Foi assim que ele resolveu comemorar a primeira década de sua carreira com pesquisas continuadas sobre a chamada dramaturgia de ator ou dramaturgia do corpo.
Contemplado com o Prêmio de Teatro “Myriam Muniz”, da Funarte, o projeto traz para a capital paraense, de 03 a 10 de junho, uma programação com oficina, três espetáculos e lançamento de livro, a serem realizados no Instituto de Artes do Pará – IAP e no Teatro Universitário Cláudio Barradas.
A abertura será nesta sexta-feira, 04, na Escola de Teatro e Dança da UFPA, das 10h às 12h, com uma palestra-demonstração na qual Eduardo abordará seu processo criativo, apresentando seus estudos.
No Teatro Universitário Cláudio Barradas, de 07 a 10, serão feitas as apresentações de três espetáculos: “Eldorado” “Agora e na hora de nossa hora”, “Uma estória abensonhada”, e o lançamento do livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense (Editora Hucitec, 2007)”, de autoria de Eduardo.

A dramaturgia de “Agora e na Hora de Nossa Hora” foi criada a partir da montagem de materiais coletados e in-corporados pelo ator e trechos de Macário, conto do escrito Mexicano Juan Rulfo.
O espetáculo tem direção de Verônica Fabrini. Após o espetáculo será lançado o livro, que sintetiza a sua experiência com os meninos de rua, assim como o processo que gerou o espetáculo.
No dia 08, completando a programação artística da mostra, será apresentada a peça “Uma estória abensonhada” (foto abaixo), em que Eduardo Okamoto dirige atores do Grupo Camaleão de Pesquisa em Teatro, do Rio Grande do Sul.

O processo de criação, assim como os solos de Eduardo Okamoto, contou também com um apurado trabalho de observação de pessoas reais. Nestes encontros, os atores entreviram centelhas de vida, pequenos milagres possíveis. Assim, intuiu-se: os fatos da realidade ordinária poderiam estimular a criação da realidade teatral – extraordinária!
Nos dias 09 e 10, entra em cena “Eldorado” (foto abaixo, de Roberto Simioni), também um espetáculo solo, cujo processo criativo foi fundado no estudo sobre a rabeca – instrumento de arco e cordas, parecido com violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil.
Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia (litoral sul de São Paulo), o ator conheceu rabequeiros e seus construtores, recolheu causos, músicas, gestos, ações vocais, histórias etc.
A oficina Dramaturgia do Corpo começa no dia 04, no IAP, apresentando aos seus participantes a possibilidades de criação cênica partindo-se de materiais físico e vocais do ator.

Eduardo Okamoto é Ator graduado em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp, desde 2000. Pesquisa o trabalho de ator sob orientação do Lume – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Teatrais da Unicamp. Saiba mais: www.eduardookamoto.com
Mais informações, com a produção local: Cristina Costa (91) 8110.5245 (criscosta@inbust.com.br) e Andrea Rocha (91) 9611.0441 (andrea_bida@yahoo.com.br). As fotos que ilustram o post são de João Roberto Simioni.
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