Prêmio de Melhor Espetáculo pelo Juri Especializado do 8º FIL - Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens 2010; Prêmio Zilka Salaberry 2009 (categoria Melhor Música); e Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2009. Por sua atuação em TRICICLO, Ricardo foi ainda indicado ao prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil em 2009 como Melhor Ator. 

Serviço
A oficina acontecerá de 02 a 06 de março, das 20h00 às 23h00, na Casa dos Palhaços, sede do grupo Palhaços Trovadores, que fica na Tv Piedade, 533, esquina da Rua Tiradentes, no bairro do Reduto. As inscrições serão realizadas a partir do dia 25 de fevereiro, na sede do grupo, no horário de 15h00 às 19h00. O investimento é de R$ 50,00 (cinquenta reais). Mais informações: 91 988277338 (Whatsapp).

21.2.15

Cultura Pará enaltece a poesia nos seus 18 anos

É no mínimo charmosa a ideia de comemorar a maior idade do Cultura Pará homenageando a poesia paraense. Coisas do poeta Vasco Cavalcante, criador do site que chega aos 18 anos em plena forma e cheio de sonhos. “Para registro desta memorável data, resolvi fazer uma plaquete lítero-poética contendo um poema/texto de cada um dos 30 escritores que estão no site neste momento”, explica o editor.

As plaquetes, pequenas publicações impressas, vem se torando uma prática cada vez mais usada para fazer circular obras literárias pelo país. De mão em mão, elas atravessam as fronteiras. E são raras, pois geralmente produzidas em quantidades restritas. É o caso da plaquete lítero-poética dos 18 anos do Cultura Pará que sairá poucos exemplares.

O lançamento e a comemoração da nova idade, já completada em 15 de fevereiro, em breve terão uma data marcada, o momento agora é de curadoria e levantamento de um orçamento que norteará a captação de recursos para a impressão dos dois mil exemplares.

Enquanto isso, nas páginas já estão confirmados poemas e textos de Antonio Moura, Paulo Nunes, Max Martins, José Maria Vilar, Vicente Franz Cecim, Lilia Chaves, Ney Ferraz Paiva, Nicodemos Sena, Daniel Da Rocha Leite, Dand Moreira, Jorge Henrique Bastos, Paulo Vieira, Josette Lassance, Airton Souza, Marcilio Costa, Jorge Andrade, Laura Nogueira, Andreev Veiga, Ademir Braz, Aristóteles Miranda, Joãozinho Gomes, Karina Jucá, Ruy Barata, Rosângela Darwich, Pedro Vianna e Alfredo Garcia Bragança. 

“Alguns dos participantes estão sendo inclusos ao projeto por esses dias e ainda aguardo a confirmação de quatro deles para fechar os 30 que compõem a parte literária do site”, explica Vasco. A seleção dos textos e poemas está sendo feita a partir de uma curadoria. 

“Todo artista tem que se expor. Isso quer dizer, submeter seus trabalhos aos salões, aos editais,  vivenciar sua arte e espalhar para o mundo. Assim, ele constrói sua história, assim ele se faz ver, e assim pode passar a ocupar um lugar que sua referência em qualquer meio se fará necessária. Infelizmente esse é o caminho. Tento levar este projeto com a maior lisura possível’, conclui.

Quase duas décadas dedicadas à difusão da cultura 

O site Cultura Pará, além de poesia, reúne um conteúdo precioso acerca da produção artística paraense nas áreas das artes visuais, teatro, literatura e fotografia. São perfis, biografias, dicas de blog e sites, resumos dos principais museus e galerias de Belém, imagens de obras, enfim, quer saber mais sobre onde encontrar e sobre quem produz arte por aqui, é só visitar o culturapara.

Nos últimos anos, uma agenda cultural também vem sendo publicada, se abrindo para as outras linguagens artísticas, informando sobre shows, espetáculos, cinema e outros eventos factuais, propagados na cidade das mangueiras. E tudo que faz? O próprio Vasco Cavalcante. Não admira que, mesmo quando merece os parabéns, ele queria nos presentear.

“É com grande orgulho e prazer que desenvolvo o Cultura Pará há tantos anos, e que sempre quando digo que ele não me pertence, mas à todos os artistas que estão presentes em suas páginas, porque sem suas obras este site jamais existiria, falo de coração’, conclui.

Recebendo os parabéns.... 

O Holofote Virtual, que tem no Cultura Pará um grande aliado, parceiro e fonte de informação, expressa aqui a gratidão e admiração ao Vasco Cavalcante. Deixo aqui meus parabéns, mas também reuni outros admiradores do trabalho desenvolvido no site. Ao mestre com carinho!

"Parabenizo muito o Vasco Cavalcante. Enquanto a gente sonhava, ele já semeava a luz: uma voz vária e coletiva, as nossas lutas e sonhos. Celebro a esperança bem semeada nesses 18 anos do Cultura Pará. Parabéns... parabéns, Vasco. Vida longa ao nossos sonhos teus".  Daniel Rocha Leite

“Maravilhoso! O site do Vasco é uma referência pra quem busca cultura paraense na net. Participar da plaquete ao lado de grandes escritores e grandes amigos é muito bom Além da plaquete fui informado que a curadoria do site indicou meu nome para a seção de literatura. Em breve meus poemas tb estarão lá. Felicidade em dobro!”.  Pedro Vianna

“O Vasco foi a primeira pessoa a publicar algo meu através do Cultura Pará, que é um site com uma super boa curadoria, lá só entra o que é de primeira na cultura produzida no estado. Fora que, Vasco mantém o site sem apoio há todo esse tempo, o que é louvável quando nem o poder público se preocupa com esse tipo de incentivo. Acho o Cultura Pará uma super vitrine porque reúne a produção de vários artistas locais num só lugar, e por isso serve também como fonte de pesquisa pra quem é de fora e não conhece toda a riqueza da nossa produção. Desejo ao Vasco vida longa, que ele consiga apoio pra aprimorar e expandir o projeto do site, afinal, o(a) Cultura Pará já completou a maioridade”. Karina Jucá

"O site é um espaço de experimentação e, ao mesmo tempo, o lugar onde está disponível boa parcela da melhor arte produzida na Amazônia oriental. E o responsável por essa positiva confluência de talentos é Vasco Cavalcante, um amante da arte, artista e amigo dos artistas. Vale a pena visitar o site culturapara, e por lá se deter contemplando, é tempo ganho, garanto!". Paulo Vieira

"A arte é sempre contracorrente, porque o corrente é, quase sempre, a doença do mundo travestida de 'saúde' nos impondo padrões, mediocridade e nos anestesiando diante da barbárie. A linguagem é o território onde o silêncio engendra a fala, a voz da resistência. A empreitada construída pelo caro Vasco é um desses territórios, uma dessas fendas que possibilitam o combate, a outra via para a percepção sensível e inteligente do mundo. Refutando os padrões e celebrando a subjetividade. Parabéns pela maioridade do trabalho". Marcílio Costa. 

20.2.15

Corpomancia chegando com oficina e espetáculos

O projeto "Corpomancia em Circulação”, contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2013, chega à Região Norte do país, fortalecendo o debate e a troca de experiências. Vai apresentar dois espetáculos, realizar uma oficina e promover debates com o público. O circuito começa em Porto Nacional, dias 26 e 27 de fevereiro e Palmas (TO), nos dias 2 e 3 de março, chegando a Belém (PA), nos dias 6 e 7 de março, e finalizando as apresentações em Rio Branco (AC), nos dias 9 e 10 de março.

Os espetáculos “Inocência” e “Escalenas” serão apresentados em Belém, nos dias 6 e 7 de março, no Teatro Cláudio Barradas, com entrada franca. 

Já para estar na oficina (40 vagas), que foca o processo criativo do grupo, é preciso se inscrever pelo e-mail corpomanciabelem@gmail.com, enviando o currículo.

Nas montagens em circulação, três mulheres se inter-relacionam de forma cíclica, movendo-se constantemente num ritmo compassado e/ou desconexo, voltando sempre ao ponto de partida - à medida que se renovam pelo curso do ir e vir. A dialética do caminho por elas percorrido se apresenta para o público de modo distinto, apontando perspectivas e revelando inquietudes do universo feminino, projetado  para milhares de descobertas.

A oficina em Belém já está com inscrições abertas. Será realizada no dia 7 de março, a partir das 10h, na Escola de Teatro e Dança da UFPA. Os interessados em participar terão contato com estímulos utilizados nas criações dos espetáculos e num terceiro momento, será exibida parte das Videodanças produzidas pelos participantes do Estado.  

Foto: Franciella Cavalheri
Na tentativa de colaborar com a formação de público e inovar na produção artística, o Conectivo Corpomancia vai realizar depois de cada apresentação um debate com os integrantes, acompanhado de uma oficina de dança subdividida em três etapas: Conferência, Experimentação em dança e Mostra de videodanças.

Nesta conexão mais intimista, serão apresentados durante a Conferência os processos já desenvolvidos pelo grupo; na fase de Experimentação em dança os interessados terão contato com estímulos utilizados nas criações dos espetáculos e num terceiro momento, será exibida parte das Videodanças produzidas pelos participantes do Estado. 

Ficha Técnica/Circulação

Produção Geral: Arado Cultural – Roberta Siqueira, Ana Maria Rosa e Maíra Espíndola

Produção Local:
Palmas e Porto Nacional (TO) - Valéria Elias
Belém (PA) - Tainah Fagundes - Três Cultura Produção Comunicação
Rio Branco (AC) – Marques Izitio
Técnico de Audio: Adriel Santos
Técnico de Iluminação: Camila Jordão
Intérpretes criadoras e condução de oficinas: Franciella Cavalheri, Laura de Almeida, Paula Bueno, Renata Leoni, Roberta Siqueira e Silvia Razuk.

Serviço
Inocência: 6 de março – 18h e 20h (Teatro Universitário Cláudio Barradas). Escalenas: 7 de março – 20h (Teatro Universitário Cláudio Barradas). Entrada franca. Oficina de dança: 7 de março – 10h (Escola de Teatro e Dança da UFPA). Para inscrições das oficinas e mais informações: corpomanciabelem@gmail.com. Mais informações à imprensa/Belém: Três/ Holofote Virtual


Circulação na região Norte:

  • Porto Nacional (TO) 

Inocência: 26 de fevereiro – 17h e 20h (Centro Cultural Professor Durval Godinho)
Oficina de dança: 27 de fevereiro – 14h (Centro Cultural Professor Durval Godinho)
Escalenas: 27 de fevereiro – 20h (Centro Cultural Professor Durval Godinho)
Para inscrições das oficinas e mais informações: corpomanciaportonacional@gmail.com
  • Palmas (TO) 
Oficina de dança: 2 de março – 14h (Centro Juvenil Salesiano Dom Bosco)
Escalenas: 2 de março – 20h (Sesc)
Inocência: 3 de março – 18h e 20h (Sesc)
Para inscrições das oficinas e mais informações: corpomanciapalmas@gmail.com
  • Belém (PA) 
Inocência: 6 de março – 18h e 20h (Teatro Universitário Cláudio Barradas)
Oficina de dança: 7 de março – 10h (Escola de Teatro e Dança da UFPA)
Escalenas: 7 de março – 20h (Teatro Universitário Cláudio Barradas)
Para inscrições das oficinas e mais informações: corpomanciabelem@gmail.com
  • Rio Branco (AC) 
Oficina de dança: 9 de março – 9h (Teatro de Arena do Sesc)
Escalenas: 9 de março – 20h (Teatro de Arena do Sesc)
Inocência: 10 de março – 17h e 20h (Teatro de Arena do Sesc)

19.2.15

Baião recebe a II Mostra de Cinema Paraense

Uma das cidades mais antigas do estado terá duas noites de mostra cinematgrafica. NOs dias 20 e 21, o público poderá ver os doze filmes da mostra, que será exibida na praça matriz da cidade, sempre a partir das 19h, com entrada gratuita. A realização independente é do Peráu Coletivo de Cultura. 

A primeira mostra realizada em 2013 foi um sucesso de público, o que motivou o coletivo a realizar a segunda. Atuando de forma completamente independente, os integrantes também acreditam que o caráter alternativo do trabalho, em meio a todas as dificuldades, é também uma maneira de denunciar o descaso com que a cultura do estado, em especial dos municípios do interior, é tratada. 

"Baião possui 321 anos, com uma cultura que vai dos mestres de Boi-Bumbá e Cordão de Pássaros até ao samba de cacete, ritmo nascido dos lamentos africanos escravizados e que em Baião formaram fortes comunidades quilombolas. Com todo esse peso cultural a cidade de Baião ainda se encontra fora da rota da grande política cultural do Estado, onde os bens artísticos e culturais circulam", denuncia Stéfano Paixão, idealizador do projeto.

Na mostra, filme produzido com
 bolsa do recém extinto IAP.
Baionense, Stéfano é organizador e também terá seu trabalho exposto na Mostra. Seu documentário "Velhos Baionaras, Tesouros Vivos" (foto ao lado), resultado da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do extinto Instituto de Artes do Pará (IAP) em 2012, fará parte da programação pela segunda vez atendendo ao pedido da população, já que a obra é um importante registro das figuras e da cultura popular da cidade. 

A programação também inclui filmes de nomes como Adriano Barroso, Roger Elarrat, Fernando Segtowick, Andrei Miralha, Fernando Alves, Roberto Ribeiro, Mateus Moura, Luiz Arnaldo Campos, Jorane Castro e Sue Pavão.

Todos os filmes exibidos possuem classificação livre e o objetivo da Mostra é justamente trazer cultura de qualidade e de forma gratuita à população do município, carente não só do incentivo a sua cultura popular, mas do fomento de movimentação cultural em todas as linguagens. 

O objetivo do Peráu Coletivo de Cultura, por meio também dos colaboradores Tati Brito, Dario Jaime, Fabrício de Sousza e Leandro Oliveira, é oportunizar isso a população mesmo que de forma alternativa. 

PROGRAMAÇÃO

20 de Fevereiro:

1. Menino Urubu (Animação) - Direção: Fernando Alves e Roberto Ribeiro

2. Admirimiriti (Animação) - Direção: Andrei Miralha

3. Chupa-Chupa: A história que veio do Céu (Documentário) - Direção: Roger Elarrat

4. Matinta (Ficção) - Direção Fernando Segtowick

5. A Ilha (Ficção) - Direção: Mateus Moura

6. Chama Verequete  (Documentário) - Direção: Luiz Arnaldo Campos.

21 de Fevereiro:

1. Nossa Senhora dos Miritis (Animação) Direção: Andrei Miralha

2. Ópera Cabocla (Documentário) Direção: Adriano Barroso

3. Mulheres Choradeiras (Ficção) - Direção: Jorane Castro

4. Miguel Miguel (Ficção) - Direção: Roger Elarrat

5. Severa Romana (FicDoc) - Direção: Sue Pavão

6. Velhos Baionaras, Tesouros Vivos (Documentário) - Direção: Stéfano Paixão

Serviço
II Mostra de Cinema Paraense de Baião. Dias 21 e 21 de Fevereiro, sempre às 19 na Praça Matriz de Baião. Classificaçao livre e entrada franca. Informações: (91) 98884 6687 e 98274 9058.

16.2.15

Sammliz promete um rock 'distorcido' no disco solo

Foto: Neto Soares
Depois de cantigas de ninar, bandas de meninas, hardcore, punk e metal, passando pela experiência de barzinho, a ex-vocalista da banda Madame Saatan alça novo vôo. Ainda este ano, ela grava e lança o primeiro disco solo, no qual apresenta o seu rock and roll sob novas influências, com presença da música latina, trazendo muita guitarra e flertando também com timbres eletrônicos. É sobre este novíssimo trabalho, contemplado em 2014 pelo programa Natura Musical, que flui o bate papo a seguir com Sammliz.

Quando se fala em cena rock and roll paraense não tem como a gente não associar o nome desta moça que, de presença forte e esbanjando sensualidade no palco, já eletrizou inúmeras plateias com um metal pesado, mas que agora, vem reservando a beleza e o talento para algo diferente na carreira.  E para entender como isso foi acontecer, nossa conversa girou em torno de sua  trajetória, encerando com um ping pongue mais focado no disco, que ela diz ainda não ter nome. 

“No momento certo será soprado em meus ouvidos”, disfarça a cantora que divide a produção do trabalho com Leo Chermont (Stroboo) e João Lemos (Molho Negro). “Estamos trabalhando, ainda não há data de entrada no estúdio, mas provavelmente será neste primeiro semestre. As gravações serão todas feitas em Belém, com músicos daqui e de fora também”.

Madame Saatan, com a plateia vibrante
O novo momento que vive remete a sua trajetória. Cantar sempre fez parte da vida de Sammliz, que quando criança ouvia a mãe cantando para ela dormir.

Assim, aprendeu as canções que mais tarde cantou para ninar o irmão mais novo. Fora isso, o avô paterno era músico, que tocava clarinete em bandas e festas em Santarém, e o pai, o advogado Sant`Ana Pereira, compositor e músico. “Sempre estive embebida de música e sempre quis ser cantora”, diz.

No início dos anos 1990, ela concretizava o sonho, na banda Morgana, formada por meninas que tocavam hardcore e música punk. Sammliz também passou pela Barbarella e A Firma, bandas mais pops, que tocavam em bares de Belém. Na época, cantou MPB, Reggae, Dance. 

A partir de 2003, com a formação da banda Madame Saatan, que a cantora ganhou amadurecimento profissional, se mudou de cidade, foi morar em São Paulo, onde a carreira da banda deu uma guinada destacando-se na cena musical brasileira.

Madame Saatan (Foto: Gabriel Wickbold)
“Foi super importante, àquela altura do campeonato, ter saído de Belém na cara, na coragem e com alguma estratégia de trabalho. Um salto enorme foi dado em direção a um amadurecimento pessoal e artístico. Foram anos incríveis, de muito trabalho, dificuldades, desafios e conquistas. Seis anos dos melhores da minha vida. Sempre vou considerar São Paulo como meu outro lar”, diz a cantora.

Foi lá também que outra profissão se desenhou na vida de Sammliz. Paralelamente às atividades artísticas, ela se dedicava a estudar radialismo e locução e chegou a trabalhar, durante um ano, em uma grande FM paulista. Em Belém, ela acabou recebendo um convite para trabalhar na Rádio Cultura do Pará, onde apresenta o programa diário Conexão Cultura, fazendo entrevistas e dando dicas culturais.

Em 2012, após o acidente com o baixista Ícaro Suzuki, a Madame Saatan, que estava com todos os integrantes morando em Belém, não voltou mais à cena e, ano passado, anunciou formalmente que iria parar por tempo indeterminado. 

Deixou na despedida, porém, um EP dos 11 anos de missão, com quatro músicas, do tipo lado B, e um web clipe. Fora do grupo, Sammliz acabou mergulhando de cabeça nesse projeto, já antigo, de gravar um disco solo. 

“Acho que tudo tem sua hora. Há alguns anos atrás comecei a trabalhar internamente essa transição, com o processo de pré-produção do disco lentamente e definitivamente se instalando desde quando ainda morava em SP, com a banda. Quando voltei à Belém foi exatamente para começar esse ciclo novo”, diz.

Em fase de produção, o primeiro disco da cantora, que sairá pelo selo Natura Musical, dá um novo rumo na carreira de Sammliz. Que ninguém espere um disco com a cara do metal pesado que fazia antes, é o que ela, em outras palavras, diz no ping pong abaixo.

Foto: Taiana Lauin
Holofote Virtual: O que muda neste novo trabalho? 

Sammliz: Desde muito jovem estou na música e dentro dela me permito aventuras e experiências diversas. Sempre estive ligada ao rock, diz muito sobre mim, passei por várias bandas e em cada uma delas foram encarados desafios diferentes. O que muda agora é que quem conduz o rumo musical, e todas as escolhas envolvidas, sou apenas eu. O que é incrivelmente desafiador e libertador também.

Holofote Virtual: O projeto aprovado pelo Natura Musical indica um trabalho mais pop. Estás flertando com que ritmos e sonoridades?

Sammliz: Estou fazendo um disco de rock. Haverá obviamente muitas guitarras, ando pesquisando timbres, efeitos, me cercando de várias referências e testando bastante coisa. Esse disco certamente virá envolto em um véu mais pop, um pop escuridão, digamos assim. Há sinths, finalmente deixei vir a tona meu gosto pelos timbres eletrônicos, e a presença de influencias da música latina. Gosto de pensar que o pop que anda se entranhando nesse trabalho, entre riffs e o drama inserido nele, tem a ver com sensualidade e uma certa maldade.

Participação solo no Terruá Pará, em 2013
Holofote Virtual: O que você achou do teu disco, como você diz, de rock, ter sido selecionado pelo Natura Musical, programa que vem incentivando a nova cena paraense e focando em trabalhos que se utilizam de elementos das sonoridades regionais e latinos? 

Sammliz: Achei bem bacana o fato de terem selecionado meu projeto sabendo que não se tratava da nova música popular pop que tem sido feita aqui, e muito bem feita diga-se de passagem, principalmente pela nova geração.  O Brasil tem conhecido nossa fatia musical mais popular, e acho que o fato de terem olhado com carinho pro esboço que apresentei do que será meu trabalho, mostra que eles estão apostando em outras direções. 

Aliás, já mostraram essa intenção ano passado aprovando o disco do Strobo, que faz pop rock eletrônico e experimental. Acho que o rock feito no Estado é uma de nossas caras, uma das nossas grandes forças musicais e tem sido sempre assim. 

No Terruá, com João Lemos (Foto: Sidney Oliveira)
Madame Saatan difundiu bastante essa força por aí, tocando em festivais pelo Brasil, assim como outras bandas locais, de que também estiveram, e estão por aí, produzindo e fazendo shows na cidade e em outros Estados. Espero que esse trabalho encontre novos caminhos e abra mais espaço e olhares para essa outra cena aqui.

Holofote Virtual: E enquanto o disco não sai, há alguma chance de te ver e ouvir no palco?

Sammliz: Ando morrendo de saudade de fazer shows, mas por enquanto só em participação em shows de amigos e alguns eventos. Só volto aos palcos valendo mesmo com o disco e show novo montado.

12.2.15

Black Soul Samba começa o ano 6 em plena folia

Além de ser a 1a festa do ano, o coletivo faz as honras da pré inauguração do Tábua de Marés. Nesta sexta, 13,  a partir das 21h, trazendo como convidados o afoxé Omo Bàbá Orun e Banda Mergulho, guitarrista Daniel Dú Blues e DJ Jeft da Dance Like Hell,  além dos DJs Uirá Seidl, Kauê Almeida, Eddie Pereira e Homero da Cuíca.

Consolidada como uma das mais importantes festas da música brasileira em Belém, a Black Soul Samba chega a 2015 inaugurando o seu sexto ano de atividades. Em cinco anos, o coletivo Black Soul Samba conseguiu mostrar mais de 50 DJs e 70 atrações musicais, em mais de 200 festas. Agora, o sexto ano do grupo tem início no Tábua de Marés, trazendo a força da percussão do carnaval.

Entre as atrações, uma autêntica charanga carnavalesca, a Banda Mergulho, que tem 10 anos de atividades. Formada em 2005, quando os integrantes se conheceram no quartel da Polícia Militar, a banda de marchinhas já se apresentou no Festival Caravana Carú, no Maranhão, e acompanhou o cantor Elói Iglesias no concurso de marchinhas do Pará. Em 2011 abriram o show da sambistas Martinália, no Hangar.

Atualmente a banda  conta com os músicos: Mauro Moraes, no saxofone; Jeremias Monteiro, no trombone; Alberto Palheta, no trompete; Ezequiel, na ercussão e Ronílson Bahia, na bateria. Em seu repertório estão marchinhas inesquecíveis da cultura popular brasileira, e sambas clássicos que marcaram os carnavais.

Já o Afoxé Omo Bàbá Orun faz sua estreia no baile da Black Soul Samba. O grupo é ligado aos diversos segmentos da tradição Afro Religiosa Amazônica Brasileira, que tem como um dos objetivos promover culturas de paz entre os mesmos e a sociedade.Fundado em 2014, o Afoxé Omo Bàbá Orun é uma iniciativa popular e seus foliões, na sua maioria, estão vinculados à terreiros de Candomblé de Ketu, Angola, Gegê, Umbanda, Mina Gegê, Mina Nagô e Pajelança.

O grupo se firma além de um simples bloco carnavalesco, mas sim como um afoxé de rua, ou seja, uma manifestação de seus seguidores para confraternizar, comemorar e compartilhar com o povo a beleza e a cultura de matiz africana. Suas principais características são as roupas, nas cores dos orixás, as cantigas em língua yorubá, bantu, português, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, cabaças, maracás e xequerês.

Quem também participa do baile da Black Soul Samba é o DJ Jeft, da Dance Like Hell, e o guitarrista Daniel Du Blues, que fará solos e efeitos nas bases dos DJs, com uma live session. 

O outro convidado, DJ Jeft, leva uma proposta de soul e funk para a pista do Tábua de Marés. Já os DJs da BSS, Homero da Cuíca, Eddie Pereira, Kauê Almeida e Uirá Seidl, levam muito frevo, samba, afoxé, sambalanço e clássicos da música brasileira para esta noite de carnaval.

Serviço
Baile de Carnaval da Black Soul Samba. Nesta sexta-feira, 13, a partir das 21h, no Tábua de Marés (ao lado do Los Piratas) - São Boa Ventura, 156, Cidade Velha, Belém-Pa. Ingressos: R$ 20,00, com meia entrada para estudantes. Pessoas com fantasia pagam meia até às 23h. 

11.2.15

Edital investe 12 milhões no audiovisual do norte

Turma da oficina de ficção, que encerrou domingo, 8
A chamada pública oferta investimento integral nos projetos e com exibição garantida na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). As inscrições já encerram no próximo dia 26 de fevereiro.

Publicada no dia do aniversário da cidade, 12 de janeiro, a chamada BRDE/FSA – PRODAV – TVS PÚBLICAS (REGIÃO NORTE), atraiu a atenção de diversos profissionais do audiovisual da região Norte. Os projetos selecionados vão dividir os recursos de 12 milhões de reais para produção de obras seriadas e não seriadas para a televisão. Não é pouco, mas para se enquadrarem no edital, os projetos precisam seguir as propostas que ele traz como sugestão de argumentos, direcionando o realizador à produção de um conteúdo hoje talvez escasso na TV Pública. 

Há, por exemplo, diversas propostas voltadas ao público infantil. De diferentes tempos e quantidades de episódios, cada obra pode optar por um dos três gêneros contemplados pelo edital: Documentário, Ficção e Animação. Para garantir a compreensão e uma maior participação no edital por produtoras, estão acontecendo cursos específicos, voltados para tirar dúvidas e orientar os interessados por todo o país. 

Oficina de animação
No Pará, a última oficina foi até este domingo, 8, completando o ciclo de Cursos de Formatação de Projetos Audiovisuais, realizado com apoio da Regional Norte do MINC.

Entre os meses de janeiro e fevereiro, as três oficinas tiveram participação de produtores e realizadores locais e dos estados do Amapá e Tocantins, que quiseram se antecipar. Os ministrantes dos cursos foram profissionais com experiência em produção e mercado. Márcio Moraes (DF) foi o ministrante de Animação; Nara Aragão (PE) abordou o Documentário. Mariana Brasil (SP)  finalizou tudo com o gênero Ficção.

Para Delson Cruz, responsável pela Regional Norte do MINC, "foi uma iniciativa louvável. Dará condições mais justas de participação para realizadores e produtoras da região interessadas em participar deste e de outros editais ofertadas pelo FSA. Dentre as diversas linhas de investimento atualmente disponíveis. Este edital, o PRODAV 08 (REGIÃO NORTE), é a primeira linha específica para nossa região. Ações como esta são necessárias pelo fato de motivar, de estimular a maior participação, isso graças ao diálogo, orientação precisa e troca de experiências entre ministrantes e participantes amazônico-brasileiros". 

Nara Aragão, ministrante da oficina de documentário
Segundo a ministrante do curso de formação para ficção, Mariana Brasil, é "fundamental que cursos como este acontecerem em todo o país. A maior dificuldade não é entender o edital em si. É a compreensão e a profissionalização de um setor inteiro. Quando acontece um curso como este, esclarece para os participantes não só como participar da linha voltada para a região, mas também a entender pontos importantes da regulação do audiovisual e da produção de conteúdo para Tvs Públicas em nosso país". 

Somente na oficina por ela ministrada foram 39 inscritos, inclusive com participação de uma produtora do estado do Amapá. "O efeito que isso trás, para o crescimento profissional de cada um dos participantes é inquestionável e repercute não somente para quem estava em sala, mas também para o entorno desses profissionais, possibilitando para eles melhor compreensão da concorrência existente em outros Estados", concluiu Mariana.

No total, serão realizados 45 cursos de 20 horas cada, em 15 capitais (sendo 12 no Norte e Nordeste). As cidades de Manaus, Rio Branco e Boa Vista já foram contempladas e ainda este mês aconteceram nas cidades de Palmas e Macapá. 

Importante. Dentre as diferentes linhas publicadas pela ANCINE (Agência Nacional de Cinema), órgão que regulariza o conteúdo audiovisual produzido no país e que gerencia o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), esta chamada não exige contra-partida.Tem que correr, o prazo encerra dia 26!

Saiba mais

As inscrições para o edital estão abertas até o final de fevereiro de 2015 e os interessados em participar podem ter acesso ao edital no site do Fundo Setorial Audiovisual - FSA/ANCINE (http://fsa.ancine.gov.br/),  buscando pelo título Chamada PRODAV 08 (REGIÃO NORTE) ou diretamente no link: http://www.brde.com.br/fsa/index.php?option=com_content&view=article&id=100&Itemid=116

Maiores informações ou esclarecimentos sobre as oficinas e sobre a chamada pública, entre em contato com a equipe da Oficina de Qualificação de Projetos Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas:


  • Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV)

(61) 2024-2843 / 2024-2888
Guigo Padua
Lígia Rachid
Jéssyca Paulino

  • Fundação Joaquim Nabuco / CANNE

(81) 3073-6718
cursos.canne@gmail.com
Pedro Severien
Daniel Harten
Sandra Fitipaldi

  • Unidade Técnica de Gerenciamento da Linha 

UT CENTRAL
(11) 3545-3073
Ester Marçal Fér
(utcentral2@gmail.com)

UT NORTE
(92) 3215-4736 (92) 3215-4762
Clemilson Farias (utnorte01@gmail.com)
Aldemar Matias (utnorte02@gmail.com)

(Holofote Virtual, com informações enviadas por Afonso Gallindo, produtor das oficinas em Belém. As fotos também são de Gallindo)

9.2.15

"O Que Traz Boas Novas" no Cine Estação

Detentor de mais de 20 prêmios internacionais, “O Que Traz Boas Novas” (Monsieur Lazhar), quarto trabalho de Philippe Falardeau, estreou neste final de semana e segue em cartaz no Cine Estação das Docas, a partir da próxima semana, com sessões nas quartas e quintas, às 18h e 20h30, e no domingo, às 10h.

Uma reflexiva visão do comportamento dos pais e do sistema educacional do Ocidente, a película trata da chegada de um professor argelino, Bachir Lazhar (Muhammad Fellag), a uma pequena escola infantil do Canadá, a qual encontra-se em estado de choque devido ao fato de um aluno ter encontrado uma professora enforcada em sala de aula. Lazhar assume a vaga deixada pela professora suicida e procura, além de suas tarefas com o currículo escolar, lidar com a dor e trauma das crianças, com idade entre os 12 e os 14 anos.

Na percepção de Bachir, as crianças devem ser levadas a conversar entre si sobre a questão da morte e as circunstâncias que levaram a professora ao ato de renúncia da vida. Exorcizar o trauma.  Mas a escola decide entregar o caso a uma psicóloga e passar uma régua no assunto. Orientado para apenas se ocupar das matérias do cotidiano escolar, Bachir percebe que Juliette (Nicole-Sylvie Lagarde), a psicóloga encarregada de tratar da turma, não consegue aliviar a tensão e o choque entre os alunos. Ninguém, da diretoria aos professores efetivos da escola, sabe como lidar com o caso.

Bachir decide transgredir, aceitando conversar sobre o assunto quando as crianças se manifestam. Ele aplica um texto de Balzac em sala de aula e conversa sobre o tema com os alunos. O resultado é a repreensão. Um pai, ao tomar conhecimento, repreende o professor: trate apenas de ensinar que nos cuidamos da educação, diz. 

A diretora, por sua vez, não perguntou sequer o tema, de qual livro ele tirara o texto e Balzac está proibido. Situações que engessam questões fundamentais para que as crianças possam compreender melhor as questões relativas e  vida e, especialmente, a morte, vista como o fim de tudo pelos ditames comuns.

Na escola, é proibido qualquer ato de afeto entre professores a alunos, mesmo que seja um simples toque no braço e um simples abraço. É o medo da pedofilia, provocando um preocupante distanciamento entre o professor e seus alunos.

A lente de Falardeau questiona: Será a instituição apenas um mero repassador do conteúdo da grade curricular ou ser o âmbito da educação? O ensino bitolado ou o lugar de aprendizado do conhecimento e da formação cultural e moral do indivíduo? Como fica a questão da missão de escola no quesito de preparar o aluno para enfrentar os desafios da vida fora dos muros escolares? Como viver sem o conhecimento e da gama de questões sociais, filosóficas e políticas que envolvem o mundo?

“O Que Traz Boas Novas” pode ser uma produção canadense, mas a escola, a família e a educação são temas universais, assim como o tema de um homem movido pela paixão por ensinar, a conquista da confiança da turma, a empatia com uns e os pequenos conflitos com outros.

Veja mais:

O Que Traz Boas Novas
Direção: Philippe Falardeau. 94 minutos. 12 anos
https://www.youtube.com/watch?v=CUk9PAXsbVE

Sessões em fevereiro

  • 18 (quarta), às 18h e 20h30
  • 19 (quinta), às 18h e 20h30
  • 22 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
  • 25 (quarta), às 18h e 20h30
  • 26 (quinta), às 18h e 20h30

Ingressos: R$ 10,00 (com meia-entrada para estudantes)