7.5.10

ABDeC-Pa divulga resultado de sua primeira Mostra

Encerrada na sexta-feira, dia 30 de abril, a 1a Mostra da ABDeC-Pará contemplou 06 filmes que integrarão o DVD resultante do projeto.

"Seu Didico. Paraense Velho Macho" de Chico Carneiro, "Mulheres de 20" de Ivan Oliveira, "O antigo e o novo", de Célia Maracajá, "Para todas as Horas" de José Arnaud, "O Negro no Pará" de Afonso Gallindo, e "O Mundo de Célia" direção coletiva, foram os filmes mais votados pelo público que compareceram à Mostra durante uma semana.

Pensada em parceria com a ABD Nacional, a Mostra da ABDeC-Pará foi a primeira a ser realizada no país. Agora os filmes selecionados serão distribuídos através de um DVD, que as ABDs de todas as capitais brasileiras e do Distrito Federal vão receber e exibir em seus respectivos pontos de exibição.

Além das ABDs, o resultado da Mostra ABDeC-Pa também vai circular em municípios paraenses como Parauapebas e Marabá, entre outros.

A partir de agora as demais ABDs do país darão continuidade as suas Mostras e os resultados também serão enviados para ABDeC-Pa que vai exibir esses filmes em seu ponto de exibição, o Cineclube Pedro Veriano, na Casa da Linguagem.

Fonte: ABDeC-PA

6.5.10

Debate sobre o ProCultura em Belém será no dia 14 de maio

O debate sobre o Pro-Cultura, em Belém, não vai mais acontecer nesta sexta-feira, 07, no Centur, como chegou a ser confirmado pelos organizadores.


Na foto, o debate, em Salvador

O encontro foi adiado para o dia 14 de maio. Mas o local, a hora e a vinda da deputada federal Alice Portugal, relatora da lei, não estão definidos.

O objetivo do encontro é discutir e receber propostas e contribuições do público interessado, para o aperfeiçoamento do Projeto de Lei enviado pelo Ministério da Cultura (Minc) ao Congresso Nacional que institui o ProCultura, trazendo inúmeras mudanças para a Lei Rouanet.

Os debates vem acontecendo em todas as regiões do país, promovidos pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados. No final de abril, a reunião aconteceu em Salvador e lotou o Teatro São Cristóvão.

Para o ministro Juca Ferreira, que esteve no encontro, o ProCultura traz modificações que possibilitam a projetos culturais, sem apelo de mercado, mais acesso a recursos públicos.

Com o ProCultura, haverá uma inversão: 20% do financiamento será via renúncia, e 80% se dará pelo orçamento do Ministério. O ministro criticou o fato de grande parte do empresariado brasileiro não investir em cultura. “Precisamos desprivatizar o Estado. O Ministério não é contra a parceria público-privada. Temos interesse em fazer uma parceria”, destacou.

Para a deputada federal Alice Portugal, além de descentralizar recursos com critérios públicos, o ProCultura “modifica o espírito da Lei Rouanet, que finge que a iniciativa privada investe em cultura, mas a maioria do recurso é público”.

Fonte: leia toda a matéria
de cobertura do evento,
em Salvador, na página
da Agência de Notícias de Sergipe.

5.5.10

“Taobonitodetaofeio” reforça elenco e desafia o público em nova temporada

O espetáculo estreou no ano passado e fez temporada no espaço Cuíra.

Nesta sexta-feira, volta à cena, no Teatro Universitário Cláudia Barradas, com uma novidade que desafiará público e elenco.

Em cada noite, “Taobonitodetaofeio” será montado com uma nova composição de elenco para a execução de diferentes cenas, no melhor estilo coringa.

Esta foi a maneira que a Companhia de Investigação Cênica encontrou de oferecer experiências únicas para o público e preparar o seu elenco para as temporadas fora da cidade, que demandam composições flexíveis e diversificadas de elenco, testando, assim, as possibilidades dos bailarinos-intérpretes.

Nesta temporada contionuam em cena, as atrizes Alessandra Nogueira (Palhaços Trovadores), France Moura, Marluce Oliveira (Dramática Companhia) e Natalia Simão. E também, os atores Ícaro Gaya e Danilo Bracchi.

Mas chegam para reforçar o elenco, o ator Milton Aires (Usina Contemporânea) e o bailarino Breno Jhullyan, selecionado pelo projeto Conexão Dança (FUNARTE 2009 e SECULT/PA 2009), que veio de Itaituba, cidade da região da Transamazônica, para realizar estágio de aperfeiçoamento técnico com a Companhia.

“Taobonitodetaofeio” coloca em cena, questões como: o que é belo e o que é feio; se o espectador, com o olhar mais livre que o ator, pode gostar do que é chocante e horrendo; ou se a beleza e a feiúra estão nas coisas ou nos olhos de quem as vê, são levantadas no decorrer da apresentação.

As perguntas também foram utilizadas no processo de experimentação do grupo, resultando numa dramaturgia fragmentária, dinamizada por um desfile de imagens que revelam padrões estéticos do cotidiano, percepções de indivíduos sobre si e o outro e o universo de sensações daí decorrentes.

Contemplado com o Prêmio Klaus Vianna da Funarte e patrocinado pela Petrobras (2008), “Taobonitodetaofeio” é a segunda montagem da Companhia de Investigação Cênica. A trilha sonora original é composta pelo músico Leonardo Venturieri, diretor musical.



A montagem contou com a consultoria dramatúrgica de Wlad Lima, a concepção de figurino e adereço, de Aníbal Pacha,.

O design de máscaras é de Maurício Franco e a cenografia, a arte gráfica e a animação (Second Life) é de Nando Lima.

Dedicado ao bailarino, ator, diretor e coreógrafo Ronald Bergman, um dos grandes nomes da Dança na Amazônia, o espetáculo dialoga com o teatro, a dança e a música e assim faz suas críticas às estéticas do corpo no mundo moderno.

Serviço
Taobonitodetaofeio. De volta em cartaz nos dias 7, 8, 9, 14, 15 e 16 de maio de 2010, no Teatro Experimental Universitário Cláudio Barradas, da Universidade Federal do Pará. D. Romualdo de Seixas, 546, com Jerônimo Pimentel. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).

4.5.10

Olivar Barreto traz de volta o show "Uma Rosa para Noel"

Compositor faria 100 anos em 2010

Ele foi imortalizado pelos versos que deixou. “Quando eu morrer, não quero choro nem vela, quero uma fita amarela ...” e “Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou? ...”.

Ó desenho é de Felipe Vellozo

E ainda com “O mundo me condena, e ninguém tem pena. Falando sempre mal do meu nome. Deixando de saber se eu vou morrer de sede. Ou se vou morrer de fome”, entre tantos outros que, se fosse enumerá-los aqui, não sobraria mais espaço para escrever esta boa notícia.

O compositor Noel Rosa, que completará centenário de nascimento no dia 11 de dezembro deste ano, já começa a receber homenagens pelo Brasil, mais especificamente, nesta quinta-feira, em Belém do Pará, a partir das 20h30, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur.

O interprete que o homenageia, e nos dá esta mesma oportunidade, é Olivar Barreto, o mesmo que, em 1996, fez exatamente este show, “Uma Rosa para Noel”, e levou ao Projeto Uma Quarta de Música o maior público já registrado naquele ano no Teatro Margarida Schivasappa.

Nesta quinta-feira, 06, “Uma Rosa para Noel” volta à cena, melhor, com certeza.

Pesquisador da música popular brasileira, Olivar faz uma viagem musical pela obra desse ilustre compositor que, “até os dias de hoje, nos preenche com melodias e letras geniais”.

Não faltarão no repertório, preciosidades como “Conversa de botequim”, “Palpite infeliz”, “Três apitos”, “O X do problema”, “Coisas nossas” e “Feitio de oração”.

Além disso, Olivar Barreto será acompanhado por um grupo de onze músicos e contará com as participações de Alba Maria, Andréa Pinheiro, Ester Sá e Hélio Rubens. Quem sabe a bilheteria bate outro record? O ingresso custa apenas R$ 10,00.

"Invasão Beto Brant" ganha parceria do Cepepo e da UFPA

São três dias de exibição. Na tela, filmes do cineasta paulista Beto Brant, que ainda este ano começa a rodar seu novo longa metragem no Pará, no município de Santarém.

Em sua última estadia em Belém, no final de março, Brant conversou com técnicos de cinema e fez contato com atores que possivelmente integrarão o elenco do filme.

Também fez parcerias, uma delas com o Inovacine, projeto cineclubista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará - a Fapespa. Em itinerância por municípios paraenses, o projeto já esteve em Bragança. Até o final deste mês chegará a Altamira e Marabá. Mas inicia antes, nesta quarta-feira, 05, mais uma jornada em Belém, no bairro do Guamá.

Intitulada "Invasão Beto Brant", a programação vai ocupar o Espaço Cultural da ONG Nossa Biblioteca, uma das beneficiadas pelo Programa Cine Mais Cultura do Governo Federal.

No início de abril, em parceria com a UFPA e o CEPEPO, entidade que atua no bairro há mais de 30 anos, foi fundando o Cine Guamá, que tem como objetivo promover, através do cinema, a integração da Universidade com os movimentos sociais, gerando benefícios para os moradores do bairro, uma população com cerca de 200 mil moradores.

O Inovacine chega para somar a este projeto e realizará uma oficina de Formação Cineclubista e sessões de cinema seguidas de diálogos sobre os filmes projetados.

“Nossa intenção é formar pessoas que dêem seguimento a estes tipos de ações no cinema que está sendo fundando”, diz Francisco Weyl, um dos coordenadores do projeto.

Estão na programação os longas: “O Invasor” , de 2001, “Crime delicado”, de 2005, e “Cão sem dono, de 2007 (Na foto que ilustra esta matéria, uma das cenas do filme)”.

Beto Brant é formado pela FAAP. Em 1987 começou fazendo vídeos-clipe para os Titãs e curtas-metragens, que foram premiados, e lhe deram reconhecimento. e projeção internacional.

Invasão Beto Brant
  • Período: 5, 6 e 7 de maio
  • Horário: 14h às 18h
  • Carga horária da Oficina: 12 horas
  • Número de participantes: 20 alunos
  • Púbico-Alvo: interessados em desenvolver práticas cineclubistas e a comunidade em geral
Filmes
  • 05 de maio: “O Invasor” (Beto Brant)
  • 06 de maio: “Crime delicado” (Beto Brant)
  • 07 de maio: “Cão sem dono” (Beto Brant e Renato Ciasca)

Serviço
“Invasão Beto Brant” na UFPA. Oficina de Formação Cineclubista e sessões de exibição, de 14h às 18h. No Espaço Cultural da ONG Nossa Biblioteca – Passagem 25 de junho entre Barão de Igarapé Miri e 3 de outubro – Guamá. Inscrições::lucianebessa@gmail.com, lucianebessa@yahoo.com.br.


Shangrillah, de Fábio Hassegawa participa de festival de cinema paulista

O video já esteve na Mostra de filme livre - MFL (2008), no FestCineAmazônia – Festival de Cinema e Vídeo Ambiental em Porto Velho, Rondônia (2009), e na recente exibição na Mostra ABDeC-Pa (2010).

Agora, “Shangrillah”, de Fábio Hassegawa, será exibido nesta terça-feira, 04, no festival de cinema “Ribeirão Pires”, que acontece entre até o próximo dia 08 de Maio em São Paulo.

O diretor Fabio Hassegawa, um paulista redicado há mais de 20 anos em Belém, viajou no último domingo para São Paulo a fim de acompanhar o evento.

Na programação estão mais de 160 curtas na mostra competitiva, e ainda outros 12 curtas da seleção especial que foram premiados em outros festivais nacionais. A Programação ainda conta horários destinados à escola pública local. Veja aqui.

Hassegawa, 31 é formado em Artes Visuais e Tecnologia da Imagem pela Universidade da Amazônia e atua com experimentação e pesquisa em imagem digital desde 2001. Aqui no Pará, ele já participou de inúmeros eventos de arte como o salão Famarte na Albrás-Alumínio Brasileiro S/A, no qual chegou a receber premiação na categoria Fotografia (2008).

Em 2003 foi convidado a dirigir a fotografia do vídeo “O Anunciado” para I Maratona de Audiovisual da ABDeC-Pa e também participou da mostra coletiva “Anamnese”, na galeria Graça Landeira.

Na área audiovisual também participou da “III Mostra Curta Pará Cine Brasil”, com a animação em pixelation: “Luar”, feito em parceria com o designer Wander Dias.

Fábio também foi co-produtor do fotógrafo vídeo animação em técnica Pinhole, assinado por Dirceu Maués: “... feito poeira ao vento... “, indicado com prêmios nacionais e internacionais.

3.5.10

Temporada de "Corpo Santo" encerra com teatro lotado

Domingo, 02, chuvoso e o que seria improvável , por causa disso, acontece. Os ingressos para a última apresentação da temporada de “Corpo Santo – Um Monstro na Medida em que não é”, estavam esgotados.

Estávamos eu e mais umas cinco pessoas na fila de espera. Felizmente a produção foi rápida e conseguiu mais cadeiras e espaço dentro do Teatro Universitário Cláudio Barradas da UFPA, que ficou completamente lotado para ver o primeiro espetáculo solo da Companhia Madalenas.

Ainda lá fora, o público é convidado a entrar pelos músicos e cantores que, em cortejo, entoam um canto, nos preparando para o que ainda estava por vir, um espetáculo feito de música, canto e corpo.

Com direção musical de Kleber Benigno, o Paturi do Trio Manari, coro e percussão ecoam pelo ar, amplificando a atmosfera mágica da sala de espetáculo, transformando-a em um espaço santo, sincrético e mítico.

Músicos acima do palco. Abaixo deles, um semicírculo é formado pelo público, que também se distribui na arquibancada. Os músicos tocam os tambores, e as cantoras, continuam o canto, um lamento.

O cenário é simples e emblemático. Do alto, pendem lanças. Abaixo delas, uma única lança fincada no centro do palco, tendo em torno velas, ainda apagadas. Inicia-se a defumação do ambiente.

Mais música, canto, toques percussivos e logo entra em cena Rodrigo Braga, o ator que, diante da platéia encarna quatro personagens.

Ora é um contador de histórias, ora uma criança, e vai de Ogum a São Jorge. O narrador conta as histórias do santo e o espetáculo torna-se uma metáfora. “Que perpassa pelos valores populares ligados a São Jorge e cria uma reflexão sobre os desafios que a vida nos desvela, pontuando de forma sutil a presença do mostro e do herói existente em cada um de nós, um eterno construir de novos desafios para desbravar outros caminhos”, diz o ator.

No centro das atenções, a performance corporal de Rodrigo é envolvente e vigorosa. O ator entra num transe, embalando os olhares e sentimentos do público, ao som de pontos de Umbanda e Tambor de Mina.

“Com movimentos lúdicos e orgânicos, este corpo santificado se debruça sobre uma espécie de dança do afeto, que baila no palco sua generosidade doando ao espectador suas vísceras em forma de sentimento no corpo e na palavra”, afirma o ator Rodrigo Braga.

Neste início de ano, Corpo Santo é um espetáculo que impressiona pela excelente produção, direção e atuação. Prêmio Mirian Muniz de 2009, da Funarte, na categoria montagem, consegue ser marcante e inesquecível.

A direção é de Leonel Ferreira, um dos fundadores da Cia Madalenas. Michele Campos, também fundadora do grupo, assina a assistência de direção e o texto que acompanha o programa de “Corpo Santo”.

Com cenário e figurino, de Aníbal Pacha (In Bust), iluminação, de Thiago Ferradas (Fundo Reyno), também participam da encenação, os percussionistas Valdeci Jr., Welerson Willians, e Welliton Barreto e as cantoras Érika Nunes, Moahara Fagundes e Dina Mamede.

Foram apenas dois finais de semana em cartaz. Mas “Corpo Santo” deve voltar à cena, em algum outro espaço da cidade e quem ainda não viu deve se preparar e não perder a próxima oportunidade.

Leia mais sobre o espetáculo na Janela Cultural do Portal Cultura.

Encontros e debates sobre fomento à cultura em Belém

Três encontros importantes acontecem em Belém esta semana, no âmbito da cultura. Anotem aí.

Ao lado, o Boi Faceiro,
de São Caetano de Odivelas,
hoje, com Ponto de Cultura
"Boi de Máscaras"

Nesta terça-feira, 4, a partir das 9h, a Petrobras reúne com produtores culturais, para falar sobre a Caravana Social do programa Desenvolvimento & Cidadania da Petrobrás. Será no Espaço Cultural Cine Olympia, na Av. Presidente Vargas, 918.

Também nesta terça, Henilton Menezes, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (Sefic/MinC), estará em Belém para uma reunião com os produtores culturais da região Norte. Este encontro será no IAP - Instituto de Arte do Pará, das 15h às 18h.

O objetivo é discutir e apresentar proposições sobre diversos assuntos do setor visando o aprimoramento, modernização da Secretaria, além de discutir a nova Lei Rouanet, em vias de aprovação pelo Congresso. Na pauta também serão discutidos assuntos como acessibilidade dos espaços, flexibilidade dos orçamentos, Vale-Cultura e diálogo do Ministério com órgãos como Funarte, Iphan e Ibram.

Um outro item da reunião será a discussão sobre o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), programa que financia projetos culturais de pessoas físicas e/ou jurídicas de natureza cultural, via captação e distribuição de recursos financeiros através do Fundo Nacional de Cultura e do Fundo de Investimento Cultural e Artístico.

O outro encontro tem o mesmo objetivo desta segunda e acontecerá na próxima sexta-feira, dia 7, das 9h às 12h, no Centur, com representantes do ministério da Cultura. Trata-se de uma reunião pública realizada para receber contribuições sobre o programa Procultura (Projeto de Lei de Incentivo e Fomento à Cultura), um novo projeto de lei que se propõe a discutir a cultura do país e aprimora a Lei Rouanet.

A nova lei vai dinamizar a Lei Rouanet e torná-la mais abrangente, de modo a ampliar recursos voltados à produção cultural e diversificar mecanismos de financiamento. São nove fundos setoriais, dentre eles o Fundo do Acesso e Diversidade, que promove incentivo e fomento à diversidade cultural. Grande parte dos avanços na reforma vem dos encaminhamentos da primeira Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005.


1.5.10

Entrevista: A arte e as relações de afetividade na obra de Alexandre Sequeira

Na carreira dele já são inúmeras as exposições realizadas.

E também de pesquisas e participações em importantes eventos de arte pelo Brasil e no exterior.


"Impressões de um Lugar", da série resultado de pesquisa no vilarejo "Nazaré de Mocajuba-PA"


Alguns exemplos são a Bienal de Gravura de Santo André (2005 - SP), a Bienal de Arte Naif de Piracicaba (SP), e as Bienais da Bélgica (2006) e de Havana - Cuba (X Edição - 2009).

No ano passado, ele esteve no Festival Internacional de Fotografia de Paraty - o Paraty em Foco e, mais recentemente, no 4o. FestFotoPoA, no Santander Cultural, em Porto Alegre e no Reino Unido, na Newport School of Art, Media anda Designer, onde além de expor “Nazaré de Mocajuba”, um de seus trabalhos mais emblemáticos, também proferiu palestra.

Em Belém, é possível ver alguns de seus trabalhos na exposição de Fotografia Paraense Contemporânea, em cartaz, até dia 30 de maio, no Centro Cultural SESC Boulevard. (Av. Boulevard Castilho França, nº 522/523).

Alexandre Sequeira é artista plástico e fotógrafo, formado em arquitetura e especialista em Semiótica e Artes Visuais no Pará. É Professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA, mas no momento está em morando Belo Horizonte, fazendo mestrado em Arte e Tecnologia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Com toda esta bagagem profissional, nem dá pra dizer que ele um dia ficou em dúvida de seguir este caminho. Na época em que fez o vestibular, ainda não tinha certeza de que a arte seria a sua principal área de atuação.

E por isso, escolheu a arquitetura, “que me pareceu um ponto que comungava alguns interesses”, explica. Já a fotografia, que marca profundamente a sua trajetória, só surge depois que ele retorna de São Paulo, onde trabalhou como design gráfico (de 1984 a 1989).

Ao voltar para Belém, fez um curso no Fotoativa e nada mais foi como antes. A partir daí seu envolvimento com a arte não teve mais volta.

Hoje é curador, professor e um artista autoral que pensa de forma ampla sobre arte, não só o presente, mas a memória e a conservação desta, assim como vislumbra o futuro de forma atuante para que ele se torne real.

Defende e reflete a veia artística pulsante da arte paraense, reconhecida dentro e fora do Brasil.

Por isso, está sempre envolvido com o circuito artístico, seja aqui na cidade de suas origens, ou pelo Brasil afora, recebendo inúmeros elogios, citações e muitos, muitos convites para expor, palestrar, entre outras tarefas deste seu oficio de artista.

Alexandre Sequeira ainda estava no Reino Unido quando começamos a nos comunicar, por e-mail, para esta entrevista.

Atencioso e aceitando imediatamente responder as perguntas do Holofote Virtual, achei estranho depois que uma semana se passou sem que ele desse retorno.

Dei-me conta de que Alexandre estava naqueles dias, em meio aos transtornos provocados pelas atividades do vulcão islandês.

Vários vôos suspensos na Europa e ele tentando voltar ao Brasil.

Palestra no 4o. FestFotoPoA (2010)

No sábado passado (24), recebo nova mensagem dele, contando que estava em Portugal, no aeroporto de Lisboa, tentando naquela tarde conseguir entrar num vôo, o que ainda era duvidoso.

Em anexo estavam as respostas que montam a entrevista que segue. E, naquele dia, sim, deu tudo certo e ele pôde voar.

Alexandre está de volta ao Brasil, em Belo Horizonte, e diz estar louco para retomar, em Belém, a família, seus alunos e as atividades artísticas que integram o cenário artístico contemporâneo da cidade. Agora sim, vamos ao bate papo virtual com ele.

Holofote Virtual: Como foi a participação deste evento em Londres?

Alexandre Sequeira: Essa mostra foi resultado de uma relação que se estabeleceu, desde o ano de 2003, entre o Fotoativa, a UFPa e a Universidade de Artes, Mídia e Design de Newport, em Wales / Reino Unido.

Profissionais dessa universidade passaram por Belém no ano de 2004, desenvolvendo um documentário sobre fotografia na Amazônia, sob a direção de Patrícia Costa, uma ex-aluna e colaboradora da instituição.

Na época eu estava envolvido com minha pesquisa em Nazaré do Mocajuba e eles decidiram incluí-la no documentário.

Outros fotógrafos também foram escolhidos para compor o documentário como o Miguel Chikaoka, a Paula Sampaio, a Flavya Mutran, o Mariano Klautau Filho, o Guy Veloso, o Luiz Braga, dentre outros que me fogem a lembrança...

Agora, anos depois, a universidade resolveu realizar um evento de lançamento desse documentário reunindo fotógrafos de Belém e fotógrafos de Wales, numa exposição e num simpósio.

"Nazaré de Mocajuba", na Newport School of Art, Media anda Designer

Desses fotógrafos acima citados, a universidade resolveu convidar eu e o Miguel para falarmos no simpósio.

Os dias aqui tem sido de muita troca de informações e grandes promessas de desdobramentos, o que pode ser muito importante para as partes envolvidas.

Holofote Virtual: E a tua participação no 4o. FestFotoPoA, no Santander Cultural, em Porto Alegre? Como tem sido esta troca constante de experiência e de repasse de conhecimento?

Alexandre Sequeira: O convite surgiu depois de minha participação no Festival Internacional de Fotografia de Paraty em 2009 - o Paraty em Foco -, onde meu trabalho foi muito bem recebido pelo público, curadores e críticos presentes.

O organizador do Festival de Porto Alegre estava lá e, imediatamente após minha fala, fez o convite. A possibilidade de levar a exposição “Nazaré do Mocajuba” para um espaço tão incrível como o Santander Cultural de Porto Alegre e participar de um evento que reuniu tantos nomes importantes da fotografia, não só do Brasil como de todo o cone sul, me encheu de alegria e satisfação.

Sempre volto cheio de novas idéias desses encontros, por tudo o que vejo, pelas palestras, pelos contatos. Sinto que o que penso sobre minha produção em arte se coloca num permanente estado de ebulição, de transformação em função desses contatos que estabeleço.

Holofote Virtual: Impressões de Um Lugar, desenvolvido a partir de Nazaré do Mocajuba é um dos teus trabalhos que mais tem refletido na produção nacional e é também um trabalho de relações afetivas. Pensavas que teria tanta repercussão enquanto o realizavas?

No simpósio - Reino Unido

Alexandre Sequeira: A gente nunca tem idéia do que vai acontecer com os trabalhos que a gente desenvolve. Durante o processo, creio que o artista experimenta como que um transe, um envolvimento tamanho que, muitas vezes o impossibilita de ter uma real consciência do que vai acontecer com o trabalho no futuro.

Sei que no caso dessa pesquisa, me envolvi profundamente, e acho que de certa forma isso se reflete no resultado final. Acho que a possibilidade de um artista trabalhar com um financiamento, uma bolsa de pesquisa, como no caso dessa bolsa concedida pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), é muito especial e confortável.

O montante em dinheiro destinado a essa iniciativa (tão irrisório se considerarmos o orçamento para a cultura em um estado como o Pará), se reverte em anos de prestígio para uma administração pública estadual, não só no país como também no exterior.

Em todos os lugares que apresento a pesquisa, faço questão de enfatizar o fato de ter tido a oportunidade de trabalhar com esse suporte, e isso é sempre muito bem visto por todas as instituições que tomam conhecimento, resultando em calorosos elogios pela iniciativa.

Torço para que nossos governantes percebam a importância para todos de iniciativas como essa, não só para os artistas e a produção cultural do estado, mas também para a imagem de suas administrações.

Holofote Virtual: Você é um cara de bom humor, que adora amigos, natureza e viajar. Mas com tanto trabalho, como consegues cultivar tudo isso ao mesmo tempo?

Alexandre, em imagem de Carlos Bareto (do Blog Flanar)

Alexandre Sequeira: Bem, é claro que, às vezes, nossos compromissos nos impedem de desfrutar de mais tempo com os amigos, mas, em geral, meu trabalho se confunde com prazer e não chego a sentir essa separação tão definida.

Grande parte de meus amigos atuam na área cultural e, por esse motivo, mesmo nossos encontros mais informais, se convertem em espaços de interessantes trocas de opinião. Do mesmo modo, viajar se configura mais e mais para mim, como oportunidades de alargar conhecimentos em minha área.

E para minha sorte, tem se tornado cada vez mais freqüente, convites para que eu participe de exposições ou fale de meus trabalhos em outros lugares, aproximando, mais uma vez o trabalho do prazer.

Holofote Virtual: Estás fazendo um mestrado fora de Belém. Quais foram tuas motivações acadêmicas e pessoais para ir para BH?

Alexandre Sequeira: Estou há cerca de dois anos morando em Belo Horizonte onde estou fazendo um mestrado em Arte e Tecnologia na UFMG.

Já havia morado fora de Belém em outros momentos da minha vida, mas no caso dessa escolha específica, Belo Horizonte conciliou uma linha de pesquisa em mestrado que me interessava, uma orientadora maravilhosa, uma cidade com excelente qualidade de vida com um ritmo capaz de me permitir focar no mestrado e a proximidade a outros importantes centros culturais do país como São Paulo e Rio, onde costumo ir com freqüência para me abastecer.

Holofote Virtual: Desde então, tens participado de mostras, feito curadorias de projetos locais e nacionais. Quais as dimensões disso na sua vida profissional?

Alexandre Sequeira: Parece que os acontecimentos vêm na frente, numa velocidade que algumas vezes nos impedem de, no momento em que acontecem, refletir sobre sua importância na cadeia de interesses profissionais que buscamos para nossa verdadeira realização.

Mas procuro, na maioria das vezes, sempre buscar um foco, uma direção que me ajude a pesar a importância dos convites e, principalmente, minha capacidade de realizá-los com seriedade. Como se cada uma dessas coisas, representassem um tijolo que vamos colocando cuidadosamente na construção de uma casa.

Se agirmos apressadamente e sem critério, pode ser que percebamos, apenas no final, que a casa que passamos a vida toda construindo ficou torta e mal acabada.

Holofote Virtual: E como está o mestrado, o desenvolvimento da tua pesquisa? Fala um pouco sobre ela.

Alexandre Sequeira: Minha pesquisa é pautada por um trabalho de campo, uma poética, que venho desenvolvendo em um pequeno vilarejo do interior de Minas Gerais.

Como meus trabalhos anteriores, esse novo trabalho estabelece redes relacionais tendo a fotografia com vetor de aproximação e troca. Neste trabalho especificamente, me relaciono com um senhor de 84 anos e seu neto de 13.

O senhor, envolto em rememorações, trata de sua relação com o pequeno vilarejo com o pensamento sempre voltado para o passado, enfatizando a importância da fotografia como documento de algo que aconteceu; como algo que adere o fiel registro do referente.

O neto, movido por um turbilhão de imagens fantasiosas, tão comuns ao universo infantil, relata sua relação com a vila com os olhos voltados para o futuro, considerando sempre a fotografia em sua imcompletude, como algo incapaz de dar conta do elemento retratado, do fato ocorrido e, por esse motivo, sempre aberta a infinitas novas interpretações a cada nova apreciação.

Impressões de Um Lugar na 10ª Bienal de Havana, Cuba (2009)

E eu, no exato ponto de tangência entre esses dois modos de olhar para o mundo (ambos repletos de fabulações) e desses entendimentos tão distintos do que representa a fotografia (tão pertinentes aos seus fundamentos estéticos), reflito sobre maneiras de, através dela, dar conta dessas particulares interpretações do que entendemos por realidade.

O ponto onde dirijo minhas atenções é o instante fotográfico, procurando dilatar seu tempo e, através das relações que estabeleço, encontrar maneiras de relatar essa história que vivo com essas duas pessoas.

Holofote Virtual: Com tudo isso como fica tua volta a Belém?

Alexandre Sequeira: Minha volta a Belém é certa por vários motivos. O principal é que sou professor da UFPa, que me concedeu licença para fazer esse mestrado.

Existem tantas outras, como a profícua relação que estabeleço entre meu trabalho e o lugar onde cresci, aquele horizonte generoso; a enorme vontade de trocar com meus alunos essa experiência acumulada ao longo desses anos de atividade; minha família que eu tanto amo e que considero meu verdadeiro porto-seguro; meus dois queridos cães...

Holofote Virtual: Nas artes plásticas começastes fazendo trabalhos com papel reciclado. Nesta época ela estava mais presente que a fotografia?

Alexandre Sequeira: Sim, mas ali já combinava procedimentos de reprodução de imagens como a serigrafia, questões estruturais mais relacionadas à escultura (talas que sustentavam os desenhos/objetos) e, logo depois passei a reproduzir imagens fotográficas sobre esses papéis, trabalhos esses que receberam um prêmio aquisitivo no Salão Arte Pará (2003). Creio que era justamente o momento em que eu estava estabelecendo conexões entre as experiências adquiridas anteriormente.

Holofote Virtual: Como você vê a produção de fotografia no Brasil. O que tens visto de inovação neste cenário?

A exposição no Reino Unido

Alexandre Sequeira: Acho que a fotografia produzida no Brasil se coloca de maneira sólida e consistente na cena internacional. São muitos os nomes brasileiros que hoje fazem parte de importantes coleções particulares e institucionais no mundo.

Acho a produção de fotografia brasileira que tenho tido a oportunidade de apreciar, consistente, vigorosa e dotada de certa inventividade muito particular, comum de um país que aprendeu a encarar possíveis dificuldades, não como justificativas para uma imobilidade, mas sim, como provocações, capazes de potencializar os processos criativos.

Holofote Virtual: As imagens, mais do que nunca, estão no nosso dia a dia. Além disso, há uma facilidade incrível para que qualquer pessoa fotografe, faça vídeo. Além dos equipamentos mais acessíveis e de difusão do que se produz, através da internet. Como ver tudo isso, sem deixar de ser crítico, sem deixar banalizar?

Alexandre Sequeira: Acho que a relação vertiginosamente veloz e mutante do mundo com a imagem é irreversível. Não há como se ter uma posição romantizada, pautada por antigos modelos. Vivemos o tempo em que imagens são despejadas aos milhões para uma grande aldeia global conectada por uma inimaginável rede de comunicação e troca.

É o tempo das apropriações, e até mesmo da revisão do que até então compreendemos por autoria. Isso acontece com a imagem estática, com a música, com a imagem em movimento. O importante é olhar para isso tudo que acontece e tentar formular uma opinião, levantar uma determinada questão. Técnicas sempre estiveram no mundo a serviço de idéias. Acho que essa relação nunca mudou.

Holofote Virtual: Uma vez me falaste sobre a importância dos acervos de arte para a preservação da memória. Como você vê o Brasil tratando disso?

Alexandre Sequeira: Certa vez ouvi um comentário interessantíssimo proferido por Paulo Herkenhoff, nos anos em que trabalhei como seu assistente curatorial: [...] não é apenas o passado que dá densidade ao futuro. O futuro também nos ajuda a redefinir o passado. Lembro sempre dessas palavras quando penso sobre o que estamos fazendo pela preservação da memória de tudo o que está acontecendo.

Ao viajar pelo exterior, fico impressionado com a consciência adquirida por diversos países quanto a isso (talvez por tudo o que perderam ao longo de sua história...).

Nosso país sofre de um permanente apagamento de tudo o que faz parte de nossa história, uma amnésia progressiva, e no que se refere à cultura, a situação é dramática!!

Grandes obras de arte brasileira, hoje só podem ser vistas, se sairmos do país - para a Argentina, por exemplo, que mesmo sofrendo das mesmas dificuldades financeiras que o Brasil sabe da importância e do valor de importantes artistas brasileiros.

Uma simples pergunta talvez ilustre essa questão: se um visitante chegar à capital de nosso país, qual coleção pública de arte nacional ele pode apreciar?? Com exceção das obras arquitetônicas (que seria uma insanidade alguém demolir), o que o visitante encontrará é quase nada.

O que foi destinado em orçamento, por todos os governos passados pela construção dessa história? Quando se teve nesse país uma política de aquisição permanente do que se produz em arte em nosso país? Será necessário aguardarmos a supervalorização de nossos artistas e de suas obras no mercado internacional para nos darmos conta do que desprezamos ao longo desses anos?

E o que podemos esperar das futuras gerações? Que importância atribuirão à produção cultural de seu país, se cresceram acostumados a presenciar seu total desprezo?

Holofote Virtual: E o que dizer sobre isso, no Pará?

Alexandre Sequeira: O caso do projeto de aquisições recentes de gravuras de artistas paraenses para o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (projeto de 2008) é um exemplo louvável.

Foi um projeto desenvolvido pela Nina Matos, com a participação do Paulo Herkenhoff e do Armando Sobral com subsídios de leis de incentivo fiscal federais, que, na época, fiz questão, em todas as oportunidades que tive, de aplaudir.

Sei que aconteceram alguns outros, mas é obvio constatar que foram poucos. Para nosso orgulho ou angústia, a produção artística é expressiva em nossa cidade, e as iniciativas públicas de garantir-lhes um lugar de visibilidade, difusão e de preservação em boas condições é insuficiente.

Acho que há tempos nunca se falou tanto de artistas paraenses alcançando projeção na cena nacional ou mesmo internacional (apenas citando Emmanuel Nassar e Luiz Braga como exemplo), e, em todos os eventos que participo, ouço elogios inflamados ao exemplo de Belém como um importantíssimo centro de produção artística nacional.

Quem dera esses elogios pudessem ser replicados em nossa cidade. Quem sabe assim, os responsáveis por iniciativas de valorização dessa produção pudessem compreender sua importância. Por esse motivo não me privo da oportunidade, de usar esse espaço para destacar o que para o restante do país parece tão evidente. Nesse sentido agradeço muito o convite que me foi feito pelo Holofote.

Holofote Virtual: Algum novo projeto em vista. Quais tuas expectativas, quando voltas a Belém?

Alexandre Sequeira: Uma pesquisa em arte nunca aponta respostas, mas sim, levanta questões. Talvez por esse motivo, sempre concluo um trabalho com muitas questões provocativas na cabeça.

Estou na reta final de meu mestrado e com uma enorme vontade de, ao voltar à Belém, começar um novo trabalho. E assim a vida segue seu curso...

Pretendo defender minha dissertação em julho e espero já estar em Belém em agosto. Minhas expectativas? Um prato de maniçoba talvez... para começar (risos).

30.4.10

Preparem-se. O furacão JJ Jackson está chegando a Belém

Ele viria já na próxima semana, mas por motivos particulares, JJ Jackson transferiu sua vinda para Belém para os dias 20, 21 e 22 de maio.

Vai fazer três dias de show no Baiacool Jazz Club, o pub do contrabaixista Minni Paulo. Radicado em São Paulo, há décadas, o cantor norte americano foi ficando pelo Brasil e acabou casando com uma paraense, vejam só.

Desde então, não deixa de vir a Belém pelo menos duas vezes por ano para matar a saudade dos amigos músicos elogia sempre.

É o caso do pianista Robenare Marques, e do saxofonista Marcos Puff, que sempre o acompanham nos shows e devem estar com ele nos dias 6, 7 e 8 de maio, a partir das 22h.

JJ é considerado, hoje, um dos grandes intérpretes da música americana. Impressiona pela versatilidade vocal. Foi amigo de Jimi Hendrix, que integrou o primeiro grupo dele, o Rocking Teens. Além disso, já dividiu palco com B. B. King e Lightinin Hopkin.

No Baiacool Jazz Club, para conferir esse super show é preciso fazer reserva e a mesa custa R$ 100,00. Mas a melhor notícia é que na quinta-feira, 6, tem promoção e quem conseguir fazer a reserva, em tempo, a partir de já, vai pagar apenas R$ 60,00. Cada mesa, quatro lugares. Ou seja, é um ingresso de R$ 15,00.

A veia de Jackson é blues, mas com a formação da banda que sempre o acompanha em Belém, não falta no repertório grandes interpretações do jazz. De estilo próprio, costuma interagir o tempo todo com o público. Provoca êxtase aos ouvidos. Na simpatia e na ginga negra que tem, ele ganha a todos.

Serviço
JJ Jackson no Baicaool Jazz Club. Dias 20, 21 e 22 de maio. Reservas de Mesa na quinta-feira, 21, R$ 60,00, e na sexta, 22, e sábado, 23, R$ 100,00. Telefones: 8161.1992, 8161.6159 e 3289-6632.