12.4.11

Podcast paraense resgata estilo das radionovelas e radioteatros

Ilustração para um dos próximos episódios do podcast
Basta clicar e ouvir para viajar nas ondas sonoras de suas histórias. Enquanto isso, pode-se até fazer outras coisas, como escrever e entrar numa rede social, se estiver na frente de seu computador. Ou então baixá-lo  da internet para depois ouvir no seu MP3 player ou em qualquer outro computador, mesmo sem conexão.

 Depois de "arregaçar as mangas", estudando e aprendendo a ferramenta, William Gonçalves, 19 anos, estudante de Ciências da Religião na UEPA,  vem desenvolvendo um tipo de podcast bem interessante, que resgata  os estilos das radionovelas e do radioteatro. Tudo que é produzido está sendo postado em seu blog, o Contos do Sinistro


Clique para ouvir o segundo conto sinistro
O primeiro, “Dança Macabra”,  faz  uma introdução à temática das "danças macabras" ou "danças de morte", que foram comuns durante a Idade Medieval e que foram representadas em várias formas artísticas. Depois deste, o blog já  abriga mais dois episódios, “O Monstro debaixo da cama” (John Kramer) e “A Boneca de Porcelana” (Yago Rhaynan). 

“Esses dois episódios foram produzidos em parceria com Isaque Leite, podcaster de Brasília que se conectou a mim e se interessou pela proposta. Ele é dono do Candango Cast, um podcast sobre cinema que ainda está em fase experimental”, conta William.

E já tem mais coisas vindo à caminho. “Os Mistérios da Mansão Furlani (John Kramer) e um novo episódio da série Contos do Sinistro.doc vão entrar logo logo no blog. Eles serão gravados por Diego Sousa, irmão do blogueiro Tiago Sousa (www.tiagosousa.net) e ex-radialista de Santa Izabel do Pará, que atualmente é colunista de um jornal local”, explica.

O terceiro episódio do blog
Febre Podcast - O grande boom do podcast no Brasil aconteceu entre os anos de 2005 e 2006, quando eram mais utilizados para notícias de interesse público como saúde, educação, cidadania., mas  também se usou muito para divulgar marcas e campanhas de empresas e geeks que, sem objetivos pré-definidos, não sobreviveram.

A febre do podcast, porém, parece estar de volta, só que agora propondo outros caminhos e abrindo novas possibilidades para a informação, a educação e o entretenimento.  E para entender melhor como isso funciona, nada mais aconselhável do que ouvir alguém que já aprendeu e está produzindo podcast.

Entrevistei o William Gonçaçves para que ele mesmo falasse de sua experiência e apresentasse sua ideia a possíveis e bem vindos colaboradores. O blogueiro podcaster topou na hora. Confira abaixo.

William, em ação!
Holofote Virtual: Como foi que começastes a experimentar com o podcast?

William Gonçalves: Conheci a mídia podcast em meados do ano passado, quando comecei a ouvir um podcast chamado Nerdcast do blog Jovem Nerd. Passei a ouvir todos os episódios que eles tinham disponíveis para download, durante esse tempo conheci vários outros podcasts que seguiam quase a mesma linha do anterior. Após entender melhor o funcionamento dessa mídia e ver que sua utilização não requer altos investimentos ou dificuldades de manuseio, decidi que queria produzir podcasts.

Holofote Virtual: É fácil trabalhar com esta ferramenta?

Willima Gonçalves: Sempre tive certa facilidade com edição de áudio no computador, e produzir programas ou vinhetas era algo que eu já tinha feito quando ainda estudava no Colégio do Carmo. Onde durante dois anos fiz parte de um projeto de rádio interna. Lá produzi alguns programas e vinhetas.

Holofote Virtual: Quais teus primeiros experimentos?

William Gonçalves: O primeiro podcast que produzi foi para um conhecido meu, o palhaço Xantillyn, que já havia feito alguns programas em rádios comunitárias e se interessou na minha proposta em montarmos um programa voltado para o público infantil. Gravamos somente uma edição, e após isso o projeto ficou engavetado.

Em janeiro desse ano aproveitando as férias, coloquei na cabeça que iria produzir meu próprio podcast. Foi ai que surgiu a idéia de montar um podcast, mas que ao invés de ser como aqueles que sempre ouvi trouxesse algo novo. Daí surgiu o Contos do Sinistro, um podcast que narrasse contos de suspense, fantasia ou até mesmo terror, sem dispensar lendas urbanas e populares.

Holofote Virtual: Como funciona?

William Gonçalves: Dentro do blog projetei 2 tipos de podcast: o Contos do Sinistro, que busca resgatar um pouco do estilo usado nas rádionovelas e rádioteatros, durante a época de ouro do rádio. A proposta aqui consiste em narrar contos de suspense, terror e fantasia utilizando-se de apenas um locutor, música incidental e efeitos sonoros. Com esses elementos, o ouvinte poderá imaginar a história em sua cabeça. Como dizia o slogan de uma rádio de Belém: "A gente faz o som, você cria as imagens". A postagem de novos episódios é de forma quinzenal.

Holofote Virtual: Muito bacana e a outra forma, qual é?

William Gonçalves: É o Contosdosinistro.doc, uma série que tem como objetivo a abordagem de vários temas ligados ao sobrenatural ou até mesmo curiosidades que são capazes de gerar mistérios, serão programas em formato de um mini-documentário radiofônico. Com programas postados mensalmente.

Holofote Virtual: Quais são teus objetivos com este trabalho?

William Gonçalves: O objetivo é somar-se ao que já existe no âmbito nacional e também representar Belém na podosfera brasileira, já que ainda não são comuns podcasts produzidos na aqui cidade.

Holofote Virtual: Vamos compartilhar tua experiência, então. O que é preciso ter ou fazer para produzir um podcast?

William Gonçalves: Para produzir um podcast você necessita basicamente de um computador conectado à internet, um microfone e um programa de edição e gravação além de um site/blog para postar o que você produziu. Podcasts podem ser gravados até mesmo com MP3, MP4, MP5 players, celulares ou gravadores digitais. Qualquer coisa que você possa registrar sua voz é válido.

Holofote Virtual: Como é que tu, mais especificamente, fazes?

William Gonçalves: Gravo no meu PC e depois faço a edição, onde coloco sonoplastia, corrijo o áudio que não saiu bom, adiciono efeitos sonoros e etc. É tudo em casa mesmo, onde posso trabalhar com mais tranquilidade. Os textos dos contos estou coletando na própria internet, em comunidades do orkut. Mas só mesmo agora no início, depois espero poder contar com colaboradores e interautas que queiram ter suas histórias narradas no programa. Claro que faço uma adaptação dos contos para que se adequem ao meu formato de podcast.

Os textos da série contosdosinistro.doc são escritos por mim com base em pesquisas feitas em alguns sites, a minha intenção é fazer uma abordagem de temas do insólito e curiosidades "sinistras" de forma resumida e clara. No post do episódio eu indico links de sites para que a pessoa possa se aprofundar no tema. É um site trabalhoso, me dedico nas horas vagas. 

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