12.2.20

Marronzinho inscreve para concurso de marchinhas

Fotos: Divulgação/Boi Marronzinho
O Movimento Cultural Boi Marronzinho encerra nesta sexta-feira, 14 de fevereiro, às 15 horas, as inscrições para o Concurso de Marchinha carnavalesca, do III Marronzinho Folia. Em seguida ocorrerá o ensaio geral no Espaço Curral Cultural, localizado na Passagem Brasília, 170, no bairro da Terra Firme. 

As inscrições podem ser feitas com o envio do áudio e da letra para o WhatsApp (91) 98128-9189 e as marchinhas devem ser autorais e inéditas. Das inscritas, oito serão selecionadas e julgadas por uma banca formada por membros da comunidade. 

O julgamento e marchinhas classificadas em primeiro, segundo e terceiro lugar serão conhecidas no sábado, 15, a partir das 16 horas, na sede do Boi Marronzinho, quando também será realizado baile de carnaval infantil. Este ano, a organização Movimento Cultural Boi Marronzinho estabeleceu como tema Marronzinho Júnior, o Boizinho da Inclusão. Poderão ser abordados nas marchinhas temas como: autismo, asperger, deficiências visual, física, motora, intelectual, entre outras. 

A linguagem deve ser acessível e informativa ao público infanto-juvenil como ferramenta de inclusão social, fortalecimento da cultura e da participação popular na comunidade.

Além das marchinhas, as ações inclusivas envolvem, ainda, rodas de conversa, cantorias, oficinas de educação, esporte, orientações de saúde e meio ambiente, direito à cidade, direitos e deveres das crianças, entre outras. Serão distribuídos 350,00 em prêmios como estimulo à participação comunitária, informa Joélcio Santos, sociólogo e membro do Movimento Cultural Boi Marronzinho. O Projeto Marronzinho Júnior foi contemplado no Prêmio Preamar de Cultura, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult), e conta com o apoio Grupo Multivercidades. 

(Holofote Virtual com colaboração do jornalista Kid Reis).

11.2.20

Cidade em F(r)estas leva programação a Salvaterra

Fotos: José Mendes | Mônica Lizardo
As ruas são o palco para o Cidade em F(r)estras, uma iniciativa de artistas de Belém que realizam juntos intervenções em diálogo com a vizinhança, propondo movimento, deslocamento, encontros. Esta edição será na ilha do Marajó, nos dias 14 e 15 de fevereiro, na Pousada do Boto, em Salvaterra.

Oficinas, projeções de curtas metragens, varal de produções artísticas - de fotografias, a desenhos e poesias, e também moda. Nesta edição, o projeto traz um desfile da coleção Plano 14, da artista visual Monica Lizardo, com fotografias estampadas em vestidos, blusas e outras criações em roupas. Assim, imagens produzidas na região do Xingu, sudeste paraense, e recentes transformações na natureza, farão parte do desfile Plano 14, da Vestigium, a partir das 18h.

“A coleção traz imagens de trecho do rio Xingu, com suas árvores mortas, fantasmagóricas: é um dos resultados da implantação de uma hidrelétrica na região. Através das roupas, a fotografia da paisagem se insere no corpo e nele revive como um grito, pela sacralidade da vida nos rios da Amazônia”, diz a artista Lizardo.

As projeções são aguardadas pelo público e, no Marajó, haverá exibição de curtas, a partir das19h, com trabalhos da Faculdade de Direito da UFPA, com o clipe Sou Preta, da cantora Thaís Badu; Curta Cine Direitos Humanos, da Faculdade de Direito da UFPA; curta Ervas e Saberes da Amazônia, e A Onda: uma festa na Pororoca. As atrações musicais da noite iniciam às 20h30, com um Cortejo de Carimbó, da Pousada Boto até a praia.

Idealizado há pouco mais de um ano, o projeto é realizado em parceria com pessoas de diferentes bairros, que cedem espaços em suas residências ou entidades para receber a programação, mas é a primeira vez que vai ser levado a outro município do estado. Salvaterra abre, assim, uma nova etapa do projeto, que já traz consigo uma trajetória de itinerância para a arte, em diferentes bairros de Belém.

E ao atravessar o rio, leva novidades. Oficinas passam a compor as ações, permitindo uma troca de saberes, ideias e processos artísticos. O público poderá participar das oficinas de “Papietagem”, com Paulo Emílio, e “Crochê Criativo”, com Roberta Mártires. Os artistas vão provocar construções a partir de suas técnicas, em trabalhos que irão compor a exposição de artes do projeto.

“A partir da técnica de crochê eu criei as minhas técnicas. Como Belém é uma cidade quente, eu comecei a pensar o crochê para fazer peças que ficassem mais leves e que a gente pudesse usar no nosso clima. Essas técnicas eu chamo de crochê criativo. Na oficina que eu vou dar em Salvaterra, eu vou ensinar a fazer um xale, que pode ser uma travessa ou pode amarrar na cintura, mas é uma peça cumprida, como se fosse um xale”, explica Roberta Mártires.

PROGRAMAÇÃO 

14/02 - Sexta-feira
  • 10h e 15h - Oficina de Papietagem com Paulo Emílio 
15/02 - Sábado

10h e 15h - Oficina de Papietagem com Paulo Emílio 09h - Oficina de Crochê Criativo com Roberta Mártires 

18h - Desfile da Coleção Plano 14, da artista visual Monica Lizzardo 

18h30 - Exposição dos resultados das oficinas
  • Fotovaral: fotos e ilustrações 
  • (Nelson Carvalho, Roberta Mártires, Galvanda Galvão, Yvana Crizanto, Coletivo Manas)
  • Cinema: Clipe Sou Preta - Thaís Badu | Série de animação Os Dinâmicos (15') |
  • Curta Cine Direitos Humanos | curta Ervas e Saberes da Amazônia | A Onda: uma festa na Pororoca - Música: Yvana e Cortejo com grupo de Carimbó até a praia
Serviço
Cidade em F(r)estas, com Oficinas – contribuição livre - de Papietagem, às 10h no dia 14, e às 10h no dia 15; e Crochê Criativo, com Roberta Mártires, no dia 15, às 10h. A mostra multiartes será no sábado, dia 15, a partir das 18h, na Pousada do Boto, em Salvaterra. Entrada livre. Contribua com quanto puder. Mais informações pelo 98844.2177. 

Apoio: 
Casulo Cultural, Holofote Virtual, Sibilafilmes, Casa de Estudos Germânicos, Milton Kanashiro Produções, Pousada Boto, Cel. Susi, Multifario, Faculdade de Direito da UFPA, Aparelho Arte&Cidadania, Zé Maria Weil e Tatiana Sá.

(com informações da assessoria de imprensa)

8.2.20

A chef Raquel Sobral ministra workshop em Belém

Foto: Desiree Giusti/Sorella Conteúdo
“Trilha dos Sabores: Paris, Catalunha, Amazônia” é um encontro onde Raquel ensina técnicas e segredos de restaurantes renomados e ainda dá dicas de como conseguir estágios em estabelecimentos estrelados. Haverá aulas em fevereiro, nos dias 15 e 29, e ainda 14 de março, sempre de 14h às 18h, na Casa Etti. A proposta é interativa e a ideia é que os participantes possam executar as receitas em restaurantes ou mesmo em casa.

Ela trabalhou com Alex Atala, no DOM em São Paulo, Albert Adrià no Pakta em Barcelona, Vítor Sobral na Peixaria da Esquina, em Lisboa, e Rafael Gomes (vencedor do MasterChef Profissionais  Brasl em 2018) no Itacoa, em Paris, onde mora atualmente.

Raquel Sobral é historiadora e cozinheira, com uma vasta foramação. Graduada  em História pela UFPA, é tecnóloga em Gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi (SP). Traz conhecimentos da especialização em História Social da Amazônia que fez na UFPA, e ainda um mestrado em História Ibero-americana pela UJI na Espanha, mestrado em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e, atualmente, doutoranda na USP com a temática referente à história da alimentação na Amazônia. 

No primeiro dia, a aula é sobre gastronomia e as técnicas de culinária da França, que são bases de muitos pratos. A entrada será um jardim de legumes com queijo, o prato principal peixe Meunière com batatas e a sobremesa tartelette de bacuri e cumarú. A surpresa será uma participação especial de um sommelier para ensinar harmonização com vinhos e espumantes. 

Já no dia 29/02, os sabores da região da Catalunha, no nordeste da Espanha, vão ser os temas de discussões e aprendizados. Marcada pela experiência no restaurante Pakta, em Barcelona - que pertence ao chef Albert Adrià - Raquel pretende explicar sobre como o tradicional chef uniu as cozinhas do Japão e do Peru num formato que atrai turistas do mundo inteiro. Na ocasião, ela vai ensinar a fazer ceviche e paella, com proposta de harmonização com drinks.

No último dia de aula, 14/03, é a vez de aprender um menu bem brasileiro, mas com um toque especial. Você sabia que é possível fazer uma boa macarronada com palmito? Raquel vai ensinar como fazer e servir fettuccine de palmito à carbonara, experiência baseada no restaurante D.O.M, de Alex Atala; além de filé mignon com aligot (uma espécie de purê de batatas com queijo) e crumble de castanhas-do-pará, rúcula, chocolate e pimenta. E para fechar a aula terá harmonização com vinhos e espumantes.

Serviço
Workshop “Trilha dos Sabores: Paris, Catalunha, Amazônia”, com a chef Raquel Sobral
Dias 15/02, 29/02 e 14/03
Horário: 14h às 18h
Local: Casa Etti (Rua Antônio Barreto, 703, entre 14 de março e Generalíssimo - Umarizal)
Investimento: R$ 350,00 (cada curso) ou R$ 900 o pacote com os 3
Inscrições por meio do whatsapp (91) 98419-5602
Informações: (91) 3352-6765

(informações da assessoria de imprensa)

5.2.20

Dois super bailes de carnaval na Casa Mangueirosa

Elza Soares
Foto: Patrícia Lino
Na sexta, 7, o Baile Manada tem show do bando Mastodonte e convidados. No sábado, 8, com homenagem a Elza Soares, o Megabaile da Glande traz o grupo pernambucano Academia da Berlinda, Joelma Kláudia e outras atrações. Tudo a partir as 21h, na Casa Mangueirosa, onde funcionou há muitos anos o Afrikan Bar e, mais recentemente, o Porto Music, próximo à Praça Waldemar Henrique! A programação faz parte do esquenta para o Circuito Mangueirosa, que rola de 21 a 25 de fevereiro, no Ver-o-Rio.

O show do Bando Mastodontes, sexta-feira, 7, conta com participação da banda Nação Ogam e do cantor Eloi Iglesias. A folia também conta com a parceria da bateria da escola de samba Bole Bole, que antecipa o clima do Bloco Manada, que é parte da programação do Circuito Mangueirosa.

Eloi Iglesias, cantor e performer viverá nessa festa um momento especial junto com o Mastodontes. É que o evento também marca o lançamento de um single inédito com a versão do grupo para “Pecados de Adão”, clássico da música popular paraense eternizado na voz de Eloi.

“Somos muito fãs do Eloi. Musicalmente, essa versão traz um arranjo diferente, bem chiclete, pra ficar na cabeça mesmo. Todo paraense tem memória com ‘Pecados de Adão’ - pode ser uma vez que dançou em um baile, a recordação de parentes curtindo em uma confraternização ou mesmo uma das inúmeras vezes que tocou na rádio. Resolvemos eternizar nosso respeito e admiração por esse artista que é de extrema importância pra cena da cidade. Eloi tem uma fala de muita representatividade e que precisa ser ouvida. Esperamos que ele goste”, comenta Adhara Belo, uma das vocalistas.

Grupo Mastodonte
Foto: Gilberto Guimarães Filho
O grito de Carnaval do Manada é um ato do Bando Mastodontes que transcende a música e se apresenta em forma de ação cultural. “O Bando tem no sangue a necessidade de fortalecer programações acessíveis em Belém e o Manada é nossa grande realização nesse aspecto, seja em formato de baile ou o principal, que é o Bloco mesmo”, resume.

Além do lançamento desse Single, o Mastodonte tem mais novidades para 2020. Vai lançar o primeiro disco completo, com patrocínio da Natura Musical, marcando uma nova fase na carreira do grupo. “Tem música pra botar no colo, música pra curtir as viagens da cabeça e do corpo, música sobre nossos anseios, pra enaltecer nossos ancestrais, lembrar da nossa jornada, de onde viemos... quem nos acompanha sabe que somos mais do que música pra dançar e a ideia é fazer um disco pra celebrar o núcleo criativo do Bando Mastodontes”, finaliza Adhara.

Serviço
Baile Manada - Bando Mastodontes + Nação Ogam + Eloi Iglesias. Ingressos antecipados R$ 10,00, disponíveis na plataforma Ingresse.com. A partir das 21h, na Casa Mangueirosa (Antigo Ponto Music, Tv. Praça W Henrique, 2-42 - Reduto – antigo Porto Music).

Baile à fantasia com Academia da Berlinda e outras atrações 

Academia da Berlinda
Foto: Divulgação
Depois do Manada, a festa da vez, no sábado, 8, é o Megabaile da Glande, que traz banda pernambucana Academia da Berlinda, que traz à mistura do bloco a experiência de 15 anos de carreira, tempo em que perpetuaram no cancioneiro nacional sucessos como “Dorival”, “Cumbia da Praia” e “Só de Tú”.

A festa a fantasia já faz parte da agenda do bloco, e este ano contará ainda com um show especial: a Orquestra Carnafônica Filhos de Glande se junta a Joelma Klaudia, Gláfira e Nega Rô, para cantar um repertório de Elza Soares, grande homenageada do bloco em 2020. A noite ainda conta com performances das drags do coletivo Noite Suja, e discotecagens dos DJs Damasound e Bernardo Pinheiro.

O evento é aguardado pelos brincantes que já conhecem o bloco, e desta vez os fãs do Academia da Berlinda também entram nesse time, já que o baile a fantasia também marca a primeira vez do grupo na cidade. “Eles bebem na fonte de ritmos como merengue, guaracha, cumbia e fazem esse mix sonoro com maracatu, coco, ciranda e carimbó que são expressões da música do nordeste e do norte. A música deles representa o pensamento do bloco: uma grande mistura, alegria e inclusão”, explica Jean Louis Franco, um dos diretores do Filhos de Glande.

Joelma Klaudia
Foto: Jaime Souzza
O show em tributo à Elza Soares também deve marcar um momento emocionante na festa, isto porque “Deusa é Elza” é o tema que vai nortear o bloco do carnaval belenense em 2020. Com a tradição de homenagear ícones brasileiros a cada ano, o Filhos de Glande já levou as obras de Dona Onete, Caetano Veloso e Gilberto Gil para a avenida.

No Megabaile, quem dá o tom da homenagem é a cantora paraense Joelma Klaudia, apresentando um show em tributo à Elza Soares junto a Orquestra Carnafônica Filhos de Glande. No palco ela ainda recebe as cantoras Gláfira e Nega Rô como convidadas.

“Esta será a terceira edição do nosso tributo à Elza Soares e acredito que será a mais poderosa, porque iremos estrear o show na maior festa brasileira, que é o nosso carnaval”, diz Joelma sobre os preparativos da apresentação.

A criatividade dos brincantes do Filhos de Glande também ganha espaço no evento: o Megabaile anual do bloco também é marcado por seu concurso de fantasias. Um time de jurados vai escolher os looks mais engenhosos, que voltam para casa com prêmios em dinheiro.

Serviço
Megabaile da Glande com Academia da Berlinda. Neste sábado, 8, às 21h, na Casa Mangueirosa (Antigo Porto Music / Tv. Praça Waldemar Henrique, 2 - Reduto). Ingressos a partir de R$ 40, disponíveis na plataforma Ingresse.com e pontos de venda física: Ná Figueredo, Paulo Tattoo Studio, e Amazon Deli Coffee.

CIRCUITO MANGUEIROSA
O Circuito Mangueirosa tem patrocínio: Natura Musical, Semear, Fundação Cultural do Pará e Governo do Pará. Cerveja Oficial: Draft Sub Zero. Produção: Bando Mastodontes, Filhos de Glande, Lambada Produções, Mea Chuta, Melé Produções e Se Rasgum Produções. Realização: Circuito Mangueirosa.  Mais em: Instagram: @circuitomangueirosa / Facebook: @cmangueirosa.

4.2.20

A coletânea Jambú e Os Míticos Sons da Amazônia

Em 2014 esteve por Belém, Samy Redjeb, Dj colecionador de vinis, muitos deles importantes, mas que foram encontrados abandonados em depósitos e sebos de Benin, Burkina Faso, Zimbabwe, Nigéria, Angola, Gana, Colômbia e Brasil. Quando o conheci, o levei até Mestre Vieira, cuja obra ele já conhecia e queria incluir na coletânea que estava produzindo. Lançada em junho de 2019, na Alemanha, ela já corre o mundo! 

Surpresa na Bélgica

Por Edvan Feitosa Coutinho - de Bruges, Bélgica *
(fevereiro de 2020)

Chego à casa numa escura e fria tarde/noite deste inverno ameno na Bélgica e minha mulher me mostra um CD que ela emprestou e que estava em destaque nas novas aquisições da Biblioteca Pública de Bruges. Uma surpresa: é o CD Jambú e os Míticos Sons da Amazônia, talvez um dos mais interessantes resumos da riqueza musical do Pará e de Belém nos anos 70.

Foi lançado ano passado, pelo selo Analog Africa, sediado em Frankfurt, Alemanha, com apoio do Goethe Institut. São 19 faixas com gravações originais dos mestres Pinduca, Verequete e o Conjunto Uirapurú, Os Muiraquitãs, Vieira e Seu Conjunto, Cupijó e seu Ritmo, e também  Grupo da Pesada, Os Quentes de Terra Alta, Magalhães e sua Guitarra, e até Janjão, mais conhecido como radialista do que músico. Há espaço para um cearense, Messias Holanda, que adotou o carimbó, e fez sucesso no Nordeste com o ritmo paraense.

A compilação é resultado da pesquisa dos produtores Samy Ben Redjeb e Carlo Xavier. Redjeb cresceu na Tunísia, vive na Alemanha, é DJ e fundador do selo Analog Africa , especializado em música de origem africana dos anos 1970. Xavier é um australiano de origem brasileira também DJ e produtor. Foi também a Africa Analog que há alguns anos relançou um dos álbuns do mestre Cupijó, que encontrei na mesma Biblioteca.

 Entre 2012 e 2018, os dois produtores fizeram várias viagens ao Pará e com ajuda de uma rede de contatos locais, entre eles Luciana Medeiros, foram garimpando a produção paraense mais  representativa do que a gente costumava chamar “música do povão”: carimbó, merengue, guitarrada, lundu, siriá, etc. O que mais surpreende na edição do álbum-compilação é um grosso encarte com textos que situam a cena paraense na metade do século XX até os anos 1980.

Redjeb traça um perfil histórico da formação sócio-cultural e étnica do Pará e conta a experiência pessoal de garimpar as bancas de sebo de LPs em Belém. Já Igor de Lima Basílio da Silva, o Pacheco, escreve sobre a cena musical paraense relembrando o circuito de boates e bares de uma Belém que já não mais existe.

Ele conta sobre as rádios pioneiras na difusão da música regional (Rádio Club e Rauland), as gravadoras Erla (Estúdio Rauland) e a Gravasom. Menciona o surgimento das aparelhagens e faz o percurso “do sereno” da Belém dos 70/80: as boates Matapi, Pagode Chinês, Batuk, O Lapinha, Maloca, K-verna, Tonga e os bares Biriba, Bar do Parque e até o saudoso 3x 4, epicentro do reflorescimento cultural na Belém pós-ditadura. Walter Bandeira e o grupo Gema, que não estão na coletânea,  são lembrados pelo imenso sucesso das noites do bar-teatro Maracaibo.

No encarte há o cuidado de contextualizar cada ritmo paraense, numa abordagem enxuta, mas suficiente para se entender do que se trata. Junto com Tony Leão da Costa, Samy Ben Redjeb escreve sobre o carimbó e como Verequete e Pinduca foram fundamentais para a difusão do ritmo e como este se tornou a base de grande  parte da música paraense.


O encarte traz uma biografia de cada artista e grupo selecionado na coletânea e é ricamente ilustrado por fotos, provavelmente dos encartes dos antigos LPs.

Ouvir esse álbum foi uma redescoberta. Nomes que eu achava  que não conhecia, como Magalhães e sua Guitarra (produzido pelo mago Manoel Cordeiro, da Gravasom), voltam à minha memória nos primeiros acordes. A audição de Jambu e os Míticos Sons da Amazônia, para mim, é como ser transportado da Bélgica 2020 à cozinha da casa dos meus pais, no Jurunas, onde o rádio ligado nas estações AM, fazia a trilha sonora do café da manhã no começo dos anos 70.

N. do E. A coletânea foi lançada em CD e vinil duplo e também pode ser adquirida em versão digital no site do selo Analog África.
Edvan é jornalista e professor paraense, morando na Bélgica há muitos anos. Tive o prazer de trabalhar com ele nos idos anos 1990, na Tv Cultura do Pará.

UNIPOP com inscrições abertas para três cursos

Foto: Divulgação/UNIPOP
O Instituto Universidade Popular (UNIPOP), atuante na defesa  e valorização dos Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais - DHESCAs está com inscrições abertas para os cursos de Comunicação Popular (30 vagas), Iniciação Teatral e Arte Educação (35 vagas) e Formação para Educadores Sociais (40 vagas). 

O curso de Comunicação Popular -  que encerra as inscrições na próxima segunda (10) - terá duração de cinco meses (de fevereiro a junho), nos dias de terças e quintas, das 14h às 18h e é totalmente gratuito. O seu objetivo é realizar encontros formativos e ações de incidência política, utilizando as novas tecnologias da informação (TIC's) e linguagem da educomunicação como estratégia de diálogo com adolescentes e jovens da Região Metropolitana de Belém, além de promover debates articulados às técnicas da comunicação e à vivência de novas formas de participação frente à realidade.

Já curso de Iniciação Teatral e Arte Educação visa promover o envolvimento dos participantes com o teatro e a sua utilização como ferramenta de reflexão, ação e transformação para a resolução de problemáticas individuais e coletivas, numa perspectiva de reconhecimento e valorização dos Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs) e sob fundamentos da arte-educação e educação popular. 

Foto: UNIPOP/Divulgação
O curso será realizado de março a novembro, todas as segundas e quartas, no horário de 19h às 22h. O investimento é de 50 reais mensais. Quem é participante do curso do Iniciação Teatral, automaticamente já está inscrito para participar do espetáculo de rua “Ode ao Círio”, coordenado pelo Grupo de Teatro da UNIPOP.

Voltado para educadores, lideranças comunitárias e religiosas, universitários e demais interessados com idade a partir de 18 anos, o curso de Formação para Educadores Sociais tem o objetivo de fortalecer ações comprometidas com o trabalho comunitário, facilitando o diálogo entre os educadores e a comunidade diante dos desafios sociais, contribuindo para o entendimento do cenário político, econômico, cultural e social no Brasil e no mundo. O investimento total para este curso é de 200 reais e o pagamento pode ser parcelado em até quatro vezes. Ao final do curso será apresentado um projeto de pesquisa pelos participantes.

Todos os cursos possuem certificação e carga horária de mais de 100 horas-aula. As pré-inscrições podem ser feitas online ou direto na secretaria da instituição, que fica na Avenida Senador Lemos, nº 557, bairro do Umarizal, em Belém, de segunda à quinta, das 14h às 20h.

Anote das datas para a inscrição

10/2 – Último dia às pré-inscrições ao curso de Comunicação Popular
13/2 – Último dia às pré-inscrições aos cursos de Iniciação Teatral e Formação para Educadores Sociais.

Endereço: UNIPOP – AV. Senador Lemos, nº 557, bairro do Umarizal, esquina da
Informações: (91) 98896.6557
www.unipop.org.br

Links das pré-inscrições onlines:
Curso de Comunicação Popular:  http://bit.ly/2t5mFnf
Curso de Iniciação Teatral e Arte Educação: https://bit.ly/2NTZmnI
Curso para de Formação de Educadores Sociais: http://bit.ly/2RlrfqD

Mais informações:
Facebook: www.facebook.com/universidadepopular
Site: www.unipop.org.br

(Holofote Virtual com informações da assessorai de imprensa)

31.1.20

Amazônia Doc recebe inscrições para sexta edição

Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Amazônia Doc – Festival Pan Amazônico do Cinema. O evento será realizado de será de 11 a 20 de maio, em Belém, com mostras competitivas nacional e internacional. 

Até dia 24 de março, documentaristas dos 9 países da Pan-Amazônia (Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) estão aptos a enviar produções para as mostras competitivas Pan-Amazônica e Amazônia Legal. 

Podem ser inscritos documentários curtas (de até 25 minutos) e Telefilmes/longas-metragens (com mínimo de 52 minutos). O edital está no site http://amazoniadoc.com.br/inscricoes. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, através da plataforma Filmfreeway (https://filmfreeway.com/AmazoniaDoc). Dúvidas e mais informações, pelo cel. +55 91 3349-2018. O resultado do processo de seleção será divulgado no dia 20 de abril.

Trazendo como objetivo, democratizar o acesso à produção audiovisual de documentários do território Pan- Amazônico, promover  difusão e incentivar o intercambio de documentaristas em todos os países Pan-Amazônicos, o festival também forma público. 
A edição 2020 também conta com a Amazônia Doc Lab & Caravana Matapi do Audiovisual, uma parceria firmada para o debate, reflexão e formação sobre as demandas da indústria audiovisual, a inserção da produção do Pará e da região Norte no mercado audiovisual nacional e internacional, além da permanência das políticas públicas conquistadas nos últimos anos. Após o evento principal, o festival ainda segue itinerante entre 15 de junho e 15 de agosto.

Projeto agrega mais dois festivais em 2020

Além das tradicionais mostras competitivas, este ano o Amazônia Doc traz mais dois festivais para dentro de sua programação. O 1º festival As Amazonas do Cinema, voltado para produção audiovisual feminina da Amazônia, vem fortalecer a presença, participação e representatividade efetiva de mulheres produtoras, cineastas, críticas, fotógrafas e jornalistas em todos os setores da produção audiovisual Pan-Amazônica. As inscrições poderão ser realizadas de 2 de março a 5 de abril.

E o 1º Curta nas Escolas, que além de democratizar o acesso ao cinema e a produção, contribui e estimula a consciência crítica dos alunos do Ensino Médio das Escolas Públicas Estaduais do Pará, através da linguagem cinematográfica. As inscrições serão de 20 de março a 10 de abril.

Há outras atividades que ocorrem antes do período oficial do festival. De 02 a 30 de março serão realizadas oficinas de Direção, Roteiro, Fotografia, Som e Edição de cinema para alunos do Ensino Médio das escolas públicas da região metropolitana de Belém. Os filmes produzidos pelos alunos durante as oficinas serão selecionados  por meio de uma curadoria para programação na Mostra Competitiva/Mostra Paralela. Os 3 filmes da Mostra Competitiva que obtiverem a maior pontuação pelo Júri Oficial serão premiados.

10 anos e cinco eventos realizados

Nas últimas cinco edições, 30 mil pessoas já estiveram no Amazônia Doc e cerca de 300 filmes inéditos foram exibidos. Já estiveram em Belém, cerca de 80 nomes relevantes do audiovisual, entre cineastas, críticos e teóricos nacionais e internacionais (Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Venezuela, Colômbia) para ministrar masterclass, workshops, mesas de debates e bate-papo. O festival contabiliza ainda 25 oficinas realizadas na área direção, roteiro, animação e fotografia para documentários, capacitando aproximadamente 500 participantes.

“Em 2019 completamos 10 anos de existência e realizamos nossa 5a Edição. Foi uma edição de consolidação do projeto, os resultados foram super positivos! Nosso objetivo principal na 6a Edição é manter o Festival vivo, pois ele articula, pensa nossa produção audiovisual,  e ainda,  contribui efetivamente com a articulação da nossa rede de intercâmbio com o cinema produzido nas diversas "AMAZÔNIAS", diz Zienhe Castro, produtora do evento.

O Amazônia Doc iniciou impulsionado por editais e Leis de Incentivo. Passou por períodos mais difíceis e ano passado retomou seu fôlego com uma programação consistente trazendo diversas atividades e mesas de debates. Este ano, embora o projeto já esteja em execução, ainda não há recursos suficiente para que o festival seja realizado na integra.

Com realização do Instituto Culta da Amazônia e produção da ZFilmes, o festival ainda em processo de captação, mas já conta com co-realizacão da SECULT- Governo do Estado do Pará e Instituto Márcio Tuma, parcerias com o Sesc; Sebrae e Belém Soft Hotel, além do apoio cultural da Fundação Cultural do Pará - Cine Líbero Luxardo,  Funtelpa, Holofote Virtual – Comunicação, Arte e Mídia, Pará 2000 e Distribuidora Estrela do Norte.

"Esses apoios são imprescindíveis para assegurar a infraestrutura mínima para a realização do evento. A equipe de organização/produção/comunicação  e comissão de curadoria, até o presente momento, já trabalha para viabilizar o evento cultural, mas estamos mobilizados para tentar sensibilizar empresas locais e nacionais para abraçarem o projeto”, conclui Zienhe.

O Amazônia Doc busca patrocínios por meio da Lei de Incentivos do Estado do Pará- Lei Semear e da Lei de Incentivos fiscais do Governo Federal- Lei Rouanet, para garantir alimentação,  transporte e remuneração da equipe de organização, comunicação, oficinas de formação, comissão de curadoria, jurados e cineastas palestrantes. 

Serviço
6ª edição Amazônia Doc – Festival Pan Amazônico do Cinema. Inscrições até 24 de março. Acesse o edital no site http://amazoniadoc.com.br/inscricoes. As inscrições são feitas pela plataforma Filmfreeway (https://filmfreeway.com/AmazoniaDoc). Mais informações, pelo cel. +55 91 3349-2018.

Circuito Mangueirosa capacita equipe pro carnaval

Nesta sexta-feira, 31, prestadores de serviço ao Circuito Mangueirosa passaram por uma capacitação para melhorar o atendimento ao público nas atividades de pré-carnaval da Casa Mangueirosa, e no Complexo Turístico Ver-o-Rio que recebe os cortejos de blocos e shows, de 21 a 25 de fevereiro.

Equipe de seguranças, recepcionistas, operadores de bar, caixas e serviços gerais, além de produtores, diretores dos blocos e convidados do Circuito Mangueirosa, participaram da ação, realizada no Núcleo de Conexões Na Figueredo.

“É importante a gente começar a pensar no que a gente faz nesta cidade enquanto produção cultural. Quando falamos nisso, a gente está se referindo a lazer, momentos agradáveis a que todo mundo tem direito. A equipe administrativa, os terceirizados, todos que vão trabalhar no evento e estarão recebendo o público, devem estar conscientes que devem receber todos de forma respeitosa. É neste momento que você torna as relações mais sinceras, humanas, afetivas, coisas que a nossa sociedade adoecida está precisando muito”, diz Flores, mulher trans, artista e militante LGBTQI+.

Durante as atividades de carnaval, a Casa Mangueirosa conta 40 pessoas atuantes entre a portaria e demais serviços de atendimento ao público, mas nos cinco dias de evento que inicia sempre no Ver-o-Rio, serão mais de 150. A expectativa de público para este ano é de mais de 80 mil pessoas. A capacitação, portanto, já era uma demanda percebida pelo circuito e em especial pela Casa Mangueirosa, a partir do momento em que se decidiu levantar algumas bandeiras sociais. 

“A gente não precisa ser negro pra lutar contra o racismo, não precisa ser homossexual pra combater a LGBTfobia, não precisa ser mulher pra lutar contra o machismo ou a misoginia. Essas são pautas sociais, e isso faz parte de uma construção social. São questões estruturais. Então a ideia de fazer essa capacitação foi para que a gente pudesse passar de forma mais objetiva para os nossos prestadores de serviço e para quem trabalha conosco  a ideia do que é o Circuito Mangueirosa. E reforçar pra eles qual é o nosso posicionamento e de como queremos que nosso público seja recebido”, diz Tyago Thompson, da produção do Circuito Mangueirosa.

O racismo, na opinião de Wellingta Macêdo, militante do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe PA está na base de tudo, desencadeando preconceito, assédio e até mesmo violência contra pessoas negras. Ela esteve presente na capacitação, como convidada, para falar à equipe sobre um assunto que no país ainda costuma ser tratado de forma tímida.

“Infelizmente a sociedade ainda não assume o racismo, que é invisibilizado, mas que está no cotidiano, no comportamento das pessoas, nas piadas, nos comentários e em tudo aquilo que a gente naturalizou como normal.  Então é muito difícil combater o racismo cotidiano, mas ele é real, existe e ele continua matando a juventude mais pobre e das periferias, nas principais cidades”, diz Wellingta . 

Para ela, é importante pensar em como lidar com isso, antes que situações se consolidem com um evento em andamento. 

“Ações como essa de capacitação são muito necessárias. Treinar e conscientizar a equipe de segurança que é a porta de entrada de um evento é fundamental. Ninguém nasce racista, os seguranças são humanos que aprenderam coisas erradas que agora precisamos desconstruir. Todos precisam entender que não podem ficar reproduzindo modelos preconceituosos e discriminatórios. Muitas vezes as pessoas nem percebem que estão agindo assim, mas já está na de esquecer essa educação equivocada e se reeducar. Eu acredito nisso”, conclui.

Para Suellen Letícia, que faz parte da equipe de segurança da Casa Mangueirosa, a capacitação foi proveitosa. “Isso tem ajudado muito a gente, está abrindo nossas cabeças. Hoje foram colocados pontos bem específicos sobre abordagem, a forma da gente ter espeito um pelo outro, foi muito bom”, diz.

A organização do Circuito Mangueirosa acredita que a partir dessa capacitação que terá uma outra etapa dias antes do inicio do carnaval o atendimento ao público se torne mais humanizado, consciente, não só durante o carnaval.

“Esperamos que quem participou desse primeiro encontro possa multiplicar não só para as pessoas que, como elas, trabalham com segurança, mas pra todo mundo do circulo social delas, em casa, no bar, no trabalho. Estamos satisfeitos com o retorno que tivemos  e esperamos construir uma ideia mais solidaria, mais humana do que é essa relação publico x casa, publico x circuito”, conclui Tyago. 

Ensaio aberto, bailes e cortejos

O Circuito Mangueirosa segue com programação nas próximas semanas, antes do carnaval oficial chegar. Neste domingo, tem ensaio aberto do Grupo Lambadeiros do Trovão, a partir das 14h, no Ver-o-Rio. A Casa Mangueirosa recebe os bailes Manada do Bando Mastodontes, no dia 7 e Mega Baile da Glande, no dia 8. O Baile Fera Folia, da Meachuta, que será no dia 15 de fevereiro. 

O Núcleo de Conexões Na Figueredo vai receber no dia 16 de fevereiro, o Mangueirosinha, baile de carnaval infantil. É lá também que estão sendo realizadas oficinas e mesas de debate sobre carnaval, sempre às terças-feiras, às 18h. Na semana que vem, dia 4, o tema será “Mídia x Artistas: produção de conteúdo para a imprensa” com os jornalistas Sonia Ferro e Gustavo Aguiar. 

No dia 11 de fevereiro, as seis produtoras  que realizam o Circuito participarão das mesa “Circuito Mangueirosa: Como realizar esse rolê!”, e no dia, 18, encerrando essa programação, haverá a mesa de debate: Carnaval de Belém - Passado, presente e futuro. Depois disso, é aguardar o Circuito que abre dia 21 e segue com programação, a partir do meio dia de 22 a 25 de fevereiro, gratuito no Ver-o-Rio e com festas a preços acessíveis na Casa Mangueirosa.

O Circuito Mangueirosa tem patrocínio: Natura Musical, Semear, Fundação Cultural do Pará e Governo do Pará. Cerveja Oficial: Draft Sub Zero. Produção: Bando Mastodontes, Filhos de Glande, Lambada Produções, Mea Chuta, Melé Produções e Se Rasgum Produções. Realização: Circuito Mangueirosa.  Mais em: Instagram: @circuitomangueirosa / Facebook: @cmangueirosa.

30.1.20

Pra Lá do Limiar tem estreia no Casarão do Boneco

Odin Gabriel 
Foto: Victoria Rapsódia
Premiado pelo edital de Produção e Difusão Artística 2019 da Fundação Cultural do Pará, “Pra lá do Limiar” estreia hoje, 30, às 19h, no Casarão do Boneco, e segue em fevereiro com apresentações nos bairros da Terra Firme, Guamá e em Ananindeua. A entrada é pague quanto puder!

A negação  da realidade é  uma forma de ver  a vida  e viver  o mundo, o limite entre a razão  e a loucura  é tênue e para duas vidas, para dois  personagens  que imersos em suas lembranças lutam para sair  do isolamento, essa luta desperta sentimentos ocultos.

Utilizando  jogo teatral, improviso e textos baseados  no livro Elogio  à  Loucura, de Erasmo de Roterdã e Streap  Tease, de Marta Medeiros, o espetáculo mostra  que  a loucura é  provocada por  mecanismos  políticos, econômicos  e sociais e que  caminhar, entre a ordem estabelecida  e a negação  desta ordem é  fio  frágil. Atingir  e ultrapassar esse limite  é exercer a liberdade  de viver suas escolhas.   E então, o que temos Pra Lá  do Limiar?

Maurício Franco
Foto: Victoria Rapsódia
O espetáculo é resultado de uma dramaturgia coletiva, com direção de Maurício Franco, artista de longa trajetória nas artes cênicas. Iniciou as atividades artísticas em 1997, cursando oficinas de artes plásticas e cênicas na Fundação Curro Velho onde, mais tarde viria a ser instrutor dessas mesmas atividades. 

Em 1998 ingressou no curso de iniciação teatral da Universidade Popular (UNIPOP) onde fez parte do grupo de teatro até 2001, em 2004 entrou no curso técnico de formação de ator na Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (EDTUFPA) e é colaborador das atividades do Casarão do Boneco. 

Foi integrante dos grupos UNIPOP-1998,  Dramática Cia-2000 e PAPEL ANIMADO- teatro de bonecos- 2003, além das mais recentes Desabusados Cia. e bando de Atores independentes (BAI) onde explora, entre outras funções, a de Direção e Dramaturgia. Junto as atividades de ator agregou as funções de cenógrafo e figurinista. 

Fafá Sobrinho
Foto: Victoria Rapsódia
No Pra Lá do Limiar, é ele quem assina figurino e adereços, e também está no elenco, junto com Fafá  Sobrinho, do grupo Produtores Criativos, que também produção da montagem. Completando a equipe de cena, está Odin  Gabriel, que além de atuar, se responsabiliza pelas mídias do espetáculo. A visualidade e a fotografia são de Victoria Rapisódia e o vídeo, de Cincinato Marques.

Depois da estreia no Casarão do Boneco, o espetáculo será apresentado, neste sábado, 1º de fevereiro, no bairro do Terra Firme, na sede do Boi Marronzinho. Haverá vivências com jogos teatrais, antes da apresentação da peça. Do mesmo modo, no dia 7 de fevereiro, a programação será no Guamá, ocupando o Espaço Cultural Nossa Biblioteca. No final de semana seguinte, dia 14, será a vez de Ananinduea receber o espetáculo, no Centro Cultural  Rosa Luxemburgo.

PROGRAMAÇAO COMPLETA
Pra Lá do Limiar

Quinta-feira, 30 de janeiro
Casarão do Boneco  
Av. 16 de Novembro, 815
19h00

Sexta-feira, 31 de fevereiro
Boi Marronzinho -
Pass. Brasília/Terra Firme
14h00: Vivência  com Jogos teatrais
18h00: Apresentação  espetáculo

Sexta-feira, 07 de fevereiro
Espaço Cultural Nossa Biblioteca
Rua 25 de Junho, 214/Guamá
14h00:Vivência  c/jogos teatrais
18h00: Apresentação  espetáculo

Sexta-feira, 14 de fevereiro
Centro Cultural  Rosa Luxemburgo/Ananindeua
14h00: Vivência c/jogos teatrais
18h00: Apresentação  do Espetáculo.

Mais informações:
91 99174-2191

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

25.1.20

Circuito Mangueirosa antes e durante o carnaval

Além da programação de 21 a 25 de fevereiro, no Ver-o-Rio, a segunda edição do Circuito mangueiras traz a cidade ações de pré-carnaval que já vão aquecendo para os quase cinco dias de folia que terão cortejos de blocos, shows e muita diversão na beira do rio. Neste domingo, 26, iniciou o período de ensaio aberto do Lambadeiros do Trovão, e nesta semana iniciam os encontros de formação, além dos bailes nos dias 7 e 8 de fevereiro, na Casa Mangueirosa.

A partir desse domingo, 26, e também nos demais, em fevereiro, dias 4, 11 e 18, o Circuito Mangueirosa já estará realizando, das 14h às 18h, no Ver-o-Rio, os ensaios dos Lambadeiros do Trovão, grupo formado a partir de uma oficina básica de percussão ministrada pelo músico Félix Robatto. Duas turmas foram formadas, totalizando cerca de 40 percussionistas que formarão a bateria que irá tocar durante o cortejo do Bloco Lambateria que desfila no sábado de Carnaval, 22, durante o Circuito Mangueirosa.

“Nossa percussão é baseada em células rítmicas de gêneros regionais. A ideia é fazer um grande cortejo mostrando que nossa música é pro Carnaval sim! Quem quiser ir conhecendo um pouco do trabalho, pode acompanhar nossos ensaios que vão animar as tardes de domingo no Ver-o-Rio, já aquecendo pro Circuito Mangueirosa”, avisa Félix. Foi uma parceria entre Circuito e Belemtur/Prefeitura de Belém que garantiu os ensaios abertos do grupo nas tardes de domingo no Complexo Ver-o-Rio e já prepara os frequentadores para o  Carnaval.

Também está rolando programação na Casa Mangueirosa e Núcleo de Conexões Na Figueiredo. Inaugura em dezembro do ano passado, a casa tem capacidade para 1500 pessoas. É lá que será realizado, no dia 7 de fevereiro, o Baile Manada, do Bando Mastodontes. No dia 08, o baile à fantasia do Filhos de Glande e, no dia 15 de fevereiro, o Baile Meachuta. Já o Mangueirosinha, baile infantil onde toda a família pode ter um momento de lazer pensado exclusivamente para a diversão das crianças, com brincadeiras e contação de histórias, que será realizado no dia 16 de fevereiro no Núcleo de Conexões Ná Figueredo.

Além da programação aberta ao público, o Circuito Mangueirosa irá realizar um treinamento para a equipe que trabalha na Casa Mangueirosa buscando esclarecer e respeitar a questão de gênero. Entendendo o respeito à diversidade, a apresentadora Flores Astrais irá ministrar um curso esclarecendo dúvidas e repassando orientações sobre a questão de gênero dentro dos eventos do Circuito, que tem como uma de suas regras o respeito à diversidade.

Encontros - Anote que tem mais. A partir do dia 28 de janeiro, o Núcleo de Conexões Na Figueredo também recebe uma programação que vem contribuir com a qualificação profissional da cena musical paraense por meio de oficinas, palestras e mesas de debate. A primeira oficina será a de discotecagem com o DJ Zek Picoteiro, que vai fazer uma introdução à discotecagem digital desde montagem de playlists à mixagem básica de músicas paraenses.

“Mais do que ensinar qualquer coisa, a ideia dessa oficina é compartilhar. Todos os inscritos poderão levar seus HDs e pendrives para copiar quantas pastas quiser”, avisa Zek. Produtor cultural que já trabalhou com Dona Onete, Strobo, Felipe Cordeiro, Molho Negro e Gang do Eletro, Zek Nascimento é um apaixonado pela música paraense e vem esquentando as pistas de Belém botando no play todas as vertentes e influências do Brega, passando pelo Tecno, Melody, Cumbia, Lambada, Merengue e Carimbó. Atualmente, é o DJ oficial da Lambateria, festa que ganhou bloco e desfila no dia 22 de fevereiro no Circuito Mangueirosa.

No dia 04 de fevereiro, será a vez da oficina “Mídia e Artistas: produção de conteúdo para a imprensa”, ministrada pela jornalista Sonia Ferro. Repórter da TV Cultura há 14 anos, Sonia, que é produtora da Lambada Produções, trabalhou na reportagem do programa “Cultura Pai D´Égua” e “Invasão” e em transmissões ao vivo de eventos como Festival de Ópera, Festival Cultura de Verão e Terruá Pará.

A oficina vai falar sobre o relacionamento do artista com a imprensa e sobre produção de conteúdo como releases e sugestões de pauta, e contará com a participação do jornalista cultural Gustavo Aguiar, jornalista cultural Gustavo Aguiar, ex-repórter do Diário do Pará e da Rádio Cultura e assessor de imprensa do Festival Se Rasgum e Sonido, é um dos diretores da Urtiga Music Business, agência de marketing e comunicação para o universo musical.

“Cada vez mais, os artistas têm assumido suas carreiras, participando de todas as etapas do trabalho, não só a música, mas também a produção e divulgação. Com esta oficina, pretendo esclarecer um pouco sobre o fluxo na imprensa e também ajudar a construir um release que atenda as demandas da imprensa local”, explica a jornalista.

No dia 11 de fevereiro, o assunto será produção de eventos. Representantes das seis produtoras que realizam o Circuito Mangueirosa (Bando Mastodontes, Bloco Filhos de Glande, Lambada Produções, Meachuta, Melé Produções e Se Rasgum Produções) irão participar da mesa “Circuito Mangueirosa: Como realizar esse rolê!”, onde serão apresentadas a estrutura que envolve o Circuito e  os cuidados para o sucesso de um evento. Para a produtora Joanna Saraiva, da Melé Produções, a mesa vai esclarecer muito sobre a produção de um grande evento como o Circuito Mangueirosa.

“O Mangueirosa foi pensado para oferecer um carnaval de qualidade para a cidade e por isso, pra gente, tão importante quanto realizar é que as pessoas que participam entendam todo o esforço necessário para colocar esse evento na rua. Ao mostrarmos o que envolve o Circuito, o público também vai participar mais, ajudando a cuidar da cidade não jogando lixo no espaço público, não fazendo xixi na rua e respeitando as regras de segurança e todos que participam do rolê, por exemplo”, avalia.

Encerrando a programação, no dia 18 de fevereiro, o Circuito Mangueirosa vai realizar a mesa “Carnaval de Belém: Passado, Presente e Futuro”, em que será debatido o Carnaval da capital, que já viveu um tempo áureo e que vem se reinventando e buscando alternativas sustentáveis de valorização da cultura paraense. Entre os participantes, o antropólogo, historiador e pesquisador de Carnaval, Rui Martins, e Rosenildo Franco, ex vice-presidente e diretor de carnaval do Quem São Eles, fundador do bloco Peles Vermelhas e criador do símbolo Cobra Grande do Bloco Filhos de Glande.

Toda essa programação será realizada no Núcleo de Conexões Ná Figueredo, sempre a partir das 18 horas. Os interessados devem fazer sua inscrição gratuita no site ingresse.com.

Quando o carnaval chegar

O Circuito vai montar, no complexo Ver-o-Rio, de 21 a 25 de fevereiro, uma estrutura de arena e palco com sistema de sonorização e iluminação completo, no final da Av. Marechal Hermes, isolando a área e permitindo a entrada do público gratuitamente, com revista para garantir segurança ao evento, um programa para toda a família.

A abertura do Circuito, dia 21 de fevereiro, às 18h. contará com discotecagem da DJ Jack Sainha, show de Ita Lemi Sinavuru e a diva do Carimbó Chamegado: Dona Onete. Esta programação de abertura é uma novidade do Circuito, que espera ser uma opção de Carnaval para toda a família.

A programação de 22 a 25 começará às 12h, na concentração que ganhou o nome de Pitiú. Em seguida sai em Revoada. É o cortejo que segue encerrando às 19h30, nos banzeiros, a festas que rolam na Casa Mangueirosa (antigo Porto Music). Dona Onete, Warilou e Metaleiras da Amazônia são alguns dos shows dessa agenda. Ingressos já disponiveis (a partir de R$ 15,00).

Nos dias 22, 23, 24 e 25, a folia começará às 12h no Complexo Turístico, com atrações até as 19h30. Cada data do Circuito é composta por um bloco de carnaval. No dia 22 de fevereiro, quem desfila é o Bloco Lambateria, com Félix Robatto e convidados. Já no dia 23, é a vez do Bloco Manada, comandado pelo Bando Mastodontes. No dia 24, o Bloco Lucha Libre assume o comando tendo a frente a Orquestra Aerofônica e Raidol e no dia 25, o Bloco Filhos de Glande fecha a folia com a tradicional Orquestra Carnafônica do bloco.

O Circuito vai contar com a participação do Festival Exu, trazendo expositores de economia criativa, com produtos regionais e de apelo carnavalesco. Os quiosques do Complexo Turístico serão cadastrados e atuarão na praça de alimentação, oferecendo comodidade ao folião, além de uma experiência de sentidos, misturando música e gastronomia.

O projeto vai entregar o espaço limpo, em parceria com associações de catadores de lixo que farão a coleta seletiva no espaço, gerando renda para esses trabalhadores. Além disso, serão dispostos banheiros químicos e lixeiras, tanto no Ver-o-Rio quanto no caminho do cortejo. O Circuito também oferecerá equipe de segurança para garantir que a folia seja tranquila para todos, bem como para salvaguardar os espaços públicos. Também serão realizadas durante o evento campanhas contra o assédio, de conscientização ambiental e uso de preservativo.

Serviço
As atividades extras do Circuito Mangueirosa serão realizadas nos dias 28 de janeiro, 04, 11 e 18 de fevereiro, a partir das 18 horas, no Núcleo de Conexões Ná Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449 - Nazaré). Inscrições gratuitas pelo www.ingresse.com. Informações: (91) 99300-9509 / 98026-1595. Mais: Instagram: @circuitomangueirosa / Facebook: @cmangueirosa.

Patrocínio: Natura Musical, Semear, Fundação Cultural do Pará e Governo do Pará. Cerveja Oficial: Draft Sub Zero. Produção: Bando Mastodontes, Filhos de Glande, Lambada Produções, Mea Chuta, Melé Produções e Se Rasgum Produções. Realização: Circuito Mangueirosa.