Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta andreia. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta andreia. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

1.11.11

Andreia Dias na Black Soul Samba

Parceira de Tom Zé, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Jorge Mautner, Moreno Veloso, Céu, Tulipa, Marcelo Janeci, e alguns outros, a cantora paulista está de volta a Belém para dar uma prévia do repertório de seu novo disco, que será lançado depois do carnaval de 2012. 

De timbre forte e a presença de palco de Andreia Dias flerta com o melhor da música contemporânea. Em produção de seu terceiro trabalho solo, a cantora apresenta um projeto rico e inédito. Seu disco está sendo gravado em todo o Brasil, de forma itinerante. 

Cada faixa traz sensações dos lugares onde passa como Rio de Janeiro, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracajú, Salvador, Curitiba, e claro, Belém. Intitulado Psicotropical, o projeto tem apoio do circuito FDE (Fora do Eixo) e de amigos.

“Esse ano de 2011 está sendo dedicado exclusivamente a essa viagem e a esse Cd, que deve sair no ano que vem, depois do Carnaval”, informa a cantora. A turnê foi realizada no primeiro semestre deste ano, quando a cantora visitou 10 coletivos do Circuito Fora do Exio. 

O primeiro deles foi o Casarão Florets Sonora, aqui em Belém. “Esse trabalho está muito forte e já temos duas músicas fodas nele. E é muito astral e muito contagiante o que ta rolando por aqui. Dedicação, entusiasmo, companheirismo, entrosamento cultural e intergalático”, relatou Andreia sobre o processo de gravação do CD e sua estadia ao lado dos agentes Paraenses.

Andreia Dias em Belém, com Juca Culatra e Calibre
Com essa iniciativa corajosa e original, Andreia vem trazendo um show na mesma vibração do disco, ou seja, um misto de todas suas influências, do rock ao samba. A ideia é no meio dessa circulação apresentar esse show como forma de interação e aquecimento pro lançamento do Pelos Trópicos/Psicotropical”, adianta. 

No repertório, releituras de Sérgio Sampaio, Zeca Padinho e Itamar Assumpção, além de músicas dos discos Vol 1 e Vol 2. Mais de Andreia - Pelos Trópicos/Psicotropical é o terceiro trabalho solo de Andreia Dias. Antes a cantora gravou os discos Vol 1 e Vol 2, solos que compõem a trilogia “Linfa Ácida”, ainda em construção. 

Ao todo são seis discos gravados, sendo dois com a banda ”Dona Zica”, chamados “Composição” e “Filme Brasileiro”; e mais dois com a banda “Glória”, intitulados “Passarinho” e “Banda Glória convida Cristina Buarque”. 

Ela também participou como convidada nos CDs “Estudando a Bossa” de Tom Zé; “Canta Síncope” de Joãobim, com sua musica “Madrugada”. Andreia abriu ainda a coletânea “Chill Brazil 5” da gravadora Warner.

Com Arnaldo Antunes
No disco de Rômulo Fróes canta a musica “Uva de Caminhão” de Assis Valente. Recentemente participou do CD “Literalmente Loucas” com cantoras cantando Marina Lima, a faixa “Quem é esse rapaz?” foi produzida em Belém por Arthur Kunz. 

Serviço
Black Soul Samba traz Andreia Dias. Nesta sexta-feira, 04, a partir das 21h no bar Palafita (Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas – Cidade Velha). Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (para os primeiros 50 convidados). Informações: (91) 8272 510 / 8413 0861. Mais sobre a Black: www.blacksoulsamba.blogspot.com / 

(Com informações da Casa Fora do Eixo SP e da Black Soul Samba).

11.11.11

Casarão Live com Andreia Dias, Aíla e Jungleman

Jungleman
A festa traz um encontro musical que extrapola fronteiras: a cantora Aíla e a banda Jungleman encontram com a artista paulista Andreia Dias no palco do Café com Arte. É nesta sexta-feira, 11, a partir das 22h. 

A ideia desta edição da festa, organizada pelo Casarão Cultural Floresta Sonora, é reunir artistas que fazem parte da nova geração da música brasileira e que sejam destaque no cenário independente nacional. E os nomes escolhidos fazem jus ao convite. 

Representando bem o Casarão, uma atração nervosa e dançante. Jungleman é formada pelos músicos paraenses Léo Chermont, Rafael Vaz, Dan Bordalo e Júnior Gurgel. A banda opta pelo caminho da experimentação em seu trabalho autoral. O primeiro disco, intitulado com o prório nome do grupo, traz uma intervenção de frequências globais no cotidiano da floresta de concreto que é a capital paraense.

Quem também se apresenta no Casarão Live é a cantora Aíla. Prestes a disparar seu primeiro disco, “Trelêlê”, cuja prévia já foi lançada na internet, a artista tem se destacado no circuito nacional como uma representante da música contemporânea paraense, tendo se apresentado no Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus. 

Aíla
Ao misturar ritmos locais com sonoridades universais, Aíla chama atenção pela autenticidade e ousadia na medida certa. “Eu busco minha identidade misturando referências com sons novos. O meu primeiro disco, que será lançado até dezembro, tem essa pegada”, fala sobre seu trabalho. 

O contrapeso à música paraense fica por conta da paulista Andreia Dias. Conhecida pelas inúmeras parcerias que marcam sua carreira - com nomes como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Andréia já tem vinte anos de estrada e seis discos lançados. A relação com Belém tem se estreitado tanto que, ao que tudo indica, seu próximo trabalho deve vir repleto de parcerias com nomes locais. 

Serviço
Casarão Live – com Aíla Magalhães, Andreia Dias e trio Jungleman. Enquanto a música ao vivo rola solta no palco, os djs Bernando Pinheiro (Baile Tropical), Faca (Quero Causar) Proefx e Roberto Figueredo incendeiam a pista de dança. Nesta sexta-feira, dia 11, no Café com Arte (Rui Barbosa, entre Braz e Av. Nazaré), a partir das 22h. Ingressos: R$ 10 com nome na lista, até às 0h; e R$ 15 sem nome na lista e a partir da meia-noite.

25.9.24

3o !PULSA! em diálogo com movimentos culturais

Artistas de Belém na escutaria, em abril
O !PULSA! Movimento Arte Insurgente será realizado em Belém de 9 a 17 de novembro, mas desde janeiro que a programação vem sendo construída pelas produtoras Olhares Instituto Cultural e Outra Margem por meio de "escutarias", para a qual foram convidados, em abril, artistas e gestores de instituições públicas e privadas locais. 

É a primeira vez que o evento acontecerá na região Norte. As edições anteriores foram realizadas em Itabira (MG), mas sempre com a ideia de escutar, trocar e conhecer as práticas artísticas e as realidades da cidade em que chegar. E o resultado desses encontros é que constroem as ações que vão nortear a programação, de uma perspectiva anticolonial.

Guilherme Marques explica que o !PULSA! nasceu de um desejo comum dele e da Andreia de colocar no centro do debate questões sobre colonialidade e a invisibilidade. "Com o !PULSA! a gente quer irrigar imaginários, pensar novos mundos e discutir questões muito estruturais e violentas da nossa sociedade que perpassam sobre corpos subalternizados, sobre ecologia, povos originários e sobre questões de gênero".

Na opinião de Andreia Duarte, o movimento insurgente vem enfrentar visões dominantes como aquela que considera periferia um lugar regional distante do centro, por exemplo. "É uma ideia muitas vezes arraigada e muito limitada. A nossa pergunta é: o que é o centro? não só geográfico, mas centro de conhecimento", indaga. “Não estamos interessados na colonização dos corpos e dos territórios, mas estamos interessados no que já diria Nêgo Bispo: quando o pensamento, o conhecimento e experiências se misturam, se cruzam, outra coisa é gerada, há uma confluência, outra forma de estar no mundo ". 

Escutar a cidade - artistas, articuladores, gestores, produtores, etc é muito interessante e justo", afirma Wlad Lima, atriz, encenadora, dramaturga e cenógrafa, uma das convidadas para construir a escutaria, em Belém, ao lado de Marcia Kambeba e  Marise Maués.

Guilherme lembra ainda que o !PULSA! promove a escutaria para conhecer as práticas, os equipamentos e espaços culturais. Dessa maneira, os movimentos culturais locais apresentam a cidade, contribuindo para formular coletivamente um pensamento curatorial para a atual edição. 

Escutarias mergulhadas na produção artística local

"Altamira" Foto: Nereu Jr.

Wlad diz que "sentiu esta competência" em Guilherme e Andreia que conseguiram "cartografar, tanto a infraestrutura como a dinâmica das relações humanas e artísticas para pactuarem as devidas parcerias".

O professor e artista visual Alexandre Sequeira, também convidado para ser um dos articuladores da escutaria, considerou a iniciativa excelente. "Confesso que não lembro de práticas dessa natureza. Participei dos encontros e achei as dinâmicas empregadas muito interessantes enquanto forma de reunir os múltiplos anseios e expectativas apontadas pelas/pelos participantes, opinou. 

Para Sequeira, a escutaria reconheceu algumas singularidades do modo como a cultura se organiza em Belém. Ele afirmou que a cena independente local tem gerado há muitos anos ações culturais de grande significado e criticou o que chamou de "miopia seletiva do poder público estadual ou municipal". "Acho que o !PULSA! surge como mais um espaço de exercício dessa pujança cultural que (como poucas outras áreas) promove a imagem da cidade e do estado para além de suas fronteiras", completou.

Sequeira destacou um aspecto nesta cena cultural que são as ações sendo realizadas de modo autônomo. "Não por esses grupos não necessitarem de suporte do poder público, posto que tal suporte se constitui em um dever do estado, mas acima de tudo por reagir ao imobilismo e tornar pública a potência e a diversidade cultural da cidade quase sempre subjugada". 

A cidade vai pulsar da periferia ao centro 

Nando Lima, na performance "Black Rock""
Estúdio Reator
A programação do!PULSA! oferecerá ao público paraense mais de 15 espetáculos teatrais, performances, instalações, várias ações reflexivas, pedagógicas e encontros que se revezam em mais de sete espaços culturais diversos espalhados pela cidade do chamado centro da cidade às práticas culturais existentes nas periferias da capital. 

Criado em 2009, o Estúdio REATOR, idealizado e conduzido pelo performer Nando Lima, um laboratório de experimentação em plena ação. é uma das iniciativas artístico-culturais que está em diálogo com a curadoria do !PULSA!. "Acho uma atitude lúcida e criativa, uma forma honesta de se relacionar com a produção local", declarou Nando sobre as conexões que o movimento tem realizado em Belém. 

"Eu só consigo entender essas práticas e atividades artísticas no aqui e agora, no tempo em que elas acontecem, porém o que sempre enxerguei na minha prática: é que é natural da poética ser dissidente e insurgente, não há novidade, o banal e comum, o ordinário e cotidiano, não salta aos olhos. Talvez o que aconteça nesse momento é que a “superexposição” que é a normativa que se vive agora, exponha mais, um subterrâneo que sempre existiu", refletiu Nando se referindo à proximidade da COP 30 que será realizada em Belém no próximo ano.

Elisa Lucinda, em "Parem de falar mal da rotina"
Além da produção local, a programação também traz espetáculo incríveis de outros estados, entre eles, o monólogo "Parem de Falar Mal da Rotina", com direção de Geovana Pires, texto e encenação de Elisa Lucinda. A peça, em cartaz há mais de duas décadas, aborda a rotina como um reflexo das escolhas individuais. 

A 3a edição do !PULSA! Movimento Arte Insurgente é totalmente gratuita, realizada através da Lei de Incentivo Federal, Ministério da Cultura, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, e realização das produtoras Olhares instituto cultural e Outra Margem.

Também compõe o corpo de consultores artísticos do !PULSA!, Romário Alves, artista visual e Lívia Conduru, produtora cultural, idealizadora da Bienal das Amazônias.  Para acompanhar o desenrolar da programação, conhecer os artistas envolvidos, acompanhem aqui pelo blog e também pelo perfil @pulsamovimento

(Holofote Virtual com colaboração da jornalista Railídia Carvalho)

2.3.21

TEIA lança curta sobre a ancestralidade feminina

Estreia neste sábado, 6, “Alumiá”, curta metragem realizado pelo TEIA - Teatro Experimental de Insurgências Amazônicas –, em coprodução com Wan Aleixo e Gabriel Tantacoisa. O projeto, contemplado pelo edital Preamar, da Fundação Cultural do Pará, será exibido às 19h, com acesso gratuito no canal do YouTube do grupo.

O TEIA desenvolve trabalhos com temas e histórias sobre a cultura amazônica e seus personagens fictícios ou reais, experimentando as linguagens teatral e audiovisual. Sua primeira montagem foi um espetáculo sobre a vida do ator e cantor Walter Bandeira, em 2018: “Walter Bandeira – Sem Pecado e Sem Perdão”. 

Em 2020, o grupo ganhou o edital Preamar de Arte e Cultura através do Governo do Pará/Fundação Cultura do Estado e iniciou uma nova pesquisa, abordando o tema de mulheres nordestinas que migraram para a região da Amazônia no início do século passado. O projeto, por conta da pandemia, mudou de nome e também se tornou unicamente audiovisual. 

Antes chamava-se “Maria Retirante” e estava sendo concebido como um espetáculo teatral, mas estreia como curta, intitulado “Alumiá”, que tanto significa iluminar, como também deriva da palavra “Alumiação”, rito que ocorre nos interiores do Pará no dia 02 de novembro, onde centenas de pessoas se dirigem aos cemitérios para cultuar seus antepassados por meio da ornamentação das sepulturas com flores, coroas e velas. 

No filme, somos guiados pelas tarefas cotidianas de Antônia, interpretada pela atriz e diretora Iracy Vaz, que em meio aos seus afazeres, se prepara para o dia da Alumiação, tecendo as coroas fúnebres para honrar os seus mortos, mas durante a tarde, recebe duas visitas muito esperadas para uma conversa sobre ancestralidade, trânsitos migratórios, família e força feminina. A equipe conta ainda com as atrizes Pauli Banhos e Andreia Rezende que também assina o figurino, Tarcisio Gabriel e Wan Aleixo nas filmagens, direção de fotografia e edição. 

“A minha personagem segue em busca de sua ancestralidade. Ela vai ao encontro da memória de sua linhagem feminina. Essa personagem, na verdade, é arquetípica, pois todos nós deveríamos investigar os feitos das mulheres do passado, seja no âmbito micro, dentro das nossas próprias narrativas familiares, seja no âmbito macro, nas narrativas históricas. Pois, esse protagonismo feminino sempre existiu, mas foi invisibilizado dentro das narrativas oficiais, ou até mesmo, nas narrativas familiaes”, diz ela que também assina o roteiro do curta.

Filmagens foram realizadas em Santo Antônio do Tauá

Pauli Baños, Iracy Vaz e Andrea Rezende
Foto: Wan Aleixo

As gravações ocorreram no final de janeiro, na cidade de Santo Antônio do Tauá, escolhida pelo fato de ter sido fundada por migrantes nordestinos. Além disso, a narrativa foi inspirada na história real de duas cearenses que migraram o município paraense no início do século XX. 

“Filmamos com uma equipe bem reduzida para não criar aglomeração. A escrita do roteiro do curta já foi pensada para esse contexto de pandemia. Um elenco apenas com três atrizes, uma equipe pequena e a maioria das cenas foram gravadas dentro da nossa própria casa de família”, comenta.

As filmagens, em meio à pandemia, foram realizadas na antiga casa da família de Iracy.  Maria Quitéria e Ana Lourenço eram bisavós de Iracy Vaz, diretora e atriz do filme, o que confere ao conteúdo do curta uma dimensão autobiográfica e ancestral. 

“Para mim foi muito importante, pois já faz um tempo que tenho compreendido o processo artístico como um processo que traz uma dimensão de cura. E trazer a memória das minhas bisavós por meio das personagens Ana e Quitéria é pra mim um processo de cura de feridas do nosso sistema familiar, da cura das feridas dessas mulheres ancestrais que também reverbera em mim. Esse processo é um diálogo entre arte e processos terapêuticos do sistema familiar”, conclui.

Equipe Técnica

Roteiro e Direção: Iracy Vaz

Elenco: Andreia Rezende, Iracy Vaz e Pauli Banhos

Participação especial: Wan Aleixo

Direção de Fotografia: Gabriel Tantacoisa e Wan Aleixo

Montagem e Edição: Gabriel Tantacoisa

Serviço

O TEIA - Teatro Experimental de Insurgências Amazônicas estreia o curta-metragem Alumiá, projeto contemplado pelo edital Preamar, da Fundação Cultural do Pará. A exibição será neste sábado, 6 de março, às 19h, pelo YouTube do grupo.

23.3.11

Espetáculos, debate político e cortejo para marcar o Dia do Teatro e do Circo em Belém

Catolé e Caraminguás, do In Bust
 Nos dias que antecedem a comemoração pelo Dia Internacional do Teatro e Nacional do Circo, festejados no próximo domingo, 27, a capital paraense entra em sintonia com o resto do país, onde artistas de todas as regiões estão mobilizados para uma grande manifestação política e artística em prol destas duas linguagens. 

Em Belém tem sessão solene na Câmara dos Vereadores, com debate em torno das políticas públicas, e também cortejo cênico, além de vários espetáculos em cartaz. 

Para o esquenta artístico, nesta quinta-feira, 24, tem projeto Quinta Cultural do Banco da Amazônia, que retorna a programação deste ano, com a apresentação dos Palhaços Trovadores e do In Bust – Teatro com Bonecos. Ambos, respectivamente, mostrarão ao público “O Menor espetáculo da Terra” e “Catolé e Caraminguás”, este último com novidades no elenco.

Os espetáculos correspondem às produções mais recentes dos dois grupos, ambos com mais de 10 anos de atuação. Em O Menor Espetáculo da Terra, Os Palhaços Trovadores mesclam a linguagem do clown e do teatro de formas animadas e ainda ganham direção do bonequeiro e cenógrafo do In Bust, Aníbal Pacha, que aliás também estará em cena no espetáuclo Catolé e Caraminguás. Tudo a partir das 18h30, na sede da instituição (Av. Presidente Vargas), com ingresso 2 kg de alimento não perecível.

Ronalda, Andreia e Maíra, as Vampis
Estreia - Na sexta-feira, 25, tem estreia de espetáculo.

“Prelúdio das Vampis” é uma comédia pra matar a gente de rir, com a impagável Ronalda Salgado em cena, ao lado das também excelentes Andreia Rezende e Maíra Monteiro. 

Juntas elas formam, respectivamente, o trio de vampis Kaliope Rivas, Mary Reggae Apple e Calcúrnia Absalém, três vampiras que apesar da vida eterna não conseguem se manter jovens e buscam a todo custo descobrir a fórmula da juventude.

O espetáculo é da Cia. Tragiocômica, tem texto de Edna Cabral, direção de Cláudio Melo e produção de Zezé Caxiado. No elenco temos ainda André Reis que faz duas personagens, um pastor e um Tuareg, além do menino Luan PInheiro, que é um entregador de bebidas que cai nas garras das vampis. Fica em cartaz de sexta a domingo, no Teatro Cláudio Barradas. Informações pelo 8134.7719.

"Red Bag", últimas apresentações
Sexta e sábado - Outra boa dica é chegar no Estúdio Reator (Trav. 14 de Abril, 1053), na sexta, 25, ou no sábado, 26, para conferir as últimas apresentações (21h30) da temporada de “Red Bag".

Aliás neste final de semana o espaço traz, ainda, um bazar de discos raros que pertencem a ninguém nada menos que Léo Bitar, um dos maiores colecionadores da cidade e autor de diversas trilhas de espetáculos teatrais paraenses.

Mais recentemente ele assinou a trilha de “À Sombra de dom Quixote”, do Coletivo Miasombra, do próprio Red Bag e foi consultor para “Morgue Insano and Cool”, que voltará em breve em cartaz, além do show Invento, da cantora Sônia Nascimento. Informações pelo telefone 8112.8497.

No sábado, 26, o Clube do Livro da Saraiva rende suas homenagens também, trazendo ao público um bate papo sobre teatro e circo em Belém, com participação de Paulo Ricardo Nascimento, da In Bust e Virginia Abasto, do Coletivo Vida de Circo.

A programação conta, ainda, com a performance teatral da Cia. de Teatro Madalenas: Um Anjo em Minha Sala, com o ator Flavio Furtado; Leituras dramáticas das obras de Shakespeare e intervenções com o pessoal do GETEM- Grupo Experimental de Teatro em Miniatura. Mas tem muito mais. Melhores informações: 3241-5878.

Nos tempos da Escola Circo
Domingo – Já no domingo, dia 27, começa com um cortejo sairá da Praça da Trindade, às 9h, em direção à Praça da República, com objetivo de chamar atenção do público para um dos setores artísticos mais produtivos do estado, o teatro, além de apresentar a nova mobilização em torno da arte circense, com o movimento "Vida de Circo”, ao qual desejo vida longa.

Falando nisso, entre 1997 e 2004, subsidiada pela prefeitura de Edmilson Rodrigues, a Escola Circo deu uma gás à arte circense na cidade, além de ser um projeto social relevante para crianças e adolescentes, mas a iniciativa não teve continuidade na gestão que veio depois e ainda permanece no poder, uma pena. Será que o ex-prefeito, eleito agora deputado estadual não se interessaria em rever o projeto?

"Como se fosse... " na Casa da Atriz.
A outra pedida do domingo é à noite, a partir das 20h, na Casa da Atriz, que apresenta “Como se fosse...”, uma celebração ao teatro e ao primeiro ano de intensas atividades do espaço e suas parcerias de amor à arte. 

Inaugurada em abril do ano passado, com o espetáculo A Troca e a Tarefa, que comemorava os 25 anos de carreira da atriz Yeyé Porto, em um ano de atividades a Casa já produziu três espetáculos, sete edições do Curta a Cena – mostra performática, além das Leituras Dramáticas, que acontecem mensalmente.

A encenação deste domingo foi criada pela diretora e professora de teatro Wlad Lima, da ETDUFPA parte do texto de Hudson Andrade, que também está em cena. A idéia é mostrar ao público, o teatro que ele normalmente não vê.

Então dos bastidores à cena, será revelada a intimidade do camarim com suas manias e pequenas mesquinharias, a luz e o cenário, maquiagem, figurinos e as emoções dos atores, algumas contraditórias, outras sufocadas. Todas intensas. O espetáculo conta também com assistência de direção de Yeyé Porto e Leoci Medeiros, que também está no elenco.Informações: 8199.1322.

Encontro municipal de teatro, no IAP
Políticas públicas - Já o esquenta político também começa na quinta-feira, 24, a partir das 15h, quando acontecerá na Câmara dos Vereadores sessão solene em homenagem ao Dia Mundial do Teatro. 

A mesa será formada por representante do Fórum Livre Permanente de Teatro do Pará; da FESAT – Federação de Teatro do Pará e da FACES – Federação de Artes Cênicas Estadual; da Escola de Teatro e Dança da UFPA, UNIPOP, da SEMMA – Secretaria de Meio Ambiente do Município e da FUMBEL –Fundação Cultural de Belém.

A ação é fruto da participação do vereador Marquinho, representante da câmara, no Encontro Municipal de Teatro, que aconteceu logo depois do carnaval, no Instituto de Artes do Pará. O movimento Vida de Circo também estará representado na sessão solene.

Além das devidas homenagens, este será igualmente um momento para se apresentar aos vereadores e demais participantes da sessão, a Carta de Belém redigida no Encontro Municipal, assim como do Projeto de Lei para a criação da Secretaria Municipal de Cultura, uma proposta do próprio vereador.

Fórum Livre reunido em busca de uma política para o teatro
Conselho – Enquanto o novelo municipal começa a se desenrolar, no âmbito estadual a notícia é outra. O Conselho Estadual de Cultura, instrumento democrático empossado em 2010, acaba de ter seu processo anulado pela Secretaria Estadual de Cultura. 

A ação já era esperada, de acordo com alguns articuladores do Fórum Livre Permanente de Teatro do Pará, levando em consideração a forma com que os membros anteriores foram nomeados, bem no final do último governo.

Os novos representantes do poder público, ligados a cultura, inclusive já foram renomeados como se pode conferir aqui . Mas os representantes da sociedade civil deverão passar por um novo e longo processo de inscrição e indicações.

O Fórum de Teatro deve, no entanto, se manifestar, solicitando maiores esclarecimentos, pois como sociedade civil indicou nomes escolhidos em processo democrático, enviando todos os documentos exigidos pelo Edital Público de Convocação vigente, o que exigiu de todos os envolvidos tempo e dedicação, num processo longo, com assembléias e muita discussão.

6.1.15

Reator: mês híbrido e sensorial nas Onze Janelas

O ano começa ousado, com a abertura da Ocupação REATOR, nesta quinta-feira, 8 de janeiro, no Centro Cultural Casa das Onze Janelas. A programação traz ao público um recorte da produção já desenvolvida, em quatro anos de fundação do Estúdio REATOR, um espaço que para além das experimentações, traz vivências sensoriais aos que o frequentam. Nando Lima, fundador do espaço, conversou com o Holofote Virtual e falou mais sobre o pensamento do Reator e da ideia da ocupação.

“O REATOR vai bem obrigado”, me diz Nando Lima, quando pergunto sobre o planejamento para este ano. 

“Estamos começando o ano assim, saindo um pouco de casa, nos expondo”, continua o cenógrafo, diretor teatral e performer paraense, uma das cabeças mais inventivas e criativas que eu conheço no meio artístico paraense, um mestre em se apropriar da solidão e criar, através da performance, uma personagem para melhor se conhecer.

Desde 2010, quando iniciou suas atividades, o Estúdio Reator já foi o "palco" e o laboratório, não importa em que ordem isso acontece, de espetáculos diversos, híbridos, que abraçam várias linguagens - a dança, o teatro, a performance, a música, a instalação sonora, uma exposição fotográfica, a criação de vídeos, projeções, e muitas vezes, isso tudo se mistura, resultando em algo que pode ficar entre o sonho e o irreal, o absurdo e a realidade, mas se concentra em arte, aquela que em seu estado puro, provoca o homem.

Há quatro anos, acreditando na experimentação da performance, na troca artística e sensorial, em produzir coisas que possam mexer um pouco com o marasmo que existe dentro de nós, presos em nossos cotidianos, o Estúdio Reator parece que não coube mais em si, somente ali, localizado na Trav. 14 de Abril, em Belém do Pará.

A ideia da Ocupação Reator, na Casa das Onze Janelas, é levar para um espaço público, a sua própria vivência,  pontuar um pouco do tudo que nestes último anos, artistas que passaram por lá, criaram, colaboraram ou se fundiram com o Reator, como, entre outros, Andreia Rezende, Milton Aires, Pedro Olaia, Leo Bitar, David Matos, Danilo Bracchi, Jeferson Cecim, Sônia Nascimento, Maurício Franco, Marcia Lima, Thiago Ferradaes, Luciana Medeiros, Ana Lobato, Adriana Cruz, Marluce Oliveira, Valeria Andrade, Marcelo Rodrigues, Ana Cláudia e Cristina Costa. Vindos de áreas de diversa, eles se encontram no que seriam os princípios do Reator.

“Começamos a achar algumas identidades possíveis, mostrando nossas performances híbridas e arriscadas, não conformadas e ou debochadas. Repercutimos na cidade, participando de bolsas  de criação artística, ou recebendo alunos da ETDUFPA para visitas, e para além; em frentes como São Paulo, e nos pixels da internet. Além do trabalho do 'ar', que são os encontros para conversas regadas ao vinho e ao pão na 'laje' , de onde tem saído parcerias e projetos.

Para melhor traduzir o clímax do Estúdio, na abertura, dia 8, a partir das 19h, além da instalação, já disponível na ocupação, haverá apresentação de performances e o Bar Reator estará aberto ao público, que vai interagir com trechos de “Red Bad”, performance de Jeferson Cecim, que já esteve mais de uma vez em temporada no Estúdio Reator, sendo depois disso, também apresentada em São Paulo; de Sweet Batata, com Nando Lima e Moon, com Andreia Rezende. Todas estas montadas e apresentadas no Reator.

Depois da abertura da Ocupação, o público será convidado a participar de várias Fusões, que se estenderão até dia 23 de janeiro, último dia da ocupação. Quem estiver ou passar por lá, poderá compreender melhor o espírito do Estúdio Reator, so qual nos fala mais, Nando Lima, na entrevista que segue. Após o bate papo com ele, você tem mais detalhes sobre a programação e links com textos sobre s ações do Reator, que já foram publicados pelo blog.

Holofote Virtual: Nando, qual a ideia principal desta ocupação?

Nando Lima: Essa Ocupação REATOR acontece a partir do convite do Armando Queiroz, para ocupar o Centro Cultural Casa das 11 Janelas, agora em janeiro de 2015. 

O REATOR gera, há 4 anos, performances em progresso, trabalhos assinados individualmente mas cujo os processos de construção admitem e assimilam interferências de outros artistas, e ao serem colocados à publico necessitam interagir,como um pingue-pongue sensorial. Essencialmente a Ocupação REATOR abarca esses trabalhos revigorando as suas interfaces, misturando-os, retroalimentando construtos, relendo-os.

Holofote Virtual: A programação escolhida é tudo o que já passou pelo Reator?

Nando Lima: A programação engloba quase tudo que foi feito no REATOR desde 2010, ano em que abri o Estúdio. A proposta veio em dezembro, a partir de uma conversa com o Armando, o que me deu um tempo curto e por isso quase impossível para produzir os conteúdos, parcerias, mídia, etc, já que vamos abrir a Ocupação REATOR publicamente nesta quinta-feira, 08 de janeiro 2015, às 19h.

Holofote Virtual: Como vem sendo construída a ocupação?

Nando Lima: O programa foi e está sendo discutido com os parceiros com quem costumo trabalhar, em reuniões com as pessoas e longas horas de elaboração das "oficinas".

Fizemos visitas ao espaço da Casa: a sala Valdir Sarubbi, para prospecção; a construção do espaço virtual no Second Life, do ambiente da Ocupação REATOR. Tudo isso vai determinando o que será mostrado, ou o que acontecerá, o que será posto e se instalará: Simbiótica mistura de vídeos, fotografias, objetos e adereços cenográficos, sonoplastias, equipamentos, que constroem um ambiente propício para a convivência e o estímulo entre artistas e público.

Holofote Virtual: Por onde passa a interação com o público?

Nando Lima: Intensamente, a Ocupação REATOR, além de ser um espaço que está aberto a visitação pública, será um lugar de trabalho permanente. De 08 a 23 teremos um "túnel" interativo, com conversas, troca de experiências, exercícios de linguagem. Será um lugar de passagem, mas principalmente, um ambiente de confluências com atmosferas diferenciadas, em permanente alerta ao ato criativo, as subjetividades, a filosofia, ao risco.

Holofote Virtual: O que há de novo em 2015?

Nando Lima: Em fevereiro de 2015 começamos a mostrar a performance "à Sombra dos Homens Ausentes", um trabalho sobre narcisos, espelhos, abraços, e saudades, contando comigo e Dudu Lobato.

Holofote Virtual: Você acha que Belém vem atentando mais para os espaços independentes?

Nando Lima: Eu acho que finalmente estamos percebendo que a liberdade de criação cabe em fortes, potentes, e pequenos frascos, e que essas essências podem ser raras, e que decidimos para quem queremos oferecer.

Holofote Virtual: E o que mais podemos esperar de você em 2015

Nando Lima: "Eu sempre quis muito/ Mesmo que parecesse ser modesto/ Juro que eu não presto/Eu sou muito louco, muito..."  (Caetano Veloso)

Holofote Virtual: Você é massa, massa.... (risos)

Nando Lima: Eu permanentemente estou em estado de criação; fiz 51 anos e descobri que eu adoro ter essa idade, e poder fazer o que me interessa, acordo e rego as plantas, tomo café... e penso: qual é a performance  que vou fazer hoje? Tenho tantos projetos e tantas possibilidades, e melhor: o meio para realizá-los...

Estou fazendo isso neste momento, enquanto escrevo e respondo pra vc; a criação  não "vem" ela é! o cotidiano e suas burrices estão nos cercando o tempo todo... mas há uma dimensão em que as outras coisas vibram... dou um pulo e nessa "vibe"  permaneço.

Veja + detalhes da programação

De 09 a 11 (15h às 19h), tem a FUSÃO 1- MODOS Híbridos vai propor e realizar a gravação, em vídeo, com depoimentos de artistas que passaram pelo REATOR e suas propostas. 

Dirigido e gravado por Ana Lobato e Marcelo Rodrigues, essa atividade acontece de maneira aberta dentro do espaço da Ocupação, e após a gravação, os arquivos de vídeo se incorporarão, ao acervo do Reator que estará sendo mostrado. No dia 10, às 19h, também está o lançamento do filme “Rosalina”, de Ana Lobato.

De 13 a 17 de janeiro, a FUSÃO 2 (15h às 19h) – Casa da Performance convida artistas e outros interessados, a participarem do programa, que focado na performance, dialogará com o público através de interações e exercícios de linguagem; que acontecerão dentro da OCUPAÇÃO REATOR. Os temas debatidos e os exercícios sensoriais vão ser trabalhados durante 4 dias seguidos, de maneira a construir uma performance a ser mostrada no dia 17 de janeiro.

De 20 a 23 de janeiro, a FUSÃO 3 (15h às 19h) traz o  workshop RESOLUME, ministrado por Nando Lima. Ele repassará as noções básicas do Resolume, um programa para interações em performances com vídeo e som, uma prática de Nando, dentro do Estúdio Reator. Ele abordará desde o modo de Construção de "Composições", no programa, até a interação entre som e imagem, chegando ao Clímax, chamada apresentação final.

Para participar da Fusão 2 – Casa da Performance, é necessário se inscrever no dia da abertura da Ocupação, ou baixar o aplicativo do Reator no link  http://apps.appmakr.com/reator1 e se inscrever desde agora através dele.

Anote: Ocupação REATOR. De 8 a 23 de janeiro de 2015, no Centro Cultural Casa das Onze Janelas – Complexo Feliz Lusitânia (Rua Siqueira Mendes, s/n - Cidade Velha, Belém-PA). Realização: Casa das Onze Janelas e Estúdio Reator.

O que já rolou pelo Reator

Parceiro do Reator, o blog tem acompanhado diversas de suas criações. Fiz aqui um apanhado de links, com textos que já foram publicados ou construídos pelo Holofote Virtual, e que também podem ajudar a percorrer as entrelinhas desta história. São textos sobre o show Invento, com Sônia Nascimento, a estreia do espetáculo À Sombra de Dom Quixote, Red Bag, Sweet Batata, entre tantas outras ações de Nando Lima, que partem da pesquisa sobre uma performance tramada à luz e som.

LINKS

Em 2011

Em 2012

Em 2013

Em 2014

22.7.13

Algumas coisas para se divertir nesta semana

A cidade traz programação de cinema, artes visuais, música e teatro que acentuam o clima de férias, mesmo para quem fica na cidade trabalhando, durante a semana. Há coisas pontuais e algumas novidades, que ganham ênfase de segunda a quarta-feira. 

Em sua sétima edição, por exemplo, o Festival Cultura de Verão, realizado pela Funtelpa – Rede Cultura de Comunicação - inicia na segunda, trazendo para o circuito, projetos artísticos experimentais que são apresentados para o público, no Reator - Trav. 14 de Abril, 1053, próx. a Gov. José Malcher. 

Das 17h às 19h, na Laje, o DJ Leo Bitar manda um set list especial para acompanhar o por do sol. No Café Reator, também a partir das 17h, são exibidas produções que estão fora de circulação, de diversos seguimentos, em linguagens de documentário, curta metragem, videodança, videoarte, shows de música.

Nesta segunda há pérolas, iniciando com os vídeos  “Marechave” e “Secreto Coração”, ambos com Alberto Silva Neto e Valéria Andrade, e direção de Kil Abreu (ano 1993) e segue com o inusitado curta “A Balada” (2003), gravando em três ou quatro dias em Belém, tendo no elenco Daniel Gomes, Andreia Rezende, Betty Dopazo, Cláudio Barros, Astrea Lucena e Joseanne Dias, com direção Maurity Serrão.

Também serão exibidos a “Árvore - I e II”, de Paula Sampaio; "NAU", um show musical com Andreia Rezende e Augusto Monteiro, gravado no Cine-Teatro Libero Luxardo, em 1993, com direção e textos de Kil Abreu, cenografia de Nando Lima; iIluminação de David Matos e produção de Luis Carlos Navegantes; e “GoFish – Desfile”, com looks de Maurity Serrão, cabelos e Makup de Uirandê Holanda, realizado em 1996. A noite do Reator vai encerrando, a partir das 20h, na sala de espetáculos, com a apresentação de “Morgue, Insano and Cool”, performance de Nando Lima.

Antropologia
Artes visuais 
Teatro
Música 

Na terça-feira, 23, será aberta a exposição "Paisagens engolidas", que integra a defesa de Mestrado em antropologia da artista canadense Véronique Isabelle. 

Intitulado “Mergulhar nas águas e trilhar o Porto do Sal, o trabalho reúne ensaios sobre um percurso etnográfico”, realizado na Universidade Federal do Pará, sob a orientação do Prof. Dr. Flávio Leonel da Silveira. 

A defesa também é na terça-feira (23/07), na Casa Rosada (R. Siqueira Mendes, 61 - Cidade Velha), às 10h da manhã, onde em seguida será aberta ao público, s exposição, que terá visitação até às 18h, mas somente neste dia. 

A mostra reúne obras produzidas no decorrer dos dois anos de pesquisa da artista no Porto do Sal, onde a arte se apresenta como meio de inserção e imersão em suas paisagens portuárias, representadas em um conjunto de encontros gravados, inscritos, desenhados e pintados, que possuem um caráter documental próprio, testemunham um tempo compartilhado e se configuram como experiência artística singular. 

Segue também, na terça-feira, 23, a Mostra Terruá Pará, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur (Av. Gentil BIttencourt, entre Quintino e Rui Barbosa), com a apresentação dos grupos Som de Pau oco, Cronistas de Rua, Loopicínico, Strobo, Trio Manari e Madame Saatan. Na semana que vem a mostra encerrará com shows da banda Molho Negro, Olivar Barreto, Aila, João Gonçalves e Os populares, de Igarapé Miri, Banda ARK e Felipe Cordeiro. 

Banda Índigo Blues
Ápice - É na quarta-feira. Tem Black Soul Samba, dia 24, com show da banda Índigo Blues, no Palafita (R. Siqueira mendes, Cidade Velha). A entrada é franca das 18h ás 20h e depois cobram o valor de R$ 15,00 (R$ 8,00 pra estudante). O show, com muito rock e blues, começa às 23h.  

No SESC Boulevard (Av. Castilho França, em frente á Estação das Docas), neste mesmo dia, às 19h, tem show da banda Desvairado Jazz, com Cássio Lobato (bateria), Mário Jorge (baixo) e Bob Freitas (guitarra) e participação de Rodrigo Nunes, ao piano. 

Voltando ao Festival Cultura de Verão, no Teatro Cuíra (1º de Março, bem na esquina da Riachuelo), há algumas edições um dos points mais concorridos do festival, vem sendo realizada a programação teatral. Nesta quarta, 24, em cartaz “Ritos”, da atriz Michelle Campos, a partir das 19h. 

Antes, ainda no hall de entrada do Cuíra, Jeferson Cecim faz seu teatro lambe lambe, e nos contempla com uma prévia de Mater Dolores – Desvãos da memória, espetáculo de teatro de caixa premiado com o edital de Teatro de Rua, Funarte 2012, com estreia prevista para setembro. Também às quartas tem programação de cinema no cine Líbero Luxardo, às 19h. 

Pinduca
Os shows, que antes eram apresentados na Praça do Carmo ou no Píer da Casa das Onze Janelas, desta vez, ganharam espaço no anfiteatro São Pedro Nolasco, da Estação das Docas, também às quartas. Em cena Grupo de carimbó Alegria do Cafezal, Boi Malhadinho e Pinduca, encerrando a programação do mês. 


Agora, ocupado com os shows do Festival Cultura de Verão, o anfiteatro da Estação vem sendo atualmente, o espaço de referência para estas iniciativas. À exemplo, foram realizados ali, entre outros, os shows de Tulipa Ruiz, Siba e Márcia de Castro, pelo programa Natura Musical. 

Diversos outros artistas se apresentaram em três dias de programação do Conexão Belém, no mês de junho, mais recentemente rolou a programação musical do Festival Movimento HotSpot Belém, com Luê, Gang do Eletro, Strobo, Allan Carvalho e DJ Jaloo. 

Para saber mais sobre agenda e notícias da cena cultural em Belém do Pará, acesse também o Guiart, o Gotazkaen Estúdio, a agenda do Cultura Pará e o próprio Holofote Virtual, no Facebook, e ainda o Pará Música, o Portal Cultura e o blog do SESC Boulevard

26.4.11

Prelúdio das Vampis volta em cartaz no cine-teatro Líbero Luxardo

Todo mundo está acostumado a ir no Líbero Luxardo para ver cinema, claro. Mas desde que foi criado, o espaço é chamado de cine-teatro. Por tanto, é lá que entra em cena, nesta quarta-feira, 27, o espetáuclo das três vampis que amam a juventude. Não perca!

Prelúdio estreou mesmo em março, ficando em  cartaz no Teatro Cláudio Barradas. Desta vez serão quatro apresentações desta quarta, 27 a sexta-feira,  29, às 21h e no sábado, 30, às 21h30. Haveria, sim, uma quinta apresentação no domingo, dia 1º de maio, mas foi adiada.

No palco do Cine-Teatro Líbero Luxardo, no Centur, o espetáculo ganhou novos ares. “Ontem ensaiamos lá  e a impressão é que por causa desta mudança de palco, é outro espetáculo, com novas movimetnações em cena. Quem for vê-lo novamente, vai perceber isso”, diz a atriz Andreia Rezende que interpreta a vampi Mary Happy Reggae.

Mary, Calcúrnia Absalém (Maíra Monteiro) e Kaliope Rivas (Ronalda Salgado), ao lado de André Reis (Pastor Erimateu e Fausen Raian) e de Luan Pinheiro (o entregador de bebidas), prometem arrancar boas gargalhadas do público. 

A montagem da Companhia Tragicômica tem patrocínio da Yamada por meio da lei Semear, com produção de Zezé Caxiado, direção de Cláudio Melo e texto original da escritora paraense Edna Cabral. Na história, Calcúrnia, Mary Happy e Kaliope, já com seus três séculos de vida eterna, não deixam que ninguém saiba a idade real delas e cuidam-se para parecerem cada vez mais novas. 

No entanto, a “maldição” de viver para sempre é também uma constante ameaça à beleza, por isso, elas não se cansam de ir em busca de um elixir milagroso. Para conseguir o que querem, elas aprontam muito e acabam cometendo alguns delitos, como aprisionar os meninos que entregam mercadorias à domicílio, para deles obter  o sumo da juventude. Mas não espere ver sangue, mordidas em pescoço. Estas vampis são mais modernas e reais do que você imagina.

No desenrolar da trama, a mais sofisticada, Calcúrnia, de estilo anos 50, está recebendo suas amigas em casa para uma festinha. Kalíope, modelão Tecnomelody, é a primeira a chegar e sente logo que algo está estranho. Esperta, ela inicia logo uma investigação dentro do apartamento da amiga. 

As duas são interrompidas por um estranho visitante, o Pastor Erimateu, que não será bem
vindo e acabará com um final que poderia ser cômico se não fosse trágico. Tudo porque ele começa, sem saber com quem estava se metendo, a pregar a palavra de deus contra as vampis.

A confusão aumenta quando entra em cena a transloucada Mary Reggae, encarnando o tipo anos 70, armada com muitos incensos, e dando o clima da cena. É ela quem traz para a festa um velho amigo Tuareg que, apesar de ser bem vindo, está por acabar com a festa.

O espetáculo traz momentos de extrema comicidade, que é enfatizada pela atmosfera misteriosa realçada pela cenografia criada por Nando Lima, e pelos figurinos que abusam de perucas de vários estilos e a trilha sonora, que marca a época de cada uma das personagens. É diversão garantida.

Prelúdio das Vampis é o terceiro espetáculo dirigido por Cláudio Melo, ator que há 20 anos vem atuando na cena teatral de Belém. Ele conta que ao entrar em contato com o texto de Edna Cabral, escrito nos anos 80, percebeu de imediato um elo com a contemporaneidade ao abordar o tema da busca da juventude.

“Estamos contando a história de três vampiras que vivem há mais de 300 anos, mas é também algo que vemos nos dias de hoje, principalmente entre as mulheres, sempre dispostas a experimentar fórmulas milagrosas, oferecidas pela indústria da beleza”.

As três vampis são amigas de longa data e põe longa nisso, afinal são três séculos de convivência e não por acaso elas brigam o tempo todo. E é aí que reside boa parte do humor que o texto traz, segundo o diretor.

Ficha Técnica

Texto: Edna Cabral
Direção: Cláudio Melo
Cenografia: Nando Lima
Concepção de Sonoplastia: Cláudio Melo
Produção: Zezé Caxiado
Maquiagem: Luiz Gonzaga
Contra-Regra: Lu Silva
Operador de luz: Thiago Ferradaes
Operador de som: Lucas Salgado
Divulgação e fotos: Luciana Medeiros
Arte: Júlio Cristóvão

Elenco

Maíra Monteiro - Calcúrnia Absalém
Ronalda Salgado - Kaliope Rivas
Andreia Rezende - Mary Reggae Apple
Luan Pinheiro - Entregador
André Reis - Pastor Arimateu e Fausen Raian
Patrocínio - Lei Semear - Y Yamada
Apoio Cultural: Escolas de Danças Clara Pinto.

Serviço
Prelúdio das Vampis. Em cartaz nos dias 27 a 29, às 21h e no sábado, dia 30, excepcionalmente, às 21h30. No cine-teatro Líbero Luxardo do Centur (ao lado do teatro Margarida Schivasappa) - Av. Gentil Bittencourt, entre Rui Barbosa e Quintino. Ingresso: R$ 10,00 com meia entrada para estudantes. Indicação 16 anos. Patrocínio: Lojas Yamada, por meio da Lei Semear. Apoio cultural: Escola de Dança Clara Pinto. Mais informações: 8146.6560 e 8134.7719.

30.4.11

Um bom papo regado a cerveja gelada e peixe frito

Só pra dar água na boca (ainda não é o do Gondim)
A Quinta do Peixe está de volta em novo endereço. A notícia foi comemorada, ao ser recebida via internet, principalmente por quem já estava acostumado e sentindo falta dela, que se tronou  uma ocasião propícia ao encontro com os amigos  para bater um papo, enquanto saboreia-se um peixinho frito, na Cidade Velha, onde funcionava, no bar Gabi.

Frequentada por artistas, jornalistas, publicitários, poetas e músicos, além de todos aqueles que gostam de um bom papo molhado, a Quinta do Peixe, comandada pelo ator, diretor, documentarista e jornalista José Carlos Gondim, retoma suas atividades à beira do óleo borbulhante, na próxima semana. 

Tudo será como antes, mas em novo endereço, no Bar e Restaurante Dom Câmara. E quem quiser ir conferir, nem precisa esperar, pode dar o esquenta desde já,pois espaço inaugurou, nesta sexta-feira, 29 de abril.

Parceria entre Andréa Holanda, André Câmara Rezende e Gondim, o bar está só inaugurando. Vai abrir para almoço e das 17h à meia noite. De acordo com os sócios, este será só o começo e muito ainda está por vir.

“Vai ficar melhor a cada dia, podem crer! É um novo espaço que estamos montando, procurando manter o clima de encontro e de papos entre amigos que tínhamos lá no Gabi, na Cidade Velha”, diz Gomdim em convite enviado pela internet para um grupo de amigos.

De acordo com ele, o Dom Câmara oferece “comidinhas variadas (principalmente aquele peixinho frito, especialidade regional) e cerveja geladinha (com certeza!!)”. Gondim informa que volta também “aquele caldinho especialidade da casa acompanhando a dourada frita”, descreve.

Pastel de jambú!
Boa vizinhança - Indico. Mais ainda aos que gostam de freqüentar circuitos  do tipo boêmio e musical, em Belém. O Dom Câmara fica na mesma quadra que o Espaço Boiúna, mais conhecido como Bar do Mário, em endereço contrário, na Pariquis, entre Padre Eutíquio e Apinagés.

O bar é freqüentado principalmente, por músicos e cantores como Vital Lima, Pedrinho Callado, Andreia Pinheiro, Floriano, Elton Brandão, Delcley Machado, Toninho Abenatar e Marcelo Pyrul, entre tantos outros. Música ao vivo, garantida. Além disso, o Boiúna está participando do concurso Comida di Boteco, com uma porção de pastéis que trazem como recheio, simplesmente, o jambú, típico da culinária paraense. O “Jambúiuna” é uma delícia!

Como deu para perceber, estamos cercados. De um lado pelo peixe frito especialidade da casa e no outro, por estes maravilhosos pasteizinhos (fritinhos e sequinhos, no ponto!). Ai, ai, se abrir mais um bar por ali, com cardápio deste gênero, vou achar que está se configurando um novo Triângulo das Bermudas, em Belém, só que desta vez, gastronômico. O anterior, nos anos 1990, compreendia o Bar Degrau, o Manga Café e o Bar Café Cosanostra (ainda na ativa), na Trav. Beijamim, entre Braz de Aguiar e Gentil. Lembram? Alguns não, imagino. Quem caia lá, se perdia, não tinha jeito (rs).

Serviço
Restaurante e Bar Dom Câmara. Rua Pariquis, 1512 (esq. com Apinagés). Das 11h às 15h para almoço, bufê de comida caseira. Das 17h até 24h, barzinho. Tels.: (91) 3223-3846 / 8115-1171 / 9608-6281.