19.3.23

Prêmio de música traz incentivo à cena paraense

Inscrições: premioamazoniademusica.com.br

A ideia é movimentar o cenário musical de toda a região, mas nesta primeira edição, o Prêmio Amazônia de Música vai focar nos lançamentos de produtos musicais paraenses, entre 1o de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2022. Artistas e produtores de todo o estado podem se inscrever gratuitamente e enviar seu material pelo site até dia 7 de abril. 

A 1ª edição do Prêmio Amazônia de Música (PAM) – edição Pará tem como objetivo incentivar o lançamento de novos produtos musicais regionais na plataforma digital, assim como gerar conexões com o mercado nacional da música. Artistas e produtores paraenses podem participar com trabalhos lançados entre 1º de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2022. O formulário e o regulamento, com informações para se inscrever e enviar materiais, estão no site www.premioamazoniademusica.com.br.

No total, são 31 categorias contemplando diversos estilos musicais, do erudito ao rock, do samba à MPB, do sertanejo à aparelhagem e muito mais. Além das premiações por gênero musical, haverá mais cinco categorias: melhor clipe, melhor produção musical, melhor projeto audiovisual, música de cultura popular e artista revelação, com este último escolhido por meio de votação popular. 

“Essa é uma ideia que existe desde 2017. Esperamos que o PAM traga impulsionamento às carreiras de músicos e produtores, além de fortalecer a cadeia produtiva da música em nossa região e, ao mesmo tempo, permitir uma conexão maior com o mercado nacional”, diz Arthur Espíndola, músico e produtor musical da Oriente Multi Produções, produtora idealizadora do PAM. 

Para Michelle Miranda, analista de Sustentabilidade da Equatorial Pará, o Prêmio Amazônia de Música é um incentivo para que os artistas locais continuem a produzir e tenham seus trabalhos reconhecidos. “Fortalecer a cultura do Pará é um dos objetivos da Equatorial. Sabemos o quanto o estado é rico e diverso na música. Buscamos incentivar tanto os artistas quanto o público por meio da democratização da arte. Temos certeza que a premiação vai servir de trampolim para que os artistas consigam chegar cada vez mais longe com os seus trabalhos”, finaliza Michelle. 

A curadoria do prêmio é composta por produtores e jornalistas que movimentam o mercado musical brasileiro e que avaliarão as obras enviadas ao prêmio. A cerimônia oficial será no dia 24 de maio, no Theatro da Paz, com transmissão ao vivo pelo portal e TV Cultura do Pará. Além da entrega de troféus, haverá intervenções e um show musical que reunirá artistas paraenses que interpretarão músicas do cancioneiro popular da região. O patrocínio é da Equatorial Energia Pa, via lei Semear, do Governo do Estado. 

Serviço

1ª edição do Prêmio Amazônia de música – edição Pará

Inscrições: 

Até 7 de abril, pelo site www.premioamazoniademusica.com.br.

Resultado preliminar: 

8 de maio

Cerimônia de premiação: 

24 de maio, no Theatro da Paz.

14.3.23

Diego Wayne lança Entre Escorpiões em Curuçá

Dividido em duas partes “Entre Escorpiões” o chega esta semana às mãos dos leitores, com falas de amor e contextos da fúria e de delicadeza. O lançamento do livro será nesta sexta-feira, 17 de março, das 19h às 22h, no Centro Cultural Palacete Barbosa de Lima, um espaço de memória que foi restaurado e reinaugurado ano passado no município de Curuçá, onde reside atualmente o autor. A programação conta com um recital de poesia e entrada gratuita.

O segundo livro de Diego Wayne “coloca-nos imediatamente no centro das preocupações humanas desde o momento em que lemos o título. Se Sêneca afirmava que o homem era o lobo do homem, Diego sugere que nós vivemos entre escorpiões, espinhos, páginas sanguinárias. O homem deste tempo é “um maléfico animal bélico e irracional / movido por maquinações”’, descreve o texto de orelha escrito por Abilio Pachêco.

Diego Wayne é paraense formado em letras língua inglesa pela UFPA e pós- graduado no ensino de artes. Tem poemas publicados no blog do Plástico bolha, na revista A bacana, revista Ruído Manifesto, em antologia de jovens poetas paraenses, na revista de literatura Mallamargens, no site Tyrannus Melancholicus, no Fazia Poesia, na Revista Literalivre, na Revista Literatura e Fechaddura e na Antologia Ruínas da editoa Patuá.

Amante da literatura e da arte, tem na música também um combustível para criar. É professor na rede estadual do estado do Pará e publicou em 2018, o primeiro de poesias, intitulado “Coração de Unicórnio”, pela Rico editora. 

Nesta nova obra, o autor traz novos poemas que colocam diante  dos leitores “uma vivência de choques constantes: injustiças, guerras, lutas pelo poder... A história da humanidade lida sob o ponto de vista dos oprimidos. Se “gays, mulheres, negros / incomodam muita gente”, os poemas de Diego nos indicam a possibilidade e a importância de ler a Histórica a contrapelo, como afirma Walter Benjamin”, diz o texto de orelha do livro. 

Em síntese tais poemas nos fazem um convite à reflexão e à resistência, como já identificamos na primeira parte do livro, intitulada “Manifesto do medo”. Além do front de resistência, Diego também versa poemas lírico-amorosos. “Os jogos intertextuais e interdiscursivos, o passeio pela literatura universal, mas também pelas canções (como a epígrafe de Riahnna), ícones da cultura pop (Marylin Moroe) e referenciais bíblicas não só nos mostram um repertório de leituras como também as escolhas feitas para o estabelecimento deste diálogo, e de dessacralização”, segue Abílio Pacheco. 

Serviço

Lançamento de “Entre Escorpiões” (Ed. Patuá), segundo livro de poemas do escritor Diego Wayne. Dia 17 de março, das 19h às 22h, com noite de autógrafo e recital de poesia. No Palacete Barbosa de Lima, em Curuçá-Pa.

Dona Onete é tema de ocupação cultural em SP

Dona Onete
Foto: André Seitti/Itau Cultural

De 15 de março a 18 de junho, a essência da cultura e ancestralidade que emanam dos cerca de 1,3 milhões quilômetros quadrados do Pará se concentra em São Paulo, em uma área de 117 metros quadrados no térreo do Itaú Cultural, que em sua  58ª ocupação traz como tema a cantora e compositora Dona Onete, a Rainha do Carimbó Chamegado, também vista como representante da vida, encantarias, sincretismo e costumes paraenses exaltadas nas letras de suas canções e vestuário nos palcos de todo o Brasil e no exterior. 

Composta de quatro eixos – Território, Encantarias e Religiosidade, Túnel e Palco – a Ocupação reúne cerca de 120 itens e aprofunda o público na sua rica e movimentada trajetória. São fotos – muitas do acervo da família –, vídeos, audiovisuais, músicas e manuscritos seus, originais e inéditos, depoimentos dela própria, de seus amigos, companheiros de música e familiares. Artistas paraenses participam da mostra a convite do Itaú Cultural: o coletivo Kambô com uma intervenção na bandeira do Pará – exposta em tecido e em realidade aumentada acessível por meio de um aplicativo que pode ser baixado ali mesmo – e duas fotógrafas, Nay Jinknss e Marise Maues; cada uma apresenta quatro imagens que traduzem o seu olhar sobre o próprio território. 

Somam-se às apresentações de Dona Onete no palco da Sala Itaú Cultural, nos dias 16 e 17 (quinta e sexta-feira, às 20h), shows de Aíla, fruto da nova geração musical paraense e, muitas vezes, parceira da homenageada, em 18 e 19 (sábado, às 20h, e domingo às 19h). No fim do mês, a partir das 19h do dia 28, a programação Encontros de Cinema exibe na Sala Vermelha do IC o documentário Terruá Pará, seguido de bate-papo com a diretora do filme, a cineasta paraense Jorane Castro.

Entre encenações que revelam o surgimento da música do estado, desembocando na atual efervescência cultural, a produção traz um olhar integrado sobre os movimentos artísticos locais. Ali, os músicos se tornam personagens: Dona Onete, Manoel Cordeiro, Keila, Pio Lobato, Toni Soares, Os Amantes, Luê, Trio Manari e outros. Em consonância com a plataforma de streaming Itaú Cultural Play, esta exibição inaugura Encontros de Cinema no espaço físico do IC, um lugar permanente de reflexão e troca sobre o audiovisual brasileiro. A programação será mensal, sempre na última terça feira do mês.

A curadoria da mostra é do Núcleo de Artes Cênicas, Literatura e Música da organização. A consultoria é da pesquisadora Josivana de Castro Rodrigues, neta de Dona Onete, e o projeto expográfico, contemplado com mecanismos de acessibilidade, é do Núcleo de Infraestrutura e Produção do Itaú Cultural e da também paraense Patrícia Gondim. De Belém, Geraldinho Magalhães, Marcel Arêde e Viviane Chaves apoiaram a produção

O Núcleo de Formação do IC preparou atividades que complementam a temática da mostra. Ainda, ela é acompanhada de uma publicação impressa e on-line e um site com material exclusivo. Esta realização é do Núcleo de Comunicação e aprofunda o conteúdo da exposição.

SERVIÇO

Ocupação Dona Onete

EXPOSIÇÃO

De 15 de março a 18 de junho

Terças-feiras a sábado das 11h às 20h

Domingos e feriados das 11h às 19h

Concepção e realização Itaú Cultural

Curadoria Equipe Itaú Cultural

Consultoria Josivana de Castro Rodrigues

Projeto expográfico Géssica Araújo (assistente), Heloísa Vivanco (terceirizada), Núcleo de Infraestrutura e Produção do Itaú Cultural e Patrícia Gondim

Produção em Belém/PA Geraldinho Magalhães, Marcel Arêde e Viviane Chaves  

SHOWS

Dona Onete - Dias 16 e 17 de março (quinta-feira e sexta-feira), às 20h

Sala Itaú Cultural

Ingressos disponíveis a partir do dia 8 de março, pela INTI

Capacidade: 224 lugares 

Entrada gratuita

Classificação: livre 

Aíla - Dias 18 e 19 de março (sábado, às 20, e domingo, às 19h)

Sala Itaú Cultural

Ingressos disponíveis a partir do dia 8 de março, pela INTI

Capacidade: 224 lugares 

Entrada gratuita

Classificação: livre 

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149 – próximo à estação de metrô Brigadeiro 

Piso térreo 

Ingressos: gratuitos

13.3.23

Elas no Comando abre inscrições a novas artistas

O ano 2 do festival seleciona artistas do Pará que estejam em início de carreira para se apresentar no evento. Podem se inscrever mulheres com composições autorais de todos os gêneros musicais que ainda não tenham gravado álbum e nem participado de festivais de música. As inscrições podem ser feitas até 17 de março, pelo Instagram @ela.snocomando

O Festival Elas no Comando será realizado de 17 a 20 de maio com programação online e presencial em Belém. Ao destacar as profissionais da indústria da cultura, o Elas se propõe a promover diálogos, acolhimento e capacitação de mulheres que atuam nas diversas áreas do setor: da técnica às artistas, da produção à fotografia. Debates, mostra de videoclipes e cinema, oficinas de capacitação, shows, feirinha gastronômica e criativa são algumas das atividades desta edição do projeto, que terá ações em diversos locais da cidade como Vila Container, Casa Soma Cultural e Teatro Gasômetro.

"Trabalhando nos bastidores da música, tive o privilégio de conhecer mulheres incríveis que se dedicam diariamente a conquistar espaço e alcançar maiores oportunidades em seus trabalhos. No entanto, muitas dessas mulheres acabam desistindo de seus sonhos por não receberem o merecido reconhecimento. Foi a partir dessa constatação que surgiu a ideia deste projeto: dar visibilidade às mulheres do meio cultural que lutam por seus objetivos e merecem ser valorizadas", revela Joelle Mesquita, idealizadora do projeto e proprietária da SOMA Música, produtora que trabalha com artistas da cena independente de Belém. 

A nova edição do Elas no Comando apresenta novidades. Além de receber um prêmio em dinheiro, as selecionadas vão se apresentarão dentro da programação do Festival. Outra novidade é a parceria do festival com a União Brasileira de Compositores (UBC), que será responsável pela curadoria do edital Pocket Show 2023, reforçando o compromisso do Elas no Comando em valorizar e apoiar as mulheres na música.

A segunda edição do Elas no Comando foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Pará (Semear), ao lado de nomes como Azuliteral, Daniel ADR, Raidol e Festival Lambateria. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para mais de 75 projetos até 2021, como Manoel Cordeiro, Dona Onete, Pinduca, Felipe Cordeiro e Thaís Badú. 

“Os projetos selecionados por Natura Musical têm o potencial de gerar impacto positivo porque contribuem para que o ecossistema da economia criativa ao seu redor se desenvolva. Os artistas, bandas e projetos de fomento à cena são capazes de reverberar reflexões sociais importantes para o momento que atravessamos”, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.

Serviço

| O quê: Inscrições abertas até dia 17 de março para o edital do Festival Elas no Comando - Ano 2 que vai selecionar novas artistas mulheres do Pará

| Onde: Instagram @ela.snocomando

| Quando: Até 17 de março de 2023

| Quem pode participar: Podem participar artistas mulheres em início de carreira com conteúdo autoral e de todos os gêneros musicais que ainda não tenham gravado álbum e nem participado de festivais de música. 

| Mais em: @soma.musica

28.2.23

Michele Cunha abre mês da mulher com exposição

Colorida e vibrante. Delicada e exuberante. Essa é Michelle Cunha, artista visual, ilustradora, muralista e arte educadora, que a convite do Castanheira Shopping assina a exposição “Mulheres e pássaros: uma jornada fabulosa”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em cartaz entre os dias 2 e 26 de março, no Lounge do 1º piso.

A exposição traz elementos que são característicos de sua obra: pássaros, corujas e figuras femininas. “Eu gosto muito de retratos e crio muitas composições que integram a figura da mulher com a natureza. São mulheres envoltas em plantas e passarinhos, também tenho incluído outras aves, outros bichos”, revela a artista. 

Para além da beleza visual, o trabalho de Michelle Cunha exalta a força do feminino, a nossa cultura e revela o calor alegre e festivo do Pará, com suas cores, fauna e flora, especialmente, os pássaros - presença marcante na obra da artista. A exposição “Mulheres e pássaros: uma jornada fabulosa” conta com trinta obras, sendo vinte delas, ilustrações em papel com técnicas de aquarela, guache e acrílica; e mais dez telas com pintura acrílica em forma de retratos.

Nascida em Marituba e de origem simples, Michelle Cunha vem de uma família formada por mulheres trabalhadoras, que são fonte de inspiração para sua arte. “Tive que romper muitas barreiras. Estudei, mudei de cidade e enfrentei muitos obstáculos para fazer valer minha crença em minha arte”, revela a artista, que sabe da representatividade que tem, principalmente, para meninas e mulheres que desejam enveredar pelos caminhos das artes.

Com os estudos iniciados na Universidade Federal do Pará, Michelle ministrou oficinas, deu aulas até se mudar para Brasília, onde se formou pela Faculdade de Arte Dulcina de Moraes e passou a fazer da arte seu meio de sustento e passou a transitar pela expressão mais clássica, as telas, até a mais urbana, o grafite. 

Foi nessa época que veio um grande reconhecimento em forma de trabalho: a artista teve a oportunidade de ilustrar embalagens de produtos da empresa de cosméticos da Natura, em seguida veio o convite para uma campanha do Bradesco, que culminou com uma participação no programa Encontro, com a então apresentadora Fátima Bernardes. O que todos esses momentos têm em comum? Todos queriam alguém que tivesse raiz na floresta e isso Michelle tem de sobra.

Este ano, o Castanheira Shopping escolheu homenagear as mulheres por meio do trabalho artístico de uma mulher genuinamente paraense. “É muito importante para todos nós valorizarmos a mulher. E mais ainda com uma exposição tão rica e que mostra a essência e a beleza feminina de forma poética. É uma grande satisfação dividir isso com nosso público”, afirma Andréa Rodrigues, executiva do Grupo Líder. 

Serviço

Exposição “Mulheres e pássaros: uma jornada fabulosa”

Período: 2 a 26 de março

Horário: 10h às 22h00

Onde: Lounge 1º piso - Castanheira Shopping - Belém-Pa

Entrada: Gratuita

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa do shopping)

20.2.23

Negras Narrativas Amazônicas prorroga inscrição

Coordenação e participantes do Lab Negras Narrativas
(2021)
O LAB Negras Narrativas Amazônicas prorrogou as inscrições para projetos audiovisuais de cineastas negros da Amazônia Legal até o próximo dia 1º de março no site da Apan.

O laboratório oferece consultorias especializadas aos projetos selecionados com o objetivo de fortalecer as narrativas e reforçar estratégias de inserção e permanência no mercado audiovisual. É um espaço de encontro, voltado ao aprimoramento de projetos audiovisuais de realizadores negros do país. 

Desde 2016, o LAB Negras Narrativas garante aos participantes, palestras e consultorias nas áreas de direção, roteiro e produção, compreendendo toda a cadeia produtiva do audiovisual, com objetivo de criar bases para inserção e permanência de profissionais negros nesse mercado. Em 2023, chega à sua quinta edição nacional e à primeira edição voltada exclusivamente para os realizadores e projetos da Amazônia Legal. 

Destinada aos diferentes gêneros - como ficção, documentário e animação - e formatos - longa e curta-metragem e narrativas seriadas -, ao final da formação, a iniciativa premiará os três melhores projetos com o valor de R$10 mil cada. O laboratório ocorre entre os dias 3 e 8 de abril, em Belém (PA). A realização é da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan) em parceria com o Matapi - Mercado Audiovisual do Norte e a Casa Ninja Amazônia, e apoio por financiamento da Open Society Foundations.

Cronograma

Período de inscrições: até 1º de março;

Laboratório: 3 a 8 de abril.

Serviço

Podem se inscrever realizadores audiovisuais dos nove estados da Amazônia Legal - Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Acessem o regulamento e o formulário de inscrição pelo IG @labnegrasnarrativas (www.instagram.com/labnegrasnarrativas/) ou no site (www.apan.com.br/).

17.2.23

Cervejaria Cabôca faz carnaval temático de salão

Democracia! Sem dúvida, o carnaval é festa para todes, todas e todos os gostos e idades. Tem carnaval para o samba no pé e também rock`n roll. É festa de preto, branco e amarelo. Deixe o preconceito e o mal humor presos naquele armário e vista a sua melhor fantasia. Belém ferve pelas ruas, mas também tem muita festa rolando nos salões. Na cervejaria Cabôca, por exemplo, serão cinco dias de programação, com muitos shows e tem também espaço para as crianças. Inicia nesta sexta-feira, 17, e segue até terça, 21 de fevereiro. São várias atrações, vejam só.

A casa abre às 19h, com DJ Oseias, que faz o esquenta a partir das 19h, trazendo toda a nostalgia dos carnavais de salão. Em seguida, às 20h, tem a apresentação da cantora Olívia Melo, que preparou um repertório só de sambas antigos. E para fechar com chave de ouro entra em cena, a partir das 22h, a Tios Elétricos, banda formada por grandes expressões da música paraense.

Temos Bob Freitas, guitarra e direção musical, Pedrinho Cavalléro, voz, Edvaldo Cavalcante, bateria, e Mário Jorge, baixo, todos com cerca de 40 anos de trajetória e com vasta experiência musical no circuito de bares e casas de shows de Belém. Trazendo um repertório de marchinhas que marcaram uma época e entraram pra história da música brasileira e muito mais, eles não vão deixar ninguém sozinho no salão.

“Vamos celebrar os tempos áureos do carnaval, quando as famílias se reuniam e dançavam com os dois dedinhos pra cima, cantando junto”, diz Pedrinho Cavalléro, artista tem mais de 40 anos de carreira, assim como os demais integrantes, também atuantes e reconhecidos na cena cultural paraense.

Folia segue até terção feira com várias atrações

No sábado, 18, a programação da Cabôca traz a tradicional Roda de Samba de Arthur Espíndola, em edição especial de carnaval. O cantor selecionou sambas clássicos e autorais, além de uma sequência de sambas enredos com a bateria show da Escola de Samba Bole-Bole. A programação inicia como todo sábado, às 14h, com Roguesi, e segue até 02h de domingo, contando com apresentações também de Karen Tavares e Grupo Vem pro Rolê.

No domingo, 19, o tema é Revival Carnaval 90, matando aquela saudade dos trios elétricos pelas ruas de Mosqueiro e Belém, dentro ou fora de época. Axé baiano e pagode pra colocar todo mundo para requebrar! Vale glitter e muito colorido. A programação abre às 17h30, com o DJ Oséas, seguindo com o grupo Cabanagem e Baile Fervô tocando um repertório exclusivo de música dos anos 90.

Na segunda-feira, 20, a dica é para o público mirim. O Bailinho Infantil traz muita música e diversão com dinâmicas lúdicas de musicalização e espaço kids. A turma vai poder se divertir com brinquedos e contar com monitores para que toda a família possa brincar junto no carnaval. A abertura da Brinquedoteca é às 16h30, seguindo com as apresentações do Duo Erê e da Balada Kids.

Fechando a extensa programação, na terça-feira, 21, a festa segue os clássicos da MPB como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Tim Maia, Caetano Veloso e muitos outros, em ritmo de carnaval. O Dj Oséas marca presença na abertura, a partir das 18h. Em seguida tem Iara Mê e banda, às 20h, e encerrando com a Banda Sanatório Geral, formada majoritariamente por mulheres, sob o comando da instrumentista e produtora cultural Carla Cabra, conta também com Flávia Anjos nos vocais, Loba Rodrigues na percussão e Renata Almeida, no violão. 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Sexta-feira, 17 de Fev.

TEMA: os antigos carnavais - marchinhas, sambas antigos e toda a nostalgia dos carnavais de salão.

19h - Dj Oséas

20h Olívia Melo

22h Tios Elétricos (Pedrinho Cavalléro, Mário Jorge, Bob Freitas e Edvaldo Cavalcante)

Sábado, 18 de Fev.

TEMA: Roda de Samba Arthur

Espíndola Edição Carnaval - sambas e sequência de samba enredo com Bole-bole.

14h Roguesi - Voz e Violão

16h Karen Tavares e banda

19h Grupo Vem pro rolê

22h Arthur Espíndola e banda

00h bateria do Bole-bole

Domingo, 19 de Fev.

TEMA: Revival Carnaval 90 – saudades dos trios elétricos

17h30 Dj Oséas

19h Grupo Cabanagem

22h Baile do Fervô

Segunda-feira, 20 de Fev.

TEMA: Bailinho infantil - Marchinhas infantis, dinâmicas lúdicas e espaço kids

16h30 Abertura da Brinquedoteca (brinquedos e monitores para as crianças)

17h30 Duo Erê

19h00 Balada Kids

Terça-feira, 21 de Fev

TEMA: Clássicos da MPB em ritmo de carnaval

18h00 Dj Oséas

20h00 Iara Mê e banda

23h00 Banda Sanatório Geral (Flávia Anjos, Carla Cabral, Renata Almeida e Loba Rodrigues)

Serviço

Carnaval temático da cervejaria Cabôca. Na sexta-feira, 17, a partir das 19h; sábado, 18, a partir das 14h, domingo, 19, a partir das 17h30, segunda-feira, 20, a partir das 16h30 e na terça-feira, 21 de fevereiro, a partir das 18h. Ingresso R$ 35,00 para curtir a programação completa em cada dia de evento. Endereço: Av. Boulevard Castilhos França, 550 – Campina.


10.2.23

Trio Chamote celebra roda de carimbó de Icoaraci

Nem só de marchinhas e samba enredo é feito o carnaval paraense. Neste domingo, 12 de fevereiro, rei Momo abre alas para uma roda de Carimbó de Icoaraci que já é realizada há 23 anos. A proposta é rodar a saia e confraternizar ao som dos ritmos regionais amazônicos. A partir das 20h, no Espaço Coisas de Negro.

Utilizando uma inusitada estrutura instrumental: banjos (corda), flautas(sopros) e bateria (pau), o Trio Chamote conduz a festa. Formado pelos músicos Charles Matos (bateria), Luizinho Lins (banjo amazônico) e Sílvio Barbosa (flautas e sax), pesquisadores da música amazônica, foi no Coisas de Negro que o grupo fez os primeiros ensaios e compôs arranjos de nossas composições autorais.

O Trio Chamote desenvolve um novo “sotaque” musical na música regional paraense, mesclando as células musicais dos ritmos ancestrais amazônicos e incorporando elementos do rock dos anos 60 e do jazz.  O grupo também ganhou repercussão principalmente pela pesquisa de instrumentos feita pelos músicos, inclusive com cerâmica, de onde veio a ideia do nome do trio. 

Para quem não sabe, Chamote é um processo milenar utilizado na fabricação de peças cerâmicas, consiste na reutilização de fragmentos de peças antigas, misturada ao barro natural “novo”, para confecção de novas peças dando-lhes resistência e durabilidade. Conceito transposto ao trabalho sonoro que o grupo faz com os ritmos regionais e seus temas autorais.

Além do trabalho autoral, o grupo faz releituras de ritmos regionais como carimbó, o lundu e outros. Os músicos entendem que a cultura popular na Amazônia sempre esteve entre as que mais se destacam no Brasil, tanto pelo pioneirismo quanto pela rica diversidade de manifestações culturais.

"O carnaval por ser uma manifestações universal é na sua essência um evento multicultural. Todos os ritmos alegres, festivos e vibrantes se encaixam nos dias do Zé Pereira. Nossos ritmos amazônicos em quase toda sua completude possuem esse requisitos, fazendo um carnaval com a nossa alegria, a nossa face do norte", diz Luizinho Lins.  

Para 2023, o grupo foca nas participação em festivais de música e editais para desenvolver novos projetos e explorar os novos caminhos de divulgação na internet. "Estamos trabalhando um novo repertório com músicas no nosso estilo instrumental", conclui o músico. 

Serviço

Trio Chamote comemora 23 anos da Roda de Carimbó de Icoaraci. A partir das 10h, no Espaço Coisas de Nego - Rua Lopo de Castro, entre a 5ª e a 6ª ruas. 

9.2.23

Circuito Mangueirosa com programação no Guamá

Foto: Mangueirosa/Divulgação

Neste sábado, 11, será a vez da criançada pular Carnaval dentro da programação do Circuito Mangueirosa. O evento gratuito será das 9h às 13 horas, na Usina da Paz do Guamá e terá como atrações os DJs Rebarbada e Blue, além de oficina de brinquedos com materiais reciclados e atividades e brincadeiras com arte educadores. 

A programação inicia com o projeto Pipas, que conta com orientações de segurança para as crianças em relação à brincadeira de pipas. O trabalho educativo feito com cartilhas e brincadeiras lúdicas sobre o tema, é uma iniciativa da Equatorial Pará, patrocinadora do Mangueirosa.

Para Michelle Miranda, analista de Sustentabilidade da Equatorial Pará, é importante conscientizar o público infantil sobre os riscos de empinar pipas em lugares indevidos, pois, a brincadeira, que deveria ser saudável, às vezes pode provocar acidentes graves e até fatais. 

“A brincadeira de pipas é uma das mais tradicionais na nossa região. Então, a Equatorial Pará aproveitará o Mangueirosinha para reforçar essa mensagem de segurança aos pequenos, pois muitos ainda desconhecem os riscos de realizar a atividade em áreas próximas a rede elétrica”, explica Michelle. 

Mangueirosa faz esquenta para programação oficial 

Também seguem neste sábado e domingo, 11 e 12 de fevereiro, os ensaios abertos do grupo de percussão Lambadeiros do Trovão, que desfila no Circuito Mangueirosa de Carnaval de Rua de Belém. Os ensaios abertos à população são realizados na Usina da Paz do Guamá (Av. Bernardo Sayão, 4783 - Guamá), das 14h às 17 horas, no sábado, e, das 9h às 12h, no domingo. 

Os Lambadeiros do Trovão surgiram a partir de uma oficina básica de percussão, com o objetivo de ensinar um pouco de música a não-músicos admiradores de música paraense. Com cerca de 30 percussionistas e uma comissão de frente, o grupo desfilou pela primeira vez no Circuito Mangueirosa de 2020 e, após abrir novas vagas, irá comandar o cortejo do bloco Lambateria novamente nesta retomada do Carnaval pós-pandemia. 

Tudo integra o Mangueirosa, projeto que nasceu da união de seis produtoras culturais paraenses (Bloco Filhos de Glande, Lambada Produções, Mea Chuta, Se Rasgum, Tchau, Tchau, Amor e Toma Tua Pisa), com objetivo de revitalizar o Carnaval de rua de Belém ao desfilar, de forma gratuita e acessível, quatro blocos que fazem um passeio pela diversidade musical do estado. A primeira edição do Circuito foi em 2019, quando mais de 40 mil brincantes desfilaram em quatro dias de folia. 

PROGRAMAÇÃO 

MANGUEIROSINHA - 11/02/2023 (Usina da Paz do Guamá) 9h às 13h

9h às 9h30: Teatro de bonecos (Projeto Pipas)

9h30 às 10h: Dinâmica com palhaço (Projeto Pipas) 

10h às 10h40: Oficina de brinquedos com materiais reciclados (p/ 20 crianças) / Colorindo figuras Mangueirosa (para restante das crianças)

10h40h às 11h: INTERVALO

11h às 12h30h: 

- Alongamento (música calminha c/ DJ Rebarbada)

- Caminhada: congelando e voltando (c/ música DJ Rebarbada (música baixinha: Rebarbada) - Jogo da Bola

- Dinâmica Espelho (música animada: DJ Azul)

12h30h às 13h: Dinâmica com tinta (pintura com guache em papel grande + música DJ AZUL) 

Serviço

O quê: Mangueirosinha 

Quando: 11 de fevereiro de 2023 (sábado) 

Hora: De 9h às 13 horas 

Onde: Usina da Paz Guamá (Av. Bernardo Sayão, 4783 - Guamá - 66075-155 - Belém - PA) 

Entrada: gratuita 

Patrocínio: Equatorial Pará via Lei Semear (Fundação Cultural do Pará/Governo do Pará) 

Apoio cultural: Secretaria de Cultura do Estado / Governo do Pará / Prefeitura de Belém / Fumbel 

Realização: Circuito Mangueirosa


(Holofote Virtual no Instagram @holofotevirtual)

3.2.23

"Demarcação Jah" é lançado em versão samba dub

Dona Onete, Ministereo Público Soundsystem, DJ Mam, Zeca Pagodinho, Sônia Guajajara e Felipe Cordeiro no samba dub "Demarcação Jah". O single está disponível nas plataformas digitais pelo selo Sotaque Carregado. "Demarcação Já" é música de Carlos Rennó e Chico César, trabalhada na campanha do Greenpeace Brasil, Instituto Socioambiental e Bem-Te-Vi Diversidade".

Ninguém melhor que Zeca Pagodinho para interpretar a versão samba dub que DJ MAM fez com o Ministério Público Sound System para a canção "Demarcação Já". 

A Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, saúda o Rio de Janeiro, como terra indígena, nessa música que conta ainda com a participação da rainha do carimbó, Dona Onete, e do conterrâneo paraense e amazônida, Felipe Cordeiro. 

Na capa, o histórico personagem de Ziraldo, Tininim, símbolo do projeto Demarcação Já Remix, traz as cores do reggae, estilo popular na Amazônia maranhense, conhecida como a Jamaica brasileira, terra da ministra Sônia Guajajara, que ao demarcar o  Rio com sua fala, recebe também a sua homenagem na música.

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