31.10.16

"Retratos Contemporâneos" abre a coversa no sesc

Armando Sobral - auto retrato
A visibilidade diferenciada que o retrato pictórico proporciona é o tema da roda de conversa que abre o "Retratos Contemporâneos", no próximo dia 8 de novembro, no Centro Cultural Sesc Boulevard. O papo, aberto ao público, conta com a presença dos artistas Armando Sobral (PA), Éder Oliveira (PA), Ernesto Bonato (SP) e Fábio Baroli (MG), que integram o projeto, com realização de workshops, até o dia 12 de novembro. A entrada na próxima terça-feira é franca e a programação terá interpretação em LIBRAS.  Participe. avisamos com antecedência aqui pra você se agendar.

O Projeto Retratos Contemporâneos, do artista Éder Oliveira é viabilizado pelo Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais 2015, do Ministério da Cultura. As ações do projeto iniciam com este bate papo no dia 8 de novembro, e seguem até dia 12 de novembro, em Belém (PA), com a realização de workshops.

A roda de conversa será mediada pela curadora Marisa Mokarzel (PA) dará início ao projeto. No encontro, os artistas falarão sobre seus trabalhos e o público poderá conhecer mais sobre as suas trajetórias. O objetivo principal é propiciar a troca de saberes, poéticas e técnicas entre artistas de diferentes estados e a comunidade. 

Por Fábio Baroli
História - No século XIV o retrato se afirmou como um gênero autônomo, mas de lá para cá muita coisa mudou. 

O advento da fotografia rompeu com a tradição da reprodução fiel por parte da pintura, deixando ela livre para enfatizar o caráter interpretativo. Antes, a pintura se fez presente para suprir os anseios de representação de uma corte e uma burguesia urbana, já hoje, nos editamos e nos filtramos diariamente quando projetamos nossas imagens através de fotografias na internet. 

Então, o que será que os retratos pictóricos nos fornecem nos dias atuais, quando nos vemos mais do que nunca? Uma visibilidade diferenciada, com maior liberdade expressiva.Essa será a oportunidade de motivar o debate, o diálogo e intercâmbio, pois eles mesmos estarão em contato, compartilhando suas experiências e aprendizados de seus anos de atuação no cenário cultural contemporâneo produzindo retratos pictóricos.

Artistas envolvidos

  • Armando Sobral - Trabalha e vive entre Belém e Brasília. Artista Plástico graduado pela Fundação Armando Álvares Penteado. Cofundador do Atelier Piratininga, em São Paulo. Foi professor da Universidade Federal do Pará entre os anos de 2003 e 2005. Coordenou o atelier de gravura da Fundação Curro Velho, em Belém, entre os anos de 2001 e 2006. Fundou o Atelier do Porto, também em Belém, em 2008 e na ativa até o momento. Vem prestando assessorias para instituições culturais do Estado na área de políticas públicas.
  • Éder Oliveira - Trabalha e vive em Belém. Nascido em Timboteua, região do Salgado paraense. Licenciado em Educação Artística - Artes Plásticas pela Universidade Federal do Pará. Pintor por ofício, desde 2004 desenvolve trabalhos relacionando retratos e identidade, tendo como objeto principal o homem amazônico. Com esse tema, participou de diversas exposições individuais e coletivas. Recebeu prêmios como Lingen Art Prize (Alemanha, 2016), Bolsa Funarte de Produção em Artes Visuais (Brasil, 2015) e 2º Grande Prêmio do Salão Arte Pará (2007).
  • Ernesto Bonato - É de São Paulo. Gravador, fotógrafo, pintor e curador. Graduado e Mestre em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo. Teve trabalhos apresentados em mais de 190 exposições individuais e coletivas no Brasil e outros 28 países. Participou da criação do serviço educativo do MASP em 1997. Foi professor em instituições como FAAP e Centro Universitário SENAC. É cofundador do Atelier Piratininga (SP). Desde 2009 passou a dedicar-se a pintura, sobretudo o retrato. Atualmente mora e trabalha em Campinas.
  • Fábio Baroli - Vive e trabalha em Uberaba (MG). É formado em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Utiliza a linguagem da pintura como suporte para desenvolver sua poética, que lida com os conceitos da apropriação, do erotismo e questionamentos sobre o regionalismo e o imaginário infantil. Recebeu prêmios como o 1º Prêmio Espaço Piloto de Arte Contemporânea (2009), o 9º Salão de Artes Visuais de Guarulhos (2009) e o Prêmio Aquisição do 28° Salão Arte Pará. Possui obras no acervo do Museu Nacional de Brasília, Fundação Romulo Maiorana, Museu de Arte do Rio, entre outras instituições.

Serviço
Roda de conversa abre programação do Projeto Retratos Contemporâneos - 08 de novembro, às 19h, no Centro Cultural Sesc Boulevard - Av. Boulevard Castilho França, 522/523 - em frente à Estação das Docas). Programação gratuita e com acessibilidade para Libras. Programação completa: www.ederoliveira.net/retratoscontemporaneos.

28.10.16

Haverá audiodescrição no debate da Tv Liberal

Em cumprimento à Lei Brasileira de Inclusão Nº 13.146/2015, o debate entre os candidatos à Prefeitura de Belém que ocorrerá nesta sexta, 28, na TV Liberal, afiliada Globo, contará com todos os padrões de acessibilidade audiovisual. No ar logo depois da novela.

Audiodescrição também é cultura, porque dá acesso à informação. Vale ampliar esta notícia a fim de que mais pessoas possam decidir com mais clareza seu voto neste domingo, 30. 

Para entender melhor o que quer dizer audiodescrição, segue o texto que seria gravado para explicar a um deficiente visual o que há nesta foto: "Fotografia colorida em plano aberto. Na praça do espaço Feliz Lusitânia, entre os arbustos e flores, somos oito pessoas em paralelo e afastados, vestidos com camisas brancas com o símbolo da Audiodescrição em preto e branco, fazendo poses livres e sorrindo alegremente. Ao fundo uma palmeira, a arquitetura da Igreja de Santo Alexandre e o céu azul anil. É dia", define Aline Corrêa, profissional que será responsável pela audiodescrição do debate nesta sexta-feira.

"A audiodescrição é transmitida apenas em aparelhos televisores em HD, acessando os idiomas de áudio na opção de áudio 3 no Menu. Cada televisor tem um modo específico para acessar os idiomas de áudio, então, verifique as configurações de seu aparelho", diz Aline Corrêa, que terá acompanhamento da equipe Communicare.

Gallindo (ponta esquerda) e Aline (ao lado) no Sem Censura 
Pará em entrevista sobre o Communicare 
O Projeto Communicare é um grupo de acadêmicos e profissionais das áreas de Letras, Comunicação Social, Ciências Sociais, Direito, Arquitetura, Pedagogia, Teatro, Música, Dança e Terapia Ocupacional coordenados por Aline Corrêa e Afonso Gallindo com o objetivo de promover discussões sobre acessibilidade audiovisual às pessoas com deficiência (especialmente às pessoas com deficiência visual).

O serviço é feito, segundo Aline, "com criticidade, responsabilidade e compromisso social, valorizando a cultura e a subjetividade do olhar observando as normas para a elaboração do roteiro de audiodescrição sem privar a percepção plural que existe em cada ângulo de visão", diz.

O trabalho é realizado em equipe a fim de reunir diferentes conhecimentos de mundo, como alicerce de um vasto léxico/capital cultural que permita a tradução de signos imagéticos para signos verbais, de forma acessível às pessoas com deficiência visual . 

"Em breve daremos sequência ao nosso grupo de estudos em audiodescrição para que possamos compartilhar saberes com profissionais que trabalham diretamente com pessoas com deficiência em cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão Nº13.146/2015", finaliza Aline Corrêa.

27.10.16

Palhaçaria na "Amostra Aí" do Casarão do Boneco

Finalizando o mês mais badalado da cidade de Belém, o Casarão do Boneco abre as portas para realizar o AMOSTRA AÍ, evento que acontece mensalmente com apresentações teatrais para todas as idades, neste mês especialmente para as crianças. O Casarão do Boneco abre com exposição de bonecos, venda de lanches, brechó e lojinha a partir das 18h30. Toda a programação é pague o quanto puder.

"Tá Faltando Alguma Coisa..." abre a programação da noite, às 19h. O projeto realizado por crianças e adolescentes do projeto Brincando, Criando e Aprendendo, no bairro da Pratinha 2, Comunidade de Samaúma, atende cerca de 80 crianças em oficinas de teatro, dança, artesanato, aulas de capoeira, reforço escolar, português e inglês, biblioteca de caixote com roda de leitura, sarau quinzenal e roda de conversa. 

O espetáculo é baseado em histórias autorais, fruto de rodas de conversa que trouxe a tona um resgate de histórias pessoais desses jovens, que são ludicamente contadas e magicamente superadas em cena.

"Teremos estreia também! Será uma cena da palhaça Gambiarra, trecho do próximo trabalho da atriz Vandiléia Foro, que traz em sua performance de maneira lúdica reflexões sobre a vida e relacionamentos", diz Paulo Ricardo Nascimento, da In Bust.

E vai ter mais palhaçaria, com Antônio do Rosário, integrante do grupo Palhaços Trovadores, que traz seu espetáculo solo “Quer Bolacha?”, dirigido por Suane Corrêa (Palhaços Trovadores). Entre brincadeiras, risos e palhaçadas, a esquete transita em lembranças e saudades, revelando histórias de três figuras familiares: D. Maria (mãe), Seu Raimundo (pai) e Seu Luís (tio).

O espetáculo mistura as linguagens do teatro, do palhaço e das técnicas circenses, o intuito foi de aliar os conhecimentos e vivências adquiridos em sua trajetória na trajetória do ator-palhaço pelo grupo Palhaços Trovadores e na Escola Nacional de Circo. 

Serviço
"Amostra Aí". Neste sábado, 29, a partir das 19h: Tá Faltando Alguma Coisa… 19h30: Pequeno Poema de Gambiarra e 20h: Quer Bolacha?. No Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro, 815. Entre Veiga Cabral e Praça Amazonas). Pague quanto puder. Informações: 91 9 99418071 (Paulo Ricardo Nascimento/In Bust- Teatro com Bonecos).

Oficinas para um turismo sustentável em Belém

Foto: Miguel Chikaoka
Tendo como público alvo os moradores, trabalhadores e parceiros do Circular Campina Cidade Velha, situados no Centro Histórico de Belém, as oficinas do projeto “Viabilidade Turística no Centro Histórico de Belém: intervenções turísticas-culturais integradas ao Projeto Circular no Centro Histórico de Belém /PA” iniciam a partir da semana que vem. Estudantes de turismo, geografia, economia e demais interessados também podem se inscrever, por e-mail, veja como.

A primeira ação já no dia 3 de novembro, com a oficina “Economia Criativa”, que será conduzida por Valcir Bispo Santos, professor da Faculdade de Ciências Econômicas (FACECON)/Universidade Federal do Pará (UFPA) e Conselheiro representando as "Universidades" no Conselho Municipal de Política Cultura de Belém - CMPC Belém, biênio 2016-2017.

“Vamos bater um papo com os inscritos para conhecer os perfis das iniciativas e empreendimentos culturais e criativos existentes na Cidade Velha. A partir dai, pode-se debater algumas alternativas para o desenvolvimento das iniciativas e empreendimentos culturais e criativos no bairro”, acredita Valcir.

O professor considera que os recursos (e produtos) de inovação criativa advém do tradicional e do fomento à diversidade cultural. “Creio que a Cidade Velha fornece vários recursos ao desenvolvimento da Economia Criativa. Um recurso com enorme potencial criativo é o uso dos antigos casarios ou sobrados coloniais para abrigar coletivos culturais e criativos”, comenta. 

“Dessa forma, o rico patrimônio histórico e arquitetônico da Cidade Velha pode ser destinado para uso cultural ou criativo. Mas ainda é preciso construir uma política pública de fomento para a destinação desse patrimônio histórico para fins culturais e criativos, que passa por instrumentos de isenção ou redução tributária (como IPTU) e acesso a crédito facilitado, capacitação gerencial e de mão-de-obra qualificada, entre outras iniciativas”, conclui o professor.

Também já estão agendadas as oficinas sobre “Patrimônio e Centro Histórico”, no dia 16 de novembro, com a professora Goretti Tavares, do Projeto de Extensão Roteiros Geo Turístico, do curso de Geografia da UFPA e, nos dias 17 e 23 de novembro, a de “Turismo e Projetos Turísticos”, com os professores Diana Alberto, do curso de turismo da UFPA e Silvio Figueiredo, do NAEA. 

Inscrições - As inscrições para as oficinas de turismo sustentável podem ser feitas pelo e-mail: turcentrohistoricoufpa@gmail.com. Todas as ações são realizadas no auditório do ICA, que fica na Praça da República, ao lado do Teatro Waldemar Henrique (prédio do antigo Núcleo de Artes da UFPA). Mais informações: 91 8127-2208.

Iniciativa vai construir projeto de aspiração coletiva

Foto: Irene Almeida
O projeto de extensão aprovado para execução pela Universidade Federal do Pará traz como proposta articular uma nova e fundamentada intervenção turística e cultural nos bairros do Centro Histórico (Campina, Cidade Velha e adjacências). 

É coordenado por Diana Alberto, da Faculdade de Turismo da Universidade Federal do Pará - UFPA, em parceria com os professores Goretti Tavares, da Faculdade de Geografia, e Silvio Figueiredo, do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, além de Makiko Akao, do Projeto Circular.

O projeto traz atividades diversas com objetivo de dinamizar o aproveitamento de diferentes setores presentes nesta área da cidade, para a efetivação de um turismo cultural e sustentável. As oficinas oferecem dinâmicas culturais, sociais, econômicas e turísticas, que serão aplicadas para fomentar o desenvolvimento de atividades ou temáticas sobre Turismo, Patrimônio e Cultura no Centro Histórico de Belém, num exercício de aproximação das pessoas que vivem e/ou trabalham nestas áreas de patrimônio e diversidade cultural.

“Os moradores e parceiros do Circular terão a oportunidade de aprender um pouco sobre os temas e entender que o turismo pode ser mais um instrumento para agregar valor e identidade ao espaço cultural e patrimonial ao local em que eles vivem, e quem sabe eles mesmos possam vir a criar roteiros turísticos nos bairros”, diz Diana. 

A professora ressalta que para ser consolidado, o turismo no Centro Histórico é preciso de mais investimento em segurança, coleta de lixo, ordenamento de trânsito nas vias, além de programações culturais e sociais, isso tanto por parte do poder público (municipal e estadual), quanto do setor privado.  

"Acreditamos que o Circular já vem proporcionando essa integração entre esses espaços privados culturais que existem na região, com a população moradora e comerciante. E o turismo pode ajudar muito, desde que haja também a implementação de políticas de cultura que valorizem as iniciativas", diz.

OFICINAS

03/11 - Valcir Bispo Santos - Economia criativa - Local - Auditório do ICA – 19h às 21h
16/11 – Goretti Tavares - Patrimônio e Centro Histórico - Local Auditório do ICA 19h às 21h 
17/11 e  23/11- Silvio Figueiredo e Diana Alberto - Turismo e Projetos Turísticos - Auditório do ICA – 19h às 21h

Serviço
As inscrições para as oficinas de turismo sustentável podem ser feitas pelo e-mail: turcentrohistoricoufpa@gmail.com. Todas as ações são realizadas no auditório do ICA, que fica na Praça da República, ao lado do Teatro Waldemar Henrique (prédio do antigo Núcleo de Artes da UFPA). Mais informações: 91 8127-2208.

26.10.16

Minha Nossa Cia mobiliza público para espetáculo

Os atores e técnicos da Minha Nossa Cia, de Curitiba (PR) já estão em Belém, e realizaram nesta terça-feira, 25, e quarta-feira, 26, uma ação de sensibilização em escolas e instituições, convidando alunos do ensino público e educação especial para assistirem  “O Homem do Banco Branco”, espetáculo que  terá quatro sessões na capital paraenses. Duas delas, gratuitas, nesta quinta-feira, 27, às 15h e 16h30, para este público convidado, e, na sexta, 28, e sábado, 29, às 18h30, aberta ao público em geral, com ingresso a R$ 10,00 e R$ 5,00. Tudo no Teatro Waldemar Henrique, com serviços de libras e audiodescrição em todas as sessões.

O projeto de circulação do espetáculo, patrocinado pelo Ministério da Cultura e Petrobras Distribuidora, com produção local dos Produtores Criativos, traz como proposta não somente as apresentações para um público amplo, em teatro, com ingressos acessíveis. O espetáculo, construído para crianças, também dá acesso às pessoas de todas as idades e alunos especiais e de rede pública, oferecendo os serviços de Libras e o Áudio-descrição. 

“Não é um espetáculo especificamente para este público, mas antes das apresentações, fazemos uma ação com crianças de escolas públicas e instituições de educação especial, convidando a todos para assistir a peça”, diz Moira Albuquerque, atriz, performer, contadora de histórias e produtora da companhia. A ideia é trazer o público para mais perto do artista. 

E para trazer ao espetáculo, tanto os alunos da rede de ensino estadual e municipal, quanto pessoas com problemas auditivos e de visão ao teatro, não basta divulgar que é gratuito e oferece acessibilidade. Daí que a Minha Nossa Cia colocou em seu processo, as ações de sensibilização pedagógicas, a fim de garantir a meta do projeto, que é ter de fato este público acessando o teatro. 

Os atores e técnicos se dividiram em grupo e visitaram, entre ontem e hoje, o Centro de Capacitação Profissional em Educação e Atendimento a Pessoas com Surdez - Marco; o Instituto Felipe Smaldone - Umarizal; o Centro de Educação Ronaldo Miranda/Centro de Reabilitação e Organização Neurológica do Pará - Nazaré; a Unidade Técnica José Alvares de Azevedo - Marco, e as escolas de Ensino Fundamental, Lar de Maria – São Braz,  Florestan Fernandes – Bengui/Parque Verde e José Alves Cunha /Tapanã.

Desafio de fazer as escolas chegarem no teatro

"De forma geral fomos bem recebidos em todos os lugares, e criamos diálogos sensíveis com as especificidades de cada público, jogos corporais com os deficientes auditivos, sensoriais com os deficientes visuais (através do toque no figurino para identificar quem são os personagens dessa histórias) e também musicais e de percepção de grupo", diz Moira Albuquerque.

Algumas escolas possuem transporte próprio, outras não. Ir em busca de soluções para isso também foi tarefa para a produção do espetáculo. Moira conta que foi realizada uma ação numa das escolas em que nesta quinta-feira, no dia de apresentação para os alunos, não haverá aula, assim os pais podem ser os responsáveis por esse deslocamento ao teatro. 

“Estamos torcendo para que os pais consigam levá-los, pois participar da ação de formação para assistir a peça, e não concluir o ciclo é muito frustrante tanto para nós como para esses alunos, já criamos um laço com eles e ver seus olhinhos brilhantes nas poltronas do teatro fazem concretizar nosso proposito. Que o prazer e a curiosidade de ir ao teatro se estenda por toda sua vida, sua formação cultural e que transmita isso as suas próximas gerações”, diz a atriz, referindo-se às apresentações que serão realizadas às 15h e às 16h30, para essas escolas, no Teatro Waldemar Henrique. 

Uma história de amor e novas experiências

“O Homem do Banco Branco e a Amoreira” conta a história de um homem que espera seu amor perdido nos trilhos do tempo, para juntos compartilharem os frutos da amoreira. Desenvolvido para crianças, o espetáculo remete-se ao ambiente lúdico e às possibilidades imaginativas utilizando-se de poucos signos, com figurinos e cenário que ganham contornos e tessituras em composição com a iluminação.

As ações nas escolas duram entre 30 e 40 minutos e são um encontro prévio precioso com os alunos convidados a assistir a peça. O contato é olho no olho, de toque, brincadeiras e sonhos. "O que você vai ser quando crescer?, perguntamos. E ouvimos respostas como médico, professora, policial, artista, cantora, tapioqueiro. Uma realidade que se apresenta a partir dos desejos”, conta Moira. 

E ao perguntar aos alunos quem já tinha ido ao teatro... “Nos surpreendemos ao saber que poucos haviam ido, principalmente com as turmas de surdos e cegos, o que faz do nosso espetáculo ainda mais especial, pois será o primeiro na vida de muitos. Ao saber que iriam provar uma geleia de amora na entrada do teatro, a empolgação foi unanime, em experimentar um fruto pouco conhecido por aqui, e sentindo o primeiro gostinho do que é O Homem do Banco Branco e a Amoreira, uma peça para todos os públicos que conta uma história de amor”, relata Moira.

A montagem do espetáculo, em 2009, surge com o projeto “O jogo teatral na construção do espetáculo”, de Leo Moita, na Faculdade de Artes do Paraná, em Curitiba, no Paraná. O texto é fruto do processo iniciado numa oficina de pesquisa a novas dramaturgias de teatro para crianças. O encontro dos jovens artistas, na época universitários, foi essencial para a realização da peça, e se desdobrou na criação da Minha Nossa Cia de Teatro, que hoje possui um trabalho constante, reunindo atores, performers, músicos, dramaturgos, artistas visuais e arte-educadores, fortalecendo o cultivo de um lugar poético de reflexão, crítica e criação artística. 

Atualmente é composta pelos artistas: Álvaro Antônio (músico, sonoplasta e artista gráfico), Erica Mitiko (iluminadora e cenógrafa), Felipe Custódio (figurinista, ator e produtor), Fernanda Perondi (atriz, performer e arte-educadora), Léo Moita (diretor, dramaturgo, ator e arte-educador), Moira Albuquerque (atriz, performer, contadora de histórias e produtora), Raul Freitas (iluminador e maquiador), Val Salles (ator e figurinista).

Serviço
Espetáculo “O Homem do Banco Branco e a Amoreira”. Dia 27 de outubro, às 15h e 16h. Entrada gratuita. Dias 28 e 29 de outubro, às 18h30. Ingresso: R$ 10,00 - inteira - e R$ 5,00 – meia. No Teatro Waldemar Henrique - Praça da República. Patrocínio: Ministério da Cultura e Petrobras Distribuidora. Produção local dos Produtores Criativos. Informações: 91 3088.5858 e 98134.7719.

Nego Jó e Cais Virado na cena cultural do Reduto

Nego Jó mostra, nesta quinta, 27, o show “E aí, negão?”, com repertório do CD homônimo, acompanhado por Tiago Belém (bateria), Augusto Castro ('Baboo' - baixo ) Michael (guitarra). Nego Jó, no Trombone, também assume o sintetizador). Na sexta, 28, entra na cena a banda Cais Virado, que apresentará músicas de EPs já lançados e inéditas que farão parte do CD, a ser lançado até o final deste ano. 

Pianista popular, arranjador, compositor e também produtor musical, Nego Jó já gravou e tocou com vários artistas renomados, como Sandra de Sá (show), Billy Blanco (DVD), Nosso Tom (DVD), Mundo Mambo (Shows e Cd), Almirzinho Gabriel (CD’s), Banda Calipso (DVD), Manoel e Felipe Cordeiro (shows), Hamileto Stamato (shows), Ney Conceição (shows), Rafael Lima (shows), dentre outros. 

Em “E Aí, Negão”, o primeiro CD autoral da sua trajetória na música instrumental pop, a proposta é colocar o trombone em evidência. "Colocamos o balanço, o groove, solos empolgantes e bastante performance no palco. Passamos por estilos musicais já consagrados como o Rock, Black music, Reggae, Skar e um pouco de regionalismo apimentando tudo isso", enfatiza Nego Jó.

Vale ressaltar o virtuosismo e trabalho desenvolvido pelo músico que é Bacharel em trombone pela Universidade do Estado do Pará (2005) e Pós graduando em Arte e Educação pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI). Integrante da Amazônia Jazz Band e trombonista integrante do Projeto Social “Jovens Talentos”, ministrando aulas no interior do Estado (PA).

Um esquenta pro lançamento do CD

Já, a Cais Virado, formada em dezembro de 2012, reúne uma multiplicidade de referências dentro do universo da música popular autoral. Em suas canções com letras poéticas, o grupo transita desde a guitarrada e rock à multifacetada música africana. 

O nome da banda remete à relação de negação e afirmação entre Belém e os rios que a circundam. Cais também sugere a ideia da fluidez dos rios, a qual tem surgido na composição das canções. 

O CD Cais Virado chega com dois anos de muito planejamento, mas de acordo com o guitarrista Bruno Rabelo, o trabalho vai sair do jeito que eles queriam. Será o primeiro registro em formato físico e digital, que sairá pelo selo Ná Music, com produção do guitarrista Félix Robatto.

“Fazer um disco requer um cuidado muito especial. Principalmente se a própria banda participa da sua feitura em todas as etapas. A gente é bem detalhista. Então chamamos o Félix, mas boa parte da concepção sonora já estava definida. Ele veio pra somar nas gravações da Keila, nas vozes, e auxiliar nas timbragens e mix”, diz Bruno Rabelo. Neste meio tempo a banda Cais Virado ficou um tempinho fora do circuito, mas vem fazendo pequenas apresentações, mais recentemente, num esquenta para o lançamento do disco. 

Pequeno, o quintal da Casa do Fauno traz boas plateias
“Resolvemos que íamos ficar concentrados no disco e não tocar ao vivo. A demora na feitura se deu principalmente porque o disco foi gravado em muitas etapas. 

A gente fez gravações em locais e momentos diferentes. As baterias no Estúdio do Na Figueredo. Guitarras eu gravei em casa. Vozes e baixo no StudioZ. Então realmente foi um processo longo. Mas formalmente encerramos e estamos prontos pro lançamento”, define o guitarrista, que é ex-membro da banda Cravo Carbono, e já integrou a banda base de Mestre Vieira, o criador da guitarrada. 

A banda traz ainda, na bateria, Raniery Pontes (ex-Delinquentes), que experimenta novos ritmos com vigor de um aficionado por metal matemático e música eletrônica. No contrabaixo, Príamo Brandão, músico de carreira consolidada, tendo participado inclusive da última edição  do elogiado espetáculo Terrua Pará em 2013. E Keila Monteiro, vocalista e principal letrista, uma artista que transita no rock experimental, no punk e na pesquisa acadêmica em música. Integra também o grupo lítero-musical Coisa de Ninguém.

O quarteto disponibiliza desde 2013 uma série de canções na internet, como os singles Sobrenome (2013), Zouk/lambada, experimental; “Mal Moderno (2013), inspirada nas levadas africanas de Thomas Mapfumo; “Sem Ilhas”, guitarrada influenciada pelo soukous congolês; “Com Lírios...” lambada com influências do Ijexá, cuja letra versa sobre um relacionamento conflituoso (inspirada na letra “À Beira do Pantanal”, de Raul Seixas), e “Farol Velho", um  instrumental  com influências afro, sons reverberados  e  carimbó estilo Pinduca.

Serviço
"E aí, negão", com Nego Jó. Nesta quinta-feira, 27 de outubro, às 22h e Cais Virado, nesta sexta-feira, 28. Os shows na Casa do Fauno acontecem todas as quintas e sextas feiras, sempre a partir das 22h, com entrada a R$ 10,00. Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. Couvert R$ 10,00. Estacionamento ao lado - R$ 10,00 - a noite toda. Mais informações: 91 98134.7719 e 3088.5858.

A poética e técnica de Luiz Braga em foco no MEP

As atividades da exposição "Retumbante Natureza Humanizada" iniciaram em outubro. Esta semana, na quinta-feira, 27, conta com a palestra “A poética da cor na obra de Luiz Braga”,  do professor e artista visual Alexandre Sequeira (UFPA), às 19h30, e no sábado, 29, pela manhã, com uma oficina para crianças, ministrada pela fotógrafa Irene Almeida. A programação segue até novembro, encerrando tudo com o lançamento do catálogo da exposição. Tudo no Museu do Estado do Pará (MEP).

Já houve uma série de ações que remontam a trajetória, a formação e a técnica do artista. O professor de filosofia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Ernani Chaves, abriu a programação com palestra voltada à compreensão dos elementos descritos por Walter Benjamim no ensaio “A Pequena História da Fotografia”, nas obras de Luiz Braga. Dando continuidade, o professor João de Jesus Paes Loureiro, ao lado de Salomão Habib, e os convidados Marcílio Costa e Antônio Moura realizaram um recital poético, num encontro de linguagens. 

Já houve visita monitorada no MEP pelo próprio Luiz Braga e o curador Diógenes Moura, com direto a um giro pelo centro histórico, cujos recantos remetem ambientes e universo imagético do fotógrafo e que fazem parte desta poética da cor, que será discutida na obra de Luiz Braga, pelo artista visual  Alexandre Sequeira, nesta quinta-feira, 27. 

“Ele lida com a cor com maestria e nos remete às questões identitárias, com uma paleta de cores que a gente se reconhece. Isso é possível porque ele prima pela técnica, e algumas cores não estão no mundo, são de um efeito, quase que um desvio, uma descoberta de uma possibilidade do equipamento. Na obra ‘Babá patchouli’ tem um verde que se você olhar a cena no real, ele não existe, só está na fotografia. É da ordem da criação, da capacidade de lidar com a sensibilidade”, explica Alexandre Sequeira. 

"Retumbante Natureza Humanizada" para crianças

Encerrando o mês de outubro, os pequenos também serão contemplados pela magia da fotografia. Neste sábado, 29, a partir das 9h, a fotógrafa Irene Almeida recebe o público infantil, de 8 a 12 anos, para uma oficina de câmera obscura, na qual todos farão manualmente, com papel cartão, cola e papel vegetal, o objeto em que é possível perceber o princípio da formação das imagens. 

A atividade lúdica tem o objetivo de perceber o olhar das crianças e suas percepções do mundo ao redor. Antes da atividade, Luiz Braga fará um passeio pela exposição com a turminha. “As crianças têm a sensibilidade e a espontaneidade, um olhar mais puro. Queremos que elas coloquem a mão na massa”, diz Irene. 

Lançamento do catálogo encerra a programação

A programação segue em novembro. No dia 6 de novembro, Luiz Braga e Paula Sampaio vão realizar uma leitura de portfolio, a partir das 10h, gratuitamente. Uma oportunidade muito bacana para fotógrafos e artistas que queiram expor suas ideias e trabalhos ao fotógrafo. Já no dia 11, dia do seu aniversário de 60 anos, a curadora Rosely Nakagawa fará uma entrevista com o artista, para rememorar sua trajetória profissional e de vida. Do dia 13 ocorrerá a exibição do documentário “Lugares do Afeto”, direção de Jorane Castro, no cine MEP. No dia 17, encerrando a programação, haverá lançamento do catálogo da exposição.

Agenda

  • 27/10 - Palestra “A poética a cor na obra de Luiz Braga”, com o artista e professor MsC. Alexandre Sequeira (UFPA), às 19h30
  • 29/10 - Oficina de fotografia para crianças, com a fotógrafa Irene Almeida, às 9h
  • 06/11 - Leitura de Portfólio, 10h, com Luiz Braga e Paula Sampaio. Sala de Leitura da Exposição.
  • 11/11 - Conversa/entrevista de Rosely Nakagawa com Luiz Braga, nas Salas das Artes, 19h30.
  • 13/11 - Documentário de Jorane Castro sobre Luiz Braga, 10h, no cinema da exposição.
  • 17/11 - Lançamento do catálogo, 19h30, nas Salas da exposição.

Serviço
Exposição “Retumbante Natureza Humanizada”, de Luiz Braga. Até 17 de novembro, no Museu do Estado do Pará (MEP) - Praça D. Pedro II, s/n. - Cidade Velha. Ingresso: R$ 4, com entrada gratuita às terças-feiras. Visitação: de terça a sexta-feira, das 10h às 16h, sábados e domingos, das 9h às 13h. Informações: 4009-9831.

24.10.16

Grupo Ribalta entra no foco da Macieira Filmes

“Paradoxos, Paixões e Terra Firme” é um documentário sobre o movimento teatral da Terra Firme que realiza a Paixão de Cristo no bairro, a partir de um trabalho com crianças e jovens, e é também o primeiro longa metragem da Macieira Filmes. O lançamento será nesta quarta-feira, 26 de outubro, às 20 horas,  exatamente na Travessa São Pedro, entre Pass Sta Helena e Pass 24 de Dezembro, onde os atores realizam a encenação, dentro também das comemorações do aniversário do Grupo Ribalta.

Uma macieira demora cerca de um ano pra dar novos frutos. E esse foi esse o tempo que equipe de produção de “Paradoxos, Paixões e Terra Firme” levou para maturar, sonhar e realizar esse novo trabalho, que documenta a celebração da Semana Santa, realizada por um grupo de artistas, envolvendo parte da comunidade do bairro da Terra Firme, para a apresentação de uma peça baseada no drama da Paixão de Cristo. 

A peça tem as casas simples e as próprias ruas do bairro como cenário e faz parte das inúmeras ações do projeto do Grupo de Teatro Ribalta, que trabalha reunindo crianças e jovens em situação de risco social, tirando-o das ruas, e utilizando o teatro como instrumento de transformação.

O grupo é capitaneado por Eli Chaves, coordenador e produtor do Ribalta. Há cerca de dez anos, sem ter lugar para reunir ou ensaiar, Eli e sua família, decidiram abrir mão do conforto de sua própria casa para desenvolver o projeto de cidadania, que hoje conta com cerca de 60 crianças e jovens do bairro da Terra Firme, um dos mais populosos e violentos da capital paraense.

Utilizando-se do que o teatro tem em sua essência, o espírito questionador e resistindo à custa de doações dos moradores e feirantes do bairro, o projeto aponta para uma verdadeira revolução social no bairro. Com o apoio do mentor intelectual e diretor dos espetáculos, Otávio Freire (que ha 40 anos escreve e encena espetáculos com a mesma temática), o grupo realiza umas das mais genuínas Paixões de Cristo de Belém, envolvendo a comunidade do bairro para o evento que percorre as ruas e transforma um bairro socialmente carente em um grande palco de espírito colaborativo e renovador.

“Paradoxos, Paixões e Terra Firme”  é uma realização de parceiros e não contou com nenhum tipo de apoio financeiro de qualquer espécie, mas ainda não está prevista exibições dele em cinemas da capital. A essência colaborativa da Macieira Filmes continua nesse primeiro longa, e agora novos frutos estão a caminho. 

A produtora já prepara outros lançamentos para o ano de 2017, como o curta metragem "Antigamente Não existia Dia", escrito e dirigido por Adriano Barroso, que tem a música de Leo Chermont como vetor principal da história. Será um musical no qual Belém tem um recorte urbano e notívago. O curta está em fase de montagem, e muito mais está sendo plantado.

Ficha técnica:

  • Direção e roteiro: Adriano Barroso
  • Produção Executiva: Mário Costa
  • Produção: Monalisa da Paz, Betania souza e Lidiane Martins
  • Cinegrafistas: Well Maciel, Marcelo Souza e Marcelo Lelis
  • Desenho de som: Leo Chermont
  • Arte e Cartaz: PP Conduru
  • Montagem e colorização: Mário Costa
  • Ação da Macieira Filmes com apoio da Floresta Sonora e Rec Filmes 

O 11º Festival Se Rasgum chegando em novembro

Barbara Ohana (RJ)
Scalene, Jeneci & Tulipa, Filipe Catto, Wilson das Neves e a banda inglesa Yuck são algumas das atrações que chegam a Belém em novembro no 11º Festival Se Rasgum, que será realizado de 1 a 5 de novembro em vários locais da cidade: Café com Arte, Teatro Margarida Schivasappa e Estação das Docas e Hangar Centro de Convenções. Contemplado pelo Prêmio Funarte de Programação Continuada para a Música Popular 2015, o projeto tem patrocínio da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, e do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet.

Navegando de Norte a Sul, atravessando fronteira, reunindo pessoas, criando conteúdos, formando mercado e público. A música é o combustível que alimenta mentes e corações em um momento tão peculiar no Brasil. E é com esse espírito que chega até nós, mais uma edição do Festival Se Rasgum.

Serão cinco dias de música na noite paraense, iniciando com uma festa de abertura, no Café com Arte, na terça-feira 01/11, com os shows de Holger (SP), Pelé do Manifesto e a discotecagem especial do Baile Tropical, com os DJs PatrickTor4 e Bernardo Pinheiro, na véspera do feriado, comemorando o início de mais uma edição do Se Rasgum. 

Passando pela noite do Teatro Margarida Schivasappa com os shows do gaúcho Filipe Catto (RS), e os paraenses Luê e Pedro Vianna, ambos lançando disco novo. O dia gratuito na Estação das Docas será na noite seguinte, 3 de novembro, com os shows explosivos da powerband Aláfia (SP) (com participação de Bruno B.O), Aíla, a banda maranhense Criolina e o combinado Manari (PA) + Loopcínico (MA).

Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz (SP) 
Nas duas noites no Hangar, 18 atrações de diversas regiões do Brasil, além de nomes de Portugal, Reino Unido e Uruguai pisam nos palcos do Festival, uns pela primeira vez, outros com novos trabalhos. 

O show-parceria de Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz (SP) traz a turnê “Dia a Dia, Lado a Lado”, num show inteiro dos dois artistas juntos no palco. 

Tem rock com Thiago Pethit,  a explosão sexual-sonora-visual das cearenses da banda Verónica Decide Morrer, a energia feroz da Scalene (DF), que mostrou bem seu trabalho no programa global Superstar. Além dos já anunciados Céus de Abril (PA), Molina Y Los Cósmicos (URU) e Bárbara Ohana (RJ), a atmosfera rock se completa com as irmãs da dupla portuguesa Pega Monstro, o quarteto inglês Yuck e a explosão dos locais Sammliz e Blocked Bones.

A psicodelia marca presença com a comemorada vinda do trio paulistano O Terno e a primeira vez dos cariocas do Supercordas, que se completa com o (também) combinado Zeromou & Semente de Maçã. E falando em combinado, quem fecha o pacote é o guitarrista paraense Lucas Estrela com a Orquestra Pau e Cordista de Carimbó. Aliás, por falar em dança, tem ainda o gaúcho Guri Assis Brasil e sua cumbia roqueira, o rei do carimbó Pinduca e o mestre Wilson das Neves, que traz a participação do paraense Arthur Espíndola.

Onde 'se rasgar' durante a programação

Thiago Pethit (Foto: Gian Franco)
Em 2016, a programação musical do Se Rasgum traz 28 atrações divididas em quatro espaços da cidade, da festa inferninho no Café com Arte culminando num grande encontro da música brasileira e mundial em Belém nas duas noites no Hangar, com dois palcos e 9 atrações por noite.

Os ingressos para o 11o Festival Se Rasgum já estão sendo vendidos no quiosque do Shopping Boulevard (2o piso, ao lado da loja Taco) e na loja Na Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449), além de disponíveis no sympla, que podem ser comprados no endereço sympla.com.br/serasgum, com preços de R$15 a R$ 30,00 por noite no primeiro lote.

Music On The Table

Supercordas (Foto: Beatriz Ribeiro Sena)
Outrora chamada “Semana de Profissionalização”, nosso circuito enriquecedor de experiências, informações, trocas e novos contatos no mercado da música agora acontece em bares, pubs, faculdades e espaços alternativos de Belém. 

A programação formativa é totalmente gratuita e voltada para músicos, produtores, managers, jornalistas, estudantes e diversos atores da cena cultural paraense, que vão discutir, principalmente, a música como trabalho e negócio. 

Entre workshops e mesas de debates, nossa programação traz painéis especiais sobre plataformas de grandes empresas voltadas para música mas também oferece cursos para iniciar a formação de mão-de-obra jovem que tenha interesse em ingressar na cena cultural paraense. Confira a programação completa no site www.serasgum.com.br/festival

Mostra IN-EDIT Belém 

Yuki
O Festival de documentários musicais que se consagrou em suas edições em Barcelona e São Paulo chega a Belém com uma mostra especial, que será realizada nos dias 31 de outubro e 01 de novembro, no Cine Líbero Luxardo. O festival de cinema já teve oito edições brasileiras e estreia na capital paraense dentro da programação do Se Rasgum, com seis filmes. 

Cinco deles já tiveram sua estreia em 2016 e foram selecionados pela curadoria do IN-EDIT, com temas que vão da cena de rock paraense através do programa “Balanço do Rock” Rádio Cultura ao raio-x do fandom brasileiro da estadunidense Beyoncé. Já o curta-documentário “Strobo 4” tem seu lançamento dentro da programação do festival. Com duração de 20min, o curta desvenda o processo de criação do último disco da dupla eletrônica paraense, lançado em setembro deste ano. Toda a programação da Mostra IN-EDIT de Cinema é gratuita e está disponível no site www.serasgum.com.br/festival

Rolê da Broca 

Holger (SP)
O circuito gastronômico ganha sua segunda edição, ampliando seu alcance e sabores a outros locais com novos pratos e nova programação, confirmando que música e gastronomia tem tudo a ver. 

São 8 pratos disponíveis exclusivamente no período do Festival Se Rasgum nos locais que fazem parte do rolê: Black Dog English Pub, 091 Bar Boutique, The Way, Old School Rock Bar, Da Braun, Quitanda Bolonha, Lá Em Casa e Tomáz Culinária do Pará. Todos eles oferecem um prato com um toque regional que será uma indicação exclusiva do Festival Se Rasgum, e receberão programação gratuita de Pocket Shows e da Music On The Table, além de convidados especiais.

Programação completa

Café com Arte -  Abertura 
Terça-feira, 01 de novembro

  • Holger (SP)
  • Pelé do Manifesto
  • Baile Tropical com os DJs Patrick TOR4 e Bernardo Pinheiro

Teatro Margarida Schivasappa - Centur
Quarta-feira, 02 de novembro

  • Fillipe Catto (RS)
  • Luê
  • Pedro Vianna

Estação das Docas (programação gratuita)
Quinta-feira, 3 de novembro

  • Aláfia (SP) Part. de Bruno B.O. (PA)
  • Criolina (MA)
  • Aíla
  • Manari (PA) & Loopcínico (MA)

Hangar 
Sexta-feira, 4 de novembro

  • Scalene (DF)
  • Thiago Pethit (SP)
  • Yuck (UK)
  • Pega Monstro (POR)
  • Bárbara Ohana (RJ)
  • Verónica Decide Morrer (CE)
  • Sammliz
  • Céus de Abril
  • Blocked Bones

Hangar 
Sábado, 5 de novembro

  • Jeneci e Tulipa (SP)
  • Wilson das Neves (RJ) - Part. de Arthur Espíndola (PA)
  • O Terno (SP)
  • Pinduca 
  • Guri Assis Brasil (RS)
  • Molina Y Los Cósmicos (URU)
  • Super Cordas (RJ)
  • Lucas Estrela + Orquestra Pau e Cordista de Carimbó
  • Zemorou + Semente de Maçã 

22.10.16

Painéis Funarte de Regência Coral chega a Belém

Os Painéis Funarte de Regência Coral este ano passam por quatro cidades: Uberaba (MG), Belém (PA), Campo Grande (MS) e Aracaju (SE), com a reunião de especialistas de várias regiões do Brasil, sob a orientação pedagógica de Eduardo Lakschevitz e Coordenação Geral do Centro da Música da FUNARTE. 

Os painéis Funarte de Regência Coral prolongam uma extraordinária atuação do extinto Instituto Nacional de Música, da Funarte, que a partir de 1980, sob a direção de Elza Lakschevitz, iniciou um trabalho pioneiro de expansão e de aperfeiçoamento de prática coral em todo o Brasil, mediante a realização de cursos, concursos e edições de partituras.

Desde o início, esse trabalho foi realizado com a colaboração de órgãos públicos e privados nas várias regiões do país. Essa tradição se mantém com a edição de 2016 dos Painéis Funarte de Regência Coral. No primeiro momento, serão abordadas, Regência, Técnica Vocal, Dinâmica de Ensaio e Análise de Repertório, para um público alvo de regentes, líderes de grupos musicais, alunos e professores de música. 

No segundo momento, será formado um grande Coro, com a participação de todos os integrantes, além de outras pessoas interessadas. Vale Lembrar que, embora sediada em cidades determinadas, os Painéis estão abertos a participantes das Regiões em seu entorno, de forma a propiciar, tanto o aperfeiçoamento da prática coral e o enriquecimento de repertório, como o contato entre grupos de diferentes localidades.


Belém – – 24 a 29 de outubro de 2016

  • Horário – 9:00 às 12:30 e de 14:30 às 18 horas
  • Professores: Ana Lúcia Gaborim (MS) e Gisele Cruz (SP)


Pianista acompanhador: Mário César (SP)

  • Local – Fundação Amazônica de Música
  • Av. Magalhães Barata, 1022 - Belém (PA)


Coordenador local: Glória Caputo

  • Inscrições gratuitas através do e-mail: fam.nandressa@gmail.com
  • Informações através do telefone (91) 3349-4265


20.10.16

Vadim convoca VKTrio para os 10 anos do Jivelox

O  russo Vadim Klokov reúne-se a músicos paraenses para noite de celebração. Jivelox está de volta ao centro das atenções na cena musical da capital paraense, neste sábado, 22, às 20h, no show do grupo VKTrio a ser realizado no Teatro Waldemar Henrique – Praça da República - Ingresso R$ 20,00.

Neologismo da união das palavras Jiv - vivo, raiz da palavra vida em russo e Velox - veloz em latim – Jivelox significa "vida intensa" e deu nome ao primeiro CD do músico russo Vadim Klokov, gravado no Brasil, influenciado pelas transformações que as diferenças entre Moscou e Belém lhes suscitaram. O álbum levou quase dois anos pra ser concluído, reúne 15 composições com as influências do erudito, rock, rock progressivo e estará à venda no Waldemar Henrique. 

No show, Vadim que é mais conhecido por seu trabalho erudito como Fagotista, seu instrumento de estudo e pesquisa, assume o piano e se une aos músicos Carlos “Canhão” Brito, na bateria, e a Tom Salazar Cano, no baixo e guitarra, para trazer o ‘espírito’ Jivelox à tona e também mostrar novas composições executadas pelo trio.

Encontro com Canhão em São Paulo dá início ao VKTrio
O VKTrio surgiu em 2009, quando Vadim e Carlos  “Canhão” (A Euterpia e Albery Project) moravam em São Paulo. “Na época morávamos junto numa casa dividida por vários músicos onde começamos a ensaiar”, conta Vadim. 

“Depois se juntou a nós Saulo Rodrigues, um excelente baixista de Atibaia (SP), e com esta formação se apresentaram em várias casas e clubes de Sampa”, relembra ele que em Belém fez o convite a Tom (A Euterpia e O Não Lugar) para assumir o baixo.

“Tom, Canhão e eu nos conhecemos há muito tempo. Trabalhei na Fundação Carlos Gomes por 12 anos, entre 1994 e 2006, e daí por diante, formando o VKTRIO, vivemos e trabalhamos dentro do mundo musical Paraense”, explica o músico. “Depois do concerto deste sábado, 22, já planejamos nos trancar em um estúdio aqui em Belém para gravar 15 novas composições inéditas do trio”, diz Vadim. 

Belém é uma paixão na vida do fagotista

Guitarrista Tom Salazar vai assumir também o baixo
Vadim chegou ao Brasil em 1994 e durante de 13 anos morou em Belém, onde atuou como músico e professor da Fundação Carlos Gomes, Universidade do Estado do Pará – UEPA – e tocou na OSTP – Orquestra Sinfônica do teatro da Paz. Em 2006, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Pró-Música, Orquestra Sinfônica da Petrobras.

“Em 2007 tomei a decisão de dar um tempo das orquestras e me mudei para Tebas, pequena cidade de Minas Gerais, onde comecei a compor as música e criar projetos como músico independente e foi nesse tempo que comecei a pintar”, relembra Vadim.

Em 2009 foi para São Paulo, onde reencontrou Carlos “Canhão” Brito. “Foi aí que intensamente a gente começou a ensaiar e surge então o VKTRIO, grupo que traz influências, à primeira vista, antagônicas e paradoxais: Stravinsky dançando Carimbó, Bach fugindo da própria Fuga, através do Progressivo, e entrando na cadência da Vanguarda Acadêmica. Às vezes é jazz, outras rock suave, ou ainda um blues tonto. Tudo isso quer ser óbvio, sem camuflagem, mas as personalidades dos três músicos revelam texturas e sonoridades que refletem um trabalho em constante pesquisa", define.

Músico diz que fica mais tempo em Belém

Vadim Klokov sem fagote nos improviso do piano
Vadim Klokov está cheio de planos e avisa que este show não será ainda a sua despedida de Belém, onde também mostra sua veia de artista plástico com uma exposição no Cosanostra Caffé até o final deste mês.

“Ficarei mais tempo, pois tenho algumas encomendas interessantes de pintura, inclusive retratos, além da ideia da gravação do novo disco”, continua ele que já deveria ter voltado em setembro para Moscou.

“Também tenho um grande projeto de Musical nos EUA - Spark , The Stone Man -, dentro do qual compus e gravei as 30 composições do musical, junto com canções e árias baseadas nos textos de uma escritora americana Asya Pekurovskaya”, comenta.

O projeto bilíngue - russo e inglês - se encontra numa fase final de pré-lançamento. “Quem sabe, vai chegar no Brasil para fazermos a versão  em Português”, diz com esperanças de sempre voltar por aqui.  Belém é sua paixão. “Eu escolhi esta cidade e ela me escolheu”, diz ele que precisa mais uma vez retornar à Moscou, mas que já sonha com um retorno em 2017.

CD Jivelox será vendido na noite do show

O CD Jivelox tem participações especiais de Luís Pardal, Delcley Machado, Daniel Delatuche, Albery Albuquerque, Príamo Brandão, Any Lima e outros. “Esse trabalho desenvolveu-se sob as graças das transformações que as diferenças culturais entre Moscou e Belém suscitaram em mim”, reflete o músico.

As letras em russo foram compostas por Vadim; as inglesas têm parceria de Isabela de Luca; e os versos em português são de Carolina Diniz e também de Isabela de Luca. Todos os arranjos são de Klokov, que junto com o músico Elton Brandão, produziu a obra.

O encarte tem a figura de uma obra do ilustrador peruano, naturalizado norte-americano, Boris Vallejo, que cedeu a imagem depois de ouvir o CD e se apaixonar pelo trabalho.  O CD teve apoio da loja Ná Figueredo, responsável pela parte gráfica e venda. E as fotos do encarte são de Walda Marques.

Serviço
Show VKTRIO – 10 anos de Jivelox. Neste sábado, 22, às 20h, no teatro Waldemar Henrique. Ingresso R$ 20,00. Apoio: Cosanostra Caffé e Ná Figueredo. Mais informações: 02196529-9259 e 91 3088.5858.

Cia Nu Escuro apresenta "Gato Negro" em Belém

Diretamente de Goiânia, a Cia Nu Escuro apresenta “Gato Negro”, nesta sexta, 21 (20h) e no sábado, 22 (19h) de outubro, no Casarão do Boneco – Av. 16 de Novembro, 815, próximo à Praça Amazonas – Pólo Joalheiro -, com entrada franca.  O espetáculo chega a Belém pelo projeto: Trilogia Goyazes – 20 anos Cia de Teatro Nu Escuro - Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz / 2015, com produção local dos Produtores Criativos.

Gato Negro se remete ao hibridismo cultural da América Latina, onde o barroco assentou-se em definitivo. Foi apropriado pelo filho de brancos europeus, de negros africanos, de indígenas nativos, originando o elemento real maravilhoso.

Também conhecido por realismo mágico, representa e significa, em essência, o inusitado, o assombroso, o inaudito, o exótico ou aquilo com que se estabelece uma relação radical de alteridade. Inspirado nesse contexto cultural e estético, Gato Negro foi concebido, trazendo à tona uma gama de emoções provocadas pela espera, tangenciando a frustração, o medo, a angústia, a ilusão, o desejo de mudança também. 

Os excessos que caracterizam essa linguagem serão sublinhados no espetáculo por um humor negro, mas sempre com um olhar crítico. É o grotesco tratado com seriedade. A trama é datada do início do século XX, ocorrida numa fazenda situada no interior de Goiás, e envolvendo três irmãs. 

Elas esperam por Samuel Godói dos Santos, que lhes prometeu voltar e se casar com quem seu coração sentisse mais falta. Na data marcada para o retorno, elas o aguardam com festa para o casamento, mas quem aparece é uma criatura fantástica, meio homem e meio bicho, instalando relações adversas, próprias das Humanidades.

20 anos de trajetória e pesquisa

A Cia. Nu Escuro faz “Teatro de Grupo” e foca na formação de plateia. São 20 anos, trazendo em na trajetória 14 espetáculos e inúmeras oficinas de formação profissional e de público, em diversos estados brasileiros e também no exterior, consolidando-se como uma das principais companhias de teatro do Centro-Oeste. 

Atualmente trabalha com um repertório de cinco espetáculos e mais duas cenas curtas, sendo que uma destas acompanha a trajetória da Companhia desde a sua formação, pois faz parte do primeiro espetáculo montado em 1996. Desta forma, o fazer teatral não se reduz a simples montagem de um espetáculo esporadicamente, mas com a tentativa de mantê-los em cartaz pelo maior tempo possível, com o intuito de, a cada dia, a cada apresentação e a cada troca de experiência com a plateia, poder aprofundar o debater a respeito do “homem” e suas significações no mundo contemporâneo.

A trajetória de pesquisas, os investimentos em novas linguagens e a cumplicidade com o público vem rendendo importantes frutos. 

Em 2006, a Nu Escuro recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prêmio de Teatro do Estado de Goiás, concedido pela Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira, teve seus trabalhos selecionados para a Caravana Funarte, o Prêmio Funarte de Artes Cênicas na Rua e para o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, do Governo Federal.

Foi destaque Cultural de Goiás (2005) e recebeu Medalha de Mérito Cultural (2010), maior título dado aos artistas nos Estado de Goiás, ambos concedidos pelo Conselho Estadual de Cultura. No ano de 2015 a Cia de Teatro Nu Escuro participou da circulação nacional do Palco Giratório/SESC e entre 2014/2016 contou com o patrocínio da Petrobras.

FICHA TÉCNICA

  • Direção e Dramaturgia: Hélio Fróes
  • Elenco: Abilio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente E Lázaro Tuim
  • Direção Musical: Abilio Carrascal e Cristiane Perné
  • Músicas originais: Cristiané Perné, Hélio Fróes e Abilio Carrascal
  • Coreografias: Lázaro Tuim, Luciana Caetano e Juliano Andrade
  • Figurinos: Rô Cerqueira
  • Confecção dos figurinos: Elmira Inácio e Divina Isabel
  • Cenografia: Wagner Gonçalves
  • Máscara: Marcos Lotufo
  • Fotografia: Layza Vasconcelos 
  • Coordenação do Projeto: Lázaro Tuim.
  • Produção Local: Produtores Criativos


Serviço
A Cia Nu Escuro apresenta “Gato Negro”, nos dias 21 (sexta, às 20h) e 22 (sáb. às 19h) de outubro, no Casarão do Boneco – Av. 16 de Novembro, 815, próximo à Praça Amazonas – Pólo Joalheiro -, com entrada franca. O espetáculo chega a Belém pelo projeto: Trilogia Goyazes – 20 anos Cia de Teatro Nu Escuro - Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz / 2015. Produção local: Produtores Criativos.

19.10.16

Manari festeja seus 15 anos com "Sons da Floresta"

A participação em mais de 120 discos, a presença em DVDs e os shows em todo o Brasil e países da Europa e Américas marcam a trajetória do grupo percussionista que comemorar 15 primaveras amazônicas, com o show "Sons da Florest", nesta quarta, 19, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa. Ingressos R$ 20,00.

Kleber Benigno, Márcio Jardim e Nazaco Gomes mergulham na  sonoridade amazônica, reunindo as influências das músicas negra e índia e do universo do caboclo marajoara e de suas crenças como sendo o corpo de sua musicalidade. A marca plural da canção percussão do Manari gera constantes diálogos entre músicos da Amazônia e de todo o país, mantendo a pesquisa como principal norte de seu trabalho.

Acompanhados pelos músicos Youssef Neto, no piano, Davi Amorim, na guitarra, e Alexandre Pinheiro e Felipe Ricardo, nos metais, além da participação especial de Adelbert Carneiro, no contrabaixo, o trio fará um passeio pelas principais canções dessa trajetória, contando também com a apresentação de pelo menos uma das músicas novas do grupo, já que o show se configura em um apanhado da carreira do grupo, desde sua formação ate o momento atual de maior maturidade e onde o comprometimento com a música instrumental amazônica estão fincados.

Formado a partir do grupo Percussão Brasil, que fez turnê pelo Canadá no ano 2000, o Trio Manari também vem ministrado oficinas de percussão, levando teoria musical e manipulação de instrumentos para jovens e adultos em vários projetos. 

Os ritmos tradicionais da região como o carimbó, o lundu e o samba de cacete, viram objetos de estudo para os alunos, que são incentivados a criar uma sonoridade própria a partir deles.

O Trio acredita que a música instrumental produzida em Belém "sempre foi muito guerreira" e que por isso o grupo se coloca como sendo mais um ponto de soma nesse trabalho de fomentar a música produzida no Pará. Segundo o trio chegar aos 15 de carreira se deve, principalmente, ao fato de fazerem sua música baseada na própria verdade. "Nós somos um grupo instrumental que toca a nossa cultura, essa é a nossa verdade e nós só fazemos o que acreditamos", afirmam.

Selado, Trio Manari é show, show show!

Serviço
Show Sons da Floresta - 15 anos do Trio Manari. Nesta quarta-feira, 19, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa - Centur. Ingressos: R$ 20,00 pelo site meustickets.com. Informações: (91) 98923 9129.

18.10.16

Noites de lua e quintal para chorar e experimentar

Esta semana o quintal da Casa do Fauno traz os trabalhos de dois músicos compositores jovens e plenos de disposição para o experimentar. Tiago Tunes, músico vindo de Brasília, fará uma apresentação com seu bandolim de 10 cordas, acompanhado por chorões paraenses, nesta quinta-feira, 20 de outubro. E Lucas Guimarães, mostra experimentos em novo formato, na sexta-feira, 21 de outubro. Nos dois dias, a partir das 22h, na Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa.

Regada a muito choro, a noite de quinta-feira traz a Belém o músico Tiago Tunes, que vem de Brasília, para uma semana de experiências no universo do choro paraense. Ele se apresenta na capital, com seu extraordinário bandolim de 10 cordas, acompanhado por Emanuel Soares (Cavaquinho), Juçara Dantas (Violão) e Diego Santos (Violão de 7 cordas). 

A proposta de repertório musical abrange tanto os choros tradicionais desde Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Benedito Lacerda, como choros atuais como de Hamilton de Holanda e do próprio Tiago.

Já na sexta-feira, 21, temos Lucas Guimarães, que traz os experimentos em direção a "Valente", seu próximo trabalho. Quem já conhece o trabalho de Lucas Guimarães, vai ser surpreendido por suas novas experiências. 

Após ter navegado com o Caliandares (1° álbum) em um show onde o músico faz uma engenharia sonora através de seu violão e pedais, o músico convida para o palco da Casa do Fauno, a percussionista Rafaela Bitencourt, conhecida e reconhecida do choro paraense e o baixista Rafael Azevedo, que tem um disco autoral de jazz e é um acompanhante assíduo de vários artistas da cena. "Eu estarei no violão, voz e efeitos", complementa Lucas.

De Brasília para trocar experiências em Belém

Tiago Tunes diz que ideia de unir-se aos músicos paraenses dá-se pelo desejo de fazer o que de melhor eles tem em comum: chorar. “Nas duas capitais, este gênero possui força e tradição muito vivas, tornando assim esta união muito mais agradável aos que fazem e aos que ouvem e apreciam a boa música”, diz o jovem músico, que teve o seu primeiro bandolim, aos sete anos de idade, incentivado pelas rodas de choro de Brasília, sempre repletas de jovens músicos.

Logo, ele iniciou os estudos formais de bandolim com o bandolinista Marcelo Lima em aulas particulares, isso aos oito anos. E entrou no Clube do Choro de Brasília onde teve aulas com Dudu Maia e também com o Marcelo. Ao longo de sua curta carreira, fez inúmeras participações especiais em apresentações de artistas consagrados  na  cidade,  como  Hamilton  de  Holanda  e Gabriel Grossi.

Em 2011, participou do festival Chorando sem Parar, em São Carlos. O bandolim de dez cordas veio em 2012, quando ele começa a estudar em profundidade a técnica desenvolvida por Hamilton de Holanda. Em 2013 realizou, ao lado do violonista Rogério Caetano, uma apresentação  no  Festival  Internacional  de  Bandolins  de Lunel e outra em Paris, ambas na França.

Aos 19 anos, Tiago está lançando seu primeiro CD, que conta com a participação de grandes nomes da música brasileira, como Rogério Caetano (violão sete cordas), André Vasconcellos (contrabaixo acústico), Fernando César (violão sete cordas), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Márcio Marinho (cavaquinho 5 cordas) e Valerinho Xavier (percussão).

Afros e jazz amazônicos nas inéditas de "Valente"

Atualmente, Lucas Guimarães se dedica a novas experiências. A mistura dos ritmos afroamazônicos com o jazz e a canção popular, além de crônicas sobre discussões humanas, deste início de século, que resultam num show rítmico, trazendo canções inéditas, que integram um novo trabalho, intitulado “Valente”.

“Sou aquele tipo de artista que não quer permanecer no mesmo lugar, o Caliandares foi um trabalho mais introspectivo, as canções foram feitas para reflexão com o formato de one man Band onde as músicas conversavam entre si, porém muito diferentes uma da outra. Nesse show, agora acompanhado, vamos experimentar e tocar quase todo repertório inédito que aponta para esse novo disco, que pretendo começar a gravar em 2017”, diz Lucas.

“Valente” é o novo passo da carreira de Lucas Guimarães, iniciada ainda aos 14 anos, em Abaetetuba, na região nordeste do estado, onde nasceu e compôs as primeiras canções. Aos 24 anos, chegou a Belém já com um disco demo: 1930, gravado dois anos antes e que resultou depois em Caliandares. 

Em paralelo à carreira solo, Lucas também integra a banda Les Rita Pavone desde 2013, cujo primeiro disco está em fase de pré-produção. Para Lucas Guimarães este é o momento de se trazer maduro, de uma viagem preparada para seguir adiante, aportando em pontos de constantes chegadas.

Serviço
Shows de Tiago Nunes – quinta, 20, às 22h – e Lucas Guimarâes – sexta, 21, às 22h. Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, 1061 - entre Benjamin e Rui Barbosa. Estacionamento parceiro, ao lado. Couvert R$ 10,00. Mais informações: www.casadofaunobelem.com.be e 9 81347719 (programação cultural).