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18.10.24

Tecno Barca Bailique abre no Banco da Amazônia

Série Auto Retrato
De Elias dos Anjos
Foto: Ierê Papá
O Espaço Cultural Banco da Amazônia recebe em Belém,  a exposição Tecno Barca Bailique, que abre na terça, 22, com vernissage às 18h30, trazendo um panorama artístico que conecta memória, meio ambiente e tecnologia. Inspirado nas vivências das comunidades ribeirinhas do arquipélago do Bailique, no litoral do Amapá, além de obras em formatos diversos, o projeto também oferece oficina, visitas guiadas e mostra de filmes.

O projeto Tecno Barca Bailique foi contemplado pelo Edital de Pautas do Espaço Cultural Banco da Amazônia 2024. A mostra é composta opor  23 obras, entre fotografias, vídeos de arte e uma instalação sonora, que retratam uma década (2012-2022) de trocas socioculturais entre artistas brasileiros e estrangeiros e as populações locais daquela região. 

Para o Banco da Amazônia, "apoiar iniciativas como a da exposição representa o compromisso que a nossa instituição tem em fomentar a cultura e a arte da região. Além disso, reforçamos nosso papel de agente transformador social, colaborando para um desenvolvimento cultural e econômico da Amazônia", diz Luiz Lessa, presidente da instituição.

Dividida em três "ilhas" temáticas – Ilha das Imagens, Ilha Audiovisual e Ilha das Narrativas –, a exposição convida o público a imergir em diferentes perspectivas do Bailique, abordando desde memórias afetivas e sociais até questões socioambientais urgentes, como o impacto das terras caídas. Na ilha das imagens as fotografias exploram as memórias sociais, ambientais e emocionais do Bailique, capturando interações com humanos e não humanos. 

Já na ilha audiovisual, há vídeos que abordam as urgências socioambientais relatadas pelos moradores da região, como o fenômeno das terras caídas, além de experimentações sensoriais entre o Bailique e a cidade de Barcelona, na Espanha. E por fim, na ilha das narrativas, onde redes e rádios convidam a minutos de descanso, enquanto se ouve histórias e memórias regionais narradas pelos moradores do lugar.

Foto: Thales Lima
"As obras presentes na exposição trazem um Bailique e suas populações pelo olhar de artistas que viveram intensamente a realidade sócio ambiental e culturas desse recanto amazônico amapaense nos ultimos 10 anos. A exposição é uma oportunidade de fazer ecoar as vozes, imagens e urgências humanas da região frente aos desafios ambientais e climáticos que se agravam ano após ano", diz Wellington Dias, que coordena o projeto.

O arquipélago reúne comunidades que dependem da pesca, do extrativismo do açaí e da agricultura de subsistência e enfrentam desafios como a erosão costeira, conhecida como "terras caídas", que afeta suas moradias e áreas produtivas, além da infraestrutura precária, com acesso limitado a serviços de saúde e educação. Apesar das dificuldades, projetos de desenvolvimento sustentável e iniciativas culturais, como essa, vêm promovendo a valorização das tradições locais e soluções para melhorar as condições de vida na região.Amapá.

Mais ações

Oferendar-me (Releitura) - Obra de Napoleão
Guedes e Anderson Barroso - Foto: Dayane
Oliveira
Além da exposição, o projeto contará com uma programação complementar ao longo de novembro, que inclui visitas guiadas, a Mostra Cine Catraia – com filmes sobre a Amazônia seguidos de debates –, e um laboratório performativo que explora a relação entre corpo e espaço. As atividades trazem discussões sobre sustentabilidade, preservação ambiental e os desafios enfrentados pelas populações ribeirinhas da região.

Em outubro ainda haverá um laboratório performativo, com o ator e diretor Wellington Dias. Já em novembro, as visitas guiadas ocorrem de 6 a 28, com monitores que conduzirão os visitantes por um passeio de duas horas pela exposição, apresentando as obras e promovendo diálogos sobre as temáticas socioambientais e artísticas do Bailique.

De 14 a 21 de novembro é a vez da Mostra Cine Catraia, que exibirá filmes produzidos na Amazônia, seguidos de debates sobre questões como sustentabilidade, racismo e violência. A curadoria é de Rayane Penha, e os filmes selecionados incluem: Açaí (AP), Cabana (PA), E nós tínhamos água à vontade (AP), Encantes (AP) e Uma escola no Marajó (PA).

PROGRAMAÇÃO

Exposição Tecno Barca Bailique

De 22 de outubro a 20 de dezembro

Espaço Cultural Banco da Amazônia

Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

Av. Presidente Vargas, 800

Lab. Performativo Errâncias do Corpo/Espaço

Dia: 23 de outubro

Horário: 14h às 17h

Descrição: Um laboratório criativo com foco nas artes performativas, facilitado pelo ator e diretor Wellington Dias, para explorar o corpo e o espaço em diálogos sensoriais.

Visitas Guiadas

Dias: 06 e 28 de novembro

Horário: 14h30 às 16h30

Espaço Cultural Banco da Amazônia 

Av. Presidente Vargas, 800

Mostra Cine Catraia

Dias: 14 e 21 de novembro

Horário: 14h30 às 16h30

Local: Cine Dira Paes / Palacete Pinho

Rua São Boaventura – Cidade Velha

Filmes: Açaí (AP), Cabana (PA), E nós tínhamos água à vontade (AP), Encantes (AP) e Uma escola no Marajó (PA).

Serviço

Período da Exposição: 22 de outubro a 20 de dezembro de 2024

Horário: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h

Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia, Av. Presidente Vargas, 800, Belém-PA

Redes Sociais: Instagram (@tecnobarcabailique | @giramundoap) | Facebook (Tecno Barca)

Realização: Associação Gira Mundo (AP)

Este projeto é patrocinado pelo Banco da Amazônia, por meio do Edital de Pautas do Espaço Cultural Banco da Amazônia 2024.


27.8.24

Mostra Paisagens Mineradas no Dia da Amazônia

Carajás
O Dia da Amazônia, 5 de setembro, marca a abertura, em Belém, da exposição “Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo-Território”, que ocupará o espaço da Associação FotoAtiva até 5 de outubro. Programação e visitação gratuitas.

O projeto reúne onze artistas mulheres cujas obras se conectam nas reflexões sobre memória, corpo e paisagem em um contexto exploratório. Na agenda de abertura, nos dias 5, 6 e 7 de setembro, haverá exibição de filmes e debates relacionados ao tema.

Pinturas, gravuras, videoartes, instalações, fotografias e performances artísticas fazem a tessitura dessas paisagens, onde cabem denúncias, imagens impactantes, dores e também delicadezas. Sob o olhar dessas mulheres, “Paisagens Mineradas” pensa sobre a onipresença da mineração na vida contemporânea, mas também sobre a paisagem adoecida pela lógica da mercantilização da Terra e da vida. 

“Acho que as pessoas não estão conscientes do quão grande são esses movimentos de mineração, de como eles são destruidores. Eles destroem a vida, para produzir coisas mortas”, avalia a artista e educadora paulista Beá Meira, uma das participantes da mostra com uma série de gravuras que registram plantas de seis grandes minas em operação na região amazônica.

Ao mesmo tempo, a exposição aborda como as mulheres permanecem sofrendo mais nessa sociedade exploratória. “A gente consegue fazer um paralelo muito claro entre o corpo da montanha, o corpo do território, que é explorado pela mineração, e também o corpo da mulher. Ambos sofrendo por uma lógica de objetificação, de mercantilização da vida. E nesse sentido, para a gente pensar em futuros possíveis, para a gente cocriar outras narrativas”, explica Isadora Canela, uma das artistas e também curadora da mostra.

Além de Isadora e Beá, também integram a mostra, as artistas Julia Pontés, Shirley Krenak, Luana Vitra, Isis Medeiros, Mari de Sá, Lis Haddad, Silvia Noronha e, do Pará, as artistas Murapijawa Assurini, do Coletivo Kujỹ Ete Marytykwa'awa, e Keyla Sobral. 

Cristina Serra participa de Debate ambiental

Obra de Julia Pontés 
A mostra chega à capital paraense, quando a cidade está prestes a receber pessoas de todo o mundo para refletir sobre meio ambiente, durante a COP 30, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em novembro de 2025.  

Temas como "Greenwashing" - expressão usada para designar a “maquiagem verde” feita por empresas e marcas para dar à opinião pública uma falsa ideia de que há sustentabilidade em seus negócios – e mudanças e impactos nos territórios causados por grandes projetos de exploração minerária estão na pauta da programação de abertura do evento, que terá convidados como a jornalista Cristina Serra e também as artistas Beá Meira, Isis Medeiros, Lis Haddad e Mari de Sá.

A exposição é uma realização do Instituto Camila e Luiz Taliberti, ONG voltada para ações educativas e culturais sobre sustentabilidade ambiental, criada para homenagear os irmãos Camila e Luiz, vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 2019. 

“É importante fazer as pessoas perceberem o mundo em que nós estamos vivendo, como a mineração age junto às comunidades. Isso precisa ser dito, as pessoas precisam ter essa consciência. É preciso falar. O Instituto foi criado para ser voz, nossa e de quem mais precisar falar”, diz a presidente do Instituto, Helena Taliberti, que é mãe de Camila e Luiz.

Em Belém, o evento tem a parceria da Associação FotoAtiva, Kujỹ Ete Marytykwa'awa – Coletivo de Mulheres da Família Marytykwa'awa, Instituto Janeraka, Constelar Ancestral – Rede Cocriativa entre Povos da Floresta, Herbário da UFPA, e apoios da Apiência Ambiental, Instituto Cordilheira, Observatório da Mineração e Conectas Direitos Humanos. 

VISITE

Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo-Território

Abertura: 5 de setembro de 2024, às 18h.

Visitação: Até 5 de outubro de 2024, de terça a sexta-feira, das 14h às 17h, e sábado, de 9h às 13h.

Onde: Associação FotoAtiva (Praça das Mercês, 19, Bairro da Campina – Belém/PA)

Programação de Abertura

Quinta-feira, 5 de setembro:

- 18h: Presença das artistas Beá Meira, Isis Medeiros, Lis Haddad e Mari de Sá para visitação.

- 18h30: Performance "Evocação ao Rio" com Lis Haddad.

- 20h: Roda de saberes e práticas - Itakui Re'e Urujumugyta.

Sexta-feira, 6 de setembro:

- 18h: Presença das artistas para visitação.

- 18h30: Performance "Evocação ao Rio" com Lis Haddad.

- 19h15: Exibição do curta-metragem "Solastalgia" de Lucas Bambozzi.

- 19h30: Roda de conversa "A propaganda na era do Greenwashing" com Carla Romano, Isis Medeiros e Renée Chalu. Mediação de Marina Kilikian.

Sábado, 7 de setembro:

- 11h: Aula aberta - "Ure Petywu Ape I'lka'a - Vozes e perspectivas da floresta".

- 14h: Roda de conversa "Arte e luto: somos sementes" com Time'i Awaete, Mari de Sá, e Beá Meira. Mediação de Lis Haddad.

- 16h: Exibição do filme "Na fronteira do fim do mundo - mineração no sudeste do Pará".

- 17h: Roda de conversa "Local e global: os impactos da mineração no Pará" com Ismael Machado, Mário Santos, e Rosane Steinbrenner. Mediação de Cristina Serra.

Ingressos: Gratuitos

10.8.24

Cordel do Amor Sem Fim em cartaz no Gasômetro

Foto: Ricardo Romero
É a pedida certa para quem gosta de teatro e cultura popular. “O Cordel do Amor sem Fim ou A Flor do Chico", espetáculo da companhia Os Geraldos (Campinas/SP) está em cartaz, neste sábado, 10, às 20h, e no domingo, 11, às 19h, no Teatro Gasômetro. Indicado para toda família, com classificação de 14 anos. Ingressos gratuitos, com retirada 1h antes das apresentações, na bilheteria do teatro, no Parque da Residência. 

O musical brasileiro escrito por Cláudia Barral, dramaturga de Salvador (BA) , traz uma história emocionante com direção de Gabriel Villela, um dos diretores mais premiados do país e que também assina os figurinos e cenários. Mineiro, nascido em 1958, o diretor também assina o figurino e a cenografia do espetáculo, ressaltando a teatralidade barroca e características estéticas do imaginário, que o destacam desde a década de 1990 no cenário das artes cênicas no Brasil.

Além da visualidade, a trilha sonora do espetáculo também é impactante, tocada e cantada ao vivo por 12 pessoas em cena. Canções de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, entre outras ajudam a contar, numa narrativa popular, a história de três irmãs que vivem em Carinhanha, no sertão baiano, enfrentando os desafios do amor e do tempo à beira do Rio São Francisco. Um belo dia, a mais nova vai ao cais buscar farinha para o seu noivado e conhece um homem que muda a vida de todas elas.

Foto: Ricardo Romero
“A história se passa numa cidade à beira do rio e que tem tudo a ver com esse clima de Belém e é um espetáculo profundamente brasileiro e musical. Somos mais de 10 pessoas no elenco cantando, tocando. Convidamos a todos e todas para vierem se emocionar com este espetáculo. Estamos muito felizes em chegar a Belém”, conta Paula Guerreiro, atriz do espetáculo que interpreta a irmã mais nova.

Há 16 anos na estrada, o grupo Os Geraldos segue tendo como inspiração a cultura popular brasileira. Já se apresentou em mais de 100 municípios de três países e dez estados brasileiros. A peça em circulação já foi vista por mais de 10 mil pessoas em diversos festivais e cidades do Brasil. 

Em turnê norte e nordeste, além das apresentações, o grupo realiza oficinas numa residência artística que traz como foco a gestão cultural e o teatro musical brasileiro. Em Belém a s atividades foram realizadas na Escola de Teatro e Dança da UFPA. Depois da capital paraense, o projeto segue para São Luís, Recife e Salvador, em turnê que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Espetáculo: "Cordel do Amor sem Fim - ou A Flor do Chico"

Data: 10/08 às 20h, e 11/08, às 19h

Local: Teatro Gasômetro (Av. Gov. Magalhães Barata, 830 - São Brás, Belém - PA)

Ingressos gratuitos retirados na bilheteria do teatro - No sábado, a partir das 19h, e no domingo, a partir das 18h.

Classificação: 14 anos

1.8.24

Circular celebra patrimônio cultural neste domingo

As Petruccelli, gestoras da Tapi-Óka
Foto: Cláudio Ferreira/CIrcular
A 52ª edição do Circular Campina Cidade Velha promete novas emoções ao velho e ao antigo público. Neste domingo, dia 4 de agosto, das 8h às 20h.

Há sempre gente nova que chega junto, de dois em dois meses, assim como tem quem não perca uma só edição. É que cada uma delas se faz especial, na medida em que vivemos o circuito, feito de educação patrimonial e cultural, no coração histórico da cidade há 10 anos! 

A primeira edição oficial do projeto foi em junho de 2014, mas a ideia nasceu, antes, num experimento em dezembro de 2013, uma longa história, mas que já contei algumas vezes por aqui. O fato é que desde então, o Circular tem sido um ponto de encontro entre as pessoas e com a riqueza cultural e histórica dos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto.

Nesta edição, cerca de 30 espaços culturais, entre galerias, museus, restaurantes, bares, ateliers, espaços colaborativos e institucionais, estarão de portas abertas. A expectativa é que cerca de 5 a 6 mil pessoas circulem pelos três bairros históricos neste domingo, mantendo a média dos últimos 10 anos. 

Balata, espaço no bairro da Campina
Foto: Cláudio Ferreira/Circular
A programação é vasta. Inclui exposições de arte, apresentações musicais, oficinas, e atividades para todas as idades. Além de promover a cultura e o entretenimento, o circuito também reúne o melhor da gastronomia local e a economia criativa.

A partir das 8h30 já encontras o que fazer. Alguns lugares chegam até a oferecer aulas de Yoga. O Roteiro Geoturístico e o Circuitinho, por exemplo, se concentram neste horário em seus locais de partida (falo mais a seguir). 

E para quem não estiver a fim de caminhar, minha dica é tomar um café da manhã na Tapy-óka, tapiocaria que nasceu no pátio de uma casa secular de uma família italiana. Nas iguarias a mistura paraense e italiana é presente. Há misturas de queijo com pupunha e fica uma delícia. Anotem o endereço: Frei Gil, 223, ao lado da Casa Igá, restaurante que também abrirá as portas a partir das 11h. 

Cinema, crianças e música

As crianças contam com boas opções. O Cine Sesc do Centro Cultural Sesc Ver-o-Peso vai exibir, em duas sessões, às 10h e 11h, a série de animação “Os Dinâmicos” sobre qual falei no post anterior. 

Inspirada nas músicas cantadas de Vieira e Seu Conjunto, é uma homenagem ao saudoso Mestre Vieira, músico de Barcarena reconhecido como criador da Guitarrada, gênero musical Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Pará. Ao todo, serão exibidos 6 episódios, cada um com cinco minutos cada: Esse Bode dá Bode, Lambada da baleia,  A Magia da Voz, Monstrinho de Estimação, Lambada do Fantasma e a Dor de Barriga da Cobra Grande. 

E temos ainda a 9ª edição do Circuitinho, projeto de educação patrimonial para crianças, que convida para celebrar o patrimônio e a memória Mairi, conhecendo o entorno do berço da cidade no Forte do Castelo. A concentração será às 8h30 em frente ao forte. Pelo passeio há músicas, brincadeiras e intérpretes de LIBRAS para crianças e adultos. 

E tem mais cinema paraense na circulação. Neste domingo, recebemos o Olympia na Rua, programação que se insere ao circuito, por meio do Instituto Pedra e Prefeitura de Belém, que estão na gestão compartilhada das obras de requalificação do Cinema Olympia. 

No telão, montado sob uma estrutura de cobertura com 100 cadeiras, serão exibidos cinco curta metragens da produção audiovisual paraense:  Videoclipe - No meio do Pitiú - Dona Onete; Matinta - Ficção dirigida por Fernando Segtowick; Meu Tempo Menino”- Ficção dirigida por Emanoel Loureiro; “A Última Maria” – Documentário dirigido por Edivaldo Moura.

Shows Musicais

Para quem gosta de música a edição está mais do que convidativa. É obrigatória se tu curtes música paraense. Vai ter show com Mariza Black, às 11h30, no Calçadão da Presidente Vargas, em frente ao Banco da Amazônia. A cantora é uma das maiores expressões do samba paraense. 

Já de tarde, às 17h, na Casa Apoena, tem show de Guitarrada com a banda histórica  Os Dinâmicos. Formada por Mestre Vieira nos anos 1970, a banda retomou as atividades e lançou o primeiro disco em 2015. Agora se prepara para gravar o segundo álbum, por meio do projeto Baile da Guitarrada - LAB Música, selecionado pelo edital Rouanet Norte. Neste domingo, em especial, eles apresentam o novo guitarrista, Wesley Souza, que assume a guitarra solo. 

E tem mais música e patrimônio na edição. A partir das 18h, o show é na Praça do Carmo, com o Baile do Mestre Cupijó. A banda lançou o primeiro álbum de estúdio, este ano, reunindo 15 faixas com novas versões das músicas clássicas de Mestre Cupijó, saudoso músico de Cametá, que trouxe inovação e genialidade ao Siriá e Banguê. É para se preparar, porque ninguém vai ficar parado! 

Museus e roteiro

Estarão abertos à visitação, gratuitamente, o MEP – Museu do Estado, o MAS – Museu de Arte Sacra, o Forte do Castelo, Museu das Gemas, Museu do Círio, Casa das Onze Janelas, o Mabe - Museu de Arte de Belém e o Museu Casa Francisco Bolonha, entre os espaços institucionais que aderem o circuito.

Nesta edição, estreia o Palacete Pinho, espaço que hoje abriga a Escola de Artes de Belém – NACE/SEMEC. A programação será das 9h às 12h, com contação de história, música e cinema, dando oportunidade também aos adultos de circular pelo casarão que foi recentemente restaurado.

E está de volta, nesta edição, o Roteiro Geoturístico, com o roteiro Pela Estrada de São José. O projeto, do Programa de Pós Graduação em Geografia do PPGEO da UFPA, possui diversas opções de passeios pelo centro histórico e sempre marca presença nas edições do Circular. A concentração é às 8h30, do Pólo Joalheiro (em frente a Praça Amazonas). 

Programação completa

https://projetocircular.org/edicoes/edicao-52/

O projeto é uma realização da Associação Circular, com patrocínio do Banco da Amazônia e Governo Federal, com apoio do Fórum Landi-UFPA. 

28.6.24

Circulando Cinema se despede na Praça do Carmo

Sessão realizada no Boulevard da Gastronomia
Fotos: Cláudio Ferreira
Neste sábado, dia 29 de junho, o Circulando Cinema, da Associação Circular,  encerra ao ar livre na Praça do Carmo, a partir das 18h, com bate papo, exibição de cinco curtas-metragens inéditos e duas reexibições de curtas paraenses, além de pipoca, mingau e outras surpresas.

Esta última sessão cumpre as metas estabelecidas no projeto selecionado pelo edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo, Secult-PA, e marca um momento de celebração do acesso ampliado ao cinema, proporcionado por políticas públicas. As sessões anteriores, realizadas nos dias 15 e 22 de junho, na Praça da Bandeira e no Boulevard da Gastronomia, respectivamente, atraíram em média 100 pessoas, número mínimo aguardado para o dia 29. 

"O Circulando foi um formato novo, com receptividade ótima. Abraçar obras audiovisuais que também tratam da relação com a cidade, a memória e patrimônio material e imaterial foi muito interessante. Finalizar na praça do Carmo, espaço que a Associação Circular conhece tão bem, é celebrar com a comunidade da Cidade Velha, que sempre esteve pertinho e segue sonhando junto.", diz Adelaide Oliveira, Presidente da Associação Circular e coordenadora do projeto.

Entre os desafios da produção na rua, o calor e o sol quente, além do tempo instável, com ameaça de chuvas, foram alguns dos maiores fatores. Foi necessário muito planejamento e ajustes no decorrer da produção. Outra questão foi a relação com a população que já ocupam estes espaços, do jeito deles. 

MPE recebe produtos de higiene pessoal - Kits
para mulheres em situação de rua.
"Houve estranheza por parte das pessoas que já ocupam a rua. Quando chegamos para montar as estruturas de telão, tendas projetor, fomos pegos de surpresa porque a praça estava completamente ocupada por carros. E aí tivemos que acionar a Semob para fazer a retirada dos carros. É claro que os flanelinhas não gostaram. É necessário que se conquiste a confiança de quem já está há mais tempo no território", diz Luci Azevedo, coordenadora do produção do projeto.

As sessões incluem distribuição gratuita de pipoca e mingau, além da venda de comidas típicas paraenses preparadas pelo chef Rubão, da Cidade Velha. O trabalho desenvolvido pelo Movimento Mulheres Por Elas também é destacado, com voluntárias recebendo materiais de higiene pessoal para serem distribuídos a mulheres em situação de rua em Belém.

Bate papo - Os eventos, ao ar livre incluem debates com os realizadores e o que encerra a temporada neste sábado, 29, traz Cláudia Melo, que irá conversar com o público sobre "A importância do audiovisual para o patrimônio e na formação das memórias e identidades humanas". Pesquisadora e professora-adjunta do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará (PPGArtes/UFPA), Cláudia atua nas áreas da Arte, Comunicação e Patrimônio, com ênfase em teoria e estética do Cinema e do Audiovisual, Culturas e Memórias, Gênero e Sexualidade. 

7 curtas que prometem emocionar na noite de despedida

Cada narrativa, única em seu contexto e abordagem, convida o espectador a mergulhar em um mosaico de emoções e a refletir sobre as relações humanas. 15 curtas dentre os quais o cinema paraense se destacou nas linguagens da animação e documentário, refletindo a riqueza cultural local. Nesta sessão de despedida, além dos curtas inéditos também serão reexibidos os documentários "Cabana", de Adriana de Farias, e "Benzedeira", de San Marcelo, ambos realizados no Pará. 

A sessão abre com uma animação cativante,  "Aurora - A Rua Que Queria Ser Rio" (SP, 10 min, 2021), dirigida por Radhi Meron. Em um dia de chuva, Aurora reflete sobre sua existência e se questiona sobre seu futuro, em
um filme que mescla lirismo e uma crítica sutil às transformações urbanas.

Já O Barco e o Rio  (Brasil-AM, 17 min, 2020), de Bernardo Ale Abinader, uma live action, conhecemos a vida de Vera, uma mulher religiosa que cuida de uma embarcação no porto de Manaus. A narrativa explora com sensibilidade as divergências familiares e a luta pela manutenção das tradições em um cenário de mudança constante.

Em Big Bang (Brasil-MG/França, 14 min, 2022), de Carlos Segundo, também live action, traz a história de Chico, um homem com nanismo que enfrenta a exclusão social e o abandono familiar. O filme é uma poderosa metáfora sobre resistência e vingança, revelando como a força interior pode superar as adversidades mais severas.

Hospital de Brinquedos (CE, 13 min, 2022), dirigido por Georgina de Castro, é um documentário tocante sobre  Bia, que, após a avó Dona Maria sofrer um AVC, precisa lidar com a ausência da figura materna. Em meio às bonecas que compartilham sua solidão, Bia descobre uma nova forma de viver, em um relato íntimo e comovente.

Fechando os curtas inéditos desta edição, será exibido Bença (PR, 15 min, 2023), de Mano Cappu, drama ficção que captura a tensão emocional de Antônio, que, durante uma visita à prisão, vê seu mundo desabar ao encontrar seu filho Rodrigo saindo de uma cela. O filme aborda de maneira profunda e empática os laços familiares e a redenção, destacando a sacralidade das visitas na prisão.

Encerrando a noite, serão exibidos mais dois curtas paraenses que estiveram na sessão anterior. "Benzedeira" (PA, 15min, 2021), de Sann Marcelo e Pedro Olaia, nos apresenta a fascinante figura de Maria do Bairro, uma benzedeira e conhecedora de ervas que escolheu o silêncio como forma de dividir sua sabedoria. E por fim, "Cabana" PA, 14min, (2023), de Adriana de Faria, que nos leva ao coração da Floresta Amazônica. Live action, o filme apresenta a história tensa e intrigante de uma mulher que recebe a visita inesperada de um guerrilheiro da Revolução Cabana.

Serviço

Circulando Cinema na Praça do Carmo - R. Siqueira Mendes s/n. Neste sábado, 29 de junho, Dia de São Pedro, a partir das 18h. Gratuito. Projeto selecionado pelo edital de Cinema de rua da Lei Paulo Gustavo.

27.6.24

Show celebra obra musical de Paulo e Ruy Barata

Uma retrospectiva do trabalho da dupla será mostrada no espetáculo “Paulo Para Sempre Ruy”, com artistas de várias gerações acompanhados por uma grande orquestra que inclui naipes de cordas, de sopros e percussivo, numa produção cuidadosa e grandiosa. O espetáculo é no Theatro da Paz, com apresentações nos dias 27, 28 e 29, sempre às 20h. 

Ruy Barata e Paulo André, compositores que fizeram história na música do Pará, conquistaram o Brasil - especialmente na voz de Fafá de Belém, a partir dos anos 70 - e se eternizaram na memória afetiva do público. Eles são, respectivamente, pai e filho. Ruy faleceu em 1990 - há 34 anos -, deixando uma importante obra poética e musical. Paulo morreu em 25 de setembro do ano passado, dia do seu aniversário, deixando um legado de melodias populares e sofisticadas. 

As criações de Paulo André e Ruy Barata serão interpretadas por grandes nomes da música paraense, que irão se revezar no palco, como Jane Duboc, Andréa Pinheiro, Vital Lima, Marhco Monteiro, Eloy Iglesias, Trio Warilou (Joba, Suelene e Nicinha), Olivar Barreto, Pedrinho Callado, Juliana Sinimbú e Pinduca. A direção musical é dos músicos e arranjadores Jacinto Kahwage, Luiz Pardal e Ziza Padilha, com direção geral do jornalista e produtor musical Tito Barata – filho de Ruy e irmão de Paulo André.

Após o espetáculo comemorativo do Centenário de Ruy Barata, realizado em 2022, que foi sucesso de público e de crítica, as canções imbuídas da essência cultural e paisagística amazônica, assinadas pela dupla, voltarão aos palcos em um show revisto e ampliado, numa homenagem memorável.

Repertório surpreendente e emocionante

Em “Paulo Para Sempre Ruy”, a plateia será transportada ao contexto de criação de cada canção apresentada, com narrativas breves em interação com o telão cenográfico que vai complementar a vivência, proporcionando ao público uma compreensão profunda do precioso repertório de Paulo André e Ruy Barata.

O tributo vai trazer sucessos consagrados, como “Pauapixuna”, “Foi Assim”, “Indauê Tupã” e “Este Rio é Minha Rua”, mas também vai surpreender com joias raras, como “Cuba Libre”, parceria de Paulo André e Ruy com Alfredo Oliveira, uma faixa de suingue e latinidade que confirma a versatilidade e genialidade dos artistas.

“Esse show terá a história musical com início, meio e fim, mostrando o resumo da trajetória da dupla. Tivemos um processo de criação apurado, com pesquisa sobre a história por trás de cada canção. E aí reunimos intérpretes e arranjadores que têm a ver com o trabalho de Paulo André e Ruy e vamos mostrar tudo isso com arranjos vibrantes, em uma versão pensada especialmente para o Theatro da Paz, esse templo reverenciado pela classe artística nacional e internacional”, conta Tito Barata.

A realização é da Universidade Federal do Pará (UFPA), Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP). Com apoio do Governo do Pará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Fundação Cultural do Pará (FCP)

Mestres da música 

O poeta Ruy Guilherme Paranatinga Barata, autor de “Nativo de Câncer” e “Anjo dos Abismos e Outras Linhas”, também foi político, advogado e professor. Em 1964 passou a compor junto com o filho Paulo André Barata. O rico processo de produção das músicas poéticas de melodia envolvente teve início em 1964, quando Paulo André estava com 18 anos, e se encerrou com o falecimento do pai, em 23 de abril de 1990. 

Os clássicos de Paulo André e Ruy Barata atravessaram o tempo e transcenderam gerações. Eles continuaram sendo reproduzidos e gravados por vários artistas ao longo da história, conquistando corações Brasil afora.

Mesmo após o falecimento do pai, Paulo André, que também cantava, continuou compondo com outros parceiros. “O Paulo André continuou produzindo, mas com menos intensidade, e escolheu o Paulo César Pinheiro (viúvo de Clara Nunes) como seu novo parceiro. Eles fizeram um trabalho magistral. Paulo André também fez algumas coisas com João de Jesus Paes Loureiro e Alfredo Oliveira”, recorda Tito. 

Paulo André faleceu em 25 de setembro de 2023, aos 77 anos. “O Paulo até um mês antes de morrer, ainda treinava ao violão, diariamente. Ele tinha um piano e um violão à disposição, estava compondo. Tem coisas inéditas dele, que vamos mostrar mais adiante. 

“Paulo Para Sempre Ruy” será a primeira homenagem à memória desses grandes mestres da música paraense após a partida de Paulo André. Será mais do que um simples show, mas uma celebração ao poder transformador da música na preservação e divulgação das riquezas amazônicas. 

Serviço

Espetáculo “Paulo Para Sempre Ruy”

DIAS: 27, 28 e 29 de junho de 2024

Hora: 20H00

Local: Theatro da Paz

Ingressos à venda no site ticketfacil.com.br e na bilheteria do teatro

(com informações da assessoria de imprensa)

26.6.24

Pedro Meyer convida à imersão na performance

O artista carioca Pedro Meyer revisita Belém e fica até o mês de julho desenvolvendo pesquisa artística que atravessa a pintura e a performance, contando com a participação de vários artistas locais. Ele participa de mais um FotoAtiva em residência, programa que se volta a pesquisas autônomas, e vem, desde 2015, acolhendo artistas brasileiros e estrangeiros, interessados em mergulhos e vivências locais, a fim de contribuir com seu trabalho autoral.

A prática do artista se desenvolve principalmente em pintura e desenho, e as imagens transitam entre a figura e a abstração, tendo como suporte o papel e a tela. As pinturas são construídas a partir de elementos constitutivos específicos e também de referências externas, como as pessoas, as próprias performances, objetos e imagens fotográficas.

“Imagens em performance” é um projeto artístico que se manifesta de maneira individual e coletivamente: artistas são convidados a apresentarem seus trabalhos em performance. Outros são convidados a desenhar. O resultado desse encontro fica disponível ao público.

Na tradição artística as performances são documentadas através de fotografias, que atestam uma verdade mecânica sobre os fatos. Meyer sugere uma experiência mais íntima, falha e lenta, por meio do desenho. No projeto “Imagens em performance” são criadas séries de imagens que elegem como assunto específico o circuito de performance, formando uma memória coletiva dessas ações.

Durante o período de trabalho e mergulho na pesquisa em Belém, ele circulou por vários espaços, reviu lugares e pessoas, e convidou os performers Heldilene Reale, Nando Lima, Ronney Alano, Danilo Bracchi, Matheus Rossi Aguiar e Marise Maués a performarem diante de outros tantos artistas chamados para fazer o registro das ações, cujo resultado poderá ser visto no próximo sábado (29), a partir de 9h, na Associação FotoAtiva, em formato de instalação, com a presença do artista residente que receberá o público até às 16h, compartilhando processos e resultados com quem atender este chamado.

Performance Heldilene Reake
Foto_ Irene Almeida
Para ele Belém é fonte de surgimento de muitas expressões artísticas, um campo sensível, relacional e experimental: “um local de encontro entre povos, temporalidades e tradições distintas”, afirma. E completa: “um lugar cuja potência me chama para ficar, para morar”, ele diz, sinalizando o firme desejo de voltar.

Ele fará uma imersão na Feira do Açaí na próxima semana, na madrugada de segunda (1º) para terça-feira (2) até o nascer do sol, e convida artistas que queiram registrar esta ação. “Receber o Pedro Meyer foi muito intenso, e principalmente porque as articulações feitas por ele para o desenvolvimento da pesquisa dialogou diretamente com a dinâmica da FotoAtiva, que é consolidar uma teia de relações e convivências”, afirma Camila Fialho, coordenadora da residência.

Sobre o artista

Traço de Nando Lima/ Por Pedro Meyer
Artista plástico e professor. Iniciou a carreira artística em 2005 com a exposição individual “Pedro Meyer: pinturas e desenhos”, na Galeria de Arte LGC, no Rio de Janeiro. É mestre e doutor em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 2004, concluiu a graduação em design na Escola Superior de Desenho Industrial. 

Estudou também na Escola de Artes Visuais do Parque Lage entre 1996 e 2010. Meyer trabalha como professor de arte contemporânea e pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ desde 2014. Trabalhou ainda como professor de arte no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo e como professor de Modelo Vivo na Escola de Artes Visuais do Parque Laje.

Ele participou do Salão Arte Pará em 2005 quando se deu o primeiro contato com a cidade. O trabalho apresentado no salão daquele ano foi muito emblemático na carreira do artista: abriu as portas para uma mostra no Paço Imperial (RJ) em 2007, e o levou para uma exposição na Alemanha em 2009.

Programação

Instalação Imagens em performance

De Pedro Meyer

Dia 29 de junho de 2024

Portas abertas a partir de 9h.

Bate papo com o artista às 10h 

Associação FotoAtiva

(Praça das Mercês, 19, Campina)

Imersão na Feira do Açaí

Madrugada de 2 de julho (de meia noite ao nascer do sol)

(Complexo do Ver-o-Peso)

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(Holofote Virtual com informações da Assessoria de Imprensa)

17.4.24

Projeto Ver o Som Instrumental traz o Açaí Jazz

Demos início há uma semana ao "Ver o Som Instrumental", que estreou com o Quarteto Ricardo Smith e agora segue sua programação com o grupo Açaí Jazz, atração desta quarta-feira, 17 de abril, às 20h. Com idealização do músico e produtor Carlos canhão Brito, numa realização do Holofote Virtual, o projeto e segue até dia 8 de maio. 

A proposta é fazer uma itinerância por diversos espaços e casas de Belém.  A temporada abre numa parceria com o Café com Arte. Os ingressos são a preços populares, a programação inicia e termina cedo. Ótimo pra quem no meio da semana não está a fim de se estender na noite. A proposta é oferecer momentos de deleites musicais, aliados a boas conversas. A cada mês, novas atrações serão apresentadas ao público. 

O Açaí Jazz, que faz a primeira dobradinha desta temporada, é formado por Yuri Braga (Contrabaixo), Wesley Souza (Guitarra), Hader Soares (bateria) e Nael Carvalho (Trompete). O grupo vai explorar desde os ritmos regionais do Pará, traduzidos para a linguagem jazzística, até os sons americanos. A apresentação contará com a participação de Kleber Benigno, professor de Percussão Popular da Escola de Música da UFPA (EMUFPA), e percussionista do Trio Manari!

Nesta formação, temos jovens músicos, todos alunos da Escola de Música da UFPA. Embora ainda sejam estudantes, além do trabalho em grupo, também vêm se apresentando em outros espaços e acompanhando outros artistas. É o caso de Yuri Braga que acompanha a cantora Carol ferreira e também é música da Big Band da EMUFPA. 

Na próxima semana de volta Ricardo Smith Quarteto

No dia 24 de abril, volta à cena Ricardo Smith Quarteto, formado pelo violonista e compositor que dá nome ao grupo, Caco Darwich (contrabaixo acústico e elétrico), Carlos "Canhão" Brito (bateria e produção) e Cinara Pojuci (percussão).  

O grupo aproveita as apresentações para fazer o esquenta do novo trabalho que está em fase de gravação, o álbum "Verão", cujo projeto de realização foi contemplado pelo Edital de Música da Lei Paulo Gustavo/ Secult-Pa. O lançamento ainda não tem data prevista, então a ideia é que vocês aproveitem para conhecer o repertório que diga-se de passagem, é excelente. Depois falaremos mais sobre isso.

No dia 1º de maio, feriado, não haverá show, mas no dia 8 de maio, o Açaí Jazz encerrará a primeira temporada. A segunda, que seguirá no Café com Arte, já tem atrações articuladas, mas não daremos spoiler. 

Os ingressos são vendidos de forma antecipada, pelo SYMPLA, ou via PIX/CNPJ 45.476.902/0001-37 (Holofote Virtual/Luciana Medeiros) ou na portaria. A diferença são os valores. Antecipados fica por R$ 20,00 (via pix), R$ 22,50 (com a taxa do Sympla, parcelado em até 4 vezes) e R$ 25,00, na portaria, na hora.

Serviço

Ver o Som Instrumental. Toda Quarta, no Café com Arte. Hoje, 17/04, com o Açaí Jazz, a partir das 20h. O Café com Arte fica na Travessa Rui Barbosa, 1427, Entre Brás de Aguiar e Av. Nazaré. Mais informações:  91 98134.7719 / E-mail: holofotevirtual@gmail.com /  IG @holofote_virtual 

16.11.23

Mostra Koringa com mais 02 espetáculos em cena

Premiada pelo edital de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do Estado, a Mostra de Teatro Koringa vai até dia 2/12, com apresentações a cada semana. Nesta sexta (17) e no sábado (18) traz duas atrações.

Depois da estreia na semana passada, como uma leitura dramática, a obra “A Farsa do Advogado Pathelin” está de volta à 1ª Mostra Koringa, desta vez em formato de espetáculo. A comédia (50 min - Classificação: 12 anos) será apresentada na sexta-feira, 17 de novembro, às 20h.

A programação da mostra     traz, ainda, no sábado, 18, o espetáculo "Estrada Noturna", também às 20h. Ambas as apresentações ocorrem na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, em Icoaraci, com entrada gratuita e com interpretação em LIBRAS.

Projeto selecionado pelo edital 12/2022 - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do  Estado, a Mostra de Teatro Koringa vai até dia 2 de dezembro, com duas apresentações por semana.

Ao todo a programação oferece 01 contação de história, 04 espetáculos e 03 leituras dramáticas. O objetivo do projeto, além de oferecer entretenimento à população, é reativar o movimento teatral de Icoaraci e chamar atenção para a necessidade de espaços apropriados no distrito para as artes cênicas.

“Embora tenhamos uma grande tradição e do fato de que aqui nasceram grupos de teatro importantes como, por exemplo, o Gruta de Teatro, fundado pelo saudoso ator e diretor Henrique da Paz, Icoaraci não possui um teatro equipado", diz Patricia.

 Ela também comenta que sobre as difuculdades a distancia para ir assistir um espetáculo em Belém, muitas vezes desistilmula o publico.  

"Por causa dos horários e da própria distância, que acaba interferindo neste processo, mas não desistimos e encontramos na Biblioteca Avertano Rocha, atualmente um centro cultural da Vila Sorriso, um espaço para a realização da mostra”, diz Patricia Rodriguez, coordenadora da Mostra e também da Escola de Artes Koringa, em parceria com Felipe Guedelha e Sofia Alvarez.

A primeira comédia da literatura francesa

Nesta sexta-feira, 17, o público terá a oportunidade de ver a encenação de um espetáculo construído a partir da disciplina Práticas Corporais da Oficina de Teatro da Escola de Artes Koringa, sendo uma culminância do processo de aprendizagem de alunos de Iniciação Teatral, que a Escola de Artes Koringa promove, desde  2021, com oficinas de teatro coordenadas por Patricia Rodriguez, atriz e professora de teatro licenciada pela UFPA. O grupo foi formado neste semestre e reúne os alunos Bruno Pantoja (26), Eliete Farias (51), Sofia Figueira (16) e o ator convidado Baety Magalhães (52).

La farce de maître Pathelin (A Farsa do Advogado Pathelin) é uma peça de teatro francesa, composta no fim  da Idade Média, por volta de 1460 (foi encontrada em 1469). A primeira edição impressa data de 1474. Não se tem conhecimento do autor, mas se constitui em uma das mais importantes obras do teatro medieval. É considerada a primeira comédia da literatura francesa. 

Critica e satiriza os costumes das duas mais fortes classes sociais da França do século XV, os comerciantes e os homens de leis. Os personagens são todos canalhas e Pathelin, o protagonista, mente descaradamente. A história fez com que Pathelin se tornasse um adjetivo pejorativo referente a alguém  hipócrita.

Estrada Noturna mostra o lado obscuro do ser

Estrada Noturna é um espetáculo de suspense (70 min. / classificação: 16 anos), da Presságio Produções. Escrito e dirigido por Elcio Lima, a peça é uma antologia que versa sobre temas que envolvem o lado mais obscuro do ser humano que, posto diante de situações limite, deve escolher o caminho a tomar.

Constituído por três peças curtas, o trabalho fez parte da seleção oficial na IV Mostra Cênica Teatro Cláudio Barradas, em 2022, e nasce inspirado em séries antológicas como Twilight Zone e American Horror Story, bem como clássicos do terror oitentista e do suspense a la Hitchcock, muito embora a questão aqui seja mais realista e calcada na reflexão filosófica de Thomas Hobbes cuja expressão "o homem é lobo do homem" se torna disparador para o surgimento do espetáculo.

Todos temos desejos instintivos, perigosos, mesquinhos e violentos que só são refreados (ou não) por conta das consequências impostas pelo Estado. Mas o que você faria na pele desses personagens, tão vítimas e algozes a ponto de borrar as barreiras da razão e do juízo de valores?

Estrada Noturna conta com duas dramaturgias adaptadas que são "Ovelha Branca", uma transposição a partir do conto homônimo de Luísa Geisler; "Ratos", uma livre adaptação de uma das histórias do longa argentino Relatos Selvagens, de Damián Szifron; e a dramaturgia original escrita por Elcio Lima, "Traída".

Grupo Presságio - O grupo Presságio surgiu em 2019, com a intenção de discutir por meio do teatro e do audiovisual, temas sociais com uma pegada mais sombria, levando o público ao confronto consigo mesmo por meio de tramas tensas e, por vezes, um tanto pessimistas, mas nunca impossíveis de acontecer com qualquer pessoa.

O elenco é enxuto, composto por Joey Barros, Graça Pires, Patricia Rodriguez, Cibele Campos, Rapha Rodrigues, Fabrício Lobo e Elcio Lima (foto). Alguns interpretam mais de uma personagem e desenvolvem multifunções no processo. O grupo conta ainda com a colaboração de Thyago Ramos, Josué Pantoja, Gutto Ferreira, Claudia Maués e Lilly Silva, contudo, a intenção é expandir e cada vez mais aprofundar em estudo e formação nas mais diversas áreas das artes cênicas.

1ª Mostra de Teatro Koringa - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura Realização: Fundação Cultural do Pará Idealização e Produção: Escola de Artes Koringa. Apoio: Prefeitura de Belém – Fumbel - Agência Distrital de Icoaraci - Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha; Presságio Produções; Holofote Virtual; ETDUFPA; Panificadora Fé em Deus; Escola Teodora Bentes; CAPROCÊ; Duarte Centro de Danças; Baety Magalhães; Escola Passo a Passo e Raimundo Lima.

FICHA TÉCNICA

ESPETÁCULO: A Farsa do Advogado Pathelin

Direção: Patricia Rodriguez

Assistência de Produção: Rita Lima

Figurino: Elcio Lima

Cenografia e objetos de cena: concepção coletiva

Concepção de iluminação: Patricia Rodriguez e Sofia Alvarez

Música original: Raimundo Lima

Concepção de Sonoplastia: Felipe Guedelha

Intérpretes de LIBRAS: Elizama Kate e Sara Carriço

Produção: Escola de Artes Koringa

Elenco por ordem de entrada em cena:

Pathelin: Bruno Pantoja 

Guilhermina: Baety Magalhães 

Guilherme: Sofia Figueira

Teobaldo: Eliete Farias

Juiz: Baety Magalhães

FICHA TÉCNICA:

ESPETÁCULO: Estrada Noturna 

Dramaturgia e Direção: Elcio Lima 

Produção: Presságio Produções

Desenho de luz: Elcio Lima e Gutto Ferreira 

Cenários: Elcio Lima e Josué Pantoja

Figurinos: Elcio Lima

Sonoplastia: Felipe Guedelha

Intérprete de LIBRAS: Elizama Kate e Sara Carriço

Parceria e apoio: Escola de Artes Koringa

Elenco: Cibele Campos, Elcio Lima, Graça Pires, Joey Barros, Patricia Rodriguez E Rapha Rodrigues

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA

Sexta-feira, 17/11 

ESPETÁCULO “A Farsa do Advogado Pathelin” (alunos Escola Koringa) 

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha - Faixa etária - 12 anos

Sábado, 18/11 

ESPETÁCULO “Estrada Noturna” (Grupo Presságio Produções) 

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha. 

Faixa etária: 16 anos

PRÓXIMAS ATRAÇÕES

Sexta-feira, 24/11 

LEITURA DRAMÁTICA

Lapsus - (CIA2) Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha Faixa etária: 16 anos

Terça-feira, 28/11 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Ser Diferente é o que nos Une (Raimundo Lima) Hora: 10h

Local: Escola Passo a Passo

Livre - Infantil

Quinta-feira, 30/11

LEITURA DRAMÁTICA

Médico à Força (Má Companhia de Teatro).

Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

 Faixa etária: 12 anos

Sexta-feira, 01/12

ESPETÁCULO

Enfim Sós (Koringa/Presságio Produções) .

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha 

Faixa etária: 12 anos

Sábado, 02/12

ESPETÁCULO INFANTIL

Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher (Marvin Muniz e Wagner Abapuru) 

Hora: 18h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Livre – Infantil.

Serviço

“A Farsa do Advogado Pathelin” - Nesta sexta, 17,  às 20h.  “Estrada Noturna”, no sábado, 18, às 20h. Local: Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha. Entrada gratuita Informações: Escola de Artes Koringa - 91 98467-3229/ 91 98558-2773/ 91 99922-0848 . Para acompanhar o projeto e ficar sempre ligado nas agendas de apresentação, siga o perfil no Instagram @koringa_escoladeartes. 

26.7.23

Belém já recebeu os recursos da Lei Paulo Gustavo

Hoje (26) é o último dia para assinatura do termo de adesão à Paulo Gustavo, a fim de que sejam feitos os depósitos dos recursos aos municípios e estados e Belém pode comemorar, pois a prefeitura, por meio da FUMBEL,  garantiu nesta segunda-feira, 24, o aporte no valor total de R$ 11.968.532,06. 

Aprovação do plano de ação na plataforma do Ministério da Cultura, assinatura do termo de abertura das contas no Banco do Brasil e agora, o aporte dos recursos e os trâmites para o lançamento dos editais. 

“Os cofres da Prefeitura de Belém receberam quase 12 milhões de reais, que serão totalmente aplicados nas diversas manifestações da arte e da cultura. A gastronomia, o cinema, as artes plásticas, a música, a dança, todas as linguagens poderão ter seus projetos apresentados”, comemorou o prefeito Edmilson Rodrigues.

O próximo passo agora é fazer a adequação orçamentária, para que os editais possam ser lançados e esse recurso se reverta ao fomento da cultura do município de Belém, atendendo os fazedores de cultura e à população em geral. Para isso, o prefeito enviará ao legislativo o Projeto de Lei para que a Câmara Municipal de Belém autorize a abertura de crédito especial na LOA (Lei Orçamentária Anual).

“Depois disso poderemos, sem muita burocracia, financiar o desenvolvimento de projetos para apoiar artistas de Belém e o desenvolvimento da Economia Criativa que é muito potente se tem apoio do poder público”, complementou o prefeito.

Audiovisual tem três linhas para utilização dos recursos

De acordo com o que prevê a LPG, dos quase 12 milhões, serão utilizados R$ 8.518.997,02, em apoio ao setor audiovisual e os demais R$ 3.449.535,04, para outras linguagens artísticas. os recursos para o audiovisual serão aplicados por meio de três incisos.

- Inciso I (Produção): R$ 6.339.103,94, em apoio a produções audiovisuais, de forma exclusiva ou em complemento a outras formas de financiamento, inclusive aquelas com origem em recursos públicos ou financiamento estrangeiro.

- Inciso II (salas de cinema): R$ 1.448.972,23, em apoio a reformas, restauros, manutenção e funcionamento de salas de cinema, incluída a adequação a protocolos sanitários relativos à pandemia da covid-19, sejam elas   públicas ou privadas, bem como de cinemas de rua e de cinemas itinerantes.

- Inciso III (capacitação): R$ 727.477,38, para projeto de formação e qualificação no audiovisual, apoio a cineclubes e à realização de festivais e mostras de produções audiovisuais, preferencialmente por meio digital, bem como realização de rodadas de negócios para o setor audiovisual e para a memória, a preservação e a digitalização de obras e acervos audiovisuais, ou ainda apoio a observatórios, a publicações especializadas e a pesquisas sobre audiovisual e ao desenvolvimento de cidades de locação.

A Lei Complementar nº 195, de 08 de julho de 2022, foi criada para incentivar a cultura e garantir ações emergenciais, em especial as demandadas pelas consequências do período da pandemia de Covid-19 no Brasil, que impactou de forma trágica o setor cultural nos últimos anos. 

3,86 bilhões investidos no setor cultural em todo o país

O nome da lei é uma homenagem ao ator falecido em decorrência da Covid-19, e direciona R$ 3,86 bilhões do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura a estados, municípios e ao Distrito Federal para fomento de atividades e produtos culturais. Desse total, R$ 2,8 bilhões devem ser destinados ao setor do audiovisual e R$ 1 bilhão para as demais atividades. 

Podem concorrer à verba da Lei Paulo Gustavo pessoas físicas; empresas; pessoas jurídicas sem fins lucrativos, como associações, fundações e organizações da sociedade civil. Os editais de Belém ainda não têm uma data de lançamento, assim como os editais do estado, cuja previsão para agosto, até o momento, não foi anunciada pela Secult-Pa. 

No caso do Estado, as submissão de propostas poderão ser feitas pelo Mapa da Cultura que também atendeu as demandas da lei Aldir Blanc em 2020 e 2021. No município, está em andamento, pela Cinbesa, uma plataforma que também vai facilitar e sistematizar as submissões de propostas aos editais da LPG. 

De todos os municípios e estados brasileiros, apenas 3,8% não efetivou sua participação até dia 11 de julho. E hoje, espera-se que todos os que enviaram plano de ação, assinem também o termo para receber os recursos.