30.4.10

Cine PE volta a sentir o gostinho paraense na noite desta sexta-feira

O curta “Quando a Chuva Chegar”, de Jorane Castro, está na mostra competitiva da sessão desta sexta-feira, 30, na XIV Edição do Cine PE, um dos festivais mais consistentes e festejado pelo público, artistas e diretores do cinema brasileiro. Participar deste festival é motivo de felicidade para qualquer realizador.

Não à toa, em 2003, foi lá que se escolheu fazer o lançamento do Festival Brasileiro de Belém do Cinema Brasileiro, cuja primeira edição se daria no ano seguinte já sob as bênçãos de Padre Cícero e de Nossa Senhora de Nazaré.

Uma festa dentro da outra. Fazendo parte da programação do Cine PE, um coquetel foi montado com todas as iguarias paraenses e oferecido aos convidados que comungaram e deram boas vindas, junto à atriz Dira Paes, ao produtor Emanoel Freitas e a sua equipe, ao festival que nascia.

Estavam todos tão felizes que acabaram tomarando tucupi gelado servido equivocadamente como suco de maracujá. A situação foi hilária e só depois fui entender o que tinha acontecido. O tucupi, amarelinho, tinha chegado congelado. E o pessoal da cozinha, desavisado concluiu: só pode ser um suco isso daqui. E serviram numa bandeja e em belas taças. Tudo muito bonito, até eu teria me confundido assim, olhando de longe.

Mas os medalhões do cinema brasileiro e atores que estavam participando do evento, ávidos por experimentar nossos manjas exóticos, foram os primeiros a dar o alarme: no mínimo aquele suco estaria estragado.

Ninguém perdeu o rebolado, porém, após tudo ficar esclarecido. Até porque, depois de fervido e servido com camarão e jambú, nosso tacacá deixou todos extasiados. E a festa seguiu em ritmo de muita comemoração.

Sete anos depois dessa ótima história, novamente o Pará se faz presente neste festival, desta vez, competindo com curtas de outras regiões.

A cineasta Jorane Castro viajou nesta última quarta-feira, 28, para Recife. Ela mesma vai apresentar o filme na sessão que começa, hoje, às 18h30, no Cine Teatro Guararapes do Centro de Convenções.

Vão ser exibido na mesma sessão dos curtas “Zé(s)” (35 mm, Documentário, Direção: Piu Gomes , 15', RJ) e “Amigos Bizarros do Ricardinho” (35 mm, Ficção, Direção: Augusto Canani, 21’, RS). Todos realizados, como o Quando a Chuva Chegar (foto acima), em 35 mm.

O festival abriu na quarta-feira, dia de chuva na capital pernambucana (seria um sinal?), nada impedisse a costumeira lotação da platéia. Na abertura abertura, entre outros, foi exibido o inédito “O Bem Amado”, longa de Guel Arraes, que só estréia em circuito comercial no mês de julho.

O filme conta a história de "O Bem Amado", o eterno prefeito Odorico Paraguaçu, que tinha como projeto de governo construir um cemitério em Sucupira.

O problema era que ninguém morria na pequena cidade e o cemitério virou lenda e motivo de inúmeras peripécias de Odorico. Uma história de Dias Gomes já adaptada para a televisão nos anos 70.

O Cine-PE ainda tem muitas sessões, seminários, palestras e cursos a realizar até este domingo quando encerrará em noite de grande cerimônia. É o quanto teremos que esperar para saber se “Quando a chuva chegar” nos trará junto também um troféu Calunga.

Quando a Chuva Chegar estréia em Belém do Pará no dia 31 de maio, junto com o lançamento de “Mãos de Outubro”. Aguardem!

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