13.8.15

Jaloo apresenta o álbum “#1” na capital carioca

Parece que ninguém mais segura esse Dj, que despertou o interesse dos curadores de um dos festivais que apresenta ao público o novo cenário musical do país. Jaloo estará festival Levada, nos dias 14 e 15 de agosto, no Oi Futuro de Ipanema. É só um pré-lançamento, o espaço não é tão grande, tem capacidade para 94 pessoas, mas ao que tudo indica, o show de Jaloo promete levar os interessadas em novidades e fazer um barulho bom no Rio de Janeiro.

Desde 2012, o Levada teve o cuidado de fazer um panorama do que rola de mais interessante no novo cenário musical brasileiro. Jogar luz nos novos e formar público são os principais objetivos do projeto. Nesta quarta edição, a ideia é continuar desbravando as cinco regiões do país.

“Ao todo 14 artistas, de qualidade indiscutível, de acordo com os curadores, são convidados para lançar seus discos diante de uma plateia ávida por novidades”, diz Jorge Lz. “Jaloo tem todos os ingredientes para se tornar uma referência pop da música eletrônica amazônica. Afastando-se dos estereótipos criados a partir da disseminação do tecnobrega, ele começa a traçar um novo horizonte para seu trabalho”, comenta. 

A trajetória de Jaloo, DJ paraense (Castanhal-PA), vem num crescente, já é considerado um destaque no meio eletrônico nacional. Foi elogiado pela canadense Grimes, fenômeno da música indie-eletrônica, que postou em seu Tumblr oficial uma versão da faixa “Chuva”. E ao fazer um cover divertido e tropical de uma música da DJ gringa, “Oblivion”, virou sucesso na internet. O cover ficou conhecido como “Couve” e acabou dando nome a um EP, lançado em 2013.

Jaloo vem chamando atenção. Já levou seu trabalho a diversas capitais brasileiras. Esteve no Quebra-mar, em Macapá, e ao ano passado, ele foi atração no Festival Se Rasgum, sendo convidado pela curadoria. Em São Paulo, se apresentou no Sesc Santo Amaro, em um show especial em parceria com o cantor Junio Barreto e no CCSP, dentro na programação "Sala Deep beep", onde fez o show de abertura para trio eletrônico Mixhell, de Iggor Cavalera.

Em 2012, ele integrou o projeto Invasão Paraense, no CCBB de Brasília, em 2012. Tocou no mesmo dia do eletromelody, da Gang do Eletro, e do brega cult de Felipe Cordeiro. Naquela época, fazia sucesso com os remixes de Amy Winehouse, Beyoncé e Lucas Santanna. 

Em seguida foi destaque no Festival Movimento Hotspot, que revela novos talentos em diversas áreas da criação. Realizado em Belém, em 2013, o festival o convidou para participar de uma mesa sobre arte, música e tecnologia, ao lado de Nando Lima, ator e diretor do Estúdio Reator; Wald Squash, da Gang do Eletro e Vlad Cunha, diretor do documentário Brega S/A.

No mesmo ano, no Festival de Video Mapping, Jaloo trocou ideias com o artista visual Kauê Lima, além de Lucas Gouvea e Maécio Monteiro, da Improvideo, que fizeram projeções em parceria com o saxofonista Stefano, do Zebrabeat.

“Quero atingir tanto o ouvinte típico do tecnobrega quanto outros públicos”, diz o cantor . O álbum se chama “#1” sai pelo selo StereoMono powered by Skolmusic. Nos shows do Oi Futuro Ipanema, entre as músicas que Jaloo vai tocar estão “Insight” e “Odoiá” (in you eyes).”Vai ser muito importante fazer meu pré-lançamento num teatro tão legal, com essa vibe maravilhosa que só o Rio de Janeiro tem”, aposta.

11.8.15

Um Alguém Apaixonado em cartaz no Cine Estação

Na primeira incursão na realização cinematográfica em terras nipônicas, Abbas Kiarostami desenvolve um delicado trabalho de fotografia e uma banda sonora exemplar em “Um Alguém Apaixonado”, que estreia nesta quarta-feira, 12 de agosto, no Cine Estação das Docas, às 18h e 20h30. A história acompanha Akiko (Rin Takanashi), uma acompanhante e estudante de Sociologia; jovem solitária, nem sempre hábil na arte da comunicação, insegura nos seus gestos, convicções e desejos, que mais parece um corpo estranho na cidade de Tóquio.

Akiko é obrigada pelo seu chefe a encontrar-se com um amigo deste, Takashi (Tadashi Okuno), um antigo professor universitário, de idade avançada, com quem esta estabelece uma estranha relação, sobretudo quando o namorado a encontra no carro do Sr. Takashi; algo que é temporariamente resolvido quando este diz que é avô da estudante. A jovem mente para o namorado e expõe de forma clara a incompatibilidade entre a prática de prostituição e a manutenção de uma relação amorosa.

A entrada em cena do namorado (Noriaki) adiciona um elemento inesperado e complexo, que promete libertar um vulcão de emoções.  Há mais dúvidas nesses relacionamentos do que respostas: Por que o professor a chamou? Por que passa a atuar como se fosse seu avô? No jogo das aparências, Akiko pode ser tanto uma cópia fiel de um rosto em um quadro desenhado décadas antes de ter nascido, assim como se parecer com a esposa de um velho senhor ou uma garota em um flyer de disk-sexo.

Takashi é idoso, viúvo, com uma casa cheia de livros e obras de arte, bem como molduras que guardam fotos com recordações do passado. Akiko surge como um bálsamo inesperado para a sua solidão e falta de afetos, neste jogo de personagens solitários e pouco dados a atitudes expansivas, cuja peculiar amizade tem ainda de lidar com o namorado ciumento e explosivo da garota, fato que provoca sensação de perigo e imprevisibilidade à narrativa.

Tóquio -  Entre viagens de carro, identidades trocadas, silêncios cortantes e diálogos que escondem emoções contidas, "Um Alguém Apaixonado" apresenta a cidade de Tóquio como cenário contemporâneo das novas tecnologias, que estão mais para separar do que aproximar os personagens (já que permitem evitar o diálogo direto). 

Tal como em "Ten" (2002), Kiarostami volta a utilizar o carro como cenário ideal para explorar as emoções dos protagonistas em longos planos que focam lojas cobertas de neons em espaços iluminados artificialmente; uma luz tão artificial como a alegria da jovem estudante que adere ao jogo com uma figura masculina meio paternal, que promete ampará-la de forma inesperada e estranhamente delicada.  Aliás, o carro é o cenário em movimento em filmes recentes como “Holly Motors”, de Leos Carax (inédito nos cinemas de Belém), e Cosmópolis, de David Cronemberg.

Numa visão paralela ao filme de Sophia Coppola, “Lost in Translation”, este trabalho de Kiarostami resulta numa obra sublime ao projetar na tela a capital japonesa por meio de tomadas melancólicas e figuras solitárias. Uma certa alienação proporcionada pela perplexidade entre o velho e o novo, a tradição e a inovação, nesta obra fílmica marcada por mentiras, drama, romance e tensão.

Selecionado para o Festival de Cannes e a 36ª Mostra Internacional de São Paulo, “Um Alguém Apaixonado” é um passo adiante na viagem poética da filmografia de Abbas Kiarostami, com trilha de John Coltrane (“Slowtrane”) e Ella Fitzgerald (“Like Someone in Love”, nome da canção de James Van Heusen e o título original do filme).

Kiarostami, cujos filmes iniciais tinham uma pegada neorrealista, agora cria uma espécie de realidade suspensa na cidade de Tóquio. Se em “Cópia Fiel” (2010), estrelado por Juliette Binoche e rodado na Itália, havia uma quebra clara no realismo (quando os dois personagens principais passavam a agir como um casal), em “Um Alguém Apaixonado” essa passagem se dá de maneira muito mais fluída.

Hoje, ser cineasta no Irã é uma tarefa cada vez mais complicada, porém, Kiarostami continua filmando pelo mundo, buscando experimentação de linguagem (realidade & ficção), explorando como poucos o uso do plano- sequência e a profundidade de campo nestes tempos digitais, ao mesmo tempo em que se mostra interessado em conhecer novas culturas.

UM  ALGUÉM  APAIXONADO
Direção: Abbas KIAROSTAMI. 120 min.14 anos.

12/08 - Quarta-feira, às 18h e 20h30
13/08 - Quinta-feira, às 18h e 20h30
16/08 – Domingo, às 10h, 18h e 20h30
19/08 - Quarta-feira, às 18h e 20h30
20/08 - Quinta-feira, às 18h e 20h30
23/08 – Domingo, às 10h, 18h e 20h30

Ingressos: R$ 10,00 (com meia-entrada para estudantes)
Realização: OS Pará 2000, Secretaria de Estado de Cultura – Secult e Governo do Estado.

8.8.15

Teatro da cena paraibana lota plateias na abertura

Festival ganha público paraense
Fotos: Diana Figueroa
Com presença de um público interessado, participativo e ávido em trocar com outras culturas, o Festival do Teatro Brasileiro desabrochou ontem no Pará trazendo espetáculo de grupos paraibanos e promessas de bons frutos. A abertura contou com apresentações em Belém e Marabá. 

A estreia na capital paraense teve, além de toda a equipe de produção local, e coordenação do festival, a presença do Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Lau Siqueira, com quem o blog bateu um papo e adianta aqui um pouquinho do muito que se falou sobre esta iniciativa, políticas culturais e o desejo de viver em um país em que a gente se (re)conheça mais.

Em Belém, o anfiteatro do Núcleo de Oficinas Curro Velho, recebeu cerca de 200 pessoas, à beira do rio Guamá, para ver “Flor de Macambira”, que ainda estará em cartaz em Marabá, neste domingo (09), e voltará a Belém para o último dia do Festival do Teatro Brasileiro (15.08), no Forte do Presépio (19h). 

No Teatro Margarida Shcivasappa, “Como Nasce um Cabra da Peste” foi visto e aplaudido por mais de 460 pessoas. Quem ficou de fora terá nova oportunidade de ver o espetáculo hoje (08), em Belém às 20h. 

Em Marabá, o Centro Cultural Cine Marrocos superou a lotação (200 lugares) e conseguiu abrigar mais 56 pessoas. Outras tantas tiveram que voltar pra casa sem poder assistir, mas Esparrela entra em cartaz aqui em Belém hoje (08, às 21h) e amanhã (09, às 20h), no Teatro Waldemar Henrique.


Público na cena, ao final de "Flor de Macambira"
Noite mágica. Este foi o comentário das pessoas ai saírem da apresentação de “Flor de Macambira”, feita ao ar livre, uma encenação ameaçada pela previsão para a tarde de sexta, mas cujo aguaçal passageiro não caiu à luz do dia, deixando para chegar já nos momentos finais da iluminada apresentação do Coletivo Ser Tão Teatro, que arrebatou o público, com domínio da cena, precisão do texto e entrosamento absoluto entre atores e músicos que, ao vivo, além da trilha, faziam a sonoplastia da trama, tendo na direção musical, Beto Lemos e Zé Guilherme. 

Simples, com cenografia (Carlos Alberto Nunes), figurinos (Daniele Geammal) e máscaras (Bruno Dante), Flor de Macambira não foge à essência da obra “O Coronel de Macambira”, de Joaquim Cardozo. Na interpretação de Isadora Feitosa (Catirina) e Winston Aquiles (Mateus), além de Cida Costa (Feiticeira), têm o privilégio de um só personagem, enquanto Gladson Galego, Thardelly Lima e Maisa Costa se desdobram em vários papéis, o texto praticamente traz as pesoas pra dentro da cena. 

A coreografia (Juliana Manhães) e a luz (Gladson Galego) complementam super bem o conjunto, que tem ótimo apoio na direção musical de Beto Lemos e Zé Guilherme. Utilizando a comicidade e elementos da cultura popular, linkados a outros elementos do cotidiano contemporâneo e da cultura pop, o grupo contagiou o público que formou ma roda, junto aos atores, fechando a primeira noite do espetáculo, em Belém.

A cultura popular pediu e teve passagem

Sérgio Bacelar e Edilson Alves: bate papo após encenação
No primeiro dia de apresentações foi mesmo de muita emoção, não só pela lotação das casas, mas principalmente por se perceber a presença maciça da classe artística. “Gostei demais”, disse Marton Maués, dos Palhaços Trovadores.

A recíproca se mostrou verdadeira, já que alguns dos atores em cena, integrantes da Agitada Gang – Trupe de Atores e Palhaços da Paraíba, disseram já conhecer trabalhos de grupos paraenses como o grupo Palha e o Experiência, tendo assistidos a seus espetáculos há décadas atrás. Yeyé Porto, uma das atrozes de Ver de Ver o Peso, do Grupo Experiência, estava lá.

“Como Nasce Um Cabra da peste” é um espetáculo que mesmo ao transportar para o palco essas situações numa abordagem cômica, o faz de maneira comovente, humana e respeitosa para com o homem do interior e sua cultura. Através da encenação do ritual do nascimento de mais uma criança no árido e hostil mundo da pobreza nordestina, pelas mãos de uma parteira – misto de santa e médica, temida e respeitada – autor e atores resgatam da tradição oral e do esquecimento o misticismo, a religiosidade sincrética, a luta pela sobrevivência e a doçura do homem do sertão.

A peça já percorreu mais de 60% dos estados brasileiros e ainda dois países - Portugal e  África e - com excelentes  criticas e plateias. São mais de 42 prêmios conquistados em Festivais e Mostras Nacionais de Teatro.  Em cena, o casal interpretado por Edílson Alves (Joaquim) e Madalena Aciolly (das Dores) é submetido a provas heróicas e absurdas, sob o domínio da parteira Gerusa (Dadá Venceslau). Dadá Venceslau no palco se transforma, ainda, em moleque e vizinha invejosa.

Secretário da Paraíba incentiva o festival

Elenco de "... Cabra da Peste", com Lau Siqueira (centro)
A abertura do Festival do Teatro Brasileiro também contou com a presença do secretário de cultura da Paraíba Lau Siqueira. Poeta e escritor, nascido no Rio Grande do Sul, morando há 30 anos na Paraíba, ele acredita na arte na cultura como os grandes fatores de transformação social no país. 

“Este é uma iniciativa em prol do teatro brasileiro e o Pará é seu palco principal neste momento, pois este festival traz pra cá, não só a cena paraibana, ma uma perspectiva de política publica. Porque que quando você percebe que se discute uma política de circulação para as artes, a Alcrim (produotra responsável pelo projeto) já faz isso há 17 anos, com muita dificuldade de apoio, mas com muita solidez na construção de seus processos", disse.

"É preciso abrir as portas para um projeto como este, porque se não abrir, ele faz e ele entra”, complementava ele, ontem à noite, enquanto Cabra da peste matava o público de rir dentro do Margarida Schivasappa. E como titular da secretaria de cultura da Paraíba, que dá apoio ao festival e tem interesse de fazer circular a produção artística de seu estado, ele também ressaltou a importância do patrocínio que faz com que este projeto se mova não só ao Pará, mas também aos estados do Ceará, Alagoas e Espírito Santo.

No Teatro Margarida Schivasappa
“Essas iniciativas têm uma importância enorme para este momento no Brasil e é preciso entender que a Petrobras não é de governo nenhum, não é da corrupção, ela é do povo brasileiro.

No momento em que se discute a violência, por exemplo, não existe canal mais seguro para combatê-la senão por meio da cultura a arte, porque a arte te coloca diante de ti mesmo, ela te revela o que você é, então eu acho que este tipo de instrumento precisa ser mais explorado no Brasil”, afirmou. 

“As gestões públicas precisam entender que o seu papel não é ser produtora, porque uma produção dura no máximo quatro ou oito anos, e eu acho que a função de uma gestão cultural pública é de ser indutora, porque assim as políticas implementadas irão sobreviver, independe de quem estiver no poder”, disse.

“Este festival é uma experiência muito boa e, sobretudo, serve para nossa reflexão. Saio hoje daqui maravilhado com o que eu vi. O povo brasileiro precisa se conhecer mais. Eu ando muito por aí e já percebi que a nossa paisagem mais bonita é o povo, por isso o festival é instrumento que constrói, pois forma uma teia no teatro brasileiro, ainda invisível para a maioria, nesta imensidão que é o nosso país”, finalizou.

Festival segue até o enceramento musical

"Mercedes", do Galharufas
O Festival do Teatro Brasileiro iniciou em Belém, na segunda-feira, 4 de agosto, com o Ciclo de Dramaturgos, cuja primeira etapa, com Aluizio Guimarães, encerrou neste sábado, 8. Ontem (7), além das apresentações, teve inicio também, a Residência Artística com o grupo Galharufas.

A residência irá até dia 14, mas antes disso, no Sarau da Lata Absoluta!, já mostrará alguns resultados, no Casarão do Boneco, onde também haverá venda de comes e bebes. A programação está inserida no Salve Salve Casarão do Boneco, cuja campanha de patrocínio pelo site Catarse vai encerrar. Vale dar uma olhada para colaborar (https://www.catarse.me/pt/salvecasaraodoboneco

Também está prevista na programação do festival a oficina de elaboração de projetos para editais, com Sergio Bacelar, idealizador desta iniciativa, e com participação de Alena Aló, Gerente de Patrocínio da BR Distribuidora.

Na semana que vem ainda tem mais espetáculo e ciclo de dramaturgos. O espetáculo é “Mercedes”, do Galharufas e quem ministra o ciclo de dramaturgos, é Paulo Vieira, também do grupo. Todas as apresentações do Festival do Teatro Brasileiro serão gratuitas

A produção executiva do FTB é da Alecrim Produções Artísticas, com produção local dos Produtores Criativos. A realização desse evento, em todas as suas etapas brasileiras (PA, CE, AL e ES) tem patrocínio da Petrobras, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal. Em Belém, a correalização é da Fumbel e Prefeitura Municipal.

A itinerância conta ainda com apoio da Escola de Teatro e Dança da UFPa – ETDUFPA, Hotel Princesa Louçã, Sol Informática, Secretaria de Estado da Cultura/Governo do Estado da Paraíba, Secretaria de Educação de Marabá, Secretaria de Cultura de Marabá Prefeitura de Marabá, Fundação Cultural do Pará, Organização Pará 2000, Secretaria Executiva de Cultura do Estado Do Pará, Governo do Estado Do Pará.

PROGRAMAÇÃO

Belém

Como nasce um Cabra da Peste
Dias: 8/ago (Sab)
Horário: 20h - Apresentação Gratuita
Local: Teatro Margarida Schivasappa
Endereço: Av. Gentil Bitencourt, 650 - Batista Campos (CENTUR). Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro à partir das 17h. Máximo de 02 ingressos por pessoa.
Lotação: 527 lugares

Esparrela
Dias: 08 e 09/ago (Sab e dom)
Horário: 21h (Sab) e 20h (Dom)  - Apresentação Gratuita
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique - TEWH

Endereço:
 Av. Pres. Vargas, 645 - Campina, Belém/PA. Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.  Máximo de 02 ingressos por pessoa. Lotação: 220 lugares.

Silêncio Total
Dias: 9/ago (dom)
Horário: 19h - Apresentação Gratuita
Local: Pátio Externo do Armazém 3 - Estação das Docas  - Av.  Blvd. Castilhos França, S/n - Campina. Estimativa: 400 lugares.

Mercedes
13 e 14/ago (5ª e 6ª)
Horário: 20h
Apresentação Gratuita - Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique - TEWH

Endereço:
 Av. Pres. Vargas, 645 - Campina, Belém/PA. Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.  Máximo de 02 ingressos por pessoa. Lotação: 220 lugares

Flor de Macambira
15/ago (Sab)
Horário: 19h - Apresentação Gratuita
Local: Forte do Presépio
Endereço:
 R. Siqueira Mendes, s/n - Cidade Velha, Belém - PA,
Telefone: (91)4009-8828 Horário de atendimento:de terça á sábado, das 10h às 12h e de 14h às 18h
Estimativa: 200 lugares

Sarau Lata Absoluta!
Atividade da Residência Artística com o grupo Grupo Galharufas - Haverá venda de comes e bebes. Programação inserida na Campanha Salve Salve Casarão do Boneco, sendo o encerramento da campanha de patrocínio coletivo no site Catarse.
Dia: 11/ago (3ª feira)
Horário: das 19h às 22h - Atividade Gratuita. No Casarão do Boneco - Av. 16 de novembro, 815, Batista Campos, Belém/PA. Telefone 91 3241.8981 - Horário de atendimento: de 3ª a sábado, das 15h às 18h. Número de vagas: 100.

Oficina de Elaboração de Projetos para editais
Sergio Bacelar e Alena Aló - participação da Gerente de Patrocínio da BR Distribuidora.
Dia: 15/ago (Sábado)
Horário: das 9h às 13h - Atividade Gratuita. No auditório da Casa das Artes - Praça Justo Chermont (antigo Largo de Nazaré), n° 236.  Telefone (91) 3202-4391 -  Horário de atendimento: 8h às 18h.
Número de vagas: 100.

Encerramento - Shows - 15 de agosto
Edilson Moreno (Convidado Local) - 21h
Chico César e Banda -  22h - Apresentação Gratuita. No Portal da Amazônia -  R. Engenheiro Fernando Guilhon, s/n – Orla, Cidade Velha, Belém - PA,
Estimativa: 3000 lugares

Marabá 

Silêncio Total
Dias: 08/08, sab
Horário: 20h - Apresentação Gratuita
Local: Praça São Félix de Valois

Endereço: Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado, Marabá Pioneira
Telefone 94 98146-8127 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 15h às 18h.

 Estimativa: 2.000 lugares.

Flor de Macambira
Dias: 09/08, dom
Horário: 20h - Apresentação Gratuita
Local: Praça São Félix de Valois
- Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado - Marabá Pioneira. Telefone 94 98146-8127 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 15h às 18h. Estimativa: 2.000 lugares.

Flor de Macambira
Dias: 10/08, 2a
Horário: 20h - Apresentação Gratuita
Local: Praça São Francisco - Endereço: Av. Nagib Mutran – Cidade Nova. Telefone 94 98146-8127 - Horário de atendimento: de (segunda a sexta), das 9h às 12h e das 15h às 18h.

 Estimativa: 500 lugares

Flor de Macambira
Dias: 12/08 (manhã) e 13/08 (tarde)
Horário: 9h e às 15h (respectivamente) - Apresentação para alunos da rede pública de ensino
Local: 
Escola Estadual de Ensino Médio Gaspar Vianna - Folha 16 Quadra Especial, Nova Marabá. Telefone: 94 – 99108-2936 email: escolagasparvianna@hotmail.com ou gracinhadonato@yahoo.com.br Estimativa: 400 lugares.

Luciana Magno concorre ao PIPA, vamos votar e já!

Para ganhar ela precisa dos nossos votos!!! Talentosa, ela pode ser contemplada por um dos prêmio mais interessantes da atualidade nas artes visuais. O blog noticiou esta premiação dias atrás, leia aquiDissemos que só estar entre os concorrentes já era uma premiação, mas agora que Luciana Magno passou, pela primeira prova, e para isso ela obteve um mínimo de 500 votos, mas a ideia agora é leva-la a uma residência artística internacional em 2016, Depende de nós!

Com nosso votos, Luciana Magno pode levar logo o PIPA Online Popular – onde o artista vencedor, mais votado pelo público ao final do segundo turno (que vai até este domingo, 9 de agosto), receberá R$6 mil. Mas, ainda que ela fique em primeiro lugar, pode estar entre os cinco mais votados e concorrer o PIPA Online. Daí, o vencedor será escolhido pelo Júri do PIPA Online, recebendo R$12 mil e ainda uma residência artística no Instituto Sacatar, por dois meses em 2016. 


Um dos critérios que será levado em conta pelo Júri para definir o vencedor será a qualidade da página do artista aqui no site do PIPA. Dá uma sacada e vota! Acesa esse link e clica, é só clicar, super simples: http://www.pipa.org.br/pag/luciana-magno/


Luciana Magno é uma artista inquieta, viajante, e que explora, mistura-se de corpo e alma ao universo artístico vigente, contemporâneo. Um dos trabalhos instigantes da Lu foi destaque aqui no blog, veja aqui : http://holofotevirtual.blogspot.com.br/2009/10/luciana-magno-abre-as-portas-de-casa-e.html

Veja mais o que a artista já realizou: http://novas-medias.blogspot.com.br/2014/01/artista-luciana-magno-faz-instalacao-de.html. Procurando-se na rede, acha-se muito mais. Em 2014, por exemplo, essa moça foi do Oiapoque ao Chuí, com trabalho premiado pela Funarte, entre no site e viaje: http://www.lucianamagno.com/telefonesemfio/# .

Cruzando as cinco regiões brasileiras em um estúdio móvel, o projeto intitulado “Telefone sem Fio” fez um percurso por rodovias e hidrovias que somaram aproximadamente 6.037km. 

Saindo do extremo norte do país, ela percorreu 33 cidades entre os estados do Amapá, Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, findando sua rota na cidade Chuí, no extremo sul brasileiro. Dá uma zapeada e encontras mais coisas ainda. Te convence e vota, é só até amanhã (09). Vai o link mais uma vez: http://www.pipa.org.br/pag/luciana-magno/

7.8.15

04 espetáculos abrem festival paraibano no Pará

Flor de Macambira: máccaras e técnicas circenses
Depois de iniciar sua programação na última quarta-feira (5), com um Ciclo de Dramaturgos, as apresentações do Festival do Teatro Brasileiro iniciam em Belém e Marabá. A abertura, nesta sexta-feira (7) traz ao público quatro dos cinco espetáculos que viajam por meio da iniciativa itinerante que, há 16 anos, leva o teatro brasileiro de uma ponta a outra do país.

Anota aí direitinho, porque se bobar dá tempo de ver tudo aqui em Belém. Comece indo ao Curro Velho, onde será apresentado, às 18h30, o espetáculo “Flor de Macambira”. 

Em seguida vá ao Teatro Margarida Schivasappa do Centur para ver a comédia “Como nasce um Cabra da Peste”, às 20h, espetáculo que também será apresentado amanhã, sábado (8), no mesmo horário. É tudo com entrada franca. 

Enquanto isso, em Marabá, no tradicional Centro Cultural Cine Marrocos, as cortinas se abrem para “Esparrela”, espetáculo que em Belém ganhará duas apresentações, no sábado (8), e no domingo (9), no Teatro Waldemar Henrique, às 21h e 20h, respectivamente. Também com gratuidade.

Ainda neste final de semana, o público ainda assiste o espetáculo solo clown do ator Luiz Carlos Vasconcelos, “Silêncio Total – Vem chegando um Palhaço”. NO sábado, às 20h, em Marabá, na Praça São Félix de Valois, e no domingo (9), às 19h, no Armazém 3 da estação das Docas. Mais uma vez, com entrada franca.

Até dia 15 de agosto, o Pará recebe um recorte do teatro paraibano, com cinco espetáculos, participação de dramaturgos e muita troca de experiência entre as cenas paraense e paraibana de teatro. O encerramento será musical, em Belém, no Portal da Amazônia, com show de Chico Cesar, que lança aqui o seu mais novo CD "Estado de Poesia".

Saiba mais sobre os espetáculos

Cultura popular em cena
Como Nasce um Cabra da Peste – Centrado nos preparativos e procedimentos populares para o nascimento de uma criança no sertão nordestino, “Como Nasce um Cabra da Peste” tem texto de Altimar Pimentel, baseado na obra etnográfica de Mario Souto Maior, que faz um apanhado das crendices, superstições, costumes e medicinas mágicas empregadas em tais situações no interior do Brasil rural.

O espetáculo, que pode ser comparado à peça paraense Ver-de-Ver o Peso,  transporta para o palco situações e abordagem cômicas, de maneira comovente, humana e respeitosa para com o homem do interior e sua cultura de misticismo, religiosidade sincrética, luta pela sobrevivência e a doçura do homem do sertão.

Flor de Macambira - Música original executada ao vivo, comicidade, cor e teatralidade, além de máscaras, pernas de pau, dentre outros elementos do circo são elementos que compõem “Flor de Mambira”, que conta a fábula da jovem Catirina, a mais bela flor da Fazenda Macambira, que sucumbe aos vícios e tentações mundanas e, para salvar a si e ao seu amado, mergulha nas profundezas de sua alma.

Ganhador do Prêmio de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular no XVIII Festival Nordestino de Teatro 2011, em Guaramiranga (CE), Flor de Macambira, estreou em 2011 e neste mesmo ano realizou uma circulação audaciosa e emblemática que contemplou as dez principais cidades banhadas pelo Rio São Francisco. 

Adaptação empreendida pelo grupo do clássico O Coronel de Macambira, do pernambucano Joaquim Cardozo, em parceria com a dramaturga Rosyane Trotta, e sob direção de Christina Streva, o espetáculo poderá ser visto também em Marabá, no domingo, 9, às 20h, na Praça São Félix de Valois, e na segunda-feira, 10, às 20h, na Praça São Francisco.

Esparrela: experiência e técnica
Esparrela – O espetáculo conta a relação do urubu Arquimedes e seu adestrador Manuel, que para entrar na cidade da qual foi expulso, resolve ensinar a ave a dançar para impressionar as pessoas daquela cidade. Desta relação surge uma amizade que se encerra com a morte de Manuel e o ressurgimento dele em sua ave adestrada.

Em síntese, Esparrela traz a relação do homem consigo mesmo, com o seu alter ego. Nietzsche nos fala que “O homem é uma corda atada entre o animal e o além  homem – uma corda sobre o abismo”. A encenação do ator Fernando Teixeira tem como proposta a simplicidade, onde um ator conta para a plateia esta relação de forma muito intima e visceral, nos fazendo lembrar os fabuladores e contadores de histórias tão presentes na nossa tradição oral.

Silêncio Total – Em cena o ator Luiz Carlos Vasconcelos nos apresenta Xuxu, um palhaço que nos remete às memórias da infância, à magia do circo e aos primeiros atores de rua, sua alma revela o lado risível da nossa humanidade. E esta seriedade, o palhaço tem.  A personagem surgiu e se desenvolveu em experimentações de rua, basicamente através de improvisos onde o material que surgia era selecionado naturalmente pela aceitação ou não do público.

Em cena, o palhaço Xuxu estabelece relações que determinarão todo o espetáculo onde são realizadas mágicas, números musicais e de equilíbrio, todos como pretexto para revelar a natureza humana e risível do velho Xuxu.

Xuxu, o claow de Luiz Carlos Vasconcelos
"O que faz um homem se tornar um palhaço? Talvez, certos homens, para crescer, precisem se expor assim. A dimensão de um palhaço, creio, está diretamente relacionada à dimensão do seu ridículo pessoal. Tornar esse ridículo risível ou terno e oferecê-lo aos outros, é a missão espiritual dos palhaços. Portanto, ao olhar para Xuxu, não tenha dúvida, somos assim mesmo", diz Luiz Carlos Vasconcelos.

Patrocínio e apoios - A produção executiva do FTB é da Alecrim Produções Artísticas, com produção local dos Produtores Criativos. A realização desse evento, em todas as suas etapas brasileiras (PA, CE, AL e ES) tem patrocínio da Petrobras, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal. Em Belém, a correalização é da Fumbel e Prefeitura Municipal.

A itinerância conta ainda com apoio da Escola de Teatro e Dança da UFPa – ETDUFPA, Hotel Princesa Louçã, Sol Informática, Secretaria de Estado da Cultura/Governo do Estado da Paraíba, Secretaria de Educação de Marabá, Secretaria de Cultura de Marabá Prefeitura de Marabá, Fundação Cultural do Pará, Organização Pará 2000, Secretaria Executiva de Cultura do Estado Do Pará, Governo do Estado Do Pará.

Programação

BELÉM – entrada franca

Espetáculo Flor de Macambira
Dias: 07/AGO (6ª) – às 18h30
Local: Núcleo de Oficinas Curro Velho - Endereço: Rua Professor Nelson Ribeiro, 287. Estimativa: 200 lugares.

Como nasce um Cabra da Peste
Dias: 07 e 8/ago (6ª e Sab) – às 20h
Local: Teatro Margarida Schivasappa - Av. Gentil Bitencourt, 650 - Batista Campos (CENTUR). Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro à partir das 17h.  Máximo de 02 ingressos por pessoa. Lotação: 527 lugares.

Espetáculo Esparrela
Dias: 08 e 09/ago (Sab e dom)
Horário: 21h (Sab) e 20h (Dom)
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique – TEWH - Av. Pres. Vargas, 645 - Campina. Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.  Máximo de 02 ingressos por pessoa. Lotação: 220 lugares.

Silêncio Total – Vem chegando um Palhaço
Dias: 9/ago (dom) - às 19h
Local: Estação das Docas - Pátio Externo do Armazém 3. No Boulevard. Castilhos França, S/n.

MARABÁ – entrada franca

Esparrela
Dias: 07/08, sex - às 20h
Local: Centro Cultural Cine Marrocos
- Endereço: Rua Lauro Sodré, nº 228, Marabá Pioneira. Os ingressos serão distribuídos no dia da apresentação, na bilheteria do teatro, 2 horas antes de início do espetáculo.  Lotação: 200 lugares

Silêncio Total
Dias: 08/08, Sab – às 20h
Local: Praça São Félix de Valois -  Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado, Marabá Pioneira. Estimativa: 2.000 lugares.

Flor de Macambira
Dias: 09/08, dom - Horário: 20h
Local: Praça São Félix de Valois
- Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado - Marabá Pioneira. Estimativa: 2.000 lugares.
Dias: 10/08, 2ª - 20h
Local: Praça São Francisco - Endereço: Av. Nagib Mutran – Cidade Nova - Estimativa: 500 lugares.

Silêncio Total
Dias: 08/08, Sab – às 20h
Local: Praça São Félix de Valois
- Rua 5 de Abril - em frente a Biblioteca Municipal antigo mercado, Marabá Pioneira. Estimativa: 2.000 lugares.

Solo de Marajó começa turnê nacional pela Bahia

O ator Cláudio Barros (fotos: JM Condurú)
A circulação nacional do espetáculo Solo de Marajó, do grupo paraense Usina Contemporânea de Teatro, contemplado com o Prêmio Myriam Muniz da Fundação Nacional das Artes (Funarte), começa por duas cidades baianas. A estreia será em Itabuna, no próximo dia 19, seguida de mini temporada em Salvador, nos dias 21 e 22. 

A ideia da turnê Solo de Marajó nos solos de outros Brasis é levar a prosa Dalcidiana às terras de outros escritores regionalistas, cujas obras também refletem sua cultura.

Além da Bahia de Jorge Amado – itabunense de quem Dalcídio recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra –, o espetáculo visitará ainda o Ceará de Raquel de Queiroz, as Alagoas de Graciliano Ramos, a Paraíba de José Lins do Rego e o Rio Grande do Sul de Érico Veríssimo. Serão sempre duas apresentações nas capitais e uma na cidade natal de cada escritor.

O espetáculo foi criado a partir da obra do romancista Dalcídio Jurandir, natural de Ponta de Pedras, na Ilha de Marajó, no Pará. Embora seja praticamente desconhecido pelo grande público, este caboclo marajoara é autor da maior saga da literatura da Região Norte, com dez romances publicados entre 1941 e 1978, e que reunidos constroem o maior testemunho literário de que se tem notícia sobre o modo de vida do homem que habita pequenas cidades e povoados na Amazônia.

Solo de Marajó estreou em 2009, em Belém, integrando a programação especial da Feira Panamazônica do Livro, o maior evento literário da região. Há seis anos, o espetáculo cumpre uma trajetória com inúmeras apresentações em todo o Pará, mas já ultrapassou as fronteiras do estado. 

Em 2010, foi apresentado em São Paulo durante a I Mostra da Cena Paraense Contemporânea, e voltou à capital paulista no ano passado, integrando a programação da Virada Cultural. 

A repercussão nacional se ampliou a partir de fevereiro deste ano, quando Solo de Marajó foi convidado para integrar a conceituada programação do Midrash Centro Cultural, no Rio de Janeiro. A receptividade de público e crítica foi tão boa, que resultou em outras cinco apresentações na capital fluminense e mais uma no município de Niterói, num período de apenas três meses.

O que tem surpreendido o público em todos os solos por onde passa é a ousadia da encenação. Sozinho sobre o palco nu, o ator paraense Claudio Barros, que em 2016 celebra 40 anos de intensa atuação na cena paraense, conta oito histórias tiradas do romance Marajó, o segundo de Dalcídio. Utilizando o corpo e a voz para construir as narrativas, a atuação estimula a imaginação do espectador, convidado-o a povoar o espaço vazio com a memória de pessoas e lugares.

Os temas das narrativas vão desde questões de cunho social, como racismo, exploração do trabalho, tráfico de crianças e prostituição, até o universo íntimo das relações amorosas, recheadas de paixão, dor, solidão, ciúme e vingança. Esta visão multifacetada do autor levou os criadores a uma dramatugia que não se preocupa em dar conta da fábula romanesca, mas acaba por construir um mosaico capaz de representar as relações humanas na Amazônia.

A montagem de Solo de Marajó dá continuidade à pesquisa do grupo Usina sobre o ator como narrador. As fontes para esta criação foram a observação do comportamento cotidiano dos habitantes de Ponta de Pedras, onde se passa o romance, e histórias de vida do próprio atuante. 

Claudio Barros, 52 anos, começou no teatro em 1976 e tornou-se um dos mais notáveis atores paraenses de sua geração, com passagem por grupos importantes na cena contemporânea local como Experiência (onde integrou o elenco original de Ver de Ver-o-Peso, famosa ópera cabocla, há mais de 30 anos em cartaz), Cena Aberta e Cuíra do Pará, do qual é um dos fundadores. Atua também no cinema, como produtor e preparador de elenco. Desde 2009, integra o núcleo de criação da Usina Contemporânea de Teatro, atuando em Solo de Marajó.

Alberto Silva Neto, 45 anos, começou no teatro como ator, em 1987. É também diretor, mestre em Artes Cênicas e professor da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (UFPA). Tem passagem pelos grupos Palha, Experiência e Cuíra do Pará. Nos últimos dez anos, dirige as criações da Usina Contemporânea de Teatro, do qual é um dos fundadores, investigando possibilidades para uma poética amazônida, inspirada nos modos de vida do povo caboclo (fruto da miscigenação entre índios e brancos), ancorada na figura do ator como contador de histórias.

Ficha técnica
Atuação e figurino: Claudio Barros. Direção e iluminação: Aberto Silva Neto. Dramaturgia: Alberto Silva Neto, Carlos Correia Santos e Claudio Barros. Projeto gráfico: Marcela Conduru. Fotos: JM Conduru. Produção: Sandra Conduru.

Serviço
Apresentação única em itabuna no dia 19 de agosto, às 20h, no galpão 59 espaço cultural (rua pirajá, 59), com entrada gratuita. Mini temporada em salvador nos dias 21 e 22 de agosto, às 18h, no teatro vila velha (av. Sete de setembro s/n), no regime pague quanto puder. Duração: 56 minutos. 
Mais informações: netosilvaalberto@gmail.com /

(Holofote Virtual, com informações do diretor do espetáculo Alberto Silva Neto)

5.8.15

Mostra traz fotos realizadas por Mário de Andrade

“Mário de Andrade: etnógrafo-fotógrafo-poeta”, com curadoria da pesquisadora Adrienne Firmo, foi organizada a partir do acervo do IEB – Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Traz a público um recorte de 60 fotografias em preto-e-branco realizadas pelo intelectual paulistano Mário de Andrade (1893-1945) em 1927, durante viagem ao Estado do Pará e ao Peru, e um vídeo com fragmentos de correspondências com intelectuais brasileiros. A exposição abre amanhã (6) no Museu de Arte de Belém.

A cultura e a gente nacionais foram os interesses maiores do escritor paulistano Mário de Andrade, que, em 1927, no intuito de desbravar o Brasil,realizou uma viagem etnográfica pelo Norte do país, descrita por ele como “Viagem pelo Amazonas até o Peru, pelo Madeira até a Bolívia, e pelo Marajó até dizer  chega”. Durante o trajeto, fez registros fotográficos e escritos sobre a paisagem, o homem e a cultura da região.

O conjunto das fotografias reunidas na mostra “Mário de Andrade: etnógrafo-fotógrafo-poeta” representa o homem, a paisagem, arquitetura e culturadas regiões visitadas.  Nele, contudo, é possível fazer um recorte daquelas voltadas para o universo do trabalho e do trabalhador distantes dos grandes centros urbanos do período, a saber, São Paulo e Rio de Janeiro, servindo como instrumento de conhecimento para os modos de vida e trabalho de então nos interiores do país.

Nessas fotos estão registrados os labores no campo com a cana, o café e o gado; os de populações ribeirinhas no transporte de madeira e alimentos; os mercados dos grupos urbanos; as trocas entre citadinos e indígenas; além de referências aos trabalhos femininos como a lavagem de roupas.

“As fotografias demonstram também o empenho do escritor em transmitir por meio de elementos plásticos aquilo que é retratado, fundindo a informação ao valor artístico, além de registrar cada imagem com títulos e legendas que as explicam ou esclarecem, aliando, dessa forma, a ação do turista-etnógrafo à do fotógrafo-poeta”, escreve a curadora Adrienne.

A exposição, que conta com o patrocínio dos Correios, pretende apresentar dois aspectos da formação cultural brasileira: o trabalho e o registro de suas práticas, ambos representados a um só tempo na visão do trabalho nos interiores do Brasil no inicio do século XX, formulada pela pesquisa etnográfica e artística de Mario de Andrade, fundamental para a formação dos estudos acerca da cultura e do povo brasileiros.

Fotografias e coleções do intelectual

Além deste experimento fotográfico como meio de apreensão do povo e sua cultura, o escritor-fotógrafo Mario de Andrade, em 1928, dedicou-se a nova viagem de reconhecimento do país, sobre a qual enviou cotidianamente crônicas ao Diário Nacional, publicadas na coluna intitulada “O turista aprendiz”. 

Também guardou em seus arquivos retratos de outras viagens como aquela até Minas Gerais, sendo a primeira em 1919, e a outra em 1924, chamada por ele  de “Viagem de descoberta do Brasil”. Fotografou, ainda, as férias no interior de São Paulo, entre os anos 1920 e 1930, colecionou cartões-postais de diversas regiões e povos do Brasil, formando, assim, uma coleção de representações de parte importante das práticas e do viver da nação nos inícios do século XX.

Poeta, romancista, etnógrafo, fotógrafo, crítico de arte e musicólogo, Mário Raul de Moraes Andrade (São Paulo, 1893 – São Paulo, 1945) foi um dos fundadores do modernismo no Brasil e principal responsável pela realização da Semana de 22. Exerceu por meio de seus escritos e pesquisas grande influência nos estudos sobre a cultura popular e erudita brasileiras. Trabalhou como professor de música e colunista de jornais, sendo conhecido, sobretudo, como romancista e poeta, principalmente por seu romance Macunaíma. 

Foi diretor-fundador do Departamento de Cultura do Município de São Paulo, criador da Sociedade de Etnologia e Folclore de São Paulo e idealizador do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, SPHAN.

Serviço
Exposição: “Mário de Andrade: etnógrafo-fotógrafo-poeta”. De 06 de agosto (abertura às 18h) a 27 de setembro, no Museu de Arte de Belém - Praça D. Pedro II, S/N – Cidade Velha - Belém – PA. Entrada: Franca. Classificação etária: livre. Patrocínio: Correios. Fone: (91) 3114 1026.

Os 73 anos de Caetano Veloso na Black Soul Samba

É praticamente uma tradição a Balck Soul Samba comemorar os aniversários de grandes medalhões da música brasileira e, o de Caetano Veloso, não passaria "batido". Este ano, a festa tem no comando a voz poderosa de Gigi Furtado e os Cavaleiros de Jorge, que nos trazem o show "Eu Sou Neguinha", e dos DJs do coletivo, que garantem tudo antes e depois.

Claramente influenciada por Caeatano Velosos, é só perceber o nome da banda que a acompanha "Cavaleiros de Jorge",  inspirada em uma das músicas do cantor e compositor baiano, Gigi Furtado garante momentos interpretações vibrantes, que passearão pelos 40 anos de carreira do músico.

"Eu sou neguinha" é um dos mais contagiantes da cantora, quem já viu sabe disso e quem ainda não viu, eu indico.  A homenagem à Caetano carrega o peso da emoção e das canções do tropicalista, fincadas na formação musical brasileira. A poesia e a profundidade de suas canções ganham versões encorpadas pela voz de Gigi e o swingue da banda Cavaleiros de Jorge.

"Caetano se tornou um amor...  até então eu o admirava por sua genialidade,  letra e música, até quando me peguei caetaneando com uma certa frequência junto com outros. Percebi que nascia uma pontinha de paixão.

Às vezes o quero tanto por perto que lhe escuto o dia inteiro, em outros momentos lhe deixo descansar de meu louco querer e é dessa forma que sigo nesse MEU estranho amor", confessa a cantora.

Domínio da voz é sinônimo de conforto para Gigi Furtado, que tem formação em canto lírico. Já foi semifinalista e também já conseguiu a terceira colocação em dois anos do extinto Concurso Internacional de Canto Lírico Bidu Sayão. Mas hoje a cantora vem abraçando cada vez mais uma carreira sólida na música popular. Foi premiada como cantora revelação em 2011, no Baile dos Artistas de Belém e, em 2012,  conquistou o título de melhor intérprete do Festival da Música Brasileira da RBA.

Educadora, atriz e cantora, com formação erudita, Gigi Furtado já ministrou cursos de canto popular em algumas escolas de Belém, como a Academia de Música e Tecnologia, Casa da Linguagem, e no projeto Escola Comunidade, de descentralização do curso de música, pela Fundação Carlos Gomes, por três anos. 

40 anos de carreira - Um dos criadores do movimento tropicalista, Caetano Veloso tem mais de quatro décadas de carreira e, entre outros títulos, foi eleito pela Revista Rolling Stone como o quarto maior artista brasileiro de todos os tempos. 

Sua obra é marcada pela inovação poética e renovação musical. Seu trabalho começou em 1965, ao acompanhar a irmã mais nova Maria Bethânia com as apresentações nacionais do espetáculo "Opinião".

No final da década de 60, em 1968, foi um dos líderes do Tropicalismo, renovando o cenário musical brasileiro com o disco "Tropicalia ou Panis et Circencis", incluindo diversos outros músicos como Tom Zé, Gilberto Gil, Gal Costa, Torquato Neto e Os Mutantes. Foi preso e exilado pelo regime militar brasileiro no ano seguinte e em 71 lançou o disco Caetano Veloso, com canções em inglês, direcionadas aos artistas e amigos que permaneceram no Brasil.

Retornou ao país em 1972, quando lançou o disco Transa  e em 1976 montou o grupo Doces Bárbaros, com Maria Bethânia, Gal Costa e Gilberto Gil, influenciado pela temática hippie dos anos 1970 e lançando um disco com o qual saiu em turnê. Durante a década de 80 lançou os discos Outras Palavras, Cores, Nomes, Uns e Velô. Seu disco mais recente é "Abraçaço", de 2012, com o qual saiu em turnê comemorativa de seus 70 anos.

Gigi Furtado diz que fazer um show em sua homenagem,  é um lisonjeio.  "Caetano tem uma gama de admiradores e eu acabei por ganhar alguns, interpretando suas canções,  ou seja,  o aniversário é de Caê,  mas os presenteados são aqueles que conseguem lhe alcançar através de sua rica obra.

Salve Dona Canô que se foi,  mas deixou seu coração aqui conosco...  os fabulosos irmãos Viana Teles Veloso", finaliza a artista.

Serviço
Homenagem ao aniversário de Caetano Veloso na Black Soul Samba, com Gigi Furtado e os Cavaleiros de Jorge. nesta sexta-feira, 7, às 21h, no Tábuas de Maré - Rua São Boaventura, 156, Cidade Velha, próximo a Avenida Tamandaré. Ingressos: R$20,00 - com meia-entrada para estudantes.

Casa das Artes abre mostra "O Som da Madeira"

A harmonia e a qualidade dos violões, banjo, cavaquinhos e bandurras, destacam a confecção de instrumentos produzidos pelas mãos luthiers paraenses e alunos das oficinas do Curro Velho na exposição “O Som da Madeira” que abre nesta quinta-feira (06), às 19h, na Casa das Artes (antigo IAP). A exposição estará aberta durante todo o mês de agosto, com exibição de vídeos, shows e visitas monitoradas para escolas. Com entrada franca.

Mais de 20 instrumentos musicais em exposição entre instrumentos de corda e de percussão. Segundo o coordenador de linguagem sonora e idealizador da Lutheria, Paulinho Moura, o título som da madeira nasceu das influências musicais do mestre Cartola. 

“A Lutheria começou em setembro de 2011. Desde sua origem, já foram produzidos e restaurados violões, cavaquinhos e bandurras. O Curro Velho formou vários instrutores de lutheria que estão fabricando os seus próprios instrumentos em suas oficinas”, explica Paulo Moura. 

E origem da Lutheria no Curro Velho tem nome. Márcio Luthier, autodidata, foi um dos primeiros luthiers da capital paraense, a produzir instrumentos para grandes artistas nacionais como Paulinho da Viola, Jorge Aragão, entre outros.

Na abertura da exposição, haverá palestra com o luthier Paulo Matheus, que abordará como se deve confeccionar e restaurar instrumentos de cordas, e com Flávio Gama, instrutor das oficinas de reparos de instrumentos de percussão. Os visitantes vão poder manusear e tocar violão, cavaquinhos e bandurras e constatar a qualidade dos instrumentos expostos e apreciar um concerto com violonista Salomão Habib, com a participação de Paulinho Moura. 

Aprendizado - O aluno em Lutheria, Gilberto Silva, informa que seu interesse pela arte de confecção e reparos de instrumentos de cordas partiu das experiências adquiridas com a música. A oportunidade veio com um anúncio de jornal, por meio das oficinas do Curro Velho que oferecia o curso de Lutheria. 

Para fazer parte da turma de alunos, ele teve que passar por um processo de seleção, em que um dos critérios para participar era ter conhecimentos em música, saber tocar, conhecer notas musicais, ter boa audição e saber analisar o som da madeira. Depois de aprovado, Gilberto Silva, aprendeu a teoria e a prática de como se deve confeccionar e fazer reparos nos instrumentos de cordas. 

Nesta etapa, ele aprendeu o processo de análise da madeira, que vem no estado “bruto”, em blocos, para em seguida ser lapidada, construída. “Trabalhar na minha área é muito gratificante e o retorno de minha experiência vem com o tempo. Aprender a confeccionar e criar instrumentos da arte de Luthier é muito gratificante”, pontua o aluno.

O técnico em confecção e manutenção de instrumentos, Paulo Matheus Oliveira, há 20 anos como luthier, possui uma experiência que foi adquirida com o curso de música e lutheria. Ele aprendeu a arte de produção e restauro de instrumentos com o professor búlgaro, Nikola Minev. Que na época, lecionava na Fundação Carlos Gomes no restauro e confecção do acervo da instituição, pois não existia profissionais que atuassem na área. E através desse desta parceria com o professor, que veio adquirir as habilidades de luthier. “Foi uma semente passada de mestre para o aluno”, comenta o técnico em Lutheria.

Já como instrutor no Curro Velho, ele leciona aulas com instrumentos de cordas (violão, cavaquinho, violino) para duas turmas, uma iniciante e outra avançada. No processo teórico e técnico, os alunos fazem uma análise do material de trabalho, no caso a madeira. 

Dessa madeira é feita uma seleção, pois a maior parte desse material é descartada por construções, e doação de instrumentos que serve como material didático, sobras que são reutilizados para o processo de lapidação e produção de instrumentos musicais para os alunos.

Depois das atividades encerradas nas oficinas, o técnico criou um projeto de extensão que visa o acompanhamento dos alunos na confecção e aprimoramento das técnicas adquiridas nas oficinas. Nesta última etapa, o professor direciona o aluno na produção de instrumentos mais elaborados, com outros itens, na elaboração de projetos, definindo medida e diâmetros, trabalhos mais complexos. Com um espaço que trabalha diretamente na confecção e restauro de instrumentos de cordas, que tem como principal parceiros os alunos.

“O meu principal objetivo é formar novos profissionais que atuem na área, pois há uma carência de pessoas habilitadas nesta atividade”. Paulo Mateus comemora os resultados da oficina da Lutheria. “Estou muito satisfeito com a arte de lutheria, é algo muito prazeroso. Passar meus conhecimentos é muito gratificante, foi o que o Nikola me pediu, que repassasse os conhecimentos adquiridos com ele. Ver meus alunos na prática, na construção dos instrumentos musicais é poder pensar que o sonho de um trabalho terá uma continuidade”, declara o técnico em lutheria.

Serviço
Abertura da exposição “O Som da Madeira”, nesta quinta-feira (06), às 19h, na Casa das Artes (antigo IAP) - Pça Justo Chermont, ao lado da Basílica de nazaré. Realização: Fundação Cultural do Pará.

(Com informações da assessoria da FCP)

4.8.15

Dramaturgia paraibana abre festival em Belém

Aluizio Guimarães
As apresentações dos espetáculos iniciam no dia 7, mas a partir desta terça-feira, 4, o Festival do Teatro Brasileiro – Cena Paraibana já começou em Belém, com o Ciclo de Dramaturgos, que de 4 a 8 contará com a participação de Aluizio Guimarães, e também, de 10 a 14, com Paulo Vieira, ambos diretores e dramaturgos da cena de teatro da Paraíba. Saiba mais no site do festival. 

Aluizio Guimarães, que já está em Belém, desde esta segunda-feira, 3, produziu e dirigiu vários espetáculos nas áreas de Teatro e Cinema, recebendo prêmios por alguns desses trabalhos, dentre estes espetáculos e filmes, destacam-se Água, areia e as maçãs (teatro), Hades - Uma História de Fé e revolta  (teatro), "...e foram felizes para sempre! (teatro) e Batalhão 41 de Cajazeiras (Vídeo documentário) Borra de Café (cinema/ficção).

Em Belém, ele apresenta parte de sua obra e de seu processo  de criação. “Quero convidar os participantes a vivenciar esse processo  navegando pelas possibilidades da escrita dramatúrgica”, diz Aluízio, que escreve peças teatrais contemporâneas, que não negam por isso, o passado. “Sinto que estou de alguma forma preso a um tempo que não  existe mais...  minhas peças  dialogam  com o hoje sem negar o ontem”, comenta.

Em relação à cena paraibana de teatro, ele diz que a produção do Estado vive uma fase de boas montagens com bons autores. “Estamos caminhando para um momento em que o eco do que foi plantado será  colhido com os devidos louros para os envolvidos.  Acredito numa crise generalizada de criatividade e numa consequência antônima a essa crise...  acho que o Nordeste  e o Norte  são bons exemplos desta reação e acredito na PB como um dos possíveis protagonistas”, diz.

Ele vem a Belém, pela segunda vez. Aluizio já esteve aqui na adolescência, e diz que traz boas lembranças. “Apesar do tempo corrido, ele não apagou as belas imagens da cidade que guardo até hoje.  Minha maior expectativa é  conseguir apresentar mais um olhar sobre a arte da dramatúrgica e fazer novos amigos... pois amigo nunca é  demais”, conclui.

Como nasce um cabra da peste?

Como Nasce um Cabra da Peste: duas apresentações 
no Margarida Schivasappa (7 e 8, às 20h)
É o que vamos saber nas primeiras apresentações do Festival do Teatro Brasileiro, O espetáculo "Como Nasce um Cabra da Peste", que segue um estilo Ver de Ver o Peso, do nosso grupo Experiência, ganha duas sessões,  uma no dia 7 e outra, dia 8, no Teatro Margarida Schivasappa (20h). 

Belém ainda verá, dia 7, o espetáculo Flor de Macambira, no Curro Velho e, no mesmo dia, Marabá recebe "Esparrela. A abertura é simultânea nas duas cidades. O ator global Luiz Carlos Vasconcelos também participa, com seu espetáculo de palhaço Silêncio Total e Mercedes da Galharufas Companhia de Teatro. Dia 8, em Marabá, e dia 9, em Belém, às 19h, na Estação das Docas. Todas as apresentações do Festival do Teatro Brasileiro serão gratuitas. 

O projeto tem, ao todo, 10 dias de programação, com 16 apresentações de 5 espetáculos, a maioria inéditos nas duas cidades, além de ações educativas com oficina de formatação de projetos e de capacitação para professores e alunos da rede pública de ensino, residência artística, ciclo de dramaturgos e intercâmbio entre os grupos de teatro da Paraíba  e do Pará, além de um encerramento musical, em Belém, com show de Chico Cásar. 

Esparrela, que abre o festival em Marabá
Além do Teatro Margarida Schivasappa, o festival ainda ocupa, em Belém, o Teatro Experimental Waldemar Henrique, Forte do Presépio, Núcleo de Oficinas Curro Velho,  Estação das Docas e Portal da Amazônia. Em Marabá, as apresentações acontecerão no Cine Teatro Marrocos, Praça São Félix de Valois na rua 5 de Abril, Praça São Francisco na Cidade Nova e na Escola Estadual de Ensino Médio Gaspar Vianna.

A produção executiva do FTB é da Alecrim Produções Artísticas, com produção local dos Produtores Criativos. A realização desse evento, em todas as suas etapas brasileiras (PA, CE, AL e ES) tem patrocínio da Petrobras, com realização do Ministério da Cultura e Governo Federal. Em Belém, a correalização é da Fumbel e Prefeitura Municipal.

A itinerância conta ainda com apoio da Escola de Teatro e Dança da UFPa – ETDUFPA, Hotel Princesa Louçã, Sol Informática, Secretaria de Estado da Cultura/Governo do Estado da Paraíba, Secretaria de Educação de Marabá, Secretaria de Cultura de Marabá Prefeitura de Marabá, Fundação Cultural do Pará, Organização Pará 2000, Secretaria Executiva de Cultura do Estado Do Pará, Governo do Estado Do Pará.

Serviço
Ciclo de Dramaturgos, com Aluizio Guimarães. De 04 a 08 de agosto (5ª e 6ª, das 17h30 às 21h30. No sábado das 14h às 18h). Na Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará - ETDUFPa
. Trav. D. Romualdo de Seixas, 820. (esquina com Tv. Jerônimo Pimentel). Fone: 91 3212-5050. Mais informações: www.17.festivaldoteatrobrasileiro.com.br/