30.11.11

Show reúne música e poesia no Solar Botafogo

O desejo comum dos cantores e compositores Arthur Nogueira e Bruno Cosentino ganha platéia nesta quinta-feira, 01, no Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro. O primeiro é paraense e o outro, carioca, ambos jornalistas, que se encontraram na parceria com poetas brasileiros e se apresentam juntos pela primeira vez.

Bruno Cosentino é integrante da banda Isadora (RJ), e já lançou o álbum "A eletrônica e musical figuração das coisas" (2011). Prepara-se para gravar, em 2012, o primeiro álbum solo da carreira, em que reunirá parcerias com os escritores Eucanaã Ferraz, Paulo Henriques Britto e Antonio Cicero. 

Arthur Nogueira, conhecido do público paraense, aos 23 anos, desenvolve um trabalho baseado em experimentações com poesia e música em Belém (PA). Possui dois álbuns lançados, "Arthur Nogueira" (2007) e "Mundano" (2009), e um EP virtual, "Mundano+" (2010). Tem parcerias com Antonio Cicero, Omar Salomão, Dand M, entre outros autores.

Nesta apresentação eles farão leitura de poemas e composições próprias, e ainda de Marina Lima, Hélio Ziskind e Jards Macalé, marcando a estreia do projeto “Song without music” (título emprestado do poema de Paulo Henriques Britto musicado por Cosentino).

Os dois ainda não possuem um trabalho realizado em parceria, mas Arthur avisa que já há esta intenção. No show desta quinta, Arthur vai cantar músicas dele em parceria com Antonio Cícero, “Simbiose e onda”, e “Canção do amor impossível”, também de Cícero, mas em parceria com Bruno. 

“O Omar Salomão, que também vai participar, é meu parceiro, filho de Waly Salomão, um de meus poetas favoritos. Fiz com Omar, a canção Estudo para Chão. Além disso, no show vão rolar músicas do Bruno em parceria com os poetas Eucanaã Ferraz e Paulo Henriques Britto e coisas que gostamos, de Marina Lima (irmã do Cícero), Hélio Ziskind e Jards Macalé”, diz Arthur. 

Bruno e Arthur se conheceram através da internet “O Bruno descobriu meu trabalho e mandou e-mail sugerindo que trocássemos figurinhas. Temos uma série de coisas em comum. Por exemplo: ele é parceiro do Antonio Cícero também, numa música belíssima que vou cantar no show”, diz Nogueira. 

Serviço 
Arthur Nogueira & Bruno Cosentino no show “Song without music”. Participação especial: Antonio Cicero, Omar Salomão e Eucanaã Ferraz. No Solar de Botafogo (Rua General Polidoro, 180, Botafogo, Rio de Janeiro) Informações: (21) 2543-5411. Nesta quinta, 01 de dezembro (quinta) às 21h30. Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 30,00 (os 100 primeiros pagantes); R$ 20,00 (meia-entrada). Lista amiga para os 50 primeiros ingressos: musicanosolar@gmail.com.

Para começar o mês de dezembro rindo

É o que o grupo Palhaços Trovadores pretende proporcionar ao público nesta quinta-feira, 01, ocasião em que também estará comemorando seus 13 anos de trajetória na pesquisa do clown. 

Idealizado no ano passado com objetivo de manter viva a chama do clown, linguagem estrutural dos Palhaços Trovadores, de Belém do Pará, o projeto Palhaçadas de Quinta traz cenas curtas que fazem parte do repertório do próprio grupo e também de atores convidados, que desenvolvam a técnica do palhaço. 

Nesta quinta, porém, as cenas serão apenas dos Palhaços Trovadores, que este mês de dezembro comemoram o aniversário de 13 anos do grupo, completados no dia 08 de novembro. Trabalhar com o riso nem sempre é tarefa fácil. 

Mas é isso que estes adoráveis Trovadores fazem por mais de dez anos. Além do clown, o grupo também trabalha com elementos dos folguedos populares da região (bois, quadrilhas, pastorinhas). Surgiram assim espetáculos que valorizam a arte e cultura local com suas festas, danças, poesias e canções.

Utilizando-se de elementos poéticos, os espetáculos “A Quadrilha dos Trovadores no Caminho da Rocinha”, “Sem Peconha eu não trepo nesse Açaizeiro” e "A morte do patarrão", por exemplo, se encaixam em períodos festivos, como o carnaval e as quadras junina, Nazarena e Natalina. Outros espetáculos fogem deste caminha e revelam outra veia do grupo quando se volta às adaptações como as dos textos de Molière, “O Hipocondríaco” e “Mão de Vaca”, inspirado em “O Avarento”. 

Serviço 
Projeto Palhaçadas de Quinta (Palhaços Trovadores). Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, na Casa dos Palhaços (Tv. Piedade, 533, esquina com a Tiradentes – Reduto). Informações: 3086- 6424/ 8147- 2327/ 8326- 4060.

Companhia Madalenas estreia novo espetáculo

Completando  uma década de fazer teatral tendo como preocupação colocar em cena espetáculos que promovam a reflexão e o encontro do homem consigo mesmo, a Companhia de Teatro Madalenas estréia nova montagem no início deste mês de dezembro. 

Intitulado “Lá Fábula”, é um mergulho no universo mágico presente em contos da literatura universal, que, encenados usando como base os fundamentos do teatro de rua, se vale do mundo do ‘faz de conta’ para envolver o espectador na trama que será apresentada nas praças públicas da região metropolitana de Belém. 

O pontapé inicial para a turnê será dado hoje, com o Ensaio Geral às 19h no anfiteatro da praça da república. Com patrocínio do Banco da Amazônia, através do Prêmio Cultural 2011, “Lá Fábula” é dirigido pela atriz, dramaturga e contadora de histórias Ester Sá, colaboradora contumaz da companhia. 

“Estamos investigando a dramaturgia para apresentar as fábulas ao público sob outro ponto de vista, e mesmo que alguns dos personagens sejam da literatura, o contexto do espetáculo é fabulesco”, explicou a diretora. 

Os personagens de “Lá Fábula” são figuras conhecidas mundialmente como Dom Quixote e sua ingenuidade, Homem de Lata e o seu coração generoso, o intrigante Velho do Saco e uma Rainha Altiva, que reúne várias referencias a rainhas dos contos de fada. Ela se alimenta de histórias, e terá sua fome aplacada por três súditos que exercerão a função de contadores de histórias. 

“Lá Fábula” é um convite a um reino mágico e onírico, que faz refletir acerca da importância da contação de histórias para o desenvolvimento humano, como ouvir histórias desperta a imaginação e a paixão pela leitura. Integrando o projeto de itinerância do espetáculo, está um workshop sobre Teatro de Rua que será ministrado pelos integrantes da Cia de Teatro Madalenas nas cidades de Marituba, Benevides, Santa Bárbara e Santa Isabel, com inscrições gratuitas.

Direcionada especialmente a arte-educadores, iniciantes e amadores, a atividade é para as pessoas que tem o interesse em conhecer um pouco mais sobre teatro. A única exigência é que se tenha mais de 16 anos para poder participar.


FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Ester Sá; Elenco: Dina Mamede (Rainha Altiva), Gilberto Ganesh (Homem de Lata), Leonel Ferreira (Homem do Saco) e Rodrigo Braga (Dom Quixote). 

Direção Musical: Armando Mendonça; Concepção Figurinos e Adereços: Aníbal Pacha; Confecção: Mariléa Aguiar Produção; Executiva: Flavio Furtado e Tainah Fagundes; Contrarregra: Pedro Ferreira; Coordenação Geral: Leonel Ferreira.





APRESENTAÇÕES
 (Sempre às 19h)

ANANINDEUA 
Quinta, 1/12 : Complexo Esportivo da Cidade Nova 8; 
Sexta, 2/12: Praça do Parque Ani (Júlia Sefer/Águas Lindas); 
Sábado, 3/12: Praça Tancredo Neves – Cidade Nova 4.

BENEVIDES 
Domingo, 4/12: Praça do Leão; 
Terça, 6/12: Praça Nossa Sra. Das Graças – Benfica.

MARITUBA 
Sexta, 9 e sábado, 10/12: Praça do Menino Deus.

SANTA BÁRBARA 
Terça, 13 e quarta, 14/12: Complexo Agro Industrial de Santa Bárbara.

SANTA IZABEL 
Quinta, 15 e sexta, 16/12: Praça da Matriz.

BELÉM 
Domingo, 18/12: Praça Batista Campos; 
Segunda, 19/12: Praça D. Alberto Ramos (Marambaia); 
Terça, 20/12: Praça Dalcidio Jurandir (Cremação); 
Quarta, 21/12: Praça Olavo Bilac (Terra Firme); 
Quinta, 22/12: Anfiteatro da Praça da República. 

Serviço 
Espetáculo “Lá Fábula”, da Cia de Teatro Madalenas. Ensaio geral hoje, às 19h, no Anfiteatro da Praça da República (Av. Presidente Vargas, s/n). Turnê de 1 a 22/12, nas praças públicas de Ananindeua, Benevides, Marituba, Santa Barbara, Santa Izabel e Belém. Entrada Franca.

25.11.11

Margalho e Noites com Sol na Black desta sexta

A última sexta-feira da Black Soul Samba em novembro traz ao Palafita o projeto Noites com Sol, que está premiando, entre os dias 28 e 30, a música e o cinema paraense em Belém. A tradicional “DJ convida” conta, ainda, com a participação dos DJs Max Alvim e Lincolm Rabelo, além de Margalho, que está comemorando seus 30 anos de reggae.

Margalho é um dos mais antigos Djs de reggae de belém, tendo iniciado a carreira ao lado de outro pioneiro, o Dj Rasta Alvim. “Nossa amizade é desde a época do samba”, conta Max, filho de Rasta. Logo, a amizade e carreira destes DJs vem interligada, prometendo uma noite de alegrias e confraternização musical. 

Dono da famosa banca de venda de discos de Belém, o DJ Max vem tocando nas mais diversas festas e casas noturnas de Belém desde o início dos anos 90. Recentemente mandou um set roqueiro na sexta edição do Festival Se Rasgum, e agora garante que vai passear pelo samba, ragga, funk, e soul music do Brasil e do mundo nesta sexta, 25.

“Por trabalhar com música, consigo abranger qualquer estilo. Pra mim é sempre uma honra ser convidado pra tocar”, garante. Para dar vazão a esta honra, Max afirma que tocar sentindo a energia do público. “Quero que o público se sinta bem, e por isso vou tocar de acordo com o que eles quiserem ouvir. E nisso vou passar pelos principais nomes da música negra desde os anos 60 até os 90, e tocando em vinil”, garante.

Noites com Sol O festival Noites com Sol, será realizado no Teatro Maria Silvia Nunes da Estação das Docas, entre 28 e 30 de novembro e contará com dias inteiros de programação cultural: mostra infanto-juvenil pela manhã, exibições de curtas-metragens e mostra comentada de filmes e documentários locais à tarde, e apresentações musicais à noite, o evento também premia, na noite do dia 30, a criatividade de talentos locais nas áreas da fotografia e audiovisual, nas categorias melhor curta documentário e em mídia móvel, Prêmio Fox de melhor curta ficção e Prêmio Ná Figueiredo de melhor videoclipe. 

A parceria com a Black Soul Samba vem para consolidar a importância do evento para a música em Belém. Além dos especiais convidados: DJs Margalho, Lincolm e Max, a Black Soul Samba também terá o tradicional revezamento de seus residentes, Uirá Seidl, Kauê Almeida, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeler e Eddie Pereira. 

Serviço
"Noites com Sol na Black Soul Samba com DJ Convida. Nesta sexta, 25, no bar Palafita, que fica na Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, a partir das 21h. Entrada à R$ 10 (as primeiras 50 pessoas só pagam a metade. Escute a Black na Rádio! Toda quarta-feira, com reprise aos sábados, sempre das 21h às 23h na Unama FM – 105.5 Informações: (91) 8190 8270 / (91) 8413 0861 e blacksoulsamba@yahoo.com.br /www.blacksoulsamba.blogspot.com.

Textos sobre loucura, família e sexo no Curta Cena

Nelson Rodrigues
A Casa da Atriz – coletivo de artistas e técnicos em artes cênicas – apresenta mais uma edição do Curta Cena. A mostra é um exercício do fazer teatral e neste final de semana traz cenas com textos de Qorpo Santo, Nelson Rodrigues e Bertolt Brecht - sexta, 25, e sábado, 26, sempre às 20h.

Eu sou. Essa pequena frase de conotações bíblicas reflete muito bem o espírito deste trabalho que reúne atores e atrizes para num exercício de convivência, simplicidade e confiança, receber o público e com ele dividir sua lida e sua vida. Batizado de “As Relações Naturais”, é um espetáculo itinerante que inicia em frente à Casa e segue pelos cômodos adentro. 

Cada espaço é preenchido por uma história diferente, ligadas entre si por pequenos detalhes, como a cenografia econômica e algumas vezes simbólica – referência ao teatro japonês – e um certo confinamento dos atores em pequenos espaços, além de elementos presentes em cenas diferentes. As cenas são costuradas por Leão, personagem interpretado por Nilton Cézar, que conduz os espectadores.

“Gosto de falar de gente. Meus livros, filmes e peças prediletos são sempre aqueles em que o ser humano é o miolo. Tudo girando em torno dessa misteriosa e magnífica criatura,” justifica Hudson, diretor do espetáculo. 

Para intercalar as cenas foram escolhidos trechos da obra do escritor gaúcho José Joaquim Leão, autodenominado Qorpo Santo. O título do espetáculo, As Relações Naturais, faz referência a uma de suas peças, textos densos e estranhos, escritos por um homem que lutou grande parte da sua vida contra o estigma de louco.

Um momento de grande beleza e emoção está em “A Dama da Noite”, onde a atriz Thatiana Rabelo interpreta personagem de Caio Fernando Abreu: “Queria falar de uma situação corriqueira, de uma pessoa comum, mas acabei encontrando uma mulher que procura o verdadeiro amor de uma forma nada banal”.

Já o ator Leoci Medeiros, que atualmente pesquisa a vida de Bertolt Brecht, leva à cena um belíssimo poema do dramaturgo alemão: “Brecht exige muito do ator. É um trabalho que precisa ser muito bem vivido, técnica e emocionalmente.” 

Dheyvyth Guylhermeth e Cleber Cajun vivem uma cena chocante de Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues. “Entre tantos personagens televisivos que ridicularizam os gays, é bom mostrar que o amor entre homens, mesmo violento, pode ser verdadeiro sem ser caricato”, afirma Cleber, que também conta a história da sua família em “Nada de Novo Debaixo do Sol”.

Estão ainda no elenco Juliana Porto, Fernando Sarmento e Bernard Freire. A ambientação cênica é de Néder Charone, a Iluminação de Sônia Lopes, assistência de Luciana Porto e produção de Yeyé e Paulo Porto “Todos somos filhos de Deus, só não falamos as mesmas línguas...”, diz Hudson Andrade, lembrando a canção de Lenine. “Onde mais, senão no teatro, pessoas tão diferentes poderiam sobreviver debaixo do mesmo teto?” conclui o diretor. 

Serviço
Curta a Cena: As Relações Naturais. Dias 25 e 26 de novembro, às 20h. Direção: Hudson Andrade. Produção de Yeyé e Paulo Porto. Contatos: casadaatriz@gmail.com / 8199 1322 / 8290 3165 / 8290 3166 / 8733 2067. Casa da Atriz - Rua Oliveira Belo, nº 95, entre Generalíssimo e D. Romualdo de Seixas.

( texto da assessoria de imprensa)

23.11.11

Cuíra por Memória prepara espetáculo musical


A esteia será em 2012, mas o processo de montagem já inicia agora com a abertura de inscrição para várias oficinas. O musical vai mostrar a trajetória do ex-governador Magalhães Barata e  trazer de volta histórias que marcaram época na antiga zona do meretrício, no bairro da Campina, situado no centro histórico da cidade.

Instalado nesta área, o Grupo Cuíra vem pesquisando aquela época, entre os anos 30 e 50, quando a zona era frequentada pelo melhor da sociedade local, inclusive políticos renomados. Edyr Augusto, dramaturgo e diretor do grupo, ressalta que foi justamente a riqueza de casos relatados pelas mulheres ainda ali residentes que motivou a ideia de resgatar essa fase rica da memória da cidade. 

O projeto "Cuíra por Memória", na prática,  vem realizando ações desde o ano passado, quando estreou no mês de novembro, a peça “Sem dizer adeus, inspirada no livro “Eu e as últimas 72 horas de Magalhães Barata”, de Dalila Ohana . Este mês, no último dia 16, mais uma programação voltada à memória do general foi realizada, também no Teatro Cuíra. “Conversa Barata” reuniu convidados que de alguma forma tiveram contato com o ex-governador do Pará.

Com patrocínio da Petrobrás, através do Ministério da Cultura e Lei Rouanet, as oficinas do projeto “Cuíra por Memória” acontecerão nos meses de janeiro, fevereiro e março do ano que vem. Haverá oficina de canto, ministrada por Gigi Furtado, de Figurino, com Klau Menezes, de Adereços, com Delleam Cardoso, de Interpretação, com Leonel Ferreira e de Cenário, com a professora Ézia Neves. 

Serviço 
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas de segunda a sexta, de 15h às 18h, no Teatro Cuíra, Rua Riachuelo com 1º de Março, n. 524. O público direcionado é de atores e técnicos.

22.11.11

Festcine Amazônia premia animação paraense

Além do prêmio Major Reis de Melhor Animação, o curta “Muragens - Crônicas de um muro”, obra de Andrei Miralha (Admirimiriti), recebeu também o troféu Mapinguari, na 9ª Edição do Festicine Amazônia, realizado em Porto Velho de 15 a 19 de novembro. 

Mais duas produções paraenses participaram do festival: o curta “Ribeirinhos do Asfalto”, de Jorane Castro, e a vídeo reportagem “A reação da natureza”, de J. Oliveira. “Muragens...” não venceu sozinho, teve ao seu lado o curta “No Baque”, de Carlon Hardt, do Paraná. 

Resultado de uma bolsa de pesquisa do IAP, o curta de Andrei teve um processo de criação e produção que iniciou com a pesquisa para encontrar um espaço em Belém, com seus personagens e sua dinâmica para depois desenhar tudo e mergulhar em sua animação.

O autor diz que no processo de criação, a animação possibilitou um diálogo direto com o trabalho de várias vertentes artísticas, como a poesia de Marcílio Costa e a música de André Moura, assim como permitiu a participação de artistas como Otoniel Oliveira, Everton Leão, Rogério Batista, Geíza Santos, Ítalo Ferreira, Diogo Chagas e Vinícius Souza, na composição, e Nonato Moreira, na edição.

Em 12 minutos, o filme de Andrei representa, em traços, a movimentação dos feirantes que atuam na Feira Batista Campos, no lado que dá para a Rua Dr. Moraes. Prendendo a atenção dos espectadores, apesar deles, o grande protagonista do filme é o próprio muro, que testemunha esta rotina e nos revela uma paisagem que trabalha o real, misturado a situações e cenas culturais da região.

“A notícia da premiação foi uma bela surpresa. Na verdade, esta foi a segunda vez que inscrevi o Muragens em um festival. A primeira foi no Anima Mundi 2009, que rendeu mais dois convites da coordenação o Anima Mundi para compor uma mostra da atual produção brasileira de animação nos festivais: Monstra (Portugal) e Animasivo (México), em 2010. Esse prêmio me deixou muito feliz e sem dúvida é um grande estimulo pra continuar produzindo. Fico muito grato a toda a equipe que embarcou nessa ideia e deixou seu traço nesse muro de imagens e histórias”, diz Andrei.

Festival - A 9ª edição do Festcine Amazônia, agora também um Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental, homenageou este ano, o diretor, professor e roteirista, Orlando Senna, que participou do movimento do Cinema Novo, trabalhando em diversos filmes da filmografia de Glauber Rocha.

HQ - O desenhista e animador, recentemente lançou, em São Paulo, o livro em HQ Brasil 1500. “O lançamento foi um sucesso, teve um grande público e fizemos um bate-papo sobre a produção dos quadrinhos e sobre a história que abordamos, que contou com a participação de um mediador e um professor de história convidado”, conta Andrei que na verdade não pôde participar pessoalmente do evento. As notícias que teve, porém, foram as melhores.

“No dia do lançamento recebemos um convite da coordenação do Salão de Piracicaba, para expor as páginas de quadrinhos no salão de 2011 e fizéssemos o lançamento do terceiro álbum do Brasil 1500 em agosto de 2012, quando ocorre o evento. Estamos programando um lançamento aqui em Belém, e assim que estiver fechado, aviso”, finaliza o artista.


20.11.11

Os Monstros estreia no Cine Líbero Luxardo

Quatro rapazes, algumas decepções e música, muita música, é o mote de Os Monstros, dos diretores Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti (de Estrada Para Ythaca), cuja produção é totalmente independente e baseia-se na amizade dos personagens.  O filme fica em cartaz de 23 a 26 de novembro, no Cine Líbero Luxardo do Centur, na sessão Vitrine, às 17h. 

Apesar do nome, em Os Monstros não há nenhuma criatura aterrorizante; o título se dá por certa opressão – proposital – que é percebida ao longo de cada cena. A noite é o cenário, junto com a praia, o bar, uma festa e um apartamento.

A narrativa é singela, com poucas falas; trata-se de um “Cinema Coletivo”, no qual cada um, de alguma forma, completa o outro, sem ofuscar as qualidades alheias, mas complementando-as. O longa é encenado pelos próprios diretores e é exatamente por ter essa característica que é possível sentir a veracidade das emoções. 

A desilusão amorosa de um dos ‘personagens’ é o início da obra, que em sua decorrência também ilustra a frustração profissional de dois dos amigos, e chega a emanar certa ‘cafonice’ em momentos sensíveis e apaixonados dos garotos. 

O posicionamento das câmeras transmite a sensação de pulsação e vivacidade, ora em movimento, ora fixas; mas ambas as maneiras afirmam o lugar e não têm medo de enfatizar as amarguras. A fotografia também é prova de que até mesmo um cenário ruidoso, ‘sujo’ e noturno é capaz de se tornar belo; e é exatamente essa a identidade de Os Monstros. 

Os diretores Ricardo, Pedro, Guto, Luiz
A ousadia e inovação destes jovens cineastas foi capaz de integrar na trama um estilo musical – que apesar de existir há mais de 50 anos – é pouco difundido na nossa cultura; gênero chamado “improvisação livre”, que consiste em uma manifestação musical a partir da afinidade com algum instrumento, e tocá-lo da maneira que lhe convir; o importante é sentir.

As vertentes dessa ramificação musical vêm desde o jazz, composições eruditas, música balcânica e mais uma infinidade de raízes, que foram se agregando e se transformaram no que é retratado brilhantementeno filme. 

Apesar da descrição atraente, como o próprio diretor Ricardo Pretti disse em um bate-papo exclusivo na pré-estreia (14/09) no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, “para ouvir esse tipo de música é importante que se deseje realmente escutá-la”; é uma melodia quase que incessante para quem ouve, pela distorção, dissonância e ausência de sonoridade de notas específicas; não há uma regra para se findar, chega a causar até certa aflição nos espectadores em determinados momentos. 

É justamente essa a intenção: causar alguma reação, seja ela qual for. O intuito é fazer com que cada um traduza aquela experiência e a agarre para si, de acordo com a concepção ali adquirida, naquele momento.

Portanto, este longa é a tradução de que quando se tem amigos, a união das forças e talentos somados a algumas oportunidades podem transformar momentos amargos em uma maneira nova de se viver e encarar a vida.

Os Monstros já foi exibido em importantes festivais e é um longa-metragem da Alumbramento, que entrará em cartaz pelo projeto Sessão Vitrine, que acontece nas seguintes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Goiânia, São Luiz, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belém, João Pessoa, Maceió, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Campo Grande e Vitória. Antes de cada sessão será exibido o curta-metragem Adormecidos, de Clarissa Campolina. 

Serviço 
O Cine Líbero Luxardo fica no Centur - Av. Gentil Bittencourt, entre Quintino e Rui Barbosa. Mais informações: 91 3202.4321.

Domingo é dia de bamba no Bar da Lapa

O músico Arthur EspÍndola e a cantora Yasmhin Friaça apresentam o Projeto Musical “Samba de Dois”, com objetivo de valorização do samba paraense e dos compositores e interpretes da região. A estreia acontece neste domingo, neste domingo, 20, no Bar da Lapa, das 14h às 20h.

Os artistas pretendem provocar uma grande roda de Samba regada a feijoada completa, além da presença de vários convidados do mundo do samba paraense interpretando músicas autorais e clássicos do gênero. 

“Buscamos também desenvolver arranjos musicais próprios que contam com a influência da bossa-nova e do chorinho que estão enraizados na essência do samba, não fazendo distinção de geração, estilo ou classe social”, complementa Arthur.

O músico é cantor, compositor e multi-instrumentista. Arthur já demonstrava seu talento desde os 10 anos quando ingressou no conservatório de música Carlos Gomes, em Belém do Pará. Em 2008, Espíndola lançou seu CD “Coisas que peço” com um show que contou com a participação especial de Nilson Chaves e de Simone Almeida. 

Em novembro de 2009, Arthur fez uma pequena temporada de duas apresentações do show “Como você queria” no teatro Waldemar Henrique, trazendo uma proposta inovadora de palco no formato arena, onde o artista teve total interação com o público. Em 2010, Arthur realizou algumas temporadas em casas noturnas de Belém. “Meu Canto” é o nome do seu mais novo CD. 

Já a cantora Yasmhin Friaça credita no ecletismo musical. Já se apresentou com repertório de vários estilos, que vai do samba ao reggae, passando pelo pop rock, regional, bossa nova e MPB. “Pretendemos apresentar o melhor do samba em todas as suas espécies, indo buscar desde o samba de raiz e seus grandes clássicos; o samba enredo, até os atuais sucessos do gênero”, diz. 

O Bar da Lapa se inspira no maior reduto do samba no país, a Lapa do Rio de Janeiro. Aberto há apenas dois meses, o espaço tem se tornado referencia de quem curte o bom e velho samba de raiz, com repertório que vai de Noel Rosa, Chico Buarque e Pixinguinha e João Nogueira, entre outras feras. Serviço “Samba de Dois”, show com Arthur Espíndola e Yasmhin Friaça. 

Serviço
Bar da Lapa. Sempre aos domingos, das 14h às 20h. Na Trav. Quintino, 1086, prox. Boaventura. Domingo, das 12h às 20h. Música ao Vivo - Só samba de raiz – de quarta a sábado, a partir das 22 h – Couvert R$ 10,00. Mais informações: 91 8341.3997.

19.11.11

Mestre Vieira e os Dinâmicos no 6º Se Rasgum

Os Dinâmicos Idalgino, Lauro, Dejaci e Poça, com Mestre Vieira
Fotos: Renato Reis 

Além dos acordes marcantes da festejada guitarrada, Mestre Vieira resgata repertório cantado, gravado em LPs dos anos 70 e 80, e o leva à sexta edição do Festival Se Rasgum. Aos 77 anos feitos no dia 29/10, o ícone da guitarrada é também tema de um documentário sobre sua trajetória.

O documentário integra o projeto “Mestre Vieira – 50 Anos de Guitarrada”, que tem patrocínio do Conexão Vivo, por meio da lei Semear do Governo do Estado, e que terá, no ano que vem, a realização de um DVD. 

No doc, a história de Mestre Vieira está sendo contada por ele mesmo e através de entrevistas, narrativas e grandes encontros musicais com outros músicos, guitarristas e bambas do choro, que aliás foi o primeiro ritmo dominado por Mestre Vieira, ainda na infância.

O reencontro com Os Dinâmicos, músicos que gravaram com ele quase todos os 13 LPs lançados por gravadoras como a Chantecler, Continental e RGE,  aconteceu durante a realização da pesquisa para o documentário e acabou rendendo a produção do show que será visto e registrado neste domingo, 20, no Hangar, (re), apresentando ao público, Lauro Honório (guitarra base), Idalgino Cabral (Contrabaixo), Luiz Poça (teclado) e o vocalista Dejaci Magno, que acompanharam o Mestre da Guitarrada, nas primeiras formações de “Vieira e Seu Conjunto” , no anos 70 e 80.

Um dos momentos do doc, com Félix Robatto e Pio Lobato
Na apresentação do Se Rasgum, Mestre Vieira e os Dinâmicos estarão acompanhados ainda por Gorayeb (percussão) e Vovô (bateria), músicos que estão permanentemente acompanhando Mestre Vieria em shows pelo país, ao lado também do guitarrista Pio Lobato, pesquisador do gênero da guitarrada e responsável por ter trazido de volta à mídia e ao circuito de shows,  a guitarrada de Mestre Vieira, que estava no interior do estado, em Barcarena, onde conitnuava tocando, ainda que silenciado na mídia.
O show será novidade para quem só começou a ouvir Mestre Vieira a partir do grupo Mestres da Guitarrada, projeto do Pio em parceria com a Funtelpa. Com os Dinâmicos, nome que o grupo tinha antes mesmo de se tornar Vieira e Seu Conjunto, Mestre Vieira traz de volta à cena as obras cantadas, responsáveis por alguns de seus maiores sucessos tocados, principalmentre nas rádios do nordeste do país.

“A Lambada da baleia”, que conta a história da baleia que encalhou na orla de Barcarena, cidade natal de Mestre Vieira, e “a Lambada do Rei”, por exemplo, foram gravadas em 1976 e lançadas em 1978 no LP Lambada das Quebradas - vol. 1. O segundo Volume, trazia a música “Melô do Bode”, sucesso impulsionador do disco, que teve quase 300 mil cópias vendidas.

Mestre Vieira, gravação no Mangal das Garças
Outros sucessos já mais conhecidos das novas gerações, por fazerem parte do repertório instrumental, como “Jamaicana” e “Cidade Alerta” não faltarão no show que contará ainda com a participação especial do guitarrista João Erbettta, guitarrista de Marcelo Jeneci.


O guitarrista, produtor e compositor vasculha o cancioneiro da Música Popular Brasileira das primeiras décadas do século XX, e vem compondo um repertório original, aliado a composições próprias. Outra participação especial é da cantora e tecladista  Iva Rothe, convidada para interpretar a música “Mariazinha”.  

Serviço
6º Festival Se Rasgum. Até 20 de novembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Ingressos: R$ 25 antecipado p/ cada dia, a partir de 3 de novembro. Realização: Se Rasgum Produções e Sonique Produções Assessoria de imprensa: Pollyanna Bastos: polly@serasgum.com.br Rafael Guedes: rafael@serasgum.com.br Informações pelo site: www.serasgum.com.br.

16.11.11

Dirceu Maúes abre exposição individual em Brasília

A videoinstalação “Em um lugar qualquer – Outeiro”, foi contemplada com o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2011, para ocupação do espaço. É a primeira exposição individual do fotógrafo na capital federal.

A abertura de “Em um lugar qualquer – Outeiro” será na próxima quinta-feira, 24, na Galeria Fayga Ostrower.  Traz vídeos feitos a partir da animação de fotografias com câmeras pinhole, construídas com caixinhas de fósforo. As câmeras não possuem visor nem lente, apenas um pequeno furo de agulha, por onde a luz penetra. Para a mostra foram construídas mais de 150 câmeras, que captaram mais de 4 mil imagens. 

O trabalho é composto de seis vídeos que, juntos, formam uma visão panorâmica, de 360 graus, da praia de Outeiro, em Belém do Pará. Dirceu Maués começou sua pesquisa construindo suas primeiras câmeras pinhole, em 2003. Desde então, já realizou várias exposições, no Brasil e no exterior. Sua obra estimula o debate sobre a utilização dos aparatos tecnológicos, principalmente daqueles ligados à produção de imagens.

Maués subverte a ideia de tempo, de cada momento registrados nas fotografias, e aposta no acaso, ao permitir um tempo mais longo para a captura da imagem. 

Suas câmeras, sem visor nem lente, produzem um cinema/vídeo que nos revela as paisagens de qualquer lugar, sem a preocupação tradicional com a precisão, com o máximo de fidelidade à toda imprecisão captada. Afinal, neste trabalho, o que importa é a potência poética do “erro”, do ruído e do acaso.

“Em um lugar qualquer – Outeiro” já foi apresentado em Montevidéu no Centro Municipal de Fotografia (CMDF), em 2010, e recebeu, em outubro de 2011, o prêmio Residência Artística, para a Academia Livre de Belas Artes (WBK) – Holanda - no 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, realizado em São Paulo. 

Serviço
“Em um lugar qualquer – Outeiro”, videoinstalação de Dirceu Maués. Abre na próxima quinta-feira, 24, a partir das 19h.

Na Galeria Fayga Ostrower - Complexo Cultural Funarte - Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural - Entre a Torre de TV e o Centro de Convenções – Brasília (DF). Entrada Franca. 

(com informações de Thaís Margalho, da assessoria de imprensa)

"Samblack" comemora Dia da Consciência Negra

Gii no "Tributo à Clara Nunes", em agosto deste ano
Após sucesso do Tributo à Clara Nunes Gigi Furtado volta ao palco da Black Soul Samba na sexta, 18, com show “Samblack” em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado no país em 20 de novembro.

Elza Soares, Chico Cézar, Jorge Benjor e Paula Lima estão no repertório da cantora, montado com arranjos especiais, trazendo todo o batuque afro para cada música interpretada. No decorrer do espetáculo este repertório vai sendo todo alinhavado e costurado durante a apresentação, levando o público a uma atmosfera musical, proporcionado momentos de entretenimento e boa música. 

Além do carisma evidente de Gigi Furtado, que interage de maneira efetiva, dando dinâmica diferenciada ao show. “Desde que fiz o tributo à Clara, meu trabalho vem ganhando essa vertente afro, então, esse show é o resultado dessa pesquisa nova que venho fazendo. Tem muito igexá, muito batuque mesmo”, adianta Gigi Furtado. 

De acordo com ela, “a recomendação é que o público calce sapatos confortáveis”, e assim aproveitar cada momento de um show que tem como premissa não deixar ninguém parado. Acompanhada da banda “Cavaleiros de Jorge”, com quem divide o palco há mais de dois anos, Gigi está a frente de um laboratório comprometido com o fazer musical.

Composta por André Andrade no violão, André Brasil na bateria e Alexei Moreira no baixo, os “Cavaleiros de Jorge” são os responsáveis pela africanidade de cada música no show Samblack de Gigi Furtado. 

Sobre o dia da consciência negra Celebrado em todo o Brasil desde a década de 60, o Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, em homenagem a data de nascimento de Zumbi dos Palmares. 

O reconhecimento ao dia ganhou peso maior a partir da década de 90, quando passaram a ser realizadas as “semanas da consciência negra”, quando diversas atividades para reflexão, como palestras e oficinas, são organizadas pelo Movimento Negro brasileiro.

A Black Soul Samba, tem a percepção de estar dentro desse movimento de reflexão sobre o papel do negro, e se insere entre os que alertam a sociedade contra o preconceito e inferiorização do negro. Por isso, o show “Samblack” não é apenas mais uma atração do coletivo, e sim uma forma de homenagear Zumbi dos Palmares.

Além do show de Gigi Furtado & Os Cavaleiros de Jorge, os DJ’s residentes Kauê Almeida, Eddie Pereira, Fernando Wanzeler, Homero da Cuíca e Uirá Seild colocam seus vinis, CDs e cuíca nas duas pistas do Palafita. 

Serviço  
“Samblack” com Gigi Furtado & Os Cavaleiros de Jorge – Homenagem ao Dia da Consciência Negra na Black Soul Samba. Nesta sexta, dia 18 de novembro, no bar Palafita, que fica na Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, a partir das 21h. Entrada à R$10,00. As primeiras 50 pessoas só pagam a metade. Escute a Black na Rádio! Toda quarta-feira, com reprise aos sábados, sempre das 21h às 23h na Unama FM – 105.5 Informações  (91) 8190 8270 / 8889 3639/(91) 8413 0861 e blacksoulsamba@yahoo.com.br.

15.11.11

Dramaturgia alemã no Teatro Cláudio Barradas

Os adolescentes e seus conflitos, sonhos e as imposições na realidade do século IX. O Curso Livre de Teatro Juvenil da Escola de Teatro e Dança da UFPa (ETDUFPA) apresenta “O despertar da Primavera”, texto clássico do alemão Frank Wedekind que completa seu 120º aniversário este ano. Em cartaz de 16 a 20 de novembro, sempre às 20h, no Teatro Claudio Barradas, com uma sessão extra no domingo (20), às 18h.

Dar voz ao adolescente. Esse foi um dos intuitos de Wedekind quando publicou, ainda em 1891, sua obra-prima "O Despertar da Primavera". 

Controverso, o texto demorou a ser encenado, ganhando a sua primeira grande montagem somente na década de setenta, ainda assim, alvo de muitas retaliações. A razão de tantas ressalvas? O desejo de discutir abertamente os dramas e conflitos da fase de transição da infância para a vida adulta. 

O ano de 2011 marca o 120º aniversário deste clássico da dramaturgia mundial. Não coincidentemente "O Despertar da Primavera" foi a montagem escolhida este ano pelo Teatro Juvenil da Escola de Teatro e Dança da UFPa, que conta com elenco especial nesta adaptação. 

"Nosso ator mais velho tem 17 anos. Estamos falando sobre adolescentes com adolescentes", enfatiza Guál Dídimo, dramaturgo e diretor da encenação. O público também pode, adolescente ou não, emocionar-se com os dramas vividos pelas personagens, já que há uma forte contemporaneidade dos temas abordados.

"Este é o momento ideal para discutirmos sobre esta etapa da vida. Todos nós temos lembranças de nossa juventude. Todos nós tivemos momentos bons e ruins durante nossa fase de descobertas. Este espetáculo é leve e dramático ao mesmo tempo, pois nos faz refletir sobre como nos formamos enquanto pessoas adultas" conclui Olinda Charone. 

A diretora, que também dirige a peça, completa 35 anos de atividade teatral como atriz, diretora, professora e escritora. Recentemente, Olinda também lançou seu primeiro livro “Faz e desfaz de conta: a criança intérprete e sua compreensão do processo de encenação”.

O despertar da Primavera é, acima de tudo, um convite a busca do adolescente que um dia todos foram, a se emocionar com os dramas e Wendla, Melchior, Moritz e companhia, a encantar-se com suas vivências. É ver adolescentes interpretando adolescentes com toda a paixão que só eles poderiam imprimir a este espetáculo. 

Serviço 
"O Despertar da Primavera", direção Guál Dídimo e Olinda Charone. De 16 a 20 de Novembro (quarta a sábado) sempre às 20h. Domingo (20), sessões as 18h00 e 20h00. Teatro Cláudio Barradas (Rua Jerônimo Pimentel, 546, esq. com Dom Romualdo de Seixas). Ingressos a R$10, com meia entrada para estudantes.

14.11.11

"Noites com Sol" traz música e cinema

O músico Albery Albuquerque participa do evento
Estão abertas até o dia 15 de novembro as inscrições para a Mostra Competitiva em Curtas-Metragens do “II Noites com Sol - Mostra de Música e Cinema”. 

Belém é um caldeirão fervilhante quando se trata de cultura. Nos dias 28, 29 e 30 de novembro, a cidade das mangueiras vai deixar aflorar a sonoridade dos artistas da terra.

O palco será o Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, onde acontece a gravação de uma coletânea do "II Noites com Sol", para mostrar o talento e o experimentalismo da cena musical do Pará. A partir das 20h, oito atrações se revesarão em apresentações especiais.
Além da parte musical, também haverá mostra audiovisual competitiva. Serão distribuídos prêmios em cinco categorias: "Melhor Ficção", "Melhor Documentário", "Melhor Vídeo em Mídias Móveis", "Melhor Vídeo Clipe" e "Melhor Fotografia Digital". 

Para participar basta inscrever qualquer obra fotográfica e/ou audiovisual de até 15 minutos de duração, de qualquer gênero ou temática. Os interessados podem submeter até três obras audiovisuais. 

Envio de material - as inscrições podem ser feitas de duas manerias. Pelo site , caso o autor possuir material divulgado na internet e mídias sociais (blogs, fotologs ou perfil em site de relacionamentos),  devendo descrever o link diretamente no formulário de inscrição. 

Ou por correspondência, desde que a ficha seja preenchida e assinada para depois enviá-la juntamente com uma (1) cópia da produção em DVD, uma (1) fotografia do diretor, uma (1) fotografia still da obra e seu cartaz, para o endereço: Mostra Competitiva “II Noites dom Sol – Mostra de Música e Cinema” – Av. Duque de Caxias, 160, Ed. José Bonifácio, Loja-14. CEP: 66093-400. 

Entre os dias 17 e 27 de novembro serão conhecidos os selecionados para a mostra. Os nomes serão divulgados no site do Festival www.noitescomsol.com, na imprensa e nas redes sociais. Mais informações sobre a programaão musical e de oficinas: http://noitescomsol.com/

13.11.11

Se Rasgum dá boas-vindas à black music

"BNegão e os Seletores de Frequência" é atração confirmada para o 6° Festival Se Rasgum. Por motivos de saúde, Mallu Magalhães não se apresentará mais no evento. É o que informam as produtoras Se Rasgum e Sonique. De acordo com a produtora de Mallu Magalhães, por motivos de saúde, a cantora se viu obrigada a cancelar uma série de shows em novembro por todo o Brasil - entre os quais o do próximo Festival Se Rasgum. 

A atração estava prevista para a noite do domingo (20). Para o lugar de Mallu, o Festival anuncia a participação de BNegão & Os Seletores de Frequência, uma das bandas mais importantes do cenário carioca. O Festival lamenta o cancelamento do show por motivos alheios à produção do evento e aproveita para desejar melhoras à cantora.

Mistura - Com uma mistura explosiva de soul, funk carioca, hip hop, ragga e rock, a banda liderada pelo ex-vocalista da Planet Hemp debutou em 2003 com o álbum “Enxugando gelo”, considerado pela crítica especializada como um dos discos mais importantes daquele ano. Desde então, a banda vem percorrendo festivais em todo o país e aporta pela primeira no Se Rasgum, do qual BNegão participou em 2009 como convidado do grupo carioca Digital Dubs.

A banda é formada por BNegão (voz e guitarra), Pedro Selector (voz e trompete), Paulão King (voz), Fabio Kalunga (baixo), Fabiano Moreno (guitarra) e Robson Vintage (bateria).

O 6° Festival Se Rasgum acontece nos dias 18, 19 e 20 de novembro no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia e traz atrações de todo o país, como Lobão (RJ), Leoni (RJ) junto com Suzana Flag (PA), Bidê ou Balde (RS), Arraial do Pavulagem (PA), Eddie (PE), Marcelo Jeneci (SP), De Falla (RS), Mestre Vieira (PA), além do grupo uruguaio El Cuarteto de Nos, além de muitos outros artistas e bandas.

Em 2011, o Festival Se Rasgum é patrocinado através da seleção pública do Programa Petrobras Cultural, e também integra a rede Conexão Vivo, uma iniciativa da operadora Vivo, dedicada ao desenvolvimento do setor produtivo da música.

Tornando parte do Festival e trabalhando estruturas básicas e de formação do mercado musical, o Festival Se Rasgum também promove a Semana de Profissionalização da Música da Paraense, que em 2011 chega à sua terceira edição com oficinas, debates e palestras de profissionais ligados ao mercado da música brasileira.

O Governo do Estado do Pará, através da Rede Cultura de Comunicação, em apoio às ações do Festival Se Rasgum, ajuda a realizar as atividades de formação no Instituto de Artes do Pará (IAP), onde serão realizadas as atividades.

Serviço
A programação é da Semana de Profissionalização é gratuita. Todas as informações sobre o Festival e a Semana de Profissionalização podem ser encontradas no site www.serasgum.com.br e na fanpage do evento no Facebook. Os shows do Se Rasgum vão acontecer de 18 a 20 de novembro, no Hangar.

Amazônia Doc exalta os cinemas venezuelano e paraense

Adriano Barroso (Matinta), Prêmio Especial - Conjunto da obra
Passava um pouco das 20h quando teve início a cerimônia de premiação do Amazônia Doc.3, na noite desta sexta, 11. O público que compareceu ao Cinema Olympia vibrou ao ver levar para casa o prêmio de Melhor longa-metragem o documentário Sem ti contigo, do venezuelano Tuki Jencquel.

O anúncio foi feito pela cineasta colombiana Camila Loboguerrero, uma das convidadas desta edição. O filme, uma narrativa poética sobre a paternidade, o HIV e a culpa, aborda uma espécie de reencontro de um pai rebelde com a sua filha falecida. 

Para os jurados do festival, o filme mereceu o prêmio pela construção de um personagem que preserva contradições e celebra o humanismo, longe de uma abordagem maniqueísta. "Sem ti contigo é um espetáculo cinematográfico. Não tem medo de ser emocional, uma das qualidades mais caras ao documentário. Traz elegância e inteligência tanto na forma quanto no conteúdo", destacou o jornalista e crítico de cinema Rodrigo Fonseca, um dos membros do júri. 

Fernando Segtowick - Melhor Curta "Matinta"
Também saiu vitorioso o curta Matinta, do paraense Fernando Segtowick - que levou para casa os troféus de Melhor curta-metragem de ficção eleito pelo pelo júri oficial, o prêmio da Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) para o Melhor curta-metragem, e também foi escolhido Melhor curta-metragem pelo júri popular. 

A noite também foi de festa para o ator paraense Adriano Barroso. Ele, que estrelou nada menos que três filmes exibidos no festival - Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca, Ribeirinhos do asfalto, de Jorane Castro e Matinta, de Fernando Segtowick -, foi homenageado com um prêmio especial concedido pelo júri oficial pelo conjunto de sua obra como ator, roteirista e dramaturgo.

Após a cerimônia de premiação, o festival brindou o público com a exibição dos premiados Qual queijo você quer? e As hiper mulheres, dos cineastas Cíntia Domit Bittar e Leonardo Sette, respectivamente. A sessão contou com a presença dos diretores, que exaltaram a importância de preservar o histórico Cinema Olympia, que celebra seu centenário em março de 2012.

Cinema peruano é premiado - Melhor Longa
"Me sinto muito honrado de exibir As hiper mulheres nesta sala, o cinema mais antigo do Brasil, que vocês vêm batalhando para que não se transforme em Igreja evangélica ou Lojas Americanas”, declarou. 

Continua - O Amazônia Doc segue até o dia 20 de novembro, com uma mostra retrospectiva que reexibirá alguns dos filmes que passaram pela tela do Olympia durante estes sete dias de mostra. Também será oferecida a oficina Cinema e Psicanálise, ministrada pelo psicanalista paraense Manoel Leite. Toda a programação é gratuita. 

Premiados

AMAZÔNIA DOC.3 JÚRI OFICIAL 

  • MELHOR FILME LONGA METRAGEM: SEM TI CONTIGO, DE TUKI JENCQUEL, VENEZUELA, 2010, DOC, 43’.
  • MELHOR DIREÇÃO: A TERRA DA LUA PARTIDA, DE MARCOS NEGRÃO, BRASIL, 2010, DOC, 52’.
  • MELHOR ROTEIRO: DE PANELAS E SONHOS, DE ERNESTO CABELLOS, PERU/BRASIL, 2009, DOC, 74’.
  • MENÇÃO HONROSA: LEITE E FERRO, DE CLAUDIA /PRISCILLA, BRASIL, 2010, DOC, 72’.
  • MELHOR FILME CURTA METRAGEM (FICÇÃO): MATINTA, DE FERNANDO SEGTOWICK, BRASIL, 2010, FICÇÃO, 20’.
  • MELHOR FILME CURTA METRAGEM (DOC): SUCUMBIOS – TERRA SEM MAL, DE ARTURO HORTAS, ESPANHA, 2011, DOC, 30’.
  • MELHOR DIREÇÃO CURTA FICÇÃO : A FÁBRICA, DE ALY MURITIBA, BRASIL, 2011, FICÇÃO, 15’.
  • MELHOR ROTEIRO CURTA: CINE CAMELÔ, CLARISSA KNOLL, BRASIL, 2011, DOC, 15'.
  • MENÇÃO HONROSA: CRÔNICAS DE UMA MORTE ANUNCIADA, DE IVAN CANABRAVA, BRASIL, 2011, DOC, 06'.
  • PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI OFICIAL: A ADRIANO BARROSO, PELO CONJUNTO DE SUA OBRA COMO DRAMATURGO, ATOR E ROTEIRISTA.

PRÊMIO ACCPA (ASSOCIAÇÃO DOS CRÍTICOS DE CINEMA DO PARÁ):

  • MELHOR FILME LONGA - A TERRA DA LUA PARTIDA, DE MARCOS NEGRÃO, BRASIL, 2010, DOC, 52
  • MELHOR FILME CURTA – MATINTA, DE FERNANDO SEGTOWICK, BRASIL, 2010, FICÇÃO, 20’.
  • MENÇAO HONROSA – A FÁBRICA, DE ALY MURITIBA, BRASIL, 2011, FICÇÃO, 15’.

JÚRI POPULAR 

  • MELHOR LONGA: A TERRA DA LUA PARTIDA, DE MARCOS NEGRÃO, BRASIL, 2010, DOC, 52'
  • MELHOR CURTA FICÇÃO: MATINTA, DE FERNANDO SEGTOWICK, BRASIL, 2010, FICÇÃO, 20'.
  • MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO: SOLDADOS DA BORRACHA, DE CESAR LIMA, BRASIL, 2010, DOC, 27' 

(Texto: Ascom Amazônia Doc)

11.11.11

Casarão Live com Andreia Dias, Aíla e Jungleman

Jungleman
A festa traz um encontro musical que extrapola fronteiras: a cantora Aíla e a banda Jungleman encontram com a artista paulista Andreia Dias no palco do Café com Arte. É nesta sexta-feira, 11, a partir das 22h. 

A ideia desta edição da festa, organizada pelo Casarão Cultural Floresta Sonora, é reunir artistas que fazem parte da nova geração da música brasileira e que sejam destaque no cenário independente nacional. E os nomes escolhidos fazem jus ao convite. 

Representando bem o Casarão, uma atração nervosa e dançante. Jungleman é formada pelos músicos paraenses Léo Chermont, Rafael Vaz, Dan Bordalo e Júnior Gurgel. A banda opta pelo caminho da experimentação em seu trabalho autoral. O primeiro disco, intitulado com o prório nome do grupo, traz uma intervenção de frequências globais no cotidiano da floresta de concreto que é a capital paraense.

Quem também se apresenta no Casarão Live é a cantora Aíla. Prestes a disparar seu primeiro disco, “Trelêlê”, cuja prévia já foi lançada na internet, a artista tem se destacado no circuito nacional como uma representante da música contemporânea paraense, tendo se apresentado no Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus. 

Aíla
Ao misturar ritmos locais com sonoridades universais, Aíla chama atenção pela autenticidade e ousadia na medida certa. “Eu busco minha identidade misturando referências com sons novos. O meu primeiro disco, que será lançado até dezembro, tem essa pegada”, fala sobre seu trabalho. 

O contrapeso à música paraense fica por conta da paulista Andreia Dias. Conhecida pelas inúmeras parcerias que marcam sua carreira - com nomes como Tom Zé, Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Andréia já tem vinte anos de estrada e seis discos lançados. A relação com Belém tem se estreitado tanto que, ao que tudo indica, seu próximo trabalho deve vir repleto de parcerias com nomes locais. 

Serviço
Casarão Live – com Aíla Magalhães, Andreia Dias e trio Jungleman. Enquanto a música ao vivo rola solta no palco, os djs Bernando Pinheiro (Baile Tropical), Faca (Quero Causar) Proefx e Roberto Figueredo incendeiam a pista de dança. Nesta sexta-feira, dia 11, no Café com Arte (Rui Barbosa, entre Braz e Av. Nazaré), a partir das 22h. Ingressos: R$ 10 com nome na lista, até às 0h; e R$ 15 sem nome na lista e a partir da meia-noite.

10.11.11

Ensaios sobre música, indústria cultural e filosofia

Henry Burnet
Depois de gravar o DVD “Por Uns Tempos”, que comemora seus 23 anos de carreira como músico e compositor, com quatro CDs lançados, Henry Burnett, que é professor da USP em Filosofia da Música, coloca à disposição do público seu mais novo livro, que será  lançado em Belém nesta sexta-feira, 11, a partir das 19h, dentro da programação “Papos & Ideias”, na Livraria Saraiva. 

Escrito em forma de ensaios, que resultam de duas pesquisas distintas e, de certa forma, antagônicas, “Nietzsche, Adorno e um pouquinho de Brasil” sai pela editora da Universidade Federal de São Paulo. 

Nesta obra, o autor amplia o movimento do pensamento e da canção, da linguagem e da música “especificando à música popular brasileira, mesmo aquela nitidamente comercial, aspectos do que Nietzsche pensava da arte e da canção popular, da ligação entre poesia e música, do primado da melodia e da linguagem", nas palavras de Celso Favaretto, Mestre e Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo e autor de “Tropicália Alegoria Alegria”. A primeira parte do livro de 

Henry é resultado de tese de doutorado “A Recriação do Mundo: a Dimensão Redentora da Música na Filosofia de Nietzsche” (ifch/Unicamp) e aborda o arcabouço estético-filosófico formado por Nietzsche, Beethoven e Wagner. 

Já a segunda parte da obra, resultado de seu pós-doutorado “Indústria Cultural e Canção Popular no Brasil” (fflch/usp), demonstra a tentativa de pensar, na contramão de Adorno, os diferentes níveis no interior da música popular que não teriam sido colonizados pela forma-mercadoria e pelos ditames da indústriacultural. Além disso, o livro também articula, de modo sugestivo, estas proposições às concepções de música popular e ao nacionalismo de Mário de Andrade.

Henry Burnett também é autor dos livros: “Cinco Prefácios para cinco livros escritos: Uma biogtafia filosófica de Nietzsche" (Ed. Tessitura). O autor analisa um conjunto de cinco prefácios redigidos por Friedrich Nietzsche no ano de 1886, como parte do projeto de relançamento de algumas de suas obras mais importantes das chamadas primeira e segunda fase – “O nascimento da tragédia” - “Humano, demasiado humano” (livros I e II), “Aurora”, e “A gaia ciência”.

E “Filosofemas: Ética, Artes e Existencia”, uma coletânea de textos publicada pela mesma editora reunindo os professores do curso de Filosofia da Unifesp. No livro há três blocos distintos, contemplando campos bem delimitados e fundamentais do saber filosófico. O primeiro congrega textos que abordam a questão ética em autores decisivos, num leque que se estende dos clássicos da modernidade aos contemporâneos. 

A segunda parte, devotada à arte, reúne dois artigos que abordam um mesmo tema - a relação entre música e filosofia. 

O último bloco é composto por artigos que, sob o título genérico de 'Existência', abordam autores ligados direta ou indiretamente à tradição filosófica da fenomenologia. 

Serviço 
Papos & Ideais com Henry Burnet para Lançamento do Livro Nietzsche, Adorno e um Pouquinho de Brasil, Editora Fap-Unifesp. Nesta sexta-feira, 11, a partir das 19h, na Livraria Saraiva - Shopping Boulevard.

Conversa Barata e memória no Teatro Cuíra

O bate papo que vai acontecer no próximo dia 16, no Teatro Cuíra, reunirá figuras como Aurélio do Carmo, Irapuã Sales, Edson Salame, Mizar Bonna e Bernardino Santos. A programação faz parte do projeto “Cuíra por Memórias”, patrocinado pelo Ministério da Cultura e Petrobrás.

O projeto  pretende apresentar em 20112, um musical sobre a vida de Magalhães Barata, que marcou época na vida política do Pará, na primeira metade do século XX. 

De acordo com Edyr Proença, do grupo Cuíra, o processo iniciou há quatro anos, com a instalação do grupo na antiga zona do meretrício, centro da cidade, hoje decadente, mas na época de Magalhães Barata, freqüentada pelo melhor da sociedade local, inclusive políticos renomados.

“A riqueza de casos relatados pelas mulheres ainda ali residentes por participação ou relatos orais de velhas prostitutas, motivou a idéia de resgatar essa fase tão rica da memória da cidade”, explica Edyr Augusto Proença do grupo Cuíra.

Em mais uma incursão na memória política da cidade, o grupo apresentou ano passado o espetáculo "Sem Dizer Adeus", que trouxe no elenco o ator Cláudio Barradas interpretando Magalhães Barata à beira de seu leito de morte. O eseptáculo foi baseado em uma história real, garimpada no livro escrito por Dalila Ohana, companheira de Barata após sua separação de Georgina de Oliveira Barata, e com quem ele teve filhos.

Magalhães Barata:  posse no governo do Estado, 1956.
Já em “Conversa Barata” reunirá advogados, jornalistas e políticos, que conheceram ou conviveram com o caudilho, com opiniões favoráveis e contrárias às suas ações, que fornecerão detalhes, contarão “causos” e responderão a perguntas do público, tudo sendo devidamente registrado para servir de informação ao resultado final.

Oficinas - O projeto vai realizar ainda cinco oficinas (Cenário/Figurino/Adereços/Interpretação/Canto), todas no Teatro Cuíra, local de fácil acesso, com rampa para cadeirantes, poltronas para obesos, mantendo-se pessoas prontas para atender portadores de outras deficiências.

E também vai envolver no trabalho moradores do entorno do Teatro Cuíra, que se localiza no centro de Belém, dentro da antiga zona de meretrício da cidade, buscando profissionalização, inclusão social, formação de talentos e de platéia, levando cultura e arte a diversos segmentos da sociedade, inclusive os excluídos por preconceito. 

O Grupo Cuíra quer levar Cultura e conhecimento a toda sociedade através do Teatro inclusive e principalmente a grupos de baixa renda, formando novas platéias e difundindo as Artes Cênicas. O Projeto Cuíra por Memórias tem o patrocínio da Petrobras através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura. Serviço Conversa Barata.

Serviço
Conversa Barata - No dia 16 de novembro, às 19h, no Teatro Cuíra (Entrada Franca). Inscrições abertas para as oficinas a partir do dia 17 (gratuitas).