30.8.19

Teatro do SESI com várias atrações até domingo

A Ira de Narciso, com apresentação dia 31
Iniciou ontem (29) e encerra neste domingo, 1º de setembro, a Semana SESI de Teatro, que traz programação especial, com apresentação de espetáculos oficina, exposição e lançamento de livro, além de palestras sobre produção e gestão cultural.

Oportunidade de intercâmbio entre os artistas e técnicos, a programação contempla  grupos de teatro do Pará, com longa trajetória de atuação, como o Grupo Experiência, o Grupo de Teatro Palha e o grupo In Bust Teatro com Bonecos, além de artistas paraenses como Adriano Barroso, Leonel Ferreira, Jef Cecim, Anibal Pacha. Os grupos com trajetória de atuação mais recente também participam, como a Cia Paraense de Potoqueiros e Projeto Camapu. 

"Estamos trazendo, ainda, uma peça nacional, A Ira de Narciso, um espetáculo para a nossa reflexão, emoção, assim como todos os outros que estão compondo a mostra”, avalia a coordenadora do Teatro do SESI, Ana Cláudia Moraes.

A semana iniciou nesta quinta-feira, 29, com a oficina “Improvisos Dramatúrgicos”, do premiado dramaturgo paulista Victor Nóvoa, e segue até o dia 1o de setembro. Coordenador do curso de Artes Cênicas, na Universidade Nove de Julho, Victor iniciou sua carreira no palco da Universidade de São Paulo, onde fez sua graduação. Seus textos já foram encenados por diretores de renome no cenário teatral brasileiro: Rogério Tarifa, Domingos Montagner (já falecido), Vinícius Torres Machado e Gabriella Argento. E a noite contou com a exposição sobre o Grupo Experiência e a apresentação de Ver de Ver-o-Peso.

De sexta a domingo várias atrações

"O Homem sem títulos" encerra programação domigo, 1º
Ontem também houve a primeira palestra “Os Desafios da Gestão e Produção Cultural: Economia da Cultura e a importância do investimento em Cultura’, com Antenor José de Oliveira Neto, gestor da Divisão de Cultura e Arte da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que volta a falar hoje (31) à tarde (17h30), sobre “Os Desafios da Gestão e Produção Cultural: Empreendedorismo Cultural e A Cultura como transformação social”. Em seguida, serão apresentados o Teatro Lambe Lambe “A lenda da Matinta Pereira”, com Jef Cecim (19h30) e o Espetáculo Honorata, do Grupo de Teatro Palha (20h30).

No sábado (31), será a vez do Espetáculo Curupira, do Grupo In Bust Teatro com Bonecos (17h). E às 18h, haverá o lançamento do livro “Pequenas histórias para pequenos grandes mundos de uma Meninagem Arteira - exercícios e experimentações para o teatro de animação”, de Aníbal Pacha. Logo em seguida, será encenado o Monólogo das Mãos, com o ator Adriano Barroso, e à noite encerra com o Espetáculo "A Ira de Narciso" – Gilberto Gawronski (RJ), às 20h30.

O monólogo do dramaturgo uruguaio Sergio Blanco, que também é o personagem, fala da permanência dele na cidade de Ljubljana, na Eslovênia, onde é convidado a dar uma palestra sobre o famoso mito de Narciso. Instalado em uma luxuosa suíte de hotel, ele aproveita o tempo livre para fazer amizades em um site de paqueras. É num deles que conhece um jovem esloveno com quem tem um encontro e, sem querer, acaba envolvido em um jogo de interrogações pelos quatro dias seguintes.

A programação da Semana SESI de Teatro se encerra no dia 1º de setembro, às 11h, com o Espetáculo infantil O jardim de Alice – Projeto Camapu, o monólogo Um Homem Sem Títulos, com Leonel Ferreira e, às 18h, e logo em seguida, às 19h, será apresentado o espetáculo Eternamente Rainhas, da Cia. Paraense de Potoqueiros.

Serviço
Semana SESI de Teatro, de 29 de agosto a 1º de setembro, no Teatro do SESI. Ingressos e inscrições pelo site teatro: https://www.sesipa.org.br/ (clicar no banner da Semana SESI de Teatro). Mais informações pelo telefone: 3366-0965 – 0967.

Intercom: a comunicação e a crise da democracia

A UFPA recebe o 42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom 2019, que traz como tema deste ano “Fluxos comunicacionais e crise da democracia”. A programação, de 2 a 7 de setembro, contará com a participação de quase 3 mil pessoas entre professores, profissionais e alunos de graduação e pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento, vindos de todas as regiões brasileiras e de países da América Latina e da Europa.

O evento é um espaço de encontro e reflexão  multidisciplinar sobre o papel da comunicação no cenário em que vivemos e que vem discutindo a importância dos processos comunicacionais para entender e atuar na sociedade contemporânea e abrindo o diálogo entre academia e mercado.

Na programação, atividades diversificadas: encontros internacionais, colóquios, jornadas, fóruns, seminários e apresentações de trabalhos experimentais e artigos científicos. No 42º Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, será realizado no dia 4, a conferência sobre o tema central do congresso será ministrada pelo professor Ramon Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha). Na noite desse dia, ocorrerá a Abertura oficial do congresso.

Outros destaques da programação são o III Fórum de Rádios e TVs Universitárias, que reunirá gestores, profissionais e pesquisadores de emissoras de instituições de todo o Brasil, e o Publicom, XIV Encontro com Autores-Editores de Publicações Recentes em Comunicação, durante o qual serão lançados 54 títulos acadêmicos e literários.

A Amazônia também será foco de vários espaços de discussão, como o IV Colóquio Latino-Americano (Pan Amazônico) de Ciências da Comunicação e o II Ciclo Amazônia, com pesquisadores e profissionais que trabalham com temas amazônicos. Como atividade especial de um dos grupos de pesquisa, haverá o Painel Comunicação e Religião na Festa do Círio de Nazaré.

Integram a programação, ainda, mais de 50 oficinas e minicursos voltadas para alunos, professores e profissionais. Serão apresentados, ao todo, 973 artigos em 34 grupos de pesquisa, 280 artigos de alunos de graduação em 8 divisões temáticas na Jornada de Iniciação Científica em Comunicação e 295 trabalhos experimentais na Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação – Expocom. A programação completa está disponível no site do evento.

Sobre o congresso 

O Intercom é um congresso nacional que leva o nome da instituição que o promove: a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), sociedade civil fundada pelo professor José Marques de Melo. A instituição tem como objetivo fomentar, de maneira interdisciplinar e democrática, o diálogo entre pesquisadores de diversos níveis e áreas de formação, profissionais do mercado e o público em geral.

Entre as principais estratégias da Intercom para alcançar tal objetivo, está a realização de congressos regionais e nacionais. Todo ano, são promovidos cinco congressos regionais, um em cada região do país, e um congresso nacional, que reúne de 2 a 5 mil participantes.

Organização: Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio do Núcleo de Inovação e Tecnologias Aplicadas a Ensino e Extensão (NITAE2); pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA); e pela própria Intercom.

Apoio: Governo do Estado do Pará, por meio da Fundação Amazônia Paraense de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (SECTET), da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT) e da Universidade do Estado do Pará (UEPA); da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), do Instituto Federal do Pará (IFPA); da INFRAERO; da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP); e do Governo Federal, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Serviço
42º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2019
Tema: Fluxos comunicacionais e crise da democracia
Data: 2 a 7 de setembro de 2019
Local: Universidade Federal do Pará (UFPA), Belém
Site: www.intercom2019.com.br
Facebook: Intercom 2019
Instagram: @intercom2019

28.8.19

Djamila Ribeiro é convidada do Encontro Literário

A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes segue com sucesso e, nesta quinta, 29, vai dar mais voz às mulheres. Entre outras coisas, haverá Encontro Literário com Djamila Ribeiro (SP), filósofa, feminista e acadêmica brasileira, a partir das 20h. A mediação será de Flávia Câmara (PA). Veja o que mais vai rolar.

Na Arena Multivozes, a programação inicia com o Papo Cabeça "Mulheres em conexão: o pulsar criativo da Amazônia", das 10h30 às 12h, com Maynara Santana (PA), e a Intervenção Artística: Rítmo e Poesia, com Anna Suav (PA). Às 14h, a Roda de Conversa “Lugar de mulher é onde ela quiser” será com Elcione Barbalho (PA), Soraya Santos (RJ) e Jeniffer Barros Rodrigues.

Três mesas redondas ocorrem ainda no mesmo espaço, às 15h, “Literatura, Memória e Mulheres”, com Carol Pabiq (PA) e Cláudia Valéria FrançaVidal (PA) e mediação de Camila Bastos Lopes da Silva (PA); às 16h, “Literatura feita por mulheres no Pará”, com Roberta Spindler (PA) e Giuliana Murakami (PA) e mediação: Camila Simões (PA); e às 19h, “Mulheres afroamazônicas, empoderamento e luta por espaços políticos”, com Arielly Jorge (PA) e Glauce Kelly (PA), com mediação: Anna Linhares (PA).

Às 17h, Myrtô Ribal-Rilos (Guiana Francesa) fala sobre "Mulheres e poder da transmissão dos saberes em sociedades amazônicas e na Grande Caribe”, seguida de Cristina Serra (RJ), às 18h, com a palestra "Literatura e Jornalismo ambiental em tempos de retrocesso", mediada por Elisa Dinis (SP).

A programação na Arena Walcyr Monteiro começa às 10h30, com a apresentação do espetáculo “A Poesia é necessária" (EEEF Celina Del Tetto – SEDUC), seguida, às 14h, da discussão do programa Égua do Papo Reto: "Identidade juvenis musicais" (CEINF/SEDUC); e do espetáculo teatral: "Eu mulheres", apresentado pelo Coletivo Jambuzada. Às 19h, tem o  espetáculo teatral: Bonecos & Tambores, encenado pela Companhia Lama de Teatro. E para encerrar a programação desta quinta, às 21h, tem shows com Luê e Keila Gentil. Tudo no Hangar, com entrada franca!

Programação
Vozes da Mulher 

Quinta, 28

Arena Multivozes

10h30 – Papo Cabeça
Apresentadora: Joyce Cursino (PA)
Tema: "Mulheres em conexão: o pulsar criativo da Amazônia" - Maynara Santana (PA)
Intervenção Artística: Rítmo e Poesia - Anna Suav (PA)

14h – Roda de Conversa
“Lugar de mulher é onde ela quiser" - Elcione Barbalho (PA), Soraya Santos (RJ) e Jeniffer Barros Rodrigues (PA) - Edições Câmara.

15h – Mesa Redonda
“Literatura, Memória e Mulheres” - Carol Pabiq (PA) e Claudia Valeria França Vidal (PA)
Mediação: Camila Bastos Lopes da Silva (PA)

16h – Mesa Redonda
“Literatura feita por mulheres no Pará”- Roberta Spindler (PA) e Giuliana Murakami (PA)
Mediação: Camila Simões (PA)

17h – Palestra
"Mulheres e poder da transmissão dos saberes em sociedades amazônicas e na Grande Caribe. A partir da sua obra Pierra" - Myrtô Ribal-Rilos (Guiana Francesa)

18h – Palestra
"Literatura e Jornalismo ambiental em tempos de retrocesso" - Cristina Serra (RJ)
Mediação: Elisa Dinis (SP)

19h – Mesa Redonda
Mulheres afroamazônicas, empoderamento e luta por espaços políticos - Arielly Jorge (PA) e Glauce Kelly (PA) - Mediação: Anna Linhares (PA)

20h – Encontro Literário
Djamila Ribeiro (SP)
Mediação: Flávia Câmara (PA)

Arena Walcyr Monteiro
10h30 – "A Poesia é necessária" - EEEF Celina Del Tetto (SEDUC)
11h30 – Programa Égua do papo reto: "Identidade juvenis musicais" (CEINF/SEDUC)
15h – Espetáculo Teatral: "Eu mulheres" (Coletivo Jambuzada) 
16h – Histórias em roda da saia - EMEIF Pedro Demo (SEMEC)
16h30 – A moça do táxi - EMEIF Comandante Klautau (SEMEC)
17h – Contação de História: "A lenda da Matrioska" (Marluce Araújo)
18h – Contação de História: "Vozes da floresta" (Lilian Tícia)
19h – Espetáculo Teatral: Bonecos & Tambores (Companhia Lama de Teatro)

Arena Externa
21h – Luê
22h – Keila Gentil

Portal do Conhecimento
09h às 11h – Djamila Ribeiro (SP)
Local: EEEFM Brigadeiro Fontenelle

Serviço
A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma promoção do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Visitação de 10h às 21h, com entrada franca.

Diego Santos em circulação com show do 1º disco

Diego Santos (Foto: Divulgação)
Alçando voos cada vez mais intensos, onde se arriscar é a ordem, Diego Santos se apresenta, nesta sexta-eira, 30, na Casa de Cultura de Santarém, a partir das 20h, acompanhado por Príamo Brandão no contrabaixo e Edvaldo Cavalcante na Bateria, músicos que também gravaram o CD. 

Natural de Belém do Pará, com aproximadamente 15 anos de trajetória, Diego tem no choro seu ponto de partida musical. O gênero musical o influenciou, justamente por apresentar uma linguagem com múltiplas possibilidades. A partir daí, o baião, a canção, o samba, as síncopes, a espontaneidade e o improviso surgem nas mãos de um músico de grande habilidade.

No show que ele faz em Santarém, além das músicas do primeiro disco, Diego também revelará ao público novas composições, fruto da sua parceria diária e preciosa com seu violão. Comporão ainda o repertório, obras de compositores que colaboram e influenciam o percurso do músico, nomes como Sebastião Tapajós, Nego Nelson e Manoel Cordeiro.

Os músicos Príamo e Edvaldo, quee stão com Diego também são músicos de grande experiência, com translado em diversos trabalhos no Pará, entre música brasileira e jazz, o que rende ao som feito por Diego, um leque vasto de ritmos e swings. 

O primeiro disco de Diego Santos foi gravado através do prêmio SEIVA da Fundação Cultural do Pará, em 2016, lançado pelo Selo Na Music. O espetáculo tem patrocínio do Banco da Amazônia. A circulação, que começou em Belém, passará ainda por Bragança, no dia 06 de setembro.

Serviço
Show de Diego Santos. Nesta sexta-feira, 30, na Casa de Cultura de Santrém, a partir das 20h. Entrada franca. Informações: 91 983138258. www.facebook/santos7cordas.

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

24.8.19

Iniciação à fotografia com inscrições até domingo

Miguel Chikaoka
Foto: Alberto Bitar
Oficinas na Kamara Kó Galeria, com Miguel Chikaoka. “Revelação de Filmes Preto e Branco” está em curso e terá atividades até dia 26 de agosto, com práticas de campo e laboratório. Já a oficina “De Olhos Vendados”, de iniciação à fotografia. Inscrições vão até domingo, 25, pelo link: http://bit.ly/oficina_inscreva-se.

“De Olhos Vendados” introduz conhecimentos básicos sobre o processo fotográfico desde a pré-história até os dias atuais através da abordagem do que constitui a gênese do processo fotográfico e estimular o exercício do pensamento crítico-criativo sobre o “fazer fotográfico” e suas possibilidades. Miguel Chikaoka experimenta processos que transitam entre imagens, objetos, instalações e performances, além de atividades que envolvem a construção e uso de dispositivos de visualização e captura de imagens, jogos e exercícios sensoriais, práticas de campo e rodas de conversa. 

As inscrições até este domingo, ainda não define quem irá preencher as vagas, que são limitadas. Haverá entrevistas com aqueles que preencherem o formulário. Os que forem chamados participarão de encontros às segundas e terças, das 19h às 21h30, com atividades complementares a serem combinadas, como saídas para vivências e práticas de campo, laboratório, consultas e orientações presenciais ou on line, até dia 30 de outubro. 

Aplicando um metodologia pioneira no ensino da fotografia, Miguel Chikaoka vai além da técnica e conhecimentos teóricos, para construir discussões coletivas acerca da imagem. Há mais de 3 décadas ministrando cursos, workshops e palestras, participa de  diversos eventos e instituições no Brasil e exterior. Em 2012, recebeu o Prêmio Brasil de Fotografia e a Comenda da Ordem do Mérito Cultural por sua contribuição à cultura brasileira. Em 2015 foi contemplado com o Prêmio Marcantonio Vilaça pela Fundação Nacional da Arte do Ministério da Cultura do Brasil.

Natural de Registro-SP, Chikaoka chegou na capital paraense e logo se envolveu com a cidade e fotografou inúmeras manifestações culturais e políticas. Em 1984 idealizou e criou a Associação Fotoativa. E em 1991, surge a Agencia Kamara Kó Fotografias, uma parceria com a galerista Makiko Akao que está sendo fortalecida. “Revelação de Filmes Preto e Brancos” e “De Olhos Vendados” são as primeiras oficinas a serem realizadas, este ano, como projeto piloto para 2020.

Serviço
Oficina “De Olhos Vendados”. Inscrições até dia 25 de agosto, pelo site  www.kamarakogaleria.om.br. Aulas entre 10 de setembro e 30 de outubro, na Kamara Kó Galeria - Travessa Frutuoso Guimarães, 611, bairro Campina. Apenas 12 vagas. Mais informações pelo e-mail kamarakogaleria@gmail.com ou pelo WhatsApp 91 99983-3185.

Vozes de Zélia e Paes Loureiro na Pan Amazônica

Foto: Joyce Cursino/Divulgação
Aberta ontem (23), no Hangar, em Belém, a programação da 23ª Feira Pan Amazônica do Livro, neste domingo, 25, é voltada às Vozes dos Homenageados, o poeta João de Jesus Paes Loureiro e a professora Zélia Amador de Deus,  que participam do Encontro Literário, às 20h, na Arena Multivozes. 

A 23ª Feira Pan Amazônica do Livro tem uma programação extensa, que vai até o dia até 1º de setembro, tendo visitação de 10h às 21h, com entrada franca. Instalada em uma área de mais de 4 mil metros quadrados, traz 207 stands e atividades pautadas na valorização da produção literária regional e paraense, que ganha destaque com a cessão de um estande para a Academia Paraense de Letras e outro para os Escritores Paraenses, reunindo obras produzidas em diversos municípios do Estado, e onde há lançamentos de livros, recitais de poesia, além da comercialização das publicações.

Há também um Espaço Geek destinado a 21 quadrinhistas, ilustradores e artistas visuais independentes que expõem e comercializam produtos. O aporte do Credlivro - que este ano beneficiará 19 mil profissionais da educação ligados à SEDUC, com mais de 3 milhões de reais em bônus - também está garantido, consolidando a política pública de valorização do acesso ao conhecimento que cruza as fronteiras do saber, dentro e fora das salas de aula. Neste domingo, 25, além do encontro com duas vozes homenageadas e expoentes do cenário literário, acadêmico e do ativismo social paraense, outras atividades convidam o público a sair de casa para mergulhar em um universo de cultura e literatura. 

Foto: Divulgação
Pela manhã, às 10h30, tem exibição dos curtas “Trilogia da Turma da Pororoca”, na Arena Multivozes. No mesmo horário, na Arena Walcyr Monteiro, o público poderá assistir ao espetáculo teatral “Cada qual em seu barril”, da Cia dos Notáveis Clowns. Em seguida, às 11h30, a feira abre espaço para a programação infantil, com a contação “História dos livros e suas histórias”, que será feita por Yandra Galuppo.

A Arena Multivozes também terá, neste domingo, o Sarau Encharcado, com Renato Gusmão (14h); a conferência “Imagens urbana na poesia de Paes Loureiro”, com Silvio Holanda (15h); a mesa redonda “Paes Loureiro, pensador da Amazônia (poesia e ensaísmo), da qual participam Relivaldo Pinho e Luís Heleno Montoril Del Castilo, com mediação de Carlos Dias (16h); e a conferência “Negritude e ativismo no Pará”, com Flávia Ribeiro (18h).

A programação segue na Arena Walcyr Monteiro, com dois espetáculos teatrais: “Projeto escrevendo a nossa história”, parceria da Imprensa Oficial do Estado (IOE) com o Centro de Estudos e Memória da Juventude (Cemja), às 16h; e “Vozes da criação”, que será apresentado pelos alunos da Escola Estadual de Ensino Técnico de Nível Médio e Artes São Lucas, às 17h. O encerramento deste primeiro dia será com show do Arraial do Pavulagem, na área externa do Hangar, às 21h. 

Programação

Domingo - 25/08

10h30 –  Exibição dos curtas: "Trilogia da Turma da Pororoca"

14h –  Sarau Encharcado - Renato Gusmão (PA)

15h – Conferência: "Imagens urbanas na poesia de Paes Loureiro" - Silvio Holanda (PA) 

16h – Mesa Redonda - Paes Loureiro, Pensador da  Amazônia (Poesia e Ensaísmo) - Relivaldo Pinho (PA) e Luís Heleno Montoril Del Castilo (PA). Mediação: Carlos Dias (PA)

17h – Alma e resistência: tributo a Zélia Amador de Deus - Performance Juliana Mapemba/PA, Carlos Vera Cruz/PA e Preto Michel/PA.

18h – Conferência: "Negritude e Ativismo no Pará" - Flávia Ribeiro (PA)                                                  
19h – Mesa Redonda - Ato-Luta-Voz de Zélia Amador de Deus, a Herdeira de Ananse - Joana Carmen (PA) e Ceci Bandeira (PA) 

20h – Encontro Literário - João de Jesus Paes Loureiro (PA) e Zélia Amador  (PA).
Mediação: Paulo Maués Corrêa (PA)

Arena Walcyr Monteiro

10h30 – Espetáculo Teatral: “Cada qual em seu barril” (Cia dos Notáveis Clowns)
11h30 – Contação de História: "História dos livros e suas histórias" (Yandra Galuppo)
15h – Espetáculo Teatral: “Curupira” (In Bust - Teatro de Bonecos)
16h – Espetáculo Teatral: "Projeto Escrevendo a Nossa História" (CEMJA / IOE)
17h – Espetáculo Teatral: "Vozes da criação" - EEETMA São Lucas (Castanhal/SEDUC)
18h – Contação de História: "O homem da árvore na cabeça" (Zezé Caxiado)
19h – Espetáculo Teatral: A vida que sempre morre, que se perde em que se perca  (Grupo Gruta)

Arena externa
21h – Arraial do Pavulagem 

Serviço
A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma ação do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), que segue até 1º de setembro, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia. Para saber a programação completa, acesse: http://bit.ly/2ZiaKBt

Maniçoba para 600 na Ocupação 9 de julho em SP

Os aromas da tradicional maniçoba estão aflorados na capital paulista desde a semana passada, mas hoje, com a entrada dos outros ingredientes, esse buquê promete se intensificar, chegando a seu ápice neste domingo, 25, quando será servida a mais de 600 pessoas na Ocupação 9 de Julho, espaço de resistência e luta pela moradia na maior cidade da América Latina, em número de população. A missão do preparo foi dada ao paraense Paulo Faria, radicado há mais de 20 anos em São Paulo.

A Ocupação 9 de Julho vive sob a tensão do despejo. E um forma de receber apoio da população e lutar pelo direito de ocupar um prédio abandonado em pleno centro de São Paulo, foi realizar ações, eventos. Uma das ações são os almoços coletivos como este que o ator, diretor, dramaturgo e ativista paraense Paulo Faria, ficou responsável.

Na articulação e montagem da logística para cozinhar a maniçoba, ele  não está só, há uma equipe trabalhando. E a maniçoba também não estará restrita aos carnívoros. Para a versão vegana, o ator convidou a também paraense Karina Fonseca, do espaço Quintal Paraense, que desde 2016 realiza os sonhos dos delirantes conterrâneos desterrados na pauliceia desvairada. E ela, claro, logo aceitou o desafio e parceria.

Os quilos e quilos de maniva chegaram em São Paulo já fervidos por sete dias e sete noites como manda a receita. Depois vieram as compras dos ingredientes que hoje foram mergulhados nos panelões com a maniçoba fumegante, trazendo aquele cheiro inebriante que para nós, aqui, é também sinônimo de Círio de Nazaré.

Além das famílias residentes a Ocupação 9 de Julho é hoje frequentada por jovens, artistas, ativistas e até empresários. Localizada em pleno centro de São Paulo.  A ação que será realizada neste domingo, é mais uma atividade desenvolvida em apoio às 120 famílias que ocupam o edifício que foi do INSS, e para mais quem aparecer. Tudo que for arrecadado será revertido aos moradores e melhorias de suas instalações. 

A programação de domingo, além de maniçoba, conta com apresentações de dança, leituras e claro, muito carimbó, complementando o cardápio.

Fundador e diretor premiado da Cia Pessoal do Faroeste, Paulo Faria diz que o convite veio em meio a realização do projeto Caravana Faroeste, que está indo às ocupações e favelas no centro de São Paulo e também foi uma grande coincidência, pois ele tradicionalmente já cozinha maniçoba no mês de agosto em seu aniversário, que este ano terá que ser comemorado duas vezes, uma delas, antecipadamente, neste domingo.

“A Ocupação 9 de Julho foi a segunda a ser visitada, com programação de cineclube, sarau e roda de conversa, na intenção de nos aproximar dessas comunidades e fortalecer a nossa RE-existência nesses tempos tão difíceis. Foi neste contexto que aconteceu o convite do Rafael Ferro, amigo que integra a Cia Teatral Redmunho, e faz parte da ocupação. Ele não sabia que faço aniversário no dia 31. Foi uma feliz coincidência. E lá comemorarei o meu aniversário de 54 anos”, conta Paulo.

Entre os preparos da maniçoba e as últimas apresentações da “Mostra Quase Tudo” que marcou os 21 anos da Cia Pessoal do Faroeste, Paulo Faria bateu um papo colocando a conversa em dia com o Holofote Virtual, e olha só que tem novidade. Em outubro o ator estará em Belém para rever amigos e família, mas também para começar a procurar um espaço e estabelecer parcerias para fundar uma sede do Pessoal do Faroeste por aqui. Além do teatro, há 5 anos, a companhia também é uma produtora de cinema criada para filmar “A Mulher Macaco”, texto que se passa na Amazônia e com o qual ele recebeu o prêmio Plínio Marcos de Dramaturgia. 

Holofote Virtual: Vais cozinhar para as mais de 100 famílias que estão na Ocupação 9 de Julho. Como foi encarar essa logística?

Paulo Faria: Tenho acompanhado o trabalho da Cozinha 9 de Julho, que acontece todos os domingos. O último grande almoço ali, foi a comemoração do aniversário do Suplicy. Esses eventos ajudam a engrossar o caldo de convidadxs.  

A ação conta com um aparato enorme de material e colaborxs. A cozinha ocupa um espaço enorme no prédio. Eu estarei na coordenação da cozinha, não estarei preparando tudo sozinho, não. Seria impossível fazer tudo sozinho. É a força da comunhão.

Holofote Virtual: As pessoas que estão lá vivem situações de perseguições políticas e sociais. O que significa participar desta ação neste momento?

Paulo Faria: A líder da ocupação, a Preta, junto com mais 3 companheirxs, está presa de forma arbitrária há mais de um mês. A prisão sem crime comprovado do nosso presidente Lula tem criado precedentes terríveis aos movimentos sociais. Estar ao lado da Ocupação nesse momento é apoiar a libertação da Preta e de sua gente, afinal, essa luta é de quem acredita nos direitos garantidos na Constituição, essa luta é minha - essa luta é por dignidade, e cozinhar pra tantas famílias assim, é um presente que não me cabe. 

Este mês é o mês de meu Orixá Obaluaê, e a sua festa Olubajé é servida as comidas de todos os Orixás, buscando a fartura e saúde à todos os filhos e filhas. Portanto, dividir esse asé com tanta gente envolvida é muito bom, é a grandeza maior. Sou grato pela oportunidade de colaborar. Afinal, gente foi feita pra brilhar e não pra morrer de fome.

Holofote Virtual: O Pessoal do Faroeste fez 21 anos e realizou uma mostra neste mês de agosto. Quais tuas reflexões sobre essa trajetória e a realidade atual na área da cultura? 

Paulo Faria: Vivemos um período bem difícil, por conta de falta de patrocínio. Estamos terminando, agora em agosto, a última edição da Lei de Fomento que foi ao ar - no primeiro semestre de 2018. Desde lá, já são 2 semestres que a lei não é cumprida, por conta do que o João Dória tem feito para destruir a cultura. E seu sucessor, Bruno Covas, está indo na mesma linha de desmonte. 

Em 2017, ficamos um ano sem pagar os alugueis. E sofremos uma ação de despejo. O Eduardo Suplicy nos deu uma emenda para fazer a Mostra e pagar essa dívida. Assim, o proprietário pode aceitar este último ano que temos patrocínio, pois pra aceitar, teríamos que pagar o ano anterior. E assim foi feito mas na real, desde o mês passado não temos patrocínio e o aluguel ficou novamente descoberto. Uma luta insana. Essa Mostra foi muito boa também para colocarmos um repertório de 5 peças em cartaz, de um total de 21 montadas em nossa trajetória. 

Holofote Virtual: A sede Luz do Faroeste tem sido palco de encontros de discussões políticas importantes. Fazendo uma pequena retrospectiva, o que já rolou, neste sentido, das últimas eleições para cá?

Paulo Faria: O Faroeste já sediou 3 Congressos Nacionais de Drogas – Plataforma Brasileira de Drogas IBCCRIM, I Conferência Internacional Fronteiras Raciais do Genocídio, Encontro Corredor Cultural Consolação, Pós graduação Diversitas USP, Posse de Defensores Públicos, Posse da bancada Ativista do PSOL e o lançamento da candidatura de Haddad para presidência ao lado da UNE.

Realizamos também 3 edições do Prêmio Justiça Para Todas e Todos da Ouvidoria da Defensoria, Festival de Performance e Outras Mídias Perfídia, entre outros encontros. E por fim, ocupam hoje, o Faroeste, a Cultive (Mães que plantam maconha medicinal), Ocupação Cultural Negra Jeholu, Movimento Cultural das Periferias, entre outras. Mais de 40 coletivos de artes e artistas já fizeram residência artística no Faroeste. 

Holofote Virtual: A Cia também acaba de fundar um instituto, como tem funcionado?

Paulo Faria: No dia 12 de novembro de 2018, empossamos o Instituto Luz do Faroeste, que pretende reunir, dialogar e criar políticas públicas para a nossa região. Aqui, tem uma rede enorme em direitos humanos. E o Instituto veio pra organizar tudo isso. 

O Diversitas USP, que ocupa aqui o Faroeste há 3 anos com seu grupo de pós-graduação, com uma ala progressista das humanas da USP, nos ajudou a criar o estatuto, e está dentro do Instituto como o Conselho Deliberativo. São 13 acadêmicos como Sérgio Bairon, Lilian Amaral, Raquel Ronik e Zilda Lokoi. E a direção executiva, coordenará 20 Núcleos, como Saúde, Social, Ambiental, Diversidade, Gênero, entre outros.

Holofote Virtual: E me conta. É real essa ideia de abrir uma filial do Pessoal do Faroeste em Belém? Eu acharia ótimo!

Paulo Faria: Pois é. No final do semestre um cansaço e desesperança, atrelado a uma depressão, me transformaram num barril de pólvora, e me fez querer abandonar tudo e passar um longo período em Belém, produzindo aí na cidade. Mas vi que não posso abandonar o barco que dirijo aqui. Decidi fazer algo muito melhor e maior: abrir uma Sede em Belém e poder dialogar com a cidade. Sou paraense e sinto uma necessidade muito grande de restabelecer essa relação, de ser identificado como nortista, paraense. 

A ideia é aproximar nossa produção e poder trocar com Belém. Acredito que posso colaborar com a nova gestão da Secretaria de Cultura. Devo ir à Belém em outubro para firmar parcerias e procurar um local para residir. Se alguém tiver um espaço ocioso em Belém, esperando por uma boa oportunidade para transformar num espaço cultural, é só me contatar. 

Holofote Virtual: Mas e a maniçoba, heim... Paulista gosta?

Paulo Faria: Muitoooooo.

(As fotos que ilustram a entrevista foram emprestadas da página de Paulo Faria no Facebook. Mais informações sobre a Cozinha da Ocupação: https://www.facebook.com/cozinhaocupacao9dejulho/)

21.8.19

"Guerrilheiras" em cartaz no Waldemar Henrique

Foto: Elisa Mendes
A história de 12 mulheres que lutaram e morreram na guerrilha do Araguaia, está em cena no espetáculo "Guerrilheiras ou Para a Terra não há Desaparecidos", nesta quinta, 22, e sexta, 23, no Teatro Waldemar Henrique, com patrocínio do programa Petrobras Distribuidora de Cultura. Nas duas sessões haverá audiodescrição para o público com deficiência visual.

Entre a ficção e o documentário, a peça é um poema cênico criado a partir da história destas mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram na região amazônica, nos estados do Pará e Tocantins, locais de forte resistência contra a violência e a ditadura e onde se deu a guerrilha do Araguaia na década de 1970. 

O espetáculo  surge da investigação da atriz e pesquisadora carioca Gabriela Carneiro da Cunha, tem direção de Georgette Fadel, pelo projeto Margens – sobre rios, boiúnas e vagalumes, que se constitui em trabalhos de artes integradas criados segundo o testemunho de rios brasileiros. A equipe de produção mergulhou no rio, nas historias e memórias de camponeses testemunhas daqueles tempos, e que guardam ainda dores de perdas, de procura por familiares desaparecidos, com olhares de espera. 

Foto: Elisa Mendes
Autora, diretora e atrizes conviveram ali por cerca de 15 dias em aprendizado, em trocas e escutas. Foram dias de imersão registrados pelas lentes do premiado cineasta Eryk Rocha, que assina as projeções audiovisuais feitas durante o espetáculo a dialogar com as personagens, dando o tom de dramaticidade exigido no texto denso, criando sobreposições que transfere o palco para a floresta, para o rio e para as memórias tragadas pelas águas.

A peça é dedicada a Dinalva, Dinaelza, Helenira, Maria Lucia, Áurea, Luiza, Lucia Maria, Telma, Maria Célia, Jana, Suely e Walkiria, retratos de resistência, e como elas, que vieram de diferentes cidades para o Araguaia, também as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke, Luciana Fróes, Mafalda Pequenino, Sara Antunes e Gabriela Cunha, são de lugares diversos. 

O elenco reúne artistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e da Colômbia, além da atriz paraense Vandileia Foro, convidada para a itinerância no estado, somando a sua a outras vozes que traduzem vidas interrompidas e ignoradas pela história.

Debate e oficina

Foto: Elisa Mendes
No primeiro do espetáculo em Belém, haveá bate papo com o público, estimulando a troca de saberes entre artistas e público, além do próprio tema central, com outras mulheres que atuam prioritariamente no campo da arte e cultura: Wlad Lima, Angelina Anjos, Eneida Guimarães e Eliana Bogéa são as convidadas especiais. 

A partir de hoje (21) até dia 23, as atrizes Gabriela Carneiro da Cunha e Mafalda Pequenino realizam oficina para atores e atrizes locais no Casarão do Boneco, com o objetivo de compartilhar as experiências cênicas experimentadas na montagem do espetáculo, trabalhando performances da morte como estado de hiperpresença, utilizando técnicas de consciência corporal, dança afro, a energia agregada ao movimento, o enraizamento ativo dos pés no solo, na consciência do centro da coluna vertebral, sentimentos, corpo e ação e a relação com o espaço.

Serviço
Peça Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos
Teatro Waldemar Henrique
Dias 22 e 23 de agosto de 2019, às 20h
Indicação 14 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) na bilheteria ou pelo Sympla: http://bit.ly/2MumKZE 

Oficina para atrizes e atores 
Dias 21, 22 e 23 de agosto de 2019
9h às 14h
Casarão do Boneco
Gratuito/vagas limitadas
Informações e inscrições: http://bit.ly/2KKDKJ9

(Com informações da assessoria de imprensa)

14.8.19

Os Dinâmicos e as raízes da guitarrada no Apoena

Os Dinâmicos, Raízes da Guitarrada
Foto: Otávio Henriques
Depois de lançar o 1º CD, em 2016, com produção do saudoso e querido Mestre Vieira, Os Dinâmicos - Raízes da Guitarrada estão de volta para lançar o clipe "Cúmbia Dinâmica" gravado em Barcarena este ano.  O show é sexta-feira, 16 de agosto, em Belém, no Espaço Cultural Apoena, a partir das 21h. Ingresso a R$ 20,00.

“Os Dinâmicos” era o nome do primeiro grupo formado por Vieira, considerado o criador da guitarrada, falecido em fevereiro de 2018. Em 1978, eles passaram a se chamar Vieira e Seu Conjunto. Lauro Honório (guitarra base), Dejacir Magno (vocal), Idalgino Cabral (guitarra solo), Luís Poça (teclado) e Augusto Pantoja (baixo) gravaram vários dos LPs emblemáticos da carreira do guitarrista, entre os anos 1970 e 1990. O grupo conta ainda com o baterista Jairo Rocha, integrante do grupo desde a retomada, em 2011.

Neste novo show, além de músicas do álbum, eles vão apresentar  músicas inéditas, dentro de um repertório que mistura ritmos quentes como cúmbia, guitarrada, lambada, salsa, carimbó e outras sonoridades latino amazônicas, que prometem não deixar ninguém parado no salão. É também novidade na carreira de Lauro Honório, Luís Poça, Idalgino Cabral e Dejacir Magno, a série de animação intitulada “Os Dinâmicos”, atualmente em exibição nacional nas TVs Públicas. 

Eles se tornaram heróis em desenho animado
Foto: Luciana Medeiros
Inspirada na obra de Vieira e Seu Conjunto, a série traz  13 episódios com aventuras de Mestre Vieira e Os Dinâmicos, como super-heróis da Amazônia. A idealização da série veio em 2011, quando eles e Mestre Vieira se reencontraram, dando início ao projeto musical intitulado “Mestre Vieira e Os Dinâmicos”, que estreou no Festival Se Rasgum daquele ano e circulou pela Feira da Música de Fortaleza (CE), por Belém, na gravação do DVD Mestre Vieira – 50 Anos de Guitarrada e no evento dos 400 anos de Bragança. 

Para ano que vem, o grupo prepara o segundo disco. O primeiro reuniu 10 músicas entre antigas e inéditas, de autoria deles e de Mestre Vieira, que assina a produção do disco, lançado pelo selo Na Music. O lançamento foi realizado em 2016,  no evento “Arraial da Guitarrada”, no Centro Cultural Sesc Boulevard (hoje Ver-o-Peso), além da Lambateria. Em Barcarena, participaram do primeiro circuito de shows Festival do Abacaxi, em 2018, e fazem apresentações em eventos e festividades na região. 

Videoclipe:

Vídeo Promo Os Dinâmicos:

Serviço
“Os Dinâmicos – Raízes da Guitarrada”. Show de lançamento do primeiro vídeo clipe da banda. Sexta-feira, 16 de agosto, às 21h, no Espaço Cultural Apoena – Duque de Caxias, n. 450 – Marco – Belém-Pa. Mais informações e contato para shows: (91) 98134.7719/98409.2686.

12.8.19

Fotoativa: 1º Sarau da Memória pelos seus 35 anos

O encontro de personagens importantes que direta ou transversalmente contribuíram com a história da Fotoativa. Esta é a proposta da primeira edição dos Saraus da Memória, que será realizada no próximo dia 14 de agosto, às 19h, data em que a associação comemora oficialmente seus 35 anos. 

A ideia é que cada convidado traga suas memórias vivas contribuindo com a projeção de um conjunto de imagens extraídas do acervo fotográfico da Associação. 

"O tema da memória é muito caro não somente para remontar a história da Fotoativa, que nasce em 1984 no contexto de redemocratização do país, mas também como uma reflexão sobre os dias de hoje, sobretudo neste momento que há uma tentativa de destruir as histórias, os fatos, e de distorcer a realidade, então é muito importante que isso venha com testemunhos vivos não somente a partir de relatos distantes e interpretações, as pessoas têm que fazer esse exercício coletivo de manter a memória viva e ativa”, diz Miguel Chikaoka, que deu origem a toda esta história.

Em cada encontro, um conjunto de fotografias de diferentes épocas e fases da Associação será projetado como dispositivo para despertar as memórias dos convidados e do público sobre determinados contextos, experiências, afetos e as possíveis reflexões que surgirem. 

A realização do projeto surge a partir de experiências semelhantes vivenciadas em saraus realizados pela SDDH - Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, coordenados pela jornalista Érika Morhy. Nesta primeira edição do projeto na Fotoativa, "a proposta é centrar em momentos-chave dos encontros iniciais que deram origem à Fotoativa, bem como aos movimentos culturais e políticos em ação naquela época", comenta Camila Fialho, atual presidente da associação. 

A proposta dos encontros busca construir um ambiente informal no formato de rodas de conversa. Na mesa principal, as presenças confirmadas são de Ana Catarina, Januário Guedes, Jeanne Marie e Vasco Cavalcante, e na mediação dessa conversa estarão Miguel Chikaoka e Camila Fialho, coordenadores do projeto. A ideia é que o público presente também participe desse diálogo.

Os convidados da 1ª edição

Ana Catarina: Uma das fundadoras do Fotoficina, grupo criado pelos participantes da Oficina de Iniciação à Fotografia ministrada por Miguel Chikaoka na Escola de Arte Ajir, integrou a equipe de coordenação da Oficina de Fotografia Experimental realizada na Escola Padre Leandro Pinheiro, e atuou em projetos educativos da Filmoteca do Pará.

Januário Guedes: Ativista cultural, foi coordenador da Filmoteca do Pará e integrou o grupo Fotoficina.

Jeanne Marie: Fundadora do grupo Ajir, educadora, ativista cultural, mentora da primeira Oficina de fotografia ministrada por Miguel Chikaoka em Belém, integrou o júri Fotopará – I Mostra Paraense de Fotografia, realizado pelo Grupo Fotoficina, em 1982.   

Vasco Cavalcante: Foi um dos fundadores do grupo de poesia alternativa Fundo de Gaveta, que se manteve na ativa entre os anos 1981 e 1983. Poeta participou da  Coletiva de Literatura promovida pela Secretaria de Estado da Cultura do Pará.

Serviço
A Associação Fotoatva fica na Praça das Mercês, 19, bairro da Campina - Centro histórico de Belém.

(Holofote Virtual com informações envidas pela Associação Fotoativa)

9.8.19

Estreia: Walter Bandeira sem Pecado e sem Perdão

Elenco e equipe técnica em dias de ensaio
Foto: Divulgação
Já quero ver! Em formato de teatro musicado, o espetáculo homenageará o artista de multi talentos que fez história na música popular paraense e que partiu há 10 anos. Intitulado Walter Bandeira - Sem Pecado e Sem Perdão, o musical ficará em cartaz de 16 a 18 e de 23 a 25 de agosto, sempre às 20h, no Teatro Universitário Cláudio Barradas.

O musical fará um passeio por diversas fases da vida daquele que foi cantor, letrista, intérprete, locutor, ator, professor de voz e dicção e artista plástico. O público que o conheceu irá reviver grandes momentos do artista, já quem não o conheceu experimentará o clima único de um show que tinha Walter como estrela. É diversão garantida, garante Iracy Vaz, que assina a dramaturgia e a direção geral do espetáculo.

A realização é do Grupo Teia - Teatro Experimental de Insurgências Amazônicas – que tem no elenco os atores Cassio Vitorio, Nilton Cézar e Lennon Bendelak (que interpretarão Walter em diferentes momentos) e ainda Elder Lukkas, Gláucia Pinto, Lorena Bianco e YéYé Porto.  

“O desafio de interpretar Walter é o de dar vida a um ícone paraense, de personalidade forte e marcante. Um homem que não se importou com o que pudessem dizer a seu respeito e viveu toda a sua plenitude. Um talento e uma voz inquestionáveis. Sem dúvida, um dos maiores destaques da minha carreira.", comenta Nilton Cézar.

A montagem do espetáculo reúne música, teatro, dança e audiovisual, estratégia para resgatar a efervescência da época. A assistência de direção e iluminação é de Luciana Porto, a direção musical de Dayse Addário e Ziza Padilha e a direção coreográfica de Rosângela Colares. A produção é de Fafá Sobrinho e Cristina Costa/ Produtores Criativos; a cenografia é de Tainá Marçal; o figurino de Andréia Rezende e a arte gráfica e audiovisual, de Wan Aleixo.

Serviço
Espetáculo Walter Bandeira – Sem Pecado e Sem Perdão, dias 16, 17, 18, 23, 24 e 25 de agosto, às 20 horas, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (Rua Jerônimo Pimentel 546, entre Dom Romualdo Coelho e Dom Romualdo de Seixas). Ingressos online pela plataforma Sympla e na bilheteria do teartro a R$ 40, com meia entrada para estudantes.  Mais informações: (91) 991742191 e 981718282. 

"O Conto das Duas Ilhas" está de volta em cartaz

Fotos: Alexandre Yuri
Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, a montagem do Projeto Camapu  estará em cartaz nos dias 10, às 20h, e 11 de agosto, às 11h, no Teatro Waldemar Henrique. Ingressos já à venda na bilheteria do teatro. O valor arrecadado será investido em "Flor de Jambo", o novo espetáculo previsto para estrear em dezembro.

Tecida por fios de sonho e caminhos de esperança, "O Conto das Duas Ilhas" é baseada no texto homônimo de San Rodrigues e traz para o palco uma narrativa sensível sobre o trabalho de manipulação de marionetes e sobre a delicada teia de afetos que constitui o movimento da vida.

O espetáculo traz Horácio e Marília, que vivem uma jornada de encontros e desencontros em uma ilha. Horácio é um navegante que deixa sua ilha para se aventurar pelo infinito, uma partida para encontrar a si e ao outro. A trilha sonora, assinada por Renato Torres, impulsiona a dimensão dramática das cenas, que misturam marionetismo e animação em stop motion, encantando crianças e adultos com a força e o simbolismo das imagens criadas no palco. 

“Adicionamos mais uma forma animada à peça. Era preciso um elemento pacificador na cena em que Horácio é reencontrado pelo seu criador. A cena do reencontro sempre nos pareceu muito tensa e não dava tempo para preparar o coração do espectador para o que se segue. A adição de um delicado elemento nessa cena tornou-a ainda mais poética e significativa. O Conto, apesar de dirigido ao público infantil, apresenta ambientes psicológicos muito densos. É um universo fantástico, surreal e ao mesmo tempo colorido e inventivo”, comenta San Rodrigues, diretor do espetáculo e um dos fundadores do Projeto Camapu, ao lado da companheira de cena Nina Brito.

Desde sua estréia, os retornos do público contribuíram para a lapidação do espetáculo em aprendizados presentes na cena, na constituição do texto, na sincronia dos movimentos dos títeres, no corpo das marionetes. 

“Quanto mais apresentamos, mais afinado conseguimos deixá-lo. O Conto ainda não chegou à quantidade de apresentações dos outros espetáculos do Projeto Camapu, mas a cada uma delas percebemos como melhorar e  o que ajustar para melhorar, com os  erros e acertos temos aprendido muito”, avalia Nina, que divide a cena  e a construção do espetáculo na manipulação de Marília, a títere cheia de vida que parte para salvar seu grande amigo Horácio.

O Conto das Duas Ilhas é o primeiro espetáculo concebido na esteira do projeto Planeta Iluminado, em 2017, uma experiência de imersão para mostrar ao público a ideia fundamental do Camapu: luz sobre a vida, mesmo em ambientes hostis. O nome foi inspirado no lugar de origem do Camapu, o Jardim Sideral e suas recorrentes presenças no noticiário policial. 

Quando se instalaram no local, Nina e San construíram um ateliê e o teatro Roc-Roc, onde fazem sessões de todas as montagens que criam, iluminando os olhares sobre a percepção do lugar. Assim, após o espetáculo, o grupo conversa com o público que pode conferir não apenas a cena, mas a essência do projeto de vida e de arte que conduzem as teias de afeto da vida dos criadores e de seus títeres. E agora há um novo sonho. 

Serviço
O Conto das Duas Ilhas - Apresentações no Teatro Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas nº 645). Sábado, dia 10, às 20h e domingo, 11 de agosto às 11h. Ingressos antecipados a R$ 10,00, a partir de quarta (7), das 15h às 18h, na bilheteria do teatro. Vendas disponíveis no cartão de crédito e débito. Para mais informações 98114 7149 ou 98153 0190.

Ficha técnica
Dramaturgia: San Rodrigues
Marionetistas: San Rodrigues e Nina Brito
Construção de Marionetes: San Rodrigues
Cenografia: Nina Brito
Iluminação Cênica: Marckson de Moraes
Trilha Sonora Original: Renato Torres (Gravada, mixada e
masterizada por Renato Torres no Guamundo Home Studio, Belém-
PA)
Canções: Marília, Além e O Primeiro Veleiro (San Rodrigues)
Vozes dos Marionetes: Renato Torres (Carapirá), San Rodrigues
(Horácio) e Nina Brito(Marília)
Assistente de Atelier: Glaucia de Jesus
Adereços de cena (Sol e Lua): Luciana do Carmo
Confecção de Figurino: Anne Moraes
Equipe de Captura e Animação (Stop Motion): San Rodrigues,
Nina Brito, Marckson de Moraes e Gabriel Angelo
Edição de Vídeos e Imagens: Alexandre Yuri
Assessoria de Imprensa: Yorranna Oliveira
Produção: Patrícia Ventura
Direção Geral: San Rodrigues e Nina Brito

8.8.19

Batista: leitura dramática na Casa da Linguagem

O monólogo traz os traços da vida e do legado ideológico do Cônego Batista Campos, mentor de uma das maiores revoluções populares da América Latina, a Cabanagem. A leitura dramática será acompanhada por música, nesta sexta-feira, 9, às 19h, na Casa da Linguagem. 

O ator-leitor que conduzirá o público pelos intensos caminhos do revolucionário amazônida é Stéfano Paixão. O autor do texto, Carlos Correia Santos, estará presente apresentado uma trilha musical ao som de violino, além da percussão e violão de Dailton Helder. 

Escrita em 2008 por Correia especialmente para o ator Stéfano Paixão, o texto teatral Batista foi vencedor do Prêmio IAP de Edições Culturais, 2008, na categoria Dramaturgia e foi editado em livro pelo Instituto de Artes do Pará e pela Giostri Editora/SP (edições diferentes). A leitura dramática desta quinta marca o início do processo de montagem que deverá trazer o espetáculo para os palcos até 2020, com direção de Paulo Santana.

A apresentação faz parte do projeto Teatro da Palavra, que já apresentou lituras dramatizadas de Édipo, Antígona e também das obras de Maria Lúcia Medeiros, Max Martins, Paes Loureiro e Dalcídio Jurandir, entre outros, coordenado por Alexandre Rosendo. 

Serviço
Leitura Dramática Musicada do texto dramatúrgico Batista, de Carlos Correia Santos. Com Stéfano Paixão (narração e efeitos), Carlos Correia Santos (violino e efeitos) e Dailton Helder (violão e efeitos). Projeto Teatro da Palavra. Casa da Linguagem. Dia 09 de agosto às 19h. Entrada franca.

Os escritores de Óbidos na Feira Literária do Pará

A FLiPa valoriza a cultura literária do Pará e este ano, além de homenagear Ruy Barata, vai destacar, a partir deste ano, escritores de outros municípios. A 5ª edição será em outubro, mas no dia 15 de agosto, na Livraria da Fox, escritores de Óbidos estarão e foco. Haverá degustação da culinária obidense, com doces, licores e pratos típicos.

Terra de José Veríssimo, Ildefonso Guimarães e Inglês de Souza entre outros, “Óbidos na Flipa” estará no próximo dia 15 de agosto com uma intensa programação que durará o dia inteiro, com palestras sobre seus grandes nomes, debates com os autores atuais, degustação de sua culinária e oportunidade não só de todos os obidenses que hoje vivem em Belém, mas todo o público de confraternizar nessa ação cultural.

A FLiPa é uma reação à falta de projetos culturais voltados para a divulgação da Literatura feita no Pará. Criada por um grupo de escritores, a Feira Literária do Pará é realizada há cinco anos, na Livraria Fox, com o apoio da Editora Empíreo, sempre no terceiro final de semana de outubro.

São dois dias, para que escritores locais confraternizem com seus leitores e vendam seus trabalhos. A cada ano, um escritor é escolhido para ser o patrono e tem sua obra discutida, bem como o relançamento de importantes livros, já esgotados e um concurso e lançamento de um novo escritor. O homenageado de 2019 será o grande poeta Rui Barata.

Programação
  • 9h - Exposição de obras de autores obidenses
  • 9h30 - Apresentação do Coral Julia Mouzinho (integrantes obidenses residentes em Belém)      
  • 11h - Palestra sobre José Veríssimo – José Raimundo Canto
  • 14h30 - Palestra sobre Ildefonso Guimarães – Celio Simões de Souza + Lançamento de obras de Ildefonso Guimarães pelo filho do Autor
  • 16h - Roda Literária com mediação de Tito Barata + Escritores convidados – Ademar Amaral, Bella Pinto, Delio Matos, Nazaré Imbiriba e Eduardo Dias
  • 17h00 - Lançamento do livro de Dino Priante e Nazaré Imbiriba
  • 19h - Palestra sobre Inglês de Souza – Itamar Paulino
Serviço
A Livraria da Fox fica a Dr. Moraes, entre a Av. Conselheiro e a Rua dos Mundurucus. Entrada gratuita.

Se Rasgum inscreve para seletivas e anuncia show

Banda Francisco El Hombre
Foto: Rodrigo Gianesi
Festival abre as inscrições para bandas paraenses e anuncia show de Francisco El Hombre, dia 13 de setembro, no Porto Music. 

A proposta é selecionar quatro nomes que vão fazer parte do line up do 14º Festival Se Rasgum, a ser realizado de 31 de outubro a 3 de novembro, além de um nome que irá tocar na Festa de Lançamento do Festival Se Rasgum com Boogarins, no dia 4 de outubro. 

Criada com o objetivo de apresentar mais bandas autorais paraenses para o público, as Seletivas Se Rasgum reservam um espaço para que muitas bandas se inscrevam, sejam ouvidas por um júri especializado e 10 delas se apresentem e, posteriormente, quatro delas toquem no Festival Se Rasgum. 

A novidade desse ano é que haverá espaço para mais uma 5ª colocada, que tocará na festa de Lançamento do 14º Festival Se Rasgum, dia 4 de outubro, junto com Boogarins e mais uma banda surpresa. A cada edição do Festival Se Rasgum, fica mais evidente a existência de uma pulsação artística autoral na música do estado do Pará, por isso, as Seletivas cumprem seu papel de dar holofote à essa efervescência e de dar espaço de forma justa aos diferentes artistas da música do estado.

Show de lançamento do novo disco "Rasgabeza"
Foto: Rodrigo Gianesi
Além de incentivar o crescimento profissional e provocar uma saudável disputa musical, a Seletivas Se Rasgum levam Belém a atmosfera artística que o evento proporciona, em que grupos competem amigavelmente e têm a oportunidade de se apresentar com tratamento profissional de som, iluminação, assistência de palco, backstage e produção.

O objetivo é recompensar o esforço das bandas que trabalham duro para estarem no mercado e no próprio festival para terem seu trabalho reconhecido pelo público e pela imprensa especializada (local e nacional), mas também reforçar o ideal do evento, que é o de contribuir para a profissionalização da música autoral paraense, incentivando o surgimento de novos artistas de forma democrática e participativa.

Francisco El Hombre - O novo disco da banda, Rasgabeza (Natura Musical), foi pensado a partir das catarses que aconteciam nos shows da banda. Com o intuito de sintetizar a experiência do ao vivo no registro, o grupo partiu para um trabalho que não é de meios termos, nem de meias palavras. Ora soa freak, ora soa punk, ora soa do jeito que tem que soar – fora da caixinha de definições pré-estabelecidas – para fazer reverberar a proposta da banda de expurgar vivências, urgências e o que mais estiver entalado por meio de canções. Agora, o disco chega aos palcos, espaço que tanto serviu de inspiração para a sua concepção.

Serviço
Seletivas Se Rasgum 2019 traz show de El Hombre no dia 13 de setembro, no Porto Music. Ingressos: www.sympla.com.br/serasgum. Inscrições: www.serasgum.com.br/seletivas.

(Holofote Virtual com informações do Festival Se Rasgum)

6.8.19

Comédia carioca em única sessão no Teatro do Sesi

Carlo Simões chega a Belém com o espetáculo "Os Homens Querem Casar e As Mulheres Querem Sexo 2", para apresentação única, dia 10 de agosto, às 20h30, no Teatro do Sesi. Os ingressos estão à venda no site www.eventim.com.br e na bilheteria do teatro. O ator, diretor e autor da peça bateu um papo com o blog, que você confere a seguir.

Carlo Simões traz na bagagem uma experiência de 30 anos. O ator já transitou pelas mais diversas áreas das artes cênicas. Formado pelo Teatro Tablado em 1989, tem trabalhos também na televisão como “Zorra Total”, “Guerra e Paz”, “Páginas da Vida”, “Sob nova direção”, “A Diarista”, “Senhora do Destino”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Suave Veneno”, “Que Rei Sou Eu?” e “Rainha da Sucata”, entre outros.

Em cartaz há 11 anos, com esse espetáculo, cuja primeira versão já passou por aqui, Carlo Simões já foi visto por 2 milhões de pessoas em 150 cidades do Brasil, além de Nova York, Miami e Boston. “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2” repete o mesmo sucesso do primeiro espetáculo, que mostrou Jonas (Carlo Simões) entrando em crise após ser abandonado no altar pela terceira vez. Agora, ele recebe duas revelações que mudam a sua vida.  

Está em cena com Carlo, há três aos, a atriz Drika Mattos, que também atuação em televisão, com participações no Zorra Total, e em espetáculos musicais como “As Noviças Rebeldes”, de Wolf Maia, A Magia dos Livros e Tão Louco Quanto Ir a Marte, ambos com direção de Sylvio Lemgruber. E também fez backing vocal e foi bailarina do cantor Alexandre Pires no DVD e na turnê “Em Casa” (2008/2010). A equipe da peça tem ainda Isabelle Graniso, na direção de produção, com assistência de Rhanna Guimarães, programação visual de Sandro Leal e realização da Playcine Produções.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Ficar onze anos em cartaz, de forma independente, é uma façanha. O fato de ser comédia ajuda? 

Carlo Simões: Nunca achei que fosse possível, principalmente se tratando de cultura. Mas quando você conta boas histórias e principalmente baseado em fatos reais e de forma cômica, há uma identificação imediata da plateia e só assim é possível fazer teatro sem patrocínio durante 11 anos. Foi formando casais na plateia e com um boca a boca que conseguimos fazer isso durante tanto tempo.

Holofote Virtual: O espetáculo sempre foi apresentado com a Drika? O palco é também um tipo de um casamento...

Carlo Simões: Já passaram três atrizes. Hedla Lopes, Danielle Niño e há 3 anos com a Drika. É um casamento. Drika passa mais tempo comigo do que com o marido.

Holofote Virtual: Tua praia é a comédia. Muita coisa em televisão. Formação pelo Tablado. Como o gosto pelo cômico entrou na tua trajetória? 

Carlo Simões: A comédia entrou na minha vida por acaso. Meu foco sempre foi ser galã. Mas quando ia fazer algo sensual, as pessoas riam.  Isso começou na publicidade e acabou se estendendo e foi quando fiquei 10 anos fazendo Zorra Total.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Voltando ao espetáculo. Como surgiu a ideia de trazer essa temática no texto? 

Carlo Simões: A ideia surgiu a partir do aumento de sites de relacionamentos, tipo Tinder e histórias de mulheres que passaram pela minha vida e de amigos que não deram certo. Em seguida, o IBGE publicou uma pesquisa falando sobre a inversão de valores, que a mulher trouxe pra vida pessoal a independência da profissional. Deixando o casamento, filhos e família para segundo plano. Estamos falando hoje de um assunto, o direito de igualdade num texto escrito há 12 anos atrás.

Holofote Virtual: Você já tinha vindo a Belém?

Carlo Simões: Já vim apresentar “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 1”. Mas lembro de outra vez em que estive aqui apresentando “Capitães da Areia”, com Dira Paes, André Gonçalves, Marcelo Farias e Jonas Torres, que me levaram no Lapinha.  E aconteceu um fato engraçado. Assim que cheguei, uma menina começou a me paquerar muito, fora do normal. Até disse pro André, ‘acho que vou casar e vir morar em Belém’. Ela me cobrou 50 reais depois do nosso papo, fiquei arrasado, já achei que estava virando galã.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Chegar até aqui não é fácil. Nunca acessaram as políticas públicas para estas circulações? Aliás as políticas públicas para a cultura estão cada vez menos presente no país de hoje.

Carlo Simões: Sempre fizemos de forma independente, acessar a política pública era entrar numa fila interminável sem a garantia de que iríamos conseguir levantar o espetáculo. Hoje isso está mais pulverizado, mas a política pública tem que ser administrada por pessoas que entendam do que fazem, e a Lei Rouanet é uma concessão pública de arrecadação. Então, não pode ser escolhas de empresas que tenham interesse comercial no produto. Cultura é cara, seja no teatro, cinema, exposições, música... Então, prestigiar os espetáculos é manter a mente de um povo viva, criativa.

Holofote Virtual: O que as pessoas podem esperar do espetáculo? Boas risadas?

Carlo Simões: Cada lugar tem sua peculiaridade.  Como temos 30 minutos de improviso, sempre brinco com coisas que fazem parte do dia a dia da cidade em que estamos.  É uma comédia rasgada, imagina uma história em que de tanto um homem reclamar para Deus que não encontra uma mulher pra casar, Ele então resolve vir como ele sempre sonhou, mulher e cearense. Formamos casais na plateia. Dou beijo na boca e o restante é só indo pra assistir.

Serviço
“Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2”. No Teatro Sesi - Av. Alm. Barroso, 2540 – Marco. Dia 10 de agosto às 20h30. Ingresso: R$100,00 (inteira). Informações: (91)3366-0972. V Capacidade: 417 lugares. Classificação: 14 anos. Duração: 80 min.