31.7.11

Drika Chagas leva arte das ruas para a galeria

Uma prévia acima, na foto de Bruno Cantuária.
“Cidade Labirinto” revela personagens e cenas da paisagem urbana de Belém, contextualizando-os no ambiente da galeria e potencializando o valor estético da grafitagem, experimentada pela artista em diversos suportes. A instalação abre nesta quinta-feira, 04, no Centro Cultural Sesc Boulevard.

Ao criar num ambiente expositivo o que normalmente se apresenta em espaços públicos, “Cidade Labirinto” busca proporcionar ao espectador uma reflexão sobre a ocupação e o desenvolvimento espacial e visual que a cidade sofre. Montada como um labirinto, a instalação convida os visitantes a interagir com trabalhos em variados suportes espalhados pelos becos e vielas, que reproduzem o ambiente da cidade.

Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará, Drika Chagas iniciou-se na arte do grafite aos 15 anos. “Foi lendo uma revista que me deparei com o grafite. Naquela época esta linguagem ainda era pouco difundida em Belém. Através da exposição busco mostrar as interferências do grafite nos mais diversos suportes – compensados, tecidos, transparências, zincos e madeiras – construindo uma releitura da cidade e da interferência que ocorre sobre a paisagem e estimular o público a realizar a leitura visual desta produção artística”, revela a artista.

A exposição permanecerá em cartaz para visitação no período de 05 de agosto a 25 de setembro, sempre de terça a domingo, das 10h às 19h, com entrada franca. O Centro Cultural SESC Boulevard fica na Av. Boulevard Castilho França, n°522/523, em frente à Estação das Docas.

Serviço
“Cidade Labirinto” – Instalação e Grafites de Drika Chagas. Abertura no dia 04 de agosto, às 19h30, com visitação de 05 de agosto a 25 de setembro, das 10h às 21h. no Centro Cultural SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523). Mais informações: http://sescboulevard.blogspot.com/ ou (91) 3224-5654/5305. Entrada franca.

27.7.11

Casa da Atriz de volta à cena cultural da cidade

Em agosto e setembro a programação da Casa da Atriz estará de volta com espetáculos teatrais, leituras dramáticas e oficinas, além do Curta Cena que tomará todos os seus espaços da calçada ao quintal. Este ano o Coletivo de Artistas também estará presente na Feira Pan Amazônica do Livro.

Há um ano em cena, a Casa da Atriz tem sido um espaço importante para estudos teatrais em Belém. Provocando reflexões e desafios num espaço residencial, o coletivo tem reunindo profissionais e amantes das artes cênicas e aberto suas portas à comunidade.

Depois de uma breve parada no mês de julho, Yeyé e Paulo Porto acabam de divulgar a programação já fechada para agosto e setembro. De cara será realizada a primeira oficina de Leitura Dramática, com início no dia 09.

Esta será ministrada pelo ator e diretor Hudson Andrade, da Cia Nós Outros e que estenderá até setembro, sempre das 19h30 às 22h00, com entrega de material apostilado e investimento de R$ 100,00 para quem se interessar. O resultado da oficina será nos dias 29 e 30, com leitura de um texto Leitura de Caio Fernando Abreu, tendo entrada franca ao público e entrega dos certificados.

"Em algum lugar de mim""
Além da oficina, como já é tradicional, também haverá Leitura Dramática, com entrada franca, nos dias 27 e 28 de agosto. O texto será o “Seis Personagens a Procura de um Autor”, de Luigi Pirandello, com direção do próprio Hudson, às 20h.

Uma boa noticia também é o retorno do espetáculo “Em Algum Lugar de Mim”, da Companhia Avuados de Teatro, que retornará este mês de agosto à Casa da Atriz em curtíssima temporada nos dias 15, 22 e 29, sempre uma segunda-feira, repetindo a experiência bem sucedida do mês de junho. O horário é às 20h, com ingresso a R$ 10,00 (meia R$ 5,00). 

O espetáculo, experimental, permite momentos de reflexão que são expostos e debatidos pelos atores Dario Jaime, Fabrício de Sousza e Rosilente Cordeiro e pelo diretor da montagem Mailson Soares, com o público após a sessão. Não perca!

Setembro - Em setembro tem novidades. O projeto “Curta a Cena: Da Calçada pro Quintal” estará de volta nos dias 24, 25 e 26, sempre às 20h, com direção de Yeyé Porto. As participações serão reveladas em breve. 

O coletivo também marcará presença na XV Feira Pan-Amazônica do Livro, com a apresentação do espetáculo “Como se Fosse...”, montagem do original “Deus Ex Machina”, de Hudson Andrade, com direção de Wlad Lima, no dia 03 de setembro, em duas sessões às 18h e 20h. Em cena, alé de Hudson, Leoci Medeiros, ator que acaba de protagonizar o personagem João Batista no curta metragem do diretor Roger Elarrat.

Leoci, em "Como se fosse..."
Na Feira do Livro, a Casa da Atriz também vai realizar diversas leituras dramáticas: “Seis Personagens à Procura de um Autor”, de Luigi Pirandello, dirigida por Hudson Andrade (05/09, às 10h30); “Arlequim, Servidor de Dois Amos”, de Carlos Goldoni, a ser dirigida por Juliana Porto (06/09, às 10h30) e “O Primeiro Milagre do Menino Jesus”, de Dario Fo, com direção de Luciana Porto (07/09, às 10h30).

Haverá sessões especiais de Leitura Dramática para portadores de necessidades visuais e auditivas. No dia 07 de setembro, do texto de Luigi Pirandello; no dia 08, o de Carlos Goldoni e no dia 09, com o texto de Dario Fo.

A Casa da Atriz - Rua Oliveira Belo, nº 95, Umarizal, entre Generalíssimo e D. Romualdo de Seixas. Informações: (91) 8199 1322 / 8266 4397. 

22.7.11

Carlos Malta, Victor Biglione e Delcley Machado embalam o sábado no Farol Velho

Calor Malta, neste sábado!
A partir das 16h deste sábado, 23, o Farol Velho, em Salinas, volta a se transformar no maior palco da música instrumental da região norte. o 9º Baiacool Jazz Festival, aberto no dia 16, com uma super apresentação da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia,  chega a seu segundo momento, apresentando o multi-instrumentista Carlos Malta, além dos guitarristas Vicotor Biglione, e Delcley Machado.

Inventado pelo contrabaixista Minni Paulo, o Baiacool Jazz Festival tem hoje à frente, Paula Medeiros, filha do músico que assumiu a produção executiva do evento, coordenando uma equipe de 35 pessoas.

“Somos, acima de tudo, amigos e dividimos a mesma vontade de fazer um trabalho de qualidade e de acesso livre a todos. Somos também todos apaixonados pela boa música e temos o mesmo respeito por ela, que é essencial quando se trabalha em um projeto de cultura sem fins lucrativos e com um baixo orçamento como o Baiacool”, explica Paula, formada em Comunicação e atualmente cursando especialização em Gestão Cultural, no Instituto de Comércio em Arte de Paris.

A paixão pela música instrumental não é recente. Paula passou a infância e a adolescência ouvindo Miles Davis, Jaco Pastorius, Joe Zawinul e, claro, o próprio Minni Paulo. “Eu ouvi Jazz Antes de ouvir qualquer outro tipo de musica. Meu pai é músico, minha mãe adora e a maioria dos amigos sempre foram artistas. Então eu e minha irmã mais nova, que é violoncelista, crescemos entre amplificadores, instrumentos, cabos e bastidores de shows. Não é uma vida fácil, mas quem nasce com a música dentro de si não consegue mais se separar dela, por isso quando decidi trabalhar com produção me dei conta de que eu sempre tinha feito parte de tudo isso”, diz.

Fácil ou difícil, o festival já se tornou referência para os grandes músicos de jazz do país e até mesmo do exterior, como os Estados Unidos e a França, onde tanto Minni Paulo, quanto Paula já fincaram moradia e onde a produtora fechou seus estudos.

Victor Biglione
Até o momento, pode-se contabilizar a participação de mais de 150 grupos de música instrumental brasileira, jazz, blues e música experimental. Paula acredita que depois do surgimento do Baiacool, várias portas se abriram para musica instrumental não só no estado do Pará, onde surgiram programas de TV, festivais e novos grupos, mas também em toda região norte e em outras regiões do Brasil.

“O Estado do Pará é conhecido por fazer um festival de jazz na Amazônia e no qual, todos os músicos que trazemos, adoram. O Baiacool já contou com vários shows especialíssimos, alguns montados para apresentação única no festival, sempre mesclando a programação entre instrumentistas paraenses e de outras partes do país e também dos Estados Unidos. Podemos dizer que grande parte dos instrumentistas Brasileiros da atualidade ou já tocaram no Baiacool ou querem tocar”, afirma Paula.

Programação - Neste final de semana, a atração internacional será Victor Biglione, um argentino, hoje, radicado no país, onde se consagrou no Brasil como um dos maiores guitarristas e violonistas da atualidade, conquistando o reconhecimento do público e dos críticos. Com um estilo musicalmente eclético, misturando bossa nova, rock, jazz e blues, já tocou com mais de 300 nomes da MPB e da música internacional. Lançou 16 CDs solos ou duos em diversos países e ainda, outros dois pela Cor do Som, banda que integrou de 1982 a 1984 contribuindo para a consagração do pop-rock brasileiro.

Delcley Machado
Já o guitarrista Delcley Machado é paraense e já tocou em quase todas as edições do Baiacool Jazz festival. Este ano, o músico mostrará ao público músicas de seu novo CD.

Intitulado “Temporal”, foi lançado pelo selo Ná Music, com patrocínio do Conexão Vivo, reunindo composições de Kzan Gama, Walter Freitas, Jacinto Kawage, Mauro Prado e Moacir Rato.

A terceira atração deste segundo sábado, tem ainda Carlos Malta, que esteve em Belém em maio com o Projeto Tudo Azul, que circulou várias cidades brasileiras. Compositor, orquestrador, band-leader e educador musical, Malta tem um estilo original e criativo, já lançou nove CDs e depois já integrou o grupo de Hermeto Pascoal, antes de partir para carreira solo em 1993.

Liderando diferentes grupos, apresentou-se na França, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, África do Sul, Marrocos, Japão, Venezuela, República Dominicana e Cuba, onde tocou com Michel Legrand e Chucho Valdéz.

Jeff Gardner e Minni Paulo
O 9º Baiacool Jazz festival é uma realização da êxito da Zoé Produções, com patrocínio do SESC-PA e Governo do Estado, com apoio cultural da Fundação Tancredo Neves, Mariza Alimentos, Laboratório Borborema e Transportadora Horizonte.

No encerramento o festival conta com a participação do grupo Mundo Mambo, com Minni Paulo Quarteto e com o pianista nova-iorquino Jeff Gardner. Isso tudo no dia 30 de julho, fechando o verão salgado do Farol Velho em grande estilo. Entrada franca.

21.7.11

Rádio Margarida comemora 20 anos com um cortejo cênico na orla de Mosqueiro

O Centro Artístico Cultural Belém-Amazônia (CACBA), popularmente conhecido como Rádio Margarida está comemorando duas décadas. O aniversário será festejado com um cortejo na ilha de Mosqueiro, neste sábado, 23/07, a partir das 9h.

A concentração é na praia do Ariramba, com teatro, músicas, performances de textos educativos produzidos pela Rádio Margarida e apresentação de um grupo folclórico paraense. 

Segundo um dos fundadores da ONG, Osmar Pancera, a escolha de fazer o evento na ilha de Mosqueiro não é ao acaso, já que exatamente neste local a Rádio Margarida foi criada, em uma reunião de amigos que mudaria a vida de todos.

“Escolhemos festejar o aniversário de 20 anos da Rádio desta forma porque reflete como foi o inicio do projeto e retrata nossa primeira saída com o Margaridinha, inclusive sendo uma maneira de resgatar e preservar a memória da ONG”, explica Osmar Pancera.

São aproximadamente 40 pessoas entre artistas, palhaços, arte-educadores e outros profissionais envolvidos no evento que sairão em cortejo até a praia do Farol, no melhor estilo circense, compartilhando arte, educação e cultura em nome dos direitos humanos, principalmente de crianças e adolescentes.

Infância - O desejo de colaborar com a sociedade no enfrentamento e prevenção das violências sofridas por diversas pessoas que tem seus direitos violados é o motivador para as ações da Rádio Margarida desde a sua criação. Fundada no dia 20 de julho de 1991, a ONG desde o início atua na defesa dos direitos humanos, cidadania, meio ambiente, saúde, arte, comunicação social e cultura, com maior destaque para a defesa dos direitos e deveres de Crianças e Adolescentes.

Por essas ações, a Rádio Margarida recebeu premiações importantes como o Premio ANU da Central Única das Favelas 2010. E ainda o Prêmio Itaú-Unicef, o Rock in Rio UNESCO, o Prêmio de Tecnologia Social da Fundação do Banco do Brasil e reconhecimento do Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES, entre outros.

Osmar Pancera relembra que a sintonia da instituição com o Estatuto da Criança e do Adolescente–ECA coincide com a necessidade de promover e tornar popular o Estatuto que mudou a forma de ver e respeitar meninos e meninas.

“Desde o seu início a Radio Margarida teve sua atenção direcionada com maior destaque para as questões da infância e adolescência, iniciando em 1993 ações de promoção do ECA, tornando-se referência no assunto dentro do Pará e sendo premiada no Brasil e no exterior”, argumenta o fundador da ONG.

Atualmente a ONG Rádio Margarida desenvolve diversos projetos como o Portal Rádio Margarida, o Programa de rádio “Estação Direitos” veiculado pela Rádio Unama FM (105,5 Mhz) todos os sábados e produções de novos vídeos, radionovelas e spots educativos com o patrocínio da Petrobrás e Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Além de trabalhos com o UNICEF por meio da Semana do Bebê e do Selo Unicef – Município Aprovado.

A Coordenadora de Projetos da ONG, Eugênia Melo, defende que todas essas conquistas são atribuídas ao método de educação e sensibilização da sociedade quanto aos problemas sociais. “O método de educação popular que trabalhamos adota linguagens artísticas e meios de comunicação de uma maneira que a população se reconheça e que a informação chegue ao ouvido das pessoas de uma maneira mais leve e compreensiva”, explica.

Serviço
Cortejo Cênico em Comemoração aos 20 anos da ONG Rádio Margarida. Neste sábado, a partir das 9h, na ilha do Mosqueiro, Praia do Ariramba. Mais informações: 91441156 ou no site www.radiomargarida.org.br

20.7.11

Curtas de animação invadem a praia nestas férias

Crianças e adultos que estão na praia de Ajuruteua, em Bragança (Zona do Salgado - Pará) ganham uma bossa a mais neste final de semana. Com direito a pipoca, como manda a tradição nas sessões de cinema, o Cineclube Casa do Professor realiza uma programação especial com projeção de curtas-metragens paraenses.

Fundado em janeiro deste ano, o Cineclube Casa do Professor vem oferecendo projeções seguidas de diálogos, abordando questões sobre meio ambiente e difundindo consciência ecológica com a comunidade.

Os filmes escolhidos para as sessões de sexta, 22, e sábado, 23, sempre à partir das 19h, reúne seis curta metragens, cinco deles fazem parte de uma nova safra de produção do cinema paraense, que privilegia a animação, e uma ficção, do cineasta santareno Emano Loureiro, vencedor, na categoria Ficção, do 1º Festival Curta Cultura, em 2010, promovido pela Funtelpa (Fundação de Radiodifusão do Pará), em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Pará (ABDeC).

Com trilhas sonoras que embalam os dias e as noites amazônicas, os curtas selecionados também estão impregnados de cultura, contexto social e realismo fantástico do imaginário paraense. Veja quais são. E para quem não estiver na belíssima Ajuruteua, o Holofote Virtual foi buscar os links onde os filmes podem ser acessados. Aproveitem, pois cinema ainda é a melhor diversão!

A Onda, Festa na Pororoca”  (Animação - 2d. colorido – Censura Livre - 2003 - duração: 12 min.), de Cássio Tavernard - Primeiro filme da Turma da Pororoca, dirigido por Cássio Tavernard em Belém (PA), em 2005.

A trilha e edição sonoras são minhas (Fábio Cavalcante), exceto a última música ("É a pororoca"), cuja letra é minha, sobre música de Rivaldo Lopes (compositor da cidade de Ourém-PA, onde eu morava na época). O curta foi produzido através de uma bolsa de criação artística do Instituto de Artes do Pará (IAP) .

A Revolta das Mangueiras” (Animação em computação gráfica - 3d. colorido – Censura Livre – 2004 - duração: 6 min 31 seg), de Roberto Eliasquevici - Henrico chega à “Cidade das Mangueiras” com seu carro novo, cometendo inúmeras infrações e desrespeitando pedestres e ciclistas. Ao tentar estacionar o carro no terreno entre sua casa e a de um ecologista, é impedido por uma frondosa mangueira situada na entrada. Henrico ameaça derrubá-la no dia seguinte. O ecologista alerta sobre os benefícios da árvore. Eles discutem e tudo acaba com uma praga: “que retorne a ti o que causares à natureza...” Henrico segue com intuito de cortar a mangueira, mas acaba tomando uma decisão diferente.

Admirimiriti” (Animação em computação gráfica - 3d. colorido – Censura Livre – 2005 – duração: 12 min.), de Andrei Miralha - Numa feira, em meio à festa religiosa do Círio de Nazaré, os brinquedos de miriti ganham vida.

O boneco dançarino de brega é abandonado por sua parceira, por ser muito presepeiro (brincalhão). A partir daí, ele parte em busca de um novo lugar, um novo sentido pra sua existência, até obter o perdão de sua parceira. Produzido em animação 3D, o curta tem roteiro ágil, sem diálogos, e propõe divulgar a cultura paraense numa história que mistura drama e comédia.

Visagem!” (Animação em stop-motion – Censura Livre - 2006 - duração: 11 min.), de Roger Elarrat - Curta-metragemem Stop-motion realizado em 2006 através de uma bolsa de criação artística do Instituto de Artes do Pará. Adaptado de contos de Walcyr Monteiro, dirigido por Roger Elarrat, roteiro de Adriano Barroso, bonecos de Nelson Nabiça, cenários de Paulo Emílio, fotografia de Adalberto Júnior, trilha sonora original de Leonardo Venturieri, logo e storyboards de Otoniel Oliveira.

O Menino Urubu” (Animação em computação gráfica - 3d. colorido – Censura Livre – 2005 - duração: 16 min.), de Fernando Alves - O menino urubu é a história de uma criança encontrada num lixão por um casal de urubu o qual a adota e a cria no contexto da espacialidade amazônica com suas perculiaridades e inerências. No seu processo de crescimento, a criança estabelece uam relação de aprendizado com o mundo cheia de descobertas e desafios.

Meu Tempo Menino” (colorido – Censura Livre - duração: 24 min.), de Emano Loureiro - A amizade de dois garotos amazônidas que passam por situações inusitadas. O primeiro filme produzido em Santarém no Estado do Pará mistura ação direta com desenhos.

Realização: Cineclube Casa do Professor, em parceria com a Paracine - Federação Paraense de Cineclubes, Conselho Nacional de Cineclubes, Cineclubes -  Na Luta contra a Homofobia e AJCC - Associção de Jovens Críticos de Cinema. Entrada Franca.

19.7.11

“A Travessa da Espera” no palco do Teatro Cuíra

As angústias e alegrias da espera, iniciando pelas angústias dos que aguardam um espetáculo. 
A espera é o mote principal para que o Grupo de Teatro Universitário da UFPA convide o público a sentar e aguardar o toque das três campas, em “A Travessa da Espera” que, depois de estrear ano passado, no Teatro Universitário Cláudio Barradas, volta em cartaz nesta terça (19/07), às 19h00, no Espaço Cuíra, pelo Festival Cultura de Verão. Entrada franca.

Esperar é um fardo que todos enfrentamos, diariamente. Esperar na fila é a travessia eterna por onde passam dramas e sentimentos humanos. Esperar chegadas, partidas, voltas e chegadas podem fazer do nosso cotidiano mais feliz, pois nunca sabemos o que nos aguarda ao final de cada travessia.

Na travessa da espera caminha o casal que não sabe aonde quer chegar. Executa-se a tortura da espera por um atendimento médico. Transitam as fantasias de quem encontra o par perfeito numa sala de espera do dentista. Por essa travessa passam despercebidos os amores que duram uma vida inteira sem trocar uma palavra; atravessam sonhos que todos temos e pelos quais ansiamos que um dia se realizem.

Espera que causa angustia e tortura a conta-gotas. Espera de uma pizza que irritantemente talvez chegue fria. Esperas que proporcionarão muitas risadas e diversão garantida a quem conseguir aguardar sessenta minutos.

Partindo de um processo colaborativo, que contou com a experiência de cada um dos atores na construção da peça (afinal, espera é inerente a todo ser humano), o que se vê em cena é o retrato artístico - e muito bem humorado - de toda a sociedade que espera, desde que se aguarda nove meses para nascer. A travessia do esperar pode ser menos dolorosa, e até bem prazerosa, se entendermos que ela pode nos render momentos únicos na vida.

A peça conta as desventuras do esperar e com muita música dá o tom necessário a cada nuance desta travessia, especialmente aquela feita através do vídeo, que é protagonista e interage com os atores, conduzindo o público a atmosferas diferentes e incríveis a cada situação de espera. Com direção de Olinda Charone, a peça é leve e divertida. No elenco, jovens atores a despontar, como Ana Marceliano, Bárbara Gibson, Delianne Lima, Haroldo França, Ives Oliveira, Caled Garcês, Leandro Oliveira e Patrícia Zulu. A música fica por conta de Diego Vattos, Ramón Rivera e Rubens Santa Brígida.

18.7.11

Lux Amazônia lança longa sobre Batista Campos um dos ícones da Cabanagem

Ainda faltam quase duas semanas, mas quem já estiver pensando no que fazer ou para onde ir no último final de semana de julho vai a dica. Nos próximos dias 29 e 30 será lançado, no Clube Paroquial e no Ginásio Municipal de Barcarena, o longa-metragem digital O Cônego – Senderos da Cabanagem (ficção/124 min/Barcarena/2011). 

Com roteiro escrito e dirigido pelo cineasta Paulo Miranda, o filme não tem a pretensão de contar a história do movimento cabano, mas é inspirado em fatos históricos da Cabanagem, centrados na trajetória de uma de suas mais influentes lideranças, o Cônego Batista Campos, o homem místico, militante político e intelectual a serviço da gente mais simples do Grão-Pará.

Embora tenha seu nome emprestado a uma das praças mais importantes de Belém, Batista Campos é ainda um ilustre desconhecido até mesmo entre os estudantes. Destacou-se na luta contra os portugueses, obtendo prestígio entre a massa miserável que habitava as choupanas à beira dos rios, os chamados cabanos.

A mais importante revolta popular da Regência, porém, durou pouco para as camadas populares que lutaram por ela. Batista Campos acabou sendo marginalizado pelo governo provisório instalado. 

Traído, o povo se revoltou, exigindo a participação de seus lideres no novo governo, mas a resposta do poder central foi desastrosa e violenta. A repressão acabou por prender Batista Campos e fuzilar nativos e trezentos prisioneiros detidos no porão do navio Brigue Palhaço.

Realizado por meio do Projeto Filma Pará, uma ação cultural que, em Barcarena, integrou a prefeitura municipal, empresariado e comunidade local, a produção envolveu 30 pessoas entre técnicos e produtores, além de cerca de 60 atores, selecionados e capacitados pelo coletivo da Lux_Amazônia, no próprio município de Barcarena.

O Paulo Miranda também já produziu e dirigiu os filmes Ajuê São Benedito (ficção - 76min – Gurupá – 2004) e o Ajuntador de Cacos-(documentário – 56 – Marajó - 2011), este último lançado recentemente em Belém.

Ficha técnica - Roteiro e direção: Paulo Miranda/ Direção de fotografia: Sandro Miranda/ Direção de Arte: Raimundo Matos - Sandro Miranda/ Direção de Produção: Ane Viana - Eliene Ribeiro/ Produção Executiva: Minorose Batista - Wellington Lucas - Rutinéa Miranda / Produção: Lux Amazônia Produções Cinematográficas

Serviço
Filme longa metragem - “Cônego Batista Campos – Senderos da Cabanagem”. Coquetel de pré-lançamento para convidados, no dia 29, no Clube Paroquial de Barcarena, às 19h. No dia 30 a programação é aberta ao público, no Ginásio de Esportes do município, também às 19h.

17.7.11

Inscrições abertas para o 1º Salão Xumucuís de Arte Digital

There is no palce (Flavya Mutran)
A presença marcante da arte gerada por novas plataformas computacionais foi um dos motivos para a criação do 1º Salão Xumucuís de Arte Digital, cujas inscrições estão abertas não só para artistas paraenses, mas também para os de todo o país, até dia 25 de julho.

Os interessados em enviar trabalhos, devem acessar o site para ler o edital e baixar a ficha de inscrição que deverá ser enviada para o e-mail do salão xumucuis@gmail.com. Serão recebidos trabalhos nas diversas áreas da arte digital como vídeo-arte, vídeo-instalação, vídeo-objeto, gravura digital, performance e web-arte. 

Promovido pelo site Xumucuís, o evento que promete trazer à tona artistas e obras que vem se destacando no universo da arte digital. No Pará, por exemplo, artistas como Val Sampaio, Vitor Souza Lima, Melissa Barbery, Luciana Magno, entre outros, que vêm conquistando espaço com trabalhos que extrapolam as fronteiras plásticas. É gerando obras híbridas que estes artistas se ligam ao que há de mais contemporâneo no cenário artístico atual. Para compreender melhor este, ainda novo, universo, até o dia 18 de setembro, quando encerrará, o evento promoverá dois colóquios para discutir este tipo de produção artística.

Com a abertura marcada para o dia 18 de agosto, na Sala Valdir Sarubbi, do Museu Casa das Onze Janelas, o salão selecionará 30 trabalhos de artistas nacionais e locais e oferecerá premiação para os 05 trabalhos mais bem avaliados pela comissão de seleção, formada pelo curador Orlando Maneschy, Professor e Doutor em Semiótica; pela Mestre em Artes e fotógrafa Flavya Mutran, e pelos artistas visuais Alberto Bitar e Roberta Carvalho, além do curador do salão e pesquisador, Ramiro Quaresma.

O julgamento das obras será realizado entre 26 e 30, quando o resultado será divulgado. O 1º Salão Xumucuís de Arte Digital tem patrocínio da Oi Futuro e do Governo do Estado, por meio da Lei Semear de incentivo à cultura, e apoio cultural da SOL Informática. Mais informações: 91 8239 2476 ou pelo e-mail xumucuis@gmail.com/ e Twitter @xumucuis

15.7.11

Orquestra de violoncelistas abre o 9 º Baiacool Jazz Festival

Áureo de Freitas, da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia
Um dos acontecimentos mais esperados do verão amazônico inicia neste sábado dia 16 de julho, em Salinas, no Farol Velho,  contando com a presença de importantes nomes da cena instrumental brasileira.

Carlos Malta e Robertinho Silva vem do Rio de Janeiro. Já os paulistas do Grupo Três de Paus voltam ao Baiacool, trazendo com eles um convidado especial, o guitarrista Faiska. O 9º Baiacool Jazz Festival tem ainda os guitarristas Victor Biglione e Delcley Machado.  O evento deste ano abre às 15h com Áureo Freitas e a Orquestra de Violoncelistas da Amazônia. 

A idéia de convidar uma orquestra para a abertura está de acordo com a proposta do projeto, em mostrar a música instrumental em todas suas formas para o público. “A Orquestra de Violoncelistas é um trabalho muito especial realizado pelo Professor Áureo de Freitas que, assim como nós da Zoé, acredita que a arte é uma necessidade e uma grande aliada à educação de um povo”, explica Paula Medeiros, produtora executiva do festival.

Douglas, do grupo Três de Paus (SP)
Depois dos violoncelos, a festa continua com a apresentação de uma revelação do Jazz Fusion Paraense, o quarteto do guitarrista Samuel Cei.

O primeiro sábado (16) do Baiacool encerra com o grupo paulista Três de Paus e o guitarrista Faiska. Formado pelos músicos Bruno Alves (teclados), Ximba Uchyama (baixo) e Douglas Las Casas (bateria), o 3 de Paus vem pela segunda vez ao festival. “Estamos preparando algo muito especial pra essa edição do Baiacool Jazz Festival. Preparem-se, pois o teto vai cair!”, diz Douglas pelo Facebook, onde o evento já tem um grupo que se comunica desde o mês de junho.

O segundo sábado (23) também promete abalar o Farol Velho, com as apresentações do multinstrumentista Carlos Malta, seguido de dois guitarristas da pesada, o argentino Victor Biglione e o paranese Delcley Machado e Quarteto. No encerramento, dia 30, o anfitrião da festa, Minni Paulo Medeiros, toca em quarteto, seguido do grupo Mundo Mambo e pelo pianista nova-iorquino Jeff Gardner.

Inovação - O Baiacool Jazz Festival inovou o cenário da música instrumental na região norte ao surgir, há nove anos, e vem mantendo a qualidade e a importância não só para os instrumentistas brasileiros sejam eles paraenses ou de outras cidades, mas também para a formação de público e incentivo para a música instrumental do país.

Robertinho Silva, convidado especial
“Trouxemos ao sofisticado jazz, a informalidade da bela paisagem de Salinas, e levamos música instrumental ao público, provando que o ritmo pode, sim, ser popular e trazer entretenimento. É muito legal também ver, não só a difusão da música instrumental, mas proporcionar encontros profissionais e pessoais, entre músicos de vários lugares. Eles se encontram, trocam experiências, incentivando uns aos outros. O Baiacool é uma alegria pra gente, e sem dúvida um orgulho”, comemora Paula.

Pioneirismo - O Baiacool foi o primeiro Festival de Jazz do norte do Brasil e continua sendo o maior. Até agora mais de 150 grupos de música instrumental brasileira, jazz, blues e música experimental já passaram por ele. É fato dizer que depois do Baiacool, várias portas se abriram para música instrumental, não só no Estado do Pará, onde surgiram outros festivais e novos grupos, mas também em toda região norte e em de outras paragens deste país.

“Hoje, o Estado do Pará é também conhecido por fazer um Festival de Jazz na Amazônia e que todos os músicos de todas as partes do Brasil que trazemos, adoram. O Festival já contou com shows especialíssimos, alguns montados para apresentação única no Festival, sempre mesclando a programação entre instrumentistas paraenses e de outras partes do país e também dos Estados Unidos. Podemos dizer que grande parte dos instrumentistas brasileiros da atualidade ou já tocaram no Baiacool ou querem tocar!”, finaliza Paula.

Delcley Machado, prata da casa na festa do instrumental
As inúmeras dificuldades técnicas e de logística de se realizar um festival desses na praia, sob o sol escaldante do verão, traz certas dificuldades, mas mesmo assim o festival vem sendo realizado com êxito, pela produtora independente Zoé Produções, contando com patrocínio do Governo do Estado e Sesc_-PA, com apoio cultural da Fundação Tancredo Neves, Mariza Alimentos, Laboratório Borborema, Transportadora Horizonte.

PROGRAMAÇÃO

Sábado 16 de julho: 15h
Orquestra de Violoncelos da Amazônia
Samuel Cei
Três de Paus + Faiska

Sábado 23 de julho: 16h
Carlos Malta
Victor Biglione
Delcley Machado Quarteto

Sábado 30 de julho: 16h
Minni Paulo
Mundo Mambo
Jeff Gardner

14.7.11

EntreAtos é o Pará no encontro de teatro de rua de Porto Velho

Cia EntreAtos
Em sua 4ª edição, o Amazônia Encena na Rua, que inicia no dia 18, em Porto Velho (RO), terá participação do Pará. A EntreAtos Companhia de Arte (Belém) apresentará 02 espetáculos, “Exercício número II - Bufo e Zitinha” e “Eu aqui brigando com o Mundo e Vocês aí fazendo Palhaçada”. 

Dica: em Belém Bufo e Zitinha também podem ser vistos desta quinta, 14, a sábado, 16, às 19h, e no domingo, 17, às 11h, no anfiteatro da Praça da República.

Formada por Milton Aires, Jhonny Russel, Emerson Souza e Lu Maués, os dois espetáculos fazem parte da investida do grupo no universo do palhaço. “Não exatamente do circo, mas do palhaço porque a companhia sempre flertou muito com universo circense e o trouxe pra dentro de suas montagens. A questão da palhaçaria, eu sempre observei com muito respeito, com o máximo cuidado, exatamente por achar muito belo e querer fazer bem feito. E como trabalhamos exclusivamente com teatro de rua, o universo circense é um prato cheio”, diz Johnny Russel.

Realizado anualmente pelo grupo O Imaginário, em Porto Velho, o “Amazônia Encena na Rua” tem como objetivo reunir o povo de teatro de rua com os artistas da floresta. O evento já recebeu outros artistas e grupos paraenses, como a professora, atriz e diretora Wlad Lima, da Rede de Teatro da Floresta e Suani Corrêa, do Grupo Palhaços Trovadores, como uma das representantes da Rede Brasileira de teatro de Rua – RBTR -, além do grupo In Bust Teatro com Bonecos.

Fio de Pão, In Bust (2010, em PV)
“Desde que tomei conhecimento deste encontro em Porto Velho, que gero expectativas. Estivemos presentes ano passado, e hoje tenho certeza da riqueza, importância e profundidade desse debate para a afirmação do Teatro da Floresta e da RBTR na Amazônia, dentro do cenário do teatro brasileiro”, diz Paulo Ricardo Nascimento, do In Bust Teatro, que ano passado apresentou no evento “Fio de Pão – a lenda do Cobra Norato”.

Este ano, o grupo não participa do Amazônia Encena na Rua, mas estará em Porto Velho, logo depois do evento, apresentando, no dia 26 de julho, “Catolé e Caraminguás”, pela circulação do Amazônia das Artes (SESC).

Na rua - A programação extensa, conta com participação de grupos de todo o Brasil, totalizando 20 espetáculos e performances que serão apresentados ao longo de sete dias, de 18 a 24 de julho, contando oficinas e grupos convidados. A abertura começa com um cortejo que terá concentração às 18h, na Praça das Caixas D´água, saindo em direção à praça da Ferrovia Madeira Mamoré. Uma peculiaridade do evento é que não só as apresentações acontecem nas ruas de Porto Velho, assim como todos os debates.

De acordo com Russel, um dos fundadores da EntreAtos, a companhia sempre fez teatro de rua, como uma opção de trabalho e linguagem. “Por uma série de fatores, mas principalmente por ser uma arte livre, de contato direto com o povo que está na rua e que cria o teatro que a gente faz. No teatro de rua, eu me confronto com talvez, o berço do teatro, com tradições milenares que vão das máscaras medievais aos folguedos populares, como o boi bumbá”, conta o ator.

Em Porto Velho, apresentações em 2010
Para ele, o Amazônia Encena na Rua soma com a atual realidade do movimento de teatro de rua, que vem crescendo em todo o Brasil, aliado à utilização da internet. “As redes sociais vêm, cada vez mais, provando que as tecnologias fazem um bem danado para quem sabe usar. Uma prova disso é RB TR, que vem se organizando e promovendo conversas com teatreiros do Brasil e promovendo ações coletivas, pensando teatro para todo o país”, diz Russel.

Em Belém, de acordo com o ator, o teatro de rua ainda está sendo fomentado, mas em geral, diz ele, “o povo de teatro vem sim se organizando, com a criação de Fóruns de discussão, encontros presenciais. O Fórum Permanente Teatro do Pará, que acabou de fazer dois encontros de teatro, um municipal e um estadual, e isso vem apontando caminhos, dentro das nossas necessidades enquanto fazedores de teatro”, explica.

Espetáculos da ECA - “Exercício número II - Bufo e Zitinha” começa quando os dois palhaços se encontram e Zitinha diz que vai se apresentar naquele lugar. Bufo não gosta nada da ideia, já que também veio pra se apresentar. Decidem, então, fazer uma pequena disputa e deixar o público decidir quem vai apresentar seu espetáculo.

Zitinha, EntreAtos
“Essa disputa é, na verdade, apenas uma desculpa para esses dois palhaços, que fazem de tudo pra aparecer, armarem suas confusões”, explica Jhonny Russel que faz Bufo, ao lado da atriz Lu Maués, que interpreta Zitinha.

“Eu aqui brigando com o Mundo e Vocês aí fazendo Palhaçada” foi concebido a partir das cenas criadas em processo de apresentação. Na rua, quatro palhaços – Boop, Babu, Espia e Zitinha – vivenciam várias situações para dar conta de preencher o espaço vazio do picadeiro-rua. Eles se desdobram em diversas funções, sempre caindo em ridículos fracassos. Na cena tentam ser músicos, malabaristas, mágicos e personagens do cotidiano, entre outros.

PROGRAMAÇÃO 
Porto Velho - Rondônia

Dia 18
18h – Cortejo de Abertura (concentração Praça das Caixas D´água)
19h – Abertura Oficial do Amazônia Encena na Rua 2011
20h – Meu Boi Precioso - Ponto de Cultura Ponto de Início – Porto Velho – RO
21h – Saltimbembe Mambembancos - Grupo de Circo e Teatro Rosa dos
Ventos – Presidente Prudente – SP

Dia 19
19h – Meu Rio - Grupo QuebraCabeça – Porto Velho – RO
20h – Umas e Outras - Cia. Aqueles Dois – Cuiabá – MT
21h – João Cheiroso e João do Céu vendendo cordel - Grupo Eureca – Amapá – AP

Dia 20
19h – Exercício número II - Bufo e Zitinha - EntreAtos Companhia de Arte – Belém - PA
20h – O Casamento da Filha de Mapinguari - Cia Vitória Régia – Manaus - AM
21h – A Farsa do Advogado Silva e Santos - Cia do Lavrado – Boa Vista – RR

Dia 21
19h – O Que é o Amor - Os Tawera – Palmas – TO
20h – O Dragão de Macaparana - Cia de Artes Fiasco – Porto Velho – RO
21h – A Máquina do Tempo - Oigalê – Cooperativa de Artistas Teatrais – Porto Alegre – RS (Oigalê é patrocinado pela Petrobras)

Dia 22
19h – Palita no trapézio - Cia. MiraMundo Produções culturais – São Luiz - MA
20h – Arigó - Grupo Metaeufóricos – Guajará-Mirim – RO
21h – As Mulheres de Molière - Cia. Visse e Versa de Ação Cênica – Rio Branco - AC

Dia 23
19h – Esse lugar é Meu e Uma valsa - Grupo Locombia de Teatro de Andanças – Boa Vista - RR
20h – Eu aqui brigando com o Mundo e Vocês aí fazendo Palhaçada - Cia EntreAtos – Belém - PA
21h – A farsa do Advogado Pathelin - Grupo de Circo e Teatro Rosa dos Ventos - Presidente Prudente - SP

Dia 24
19h – Procura-se - BRSA – Coletivos de Artistas – Brasília - DF
20h – Atrapalhaças! - Cia. MiraMundo Produções Culturais – São Luiz - MA
21h – O Negrinho do Pastoreio - Oigalê – Cooperativa de Artistas Teatrais – Porto Alegre – RS (Oigalê é patrocinado pela Petrobras)

12.7.11

Imagens de Marc Ribou no Museu Histórico do Pará

Com mais de 50 anos de carreira, o fotógrafo Marc Ribou registrou intensamente a vida nos mais diversos cantos do mundo. Ribou terá sua obra exposta na Galeria Antônio Parreiras do Museu Histórico do Estado do Pará, numa parceria da Secretaria de Estado de Cultura do Pará, por meio do Sistema Integrado de Museus e Memoriais com Aliança Francesa de Belém. A exposição tem abertura nesta quarta-feira, 13, às 19h.

A mostra reúne 60 fotografias do francês que influenciou uma geração inteira de fotógrafos em todo o mundo. Marc Riboud nasceu em 1923 na cidade de Lyon. Durante a Exposição Universal de Paris, em 1937, realizou suas primeiras fotografias com o pequeno Vest-Pocket que seu pai lhe dera por ocasião de seus 14 anos.

Em Paris conheceu Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e David Seymour, os fundadores da Magnum Photos. Em 1953 ele era um membro da organização. Sua capacidade para capturar momentos fugazes na vida através de composições poderosas já era aparente.

Uma imagem tirada por Riboud em 21 de outubro de 1967, está entre as mais célebres. Captada em Washington, onde milhares de ativistas anti-guerra tinham se reunido em frente do Pentágono para protestar contra o envolvimento dos EUA no Vietnã, a imagem mostra uma jovem, Jan Rose Kasmir, com uma flor em suas mãos e um olhar gentil nos seus olhos, em pé na frente de vários rifles em punho de soldados estacionados para bloquear os manifestantes.

Dos anos 50 aos dias de hoje, Riboud capturou imagens da China, Tibete, União Soviética, Vietnã, Oriente Médio e África. Seu trabalho foi exposto em diversas cidades pelo mundo, como: Paris, Londres, Nova Iorque, Beijing, Hong Kong e Bilbao.

A exposição estará aberta à visitação de 14 de julho a 18 de setembro, de terça a sexta-feira das 10h às 18h e sábado/domingo das 09h às 13h.

(com informações da assessoria de imprensa da Secult/Augusto Pacheco)

11.7.11

"Ribeirinhos do Asfalto" vai para Gramado

O elenco no barco (Furo do Combu), indo em direção a Belém
Com direção de Jorane Castro, o curta “Ribeirinhos do asfalto" acaba de ser confirmado para participar da mostra competitiva do Festival de Cinema de Gramado (RS), que acontecerá de 05 a 13 de agosto, no Palácio dos Festivais. 

O filme foi rodado em dezembro de 2009, um pouco antes do Natal. A cidade naquela movimentação para as festas de final de ano e nós filmando no Ver-o-Peso. Usamos de várias estratégias para filmar, pois além de estarmos na maior feira céu aberto da América Latina, tínhamos como protagonista, a atriz Dira Paes, em pleno sucesso com a personagem Norminha de na novela da Globo. Logo, os pedidos de autógrafo e fotos junto a atriz poderia nos atrasar em muito o set.

Mas deu tudo certo. Os feirantes não só foram figurantes espontâneos do filme, como se tornaram alguns de nossos melhores aliados durante os três dias em que ficamos por ali. Além do Veropa (como carinhosamente chamamos por aqui, o Ver-o-Peso), tivemos locações na ilha do Combu, de onde filmamos a travessia de barco feita pelo elenco principal, tendo em direção, uma Belém com toda a sua urbanidade ao fundo, descortinada ao se sair do furo do igarapé que banha a ilha. Também estivemos em um conjunto habitacional de Marituba e no Distrito Industrial.

Dira Paes (Rosa) e Anne Dias (Dália)
Além de Dira Paes (Rosa), o elenco principal conta com Adriano Barroso (Everaldo) e com a estreante Ana Letícia (Deisy). No elenco especial e de apoio, tivemos Guilherme do Rosário (Anderson) Ives Oliveira (Nazareno), Paulo Marat (Motorista do ônibus), Anne Dias (Dália), Andréa Rezende, Marcelo Vilela, Marcelo Siqueira, Diego Rocha, Rosilene Cordeiro (Vendedora de plantas) e Emerson de Souza, entre outros que integraram a figuração.

Para Jorane Castro, a participação do filme em Gramado, um dos mais importantes festivais do país, é muito bom, pois proporciona ao filme um belo início de carreira. 

“O festival de Gramado é um dos mais populares e conhecidos do Brasil. Iniciar uma carreira em Gramado é um ótimo sinal de que estaremos em mais mostras e festivais. Estou curiosa, pois esta será a primeira vez que verei a reação de um público. O lançamento, em Belém, acredito, vá acontecer logo após Gramado”, diz a cineasta.

“Ribeirinhos do Asfalto” é um filme de personagens e a idéia do roteiro surgiu, de acordo com Jorane, a partir da observação da diferença e, ao mesmo, tempo desta proximidade que existe entre a cidade de Belém e a região das ilhas (39, ao todo). 

Em uma garagem de empresa de ônibus (Marituba)
“São universos tão distantes e tão próximos que me pareceu um bom motivo para fazer um filme”, comentou a diretora com o Holofote Virtual, à época das filmagens.

Ela explica que a ação do filme se desenvolve em apenas um dia, mas que basta isso para mudar a vida de todos os personagens principais. 

“O filme mostra as relações humanas entre pessoas que tem que lutar pela sobrevivência, enfrentando a dura realidade, longe de conceitos como bem e mal. A relação entre estes personagens, na realidade do Brasil contemporâneo, é o motor da história”.

Ribeirinhos do Asfalto é uma ficção, filmada de forma de documental. Há muito pouco de iluminação artificial, optando-se pela luz natural das locações. Pela escolha da estética, além disso, procurou-se intervir e menos possível nas locações escolhidas, trabalhando-se com a figuração local.

No Ver-o-Peso, a equipe conversa antes do próximo take
Equipe - Na equipe técnica, entre outros profissionais, havia Luís Laguna, na direção de produção, e Rui Santa Helena, na direção de arte. Na produção, estão Wanderson Lobato (Quero ser Anjo) e Camilla Leal (Matinta), além de Teo Mesquita (Miguel Miguel), nosso Platô incansável. No still, o fotógrafo Marcelo Lélis (Miguel Miguel e Matinta) e na produção de figuração, Dario Jaime. 

Na direção de fotografia, Pablo Baião (Tropa de Elite 2, Matinta), que teve a assistência de Pedro von Kruger. No som, Márcio Câmara, que trabalha com Jorane desde "Mulheres Choradeiras". Como seu assitente, assinou Mario Ribeiro. Na continuidade, Luciano Lira (Miguel Miguel), na maquiagem Sonia Penna, no figurino, Antônio Mauriti e na assessoria de imprensa, Dedé Mesquita.

Depois de fazer a continuidade de vários curtas realizados em Belém (Quero Ser Anjo, Alice, De Assalto, Era Uma Vez Carol, Chupa Chupa – a história que veio do céu, Miguel Miguel, Matinta), entre os quais dois outros de Jorane (Mulheres Choradeiras e Quando a Chuva Passar), fiz desta vez, a primeira assistência de direção, tendo como fiel escudeiro, Célio Cavalcante, fundamental para o processo, pois já trazia na bagagem outros trabalhos nesta função.

População na cena documental, misturada aos figurantes do filme
Gramado – Tenho certeza de que a seleção de “Ribeirinhos do Asfalto” para Gramado foi mais que merecida. O curta foi rodeado por desafios, todos ultrapassados em seis dias de filmagens, realizadas em inúmeras locações externas, envolvendo travessia de barco, viagens de ônibus de circulação e um número considerado de atores e figurantes.

Além de tudo, “Ribeirinhos do Asfalto” revela uma Belém de contrastes entre o que é urbano e ribeirinho, destaca um de seus mais incríveis cartões postais, o Ver-o-Peso, com toda a sua cor, revelada pelas frutas e iguarias da rica culinária paraense, e traz um elenco com uma atuação de primeira, como em breve todos teremos a oportunidade de ver.

Participar de Gramado na mostra competitiva, já é um êxito. Vou torcer, desde já, desejando que a carreira do filme seja longa e de muitas conquistas. Parabéns a todos que fizeram parte desta brava equipe!

Três dias filmando no Veropa
Apoio e patrocínio - O curta "Ribeirinhos do Asfalto" foi selecionado pelo Prêmio Petrobras Cultural e teve patrocínio do Banco da Amazônia por meio da Lei Rouanet. 

Apoio: Associação dos Moradores do Conjunto Beija Flor, Núcleo de Produção Digital do IAP, Cerpa, Viação Forte, Sol informática, Forum Landi (UFPA), Praticagem da Barra, Guarda Municipal de Ananindeua, Prefeitura Municipal de Ananindeua, Ver-o-Pêso Hotel, Polícia Militar, Ctbel, Fundação Yamada, TRANMAPA - Transportadora Marítima de Cargas do Pará - LTDA e Secretarias Municipais de Economia, de Saúde e de Saneamento.

Doc sobre Nana Caymmi volta em cartaz e outras notas para esta semana

Allan e Cincinato, do Quaderna
Na programação cultural de Belém tem filme voltando ao circuito, bate papo em cineclube e muita música. Mas fique ligado também em algumas inscrições bacanas para quem estiver a fim de participar do Auto do Círio, do Salão de Arte Digital ou do 9º Festcine Amazônia.

O grupo Quaderna se apresenta no Festival Cultura de Verão nesta quarta-feira, 13, a partir das 19h, com participação da cantora Nazaré Pereira e de Mário Mousinho (violão).  Quem toca: Abel Oliveira - com seu baixo rodado; Ricardo Aquino e Bruno Mendes - nos tambores; Jr. Menezes - nos ébanos e marfins elétricos; Silvio Barbosa - nos sopros de sax e flauta, além de Allan Carvalho - voz e viola e Cincinato Jr. - voz. O Festival Cultura de Verão rola todas as terças e quartas, no Píer da Casa das Onze Janelas, com transmissões ao vivo pelo Portal Culutra e TV Cultura.

Rabeca e percussão - Não esqueça. Nesta segunda-feira, 11, tem exibição de documentários no Cineclube Alexandrino Moreira, do Instituto de Artes do Pará. “Tocando a Rabeca” (27 min), que investiga a memória da arte de confeccionar e tocar rabeca nos municípios de Bragança, Tracuateua, Quatipuru e Augusto Corrêa. E “Percussivos” (52 min), que mostra a percussão que se faz na Bahia.

Após a exibição, haverá bate papo, tendo como convidado o Luthier Paulo Nogueira, o “Fafá”, da Fundação Carlos Gomes e de Nazaco Gomes, percussionista paraense com larga experiência, e Edson Santana, professor de música e percussionista.

O Cineclube Alexandrino Moreira tem sessões sempre às segundas-feiras, às 19h. A programação completa do mês de julho pode ser consultada no site: www.iap.pa.gov.br. Cineclube Alexandrino Moreira. Praça Justo Chermont, 236 – Nazaré (ao lado do Santuário de Nazaré). Inicio da sessão: 19h. Entrada Franca.

Ensaios iniciam em agosto
Teatro - Já estão abertas as inscrições para o Auto do Círio. Em 2011, o Auto do Círio traz como tema "O Teatro Que o Povo Cria" homenageando as manifestações populares do início da história do Círio de Nazaré, quando durante as festividades, o largo se enchia de danças de caráter ou inspiração folclóricas.

Para inscrever-se no Auto 2011 basta enviar e-mail para autodocirio@hotmail.com informando os dados pessoais solicitados na ficha de inscrição. As inscrições serão feitas também, a partir de agosto, na sala de pesquisa e extensão da ETDUFPA, das 9h às 13h - Trav. D. Romualdo de Seixas, 820.

Arte Digital – O 1º Salão de Arte Digital está recebendo inscrições de artistas de todo o país, até dia 25 de julho, para trabalhos nas diversas áreas da arte digital como vídeo-arte, vídeo-instalação, vídeo-objeto, gravura digital, performance e web-arte. Os resultados serão divulgados no dia 27 de julho e abertura do Salão será no dia 18 de Agosto na Sala Valdir Sarubbi do Museu Casa das Onze Janelas.

É uma realização do site Xumucuís, com produção da Espiral Multimeios, patrocínio da Oi, Secretaria de Cultura do Pará, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e Governo do Pará via Lei Semear, tecnologia da SOL Informática e apoio cultural da Oi Futuro. Saiba mais no site do projeto.

Documentário homenagem
Nana Caymmi - Neste mês de julho, quem fica na cidade tem a oportunidade de assistir ‘Rio Sonata’, documentário do francês Georges Gachot sobre a cantora Nana Caymmi. O filme volta ao cartaz do OI Cine Estação a partir desta quarta-feira, 13 de julho, nas sessões de 18h e 20h30, com ingressos a R$ 7,00 e com meia-entrada para estudantes.

Festival - As inscrições para a 9a ediçao do Fest Cineamazonia continuam abertas. Inscreva seu vídeo ou filme no site do festival. Categorias: Animação, Experimental, Ficção, Documentário e Vídeo Reportagem Ambiental.

9.7.11

As boas dicas das telonas e de bate papo cineclubista em Belém

No circuito comercial, a pedida é a mais nova obra de Wood Allen, Meia Noite Paris, em cartaz no Cinépolis (Shopping Boulevard). Mas no circuito alternativo neste final de semana há o que se ver até domingo. Na segunda-feira, 11, é dia de cineclube Alexandrino Moreira, que traz dois documentários interessantes sobre fabricação de instrumentos musicais na região nordeste do Pará e na Bahia, além de um bate papo muito especial com o Luthier da Fundação Calos Gomes, Paulo Nogueira, o nosso querido "Fafá". Confira!

Meia Noite Paris vem sendo considerado pela crítica como o retorno de Wood Allen a sua boa forma. Ele conta a história de um roteirista de Hollywood, já cansado de seu trabalho que resulta em grandes enlatados americanos e, para tentar renovar as idéias, segue para umas férias em Paris.

Na cidade Luz, ele ganha a inspiração que precisava, viaja no tempo e, de volta à década de 1920, se encontra com personagens geniais, como Pablo Picasso, Cole Porter, Henri Matisse e Luis Buñel, entre outros. É aí que está o retorno de Allen ao seu melhor estilo. Aderindo o realismo fantástico, o cineasta discute a imagem de Paris vista pelos americanos e prestigia grandes mestres das artes plásticas, cinema, música e literatura. O filme tem duas sessões, às 20h05 e 22h20 - Cinépolis do shopping Boulevard. No sábado e domingo, com ingresso a R$ 20,50.

No circuito alternativo, dois destaques: "Um homem que grita", do diretor africano Mahamat-Saleh Haroun, em exibição no Cine Líbero Luxardo, às 19h, com ingresso a R$ 5,00. E 'Reencontrando a Felicidade', filme de John Cameron Mitchell, que traz Nicole Kidman no elenco. As sessões acontecem no Cine Oi Estação, às 18h e 20h30, no sábado e domingo, que também oferece uma matinal, às 10h. O ingresso custa R$ 7,00.

No filme do cineasta africano, é discutido o difícil panorama político vivido no Chade, para apresentar a história de Adam, um ex-campeão de natação que agora se dedica a cuidar da piscina de um hotel de luxo.

“Reencontrando a Felicidade” é baseado numa peça premiada, chamada “Rabbit Hole”, que faz referência direta a toca do coelho de “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carol. No filme, conta-se a história de um casal que representa um modelo de felicidade, mas que tem seu mundo perfeito invertido quando o filho de quatro anos é atropelado por um carro em frente a sua casa. É outro drama.

Alexandrino Moreira - Na segunda-feira, 11, tem ótima programação no Cineclube Alexandrino Moreira, do Instituto de Artes do Pará, que exibirá dois documetnários.

“Tocando a Rabeca” (27 min), que investiga a memória da arte de confeccionar e tocar rabeca nos municípios de Bragança, Tracuateua, Quatipuru e Augusto Corrêa. E “Percussivos” (52 min), que mostra a percussão que se faz na Bahia.

Após a exibição,o mais bacana que um cineclube por oferecer, um bate papo, tendo como convidado o Luthier Paulo Nogueira, o “Fafá”, da Fundação Carlos Gomes, um dos maiores (senão o maior mesmo) conhecedores desta rara profissão, em Belém. Para enriquecer ainda mais a noite, também participam da conversa com o público, os músicos  Nazaco Gomes, percussionista paraense com larga experiência, e Edson Santana, professor de música e percussionista.

O Cineclube Alexandrino Moreira tem sessões sempre às segundas-feiras, às 19h. A programação completa do mês de julho pode ser consultada no site: www.iap.pa.gov.br. Cineclube Alexandrino Moreira. Praça Justo Chermont, 236 – Nazaré (ao lado do Santuário de Nazaré). Inicio da sessão: 19h. Entrada Franca.

8.7.11

Rumos Cinema e Vídeo traz espetáculos multimídia para Belém

Imagem: frame de 0fps: Southbank, de Gabriel Menotti
De 13 a 24 de julho, o Rumos Cinema e Vídeo traz para Belém o que há de mais contemporâneo na linguagem audiovisual. A mostra acontecerá no Museu Casa das Onze Janelas. 

Em sua 6ª edição, o Rumos Cinema e Vídeo amplia sua área de atuação para além do campo do documentário - o que era característico dos programas anteriores - e avança pelas possibilidades contemporâneas.

Na atualidade, o audiovisual vai muito além do cinema convencional. Artistas contemporâneos da imagem e do som experimentam formatos e dialogam com outras formas artísticas, como a webarte, o teatro, a performance. De 662 projetos inscritos, o Rumos selecionou 21 trabalhos, em três categorias: Filmes e Vídeos Experimentais; Espetáculos Multimídia e Documentários Para Web.

No espaço expositivo da Casa das Onze Janelas, três obras selecionadas estarão projetadas. Em monitores e computadores, o público poderá assistir aos Filmes e Vídeos Experimentais, aos Documentários para Web e aos Espetáculos Multimídia registrados durante a exposição de estreia desta edição do Rumos, em São Paulo.

Você pode assistir a entrevistas com todos os participantes no nosso canal do YouTube. Além disso, acessar, na página do Rumos, um texto crítico sobre os selecionados, as biografias e os Documentários para Web.


Programação - Belém, Pará
quarta 13 - às 20h - Abertura

quinta 14 a domingo 24 de julho
Exposição - das 10h às 18h, de terça a domingo

Acesse a programação no site Assista aos Documentários para Web Confira as entrevistas com os diretores. Museu Casa das Onze Janelas | Praça Dom Frei Caetano Brandão s/n° Cidade Velha - Belém PA | informações: 91 4009 8825 | www.museucasadasonzejanelas.blogspot.com

6.7.11

Palhaços Trovadores rompem a fronteira do Pará e circulam pelo nordeste brasileiro

Contemplados com o Prêmio Teatro Myrian Muniz da Funarte, o grupo reconhecido como Núcleo de pesquisa da linguagem do palhaço, está na estrada levando ao nordeste o espetáculo "O hipocondríaco", adaptação da obra "O doente imaginário", de Molière. Ao todo serão três cidades visitadas pelo grupo, que vem desde 1998 valorizando a cultura popular com seus folguedos, pastorinhas, boi-bumbá e quadrilha, lendas, mitos, trovas e canções da cultura amazônica.

O projeto “Palhaços na Estrada” foi o único do Pará a receber o prêmio da Funarte na modalidade Circulação de Espetáculos e Montagem de espetáculos, em 2010. O objetivo era chegar em cinco 
cidades paraenses e três no nordeste.

“Já foi cumprida a fase local do projeto, com apresentações nas cidades paraenses de Salinas, Bragança, Barcarena, Soure e Salvaterra. No dia 1º de julho, partimos rumo ao nordeste brasileiro, para nos apresentarmos nas cidades de São Luís (Maranhão), Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia). Estamos realizando duas apresentações em cada cidade. Assim, levaremos nossa arte e com ela, a cultura paraense para outras paragens”, diz Suani Corrêa, dos Trovadores.

Primeiro grupo a trabalhar e pesquisar a linguagem do clown em Belém do Pará, os Trovadores vem promovendo o encontro do povo com sua cultura, de modo lírico e cheio de graça, em apresentações que ocupam logradouros públicos - ruas, praças, centros comunitários, escolas - visitando bairros, distritos e pequenas cidades do interior.

“É sempre bom viajar com a trupe, conhecer novos lugares e público. É sempre um desafio também, pois nunca sabemos exatamente o que vamos encontrar, com relação a espaços e platéia”, diz Marton Maués, fundador do grupo.

Antes de pegar a estrada para além das fronteiras do Pará, o grupo conta que esteve em algumas cidades do interior, onde muita coisa já aconteceu e nem sempre, como em toda empreitada destas, estão livres de dificuldades e situações que até podem parecer engraçadas.

“Em alguns lugares a acolhida é muito boa e mesmo em espaços improvisados o espetáculo acontece, flui e a relação artista e público se completa plenamente. Mas estamos sempre sujeitos a acontecimentos inusitados: em Barcarena, por exemplo, mesmo com a praça mal iluminada (e isso verificamos em outras cidades também), o espetáculo ia bem, porém uma chuva fortíssima caiu no finalzinho e tivemos, artistas e público, que sair correndo”, conta Marton.

Nessa hora, de acordo com ele, o jeito é pensar rápido e trabalhar em equipe, porque há equipamentos de som e luz e instrumentos que precisam ser preservados. Mas nem sempre é assim e na maioria das vezes, graças ao bom humor e amor pela arte que há no coração de cada um dos Trovadores, tudo acaba dando certo.

“Em Salvaterra aconteceu tudo certo, espaço bom, público excelente e espetáculo correndo solto, com todos se divertindo. É isso que queremos, levar diversão e arte para todos. E sempre depois destes encontros, voltamos renovados”, afirma o ator e diretor.

Nordeste - Esta semana, porém, a viagem se tornou mais longa. No sábado, 02, e domingo, 03, estiveram em São Luiz se apresentando no projeto Gamar, que atende crianças e jovens em situação de risco, moradores da cidade operária, na periferia da capital maranhense. No domingo chegaram até uma cidadezinha a 20 minutos da capital, chamada Raposa, apresentando-se à comunidade local.

Na última segunda-feira, 04, pegaram a estrada novamente e na terça-feira, 05, já estavam em Fortaleza, onde apresentaram o Hipocondríaco no Sesc da cidade, para um público de 400 crianças. Nesta quarta-feira, 06, fazem mais uma apresentação na cidade logo mais, às 15h, no Teatro do Emiliano Queiroz.

Amanhã, quinta-feira, 07, pegam novamente a estrada e partem para Salvador, mas antes param em Recife, apenas para dormir. Na capital baiana, os Trovadores farão duas apresentações. No sábado, 09, no Teatro Martim Gonçalves, da Escola de Teatro da UFBA, às 16h, para o público em geral, e no domingo, 10, às 16h, no Cineteatro Solar Boa Vista.

“Neste espaço, faremos de manhã, 10h, a apresentação de outro trabalho, o mais recente da trupe, ‘O Menor Espetáculo da Terra’. Está sendo tudo ótimo. Público diferente, uma nova experiência para nós. Tem sido muito divertido. No mais, é fé em deus e pé na estrada”, conclui Marton, que se comunicou com o Holofote Virtual para nos contar as novidades vividas pelo grupo nos últimos dias.

“O Hipocondríaco” – O espetáculo levado na bagagem é uma livre adaptação do clássico francês “O Doente Imaginário”, de Molière, contemplado, em 2006, com o prêmio Myriam Muniz da Fundação Nacional de Arte, Funarte. A peça conta a história de um velho senhor, Argan, rico, avarento e com mania de doenças, que quer casar a filha, Angèlique, com um médico, Thomas Disáforus, para economizar nas consultas e receitas.

Ele é apaixonado pela segunda esposa, Bèline, amante do tabelião Boafé e com o qual tenta armar um golpe para ficar com a fortuna do velho. A empregada, Toinette, juntamente com o irmão do hipocondríaco, Beraldo, desmascaram a esposa desonesta e ainda ajudam a mocinha a ficar com Clèante, o rapaz que ela realmente ama.

No espetáculo dos Palhaços Trovadores, a trama é representada por um grupo de palhaços de um circo decadente. Como na estrutura dos folguedos populares, objeto de pesquisa do grupo, o elenco entra cantando uma canção de chegada e permanece em cena durante toda a representação, saindo ao final com uma canção de despedida. A música está sempre apresentando os personagens, como acontece também nos brinquedos populares, são todas originais e executadas ao vivo pelo grupo.

Além do patrocínio do edital do Prêmio Myriam Muniz da Funarte/MINC, a empreitada tem ainda apoio das Unidades do Sesc (Salinas, Fortaleza, Salvador), Museu da Marujada (Bragança), Prefeitura de Soure e Prefeitura (Ação Social) de Salvaterra, Raquel Franco e Michelle Cabral (Maranhão), Vanéssia Gomes (Ceará).

FICHA TÉCNICA

Elenco: Marcelo Villela (Tchelo/Argan); Cleice Maciel (Pipita/Angélique); Suani Corrêa (Aurora/Angélique); Joyce Baruel (Baru/Béline); Alessandra Nogueira (Neguinha/Toinette); Sonia Alão (Pirulita/Toinette); Adriano Furtado (Geninho/Beraldo); Ramon (Ramão/Cleanto); Marcelo David (Feijão/Dr. Disáforus); Jorge Torres (Ricardio/Thomas Disáforus); Isac Oliveira (Xuxo/Fleurant, o boticário); Patrícia Pinheiro (Tininha/Boafé, o tabelião); Romana Melo (Estrelita/Purgon); Marton Maués (Tilinho/reitor). 

Consultoria: Maria Sylvia Nunes; Figurinos e projeto cenográfico: Aníbal Pacha; Confecção de figurinos: Ray Tavares; Composições e Direção Musical: Marcos Vinícius; Músico convidado: Armando Mendonça Filho; Confecção de cenários e adereços: Isac Oliveira, Aníbal Pacha e Marcelo Villela; Cartaz: Henrique da Paz (desenho) e Andréa Kellerman (arte final); Adaptação final do texto, Criação do Cenário, Produção e Direção Geral: Marton Maués; Produção: Danielle Blanco.