26.1.23

Walcyr Monteiro: obra póstuma lançada este ano

Walcyr Monteiro estaria completando 83 anos nesta sexta-feira, 27. Falecido em 29 de maio de 2019, ele segue como um dos nomes mais importantes da literatura paraense e sua principal obra “Visagens e Assombrações de Belém” serve de referência para novos escritores que mergulham no universo fantástico das histórias e lendas da Amazônia. E vem livro póstumo aí! 

O filho do escritor e curador de sua obra, Átila Monteiro, ajuda a manter a memória de seu pai em relevância no cenário literário, com a criação da editora que leva o nome do autor paraense. Ele revela que, ainda este ano, será lançado o “Visagens e Assombrações de Belém - Volume II”, com textos que Walcyr Monteiro deixou prontos antes de falecer.

Ele comenta a responsabilidade que assumiu ao cuidar do acervo de seu pai. “É uma mistura. Alegria por ver que meu pai ainda hoje continua vivo e atual nos livros e assuntos sobre os quais escreveu; responsabilidade, porque como herdeiro literário de Walcyr Monteiro não posso deixar morrer essa semente que ele deixou plantada, representada por suas obras, e que representam tão bem o folclore e cultura da nossa terra”, afirma.

A publicação está em fase final de edição, depois seguirá para revisão final, definição de ilustrações e impressão. A ideia é que, assim como Walcyr costumava fazer em todas as tuas obras, o livro terá ilustrações de artistas paraenses para enriquecer as narrativas. “Me comprometi com meu pai, em seu leito de morte, em continuar editando, publicando e sobretudo falando da importância das lendas, mitos e do folclore amazônico. Nesse contexto, descobrimos ainda em 2019 que papai tinha deixando quase pronto o Visagens e Assombrações de Belém 2, daí desde aquele ano, vimos tentando tornar realidade este sonho, que é publicar mais esta obra de Walcyr Monteiro, o que esperamos fazer na Feira Pan amazônica do Livro de 2023, se Deus quiser!”, revela Átila.

O livro terá novas histórias que não entraram na primeira publicação, coletadas pelo escritor na década de 1970 e contará, também, com informações sobre a cidade e sobre os cemitérios que estão presentes em várias das histórias contadas nos livros. Átila lembra que foi difícil selecionar o que entraria na nova edição, porque são muitos os relatos recolhidos pelo escritor. 

“É uma característica da nossa cidade e da nossa região ser ‘visagenta’. Veja que não tem um bairro de Belém, uma cidade da nossa região em que você não encontre alguém te contando um ‘caso’ ou uma famosa história de algo sobrenatural que aconteceu com um amigo ou com um parente próximo. Acredito que isso se deve ao fato de na Amazônia termos, presente em nossa cultura, vários personagens que não têm uma explicação racional ou científica, tais quais a Matinta-Perêra, o Boto, o Curupira, a Iara, entre outros, que dão asas à imaginação de todos os que por aqui habitam”.

As histórias contadas por Walcyr Monteiro saíram dos livros e chegaram ao cinema, à televisão e, mais recentemente, às redes sociais. Átila, conta que o pai estava sendo procurado por produtoras para filmarem algumas das histórias registradas em seus livros. 

“Inclusive, antes de sua morte, em maio de 2019, já havia alguns canais de televisão que produziam programas baseados em suas obras, como por exemplo, a TV Cultura, com o programa Catalendas. Eu mesmo já fui procurado por algumas redes de televisão interessadas em produzir algo sobre as obras de papai”, comenta.

18.1.23

Série revela guardiões da tradição afro-brasileira

Ao todo são 10 curtas-metragens inéditos que nascem do Acervo Maracá, resultado de aproximadamente 30 anos de convivência intensiva e apaixonada da musicista Renata Amaral com culturas tradicionais brasileiras, seus mestres e artistas. Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural, o projeto apresenta o primeiro episódio “Tenda São José”, dirigido por Luiza Fernandes, e que traz ainda um CD às plataformas de música. Tudo disponível no Youtube.

Neste curta, vamos conhecer mais sobre a religião afro-brasileira centenária com origem no interior do Maranhão, pelo olhar de Mãe Gildete, Mestra Luizinha e Manoel Batazeiro, guardiões dos ritos do Terecô. Toda terça-feira, o público terá acesso a um novo episódio, dirigido por diferentes profissionais, e a publicações associadas à temática, como álbuns e filmes pertencentes ao Acervo. 

O próximo audiovisual da série, disponível no dia 24, é dirigido pelo artista e pensador guarani Carlos Papá, sobre Avá Djejokó, uma das principais lideranças Guarani de sua geração, morto em 2011. Em seguida, encerrando o mês de janeiro, no dia 31, o vídeo intitulado Legba – senhor dos caminhos, relacionado ao orixá Exu – mostra uma cerimônia Vodun, da Coletividade Kpengla, em Abomey, região do antigo reino do Dahomé, no Benin, África Ocidental. A direção é do músico Kiko Dinucci, fundador das bandas Metá Metá e Passo Torto, e da produtora Beatriz Dantas.

“As entrevistas e depoimentos apresentados nos vídeos, mostram a força criativa e o fazer artístico presente nas comunidades. São melodias, movimentos e ritmos matrizes da nossa cultura urbana, muitas vezes criados em meio a um contexto de conflito e exclusão social”, explica Renata, idealizadora do projeto.

Registros na Tenda São José iniciaram no final dos anos 1990

Os registros, feitos desde 1999, foram compactados neste episódio inicial, mostrando a dança circular, os costumes e cantigas do Terecô – também conhecido como Umbanda e Tambor da Mata – nas vozes dos mestres artistas Mãe Gildete, Luizinha e Manoel Batazeiro. Religião típica da bacia do Rio Itapecuru, seguindo até Codó, ambos no Maranhão, dialoga com elementos do Tambor de Mina, mas se distingue em um universo próprio de coreografias, figurinos, instrumentos, toques e liturgias.

Mãe Gildete, chefe do terreiro Tenda de São José, falecida em 2016, é definida por Renata como sendo toda amor, espalhando-o sem alarde. “Com uma história comum na região, enlouqueceu e quase morre até descobrir sua vocação espiritual, que exerce com dedicação e suavidade chefiando as médiuns de um dos terreiros mais conhecidos, entre muitos, da pequena Pirapemas”, conta Renata. 

Já Seu Manoel, de acordo com ela, é dono de um vozeirão treme-terra, é batazeiro – nomenclatura para quem toca o tambor Batá – dos mais solicitados da região, capaz de tocar dois tambores ao mesmo tempo. Sobre Mestra Luizinha, afirma ser uma impressionante combinação de força e delicadeza. “A voz rasga o batuque e tem um agudinho de brisa e passarinho. Usa sempre os vestidos, chamados de fardamento, mais bonitos do salão. Luizinha tem uma expressão única de sua espiritualidade através da música.”

Renata, conta que conheceu a Tenda São José em 1999, durante o projeto Universidade Solidária, com o grupo A Barca, do qual faz parte. “Mãe Gildete se mostrou uma fonte inesgotável de belezas”, lembra. “São centenas de doutrinas gravadas lá e dezenas delas já formaram o repertório de diálogos musicais com meus grupos A Barca e Ponto br, além de serem material constante para aulas e práticas em grupo.” 

Como resultado das experiências vividas no local entre 1999 e 2003, em cerca de 15 viagens, Renata produziu o CD Tenda São José, no ano de 2016, e que poderá ser apreciado pela primeira vez nas plataformas digitais. O trabalho entra no ar no mesmo dia de lançamento do audiovisual, 17 de janeiro. 

“Em várias dessas visitas, tive a companhia dos queridos André Magalhães, parceiro em boa parte das publicações do Acervo, Marcelo Pretto, Lincoln Antonio, Marquinhos Mendonça, Jandir Gonçalves, A Barca e a família Menezes, que sou grata por dividir comigo o encantamento inesgotável dessas melodias”, fala Renata. “Muito mais dessas lindezas podem ser ouvidas no acervomaraca.com.br.” 

A longa convivência de Renata com mestres e artistas resultaram no registro de festas e celebrações de mais de 100 comunidades, passando por 56 municípios de 15 estados brasileiros. O Acervo Maracá tem diversas premiações no currículo, entre elas o Latin Grammy Research and Preservation Award, conquistado em 2019. “É um amplo painel da cultura tradicional brasileira hoje, mostrando uma cultura popular exuberante e vigorosa, onde o talento dos artistas e a vitalidade destas tradições revelam diversidade e identidade em um Brasil contemporâneo”, afirma ela. 

Serviço

Lançamento do Acervo Maracá – 10 Pedras, de Renata Amaral - Rumos Itaú Cultural 2019-2020. Já está disponível o episódio Tenda São José (MA), Dirigido por Luiza Fernandes. Os próximos estreiam no dia 24 de janeiro: Avá Djejokó, O Guardião dos Nomes (SP); e dia 31, Legba (Benin – África Ocidental). Classificação: Livre. Canal de Youtube: https://www.youtube.com/@AcervoMaraca

17.1.23

Doc traz amos e madrinhas do bumbá no Marajó

Fotos/ Still: Kleyton Silva

“O Boi-bumbá de Salvaterra e suas Comunidades Quilombolas” (53') conta a história de colocadores de bois-bumbás. Dirigido por Guto Nunes, a obra foi realizada com o Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura – 2022. O lançamento será neste sábado, 21, a partir das 19h, em Salvaterra, na ilha do Marajó.

As filmagens aconteceram no período de 21 a 27 de novembro do ano passado e a partir daí foram 3 meses de gravação e edição, no município de Salvaterra. O documentário traz o depoimento de uma infinidade de amos e madrinhas do Boi Bumbá. Entre eles, Mestre Damasceno, natural da comunidade quilombola do Salvá e amo do Búfalo-bumbá Segredo das Meninas; Amo Reginaldo, do Boi-bumbá Sete Estrelas (comunidade quilombola de Mangueiras ).

Também estão registrados, a madrinha do Boi Brinquedo, Páscoa Sarmento (comunidade quilombola do Bairro Alto); Mestre Robledo e o Grupo Paracauari (Salvaterra – Boi-bumbá Garantido); a madrinha do Boi Flor do Campo; dona Eloísa Trindade (Passagem Grande); Alana Modesto e  Edinara Modesto, madrinhas do Boi Pimpão; o Grupo Unidos do Marajó (Boi-bumbá Primavera) e ainda os mestres Zampa, Pau Que Ronca e Vavá, que faleceram no decorrer do ano de 2022.

Para a herdeira do legado de mestre zampa, Gildeth dos Santos, servidora pública no quilombo do Bairro Alto, a realização deste documentário tem muita importância, "pra mim é muito importante esse documentário, pois assim sei que meu pai se foi, mas que a memória dele vai continuar viva através desse documentário. Então assim, a gente acha muito gratificante saber que o legado de meu pai não vai acabar, que o legado de meu pai vai continuar, ele fez um legado muito bonito” , afirma Gildeth, a filha do mestre.

Este não é o primeiro documentário do diretor Guto Nunes dedicado ao Marajó. A relação do diretor e o maior arquipélago da América Latina começou ainda na infância através da casa de família de veraneio, localizada em Salvaterra, e se solidificou através de amizades com os moradores, como a relação que se consolidou com mestre Damasceno, com quem realiza trabalhos desde 2005. Em 2013, Guto realizou “Mestre Damasceno – O Resplendor da Resistência Marajoara” e recebeu os prêmios de Melhor Documentário do Festival Internacional de Cinema (2015), o de Melhor Documentário e Melhor Direção no Festival Audiovisual de Belém  (2015).

Desta vez, outros personagens estão na lente do diretor que também é fotógrafo, produtor cultural e professor. O documentário pretende eternizar folguedos juninos, fortalecer o acervo das memórias de resistências das comunidades quilombolas de Salvaterra, com foco nas tradicionais brincadeiras do folguedo do Boi-Bumbá. O objetivo é trazer para as telas os protagonistas e guardiões dessas manifestações. 

Após o lançamento em Salvaterra, o documentário “O Boi-bumbá de Salvaterra e suas Comunidades Quilombolas” será lançado no canal do Youtube da Gutunes Produções, a produtora responsável pelo desenvolvimento do produto audiovisual. “A Gutunes Produções surgiu a partir de uma necessidade de melhor organização do trabalho e emissão de nota fiscal. É uma empresa sediada em Salvaterra e que presta serviços exclusivamente para essa região. Está ativa desde 2019”, explica a produtora executiva, Ana Paula Gaia.

A equipe de gravação atua juntos há dez anos e é composta por nomes como Marcelo Rodrigues ( diretor de fotografia), Leo o Chermont (áudio) e Kleyton Silva (still). Na visão do diretor e também cinegrafista no documentário,  Guto Nunes, a entrega da equipe e a parceria com empreendimentos locais é o que faz possível a realização de audiovisual na Amazônia, em específico numa ilha continental como o  Marajó, “a gente tem que superar muitas coisas, né? Primeiramente  temos que destacar a equipe. São pessoas que  nos acompanham há mais de dez anos. E nos acompanham até hoje porque eles entendem que esse processo que a gente vive é muito além da técnica e muito além das etapas de produção. Em relação a logística, conseguimos subsidiar muitas coisas através da parceria com colaboradores do Marajó”, finaliza Guto.

Serviço

Lançamento dia 21/01/2023, às 19h, no Espaço Cultural Encanto Tayná. Endereço: Oitava Rua, entre PA e Rua Paulo Ribeiro. Bairro: Marabá. Salvaterra-Pará.

(Holofote Virtual com material enviado pela Assessoria de Imprensa)

16.1.23

Clei de Souza abre exposição na Casa do Fauno

Visagens do Verso é a reunião de experiências estéticas do artista visual e poeta Clei Souza, que borraram as fronteiras das artes visuais e do poema, misturando a colagem, a fotografia e o verso. A abertura é nesta quarta-feira, 18 de janeiro, às 19h, na Casa do Fauno - Reduto.

São quatros os trabalhos reunidos. O primeiro trabalho, De-composição, é uma série de colagem e poesia selecionada em 2019 no salão Primeiros Passos da galeria do CCBEU. Já o segundo, traz uma experiência poética manuscrita com o verso de antigas fotos em decomposição, que geraram o livro de artista Álbum Desretrato. 

O terceiro trabalho, Poesia Expandida Urbana Amazônica, foi resultado do edital Prêmio Vicente Salles de experimentação artística 2021, pela FCP - Fundação Cultural do Estado do Pará e Governo do Pará, e consistiu em se criar poemas expandidos, inscritos em objetos-signos urbanos amazônicos. O último trabalho foi a exposição O Corpo Dá palavra, série de fotopoemas eróticos selecionados no edital da Realejo Art Gallery, em 2021. 

Na abertura haverá exibição de videopoemas de Clei Souza, selecionados em mostras de videoarte do Brasil e da América Latina, apresentações musicais com o grupo TerSer a Margem e videoperformer e fotoperformer de Ana Fabem.

Serviço

Exposição Visagens do verso - Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, entre Benjamin e Rui Barbosa. Nesta quarta-feira, 18, a partir das 19h00.  Atrações: Videpoemas de Clei Souza + Projeto TerSer a Margem + Ana Fabem.

13.1.23

Cidade Cri.Ativa: editorial com vídeo performance

“Cidade Cri.Ativa – Processos de criação a partir da ocupação e estética belenense” apresenta resultado nesta próxima segunda-feira, 16 de janeiro. O projeto foi contemplado pelo edital Preamar de Cultura e Arte 2022, da Secretaria de Estado de Cultura, do Governo do Estado do Pará.

O projeto lança o resultado da Oficina de Vestimenta e Caracterização, um Editorial de Moda e Vídeo Performance produzido pelas participantes do projeto. Ambos serão apresentados na página oficial do Cidade Cri.Ativa na rede social do Instagram – @cidadecri.ativa – e no canal da produtora ‘Batuque - Amazônia Documental’, no Youtube. 

A oficina contou com a participação de cinco artistas estudantes ou já experientes na arte do figurino e da maquiagem, que foram selecionadas após um período de inscrição durante o mês de setembro de 2022, para integrarem a equipe de participantes que também foi a produtora do editorial, a partir da interação e troca de ideias proporcionadas durante os encontros que ocorreram de 26 a 30 de setembro, no Casarão do Boneco - @casaraodoboneco. 

“Eu vejo Belém como esse lugar cosmopolita e de muitas influências ancestrais. Ninguém chega em aqui e fica passivo, é um lugar que te convida a interagir. E essa proposta de construir uma forma, construir um figurino com elementos que resgatem a nossa identidade, eu acho que isso vem muito do encontro com esse momento que a gente está tendo, de ao mesmo tempo se projetar para o futuro, mas se livrar de algumas cascas que não nos pertencem mais”, comenta Beatriz Carneiro, uma das participantes da Oficina de Vestimenta e Caracterização do projeto e performer no editorial.

Os encontros foram facilitados pela diretora de arte e maquiadora Rebeca Pimentel e pela atriz e figurinista Nanan Falcão. Elas reuniram suas experiências na caracterização de pessoas e em criação de vestimentas para compartilhar seus conhecimentos com as participantes. Durante a oficina foram realizadas rodas de diálogo e amostras de processos de produção artística para estimular a criação das peças confeccionadas para o editorial.

“O projeto pretende evidenciar a produção local de maquiagem e figurino artísticos voltados a concepção de editoriais de moda, desfiles em passarela, ensaios fotográficos e vídeo performance por meio do ensino-aprendizagem e prática destes ofícios tão fundamentais para as expressões e representações artísticas. Ao mesmo tempo que procura difundir como proposta cultural o aprendizado de seus conceitos e métodos numa perspectiva da arte contemporânea, aplicada à produção visual em contextos socioculturais da Amazônia paraense”, explica Rebeca Pimentel, facilitadora e proponente do projeto.

Após o período de realização da oficina, de 3 a 6 de outubro ocorreu a produção fotográfica e audiovisual do editorial, que teve como tema a Belém de ontem, de agora e do futuro, como explica Nanan Falcão, também facilitadora da oficina. 

“Tivemos esse processo de conversar, de discutir e trazer quais elementos são esses da cidade que nos alimentam criativamente. E o resultado são estes três figurinos que representam estes três lugares, que é a Belém do passado, do presente e do futuro. E o passado ficou esse amontoado de coisas, esse amontoado de pessoas, de personalidades que nós trazemos, que nos formam. O presente é essa coisa vibrante, pulsante, o aqui e o agora, é vivo, é o momento. E projetamos um futuro que a gente volte pros nossos lugares, esse futuro que é voltar para as nossas raízes, para a nossa natureza, de onde nós viemos. O futuro é esse retorno”.

A produção do editorial contou com a performance de três das pessoas participantes, cada uma encenando uma das temporalidades mencionadas. Como cenário, foram utilizados o espaços do Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, uma via de trânsito no bairro de Nazaré, a travessa 9 de janeiro, e as passagens e vias da comunidade da Vila da Barca, todas em Belém do Pará. Os locais foram escolhidos para poder ilustrar visualmente o que foi projetado durante os encontros, demonstrando a diversidade e referências dos elementos narrativos que pudessem dar ênfase a proposta que foi criada coletivamente pelas participantes e facilitadoras da oficina.

“Foi uma experiência muito reveladora pra mim, ainda não tinha tido contato diretamente com produção de figurino, então trabalhar com essas mulheres, com o pensamento delas, com a atitude e criatividade delas foi muito inspirador pra mim, e eu pretendo continuar me engajando nessa questão do figurino, da criação, da criatividade. E foi uma experiência muito enriquecedora que vai somar com o meu fazer artístico em dança, pois o figurino está completamente ligado com a dança, então pra mim foi muito importante poder fazer esse intercâmbio”, explica Erika Carvalho, participante da oficina e performer no editorial.

Na oficina, as participantes puderam refletir sobre suas trajetórias pessoais até aquele momento. Por isso, o tema principal para a criação dos figurinos permeia a relação que as pessoas têm no contexto belenense e nacional, bem como as referências familiares, na sua maioria influenciadas pelas mulheres que as criaram. Esse quesito foi definidor para a proposta estética das vestimentas utilizadas no editorial. 

“Eu fui criada por mulheres, então elas sãos as minhas maiores influências pra vida, desde minha avó, minhas tias, minha mãe. Eu tenho esse círculo feminino sempre ao meu lado, eu trabalho com mulheres e também tive o prazer de trabalhar com mulheres nessa oficina, o que foi incrível pra mim. São mulheres que partilham de outras mulheres, de outras vivências com outras mulheres, e foi inspirador pra mim”, relata Tarinny Lopes, artista visual participante da oficina e também performer no editorial.

Outro ponto fundamental para a definição do conceito para o editorial foram as referências artístico-culturais de cada uma participante, o que remete as expressões que atravessam os seus cotidianos, demonstrado a diversidade de personalidades e estilos. “Foi um processo de aprendizado muito bom, de estar envolvida nesta troca com todas essas pessoas, comenta a participante Suelen Lucelina, designer de moda e estudante de figurino cênico.

Para ela, o trabalho coletivo "une as pessoas, une o povo amazônida num trabalho de moda. Eu tenho uma vivência muito específica, não tão próxima com a cultura de Belém, eu sou do meio do punk da cidade, então eu tenho essas referências do meio que estou inserida desde nova. Minhas referências musicais são sobre a cena underground do meio punk de Belém, que também tem essa essência da Amazônia. E isso fez eu me tornar a mulher que eu sou hoje, minhas inspirações e minhas ideias atualmente”.

Kelly Cristina, também participante e estudante de moda, conta como se sentiu após a experiência de criação e produção do editorial: “Eu sou uma pessoa que gosta de trabalhar com coisas criativas, com produção, com tudo que envolve arte. É o que eu amo fazer. E eu gostei muito da oficina, foi muito importante pra me descobrir um pouco mais, saber quem eu sou. O nosso processo criativo fez eu lembrar das minhas referências, do que eu sou composta. Eu amo Belém, é o meu ponto de referência, a cultura, os costumes, as músicas, os cheiros, a comida... Quando eu comecei a oficina eu tinha até um certo medo de dizer quem eu era exatamente, mas eu descobri que eu sou feita de tudo, de fragmentos, do que essa cidade propõe pra mim”.

A produção e edição do material fotográfico e do vídeo performance ficou por conta do produtor cultural e audiovisual Pierre Azevedo, que participou de todo o processo de criação do editorial, acompanhando a confecção das peças e idealização do conceito que será apresentado ao público. Ainda, a trilha sonora original, criada especialmente para este projeto, foi composta por Yuri Onça, da Onça Produções, e a comunicação e as mídias sociais foram encaminhadas por Bárbara von Paumgartten.

O diálogo entre produções artísticas por meio das suas várias linguagens é o que impulsionou este projeto, que pretende dar segmento em outros formatos e novos locais de atuação, com a possibilidade de agregar um maior número de pessoas interessadas em partilhar suas vivências através da arte e seus multimeios.

Serviço

Lançamento do Editorial e Vídeo Performance – Cidade Cri.Ativa

Onde? – Instagram / @cidadecri.ativa; Youtube / @batuque.amazoniadocumental

Quando? – 16 de janeiro de 2023 (segunda-feira)

(Holofote Virtual, com material enviado pela assessoria de imprensa)

Edson Coelho de Oliveira lança "Ficções Físicas"

“O que é o real? De início se pode dizer que é a matéria. Mas e o Eu? Os sentimentos? A esperança? Os sonhos? Não podem ser menos reais, se são indissociáveis da vida, do ser humano. Por isso, para mim, o real pode ser chamado de ficções físicas”. Palavras do escritor e jornalista Edson Coelho de Oliveira.

O poeta e escritor lançou nesta última quinta-feira, 12, o livro de poemas “Ficções físicas”, pela Amo Editora, no Espaço Cultural Boiuna, em Belém. O livro traz 54 poemas sobre temas variados, como a paixão, o tempo, a esperança, peças de temas sociais e futebol.

“Para mim, a principal característica desse livro é a própria palavra, trabalhada, concreta, metalizada, o próprio verbo como elemento essencial do poema”, afirma Edson. “O que diferencia um poema da prosa, ou da filosofia? A intensidade da palavra, a forma. Então, de alguma maneira, quanto mais palavra, mais poesia”.

Edson, no entanto, não defende a palavra pela palavra, num parnasianismo tardio: “Se um poeta não pensar, como pode haver poesia, como pode haver vida? Da mesma forma, se um poema não for sentimento, como pode haver poesia, se o sentimento é a própria essência de existir e escrever? Então é palavra, mas comprometida com sentir e pensar”, defende o escritor.

Edson Coelho, escrito, poeta, jornalista

E também palavra comprometida com o real mais direto, as condições materiais de sobrevivência, os chamados “temas sociais”. Edson aponta questões cotidianas, mas importantíssimas para que viva bem e em paz, como temas do livro: “Todo dia, todo dia mesmo, morre ou é espancado algum jovem negro inocente pelo país; e o que fazemos do nosso tempo, repetindo no dia seguinte o que já repetimos hoje? E em que valores pautamos nossa existência, essa espécie de milagre? Todas essas questões são fundamentais nesse turbulento tempo que vivemos e, portanto, temas de literatura: não dá pra achar que a literatura é mais importante que a vida, antes a literatura não pode é ser separada da própria vida”.

Edson Coelho de Oliveira também fala sobre futebol enquanto tema poético: “Futebol é um dos principais modos de ser do brasileiro, então, primeiro, não é o futebol em si, mas o que somos, como somos”, diz o autor. “Acho que aí o maior desafio é fazer a palavra dizer com algum interesse o que a bola, em campo, já disse de forma mais extraordinária”.

“Ficções físicas” é o segundo livro de poemas do autor, também contista e romancista. Este livro se acompanha também de um audiolivro, gravado pelo ator Alberto Silva Neto, que no lançamento interpretou, ao vivo, alguns poemas do volume. A seguir, vão dois deles!

Mais informações: 

https://amoeditora.com.br/produto/ficcoes-fisicas/


(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa do autor)

Banda Aeroplano com novo single nas plataformas

Arte da capa: Eric Alvarenga

Aeroplano produz rock autoral paraense e está em atividade desde 2005. Hoje, formada por Eric Alvarenga (vocal, guitarra e banjo), Raniery Pontes (bateria), Alessandro Bacchini (guitarra) e Raoni Joseph (baixo). O lançamento de "Clara" em todas as plataformas de música marca o retorno da banda após um hiato de seis anos sem músicas novas, um jejum vem desde 2017, quando houve a distribuição do álbum “Animal Sensacional”. 

"Clara" foi gravada nos meses de outubro e novembro de 2022 no estúdio Hey Ho em Belém do Pará, com gravação, mixagem e masterização de Ivan Jangoux e produção musical feita pela banda junto com o Ivan. 

"A gente mistura de indie rock, mpb e jazz. É a primeira música que lançamos trazendo o banjo de carimbó como um dos instrumentos base da canção. Acreditamos que ele traz algo de diferente para as nossas músicas, por ser um elemento muito próprio da cultura do nosso estado e ainda pouco explorado no meio do rock", diz o vocalista e um dos fundadores da banda, Eric Alvarenga.

A banda está em atividade desde 2005, sendo formada inicialmente por Eric Alvarenga (vocal e guitarra), Diego Fadul (guitarra), Felipe Dantas (bateria), Bruno Almeida (baixo) e, a partir dos discos Ditadura da Felicidade e Animal Sensacional, contou também com Erik Lopes (guitarra).

Foto: João Victor Estácio

A Aeroplano já participou de alguns dos principais festivais do Norte e Nordeste como Se Rasgum (Pará), Quebramar (Amapá), III Festival Amazonas Rock (Amazonas), Dosol (Rio Grande do Norte). Gravaram em coletâneas e fizeram dois EP's e três discos: Voyage (2011), Ditadura da Felicidade (2014) e Animal Sensacional (2017). Já passaram pela banda alguns músicos paraenses como Camillo Royale, Netto Batera, Helder Herrera e Murilo Dantas.

A Aeroplano teve ainda o videoclipe de "Estou bem mesmo sem você" exibido na programação nacional da MTV e realizou uma tour pelo estado de São Paulo, além de shows em São Luis, Macapá, Natal e várias cidades no interior do Pará. Ao que tudo indica, o lançamento de “Clara" marca o retorno da banda à cena. "Além de 'Clara', estamos preparando mais uma música nova para o mês de março e um disco novo até o final de 2023", conclui Alvarenga.

OUÇA

"Clara" pode ser ouvida nas principais plataformas digitais. Escolha a melhor para você ouvir o single, acessando o site oficial da banda: www.aeroplano.net.

12.1.23

Adeus a Afonso Gallindo no Cine Líbero Luxardo

O realizador e ativista do cinema paraense Afonso Gallindo despediu-se do plano físico, nesta quarta-feira, 11 de janeiro. Ele fazia o tratamento de controle de um câncer diagnosticado em 2021, em casa, mas em dezembro, após uma queda, voltou ao hospital e ontem desencarnou causando uma enorme comoção entre amigos e companheiros de profissão. Era também publicitário e jornalista. O velório está acontecendo até às 15h desta quarta-feira, 12, no Cine Líbero Luxardo, lugar de afeto para ele, em vida. Não haverá sepultamento, o corpo será cremado. 

Estive ontem (11) na inauguração do Parque Cemitério da Soledade. E não começo este texto dizendo isso, pelo duro motivo  desta matéria, que é comunicar o falecimento de um amigo querido, mas porque justamente ao entrar ali lembrei muito dele, sem saber que ele havia sido hospitalizado novamente. Foi estranho, o coração apertou, chorei ao sair de lá, mesmo feliz pela entrega de um projeto que há décadas era esperado, inclusive pelo próprio Afonso Gallindo. E também porque foi ali que, em 1999, gravamos cenas do curta-metragem As Mulheres Choradeiras, no qual ele fez a assistência de direção da cineasta Jorane Castro. Eu fazia a continuidade. Fechamos os anos 1990 com alegria e entusiasmo de ver o cinema brasileiro florescer. Estávamos na retomada do audiovisual em todo o país e aqui em Belém não era diferente. 

Afonso Carlos Lisbôa Gallindo ou simplesmente Afonso Gallindo, seu nome artístico, era carioca de 53 anos, passou a maior parte de sua vida em Belém do Pará. Ele era mais que um realizador. Foi publicitário, apaixonado por imagem, participou de diversos cursos e oficinas de cinema e audiovisual até receber o convite de Marta Nassar (1999) para contribuir em seu curta-metragem “Quero Ser Anjo”, quando também pudemos trabalhar juntos, ele como assistente de direção e eu como continuísta.  

Desde então dedicou a vida às diversas produções audiovisuais e na construção de caminhos através da militância, participando de grupos, mesas e fóruns por todo país. Parceiro da cultura, Gallindo foi um ativista que lutou por mais de trinta anos pelo cinema paraense e nos trouxe inúmeras conquistas, como grande articulador político no campo da imagem. Sindicalizado pelo STIC e dedicou-se à luta pela cota regional na Ancine, foi uma de suas bandeiras e graças a isso, hoje, temos inúmeras séries, documentários e longas metragens paraenses, realizados a partir de 2014. 

Afonso Gallindo e Cássio Tavernard nas gravações
de voz da série "Os Dinâmicos". Foto minha <3

Incentivada por ele e outros amigos, inscrevi o projeto da série Os Dinâmicos, contando com ele para fazer a direção junto comigo. E foi lindo. Projeto aprovado em 2016 e realizado até 2018, quando finalmente estreou nas tvs públicas. Gallindo foi mais que um amigo, parceiro, diretor. Foi cúmplice nas horas mais difíceis e muito, mas muito generoso. Há muitas lembranças e não cabe contar tudo aqui, memórias que guardarei, palavras que terei sempre para falar sobre ele, que foi um incansável.

Gallindo era um ser inquieto, intenso e que neste percurso também participou como avaliador de editais e festivais em diversos Estados. Sua partida, tão cedo, aos 53 anos,  é uma perda irreparável. E o conhecendo como o conheci, sei que ele tinha planos e sonhos para realizar. Mas também sei que agora ele sorri em paz e amoroso como sempre foi. 

Em sua filmografia constam inúmeras outras produções, mas ele deixa uma obra inacabada, faltando finalização, o curta Zuleika, cuja pós-produção foi retomada em 2020, com esperanças de lançamento mas veio a pandemia e as coisas pararam novamente. Espero que em breve possamos assisti-lo, no mesmo Líbero Luxardo em que hoje nos despedimos de seu corpo físico, pois Gallindo é dessas pessoas que não morrem. 

A história dele daria um roteiro de cinema com uma história que se ele mesmo não tivesse me contado eu acharia que era só uma ficção. Uma ficção que terminaria com o velório de hoje, no dia do aniversário de Belém, cidade que ele tanto amava, e num lugar tão representativo para o cinema paraense. O Afonso Gallindo merece todas as homenagens e nossa gratidão. 

FILMOGRAFIA

Colar de Pérolas 

Co-Roteirista e Produtor

1998 - Curta-metragem de Ficção – Betacam.

Cuia – Quinhentos anos em um minuto

Roteiro e Direção

1999/2000 - Curta Experimental - Betacam

Shot da Bota 

Assistente de Direção (estágio)

1999 - Curta-metragem de ficção - 16 mm

Quero ser Anjo Segundo

Assistente de Direção

1999 - Curta-metragem de ficção - 35 mm

As Mulheres Choradeiras

Primeiro Assistente de Direção

2000 - Curta-metragem de ficção - 35 mm

Marília 

Roteiro, Direção de Arte e Assistência de Direção

2002 - Curta-metragem de ficção Vídeo

Abalada 

Roteiro e Assistência de Direção

2002 - Curta-metragem de ficção/Vídeo

A Origem dos Nomes Primeiro

Assistente de Direção

2004 - Curta-metragem de ficção - 35 mm

Curiua-Catu – A Expedição de Pedro Teixeira

Gerência de Produção

2004 - Suporte misto (Película 35mm e Vídeo) - Ficção 

Moto-Contínuo 

Co-roteirista, edição 

2004 - Documentário 

A Onda: Festa da Pororoca

Pós-Produção 2005  - Animação

O Homem do Balão

Extravagante

Coordenador de Produção

2005 - Documentário 

O Negro no Pará” – Cinco décadas depois...

Roteiro, edição e Direção

2005/2006 Documentário 

Vamos dançar Carimbó?

Roteiro, Edição e Direção

2010 Documentário

Links para vídeos

https://www.youtube.com/watch?v=3ZfXlyuDex8

https://www.youtube.com/watch?v=YIMe_mEzAdg

https://www.youtube.com/watch?v=Z4FkcnZoVB8

Canal do Diretor:

https://www.youtube.com/user/Afonsogallindo/videos

http://www.youtube.com/watch?v=SJDzlhyvWQg&amp;feature=channel

10.1.23

Arthur Espíndola lança novo single nas plataformas

A música já está nas rádios do Pará e de algumas capitais do país, desde setembro de 2022. E também já faz sucesso no Instagram, onde com apenas um minuto de vídeo acabou convertendo 8 mil novos seguidores ao perfil do sambista Arthur Espíndola, que agora lança “Essa é Pra você”, em todas as plataformas de música, nesta sexta-feira, 13.

Composta por Arthur Espíndola, Talita Zioli, Luiz Carf e Ike Pereira, a canção traz arranjos do maestro Igor Nicolai e o instrumental é realizado pelos músicos que acompanham Arthur em todos os seus shows. “Essa é uma música autoral e as pessoas gostam muito. Comentam comigo, pedem nos shows. E também já chamou atenção no meu Instagram, mesmo incompleta me trouxe oito mil novos seguidores. É gente do Brasil todo que foi gostando da música. E agora, com o lançamento nas plataformas isso deve ser potencializado”, diz Espíndola.

A letra da música traz um tema muito comum, a timidez na hora de declarar ou provar o seu amor a outra pessoa. “A história dessa música é algo que acontece na vida das pessoas. Você é apaixonado por alguém e a pessoa pede pra você demonstrar isso e postar nas redes sociais, mas se você é apaixonado mesmo não precisa ficar postando. Eu tento dar voz para essa pessoa que ama mas não tem traquejo pra demonstrar. Na música eu brinco dizendo que se não conseguir fazer nada é só mandar essa música pra pessoa, que ela fala por você”, conta Arthur.

O single “Esse é pra você” integra o DVD gravado em 2021 e lançado no ano passado, com um show na cervejaria Cabôca, onde Espíndola realiza suas rodas de samba, sempre aos sábados. O audiovisual está disponível no canal do Leandro Brito, o maior e mais importante canal de samba e pagode da internet. Além de todo o show, gravado ao vivo, o canal também exibe o clipe da música “Essa é pra você”, com direção de Leandro Brito.

Veja o clipe: https://www.youtube.com/watch?v=Bk-NPxt-BbU

E anote aí. Nesta sexta-feira, 13, tem lançamento na rede! “Essa é pra Você”, de Arthur Espíndola, em todas as plataformas de música. Acompanhe também o artista no perfil @arthurespindola no Instagram. 

9.1.23

Outros Nativos abre inscrições para seletiva 2023

Fartura Flame e Fartura Muk
Artistas solo e/ou bandas com autores das canções de até 45 anos de idade, podem se inscrever até está quarta-feira, 11, pelo site do festival. Os cinco selecionados participarão da mostra competitiva que rola neste sábado, 14, na Praça Dorothy Siang, Bairro da Sacramenta, das 18h às 22h. 

Nesta terceira edição do Outros nativos, os selecionados disputam uma vaga em outro projeto do coletivo, o Incubadora Outros Nativos, que vai dar a produção de um EP’s com até três músicas e um videoclipe para o vencedor.

O Festival Outros Nativos surgiu em 2019 com a proposta de dar voz e visibilidades aos artistas da periferia de Belém, especialmente do Distrito Administrativo da Sacramenta (Dasac), onde o Coletivo de mesmo nome atua. Artistas de qualquer bairro de Belém podem se inscrever.

Paralelamente à mostra competitiva, haverá a Mostra Nativa, que é formada por artistas do coletivo e artistas convidados. Entre estes, estão confirmadas as participações das cantoras Bárbara Alves e Brenda Believe, do cantor Álvaro Júnior e dos rappers Fartura Muk e Fartura Flame.  O vencedor da última edição do Festival, apresentada de forma online durante a pandemia em 2021, o rapper Moraes MV será a atração convidada desta seletiva.

O Festival Outros Nativos Seletiva tem o patrocínio da Suzano, por meio do Instituto Peabiru, Edital Sacramenta Socioambiental de Apoio a Ações Comunitárias. A produção executiva do Festival este ano é de Nicobates, André Xavier, Taisse Naiade e Bárbara Alves. A produção  musical é de Otávio Silva.

Serviço

Festival Outros Nativos Seletiva 2023 recebe artistas convidados e selecionados. Inscrições até 11/01/2023 no site www.outrosnativos.com.br.