30.4.10

Preparem-se. O furacão JJ Jackson está chegando a Belém

Ele viria já na próxima semana, mas por motivos particulares, JJ Jackson transferiu sua vinda para Belém para os dias 20, 21 e 22 de maio.

Vai fazer três dias de show no Baiacool Jazz Club, o pub do contrabaixista Minni Paulo. Radicado em São Paulo, há décadas, o cantor norte americano foi ficando pelo Brasil e acabou casando com uma paraense, vejam só.

Desde então, não deixa de vir a Belém pelo menos duas vezes por ano para matar a saudade dos amigos músicos elogia sempre.

É o caso do pianista Robenare Marques, e do saxofonista Marcos Puff, que sempre o acompanham nos shows e devem estar com ele nos dias 6, 7 e 8 de maio, a partir das 22h.

JJ é considerado, hoje, um dos grandes intérpretes da música americana. Impressiona pela versatilidade vocal. Foi amigo de Jimi Hendrix, que integrou o primeiro grupo dele, o Rocking Teens. Além disso, já dividiu palco com B. B. King e Lightinin Hopkin.

No Baiacool Jazz Club, para conferir esse super show é preciso fazer reserva e a mesa custa R$ 100,00. Mas a melhor notícia é que na quinta-feira, 6, tem promoção e quem conseguir fazer a reserva, em tempo, a partir de já, vai pagar apenas R$ 60,00. Cada mesa, quatro lugares. Ou seja, é um ingresso de R$ 15,00.

A veia de Jackson é blues, mas com a formação da banda que sempre o acompanha em Belém, não falta no repertório grandes interpretações do jazz. De estilo próprio, costuma interagir o tempo todo com o público. Provoca êxtase aos ouvidos. Na simpatia e na ginga negra que tem, ele ganha a todos.

Serviço
JJ Jackson no Baicaool Jazz Club. Dias 20, 21 e 22 de maio. Reservas de Mesa na quinta-feira, 21, R$ 60,00, e na sexta, 22, e sábado, 23, R$ 100,00. Telefones: 8161.1992, 8161.6159 e 3289-6632.

Reggae, carimbó e rock na orla de Marudá, no salgado paraense

Misturas de ritmos, carimbó, reggae e rock. O sábado vai ser musical na orla de Marudá. E ainda dá pra de repente atravessar, no domingo, pra ilha de Algodoal, depndendo da disposição de cada um.

O certo é que depois de três finais de semana levando música e informação para o interior do Estado, o projeto Música na Estrada chega a orla deste município situado na zona do salgado.

Vai ter carimbó, com o grupo Beija-Flor Mirim, reggae, com o Yemanjah e rock com Cláudio Figueredo e banda (foto).

Tudo a partir das 20h, no palco-carreta, o Estrela que já percorreu os municípios de Castanhal, Vigia e Bragança e no qual já se apresentarma, entre outros, Toni Soares com o Grupo Rabecas, Grupo Quaderna, Lívia Rodrigues e Metaleiras da Amazônia.

O Música na Estrada forma a rede Conexão Vivo, iniciativa que abraça a produção de eventos ligados à música autoral dos estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Pará e Pernambuco.

Criado com a proposta de apontar novos caminhos e encontrar respostas para os desafios do mercado da música independente, o Conexão sempre trouxe em seu DNA os ideais de interdependência, autonomia, diversidade e democratização do acesso aos bens culturais.

Grupo Beija Flor Mirim
– O grupo é de Marapanim (foto acima), município localizado no nordeste paraense, também conhecida como Capital do Carimbó. Em cena, bailarinos e músicos vibram ao som de curimbós, banjos, maracás, pandeiros, xeque-xeque, flautas e reco-reco.

Cláudio Figueiredo e Banda - O produtor cultural e compositor já integrou, na década de 90, a banda Tribo, que estourou nas rádios a música Almirante Brás e a banda Epadu, que fundia rock com carimbo. Em Marudá, apresentará suas composições com outros autores como Jonas Santos, André Nascimento e Bob Shinkai. No vocal, Cláudio Figueiredo, Teclado - Jacinto Kahwage, Baixo - Adalbert Carneiro, Bateria - Edwaldo Cavalcanti, Guitarra – Davi, com produção de Patricia Guilhon.

Banda Yemanjah - Formada oficialmente em abril de 2006, na cidade de Castanhal – PA, a Banda Yemanjah tem como base o Reggae Roots, em suas apresentações.

Procura mostrar a força do Reggae, tendo como influência: Clinton Fearon, Bob Marley, The Gladiators, Alpha Blondy, Max Romeo, Ponto de Equilíbrio, Rebelution e Soja. Composta por apenas três músicos: Adriano (Vocal e Guitarra), Wagner "Totóia" (Contrabaixo) e Nego Walber (Vocal e Bateria), a banda começou em barzinhos na cidade de Castanhal, e vem se destacando cada vez mais no cenário musical do Reggae Regional.

Serviço
Neste sábado, 01 de maio. Projeto Música na Estrada em Marudá. A partir das 19h, com mostra Vídeos Conexão Vivo. A partir das 20h, shows dos grupos Carimbó Beija-flor Mirim, Claudio Figueredo e Banda Yemanjah. Na Orla de Marudá. Entrada franca. Produção MM Produções, com patrocínio do Conexão Vivo.

Cine PE volta a sentir o gostinho paraense na noite desta sexta-feira

O curta “Quando a Chuva Chegar”, de Jorane Castro, está na mostra competitiva da sessão desta sexta-feira, 30, na XIV Edição do Cine PE, um dos festivais mais consistentes e festejado pelo público, artistas e diretores do cinema brasileiro. Participar deste festival é motivo de felicidade para qualquer realizador.

Não à toa, em 2003, foi lá que se escolheu fazer o lançamento do Festival Brasileiro de Belém do Cinema Brasileiro, cuja primeira edição se daria no ano seguinte já sob as bênçãos de Padre Cícero e de Nossa Senhora de Nazaré.

Uma festa dentro da outra. Fazendo parte da programação do Cine PE, um coquetel foi montado com todas as iguarias paraenses e oferecido aos convidados que comungaram e deram boas vindas, junto à atriz Dira Paes, ao produtor Emanoel Freitas e a sua equipe, ao festival que nascia.

Estavam todos tão felizes que acabaram tomarando tucupi gelado servido equivocadamente como suco de maracujá. A situação foi hilária e só depois fui entender o que tinha acontecido. O tucupi, amarelinho, tinha chegado congelado. E o pessoal da cozinha, desavisado concluiu: só pode ser um suco isso daqui. E serviram numa bandeja e em belas taças. Tudo muito bonito, até eu teria me confundido assim, olhando de longe.

Mas os medalhões do cinema brasileiro e atores que estavam participando do evento, ávidos por experimentar nossos manjas exóticos, foram os primeiros a dar o alarme: no mínimo aquele suco estaria estragado.

Ninguém perdeu o rebolado, porém, após tudo ficar esclarecido. Até porque, depois de fervido e servido com camarão e jambú, nosso tacacá deixou todos extasiados. E a festa seguiu em ritmo de muita comemoração.

Sete anos depois dessa ótima história, novamente o Pará se faz presente neste festival, desta vez, competindo com curtas de outras regiões.

A cineasta Jorane Castro viajou nesta última quarta-feira, 28, para Recife. Ela mesma vai apresentar o filme na sessão que começa, hoje, às 18h30, no Cine Teatro Guararapes do Centro de Convenções.

Vão ser exibido na mesma sessão dos curtas “Zé(s)” (35 mm, Documentário, Direção: Piu Gomes , 15', RJ) e “Amigos Bizarros do Ricardinho” (35 mm, Ficção, Direção: Augusto Canani, 21’, RS). Todos realizados, como o Quando a Chuva Chegar (foto acima), em 35 mm.

O festival abriu na quarta-feira, dia de chuva na capital pernambucana (seria um sinal?), nada impedisse a costumeira lotação da platéia. Na abertura abertura, entre outros, foi exibido o inédito “O Bem Amado”, longa de Guel Arraes, que só estréia em circuito comercial no mês de julho.

O filme conta a história de "O Bem Amado", o eterno prefeito Odorico Paraguaçu, que tinha como projeto de governo construir um cemitério em Sucupira.

O problema era que ninguém morria na pequena cidade e o cemitério virou lenda e motivo de inúmeras peripécias de Odorico. Uma história de Dias Gomes já adaptada para a televisão nos anos 70.

O Cine-PE ainda tem muitas sessões, seminários, palestras e cursos a realizar até este domingo quando encerrará em noite de grande cerimônia. É o quanto teremos que esperar para saber se “Quando a chuva chegar” nos trará junto também um troféu Calunga.

Quando a Chuva Chegar estréia em Belém do Pará no dia 31 de maio, junto com o lançamento de “Mãos de Outubro”. Aguardem!

Música mineira abre noites de sexta e sábado no Baiacool Jazz Club

Na quarta-feira tem rock, com Rennan Pinheiro & Os Vasconcelos. Na quinta-feira, a Bossa Nova chega de mansinho, com Maca Maneschy.

Mas na sexta-feira, antes do jazz e do blues de Larissa Wright, acompanhada pelo grupo MP3, assim como no sábado, abrindo a noite para a MPB de Letícia Secco e Bob Freitas, o Baiacool Jazz Club se rende à música mineira.

Acima, Milton, Lô Borges e Beto Guedes, três dos integrantes do Clube da Esquina, nos primórdios do movimento

É isso mesmo. Tem mineirices no reduto do jazz. A voz e o violão, porém, são de um paraense, Cleiton Mendes, natural de Tucuruí, e que depois de uma temporada em São Paulo, estudando, lecionando e se aperfeiçoando em música instrumental, há dois anos, fixou residência em Belém.

No Baiacool Jazz Clube, ele manda um repertório recheado de músicas do 14 Bis, Flávio Venturinni, Beto Guedes, Boca livre, Milton Nascimento, Ivan Lins, Lô Borges, entre outros.

O jovem mudou-se para a capital paulista em 2004, onde ganhou duas bolsas de estudo, uma para o Conservatório Souza Lima, no curso de nível técnico, e outra para a Faculdade Souza Lima e Berklle College of Music, no curso de bacharelado.

Lá, teve aulas com grandes nomes da música nacional como Lupa Santiago, Edu Ardanuy, Djalma Lima, Pollaco e Boby Wyatt, para citar alguns.

Participou de grandes workshops sobre obras de B.B. King, Richard Bona, Scott Henderson, Gary Willis, Andy Sammers ( The Police), Jeff Scott, Tom Walsh, TonyLindsay & Antony King, Jeff Richman, Ray Moore, Sizão Machado, Nelson Faria, Tomaty, Michel Leme, Kiko Loreiro, Sergio Gomes, Kiko Freitas, entre outros.

Na época, fez participações em eventos nacionais de música instrumental, como a Expomusic São Paulo, em 2005 e 2006, considerada a maior feira de música da América latina. Cleiton também se apresentou na Festa Da música, um projeto de música instrumental promovido pela Caixa.

Além de estudar e participar de grandes eventos, como a maioria dos músicos faz, ele também abraçou a carreira free lancer e trabalhou em diversas bandas como guitarrista e violonista, ainda em São Paulo.

Passou pelos grupos Pedro Paulo e Fabiano, Balaio Sonoro, Dr Jack, Banda Out`s, e acompanhou a cantora Raquel Pessoa em seu projeto solo.

De volta em 2008, com toda a experiência adquirida, ele vem trabalhando e se apresentando em eventos e casas de shows locais.

Mas no Baiacool Jazz Club, o show já está em cartaz desde o início do mês de abril. O público tem gostado e ele deve permanecer por lá, trazendo a música do Clube da Esquina para as noites chuvosas ou não de Belém. Vale conferir.

Serviço
Show de Cleiton Mendes, no Baiacool Jazz Club. Na sexta-feira, das 21h30 às 23h, e no sábado, das 21h30 à meia noite. O Baiacool Jazz Club abre de quarta a sábado, com música ao vivo. Rua dos Mundurucus, próximo à Dr. Moraes – Couvert R$ 5. Informações: 91 - 3289-6632.

28.4.10

Aparelhagens de som – nada mais será como antes

Mas para matar a saudade, veja o documentário Sonoro Diamante Negro que será exibido nesta quinta no Centro Cultural SESC Boulevard

Tudo começou como uma cultura repassada de pai para filho.

O som era mecânico e a partir dele tocavam, entre outros medalhões, Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, Teddy Max, Mauro Cota, Jerry Adriani, Wanderley Andrade, Wanderley Cardoso, Alípio Martins e Cleide Moraes. No salão, casais dançavam e se entrelaçavam, entrando pela madrugada.

Hoje, as aparelhagens de som não tem mais um dono, tem Dj e grandes estrelas, tornou-se negócio e cultura de massa, recebendo críticas positivas e negativas. No início deste ano, por exemplo, vários grupos chegaram a ser impedido temporariamente de dar festas da maneira como vinham fazendo. O motivo: poluição sonora.

Mas se engana quem pensa que nestas festas só tocam brega, tecnobrega e afins. O repertório é vasto. Toca de tudo. E isso sempre foi assim. Mas hoje as festas se superaram.

São sofisticadas. Disputadas pelo mercado que negocia equipamentos de som, os maiores protagonistas das festas. Viraram um show de luzes e de grandes estrelas, além de auto-pirataria, assunto que inspirou o documentário Brega S.A.

Baile da Saudade, ainda tem, mas nada mais será como antes.
Para matar a saudade desses tempos, uma dica. Assista o documentário Sonoro Diamante Negro da fotógrafa Suely Nascimento, que será exibido no Centro Cultural SESC Boulevard, durante o I Sarau Visual.

A programação faz parte do projeto “Indicial - Fotografia Paraense Contemporânea”, que começou no dia 4 de abril e que irá até o dia 30 de maio, com entrada gratuita.

O doc. tem menos de 10 minutos, já tive oportunidade de vê-lo em alguma outra mostra já realizada na cidade. É um filme de 2003/2004, produzido a partir de uma bolsa de pesquisa do Instituto de Artes do Pará.

O dono do Diamante Negro era o pai da fotógrafa, Sebastião. Ela, que resolveu homenageá-lo com esta pesquisa, experimentou na linguagem audiovisual, a utilização da fotografia. Pura memória.

Todas em preto e branco retratam a aparelhagem que existiu em Belém por mais de 50 anos. Criada no bairro da Marambaia, encerrou suas atividades em 2004. As imagens foram produzidas a partir de 1997 em sedes sociais por onde o sonoro tocava.

Há fotografias feitas em sedes como Estrelinha, São Domingos e Florentina, que retratam cenas da montagem da aparelhagem nas sedes, a limpeza, a arrumação dos discos e os famosos Bailes da Saudade.

Em junho de 2004, o sonoro foi vendido e nas mãos de outras pessoas, o Diamante Negro perdeu seus raros LPs e o charme. Mas ainda é tempo de conhecer esta história.

Nesta quinta-feira, 29, a partir das 18h, além deste filme, também serão exibidos “15 minutes exhibition”, dirigido pela italiana Cláudia Buzzetti e “Wondering with my shadow”, da cineasta inglesa Rani Khana. A entrada é franca.

Serviço
I Sarau Visual. Dia 29 de abril, a partir das 18h. No anexo do Centro Cultural SESC Boulevard (Av. Boulevard Castilho França, nº 522/523). Informações: (91) 4005-9578 / 3224-5654 / 3224-5305 / 4005-9584. www.sesc-pa.com.br ou e–mail: sescboulevard@pa.sesc.com.br.

Dois filmes deixaram de ser exibidos no segundo dia da Mostra ABDeC-PA

A incompatibilidade técnica entre a mídia dos filmes e o equipamento de exibição do cineclube Pedro Veriano impediu que fossem mostrados.“Para todas as horas”, de José Arnaud, que só será exibido nesta quinta-feira, 29, e “Shangrilah”, de Fábio Hassegawa, que poderá ser visto na sexta-feira, 30.

Acima, na foto, os atores Luciano Lira e Hellen Pompeu,
em Por Todas as Horas, de José Arnaud

Embora tenham sido reprogramados, foi uma pena ontem, pois eram dois filmes esperados pelo público que se fez presente no cineclube Pedro Veriano, na Casa da Linguagem, apesar da chuva que cai costumeiramente no final da tarde em Belém.

Os destaques da noite, na minha opinião, ficaram por conta do documentário “Mulheres de 20”, produção de Parauapebas mostrando a tradição do Encontro de Mulheres existente naquela cidade desde sua fundação, e responsável, hoje, pela criação de uma série de ferramentas e políticas públicas voltadas às mulheres.

Sem se preocupar muito com estética, num encadeamento de depoimentos, misturados a imagens de arquivo e de memória deste movimento, o documentário consegue alcançar seu objetivo ao mostrar a projeção feminina no município.

Outra exibição de importância documental foi a do vídeo “Fotoatividade”, que mostra, através da trajetória da associação Fotoativa, a força da fotografia paraense tanto local e na projeção nacional de inúmeros fotógrafos paraenses.

A programação desta quarta-feira, 28, você confere na íntegra no blog da ABDeC-PA.

Estão pautados vários vídeos de temáticas indígenas e ainda Porto Max, sobre o poeta Max Martins.

"Porto Max",
documentário em homenagem ao poeta Max Martins.

Amanhã, 29, além de “Para Todas as Horas”, serão exibidos mais filmes indígenas, incluindo uma ficção, “Origem dos Nomes”, da cineasta Marta Nassar. Também poderão ser vistos “Círio de Nossa Senhora de Nazaré”, de Alan Guimarães, e “O Negro no Pará”, de Afonso Gallindo.

Na sexta-feira, 30, o evento encerra com “Shangrilah”, “Perfume de Bordel”, de Ronaldo Rosa, “Cromoverdose”, de Leonardo Venturieri, “O mundo de Célia”, direção coletiva ABDeC-Pa e “Belém aos 80”, de Alan Guimarães e Januário Guedes.

Serviço
1ª Mostra ABDeC-Pa, até 30 de abril, no Cineclube Pedro Veriano – Casa da Linguagem – Avenida Nazaré, esquina com Assis de Vasconcelos. A partir das 18h30. Entrada franca.

"A Alegria de Emma" tem últimas exibições no Oi Cine Estação

Está em cartaz de hoje a domingo, no Oi Cine Estação, A Alegria de Emma (Emmas Glück, Alemanha, 2005, 99min.), do diretor Sven Taddicken.

O drama traz uma dinâmica que já foi muito utilizada no cinema, mostrando duas pessoas completamente diferentes que se encontram a passam a compartilhar as diversidades da vida.

Tudo poderia ser igual aos outros, mas de acordo com a crítica, neste filme a história se mostrou o suficientemente interessante para acumular diversos prêmios em festivais alemães e internacionais. Lançado 2006 foi sucesso de bilheteria no seu país de origem. Lá, ele levou mais de 350 mil pessoas aos cinemas.

O desempenho na atuação dos protagonistas rendeu aos atores Joerdis Triebel e Jürgen Vogel diversas premiações. Entre os reconhecimentos, ela recebeu o de melhor atriz no Festival de Munique, e ele, o de melhor ator no Bavarian Film Awards.

Em resumo a trama traz Emma (Joerdis Triebel), uma garota simples, proprietária de um sítio localizado no México, que encontra Max (Jürgen Vogel), um vendedor de automóveis. Ela tem problemas financeiros e ele descobre que tem pouco tempo de vida. O que pode acontecer entre eles?

Confira o filme nesta quarta-feira, 28, às 18h e 20h30 e no domingo, 2 de maio (matinê às 10h). As sessões são, no teatro Maria Sylvia Nunes, com ingressos a R$5 e meia entrada para estudantes de R$2,50. Teatro Maria Sylvia Nunes da Estação das Docas – Boulevard Castilho França, s/. Campina. Belém-PA. Informações: Estação das Docas – 3212-5660.


27.4.10

Álibi de Orfeu lança novo CD com participação de Frejat e Edgar Scandurra

Comparando a produção do novo CD a uma experiência científica, a banda Álibi de Orfeu lança “Só Veneno”, nesta quarta-feira, 28, no Teatro Margarida Schivasappa - Centur, a partir das 20h.

O disco contou participações importantes, como, por exemplo, a de Edgar Scandurra, que já vem de longa data. O músico faz violão e backvocals no CD, em que também assina direção e produção.

“Edgard teve que ficar de quarentena em Belém por precaução para não contaminar o grupo Ira! e nem o Benzina”, diz o release de lançamento cujo texto brinca o tempo todo como se a turma tivesse se fechado em um grande laboratório musical.

Para o baixista Sidney KC (contrabaixo e backvocals), contar com a experiência de Edgard Scandurra nesse trabalho foi muito importante. “Ele deu um norte para o trabalho da banda. Retirou o que tinha que ser retirado, na concepção do menos é mais e, ainda, nos brindou com sua musicalidade incrível”.

Formada também pelos “músicos-cientistas” Gláfira Lobo (vocais), Sérgio Barbosa (guitarras, violões e backvocals) e Rui Paiva (Bateria, percussão e backvocals), a banda pesquisou e ralou por três anos até este tão esperado momento.

Mas foi o tempo necessário para chegar ao resultado esperado, como explica vocalista da banda, Gláfira Lobo.

“Precisávamos maturar mais as idéias sobre a banda e ao próprio movimento musical de Belém. Não é fácil fazer um disco de forma independente”.

Outro roqueiro da cena nacional também participou da experiência, executando um solo rock and roll. “Frejat (Roberto Frejat – Barão Vermelho) descobriu um antídoto contra um dos venenos e foi salvo pela equipe de cientistas de prontidão graças à deglutição de pescada amarela com jambú ao molho do tucupi”, revela o material de divulgação.

Produzido pela própria Gláfira Lobo, o show de lançamento traz um cenário que acompanha o designer da arte do CD, desenvolvida por Mauro Pucci, em São Paulo, e conta com a participação da Orquestra Juvenil de Violloncelistas da Amazônia, projeto do Professor Áureo de Freitas, com crianças em idade entre 12 e 16 anos.

“Só Veneno” é resultado de um processo que envolveu diretamente o público na escolha das 12 músicas. “A manifestação do público foi decisiva na escolha das músicas, mesmo sendo um pouco complicado para uma banda independente que não tem seu trabalho executado pelas emissoras de rádio”, conta Rui Paiva.

Depois desse show, a Álibi de Orfeu se prepara para o Fest Music, no dia 29 de maio, fazendo a abertura dos shows do Titãs e do Paralamas.

Depois disso, a banda, que tem participação de mais dois guitarristas, Paulinho Gui e PC de Moraes, vai cair na estrada em vários projetos e festivais que estão sendo agendados.

O show de lançamento do CD "Só Veneno" acontece nesta quarta-feira, 28, a partir das 20h, no Teatro Maragrida Schivasappa. - Centura (Av. Gentil Bittencourt, entre Quintino e Rui Barbosa). Os ingressos custam: R$ 10,00

Mostra ABDeC traz ao público um panorama da produção de curtas paraenses

Entre as exibições de hoje, o inédito "Para Todas as Horas", de José Arnaud, filmado "on the road" entre setembro e outubro do ano passado em Belém, Barcarena e Mosqueiro.

O filme (foto) reflete sobre alguns temas da pós-modernidade, como o multiculturalismo e as rápidas transformações por que passamos todos os dias. No elenco, Ricardo Macedo, Hellen Pompeu e Luciano Lira.

“O fio condutor para essa analogia é a história de três amigos que saem em uma viagem de fim de semana e vivem situações que provocam flashbacks da infância de cada um, em momentos chaves de suas vidas e que revelam quem eles são hoje”, conta Arnaud.

O roteiro foi premiado em 2008 no edital do MINC para pessoas ligadas a projetos sociais e será a primeira direção de Arnaud, voltada totalmente para o cinema.

“Tenho trabalhado por cerca de oito anos, com vídeos educativos e institucionais, fazendo e aprendendo, experimentando, até chegar aqui onde arrisco muito mais na linguagem, com uma fotografia suja, edição rápida e interpretações suaves”, finaliza.



Shangrilah, de Fábio Hassegawa

Premiação - O público também é parte integrante desta mostra.

É ele que decide quais serão os curtas metragens a entrar para o DVD que circulará o Brasil em mostras que serão realizadas nas cidades onde existe ABDeC – Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas. A votação acontece no final de cada sessão.

Esta é a premiação da I Mostra ABDeC-PA está acontecendo até esta sexta-feira, 30, sempre a partir das 18h30, no cineclube Pedro Veriano, na Casa da Linguagem, com entrada franca.

Todos os dias são exibidos filmes que fazem parte do grande mosaico de produção cinematográfica paraense. Hoje, mais seis curtas estão na programação.

Hoje estão em cartaz produções dirigidas por antigos abdistas como Afonso Gallindo, José Arnaud e Sue Pavão, ao lado de novos cineastas como Fábio Hassegawa, além de Ivan Oliveira de Parauapebas.

PROGRAMAÇÃO

Severa Romana de Bio Souza, Rael Helyan e Sue Pavão – 16’
Sinopse: Documentário. A cidade de Belém/PA é o cenário onde ocorreu a tragédia de Severa Romana, dezenove anos, casada, e prestes a dar a luz. No dia 02 de Novembro do ano de 1900, Severa é brutalmente assassinada por cabo Ferreira. Morre a mulher - nasce o mito, uma Santa Popular.

Shangrilah de Fábio Hassegawa – 5’
Sinopse: Documentário. O livre caminho pelas árvores, banho de paz eterna, ébrio de algum tempo neste lugar oculto.

Luar de Fábio Hassegawa e Wander Dias – 5’
Sinopse: Animação pixelation com fotografias de luas cheias de Belém do Pará com musicas do Dj Benjamim

Para todas as horas de José Arnaud – 15’50”
Sinopse: Ficção – Três amigos saem para uma viagem onde irão descobrir que os limites entre sentimentos e sensações são muito efêmeros. Amor e amizade num contexto de pós-modernidade. “Não somos bons nem maus, o que somos então?”

Fotoatividade de Afonso Gallindo – 12’35”
Sinopse: Duas linhas paralelas compõem este documentário. Uma, conta a história deste importante expoente da fotografia no Pará – a Associação Fotoativa.

A outra, composta de depoimentos de pessoas que viram, participaram e acompanham a maturidade da Associação e de sua importância para o Estado do Pará, e porque não, para o Brasil.

Mulheres de 20 de Ivan Oliveira – 42’
Sinopse: Documentário. Parauapebas, sudoeste do Pará. Uma cidade, 22 anos de história. Há 20 anos uma dessas histórias vem se construindo e se consagrando com uma das maiores manifestações femininas do interior brasileiro, o Encontro da Mulher de Parauapebas, evento que marca as comemorações do Dia Internacional da Mulher.

Serviço
1ª Mostra ABDeC-Pa, de 26 a 30 de abril de 2010. Cineclube Pedro Veriano – Casa da Linguagem – Avenida Nazaré, esquina com Assis de Vasconcelos. A partir das 18h30. Entrada franca. Informações: (91) 8167 5745 e http://www.abdecpara.blogspot.com


26.4.10

Fórum entrega à Fumbel documento com propostas para o Plano Municipal de Teatro

O 12º Encontro do Fórum Livre e Permanente de Teatro do Pará entrega, nesta terça-feira, 27, para a Fumbel um documento contendo propostas da categoria para a implantação do Plano Municipal de Teatro para Belém.

Espetáculo TaoBonitodeTaoFeio, que volta em cartaz em maio

A reunião começa às 16h, no Teatro Acyr Castro, no Memorial dos Povos. Na oportunidade, a professora Ézia Neves, da ETEDUFPA, também apresentará aos representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, um trabalho de pesquisa sobre os Anfiteatros da cidade.

Já as propostas do Plano Estadual para Política Pública do Estado estão em fase de finalização e será entregue, em breve, à Secretaria de Cultura do Estado – Secult.

E falando em anfiteatro, espaço de apresentação é um dos itens do Plano Municipal. De acordo com o Anuário de Estatísticas Culturais, publicado pelo MinC em 2009, com dados desde 2006, em todo o estado do Pará há somente 16 teatros. Destes, 93,75% ficam em Belém.

Além de propor mais teatros, o Plano Municipal também pede o mapeamento dos espaços que estão em condições de receber apresentações teatrais nos bairros, para que seja viabilizado um quadro de equipamentos teatrais que garantam apresentações com qualidade e segurança para artistas e público.

"Brasileiramente Árabe, que estará no I Seminário de Dramaturgia Amazônida

Elaborado por atores, técnicos, diretores, atores, pesquisadores e professores de teatro, o documento levanta outras questões como o acesso da população às manifestações teatrais; a valorização e o estímulo aos pontos da cadeia produtiva teatral na cidade; o fomento democrático à produção; a difusão descentralizada, a partir dos bairros; a interface entre teatro e educação e o Intercâmbio do Teatro em Belém.

Este ano as discussões avançaram bastante no setor. E a produção também. Basta buscar as agendas culturais para saber que vários espetáculos estão em cartaz. “Corpo Santo: São Jorge a Ogum”, da Companhia Madalenas, está no Teatro Cláudio Barradas, onde também foi recentemente encenado “Brasileiramente Árabes”, montagem que resulta de um trabalho da atriz e pesquisadora Karine Jansen, da Escola de Teatro e Dança da UFPA.

Em breve a peça voltará à cena, dentro da programação do I Seminário de Teatro Amazônida, que vai acontecer de 24 a 26 de maio.

Em maio também volta em cartaz, na primeira semana, o espetáculo corporal TaoBonitodeTão Feio (Prêmio Klaus Vianna - Funarte), da Companhia de Investigação Cênica, de 7 a 9 e de 14 a 16, no Teatro Cláudio Barradas da UFPA.

Cena do Espetáculo Fundo Reyno que esteve em cartaz no mes de março

Enquanto isso, “A troca e a tarefa”, espetáculo solo baseado em texto de Lygia Bojunga, com Yeyé Porto, ficará em cartaz por longa temporada numa realização do projeto A Casa da Atriz.

Para saber mais, acessem Rede Teatro da Floresta, na internet. E para conhecer os Planos: Municipal e Estadual.



Mostra ABDeC-Pa começa nesta segunda com documentários, animações e video-arte

1ª Mostra da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Pará – ABDeC-Pa, começa nesta segunda-feira, 26 de abril, exibindo dois documentários e duas animações, “Mangabelém”, “A Onda-Festa na Pororoca”, ”O Rapto do Peixe-boi” e “Seu Didico: Paraense Velho Macho”.

Com 28 produções inscritas, a 1a Mostra ABDeC-Pa recebe vídeos e filmes não só de Belém, mas também de cidades como Parauapebas e Marabá, municípios que vem se consolidando no cenário audiovisual paraense.

Além deles, produções com temáticas indígenas, videoclipe, experimentalismo, vídeo-arte, ficções e documentários, compõe a grade da Mostra que termina na sexta-feira, dia 30.

A maratona de filmes começa sempre às 18h30 e segue até 20h30, no ponto de exibição da ABDeC-Pa, Cineclube Pedro Veriano (Av. Nazaré, 31). O público vai selecionar 05 filmes, sendo um documentário e quatro curtas-metragem, que vão compor um case de DVDs representando o audiovisual do Pará.

Cada case será reproduzido em 26 cópias, distribuídas para todas as capitais brasileiras, mais o Distrito Federal, onde serão exibidos nos pontos de exibição das demais ABDs do país.
Além das ABDs, municípios de regiões como o sudeste e salgado paraense, entre outros, também receberão suas cópias, permitindo assim maior difusão dessas produções.

Pensada em parceria com a ABD Nacional, a 1ª Mostra ABDeC-Pa é mais uma forma encontrada pela atual gestão da entidade de proporcionar abertura de janelas para o cinema e audiovisual do Estado.

Divida por temas e duração dos filmes, a programação da Mostra começa nesta segunda, 26 e termina no dia 30, sexta-feira. O público presente vai escolher os cinco filmes do case de DVDs votando diariamente.

FILMES DE HOJE

“Mangabelém” de Sue Pavão - curta-metragem/vídeo-arte – 2’45”
Sinopse: Lança um olhar sobre Belém do Pará, através de fotografias e vídeo- arte para revelar aspectos do cotidiano e de pertencimento e memória na relação com a cidade.

“Seu Didico: Paraense Velho Macho” - de Chico Carneiro (foto)– Documentário – 65’
Sinopse: Documenta a saga de um herói brasileiro. Vivente dos rios da Amazônia paraense, seu Didico, 74 anos de idade, casado, 09 filhos (“todos vivos, graças a Deus) esbanja jovialidade, alegria, picardia e robustez, enquanto transporta no velho barco “Samaria” a madeira com que – honestamente – ganha a vida.

“A Onda – Festa na Pororoca” - de Cássio Tavernard – curta-metragem/animação – 12’
Sinopse: Com roteiro original de Adriano Barroso, conta a história de uma festa que os bichos organizam no fundo do rio para esperar a passagem da Pororoca.

“O Rapto do Peixe-boi” - de Cássio Tavernard e Rodrigo Aben-Athar – curta-metragem/animação – 15’
Sinopse: Os preparativos estão fervendo e claro, as trapalhadas continuam. O peixe boi foi sequestrado e para conseguir livrar o amigo dessa enrascada, a Turma da Pororoca terá que pedir ajuda para uma temível figura. Uma aventura divertida com trilha sonora de compositores paraenses, interpretadas pela Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e participação especial do Mestre Vieira.


24.4.10

No Marajó - Cachoeira do Arari se rende à magia do cinema

Durante uma semana os moradores e visitantes que estiverem na pequena cidade onde morou o escritor Dalcídio Jurandir participarão da 1ª Mostra de Cinema Marajoara.
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A programação abre neste sábado e vai até o dia 1º de maio, com exibição de filmes produzidos por cineastas paraenses ou de produção estrangeira e ainda filmes realizados através de oficinas desenvolvidas no Arquipélago do Marajó.

Interessante a iniciativa de reunir todas estas produções e realizar a mostra. É oportunidade de se ver, em conjunto, diversos olhares e retratos da cultura marajoara.

Na abertura, acontecem dois lançamentos: “Sou Teu Maninho! Um grito marajoara”, curta de ficção produzido através do Projeto Outros Brasis e “O Glorioso”, documentário sobre Festa de São Sebastião de Cachoeira do Arari, realizado pelo IPHAN.

O evento faz parte das homenagens pelo aniversário do Padre Giovanni Gallo, que este ano completaria 83 anos no dia 27 de abril. Gallo é fundador do Museu do Marajó, um espaço tão mágico quanto ao próprio cinema ao reunir ali toda a diversidade do arquipélago, as invenções e o cotidiano do caboclo e da cultura marajoara.

Na terça-feira, 27, serão lançados a edição especial da Revista PZZ: “O Marajó de Giovanni Gallo” e o filme “Ajuntador de Cacos – A história de Giovanni Gallo e o seu Marajó”, documentário com direção de Paulo Miranda.

Também serão exibidos vários curtas realizados pela Ong Argonautas, “Tout Le Monde Sur Son Ilê – Marajó”, uma co-produção franco-alemã e o antológico “Marajó, barreira do mar”, de Líbero Luxardo.

As exibições acontecerão de tarde e à noite. Já pela manhã, e também à tarde, workshops que discutirão e levarão conhecimentos sobre as mídias digitais, como elaborar projetos e fazer captação de recursos, produção de filmes de 1 min, formação cineclubista, vídeo popular, além de palestras.

O encerramento, no dia 1º de maio Exibição do Filme “Marajó da Biosfera”, realizado pelo projeto de criação da reserva do Marajó e “A festa da Cobra”, realização do Coletivo Resistência Marajoara.

Veja programação completa, aqui.

A realização da 1ª Mostra de Cinema Marajoara é do Museu do Marajó, com apoio do Governo do Estado do Pará e Prefeitura Municipal de Cachoeira do Arari.

Parcerias: IPHAN, AMAM, Irmandade de São Sebastião de Cachoeira do Arari, Produtora Lux Amazônia, Argonautas, CEPEPO, Cineclube Invonacine - Fapespa, Coletivo Resistência Amazônica e Revista PZZ.

23.4.10

Revistas digitais para crianças e adultos desnudam obra de Hélio Oiticica

O Itau Cultural acabou de lançar duas revistas digitais. Uma delas, a Oiticica - A Pureza É um Mito que apresenta, entre outras coisas, a repercussão e o diálogo de sua obra com outras áreas de expressão.

Há depoimentos de Tom Zé, Nelson Motta, Eduardo Rossetti, Zé Celso Martinez Corrêa, Rubens Machado, Paulo Ramos, Isobel Whitelegg e Paulo Monteiro.

A revista traz ainda galeria de imagem das obras, entrevistas em vídeo e imagens dos Penetráveis espalhados pela cidade.

A outra edição também está muito bacana. Feita para o público infantil, a Cosmogolé terá três edições eletrônicas. Neste primeiro número, as crianças conhecem uma exposição de arte na qual, para aprender, tem que tocar nas obras. Dá pra ficar por dentro da infância de Oiticica e descobrir o dia em que a cor saiu do quadro e invadiu o espaço, além de participar da próxima edição, em atividade interativa!

Acessível e, ao mesmo tempo, profunda e complexa, a obra de Oiticica é inspirada nas "quebradas", na vida que brotava nas ruas, nas favelas. A extensa produção desenvolvida pelo artista nasceu, também, de intensa e constante reflexão.

Desde o mês de março, que o Itaú Cultural vem homenageando este artista, um dos maiores artistas brasileiros. Artista consciente do próprio trabalho, Oiticica deixou um extenso legado não só pelas muitas obras referenciais, mas também por sua visão incomum sobre o papel do artista.

A exposição “Hélio Oiticica - Museu É o Mundo”fica aberta até dia 16 de maio na Sala Itaú Cultural e Espaço Educativo 2S (Av. Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP). Reúne aproximadamente 117 de suas obras.

Paralelamente também acontecem eventos paralelos, como seminário que acontecerá nos dias 28 e 29, na Paparazzi Galeria (Av. Pedroso de Morais 99 - Pinheiros - São Paulo), com entrada franca.

Quem não estiver na capital paulista neste período, ainda pode se deliciar com as revistas digitais. Acesse aqui: Oticica - A Pureza É um Mito e Cosmogolé.

Informações: Itaú Cultural


20.4.10

Cia de Teatro Madalenas estreia novo espetáculo

"Corpo Santo" estreia nesta quarta, 21, e fica em cartaz até dia 02 de maio, sempre de quarta a domingo, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (Travessa Dom Romualdo de Seixas, 820, esquina com a Jerônimo Pimentel), da Escola de Teatro e Dança da UFPA.

Michele Campos, que assina a assistência de direção da peça, diz que o trabalho começou a ser desenvolvido há dez meses, a partir de um estudo sobre a performance corporal do ator em cena.

O ator em cena, Rodrigo Braga (foto), iniciou sua pesquisa analisando imagens de São Jorge. "Aquela postura sempre me trouxe algo lúdico, artístico, e isso me cativava, por isso esse ponto de partida", explica ele.

Em seguida, o trabalho expandiu essa análise da memória cultural religiosa ligada ao santo e para outros itens da cultura negra no Brasil, como a umbanda, o candomblé, o tambor de mina e a capoeira angola.

Criada há oito anos, a Cia de Teatro Madalenas põe em cena mais um espetáculo inédito e diferente do que se vê em outros círculos, e não esconde a expectativa de dar ao público exatamente isso: o novo, o fora do comum, o que toca e prende. Vamos conferir Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia entrada).

Na Memória exibe “Cândido Portinari, o Pintor de Brodósqui” e discute as artes plásticas no Pará

Com objetivo de puxar para depois da sessão uma discussão entre o público presente e artistas sobre a situação das Artes Plásticas no Estado do Pará, será exibido nesta quinta-feira, 22, no Cineclube Na Memória, um documentário que revive a vida e obra de Cândido Portinari.

Produzido em 1968 pelo cineasta mineiro João Batista de Andrade, o filme reconstitui cenas da terra natal do artista que marcaram seu imaginário e estão presentes na sua obra – como o futebol de meninos, o enterro infantil com caixãozinho azul e os camponeses e trabalhadores em seus afazeres.

O documentário faz parte do acervo do Centro Técnico Audiovisual (CTAV/ SAV) do Rio de Janeiro e estará sendo exibido graças a iniciativa do “Cine Clube na Memória”, uma ação do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM), através do Museu da Imagem e do Som (MIS).

O Cineclube Na Memória acontece quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h, no mini auditório do Museu de Arte Sacra (MAS). Entrada Franca. Informações: 4009-8817. Realização: Governo do Estado do Pará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Museu da Imagem e do Som.

Mostra ABDeC prorroga inscrições e Festival Dança em Foco já tem nova data

Será apenas em maio, de 18 a 21, a programação do Dança em Foco, Festival Internacional de Vídeo & Dança.

Deveria ter acontecido no início deste mês, mas as fortes chuvas no Rio de Janeiro impediram que os coordenadores viajassem de lá para Belém naquela data.

Mas agora está tudo certo. Será de 18 a 21/05, com a oficina Videodança e Haikai, de Luciana Ponso, Mostra Internacional de Videodança (de 19h às 21h) e mesa-redonda “Olhares sobre a Videodança” (dia 21, às 17h). As inscrições para a oficina já estão encerradas e os participantes inscritos serão contactados pelo IAP. Maiores informações: 4006-2915.

ABDeC Pará - As inscrições para a 1a Mostra ABDeC-Pa foram prorrogadas até esta sexta-feira, dia 23 de abril. Esta é a oportunidade para os sócios regularizarem sua situação e assim participarem da jornada.

Lançada no dia 30 de março, durante as comemorações de aniversário da Associação, a ABDeC-Pa continua recebendo inscrições dos associados interessados em participar da sua 1a Mostra, que será realizada entre os dias 26 e 30 deste mês, no Cineclube Pedro Veriano (Casa da Linguagem). Regulamento, ficha de inscrição e mais informações disponíveis no blog da Associação: http://www.abdecpara.blogspot.com/

Mostra de cinema nas comemorações da Escola de Samba Deixa Falar

Na programação, três curtas paraenses feitos em Mosqueiro, Marajó e na África, além de um longa metragem de Nelson Pereira dos Santos.

As possibilidades de espaços para a exibição cineclubista são vastas. Na rua, na praça, em instituições, mas também em terreiros de candomblé e até em escolas de samba.

É numa sede dessas que o Cinclube Inovacine, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará - Fapespa, apresentará duas sessões. A primeira nesta terça-feira, 20, logo mais, às 19h, e amanhã, 21, no mesmo horário, com entrada franca.

A iniciativa faz parte da comemoração pelos 19 anos da Escola de Samba Deixa Falar, em parceria com o Cineclube Amazonas Douro e da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, responsável pela coordenação e curadoria dos filmes.

Serão exibidos quatro filmes, sendo três realizados por paraenses e um nacional, “Rio Zona Norte”, de Nelson Pereira dos Santos.

Entre os paraenses, o destaque é a para a estréia de um filme do “ciclo mosqueirense” de Márcio Barradas: “O filho de Xangô”, realizado na Ilha do Mosqueiro.

Além dele, também entram na programação, o curta rodado no Marajó “São Sebastião de Cachoeira do Arari”, de Francisco Weyl (produção de 2010), e ainda um curta produzido por um paraense, ano passado, na África, “Guiné-Bissau”, de Hilton P. Silva.

PROGRAMAÇÃO

Dia 20 de abril, 19 horas

“Rio, Zona Norte” (Nelson Pereira dos Santos. 1957. p/b. 90’): Auto-questionador dos rumos do cinema, Nelson experimenta a montagem ao flerta com a narrativa clássica moderna, afastando-se da “fórmula neo-realista” para atingir a “forma nelsonpereirista”.

O filme é um dos momentos de luz máxima dessa extensa carreira que segue até hoje. Neste filme de ensaio, a partir do samba imortal de Zé Ketti, Nelson constrói Espírito da Luz Soares (Grande Otelo).

Dia 21 de abril, 19 horas
“São Sebastião de Cachoeira do Arari” (Francisco Weyl. 2010. COR. 10’): Um filme sincrético com a força mítica do povo marajoara, Amazônia, Brasil, com trilha sonora original dos cantadores de ladainha de Cachoeira do Arari.


“Guiné-Bissau: colorido de ritmos e movimentos” (Hilton P. Silva e Neto Soares. 2009. COR. 9’): Uma abordagem na linha do “docuficção” com uma perspectiva etnovisual, antropológica e arrojada sobre movimento, dança, ritmo e cultura na Guiné-Bissau, a partir de imagens colhidas em tempos diferentes, por diversos atores sociais, e interpretadas por olhares artísticos-estéticos-criativos, que envolvem a produção realizada por novos talentos regionais e a colaboração de guineenses que vivem na Amazônia.

“O filho de Xangô” (Márcio Barradas. 2009. COR. 30’): Curta-metragem baseado em fatos reais, extraídos do cotidiano de pessoas simples que habitam o norte do Brasil. Registra a realidade vivida na Amazônia, revelando à magia a grandeza e o sofrimento destes brasileiros que sobrevivem heroicamente numa das regiões mais sofridas do Brasil.

Mais Informações: 9605.5576.

19.4.10

Saber da Fonte discute a Linguagem e identidade afro-indígena na Amazônia

A produção de novas práticas culturais a partir da mescla de diferentes elementos da cultura indígena e africana na Amazônia é o foco da palestra “No Rastro/ Resíduo da História: Linguagens e Identidades Afro-indígenas no coração da Amazônia” , nesta terça-feira, 20, a partir das 18h30, no Instituto de Artes do Pará.

Texto: Luciana Kellen

A palestra faz parte do Projeto “Saber da Fonte” que todas as terças-feiras do mês de abril apresentam pesquisas acadêmicas desenvolvidas a partir do universo cultural da Amazônia e suas mais diversas manifestações.

O tema de hoje é um resumo dos projetos de mestrado e doutorado do Professor Doutor em História Social pela PUC-SP, Agenor Sarraf, que documentou registros da presença indígena, africana e mestiça e suas trocas culturais, captados nos campos e florestas do arquipélago do Marajó.

O professor Sarraf investigou trajetórias de vida de antigos moradores do município de Melgaço e cidades fronteiras, especialmente Breves e Portel, entre os anos de 1927 e 1998.

Posteriormente desenvolveu sua tese de doutorado buscando entender como os povos da floresta enfrentaram os conflitos sociais, sob as orientações dos padres espanhóis agostinianos que se instalaram na ilha de Soure, a partir de 1928.

“Este trabalho fala de viagens, rotas e raízes de populações de tradições orais marajoaras, detentoras de ‘saberes locais’. Um mergulho realizado sobre a experiência de marajoaras em Melgaço, especialmente em suas expressões religiosas, modo de ser e lutar por suas tradições”, afirma Sarraf.

Segundo o professor, as pesquisas permitiram reunir material que ajudam a compreender as relações e tensões compartilhadas pelas populações marajoaras, desde o período colonial.

“Inicialmente é preciso entender o caráter dinâmico, movente e criacional das culturas populares. Nenhuma cultura, seja ela qual for, consegue permanecer igual ao seu nascimento ou a sua dita primeira invenção. As modificações são processos que expressam a historicidade das práticas culturais”, explica.

O professor espera que o público presente na palestra possa refletir sobre a influência cultural afro-indígena na Amazônia, principalmente a partir da lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na Educação do Ensino Fundamental e Médio.

“A perspectiva desta apresentação é abrir discussões com professores, alunos e público interessado pela temática, para que possam valorizar em seus campos de atuação, experiências de vida de grupos de tradições orais africanas, indígenas e mestiças que se esparramaram, interagiram e conformaram marcas das identidades materiais e sensíveis amazônicas”, finaliza.

Pássaros Juninos - Na próxima semana, dia 27, o projeto vai abordar a riqueza cultural dos Pássaros Juninos. Três trabalhos serão apresentados:

Na foto de Hélio Neto, ao lado, o Pássaro Tucano

“A Função Dramática do Figurino nos Pássaros Juninos”, de Margarete Refkalefsky, Drª em Artes Dramáticas e diretora do Teatro Cláudio Barradas da Escola de Teatro da UFPA (ETEDUFPa);

“Cordões de Pássaros Juninos: a Função da Música no Espetáculo”, de Rosa Maria Mota da Silva, mestre em Musicologia e prof. da Escola de Música da UFPA;

“Os Grupos de Pássaros Juninos como uma Escola de Formação de Brincantes”, de Olinda Charone, Drª em Artes Cênicas e prof. da ETEDUFPa.

Serviço
Projeto “ Saber da Fonte”. Todas as terças-feiras do mês de abril, 18h30, com entrada franca, no auditório do Instituto de Artes do Pará (Nazaré, ao lado da Basílica).

Curta paraense ganha dois prêmios no Festival É Tudo Verdade

“Mãos de Outubro”, de Vitor Souza Lima acaba de levar os prêmios Canal Brasil e ABD - São Paulo de Melhor Curta-Metragem Brasileiro, no mais importante festival de documentários do Brasil.

Os vencedores da 15ª edição do Festival É Tudo Verdade foram anunciados na noite do sábado, 17.

“Foi mais um grande ano para a cultura do documentário no Brasil”, afirma Amir Labaki, fundador e diretor do festival. “A premiação distingue cineastas renomados e uma nova geração. Melhor impossível”, disse.

Realizado em 2008, o curta Mãos de Outubro foi vencedor Prêmio MIS-PA de Estímulo a Realização de Curta-Metragem e produzido pela Cabocla Produções. Ainda inédito em Belém, o curta, que agora traz na bagagem estas duas importantes premiações, cria ainda maiores expectativas de lançamento por aqui.

Finalizado em película, preto-e-branco e com 20 minutos de duração, retrata a importância das mãos que fazem a festa do Círio de Nazaré, manifestação religiosa das mais importantes que ocorre em Belém do Pará, toso os anos no mês de outubro.

O júri internacional do É Tudo Verdade foi formado por Bill Nichols, Marek Hovorka e Yoav Shamir. O júri brasileiro foi constituído por Andréa Pasquini, Carlos Eduardo Lourenço Jorge e Mariza Leão.

O É Tudo Verdade 2010 apresentou 72 documentários, dos quais 32 participaram das mostras competitivas, selecionados entre mais de 1000 títulos inscritos.

Maiores detalhes sobre os documentários premiados encontram‐se no site do festival.

18.4.10

Semana de cinema documental no Museu Casa das Onze Janelas

Começou neste domingo uma ótima programação de cinema documental, no Museu Casa das Onze janelas.

Estão programados, entre outros filmes, “Eles Mataram Irmã Dorothi”, documentário vencedor da primeira edição do Amazônia Doc, no ano passado, “Pachamama” , de Érik Rocha e “Balsa Boieira” , do paraense Chico Carneiro.

Os filmes fazem parte da mostra de 2009 do I Amazônia Doc e serão exibidos, todos os dias, de terça a domingo, das 10h30 às 16h, até dia 28 de abril, na Sala Getuliano Bibas.

Na terça-feira, 20, será exibido “A arca dos Zo`é”, que mostra o encontro entre os índio Waiãpi, com os Zo’é, comunidade indígena que eles conheceram através de imagens em vídeo.

Produzido pelo projeto Vídeo nas Aldeias, o documentário mostra os Zo’é proporcionando aos visitantes o reencontro com o modo de vida e os conhecimentos dos seus ancestrais.

Os Waiãpi, em troca, informam aos Zo’é sobre os perigos do mundo branco que se aproxima, e que os isolados estão ansiosos por conhecer.

“A arca dos Zo`e” foi exibido ano passado dentro da 4a mostra Cinema e Direitos Humanos na América Latina e já recebeu inúmeros prêmios, desde seu lançamento em 1993.

Entre eles, o Sol de Ouro (Primeiro Prêmio) no 9° Rio Cine Festival, Rio de Janeiro,1993; JVC President’s Award, 16 Tokyo Video Festival, Tóquio, Japão, 1993; Prêmio Curta Metragem, 16 Festival International de Films Ethnographiques et Sociologiques CINÉMA DU RÉEL, Centre George Pompidou, Paris, França, 1994 e Prêmio de Melhor Vídeo, II Mostra Nacional de Cinema e Vídeo de Cuiabá, 1994.

A programação é gratuita. Veja quais são os filmes, sinopses e outras informações no Blog do Museu Casa das Onze Janelas. Tel.: 4009.8821 / 4009.8823.







17.4.10

Semana dos Povos Indígenas abre com música, exposição e debates

Nós Indígenas – Guardiões da Floresta é o tema da IV Semana dos Povos Indígenas, que abre neste domingo, 18, com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e o Coral Guarani. A apresentação tem participação dos povos Tembé, Asurini, Kayapó e de Liliane Xipaia. No Forte dos Castelo, às 19h.

Até dia 25 de abril, o evento pretende destacar a presença dos povos indígenas no Estado, reafirmando para a sociedade o protagonismo dos povos indígenas enquanto agentes sujeitos da nossa história.

A programação intitulada “Circuito Cultural Nós Indígenas” pretende dar visibilidade de expressões culturais materiais e imateriais indígenas. São várias exposições em diversos espaços em Belém que reúnem acervos indígenas que darão um panorama completo da cultura indígena desde os primeiros contatos com os não indígenas até os tempos atuais.

Um ciclo de debates vai movimentar a IV SEPI, abrindo uma discussão dividida em quatro eixos temáticos: Meio ambiente, sustentabilidade e produtividade; Educação, cultura e tecnologias; Saúde, segurança alimentar e habitação; Justiça, cidadania, direitos humanos e assistência social, que nortearão os debates nas aldeias e nos municípios com população indígena.

Na segunda-feira, 19 de abril, quando é comemorado o dia nacional do índio, será realizado o debate virtual “Grandes Projetos da Amazônia e os Impactos Socioculturais às Comunidades Indígenas”.

A trasmissão será via web TV para toda a Amazônia Legal, com presença da Governadora Ana Júlia Carepa em Tucuruí, na aldeia Asurini, juntamente com o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. Para participar acesse webtv.pa.gov.br .

Faz parte da programação, o lançamento de um catálogo, com 40 páginas de imagens e textos sobre as atividades artística e cultural indígena dando um panorama desta produção desde a era pré-colombiana até os dias de hoje.

A publicação traz um DVD com documentários produzidos pelos próprios povos indígenas sobre a I Conferência Estadual dos Povos Indígenas; I, II e III Semana do Povos Indígenas, e as duas Conferências Regionais de Educação Escolar Indígena realizadas no Estado do Pará.

A IV SEPI aproveita este momento e reforça a importância da comunicação como ferramenta de valorização cultural e de fortalecimento da identidade. Estão sendo implantados Pontos de Cultura Indígena estão sendo implantados nas aldeias Trocará e Cateté.

Cada uma está recebendo um kit multimídia composto de computador com acesso à internet de banda larga e placa de vídeo para edição, filmadora e fitas, além de outros equipamentos de áudio visual.

A comemoração não acontece só em Belém, mas também nas aldeias indígenas e seus respectivos municípios: aldeia Trocará do povo Asurini (foto acima) / Tucuruí, aldeia Cateté do povo Xikrin/ Parauapebas, aldeia em Alter-do-Chão do povo Borari/Santarém, São Félix do Xingu, Altamira.

Nas aldeias Trocará (em Tucuruí) e Cateté (em Parauapebas) serão realizadas as oficinas de “Formação de documentaristas indígenas”. Durante três dias, os indígenas vão desenvolver temas a partir do aspecto étnico-cultural de suas realidades, importante para o enredo documental.

Ao final serão apresentados curtas e/ou minidocumentários criados por estes povos ao longo do processo de aprendizado e experiência com a linguagem audiovisual. Indígenas que foram capacitados durante o ano de 2009 vão prestar apoio técnico aos “novos documentaristas”.

EXPOSIÇÕES

Museu do índio do Solar da Beira - Mostra Fotógráfica “Asurini Araweté – Gente de Verdade”, com obras dos fotógrafos paraenses João Ramid, Alberto Ampuero e Diana Figueroa.

São mais de sessenta fotos selecionadas, que retratam a vida, a arte, força e a cultura do povo Asurini do Xingu.

Museu Paraense Emilio Goeldi – a exposição “Kayapó Mebengokre nhõ pyka” mostra o cotidiano, os fazeres e rituais do povo Kayapó Mebengokre.

Para composição da exposição, três aldeias participaram do processo de produção: Moikarakoa, Las Casas e Kikretum, através de histórias contadas pelos mais velhos, confecção de flechas, artesanato e captação de imagens.

Forte do Presépio - veja a exposição com cerâmica primitiva e artefatos indígenas do Museu do Encontro. A mostra está na sala Gauaimiaba, reunindo objetos tapajônicos e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas, etc.

Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP - a exposição “Sene Maeté – Espaço Sagrado” simboliza o universo humano antepassado, as trocas culturais e o cenário atual vivenciado pelos povos ameríndios.

Também no MHEP, a exposição das pinturas do artista plástico indígena Pituku Waiãpi traz os trabalhos desenvolvidos por ele através de uma técnica especial de pintura com a boca (foto abaixo).

Pituku nasceu na aldeia Amapari, terra indígena Waiãpi no Amapá. Aos dois anos de idade teve paralisia infantil e desde os 18 ele utiliza a arte para se expressar.

Fundação Curro Velho - a mostra “Formas e Cores da Cultura dos Tembé”reúne telas, objetos e artesanato produzidos pelos índios, na aldeia Teko Haw, localizada à margem esquerda do rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão. A exposição foi montada entre uma parceria do Instituto Goethe e Instituto de Artes do Pará.

1ª Comissão Demarcadora de Limites - a exposição “Fronteira Norte” mostra, através do acervo da CDL, as técnicas de aproximação com os povos indígenas que habitam as regiões de fronteira.

A IV Semana Estadual dos Povos Indígenas é uma realização do Governo do Estado através do Comitê Instersetorial de Política Indigenista, que reúne todos os órgãos do Estado, voltados ao trabalho com os povos indígenas; Museu Paraense Emílio Goeldi, Fundação Nacional do Índio (Funai), Universidade Federal do Pará e Ministério da Educação.



Uma Quarta de Música recebe Maria Lídia, Adilson Alcântara e convidados

O show “Em se plantando, tudo dá”, com os compositores e intérpretes Adilson Alcântara e Maria Lidia, acontecerá no dia 21 de Abril de 2010, pelo projeto uma Quarta de Música, no Teatro Margarida Schivasappa, às 20h.

No repertório “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), “Brasil pandeiro” (Assis Valente), “Cocar” (Adilson Alcântara – Maria Lidia), “Geléia geral (Gilberto Gil), “Querelas do Brasil” (Maurício Tapajós – Aldir Blanc), “Aqui é o país do futebol” (Milton Nascimento – Fernando Brant), “Meninas do Brasil” (Moraes Moreira – Fausto Nilo), “Ciência e arte” (Cartola – Carlos Cachaça), “Pedro Brasil” (Djavan), “Canta Brasil” (Alcir Pires Vermelho – David Nasser), “Diz que tem” (Vicente Paiva – Aníbal Cruz) e outras.

Tudo em homenagem aos 1.510 anos de descobrimento do Brasil. Com especialíssimas de Lucinnha Bastos e Olivar Barreto, acompanhados por teclado, baixo, percussão e sopros, além dos violões de Adilson e Maria Lidia.

Na concepção visual, serão utilizados tons e elementos temáticos, de acordo com o roteiro criado pela direção artística.

Elenco

Intérpretes
Adilson Alcântara – Voz/Violão
Maria Lidia – Voz/Violão

Convidados
Lucinnha Bastos – Voz
Olivar Barreto – Voz

Músicos
Lenilson Albuquerque – Teclado
Betinho Taynara – Baixo/Direção Musical
Thiago D’Albuquerque – Percussão
Eduardo Lima – Sax Soprano/Sax Tenor

Roadie
Adson Renato

Concepção Visual
Laurinho Matos

Roteiro/Direção
Adilson Alcântara/Maria Lidia

Serviço
Projeto Uma Quarta de Música. Teatro Margarida Schivasappa – CENTUR. Dia 21 de abril de 2010 – quarta – 20H00. Ingressos: R$ 10,00 (estudantes pagam meia-entrada).

16.4.10

Prêmio IAP Literatura: quatro edições e duas bolsas de pesquisa

Esta semana saiu o resultado do Prêmio IAP de Literatura. Foi publicado na quarta-feira, 14, no Diário Oficial do Estado.

Este ano havia duas categorias: Bolsa de Experimentação Literária e Edições Culturais.

Uma das bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação em Artes Literárias, no valor de R$ 12.000, ficou com “Eutanásio”, de Nilson Oliveira, editor da ótima Polichinelo, revista que reúne poesia de grande e novos poetas brasileiros.

Nilson também já foi contemplado pelo prêmio Edições em 2006, com o livro A Outra Morte de Haroldo Maranhão. A outra bolsa foi para “Identidade Solar”, de Pedro Vianna. O júri foi composto, de acordo com a matéria publicada hoje no Caderno Você do Diário do Pará, pelos poetas Antônio Moura e Marcílio Costa.

É o primeiro ano desta premiação, outra conquista da instituição, mas o edital, que poderia ter contemplado, nesta categoria, até três projetos, só premiou dois. Até o momento não foiram divulgadas as justificativas técnicas que impediram a premiação desta terceira bolsa e nem o número de projetos inscritos.

A categoria Edições Culturais já acontece desde 2002, e contempla edições de livros nos gêneros Conto, Romance, Poesia, Teatro, Literatura Infantil, Dramaturgia, Ensaios, Auto Popular e História em Quadrinhos.

Foram quatro, os vencedores desta premiação, que terão seus livros publicados pelo instituto. No gênero Auto Popular venceu o trabalho “O Filho do Sereno”, de Raimundo Harles Oliveira Carneiro.

No gênero Ensaio, “Andara: Vicente Franz Cecim e a Narrativa Ontológica”, de Karina Jucá. No gênero Cordel, dois trabalhos ganharam o prêmio, “O Menino que Ouvia Estrelas e se Sonhava Canoeiro”, de Antônio Juraci Siqueira e “Tempos Melhores Virão”, de Jaziane Almeida Malcher.

Para cada categoria, um júri, respectivamente, o dramaturgo Nazareno Tourinho e a professora de teatro Olinda Charone (Auto Popular); Marisa Mokarzel e Amarílis Tupiassu (Ensaio) e os doutores em Literatura Oral, José Guilherme de Oliveira Castro e José Guilherme dos Santos Fernandes.


Cocota com Ortega volta à Black Soul Samba com seu carimbó-reggae-beach

O Espaço Cultural Cidade Velha já é roteiro obrigatório nas noites de sextas-feiras para quem gosta de curtir um programa mais descolado e recheado de boa música.

É lá que o coletivo AfrikaBrasil faz a festa Black Soul Samba, levando a cada semana, uma banda ou músico convidados para fazer o show ao vivo, além de seus DJs residentes que colocam todos para dançar funk, afrobeat, reggae, samba-rock, soul e outras Brasilidades.

Desta vez, a Cocota de Ortega, que traz seu estilo 'carimbó - reggae - beach", volta ao espaço à pedidos.Criada para valorizar os ritmos paraense através de grande s releituras, mistura os batuques de congas e tambores africanos e asiáticos com sons de contra baixo, riffs de guitarra e muita criatividade.

De acordo com o grupo, “os Cocotas conseguem provar que é possível dar ao carimbó uma linguagem moderna e contemporânea ao mesmo tempo respeitar suas raízes sendo facilmente identificada, nessa mistura encontramos influências do rock, reggae e outros ritmos praianos amazônicos tão amplamente massificados que deixam no público uma impressão de algo diferente e familiar ao mesmo tempo”.

Os músicos dizem que ao perceberem a semelhança da linguagem poética do Carimbó praiano com o Reggae, decidiram fazer mix desses ritmos, obtendo um resultado totalmente independente, que eles intitulam de Carimbó Reggae Beach.

As composições de arranjos são simples e elegantes, falam de assuntos que vão desde o cotidiano do caboclo até as belezas da terra, sem deixar de mencionar questões sociais, sempre com a intenção de passar uma mensagem muito positiva para quem os vê tocar.

Formada no início de 2009, a banda já têm em seu currículo de apresentações diversos em Bares, ilhas Amazônicas, teatros e casas de shows.

Já tocaramtambém em vários municípios paraenses e no show da cantora Nazaré Pereira (rainha do carimbó), na Ilha do Combú.

“Também fizemos o Circuito em alguns teatros como, Teatro Waldemar Henrique Belém-Pa, Teatro estação Gasômetro Belém-Pa.

E outros, bem como locais incomuns como as feiras populares da Cidade Nova IV e a feira do Açaí, no Ver-o-Peso”, dizem.

Fonte: Holofote Virtual com informações da Banda Cocota com Ortega e Coletivo Afrikan Brasil.