Mostrando postagens com marcador In Bust. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador In Bust. Mostrar todas as postagens

11.10.10

In Bust leva lenda do Curupira para a comunidade da Vila da Barca

O In Bust Teatro com Bonecos retoma o projeto Teatro Comunidade e leva, nesta terça-feira, 12, Dia das Crianças, o espetáculo "Curupira - Um Milhão de Nós", para a Vila da Barca. A apresentação será na sede da Associação dos Moradores da Vila da Barca - Rua Prof. Nelson Ribeiro, 66 - próx. a Fund. Curro Velho. A programação iniciará às 10h, com entrada franca. Realização In Bust Teatro com Bonecos. Patrocínio Banco da Amazônia.

Criado para o programa Catalendas da TV Cultura do Pará, o espetáculo já está há dez anos em cartaz. Em “Curupira – Um Milhão de Nós” está o linguajar caboclo, que tem palavras como “mundeado”, “sumano”, entre outros, ligando o público à cultura de nossa região.

Conhecido como o protetor de todas as florestas e animais, o Curupira, personagem lendário da região amazônica, aparece em forma de moleque com os pés voltados para trás. Ele é temido por todos aqueles que caçam ou desmatam por mera ganância.

Assim, nesta montagem do In Bust um caçador acaba mundeado por não respeitar a premissa de se caçar apenas para sobrevivência. Desta forma, ele é ajudado por um Pajé e sai do transe aplicado pelo moleque Curupira e aprende mais sobre como cuidar do meio ambiente.

O causo é todo contado pelos três cantadores (atores manipuladores) que se utilizam de paródias das toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos da cultura paraense - e de bonecos manipulados com vara, acompanhados por máscaras, mamulengos e outros. Os personagens trazem mensagens de preservação ao meio ambiente, tudo de forma lúdica que envolve e encanta crianças e adultos.

Além de chegar à Vila da Barca, o projeto ainda será levado à Comunidade Timbirinha, no Jurunas, no dia 30 de outubro; à Comunidade Quilombola Guajará-Miri, no Baixo Aurá, no dia 7 de novembro e à Comunidade Quilombola do Abacatal, em Ananindeua, no dia 28 de novembro. Em dezembro haverá ainda mais duas apresentações: no dia 11, ao Lixão em Castanhal e no dia 15 em uma Comunidade Fluvial, que ainda não está definida.

Projeto Teatro Comunidade – O projeto Teatro Comunidade já se chamou Sábado Comunidade, pois acontecia prioritariamente aos sábados, em alguma comunidade da periferia de Belém ou da região das Ilhas. Com o tempo, as solicitações de apresentações em centros e associações comunitárias, comunidades distantes e das ilhas que circulam Belém foram aumentando e exigindo outros dias de apresentação.

Então, o In Bust resolveu mudar o nome, mas a filosofia é a mesma, de levar o teatro com bonecos onde o povo está, onde o teatro não chega com facilidade e mostrar não só o espetáculo, mas oportunizar que as pessoas conheçam de perto como funciona o trabalho do grupo.

“A intenção é estender ao público o conhecimento de todo processo sobre o trabalho do In Bust. Assim, antes da apresentação, a gente fala sobre a metodologia de montagem, os elementos que envolvem a dramaturgia desta linguagem e os princípios básicos do trabalho deste grupo com distribuição de um material gráfico que apóia a atividade”, explicam os integrantes do In Bust, Aníbal Pacha, Paulo Ricardo Nascimento, Adriana Cruz e Cristina Costa.

Após cada apresentação, o público pode conversar com os atores manipuladores e ter a chance de tocar nos bonecos, descobrindo que é possível também trabalhar com eles.

Patrocínio Cultural - O Banco da Amazônia sempre acreditou e apostou no projeto. “É interessante para o Banco da Amazônia ser parceiro deste projeto, haja vista o mesmo ter perfeita concordância com sua missão de fomentar a cultura regional, agregando com isso valor a sua marca, ao tempo que com a parceria proporciona momentos de lazer, através da cultura, às comunidades atendidas”, afirmação da Gerência de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia.

Além do Banco da Amazônia, o projeto conta ainda com os apoios importantíssimos da Refry, Hiléia, SESC PA, Malungo - Coordenação Estadual das Comunidades Remanescentes de Quilombo, Associação dos Moradores do Vai-quem-quer (Cotijuba) e Rio Ligth Sanduiches.

Serviço
Apresentação do espetáculo “Curupira – Um Milhão de Nós” – Projeto Teatro Comunidade – In Bust – Teatro com Bonecos. Nesta terça-feira, 12, Dia das Crianças, a partir das 10h, na sede da Associação dos Moradores da Vila da Barca - Rua Prof. Nelson Ribeiro, 66 - próx. a Fund. Curro Velho. Informações: 91 8134.7719.

28.5.10

Neste sábado: In Bust encerra projeto "Circula Catolé" no Casarão do Boneco

Não é de hoje que o In Bust Teatro com Bonecos circula pelos municípios paraenses.

Desde 2004, com o Bonecos na Estrada e Bonecos pelos Rios, o grupo chegou em 50 cidades, incluindo aí aquelas alcançadas por via fluvial, rompendo fronteiras e chegando até a capital do Amazonas, Manaus.

Mais recentemente, com o Circula Catolé, projeto que recebeu o Prêmio Funarte Myriam Muniz, o grupo esteve em mais quatro cidades.

Primeiro, em Rondon do Pata e Marabá, no sudeste paraense, entre 07 e 09 de maio, depois em Abaetetuba e Cametá, no nordeste do estado, entre 13 e 16.

Na bagagem, o espetáculo “Catolé e Caraminguás“ e um workshop inspirado nos jogos teatrais que nortearam a montagem deste último trabalho do grupo.

Para encerrar a jornada, será realizada uma programação neste sábado, a partir das 19h, no Casarão do Boneco. Antes da apresentação do espetáculo, que mostra a família Peperone, uma trupe de teatro, às voltas com a montagem de um novo texto, serão projetadas as fotografias de registro do projeto nestas cidades.

Mais de 500 pessoas, entre público e participantes dos workshops tiveram acesso ao trabalho do grupo, que atua com a linguagem do teatro de formas animadas, há 14 anos, tempo de trabalho que será completado neste mês de junho.

Desde o ano passado, tenho acompanhado o In Bust nestas circulações, fazendo o registro fotográfico das ações. Mas as fotos, em princípio, eram apenas uma forma de prestação de contas, digamos assim, para com o patrocinador, como é de praxe. Mas desta vez não.

Além disso, elas agora serão levadas ao público. A intenção não é de promover uma exposição. Nada disso, mas sim, mostrar às pessoas como isso tudo acontece, desde a saída do grupo do Casarão e a viagem pelas estradas e travessias de rios, até a chegada aos municípios.

Há registros da montagem do cenário, a preparação dos atores, a movimentação dos bastidores, momentos do workshop e, o principal, as apresentações do espetáculo e a reação do público ao entrar em contato com a linguagem do teatro com bonecos.

Não serão mostradas apenas as fotos clicadas por mim. Reuni também as fotografias do Aníbal Pacha e do Paulo Ricardo Nascimento, integrantes e fundadores do In Bust, que também estão sempre com uma câmera na mão, durante as viagens.
O In Bust é formado por Paulo Ricardo, Aníbal Pacha, Adriana Cruz e Cristina Costa. Nesta circulação, o grupo conta ainda com os atores manipuladores Marilea Aguiar, Michel Amorim e Charles Wesley, especialmente convidados pelo grupo para este espetáculo.

Circulação - O In Bust trabalha com esta linguagem unindo o ator e o boneco dentro de uma mesma apresentação. Há seis anos, o grupo resolveu sair de Belém e pegar estradas e rios para divulgar e dar acesso ao público a este tipo de linguagem.

"O Circula Catolé é na verdade mais um projetinho que faz parte de um projeto maior que é o de circular em todos os municípios do Pará e permitir que as pessoas conheçam este trabalho”, explica a dramaturga e diretora do grupo, Adriana Cruz.

Hoje, quando completa mais um ano de atuação, o In Bust se mostra maduro e tem reconhecimento. Mas para chegar a este nível profissional foi necessário muito trabalho e determinação.

“A primeira coisa que a gente teve que fazer para isso se tornasse profissional foi legalizar o grupo, registrar e depois disso batalhar por um espaço próprio. A partir daí começamos a aprovar projetos em editais, e obter patrocínio via lei de incentivo municipal, estadual e até federal.

E fomos conseguindo um ótimo resultado, ganhamos bons parceiros, como é o caso do Banco da Amazônia, que já nos patrocinou várias vezes”, diz a diretora. Adriana fala ainda sobre o retorno maior do grupo que é sentir a reação da platéia e fazê-la participar ativamente.

“O público faz parte da dramaturgia. Não tem nenhum espetáculo nosso em que ele não participe, afinal é a plateia que dá vida aos bonecos.

As crianças embarcam nas nossas histórias, nas nossas viagens, conversam com o boneco. E o adulto acaba se encantando também. A gente diz que a nossa missão é alterar o estado de quem assiste”, finaliza.

Catolé e Caraminguás - O espetáculo foi montado em 2008, através do Edital Prêmio Cláudio Barradas - Fomento às Artes Cênicas – Secult. Traz em cena os atores Cristina Costa (Raimunda), Marilea Aguiar (Manoela), Charles Wesley (Koshiro) e Michel Amorim (Zulu), além de Aníbal (Saul). A pintura de panada é de Maurício Franco e a trilha sonora é de Fabrício Cavalcante.

Adaptada do original de Martins Pena “Os Ciúmes de um Pedestre ou o Terrível Capitão do Mato”, a montagem levou cinco meses para estrear. Desenvolvido a partir da linguagem de teatro com bonecos, peculiar ao In Bust, o trabalho partiu das pesquisas sobre as companhias da Comedia Dell’Arte.

Para o jogo entre os atores e a improvisação premeditada, foram escolhidos bonecos do tipo fantoches, originários das trupes européias dos séculos XVII e XVIII e populares nas brincadeiras de mamulengo do nordeste do Brasil.

Serviço
Encerramento do projeto Circula Catolé, do Grupo In Bust Teatro com Bonecos. Neste sábado, 29, a partir das 19h, no Casarão do Boneco (Av. 16 de novembro, 815, prox. São José Liberto).

Na programação, projeção de fotos da circulação pelos municípios de Rondon do Pará, Marabá, Abaetetuba e Cametá e apresentação do espetáculo “Catolé e Caraminguás”. Entrada franca. Mais informações: (91) 3241.8981 e (91) 9941.8071. Entrada franca.


14.5.10

O In Bust Teatro com Bonecos está na cidade do JB e das bicicletas

A visão noturna da foto ao lado foi clicada do JB, um restaurante que nos lembra bastante a estrutura do Mormaço, em Belém, mas que em Abaetetuba é referência de peixe bom e onde também tem sempre uma amostra daquilo que o município se orgulha em ter, a cachaça.

Cidade do miriti, das atrizes Dira Paes e Eunice Baia, é também das bicicletas. São 30 mil veículos desses circulando pelo centro e periferia do município.

A quantidade é tanta que já existe até sinalização de proibido entrar ou estacionar direcionada a estes simpáticos veículos. Quando o folheto turístico diz que Abaetetuba é a Pequim Amazônica, não está mentindo.

A ação do In Bust iniciou nesta manhã de sexta-feira, com a realização do workshop "O jogo como processo criativo - Uma experiência no espetáculo Catolé e Caraminguás". Cerca de 20 pessoas, entre arte educadores e professores, participaram.

Dentro de alguns minutos, a partir das 18h, haverá exibição de episódios do programa Catalendas, produzidos em parceria com a TV Cultura do Pará e apresentação do espetáculo “Catolé e Caraminguás”, na Quadra de Esportes da Escola Estadual Benvinda de Araújo Pontes.

Além de Abaetetuba, o grupo também segue à Cametá, já neste sábado, 15. A programação faz parte do projeto Circula Catolé, Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz. Na semana passada o grupo esteve também em Rondon do Pará e Marabá, no sudeste paraense.

O “Circula Catolé” é mais um projeto de circulação do grupo que há 14 anos (que serão completados em junho) vem desenvolvendo a linguagem do teatro de formas animadas com atores em cena. O workshop levará ao público a experiência do grupo na montagem de “Catolé e Caraminguás”.

Este é o mais recente espetáculo do In Bust uma livre adaptação do texto original de Martins Pena “Os Ciúmes de um Pedestre ou o Terrível Capitão do Mato”, inspirado na Comedia Dell’Arte.

A peça conta, através de muita confusão e peripécias a história de uma trupe teatral, formada pela família Pepelone, que atua em teatro de bonecos. O espetáculo estreou no ano passado, exatamente no mês de maio. Foi montado com o prêmio de foento ao teatro da Secutl, cujo nome homenageia o diretor Cláudio Barradas.

Em Belém, o público também terá oportunidade de ver o espetáculo, no dia 29, quando será realizado o encerramento do projeto, a partir das 19h, no Casarão do Boneco. (Av. 16 de Novembro, 815).

Adriana Cruz e a Trupe Peperone, em entrevista à TV Record, na manhã de quinta-feira, 13

Na ocasião também acontecerá a projeção das fotos da circulação do projeto. Não perca! É tudo com entrada franca.

Circulação - O In Bust tem levado seu trabalho a muitos públicos alinhados em beiras de estradas, ramais, rios, baías, igarapés, comunidades quilombolas ou situadas em bairros da periferia de Belém.

Além do Circula Catolé, já foram desenvolvidos outros projetos de circulação como o “Boneco na Estrada” que desde 2004 tem levado os espetáculos do grupo aos quatro cantos do Pará. Já são 50 municípios visitados só no Pará, mas o grupo também já circulou por outras cidades brasileiras, como Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ficha Técnica

Cristina Costa (Raimunda), Mariléa Aguiar (Manoela), Charles Wesley (Koshiro) e Michel Amorim (Zulu), além de Aníbal Pacha (Saul).

A pintura de panada é de Maurício Franco e a trilha sonora é de Fabrício Cavalcante. A direção é de Paulo Ricardo Nascimento e de Adriana Cruz, que também assina a dramaturgia.

Serviço
Em Cametá, o Workshop será de 18h às 22h, no Auditório do Campus da UFPA. Inscrições: NAC - Núcleo de Arte e Cultura, UFPa. A projeção do Catalendas e o espetáculo, no domingo, 16, a partir das 10h, no Hall do Campus.

29.10.09

In Bust encerra projeto “Bonecos na Estrada em Caravana”

Mais três comunidades quilombolas e dois municípios recebem “O Curupira”. Em Ipixuna do Pará haverá oficina de confecção de bonecos com Aníbal Pacha

Atravessar as estradas que nos levam aos inúmeros municípios paraenses ou adentrar em pequenas comunidades e vilarejos cravados em regiões de difícil acesso, a fim de chegar às comunidades mais distantes, na maioria das vezes com quase nada de estrutura para receber um espetáculo cênico pode parecer apenas dificuldade, mas para o grupo In Bust – Teatro com Bonecos é missão.

Para o grupo, chegar nestes pequenos lugares é o maior compromisso do projeto Bonecos na Estrada – Em Caravana, que a partir desta quinta-feira, 29, inicia a sua terceira e última etapa de 2009, patrocinado pelo Banco da Amazônia através da Lei Rouanet de Incentivo Federal à Cultura.

Com 12 anos de formação, o In Bust Teatro com Bonecos tem circulado por estradas, ramais, rios, baías e igarapés levando seus espetáculos a praças, escolas, galpões, ruas, centros comunitários e teatros, atingindo um público extremamente diversificado, tanto na capital como no interior do estado do Pará.

O projeto “Bonecos na Estrada – Em Caravana” começou no mês de julho e já passou por São Francisco do Pará, Igarapé-Açu, e Peixe-Boi, na primeira etapa. A segunda aconteceu no mês de setembro e chegou em Tomé-Açu, Concórdia do Pará, Inhangapi, Bujaru e São Domingos do Capim. Nesta etapa, entraram no roteiro as comunidades quilombolas de São Judas, próxima a Bujaru, e Pitimandeua, nos arredores de Ihangapi.

Já para a etapa de encerramento, o projeto conta com mais cinco apresentações do espetáculo “Curupira - Um Milhão de Nós”, três delas em comunidades quilombolas e duas nos municípios de São Miguel do Guamá e Ipixuna do Pará, onde também será realizada uma oficina de confecção de bonecos.

“O Curupira – Um milhão de nós” foi criado para o programa Catalendas da TV Cultura do Pará e o episódio, adaptado para ser apresentado como espetáculo. Há dez anos em cartaz, “Curupira” traz o linguajar caboclo, que tem palavras como “mundeado”, “sumano”, entre outros, ligando o público à cultura de nossa região.

Os personagens utilizam paródias das toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos da cultura paraense e os bonecos são manipulados com vara, acompanhados por máscaras, mamulengos e outros mais.

Roteiro - Com a saída de Belém programada para esta tarde de quinta, o grupo se apresenta já à noite, na Comunidade Quilombola Nossa Senhora de Fátima do Cracateua, próxima a São Miguel do Guamá.

Com 51 famílias morando na região, o único local possível para a apresentação do espetáculo é uma palhoça de esteios com cobertura de palha e chão de terra.

“Propus de vermos na hora um descampado onde talvez seja possível fazer a apresentação à céu aberto”, diz Cristina Costa, da produção, que uma semana antes visita os locais. A eletricidade será puxada também na hora para onde ficar definida a apresentação.

Acostumado com situações adversas, a maior preocupação do grupo é com a possibilidade de chuva. “Caso isso aconteça, não será possível fazermos a apresentação, pois o barracão não segura a chuva”, explica Cris.

O ritmo do grupo é intenso. Muitas vezes são feitas mais de uma apresentação por dia, a fim de conseguir atingir o maior número de espaços possíveis, aproveitando a estadia do grupo em cada região.

Em São Miguel do Guamá, por exemplo, estão previstas mais três apresentações. Na sexta-feira, 30, a primeira delas acontecerá pela manhã, na comunidade quilombola São Pedro do Crauateua. O grupo precisará de um guia para levá-los à região, onde vivem 112 famílias.

Á tarde, a Comunidade Quilombola Santa Rita de Barreiras já estará aguardando o grupo. Distante cerca de 11 km do município, a apresentação será realizada no barracão, sede da comunidade, de estrutura bastante simples.

“Nesta comunidade tem apenas 48 famílias. O espaço é muito parecido com o que encontramos na comunidade quilombola de Pitimandeua, em Inhangapi (na 2ª etapa do projeto, realizada em setembro), com alguns bancos de madeira no local e sem camarins. Vamos improvisar isso dentro da Van mesmo”, explica Cristina.

No sábado, 31, o In Bust faz a última apresentação em São Miguel do Guamá, no centro urbano do município, na quadra Getúlio Batista, na praça de mesmo nome, que fica no bairro Padre Ângelo. Com 18 mil moradores é um bairro pobre, sem estrutura e com altos índices de violência. A praça é chamada pelos próprios moradores como Praça do Iraque.

“A Secretaria de Cultura, que fica ao lado da quadra, tem procurado desenvolver um projeto de inclusão desta área às programações municipais e luta contra o estigma do local”, diz Cristina que esteve há uma semana no município fazendo os contatos e levantando este tipo de informação para facilitar a chegada do In Bust.

Neste sábado, é aniversário de São Miguel do Guamá. Haverá programação esportiva acontecendo pela manhã na beira do rio, além da apresentação do In Bust, na praça da cidade.

Á noite, enquanto a população de São Miguel participa das programações de música e grupos parafolclóricos, o In Bust já estará no município de Ipixuna do Pará, onde a apresentação acontece, às 19h, na Praça da Família.

Inaugurada recentemente, a praça tem público natural e é bem estruturada, com uma grande concha acústica, que possui um palco de 1,20m de altura. Será a última apresentação de “O Curupira, um milhão de nós”, pelo projeto “Bonecos na Estrada – Em Caravana – 2009”.

Oficina e apoios - O projeto, porém, ainda não termina de vez. Enquanto a maior parte do grupo retorna a Belém, Aníbal Pacha, um dos integrantes, fica no município para ministrar, até dia 5 de novembro, a oficina “Confecções de Bonecos”. Os interessados em participar devem procurar a Secretaria de Educação e Promoção Social de Ipixuna.

Como em todas as etapas do projeto, as apresentações do espetáculo Curupira são precedidas da exibição de episódios do programa Catalendas, exibido pela TV Cultura do Pará em Rede Nacional, feito pela equipe do In Bust em parceria com a equipe da televisão.
Fazem parte do projeto os atores manipuladores do In Bust, Paulo Ricardo Nascimento, Adriana Cruz, Aníbal Pacha. Na produção, Cristina Costa e na equipe técnica, Milton Aires.

Nesta última etapa, o grupo conta, em todas as apresentações, com o apoio da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos – Malungu, e da Funtelpa. Em São Miguel do Guamá, o grupo recebe apoio da Câmara Municipal, das secretarias municipais de Educação, Cultura, Desportos e Turismo e do Hotel Rio Guamá. Em Ipixuna, o apoio vem da Prefeitura, através das secretarias municipais de Cultura, Desportos e Turismo; Educação, e de Promoção Social, além do Plaza Hotel.

O projeto Bonecos na Estrada – Em Caravana é a 5ª edição desta ação que o grupo realiza desde 2004, com apresentações e oficinas pelo interior do estado do Pará, buscando dar mais um passo no seu compromisso social de que a arte deve fazer parte da cesta básica do povo.


Com este projeto, o In Bust já viajou, incluindo esta última etapa, por 56 municípios e cinco comunidades quilombolas paraenses e atingiu um público direto de mais de 20 mil pessoas. O Banco da Amazônia já o patrocinou em duas edições: em 2005, Bonecos na Estrada – Em Cortejo, e em 2007, Bonecos na Estrada – O Conto que Eu Vim Contar.


PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira – 29
São Miguel do Guamá
Comunidade Quilombola Nossa Senhora de Fátima do Crauateua
Hora:19h
Local: centro da comunidade

Sexta-feira – 30
São Miguel do Guamá
Comunidade quilombola São Pedro do Crauateua
Hora da apresentação: 10h
Local: Sede do centro comunitário
Comunidade quilombola Santa Rita de Barreiras
Hora: 18h30
Local: barracão sede

Sábado – 31
Município de São Miguel do Guamá
Hora: 10h
Local: Quadra de Esportes da Praça Getúlio Batista - Bairro Padre Angelo
Município Ipixuna do Pará
Hora: 19h
Local: Praça da Família – Rua Padre de Anchieta – ao lado do hospital Santa Clara

02 a 05 de novembro
Município: Ipixuna do Pará
Oficina de confecção de bonecos
Local: CRAS – Rua Magalhães barata, 1202 - bairro Vila Nova
Horário: dia 02/11, das 14h às 18h e nos dias 3, 4 e 5, das 8h às 12h e das 14h às 18h

Serviço
O In Bust tem sede em Belém do Pará – Casarão do Boneco, que fica na Av. 16 de Novembro, 815, próximo ao complexo São José Liberto. Mais informações: 3241.8981. e 8843.6931. Assessoria de Imprensa: 8134.7719.