30.12.09

Retrospectiva - Lembranças de um ano cinematográfico

O ano do cinema em Belém começou em janeiro com várias mostras que pontuaram o Fórum Social Mundial.

Duas delas tiveram destaques, a oficial do FSM, que ocorreu no prédio central da UFRA, com mais de 50 filmes vindos dos quatro cantos do mundo, na grade de exibição, e a de filmes amazônicos, no cinema Olympia, promovida pela ABDeC-PA e parceiros.

O longa metragem “Mataram Irmã Dorothy” ainda não tinha estreado no circuito comercial e foi um dos destaques da mostra do FSM, com três sessões inteiramente lotadas.

Ao longo de 2009, vários cineclubes foram inaugurados, como o Pedro Veriano, na Casa da Linguagem, e o Inovacine, no espaço Ná Figueredo. Uma rede cineclubista inundou a cidade e invadiu a internet.

Foram inúmeras as ações de cinema de rua. O Corredor Polonês tinha atividade audiovisual quase que toda sexta-feira, infelizmente cessadas no segundo semestre. Já o Molcuma levou filmes para a praça Tancredo Neves da Marambaia.

Do ponto de vista das exibições, podemos citar, nesta breve retrospectiva, o I Amazônia Doc, que trouxe várias oficinas para a cidade, além de mostra com cinema documental da Amazônia brasileira e internacional; assim como a 4ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América do Sul”.

A Mostra Curta Pará Cine Brasil chegou ao seu sexto ano e trouxe, na abertura, a estréia de “O Sol do Meio Dia”, de Eliane Caffé, com vários atores do elenco paraense na tela.

O Festival de Belém do Cinema Brasileiro, este ano previsto para o mês de dezembro, ainda está na pendência. Na última vez que falei com o produtor Emanoel Freitas, o problema ainda esbarrava na captação de recursos.

Produções - Na prática, o ano também teve uma grande movimentação na produção. Só no segundo semestre rolaram os curtas “Uma Canção para Eleanor” (Walério Duarte) - prêmio MIS de Cinema – Edital Secult-2008 (que não teve nova edição em 2009); “Shala” (João Inácio), “Matinta” (Fernando Segtowick - Set do filme na mata do Utinga, na foto acima) e mais recentemente “Ribeirinhos do Asfalto” (Jorane Castro), todos premiados com edital do MINC para curta metragem.

Houve, ainda, a gravação da minissérie “Miguel Miguel” (Roger Elarrat – Prêmio Funtelpa-Minisseries-2009). Todos com estréia prevista para 2010.

Sobre "Matinta", "Ribeirinhos do Asfalto" e "Miguel Miguel" posso dizer que são três produções que trarão boas surpresas nas telas de 2010. Tive o prazer de trabalhar nas três empreitadas.

Nos dois primeiros, além das equipes ótimas, tivemos como protagonista a atriz Dira Paes (na foto em Ribeirinhos do Asfalto) que com certeza, com seu talento, soube ter o ano de 2009 em suas mãos.

Uma das atrizes que reconhecidamente é uma das mais atuantes no cinema brasileiro de longa metragem, fez aqui no Pará, numa tacada só, seus dois primeiros curtas.

Na minissérie "Miguel Miguel", outras gratas supresas na atuação de Henrique da Paz e na direção de fotografia de Carlos Ebert, veterano do cinema nacional.

Torço para que o diretor e roteirista da obra (baseada na homônima novela de Haroldo Maranhão), Roger Elarrat, consiga captar (ganhou certificado da Lei Semear) para realizar a finalização em película, nos presenteando com o tão aguardado longa metragem paraense, décadas depois de Líbero Luxardo.

O ano foi produtivo. Mas há pendências. O segundo prêmio Funtelpa para Minisséries não aconteceu. Até onde se sabe, os recursos destinados não foram repassados em tempo para a viabilização da produção que está à cargo de Walério Duarte.

O curta “Gatilheiro – a história de Quintino da Silva Lira” (Edital Secult -2008) está em andamento (foto ao lado).

De acordo com um dos diretores, André Miranda, as filmagens foram concluídas desde setembro, quando a equipe viajou para Viseu e mais de 10 comunidades da Gleba Cidapar, Santa Luizia, Capitão Poço, Ourém e Capanema.

Depois deste período, André me explica que houve problemática na aprovação da prestação de contas do filme, relativas a própria natureza do edital, como foi colocado à equipe pela setor jurídico e financeiro da Secult.

“Neste momento estamos esperando a segunda parcela da premiação, para poder dar continuidade a edição do filme”, disse André ao Holofote Virtual (na foto abaixo, set de Quintino...).

E fazendo uma varredura mais para trás de 2009, lembro também dos filmes que deveriam ter estreado este ano, como “Mãos de Outubro” (Vitor Lima – edital MIS de Cinema - Secult 2008) e “Quando a Chuva Chegar” (Jorane Castro - 2007), já prontos para serem lançados.

De acordo com a cineasta Jorane que produziu o primeiro e dirigiu o segundo, não há pauta disponível nos cinemas para os lançamentos.

Estes, juntam-se a uma outra lista, de filmes rodados, mas que não foram finalizados. Cito “Alice?” (Rubens Shinkai – ainda do II Prêmio Estímulo - 2003), “Era Uma Vez Carol” (Emanoel Freitas - MINC 2005) e “De Assalto” (Ronaldo Rosa - Independente - 2006).

O Holofote Virtual está completando um ano no ar e comemora com todos os leitores, nesta virada de ano, as conquistas de 2009. Tenho certeza que nesta breve retrospectiva deixei de falar sobre tantas outras ações. Por isso mesmo, deixo o espaço aberto à colaboração de todos.

Deixem em seus comentários outras lembranças cinematográficas, com votos de que, no ano que chega, mais filmes sejam feitos e que possamos vê-los todos nas nossas telas e nas de festivais espalhados pelo Brasil e pelo mundo.

Feliz 2010!!

7 comentários:

Anônimo disse...

Feliz 2010
e vida longa ao Holofote Virtual!!!!

Anônimo disse...

E os Doc TVs premiados este ano, não rolaram?

Anônimo disse...

Teve o curta do José Arnaud, Para todoas as horas" filmado entre setembro e outubro.

Anônimo disse...

E as animações paraenses como Muragens e o Rapto do-Peixe Boi, não contam??? Vida longa ao Holofote Virtual! muito sucesso em 2010!!

Luciana Medeiros disse...

Sim todos contam, eu que não dei conta de contar todos.. rsss

mas com ajuda de vocês, minha lista ai ficando maior... quem sabe conseguimos fazer um inventário da produção paraense, enquanto 2010 não chega!!!

Vida longa a todos aqui !!!!

Feliz 2010!

Frank Braga Jrna disse...

graça e paz a todos meu nome é Frank braga hoje moro no mato grosso, mas, sou paraense, nasci em vizeu e me criei em um lugar chamado vila nova, onde morreu o quintino, ele morreu na casa do meu tio que era chamado de tio flor o levaram embora morto na rede do meu primo e até uns poucos anos atrás meu pai tinha uma foto minha com o quintino na qual eu estava no seu colo na época tinha apenas três anos isso no ano de 1985 pouco antes dele morrer

Anônimo disse...

Olá Frank, nossa que história! Gostaria de passar seu contato aos realizadores deste documentário. Você pode me enviar alguma forma deles entrarem em contato com você para o e-mail: holofotevirtual@gmail.com

um abraço