
Dirigido por Mário Carneiro, o documentário trata da vida e obra do arquiteto italiano Antonio José Landi, que chegou em Belém do Pará em 1753.
Com duração de apenas 21 minutos, o filme mostra o Palácio do Governo, a Igreja da Matriz (ao lado, o retábulo criado por Landi) e de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
Na opinião do coordenador audiovisual do MIS-PA, Afonso Galindo, o tema Memória ainda é pouco debatido na sociedade em geral.
“Mesmo no meio acadêmico ele ainda não é debatido de maneira salutar. Visando ampliar a discussão e a percepção da importância do tema, o Museu da Imagem e do Som do Pará lança este projeto”, informa.
A programação conta também com discussões após a sessão. Haverá mesa de debate com o tem “Landi e a cidade” a ser formada por Maria Dorotéa de Lima, superintendente do IPHAN no Pará; Elna Trindade, arquiteta do Fórum Landi, Lélia Fernandes, historiadora e Diretora de Patrimônio da Secult e José Julio Lima, arquiteto (a confirmar).
O debate será uma maneira também de homenager Belém em sua semana de aniversário, assim como ampliar, para o público em geral, a discussão e a percepção da importância do tema.
O cineclube Na Memória será, em pricípio, quinzenal, sempre com exibições no mini-auditório do Museu de Arte Sacra (MAS). Serão contempladas as produções anteriores à década de 80. Além do acervo do MIS-Pa, o espaço também exibirá material do acervo de outros espaços audiovisuais.
Cineasta faz parte da história do cinema brasileiro

Carneiro se interessou pelo cinema no início da década de 1950, ao ganhar uma câmera Bolex da família. Com ela, fez de forma amadora alguns curtas.
Trabalhou com montagem e direção e foi responsável pela fotografia de vários clássicos da cinematografia brasileira.
Em 2007, fumante inveterado, morre no Rio de Janeiro, aos 77 anos, vítima de câncer e foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul do Rio.
Na ocasião foram realizadas diversas mostras de seus filmes, no Brasil inteiro. O diretor tem em sua trajetória mais de 40 filmes, entre curtas e longas.
O trabalho

O filme recebeu vários prêmios internacionais e ele foi responsável pela fotografia, roteiro e, depois, fez a montagem e botou a música.
Na década seguinte, sua carreira no cinema ganha em importância com Cinema Novo. Em Porto das Caixas (1962), também de Saraceni, fez sua primeira direção fotográfica em longa, firmando-se como fotógrafo de cinema.

Com A casa assassinada (1973), outro de sua sólida parceria com Paulo Cezar Saraceni, recebeu os prêmios de melhor fotografia da Associação de Críticos de São Paulo e de melhor montagem em Brasília.
Em 1978, além de ter feito o filme que será visto nesta quinta-feira no MIS-PA, ele ainda foi câmera e diretor de fotografia de Di (1978), curta-metragem de Glauber Rocha premiado em Cannes (na fotografia acima).
Participou tembém de “500 Almas (2005)”, documentário dirigido por Joel Pizzini, com o qual ganhou prêmio de Melhor fotografia, no 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
2 comentários:
Como acho familia de Mário Carneiro?
estou tentando localizar o filme dele sobre o Pintor Cícero Dias.
Um fone ou um e-mail, por favor
Sou do Recife
Fernando.farias7@hotmail.com
Oi Fernando, entre em contato com o Museu da Imagem e do Som do Pará - 91 4009.8817. Ou pelo e-mail: "MIS Pará" <mis.para@gmail.com.
Vou repassar sua solicitação também a eles.
um abraço
Luciana
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