21.9.22

Live vai debater cultura e pensamento indígena

Neste sábado, 24, às 7 da noite, o professor de filosofia Ernani Chaves e o ator Alberto Silva Neto realizam uma live com a leitura de cinco fragmentos do livro A queda do céu – Palavras de um xamã yanomami, escrito por Davi Kopenawa e pelo antropólogo francês Bruce Albert. As leituras dos trechos do livro, selecionados por Ernani, serão precedidas pela de um texto introdutório também escrito por ele. A transmissão será pelo facebook (alberto.silvaneto.92).

Trazendo como título "O que cai do céu? Cultura e pensamento indígena", a live propõe um debate sobre a complexa relação entre a civilização branca - o povo da mercadoria - e as culturas indígenas das Américas. E, nesse sentido, o livro de Kopenawa e Albert é bastante oportuno, na medida em que, de acordo com o que afirma o etnólogo Viveiros de Castro, essa obra faz uma espécie de contra-antropologia sarcástica dos brancos e sua relação doentia com a terra.

O desejo de realizar essa live (que aconteceria em julho, mas foi adiada) nasceu da nossa experiência com o episódio dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, que completou três meses. Em que pese a repercussão mundial do fato, a situação hoje permanece de extrema vulnerabilidade na reserva do Vale do Javari, onde ocorreu a tragédia, assim como em quase toda a Amazônia – são cinco séculos de uma terra sem lei.

Ernani Chaves é professor titular da Faculdade de Filosofia da UFPA e pesquisador do CNPq. Também atua como professor permanente dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e Antropologia da Universidade. Alberto Silva Neto é ator, diretor e professor de teoria e atuação cênica da Escola de Teatro e Dança da UFPA. Atualmente realiza uma pesquisa na Universidade sobre processos de atuação como Dramaturgia Pessoal do Ator.

Para participar: https://www.facebook.com/alberto.silvaneto.92

Tapajazz recebe e doa meia tonelada de alimentos

Guilherme Taré e Lúcia Lisboa, do Tapajazz 
e as representantes de instituições beneficiadas.
Fotos: Sérgio Malcher
Iniciativas simples que fazem a diferença. Foi pensando assim que o "Tapajazz Mostra Belém" arrecadou 455 kg de alimentos, quase meia tonelada, com a troca de ingressos para os shows realizados entre 15 e 17 de setembro, no Teatro Margarida Schivasappa. A cantora Jane Duboc e Amazônia Jazz Banda foram algumas das atrações.

Depois de três noite arrebatadoras de música, o início desta semana foi de concluir a proposta social do projeto. Num clima de muito contentamento pelo resultado alcançado, a equipe capitaneada por Guilherme Taré, produtor da Fábrica de Produções esteve nesta terça-feira (20) no Teatro Margarida Schivasappa para a contagem dos quilos recebidos em troca de ingressos. 

“Minha felicidade é total. Não tem preço poder contribuir com pessoas que estão precisando neste momento de apoio de todas as maneiras, mas ter o alimento é o mínimo que o cidadão precisa ter. O evento é realizado com recursos públicos, então é justo. Ano passado a entrada foi um valor simbólico, mas este ano resolvemos transformar tudo em alimento para beneficiar duas instituições que trabalham de forma séria em seus territórios”, disse Taré, que realizou o projeto Mostra Belém, com apoio da Lei Semear do Governo do Estado, Fundação Cultural do pará e Casa do Paulo. o patrocínio foi da Equatorial Energia.

Arroz, feijão e açúcar  foram os alimentos 
mais doados.
A ação da manhã de terça-feira (2), contou com a presença das representantes das entidades que receberam as doações, a pedagoga Tássia Alves e educadora Lúcia Barreira, do Movimento República de EMAÚS , e dona Vilma Lucia Oliveira Sousa, da Associação dos Moradores da Vila da Barca, que já levaram no mesmo dia os alimentos para suas instituições.

“Ficamos gratos pela iniciativa, pois tem muita gente precisando de ajuda. Além de alimentos, também precisamos de material de higiene, roupas, brinquedos”, diz. “E quem puder colaborar mais com a Associação dos Moradors da Vila da Barca - AMVB, pode entrar em contato pelo telefone: (91) 98305.7629 (Gerson Bruno)”, acrescenta Vila. 

Vilma Lúcia, da Associação da Vila da Barca, também agradeceu a iniciativa e a todos que levaram alimento em troca dos ingressos. Atualmente, a associação lida com cerca de 5 mil pessoas moradoras da área. São crianças, jovens e idosos em situação de vulnerabilidade social e que terão acesso aos alimentos arrecadados.

Emaús vai realizar grande coleta neste domingo

Tássia Alves, pedagoga do Emaús 
A República de Emaús, com sede no bairro do Benguí, trabalha com quase 700 pessoas, entre crianças e adolescentes e de acordo com a pedagoga, impacta diretamente e de maneira positiva o trabalho desenvolvido pela instituição. 

“Num levantamento mais recente, computamos cerca de 657 pessoas, entre crianças e adolescentes, que participam de atividades sócio pedagógica e de aprendizado. Então essas doações de alimentos e materiais é fundamental para que nossas ações sigam no bairro do Bengui”, diz Tássia.

Além dessa possibilidade de contrapartida social aplicada por projetos como o Tapajazz, há outras formas de contribuições que a sociedade pode dar ao movimento de Emaús e outras instituições. O Movimento Emaús, por exemplo, vai realizar a sua 49ª Grande Coleta, evento já conhecido pela sociedade de Belém.  “Vamos dar a largada neste domingo, 25 de setembro, cedo, às 6h30, no bairro do Bengui, um dos pontos de arrecadação, na Av. Padre Bruno. Recebemos qualquer tipo de material em condições de uso, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, móveis, roupas, brinquedos. Tudo isso é recebido pela instituição, restaurado e revertido para a população em atividades educativas”, ressalta.

Haverá ainda um posto na Escola Salesiano do Trabalho e caminhões que circularão todo o domingo por vários bairros da cidade. “Quem quiser doar algum valor em dinheiro, também pode fazer o repasse via chave pix e conta bancária disponibilizada no link do perfil do Emaús, no Instagram (@movimentodeemaus)”, informa Tássia Alves.

9a edição do Tapajazz em Santarém com data marcada

Guilherme Taré falando ao Holofote Virtual 
e redes sociais do Tapajazz.
Após a realização do Tapajazz Mostra Belém, em sua terceira edição, Guilherme Taré já está trabalhando para a realização da 9ª edição do festival em Santarém, cujo palco fica em Alter do Chão. 

"Entre as atrações já confirmadas estão Jane Duboc e Zé Paulo Becker, além de Jaques Morelenbaum, que estiveram em Belém. As demais, devem ser anunciadas em outubro, em tempo para todos que desejem, se agendem para ir. O Tapajazz 9ª edição será de 24 e 26 de novembro”, conclui Taré.

Acompanhem o Tapajazz pelas redes sociais - @tapajazz - e vejam, no canal de Youtube, os shows realizados pela Mostra Belém, desde 2020. É possível também assistir aos shows realizados em novembro do ano passado, em Alter. Em 2021, o festival foi inteiramente dedicado a Sebastião Tapajós, que esteve presente nas apresentações da Mostra Belém. Em Santarém, sua presença já foi inteiramente musical. 

13.9.22

Arthur convida Sandra de Sá para a roda de samba

Arthur Espíndola (Foto: Neto Soares)
E Sandra de Sá (Foto: Luan Cardoso)

É a segunda edição do Arthur Convida, projeto que traz mensalmente a Belém, um artista de renome do samba para se apresentar com Arthur Espíndola. Depois do grande sucesso da estreia do projeto, com Roberta Sá, em agosto, neste sábado, 17 de setembro, o cantor e compositor paraense vai receber, na Cervejaria Caboca, a cantora Sandra de Sá, outro nome importante da música brasileira e que traz o pé e a voz no samba, como paixão. 

Dona de uma personalidade marcante e um timbre de voz singular, Sandra Sá já interpretou canções que se tornaram verdadeiros hits da nossa música e que trazem sua identidade,  de sua visão otimista. Neste encontro com Arthur, seu show é diverso com repertório que vai do samba ao funk. A cantora vai mostrar clássicos como Retratos e Canções Vale Tudo, Joga Fora, Bye bye tristeza e Olhos Coloridos, além de outros medalhões da música brasileira. 

“Vai ser uma emoção receber a Sandra de Sá. Ela já participou comigo do Sexta Sesi do Samba, um show que está Youtube”, conta Arthur. “E a gente tem uma relação de amizade e trabalho já de muitos anos. Em 2006, quando eu estava começando a querer cantar, quando ela me deu a maior força e foi quem produziu a minha primeira música em estúdio, no Rio de Janeiro. Fora isso, eu sou muito fã e a escuto em casa, me inspiro”, complementa o músico que gravou em seu DVD, lançado recentemente, “Bye Bye Tristeza”, um dos grandes sucessos da cantora. 

As expectativas para o show e o reencontro com a cantora são as melhores. “Ela tem sempre uma energia muito legal. No meu repertório vou cantar grandes sucessos nacionais e do meu repertório autoral. São 2 horas de show”, finaliza Arthur Espíndola, que hoje é uma das maiores expressões do samba paraense, com trabalho autoral, álbuns e DVDs lançados. Além de músico e compositor, o também produtor, tem revelado novos compositores por meio do projeto Amazônia Samba, programa que está no ar, exibido pela TV Brasil e TV Cultura do Pará. 

Serviço 

A programação do samba na Cervejaria Caboca (Av. Boulevard Castilho França) inicia às 14h30 e segue até final da tarde. A partir das 20h, tem início o evento do projeto Arthur Convida. O ingresso custa R$ 65,00, pelo Sympla.

12.9.22

Tapajazz Belém reúne a fina flor do instrumental

O time desta ano está repleto de grandes nomes da cena da música instrumental do Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará. O Tapajazz Mostra Belém será realizado nesta semana, de 15 a 17 de setembro, no Teatro Margarida Schivasappa, com início às 19h30. O ingresso pode ser trocado por 1kg de alimento não perecível, a partir das 14h de cada dia de evento, na bilheteria do teatro. E para que não estiver na capital, é só acessar o canal de Yotube Oficial do TapajazzOs três dias terão transmissão ao vivo! 

Nascido às margens do rio Tapajós, em Alter do Chão, Santarém-Pa, o Tapajazz vem há três anos trazendo sua mostra para a capital paraense, onde já promoveu apresentações de músicos como Toninho Horta, Armandinho Macedo e Badi Assad, entre outros, além do saudoso Sebastião Tapajós, patrono do festival e que esteve presente em todas as edições, até agosto de 2021, quando recebeu inúmeras homenagens no palco do Teatro Margarida Schivasappa. Idealizado pelo produtor Guilherme Taré, o festival também foi reconhecido em 2021, como Patrimônio Cultural de natureza Imaterial do Estado do Pará e em 2023 completará 10 anos. 

Este ano, a programação está diversa e conta com Andrea Pinheiro, que se apresentará com o Trio Lobita, e Jane Duboc, que será acompanhada pela Amazônia Jazz Band. Além delas, que reforçam a presença feminina a cada vez mais exigida dentro do festival, teremos outros grandes nomes da música instrumental como o violonista Nego Nelson, que abre o festival, e o guitarrista Delcley Machado, ambos do Pará, além dos convidados nacionais, o violonista Zé Paulo Becker (RJ), o pianista Amaro de Freitas (Recife-Pe), o violoncelista Jaques Morelenbaum (RJ), e o Grupo Wakerê, que reúne músicos franceses, guianenses e amapaenses.

Nego Nelson / Foto: Divulgação 
(enviada pela produção)
Nego Nelson faz o show de abertura na quinta-feira (15), apresentando repertório que passeia pelos seus 50 anos de carreira, momento este amplamente celebrado com o lançamento do álbum “Passeio no Cumbu”, em 2021. O músico já produziu músicas para teatro, filmes e documentários, participou de festivais e fez shows com diversos artistas de renome nacional como Leny Andrade, João Donato, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Billy Blanco, Arismar do Espírito Santo, Maestro Laércio de Freitas e outros.

Em seguida, o público confere a apresentação de outro violonista brasileiro, Zé Paulo Becker, que traz na trajetória 15 álbuns gravados, 05 com o Trio Madeira Brasil e 10 de sua carreira solo. Em 2022, lançou 5 singles nas plataformas e está prestes a lançar seu novo álbum Outro Mundo.

Parceiro de composição de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Pedro Luís, entre outros, Zé Paulo Becker já foi gravado por Ney Matogrosso, Roberta Sá, Marcos Sacramento e pelo Trio Madeira Brasil, por exemplo, e como violonista, antes de enveredar pela música popular brasileira ganhou o Concurso Nacional de Violão Villa-Lobos(1990) e ficou em terceiro lugar na edição internacional (1992). Em 2009 venceu o III Festival de Música Instrumental de Guarulhos.

Masterclass - Depois de sua apresentação, o músico permanece em Belém para ministrar uma Masterclass, no sábado, 16, a partir das 14h30, no espaço Na Figueredo. A ação é gratuita e aberta a todos os interessados, mas as vagas são limitadas pela lotação permitida no local.

Do choro ao jazz até a música latina

Foto reprodução/site da banda
A segunda noite do Tapajazz, nesta sexta-feira, 16, vai contar com a apresentação do  Wakerê, projeto musical que reúne músicos franceses Marie Levaillant (teclados), Erwan Che Viento (sax) e Clement Beguet (trompete); músicos guianenses Georges Mac alis Ti-Jo (percussão afro caribenha) e Nathalie Gallas (voz); e brasileiros, Paulinho Queiroga (bateria), Nelson Dutra (baixo), Deize Pinheiro (voz), Bone Jeová (trombone), Nena Silva (percussão afro) e Fineias Nelluty (guitarra e voz). O resultado é um intrínseco trabalho de entrega e sensibilidade e que une as culturas musicais do Amapá (Brasil) e da Guiana Francesa e suas influências afro-caribenhas.

Eles encerrarão a noite, mas quem abrirá a programação será o Trio Lobita, grupo formado por Paulinho Moura (violão de 7 cordas), Tiago Amaral (clarinete), Andréa Pinheiro (voz ) e André Souza (músico convidado - pandeiro). Há 13 anos, o grupo celebra a produção e execução do choro no Pará. Em 2018, o grupo lançou o álbum duplo “Na Marola”, com composições autorais e de outros compositores paraenses.

Em seguida, entra em cena o pianista Amaro de Freitas, de Recife (Pe), um dos principais nomes da cena atual do jazz, com o posto de revelação do jazz internacional.  Nos últimos anos, ele circulou por turnês no Brasil e exterior, em festivais como a edição nacional do Montreux Jazz Festival. 

Entre suas parcerias estão Lenine (no projeto “Em Trânsito”) e Milton Nascimento e Criolo (é de Amaro o piano em duas faixas do EP “Existe Amor”: “Cais” e “Não Existe Amor em SP”). O músico lançou os álbuns “Sangue Negro” (2016) e “Rasif” (2018), e mais recentemente, Sankofa, citado em listas nacionais e internacionais de “melhores do ano” em 2021. O disco teve a colaboração de Jean Elton (baixo) e Hugo Medeiros (bateria), que formam com o pianista, um Trio desde 2015.

Encerramento apoteótico com 

Jaques Morelenbaum
Foto: Roberto Cifarelli
O terceiro dia do Tapajazz, 17 de setembro, nos leva a apoteose da edição. A noite abrirá com Delcley Machado, guitarrista e compositor com 35 anos de carreira, reconhecido pelo virtuosismo e técnica pessoal instrumental e segue com a apresentação do músico, compositor e arranjador Jaques Morelenbaum, que vem pela primeira vez a Belém com seu trabalho solo e o seu CelloSam3aTrio. 

O músico lançou o primeiro álbum em 2014, intitulado "Saudade do Futuro - Futuro da Saudade" (Biscoito Fino/Mirante), e agora lança o novíssimo álbum “Flor do Milênio” – selo Sesc -, que está em todas as plataformas de difusão musical desde março de 2022. Carioca, em 48 anos de carreira, já tomou parte em 875 álbuns, colaborando, como violoncelista, compositor, arranjador, regente e produtor, com importantes nomes da Música Brasileira como Antonio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Egberto Gismonti, Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, entre tantos outros. 

Jaques tocou com as cabo-verdianas Cesária Évora e Mayra Andrade, entre outros artistas internacionais e já ganhou três prêmio do Grammy Latino, na categoria World Music, como produtor do álbum "Livro", de Caetano Veloso; de Melhor Disco de Música Brasileira, pelo álbum "Noites do Norte", também de Caetano Veloso, e de Melhor Longa Metragem de Música Pop por sua co-produção do Acústico MTV de Julieta Venegas.

Nesta mesma noite também teremos um encerramento com a Amazônia Jazz Band e Jane Duboc. Não é a primeira vez que ela vai se apresentar acompanhada da Amazônia Jazz Band. O primeiro encontro surgiu ainda em 2016, quando Jane Duco foi convidada para ser cantora solista no concerto de gravação do DVD da big band.  

Em 2017, a cantora esteve na capital paraense para a apresentação de lançamento da obra, exibida em 2020, na programação do Palco Virtual do Theatro da Paz, em meio à pandemia. Desta vez, ela estará novamente ao vivo. Reconhecida como uma das grandes cantoras da música brasileira, ela traz no repertório grandes sucesso da carreira.

A Amazônia Jazz Band foi formada, em 1994, com elementos remanescentes da extinta Big Band, grupo artístico da Fundação Carlos Gomes, até assumir um caráter profissional ao ser encampada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult-Pa), em 1996. A qualidade técnica conquistada ao longo do tempo, aliada a versatilidade do repertório e a grande receptividade do público paraense, são características que marcam a trajetória da AJB.  O repertório vem se renovando e diversificando constantemente. É o que ouviremos ao vivo em 17 de setembro, a última noite do Tapajazz Mostra Belém. 

Jane Duboc
Foto: Lucinéia Alves 
Jane Duboc tem uma trajetória repleta de boas histórias que permeiam esses 50 anos de carreira musical. Aos 17 anos, ela foi morar nos Estados Unidos, por conta de uma bolsa de estudos, e retornou seis anos depois ao brasil e seguiu carreira na música. Na década de 70, excursionou com Egberto Gismonti e participou do VI Festival Internacional da Canção defendendo com Sérgio Sampaio a música "No ano 83"; e com Raul Seixas, tocando e cantando "Let me Sing". 

Em 1980, ela gravou o primeiro disco solo "Languidez", trazendo a música "Manuel, O Audaz", de Toninho Horta e Fernando Brant. Já em 1987, consagra-se nacionalmente com uma fase romântica. Além de cantora e compositora, ela também é escritora, já lançou livros para o público infantil e, mais recentemente, lançou seu primeiro romance.

Serviço

Tapajazz Mostra Belém – De 15 a 17 de setembro, às 19h30, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur – Belém-Pa. O ingresso será trocado por 1kg de alimento não perecível, na bilheteria do teatro. Patrocínio: Equatorial Pará. Apoio: Governo do Estado, Fundação Cultural do Pará e Lei Semear; Casa do Saulo. A realização é da Fábrica de Produções.

Acesse o Canal de Youtube, curte e compartilha:

https://www.youtube.com/channel/UCD19QAt29Wrozm4zVWcpz3Q

Encantados S/A está de volta aos palcos de Belém

E se a Chapeuzinho Vermelho frequentasse os mesmos lugares que você, disfarçada de pessoa comum? E se a Bela Adormecida fosse sua vizinha sem que você nunca tenha percebido? E se aquele cara que malha pesado na academia fosse ninguém menos que o Hércules disfarçado? Já imaginou? Em Encantados S.A., espetáculo da companhia A Liga do Teatro, que está em cartaz nos dias 17 e 18 de setembro no Teatro do Sesc Ver-o-Peso, os seres dos contos de fada estarão infiltrados por toda a parte. 

A trama central da dramaturgia, assinada e dirigida pela dupla Bárbara Gibson e Haroldo França, gira em torno de Noque, um garoto de 13 anos que é oprimido pelos colegas por ainda brincar de boneco. Gigy, seu brinquedo preferido, é o seu único amigo com quem compartilha suas descobertas, angústias e vivências. 

A pacata vida de Noque começa a mudar quando ele se dá conta de que algo muito estranho está acontecendo bem embaixo do seu nariz: uma professora que colore com as cores do vento passando pela vizinhança, uma senhora muito estranha com umas coisas no cabelo que parecem chifres ou mesmo um rapaz que anda com um boneco de sapo por aí. Com estas ocorrências, os dois começam a investigar os fatos até encontrarem a chamada OSSEAPEPROFOSOE - Organização Secreta dos Seres Encantados Aliados Pela Proteção da Fantasia ou Simplesmente Encantados – que muda suas vidas para sempre.

Bárbara Gibson além de dramaturga é diretora do espetáculo e afirma que é diversão garantida a crianças, mas especialmente aos adultos. "É uma metáfora do crescimento, uma homenagem às crianças que todos já fomos, e que de alguma forma ainda somos. O espetáculo tem um humor incrível e é especial".

O espetáculo esteve em cartaz entre 2011 e 2016 e realizou temporadas de sucesso em todos esses anos, tendo público fiel até hoje. As temporadas iniciais foram realizadas pelo Grupo de Teatro Universitário da UFPA, de onde o projeto surgiu. O ator Theo de Oliveira conta como tem sido a experiência de viver o protagonista Noque nesta nova geração. “Tem sido muito desafiador, é um grande personagem com a necessidade de estar sempre imerso nele, e traz uma coisa lúdica também, o que é muito legal”.

Encantados S.A é destinado a crianças de todas as idades, e os agentes secretos encantados aguardam ansiosos o público para esta missão. Mas tome cuidado! Os segredos que serão revelados devem ser guardados sob o mais absoluto sigilo.

Ficha Técnica 

Direção e Dramaturgia: Bárbara Gibson e Haroldo França 

Produção: Larissa Imbiriba, Luiza Imbiriba, Bárbara  Gibson e Paulo Jaime

Visualidade: Kevin Braga 

Sonoplastia: Haroldo França

Operação de Sonoplastia: Bárbara  Gibson

Assessoria de Imprensa: Leandro Oliveira

Fotos: Pequena Lente

Projeto Gráfico: Victor Azevedo

Elenco: Victor Azevedo - Theo Oliveira - Luiza Imbiriba - Wellen  Ávila - Lucas Costa - Tárcila Mendes - Luiza Barros - Sofia Sinimbu - Paulo Jaime - Lourdes Braga - Hugo Bittencourt - Lia Mendes - Bruna Borges - Carol Maia - Filipe Cunha.

Serviço

Espetáculo “Encantados S.A.”. Em temporada nos dias 17 e 18 de setembro, às 17h e 19h,  no  Teatro do Sesc Ver-o-Peso (Boulevard Castilho França, 522/533). Venda de ingressos pelo Sympla ou presencialmente com a produção. Mais  informações no instagram do grupo @aligadoteatro o pelo número 984250317.

(Holofote Virtual com Assessoria de Imprensa / Texto: Leandro Oliveira)

6.9.22

Stoner Night leva três shows ao Na Figueredo

As bandas de Stoner Doom “Reptilian Sun” e “Dead Level”, e a banda de Stoner Rock “Vinyl Laranja” se apresentam dia 17 de setembro,  no Espaço Na Fugueredo. A programação inicia às 19h, com participação dos Dj´s RockON. O ingresso antecipado está saindo por R$15,00, pelo Sympla.

A noite é dedicada a um dos estilos dentro do Rock que mais crescem em todo o mundo: o “Stoner”. Marcado por ter o “Riff” de guitarra como o centro da canção, com afinação dos instrumentos em tons mais graves que o padrão normal, além de uma produção “Vintage”, ou “retrô”, o Stoner mescla influências de Hard Rock setentista, Acid Rock e Heavy Metal, especialmente o “Doom Metal”, surgido no final dos anos 80.

Em Belém, podemos considerar que existem algumas bandas com a influência Stoner, e 3 destas bandas se apresentarão neste evento. As bandas Reptilian Sun e Dead Level entraram recentemente na mundialmente conhecida coletânea “Weedian”, em sua versão dedicada a bandas brasileiras: “A trip to Brazil”. A compilação trouxe 51 bandas de diversos estados e contou com as duas bandas paraenses.

A Dead Level entrou com a faixa “God of Gloom”, do álbum “Intoxicated”, o primeiro da banda, lançado em março passado, com uma boa repercussão no underground. Já o Reptilian Sun entrou com a faixa “Empress of dawn”, extraído do seu segundo Demo Álbum, lançado em 2019. Ambos os álbuns estão disponíveis para audição gratuita no youtube, além de outras plataformas de streaming.

Segundo o vocalista do Dead Level, Uirá Pinheiro: “O Weedian é uma compilação criada em Portland, USA, e possui grande credibilidade no meio. É uma grande vitória ter duas bandas paraenses de Stoner, nessa coletânea, abre uma janela considerável para as bandas, este evento na Ná Figueredo será acima de tudo uma celebração desta vitória.”

A Vinyl Laranja é uma banda de rock alternativo com identidade sonora e poderosa atitude Rock'n roll. Formada atualmente por Andro Baudelaire, Bruno Folha e Lucas Van Halen, a banda acabou de lançar o single “Cry baby cry”(maio de 2022), disponível nas principais plataformas de streaming. Com 17 anos de carreira, a banda paraense conta com 4 discos lançados pelo selo Na Music e dezenas de festivais nacionais e internacionais na trajetória.

Em 2015 "Uncheagle past Fleeting future" teve produção iniciada por Andrew Hernandez e finalizada por Kevin Szymansky (também produtor de discos do Queens of the Stone Age e Foo Fighters) e foi gravado nos grandiosos 12th Street Sound e Esturay Studios em Austin-Texas. O disco é fruto de uma aventura em que os "moleques" da banda colocaram o pé na estrada e passaram uma temporada em terras norte-americanas, fazendo uma turnê com mais de 60 shows em menos de um ano.

Já o projeto Reptilian Sun foi criado em 2018 pelo guitarrista Leo Venturieri e o baixista Arthur Fonseca, com intuito de trazer na música a essência dos riffs marcados e lentos. Atualmente a banda é um Power trio formado por Arthur Correa (Baixista), Leo Venturieri (Guitarrista) e Moisés Braga (Baterista), e tem como influência grandes nomes do Stoner Doom como: Sleep, Saint Vitus, Electric Wizard e clássicos como: Black Sabbath, Pentagram. 

O uso de fuzz e de reverb é indispensável nas músicas do Reptilian Sun de modo a lembrar o grandioso ícone Tony Iommi, guitarrista da  lendária banda: “Black Sabbath. A banda possui duas gravações Demo Session I e Demo Session Vol. 2 lançadas em plataformas virtuais.

O QUÊ:  “STONER NIGHT” 

ATRAÇÕES: Shows das bandas Dead Level, Reptilian Sun e Vinyl Laranja / Dj´s RockON!

ONDE: NÁ FIGUEREDO – NÚCLEO DE CONEXÕES

QUANDO: 17 DE SETEMBRO DE 2022

HORA: A PARTIR DE 19 HORAS

INGRESSOS: PRIMEIRO LOTE: R$ 15,00 (Sympla)

CONTATO: 91-983621793 (UIRÁ PINHEIRO)

2.9.22

Encontro histórico reúne Lula e a cultura paraense

Encontro de Lula com Fazedores de Cultura
Foto: Carlos "Canhão"Brito
Durou cerca de três horas, o encontro Luís Inácio Lula da Silva, candidato à Presidência da República, nas Eleições 2022, pelo Partido dos Trabalhadores, e os representantes da cultura paraense, realizado nesta quinta-feira, 1º de setembro, no Theatro da Paz.  

Por volta das 10h, o público começou a chegar. Um público específico, focado e fazedor de cultura, ávido por ouvir o que Lula tem a dizer-nos neste momento de urgência para a reviravolta política no país. As cadeiras colocadas no palco começaram a ser preenchidas por fazedores de cultura e pelas autoridades. E enquanto se aguardava o início da cerimônia, representantes das diversas linguagens e manifestações culturais do Pará entoaram cantos, tocaram e soltaram coros de Lula Lá, além de algumas palavras de ordem que urgiram pelo retorno do respeito à cultura.

E que os cantores Keila e Jeff Moraes, artistas que ali também representaram a cultura da periferia e do povo preto, pudessem iniciar a cerimônia, como seus apresentadores, o palco se fez na plateia, nos camarotes, frisas e galerias, onde estava o povo da cultura do Boi Bumbá, Terreiro, Pássaro, Carimbó, Brega, Guitarrada, Marujada, Música Popular Paraense, Teatro, Circo, Dança, Literatura, Artes Visuais, Audiovisual, Cultura alimentar e outros. O governador Helder Barbalho, o prefeito Edmilson Rodrigues, o deputado federal Beto Faro e os senadores Paulo Rocha e Randolfe Rodrigues também participaram. 

Lula e Damasceno, após 
fala emocionante do Mestre.
Foto: Carlos "Canhão"Brito

No palco, seguindo um ritual, as primeiras falas foram dos fazedores de cultura. O primeiro a falar foi Mestre Damasceno que de forma simples e muito assertiva falou da urgência de uma política cultural para os Mestres da cultura, chamando atenção ainda para um universo vasto, enfatizando a necessidade de se olhar para a cultura nas comunidades Indígenas e Quilombolas. “São eles que conhecem nossos peixes, nossas florestas, nossos animais e merecem respeito”, disse Damasceno que hoje vem despontando como uma das maiores expressões do Carimbó marajoara. 

Também tocou na questão da política cultural, mas voltada ao audiovisual, a cineasta Jorane Castro que, antes de ler a Carta dos Artistas Paraenses para Lula e demais presentes, ela lembrou ao Governador Helder Barbalho, que a Lei Estadual Milton Mendonça, de número 9.137/2020, aprovada em 2020, precisa ser regulamentada, o que somente será feita após a criação do Fundo Paraense do Audiovisual. 

Dira Paes, paraense ilustre do cinema brasileiro, não estando em Belém, foi convidada a se pronunciar por meio de um vídeo. “É com imensa alegria que venho saudar a candidatura de Lula”, disse e enfatizou a importância dos governos de Lula para a área cultural. “Você sempre foi um farol para a cultura brasileira... A força do público e dos artistas paraenses é para lhe fazer Presidente da República em 2022”. 

Monique Malcher também ganhou fala e apontou a urgência de políticas públicas para trabalhadoras dos diversos segmentos culturais e, em especial, para as trabalhadoras das palavras. Escritora, jornalista, antropóloga e artista plástica paraense, agraciada em 2021 com o Prêmio Jabuti na categoria Contos, por seu livro Flor de Gume, obra que ela teve oportunidade de entregar em mãos para Lula, após sua fala.

Monique Malcher, trabalhadora da palavra
Foto: Carlos "Canhão"Brito
“... O trabalho desse corpo Amazônico, esse corpo Cabano, tem sido feito muitas vezes por mãos mulheres. Nossos rios, infelizmente ainda são das lágrimas, das mulheres que migram, que lutam pela educação de seus filhos. Mais do que entender que nossa voz precisa estar em certos espaços, precisamos de ferramentas e tábuas para que os pés se firmem para entrar nesse barco de oportunidades que a literatura é capaz. Publicamos livros, contamos nossas histórias, mas ainda não estamos nas bibliotecas, na sala de aula, perto dos alunos, nas escolas de rios, falta muito pra falar de uma vitória nossa , trabalhadoras da palavra”, disse e, voltando-se ao público, bradou: “Todo mundo lê mais homens do que mulheres!”. E antes de finalizar emocionando-se perguntou: “Até quando vamos lutar sozinhas para que a literatura chegue?”. 

Jean Ferreira, idealizado do Gueto Hub
Foto: Carlos "Canhão" Brito
Jean Ferreira, também pelo viés da literatura e da palavra, foi impactante. Ele é o idealizador do Gueto Hub, uma biblioteca construída pelos próprios moradores, no Jurunas, "bairro que transborda cultura popular e ancestralidade", disse Jean ao presidente. 

"Criamos uma biblioteca comunitária viva que construímos com as próprias mãos, e isso foi possível, senhor presidente, porque na periferia estão descendentes dos mesmo descendentes indígenas que construíram o centro histórico desta 
cidade”. E assim como em várias outras falas, Jean também lembrou e reconheceu a importância dos anos de governos do PT na presidência, para sua formação. “Eu sou um dos milhares de jovens que entrou na universidade através do governo Lula e Dilma”. 

Por fim, ele entregou ao candidato a agenda política das periferias construída pelo Perifa Connection, um coletivo formado sobretudo por jovens periféricos ativistas, comunicadores, lideranças comunitários e moradores de diversos lugares do Brasil, apresentando suas realidade e apontando soluções. 

Janja rodou a saia no Carimbó
Foto: Carlos "Canhão" Brito
O escritor Edyr Augusto Proença, a turismóloga e pesquisadora da cultura alimentar amazônica, Auda Piani; Mestre Laurentino e o chef Rubão, além de Larene Ataíde, dos Pássaros Juninos, que também teve fala, ocuparam outros assentos no palco.

Houve apresentações de carimbó, com o grupo Coisas de Negro, de Icoaraci;  e boi bumbá, representado pelo Boi Pavulagem. Janja, esposa de Lula, esbanjou simpatia, vibrou com as diversas falas e ainda colocou e rodou uma saia florida ao som do pau e corda. 

Na parte final do encontro, houve pronunciamentos do prefeito Edmilson Rodrigues, do senador Randolfe Rodrigues e do governador Helder Barbalho.  Lula, o último a falar, soube comentar cada um dos temas colocados em pauta pelos fazedores de cultura, como os mestres, as mulheres, as comunidades ribeirinhas e quilombolas, e também enfatizou o combate à fome. 

Lula deixou esperanças 
Foto: Carlos "Canhão"Brito
"Eu não me conformo que num país que é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, tenham 33 milhões de pessoas passando fome". Lula reconheceu que ao voltar à presidência terá que ser melhor do que foi nos governos anteriores. Na área cultural, foco do encontro, ele garantiu o retorno do Ministério da Cultura e a criação de um Ministério aos Povos Tradicionais da Floresta. No final, fez desde já uma convocação para que todos "se preparem para fazermos uma grande revolução cultural neste país".  

A situação da cultura brasileira segue na emergência e o setor aguarda pelos editais da Lei Paulo Gustavo, já aprovada e com veto derrubado, mas que o Governo Federal quer adiar para 2023, por meio de medida provisória. Vale ressaltar que o recurso não poderá ser aplicado no ano que vem, precisa ser em 2022, e estamos falando disso em pleno mês de setembro.  

Histórico, o encontro deu oportunidade para que Lula possa  compreender melhor, e no calor das emoções, as questões que envolvem a cultura na Amazônia. Atento a todas as falas, ele também se emocionou ao ouvir dos vários fazedores de cultura, narrativas de suas trajetórias, que ganharam oportunidades a partir de políticas de educação, cultura e combate à fome implementadas em seus governos. Em Belém, o candidato ainda participou, ontem (1º), de um Ato Público no Espaço Náutico Marine Club e hoje (2), encontrou-se com os representantes das comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, no Parque dos Igarapés. 

(Holofote Virtual/ Texto: Luciana Medeiros)

27.8.22

Carimbó Cobra Venenosa lança o vinil “Nova Era”

Trazendo duas músicas autorais, o LP foi gravado e masterizado em 2019,  e deveria ter sido lançado em 2020, mas a pandemia inviabilizou. Prensado em pequena tiragem na Vinil Brasil, sob encomenda de Michel Plácido, produtor do selo independente LP-SP, que conheceu o trabalho do grupo pelas redes sociais.

O trabalho conta com as faixas “Feminista e ponto” (Priscila Duque/Carol Pabiq Ananindeusa Afro-Ameríndia/Domínio Público) e “Eu venho de longe” (Renato Caranã), e com uma equipe técnica inteira que fez parte do trabalho de forma totalmente voluntária, sem receber qualquer valor de cachê tanto para os músicos quanto para toda equipe técnica.'

O lançamento oficial foi na sexta-feira, 26, quando se festejou o Dia Municipal do Carimbó, no Espaço Cultural Coisas de Negro, em Icoaraci. Houve participações especiais dos mestres de Icoaraci, Nego Ray, Lourival Igarapé, Mestre Jaci, Thomaz Cruz, Ney Lima e Mestra Nazaré Do Ó, além de discotecagem da DJ Carol Pabiq Ananindeusa Afro-Ameríndia, VJ Clever dos Santos, Feira Criativa & Brechó. Pontos de venda vinil.

São Paulo (SP): LP-SP @lpspdiscos 

Belém (PA):

Discosaoleo @discosaoleo 

Banca do DJ MangueBoy @fernandoaugustovanze 

Bixo Discos @bixodiscos

E diretamente com o grupo, contatos pelas redes sociais @carimbocobravenenosa

LP NOVA ERA

Lado A - Feminista e ponto! 

(Pout-pourri: FEMINISTA + PONTO DE POMBA-GIRA)

Priscila Duque (Letra - Feminista, maracas e voz)

Carol Pabiq Ananindeusa Afro-Ameríndia (Letra - Versão original Ponto de Pomba-Gira + Domínio público)

Yago Mathias (Banjo e coro)

Raíra Maciel (Curimbó, agogô e coro)

Heron Rodrigues (Curimbó, atabaque e coro)

Reebs Carneiro (Flauta transversal) 

Lado B - Eu venho de Longe

Renato Caranã (Letra)

Priscila Duque (Voz e maraca) 

Hugo Caetano (Arranjo, onça, banjo e coro)

Rodrigo Ethnos (Curimbó, clave, maraca e coro)

Ugô (Sax e coro)

Lis Ferreira (Coro)

Raíra Maciel (Coro) 

Realização: LP-SP

Produção Fonográfica e Direção de Arte: Priscila Duque

Projeto Gráfico e Ilustrações: Vilson Vicente

Fotografia: Juliana Matemba

Gravado e Mixado por Thiago Albuquerque (StúdioZ)

Masterizado por Alejandra Luciane (SugarKaneAudio)

Bastidores: Hugo Chaves

Apoio: Jeft Dias e Daniel ADR (Psica Produções)

Prensado em Vinil Brasil (SP)

Boi de Máscaras recebe o público na Feira do Livro

Fotos: Alex Ribeiro
Cerca de 100 mil títulos estão disponíveis na 25ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, aberta ao público nesta manhã de sábado (27), no Hangar, e que prossegue até 04 de setembro (domingo), das 9h às 21h, com entrada franca. 

A apresentação do Boi de Máscaras Veludinho, do Bairro do Guamá, em Belém, deu as boas-vindas aos visitantes, mostrando essa manifestação cultural típica do município de São Caetano de Odivelas, no nordeste paraense.

“O clima de festa, colorido, para receber a população para uma festa literária, que valoriza a cultura, as artes, o teatro, a poesia e a música. A nossa Feira é a terceira maior do Brasil”, ressaltou Bruno Chagas, titular da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

A estudante Ketlyn Brilhante, 19 anos, moradora do município de Ulianópolis, no Sudeste do Pará, enfrentou mais de seis horas de viagem para participar da abertura da 25ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, na manhã deste sábado (27), no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia. 

“Eu e meus cinco amigos, que somos apaixonados pela literatura, fomos os primeiros a entrar na Feira, que é um evento extremamente importante pra gente, porque aqui temos uma diversidade incrível de livros e a valores mais acessíveis. Em uma hora, comprei sete livros e estou muito animada. Os livros são meu refúgio; quando me desligo do mundo e vivo experiências únicas e extraordinárias”, contou Ketlyn.

Na entrada do Hangar, o projeto de extensão Lamparina Acesa Literatura Acessível, do Núcleo de Culturas e Memórias Amazônicas, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), acolhe pessoas com deficiência. 

“Entre as nossas ações, buscamos oportunizar o acesso à Literatura Amazônica, por isso é tão importante fazer parte da Feira. Estudantes voluntários foram qualificados para atuar como guias videntes e guias intérpretes. Acolhemos visitantes com deficiência visual, auditiva ou motora, que são acompanhados por uma visita guiada. Se for deficiente visual, o guia descreverá os estandes e a ambientação dos espaços. Nas arenas também contamos com o serviço de audiodescrição e interpretação para garantir a acessibilidade”, informou Mônica Carvalho, uma das coordenadoras do projeto.

Antônia Ribeiro, 74 anos, que trabalhou como catadora no Aurá, foi a primeira pessoa com deficiência a receber o acolhimento. Ela, junto com o seu filho, participou da construção da cenografia em alguns espaços da Feira, e logo na abertura quis conferir o resultado do trabalho. 

“Ver o nosso trabalho de reciclagem do lixão do Aurá, com marcenaria e artesanato por meio do pallet, sendo reconhecido é maravilhoso. Fizemos tudo com muito carinho, alegria e amor. Muito feliz de representar o Aurá e de ter sido tão bem recebida e acolhida por esse projeto especial”, disse Antônia.

Homenageados - Este ano, os homenageados da Feira do Livro são a cantora, compositora e professora Dona Onete, e o escritor, jornalista e roteirista Edyr Augusto Proença. Durante nove dias, a programação inclui shows, encontros literários, apresentações teatrais, rodas de conversa e saraus, divididos pelas seguintes temáticas: Vozes dos Homenageados, Vozes do Escritor Paraense, Vozes da Inclusão, Vozes da Cultura Popular, Vozes da Memória e do Patrimônio, Vozes da Infância, Vozes da Inovação, Vozes Urbanas e Vozes da Amazônia.

Neste domingo (28) - A Amazônia Jazz Band (AJB) é uma das atrações convidadas e vai se apresentar no domingo (28), às 20h, na Arena Externa, com convidados da música popular paraense. Lia Sophia, Luê, Keila e Pedrinho Cavallero, irão cantar seus sucessos com arranjos em jazz elaborados especialmente para o show. 

Veja toda a programação:

https://feiradolivroedasmultivozes.com.br/programacao

(Holofote Virtual com Asco / Secult-Pa)

26.8.22

Feira Pan-Amazônica do Livro de volta ao Hangar

A Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes está de volta ao Hangar Cetro de Convenções e Feiras da Amazônia. Em sua 25a edição, o evento retorna ao espaço, que será reaberto após o encerramento das atividades como Hospital de Campanha, que atendeu milhares de pessoas que contraíram a Covid-19. A programação abre neste sábado, 27, às 9h, e segue até o dia 4 de setembro, com visitação até 21h. Entrada franca.

Durante nove dias, os visitantes poderão apreciar atividades variadas, como shows, encontros literários, apresentações teatrais, rodas de conversa, saraus, entre outros, divididos pelas seguintes temáticas: Vozes dos Homenageados, Vozes do Escritor Paraense, Vozes da Inclusão, Vozes da Cultura Popular, Vozes da Memória e do Patrimônio, Vozes da Infância, Vozes da Inovação, Vozes Urbanas e Vozes da Amazônia.

Também será a oportunidade para adquirir os títulos que estão há muito tempo na lista de desejos dos leitores. Este ano, os grandes homenageados da Feira do Livro serão a cantora, compositora e poetisa, Dona Onete, e o escritor, jornalista e roteirista, Edyr Augusto Proença, que estarão presentes no evento.

"Toda a minha obra é para Belém e o estado do Pará. Estou muito feliz de ser homenageado na minha terra", disse Edyr Proença, durante a coletiva de imprensa. 

O escritor conta com dois livros que terão lançamentos na Feira: "O Teatro de Edyr Augusto", com 35 peças de autoria do escritor e lançado pela Secult, e a obra de contos "Eu já morri", de editoria pessoal do autor.

Um dos artistas de destaque da programação é o roteirista e escritor afrofuturista Ale Santos, que terá seu livro “O último ancestral” adaptado para as telas. Finalista do prêmio Jabuti 2020 e do CCXP Awards, ele fala sobre a expectativa de participar de uma feira do livro na Amazônia e se aproximar ainda mais do público paraense. 

“O Pará é uma região tão rica em história, uma cultura própria que vive em cada detalhe que a gente tem contato pela televisão ou pela internet, lugar de artistas geniais que me inspiram também, como a Gaby Amarantos, que para mim mergulha na mesma fonte do afrofuturismo. Estou extremamente empolgado em poder participar da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, para viver toda essa energia fabulosa de perto e conhecer o imaginário desses leitores que são especiais”, comentou.

Além do escritor, também confirmaram presença a jornalista Cristina Serra; o escritor e professor Daniel Munduruku; a atriz e escritora Elisa Lucinda; a digital influencer PcD Clarinhamar; o coreógrafo e carnavalesco Milton Cunha; a artista visual Criola; a escritora paraense Monique Malcher; e os homenageados na Feira em 2019, o escritor João de Jesus Paes Loureiro e a professora Zélia Amador de Deus.

O encerramento de cada dia será feito na Arena Externa, com apresentações musicais de Dona Onete; Amazônia Jazz Band e os convidados Lia Sophia, Keila Gentil, Luê e Pedrinho Cavallero; Tribo de Jah; um encontro de carimbó com Sereias do Mar (Marapanim), Mestre Damasceno (Salvaterra) e Mestre Chico Malta (Santarém); Batuque Cabano, com escolas de samba de Belém, e Banda Sayonara; Os amantes - Jaloo, Leo Chermont e Arthur Kunz; Show Talentos Jovens do Pará com Bia Dourado, Mel Chaves, Bella Moura, Renan Andrade e Alan Cauê; Aparelhagem Crocodilo; Viviane Batidão e Fafá de Belém.

Serviço

25ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Data: 27 de agosto a 04 de setembro de 2022

Horário: 9h às 21h

Local: Hangar Convenções e Feiras da Amazônia (Av. Doutor Freitas, s/n - Marco, Belém/PA)

Entrada franca