24.6.16

Um arraial de guitarradas em Noite de São João

Na apresentação da Caixa Cultural (RJ)
Foto: Rodrigo Romano
Mestre Vieira, 81, será homenageado, nesta sexta-feira, 24 de junho, a partir das 20h. No palco do Teatro Margarida Schivasappa, Os Dinâmicos, uma das primeiras bandas formadas por Mestre Vieira, lança CD e recebe os convidados Pio Lobato, Félix Robatto, André Macleuri, Bruno Rabelo e Ximbinha. O guitarreiro não estará presente. Por recomendações médicas, Vieira ficará em Barcarena. O público também vai assistir o trailer inédito do documentário "Coisa Maravilha, a invenção da guitarrada", que abre a noite do Arraial da Guitarrada.

O grupo que lança CD nesta noite de São João foi uma das primeiras bandas formadas por Joaquim de Lima Vieira, ainda nos anos 1970 e que acabou se tornando Vieira e Seu Conjunto, ao gravarem os primeiros LP, em 1978, “Lambada das Quebradas Vol. 1”. Foram 37 anos sem tocar juntos, desde o fim de Vieira e Seu Conjunto, grupo que fez sucesso entre os anos 1970 e 1980, no Pará e no Nordeste. 

Em 2011, eles se reencontraram em uma entrevista para o documentário Coisa Maravilha. Dali surgiu o show com “Mestre Vieira e Os Dinâmicos”. Dejacir Magno, Lauro Honório, Luis Poça, Idalgindo Cabral e Mestre Vieira fizeram vários shows em 2012. Dois anos depois, entram no estúdio e gravaram o primeiro CD. Atualmente com nova formação, Os Dinâmicos tem também Jairo Rocha, na bateria, e Cassiano Neto, no baixo e, apresentando, o guitarrista solo, o jovem Dhosy Marques.

A produção musical é de Joaquim de Lima Vieira, Mestre Vieira, que também é autor de sete composições do disco. Gravado em Barcarena, no Studio Hobson Gravações, teve lançamento pela Na Music. As faixas trazem Guitarradas e Cúmbias, com solos de teclados, e muita Lambada. São Lambadas, Carimbós com Guitarrada e Cúmbias. 

Homenagem e apoio a Mestre Vieira

Dejacir, de Os Dinamômicos e Mestre Vieira (DVD 50 anos)
Foto: Renato Chalú
O Arraial da Guitarrada é beneficente, vai arrecadar recursos em apoio ao tratamento de saúde do músico.  A ideia foi trazer o show de lançamento do CD de Os Dinâmicos,  que teve produção musical de Vieira, e reunir guitarristas que tem a trajetória cruzada com a guitarrada e com Mestre Vieira. Já gravaram ou tocaram com ele.  

Antes das apresentações musicais será exibido o trailer do documentário “Coisa Maravilha, a invenção da guitarrada”, filme que traça o início da carreira de Mestre Vieira.  O filme será lançado no segundo semestre. Além de música, não faltará o tradicional banho de cheiro e nem o mingau de milho. De caráter beneficente, o Arraial da Guitarrada vai arrecadar recursos para apoiar o tratamento de saúde do músico, numa temporada em Belém. 


Guitarrada é pra todas as idades - Guitarreiro do Mundo - Caixa Cultural - RJ. 

Foto: Rodrigo Romano
Quem quiser pode levar pro teatro, no dia do show, uma lembrança, uma carta ou o que quiser que ele receba. É só procurar alguém da produção e entregar que vai chegar nas mãos dele.

Outra maneira de ajudar o mestre é adquirindo produtos no local do show. Estarão à venda o DVD “50 Anos deGuitarrada” e o DVD “Visceral Brasil” (com exclusividade, pois não se encontra à venda em Belém). Também é possível encontrar CDs de “Os Dinâmicos” e “Mestre Vieira”, além de camisetas com a marca Na Figueredo. 

Arraial da Guitarrada
  • Mestre Vieira - Homenageado
  • Os Dinâmicos - Dejacir Magno, Lauro Honório, Cassiano Neto, Jairo Gomes e Luis Poça.
  • Convidados: Pio LObato, Félix Robatto, André Macleuri, Bruno Rabelo, Ximbinha.
  • Produção: Ana Clara Lima, Edvaldo Souza, Renata Del Pinho, Produtores Criativos, Andrea Rocha e Fátima Sobrinho e equipe. 
  • Assessoria de comunicação: Sonia Ferro. 
  • Produção de palco: Taca Nunes
  • Roadie: Patrick Moares
  • Luz: Thiago Ferradaes e Zezinho
  • Som: Silvio Amorim e Sérgio Brito
  • Coordenação produção: Luciana Medeiros e Carlos Canhão Brito.
  • Realização: Central de produção Cinema e Vídeo na Amazôni
  • Apoio Cultural: Casa de Antônia, Cultura Rede de Comunicação -  TV e Rádio Cultura do Pará -, Blog Holofote Virtual, Espia Comunicação e Produção Cultural, Macieira Filmes, Matapi Produções, Musicaparaense.Org., Na Figueredo, Rádio Liberal, REC Filmes, Refry, Santé e VJ Lobo Cenografia Virtual.
  • Apoio Institucional: Fundação Cultural do Pará - Governo do Estado, Prefeitura de Barcarena.
  • Agradecimentos: Família Vieira, Erveiras do Ver-o-Peso - Izabel e Emira, Ótima Solar, Lanchonete Thiane, Prefeitura de Barcarena.

 Serviço
Arraial da Guitarrada - 24 de junho, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, dentro da programação do Arraial de Todos os Santos. Venda antecipada: R$20,00 (+ 20,00 leva um DVD 50 anos de guitarrada) e R$ 10,00 a meia-entrada (+ 20,00 leva DVD 50 Anos de Guitarrada). Venda no dia do show: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia). A produção do artista está fechando outros apoios que também beneficiarão o músico. Interessados em somar com esta iniciativa, entrar em contato no (91) 98134-7719 ou producaomestrevieira@gmail.com.

23.6.16

Cuíra pra Dançar faz festa de um ano no Apoena

Valorizar os sons paraenses. Esse é o maior propósito dos músicos JP Cavalcante (voz e percuteria), Kleyton Silva (voz e violão), Daniel Serrão (baixo, sax e teclados) e Milton Cavalcante (guitarra), com o projeto Na Cuíra pra Dançar. A data escolhida para comemorar oficialmente o aniversário de um ano do grupo não poderia ser mais simbólica: 24 de junho, Dia de São João. O show será no Apoena, a partir das 22h, com direito a Barraca do Beijo e Correio do Amor e todo o clima junino. 

A banda surgiu em junho de 2015 e foi acolhida pelo Espaço Cultural Apoena, lugar onde tudo começou.

“Cada show tem sido diferente. Cada apresentação da banda traz um público novo, que quer conhecer esse trabalho que é tão inovador. Sabemos que ainda têm muito por vir. Temos orgulho em poder dividir bons momentos junto com o grupo. A Na Cuíra faz parte do nosso sonho. Falamos a mesma língua, acreditamos na força da nossa cultura e estamos olhando pra mesma direção”, afirma Anderson Moura, proprietário do espaço Apoena, que apostou no trabalho da banda.

Os convidados para celebrar este um ano de estrada junto com o grupo são: Nego Ray, Luizinho Lins, Renato Torres e, na discotecagem, o DJ Herôn Black. Também, nesta semana de aniversário, o grupo lançou na Internet e em algumas rádios locais as músicas “Pequena Chata” e “Depois da Chuva”. A expectativa do quarteto é continuar a levar os sons da raiz da música paraense. 

“Espero que nós sigamos trabalhando e descobrindo – ao passo que construindo – uma linguagem que seja síntese das vivências e habilidades que os quatro integrantes do projeto trazem. 

Uma síntese que se materialize na música, mas como diferente não poderia ser, que expresse os conflitos e riquezas culturais das diferentes periferias urbanas de Belém, latentes em nós. E que isso se materialize em músicas gravadas, em conversas com outras pessoas (músicos, público, etc). Sobretudo, minha expectativa é continuar tendo tesão em fazer e estar com a banda Na Cuíra Pra Dançar”, afirma o músico Kleyton Silva, um dos idealizadores do projeto.

Para Milton Cavalcante fazer parte da banda está sendo bastante produtivo. “Estou aprendendo muito com todos. E os estilos diversificados também estão enchendo-me os olhos. Está sendo uma experiência nova pra mim, pois eu nunca tinha me aprofundado muito nos estilos regionais. Tocar tudo isso da forma que nós tocamos é bem legal e é divertido. Temos uma energia fantástica! A música é o nosso lazer e isso nos faz um bem danado”, enfatiza. “A gente toca e ao mesmo tempo se diverte. Somos amigos e um está aprendendo bastante com o outro. Essa troca de conhecimento musical está sendo muito boa para nós todos, assim como a interação entre a gente em cada show”, ressalta Daniel Serrão. 

De acordo com o JP Cavalcante, a ideia, após ter o primeiro CD e videoclipe prontos, é circular com esse material Brasil afora. “Temos muitos amigos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, enfim. Em lugares onde a nossa cultura e os nossos ritimos não chegam. Principalmente o nosso jeito de tocar toada, o nosso Carimbó, o nosso brega, os xotes, reggae-bois, enfim, as nossas composições. O que queremos é isso: dá visibilidade às nossas músicas, à forma da nossa expressão cultural através do projeto Na Cuíra Pra Dançar.”

Campanha para o 1º CD

Os músicos estão contando com o apoio dos fãs e amigos para captar recursos e produzir o 1º CD da banda. As recompensas vão desde download completo do CD até show vip. O grupo precisa de 12 mil reais e já está em processo de gravação no estúdio Casarão Floresta Sonora. 

A Na Cuíra Pra Dançar já fez diversos shows em apoio à campanha de crowdfunding. Agora, o projeto de financiamento coletivo, disponível na plataforma do Catarse, é “Flex”, ou seja, terá mais tempo para os internautas contribuírem.

A produtora cultural Adriana Camarão, responsável pela campanha de crowdfunding da banda, conta como está sendo produzir o projeto de financiamento coletivo do primeiro CD do grupo. “Um dos grandes desafios é fazer com que as pessoas entendam seu papel na cidade como incentivadores da cultura local. 

Não adianta reclamarmos que não há espaço para os artistas e deixarmos de contribuir com projetos como o da Na Cuíra pra Dançar, que valoriza a sonoridade regional. Precisamos nos dar as mãos e fortalecer a cena independente, e, o crowdfunding dá esse poder de você contribuir com o que merece ser realizado. Acredito muito que este CD merece chegar ao público. Estamos nos empenhando bastante. Captar recursos financeiros em plena crise econômica também se torna um grande desafio, mas estamos confiantes de que o projeto será bem sucedido”. 

Serviço
Show de aniversário de um ano da banda. Dia 24 de junho (sexta-feira), no Apoena (Duque de Caxias, 450, esquina da Antônio Baena, Marco – Belém). A partir das 22h. Ingressos: R$ 15,00
Informações: (91) 98135-7458. Acesse o site e saiba mais sobre a campanha: catarse.me/nacuirapradancar.

21.6.16

Gawronski encena a performance de um canibal

Fotos: Jorge Etecheber
É a primeira vez que Gawronski vem a Belém com um trabalho, mas já esteve algumas vezes aqui a passeio. “Queria muito vir com um espetáculo pra cá, conheço alguns paraenses que moram no Rio", diz o ator e diretor, que chega a Belém para apresentar "Ato de Comunhão - Login/Logout”, nos dias 25 e 26 de junho, às 20h, no Teatro Gasômetro. O espetáculo é uma livre adaptação da história real de Armin Meiwes, um serial killer que caçava vítimas na internet. Em 2001, na Alemanha, ele foi condenado à prisão perpétua após confessar e relatar seus crimes.

Tribunal, psiquiatria e relações afetivas construídas na internet. Em cena, tecnologia, conexão, solidão, instinto e civilização, que permeiam uma história verídica. A espetáculo estreou em 2011, no Rio de Janeiro e tem direção do próprio Gilberto Gawronski em parceria com Warley Goulart.

Escrita pelo argentino Lautaro Vilo, com tradução de Amir Harif, “Ato de Comunhão- Login/Logout” aborda com elaborada delicadeza, algumas complexidades perturbadoras da vida contemporânea. Em sua performance, Gilberto Gawronski impressiona pela frieza e meticulosidade com que leva ao palco o relato feito pelo protagonista. 

No palco, um homem relembra três momentos de sua vida: o aniversário de oito anos, a morte da mãe e um jantar bastante peculiar com outro homem que conhecera pela internet. O ator desenha traços psicológicos da figura representada, mantendo quase sempre o mesmo tom de voz e a mesma cadência rítmica, tanto nas passagens mais horripilantes quanto naquelas em que o humor predomina. 

Gawronski  conta que ficou impressionado com a construção do texto, que transforma um fato verídico, explorado de forma sensacionalista pela imprensa, em dramaturgia. "Por se tratar de um tema de tribunal, chama atenção de estudantes de direito. Por ser um caso intrigante como é o do canibalismo, também interessa a psicólogos, psiquiatras e por trazer uma visualidade plástica, também é de interesse para artistas visuais", diz o ator e diretor.

O uso de recursos audiovisuais, operados em cena por ele, também tem recebido elogios da crítica especializada pelo refinamento na técnica. “Construímos um ambiente abstrato e tudo que é plasticidade e tecnologia, em cena, funciona como dramaturgia e não apenas como um recurso visual. Isso sempre me incomodou em espetáculos que se utilizam da tecnologia, como algo ilustrativo pra cena”, diz Gawronski.

 A dramaturgia foi buscar na primeira infância cheia de traumas do personagem não uma justificativa, mas ao menos uma explicação para que ele chegasse a fazer o que fez. Meiwes, o “Canibal Alemão”, considera ter feito um favor à sua vítima, já que o outro desejava ser devorado. O encontro foi marcado através de um site de relacionamentos. “Ninguém vai ver carne no palco”, explica o ator, “Há muita delicadeza artística para passar esta coisa tão sórdida, um fato tão bizarro e atroz”, comenta.

Pelo sexto ano em circulação com este espetáculo,  Gilberto Gawronski, diz que embora seja um teatro intimista, o público gosta muito da performance, porque ela aborda um tema atual, que trata das relações afetivas pela internet. “As pessoas se identificam, não com a bizarrice da história, mas por causa dessa ferramenta de encontros, em que mergulham cada vez mais e sem comedimentos. Tudo no espetáculo traz reflexão à respeito ”, diz o ator.

Sobre Gilberto Gawronski

O ator e diretor nasceu em Porto Alegre, mas está radicado no Rio de Janeiro. Apresentou durante quinze anos a criação performática do conto “Dama da noite”, de Caio Fernando Abreu, em vários países e diferentes idiomas. 

Recriou todo o universo pop através da encenação de “Pop by Gawronski”, em que conduziu uma trupe artística, usando figurino inspirado em Andy Warhol. Ironizou a si próprio no espetáculo “Quero ser Gilberto Gawronski”. Dirigiu dança contemporânea, ópera e textos teatrais. O diretor, cenógrafo e ator tem em seu currículo os prêmios Shell, Mambembe, Sharp, APCA, Qualidade Brasil e Açorianos.

Atualmente Gilberto assina a direção de ator da mais nova série da Tv Globo, Super Max, que se passa numa prisão de segurança máxima no meio da Amazônia, mostrando 12 pessoas que participam de um reality show. Cada um traz em seu passado um crime que precisa esconder dos outros. 

Ficha Técnica 

Texto: Lautaro Vilo
Tradução: Amir Harif
Direção: Gilberto Gawronski e Warley Goulart
Atuação: Gilberto Gawronski 
Fotos: Paulo Severo e Jorge Etecheber 
Vídeos: Jorge Neto
Iluminação: Vilmar Olos
Gravação de Áudio e efeitos sonoros: Rodrigo Marçal do Studio ARP.X
Produção Geral: Wagner Uchôa
Produção Local: João Guilherme Ribeiro (Companhia dos Notáveis Clowns)
Operação de som e projeção: Amir Harif
Realização: GPS Produções Artísticas LTDA

Serviço
Ato de comunhão - Sábado, 25, e domingo, 26 de junho, às 20h, no Teatro Estação Gasômetro – Parque da Residência  - Av. Gov. Magalhães Barata, 830 - São Brás. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações: 91 4009.8721 (bilheteria do Teatro).

20.6.16

Oficinas, projeções e passeio no Centro Histórico

O Festival Amazônia Mapping (FAM) chega a sua segunda edição com a proposta de ressignificar a relação da população com a cidade de Belém e ocupar a arquitetura histórica da cidade com a tecnologia das projeções audiovisuais. Além disso, a programação traz oficinas, passeio pelo Centro Histórico e projeções em prédios púbicos.

Caio Fazolin virá pela primeira vez a Belém a convite do Festival Amazônia Mapping (FAM), para ministrar uma oficina voltada para artistas e curiosos. O laboratório “VVVV - Ambiente de Programação Gráfica” é uma introdução aos conceitos de programação que servirão de base para performances, instalações, controle de luz, som e vídeo em shows e espetáculos, e também para a criação de animações para vídeo e produção de peças gráficas. Inscrições para laboratório são gratuitas.

O artista veio de São Paulo para ministrar um laboratório gratuito em Belém, de 22 a 24 de junho. Desenvolvedor de arte gerativa, ele vai demonstrar técnicas de programação de bits para a criação de viodeomapping e abordará conceitos básicos de como criar seus próprios programas de computador, que servirão de base para projetos artísticos. “Acredito que o bit seja a tinta do artista contemporâneo”, defende o artista visual Caio Fazolin. 

Fazolin“VVVV é um ambiente de programação em tempo real híbrida - visual e textual-, para fácil prototipagem e desenvolvimento. Ele é projetado para proporcionar a manipulação de grandes quantidades de mídia, utilizar interfaces físicas, gerar gráficos animados em tempo real e interagir som e imagem”, explica Fazolin.

Projeção - Inspirado nos 400 anos de Belém, Fazolin desenvolve a inédita projeção “Espectro”, criada a partir de imagens de fotografia artesanal pinhole, do acervo da Associação Fototativa. O artista explica que a aleatoriedade e o acaso são elementos que norteiam sua produção, então contou com o olhar da Fotoativa, que selecionou as imagens e repassou a Fazolin.

“Nas minhas peças audiovisuais, deixo grande parte das ‘escolhas’ estéticas para o computador. Conversando com a curadoria do festival, decidimos deixar esse ‘acaso’ nas mãos da própria Fotoativa, não sabia que material seria escolhido por eles. Isso trouxe um elemento muito importante para o trabalho Espectro: frames de luz, recolhidos por diversas pessoas em diversos momentos. 

Dessa forma, consegui conectar o ‘espírito’ da cidade, que foi colhido por uma infinidade de pessoas, com os outros momentos do espetáculo, que tem como tema central aquilo que é invisível, que não existe mais ou que nunca existiu”, comenta Fazolin a respeito do conceito da projeção que será exibida na fachada do Museu do Estado do Pará (MEP) no dia 25 de junho.

No mesmo dia, haverá ainda a projeção do argentino Javier del Olmo “Circular de Dibujos”. O artista busca se relacionar com habitantes da cidade a partir de trocas de desenhos. Javier transpõe as ilustrações para espelhos e com a luz solar realiza projeções, numa performance que conta com a participação dos participantes.

Na fachada do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, ainda na noite do dia 25, Astronauta Mecanico faz projeções na fachada do Instituto Histórico e Geográfico do Pará. A artista apresentará uma performance audiovisual ao vivo, onde manipulará som e imagem em tempo real.

Também no dia 25, o prédio do IHGPA ganha traços caboclos. As imagens são fruto da viagem de Alexandre Sequeira à Nazaré do Mocajuba, pequena vila de pescadores no município de Curuçá, nordeste do Pará. Alexandre transpôs, em tamanho real, retratos dos moradores impressos em seus próprios objetos: redes, mosquiteiros, lençóis, cortinas. Os retratos dos tecidos ganharão ampla dimensão na inédita projeção audiovisual.

Festival Amazônia Mapping: arte, cidade e resistência

O FAM 2016 aposta na resistência cultural das ruas e vai transformar cartões-postais da capital em palco de experiências artísticas, que misturam a fotografia artesanal com projeções high-tech, ícones indígenas e batidas eletrônicas, e crônicas urbanas do rap à dança de rua. Além das projeções ao ar livre, a programação, que ocorre até o dia 25 de junho, inclui ainda laboratórios com artistas visuais do Brasil e da Argentina.

“A ideia é que o centro histórico receba a intervenção de tecnologias avançadas de vídeo projeção, na busca de integrar a arte à arquitetura e ao espaço público. É um convite ao despertar a um espaço que diz respeito a nossa própria identidade cultural, como paraenses e amazônidas, e revisitá-lo de uma maneira surpreendente, que rompa com o modo trivial de lidarmos com a cidade”, diz Roberta Carvalho, curadora do FAM.

Este ano, o festival ocupará o entorno do Museu do Estado do Pará – MEP, cuja fachada será espaço de grandes apresentações. O Palácio, que possui traços do estilo neoclássico, do século XVIII, foi projetado pelo arquiteto bolonhês Antônio Landi, para servir de sede e moradia dos governadores e capitães generais do Pará. Atualmente abriga um importante acervo da região.

“O MEP está como um parceiro importante e conecta-se na perspectiva de um museu vivo, atento às questões da rua e da possibilidade e exercício de novas linguagens nas artes”, comenta Roberta. Além do Museu do Estado do Pará, outros prédios de grande importância arquitetônica e histórica integrarão o circuito do Festival, como o prédio do Instituto Histórico Geográfico e Histórico do Pará.

A segunda edição do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro, via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping Belém, via Lei Municipal Tó Teixeira. Parceria do Museu do Estado do Pará (MEP), Sistema Integrado de Museus (Sim) e Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult), Governo do Pará.


Roteiros Geo-Turísticos pra conhecer Belém

Em seus 400 anos, Belém enfrenta diversos desafios para descortinar sua história e valorizar sua identidade cultural e arquitetônica. A Universidade Federal do Pará (UFPA) convida a um mergulho na trajetória da cidade, percorrendo cartões-postais e espaços não-convencionais de turismo, mas que revelam capítulos emblemáticos da capital paraense. 

O roteiro do Grupo de Estudos de Geografia do Turismo (GGEOTUR), da UFPA, propõe um passeio pelos bairros antigos da cidade num estímulo ao resgate da memória social, histórica e geográfica dos bairros da Cidade Velha, Campina e Reduto. A programação é gratuita, aberta ao público e será realizada nesta quinta-feira (23), com saída do Forte do Presépio, às 16h. 

A visita será guiada pela pesquisadora Maria Goretti da Costa Tavares, coordenadora do GGEOTUR, e integra o Festival Amazônia Mapping 2016, que ocupa o centro histórico de Belém com arte, tecnologia e cultura urbana, propondo uma reconexão da população com a cidade.

“Os trabalhos de arte irão ocupar o espaço geográfico da Belém antiga. O passeio guiado se aproxima dessa história.

A ideia é não apenas ocupar o espaço com arte, mas tomar conhecimento e ter consciência de como a cidade se construiu nesse espaço, conhecer a sua trajetória e a sua realidade”, diz a artista visual Roberta Carvalho, idealizadora e curadora do festival, realizado pela 11:11 Arte, Cultura e Projetos.


A construção do roteiro busca contribuir para o planejamento de ações turísticas para a cidade de Belém e a revalorização histórica patrimonial, cultural, ambiental, material, imaterial e turística da cidade, que assiste a perda de muitos prédios seculares.

“O centro histórico apresenta ampla diversidade de vidas que o produzem, para além das poucas edificações reformadas. Estão presentes atividades comerciais (formais e informais), espaços em deterioração, lixo, festas, atividades portuárias, etc. Essa diversidade diz muito mais sobre o passado e o presente da cidade de Belém”, defende Goretti.

Programação FAM

Laboratórios
22 a 24 de junho | Museu do Estado do Pará
9h - 13h

LAB 2: VVVV – Programação Computacional para Artistas
Facilitador: Caio Fazolin
Vagas: 15
Inscrição aberta no site

23 A 25 DE junho | Museu do Estado do Pará
23 e 24/6, de 14h às 18h.
25/6 , de 9h as 13h.

LAB 3: AV - Mente de Principiante
Facilitador: Astronauta Mecanico
Vagas: 15
Inscrição aberta no site

23 de junho - Cidade Velha - Centro Histórico
Mini roteiro turístico pela Cidade Velha com a Profª Goretti Tavares
Saída: Forte do Castelo e Chegada Instituto Histórico e Geográfico do Pará

Apresentações artísticas

24 se junho | Mercado do Ver-o-Peso (próximo ao Solar da Beira)
11h30
Ação Urbana
Performance "Circular de Dibujos"
Artista: Javier del Olmo (ARG)

25 de junho | Museu do Estado do Pará
Horário 17h30
Conversa / Mesa: Arte e tecnologia reconfigurando a paisagem urbana
Participantes: artistas do Festival Amazônia Mapping 2016

25 de junho | Praça Dom Pedro II
Ocupação Centro Histórico
A partir das 19h

"Espectro"
Artista: Caio Fazolin (SP)
Video Mapping
(Em colaboraçao com Associação FotoAtiva)
Local: Fachada do MEP

"Sólidos Platônicos [Água] Capitulo 1: O rio."
Artista: Astronauta Mecanico (SP/MA)
Audio Visual ao Vivo

Circular de Dibujos
Artista: Javier Del Olmo (ARG)
Performance - Intervenção Audiovisual
Local: Fachada do MEP

Fachada do Instituto Histórico e Geográfico do Pará
Artista: Uaná System (PA)
Audiovisual Ao Vivo

Chegô!
Artista: Cia Mirai de Dança (PA)
Videomapping + Dança + Música

Performance musical e poética
Artista: Pelé do Manifesto + TQSS Crew (PA)
Videomapping + Dança + Música

Vida Estampada
Artista: Alexandre Sequeira (PA)
Instalação Audiovisual
Local: Fachada do Instituto Histórico e Geográfico do Pará

Serviço
Festival Amazônia Mapping - FAM 2016, até  25 de junho, no Centro Histórico de Belém. Programação completa e informações: amazoniamapping.com. O Roteiro Geo-Turístico por Belém, realizado pelo Grupo de Estudos de Geografia do Turismo (GGEOTUR) da UFPA, nesta quinta-feira, 23, às 16h, terá saída do Forte do Presépio. Participação gratuita e aberta a todos os públicos. A segunda edição do Festival Amazônia Mapping conta com o patrocínio da Oi Futuro, via Lei de Incentivo à Cultura SEMEAR, e do Boulevard Shopping Belém, via Lei Municipal Tó Teixeira.

17.6.16

O Selvagem da Ópera recebe homenagens da OSTP

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresenta “O selvagem da ópera: obras de Carlos Gomes para canto e orquestra”, para os 180 anos de seu nascimento. O concerto será regido pelo maestro convidado Silvio Viegas, com participação dos solistas Rosana Lamosa, Antônio Wilson Azevedo e do ator Thiago Losant.

Rubem Fonseca, em seu livro O Selvagem da Ópera, descreve a partida de Carlos Gomes de Campinas para o Rio de Janeiro de D. Pedro II, e depois para a Itália, onde encontraria a glória e o fracasso. Na capital brasileira e no país da ópera como se constroem e destroem reputações, mas também como um jovem “selvagem”, vindo dos trópicos, pode levar sua mistura de música erudita e brasilidade à altura dos maiores nomes da época. 

O compositor brasileiro, do século XIX, foi autor de óperas como “O Guarani” e “Fosca”. No programa do concerto, no dia 21, que também terá um ensaio aberto, às 11h, para um publico de 200 alunos de escolas de Belém, entre outras obras, o púbico vai ouvir trechos de óperas como Lo Schiavo e Il Guarany, e músicas como “Come serenamente” e “Sento uma forza indomita” .

"O Thiago Losant interpretará o próprio Carlos Gomes e dará uma costura cênica e teatral e este belo concerto”, antecipa Silvio Viegas, que é maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e professor de regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para Silvio Viegas este repertório vai exigir muito da Orquestra e mostrar o verdadeiro Carlos Gomes, “vamos tocar suas mais brilhantes aberturas e trechos de ópera, além de canções especialmente orquestradas. 

O público vai prestigiar sua veia dramática e operística. Reger Carlos Gomes é sempre um desafio, pois precisamos encontrar as cores corretas de cada drama, assim como acontece com Verdi, por exemplo. São compositores com muitas similaridades”, avalia.

O maestro titular da OSTP, Miguel Campos Neto, comenta a participação de Viegas à frente da Orquestra, “ele já é um conhecido do público paraense, e o nosso convite a ele se da dentro da política de nos relacionarmos com artistas de renome nacional e internacional, tanto pela qualidade da arte que eles exercem como pelo aumento da visibilidade nacional da própria OSTP”, afirma.

Serviço
Concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), em homenagem a Carlos Gomes. Maestro convidado: Silvio Viegas. Dia 21 de junho, às 20h. Local: Theatro da Paz. Endereço: Avenida da Paz, s/n – Campina. Informações: (91) 4009-8766/8754. Entrada franca, com distribuição de ingressos na bilheteria do teatro, a partir das 9h do dia do evento.  No dia 21, às 11h, haverá ensaio da OSTP para um público de cerca de 200 pessoas, exclusivo para alunos de 4 escolas de Belém, entre públicas e particulares.

16.6.16

Cuia inaugura com Félix Robatto e Los Picoteros

Cuia, um objeto tão comum aos paraenses e que ao mesmo tempo agrega de Norte ao Sul, do Tacacá ao Chimarrão e abrange o que há de melhor Brasil adentro. É assim, com a ideia de abrangência reunida que chega o projeto "Cuia" numa proposta de trabalhar o melhor da música e que já começa com um grande expoente desse som: Félix Robatto, que ao lado dos DJs Edvaldo Souza e Zek Nascimento - a dupla Los Picoteiros - fará o primeiro show do Cuia. A festa será no dia 18 de junho, a partir das 21h, no Bar Palafita.

Idealizado pelas irmãs Cacau e Marcê Novais, o Cuia nasceu com a necessidade de trabalhar diversas linguagens culturais e também aumentar a visibilidade para os artistas, abrangendo diversos estilos, do rock à guitarrada, do carimbó à música popular; assim como outras formas do fazer artístico, passando pelo artesanato e cinema.

A cantora e produtora Cacau Novais explica que o Cuia foi pensando a partir da ligação que tanto ela quanto a irmã, Marcê, possuem. "Ela vem do cinema e eu da música, nós pensamos então em unir nossas experiências e desenvolver um projeto com várias linguagens. Eu já tinha a ideia de começar com festas e que podem ser com artistas daqui, mas também com artistas de fora. Neste momento estamos iniciando, mas aos poucos vamos aumentar as possibilidades incluindo mostras de vídeo, feira de artesanato e outras parcerias que estamos buscando", informa.

Para o primeiro show e lançamento do projeto, Cacau e Marcê chamaram Félix Robatto e a dupla de DJs do Los Picoteiros, marcando o pulsante da música produzida no Pará e a relação com a música latina. "O Félix trabalha muito com a lambada e a guitarrada e os Los Picoteiros trazem a música caribenha. Então queremos que esse primeiro evento tenha essa característica bem festiva, bem pra cima", conta Cacau Novais.

A festa é pra todo mundo dançar

Guitarrista e percussionista, Félix Robatto fundou, em 2004, a banda La Pupuña que apresentou a “guitarrada progressiva” para o Brasil, Estados Unidos e Europa. Produziu o primeiro CD de Gaby Amarantos, “Treme”, indicado ao Grammy Latino 2012. 

A produção do novo CD da cantora Lia Sophia também é dele. É o autor do “The Charque Side of the Moon”, releitura com gêneros amazônicos do clássico “The Dark Side of the Moon” do grupo Pink Floyd. Em 2015, lançou seu primeiro disco solo “Equatorial, Quente e Úmido”. Está em fase de pré-produção do segundo disco “Belemgue Banguer”, que será lançado no segundo semestre de 2016 com turnê de lançamento que vai passar pelo Pará, Rio de Janeiro e São Paulo.

Já o duo Picotero surgiu para agitar as festas de música paraense em Belém, em julho de 2015, quando realizou as Quartas Picoteras durante as férias no Espaço Cultural Apoena. 

O intuito era criar opção de entretenimento para a cidade no meio da semana em um espaço onde o público possa dançar com músicas paraenses contemporâneas, que vão desde a guitarrada, o tecnobrega e o eletromelody de aparelhagem, até bregas e lambadas clássicas de décadas anteriores. 

No set dos djs também há ritmos de outros países da América Latina como Chile, Colômbia, Bolívia e Guiana. Atualmente, a dupla se dedica a uma pesquisa voltada para o brega paraense, os movimentos, a evolução no decorrer das décadas, a utilização de tecnoogias e as danças.

Cacau conta ainda que após esse primeiro momento, o Cuia vai trazer bandas de rock, como o Suzana Flag, já para o mês de agosto. Segundo ela, "a gente quer mostrar o máximo possível de vertentes. Vamos colocar todo mundo nessa Cuia".

Serviço
Lançamento do projeto Cuia com shows de Félix Robatto e Los Picoteros. Quando: 18 de junho de 2016 - sábado -a partir das 21h. Onde: Bar Palafita - Rua Siqueira Mendes. Quanto: R$20,00. Informações gerais: (91) 98151 5910 // 98313 0097.
Informações para imprensa: (91) 98425 6171 // 98190 8270

Estação Cultura reúne artistas em praça pública

Grupos de carimbó tradicional e urbano, de toadas, capoeira, samba, brega e muito mais da produção cultural paraense contemporânea estarão nos palcos do projeto Estação Cultura 2016, a partir deste sábado (18). Esta é a segunda edição do evento, que contempla três dias de apresentações em praças públicas e na Estação das Docas. O início da programação é sábado, a partir das 17 horas, na Praça Eduardo Angelim, no bairro da Sacramenta, em Belém.

“A programação é totalmente gratuita e vamos levar ao público uma diversidade cultural de qualidade e principalmente acessível. São mais de seis horas de muita música e dança para o intercâmbio cultural entre público e artistas”, destaca Marcelo Oliveira, coordenador do projeto e sócio-fundador da empresa Três Comunicação, que realiza o Estação Cultura.

Na programação cultural deste sábado (18), na Praça Eduardo Angelim, entre as apresentações estão: o grupo de capoeira Senzala, de toadas com as tribos Kawahiva e Awaeté, o ritmo do carimbó fica ao som dos Grupos Flor da Amazônia e Sancari, o samba vai invadir a noite com a Escola de Samba Piratas da Batucada, Blocos Chupicopico e Encantos do Pará, além da participação especial da cantora Mariza Black. Para encerrar a programação, a Banda Fruto Sensual promete não deixar ninguém parado ao som de muito brega.

Além da programação no bairro da Sacramenta, a Estação Cultura 2016 vai estar no dia 25 de junho (sábado) na Praça Dalcídio Jurandir, na Cremação. E, no domingo, 26 de junho no Anfiteatro da Estação das Docas. 

Ao todo, serão cerca de 30 apresentações culturais com mais de 16 horas de muita música, dança e efervescência cultural na cidade, reunindo cerca de 100 artistas.

O projeto Estação Cultura é uma realização da empresa Três Comunicação, com apoio parlamentar do Deputado Estadual Bordalo, e apoio da pastelaria Casa dos Natas, OS Pará 2000/Estação das Docas/Governo do Pará.

Serviço
Evento: Estação Cultura 2016
Dia: 18 de junho de 2016 (Sábado)
Horário: 17 horas até 23h
Local: Praça Eduardo Angelim, Rua Alferes Costa, Sacramenta
Sugestão de Entrevistados: Marcelo Oliveira (Coordenador do Projeto), Atrações culturais e o público geral.  
Assessoria de Comunicação: Isa Arnour – Jornalista - (91) 98152-2882

Programação – Estação Cultura
Local: Praça Eduardo Angelim, Rua Alferes Costa, bairro da Sacramenta, Belém.
Data: 18 de junho de 2016, sábado.
Hora: de 17h às 23h

 Atrações Detalhada:

17h – Abertura oficial da Estação Cultura
17h10 - Apresentação de Capoeira - Grupo Senzala
18h - Apresentação de Boi de Toada - Tribo Kawahiva
19h – Apresentação de Grupos de Carimbó - Grupo Flor da Amazônia e Grupo Sancari
19h40 – Apresentação de Boi de Toada - Tribo Awaeté
20h30 – Apresentação Musical - Escola de Samba Piratas da Batucada, Bloco Chupicopico e Bloco Encanto do Pará.  Participação especial de Mariza Black
21h– Apresentação Musical - Banda Fruto Sensual
23h – Encerramento

Gilberto Gawronski ministra oficina em Belém

Direcionada a atores, performers, escritores, músicos, professores e artesãos, a oficina com Gilberto Gawronski será realizada no dia 24 de junho. O ator e diretor gaúcho estará na capital paraense também para apresentar, nos dias 25 e 26, “Ato de Comunhão”, espetáculo, já apresentado também em Brasília (DF) e Manaus (AM), contemplado pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016.

Gilberto Gawronski, nascido em Porto Alegre e radicado no Rio de Janeiro, apresentou durante quinze anos a criação performática do conto “Dama da noite”, de Caio Fernando Abreu, em vários países e diferentes idiomas.

O diretor, cenógrafo e ator tem em seu currículo os prêmios Shell, Mambembe, Sharp, APCA, Qualidade Brasil e Açorianos. Já dirigiu dança contemporânea e ópera, além de textos teatrais. Ele recriou todo o universo pop através da encenação de “Pop by Gawronski”, em que conduziu uma trupe artística, usando figurino inspirado em Andy Warhol. Ironizou a si próprio no espetáculo “Quero ser Gilberto Gawronski”. 

Na oficina, ele aborda um processo de criação de personagem e/ou narrador a partir de pontos de vista múltiplos: a do cronista, a dos que “sofrem” o fato, a dos que “vivenciam” a história. Para narrar o conto, os participantes também trabalharão com objetos e elementos de significado poético que sofrem transformações lúdicas no seu uso cênico.

Partindo da crônica como gênero literário, a oficina disponibiliza aos atores, dinâmicas que estimulam seu processo de pesquisa e trabalho sobre a palavra oral, as práticas narrativas, o ofício do contador de histórias e seus desdobramentos na performance e na cena teatral contemporânea.

Com carga de três horas, a oficina apresenta a seguinte metodologia: Práticas Narrativas, Múltiplas Relações com as Narrativas, Recursos Disponíveis do Contador de Histórias, Qualidade do Comprometimento do Ator-Narrador, Ritmo e Musicalidade da Palavra, Intersecções entre Performance Oral e Cena, Intersecções entre oralidade e cultura escrita, paralelos com a escrita de Caio Fernando Abreu, Lautaro Vilo, Thorton Wilder.

Sobre o espetáculo Ato de Comunhão

“Ato de Comunhão - Login/Logout” estreou em 2011, no Rio de Janeiro, com direção do próprio Gilberto Gawronski, em parceria com Warley Goulart.

Escrita pelo argentino Lautaro Vilo, com tradução de Amir Harif, a livre adaptação traz a história real de Armin Meiwes, um serial killer que caçava vítimas na internet. Em 2001, na Alemanha, ele foi condenado à prisão perpétua após confessar e relatar seus crimes.

Abordando com elaborada delicadeza, algumas complexidades perturbadoras da vida contemporânea, a performance de Gilberto Gawronski impressiona pela frieza e meticulosidade com que leva ao palco o relato feito pelo protagonista.

No palco, um homem relembra três momentos de sua vida: o aniversário de oito anos, a morte da mãe e um jantar bastante peculiar com outro homem que conhecera pela internet. Em cena, tecnologia, conexão, solidão, instinto e civilização, que permeiam uma história verídica, que oscila entre o moderno e o arcaico.

As apresentações ganham espaço, em Belém, nos dias 25 e 26 de junho, às 20h, no Teatro Gasômetro. Os ingressos para as apresentações custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada para estudantes e artistas com carteira de identificação).

Serviço
Oficina com Gilberto Gawronski, no dia 24 de junho, das 14h às 17h, no Espaço Curro Velho. Inscrição gratuita. E -mail: produzindo2011@gmail.com (enviar currículo e carta de intenção). Apresentação do espetáculo Ato de Comunhão, nos dias 25 e 26, no Teatro Estação Gasômetro – Parque da Residência - Av. Gov. Magalhães Barata, 830.  Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Informações: 91 4009.8721 (bilheteria do Teatro) e 988842125 (produção local).

15.6.16

Vaquinha on line para realizar o 1º longa do curso

Os alunos de Cinema e Audiovisual da UFPA estão promovendo um crowdfunding  para realizar  “A Besta Pop”,  o 1º longa-metragem de ficção do curso que foi criado em 2011. No CATARSE, o projeto tem um orçamento de R$ R$ 10.000,00. 

A campanha deve terminar em duas semanas. Vinte e duas pessoas, até agora, fizeram doações que valem recompensas, de acordo com o valor que investiu. Acesse o site e veja como funciona.

É, de fato, um baixíssimo valor para um longa-metragem. Em muitos filmes, o montante pode corresponder ao valor de um cachê de ator, mas os alunos e produtores afirmam que conseguem. Ele até explicam de que forma em um vídeo, também veiculado no site do CATARSE. Outro bom motivo para o esforço é que, para alguns dos alunos que formam a equipe, o filme também servirá como projeto de conclusão de curso.

A Besta Pop terá 70 minutos, de uma trama que se desenvolve em Belém ou mais especificamente, em uma Amazônia neon realista. A produção para a elaboração do projeto inicial com um edital lançado para roteiros, direcionado às turmas do curso. Três foram escolhidos e acabaram se fundindo e formando a base do enredo do filme, que se passa em um futuro próximo, quando o ocidente será governado por um grande regime totalitarista. 

De acordo com o sinopse divulgada, muitos acreditam ser o cenário que antecede o apocalipse, então, nesse contexto, três histórias ocorrem e relacionam-se, acabando no melhor lugar para se estar no fim do mundo: a festa Besta Pop.

Após a arrecadação dos recursos o filme começará a ser rodado. De acordo com o plano de filmagem da turma, entre julho/agosto, na cidade de Belém. Para os alunos do curso de cinema, o audiovisual paraense carece de iniciativas pioneiras que se ajustem às características da região. 

“Acreditamos que é possível produzir, mesmo não tendo as melhores condições para isso”, diz Tamires Cecim, produtora executiva do longa-metragem. “O cinema se faz no coletivo e a nossa paixão é o que nos move a continuar encarando esse desafio”, completou um dos roteiristas do filme, Arthur Alves.

Para saber mais sobre o projeto, acesse a página do projeto no Facebook. E para ajudar na campanha de financiamento, basta clicar aqui. O site receberá doações até 30 de junho.Os interessados em participar do elenco devem encaminhar e-mail com portfólio ou currículo até o dia 15 de junho, para inovadortalvezfilmes@gmail.com.

Contato: inovadortalvezfilmes@gmail.com..
Doações: https://www.catarse.me/pt/a_besta_pop_4213

(Holofote Virtual, com informações de João Luciano e Emanuele Corrêa - assessoria do projeto)

Cinema “Shortcutz” ganha primeira edição no Rio

Depois de Lisboa, Berlim, Londres, Porto, Amsterdã e Barcelona, chegou a vez do Rio de Janeiro ter sua versão do Movimento Internacional de Cinema “Shortcutz”, que chega ao país propondo uma revolução urbana de ideias, com projetos e encontros, atrações paralelas de música e fotografia.  A abertura é neste sábado, 18 de junho, no espaço Olho da Rua.

Além de exibição de curtas-metragens, o evento se destaca por sua transversalidade e circulação pelo mundo. Partindo do cinema e acolhendo intervenções artísticas de todos os gêneros, irá levar para o público carioca uma dinâmica eclética e efervescente do que se produz atualmente.

A rede Shortcutz nasceu em Lisboa em 2010 pelas mãos do diretor criativo Rui de Brito e tem atualmente sessões acontecendo regularmente nas cidades mais cosmopolitas da Europa. No Brasil, ela chega pelas mãos do diretor português Miguel Pinheiro e do ator guineense Welket Bungué. O lançamento no Rio de Janeiro será no sábado, dia 18 de junho, às 18h, no Espaço Cultural Olho da Rua, em Botafogo. O evento será gratuito e aberto ao público.

O Shortcutz Rio não se presta apenas à imagem convencional de um festival, mostra ou cineclube. É também uma proposta alternativa na forma de assistir filmes e pretende se tornar um hábito constante na vida criativa, cultural e artística do Rio de Janeiro. Em cada sessão, estarão presentes convidados especiais e profissionais reconhecidos no meio cultural, de forma a estimular um bate-papo criativo.

O Shortcutz Rio de Janeiro

Na versão carioca, funcionará como uma mostra competitiva de curtas, que se realiza mensalmente, e que terá como destaque o Melhor Curta do Mês. 

O curta e a equipe vencedores de cada mês irão ter a exposição de sua marca em todos os parceiros de mídia nacionais do Shortcutz (televisão, rádio, imprensa e internet), estando também programada a sua possível circulação pelas cidades da Europa que já realizam o Shortcutz.

Na gala anual, serão premiados os filmes de cada mês nomeados para as diversas categorias (Diretor, Roteiro, Ator, Atriz, Fotografia, entre outros), bem como o grande vencedor do ano. O júri inclui grandes nomes das artes, como a atriz luso‐brasileira Joana Solnado, o músico Paulinho Moska, o francês Olivier Chantriaux  (curador  do  Festival  de  Cannes), o crítico de  cinema André  Miranda ou o fotógrafo  mineiro  Eustáquio  Neves.

Nesta primeira edição, serão exibidos dois curtas‐metragens, em competição: "Pele de Pássaro", de Clara  Peltier (premiada  no Festival DocumentaMadrid! e no Festival do Rio em 2015); e "Command Action" (seleção oficial no Festival de Cannes  2015), do diretor João Paulo Miranda (premiado  com Menção Honrosa do Público em Cannes 2016 por “A  Moça  Que  Dançou  Com  O  Diabo”). 

A apresentação da sessão e a mediação do bate‐papo serão realizadas pelo ator e mestre de cerimônias Hector Gomes, que irá ainda leiloar uma série de imagens de "alter Rio", um projeto de Miguel Pinheiro selecionado pela Secretária de Cultura do Rio de Janeiro, que retrata o lado‐B da cidade.

A primeira edição do evento encerrará com as vibes sonoras da DJ Homa, pseudónimo de Vivian Caccuri. 

A artista plástica é também conhecida por seus trabalhos sonoros e lançou recentemente o seu primeiro projeto musical: o EP KingSize, uma composição de mistura  eletrônica, sons rítmicos e muitos ruídos com uma atmosfera dançante, que traz traços do kuduro, dub  e dubstep.

Em vésperas de Olímpíadas, o Shortcutz Rio de Janeiro surge como um tônico no panorama artístico internacional da metrópole maravilhosa. Sensações e novidade são garantidas! Venha olhar cinema, fotografia e escutar novas sonoridades. Apareça e faça acontecer porque nos dias de hoje, estar presente é a mais contemporânea das artes!

Programação

Sábado dia 18 de Junho, das 18h às 21h.
18:00 – Curta 'Pele de Pássaro', de Clara Peltier
18:30 – Curta 'Command Action', de João Paulo Miranda
19:00 – Apresentação de 'alter Rio' (com leilão de fotografias), de Miguel Pinheiro
19:30 – HOMA aka Vivian Caccuri apresenta 'KingSize' (DJ Live Set)

Sinopses:

PELE DE PÁSSARO, de Clara Peltier
'A rotina de uma passista de carnaval, entre o glamour da profissão e a simplicidade da vida real, revela a mulher que existe por trás da fantasia.' O filme estreou IDFA – International Documentary Film Festival Amsterdam, foi premiado no Festival DocumentaMadrid! e no Festival do Rio 2015.

COMMAND ACTION, de João Paulo Miranda
'Um menino está comprando legumes para sua família numa feira livre, mas de repente algo muda em seu caminho.' O filme foi exibido em seleção oficial na Semaine De La Critique Cannes 2015, o diretor João Paulo Miranda foi este ano laureado com a Menção Honrosa do Público no Festival de Cannes 2016 por 'A Moça Que Dançou Com O Diabo', seu mais recente filme.

ALTER RIO, Miguel Pinheiro
"alter Rio" é um projeto que registra novos lugares, novos cartões postais, novas formas dos cariocas se relacionarem entre si e com a cidade. Do latim, [alter] significa outro, e é um convite para fazer uma viagem através da diversidade e pluralidade da cidade, quase sempre invisível mas nem por isso menos maravilhosa. "alter Rio" é um espelho  e seus vários reflexos. É a geoficção de um Rio que se esconde. É a última fronteira do Rio com ele próprio. Site: www.10pt.org/alterRio

HOMA aka Vivian Caccuri
O EP 'KingSize' é o primeiro projeto musical de artista plástico Vivian Caccuri aka HOMA. 'KingSize' é uma mistura eletrônica de sons rítmicos e muitos ruídos com uma atmosfera dançante, que traz traços do kuduro, dub edubstep. A música de HOMA cria espaços e aparições dentro deles, sonoridades urbanas que não se fixam em uma cidade em específico.

Ficha Técnica
Curadoria e Direção: Miguel Pinheiro e Welket Bungué
Arte e Design: José Manso
Produção gráfica: Guilherme Lopes Moura
Comunicação: Mariana Bezerra
Marketing: Daniela Barbosa
Mestre de Cerimônias: Hector Gomes
Idealização: Rui de Brito/ Shortcutz Network
Produção: Cia. 10pt [despe-te]
Parcerias: Olho da Rua
Fanpage: facebook.com/shortcutz.rj
#shortcutzrj

Serviço
Lançamento Shortcutz Rio de Janeiro. No Espaço Cultural Olho da Rua. Rua Bambina, 6 / Botafogo, Rio de Janeiro. Informações: (21) 3178-6601. Dia 18 de junho (Sábado). Horário: das 18h às 21h. Evento gratuito.