9.7.15

Rande Frank na Era do Rádio e na do Crowdfunding

É isso mesmo. Temos mais um artista paraense aderindo o sistema de patrocínio coletivo, o chamado crowdfunding. Isso significa que qualquer pessoa pode comprar uma cota de patrocínio disponível no projeto, e os valores patrocinados tem uma recompensa associada. 

Neste caso, “Randeofônico” é um projeto que cria um podcast especial que se remete à época de ouro do rádio e ‘de quebra’ financia o CD do artista -  www.eupatrocino.com.br/randeofonico-vol-i

Randeofônico  Volume I  propõe utilizar a mídia do podcast para gerar quatro programas de rádio, que resgatam uma forma peculiar de produzir programas de rádio, com suas vinhetas, informações, entrevistas, anúncios dos patrocinadores, horóscopos, noticiários jornalísticos, locuções esportivas, hora certa, e, óbvio, música. Saiba mais um pouco aqui: https://www.youtube.com/watch?v=q-fZUrWu_CI

Randeofônico Vol. I é um programa de rádio pré-editado com tudo que um espaço radiofônico livre tem direito, pode ter até momento religioso ecumênico, poesia, dramatizações de textos, enquetes de rua e outras ideias e sugestões de todos que quiserem participar. "Em cada episódio, lanço duas músicas minhas, e lanço também o trabalho de outros autores, em princípio paraenses”, explica Rande Frank. 

No crowdfunding, porém, para um artista alcançar sua meta de patrocínio, é preciso saber vender algo, seja a imagem do artista, o trabalho que ele desenvolve e, mais do que isso, precisa ser inventivo. Você precisa convencer as pessoas de que é interessante de alguma forma te ajudar a realizar um trabalho. Mais do que isso, a pessoa tem que curtir o que vê, ouve ou lê pra querer apostar nele.

A ideia do podcast como moeda de troca para o patrocínio de seu primeiro CD, é muito bacana. O CD é autoral, mais um motivo que se tem para somar aí nesse patrocínio coletivo. “E não é somente um podcast”, dia Rande.  “’É um programa de rádio completo, pensado com toda essa nostalgia, mas recheado com as músicas autorais compostas gravadas em CD, sendo apresentadas na atmosfera radiofônica: é como ouvir o seu disco favorito, mas cheio de extras e no conforto da sua casa”, diz o artista.

Uma nova onda para realizar sonhos

O valor para o Randeofônico Vol. I é de R$ 12.500,00, mas até agora pouco mais de R$ 300,00 foi arrecadado. Rande vai ter que dar uma virada, o período de arrecadação disponível para a meta tem pouco mais que 30 dias para encerrar. É uma contagem regressiva para o tempo mas é progressiva, o que se espera, em volume de reais. Alcançar a meta é um esforço que depende de muitos. 

Há vários outros projetos que buscam recursos de patrocínio desta maneira. Mas as pessoas ainda estão conhecendo este sistema e muitas vezes acabam nem se interessando em saber como funciona. Por isso, contar com apoio de amigos, familiares, fãs e fãs que compartilhem a ideia, conversem com as seus próximos, é fundamental. É preciso explicar como que, com apenas R$ 10,00,  pode-se ajudar um cara a gravar seu CD de músicas autorais.

Precisa de um corpo a corpo. Recentemente o Arraial do Pavulagem conseguiu alcançar sua meta. O apoio de um grupo significativo de fãs garantiu que o Instituto Arraial do Pavulagem realizasse seu último cortejo no domingo, 5 de julho.

O esforço coletivo vinha sendo organizado desde maio, mas quase não conseguiu chegar a sua meta. O penúltimo arrastão, no dia 28 de junho, chegou a ser cancelado dias antes. O Pavulagem não entendia ter milhares de fãs e apenas algumas dezenas de doações, já na reta final do período de arrecadação. A notícia se espalhou e em uma semana, eles bateram a meta. O Pavulagem arrecadou R$ 15,1 mil, vindas de cento e sessenta e três doações. A campanha também foi do site site Eupatrocino.

Além do Eupatrocino existem outros sites de crowndfunding, como Catarse abriga, hoje, entre outros projetos, a da campanha Salve Salve Casarão do Boneco - https://www.catarse.me/pt/salvecasaraodoboneco -, que busca recursos para recuperar o antigo casarão que abriga as atividades do grupo de de vários outros grupos de teatro de Belém, abrindo suas portas para atividades com participação do público. 

A meta do In Bust Teatro com Bonecos, que organiza a campanha em conjunto com outros artistas, é de R$ 60.000. Já arrecadou mais de R$ 1.0000,00, de 19 apoios. Mas o tempo também urge tanto quanto para Rande Frank. Faltam pouco mais de 30 dias também, para que o período encerre.

Porque patrocinar o "Randeofônico Vol. I"

Rande Frank vale o esforço e a atenção dispensada a seu talento, um artista multifacetado, criativo e agregador. Iniciou a carreira musical na década de 90, cantando e tocando violão na noite paraense, com músicas sempre em português. Da cena banquinho e violão ele partiu às bandas “Arcano 19”, “A Decrépita” e “Xamã”.  Liderando os vocais da Banda “Xamã”, ele se popularizou com sua voz e performance marcantes, eletrizando as plateias roqueiras e a nascente tribo regueira que surgiu no fim de 2006 no cenário musical de Belém do Pará.

Produziu, gravou as vozes, e mixou 12 canções do compositor paraense Buscapé Blues e as apresentou ao vivo em shows itinerantes dentro de um ônibus-palco, que cruzou a capital carioca. Estava com a banda “Xuxu e As Kaveiras Barrocas”, com quem também se apresentou no Rock in Rio, no início dos anos 2000. Agora, ele quer a carreira solo.

Como ser patrocinador – Acesse o site www.eupatrocino.com.br/randeofonico-vol-i e lá compre uma das cotas oferecidas no site eupatrocino, elas variam entre R$ 10,00 a R$ 1.000,00. Para cada valor há uma recompensa em produtos e serviços culturais randeofônicos.

Quando o valor necessário para execução do projeto for totalmente arrecadado, e isso tem um prazo definido, os recursos serão transferidos para o proponente, para que execute a sua ideia. Caso, ao final do período de captação, os valores cadastrados não sejam totalmente captados, os patrocinadores receberão o seu dinheiro de volta. É verdade gente, já aconteceu comigo,vale experimentar.

Circuito chega com guitarrada e outros sotaques

Joaquim de Lima Vieira, o Mestre da Guitarrada
Nesta quinta-feira, 9, o programa traz sotaques da fotografia, memória, ilustração,  grafite e música. Em 3 programas, desde que foi lançado pela TV Cultura do Pará (canal 2), em junho,  já abordou e mostrou inúmeros projetos e iniciativas artísticas desenvolvidas em Belém atualmente.  

O Circuito traz como destaque, no programa que será exibido  hoje, a partir das 22h, matéria sobre o novo disco de Mestre Vieira, “Guitarreiro do Mundo”, lançado recentemente com shows em Belém e no Rio de Janeiro. 

Entre abril e junho o Circuito estiveram junto da banda em alguns momentos durante os preparativos para o lançamento do disco. A equipe acompanhou um dos ensaios para o show de lançamento, realizado no Fábrika Stúdio, e foram ao show de lançamento realizado, em Belém, no Tábuas de Maré. Felipe Cortez, repórter e apresentador do programa, ao Aldo de Amanda Campelo, me garantiu que a reportagem ficou legal, vamos conferir.

A noite na telinha ainda promete memória no quadro Vitrine, com a fotógrafa Suely Nascimento, que fala do projeto “Sonoro Diamante Negro”, sua pesquisa sobre as histórias de uma das aparelhagens de som mais tradicionais de Belém.

Vieira se diverte na entrevista com Amanda
No quadro "Galeria", a relação muito especial da ilustradora Aline Folha com o universo feminino e a delicadeza da aquarela. Na "Entrevista", o grafiteiro e artista visual Sebá Tapajós conta histórias de cores, viagens e rios no projeto Street River. E o programa encerra com o videoclipe animado da música Rite of Fire, de Domenico Lancelotti e João Brasil, com direção de Mário Aires.

O programa Circuito vem preenchendo uma lacuna na televisão paraense, de ocupação de conteúdo cultural e artística, indo além do entretenimento puro. Cada um em suas respectivas épocas, também já existiram programas onde se viu e conversou sobre cultura e arte na televisão, todos tendo também em comum terem sido produções da Rede Cultura de Televisão. Inédito toda quinta-feira, 22h, traz as reprises em horários alternativos, na sexta, 19h, e no domingo, 13h, na TV Cultura do Pará (canal 02) e no portalcultura.com.br.

Felipe Cortez e Amanda Campelo
Experimentar e ocupar- Duas ações que se encaixam no conceito do Circuito. Ana Paula Andrade, diretora do programa, explica que o projeto de uma revista cultural, que estava sendo discutida desde o ano passado pela TV Cultura. 

“A ideia era produzir um programa com uma linguagem dinâmica, em que as matérias se conectem entre si, sem a necessidade de um apresentador em estúdio. E a exemplo de outros programas que já fizeram parte da grade da emissora, como “Cultura Paidégua” e “Curta Cultura”, o “Circuito” vai valorizar a produção artística local, mas o enfoque não será apenas factual”.

Felipe Cortez diz que a ideia de experimentar formatos audiovisuais leves, com estética contemporânea e própria a ambiência tecnológica, sempre foi um objetivo de resultado no formato do programa. Dá pra ver um pouco disso, aqui no link com a matéria sobre a Casa da Atriz: Casa da atriz:  https://www.youtube.com/watch?v=VVRws7staFM

Quadro Entrevista com Elaine Arruda, artista visual
(2o programa)
“O Circuito é um espaço com  a missão de ocupar com a Arte a TV e o Portal Cultura”, diz. Ocupação, aliás, é palavra de ordem.  Estão aí as ocupações artísticas que foram pauta do programa  em breve estarão no ar, como o Projeto Circular Campina-Cidade Velha, que há alguns meses tem movimentado o Centro Histórico de Belém ou os tradicionais Arrastões do Pavulagem, que marcam o calendário cultural da Praça da República em junho. Ou ainda, os de empreendimentos culturais, como foi o Boulevarte.

Felipe lembra ainda da ocupação pacífica e organizada pelo movimento Ocupa Solar da Beira / Solar das Artes. “Ação de um coletivo de artistas que chamou a atenção da cidade para o (des)uso daquele prédio”, diz Felipe no texto de apresentação para a estreia do primeiro programa, no dia 25 de julho.

Além da TV - Além de reprises, o “Circuito” também foi pensado para o formato da internet. O programa depois que vai ao ar é “recortado” e os quadros serão disponibilizados na íntegra no Portal Cultura, na página dedicada ao programa - www.portalcultura.com.br/programacircuito . Assim como a agenda cultural foi pensada como interprograma e será exibida no intervalo do programa e durante toda a programação.

“Circuito” tem imagens de André Mardock, Hélio Furtado, Jacob Serruya, edição de Felipe Negídio, Eder Pampolha e Losanski Benur, produção de Marbo Mendonça, Maicon Gomes e Amanda Campelo, e arte de Thiago Conceição. Quem desejar enviar sugestões de pauta pode entrar em contato através do e-mail circuito@portalcultura.com.br.

6.7.15

Banco da Amazônia abre programação dos 73 anos

Agente financeiro de fomento do Governo Federal na região Norte, o Banco da Amazônia elaborou uma programação intensa para celebrar a data, reunindo exposição, ato ecumênico, missa, show, eventos regionais em todas as unidades da Instituição e lançamento de nova campanha publicitária, serviço móbile banking a clientes e presença nas redes sociais.

Integrando a programação comemorativa, será aberta esta segunda-feira, 06,  a exposição “Casa do Caboclo João de Barro” do artista Jocatos, com curadoria do poeta e artista visual de Marcílio Caldas Costa. A mostra ficará aberta ao público até o dia 21 de agosto, de 10h às 16h. O vernisage ocorre às 18h30, no Espaço Cultural Banco da Amazônia, no prédio-sede da instituição, na Presidente Vargas.

Composta de instalação, fotografias e gravuras, a mostra é resultado do projeto “A contemporaneidade das construções na Amazônia: Casa de João de Barro”, resultado da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação, concedida a Jocatos em 2014 pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), atual Centro de Experimentação Artístico e Cultural do Pará (Casa das Artes).

Com o projeto, a ideia do artista foi a de mostrar as mudanças ocorridas ao logo do tempo nas construções das casas dos caboclos da Amazônia. A instalação é a própria Casa do Caboclo João de Barro, uma alusão ao pássaro conhecido por seu característico ninho de barro em forma de forno e que foi tomado como objeto de estudo para a produção artística da exposição.

Na exposição, a Casa torna-se um espaço de expressão cultural, de valorização da identidade, memória e história da cultura do caboclo da Amazônia. Nela, é possível ao visitante encontrar objetos como fogão de barro, jirau, lamparina, pote e poço e, ao circular pelas obras, perceber as mudanças advindas com a contemporaneidade: o jirau deu lugar à pia, a lamparina deu lugar à luz elétrica e, antes, o que era pote, hoje é geladeira.

A exposição de fotografias e gravuras trazem registros da ambientação, dos objetos e utensílios que compõem a Casa do Caboclo João de Barro. “Queremos que as pessoas reflitam sobre esse espaço de mudança que a contemporaneidade traz, além de fazê-las valorizar a identidade, a memória e a história cultural do caboclo amazônida”, diz Jocatos.

Com mostras e premiações artísticas em salões, bienais e acervos em museus locais, nacional e internacional, Jocatos traz nesta nova mostra uma visão inovadora do homem amazônida, valorizando a cultura regional no que ele caracteriza como “a essência do viver o cotidiano de cada indivíduo”.

Show de Toquinho e novidades integram programação

As comemorações tiveram início ontem (5), com a veiculação do segundo comercial da campanha publicitária “Temos o crédito que você precisa”, composta de filme para cinema e TV, este último a ser veiculado em toda a região Norte, e banner para Internet. 

No comercial, é mostrado o Banco movimentando todos os setores da economia, desde a biodiversidade até os grandes investimentos em educação e saúde, disponibilizando o crédito de acordo com a necessidade do cliente.

Na quarta-feira, 8, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, será promovido um show com o cantor Toquinho, um dos mais expressivos artistas da música popular brasileira. Parceiro de outros compositores consagrados da MPB, como Chico Buarque, Vinicius de Moraes e Paulinho da Viola, Toquinho é dono de uma discografia que começou a compor ainda na juventude, na década de 60, quando deu início a sua carreira profissional. 

De “O violão de Toquinho”, seu primeiro LP instrumental gravado, em 1966, até “Quem viver verá”, cd de músicas inéditas lançado em 2011, já são mais de setenta trabalhos registrados fonograficamente e é parte desta produção que o artista mostrará a clientes e parceiros do Banco da Amazônia.

Na quinta-feira, 9, data exata do aniversário, haverá duas celebrações religiosas para marcar a passagem do aniversário do Banco. Às 9 horas, no auditório Rio Amazonas, no prédio-sede, ocorre um Ato Ecumênico, com a participação de representantes dos segmentos católico, judaico, evangélico e espírita. E, às 18 horas, na Basílica de Nazaré, ocorre missa com celebração do Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, com participação especial do Coral Vozes da Amazônia. A celebração será transmitida ao vivo pela TV Nazaré, canal 30. A missa é aberta ao público em geral.

Para o público interno – o Banco emprega mais de três mil trabalhadores – já está sendo veiculado o “Minuto Memória”, uma série especial de comunicações onde são destacadas as principais realizações do Banco ao longo de seus 73 anos de existência. E, ainda, a campanha “Eu Faço Parte Dessa História”, onde os empregados relatam fatos de suas vidas junto à Instituição por meio de textos ou fotografias, que são veiculados nos canais internos de comunicação do Banco.

Já para o público externo a novidade foi o lançamento, nesta semana, do novo canal de atendimento, o Mobile Banking. Com o mote “Tecnologia para movimentar a nossa vida e de nossos clientes”,  com o novo canal é possível o cliente do Banco da Amazônia, com auxilio de seu smartphone ou tablet, verificar o saldo de sua conta, extrato, realizar pagamento de títulos, fazer transferências entre contas, DOC e TED 24 horas por dia, além de localizar o ponto de atendimento mais próximo e obter informações disponíveis no site institucional do Banco.

Outra novidade é a presença do Banco da Amazônia nas redes sociais. Na quarta-feira, 8, os internautas poderão acessar a página oficial da Instituição no Facebook. Por meio do endereço facebook/bancodaamazoniaoficial , é possível ter informações cotidianas sobre as atividades do Banco.

2.7.15

Três histórias pra começar bem as férias de julho

O projeto do Pirão Coletivo “Sábado Tem e Domingo que Vem” – 2ª edição, com patrocínio do Banco da Amazônia, entra em ritmo de despedida. Em cena desde o dia 6 de junho, tendo como espaços o Casarão do Boneco, aos sábados de noite, e a Praça Barão do Rio Branco, aos domingos pela manhã, a iniciativa vem contemplando gente que se deixa enveredar pelo universo cênico das histórias e lendas que povoam o imaginário de nossas infâncias.

Desta vez quem está em cartaz neste sábado, 4 de julho, no Casarão do Boneco, a partir das 19h, é o Coletivo Dirigível de Teatro que contará/encenará três histórias. A partir das 19h, "A dona dos gatos" traz uma mulher que possui 33 gatinhos, dos quais cuida muito bem, mas que um dia eles resolveram cuidar dela também.​​ Em cena, os atores Ana Marceliano e Maycon Douglas.

Em seguida, às 19h30, “Olívia - Um Convite Para o Café” promete uma boa prosa, com o músico Armando Mendonça e o ator manipulador Starllone Souza, nossos contadores, tendo na direção, Anibal Pacha.

Encerrando a noite, já às 20h, o público vai conferir "IssumBoshi – Ou a grande aventura do pequeno samurai contra o temido monstro Oni", inspirado no livro Issum Boshi – O Pequeno Samurai de Lúcia Hiratsuka. O ator Enoque Paulino é quem conta a história que se passa num tempo conhecido como Mukashi. 

Ao nascer tão pequeno quanto um polegar, Issum Boshi tem como sonho maior, engolir o mundo para se tornar grande. Por isso, com as habilidades de samurai que ele acreditava ter, resolve partir mundo a fora sem saber que o destino lhe reservava um grande encontro com o temido e grande monstro Oni. 

Últimas apresentações – No Domingo que Vem, dia 12 de julho, o projeto encerra  com duas contações de histórias e um espetáculo. Tudo na Praça Barão do Rio Branco, onde às 11h terá apresentação do In Bust Teatro com Bonecos, com a contação “O Príncipe, a Lavadeira e o Sapo”, seguida, às 11h30, da Cia. de Teatro Madalenas, que trará a história “Pé de Vento”, com  Leonel Ferreira. Ao meio dia, o Pirão apresenta a Causo Cia. , que apresentará o espetáculo “Pitiú, O Romance”, não percam. Vá e pague quanto puder.

Origem - Formado pelo In Bust Teatro com Bonecos, Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos além de diversos colaboradores, o Pirão Coletivo vem propondo a difusão da produção de grupos de teatro sediados em Belém. Tendo como espaços o Casarão do Boneco, aos sábados, e a Praça Barão do Rio Branco, aos domingos pela manhã, o projeto “Sábado tem e Domingo que vem” é uma das ações do coletivo, que no início deste ano também realizou o projeto independente “Pirão nos Bairros” levando a magia cênica aos bairros do Guamá, Outeiro e Pratinha.

Serviço
Projeto “Sábado Tem e Domingo que Vem, do Pirão Coletivo. Sábado, 4 de julho, a partir das 19h, no Casarão do Boneco – 16 de Novembro, 815. Pague quanto puder. Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro. Mais informações: https://www.facebook.com/piraocoletivo. Fones: 98327.6779 (tim).

30.6.15

Andréa Pinheiro faz show com performance cênica

Paulo José Campos de Melo e Andréa Pinheiro
Foto: Walda Marques
Parceiros musicais há muitos anos, Andréa e Paulo José Campos de Melo apresentam "Tangos, boleros e outros dramas'. A apresentação ocorre nesta quinta-feira (2), a partir das 20h, no palco do Teatro Experimental Waldemar Henrique, com participações de Luiz Pardal, Nego Nelson, Paulo Moura, Jacinto Kahwage, Olivar Barreto, Marcelo Sirotheau e Marcio Farias.

O show, fruto da parceria entre os dois, foi lançado recentemente no XXVIII Festival Internacional de Música do Pará, que celebrou, em junho deste ano, os 120 anos do Instituto Carlos Gomes. Será mais uma oportunidade para quem não viu ou mesmo para rever.

Em "Tangos, boleros e outros dramas", ao lado do pianista Paulo Campos de Melo, Andréa Pinheiro leva um repertório dramático, onde flerta com o teatro, dando às canções um caráter interpretativo. Outros gêneros  musicais também integram o show, como baião, samba, blues, standards, baladas e outros. 

Entre as canções, destacam-se: "Balada para un loco" (Astor Piazzola), "Sou assim", (Toquinho e Guarnieri) e "Quero Mais" (Angela Ro Ro).  Além de Paulo Campos de melo, ao piano, a banda também é formada por Príamo Brandão (baixo) e Edvaldo Cavalcante (bateria).

Parceria - Andréa Pinheiro se destaca no cenário musical paraense por sua versatilidade. Participou de vários festivais nacionais conceituados; cantou por sete anos na Amazônia Jazz Band e hoje é integrante do Trio Lobita e o Quarto Elemento, juntos aos músicos Paulinho Moura, Azarias Cardoso e Tiago Amaral, onde desenvolve um trabalho musical com os gêneros choro, samba, maxixe, polca e baião. 

O pianista Paulo José Campos de Melo, formado pela Escola Superior de Artes de Berlim,  fez carreira fora do país com apresentações em mais de 20 países. Foi Diretor Musical de teatros na Alemanha, Suíça e Áustria. Hoje, atua como Superintendente da Fundação Carlos Gomes e Organista titular da Catedral Metropolitana de Belém, além realizar apresentações como estas em parceria com Andrea Pinheiro..

Serviço
“Tangos, boleros e outros dramas”. Nesta quinta-feira (2), a partir das 22h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas, 645 – Campina). Ingressos: R$ 20 (com meia entrada para estudantes). Informações: (91) 98806.8476. 

Últimas sessões de Santa Pocilga de Misericórdia

O espetáculo Santa Pocilga de Misericórdia encerra a primeira temporada com duas apresentações nesta terça-feira (30), às 18h e 20h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique. A montagem é a última parte da “Trilogia do Armário”, composta por “Ao Vosso Ventre” e “Amém!”, do diretor Kauan Amora. 

Em cena, seis homens encarcerados, que vivem os escombros de suas escolhas ao exercer os desejos mais vis e sagrados. O poeta "Jean", o machão "Marcel", o "Padre" obsceno, o contraditório "Mudinho" e o puto "Companheirinho" são heróis que carregam o peso do mundo nas costas.

De acordo com Amora, ao invés de espetáculo, a montagem é considerada uma oração dos - e para os - desalmados e desencarnados da vida. "Pocilga de Misericórdia é uma santa que se anuncia através de choros e gozos e vem para mostrar que os renegados também rezam, creem, esperam, amam...", explica Kauan, que também assina a encenação.

A dramaturgia é assinada pelo doutorando em Antropologia pela UFPA, Rodrigo Barata, que se inspirou em nomes como Jean Genet, um poeta e ladrão francês, que tem "Un Chant D'Amour" como uma canção de raiva e de sexo.

Santa Pocilga de Misericórdia é um projeto contemplado pela 13ª edição da Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará, em 2014, dentro da área de criação/experimentação teatral. Em dezembro do ano passado, foi feita a primeira aparição de Santa Pocilga, como parte do projeto.

Ficha Técnica

Direção e Encenação: Kauan Amora
Dramaturgia: Rodrigo Barata
Elenco: Allan Jones, Arthur Ribeiro, Gabriel Antunes, Kayo Conká, Paulo Cesar Jr., Renan Coelho e Wan Aleixo.
Fotografia e Arte: Filipe Almeida
Iluminação: Tarik Coelho
Preparação corporal: Allan Jones
Assessoria de Imprensa: Brunno Gustavo

Serviço
Nesta terça-feira, 30 de junho, no Teatro Experimental Waldemar Henrique (Avenida Presidente Vargas, 645 - Praça da República - bairro da Campina - Belém). Duas sessões: 18h e 20h. Ingresso: R$ 20,00 inteira (meia entrada para estudante). Ingressos antecipados: R$ 10,00 (válido apenas para a sessão de 18h) - vendas na loja Ná Figueiredo (Avenida Gentil Bitencourt, 449 - Nazaré). Promoção: Os cinco primeiros casais gays que toparem se beijar no ato da compra dos ingressos pagam R$ 8,00 cada (válido somente para a sessão de 20h). Proibido para menos de 18 anos. Informações: (91) 98337-6369. Fanpage: facebook.com/santapocilga

(texto enviado pela assessoria de imprensa)

26.6.15

Cine Olympia recebe "Mostra de Cinema Português"

A "Mostra de Cinema Português" é um evento realizado pelo Instituto Cultural Amazônia Brasil e faz parte das ações de intercâmbio cultural do projeto "Mostra de Cinema da Amazônia", que desde 2005 amplia a difusão do cinema amazônico para o mundo e traz o cinema contemporâneo mundial para a Amazônia. Anote: de 02 a 08 de julho, no Cinema Olympia, em Belém, com sessão única para cada filme, às 18h30. Entrada franca.

Em dez anos de existência o projeto já circulou por cinco países e mais de vinte cidades apresentando a produção audiovisual amazônica para os mais diferentes públicos. 

Em novembro de 2014 o projeto esteve pela segunda vez em Portugal, desta vez Lisboa, Porto, Coimbra e Góis, onde o público português teve a oportunidade de ver mais de 30 produções amazônicas, entre curtas e médias-metragens, animações e documentários. 

Agora é a vez dos amazônidas entrarem em contato com a recente e premiada produção cinematográfica lusitana, onde serão exibidos seis longas-metragens inéditos no Brasil e de enorme repercussão tanto em Portugal como em festivais internacionais. 

O evento abre as atividades de programações da "VI Mostra de Cinema da Amazônia" que acontecerá em agosto em Belém, Manaus e Rio Branco. O evento conta com o patrocínio exclusivo do Banco da Amazônia.

Programação:

02/07
Cartas a Uma Ditadura
Dir.: Inês de Medeiros
Ano: 2006
Tempo: 60'

Sinopse: Documentário que revisita a memória dos anos do salazarismo através do olhar e testemunho de várias mulheres de diversos extractos sociais, que, em 1958, foram convidadas a manifestar o seu apoio a Salazar em cartas laudatórias, a pretexto da primeira crise que abalou a ditadura, quando da campanha do General Humberto Delgado.

"Cartas a uma Ditadura" desmonta o regime e as suas estratégias de perpetuação. À partir da descoberta de centenas dessas cartas respondidas a uma desconhecida circular de um misterioso Movimento Nacional das Mulheres Portuguesas, e de algumas missivistas ainda vivas entrevistadas, a diretora tenta mostrar o papel feminino nos anos 1950 e 1960, época em que Portugal esteve sob o regime Salazarista. Prêmio de Melhor Filme Português - DocLisboa 2006.

03/07
Alice
Dir.: Marco Martins
Ano: 2005
Tempo: 102’

Sinopse: Passaram 193 dias desde que Alice foi vista pela última vez. Todos os dias Mário, o seu pai, sai de casa e repete o mesmo percurso que fez no dia em que Alice desapareceu. A obsessão de a encontrar leva-o a instalar uma série de câmeras de vídeo que registram o movimento das ruas. No meio de todos aqueles rostos, daquela multidão anônima. Mário procura uma pista, uma ajuda, um sinal… É dos poucos filmes portugueses com boa presença no estrangeiro, sobretudo na França. Melhor Diretor, Melhor Fotografia e Melhor Filme no Festival Mar Del Plata 2006, e Melhor Diretor nos Festivais de Berlim, Las Palmas e Raindance Film Festival 2006.

04/07
Amália
Dir.: Carlos Coelho da Silva
Ano: 2008
Tempo: 127'

Sinopse: Amália é um filme biográfico estrelado por Sandra Barata, Carla Chambel e José Fidalgo. O filme é a primeira biografia ficcionada da lendária fadista Amália Rodrigues. Esta obra cinematográfica foi um projeto de dimensão nacional e internacional que retrata, de forma romanceada e com gravações originais de Amália, um período longo da vida da maior fadista de todos os tempos e figura incontornável da história e cultura portuguesa do século XX.

05/07
Filme do Desassossego
Dir.: João Botelho
Ano: 2010
Tempo: 120'

Sinopse: Um quarto em Lisboa. Um homem sonha e estabelece uma teoria para torná-lo realidade. O filme é baseado em “O Livro do Desassossego", a obra póstuma do escritor português Fernando Pessoa. Ela retrata a solidão do homem através de imagens pitorescas e efeitos dramáticos.

07/07
Linha Vermelha
Dir.: José Filipe Costa
Ano: 2011
Tempo: 81

Sinopse: Em 1975, a equipa de Thomas Harlanfilmou a ocupação da grande herdade da Torre Bela no Ribatejo. Trinta e sete anos depois, Linha Vermelha reencontra os protagonistas do filme e questiona os mitos sobre a ocupação: de que maneira a equipe influenciou os acontecimentos? Que impacto tem hoje o filme sobre a memória da Torre Bela? Melhor filme Português IndieLisboa 2011.

08/07
Lisboetas
Dir.: Sérgio Tréfault
Ano: 2004
Tempo: 101'

Sinopse: Lisboetas é um documentário político sobre a vaga de imigração que mudou Portugal. É o retrato de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irresistível. É uma viagem a uma cidade desconhecida, a um país escondido, a lugares que nunca fomos e que está aqui. É um filme incômodo que deixa muitas questões em aberto - porque é difícil avaliar o quanto tudo mudou e ainda pode mudar.

"No Trono" de volta em temporada no Fórum Landi

Após pouco mais de dois meses longe da cena, o grupo Os Varisteiros, volta em cartaz com o espetáculo "No Trono". Com a vontade e a possibilidade de ficar mais de um final de semana em cartaz, o grupo optou pelo Fórum Landi, espaço administrado pela UFPA, que abre portas para artistas da cidade que tenham vínculo com a Universidade. A temporada começa hoje (26) e segue até domingo, 28 e depois de 3 a 5 de julho, às 19h. Tem ingresso antecipado à preço promocional, leia mais. As fotos são de Pedro Tobias.

O espetáculo “No Trono” é uma livre adaptação da obra “Palácio dos Urubus”, do teatrólogo Ricardo Meirelles. 

O texto entrelaça o nosso momento político com a realidade de um país fictício em declínio, cuja monarquia preocupa-se apenas com os seus próprios interesses, enquanto a população padece, já que o monarca orgulha-se de oferecer circo semanalmente e pão anualmente à população carente de Babaneiralle. 

A obra se passa em um país não tão distante, chefiado por um monarca um tanto excêntrico, onde vive uma população pobre e analfabeta.A corte, decadente, perdera seus bens e até seu palácio real, transferindo-se para a segunda residência mais ”luxuosa” de Babaneiralle: o bordel. A comédia denota o cotidiano do Rei Navarro, revelando suas prioridades e intimidades, seus descasos e o acentuado medo de uma possível conspiração contra o seu império.

"Os Varisteiros optam pelo Fórum Landi partindo de um(a) discurso/ação político(a). Administrado pela UFPA, o Fórum não e o espaço pensado para o teatro, mas pode ser adaptado de acordo com a necessidade, suprindo as lacunas deixadas pelos do poder público para quem quer fazer teatro na cidade. Soma-se a isso a oportunidade de apresentar um espetáculo que traduz diretamente a crise político/economica/social que tanto perdura no nosso pais.

O espetáculo "No Trono" esta sempre em constante adaptação e atualização para cutucar aqueles que se julgam inatingíveis. Que mais do nunca busquemos alternativas político-culturais sem esquecer de debater sobre a atual situação", declara do ator, Raoni Moreira. 

Ingressos - Os ingressos custam R$ 20,00, com meia para estudantes, mas adquiridos com antecedência ficam por R$ 8,00,  é só ligar pra ligue para os fones 91 98058.8940 e 98121.3862. Mais do que ficar dois finais de semana em cartaz, no mesmo espaço (Viva o Fórum Landi), Os Varisteiros quer ver aquilo ali lotado. Por isso vai aqui o alerta pra você se garantir na plateia.

O autor - Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo Meirelles é formado em história pela Universidade de Campos. Tem em seu currículo uma extensa lista de publicações, somando cerca de 10 livros editados e mais de 30 peças escritas.

Talentoso e com reconhecimento internacional, o teatrólogo já conquistou inúmeros prêmios importantes, tanto noBrasil, quanto no exterior. Suas peças já percorreram todos os estados brasileiros e foram premiadas em países como Alemanha, Islândia e Venezuela.

O grupo - O Grupo de Teatro Os Varisteiros nasceu da união dos egressos do Curso Técnico de Formação em Ator (2011) da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará - UFPA, com o intuito de permitir a inserção dos recém-formados atores no celeiro de produção teatral da cidade de Belém. 

Fundado em 2012, fora dos parâmetros da academia, o grupo surgiu possibilitando a estes artistas à atividade criadora de pesquisa e experimentação cênica, as próprias montagens, a descoberta de uma poética de trabalho, a vivência em grupo de teatro e, sobretudo, viabilizando a realização de espetáculos ao grande público paraense.

O grupo possui em seu portfólio os seguintes espetáculos: “No Trono”, uma livre adaptação da obra “Palácio dos Urubus” de Ricardos Meirelles; "Barrela", do dramaturgo Plínio Marcos; “Nó de 4 Pernas” e “Sonho de Uma Noite de Inverno”, ambos do dramaturgo paraense, Nazareno Tourinho.

Ficha Técnica

Dramaturgia: Livre adaptação da obra “O Palácio dos Urubus”, de Ricardo Meirelles
Direção: Os Varisteiros
Adaptação de texto, cenografia, figurino e maquiagem: Os Varisteiros
Iluminação: Paula Nayara
Sonoplastia: Leirson Reis
Assessoria de Imprensa: Laíra Mineiro
Produção: Laíra Mineiro e Bruno Rangel
Teaser e fotografia: Pedro Tobias
Arte gráfica: Rodrigo Cantalicio
Apoio: Luiza Bezerra e Enoque Paulino

Serviço
"No Trono". De 26 a  28 de junho e de 3 a 5 de julho, sempre às 19h, no Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes, 60, em frente a Praça do Carmo). Entrada: 20 reais, com meia para estudantes. Antecipado: R$ 8,00 (contatos: 98058 8940/98121 3862). Classificação: 12 anos.

25.6.15

Pirão traz mais encantamento para o Domingo

De forma bem humorada e cheio de cores, o espetáculo La Fábula é um belo programa pra este domingo, 28, às 11h, na praça Barão do Rio Branco, em frente à praça da igreja da Trindade. A apresentação faz parte do projeto Pirão Coletivo - "Sábado Tem e Domingo que Vem" que, em sua segunda edição, é realizado com incentivo do Edital de Patrocínio do Banco da Amazônia.

Estreando no final de 2011, para marcar as celebrações dos dez anos da Madalenas, o espetáculo propõe um mergulho no universo mágico presente em contos da literatura universal, que, encenados usando como base os fundamentos do teatro de rua, se vale do mundo do ‘faz de conta’ para envolver o espectador na trama que foi apresentada em espaços públicos de Belém do Pará.

O enredo de "La Fábula" se desenvolve em torno da rainha Altiva e seus três súditos. Dom Quixote, o Homem de Lata e o Velho do Saco entram na cena sem perder suas essências, mas estão fora de seus contextos. A ideia, de acordo com a diretora Ester Sá, era trazê-los para o universo da fábula, do imaginário, os deslocando de suas estórias originais.

La Fábula é um espetáculo divertido. Tem rodado o país. Por meio do Prêmio Myrian Muniz de Teatro 2012, categoria Circulação, realizou 13 apresentações em praças públicas de 12 cidades do Pará, Maranhão e Piauí. 

E agora está de volta à cena de Belém neste domingo, 28 de junho, com patrocínio do Banco da Amazônia, que contemplou o projeto do Pirão, um coletivo de teatro que reúne diversos grupos. Até 12 de julho, vários outros espetáculos serão mostrados, divididos assim: Em uma semana, tem programação aos sábados, e na outra, num domingo. 

É assim, alternando dias e horários (no sábado, às 19h, no casarão do Boneco, e no domingo, na Praça barão do Rio Branco, pela manhã), que o projeto “Sábado Tem e Domingo que vem” tem se tornado uma referência da produção teatral da cidade. 

A direção e dramaturgia são assinadas pela atriz, contadora de história e dramaturga, Ester Sá, com coordenação geral de Leonel Ferreira, direção musical de Armando Mendonça, produção executiva de Flavio Furtado e Tainah Fagundes, concepção de figurino de Aníbal Pacha e confecção de Mariléia Aguiar. O elenco conta com Dina Mamede (Rainha Altiva), Gilberto Ganesh (Homem de Lata), Leonel Ferreira (Homem do Saco) e Rodrigo Braga/Cleber Cajun (Dom Quixote). 

Na cena e na luta - No Pará, sem política cultural voltada especificamente ao teatro, o Pirão Coletivo é uma iniciativa audaciosa que surge no início de 2013, realizando por conta própria várias ações na cidade. Em 2014, o projeto foi inscrito no edital do banco do Amazônia, que reconheceu sua relevância, tanto enquanto entretenimento de qualidade para o público quanto para a cena teatral da cidade, sempre com difiucldades de escoar sua produção.

Os espaços em que o projeto é realizado são independentes e abertos públicos, que paga quanto puder para participar da apresentação na sede do In Bust Teatro com Bonecos, que atualmente passa por uma campanha financeira (Salve Salve Casarão do Boneco – no site CATARSE) para realizar seu restauro é um deles, ou na Praça Barão do rio Branco, que já abrigam o projeto desde o início da empreitada, há dois anos.

No sábado, dia 4 de julho, às 19h, no Casarão do Boneco, tem apresentação do grupo Dirigível Coletivo de Teatro e, encerrando a edição, no dia 12 de julho, o público vai ver mais um espetáculo do In Bust Teatro com Bonecos, na Praça Barão do Rio Branco. 

Fazem parte do Pirão Coletivo, os grupos: O Pirão Coletivo é formado pelos grupos: Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos e In Bust Teatro com Bonecos, além de vários colaboradores. 

Ficha Técnica La Fábula
Direção e Dramaturgia: Ester Sá
Elenco: Dina Mamede, Gil Ganesh, Leonel Ferreira, Rodrigo Braga e Cleber Cajun
Direção Musical: Armando Mendonça
Concepção Figurinos e Adereços: Aníbal Pacha
Confecção: Mariléa Aguiar
Produção Executiva: Flavio Furtado e Tainah Fagundes
Coordenação Geral: Leonel Ferreira

Serviço
Programação do projeto Sábado Tem, do Pirão Coletivo: “La Fábula”, às 11h, na Praça Barão do Rio Branco. Pague quanto puder. Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro. Mais informações: https://www.facebook.com/piraocoletivo. Fones: 98327.6779 (tim).

Peça desafia o público a ficar de olhos vendados

Não há cenário, iluminação, figurino ou maquiagem. "Pelos Olhos dela" traz atores que ultrapassam a definição de especiais. O projeto Cena Especial – Teatro Inclusivo estreia sua em Belém de 26 a 28 de junho (sexta a domingo), com entrada franca, às 20h, no auditório da Fibra.

Por Parla Página – Produção de Conteúdos

Escrita e dirigida por Carlos Correia Santos – que é também o criador e coordenador do Cena Especial, a peça “Pelos Olhos Dela” é um convite ao público a mergulhar no universo da cegueira. O desafio dramatúrgico, porém, não estará apenas nas mãos do elenco. Será compartilhado, de forma inclusiva, com o público. 

Quem for assistir a experimentação precisa concordar em ficar os quarenta minutos da encenação completamente vendado. O espectador terá os olhos cobertos na ante sala do espaço de apresentação e, a partir deste momento, será literalmente conduzido para o universo do espetáculo. Espectadores surdos serão os únicos não vendados. Para estes, a produção disponibilizará tradução simultânea em LIBRAS.

Cada sessão receberá o número máximo de 30 pessoas. “Esse é, acima de tudo, um experimento artístico que tem a inclusão como pressuposto. É um sonho que estou realizando ao lado dos lindos participantes do projeto. Queremos falar sobre a cegueira, mas num sentindo muito mais profundo que somente o da deficiência física”, instiga Carlos Correia. O elenco do trabalho é variado. 

A montagem terá no palco pessoas com síndrome de down, autistas, surdos, cegos. Porém, somente suas vozes serão ouvidas ou suas ações serão sentidas, impossibilitando o reconhecimento imagético de supostas deficiências. O Cena Especial – Teatro Inclusivo é um projeto gratuito de extensão da Fibra e recebe pessoas com e sem deficiência, com e sem experiência no teatro.

O PROJETO

O Cena Especial iniciou suas atividades na Fibra em março de 2015, já gerando grande repercussão e despertando a atenção dentro e fora de Belém. O projeto virou pauta em programas de rádios de Brasília dedicados ao tema e ganhou matéria de duas páginas na Revista Reação, mais importante publicação nacional voltada à inclusão. O empreendimento se diferencia por apostar na formação de atores-inclusivos. 

De acordo com Correia, pode ser um ator-inclusivo qualquer pessoa – com ou sem deficiência, com ou sem experiência no teatro – interessado em aprender as particularidades de ser um artista envolvido com a arte educação especial. 

“O ator-inclusivo é, primeiramente, um artista ciente de seu papel como instrumento da inclusão por meio das artes, em particular as cênicas. É um artista preparado para lidar não apenas com as situações gerais do fazer teatral, do mergulho nas exigências do palco, mas uma pessoa capacitada para se comunicar artisticamente explorando as possibilidades múltiplas dos sentidos. E da ausência destes. É um artista que precisa ser hábil a encenar montagens nas quais sejam exploradas a sua própria aptidão sensorial, as aptidões sensoriais de seus colegas de cena e as aptidões sensoriais do público na plateia”, detalha Carlos.

O projeto busca como resultados sempre espetáculos criados para debater aspectos ligados à inclusão. Serão sempre peças em que estarão juntos, em cena, os participantes com e sem deficiência. E a plateia também será sempre convidada a experimentar sensações variadas vividas pelas pessoas com deficiência.  

Podem ser espetáculos encenados na escuridão, como é o caso de “Pelos Olhos Dela”, ou espetáculos encenados sem qualquer som ou fala. Espetáculos que convidem o público a sentir limitações físicas. Espetáculos que mostrem a necessidade que precisamos ter de sempre nos colocar no lugar do outro para, assim, entende-lo e aceitá-lo.

Serviço
Pelos Olhos Dela. Primeiro espetáculo sensorial do projeto Cena Especial – Teatro Inclusivo. De 26 a 28 de junho (sexta a domingo), sempre às 20h, com entrada na franca, no auditório da Fibra (Gentil, 1144, entre Generalíssimo e 14). ATENÇÃO: os espectadores precisam concordar em ficar vendados ao longo de toda a encenação. Lugares limitados.