26.11.14

Jacofest com Gismonti e indios Ka’apor em Belém

Depois de 32 anos sem se apresentar em Belém, o multi-instrumentista Egberto Gismonti, volta a capital paraense, para se apresentar na segunda edição do JACOFEST – Jazz da Amazonia Contemporanea Festival. A programação, que tem inúmeras outras atrações musicais, inclui bate papo com Gismont e com os índios, além de se estender até a cidade de Bragança. Já tô contando os dias!

A abertura da mostra em Belém, será no dia 5 de dezembro, às 10h da manhã, no auditório da Escola de Música da Ufpa, com a mesa redonda sobre "Música, Cultura e Diversidade na Amazônia Contemporanea", com a participação de 10 indígenas da Nação Ka’apor (PA/MA).

Eles também estão na programação musical e abrem a noite de shows do dia 6, no anfiteatro da Estação das Docas, cantando e mostrando sua cultura musical, atualmente esquecida e discriminada do «cenário» musical brasileiro.

"Nossos irmãos Ka’apor vêm até Belém com exclusividade, participar do Jacofest, onde querem chamar a atenção da Sociedade Civil local, para a dificil situação que estão enfrentando há muitas décadas, já que estão sitiados por madeireiros, latifundiários e grileiros em suas próprias terras, sem que nenhuma providência legal ou cabível, tenha sito tomada nesse sentido, até o momento », diz a organização do festival, coordenado pelo cantor, músico e compositor Rafael Lima.

Gismonti, bem vindo! Belém te espera.
Em Belém, a mostra internacional de música tomara espaço no anfiteatro São Pedro Nolasco, na Estação das Docas, nos dias 6 e 7 de dezembro. 

Em Bragança, na semana seguinte, dias 11, 12 e 13, na Praça da Bandeira. No dia 9, ainda em Belém,  Egberto Gismonti participará de um "Encontro musical", no auditório da  Emufpa, no dia 9, às 16h. E no dia 10, fará uma apresentação exclusiva na Igreja de Santo Alexandre.

A programação do Jacofest conta ainda com a participação do grupo musical Djmso Ke Klack-Son, da Guiana Francesa, que toca um etno/eletric/afro/caribe/jazz, de primeiríssima, e embora conte quase duas décadas de existência, e sejam nossos vizinhos, nunca antes se apresentaram em terras paraenses. Um dos discos do grupo, "Maskilili" é quase todo cantado em "Patua" e mistura ritmos africanos, com pitadas de carimbé e ritmos ímpares da Amazônia Amerindia.

Isca de Polícia
Também estão na programação do Jacofest, a Banda Isca de Polícia (herdeiros do som de Itamar Assumção), com sua formação original, dos tempos do ‘Vanguarda Paulista’, quando atuavam ao lado de Itamar, com Paulo Lepetit no baixo, Vange Milet e Suzana Pinto nos vocais, Jean Trad Jr. na guitarra e Marco Costa na bateria (que substitui Gigante Brasil, depois de seu falecimento). 

Nos últimos cinco anos, a banda tem feito parte cenário musical sul/sudeste do país, com a mesma irreverência que marcou emarca o som de Itamar. Essa turma estará em Belém e em Bragança.

A mostra tem ainda o trio do baixista Mauro Sergio (MA), Rafael Lima Project, Adelbert Carneiro Octeto, Mg Calibre, Marujada Bragantina, Bangue Cametaense, Banda Ultranova, Cumbuca Jazz, e Leleco Jazz Sexteto, se dividindo entre os palcos de Belem (Anfiteatro da Esta¢ao das Docas) e Bragança (Praça da Bandeira), numa intensa programação. Tudo começa dia 5, aqui em Belém, e encerra dia 13, em Bragança.

Para esta empreitada, o Jacofest obteve recursos de patrocínio via Ministério da Cultura, por meio do Programa Amazônia Cultural, e conta com o apoio da Ufpa, via Pro-Reitoria de Extensão, Emufpa e ICA, e da Rede Cultura de Televisão. Além de Rafael Lima, o festival também tem na coordenação a produtora Andreia Andrade.

Os Kaiapó vão participar
Pelo que se leu aqui, vai ser incrível este festival, que desde sua primeira edição, em 2012, nos contempla com excelentes e inéditos shows. 

Naquele ano o Jacofest trouxe a Belém, o pianista cubano de renome internacional Omar Sosa, e o internacional trombonista paulista Itacyr Bocato, que nunca antes se apresentaram em nossa cidade. Que venha a 2a edição e que ótimo vê-la expandida para um município a mais, neste caso Bragança, uma das cidades históricas do Pará. Vai ser um estouro!

2 comentários:

Virgílio Moura disse...

Belíssima notícia.E como fazemos para assistir a esse rico espetáculo..serão vendidos ingressos..quanto custam ...onde se compra.Obrigado!

Holofote Virtual disse...

É tudo entrada franca!