31.1.15

Ocupação artística no domingo de Águas Brancas

A trupe "Nós, os Pernaltas”, em parceria com a comunidade do bairro de Águas Brancas, realiza, neste domingo, dia 1º, uma ocupação artística em
Ananindeua, mais precisamente, no Campo do Águia - Rua 2 de janeiro ( entrada pela 2 de Junho), das 9h às 13h, com entrada franca.

A ação integra o projeto "De graça na Praça", que convida artistas e realizadores de diferentes áreas, a ocupar um espaço público da cidade, promovendo, com o público, um intercâmbio de ideias e fomento às formas de cultura, arte e entretenimento, além de oferecer à juventude uma alternativa à violência.

O projeto teve sua primeira edição em 2013, na Praça da República, em Belém, com apresentações de dança, circo, teatro de rua e música, reunindo um total de 40 artistas e um público estimado de 600 pessoas. 

“Mas a ideia sempre foi descentralizar, ir a lugares onde o poder público não chega, ir em lugares onde o público nem mesmo sabe que tem direito a tais bens culturais. 

Por isso uma das estratégias para a realização deste projeto é fechar parcerias com as comunidades que queiram receber o projeto envolvendo todo mundo numa grande ação pela livre expressão artística, acessibilidade aos bens imateriais do estado e pela cultura da não violência”, diz Johnny Russel, da Trupe Nós, Os Pernalta. .

Este ano, chegando a Ananindeua, o projeto traz para esta ocupação, no Campo do Águia, bairro de Águas Brancas, música, teatro, dança e oficinas para jovens e adultos. 

Haverá exposição fotográfica de Hilma Lúcia e apresentações: Expresso Eiala, Lu Maués, Netto Dugon, Trupe Nós, os Pernaltas e Associação de Capoeira Origem Brasileira. O evento conta ainda com o Coletivo Motivo de União e Paz Crew Grafite e da Paráfrica, oficina de libras e da professora de história Regiane Gonçalves.

30.1.15

Festival Guia dos Quadrinhos 2015 será em março

De 28 e 29 de março, em São Paulo, o encontro trará atrações, que ocuparão a sede da Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai. Oportunidade para encontrar tanto raridades quanto as últimas novidades do mercado por preços com descontos, além da conversa e troca ideias entre leitores e profissionais dos quadrinhos. Ao longo dos anos, editores da Panini, Abril, Mauricio de Sousa, HQM, JBC, Nova Sampa, Balão Editorial e várias outras já participaram do festival, assim como desenhistas e roteiristas da Disney e da Turma da Mônica,  autores dos mais variados quadrinhos nacionais e importados e colecionadores lendários no mercado. O contato para expositores interessados em participar é pelo e-mail festival@guiadosquadrinhos.com.

Durante dois dias, ocupando três andares, o festival traz: Mercado de Pulgas com stands de editoras, lojistas e colecionadores, com raridades e novidades em quadrinhos, mangás, DVDs e Blu-Rays, action figures, camisetas, brinquedos e muitos mais. No palco do andar térreo também é realizado o Quiz Nerd, que dá prêmios aos acertadores de perguntas sobre cinema, seriados de TV, quadrinhos e literatura.

No 1º Andar, na área de exposições artísticas e temáticas, o público poderá ver desenhos originais do artista homenageado nesta edição. No 2º andar, o espaço é para palestras e debates com profissionais dos quadrinhos e do entretenimento. Na arena, rola Concurso de Cosplay.

Este ano, o artísta homenageado pelo evento será Will (As Aventuras do Capitão Nemo, Monstros e Heróis, O Senhor das Histórias), com uma exposição de seus desenhos originais. Will também é o desenhista da pulga do cartaz oficial desta edição do evento.O evento também terá outra exposição de quadrinhos: 80 anos da DC Comics, que homenageará a editora de Batman, Superman e Mulher-Maravilha em painéis que trarão a história da companhia e de seus heróis.

Em breve, os organizadores vão divulgar as temáticas que serão abordadas nas palestras, convidados, participantes e outras atrações. O festival é organizado por Edson Diogo, criador do site Guia dos Quadrinhos, em parceria com o editor e jornalista Maurício Muniz, com apoio da editora Abril, da revista Mundo dos Super-Heróis e dos sites Judão (www.judao.com.br) e Papo de Quadrinho (www.papodequadrinho.com).

O site Guia dos Quadrinhos (www.guiadosquadrinhos.com) está no ar há 8 ano, sendo o maior banco de dados sobre quadrinhos publicados no Brasil, com mais de 90 mil edições cadastradas e 40 mil membros, lém de possuir ainda o maior acervo de capas de gibis, com mais de 50 mil imagens. Desde o final de 2014, também é possível cadastrar quadrinhos estrangeiros no site.

Serviço
Festival Guia dos Quadrinhos 2015. De 28 a 29 de março, na Associação Beneficente Osaka Naniwa Kai (Rua Domingos de Morais, 1581 – Metrô Vila Mariana – São Paulo. Mais informações: www.guiadosquadrinhos.com. 

29.1.15

Oficina: “De Olhos Vendados” e inscrições abertas

Fotos: Arlem Araujo (maior) e Miguel Chikaoka (menores)
É assim que a Fotoativa abre o ano de 2015. Mas não é só isso, este ano a sede da associação reabre suas portas e um edital lançado nesta quarta-feira, 28, vai selecionar fotógrafos para residência artistica. Já a oficina"De Olhos Vendados" vai provocar e instigar, além de: estimular a construção de dispositivos de visualização e captura de imagens, realizar rodas de conversa e expedições. As inscrições estão abertas, gratuitamente, até o próximo dia 5 de fevereiro. 

Isso tudo me lembra a oficina que fiz nos anos 1990, com Miguel Chikaoka. Na época, usávamos câmeras analógicas, exercitávamos o olhômetro. Hoje, as câmeras digitais dominam a cena. O Fotoativa continua, porém, estimulando o senso crítico, propondo exercícios que extrapolam o simples ato de fotografar. 

Pergunto ao Miguel Chikaoka, que falou (on line) com o blog, o que mudou desde então, nesse fazer fotográfico.  “Na medida em que a tecnologia destinada à captura da imagem foi evoluindo, exigindo cada vez menos conhecimento do processo, para obtenção de uma imagem ‘tecnicamente perfeita’, o espaço destinado ao entendimento do que permeia esse processo e, consequentemente, da sua importância, foi colocada no plano do esquecimento”, diz Chikaoka. 

Por isso, a realização da entrevista, uma prática da Fotoativa para determinadas oficinas, será aplicada para a oficina “De Olhos Vendados”. 

Depois de se inscreverem, os candidatos vão bater um papo com o fotógrafo e eomente após isso é que os alunos das duas turmas serão selecionados, podendo confirmar a participação até 13 de fevereiro. As turmas vão funcionar até abril, com aulas às terças e quintas ou aos sábados.

Foto: Miguel Chikaoka
O objetivo é estimular o exercício do pensamento crítico e criativo sobre as possibilidades do fazer fotográfico e seus desdobramentos nas mais diversas áreas do conhecimento. O que há além da paisagem, é o que mais interessa. 

“Falar, se expressar pelas imagens é algo muito mais complexo do que podemos imaginar. É preciso muito mais do que uma imagem tecnicamente bem resolvida. É preciso exercitar o pensamento, o sensível que nos habita e, por vezes, precisamos despertá-la de um condicionamento provocado pelo bombardeio desse mundo das imagens.

Serão dois meses de oficina, com carga horária de 48 horas, envolvendo práticas de construção e uso de dispositivos de visualização e captura de imagens, jogos e exercícios sensoriais, expedições e rodas de conversa. 

“As expedições como as imersões e vivências propostas funcionam como exercícios de deslocamento da percepção. O que se busca nesse exercício é a interação pelos sentidos, o diálogo do ser sensível com o mundo, tato o exterior quanto o exterior”, explica Miguel. 

Foto: Miguel Chikaoka
Abrindo os olhos de gerações

Um mestre na arte da fotografia, Chikaoka é fotógrafo e educador premiado em 2012 com a Ordem do Mérito Cultural pelo Ministério da Cultura. 

A Luz, matéria prima de seu trabalho poético e pedagógico, é também tema central da atividade da Fotoativa em 2015, sugerido pela Organização das Nações Unidas, como o Ano Internacional da Luz. 

Miguel mora em Belém desde 1980. Veio da cidade de Registro (SP) para provocar um dos movimentos mais intensos que temos no meio cultural de Belém. Quando chegou aqui se envolveu logo com a cena cultural E, há gerações, ele incentiva e forma olhares ímpares da fotografia no Pará.

Miguel idealizou os projetos de criação da Associação Fotoativa e Agência Kamara Kó Fotografias. Suas obras transitam entre imagens, instalações e objetos de caráter conceitual, pautados na experiência de religação dos sentidos. Participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior.

Foto: Arlem Araújo
Mais novidades em 2015

Entre outras será reaberta a sua sede, que ficou em obras de restauro há quase 3 anos.

“A Fotoativa voltará a atuar com o todo o seu potencial para consolidar um programa regular de atividades e ampliar o leque de ações e projetos voltados para todo o tipo de publico. A construção de parcerias com outras instituições locais, nacionais e internacionais também está na pauta das ações da Fotoativa, que também ampliará as formas de atendimento do projeto Fototaxia, destinado à formação de educadores que atuam na rede de ensino publico e privado’, diz Miguel.

“Neste semestre, além do programa de oficinas regulares e do projeto Pinholeday Belém que já está na boca do forno com um novo desenho, já temos em andamento o projeto Fotoativa em Residência, contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais – 11ª Edição ( http://www.fotoativa.org.br/?p=5184 )”, o  mestre.

Foto: Rodrigo José
Edital “Fotoativa em Residência” - Lançado ontem, o edital já está recebendo inscrições, até dia 8 de março (www.fotoativa.org.br). Dois artistas paraenses (ou residentes no estado) e dois de outros estados brasileiros serão selecionados para participar de uma imersão criativa em Belém.

A residência ocorrerá entre 06 de abril e 06 de junho e está estruturada em três tipos de atividade: conversas sobre processos artísticos e ações externas com convidados; laboratório de criação e experimentação livre; oficinas e atividades educativas.

Como término, haverá uma mostra coletiva composta de trabalhos ou processos desenvolvidos durante o programa, com abertura prevista para 13 de junho. A mostra ficará em cartaz durante 30 dias, encerrando com o lançamento de uma publicação virtual.

Foto: divulgação
Seleção - Os artistas serão escolhidos por dois membros do Conselho Curatorial da Associação Fotoativa, Armando Queiroz e Alexandre Sequeira, e outros dois membros da equipe gestora do projeto. Serão duas etapas: avaliação de dossiê do candidato e entrevista.

Na primeira etapa serão selecionados até oito artistas para realização das entrevistas. A divulgação dos artistas pré-selecionados para entrevista ocorrerá no dia 13 de março. As entrevistas serão realizadas no dia 14 de março e a divulgação do resultado final com os nomes dos selecionados será no dia 16.

De acordo com Camila Fialho, coordenadora do projeto, no processo de seleção, serão apreciadas “as práticas poéticas e conceituais do candidato; a originalidade e experimentalismo no campo fotográfico e na interlocução com outras linguagens; a proposta de atividade de formação em coerência com as práticas artísticas do proponente; a abertura para interação com a Fotoativa, seus colaboradores e o público local”, finaliza.

Serviço
Pré-inscrições para a oficina “De Olhos Vendados”. Turma 1: terças e quintas, 19h30 às 21h30 - 24 de fevereiro a 23 de abril de 2015.  Turma 2: sábados, 14h às 18h - 28 de fevereiro a 25 de abril de 2015. Investimento: R$ 630 (parcelado em até 6x no cartão). Vagas limitadas. As inscrições para o projeto “Fotoativa em Residência – dois de lá, dois de cá” vão até 8 de março. Consulte edital completo no site www.fotoativa.org.br. Mais informações: (91) 3225-2754 ou (91) 9 8226 4094. A Fotoativa fica na Trav. Frutuoso Guimarães, 615 – Campina. Belém/PA.

28.1.15

Projeto paraense contemplado em prêmio nacional

Em 2014, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras lançou sua terceira edição e o ano começa com boas notícias para o Estado do Pará. Entre os contemplados pela iniciativa conjunta do Centro de Desenvolvimento Oswaldo dos Santos Neves e Fundação Cultural Palmares (Minc), está um projeto que será executado em Belém.  

Trata-se do “Kiuá Nangetu – poéticas visuais da resistência negra”, idealizado pelo Instituto Nangetu, sediado no terreiro Mansu Nangetu, no bairro do Marco. Na última segunda, 26, o professor e artista Arthur Leandro (Táta Kinamboji) esteve no Rio de Janeiro para representar a entidade na premiação. 

“Kuiá Nangetu” promete agitar a cena artística da cidade com intervenções no espaço urbano, estabelecendo inovadoras e sensíveis possibilidades de contato entre a sociedade e a produção de artistas de terreiro.  O projeto tem como pontapé as proposições poéticas do coletivo Nós de Aruanda, que inclui artistas do terreiro Mansu Nangetu e de outras casas afro-amazônicas. As intervenções ocorrerão durante o mês de maio, culminando com as atividades de encerramento da comemoração de dez anos do Instituto Nangetu.

Para a escolha do prêmio em artes visuais, reuniu-se a comissão de seleção que foi composta pelo ator Antônio Pompêo, Januário Garcia e Galvão Pretto, que avaliaram os projetos inscritos na edição de 2014. A reunião da equipe avaliadora foi realizada no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de dezembro de 2014. Os trabalhos foram coordenados por Ruth Pinheiro, presidente do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves – CADON, com o acompanhamento do representante da Fundação Cultural Palmares, Sr. José Newton Guimarães – Chefe de Divisão -  e Luis Carlos do Nascimento – Gestor de Projetos Culturais da Petrobras.

"Esta é apenas a terceira edição deste prêmio, e a segunda da bolsa fomento de artistas negros.  Em três anos de financiamento específico para artistas e produtores culturais negros temos muito pouco tempo e ainda não podemos dizer que revertemos o sistema de exclusão etnico-racial na cultura brasileira. Com propostas como esta, nós, artistas de terreiros, começamos, timidamente, a sair da invisibilidade”, considera Arthur Leandro, que também é carnavalesco da escola de samba Embaixada Pedreirense, que neste ano entra na avenida para lembrar o processo de opressão e resistência no qual o negro é protagonista na história do país.

Sobre o Instituto Nangetu - Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social tem por objetivo estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento sócio-econômico da comunidade Afro-religiosa, e está intimamente ligado ao Mansu Nangetu , espaço sagrado de manutenção e preservação das manifestações de matriz africana de origem Bantu na cidade de Belém.

O Instituto Nangetu participa desde a primeira edição da exposição “Nós de Aruanda, artistas de terreiro”, organizada pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) da UFPA. Desenvolve o Projeto Azuelar, um laboratório experimental de comunicação social comunitária  e também coordena um cineclube no espaço do terreiro.

“Oração ao tempo” em cartaz no Cláudio Barradas

Fotos: Marton Maués
Criação colaborativa entre alunos-atores, concluintes do 2º ano do Curso Técnico de Ator da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, o espetáculo faz a segunda temporada, desta quinta-feira, 29, até 1º de fevereiro, no Teatro Universitário Claudio Barradas, sempre às 20h.

Considerado uma instalação cênica, o espetáculo, que lança um olhar sobre a velhice, é fruto de pesquisa e criação dos alunos-atores, que mergulharam no universo de idosos próximos a eles ou não, recorrendo à memória ou convivendo com alguns. Nesta segunda temporada, em especial, o espetáculo é dedicado à Mariléa e William (Bill) Aguiar, ela atriz e figurinista e ele ator, que recebe a homenagem in memoriam.

Oração ao Tempo é um trabalho feito por cada um dos envolvidos, com pedaços das histórias de seus velhos, de velhos que visitaram, de velhos que inventaram, que resolveram olhar e ver com mais carinho. Cada ator foi senhor de sua criação, lançando mão de fontes diversas de pesquisa sobre o tema, amalgamando vivências e histórias, criando e recriando, inventando e reinventando cada cena.

Os velhos parecem estar sempre ali, nos seus cantinhos, mas quase nunca os vemos realmente. Muitos estão abandonados, completamente esquecidos em asilos e casas de apoio. 

Mesmo os nossos velhos, aqueles que estão mais próximos de nós, são deixados de lado. Não temos tempo para suas histórias, não temos tempo a perder. E perdemos muito com isso. A instalação pretende tornar visível estes seres (quase) invisíveis. Tornar visível suas condições de isolamento, presos a seus espaços e suas histórias para as quais já não encontram ouvintes.

O espectador não assiste a nada, passeia pela instalação: escolhe o que deseja ver e ouvir, é convidado e entrar e conviver com os velhos, solicitado a interagir. As cenas se entrecruzam, repetem, acontecem simultaneamente. Cada espectador constrói seu espetáculo, seu modo de ver, sua experiência.

O espaço de cada um é delimitado com fita crepe, criando-se assim uma espécie de planta baixa de cada área de cena. Um velho que gosta de desenhar e ouvir música coloca um disco na vitrola, a música invade a cena e reflete lá no espaço de outro velho ou velha que relembra sua história, narrando-a.

Um espectador é convidado e ler uma carta: ao começar, trechos da carta passam a ser cantados por um velho que toca violão: todos cantam. Uma idosa pedala uma antiga máquina de costura, outra cose a camisa do filho que nunca vem, enquanto uma mais faz café. 

Esperas frustradas, lembranças, histórias recorrentes. Um homem velho chora a dor de ter perdido o filho que não soube compreender. Alguns jogam cartas. Outro revela um dolorido segredo de infância. Fio a fio, histórias vão sendo costuradas. E assim, espectadores e atores comungam de uma mesma oração. Uma oração ao tempo. 

Ficha Técnica
Elenco: Douglas Rodrigues, Leo Andrade, Sofia Lobato, Letícia Olivier, Marília Araújo, Luís Lobo, Kayo Conká, Tamires Tavares, Giscele Damasceno, Márcia Lima, Dayane Ferreira, Starllone Souza, Wan Aleixo, Renan Delmontt, Tainá Lima, Silvana Farias. A direção é dos atores e professores Marton Maués e Jorge Torres, numa realização da Escola de Teatro e Dança da UFPA.

Serviço
Temporada: 29 de janeiro a 1º de fevereiro, sempre às 20h, no Teatro Universitário Claudio Barradas. Ingressos: R$ 20,00. Lotação: 60 pessoas. Indicação: 12 anos.

(Com informações da assessoria de imprensa)

23.1.15

Filme sobre heróis indígenas faz teste para elenco

A produtora Se7e Sen7idos está selecionando mulheres, a partir de 18 anos, para protagonistas do filme “Xondoro T´ee”. Não precisa ter experiência como atriz, mas sim, a prática em artes marciais, preferencialmente as que usam técnicas em pé como karatê, kung-fu, Muay Thai, Kick boxe, Taekwondo, Capoeira... 

Belém do Pará é o cenário onde se passa a história. No argumento, o mundo está sendo ameaçado por extraterrestres, que procuram uma esfera possuidora de uma energia de grande poder, esquecida na Terra há muitos anos. Esses invasores de outra galáxia querem o poder da esfera para consumir os recursos naturais do planeta. É aí que entram em ação cinco heróis, que adquiriram os poderes vindos da esfera. 

“Xondoro T´ee: Guerreiros da Virtude” é um longa metragem, que está sendo produzido pelos paraenses André Marçal e Nany Figueiredo, da produtora de audiovisual Se7e Sen7idos. O filme conta também com a colaboração da escritora Márcia Kambeba, que também assina a composição musical tema do filme. 

“‘Xondoro T´ee: Guerreiros da Virtude’ é um projeto de inovação, pois não há registro de nenhum filme paraense, quiçá brasileiro, com esse enredo ou que fale de super-heróis amazônicos. Já existem filmes com a temática de índios heróis, mas é de animação. Portanto, nossas expectativas são as melhores possíveis para este novo desafio”, enfatiza Nany Figueredo. 

É a terceira obra audiovisual da Se7e Sen7idos Produções, que em cinco anos de trajetória, já lançou  os curtas “Cinco Minutos” e “Abra os Olhos”. “Atualmente a Se7e Sen7idos Produções estamos em pré-produção para este longa, voltado para o público infanto-juvenil com temática que foca a cultura indígena. 

‘Xondoro T´ee’ é um projeto audacioso e minucioso, já que trabalhamos com efeitos especiais, pois os heróis terão superpoderes. Estamos produzindo primeiro o projeto piloto: um vídeo de curta duração que mostra qual será o enredo da série e sobre como ela será contada”, revela o roteirista e diretor do filme, André Marçal. 

Segundo ele, o esboço do projeto vai facilitar a entrada de apoios culturais e patrocínios, uma vez que, com o piloto pronto, as empresas podem ter uma ideia do produto final.  “Estimamos alcançar também o mercado televisivo, uma vez que a obra poderá ser transformada em série. A previsão de gravação desta obra é para março deste ano”, revela André.

A trilha sonora e o nome do filme, se apropriam de elementos indígenas. Para os realizadores do filme, o enredo deve ter o foco na cultura indígena por causa do ineditismo e também para homenagear os primeiros habitantes amazônicos que se tem conhecimento. Se um dia o roteiro for adaptado para livro, podemos afirmar que trata de uma obra de literatura fantástica, mas que valoriza aspectos indígenas da nossa região. 

“A produção está a todo vapor. Estamos buscando apoios e contando com as parcerias dos profissionais do audiovisual paraense, de extrema importância, que conhecem e acreditam no trabalho desenvolvido por nossa equipe. O piloto é o ponta pé inicial que o diretor André Marçal encontrou para o objetivo final: a realização da obra como um todo”, afirma a produtora executiva do filme e atriz Nany Figueiredo.

Serviço
A produtora vai selecionar duas mulheres.  As inscrições devem ser feitas no site: www.se7esen7idos.com.br, no botão “cadastre-se”, até 25 de janeiro de 2015. Informações: Fone: (91) 981181959 / 982869348. E-mails: se7esen7idosproducoes@yahoo.com.br e se7esen7idosproducoes@gmail.com.

19.1.15

Tudo que move é sagrado abre o ano da Elf Galeria

A coletiva traz a produção de 16 trabalhos assinados por Elieni Tenório, Emanuel Franco, Geraldo Teixeira e Jorge Eiró, traduzindo um convite para reunir, agregar, apreciar e compartilhar os bons sentimentos que advém da arte e que provocam emoções para além daquilo que os olhos podem ver. A abertura é neste sábado (24), das 10h às 14h. A visitação continuará aberta ao público até a 24 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, de 10h às 19h, e aos sábados, de 10 às 14h, exceto em feriados.

É assim, homenageando o tudo que é sagrado e a arte como fonte maior que a Elf galeria inicia sua pauta de exposições de 2015.

A exposição reúne nomes de artistas paraense veteranos, que trazem em suas obras a interpretação daquilo que motiva e dá sentido ao conjunto de procedimentos utilizados para elaborar obras da arte. "Tudo que move é sagrado" se inspira na sacralidade que se faz presente no intimo de cada artista quando constrói o encontro entre o que contempla no mundo e aquilo que reside em sua interioridade.

Assim, é sagrado o fazer, o exercício diário, a pesquisa, a mesa de trabalho, a textura, a concepção, o nascimento e a entrega. Este sagrado se refugia onde o artista encontra as bases para seu ofício e de lá sai para ser partilhado e para compor outra experiência estética, centrada em quem observa esta materialidade do sagrado e dela retira outras referências e experiências pessoais de beleza e significados.

Trajetórias que se unificam na arte

Elieni Tenório frequentou o curso de extensão em laboratório de pesquisa de artes plásticas na Universidade Federal do Pará (UFPA). Realiza exposições individuais e coletivas desde 1992. Premiada em diversas edições do Salão Arte Pará e do Salão Unama de Pequenos Formatos, participou de exposições na Alemanha e Portugal.

Emanuel Franco é artista visual; arquiteto graduado pela Universidade Federal do Pará (1979); Professor do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade da Amazônia-UNAMA. Foi curador das Salas Especiais do Arte Pará de 2004 a 2008 e membro da curadoria do concurso em 2008. Suas obras já foram expostas na galeria Helmut Schuster, na Alemanha.

Jorge Eiró é arquiteto graduado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), tem doutorado em Educação, é professor da Universidade da Amazônia e UFPA participou de diversas exposições individuais no Brasil e no exterior.

Geraldo Teixeira iniciou sua carreira em 1975, é fundador da Associação de Artistas Plásticos do Pará, coleciona prêmios em diversos salões de arte e já teve obras expostas nos Estados Unidos e Europa.

18.1.15

"Quaderna" lança CD inspirado nos Pregões de Rua

Fotos: Carlos Borges
Allan Carvalho e Cincinato Marques Júnior lançam no dia 31 de janeiro, às 17h, no Ver-o-Peso, o CD "Pregões – a melodia das ruas", trabalho que resulta de uma curiosa pesquisa musical: o registro dos sons e cantos vindos das ruas, feiras e mercados. O espetáculo musical homônimo, único e gratuito, tem patrocínio da Natura Musical.

Livre adaptação ou  a máxima do Cinema Novo se encaixaria perfeitamente no trabalho de pesquisa musical dos dois músicos, compositores e pesquisadores. Com gravador e celular nas mãos, os dois, fundadores e a base sólida do Quaderna, percorreram bairros da Cremação, Guamá, Matinha, Jurunas, São Brás, Cidade Velha, Campina entre outros, encontrados em outras cidades paraenses, durante viagens de trabalho ou passeio.

"Os Pregões são as vozes entoadas de ambulantes que circulam vendendo seus produtos em alto volume", diz Allan Carvalho, que também exemplifica: “Tapioqueiro! Olha, a tapioca molhadinha! Com coco ou sequinha!”; “Copaíba e mel de abelha! Mel de abelha e andiroba! ou simplesmente ‘’Peixeiro!”, afirma. São jingles populares ecoados ao ar livre, através dos quais ambulantes vendem livros, vende produtos alimentícios, óculos escuros, amendoim. 

A necessidade de fazer escoar estes produtos acaba estimulando a criatividade.  "E por terem esse ímpeto, de não timidez, acabam tirando um bom troco de suas vendas, que o diga Zé Maria, vendedor de amendoim, que sai trinado: olha o amendoim-oim-oim-oim-oim", continua o músico, parceiro do também compositor Cincinato Marques.

Em quatro anos de pesquisa, os dois músicos registraram dezenas de cantos. “Como o pregão é imprevisível, a gente registrou com o que tinha na mão, onde fosse’’, recorda Allan Carvalho, músico que tem parcerias com outros compositores de Belém, como Ronaldo Silva, do Arraial do Pavulagem.  O rico universo dos pregoeiros inspirou o CD de 12 faixas em ritmo de carimbó, lambada, quadrilha junina, xote, cúmbia e reggae, entre outros.

Quaderna e pesquisa musical

Allan e Cincinato desenvolvem pesquisas musicais desde 2003. O primeiro CD do Quaderna, lançado em 2006, abordou a influência da cultura nordestina na Amazônia, em especial no Pará. O estudo foi feito a partir da Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, do Instituto de Artes do Pará (IAP). Bem-sucedido, conquistou o ‘‘Destaque Regional’’ do Prêmio Dynamite/SP, em 2008. O grupo ainda foi convidado a criar a trilha sonora dos cinco documentários da série “Barcos da Amazônia’’.

O trabalho sobre o universo dos pregões começou em 2011, com Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Em 2012, o projeto ingressou na circulação do Prêmio PROEX de Arte e Cultura da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde Cincinato Júnior dá aulas e é doutorando no curso de Geografia. Em 2013, os dados da pesquisa sobre os pregões da capital paraense circularam em 10 capitais do País com o Festival HotSpot - Tanque de Ideias, evento paulista, e o projeto ganhou impulso com a seleção no edital Pará Natura Musical, via Lei Semear de Incentivo à Arte e Cultura, do Governo do Estado do Pará.

O estudo registrou pregões muito antigos e tradicionais e outros bem atuais. O cenário dinâmico inspirou o Quaderna a trabalhar a criação das músicas e letras pautadas em cada uma dessas manifestações, valendo-se das características de cada tipo de pregão, na riqueza melódica e imagética de cada um.

“Trata-se de um experimento com o hábito de compor mirando os pregões, ou simplesmente uma maneira de reviver, pelas canções, a história desses personagens ambulantes, que, de uma forma ou de outra, representam um perfil de uma época, de um povo, a “cara da cidade”, diz Cincinato Jr.

Os artistas encontraram tipos diversos de pregoeiros, dos mais comuns aos inusitados, como lembra, Allan Carvalho: “Creio que os mais presentes na cidade, enquanto pesquisávamos, foram: tapioqueiro, jornaleiros, os "vanzeiros" (cobradores de vans que circulam entre Jurunas, Condor, Guamá e São Brás), vendedores de gás (de bike e nos carros), e picolezeiros. Os mais incomuns: o vendedor de amendoim (o Zé Maria), sui generis; o vendedor de pastelzinho e orelha (que vende de bike, com um megafone adaptado no guidão; e o cascalheiro (infelizmente raro de ver hoje). Tem outros muitos, ainda bem’’, festeja o compositor.

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa)

14.1.15

Divulgados carimbós que disputam Mestre Lucindo

A comissão organizadora divulgou na tarde desta terça-feira, 13, o resultado do edital que pre-selecionou as músicas que vão disputar, este ano, o troféu Mestre Lucindo, no 9º Festival do Carimbó de Marapanim. Também foi anucniado o adiamento do festival, que deve acontecer ainda este mês. 

Composições de carimbó, vindas de Belém, Marajó e Icoaraci, além de Marapanim estão pré- selecionadas. Ao todo foram 18 musicas inscritas para concorrer na categoria Livre e mais 13, na categoria Raiz. Destas 7 foram pre-selecionadas em cada categoria. As canções seriam executadas  durante o evento,  já neste final de semana, período de 16 a 18, previsto a realização do festival, mas o mesmo precisou ser  alterado, para o final deste mês, quando o público conhecerá também as composições vencedoras.

 “Nos dias de apresentação do Troféu Mestre Lucindo, modalidade Livre e modalidade Raiz, as músicas pré-selecionadas são apresentadas ao público, tendo um corpo de jurados para a escolha das duas músicas vencedoras em cada modalidade com prêmio total de R$ 8.000,00 a ser contemplado às quatro composições vencedoras”, explica Ranilson Trindade, fundador e organizador do festival.

Tradição de Marapanim, reconhecida em todo o Estado, o Festival do Carimbó tem enfrentado dificuldades para manter o período de sua realização. 

“Gostaríamos que o mesmo fosse mantido sempre na segunda quinzena de novembro, um mês atípico para o turismo no Pará, mas com ótimas condições de se fazer um festival devido o verão na região do Pólo  Amazônia Atlântica (região nordeste do Pará). Em 2015 vamos realiza-lo em Janeiro (previsão para 30, 31 e 01/fev), embora tivéssemos para este final de semana”, diz Ranilson Trindade.

Este ano, a realização é da AMATUR - Associação Marapaniense de Agentes Multiplicadores de Turismo, com patrocínio da TIM, por meio do apoio da Lei Semear de Incentivo à Cultura do Governo do Estado. Além de premiações, o festival também conta com mostras de Comidas Típicas e de Artesanato de Marapanim, mostra coreográfica “Carimbó de Marapanim, Patrimônio do Brasil!”, com participação dos grupos de carimbó de raiz do município: Os Originais, Uirapuru, Borboletas do Mar, Raízes da Terra, Japiim, Flor do Mangue, Beija flor de Marudá e "A Felicidade Não Tem Idade", que é responsável pelo levantamento e derrubação do Mastro de São Benedito, abrindo e encerrando as festividades.

O festival de Carimbó de Marapanim representa a resistência da tradição cultural que acaba de ser reconhecida como patrimônio cultural imaterial do país. 

“Depois do reconhecimento do carimbó, como Patrimônio Cultural e Imaterial Brasileiro em 2014 pelo IPHAN, o Festival ganhou mais um motivo para comemorar porque esta foi uma luta que iniciou ainda em 2005, quando os grupos de carimbó de Marapanim e de Santarém Novo organizaram a campanha de adesão pedindo o reconhecimento público paro carimbó tornar-se patrimônio cultural imaterial do Brasil”, diz Ranilson Trindade, fundador e organizador do festival.

“E isso nos dá mais responsabilidade pela causa, o trabalho só está começando. A luta junto a Brasília, no Ministério da Cultura é muito grande para novos financiamentos ao carimbo, a fim de fortalecer os grupos de carimbó no Pará, e obter melhor reconhecimento nacional. Mesmo dentro do Pará encontramos mídias que pouco valorizam o carimbó por ser uma força que vem do interior, pouco reconhecido na capital”, finaliza Ranilson.

Músicas

Pré-Seleção LIVRE, ordem alfabética:

1. Borboletinha do Mar (Renata Del Pinho, Belém);
2. Deixa Voar (Eduardo Costa, Marapanim);
3. Faceira (Milton Rocha, Ananindeua);
4. Manto de Yemanjá (Messias Lyra, Icoaraci, Belém);
5. Saudade de Um Pescador (Alexandre Lopes, Marapanim);
6a. Um Boto em Marapanim (Ocimar Moura e Rosendo Gomes (Belém);
6b. Versos e Poesias (Gilson Douglas, Marapanim).

Pré-Seleção RAIZ, ordem alfabética:

1. Agricultor com muito Amor (Gr. Sereia do Mar, Vila Silva, Marapanim);
2. A Rosa Mais Bela (Gr, Raizes do Paramaú, Maranhãozinho, Marapanim);
3. Carimbó Simples Assim (Gr. Pica Pau, Vista Alegre, Marapanim);
4. Eu Não Vou Mais Pescar (Gr. Flor do Mangue, Marapanim);
5. Miscigenação (Gr. Marajauê, Soure);
6a.  Mundo Maravilhoso (Gr. Os Originais, Marapanim);
6b. Tá Bonito (Ziza Padilha e Grupo de Carimbó, Belém)..

Nota Explicativa: A Comissão Julgadora soberanamente decidiu não desempatar músicas com mesma pontuação, nesta fase de pré-seleção para não prejudicar obras de autores de música de carimbó, nas duas modalidades, muito importantes para o conhecimento e divulgação do autêntico carimbó de excelente qualidade para o mercado musical do Brasil. (AMATUR -  Associação  Marapaniense de Agentes Multiplicadores de Turismo).

Serviço
Acompanhe as notícias sobre o 9º Festival do Carimbó de Marapanim, pela rede social Facebook (https://www.facebook.com/pages/Festival-do-Carimb%C3%B3-de-Marapanim/588316091215250?fref=photo)  e pelo blog: http://www.carimbodemarapanim.blogspot.com.br/ . Outras informações à imprensa: 91 3088.5858 e 98134.7719 (Holofote Virtual - blogspot). E ao público: 98844.8898 (Ranilson Trindade).

13.1.15

Cine Estação exibe raridade nas telas brasileiras

Texto enviado por Augusto Pacheco,
do Cine Estação das Docas.
A produção cinematográfica da Islândia, “Sobrevivente”, de Baltasar Kormákur, indicada ao Oscar de filme estrangeiro no ano passado, está em cartaz em Belém, a partir desta quarta-feira, 14, com sessões às 18h e 20h30, abrindo a temporada 2015 do Cine Estação das Docas.

O longa é inspirado na história real de sobrevivência ocorrida em 1984: um pescador chamado Gulli (Olafur Olafsson) se vê à deriva nas gélidas águas do Atlântico Norte depois que o pesqueiro onde trabalhava naufraga. Seus amigos sucumbem rápido ao frio, mas ele inexplicavelmente consegue nadar por seis horas. 

Ele segue em frente e lembra trechos de sua vida ao lado daqueles que deixou para trás. Sua sobrevivência parece improvável, até que avista as escarpas de uma ilha.  

Gulli tem de enfrentar a dor pela perda dos amigos e o assédio da imprensa por conta de sua incrível história de sobrevivência. Alvo da curiosidade de médicos e especialistas, que querem entender como poderia ter subsistido em condições tão severas, é convencido a ir para a capital Reykjavík passar por uma bateria de exames que vão tentar achar respostas científicas para seu feito extraordinário.

A situação que se produz a partir desta estranheza, que leva pessoas diferentes a considerar Gulli mentiroso, ou então milagroso, um quase super-homem; cria outra linha de interesse na trama desenvolvida pelo diretor Baltasar Kormákur.

Gulli é um solitário. Vive com os pais e passa as noites no bar com os amigos, com quem trabalha num barco de pesca. A rotina de todos não passa muito de trabalhar, beber, eventualmente brigar ou separar uma briga, como faz o pacífico e robusto pescador de vez em quando. À moça de seus sonhos ele só tem coragem de dirigir um tímido olhar de longe.

No barco, cada um sabe o que fazer. Alguns dormem, ou assistem vídeos (estamos nos anos 1980), enquanto outros cuidam do leme e das máquinas. Até a hora em que um cabo fica preso numa rocha sob o mar e eles não conseguem resolver o problema por conta de uma polia enferrujada. O barco vira, lançando os tripulantes ao mar gelado.

“Sobrevivente” retrata esta situação angustiante, sem comunicação, sob um vento de 3 e água a 5 de graus negativos. A ausência de barcos de socorro por perto sinaliza a urgência de se lançar ao mar, torcendo para escolher a direção certa da terra firme.

Exibido nos Festivais de Toronto e Mar Del Plata, “Sobrevivente” recebeu 11 prêmios no Edda Awards, importante festival da Islândia, entre eles o prêmio de melhor filme.

Vejam as sessões: Trailer - Sobrevivente. Direção: Balfffasar Kormákur. Cor. 95 min. 12 anos.

  • 14 (quarta), às 18h e 20h30
  • 15 (quinta), às 18h e 20h30
  • 18 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
  • 22 (quinta), às 18h e 20h30
  • 25 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
  • 29 (quinta), às 18h e 20h30

Ingressos: R$ 8,00 (com meia-entrada para estudantes).