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| Andreia Dias em Belém, com Juca Culatra e Calibre |
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| Com Arnaldo Antunes |
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| Andreia Dias em Belém, com Juca Culatra e Calibre |
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| Com Arnaldo Antunes |
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| Jungleman |
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| Aíla |
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| Artistas de Belém na escutaria, em abril |
É a primeira vez que o evento acontecerá na região Norte. As edições anteriores foram realizadas em Itabira (MG), mas sempre com a ideia de escutar, trocar e conhecer as práticas artísticas e as realidades da cidade em que chegar. E o resultado desses encontros é que constroem as ações que vão nortear a programação, de uma perspectiva anticolonial.
Guilherme Marques explica que o !PULSA! nasceu de um desejo comum dele e da Andreia de colocar no centro do debate questões sobre colonialidade e a invisibilidade. "Com o !PULSA! a gente quer irrigar imaginários, pensar novos mundos e discutir questões muito estruturais e violentas da nossa sociedade que perpassam sobre corpos subalternizados, sobre ecologia, povos originários e sobre questões de gênero".
Na opinião de Andreia Duarte, o movimento insurgente vem enfrentar visões dominantes como aquela que considera periferia um lugar regional distante do centro, por exemplo. "É uma ideia muitas vezes arraigada e muito limitada. A nossa pergunta é: o que é o centro? não só geográfico, mas centro de conhecimento", indaga. “Não estamos interessados na colonização dos corpos e dos territórios, mas estamos interessados no que já diria Nêgo Bispo: quando o pensamento, o conhecimento e experiências se misturam, se cruzam, outra coisa é gerada, há uma confluência, outra forma de estar no mundo ".
Guilherme lembra ainda que o !PULSA! promove a escutaria para conhecer as práticas, os equipamentos e espaços culturais. Dessa maneira, os movimentos culturais locais apresentam a cidade, contribuindo para formular coletivamente um pensamento curatorial para a atual edição.
Escutarias mergulhadas na produção artística local
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| "Altamira" Foto: Nereu Jr. |
Wlad diz que "sentiu esta competência" em Guilherme e Andreia que conseguiram "cartografar, tanto a infraestrutura como a dinâmica das relações humanas e artísticas para pactuarem as devidas parcerias".
O professor e artista visual Alexandre Sequeira, também convidado para ser um dos articuladores da escutaria, considerou a iniciativa excelente. "Confesso que não lembro de práticas dessa natureza. Participei dos encontros e achei as dinâmicas empregadas muito interessantes enquanto forma de reunir os múltiplos anseios e expectativas apontadas pelas/pelos participantes, opinou.
Para Sequeira, a escutaria reconheceu algumas singularidades do modo como a cultura se organiza em Belém. Ele afirmou que a cena independente local tem gerado há muitos anos ações culturais de grande significado e criticou o que chamou de "miopia seletiva do poder público estadual ou municipal". "Acho que o !PULSA! surge como mais um espaço de exercício dessa pujança cultural que (como poucas outras áreas) promove a imagem da cidade e do estado para além de suas fronteiras", completou.
Sequeira destacou um aspecto nesta cena cultural que são as ações sendo realizadas de modo autônomo. "Não por esses grupos não necessitarem de suporte do poder público, posto que tal suporte se constitui em um dever do estado, mas acima de tudo por reagir ao imobilismo e tornar pública a potência e a diversidade cultural da cidade quase sempre subjugada".
A cidade vai pulsar da periferia ao centro
Nando Lima, na performance "Black Rock"" Estúdio Reator |
Criado em 2009, o Estúdio REATOR, idealizado e conduzido pelo performer Nando Lima, um laboratório de experimentação em plena ação. é uma das iniciativas artístico-culturais que está em diálogo com a curadoria do !PULSA!. "Acho uma atitude lúcida e criativa, uma forma honesta de se relacionar com a produção local", declarou Nando sobre as conexões que o movimento tem realizado em Belém.
"Eu só consigo entender essas práticas e atividades artísticas no aqui e agora, no tempo em que elas acontecem, porém o que sempre enxerguei na minha prática: é que é natural da poética ser dissidente e insurgente, não há novidade, o banal e comum, o ordinário e cotidiano, não salta aos olhos. Talvez o que aconteça nesse momento é que a “superexposição” que é a normativa que se vive agora, exponha mais, um subterrâneo que sempre existiu", refletiu Nando se referindo à proximidade da COP 30 que será realizada em Belém no próximo ano.
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| Elisa Lucinda, em "Parem de falar mal da rotina" |
A 3a edição do !PULSA! Movimento Arte Insurgente é totalmente gratuita, realizada através da Lei de Incentivo Federal, Ministério da Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, e realização das produtoras Olhares instituto cultural e Outra Margem.
Também compõe o corpo de consultores artísticos do !PULSA!, Romário Alves, artista visual e Lívia Conduru, produtora cultural, idealizadora da Bienal das Amazônias. Para acompanhar o desenrolar da programação, conhecer os artistas envolvidos, acompanhem aqui pelo blog e também pelo perfil @pulsamovimento
(Holofote Virtual com colaboração da jornalista Railídia Carvalho)
O TEIA desenvolve trabalhos com temas e histórias sobre a cultura amazônica e seus personagens fictícios ou reais, experimentando as linguagens teatral e audiovisual. Sua primeira montagem foi um espetáculo sobre a vida do ator e cantor Walter Bandeira, em 2018: “Walter Bandeira – Sem Pecado e Sem Perdão”.
Em 2020, o grupo ganhou o edital Preamar de Arte e Cultura através do Governo do Pará/Fundação Cultura do Estado e iniciou uma nova pesquisa, abordando o tema de mulheres nordestinas que migraram para a região da Amazônia no início do século passado. O projeto, por conta da pandemia, mudou de nome e também se tornou unicamente audiovisual.
Antes chamava-se “Maria Retirante” e estava sendo concebido como um espetáculo teatral, mas estreia como curta, intitulado “Alumiá”, que tanto significa iluminar, como também deriva da palavra “Alumiação”, rito que ocorre nos interiores do Pará no dia 02 de novembro, onde centenas de pessoas se dirigem aos cemitérios para cultuar seus antepassados por meio da ornamentação das sepulturas com flores, coroas e velas.
No filme, somos guiados pelas tarefas cotidianas de Antônia, interpretada pela atriz e diretora Iracy Vaz, que em meio aos seus afazeres, se prepara para o dia da Alumiação, tecendo as coroas fúnebres para honrar os seus mortos, mas durante a tarde, recebe duas visitas muito esperadas para uma conversa sobre ancestralidade, trânsitos migratórios, família e força feminina. A equipe conta ainda com as atrizes Pauli Banhos e Andreia Rezende que também assina o figurino, Tarcisio Gabriel e Wan Aleixo nas filmagens, direção de fotografia e edição.
“A minha personagem segue em busca de sua ancestralidade. Ela vai ao encontro da memória de sua linhagem feminina. Essa personagem, na verdade, é arquetípica, pois todos nós deveríamos investigar os feitos das mulheres do passado, seja no âmbito micro, dentro das nossas próprias narrativas familiares, seja no âmbito macro, nas narrativas históricas. Pois, esse protagonismo feminino sempre existiu, mas foi invisibilizado dentro das narrativas oficiais, ou até mesmo, nas narrativas familiaes”, diz ela que também assina o roteiro do curta.
Filmagens foram realizadas em Santo Antônio do Tauá
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| Pauli Baños, Iracy Vaz e Andrea Rezende Foto: Wan Aleixo |
As gravações ocorreram no final de janeiro, na cidade de Santo Antônio do Tauá, escolhida pelo fato de ter sido fundada por migrantes nordestinos. Além disso, a narrativa foi inspirada na história real de duas cearenses que migraram o município paraense no início do século XX.
“Filmamos com uma equipe bem reduzida para não criar aglomeração. A escrita do roteiro do curta já foi pensada para esse contexto de pandemia. Um elenco apenas com três atrizes, uma equipe pequena e a maioria das cenas foram gravadas dentro da nossa própria casa de família”, comenta.
As filmagens, em meio à pandemia, foram realizadas na antiga casa da família de Iracy. Maria Quitéria e Ana Lourenço eram bisavós de Iracy Vaz, diretora e atriz do filme, o que confere ao conteúdo do curta uma dimensão autobiográfica e ancestral.
“Para mim foi muito importante, pois já faz um tempo que tenho compreendido o processo artístico como um processo que traz uma dimensão de cura. E trazer a memória das minhas bisavós por meio das personagens Ana e Quitéria é pra mim um processo de cura de feridas do nosso sistema familiar, da cura das feridas dessas mulheres ancestrais que também reverbera em mim. Esse processo é um diálogo entre arte e processos terapêuticos do sistema familiar”, conclui.
Equipe Técnica
Roteiro e Direção: Iracy Vaz
Elenco: Andreia Rezende, Iracy Vaz e Pauli Banhos
Participação especial: Wan Aleixo
Direção de Fotografia: Gabriel Tantacoisa e Wan Aleixo
Montagem e Edição: Gabriel Tantacoisa
Serviço
O TEIA - Teatro Experimental de Insurgências Amazônicas estreia o curta-metragem Alumiá, projeto contemplado pelo edital Preamar, da Fundação Cultural do Pará. A exibição será neste sábado, 6 de março, às 19h, pelo YouTube do grupo.
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| Catolé e Caraminguás, do In Bust |
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| Ronalda, Andreia e Maíra, as Vampis |
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| "Red Bag", últimas apresentações |
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| Nos tempos da Escola Circo |
| "Como se fosse... " na Casa da Atriz. |
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| Encontro municipal de teatro, no IAP |
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| Fórum Livre reunido em busca de uma política para o teatro |
Parceiro do Reator, o blog tem acompanhado diversas de suas criações. Fiz aqui um apanhado de links, com textos que já foram publicados ou construídos pelo Holofote Virtual, e que também podem ajudar a percorrer as entrelinhas desta história. São textos sobre o show Invento, com Sônia Nascimento, a estreia do espetáculo À Sombra de Dom Quixote, Red Bag, Sweet Batata, entre tantas outras ações de Nando Lima, que partem da pesquisa sobre uma performance tramada à luz e som.![]() |
| Banda Índigo Blues |
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| Só pra dar água na boca (ainda não é o do Gondim) |
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| Pastel de jambú! |