5.8.22

Circular no domingo no centro histórico de Belém

Campina, Cidade Velha e também o bairro do Reduto. São três bairros envolvidos e que recebem, entre 5 e 8 mil pessoas durante todo o domingo, 7 de agosto, das 8h às 20h, participando de feirinhas criativas, oficinas, exposições, apresentações de debates sobre a importância do patrimônio cultural. Vamos lá! 

Logo após as férias, o domingo, 7 de agosto, o centro histórico de Belém ficará movimentado com a realização da 41ª edição do Circular Campina Cidade Velha, que reúne mais de 20 espaços culturais, entre ateliês, restaurantes e espaços colaborativos, que abrirão suas portas com vasta programação cultural, ou simplesmente te oferecendo um cantinho muito agradável pra bater aquele papo com os amigos e família.

Uma novidade na edição é o projeto Circular Apresenta, que levará à praça das Mercês, neste domingo, os shows "O Mercado do Choro convida Karen Tavares e Olivar Barreto", às 17h, e Pio Lobato, às 19h. A ação tem apoio de emenda parlamentar via Fundação Cultural do Pará, Governo do Estado e Associação Namazônia, além da parceria com a Associação Fotoativa. 

Roteiros Geo_Turístico, desta vez, no bairro
da Campina.
O domingo pode começar de diversas formas, mas para quem quiser caminhar, a dica é colar no Roteiro Geo-Turístico, cujo passeio sairá às 8h, da Avenida Portugal, com a rua 13 de Maio, em frente ao antigo Museu do bonde e seguirá pelas ruas do bairro da Campina: Rua João Alfredo - Travessa Frutuoso Guimarães - Rua Campos Sales - Arquivo Público do Pará - Igreja Nossa Senhora dos Homens Preto - Fábrica Palmeira - Igreja de Santana - Rua Santo Antônio - Igreja de Santo Antônio.

Entre as diversas opções oferecidas pelos espaços envolvidos, no bairro da Cidade Velha, está a Confraria do Fraga, que há um ano situa-se no centro histórico de Belém, ocupando um casarão na Rua Veiga Cabral, 439, e que participa pela primeira vez do circuito. O espaço é de Eudes Fraga, um cearense de Quixadá apaixonado por Belém, compositor de sucessos nacionais com  diversas parcerias renomadas no currículo.

Exposição "Eu Vejo", de Irene Almeida
Kamara Kó Galeria
Entre tantas atrações no campo da arte e da economia criativas destacamos duas ações, na Kamara Kó Galeria, a exposição Eu Vejo, da fotógrafa Irene Almeida, dando sequência ao projeto Experiência Curatorial 2022, sob a curadoria de John Fletcher.  

Paraense atuante no campo da fotografia, na produção cultural e curadoria há mais de dez anos. Ela foi a primeira fotógrafa a trabalhar com o Projeto Circular (2013-2016). Vale conferir, na Kamara Kó Galeria , que fica na Trav: Frutuoso Guimarães 611, entre Riachuelo e Gen. Gurjão, das 10h às 17h.

Também na Campina, o Espaço Cultural Valmir Bispo Santos lança uma campanha para apoio a manutenção e serviços que precisam ser feitos no espaço, um casarão centenário, localizado na Padre Prudente, 681 (entre Carlos Gomes e Gama Abreu). Durante o domingo haverá também uma feirinha de arte criativa e fotografia, do ateliê Jupati,  música e almoço da Toró Gastronomia. Às 10h haverá um bate papo sobre patrimônio cultural, com mediação de Doroteia Lima. 

Espaço Cultural Valmir Bispo - Campina

Já no bairro do Reduto não tem erro, nesta edição dois espaços estarão com as portas abertas, a Casa do fauno, que oferece a já tradicional feijoada , ao molho de muito samba, tendo como atração, neste domingo, 7, Bilão e convidados. Quem quiser chegar cedinho, a casa também oferece um super café da manhã.

O outro espaço, você multiplica em dez. A Vila Prana, um empreendimento colaborativo, que uniu diversos profissionais. São várias situações de bem estar oferecidas, ao longo do domingo, por seus diversos parceiros, aliados da cultura sustentável, entre eles, o Laboratório da Cidade, que tem como uma de suas expertises a ocupação de espaços públicos, fazendo da via pública uma grande rua de lazer, confira das 10 às 16h, na  Rua Vinte e Oito de Setembro, 913 - Esquina da Trav. Rui Barbosa - Reduto.

PROGRAMAÇÃO 

BAIRRO DA CAMPINA

ASSEMBLÉIA PARAENSE  – SEDE SOCIAL – 10h às 16h - Terrace -  Endereço: Av. Presidente Vargas, 762. Campina.

10h Arte Photoclube AP no circular - Exposição “Ainda Belém, Ainda Pará”

Artistas participantes:  Bonikita, HeloIlustra, Interiorano, Jamelaun, Jeff, Lara Dahas, Mandie Gil, Marcus  Silva, TAI, Thay Petit.

12h Almoço com música ao vivo (voz e violão)

Obs: Para acessar o clube é obrigatório apresentação do comprovante de vacina com esquema de vacinação completo (2 doses)

CENTRO CULTURAL DA JUSTIÇA ELEITORAL - CCJE – 9h às 16h - Rua João Diogo, 254 (ao lado do Corpo de Bombeiros). Contato: 3346-8018. Campina.

Galeria-Mezanino

Exposição “Novos Olhares sobre as Eleições no Pará” - registra a logística das eleições no Pará durante o ano de 2020, com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

Térreo

Exposição “Cidadania - um olhar através do tempo”.

Encontro de Colecionadores de Numismatica - exposição de objetos;

Área externa

Tenda - Programa Eleitor do Futuro - conhecendo o novo modelo da urna eletrônica UE 2020 para manuseio do público.

Obs: É obrigatório o uso de máscara em todos os seus espaços internos.

CAS’AMAZONIA BRASIL - 9h às 18h00 - Endereço: Tv. Campos Sales, 752, entre General Gurjão e Carlos Gomes. Campina.

9h às 10h - Aula de yoga com a mestre Tunga Vidya

Tunga Vidya estuda yoga desde 1985. Suas aulas trazem vertentes de várias práticas: sukshma vyayama, hatha yoga, yoga tibetano, yoga inbound e naad yoga. 

9h30 às 18h - Cardápio de delícias veganas da Verderosa

A 1ª padaria vegana do Pará. A empresa foi criada em 2018 por Petra Marron, que é entusiasta da cozinha vegana há 14 anos. 

10h às 18h - Exposição Constelar Ancestral - I Residência Artística entre Povos Verdadeiros da Floresta - Awaete, Huni Kuin, Quilombolas e Ribeirinhos.

11h às 11h40 - Visita guiada da Exposição Constelar Ancestral - Com o Pajé aprendiz Time'i Awaete, o graduando em museologia Joel da Silva, o antropólogo Pierre Azevedo e a ativista Maria Santana do Quilombo do Abacatalo. 

14h às 14h30 - Visita guiada na Cas’Amazonia - Com as idealizadoras Jô Alves e Fernanda Stefani. 

14h30 às 15h30 - Debate sobre patrimônio cultural a partir da exibição de peças Marajoaras e das etnias Awaete e Huni Kuin - Com idealizadores da exposição, da Cas'Amazonia e o artista marajoara Ronaldo Guedes. 

16h30 - Apresentação musical de Bob Freitas

Músico e compositor com mais de 40 anos de carreira, participou desde a fase embrionária de movimentos que viriam a ser consagrados como lambada e tecnobrega. 

10h às 17h - Expositores

  • Arco de Memória - Em um entrelace de imersão e afeto, nasce o conceito da marca Arco de Memória, como sinônimo de lançar e projetar, através da memória construída, joias com história, conceito e cultura. 
  • Da Tribu - Produz joias orgânicas com Borracha Vegetal Amazônica e papel com fibras naturais, colaborando para o fortalecimento da sociobiodiversidade por meio de parcerias com famílias de comunidades ribeirinhas. 
  • Garden Art - Uma marca de preservação botânica, que transmite nas peças o encanto da natureza com a delicadeza de cada pedido e peças autorais
  • Mini padaria D’ALDEIA - Produz pães artesanais com foco na fermentação natural. Produtos feitos artesanalmente com o objetivo de levar mais saúde e qualidade aos clientes. 
  • Naisha Cardoso - É joalheira, designer e ourives. Cofundadora da Hevea, hub de criativos da Amazônia brasileira. 
  • Saci Ângelo - Ângelo Fonseca, o Mestre Saci, natural de Alenquer, no Baixo Amazonas (PA), atua no teatro e na performance, além de exímio bonequeiro. O objetivo de sua arte é a divulgação da cultura da Amazônia. 
  • Ronaldo Guedes - Nascido e morador de Soure, na Ilha do Marajó (PA), é artista visual, mestre ceramista e escultor há mais de 20 anos. Dedica-se à escultura na madeira e no barro e à pesquisa, confecção e difusão da cerâmica da cultura marajoara. 

ESPAÇO VALMIR BISPO, TORÓ- GASTRONOMIA SUSTENTÁVEL E ATELIÊ JUPATI – 9h às 17h - End. Padre Prudêncio,681 (entre Carlos Gomes e Gama Abreu) - Campina - contato (91)8513.3347.

Exposições

  • “Mosaicos de Belém: Da Pedra do Peixe ao Ver-o-Peso”, de Vânia Santos;
  • Móveis antigos restaurados e novos no estilo neoclássico, do marceneiro Ronaldo dos Santos da Arte Retrô.

Feirinha Jupati

  • Expositores diversos: Arte indígena - Carla Bethânia e Lila Ticuna; acessórios em macramé - Vânia Santos; arte fotográfica - Ateliê Jupati - Ursula Bahia; Óleos essenciais - Girassol - Concita Baia; Fé com Arte - Elen Sobral (artigo religiosos artesanais); Brechó Chic - Vilma Ignarra; Arte em cerâmica - Glycia Lopes (ilustradora) e Thaí Petit (ilustradora).

10h – Abertura da Campanha Vaquinha por um Patrimônio Histórico - Espaço Cultural Valmir Bispo Santos + parceiros de espaço: Ateliê Jupati, Sá Produções e Toró Gastronomia Sustentável – Convidam a todos que  participem da arrecadação de uma Vaquinha virtual para recuperação do casarão antigo.

Bate Papo “Patrimônio Cultural: Ontem, Hoje e Amanhã” 

Mayara Araújo (doutora em História Social da Amazônia/UFPa) integrante da plataforma História Virtual + Robson Santos, criador do Nostalgia Belém + Levy Cardoso (Ceramista de Icoaraci). Mediação: Dorotéia Lima (arquiteta urbanista e ativista cultural).

11h30 às 15h - Almoço com o Toró – Gastronomia Sustentável um resgate de uma iguaria de origem indígena muito apreciada na região amazônica em épocas coloniais;

12h – Show Jupati - Rock com a Banda Virtuale.

FOTOATIVA – 15h às 20h - Praça das Mercês - Campina.contato (91)  99136.6479

Lojinha aberta + Comidinhas + Música

KAMARA KÓ GALERIA – 10h às 17h- Endereço: Trav. Frutuoso Guimarães, 611 - Campina - Contato: (91)98190-7084.

Projeto Experiência Curatorial 2022, sob a curadoria de John Fletcher. 

Exposição “Eu vejo” , de Irene Almeida 

A fotojornalista transita nos mais diferentes lugares de Belém, registrando seu ponto de vista singular. Irene Almeida é paraense e atua no campo da fotografia, produção cultural e curadoria no Pará há mais de dez anos.

John Fletcher é professor dos cursos de Bacharelado e Licenciatura na Faculdade de em Artes Visuais e no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Patrimônio Cultural da UFPA. É membro da Associação Fotoativa e da Associação Brasileira de Crítica de Arte (ABCA).

NA PRAÇA DAS MERCÊS – Campina - 17h as 20h 

Circular Apresenta

17h O Mercado do Choco convida Olivar Barreto e Karen Tavares

19h Pio Lobato

ROTEIRO GEO TURÍSTICO - Grupo de Pesquisa de Geografia do Turismo da Faculdade de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFPA.

Roteiro: Pelo interior do bairro da Campina

8h30 - Saída: Museu do Bonde - Avenida Portugal com rua 13 de Maio.

Percurso: Museu do Bonde - Avenida Portugal - Rua João Alfredo - Travessa Frutuoso Guimarães - Rua Campos Sales - Arquivo Público do Pará - Igreja Nossa Senhora dos Homens Preto - Fábrica Palmeira - Igreja de Santana - Rua Santo Antônio - Igreja de Santo Antônio.

SEBO DA FRIDA - Endereço: Travessa Breves, nº 50- Entre Óbidos e Tamandaré. Contato: (91) 9826.3525.

Venda de livros usados e novos, on-line e físico no formato de Sebo com espaço +  café com opções de doces e salgados.

10h Coffee-break

12h Bazar/ Feirinha Marcas parceiras

@Ywki Acessórios

@Rosarioemflor

@FabioPurificacaoBrand

@Florindasbrecho

14h Leitura de Poemas ( Microfone aberto para Poemas).

16h Música com Seletivas Daniel Morais e Márcio Tavares.

@SebodaFrida  

PROGRAMAÇÃO 

BAIRRO DA CIDADE VELHA

AMAZÔNIA ARTESANAL-  10h às 16h- Endereço: Rua Dr. Malcher, 25. Ao lado da igreja da Sé. Cidade Velha - Contato: 91-981824147 Instagram: @amazonia.artesanal.

10h às 16h – Lojinha aberta com lançamento de produtos, vendas de conservas artesanais, salgados e produtos para café

Degustação de geleias e licores de produção autoral

12h às 15h - Almoço em 3 tempos AmArte – Apresentação de Dança do Ventre*

Drink de boas vindas – licor de frutas regionais e flores.

Entrada:  bolinho de pato ou de maniçoba, servidos com geleia de flor de jambu ou de tucupi com pimenta.

Principal (opção 1): Espaguete Green – Espaguete ao molho de jambu e espirulina e camarões deliciosamente empanados. Finalizado com azeite de alho negro.

Principal (opção 2): Ribeirinho da moda – Filé de peixe ao molho reduzido de tucupi. Arroz de forno da Mamaiê e chips de batata doce.

BAR E RESTAURANTE NOSSO RECANTO – Das 11h às 21h - Endereço:  Rua Siqueira Mendes, 24 Em frente à Praça do Carmo - Cidade Velha. Contato: (91)98166-9812. 

Cervejinha gelada, petiscos gostosos como os deliciosos: Camarão empanado, unha de caranguejo, isca de peixe, maniçoba e sua boa seleção musical.

CANTO DO ZÉ - A partir das 16h - Endereço: Tv. de Breves 309, esquina com a Óbidos. Cidade Velha - Info: 98736 6601.

Na 41ª edição do Circular, o Canto do Zé retoma as rodas de samba de domingo, com a presença da poderosa "Roda de Fifi", que trás o melhor do samba e pagode pra esquina mais cheia de axé da cidade!

16h Fim da tarde com bebidas geladas e petiscos deliciosos. 

18h samba e pagode com Roda de Fifi

Permitido pets.

CASARÃO DO BONECO – Av. 16 de Novembro, 815  - Próx. à Praça Amazonas - Cidade Velha Batista Campos. Informações: 98545-2726.

Abre suas portas para mais uma edição do Projeto Circular com uma programação ampla e diversa para todos os públicos. 

Nesta edição, para entrar, Pague Quanto Puder - manutenção do casarão. 

10h às 17h  Bazar de bonecos e artigos de bonecarias, Flash tattoo, com Pebble Tattoo e Lanches do Acalanto Ateliê 

10h Apresentação  MEL E KIKO - UMA HISTÓRIA COM MUITOS NÓS - contação de história com Leonel Ferreira.

11h Apresentação A-AYA E A CRIAÇÃO DO MUNDO - contação de história com Fafá Sobrinho.

12h Som de vinil na vitrolinha, com Leonel Ferreira.

15h Roda de Conversa O Amor com ação, a partir da obra Sobre o amor, Cde BELL Hooks. 

Mediação: Profa. Dra. Maria do Remédios de Brito.

16h Música e Poesia, com Rose Karimme.

17h Luizan Pinheiro - música

        Paulo Leminski - poesia

Obs: programação sujeita a alterações.

CONFRARIA DO FRAGA – A partir das 9h – Rua Veiga Cabral, 439. Cidade Velha. 

Reduto de artistas e personalidades do cenário cultural de Belém, o espaço reúne um acervo dos  mais de 5.000 vinis de Música Popular Brasileira e tem títulos gastronômicos conquistados no Comida di Buteco, com destaques para 2 primeiros lugares regionais e podiuns nacionais. 

Na programação:

Expositores criativos + música + gastronomia

  • Art Genuína + Coletivo Mãos de Maria + FB Costura Criativa
  • Axé Cigano + Fermenta Caboco + Irmãos Paraense
  • Ecovila Iandê + Camisaria + MP Disco 

+ Atrações musicais 

DURVAL BRECHÓ - 9h às 15h - Endereço- Rua Dr.Malcher,  153 - a um quarteirão da Igreja da Sé - Cidade Velha. Contato: (91) 98118.9290.

Localizado no porão de um casarão antigo, o sebo trabalha com peças femininas, masculinas, infantis, sapatos e bijouterias com qualidade e precinhos sensacionais!

  • Neste domingo tem liquidação de todo o acervo - preços entre R$ 3,00 a R$ 30,00. 
  • Gastronomia: Pratos vegetarianos saborosos servidos no casarão.

ESPAÇO GASTRONÔMICO PIMENTA NA CUIA – A partir das 11h- Rua Rodrigues do Santos, 186. (91)8296.7878.

Estará aberto com deliciosa gastronomia tipicamente amazônica + música ambiente temperada com toques vintage de MPB, jazz, bossa nova, blues, samba, entre outros.

IGAPÓ LADRILHOS – Rua Siqueira Mendes, n. 32, Praça do Carmo.

10h – Oficina recreativa de ladrilhos – Direcionada a qualquer pessoa.

Taxa R$ 150,00 (inclusos 3 ladrilhos).

Visitação gratuita à fábrica.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO PARÁ - IHGP - 09h às 13h, Endereço Rua  D'Aveiro Cidade-irmã, 62. Cidade Velha – Contato: 3085.4801.

Visitação monitorada pelos voluntários do Centro de Visitação Solar Barão do Guajará.

Exposições 

  • “Sentinela do Norte: A Independência do Brasil no Grão-Pará” e “Maria da Glória: princesa do Grão-Pará”.
  • Curadoria: Aldrin Moura de Figueiredo e Maria de Nazaré Sarges.

LE BISTRÔ – A partir das  12h  – Trav. Marquês de Pombal,44 (Feira do Açaí) (91)9110.9809.

12h às 14h30 – Menu especial para o almoço.

15h Curso/Degustação com insumos do Pará e vinhos – A sommelière Ana Luna Lopes falará sobre técnicas de harmonização entre insumos regionais e vinhos do Mundo (60 minutos).

Expositores: 

  • Antiquários Los Bichanos - Objetos de antiguidades e muita história.
  • Vinhos Pai D’Égua - Degustação e venda -Com a sommelier Brenda Colares.

18h30 Pocket show de Olivar Barreto e Renato Torres.

+ comidinhas, Ostras de São Caetano de Odivelas e vinhos em taça.

LOJA AUTORAL VEM - 10h – 18h - Endereço- Travessa Capitão Pedro Albuquerque, 300 - Cidade Velha. Contato:  (91) 98519.3612.

Cultura regional, moda, acessórios e homedecor são alguns dos segmentos que você encontrará na casa.

Lançamento Dia dos Pais  - kits diversos com produtos das marcas residentes da loja.

Kantinho da Helô:

Lanches: Salgados, bolos , torta salgada e comidinhas + suco, água, refrigerantes e cervejas, com preços que variam de R$ 3,00 a R$ 15,00.

Visite a loja colaborativa e apoie negócios locais. O futuro é coletivo!

REBUJO – Rua São Boaventura,171. (91) 98067.0580.

8h Bike Tour  Guia Gustavo Batista 30 vagas. 

12h Abertura da casa para visitação

12h às 18h feira criativa com marcas autorais

12h às 20h - comidinhas e Bebidinhas 

14h às 18h bazar da yas

14h às 15h curso discotecagem com Gustavo Batista 

15h às 16h curso produção com Albert Lima 

14h às 20h Flash Tatoo

16h Dj Bernardo Pinheiro

17h Brea Soul 

18h bambata brothers

19h Lucyan Costa e banda

20h Banda farofa tropikal  + Finalização - Raul Bentes  

RESIDÊNCIA ATELIÊ OLARIA MUNDIAR – 9h às 18h – Trav. Gurupá, 178 – Entre Dr. Malcher e Dr. Assis. Cidade Velha.

9h30 Abertura da casa com vendas de bebidas e comidas

10h Contação de História – “Colorina a Árvore da Vida.”

10h30 Contação de História – “Fernando Pessoa Para Crianças”

11h às 15h Rádio Estamira – mulher rádio amazônida que inventa presença tomando de empréstimo vidas e amores, mas também mortes e desamores para compor sua própria presença e ser entre nós. Estamira  é entre! Estamira mulher, rádio, amazonida, presença de encontros. 

11h até às 18h Venda de comidas e bebidas

RESTAURANTE DO RUBÃO – A partir das 11h - Trav. Gurupá 312.  

Caranguejo, camarão, carnes e outros pratos do chef! Cadeiras na calçada, descontração e música.

SISTEMA INTEGRADO DE MUSEUS - SIMM - Das 9h às 17h , Contato Coordenação de educação- 4009.8695. Entrada franca. Cidade Velha.

Espaços abertos:  

Forte do Presépio

  • Museu de Arte Sacra
  • Museu do Círio e Museu de Gemas (São José Liberto). 
  • Casa das Onze janelas com as exposições:  
  • Diversidade entre Formas, Volumes e Relevos 
  • Percursos na Arte Brasileira

XIBÉ CULTURAL – 12h às 16h - Endereço: Endereço: Rua Cametá ,113 entre Joaquim Távora e Capitão Pedro Albuquerque- Cidade Velha  - Contato (91) 98166.9368.

12h Almoço e música ambiente

  • Para comer: Maniçoba, frango no tucupi, caldeirada de camarão com pirão de jambú, caldo de caranguejo +  Tira gosto – Palitos de batata com molho de ervas.
  • Para beber: Água, suco, caipirinha, cervejas e refrigerante.

17h Música ao vivo com o grupo “Bendito Carimbó”

PROGRAMAÇÃO 

BAIRRO DO REDUTO

CASA DO FAUNO – A PARTIR DAS 8h30  - Aristides Lobo, 1061 (entre Benjamim e Rui Barbosa) - Reduto - Contato: (91) 8838.1808.

08h30 Café da manhã

  • Pães, bolos, tapioquinhas doces e salgadas e o tradicional café.

A partir de 12h: Almoço

  • Feijoada, petiscos exclusivos e pratos elaborados com ingredientes amazônicos.

14h Samba de Roda - Bilão da Canção e Convidados

Couvert Artístico: 10,00

VILA PRANA em NOSSA RUA, NOSSO PATRIMÔNIO - em comemoração ao Dia do Patrimônio Histórico (17 de agosto) - 10 às 16h -  Rua Vinte e Oito de Setembro, 913 - Esquina da Trav. Rui Barbosa - Reduto.

  • Atividades na rua aberta para pessoas:

8h às 9h  Yoga no Asfalto com Silvia Dorian 

9h às 16h - LAB DA CIDADE (9 às 16h) com brincadeiras de rua para crianças e mesa de pingue-pongue.

  • Feijoada beneficente em parceria com Couzine.Co para apoiar o projeto “Cidades Desejáveis: Mão na Massa na comunidade”.

Atrações musicais:

10h às 12h  DJ Luiza Lux

12h às 14h DJ Set MeiaBoca

Nas tendas:

9h às 12h AMMA BOLOS com doces e bolos artesanais

11h às 14h30 - BRESSANIM COZINHA com refeições frias, vinhos e drinks no stand térreo em parceria com o Acaso Bar de Vinho.

9h às 16h CERVEJARIA FLOR DE LÚPULO com chopp artesanal geladinho 

11h às 16h DESTILARIA LÍRICA com drinks tropicais 

9h às 16h - BOHO ACESSÓRIOS - venda de prata com 100% da renda revertida para a causa animal.

Na Vila:

BEM CAFEINADO

8h30 - Loja aberta

9h às 10h e 16h às 17h - turma Degustação especial com café e chocolate da Amazônia (agendamento máximo 8 pessoas por turma)

10h30 às 16h - drinks cafeinados executados por Barista, cafés especiais do Bem e bolos da Amma Bolos.

PRANA TROPICAL

09 às 16h – Loja aberta com plantas, biocosméticos, produtos artesanais e de artistas locais.

Flash Tattoo com NIL CERQUEIRA.

Exposição/venda de fotografias de Tereza e Ariane com 100% da renda revertida para a causa animal.

BRESSANIM COZINHA

10h às 16h - Lojinha aberta

11h às 14h30 – almoço com refeições quentes, vinho e sobremesa (parceira com o Acaso Bar de Vinho e Amma Bolos).

KAMBÔ – exposição permanente de telas de arte na Galeria Ascensão (subida das escadas da Vila Prana)

9h às 16h - COLETIVORTA -  horta comunitária aberta para visitação e informações sobre compostagem doméstica com o COMPOSTA BELÉM.

ECO SUSHI - Comidinhas de verão e bebidas refrescantes

CERES PAISAGISMO PRODUTIVO - Ensina a fazer bioinsumos e defensivos naturais, das 10 às 11h.

4.8.22

Festival Sonido anuncia programação da 5a edição

João Donato
Foto: Clever Barbosa
Depois da experiência de 2021, de acompanhar o Sonido em sessions pelo YouTube e pela TV fechada, o público voltará a curtir shows ao vivo no Mercado de Carnes Francisco Bolonha, no Complexo do Ver-o-Peso, em Belém, onde o evento será realizado de 26 a 28 de agosto.

O Sonido Música Instrumental & Experimental surge em 2015, promovendo grandes encontros neste ano não será diferente. A produção do evento divulgou hoje a programação da 5ª edição presencial, que  reúne artistas da cena paraense e brasileira, e aqui peço licença para destacar o que, na minha opinião, será uma das coisas que tornará inesquecível o festival deste ano, que é a presença de João Donato, em Belém. Abençoada curadoria! 

João Donato é um dos maiores mestres da música brasileira, está prestes a comemorar 70 anos de carreira e segue como uma referência internacional por sua bossa-nova jazzística misturado ao samba, baião, hip-hop e funk. Pianista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor, ele deveria dispensar maiores apresentações, mas o fato é que talvez poucas pessoas saibam que canções "Simples Carinho", "Até Quem Sabe" e "Nasci Para Bailar", gravada, aliás, por Paulo André Barata, são dele. 

É que, segundo o crítico musical Tárik de Souza: "Durante muito tempo, João Donato foi um mito das internas da MPB. Gênio, desligado, louco, de tudo um pouco". O primeiro instrumento dele foi o acordeão, que ele ganhou aos oito anos e compôs sua primeira música, a valsa "Nini". E antes de completar 12 anos, o pai presenteou-lhe com acordeões de 24 e 120 baixos. 

Nascido em 17 de agosto de 1934, no Acre, em 1945, foi morar com seus no Rio de Janeiro, onde deu início a sua história na música brasileira, tornando-se um dos expoentes do movimento bossanovista, ainda que não tenha se deixado caracterizar  por essa vertente unicamente. Enveredando assim pela música de forma criativa, promovendo fusões de jazz e música latina. 

Nos anos 1950, mudou-se para os Estados Unidos, onde residiu por treze anos e realizou o que nunca tinha conseguido no Brasil: reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz. Gravou o disco A Bad Donado, compôs músicas como "Amazonas", "A Rã" e "Cadê Jodel". Ao retornar ao Brasil, reencontra-se com a música brasileira, participando, como arranjador, de discos de Gal Costa e Gilberto Gil. Vais ser com certeza uma honra nossa ver seu show no Mercado Bolonha, num evento que privilegia a música instrumental brasileira sem fronteiras. Tô dentro!

Guitarrada e outras inovações da música instrumental

Clube da Guitarrada
Foto: Isabella Moraes
Outra atração parada dura será a do Clube da Guitarrada que em 2021 se apresentou de forma on-line e nesta edição presencial recebe os mestres Aldo Sena e Curica. Tem ainda Berra Boi com o guitarreiro Félix Robatto, numa parceria inédita nos palcos. E, se em 2019, eles eram atração do after, neste ano o duo Marapuama se apresenta ao lado da baixista Inesita. 

O trio Pirucaba Jazz volta a Belém, depois de ter sido atração do Festival Se Rasgum (2011), para encontrar a violonista Melina Fôro. O novíssimo projeto Realce, que une os produtores e multi-instrumentistas Mateus Estrela e Leonardo Chaves, mistura música eletrônica com rock, num encontro com a também multi-instrumentista Raissa Tyger, que tocará guitarra nesta apresentação.

Entre as novidades, a primeira banda instrumental negra LGBTQI+ com as baianas d'As Panteras Negras, a surf music e a sonoridade dos 50 e 70 do quarteto dos gaúchos As Aventuras e o rock psicodélico manauara do trio O Tronxo. Inspirado no blues, vem a guitarra amazônica do projeto Puget Blues, que reúne músicos da cena de Belém. 

As baianas d'As Panteras Negras
Foto: 

Também de Belém,  e depois de passar uma temporada de 15 anos morando na Europa, onde tem carreira musical, Felipe Sequeira apresenta seu novo projeto, composto de um time de músicos da cidade das mangueiras para mostrar seu jazz e se reconectar com suas influências musicais amazônicas. 

Já a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana promete colocar todo mundo pra dançar ao som de versões de grandes clássicos da música brasileira em ritmos jamaicanos criados nas décadas de 50 e 60. 

As festas afters do Festival Sonido já viraram tradição. Para abrir em grande estilo, no dia 25, sexta-feira, a partir das 19h, acontece o Esquenta no Vinil, com entrada gratuita no Ná Figueiredo e com os DJs sets de Carol Morena, uma das organizadoras do festival baiano Radioca e da dupla fundadora da produtora Se Rasgum: Renée Chalu e Marcelo Damaso e Gbandini. Já na sexta e no sábado (26 e 27/8), tudo vai rolar a partir das 22h, no Rebujo.

Tais noites contarão com a live do duo Forró Red Light, que tem batidas eletrônicas como ponto de partida para ritmos tradicionais e dançantes da música brasileira, além do lançamento do novo trabalho do DJ produtor paraense STRR, o projeto solo de Mateus Estrela, de Luh Del Fuego, codinome de Luciana Simões, vinda direto de São Luís (MA), e de Damasound (aka Marcelo Damaso). Os ingressos estarão à venda no Sympla (link para venda de ingressos).

Desdobramentos e oportunidades

Inesita
Foto: Ygor Negrão

O Festival Sonido é uma criação da Se Rasgum Produções que, há quase 20 anos, abre espaço para a música autoral na cidade, focando na construção de um público aberto a novidades, criando oportunidades, promovendo a troca entre artistas locais e nacionais, além de movimentar a economia local através da cultura.

Novidade deste ano é que, pela primeira vez, o Festival amplia seu alcance e se desdobra em mais uma edição que acontecerá nos dias 2 e 3 de setembro em Parauapebas, interior do Pará. A programação conta também com a realização de oficina de musicalização infantil ministrada pela musicista Ângela Rika, voltada para as crianças da comunidade do Bengui, em Belém.

Além de shows e festas, o festival também vai oferecer uma oficina de musicalização infantil ministrada pela musicista Ângela Rika, na Usina da Paz - Bengui, voltada para as crianças da comunidade. A oficina terá inscrições gratuitas. 

O 5° Festival Sonido tem o patrocínio Master do Instituto Cultural Vale e Banpará por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio Cultural da Secretaria Municipal de Economia, Fumbel, Prefeituras de Belém e Parauapebas. Realização Se Rasgum, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo.

PROGRAMAÇÃO 

26, 27 e 28 de agosto - entrada gratuita

Belém, Mercado de Carnes Francisco Bolonha, Complexo do Ver-o-Peso

lotação sujeita à capacidade do Mercado 

26 de agosto - sexta-feira

A partir das 19h

Clube da Guitarrada + Mestre Aldo Sena + Mestre Curica

Berra boi + Félix Robatto

As Panteras Negras 

Marapuama e Inesita

27 de agosto - sábado

A partir das 19h

Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

O Tronxo

Felipe Sequeira

Realce + Rayssa Tiger 

28 de agosto - domingo

A partir das 19h

João Donato e Trio

As Aventuras

Puget Blues

Pirucaba Jazz + Melina Fôro

ESQUENTA NO VINIL

25 de agosto 

A partir das 19h 

Ná Figueiredo - R. Gentil Bittencourt, 449

Entrada gratuita

SONIDO PARTIES

26 e 27 de agosto

A partir das 22h

Rebujo - R. São Boaventura, 171 - Cidade Velha

Ingressos no Sympla: xxxx

26 de agosto

Forró Red Light (DF)

Chico Corrêa (PB)

STRR (PA)

27 de agosto

DJ Jurássico (SP)

Damasound (PA)

Luh Del Fuego (MA)

Nat/Esquema

1.8.22

Banco da Amazônia lança editais de cultura 2023

A instituição lançou nesta segunda-feira, 01, o Edital de Seleção Pública de Patrocínio e Ocupação da Galeria para 2023. Em sua 14ª edição, o fomento será de cerca de R$ 3 milhões para incentivar projetos nas áreas social, ambiental, cultural, esportiva, feiras, exposição e eventos. Na edição de 2022, foram 93 projetos classificados, entre os mais de 600 inscritos. 

Está aberta a temporada de inscrições para o edital Banco da Amazônia. Poderão se inscrever pessoas físicas e jurídicas com endereço fixo na área de atuação do Banco da Amazônia em todos os estados da Amazônia Legal. Serão aceitas as inscrições realizadas por via eletrônica, até às 23h59 do dia 16 de setembro. 

As inscrições para o novo edital são gratuitas e devem ser encaminhadas, exclusivamente, para o e-mail: edital.patrocinio@basa.com.br. Os projetos que forem selecionados no certame, terão seus nomes divulgados até o dia 30 de novembro. 

Para o Edital de Pautas para a galeria serão contemplados os projetos das seguintes modalidades: desenho, pintura, fotografia, grafite, técnicas mistas, esculturas, instalação, objeto, videoinstalação e novas tecnologias. Por meio deste edital, será destinado o valor de R$ 25.000,00 para cada projeto selecionado. As inscrições podem ser realizadas exclusivamente pelo e-mail, edital.espacocultural@basa.com.br.

“A seleção dos projetos inscritos levará em conta a relevância conceitual e temática, inovação, impacto social, viabilidade técnica e estarem aderente ao posicionamento mercadológico e estratégico do banco”, informa” o secretário executivo do Basa, Alcir Bringel Erse. 

Acesse os editais:

https://www.bancoamazonia.com.br/index.php/o-banco/patrocinio  

Período de inscrições: de 01/08/2022 a 16/09/2022.

Dúvidas: duvida.patrocinio@basa.com.br

Para seguir o blog nas redes sociais @holofotevirtual

31.7.22

"O Profeta" de Khalil Gibran no Theatro da Paz

Depois do sucesso de público e crítica da montagem teatral: “Helena Blavatsky, a voz do silêncio” (ainda inédita em Belém), a autora e filósofa Lúcia Helena Galvão repete a parceria com o encenador Luiz Antônio Rocha, em "O Profeta". Em seu segundo desafio para teatro, a autora faz uma releitura filosófica da obra do poeta libanês. A apresentação é única, no dia 13 de agosto, às 19h, no Theatro da Paz. Ingressos à venda.

Em agosto o público de Belém terá oportunidade de ver, no palco, as reflexões de “O Profeta”, de Khalil Gibran, o segundo livro mais lido do mundo depois da Bíblia, já traduzido para mais de 100 idiomas, trazendo como  mensagem, a história da jornada turbulenta e incerta do homem pela vida. 

“O profeta está enraizado na própria experiência do autor como um imigrante e serve de inspiração para qualquer um que se sinta à deriva em um mundo em fluxo. A vida e os pensamentos de Khalil Gibran se entrelaçam com as nossas vidas e compõem parte importante do que somos”, diz a autora.

Lucia Helena Galvão é professora da Nova Acrópole do Brasil há mais de 30 anos, ministrando aulas e palestras sobre diversos temas como Ética e Moral, Sociopolítica, Filosofia da História, Introdução à Sabedoria Oriental, Psicologia, Simbologia Teológica, Arte, Estética e História Antiga. No Canal da Nova Acrópole no YouTube é possível encontrar mais de 900 palestras dela disponíveis, com mais de 950 mil inscritos e 100 milhões de visualizações.

Em doze ensaios poéticos, baseados na obra de Gibran, a história desafia o vazio e descortina a beleza das ideias sobre o que ocorre entre o nascimento e a morte. Temas profundos e atemporais como amor, dor, filhos, trabalho, tempo, liberdade, alegria, tristeza, morte, entre outros, são abordados com a ternura e a sabedoria que vem do Oriente. Numa atmosfera de enlevo e encantamento a peça é um convite para sermos dignos da vida e a viver ao nível do que há de mais elevado em nós.

Os sons do oriente como trilha de várias histórias

Em cena, o "Profeta" traz sons e ritmos de instrumentos musicais ancestrais como o alaúde, a flauta nay, a rabab e a derbak, tocados pelo músico William Bordokan, além do místico canto oriental entonado pelo próprio ator em cena, o também músico e cantor libanês, Sami Bordokan. 

Pesquisador de música árabe clássica e folclórica, Sami faz releituras de temas tradicionais num trabalho de resgate de peças ancestrais. Seu estilo de tocar o alaúde e de cantar é único, reunindo influências diversas desde a música clássica árabe, o canto bizantino, o Sufismo, o flamenco e a música popular brasileira.

“O Profeta me remete ao meu passado, a minha juventude em Miniara, meu vilarejo no norte do Líbano, numa manhã de primavera colorida pela flor da amêndoa e pelo frescor da brisa das montanhas de cedro que abraçam o meu presente e iluminam o meu amanhã com a luz da esperança de que posso me tornar um homem cada vez melhor”, diz o artista.

A direção é de Luiz Antônio Rocha, indicado ao prêmio Shell (2019) pela montagem de “Paulo Freire, O Andarilho da Utopia”, tem projeto de luz de Ricardo Fujii e cenário e figurinos do artista plástico uruguaio Eduardo Albini. A direção musical é assinada pela dupla Sami e Willian Bordokan.

Para o diretor, "O Profeta é uma história de rara beleza. A força de suas parábolas, a poética da musicalidade, a profundeza de seus conceitos são um bálsamo nos dias de hoje. O amor é o fio condutor da história e nos faz redescobrir o papel do coração.” 

A peça é promovida pela Nova Acrópole. A programação, no dia 13 de agosto, inicia com um relato sobre a vida e obra de Khalil Gibran. A programação contará ainda com um breve relato sobre a vida e obra de Khalil Gibran com a professora Lúcia Helena Galvão, sábado às 19h. 

Para quem se interessa pelo tema, anota aí: No dia 8 de agosto, Lúcia Helena participa de uma live sobre a montagem, ao lado do diretor Luiz Rocha e do músico e cantor libanês Sami Bordokan, que assume o papel título do espetáculo, além de Daniel Araújo, diretor do Theatro da Paz. A mediação é de Lênon Raiol, da @novacropolebelem.

Serviço

“O Profeta”, de Kalil Gibran. Apresentação no dia 13 de agosto, às 19h, no Theatro da Paz (Rua da Paz S/N - Centro - Belém-PA). Ingressos à venda na bilheteria física e virtual do teatro. 

Preço único: R$ 100,00 inteira | R$ 50,00 meia | R$ 50,00 + 2 kg de alimento (meia solidária). 

Bilheteria virtual : https://www.ticketfacil.com.br/eventos/tp-o-profeta.aspx

27.7.22

UFOPA lança livro no X Fórum Social Panamazônico

"Luta pela terra na Amazônia: mortos na luta pela terra! Vivos na luta pela terra!", projeto literário de extensão da UFOPA, será lançado em Belém, no próximo dia 30, no hall do centro de convenções Benedito Nunes, na UFPA, dentro da programação do 10o Fórum Social Pan-Amazônico, que abre nesta quinta-feira, 28, e sege até 31 de julho, em na capital paraense.  

O livro tem quase 800 páginas, reúne 20 trabalhos assinados por quase 30 pessoas, entre filhas, filhos, parentes, amigos e pesquisadores mobilizados para recuperar a história dos defensores da reforma agrária, direitos humanos e meio ambiente mortos no Pará. 

Nas páginas desta obra constam casos de dirigentes sindicais, advogados, religiosos, chacinas e defensores do meio ambiente. O fotógrafo Sebastião Salgado cedeu fotos do Massacre de Eldorado, enquanto o procurador da República Felício Pontes assina artigo sobre a missionária Dorothy Stang, assassinada em 2005. Já o professor de Direito Rafael Pimenta, irmão de Gabriel, assina o artigo sobre o defensor dos direitos humanos. 

Em meio ao delicado ambiente que nubla a vida da sociodiversidade amazônica, marcado pelo aceno que se ergue a partir do governo nacional em favor de toda ordem de violência, em alinhamento com os setores mais conservadores da nossa sociedade, um livro brota dos sertões da Amazônia. O lançamento nacional já rolou no dia 18 de julho, no Campus I da Unifesspa, em Marabá, quando o assassinato de Gabriel Pimenta soma 40 anos de impunidade. Depois de Belém, ainda haverá lançamentos em Imperatriz (MA), no dia 19 de agosto e em Xinguara, nos dias 13 e 14 de setembro.

A violência nas paragens da região é compreendida no livro sob o prisma estrutural que marca o avanço do capital sobre a Amazônia, como atesta os recentes acontecimentos transcorridos no estado do Amazonas, que redundou no assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Fato precedido pela chacina da família do senhor Zé do Lago, ocorrida em janeiro, no município de São Félix do Xingu, no Pará. 

Romaria em memória de Dorothy Stang, 
assassinada em 2005, em Anapu-Pa.
Registro de Miguel Chikaoka
cedido ao livro.

Tais violências representam digitais do processo da integração subordinada da Amazônia aos circuitos econômicos mundiais. Há sangue em todas as latitudes. Sangue de indígenas, quilombolas, camponeses e das pessoas a eles alinhados, como advogados e religiosos, entre outros sujeitos. 

Os 20 trabalhos estão divididos em seis seções. Dão corpo à obra: Camponeses, onde são realçados nove casos, entre eles, o de Raimundo Ferreira Lima (Gringo), João Canuto, Expedito Ribeiro, Virgílio Sacramento, José Dutra da Costa (Dezinho), Avelino Silva; em seguida vem o capitulo dos Massacres, que contempla os casos da Chacina Ubá, Chacina da fazenda Princesa e o Massacre de Eldorado.

Gabriel Pimenta, João Batista e Paulo Fonteles integram o bloco dedicado aos advogados que combateram o latifúndio, enquanto que no quarto item, estão a Irmã Adelaide, Padre Jósimo e a Romaria das Meninas, que compõem a seção dedicada aos religiosos. Na parte dedicada às entrevistas, seguem relatos do Padre Paulinho, ex-coordenador da CPT do Pará, e o recém falecido dirigente camponês do Maranhão, Manoel da Conceição. Por por fim, o sexto anexo faz um resumo sobre casos de mortes e o andamento dos processos.   

Felício Pontes assina artigo sobre a missionária Dorothy Stang, ombreado pelo padre Amaro, agente da CPT em Anapu, sudoeste do estado, onde a missionária e igualmente agente da CPT foi assassinada em fevereiro de 2005. Por lá, no Lote 96, as tensões permanecem. Fazendeiros e pistoleiros diariamente ameaçam os moradores e lideranças. Permanências de uma democracia esgarçada, marcada pela concentração da terra e da renda, o Estado autoritário, as coerções públicas e privadas. Toda ordem de abuso contra os mais fragilizados. Assim como Dorothy, Amaro sofre todo tipo de pressão: ameaças, criminalização por conta da missão que desenvolve junto aos camponeses,  até preso foi. 

Familiares assinam artigos sobre a memória das vítimas

Paulo Fonteles, morto em 1987.
Registro de Miguel Chikaoka cedido ao livro.
José Dutra da Costa (Dezinho), dirigente sindical e quadro da Fetagri sudeste do Pará foi executado em 2000 na porta de sua casa em Rondon do Pará, quando o natal se avizinhava. Grileiros de terra, fazendeiros e madeireiros estavam incomodados com a atuação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR) do município.  

O nome de Dezinho chegou a constar na lista de pessoas marcadas para morrer por conta do combate que realizava pela reforma agrária. As autoridades do Estado sabiam. Todos sabiam. Nada foi feito. A hoje advogada e filha do dirigente sindical, junto com a viúva assinam o relato, Joélima da Costa e Maria Joel, respectivamente.  Com o assassinato de Dezinho, dona Maria assumiu a direção do sindicato. Assim como o esposo, dona Joel viveu e ainda vive inúmeras situações de ameaça. 

A professora da rede pública e mestra em História pela UFPA, Luzia Canuto, narra a saga do pai, João Canuto e dos irmãos que foram assassinados na cidade de Rio Maria, sul paraense. Como Dezinho, Canuto foi morto em dezembro. O crime ocorreu no dia 18. João foi morto com 18 tiros desferidos à queima roupa. Anos depois três filhos de Canuto foram sequestrados. Somente um sobreviveu, Orlando. Entre os acusados das atrocidades na cidade de Rio Maria, sul paraense, constam fazendeiro Vantuir Gonçalves Cardoso e o político Adilson Laranjeira. Eram tempos da União Democrática Ruralista (UDR). Instituição animada pelo hoje novamente governador de Goiás, Ronaldo Caiado. 

Execuções e chacinas notabilizaram o sul e sudeste do Pará como as regiões mais delicadas na luta pela terra do Brasil.  E permanecem como área de risco.  Como outros casos marcados pela impunidade, o recurso usado pelos defensores dos direitos humanos foi apelar para Organização dos Estados Americanos (OEA) como forma de responsabilizar o Estado Brasileiro. O caso mais recente que tramita na OEA é do advogado Gabriel Pimenta. 

Em 2011 foram mortos na cidade de Nova Ipixuna, nas proximidades de Marabá, o casal de agroextrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Praia Alta Pinheira.  O único nesta categoria nas regiões que aglutinam mais de 500 projetos de assentamento. Muitos batizados com os nomes dos dirigentes assassinados. A maioria dos projetos foi reconhecido após o Massacre de Eldorado, ocorrido em 1996. 

A morosidade do Incra é colocada como fator que redundou na tocaia que matou o casal, que também teve os nomes em listas de marcados para morrer. Os irmãos de José, a advogada recém formada, Claudelice Santos é quem assina o artigo junto com Claudenir.  Ela e a família assumiram a bandeira ambientalista do casal.  Claudelice fez parte de uma turma de Direito da Terra, da Unifesspa. Iniciativa criada e direcionada para pessoas ligadas à defesa da reforma agrária, direitos humanos e do meio ambiente. 

Oficialmente o Estado do Pará declara que 19 trabalhadores rurais ligados ao MST foram mortos pelas tropas da PM no Massacre de Eldorado. A chacina ocorreu na Curva do S, na cidade de Eldorado do Carajás, em 1996. A ordem partiu do ex- governador já falecido, o médico Almir Gabriel (PSDB), que tinha como secretário Paulo Sette Câmara. 

As tropas foram comandadas pelos militares Major Oliveira e o coronel Pantoja. Os laudos comprovam que boa parte dos 19 sem terra foram executados à queima roupa.  Da cúpula de mandantes, somente Oliveira encontra-se vivo. Assim como em outras casos, o manto da impunidade cobre o caso. Os advogados José Batista Afonso e Carlos Guedes assinam o artigo. 

O sangue não conhece cercas na Amazônia. A História da “conquista” da fronteira é uma história de expropriação de suas populações e assassinatos. Situações amalgamadas por precárias investigações, processos morosos e inconclusos no Judiciário – quando os mesmos chegam a ser instaurados -, este célebre por sua parcialidade em situações de conflitos que envolvem grandes corporações, grileiros de terras e fazendeiros e a sociodiversidade local da região.

“Quem não vive na Amazônia não sabe como o perigo nasce e descamba com o sol e vem ainda com a noite, cotidianamente” esclarece o derradeiro texto do livro, assinado por  Júlia Iara, militante do MST/MA, publicizado quando da passagem de 21 anos do Massacre de Eldorado, em 2017.

Serviço

Lançamento do livro Luta pela terra na Amazônia: mortos na luta pela terra! Vivos na luta pela terra! 

Belém – 30/07

Local: UFPA – Fórum Social Panamazônico (FOSPA), hall do Auditório Benedito Nunes

Hora: 11h 

Imperatriz/MA – 19/08

Local e hora: a definir

Xinguara – 13 e 14/09

Local: Sintepp – (Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação Pública do Pará)

23.7.22

Sobre a trajetória de Dulcecleia Caravelas Furtado

Betinha, fundadora do fã clube de Mestre Vieira
Foto: Renato Reis
Hoje ela faria 58 anos. Educadora, liga a área da cultura, fundou o fã clube de Mestre Vieira e foi uma das principais vozes na criação do Dia Municipal da Guitarrada em Barcarena. Betinha, como era chamada carinhosamente, faleceu em abril do ano passado, por covid-19. A seguir, um pouco sobre sua trajetória como homenagem.

Dulcecleia Caravelas Furtado nasceu em 1964, no dia 23 de julho, em sua residência localizada na Comunidade Cabeceira Grande, no Sítio Nova Santarém, em Barcarena-Pa. A filha de Hozana Trindade Furtado e Maria Assunção Caravelas Furtado, a 6ª filha a nascer de um total de 10 irmãos, escolheu aos 07 anos de idade, seu apelido enquanto ouvia a leitura de um livro. A irmã primogênita, Miracelia, costumava ler a Cartilha Amazônia, na qual havia uma personagem chamada “Betinha”, com a qual se identificou. 

Em 1977, em sua adolescência, veio estudar em Belém. Sempre alegre e brincalhona, gostava de brincar a noite de queimada, com os irmãos e amigos, mas nas sextas-feiras, não perdia as festas no Rancho Não posso me Amofiná. Betinha teve uma trajetória como grande liderança política em Barcarena, sonhava com uma sociedade igualitária e construiu uma trajetória cultural importante no município. 

Entrega do songbook ao fã clube. Ao fundo, 
a família de Betinha. 
Foto: Gabriel Dietrich

Em Belém fez parte de uma Companhia de Teatro no SESC, localizada na Doca, quando participou como atriz em uma peça de teatro. Curtia também esporte e durante o período que esteve no ginásio, antigo ensino fundamental, também  fez parte de um time handebol.

Em 1982, aos 17 anos retornou à Barcarena para estudar o Ensino Médio, enquanto também trabalhava como vendedora no Armazém Nordeste, no ano de 1983.  Depois entrou no serviço público, sendo transferida para o Setor da Cultura, que funcionava em uma dependência da Escola Aloysio da Costa Chaves, na qual ela também esteve como diretora e implantou, na época, o projeto Teatro na Escola, com direção de João Alberto e Vitor Magno, e ainda, apoiou o Grupo de Teatro Encenarte.


Contribuição à criação do Dia Municipal da Guitarrada

Desde que conheci Betinha, em 2011, no Festival do Abacaxi daquele ano, me identifiquei com ela no que dizia respeito a valorização de Vieira, como artista importante da cultura barcarenense, após todo o reconhecimento que ele já havia conquistado fora do município, do estado e até do país. 

Após o falecimento dele, no dia 02 de fevereiro de 2018, Betinha, representando seu Fã-clube, no dia 25 de outubro de 2019, encaminhou um requerimento à Câmara Municipal, solicitando que o dia 29 de outubro, fosse declarado o Dia Municipal da Guitarrada, por ser a data do nascimento de Mestre Vieira. 

A luta já era de muitos anos, mas só desta vez deu certo, a data foi criada, faltando agora que a prefeitura de Barcarena a inclua em seu calendário cultural anual. Por enquanto, não se tem notícia sobre isso, quatro anos após a data ser instituída. Em 2019 e 2020 as festas de aniversário de Mestre Vieira foram celebradas por familiares e amigos, com um evento realizado em frente a casa que ele vivia em Barcarena. Ano passado, teve celebração na frente da casa, mais uma vez, mas nenhum evento municipal foi realizado, marcando a data em memória a Mestre Vieira. Este ano, com eleições na porta, talvez a celebração só possa ocorrer em novembro.

Dedicatória no songbook - Viva Betinha. Em sua memória, dedicamos também a ela, o songbook Mestre Vieira, livro lançado recentemente e no qual contamos a história do músico, disponibilizamos 30 partituras, a discografia completa, além de um texto inédito sobre as origens portuguesas do músico e um site como extensão do projeto Inventário Mestre Vieira, apoiado pelo rumos Itaú Cultural. 

Este era um sonho que Betinha sonhou junto com a gente. E agora é uma forma de homenagem a elas,  que também nos incentivou desde a primeira vez que soube que iríamos realizar um projeto de registro e valorização de Mestre Vieira e sua obra. Ficamos amigas, cúmplices sempre que o assunto era o mestre. Será sempre uma alegria lembrar dela, que tem meu reconhecimento e agradecimento.

Mais informações:

www.mestrevieira.com.br

Para adquirir o Songbook: 

(91) 98134.7719

Para contribuir com o blog: 

Chave Pix lume.com@gmail.com 

(Luciana Medeiros / Itaú)

12.7.22

Colônia de Férias divertidas na Casa Soma Cultural

A Casa Soma Cultural está com as inscrições abertas para duas turmas de Colonia de Férias, cada uma com 20 vagas e até esta quarta-feira, dia 14, tem um super desconto no valor. De 19 a 21 de julho, a programação é indicada para crianças de 4 a 7, e de 26 a 28 de julho, para crianças de 8 a 13 anos. Nas duas semanas, o horário é o mesmo: das 14h às 18h.  A iniciativa traz ainda uma proposta bacana para os pais que desejarem acompanhar seus filhos: serão disponibilizadas estações de trabalho com Internet e sala de reuniões, gratuitamente. É só levar o computador. 

Para quem ainda não conhece o espaço e a iniciativa, apresento aqui. A Casa SOMA Cultural é um dos espaços que hoje integra a rede de parceiros do Circular Campina Cidade Velha e que atua no empreendedorismo da música e da cultura paraense, em diálogo com as demais vertentes e linguagens artísticas. O espaço é lindo, funciona em formato de coworking, com salas amplas no térreo, além de um quintal com piscina.  No segundo andar, funcionam outras salas, tem banheiro e varanda. Neste mês de julho, no entanto, a casa estará aberta ao público infante juvenil, com a realização desta primeira colonia de férias. 

O instrutor responsável é o artista brincante Luan Medeiros Weyl (Tio Alex), arte educador popular paraense que traz na trajetória o hibridismo da arte e a sede de conhecimento, de forma bastante transversal. Cursou 4 anos de Geografia na UnB, mas retirou-se em 2012, quando publicou seu primeiro fanzine de poesia autoral e desde então vem transitando por diversas linguagens da arte, tendo como foco o público infantil.  Luan M. Weyl Desde então já explorou diversas linguagens como música, teatro, pintura e artes circenses desde então. 

Na primeira semana de Colônia de Férias, haverá três contações de histórias: “Os Saltimbancos”, “História sobre o Japão – a Terra do Sol Nascente, com oficina de origami e “Duda e os recicláveis”, além de brincadeiras teatrais, oficinas de “Biotintas”, “Malabares” (confecção das bolinhas e jogos) e “Desenho Temática: Seres da Floresta”, e ainda vai exibir episódios da série de animação “Os Dinâmicos”. Essa semana finaliza com banho de piscina.

Já na semana de 21 a 28, serão contadas as histórias "Os seres da Floresta", com oficina de massinha de modelar; oficina de confecção de instrumentos musicais com material reciclável, brincadeiras musicais; a contação de história "Os Saltimbancos", oficina de Biotintas no laboratório maluco do Tio Alex e e pintura mural. No último dia, a programação tem também a contação de história "Duda e os recicláveis", com oficina de brinquedos de papel e papelão e brincadeiras teatrais com brinquedos fabricados pela turma.

Ideia que se concretiza com trabalho e paixão

A ideia de construir um espaço coletivo partiu das amigas Joelle Mesquita e Jéssica Teixeira. “A gente trabalha em áreas diferentes mas temos amigos e parceiros em comum. Desde antes da pandemia que já vínhamos falando sobre isso até que este ano surgiu a oportunidade de  um amigo que estava deixando uma casa que era grande e que atendia as nossas expectativas. Foi ariscado, mas encaramos. 

A casa surge então com esse intuito de trazer atrações musicais, oficinas, palestras, exposições. E além do coworking, que bancam os alugueis mensais, temos uma área boa para eventos, festas de aniversário, lançamentos”, explica a produtora e gestora do espaço.

Além desse mix de opções pra área cultural e até outras vertentes, a Casa SOMA agora está focando em atrações para o público infanto juvenil. “Os pequeninos estão cada vez mais envolvidos com a arte, seja o teatro, o cinema, a música. “Na primeira edição que entramos no Circular, em abril, percebemos que várias crianças passaram pela casa e foi aí que deu o estalo. Na edição de junho, trouxemos uma contação de histórias com o Kadu Santoro e foi maravilhoso. Tivemos um público lindo de crianças”, continua Joelle.

Não a toa, neste mês de julho, a programação da Casa SOMA Cultural está 90% voltada para esse público. “É quase 100% investido nessa programação, nossa equipe estará toda envolvida no assessoramento do tio Alex, durante as duas semanas de colônia de férias”, conclui.

COMO PARTICIPAR

Turmas: 

De 19 a 21 de julho, para crianças de 4 a 7 anos; 

De 26 a 28 de julho, para crianças, de 08 a 13 anos

Horário: sempre das 14h às 18h. 

Haverá estações de trabalho com Internet e sala de reuniões, disponibilizadas gratuitamente aos adultos acompanhantes. É só levar o computador.

Forma de pagamento: 

Chave pix: casasomacultural@gmail.com (faça o pagamento e envie o comprovante para o mesmo e-mail). Mais informações: (91) 9273.3894. Endereço: Tv. Cap. Pedro Albuquerque, 395 - Cidade Velha. 

Promoção 

O valor é $350,00, por cada semana (3 dias). 

Até dia 14 de julho há desconto saindo por R $280,00. 

Ou o valor de R $120,00, por um dia de programação. 

A forma de pagamento é via pix: casasomacultural@gmail.com (faça o pagamento e envie o comprovante para o mesmo e-mail). 

Mais informações: (91) 9273.3894. Tv. Cap. Pedro Albuquerque, 395 - Cidade Velha.

MAIS SOBRE LUAN MEDEIROS WEYL

Luan M. Weyl  é Tio Alex
Fotos: Luciana Medeiros

Luan Medeiros Weyl iniciou sua trajetória artista ainda criança, quando fez Teatro Infanto-juvenil, na Escola de Teatro e Dança da UFPA, entre 1997 a 1999. Nos anos 2000 iniciou os estudos de artes marciais, sem interromper seus interesses pelo teatro. Em 2009, participou da oficina “Teatro do Oprimido”, no Fórum Social Mundial, na UFRA, e no mesmo ano mudou-se para Brasília, onde fez faculdade Geografia Licenciatura e Bacharelado na UnB, mas não a concluiu, redirecionando sua vida profissional à arte educação. 

Em 2012, fez sua primeira publicação independente, o fanzine “A Verdade só mente para mim”. No ano seguinte fez Iniciação Musical com Luciana Massaro em Mogi das Cruzes, SP, participando do Painel Funarte de Regência e Coral. Fez ainda a Jornada 1 do Curso da Cia. Luis Louis de Teatro Físico e Mímica Total, em São Paulo, e oficina de clown, com Johnny Melville (Inglaterra) em São Bernardo do Campo-SP. Ainda em 2013, participou do workshop “Clown o Que É?” Com Lígia Maria Ruvenalth, também em São Paulo.

Em 2014, mergulhou na Imersão de Mímica e Teatro Físico, com Daniel Berbedés (cia . Luis Louis) e mais uma vez do Painel Funarte de Regência e Coral, desta vez em em São João del Rei, MG. Possui oficinas de iniciação ao desenho e iniciação ao violão, concluídas na Casa da Linguagem, além do graffiti, estudando com Michele Cunha, no ateliê Sopro. Em 2016, Luan realizou o evento “Mutirão das Manas” e foi Facilitador da oficina de Geotinta para crianças, ministrando, ainda, a oficina de graffiti das “Freedas Crew”, na Fundação Emaús.

No mesmo ano, fez a oficina de Teatro de Rua, com o ator Lucas Alberto da Cunha, da Cia Sorteio de Contos; e o workshop teatral "O individual e o coletivo", com o russo Jurij Alschitz. 

Também trabalhou como Facilitador de Oficina de “Teatro da Oprimida”, por ocasião do evento "Ni Una Menos" promovido por coletivos feministas da IFPA , e também da Oficina de Autodefesa para mulheres e outras corporalidades em risco, do Coletivo Feminismos Periféricos em Icoaraci .

Depois disso passou por outras cidades, fincando morada, entre 2018 e 2021, em Fortaleza, no Ceará. Em 2018 realizou apresentação no colégio Santa Teresa de Jesus, em Crato-CE e em 2020/2021, teve dois projetos contemplados pela Lei Aldir Blanc.

“Um conto Reciclável: Escrevivências contidas em resíduos”, foi um projeto que resultou no Fanzine “Duda e Os Recicláveis”, inspirado no texto “O Conto Achado no Lixo”, de sua autoria; e também desenvolveu o projeto “O corpo sem órgãos tem fome de sentidos”, aprovado pelo Edital Arte Livre da Secretaria Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult Ceará). Ambos foram realizados junto ao coletivo de combate à transfobia e demais preconceitos, o Transpassando. O espetáculo envolveu acrobacia aérea, dança, teatro e audiovisual para falar sobre corpo, espiritualidade e cultura alimentar. 

Ainda no Ceará, Luan trabalhou como professor voluntário e arte educador no cursinho popular do Coletivo Transpassando e na Rede Emancipa Ceará em 2021. Em novembro do ano passado, o artista retornou a Belém, onde, porém, está de passagem. É que por conta de sua paixão também pelos animais, retornou à academia e cursa Medicina Veterinária na Universidade Federal de Roraima, onde vai morar a partir do mês de agosto.

PROGRAMAÇÃO

1a TURMA

Dia 19

14h00 - Acolhimento

14h30 - Contação da história: Os Saltimbancos 

15h30 - Intervalo pro lanche

16h00 - Oficina de Malabares (confecção das bolinhas e jogos)

18h00 - Encerramento

Dia 20

14h00 - Acolhimento

14h30 - Contação de história sobre o Japão - A Terra do Sol Nascente, com Oficina de Origami

15h30 - Intervalo pro lanche

16h00 - Contação da história Duda e os recicláveis com brincadeiras teatrais

18h00 - Encerramento

Dia 21

14h00 - Acolhimento

14h30 - Oficina de desenho temática: seres da floresta (iniciando com a exibição dos Dinâmicos)

15h30 - Intervalo pro lanche

16h00 - Oficina de Biotintas

17h00 - Banho de piscina! 

18h00 - Encerramento

2a TURMA

Dia 26

14h00 - Acolhimento

14h30 - Contação de história "Os seres da Floresta" com Oficina de Massinha de Modelar

15h30 - Lanche

16h00 - Oficina de confecção de instrumentos musicais com material reciclável

17h00 - Brincadeiras musicais

18h00 - Encerramento

Dia 27

14h00 - Acolhimento

14h30 - Contação de história "os saltimbancos"

15h30 - Lanche

16h00 - Oficina de Biotintas: o laboratório maluco do tio Alex

17h00 - Pintura dos muros

18h 00 - Encerramento

Dia 28

14h00 - Acolhimento

14h30 - Contação de história "Duda e os recicláveis"

15h30 - Lanche

16h00 - Oficina de brinquedos de papel e papelão 

17h00 - Brincadeiras teatrais com os brinquedos fabricados

18h00 - Encerramento



10.7.22

Mostra Cine Líbero Luxardo segue neste domingo

Bate papo após a exibição da série.
Fotos: Thalita Barbosa
A mostra dos 36 Anos do Cine Líbero Luxardo segue neste domingo, 10, com programa voltado a videodança e mais produções do cinema de animação. Confere a prograímação, a entrada gratuita. Ontem, após a exibição de Os Dinâmicos, o bate papo contou com Cássio Tavernard e Carlos Canhão Brito Jr., além de mim, que integramos a equipe da série. E ainda tem muita coisa pra rolar até dia 13 de julho!

Desde quinta-feira, 7 de julho, a Mostra dos 36 Anos de fundação do Cine Líbero Luxardo vem emocionando o público presente nas suas respectivas sessões, além de estabelecer novas conexões entre diretores, realizadores e produtores da atual cena do audiovisual paraense. O  sábado (9) trouxe, além dos 13 episódios da série de animação Os Dinâmicos, uma programação de documentários e clipes voltados aos mestres da nossa música, como Dona Onete, Mestre Vererquete, Mestre Curica e Mestre Vieira, entre outros.

E também foi exibido um documentário sobre Milton Almeida, um mestre retratado em "Hoje Estamos Aqui" (2022 | Brasil | Darien Lamen | Documentário | 20’ | Livre), obra que revela a luta de uma família em preservar sua memória. Milton Almeida criou o “Sonoro Conversível”, em 1955, e protagonizou o surgimento do amplificador à válvula, sendo um dos primeiros de que se tem notícia a trabalhar com isso por estas bandas. 

Lu, Cássio Tavernard e Carlos Canhão Brito Jr.

Milton de Almeida Jr, que bateu papo com o público sobre o filme que fala do pai dele, veio se apresentar pra gente após ter assistido Os Dinâmicos, e me contou que Milton Almeida Nascimento foi quem fez os amplificadores do sonoro Saudade, aquela aparelhagem que estampa a capa do LP Melô da Pomba, de 1989. 

Pertencia a Mestre Vieira, que no inicio dos anos 1960 o manteve ativo, período em que ele estava por formar o grupo regional que mais tarde ficaria conhecido como Vieira e Seu Conjunto. Engatamos numa conversa sem fim, bem na porta do cinema. Sabe o lance das conexões? É sobre isso também.

DOMINGO - 10 DE JULHO

Já está rolando a programação deste domingo (10), trazendo a partir das 15h10, o programa dedicado ao “Cuíra em Cenas”,  um Festival de Videodanças com obras protagonizadas por artistas paraenses. Neste programa, Eduarda Falesi, coordenadora do festival, reuniu 17 produções. Para quem curte o gênero, imperdível.

Assim como está também imperdível a segunda mostra temática do domingo, que inicia às 17h, com o programa Cássio Tavernard, reunindo os três episódios da Turma da Pororoca, além do curta “Chico Tripa”, em que o diretor e animador revela o clow Chico Tripa, num vídeo performance, e do clie Camarão, com a banda Espoleta Blues. Em seguida, mais filmografias. Serão exibidas, entre outras obras de Otoniel Oliveira, como “As Icamiabas”, e de Andrey Miralha, incluindo “Admirimiriti” e “Senhora dos Miritis”.

A sala mais amada do circuito alternativo

Mestre Vieira, em "Os Dinâmicos"
Já que estamos falando em mostra comemorativa vale lembrar que o nome da sala é também uma homenagem, a Líbero Luxardo, cineasta paulista, fez história cinematográfica no Pará, sendo considerado um pioneiro, realizando, entre outros filmes, em longa metragem, “Um dia qualquer…” (1965), Marajó – Barreira do Mar (1967) e “Brutos inocentes” (1974). 

Pensem como era filmar na Amazônia naqueles tempos do cinema de película e câmeras enormes, estamos falando dos anos 1960. Pioneirismo e coragem. Grande parte da obra dele encontra-se no acervo do Museu da Imagem e do Som, órgão ligado à Secretaria de Cultura do Estado do Pará, precisando de cuidados.  

O cinema foi inaugurado em junho de 1986, marcando toda uma geração que frequentou o CENTUR do final dos anos 1980 e anos 1990, e que em parte formou um repertório clássico do cinema, nas mostras do Líbero que tematizava por diretor ou gênero. No início dos anos 1990 fiz algumas oficinas e workshops sobre cinema, um deles era sobre o cinema experimental alemão, promovido pela Casa de Estudos Germânicos da UFPA, responsável por várias mostras também do cinema alemão. E também vi a reestreia de Brutos Inocentes, que havia sido recentemente restaurada. 

E como o Museu da Imagem e do Som também estava localizado no CENTUR, havia projetos de registros gravados no Cine Líbero Luxardo, como o Relato Experiência, sendo alguns dos registros feitos com público presente. Esses conteúdos estão no MIS, em fitas magnéticas. Entre os relatos gravados estão os de Walter Bandeira, Vicente Sales, Acyr Castro, entre muitos outros. Um trabalho interessante seria resgatar tudo isso e disponibilizar ao público. Tomara que com a transferência do MIS para as dependências do recém reinaugurado Palacete Faciola, algo possa ser feito com esse acervo riquíssimo que existe.

Espaço multiuso com novidades para o segundo semestre

Público adulto curtindo a animação
O Cine Líbero Luxardo foi pensado para ser multiuso, com realização de pequenos espetáculos teatrais, musicais, além de palestras e workshops. A exibição de filmes, porém, sempre seria e é a sua principal atuação. 

Este ano, além de suas sessões presenciais, que vêm recebendo um número crescente de espectadores, e com a experiência adquirida na pandemia, o cinema agora também estará presente no universo online, com uma sala virtual, que exibirá filmes premiados, de diretores reconhecidos pela crítica e pelo público. São mais 40 títulos que tiveram seus direitos de exibição adquiridos. 

Outra novidade, em expectativa para rolar em agosto, é que o cinema vai ganhar oficialmente um espaço expositivo que se chamará Hall Vicente Cecim, em homenagem ao cineasta, jornalista, cinéfilo, crítico de cinema, escritor e poeta, e que tanto frequentou esta sala, falecido ano passado por conta de complicações que também envolveram a covid. 

"Nesse espaço, que será decorado com papel de parede reproduzindo os cartazes de grande parte dos filmes que exibimos em nossa programação ao longo desses 36 anos, haverá painéis expositivos que servirão para a exibição de materiais gráficos ligados a aspectos da produção cinematográfica, de um modo geral, e que deverá inaugurar com uma exposição sobre aspectos da vida de nosso homenageado", explica João Cirilo.

PROGRAMAÇÃO 

15h10 

INTRAVENOSA (2018 | Brasil | Tale Campos | Experimental / Videoarte | 4’ | Livre) 

A experiência de quase morte do diretor do filme é retratada em diferentes atmosferas. Perseguição, sacrifício e redenção em meio a cenários paradisíacos do Rio de Janeiro.

LA LOBA (2019 | Brasil | Ana Flávia Mendes e Edielson Shinohara | Experimental / Videoarte | 8’ | Livre)

Experimento em vídeo que trata do arquétipo da mulher selvagem. Inspirado no livro "Mulheres que correm com os lobos", de Clarissa Pinkola Estes, o trabalho aborda o conto homônimo "La Loba", de origem européia oriental, e promove um mergulho na psiqué feminina, imageticamente retratada como um cemitério, lugar em que habita a morte e de onde emerge a vida, sintetizada na figura de uma mulher transmutada.

NASCIMENTO & XAXARÁ (2021 | Brasil | Letícia Faria | Videoclipe | 8’ | Livre)

Todos os trabalhos do Bando Mastodontes tem como premissa a arte como ferramenta para democratizar a cultura, seja desburocratizando e ocupando espaços públicos e privados ou ampliando a acessibilidade dos seus projetos. Seguindo este ideal, o primeiro clipe do grupo se tornou um projeto audiovisual inovador por priorizar a inclusão com a coreografia em Libras do início ao fim do clipe e dançarinos com deficiência física para reverenciar a música que é um ode ao orixá Obaluaê.

CÔNCAVO (2021 | Brasil | Eduarda Falesi e Gabriel Darwich | Videodança | 7’ | Livre)

Os reflexos do tempo e do corpo nos movimentos performados em espaços enclausurados e reduzidos, busca refletir o desconforto das mudanças de paradigma nas relações sociais, onde os corpos foram forçados a conviver cada vez menos com a presença física, durante o distanciamento social. O tempo, antes ilusoriamente acelerado, desacelera e nos torna côncavos para além do autocuidado e direciona o olhar para dentro de nós. Suportar ao tempo e aos espaços reduzidos é o desafio para os corpos “ocos” da presença do outro. 

AUTO DO CÍRIO (2021 | Brasil | Feliciano Marques e Cia. Moderno de Dança | Videodança | 3’ | Livre)

Sagradas Conexões Ruas, rios, teias, raízes entrecruzadas atravessando vidas. Em meio ao caos busca-se, por meio da esperança e da fé, equilíbrio e força para seguir em frente. É outubro de novo, Círio outra vez e de pé seguimos pedindo a Nossa Senhora de Nazaré para que nos proteja, que acalente nossos corações. A Cidade Velha, em Belém, conectada à Tailândia do Pará numa homenagem, celebração e agradecimento em mais um Auto do Círio.

UM TEMPO QUE REGA O REGGAE (2021 | Brasil | Vinicius Fleury | Videoclipe | 4’ | Livre)

Nesta obra visual, a cantora Jana Coutinho, conecta sua música à performance da bailarina Duda Falesi, levando a uma experiência sensorial entra a chuva e as batidas do reggae. 

CAMINHADA (2019| Brasil | Companhia Moderno de Dança | Videodança | 3’ | Livre)

Fragmentos do existir urbano se retratam em alta dinâmica. Analisando o comportamento social contemporâneo, a videodança propõe uma poetização da vivência em sociedade, com múltiplas visões e capturas do Ser-Habitante da cidade.

DESARMAREAR (2021| Brasil | Juan A. Silva | Videodança | 7’ | Livre)

Uma experiência para desarmar, ou minimamente tensionar o sistema cisheternormativo por meio da desestabilização do próprio corpo dançante, para então se reencontrar. Sendo assim, "Desarmarear” é  arrumar as malas e sair de casa, seja por vontade própria ou por ter sido expulso e, por conseguinte, é também buscar uma nova casa para si, em si. Um novo corpo. “Desarmarear” é uma caminhada, uma travessia, uma mudança.

O SALTO (2021| Brasil | Joyce Cursino | Videodança | 5’ | Livre)

Primeiro videoclipe da artista Bah e produzido pela Negritar Produções. 

PEIXES (2017| Brasil | Vladimir Cunha Musical | 3’ | Livre)

Belém em um prisma de descobertas de sua pluralidade. A chegada dos peixes é um evento diário que promove uma experiência antropológica e sensorial com uma explosão de cores, sabores, dança e música no mercado do Ver-o-peso. A dança é uma entidade sagrada e no filme é representada por Claudio Baia, dançarino e coreógrafo  de grande relevância no Pará.

ENTRE OUTRAS RUAS - ATO I (2020| Brasil | Juan A. Silva e Cleyton Telles | Videodança | 3’ | Livre)

Neste novo caminhar,  Cleyton me propôs a criação de uma poética a partir de algum atravessamento pessoal, e mergulhado nas questões que transbordam em meu corpo, enquanto LGBT e afroindigena, materializei um manifesto dançante contra a mira criada nos corpos dissidentes de gênero, raça e classe em nossa sociedade, por isso, também a chamei  de "Sujeito estatística", pois, para mim, é uma suplica por "um bom final pra nós". - Juan A. Silva.

GIRLS X3 (2019| Brasil | Louise di Fatima | Videodança | 5’ | Livre)

A videodança reúne quatro bailarinas em um único espaço representando diferentes gêneros da dança assim como nos mostrando suas diferentes personalidades. A videodança é um material adicional de um videoclipe de mesmo nome produzido pela Infinita Produções.  

VAGALUMEAR (2021| Brasil | Ercy Souza | Videodança | 8’ | Livre)

No instante apenas, uma vida inteira presente no lançar do primeiro voo da borboleta, no mo(vi)mento do desprender-se, na profusão de sensações lançadas no breu sob a luz dos olhares contemplativos. Eis o passo entre a coxia e o palco sob a energia do último pulo coletivo de um escravo de jó e a ansiedade pós terceiro toque do sino que hoje é compreendido como o apertar do gravando e... Nasce Etá, a cena, a obra, o estranhamento, o olhar artístico, a questão, a Arte dançada que convoca os presentes que ali estão à presença cênica dilatada e difundida.

ECOS DAS ENTRANHAS (2019| Brasil | Luiza Monteiro | Videodança | 6’ | Livre)

Videodança gravado no Canadá, dirigida e interpretada por Luiza Monteiro.

EUVERSO (2021| Brasil | Victor Azevedo | Videodança | 4’ | Livre)

O vídeo "euversO" surge como reflexo do bloqueio criativo criado pelo período da quarentena. O início da criação não tem um objetivo ou mensagem a ser passada, apenas permitir que haja prazer em dançar e se conectar com os vários "eus" que surgem durante o processo. "euversO" é o caminho que, nos interiores do eu, redescubro a ação de dançar apenas para dançar, sem a necessidade de um longo processo ou busca de um conceito criativo como justificativa.

QUESTÃO DE TEMPO (2021| Brasil | Paola Pinheiro| Videodança | 4’ | Livre)

Tempo. Sinto que estou perdendo-o. Mas como se pode perder algo que nunca foi seu? Só tinha uma ilusão do que era o tempo e até isso já perdi. Vivo num conflito entre o tempo de dentro, que tem dificuldade de acompanhar seu entorno, e o tempo de fora, que voa sem parar. E de tanto tentar conciliar o tempo de dentro com o de fora, me esqueci do tempo do corpo. Qual é o meu tempo mesmo? Tento me desapegar do tempo, mas ele gruda no meu corpo como areia, água e sal. Tentei viver dentro do tempo, mas me perdi, e hoje tento viver em mim. 

SERES DE SI (2020| Brasil | Luiza Monteiro | Videodança | 4’ | Livre)

Seres de Si nasce na encantaria do corpo da intérprete criadora Luiza Monteiro em uma experiência de imersão com elementos da natureza presentes na praia do Marahú, na ilha de Mosqueiro/PA. O processo de criação permeia a relação entre corpo, encantaria e poesia, apresentando em formato de videodança o emergir poético do corpo enquanto este encontra-se imerso em si, como também em águas, areias, folhas, pedras, ares...

DAQUI ACENEI PARA VOCÊ (2020| Brasil | Eduarda Falesi | Videodança | 6’ | Livre)

“Daqui Acenei Para Você” é um projeto social que reúne em um só vídeo, diversos bailarinos paraenses, com liberdade artística e interpretativa - o que garante a singularidade de cada coreografia e ajuda a expor a forma mais verdadeira da natureza de cada artista envolvido. O objetivo do projeto é conectar pessoas diferentes a uma só mensagem: Não estamos sozinhos. O vídeo tem sido utilizado como o principal meio de divulgação de uma campanha solidária de arrecadação de fundos para compra de cestas básicas, material de higiene e remédios para doações em abrigos e comunidades carentes pelo Pará.

17h

PROGRAMA CÁSSIO TAVERNARD

A ONDA – FESTA NA POROROCA (2005 | Brasil | Cássio Tavernard | Animação | 12’ | Livre)

Com roteiro original de Adriano Barroso, conta a história de uma festa que os bichos organizam no fundo do rio para esperar a passagem da Pororoca. Enquanto isso, na superfície, dois surfistas do sul tentam a aventura de “domar” a onda da pororoca. Estas ondas nos rios da Amazônia são um fenômeno natural. No Pará, o principal município atingido é de São Domingos do Capim.

O RAPTO DO PEIXE BOI (2010 | Brasil | Cássio Tavernard | Animação | 15’ | Livre)

 No fundo do igarapé, o Peixe-boi é o responsável pelo transporte do Pipipipiramutaba, a grande aparelhagem de som que anima as festas dos habitantes das águas. Subitamente, o Peixe-boi desaparece, e Caranguejo, Camarão e Candirus irão em busca do amigo mamífero.

CAMARÃO Espoleta Blues (2016 | Brasil | Cássio Tavernard | Animação / Videoclipe | 3’| Livre)

Videoclipe da música “Camarão”, interpretada pela banda Espoleta Blues. 

ALLEGRO PERO NO MUCHO (2019 | Brasil | Cássio Tavernard | Animação | 20’ | Livre)

O filme encerra a trilogia da série “A Turma da Pororoca e se desenvolve a partir da investigação de uma estranha movimentação próxima ao Theatro da Paz. Na história, descobrem que alguém esta se fazendo passar pelo Caranguejo e sua aparelhagem, o Pi Pi Piramutaba, organizando uma grande festa em seu nome para atrair todos os bichos do fundo dos rios da Amazônia. Para compor o cenário do terceiro episódio da série, cada detalhe do prédio histórico do Da Paz, sua pintura e arquitetura, foram reproduzidos fielmente na técnica de animação.

CHICO TRIPA (DIÁRIO DE UM PALHAÇO) (2009 | Brasil | Cássio Tavernard | Animação | 10’| Livre)

Animação de Cássio Tavernard usada em vídeo-performance apresentada dia 16 de dezembro de 2009 no Instituto de Artes do Pará (IAP). O vídeo é fruto do projeto “Chico Tripa – Diário de um Palhaço”, contemplado este ano com a Bolsa de Pesquisa e Criação do Instituto de Artes do Pará.

18h10

AS ICAMIABAS (2018 | Brasil | Otoniel Oliveira | Série em animação – episódios / Aventura | 67’ | Livre)

Compilação dos interprogramas de um minuto que deram origem a série Icamiabas na Amazônia de Pedra. As Icamiabas, Conori, Iúna e Mahyra, são meninas guerreiras indígenas cheias de poderes que resolvem os problemas fanásticos na cidade de Belém, como o Boitatá na ponte de Mosqueiro, o Caipora no Veropeso e o Viraporco nos predios, chutando bundas e salvando o dia!

19h30

ADMIRIMIRITI (2005 | Brasil | Andrei Miralha | Animação | 12’| Livre)

Numa feira de brinquedos de miriti do Círio de Nazaré, os brinquedos ganham vida e um boneco "dançarino de brega" é abandonado por sua parceira por ser muito "presepeiro". A partir daí, o boneco parte em busca de um novo lugar, um novo sentido para sua existência, até obter o perdão de sua parceira. 

NOSSA SENHORA DOS MIRITIS (2011 | Brasil | Andrei Miralha | Animação | 13’| Livre)

Às vésperas do Círio de Nazaré, uma artesã de brinquedos de miriti, tenta terminar sua promessa de fazer sozinha uma procissão todinha em miriti, mas cansada, ela acaba dormindo e um milagre acontece.

VISAGEM (2006 | Brasil | Roger Elarrat | Animação / Comédia / Fantasia / Terror | 11’ | Livre)

O filme é uma adaptação de sete contos do livro “Visagens e Assombrações de Belém” do escritor Walcyr Monteiro, livro este escrito a partir de causos e lendas sobrenaturais da cidade de Belém. Na História, dois jovens entram clandestinamente em um antigo cemitério de Belém para fazer uma aposta: quem teria coragem de acender uma vela bem no centro do cemitério da Soledade, ao soar da meia-noite? Na medida em que a madrugada avança, eles se deparam cada vez mais com situações fantásticas e assustadoramente surreais dentro do cemitério. Mesmo não acreditando nas antigas histórias de visagens, os jovens agora vão protagonizar uma nova lenda urbana da cidade.

VIAGEM ASTRAL (2020 | Brasil | Otoniel Oliveira | animação | 9’ | Livre) 

Viajar pelos astros pode ser uma experiência de auto-descoberta cósmica.

MURAGENS - CRÔNICAS DE UM MURO (2018 | Brasil | Andrei Miralha| animação | 12’ | Livre)

Muragens - Crônicas de um Muro faz uma interferência ficcional num recorte urbano real, o entorno do muro dos fundos do cemitério da Soledade em Belém do Pará. Apresentando situações diversas, pequenas narrativas – crônicas - nas quais o devaneio, o Non Sense, o caráter fictício da animação marcam a contação das mesmas.

ADÃO (2017 | Brasil | Rafaella Cândido | animação | 12’ | Livre) 

Produzido em stop motion, utilizando bonecos de miriti, é uma alegoria mitológica dos primeiros homens e seus encontros com os males do mundo.

PEDAÇOS DE PÁSSAROS (2016 | Brasil | Andrei Miralha / Marcílio Costa | animação | 13’ | Livre) 

O pássaro como metáfora das relações do homem no mundo contemporâneo. Fragmentos, pedaços da vida cotidiana abordados poeticamente. “Pedaços de pássaros”.  

A HISTÓRIA DE ZAHY (2018 | Brasil | Otoniel Oliveira| Animação | 8’ | Livre)

O filme de animação a História de Zahy conta a história da criação da Lua segundo a sociedade indígena brasileira Tembé-Tenetehara, com narração na língua Tupi Tenetehara. Zahy é um valente guerreiro enviado pelo deus indígena Mahyra para fazer muitas coisas boas, mas pelo seu orgulho, ele decide fazer algo proibido na aldeia. Se for descoberto, Zahy terá de enfrentar consequências irreversíveis.