3.6.22

40o Circular abre 30 espaços culturais no domingo

Kamara Kó Galeria abre exposição de Evna Moura

O domingo, 5 de junho, chega em clima junino no 40º Circular. A programação celebra ainda o Dia do Meio Ambiente e debate sustentabilidade, patrimônio, cidadania, traz música, bate papos,   gastronomia, oficinas, homenagem e banho de cheiro. Tudo de 8h às 20h, em espaços culturais nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto.

Nesta edição, 30 parceiros abrem as portas com exposições, economia criativa, visitações históricas. Belém vive o clima da desobrigação do uso de máscaras, mas não é por isso que se pode vacilar. O ideal é andar com sua máscara e também a carteirinha de vacinação, para melhor usufruir de todo o circuito.

Há dois espaços novos, ambos na Cidade Velha, a Amazônia Artesanal, na Cidade Velha, que apresenta seus métodos tradicionais e modernos para “conservar” insumos amazônicos, com aproveitamento integral de frutas e fusão de alimentos diversos com os da nossa região, e o SEBO DA FRIDA. Temos de volta ao circuito, o Floresta Sonora, em parceria com o também selo musical, Caquí, e o Midas Amazon Studio, ambos no bairro da Campina.

Vale destacar também o Roteiro Geo Turístico, coordenado pela Professora Gorretti Tavares, que realizará o roteiro “O Arquiteto Antônio Landi e a Belém do Século XVIII: Percorrendo e Reconhecendo paisagens no Centro Histórico de Belém do Pará”, com direito a uma homenagem ao Prof.  Flávio Augusto Sidrim Nassar  (in Memoriam), durante a entrada do público no Fórum Landi. A saída será às 9h, na Casa das Onze Janelas. 

O Fórum Landi, que participa da programação com a abertura da Exposição da Maquete do Centro Histórico de Belém e a Exposição de Desenhos de Antônio José Landi, a partir das 9h, também rende homenagens a Passar, às 10h30. Haverá também uma exposição de livros produzidos pelo Fórum Landi e pela FAU UFPA. Fica na Praça do Carmo, n. 60.

Circular se prepara para seus 10 anos em 2023

Maquete ganha exposição em homenagem ao 
arquiteto Flávio Nassar, falecido este ano.

O Circular Campina Cidade Velha nasceu no centro histórico, por iniciativa da sociedade civil organizada e se manteve vivo e ativo mesmo em meio a pandemia, de forma digital. Este ano, com a vacinação em ascensão, no mês de abril, vários espaços retornaram ao circuito presencial e nesta edição não será diferente. Uma das idealizadoras é a Makiko Akao, que fez a gestão do projeto por três anos, desde que ele iniciou em 2014. 

De lá pra cá, a rede de parceiros passou de 6 para mais de 40, até antes da pandemia, mas que já está praticamente com este número este ano, com nosso retorno às ruas. Outra coisa que também aumentou de lá pra cá, foi o número de bairros, pois o Reduto também entrou neste recorte histórico da cidade. Este ano estamos trabalhando em formato básico, como no início do projeto, realizando cinco edições de rua, ao ano, começando por abril, depois junho, agosto, outubro e dezembro, sempre que possível, no primeiro domingo desses meses. 

Em 2020 e parte de 2021, foram realizadas edições virtuais e este ano desde abril voltou à rua. Além das edições, a gente também tem um Fórum, do qual foram realizadas 3 edições. Temos este site e uma revista digital, lançamos um livro e já produzimos dois documentários sobre o projeto. O Circular Campina Cidade Velha vai fazer 10 anos, em 2023.

Para acompanhar as ações antes, durante e depois das edições, o público pode acessar as redes sociais e site do projeto: @circularcampinacidadevelha e www.circular.org

PROGRAMAÇÃO

BAIRRO DA CAMPINA

AP – SEDE SOCIAL – Terrace -  Endereço: Av. Presidente Vargas, 762. Horário de funcionamento: 10h às 16h. Evento aberto ao público.

Exposição “A arte e a Cidade”

Música ao vivo (12h)

Venda de comidas e bebidas

Atenção: Obrigatório apresentação do comprovante de vacina com esquema de vacinação completo (2 doses) e uso de máscara.

CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA ELEITORAL - CCJE – Rua João Diogo, 254 – Campina – Belém-Pará (ao lado do Corpo de Bombeiros). 9h às 16h . Contato: 3346-8018 

Galeria- Mezanino: Exposição “Novos Olhares sobre as Eleições no Pará” 

Térreo: Exposição de longa duração “Cidadania - um olhar através do tempo”.

OBS.: É obrigatório o uso de máscara em todos os seus espaços internos.

CASA IGÁ – Cozinha, Estúdio e Design, Endereço:  Tv Frei Gil de Vila Nova 215- contato Patricia Gondim- 98417. 4209

11h30 às 18h - Restaurante Igá aberto até o finzinho da tarde! 

Receba a Cartilha de Ingredientes que a cada edição, traz uma letra do alfabeto contando a história dos elementos utilizados no preparo dos pratos. 

As letras das cartilhas são colecionáveis, produzidas pelo designer Rafael Gondim - tipografia vernacular.

CAS’AMAZONIA BRASIL - 9h às 18h - Endereço: Tv. Campos Sales, 752, entre General Gurjão e Carlos Gomes. 

9h às 10h – Aula de yoga com Tunga Vidya 

9h30 às 18h – Ponto de Cultura Iacitatá Amazônia Viva

10h às 18h – Raízes Café 

10h às 18h – Da Tribu 

10h às 18h – Amazônia Sazonal

10h às 18h – Guido Cadernos

10h às 18h – Saci Ângelo

10h às 18h – Caroço Artesanatos

11h – Visita guiada com engenheiros e realizadoras da Casa

11h30 – Roda de conversa com Jô Alves, uma das realizadoras da Casa, Kimico Athaíde e Luiz Frazão, engenheiros responsáveis pelo projeto da Casa, Valdecir, Valdecir Filho, Daniel e Machado, equipe técnica.

DO IT COWORKING - 10h às 14h - Rua Avertano Rocha, 192 Campina Belém PA – Contato: (91) 98490.8905.

Dia Mundial do Meio Ambiente. Para pensar no futuro, é preciso pensar na preservação do meio ambiente e isto precisa começar agora. 

I Circuito de Sustentabilidade e Economia Criativa

9h às 12h: Empório DeBem - Café da manhã.

10h às 11h00: Workshop “Como montar um terrário e construir um jardim flutuante”

Com Nathalia Haber (NH Paisagismo)

Local: Segundo andar do coworking

Inscrição: R$30,00 - Vagas Limitadas

10h às 12h: WORKSHOP Narrativas para um futuro sustentável - Gabriella Salame (Fluxo)

9h às 12h: Feirinha criativa

ESPAÇO CULTURAL VALMIR BISPO E ATELIÊ JUPATI – 9h às 17h - End. Trav.Padre Prudêncio,681 (entre Carlos Gomes e Gama Abreu)- contato (91)8513.3347.

ProgramAção temática idealizada pelo Toró - Gastronomia Sustentável – Dia do Meio Ambiente.

10h às 11h30min – Roda de Conversa - Amazônia Atlântica: Cultura e Ciência.

Participações:

Erika Morhy (Jornalista), autora do livro “Mulheres do mar: relatos Biográficos de Salinas a Deir Ammar” e do áudio-documentário “Mulheres do Mar”. 

Bruna Martins (Oceanógrafa/Rare Brasil) e mestra Patrícia Farias (RESEX Soure / Ilha do Marajó – venda do livro de receitas “Cozinha da maré - As mulheres e o patrimônio alimentar nativo dos manguezais amazônicos do Pará”.

Dr. Miguel Picanço (Antropólogo) -  Pesquisador na área da Antropologia da Alimentação e Visual. Livro “Comida cabocla, uma questão de identidade na Amazônia”.

Raqueline Monteiro (Oceanógrafa/ALMA - Amazônia Lixo Marinho) - Doutoranda em Ecologia Aquática e Pesca (UFPA), pesquisadora na área da Poluição Plástica na Amazônia Paraense e “Jovem embaixadora do Oceano Atlântico no Brasil”, desde 2020/All-Atlantic Ocean Research Alliance (AANCHOR).

Mediação

Susane Rabelo (Pesquisadora socioambiental e gestora cultural do Toró - Gastronomia Sustentável).

Exposição - Amazônia Atlântica: Cultura e Ciência

“Mulheres do mar” - Instalação interativa e multimídia (Acervo: Erika Morhy).

“Mães do mangue” - Instalação de imagens representando as relações socioculturais, um encontro entre os rios, marés e mangues e as mulheres do lugar. (Acervo: Rare Brasil)

“Comida cabocla” - Instalação etnofotográfica representando paisagens, experiências, comensalidades e sociabilidades caboclas na Amazônia Atlântica. (Acervo: Miguel Picanço)

“Recolixo Amazônia: coleção de lixo marinho da costa amazônica” -  Coleção da Rede de Coleções Didáticas e Científicas de Lixo Marinho na região amazônica. (Acervo: UFPA/Faculdade de Oceanografia)

Feirinha Criativa

Espumas de Inaê - criação de Inaê Nascimento, oceanógrafa, artista e astróloga. Produção artesanal de cosméticos ecológicos para o banho e cuidados rotineiros.

Girassol Terapias Holísticas - idealizado por Concita Baía, socióloga, educadora ambiental e aromaterapeuta. Oferta de óleos essenciais e vegetais, águas florais, sprays de ambiente etc.

Santa Flora - Tim Penner, jornalista e produtor de plantas ornamentais. Produção de Bambu da Sorte e folhagens naturais.

Pano Chic

Arte Indígena - adereços artesanais com grafismos (pulseiras, colares, brincos, anéis, adornos de cabeça, cintos, bolsas etc) confeccionados com produtos da sociobiodiversidade (sementes de morototó, lágrimas-de-Nossa-Senhora; talas de arumã; madeira etc) e pintura corporal feita pelas artesãs Carla Marajoara e Lila Ticuna.

11h às 15h - Almoço - O Chef Wagner Vieira receberá a mestra Patrícia Farias (RESEX Soure/Ilha do Marajó) - comida sociobiodiversa temperada com o saber local e produto originário do manguezal.

14h às 16h - Bate-Papo e pré-oficina -  Fotocolagem com Galvanda Galvão 

16h às 17h - Atração Musical  - Banda Reverso - grupo de rock cover que passeia pelas diversas vertentes e gerações. 

FOTOATIVA – 9h às 20h Praça das Mercês- contato (91)  99136.6479

9h - Café no Jardim -  Para comer e saborear o tempo com quitutes de colaboradores da Fotoativa, com delícias da Nice da Luz.

Abertos:

Bar Fotoativa – água e bebidinhas 

Loja Fotoativa - produtos Fotoativa + Livros e revistas de Arte, Educação e Patrimônio, para ler, comprar e compartilhar.

9h - Instalação - Qual o nome da sua avó? - 9h

Artista: Anna Ortega

9h30 – Oficina - Produção de Câmera Escura 

Instrutora: Janine Valente (Colaboradora Fotoativa)

Público: uma programação para toda família!

10h – Exposição “Religare” -  Artista: Daniela Mônica

16h - Quitutes da Dona Diná

18h – Pôr do Som  - Forró Encantado - Armandinho Mendonça (voz e rabeca), Mainumy (voz, triângulo e maracas), Thales Branche (voz e violão 7 cordas) e Rodrigo Kafunguegi (voz, zabumba e pandeiro). 

FLORESTA SONORA -  10h às 20h- Endereço: 13 de Maio, 363 – Contato (91)98060.0941

Os selos Caquí e Floresta Sonora estão juntos para fazer um circuito muito especial neste domingo, 5.

10h - Bate-papo Lucas Escócio, Videoclipes na Amazônia

11h – Camila Honda 

14h - Bate-papo com Diego Fadul, engenharia de som

15h - Reiner

16h – Malu Guedelha

17h - Pratagy

Comida: Karai Darou, comida japonesa

Exposições: O Outro e Vitória Leona

KAMARA KÓ GALERIA- 10 às 17h- Endereço: Trav. Frutuoso Guimarães, 611- Contato: (91)98190-7084

Exposição Paisagens Inventadas, da artista paraense Evna Moura - Narrativas ficcionais que misturam memórias de infância e paisagens artificiais, construídas a partir de manipulações fotoquímicas.  Cores hipersaturadas, texturas e luzes desconcertantes criam atmosferas oníricas para paisagens fugazes.

MIDAS AMAZON STUDIO – 12h às 17h – Endereço: Rua Ó de Almeida, 40 - Entre Padre Eutiquio e Campos Sales.

12h30 às 14h30 -  Trio Paraense (Tripa)

Luiz Pardal, Jacinto Kahwage e Paulinho Assunção 

15h às 17h - Trio Lobita de 15 horas às 17, horário do encerramento.

Andrea Pinheiro, Paulo Moura e Tiago Amaral

RESTAURANTE DONA JOANA - 11h às 19h - Endereço- Travessa Campos Sales 482;  (91)99281.7005

Almoço e café da tarde (cozinha zero glúten e zero lactose)

Nós mesmos, nossa casa, com nosso ambiente, nossos objetos em exposição, nossa história, seremos a atração. O próprio Dona Joana.

BAIRRO DA CIDADE VELHA 

AMAZÔNIA ARTESANAL – 10h às 17h - Endereço: Rua Dr. Malcher, 25. Ao lado da igreja da Sé. Cidade Velha. Contato: 91-981824147 Instagram: @amazonia.artesanal

Métodos tradicionais e modernos para “conservar” insumos amazônicos, com aproveitamento integral de frutas e fusão de alimentos diversos com os da nossa região.

De 10h as 17h - Lojinha 

De 12h as 15h almoço em 3 tempos AmArte 

Recepção com drink de boas vindas – licor de flor fada azul com cumaru;

Entrada:  bolinho de pato em nuvem de ovos nevado e geleia de tucupi com toque apimentado;

Principal (opção 1): Pavulagem de Camarão – camarões salteados em azeite e ervas. Acompanha crispy de jambu e aligot de flor de jambu e baiãozinho de feijão manteiguinha e queijo do marajó;

Principal (opção 2): massa talharim (bacon ou camarão) com creme de queijo do marajó;

Sobremesa: quindim com caviar de açaí.

13h - Sarau Meio Dia: Panela no Fogo, Poesia – com o poeta e prof  da UFPA Dr. Paulo Vieira. 

15h - Sarau: Na Hora da Chuva - Encontro com a poetisa dos vinhos, Rose White.

16h - degustação de geleias de produção artesanal, incluindo a HISTÓRIA DAS GELEIAS e outras conservas, apresentado pela Engenheira de Alimentos, Andreia Uchôa.

BAR DO RUBÃO – A partir de 12h - Trav. Gurupá, 312. Contato: (91)98083.8303 

Comida afetiva regional + Cervejinha gelada.

BAR E RESTAURANTE NOSSO RECANTO – Das 11h às 21h - Endereço:  Rua Siqueira Mendes, 24 Em frente à Praça do Carmo Cidade Velha. Contato: (91)98166-9812.

Cervejinha gelada, petiscos: camarão empanado, unha de caranguejo, isca de peixe, maniçoba e sua boa seleção musical.

CASA SOMA CULTURAL – 10h às 17h - Endereço: Rua Capitão Pedro Albuquerque, 395- Contato: (91)98126-4860

10h – Contação de Histórias com Kadu Santoro 

9h às 16h – Jogo de Cartas para Autoconhecimento – Baralho do Seu Zé – com Tainá Serrão.

Valor: $15,00 a $35,00

09h às 15h – Desprogramação Neurobiológica

Valor: $70,00

Theatahealing com Pamela Healer

10h às 11h – Vivência: Reencontrando consigo através da criança interior

Valor: $35,00

9h às 17h - Cervejaria artesanal, sucos naturais 

10h30 às 17h - Comida Vegana e natural

9h às 17h – Flash Tattoo

16h – Aulão de Yoga, com Krishna Rohini

17h – Show com Eduardo do Norte

COLETIVO APARELHO - Endereço- Mercado do Porto do Sal – Rua São Boaventura- Contato: (91)98878.0936

Abertura da Programão: Rádio Estamira e Coletivo “Cidades em Frestas”.

10h - Colorina a Árvore da Vida – Contação de histórias, Com Vandiléia Foro. 

11h às 12h - Oficina de Colagem, Com Paola da Silva. 

12h30 às 13h45 - O Mercado do Choro

14h – Roda de Carimbó, com Banda Patuá.

15h – Performance artística “Bacu Rabazônia”, com Arthur Morbach.

15h30 – Pandeiro Livre, com Douglas Dias e Convidados.

18h – Fechamento dos portões do Mercado. 

Durante o dia: 

Estamparia da Logo do Aparelho – leve sua blusa e 20,00 (todo dinheiro será revertido para as ações do Coletivo).

Feira Criativa do Porto do Sal.

Boxes Abertos para se comer e se beber.

DURVAL BRECHÓ - Endereço- Rua Dr.Malcher,  153 - a um quarteirão da Igreja da Sé- Contato: (91) 98118.9290

09h `as 15h - Porão de um Casarão antigo - Liquidação de todo o acervo,  com preços  variando entre R$ 3,00 a R$ 30,00. 

Peças femininas, masculinas, infantis, sapatos e bijuterias com qualidade e precinhos sensacionais!

No Casarão serão servidos pratos vegetarianos muito saborosos!

ESPAÇO GASTRONÔMICO PIMENTA NA CUIA – A partir das 11h- Rua Rodrigues do Santos, 186 - Cidade Velha. (91)8296.7878

11h - Aberto com deliciosa gastronomia tipicamente amazônica + Música ambiente é temperada com toques vintage de MPB, jazz, bossa nova, blues, samba.

17h - Atração musical ao vivo de Adilson Alcântara:  às 17hs

FÓRUM LANDI - 9h às 13h- Endereço: Rua  Siqueira Mendes, 60 - Visita à maquete de Belém.

Vídeo sobre a maquete + Exposição de desenhos do Arquiteto Landi 

9h30 - Homenagem do projeto Roteiro Geo Turístico ao Prof.  Flávio Augusto Sidrim Nassar  (in Memoriam) o Fórum Landi (Praça do Carmo). 

LOJA AUTORAL VEM – 10h às 19h - Endereço- Travessa Capitão Pedro Albuquerque, 300 - Contato:  (91)98519.3612.

Mais de 25 marcas da cidade + Cultura regional, moda, acessórios e homedecor + Lançamento Coleção TitaMaria - Orgulho em SER - Em celebração ao orgulho LGBTQIA+ (28/05).

Gastronomia - Kantinho da Helô na roça - Comidinhas e bebidinhas – De $2 a $18

17h - DJs preciosa  - black e soul music.

LE BISTRÔ – A partir das  14h  – Trav. Marquês de Pombal,44 (Feira do Açaí) (91)9110.9809

14h30 - Experiências com Vinho e Insumos do Terroir Pará com Ana Luna Lopes 

16h - Circular de conversa com o escritor Márcio Leno Maués

18h30 - Poket show de Olivar Barreto e Renato Torres

Comidinhas, ostras de São Caetano de Odivelas e Vinhos em taça!

PAPEL DA AMAZÔNIA E ATELIÊ DO ZOCA - 9h30 as 16h- Endereço: Dr. Rodrigues dos Santos 181, entre Gurupá e Cap Pedro Albuquerque- Contato: (91)98129.7636

REBUJO – 10h às 20h - Rua São Boaventura,171. (91)8067.0580.

10h30 - Yoga

11h - Palestra de maindfulness

11h30 - Bate papo sobre astrologia

12h -  Abertura das vendas de comidinhas e bebidas

10h às 18h - Feirinha criativa

12h às 20h - Programação musical

14h às 20h - Flash tatoo

16h - Draft Punk

17h - Banda do bloco

18h - Reggae town

19h - Bambata brother

20h - Arthur da Silva

ROTEIRO GEO TURISTICO: Gorretti Tavares (Coordenação do projeto) - (91) 98831-1480

“O Arquiteto Antônio Landi e a Belém do Século XVIII: Percorrendo e Reconhecendo paisagens no Centro Histórico de Belém do Pará” - Homenagem ao Prof.  Flávio Augusto Sidrim Nassar  (in Memoriam).

Saída: 9h- Casa das Onze Janelas (parte de frente ao rio) 

SEBO DA FRIDA - Endereço: Travessa Breves, nº 50- Entre óbidos e Tamandaré. Contato: (91)9826.3525

09h - Café da manhã Frida.

11h - Brechó Frida (Marcas Autorais Parceiras).

14h - Leitura de Poemas

16h - Atração musical com Anderson Moyses & Tributo ao Belchior (Brasilidades)

SISTEMA INTEGRADO DE MUSEUS – SIMM – Complexo Feliz Lusitânia – Praça Frei Caetano Brandão. Contato Coordenação de educação- 4009.8695. 

Espaços abertos com a entrada gratuita e funcionarão de 9h às 17h. 

Museu de Arte Sacra (Igreja de Santo Alexandre), Forte do Presépio (Museu do Encontro), Casa das Onze Janelas, Museu do Círio, Memorial Amazônico da Navegação (Mangal), Museu de Gemas (São José Liberto) e Galeria Fidanza (Museu de Arte Sacra): Exposição Imaginária Maria

Casa das Onze Janelas:  Exposição: "Diversidade entre formas, volumes e relevos”-  55 obras pertencentes ao acervo do Estado, obras de 33 artistas do cenário internacional, nacional e regional.

Feira da Criatividade: Cultura alimentar, moda autoral, acessórios e cosméticos, no Píer da Casa das Onze Janelas.

VARANDA DO AXÉ - 8h às 18h - T.U. Ogum Beira Mar e Mamãe Oxum - Endereço: Travessa Gurupá nº 18, entre Dr. Assis e Rua São Boaventura (altos). Contato:  (91) 98954-5313. (91)98891.6074

10h - Contação de histórias com Marluce Araújo - Homenagem aos orixás de junho

11h - Macumbarias sonoras com DJ Jack Sainha

12h - Almoço - Venda de comidas típicas e bebidas

15h - Tem fifi no forró

18h – Encerramento

XIBÉ CULTURAL – Endereço: Endereço: Rua Cametá ,113 entre Joaquim Távora e Capitão Pedro Albuquerque-Contato (91)98166.9368

12h às 16h – Abertura Gastronômica (Almoço)

Cardápio: Maniçoba , Casquinho de caranguejo, Panqueca de camarão ao molho reduzido de tucupi + Caruru, Sobremesa - Bolo Pé de Moleque.

16h às 17h -  Banho de Cheiro com “Demonstração de essências regionais”

17h às 20h –  Show  “Pedrinho Callado & Convidados ’’

 O músico, cantor e compositor Pedrinho Callado apresenta o show “Achados e Perdidos”, gravado em DVD recentemente, ainda inédito.

Obs. Apresentar a carteira de vacina 

 BAIRRO DO REDUTO 

ANTONIETA HOSTEL, CAFÉ e BISTRÔ – A partir das 8h  – Endereço - Avenida Governador José Malcher,  592 Nazaré – Contato: 91 98727-2421 ou 91 98258-0380 

9h - Café da manhã

9h às 13h - Vivência de Grafismo indígena em Cuias. Com Sylvia Mendonça.

10h - Contação de História Infantil com Otânia Freire e Cleber Cajun.

12h -  Forró Xodó - Otânia Freire, Pedro Junhu, Gabriel Becker + Visitação ao casarão + Feijoada Antonieta

14h - Show com Luizan Pinheiro

16h30 horas - Amazon Vibe - Vivência de Dança Afro-Amazônica com Dauana Parente + Exposição de Fotos históricas da Avenida São Gerônimo

CASA DO FAUNO  – 8h30 às 20h - Aristides Lobo, 1061 (entre Benjamim e Rui Barbosa)(91) 8838.1808

08h30 - Café da manhã + Café e pães, tapioquinhas e bolos 

9h30 - Oficina de Dança do Ventre “Ritmo e poesia em movimento” com Ana Oliveira

Inscrições: 20,00 (vagas limitadas)

Informações: 91 988381808

12h00 - Almoço

15h30 - Show: “Tributo a João Nogueira”

Artista: João da Hora 

Couvert Artístico: $10,00

O almoço musical na Casa do Fauno nessa edição do Circular tem som de João da Hora e convidados que promete animar a tarde com muita brasilidade, e da cozinha a inspiração são sabores que combinam com nosso samba e as especialidades da Casa.

VILA PRANA – 10h às 16h – Rua 28 de Setembro, 913, esquina com a Tv Rui Barbosa – Reduto.

“Domingo de sol na vila” - Rua fechada para os carros e aberta para as pessoas. 

10h às 12h 

Pintura de calçada com a galera do @puxirumbelém; 

Visitação na @coletivorta - Horta Urbana Comunitária do Reduto com o time do @compostabelem; 

Feirinha de rua com próposito:

Boho Acessórios: venda de acessórios em prata com 100% da renda revertida em benefício de animais resgatados da rua.

Brechó de roupas: consumo sustentável.

Venda de vinis: botando as energias pra rodar na vitrola.

Música

10h às 16h - DJ Nat/esquema promete tremer os paralelepípedos do Reduto; 

Comidas

8h às 16h - Hortinha do Reduto – café da manhã e almoço;

11h30 às 14h30- Bressanim Cozinha – aberta para almoço;

12h às 14h - Feijoada vegana do Couzine.Co, por Fabrício Araújo e 

Doces da Amma Bolos (na Bressanim Cozinha e no Bem Cafeinado)

Bebidas

Cafés coados e drinks de café do Bem Cafeinado

Chopp gelado da Cervejaria Flor de Lúpulo 

Drinks do Abdias com a Destilaria Lírica

Lojas

Bem Cafeinado: degustação (9 às 9h40) e venda de cafés especiais – 9 às 16h

Prana Tropical: plantas, biocosméticos, produtos artesanais e de artistas locais – 9 às 16h

Hortinha do Reduto hortifrúti – 8 às 16h

Bressanim Cozinha – oficina de massas (9 às 10h30) e lojinha aberta até às 16h

E mais:

Estúdio Tereza e Aryanne: ensaios rápidos “Traz teu pet” em troca de 1kg de ração sem corante para gatos e cachorros (dentro da Prana Tropical das 12 às 14h)

Galeria Ascensão: Obras de Arte do Kambô. 

28.5.22

Os parabéns de 80 anos de Adamor do Bandolim

A festa vai ser do do jeito que ele gosta, ao lado dos amigos, familiares e na Casa do Gilson, espaço de cultura e resistência do Choro em Belém. Tudo a partir das 13h, neste domingo, dia 29, quando também se comemora o Dia Municipal do Choro, em sua homenagem.   

Adamor é um guerreiro, venceu as adversidades da vida, gravou cinco CDs e um LP, e se orgulha de ter ajudado gerações depois dele a continuarem o ofício de ser músico. São mais de 60 anos de contribuição para a música brasileira. Marajoara de Anajás, é um autodidata, iniciou sua trajetória musical em 1958, participando de um programa de calouros na Rádio Difusora de Macapá (AP), quando ainda cursava o 3° ano do antigo curso ginasial.

Em 1962, ingressou nos correios (antigo DCT) indo para Anajás, onde permaneceu até junho de 1970. Porém, neste espaço de 08 anos, sempre vinha à capital paraense, e nestas vindas, conheceu os velhos chorões de Belém daquela época como: Delival Nobre, Edir Proença, Vaíco, Tota, Catiá, entre muitos outros.  Em 1979, quando da inauguração da Casa do Choro, sob o comando de Aldemir Ferreira da Silva, ingressou no Grupo Gente de Choro, atuando sempre aos finais de semana na própria Casa do Choro.  Com o falecimento de Aldemir, em 1983, o Grupo Gente de Choro dispersou-se e Adamor passa a integrar os grupos musicais, como o Novo Som, Sol Nascente, Manga Verde, Oficina e no folclórico grupo Urubu do Ver-o-Peso. 

Em 1993 lançou seu primeiro disco (em vinil) intitulado Chora Marajó, o qual também teve divulgação nos estados do Maranhão, Piauí e Amapá.  Em 1999, como compositor e intérprete, fez parte do CD Choro Paraense (série Pará instrumental volume IV).  Sempre cultuando o Choro e sempre ao lado do Grupo Gente de Choro, participou de vários projetos culturais como: Música na Praça, Preamar, Seresta do Carmo e etc.  

E em 2004, com o patrocínio da SECULT/PA, gravou o CD Adamor Ribeiro (Projeto Uirapuru volume VII) e em 2007, o segundo, de nome Choro Amazônico. Em maio de 2014 iniciou as gravações de “Lagrimas da Minha Ilha", aprovado pela Lei Semear com o patrocínio da Natura, e o seu lançamento ocorreu no primeiro semestre de 2015 . Em 2019 gravou mais um álbum com o título “Vertentes”, que em breve será lançado. 

A Casa do Gilson fica na Tv. Padre Eutíquio, 3172 - Bairro da Condor.

Discografia

1983 - LP Chora Marajó , disco vinil.

1999 - CD Choro Paraense (participação).

2004 - CD Adamor Ribeiro, projeto Uirapuru Vol. VII.

2007 - CD Choro Amazônico, patrocinado pela Petrobrás.

2015 - CD Lágrimas da Minha Ilha, edital Natura, via lei semear.

2017 – CD Minha Lavra, edital Rumos Itaú cultural 2015/2016.

2019 – CD Vertentes, via emenda parlamentar do deputado federal Edmilson Rodrigues

Parabéns, querido Adamor do Bandolim!  

3 anos sem o autor de "Visagens e Assombrações"

Neste domingo, 29, completam três anos da morte de Walcyr Monteiro, autor da série “Visagens e Assombrações de Belém”, obra que completou 50 anos de publicação, no dia 7 de maio passado. O filho mais velho do escritor, Átila Monteiro, curador da obra do pai, anunciou que a editora Walcyr Monteiro seguirá comemorando o legado do autor durante todo o ano, com participação em feiras de livros e eventos direcionados para o universo fantástico e sobrenatural.

Átila Monteiro revela que além de busca apoio para a edição dos livros já lançados, o objetivo também é conseguir apoio de instituições públicas e privadas para lançar os trabalhos inéditos. 

“As obras do meu pai representam mais de 50 anos de pesquisas sobre folclore e mitos da Amazônia. Ele quis registrar para as novas gerações todas as nossas crenças, as nossas tradições e a cultura que compõe a raiz do nosso povo. Essas raízes são muito importantes porque mostram o nosso DNA, que pode ser encontrado nesses registros e nos feitos por outros escritores paraenses. É muito importante que o povo da Amazônia conheça os nossos costumes e tradições para que as pessoas do centro sul e de outros países, possam também tomar conhecimento da imensidão da nossa cultura”.

Entre os trabalhos deixados em fase de produção por Walcyr estão os livros: Visagens e Assombrações de Belém Vol. 2, que traz textos inéditos; Contos Noturnos e Histórias de Caboclo para Maiores de 18 anos, o volume 3 da Série "Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia", coleção Açaí e o livro Lendas Amazônicas. 

“É claro que as parcerias com os órgãos de cultura é super importante para que esse trabalho siga adiante constituindo um verdadeiro acervo de pesquisa e de cultura para as futuras gerações. Fica o convite para que as instituições que tenham o interesse de propagar a cultura amazônica nos procurem. Estamos de portas abertas”, afirma Átila. Segundo o escritor Paulo Maués, que estava colaborando na edição do livro “Visagens e Assombrações de Belém Vol. 2”, era um sonho de Walcyr publicar o segundo livro, nos mesmos moldes que foi o primeiro. 

“No segundo livro selecionamos 22 histórias com aquilo que há de mais chamativo, que são as narrativas. Tem textos que invocam, por exemplo, o Palacete Bolonha, e outras histórias de lobisomem passadas em Belém. Também é impossível falar de Belém, sem falar de Matinta. A gente fez uma seleção daquilo que havia da nata da produção de Walcyr que não tinha saído na primeira edição e também na série Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia. É uma coleção maravilhosa. Como leitor também estou ansioso para ver e segurar nas minhas mãos. Ver o sonho do Walcyr realizado. Vai ser um momento de muita felicidade”.

Trajetória marcada pelo amor ao folclore

Walcyr Monteiro nasceu em Belém, em 27 de janeiro de 1940 e faleceu no dia 29 de maio de 2019, aos 79 anos, ainda na ativa. Apaixonado pelas narrativas orais que coletava nos mais diversos municípios da Amazônia, o escritor foi um incansável pesquisador dessas histórias, que foram preservadas nas páginas das dezenas de livros escritos por ele, onde registrava o resultado do que ouvia, muitas vezes diretamente do caboclo ou nas rodas de conversa nas periferias da capital paraense, alguns tendo se identificado como testemunhas oculares desse universo fantástico abordado nas obras do escritor.

Era formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e Economia pela Universidade da Amazônia e também atuou por muitos anos como professor e jornalista profissional, quando colaborou com diversos jornais e revistas que circularam no estado. E foi esta última vocação que prevaleceu em sua trajetória, a partir do momento que decidiu começar a publicar a série “Visagens e Assombrações de Belém”, que se tornaria seu livro mais famoso, e que nasceu como uma coluna no jornal A Província do Pará. 

Em 2003, em coautoria com o escritor português Fernando Vale, publicou, em Portugal, pelo Instituto Piaget, Histórias Portuguesas e Brasileiras para as Crianças, cuja edição brasileira ficou a cargo da Editora Paka-Tatu. Publicou também os livros didático História Econômica e Administrativa do Brasil; Miscelânea ou Vida em Turbilhão e Cosmopoemas, os dois últimos incursões no universo da Poesia; a série de revistas Visagens, Assombrações e Encantamentos da Amazônia; As Incríveis Histórias do Caboclo do Pará; Contos de Natal, e Amazônia: histórias e Lendas, edição em português e alemão.

Seus trabalhos também são utilizados como subsídio nas mais diversas áreas, especialmente a cultural, como montagens teatrais, assim como inspiração para a elaboração de diversos roteiros cinematográficos, entre os quais Lendas Amazônicas e os curtas metragens A Lenda de Josefina e Visagem, este último dirigido por Roger Elarrat, sendo o primeiro filme em Stop Motion do Pará. Também a série Catalendas, da TV Cultura do Pará, baseou-se em algumas histórias coletadas e publicadas nos livros de Walcyr Monteiro.

26.5.22

Luar traz história social e cultural de Igarapé-Miri

Escrita pelas professoras  Crisálida Pantoja e Cesarina Lobato (em memória), a obra que está sendo lançado hoje soma 15 anos de  pesquisas, com uma imersão na terra natal das autoras, dando seguimento às pesquisas relacionadas às transformações sociais no município de Igarapé-Miri (PA), cidade natal de ambas. O lançamento é hoje em Belém, para convidados, e no dia 26 de julho, será realizado um evento também na Casa de Cultura de Igarapé-Miri. 

O livro traz um resgate histórico de Igarapé-Miri, que tem suas origens no ano de 1714, e aborda, entre outros assuntos, os ciclos da borracha, da cana-de-açúcar e do açaí, bem como, registra a cultura, vivências e impressões de quem nasceu e morou no município na época em que as tradições orais eram fortes e as pessoas “podiam sentar na calçada para conversar”. O livro traz histórias de “amor, religião, educação, política, assombração e muita magia”, como destaca a professora Edna Heloísa Dias de Souza, quem prefaciou o livro.

A autora Crisálida comenta que os leitores encontrarão assuntos como o Festival do Açaí, a trajetória da educação no município, o comércio realizado por meio das embarcações, o curandeirismo, o importante trabalho das parteiras, os ilustres artistas mirienses como o Rei do Carimbó, Pinduca e a Rainha do Carimbó Chamegado, Dona Onete. O livro também aborda as estórias de personagens como boto, matintaperera, cobra-grande, yara e lobisomem; manifestações populares como as festas juninas e as pastorinhas, além de relatos fortes e comoventes como a Cabanagem em seu viés local e o registro do primeiro feminicídio na cidade. 

O título do livro remete à influência do satélite da Terra, que faz parte do cenário místico de Igarapé-Miri. As fases da Lua são fenômenos que influenciam os mais variados acontecimentos naturais e sobrenaturais, conforme texto escrito por Cesarina. Trata-se de um tempo em que havia poucas lâmpadas públicas das 18h às 23h, e ainda assim forneciam uma qualidade baixa de iluminação. Dessa maneira, o luar fazia muita diferença, permitindo ver melhor as coisas, pessoas, lugares, caminhos, ajudando também os comerciantes a navegarem em segurança pelos rios Tocantins e Amazonas, de acordo com “Noite de Luar”, um dos textos integrantes do livro. 

15 anos de pesquisa e coleta de dados

O “Luar” é resultado de 15 anos de trabalho intermitente, em que as autoras se encontravam para trocar ideias, entrevistar pessoas de Igarapé-Miri e coletar documentos e informações para suas pesquisas. Munidas de caneta, papel, um gravador manual e muita vontade de registrar os fatos, encantos e curiosidades da amada cidadezinha, reuniram um vasto material que resultou nesta obra, que finalmente chega ao público.

Na elaboração do “Luar”, as autoras priorizaram talentos de seus conterrâneos, como o ilustrador e desenhista Rubens Portilho; a fotógrafa Giselle Pureza, a nutricionista Ana Carolina Martini, que traz um informativo sobre as qualidades nutricionais do açaí, entre outros. 

Sobre as autoras - Crisálida Pantoja Soares formou-se em Letras pela Universidade Federal do Pará e sempre esteve a serviço da educação em Igarapé-Miri. Cesarina Lobato tem formação em Pedagogia e especialização em Planejamento Educacional, ambos pela UFPA – Universidade Federal do Pará.  As duas autoras fizeram a estreia na literatura em 2001 com o livro Prismas Sobre Educação e Cultura em Igarapé-Miri no Século XX. São referências como educadoras e conhecedoras das raízes socioculturais do município; responsáveis pela implantação do Ginásio Aristóteles Emiliano de Castro e do Projeto SOME – Sistema de Organização Modular de Ensino.

O livro foi contemplado pelo Programa Estadual de Incentivo à Cultura – Lei Semear, obteve patrocínio do Grupo Líder e está sendo publicado pela Editora Paka-Tatu. O valor arrecadado com a venda dos exemplares será destinado a projetos sociais de Igarapé-Miri, um desejo das autoras.

Serviço

Lançamento do Livro “LUAR”. Data: 26 de maio, quinta-feira Hora: 18h30min. Local: Escritório Central do Grupo Líder – Auditório Jerônimo Rodrigues Endereço: Rua dos Pariquis, n. 1056, Jurunas – Belém/PA

Mais informações 

Site: https://livroluar.com.br/ 

Instagram: https://www.instagram.com/livroluar/ 

Facebook: https://www.facebook.com/livroluar

25.5.22

Batalha de MC`s de volta à Praça Dalcídio Jurandir

A Batalha do Crematório ganha uma edição especial, nesta quarta-feira, 25 de maio, a partir das 18h. Parcerias, premiação, planejamento e estrutura marcam a reestreia do projeto, que traz como tema, desta vez, Dalcídio Jurandir, o escritor e romancista paraense que nomeia a Praça do Crematório, como também é  conhecida pela população. Tudo a partir desta quarta-feira, 25 de maio, às 18h. 

A Batalha do Crematório é realizada desde 2019, numa ação composta por 8, 16 ou por até 32 MC's, dependendo da forma de batalha, se de dupla, trio ou solo. A votação para o vencedor é feita pelo público ou por dois jurados selecionados pelos organizadores do projeto. E sempre que finaliza o "duelo de sangue", o campeão e o vice ganham prêmios dados por patrocinadores ou pessoas que se simpatizam com o movimento.

O tema é Dalcídio Jurandir, escrito nascido em 10 de janeiro de 1909, em Ponta de Pedras, no Marajó, filho de Alfredo Pereira e Margarida Ramos, criado em um chalé à beira do rio. Em 1910, mudou-se para Vila de Cachoeira, onde passou sua infância, aprendendo com sua mãe as primeiras letras. Em 50 anos de literatura, ele escreveu dez romances amazônicos, e teve um livro de poemas publicados post mortem, o 'Poemas Impetuosos' (Belém, 2011), organizado pelo professor Paulo Nunes para a editora Paka-Tatu em convênio com a Casa de Cultura Dalcídio Jurandir. 

Além do tema Dalcidio Jurandir, o projeto terá edição especial de Trap Funk (drill), Mc's sorteados, mas dando preferência as minas e monas e premiações de $150 para o campeão e $50 para o vice, além de surpresas que os organizadores ainda não querem revelar, ou não seria surpresa, afinal! Antes e durante as batalhas também haverá pockts shows. Na programação também haverá uma oficina circense com Luan Alex, e de dança, com Lo Ojura, arte educadora do bairro da Terra Firme.

Batalha mostra outras alternativas à jovem da periferia

O projeto Batalha do Crematório teve início na pré-crise da Pandemia Covid-19, com intuito de mostrar para os jovens das periferias que através da cultura Hip-Hop e outras culturas, é possível fugir da marginalização que vem sendo passada de geração em geração e buscar, através da arte, um futuro melhor.

“Inicialmente criei as batalhas para que eu mesmo fugisse da vida de drogas e criminalidade, e eu também queria mostrar aos jovens, que há outras alternativas”, diz Vinicius de Novaes Moraes, conhecido como "O_Mestrekakuzu", um dos idealizadores do projeto Batalha do Crematório, que ocorre toda quarta-feira na Praça Dalcidio Jurandir (praça do antigo forno crematório).

E tudo isso ocorre em um espaço muito simbólico e importante para da Cremação, o único local de lazer e cultura do bairro, a Praça Dalcídio Jurandir, construída na primeira gestão do atual prefeito Edmilson Rodrigues, após 20 anos de descaso, desde o fechamento da usina crematória de lixo da cidade, nos anos 1980. 

O praça surge no espaço em que existia a antiga usina de Cremação de Lixo de Belém (Forno Crematório), construída em 1901, na administração do intendente Antônio Lemos, por questões sanitárias, com instalações edificadas ao final da Avenida 22 de Junho (atual Avenida Alcindo Cacela), ainda despovoada e que marcava o limite da expansão sul da cidade.

Uma história de abandono e perspectivas de renovação

Alguns anos após sua inauguração a Praça Dalcídio Jurandir, amargou novo abandono, desta vez, de 16 anos e atualmente carece de novos cuidados e segurança que permita sua ocupação com ações para a juventude que vive no entorno. 

A falta de iluminação adequada tem aumentado a prática de assaltos e agressões diversas. Não à toa, a reforma e revitalização Histórica e Cultural da Praça Dalcídio Jurandir é uma das reivindicações da população no Tá Selado.

A plataforma em 2021 reuniu inúmeras outras necessidades de melhorias sociais, culturais, de saúde e segurança, além de inovações por parte do poder público, propostas colocadas em debates realizados de forma virtual e também presencial, já em 2022.  

Batalha do Cremtório

Programação - Quarta-feira, 25 de maio

Início do evento: 18h00

Inscrições da Battle: 18h30

Início da Battle: 19h15

Mestre de Cerimônia: Naiara Ester (Sereia 🧜‍♀️💙)

Créditos/Foto: Arte by Luishard

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Renato Chalu abre a mostra "Paisagens Fluidas"

“Paisagens fluidas” abre nesta quarta-feira, 25, com vernissage virtual, às 19h, pelo canal da Jambu Filmes no Youtube, como parte do projeto “Visita guiada”, para estudantes de artes visuais da Unama e alunos de arte do Curro Velho. A mostra ficará aberta ao público até 30 de junho, no horário de funcionamento da instituição.

Há doze anos, o fotógrafo Renato Chalu trabalha para gerar um universo com conceito bem definido: paisagens fluidas. “Esse momento marca o meu retorno às artes visuais, com um trabalho que venho experimentando desde a Universidade. Agora chegou a hora de expor a obra, buscando sempre que o diálogo e a troca de experiência gerem novas possibilidades de interpretação, sensações e sentimentos, enriquecendo todo esse processo”, diz Renato.

Grandes pensadores (Marx, Nietzsche, Zigmuth Bauman) já desenvolveram o conceito de fluidez, de um mundo fluido, de uma realidade fluida. Bauman afirmou o maior conceito de nossa era: “Amores líquidos”, modernidade líquida, nada feito para durar. Sobre duzentos anos de “fluidez” na arte (Edward Hopper, Francis Bacon), o curador de “Paisagens fluidas”, o artista plástico e professor Jorge Eiró, destaca a tela “Chuva, vapor e velocidade”, do inglês William Turner: “nela, uma locomotiva em alta velocidade “desmancha-se” em meio a um temporal”.

“Renato Chalu retoma as lições de Turner para fazer da paisagem amazônica um território sensorial empregando a chuva como protagonista e, ao mesmo tempo, como o agente fluidor/fruidor a dissolver a imagem/pintura, como no tríptico “Antes e depois da tempestade”, afirma o curador Jorge Eiró. Renato é fotojornalista, com vasta experiência na Amazônia; dessa experiência, segundo Jorge Eiró no texto da curadoria, “Renato explora desse repertório de imagens a pictorialidade”, ou seja, o lado “pintura” da paisagem amazônica.

A experiência de “Paisagens fluidas” começou em 2010, na Unama, disciplina “Ateliê da pintura”, do curso de ARTES VISUAIS: Jorge Eiró era professor de Renato e estimulou seu potencial “pictórico”. Renato experimentou tinta acrílica sobre as fotografias, tendo a tela como suporte, “resultando numa pintura sobre a imagem que em seguida é novamente fotografada para ser mais uma vez impressa e, finalmente, receber mais uma demão de tinta”, informa Jorge Eiró. “Nesse procedimento motocontínuo de interações, a obra converte-se em um híbrido no qual as fronteiras se tornam fluidas e se dissolvem as distinções de técnica/linguagem entre fotografia e pintura”.

Renato foi além dos próprios caminhos, teóricos e práticos. Aperfeiçoou a técnica; com alternâncias de foto e pintura, criou o que chama de “dialética visual”; não apenas captou potencialidades pictóricas, ele mirou uma Amazônia pessoal (a Amazônia é um mundo líquido”); não apenas a noite, mas o sentimento da noite; a sensação da chuva; a sensação de se contemplar uma “obra de arte natural”, pintura da própria paisagem; uma introspecção que surge não da pintura, mas do amálgama fotografia, pintura, Amazônia. 

A sensação, enfim, como escreve Jorge Eiró, “de que não mais, talvez nunca mais, nos encontremos em um espaço fixo, imóvel, da representação de um lugar. Mas sim um não-lugar, um espaço transitório, hoje tão próprio da nossa condição pós-moderna”. Além de artista visual, Renato Chalu é músico e diretor de fotografia. Como fotojornalista, trabalhou uma década no Jornal O Liberal, no qual ganhou o prêmio nacional “Tim Lopes” com reportagens especiais da série “Prostituição infantil na fronteira norte do Brasil”. Como artista visual, ganhou 3 prêmios aquisições do salão Arte Pará e venceu o 2º Grande Prêmio do Arte Pará em 2010.

Serviço

"Paisagens Fluídas", de Renato Chalu, foi o único projeto paraense selecionado no edital de pautas de ocupação do Espaço Cultural do Banco da Amazônia em 2022. O lançamento será virtual, às 19h, nesta quarta-feira, 25, pelo canal da Jambu Filmes no Youtube. A exposição ficará aberta até 30 de junho, na Galeria Cultural do Banco da Amazônia - Av. Presidente Vargas, esquina da R. Carlos Gomes.


22.5.22

Paulo Alcoforado ministra palestra em Belém-Pa

“O Negócio do Financiamento Público”, onde apresentará a Política Nacional do Audiovisual e o conceito de produção brasileira independente. Nesta segunda, 23 de maio, no Canto Coworking, em Belém. A Palestra vem ao encontro de uma necessidade do mercado audiovisual amazônico, onde, ao mesmo tempo em que a produção cresce, se elevam as dúvidas e os problemas de gestão.

As demandas sobre a produção independente e as 5 dimensões de um projeto audiovisual introduzem uma apresentação sobre o potencial do negócio a partir do exercício do poder dirigente por empresas produtoras independentes, transação de direitos autorais patrimoniais e modalidades de negócio no segmento audiovisual.

Paulo Alcoforado vem somar seus conhecimentos à experiência dos profissionais amazônicos e contribuir para o enfrentamento do desafio da profissionalização, pois apesar da criatividade dos filmes, ainda estão presentes muitas dificuldades na gestão, planejamento e distribuição. Aprender a buscar e gerir recursos parece ser, neste momento, fundamental.

Profissional com mais de 20 anos de liderança estratégica e visão demonstrada na gestão de políticas e legislações em vários territórios, e no desenvolvimento e implementação em negócios em economia criativa com ênfases em desempenho financeiro, controle de riscos e conformidade operacional. Sua experiência inclui posições de Diretor, Superintendente de Fomento e Secretário de Políticas de Financiamento da Agência Nacional do Cinema, agência responsável pela regulação do domínio econômico, fomento e fiscalização do setor audiovisual.

Paulo também foi Diretor da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Implantou e exerceu a Coordenação Executiva das três primeiras edições do Programa DOCTV Brasil, responsável pela gestão da operação em rede, articulação de circuito nacional de teledifusão e criação de ambientes de mercado para o documentário brasileiro, cujo reconhecimento garantiu o mandato para implantar versões internacionais e bem-sucedidas do programa junto aos organismos multilaterais Conferência de Autoridades Audiovisuais de Iberoamérica e

Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Paulo presta consultoria para empresas dos segmentos da economia criativa e para a administração pública relacionadas à organização do negócio e gestão empresarial, transação de direitos de propriedade intelectual e demais direitos autorais de cunho patrimonial, e acompanhamento à execução e prestação de contas. Paulo é natural do Brasil e é fluente em dois idiomas.

Serviço

Palestra “O Negócio do Financiamento Público”. Nesta segunda, 23, das 17h às 19h, no Canto Coworking - Ed. Manoel Pinto - Av. Serzedelo Corrêa, 15 - Nazaré. Mais informações: 91984624470. Realização: Companhia Amazônica de Filmes. Incentivo CTAV, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, Ancine, FSA, BRDE.

16.5.22

Amazônia Encena na Rua vem de Rondônia ao Pará

O Amazônia Encena na Rua sai de sua casa, em Porto Velho, Rondônia, pela primeira vez, e chega ao Pará no mês de junho. Em Belém haverá uma vasta programação, entre os dias 5 e 12 de junho, com apresentações no anfiteatro da Praça da República, em escolas e comunidades, e com ações formativas, incluindo debates com a realização do IV Seminário Amazônico de Teatro de Rua. As inscrições para as oficinas iniciam nesta semana, acompanhem pelo site e confiram desde já os espetáculos que estarão em cartaz. É tudo gratuito. Depois de Belém o evento ainda segue para tres outros municípios paraenses, com programação entre os dias 15 e 25 do mesmo mês.

Este é o 13º festival, edição que inaugura o formato de uma itinerância que além da Amazônia tem pretensões de chegar também à América Latina, em um futuro próximo.  Por enquanto, além de passar por Belém, o festival ainda seguirá para mais três municípios paraenses: Xinguara, Marabá e Parauapebas, numa iniciativa desafiadora. 

O festival reúne grupos do teatro de rua dos nove estados que integram a Amazônia Legal: Pará, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Acre, Amapá, Maranhão e Tocantins. Desde seu surgimento, o evento mantém as suas três principais metas: oferecer espetáculos de teatro, circo e dança; ações formativas e ciclos de debates. Além dos grupos amazônidas, também há espetáculos convidados, este ano vindos do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.  

A edição tem patrocínio do Instituto Cultural Vale, com realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A iniciativa é do O Imaginário, fundado em 2005 com o objetivo de pesquisar e investigar as diversas linguagens artísticas. Em seus trabalhos, discute a relação entre o público, o teatro e a cidade. 

“O primeiro grande foco é fazer com que esses grupos de teatro da Amazônia Legal possam, uma vez ao ano, se encontrar, pra discutir as questões relacionadas a estética, e toda sua forma de conteúdo”, diz Chicão Santos, artista, professor e militante cultural, que criou e coordena o festival. 

Nascido na cidade de Cacoal, no interior de Rondônia, Chicão Santos é  palhaço, diretor e produtor teatral, que se mudou em 1995 para a capital Porto Velho, onde deu continuidade a suas atividades artísticas, que sempre dialogaram em transversalidades, tendo o teatro como elemento condutor de transformação pessoal, social e cultural. Em 2005, ao funda O Imaginário, ampliando seu alcance e criando os embriões e alicerces para o Amazônia Encena na Rua .

Na entrevista a seguir, ele, que só chega na semana que vem a Belém, nos conta mais sobre o surgimento do festival e suas missões, desafios e expectativas, afinal é um retorno às ruas, após dois anos de clausura pandêmica. O clima é de celebração, expectativas pelo encontro, que de certo será de muita troca cultural. Confira!

Chicão Santos em ação (Porto Velho-RO)
Foto: Reprodução, Internet

Holofote Virtual: Belém já está na expectativa da chegada do Amazônia Encena na Rua. Eu já conhecia o festival de longe, mas queria saber como foi exatamente que surgiu o projeto e o que te levou a realizar um festival de teatro amazônico, e na rua?

Chicão Santos: Foi em 2007, quando estive na Bahia e participei da criação do movimento brasileiro de teatro de rua, foi quando tive clareza de que deveria realizar um festival de teatro em Porto Velho, onde não havia nenhum. 

A gente circulava já por outros festivais da Amazônia, como no Acre, em Manaus, e em Belém e a ausência de um festival em Porto Velho foi ficando cada vez mais evidente. Então quando retornei da Bahia, a Caixa tinha lançado um edital para premiar festivais. Inscrevemos o projeto e fomos contemplados.  

O primeiro festival aconteceu em 2008, com baixo orçamento, trazendo grupos para Porto Velho (RO), vindos do Acre, Roraima e Amazonas, além da participação de Narciso Telles, ator, diretor e professor atualmente do curso de teatro da UFU (Uberlândia-MG), mas na época ele ainda morava no Rio. Fizemos  a programação durante uma semana, e no final de semana fizemos cinco rodas de apresentação em praça pública  e em cada uma tinham pelo menos 800 pessoas, foi uma coisa linda.  

Holofote Virtual: E já são 13 edições com esta. Nesse percurso todo, como esse festival te atravessa e como se cruza com a sua própria trajetória?

Chicão Santos: Eu sempre fui um provocador da cena, sempre nas minhas ações e nos coletivos que participo, discutimos a questão do teatro, do público e da cidade, e canalizamos para a popularização do teatro. 

Naquela primeira edição, nós colocamos mais de 8 mil pessoas na programação. E assim fazendo trabalhos em escolas, blitz e levando o teatro pra todo lugar. 

Eu coordenei também um projeto chamado Escola Aberta, onde a gente reunia as comunidades nas escolas, dando oficinas. Era um lugar de muitas atividades em todos os lugares, também fazendo caravanas pelos rios e na BR, sempre discutindo essas questões. Então na minha trajetória, o festival passa por esse lugar da popularização do teatro, da inclusão, da promoção do acesso às pessoas tudo oferecido gratuitamente.

Holofote Virtual: Como surge a ideia de tornar este projeto itinerante? 

Se deixar, ela canta (Circo, Amapá))
Foto: Divulgação
Chicão Santos: A gente já havia discutido essa possibilidade de itinerância no 3º seminário, e feito algumas propostas de circulação. Em 2020 o projeto foi aprovado no edital da Vale, só que veio a pandemia e não conseguimos realizar naquele ano. Efetivamente, estamos realizando isso agora. Foi um processo de construção. Nossa expectativa é somar com os coletivos. 

Além do mais, Belém é muito importante para Amazônia. Sempre é desafiador e muito difícil organizar eventos em qualquer cidade do Brasil. E lógico que quando saímos do lugar da gente, os desafios aumentam, pois precisamos estabelecer novas relações com fornecedores, parcerias, grupos, setor público, além do próprio público e coletivos da cidade, mas a gente tem tido boa receptividade e temos estabelecido ótimas conexões. 

Holofote Virtual: Quais são as expectativas de vocês com Belém?  

Chicão Santos: Nossa expectativa é aprofundar nossa relação com a cidade de Belém, tão importante para toda a Amazônia. Queremos estabelecer vínculos com a cultura, tenho muitos amigos aí em Belém. Vamos ter com certeza uma troca muito legal e isso acaba tornando menores os desafios. Esperamos que as pessoas participem e partilhem suas experiência.

Sodade (Dança, Amazonas)
Foto: Divulgação

Holofote Virtual: O que podemos esperar da programação em Belém, sendo que depois vocês ainda seguem para outros municípios paraenses? É um fôlego e tanto...

Chicão Santos: Temos várias frente de trabalho, em Belém. A Praça da República será a arena principal, onde haverá as apresentações noturnas, no anfiteatro. Durante o dia vamos fazer o bate volta em escolas e comunidade, com os grupos que vão fazer apresentações, e também teremos três oficinas, uma delas dentro de escolas e outra na Praça da Republica, além do IV Seminário Amazônico de
Teatro de Rua, que fecha a parte formativa, trazendo o debate sobre as políticas públicas voltadas às artes cênicas. 

Depois iremos para Xinguara, Parauapebas e Marabá. Estamos levando três espetáculos e uma oficina; e também estamos fazendo registro audiovisual para gerar um documentário sobre todas essas questões do festival. Vamos enfrentando as distancia e celebrando as conexões.

Fashion Fake (Pará)
Foto: Carol Abreu

Holofote Virtual: Qual tua visão acerca de teatro de rua no Brasil e mais especificamente na Amazônia?

Chicão Santos: Nós temos trabalhado ao máximo para dissolver essa visão de que nos somos periferia do país ou que nos somos o patinho feio, excluídos do processo. É bom lembrar que nós representamos 74% do território nacional, então nós estamos mais para ser o teatro brasileiro, acaso isso fosse calculado pela territorialidade. 

Anos atrás isso passava despercebido, porque RJ e SP dominavam todo o tipo de teatro, uma cultura que vinha desde o Império, mas depois da criação da Rede Brasileira de Teatro de Rua e da Rede Teatro da Floresta a gente conseguiu demarcar muitas estratégias e questões no cenário nacional.  O teatro está numa efervescência, voltando às ruas, ocupando os espaços. A gente vai fazer com que esse teatro cresça e conquiste mais espaços pra gente falar da nossa cena, trazer esses temas da transformação do ser humano, da sociedade dos lugares da cidade.

O Cavaleiro Perfumado / Foto: Beatriz Brooks

Holofote Virtual:
 Tem muita gente fazendo teatro de rua no país?

Chicão Santos: Temos várias experiências exitosas, como no Cariri, no Nordeste, no Acre, SP, RJ, Brasília e Bahia. Temos um movimento muito forte de teatro de rua e com o Amazônia Encena, a gente quer consolidar isso de forma mais abrangente que integre todas as regiões. Pena que os recursos são poucos,  poderíamos possibilitar mais grupos, mais trocas, mas os custos são muito altos, e assim fica impossível sair do Rio Grande do Sul, por exemplo, para vir ao norte do país. É sempre uma dificuldade esses custos, mas vamos superando. 

Vamos ter também uma conversa na Escola de Teatro e Dança da UFPA. Estarão conosco, três atores, professores doutores em teatro, André Carreira (Santa Catarina), Narciso Telles (Uberlandia) e Michele Cabral (Maranhão), numa mesa redonda com os alunos, demonstrando esse prazer de trabalhar também dentro das academia nesse momento de retomada. 

Holofote Virtual: A itinerância já vinha sendo gestada. E porque resolveram iniciar por Belém?

Chicão Santos: Por conta das nossas conexões, foi fácil escolher por onde começar. Belém é a capital que foi porta de entrada para a ocupação também do nosso estado (Rondônia), trazendo os navios, barcos e os trabalhadores pra construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, uma obra civil da maior importância em todos os tempos, e que possibilitou a formação da sociedade rondoniense, então esse vinculo com Belém, pela água nos torna bastante próximos e também com certeza temos que celebrar isso.  É como a gente estivesse devolvendo algo à cidade de Belém. Estamos muito felizes e contentes com a realização do projeto. E este ano será um divisor de águas, queremos celebrar com os coletivos. 

13.5.22

Web-doc aborda a arte e a cidadania na periferia

Ordep fazendo grafitagem no Jurunas
Foto: Deco Barros
Já está no ar o primeiro episódio do webdocumentário “Arte e Cidadania: Caminhos que se cruzam em Belém do Pará”, que conta a história e apresenta o trabalho de seis artistas de bairros periféricos da capital paraense: Carol Magno, Ordep e Samu Periférico, do Jurunas; e Laura Sena, Awazônia e Núcleo Sociocultural e Ambiental São Joaquim, representado pelo músico Manoel Fonseca, do Barreiro. O webdoc é uma produção da ONG Rádio Margarida, com o patrocínio da Equatorial Pará, por meio da Lei Semear, do Governo do Pará. A cada semana, deverá ser lançado um novo episódio.

Para os/as artistas, esta é uma oportunidade de dar mais visibilidade para seus trabalhos, que fazem a diferença na realidade dos seus bairros, e trazer uma outra visão sobre o que é produzido nessas comunidades. 

“Achei uma ideia brilhante difundir a cultura que existe na periferia paraense e seus artistas, o povo que faz de fato a cultura e que transforma a vida e os olhares da sociedade como um todo”, comenta Laura Sena, uma das artistas participantes do webdoc.

Para José Arnaud, diretor geral do webdocumentário, a produção tem sido uma experiência rica que permite uma aproximação com pessoas e realidades que muitas vezes não possuem visibilidade e não chegam ao conhecimento da população de Belém. “Só a arte para propiciar isso para a gente, esse diálogo entre as periferias e os artistas de Belém”, comenta.

Múltiplas linguagens para diversas realidades

Carol Magno
Foto: Deco Barros

O webdoc mostra como a produção dos artistas está entrelaçada à história e à cultura dos seus bairros, e como suas iniciativas promovem um exercício de cidadania com a população. Tudo isso mostrado através de múltiplas linguagens: fotos, textos e vídeos compõem juntos toda essa narrativa. 

“A linguagem do webdocumentário está nos proporcionando a liberdade de criar por várias frentes. Assim a gente consegue ter uma profundidade maior na abordagem de cada subtema”, explica José Arnaud. 

O diretor também conta que cada episódio do webdoc aborda um subtema, totalizando seis: A Arte e seus/suas artistas; Barreiro e Jurunas: o chão por onde andamos; Porque produzir arte na periferia de Belém?; O percurso artístico e sua relação com a periferia; Atravessamentos cotidianos: a vida em comunidade; e De sonho em sonho se transforma a realidade.

Visibilidade e valorização 

Manoel Fonseca no Núcleo São Joaquim
Foto: Deco Barros
Segundo José Arnaud, essa produção traz ganhos não apenas para os artistas que participam do webdoc, mas também para toda a cidade, porque abre a possibilidade de um debate sobre quem são as pessoas que estão nas periferias de Belém. 

“Abre um debate sobre o fato de que o centro urbano da cidade não é o único espaço onde tem produção artística, onde tem pessoas comprometidas com mudanças sociais, e a gente vai entender que dentro das periferias existem pessoas que estão no dia a dia lutando pela melhoria da cidade”, comenta.

O diretor também ressalta a possibilidade que o webdoc traz de debater sobre o cenário da arte e da cultura na cidade. “A partir desse webdocumentário a gente espera propiciar debates em vários espaços públicos, como escolas e espaços culturais, acerca dessa produção artística que é feita na periferia de Belém e as suas potências de transformação social”, avalia. 

Para Michelle Miranda, Analista de Responsabilidade Social da Equatorial Pará, que patrocina o webdoc por meio da Lei Semear, essa é uma forma de apoiar e valorizar os artistas de Belém, especialmente nesse período que estamos vivendo, em que diversas atividades deixaram de ser realizadas. “É uma forma de gerar novas oportunidades para que os artistas possam ser reconhecidos. Além disso, gera perspectiva e esperança a outros jovens da comunidade por meio da arte, afinal, a arte também transforma vidas”, comenta.

Samu Periférico
Foto: Deco Barros

O webdocumentário é uma ação do Projeto "Artecidad(e)ania - Web em Movimento", realizado pela ONG Rádio Margarida. A iniciativa já realizou oficinas de produção multimídia com jovens de 16 a 21 anos, também dos bairros Jurunas e Barreiro.  

O projeto, que tem o patrocínio da Equatorial, por meio da Lei Semear, tem como objetivo promover a cultura, a cidadania e o protagonismo de jovens de bairros da periferia da capital paraense.

A Lei Semear (Lei 6.572 de 2003) é uma política de fomento à cultura que visa estimular a pesquisa e produção no campo cultural através da concessão de incentivo fiscal às empresas que patrocinam a realização de projetos culturais no Estado do Pará, como é o caso da Equatorial Energia, patrocinadora do projeto Artecidad(e)ania – Web em Movimento, produzido pela Rádio Margarida.

Pela lei, o estado concede abatimento sobre ICMS às pessoas jurídicas (empresas) no Pará que patrocinam os projetos aprovados em seleção pública realizada pela Fundação Cultural do Estado do Pará.

Link para o webdoc

http://radiomargarida.org.br/webdoc/

Serviço

Rádio Margarida lança webdocumentário “Arte e cidadania: caminhos que se cruzam em Belém do Pará”, que mostra a história e a vida de 6 artistas do Jurunas e do Barreiro. 

(Holofote Virtual com assessoria de imprensa)

6.5.22

Gerações do Carimbó na Praia do Vai Quem Quer

Mestre Jaci e Priscilla Duque
Foto: Uirandê Gomes

Neste sábado, 07 de maio, Mestre Jaci e Cobra Venenosa realizam um encontro entre gerações do carimbó pau & corda, ancestral e contemporâneo, na Ilha de Cotijuba, a partir das 20h. O evento terá entrada gratuita, com colaboração voluntária no famoso “chapéu do mangueio”, expressão usada pelas novas gerações do carimbó.

No último dia 20 de abril, o grupo de Mestre Jaci, criado em Icoaraci, “Os Caçulas da Vila”, completou 22 anos de atuação, alegrando rodas da Cultura Popular. Ainda engatinhando e aprendendo nas vivências entre a capital e as comunidades, o carimbó da Cobra Venenosa, por sua vez, completou, no dia 2 de maio,  6 anos existindo e entoando um canto de liberdade e ousadia no Carimbó Pau & Corda contemporâneo.

A poética de Mestre Jaci, atualmente com 69 anos, é uma viagem pela Baía do Guajará e seus braços de rios que lhe abastecem. Um olhar sensível à realidade de um pescador urbano que passou a vida entre o rio e o asfalto. A dura realidade de quem vive a depender dos rios, a devoção aos Santos padroeiros, as praias e ilhas encantadas e a charmosa Vila de Icoaraci ganham ritmo nas composições desse poeta pescador de sonhos.

Jaci é contemporâneo do Mestre Verequete, filho de pescador e professora, criou-se em cima da canoa tirando matapi - usado para pegar camarão - e rede para garantir a sobrevivência da família. Foi o primeiro vocalista do grupo “Irmãos Coragem”, trabalho liderado por seu tio “Dodó”, e um dos grupos mais tradicionais em Icoaraci na década de 1970. O Mestre se orgulha por ser pescador artesanal e por passar boa parte de seus dias às margens da Ilha de Caratateua, conhecida como distrito do Outeiro.

Com Os Caçulas da Vila, Mestre Jaci fez um resgate de grande importância. Mestres que vinham esquecidos e afastados do cenário ganham nova vida e voltam à cena, tendo suas composições de volta às rodas. Mestre Coutinho e Mestre Saraiva (em memória) antigos integrantes do conjunto Uirapuru do Mestre Verequete, Mestre Bené (em memória), mestre Thomaz (Os Africanos de Icoaraci) são alguns nomes que integraram o mais novo, à época, grupo de Carimbó da Vila Sorriso.

Mestre Jaci e “Os Caçulas da Vila” foram atração no III Festival Se Rasgum (2008), também se apresentou nas duas edições do projeto “Mestres Urbanos da Vila de Icoraci”, em 2017 (independente) e em 2018, contemplado pelo edital Pauta Livre, no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Em 2017, foi um dos mestres titulados pelo Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio (IPHAN). Além disso, em 2018, Mestre Jaci foi premiado pelo extinto Ministério da Cultura (MINC), no edital “Selma do Coco de Culturas Populares”. 

“Para celebrar nossa parceria - pois com muito carinho e respeito trabalho desde 2017 com o Mestre -, e a resiliência desses dois projetos que podem se dizer opostos complementares da raiz ao hype, convidamos vivos e ‘encantades’ amazônicos das águas, ruas, matas e igarapés para viver carimbó à beira da água doce, sob a luz da lua, saudando mais um lugar de afeto, o “Espaço Cultural e Solidário Maré Sonora”, para os encontros de carimbozeirxs, poetas e outrxs sonhadorxs que ousam se manter vives, vibrantes e esperançosos de novos dias”, afirma Priscila Duque, do grupo Cobra Venenosa, uma das atrações neste sábado. 

O microfone estará aberto às intervenções poéticas e ‘carimbozeiras’ para os entusiastas interessades em somar vibração e alegria para a roda de carimbó acontecer.  A festa conta ainda com três convidados: Luizan Pinheiro,  professor da Faculdade de Artes Visuais da UFPA, compositor e carimbozeiro. Vindo de Marapanim da Praia de Tamaruteua nos anos 70, transita entre a universidade e a cultura popular. 

Ele também fundou e criou o Carimbó Tamaruteua junto com amigxs e parceirxs que tocavam juntos desde 2013: Lu Bessa, Priscila Duque, Tom Vasconcelos, Karol Teixeira e outrxs. Entre suas músicas estão: É Tamaruteua!, Carimbó Tamaruteua Bate!, Chico Braga é Demais! Porrada Seca!... Lançou nas plataformas digitais: Carimbó Tamaruteua: carimbó é vida!(2019) e LP (Luizan Pinheiro): canções urbanas, praianas, existenciais…..Lado A (2021). 

Outro convidado é Mateus Moura, artista e educador. Gosta de compor e aprende muito no processo, principalmente em roda. “Com o Cobra Venenosa já viajei pelo Brasil e rolaram altas sintonias. Cotijuba é um lar antigo, para onde sempre retorno e faço oferendas. Nessa participação prometo saudar mestres como Chico Braga e sumidades como Matinta Pereira. Também apresentarei músicas inéditas!” anuncia o artista. 

Serviço

O quê? Inauguração do Espaço Cultural e Solidário “Maré Sonora” com Mestre Jaci, Cobra Venenosa + convidados (Mateus Moura e Luizan Pinheiro) + Roda aberta;

Quando? 07 de maio (sábado);

Onde? Praia do Vai-quem-quer (Ilha de Cotijuba);

Que horas? A partir das 20h.

(Holofote Virtual com Assessoria de Imprensa)