31.10.17

"Lesbigay" em votação no 1o Women's Music Event

Fotos: Júlia Rodrigues
Filmado na maior ocupação artística da América Latina, o clipe “Lesbigay”, da paraense Aíla, é um dos trabalhos indicados ao  Women's Music Event. Promovido pela WME, plataforma digital criada para aumentar o protagonismo da mulher na música – e a VEVO Brasil, a primeira edição do prêmio é uma iniciativa inédita na história da música brasileira. A premiação passa por uma votação em tês etapas: categoria voto popularaté 3 de novembro, voto técnico e homenageadas pelo conjunto da obra. A cerimônia será no dia 28 de novembro, com transmissão ao vivo, das 20h às 21h30, pelo site do evento.

Expoente da nova música produzida na Amazônia, a cantora e compositora Aíla lançou, no último domingo, 29, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica o clipe “Lesbigay”. A faixa, parceria com Dona Onete, integra o disco “Em Cada Verso Um Contra-ataque” (Natura Musical), segundo álbum da carreira. O vídeo está disponível no YouTube e escancara o direito de “amar sem pudor”.

“Fizemos essa música pensando o 'Lesbigay' como um lugar que deveria ser comum, habitual, onde todos podem ser livres –, apesar de parecer, no contexto carregado de preconceito e ódio em que vivemos hoje, um lugar idealizado”, comenta Aíla. “A música quer fazer dançar nossos corpos dissidentes, afirmar o brilho que ninguém vai fazer desaparecer, escancara o direito de amar a quem se quer. 'Lesbigay' - a música, ou o lugar referido na música - é onde continuaremos dançando, construindo nossos espaços de afeto”, completa a artista.

O vídeo foi gravado na Ocupa Ouvidor 63 - a maior ocupação artística da América Latina, com mais de 100 residentes que lutam para conquistar definitivamente o espaço. O prédio de 13 andares, localizado no centro de São Paulo, está ocupado desde 1º de maio de 2014. Mais que cenário, tornou-se personagem fundamental do vídeo à medida que é, ele próprio, um forte símbolo de resistência.

“Gravar o clipe na Ocupa Ouvidor é uma maneira de dizer que apoiamos esse movimento de ocupação, que queremos fortalecê-lo. Essas pessoas estão lá vivendo, fazendo arte e colaborando com a cidade. E elas têm todo o direito de estar ali”, defende a diretora Vera Egito.

Personagens da vida real

Para compor o elenco, a equipe de produção buscou personagens reais – performers e ativistas gays, lésbigas ou transsexuais – como a rapper Luana Hansen, o coordenador do Ibrat (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades), Lam Matos; os performers Alma Negrot e Coletivo Animalia; e também moradores da Casa 1, centro cultural e república de acolhimento a LGBTs em situação de risco. As professoras aposentadas, Ana Maria Oliveira e Carmem Almeida, companheiras há 17 anos, também participam do vídeo.

Co-diretora do videoclipe, Jéssica Queiroz reforça a importância de ter um elenco formado por militantes da causa LGBT. “O clipe fala muito sobre libertação. O ‘Lesbigay’ é esse lugar que não é uma festa, um endereço, mas um sentimento, uma experiência, ele não existe no mapa. No vídeo, Aíla vai avançando as escadas e ‘se descobrindo’ à medida que encontra pessoas com diferentes histórias pra contar, diferentes vivências. Por isso foi tão valioso contar com personagens reais, não-atores”, diz.

Lesbigay integra uma série de cinco videoclipes, que vai originar um pencard audiovisual. O projeto tem o patrocínio da Vivo, via Lei de Incentivo à Cultura Semear, Fundação Cultural do Pará e Governo do Estado do Pará. A Vivo incentiva projetos que promovem a valorização da cultura brasileira em diferentes regiões do país. Em 2016, a empresa apoiou mais de 100 projetos por meio das leis de incentivo à cultura, que beneficiaram mais de 2 milhões de pessoas.

LESBIGAY
Aíla/ Dona Onete

Onde o amor não tem cor, nem nome, nem pressa
Onde a vida é livre e nada mais interessa
Eu não sou pecador
Só quero amar sem pudor

É lá que eu vou te encontrar em pleno luar
Basta você me ligar que eu vou correndo te amar
Eu não vou mais esperar
Eu quero é me libertar!

Senti saudade voltei lá no lesbigay
Senti saudade voltei lá no lesbigay (x2)

Trajetória marcada pelo ativismo e busca de liberdade

Aíla nasceu na Terra Firme, bairro da periferia de Belém. É um dos principais nomes da nova música produzida no Pará e no Brasil. Com um timbre marcante e intensa personalidade no palco, ganhou destaque em 2012, com o álbum "Trelêlê", lançado através do projeto Conexão Vivo, em que misturou a tradição popular musical do Pará com uma sonoridade atual, passeando por referências que vão do brega ao pop, da guitarrada ao carimbó, da cúmbia ao zouk love.

De lá pra cá, o lado ativista e inquieto de Aíla tomou a frente de seu trabalho, e a poesia antes romântica e “fulêra”, deu lugar a versos afiados e certeiros. Em 2016, Aíla lançou "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", pelo edital Natura Musical, com pegada artivista, canções próprias e de parceiros, além de uma inédita de Chico Cesar e outra em parceria com Dona Onete.

No trabalho, ela investe em uma sonoridade mais pop, que flerta com as distorções do rock e ao mesmo tempo com os beats eletrônicos, reflexo também da conexão Belém - São Paulo, onde reside hoje. O disco discute temas urgentes, como feminismo, questões de gênero, assédio, intolerância e resistência, e entrou nas principais listas de melhores do ano. Com ótima repercussão de mídia e público, o show já passou por locais emblemáticos, como Circo Voador (RJ) e Teatro Oficina (SP).

O olhar feminino pela transformação social

Vera Egito e Jéssica Queiroz
Vera Egito é Diretora de "Amores Urbanos", seu primeiro longa-metragem lançado em 2016. Foi apresenta no Festival de Cannes de 2009, como "jovem talento promissor" do cinema brasileiro. 

A diretora abriu e fechou a Semana da Crítica do prestigiado evento naquele ano, com os curtas “Elo” e “Espalhadas pelo ar”. Também estudou cinema na Escuela de Cine y TV de San Antonio de los Baños, em Cuba e foi assistente de direção do filme "O cheiro do ralo", de Heitor Dhalia. Ao lado do mesmo diretor, ainda contribuiu para o roteiro de "À Deriva" e do longa "Serra Pelada".

Jéssica Queiroz formou-se em Edição Audiovisual pelo Instituto Criar e é graduada em Direção Cinematográfica pela Academia Internacional de Cinema. Trabalha há anos com edição de publicidade. No cinema, dirigiu o documentário "Vidas de Carolina" (2014), as ficções "Número e Série" (2015) e "Peripátetico" (2017). Acredita que o cinema é uma ferramenta de transformação social, fazendo de seus filmes uma representação do olhar de dentro da periferia.

Ficha Técnica

Aíla – videoclipe “Lesbigay”
Produtora: Paranoid
Direção: Vera Egito e Jéssica Queiroz
Produção executiva: Fernanda Geraldini
Produção: Sofia Aquino
Assistente de direção e produção: Bianca Soares
Direção de fotografia: Julia Zakia
1 AC: Cosmo Roncon
Logger: Fabio Henrique Batista Moraes
Eletricista: Diogo Costa
1o Ass. de eletricista: Marcelo Brasil
2o Ass. de eletricista: Eduardo Neves
Direção de arte e figurino: Vitor Nunes
Ass. de arte e figurino: Mauri Miglioli
Make up / hair: Amanda Pris e Ester Ganev
Coordenação de finalização: Camila Doimo
Montagem: Mariana Becker
Correção de cor: Julia Bisilliat
Arte de Letreiros: Julia Balthazar
Finalização: Psycho n' look

Elenco principal: Lam Matos - Homem Trans, militante e coordenador do IBRAT - Instituto Brasileiro de Transmasculinidades / Luana Hansen - Lésbica, feminista, ativista, DJ, MC e produtora musical / Alma Negrot - Drag queer, de gênero híbrido, artista visual, performática e bruxa / Ana Maria e Carmem - lésbicas, juntas há 17 anos, casaram em 2014 / Animalia - grupo de performers não binárias e travestis, experiência sensorial, diálogos entre imagem, som e corpo / Moradores casa 1 - Centro Cultural e República de acolhimento a LGBTs em situação de risco.

Realização: 11:11 Arte, Cultura e Projetos
Patrocínio: Vivo / Lei Semear / Fundação Cultural do Estado do Pará / Governo do Estado do Pará
Saiba mais:  www.ailamusic.com

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

27.10.17

Flávio Venturini canta grandes sucessos em Belém

O mineiro Flávio Venturini retorna a Belém com o seu novo show “Paisagens Sonoras”, que reúne grandes sucessos e as várias vertentes do artista. A noite abre com a cantora paraense Juliana Sinimbú, que vai mostrar o novo trabalho, lançado recentemente. A partir das 21h, nesta quarta-feira, 1º de novembro, no Tábuas de Maré.

Ele já tinha conquistado reconhecimento em Minas, com o Clube da Esquina, tendo passagem como cantor, compositor e tecladista em bandas como ‘O Terço’ e ‘14 Bis’, quando resolveu traçar sua carreira solo, inaugurada com o álbum “Nascente”, em 1981. O disco o revelou como intérprete e autor apurado, a partir da faixa-título, gravada anteriormente por Milton Nascimento, e das clássicas “Espanhola” e “Princesa”.

No show “Paisagens Sonoras”, ele vai cantar grandes sucessos como “Todo azul do mar”, “Noites com Sol”, “Pierrot” e a versão em inglês para o hit “Nascente”. Vai mostrar sua ligação com o erudito em “Céu de Santo Amaro", “Fotografia de um amor” e “Retratos”, entre outras. O show ainda conta com temas instrumentais, que estão sempre presentes em sua carreira. No palco, Flávio Venturini será acompanhado por Christiano Caldas (teclados), Eneias Xavier (baixo), André Godoi (bateria) e Augusto Rennó (guitarra).

Versatilidade e carisma musical

Milton Nascimento, Caetano Veloso, Nana Caymmi, Ivan Lins, Renato Russo, Ed Motta, Guinga, André Mehmari, Leila Pinheiro, Ney Matogrosso, Alcione, João Bosco e Jorge Vercillo são alguns dos artistas da MPB que já interpretaram composições de Flávio Venturini e mostraram assim a sua força de melodista e versatilidade como compositor.

Ao longo dos anos 80 e 90, Venturini se consagrou como um dos grandes hitmakers brasileiros em álbuns como “Andarilho de Luz” (1984), “Cidade Veloz” (1990), “Noites com Sol” (1994), “Beija-Flor” (1996) e “Trem Azul” (1998). Além das melodias e harmonias elaboradas, sua marca é o canto suave e o lirismo contundente num universo de canções irresistíveis.

Lançou o DVD “Não se Apague esta Noite” (2009), gravado ao vivo no Museu das Artes da Pampulha, em Belo Horizonte, e os discos “Canção sem Fim” (2006) e “Por que Não Tínhamos Bicicleta” (2004), ambos por seu próprio selo, Trilhos.Arte.

Entre as apresentações pelo Brasil e festivais no exterior, em 2014, ele lançou o CD ‘Venturini’, com músicas inéditas e mostrando várias tendências do seu rico universo de composição. Em sua trajetória como cantor, pianista e arranjador, Venturini vendeu mais de 1 milhão de cópias em 25 álbuns, com inúmeras músicas emplacadas para o teatro, cinema e TV.

Juliana  Sinimbú abre a noite mostrando novo trabalho

A cantora mostra o trabalho novo, “Sobre amor e outras viagens”, de sonoridade pop eletrônica. O CD foi lançado recentemente e traz parcerias com Matheus VK, Duda Brack e Jeff Moraes, além de versões do melody, Louca Saudade e do funk carioca dos anos 90, Só depende de Você. O disco foi produzido em parceria com Arthur Kunz (Strobo) e mixado por Martin Scian. 

Serviço
Flávio Venturini e Juliana Sinimbú no Tábuas de Maré. Na próxima quarta-feira, 1º de novembro, às 21h – Rua São Boaventura, 106 (rua à direita no final da Tamandaré), Cidade Velha. Ingresso: R$ 40,00 (venda antecipada na Loja W249). Informações gerais: (91) 982835738.

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa) 

Espetáculo e contação de histórias no Amostra Aí

Fotos de Alexandre Yure
O Amostra Aí, programa que a cada mês, ganha mais o apreço da garotada, está de volta neste sábado, 28 de outubro, com duas contações de histórias, uma delas já residente, "As histórias que meu guarda-roupa guarda", com "Nanan Falcão, e a outra, "Ribeiro", com Ângelo Fonseca, o Saci. E para fechar a noite, tem "Jardim de Alice", o mais novo espetáculo do Projeto Camapu. Tudo começa às 19h. A entrada vale quanto você puder pagar.

Ângelo Fonseca trabalha com arte, dança e criação de bonecos. Ele ficou conhecido como Saci, depois de um trabalho que desenvolveu com garotos em situação de rua na cidade de São Paulo. Aqui, ele também já é bem conhecido pelos pequenos que frequentam as programações criativas da cidade. E é o Saci que abre o Amostra Aí, com a primeira história da noite.

Abordando as encantarias do Baixo Amazonas, ele conta a história de “Ribeiro”, promesseiro que chega na cidade de Belém, desgastado e trazendo numa cesta, bonecos da mitologia amazônica, que fazem reclamações e pedem proteção a Nossa Senhora de Nazaré. O Curupira reclama das matas que estão sendo destruídas. A Iara reclama das hidrelétricas que estão destruindo os rios. Tudo com aquele humor que gera reflexão e crítica sobre as ações que estão sendo feitas contra a natureza.

Em seguida, entra em cena, Nanan Falcão, que está de volta à programação com a contação “As Histórias que meu guarda roupa guarda", criada a partir de sua pesquisa pessoal sobre figurino e atuação. Trazendo narrativa recheada de informações, Nanan questiona: "Imaginem se as roupas falassem? O que aquela blusa de duas décadas atrás contariam sobre você? E aquele vestido de sua avó, como ele contaria a história de sua família? Pensando assim, quantas histórias será que cabem em um guarda-roupa?”. Atuante do coletivo Casarão do Boneco e mantenedora do Atelier de Nanan, a também atriz, é estudante do curso técnico de figurino cênico na Escola de Teatro e Dança da UFPa.

Fechando a noite com “Jardim de Alice” 

É o mais novo espetáculo do projeto Camapu. Teatro com marionetes, "Jardim de Alice" fala de lembranças singelas e preciosas, escondidas através do tempo, dentro de nossas bagagens emocionais. Fala das brincadeiras de infância, fantasias e momentos que guardamos como um tesouro muito íntimo.

O que um louva-deus, um caramujo, uma vespa e uma joaninha tem em comum? Eles são a mais preciosa lembrança de Alice, que ela guardará como um tesouro. E Alice é a mais preciosa lembrança deles. Mas Alice está crescendo, é seu último dia naquela casa de infância e seus amiguinhos do jardim se despedem dela e a saúdam com músicas e poesias, que recordam o que ela fez por cada um deles.

Com atuação de San Rodrigues e Nina Brito, além da trilha sonora especial de Renato Torres, o Projeto de Camapu pesquisa o teatro com marionetes e é referência na cidade de Belém, com sede no bairro do Sideral.

Autogestionado e atento ao público infantil

Espaço cultural autogestionado, o Casarão do Boneco busca valorizar o teatro como linguagem que produz e atua na cidade de Belém. Abrindo espaço para grupos, produzindo oficinas e se mantendo através de projetos como o esse, sempre com acesso pela política do Pague o Quanto Puder, o espaço vem abrindo suas portas para diferentes públicos. O Amostra Aí é a programação mensal do Casarão do Boneco, que tem em foco o público infantil, e sempre acontece no último sábado de cada mês. 

É diversão certa, para todas as idades, em ótimo ambiente. Vale conferir.

Amostra Aí
19h “Ribeiro” com Angelo Fonseca
19h30 “As histórias que meu guarda-roupa guarda” com Nanan Falcão
20h “O Jardim de Alice” com San Rodrigues e Nina Brito

Serviço
Onde fica: Av. 16 de Novembro, 815, lado esquerdo, antes de chegar na Praça Amazonas, em Belém do Pará. O valor do ingresso é Pague quanto puder.

24.10.17

VerParacuri em despedida no Casarão do Boneco

Prepare-se para imergir na cultura da cerâmica marajoara. “VerParacuri” traz o artesanato de Icoaraci ressignificado em linguagens artísticas. O projeto estreou em escolas públicas do distrito, passou pela Casa das Artes e encerra temporada em Belém, nesta quarta-feira, 25, às 20h. No Casarão do Boneco, com entrada franca.

Laços afetivos e memória levaram a atriz e contadora de histórias, Vandileia Foro a dar início uma pesquisa sobre o artesanato produzido em Icoaraci, distrito de Belém. Ela nasceu lá e possui desde muito cedo, uma relação direta com a cultura local da cerâmica. 

“Tenho parentes que trabalham nas olarias e sempre levam para casa da minha mãe seus artesanatos: os pratos com brasões de times de futebol, vasos e suportes para pendurar chaves com imagens de búfalo”, diz Vandileia.

Intitulada “O Artesanato do Paracuri em Teatro de Formas Animadas”, a pesquisa desenvolvida com recursos do Prêmio de Pesquisa e Experimentação Artística/ Edital Seiva 2017 da Fundação Cultural do Pará, reuniu materiais, entrevistas e imagens, que resultaram na performance  "VerParacuri".

A criatividade do artesão e a paisagem em torno das olarias foram objetos de pesquisa e experimentações. A atriz observou o trabalho dos artesões e o envolvimento de familiares na produção, que resulta em peças com riscos e desenhos que variam e trazem novos elementos, diferentes dos traços e formas tradicionais. 

“Nas conversas com o seu Rosemiro Pinheiro, um dos artesãos mais antigos, e devido à pesquisa em antropologia, que fiz no curso de Licenciatura em História, ficou claro o hibridismo das peças, por misturarem elementos de referência Marajoara, Tapajônica, Rupestre e ainda da cultura local, como os brasões de clubes de futebol, formas de animais como cachorros, aves, sapos”, conta Vandileia.

Cotidiano e novos elementos na produção

A atriz diz que já havia curiosidade em dar anima e vida à cerâmica. O teatro de formas animadas já era um caminho, mas na pesquisa de campo, ela foi percebendo que outros elementos precisavam estar neste trabalho.

“O resultado cênico da pesquisa traz as linguagens que já me constituem artisticamente, e que vão se relacionando junto como teatro de formas animadas”, explica Vandileia.  

As experimentações cênicas partiram de induções propostas por Adriana Cruz e Paulo Ricardo Nascimento, atores fundadores da Cia In Bust Teatro com Bonecos, referência em pesquisa e atuação com o teatro de formas animadas no país. “Eles são responsáveis pela consultoria em teatro de formas animadas e direção, e que indicaram a escrita de cartas, como mote para a dramaturgia e construção de cena”, diz Vandileia.

Cerâmica e resistência no Paracuri

O Distrito de Icoaraci é um pólo produtor da cerâmica Marajoara, na Região Norte. E o bairro do Paracuri, pesquisado por Vandileia, ainda é o mais representativo, em número de famílias artesãs que modificam a matéria-prima de origem mineral, a argila, em artefatos de cores e texturas diferenciadas. 

As olarias ficam, na maioria das vezes, nos quintais das casas, e a produção, de acordo com a pesquisa, segue ativa. As peças são expostas em lojas que ficam na Av. Soledade, e nas barracas da Feira do Paracuri, na Orla da Praia do Cruzeiro. Há preocupação com baixa na produção e venda, devido ao circuito comercial e mercado informal que se intensificaram.

Vandilea Foro espera que a circulação do trabalho possa trazer novos olhares ao artesanato do Paracuri e aos artesão, "que resistem ao tempo e à industrialização ‘made in China’", comenta e promete desdobramentos. “Pretendemos levar a outros espaços culturais de Belém, Icoaraci e também, mais uma vez, no Paracuri”, comenta. 

Ficha Técnica
“O Artesanato do Paracuri em Teatro de Formas Animadas” 
  • Vandiléia Foro – Atriz / Pesquisadora 
  • Maurício Franco – Ator / Visualidade Cenoténica
  • Karina Paes - Registros fotográfico e videográfico nas olarias 
  • Debora Ribeiro – Design gráfico
  • Inaiá Paes – Confecção de figurin
  • Fabio Hassegawa – Edição de som e imagens dos vídeos
  • Rafael Café – Captação de sons nas olarias  

In Bust Teatro Com Bonecos – Consultoria em formas 
  • Adriana Cruz – Diretora 
  • Paulo R. Nascimento – Diretor 

Produtores Criativos – Produção 
  • Cristina Costa – Coordenadora de Produção 
  • Fátima Sobrinhoo - Produção 
  • Thiago Ferradaes - Operação audiovisual 

Serviço
VerParacuri, última apresentação da temporada, nesta quarta-feira, 25, às 20h. Casarão do Boneco - Av. 16 de Novembro, 815, próx. à Praça Amazonas. Entrada franca.

23.10.17

Dany Batista traz musicalidade santarena a Belém

Energia feminina da Amazônia no espetáculo “Show da Música Paraense”, com repertório marcado pela sonoridade do carimbó, merengue e calypso. Participação especial dos cantores Mahrco Monteiro e Lorena Monteiro. a direção musical é de Edgar Matos, com produção de Gláfira. Nesta quarta, 25, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa.

Há 4 anos, Dany Batista saiu de Santarém para a capital em busca de realizar o sonho: gravar o primeiro CD, ponto de partida para construir sua carreira musical. Mulher Amazônida, de traços cablocos, ela é filha de pescador e herdou do avô, o dom na música, e o gosto pelos ritmos amazônicos, com herança e influência mocoronga. 

O projeto “Show da Música Paraense” foi uma das 26 apresentações artísticas contempladas pelo edital Pauta Livre da Fundação Cultural do Pará. “Estar entre os projetos aprovados e poder realizar um show de teatro com esse porte é uma oportunidade única pra mim e acredito que isso possibilita que outros artistas em início de carreira possam realizar um show em um espaço como Margarida Schivasappa”, afirma.

De acordo com a cantora, o público pode esperar no show desta quarta, 25, a força de seu talentoe a beleza de suas canções. 

“Eu sou filha do rio Tapajós e trago em minha sonoridade toda essa influência, das belezas naturais, dos animais, do boto tucuxi, do amor e sentimentos do meu lugar de origem. Eu sinto essa mulher amazônica na pele”, diz.

O show conta com o convidado Mahrco Monteiro, cantor com trinta anos de carreira, e que tem em seu repertório a presença de ritmos do norte e latinos. “Eu de cara topei participar desse show, por que eu gosto de gente boa. É muito prazeroso estar com a nova geração da música paraense da qual a Dany Batista faz parte. Tudo é troca de informações e experiências musicais”, afirma Mahrco Monteiro.

Além de Mahrco Monteiro, haverá também a participação da cantora Lorena Monteiro. Dany Batista será acompanhada por nomes de peso da música paraense como Mário Jorge, no baixo, Davi Amorim, na guitarra, e Wili Benitez,  na bateria.

Serviço
O Show da Música Paraense, com Dany Batista. Nesta quarta-feira (25), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa. Ingressos: R$ 10,00. Mais informações:  91 983666494.

21.10.17

Arismar do Espírito Santo faz show em Belém

"Roda Gigante" traz o multi-instrumentista, acompanhado pro Gabriel Grossi (gaita), e Bebê Cremer (acordeon), e abertura, com Delcley Machado, neste sábado, 21, às 21h, no Tábuas de Maré. Amanhã (22), o músico autografa seus discos, às 13h, na Confraria do Fraga (9 de Janeiro, 1683, entre Gentil e M. Barata).

Hoje à noite, Arismar vai apresentar as principais composições dos seus álbuns, incluindo o Flor do Sal, recentemente lançado pelo selo Maritaca. Em seus pouco mais de 40 anos de carreira voltada para a música instrumental, o músico está no auge da criação e produção artísticas, envolvendo várias linguagens, como a poesia, crônica, fotografia, ilustrações, desenhos e claro, a música. 

Multi-instrumentista, arranjador e compositor, tem seu nome consagrado no meio musical, sendo  referência em vários instrumentos. Arismar é considerado um músico completo, com uma maneira única de tocar e compor, sob a força máxima da intuição e espontaneidade. Sua música é composta de harmonias inusitadas, improvisos melódicos, ritmo contagiante e enorme criatividade. Traz para cada instrumento as experiências desenvolvidas na bateria, no baixo, no piano,na guitarra e no violão 7 cordas.

Em sua carreira vem atuado em shows, gravações e diversas turnês com outros grandes nomes como Hermeto Pascoal (piano), com quem, ao lado de  Nenê (bateria) esteve em sete países da Europa, comandando o baixo. Levou sua música também ao Blue Note de Tokio e Fokuoka, ao Umbria Jazz Festival, à Portugal, à Tenerife. Participou do ano do Brasil na França, como solista e como diretor musical da Caravana do Estado de Tocantins. Na Argentina e Uruguai representa o Brasil no Projeto Veredas Del Sur.

Arismar vem ministrando Master Classes e apresentado concertos no Circuito Universitário dos EUA (Trinity College, Rhode Island College, Wheeler School Providence, University of Hartford, Real Art Ways, Newigton Public Library, Manhattan School, Roger Williams University, Nyack College, Towson University, Philadelphia Museum of Art, Yale University, Mc Neese State University) e em diversos festivais de jazz ao redor do mundo.

A Orquestra Jazz Sinfônica e a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo apresentaram concertos especiais com suas composições e participação como solista em vários instrumentos.  Em sua trajetória consta ainda o Prêmio Sharp de Música e o título de um dos dez melhores guitarristas do Brasil. 

O músico já teve lançado seu dois songbooks, o Cia das Cordas, com os  temas do CD Alegria nos Dedos; e Caderno Acre (Funarte) fruto do trabalho de Criação Musical desenvolvido no Estado do Acre (Prêmio Funarte de Música Brasileira). Sua importância pra música brasileira já se mostra consolidada, fazendo de seu nome um dos maiores e mais importantes para a história da música. 

Veja a discografia:

Selo Maritaca

  • Arismar do Espírito Santo: 10 anos; 
  • Estação Brasil, Foto do Satélite, 
  • Alegria nos Dedos
  • Roupa na Corda
  • Roda Gingant
  • Flor de Sal

Selo Biscoito Fino

  • Uma porção de Marias

Selo Rob Digital

  • Essa Maré  

Selo Lua Music América

  • Glow 

EMI

  • “Cape Horn”, com Toninho Horta. 

Serviço
Show Roda Gigante de Arismar do Espírito Santo - com Bebê Cremer e Gabriel Grossi. Abertura de Delcley Machado. Sábado, 21 de outubro, às 21h. No Tábuas de Maré - Rua São Boaventura, 104
Ingressos à venda no local. Em Belém o show "Roda Gigante" conta com apoio da Rede Cultura de Comunicação, Restaurante Buiagu, Atrium Hotel Quinta das Pedras e Atitude Cultural.

Tem Drops do Se Rasgum neste final de semana

A programação do Drops Se Rasgum, eventos gratuitos que antecipam o Festival, continua com mais duas atrações neste final de semana: o cantor e compositor Andro Baudelaire faz show neste sábado (21), às 18h, no Café do Ziggy Club, e o projeto Reis do Eletro - formado por Marcos Maderito, Waldo Squash, David Sampler e Joe Benassi (criadores do eletromelody) - apresenta-se no palco em frente ao Banco da Amazônia, no domingo (22), às 11h, para uma opção a mais de lazer nas proximidades da Praça da República.

Segundo colocado nas Seletivas Se Rasgum 2017, Andro Baudelaire atua há mais de 10 anos na cena musical paraense e tem em sua trajetória shows nacionais e internacionais com as bandas Vinyl Laranja e The Baudelaires. 

Em setembro, ele ficou em segundo lugar nas Seletivas Se Rasgum. Em 2016 lançou seu primeiro trabalho solo, intitulado “Sampleando Tchaikovsky”, resgatando suas origens paraenses, e neste ano, lançou seu segundo disco: "Egrégora", no qual continua flertando com ritmos regionais de um jeito peculiar. Paralelamente, Andro continua produzindo e gravando com novos artistas no seu estúdio “Abbey Monsters”, contribuindo para a constante renovação da cena local.

“É um show com um formato especial, mas já perto do que será o show dentro do Festival, só vamos tirar parte da bateria para não ficar tão pesado. Até pelo ambiente, a ideia é que seja algo mais leve. Do ponto de vista das composições, comecei a flertar com a guitarrada e estilos regionais e estou preparando um disco para lançar, quem sabe, ano que vem, apesar de ser diferente do que eu vinha fazendo. Meus hormônios de adolescente não deixavam eu gostar de muita coisa, era só rock e música clássica. Agora está vindo de forma natural, com a minha aproximação desses ritmos”, comenta Andro.

Os Reis do Eletro no calçadão da Presidente Vargas

Já os Reis do Eletro, projeto que une várias vertentes do som eletrônico popular paraense - tanto o eletromelody, que é uma vertente mais de pista, quanto do melody, que é o lado mais romântico do movimento - vão mostrar as músicas já conhecidas do público totalmente remixadas, mas mantendo a originalidade do movimento que une as possibilidades da tecnologia à música. E a ideia é justamente essa: mostrar o quanto esses estilos estão interligados através das músicas que fazem sucesso em toda a capital paraense, além de mostrá-los com uma nova roupagem para o Brasil e para o mundo.

“O projeto surgiu para dar continuidade ao que a gente já vem realizando e contribuir com a cena, especialmente do tecnobrega, como a gente chama esse movimento que acaba incluindo outras vertentes do brega misturado com o tecno. A ideia é trabalhar localmente e com parcerias nacionais. Pegamos músicas que já foram gravadas e fizemos novas versões, mas sem mexer na essência, mexendo apenas nas baterias e na mixagem. O brega vive em constante evolução”, explica Waldo Squash.

Festival Se Rasgum

Com artistas de todas as regiões do Brasil, a programação também inclui painéis, debates, rodada de negócios e workshops, o Festival Se Rasgum ocorrerá de 13 a 18 de novembro, com patrocínio máster da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet, e co-patrocínio da Faculdade Estácio através da Lei Tó Teixeira. Os ingressos do primeiro lote com valor promocional já estão à venda pela internet e em postos físicos (Ziggy e Shopping Boulevard).

O 12º Festival Se Rasgum tem patrocínio máster da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet, e co-patrocínio da Faculdade Estácio através da Lei Tó Teixeira. Os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum. Além dos patrocinadores, o Festival tem como marcas oficiais Spotify (Player), Budweiser (cerveja),  Rádico Cultura e TV Liberal (veículo).

 O line-up deste ano tem mais de 30 atrações: Emicida (SP), Ava Rocha (RJ), BaianaSystem (BA), Cidadão Instigado (CE), Afrika Bambaataa (EUA), Francisco, El Hombre (SP/MEX), João Brasil (RJ), Eloi Iglesias,  Maglore (BA), Selvagens à Procura de Lei (CE), Ventre (RJ), Estrela Leminski e Téo Ruiz (PR); azaré Pereira, Juliana Sinimbú, Baile do Mestre Cupijó, Marisa Brito, Machete Bomb (PR), Molho Negro, André Prando (ES), Projeto Rivera (CE), Loomer (RS), Terno Rei (SP), Turbo, The Baudelaires, Uaná System, Inesita, Andro Baudelaire, Kikito, Dois na Janela, Os Rei do Eletro, Giovani Cidreira (BA), Seletivas, Muntchako (DF), Lava Divers (RJ).

Programação Drops Se Rasgum. 
Entrada franca

21/10 (sábado), 18h - Andro Baudelaire, no Café do Ziggy (Tv. Benjamin Constant,  1329 - Nazaré)
22/10 (domingo), 11h - Os Reis do Eletro, no Banco da Amazônia (Av. Pres. Vargas, 800 - Campina)
28/10 (sábado), 17h - Kikito, no Vila Container (Av. Magalhães Barata, 62, Reduto)
04/11 (sábado), 18h - Juliana Sinimbú, no Shopping Boulevard (Av. Visconde de Souza Franco,  776 - Reduto)
11/11 (sábado), 18h - Marisa Brito, no Shopping Boulevard (Av. Visconde de Souza Franco,  776 - Reduto)

Passaportes - Se Rasgum 2017
Vendas pela internet no site www.sympla.com.br/serasgum   
Pontos físicos -  Ziggy Hostel Club: Quarta a sábado, 17h até o fechamento do Ziggy e Boulevard Shopping Belém: quiosque no 2º piso, próximo ao Boticário

Passeio Completo
Esse passaporte dá direito a toda a programação do Festival Se Rasgum: 5 noites e mais de 30 shows por um preço super promocional. (Não inclui os shows e festas no Ziggy Hostel Club). Valor: R$ 85,00.

Bora Fechar
Com esse aqui, tens entrada garantida nos dois últimos dias da programação, ou seja, dia 17/11 Açai Biruta (sex) e 18/11 no Parque dos Igarapés (sáb). Valor R$ 50,00.

Ingressos individuais
Cafe Com Arte: R$ 15,00
Teatro Margarida Schivasappa: R$ 20,00
Noite midsummer madness no Ziggy - After Party: R$ 15,00
Estação Das Docas: entrada gratuita
Noite Balaclava Records no Ziggy - After Party: R$ 15,00
Açai Biruta: R$ 20,00
Parque dos Igarapés: R$ 40,00

Programação Completa
www.festival.serasgum.com.br
Informações: (91) 3038-3950

17.10.17

Workshop de Técnica Vocal no Festival Se Rasgum

A cantora Marisa Brito realizará no dia 15 de novembro workshop gratuito sobre “Técnica Vocal para cantores” na programação do Music on The Table, atividade paralela que integra o 12º Festival Se Rasgum. 

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do site www.festival.serasgum.com.br, apenas com o preenchimento de uma ficha virtual, com nome, e-mail, telefone e um mini-currículo. 

A atividade é voltada para cantores profissionais ou que estão iniciando uma carreira e será feito no formato de bate-papo, com exercícios, para uma melhor performance de cantores. São ofertadas 25 vagas. O 12º Festival Se Rasgum tem patrocínio máster da Oi, pelo Programa Oi Futuro, através da Lei Semear de incentivo à cultura, do Banco da Amazônia através da Lei Rouanet, e co-patrocínio da Faculdade Estácio através da Lei Tó Teixeira.

Entre os temas que serão abordados por Marisa Brito estão: dicas sobre afinação, projeção, articulação, cuidados vocais, mitos e paradigmas sobre estética vocal e ainda uma conversa sobre estudos científicos recentes sobre voz. Também serão passadas dicas sobre as diferenças entre técnicas para gravação e para apresentações ao vivo, com a proposta de estabelecer um espaço aberto para tirar as dúvidas trazidas pelo público.

 Há dois anos, a cantora já havia ministrado uma atividade no festival, mas ela diz que quem quiser pode participar novamente, já que desta vez a dinâmica será diferenciada.

“Desta vez faremos um espaço aberto para direcionamento de temas e quero me colocar à disposição para sanar dúvidas. Existem muitos mitos em torno do trabalho vocal e quero falar sobre esses assuntos que rondam a vida dos cantores, além de comentar sobre dicas que fazem diferença absurda na prática, eu testo antes de ministrar as oficinas que realizo. Também é importante discutir sobre performance, o controle muscular e respiratório no palco”, adianta.

Marisa atua como preparadora vocal há 14 anos e também busca pesquisar sobre o assunto. “É fundamental, é a base de tudo que fazemos. Com o desenvolvimento da tecnologia é possível termos respostas para o que não tínhamos antes em termos de voz. Dos últimos 20 anos para cá houve desenvolvimento absurdo quanto ao funcionamento e desenvolvimento da voz. Então, muitas coisas que a gente acreditava anos atrás são um pouco diferentes do que a gente vê hoje. Buscamos otimizar esse processo”, comenta.

Se Rasgum - 12ª edição

O 12º Festival Se Rasgum vai ser realizado de 13 a 18 de novembro  e os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum

O evento espalha sua programação mais uma vez pelo Teatro Margarida Schivasappa, Café com Arte, Ziggy Club, Estação das Docas, Açaí Biruta e, de volta às origens, no Parque dos Igarapés - de volta às origens. Com artistas de todas as regiões do Brasil, a programação também inclui painéis, debates, rodada de negócios e a mostra de cinema In Edit.

O line-up deste ano tem mais de 30 atrações: Emicida (SP), Ava Rocha (RJ), BaianaSystem (BA), Cidadão Instigado (CE), Afrika Bambaataa (EUA), Francisco, El Hombre (SP/MEX), João Brasil (RJ), Eloi Iglesias,  Maglore (BA), Selvagens à Procura de Lei (CE), Ventre (RJ), Estrela Leminski e Téo Ruiz (PR); azaré Pereira, Juliana Sinimbú, Baile do Mestre Cupijó, Marisa Brito, Machete Bomb (PR), Molho Negro, André Prando (ES), Projeto Rivera (CE), Loomer (RS), Terno Rei (SP), Turbo, The Baudelaires, Uaná System, Inesita, Andro Baudelaire, Kikito, Dois na Janela, Os Rei do Eletro, Giovani Cidreira (BA), Seletivas, Muntchako (DF), Lava Divers (RJ).

Passaportes - Se Rasgum 2017

Vendas pela internet no site www.sympla.com.br/serasgum   
Vendas em pontos físicos: no Ziggy Club (Tv. Benjamin Constant, 1329 - Nazaré) -  Segundas e Terças-feiras: 13h às 18h30 / Quartas a sextas-feiras: 13h até o fechamento do Ziggy / Sábados: 17h até o fechamento do Ziggy. E a partir de 18/10 no Shopping Boulevard (Av. Visconde de Souza Franco, 776 – Reduto): quiosque no 2º piso, próximo ao O Boticário

Passaporte "Passeio Completo" (todos os dias) - Lote 1: R$ 85 
Passaporte "Bora fechar?" (apenas dias 17 e 18/11) - Lote 1: R$ 50 
Teatro Margarida Schivasappa - Lote 1: R$ 20 
Noite Midsummer Madness - Ziggy - Lote 1: R$ 15 
Café com Arte - Lote 1: R$ 15
Noite Balaclava no Ziggy - Lote 1: R$ 15
Açaí Biruta - Lote 1: R$ 20 
Parque dos Igarapés - Lote 1: R$ 40 

Serviço
Music on The Table. Workshop “Técnica Vocal para cantores”, com Marisa Brito. Inscrições gratuitas pelo site www.festival.serasgum.com.br. Vagas: 25. Informações: (91) 3038-3950. www.festival.serasgum.com.br 

14.10.17

Um show inédito reúne ícones da música paraense

Sebastião Tapajós, Mestre Solano e Mestre Vieira. Um exímio e reconhecido violonista e dois dos guitarreiros, cujas trajetórias remetem à história da guitarrada paraense. Os três somam juntos mais de 150 anos de trajetória musical, que na próxima quinta-feira, 19, estará no palco do Teatro do SESI, a partir das 20h, no show “Acordes do Círio", um momento histórico para a música paraense. A abertura conta com participação de Mestre Laurentino. 

Os ingressos já estão à venda no teatro (Alm. Barroso, 2540) e on line: https://www.bilheteriadigital.com/show-acordes-do-cirio-19-de-outubro. Custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).

Eles já se conhecem há décadas. E nestes mais de 60 anos que cada um contabiliza de carreira, nunca estiveram juntos num só espetáculo. Sebastião Tapajós fez um disco homenageando intitulado “Aos da Guitarrada”. 

A admiração é mútua. É amigo pessoal de Solano, mas também já tocou com Mestre Vieira, no DVD dos 50 anos de guitarrada, gravado, ao vivo, no Theatro da Paz, em 2012.  Com Mestre Solano já fez apresentações em algumas cidades do Estado, como Marabá, Santarém e Belém, bem como, em outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo. 

Sebastião Tapajós Pena Macião, Sebastião Tapajós, 74, é um dos instrumentistas brasileiros de maior prestígio no exterior e de grande popularidade na Alemanha, onde já esteve 90 vezes e lançou mais de 30 discos.  

Há quase duas décadas, porém, esse violonista virtuoso, de formação erudita, optou por uma vida simples e bucólica, numa casa de frente para a praia de Pajuçara, próxima a Santarém, no Pará.

Iniciou na música aos 10 anos. Formado no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, estudou guitarra e composição com Emílio Pujol, na Espanha, e foi durante muito tempo professor de violão clássico no Conservatório Carlos Gomes, em Belém. 

Ao longo da carreira, de mais de 60 anos, tocou com nomes consagrados da música brasileira e internacional, da importância de Hermeto Pascoal, Sivuca, Paulo Moura, Waldir Azevedo, Astor Piazzolla, Gerry Mulligan, Oscar Peterson e Paquito D’ Rivera. Da discografia do violonista no Brasil constam 45 títulos.

Aos da guitarrada e com eles

Mestre Solano é José Felix Solano Melo, 76 anos, um dos precursores no ritmo da guitarrada, que começou a tocar aos 9 anos. 

Contando a partir daí,  são 63 anos de carreira, com 18 discos gravados, inúmeros shows e passagens por diversas gravadoras do Norte e Nordeste. Mestre Solano continua apostando na renovação, temperando as suas apresentações com novos arranjos e parcerias. 

Em abril de 2014 lançou seu 17º álbum, “Som da Amazônia”, patrocinado pelo Projeto Natura Musical, que é uma verdadeira viagem pela sua carreira, passando por diversos gêneros musicais da região, contando com a produção da cantora Aíla e participações especiais, como Manoel Cordeiro e Sebastião Tapajós. 

Hoje, Mestre Solano percorre o País difundindo a música paraense, quebrando barreiras geográficas e culturais, com passagem por países da América Latina como Argentina, Guiana Francesa, Venezuela, Suriname e Cuba. Sua última turnê fora do Estado, ocorreu em julho do corrente ano, a qual passou pelas cidades de São Paulo, Brasília e a Vila de São Jorge na Chapada dos Veadeiros-Go.

Mestre Vieira de volta em grande estilo

Mestre Vieira é Joaquim de Lima Vieira, próximo de completar 83 anos, no dia 29 de outubro, é também um ícone da cultura paraense, músico autodidata, que tocou o primeiro instrumento, o banjo, aos cinco anos de idade. 

Depois aprendeu também a tocar cavaquinho, bandolim e violão, até se apaixonar pela guitarra, ao ver, nos anos 1960, o instrumento, numa sessão de cinema, em Belém do Pará. 

Reconhecido como o criador da guitarrada, ele que está voltando aos palcos com sua guitarra “milagrosa”, após 12 meses em que se afastou dos palcos para fazer um tratamento de saúde. 

O músico possui 20 discos lançados entre LPs inéditos, coletâneas e CDs inéditos, o último foi “Guitarreiro do Mundo”, lançado em 2015, com shows em Recife (Porto Musical), Belém (Tábuas de Maré), Rio de Janeiro (Caixa Cultural) e Brasília (Ocupação Funarte). O músico é a inspiração da série de animação “Os Dinâmicos”, projeto vencedor de edital financiado pela linha PRODAV da Ancine, com exibição prevista nas TVs públicas, Comunitárias e Universitárias.

Abertura com roqueiro mais velho do país

O espetáculo terá abertura de mestre Laurentino, 91 anos, o roqueiro mais velho do Brasil, vai apresentar três musicas e nos brindar com seu carisma e toque de gaita inconfundível. Paraense, nascido em 1926, em Ponta de Pedras, João Laurentino da Silva, ou simplesmente mestre Laurentino, tem vasta história para contar.

Acordes do Círio

Sebastião Tapajós (violão)
Mestre Solano (guitarra solo)
Mestre Vieira (guitarra solo)
Mestre Laurentino (gaita) - Participação especial - abertura

Banda base
MG Calibre (baixo) 
Igor Capela (Violão)
Batista (Guitarra Base)
Márcio Jardim (Percuteria)
Carlos Brito Canhão (bateria e percussão)
Dinho (teclados)
Daniel Delatuche (trompete)

Ficha Técnica
Direção de Produção: Luciana Medeiros
Direção Musical: Mg Calibre
Produção: Kátia Melo e Carlos Canhão Brito
Iluminação: Cláudio Castro
Fotografia: Débora Flor
Art Design : Márcio Alvarenga
Registro Audiovisual: Macieira Filmes
Realização: Central de Produção

Apoios
SESI-PA e Teatro do SESI
UEPA - Universidade do Estado do Pará
Cultura Rede de Comunicação - TV, Rádio e Portal Cultura
Macieira Filmes e Holofote Virtual - Arte, Comunicação e Mídia
Doceria Amorosa, Nossa Água, ViaMix

Serviço
"Acordes do Círio" - Um encontro com Sebastião Tapajós, Mestre Solano e Mestre Vieira. Nesta quinta-feira, 19 de outubro, às 20h, no Teatro do Sesi - Na Almirante Barroso, 2540 - Marco, Belém - PA. Mais informações: 91 3088.5858 e 98134.7719 ou pelo e-mail: lume.com@gmail.com

"Diários da floresta" estreia na TV Cultura do Pará

Realizada pela produtora Floresta Vídeo, a série "Diários da Floresta" recebeu orçamento total de R$ 1 milhão, previstos pelo Edital Cultura de Audiovisual. A série ficcional paraense será exibida pela TV Cultura do Pará a partir desta segunda-feira (16) às 22h45 e terça-feira (17) a sexta-feira (20) às 21h15. 

Quando entrou em contato com a tribo indígena dos Suruí Paiter de Rondônia, a antropóloga Betty Mindlin não imaginava que ficaria tão ligada aquele povo. As anotações de campo  da época resultaram no livo "Diários da Floresta" ganham as telas na produção de mesmo nome dirigida por Luiz Arnaldo Campos e contemplada pelo Edital Cultura de  Audiovisual. 

A série retrata a história da antropóloga Cecy Brik que em contato com a nação indígena Paiter passa por um processo de indigenização e incorpora características indígenas, enquanto que os índios sofrem o processo inverso. Em cinco episódios de 26 minutos cada, a produção relata as descobertas cotidianas, a análise de economia, organização social, rituais, o amor e guerra desses povos que tiveram o primeiro contato com a civilização na década de 1970.

"Nós trabalhamos com a memória, com fotos e recordações da Betty para construir uma aldeia cenográfica. Para os próprios Paiter foi uma coisa emocionante reviver isso. Eles reencenaram ritos e festas que foram realizadas há 40 anos. Então, o filme tem um processo de criação incrível. Todos os dias antes de começarem as gravações fazíamos uma grande roda e os indígenas cantavam e se prepararam para o dia. Era uma espécie de benção para todos", explica Luiz Arnaldo Campos, diretor da série. 

O cineasta conta que a ideia de fazer o documentário surgiu quando conheceu a antropóloga Betty Mindlin durante uma viagem de barco a Oriximiná, oeste paraense, há alguns anos. Foi nesse encontro que ele entrou em contato com o livro e se apaixonou pela história dos Paiter. "Nós ficamos conversando por horas e eu me interessei pela história, pelos detalhes, foi a partir dai que comecei a planejar a série. O livro tem uma riqueza única de detalhes que procuramos destacar na série", completa.

Cerca de 200 pessoas entre equipe técnica e atores foram envolvidos nas gravações, que duraram mais de um mês. A série teve como cenário os municípios de Belém, Breu Branco e Tucuruí, sudeste paraense, onde foi construída uma aldeia indígena cenográfica em meio à floresta. Para dar mais realidade às cenas, foram ofertadas oficinas de formação de atores para a comunidade local. Além disso, 20 índios das etnias Paiter, Aikewara, Assurini e Cambeba participaram da produção, assim como vários atores paraenses, entre eles Cláudio Barros e Adriano Barroso. A série tem diálogos na língua dos paiter, que são legendados para facilitar o entendimento do público.

"Talvez o que seja mais pioneiro e fantástico foi o trabalho com o elenco, pois tivemos uma grande experiência com os índios que tiveram que se tornar atores. Muitos antropólogos disseram que seria inadequado que índios de uma determinada etnia pudessem interpretar outras, mas aceitamos esse desafio e no final tudo deu certo. Eles se integraram e viveram uma experiência muito forte e o resultado disso está em cena", destaca Luiz Arnaldo, que teve ajuda de Leopoldo Nunes no roteiro.

Atriz já tinha experiência em tribos indígenas

Para a atriz Rita Carelli, que vive Cecy, a série foi um verdadeiro "presente para a vida" e trouxe boas recordações da infância. É que ela já teve contato com indígenas quando criança por meio da mãe, que coincidentemente era antropóloga e realizava pesquisas etnográficas de campo pelo Brasil. 

"Já tinha relação com os povos indígenas porque minha mãe era antropóloga e passava muito tempo com eles. Inclusive cheguei a morar em uma aldeia no Mato Grosso quando pequena. Foi bacana participar da série principalmente porque já tinha envolvimento na causa e militância indígena. Então o filme aproximou os dois lados da minha vida e me fez lembrar muito da minha mãe, da minha infância, das experiências ricas que tivemos", explica.

Carelli ressalta ainda que o processo de construção da personagem Cecy foi muito tranquilo. A atriz se baseou basicamente no roteiro e na leitura do livro para dar forma a pesquisadora, sem criar uma imagem estereotipada dos antropólogos. "Conheci a Betty quando criança também por intermédio da minha mãe. Foi ela quem me indicou para o Luiz Arnaldo (diretor do filme), talvez pela minha história com os índios e o trabalho como atriz. Ela me deixou a vontade para construir a personagem e passou 10 dias conosco nas gravações. Nós conversamos bastante", explica a atriz paulista, que também atua como cineasta, escritora e desenhista. 

Em busca das próprias origens

Descendente de indígenas, a paraense Brida Pantoja, de 25 anos, interpreta a personagem Ioame na série. A experiência audiovisual despertou a curiosidade da atriz, que foi buscar suas origens no interior do Estado logo após as filmagens.

"Sobre o que sei de nós, humanos, é que vivenciamos muito o passado e nos confortamos construindo nosso futuro.  Uma realidade muito distante dos nossos indígenas, pois percebi que o tempo para eles não existe. Então, viver e acreditar no agora é a chave do grande segredo da sabedoria indígena. Logo depois da série estou numa busca pessoal pra entender qual minha relação com esse povo que tanto me encontrei. Fico grata ao universo por me proporcionar esse conhecimento através da arte", destaca Brida, que atualmente realiza trabalho de pesquisa com indígenas no sul do Pará.

Audiovisual paraense em projeção

Adelaide Oliveira no lançamento das série em setembro
"Diários da Floresta" foi umas das quatro séries contempladas pelo Edital Cultura de Audiovisual, lançado em 2014, pela Cultura Rede de Comunicação. A TV Cultura do Pará foi a única emissora pública do Norte do Brasil a garantir edital voltado para área em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). 

No total, foram destinados R$ 3 milhões para  produtoras paraenses selecionadas realizarem as minisséries, sendo R$ 1 milhão contrapartida da emissora e R$ 2 milhões da Ancine. Até o final do ano, a Cultura Rede de Comunicação deve lançar um novo edital de audiovisual.

"A TV Cultura do Pará sempre foi parceira do realizador independente, que tem espaço em nossa grade como janela para exibição deles. Mas em 2014 nós demos um passo muito grande, que foi de fato implementar uma política pública de audiovisual no Estado por meio de uma parceria inédita com a Ancine. A partir dai o objetivo foi fomentar essa produção para que tivéssemos obras mais consistentes e que pudessem ser exibidas em outras emissoras, tanto brasileiras como internacionais, depois que fossem lançadas pela TV Cultura do Pará", observa Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação. 

Veja na telinha
A série "Diários da Floresta" será reapresentada no dia 23 às 22h45 e dias 24 a 27 às 21h15. 

Demônios da Garoa: 74 anos com roda de samba

O grupo realiza um show especial, no dia 21 de outubro, a partir das 22h, como parte das comemorações dos 150 anos do Grêmio Português. O cantor paraense Arthur Espíndola ainda compõe a noite de samba. Vendas nas sedes social e campestre do clube.

Os Demônios da Garoa têm 74 anos de carreira, são uma lenda viva da música brasileira. Com especial humor, vocais e arranjos bem estruturados, com repertório exclusivo. Esses mais de sete décadas dos Demônios da Garoa estão sendo comemorados com shows de grande estilo, provocando um entusiasmo singular na plateia de cada lugar por onde passa. Agradam desde os mais antigos que acompanham a carreira, até os mais novos expectadores, que descobriram alegria e a personalidade marcante do grupo, com suas vozes inconfundíveis.

Muitos prêmios e honrarias já foram concedidos ao grupo paulista, entre eles estão os troféus Roquete Pinto e Chico Viola, o prêmio Sharp de Música (1995), o prêmio Ary Barroso (1998), a medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo, o Disco de Ouro pelo CD – 50 anos – (1994), e o reconhecimento do Guiness Book, edição de 1994, como o grupo mais antigo e em atividade no mundo. 

O samba de um paraense

Arthur Espíndola é compositor, intérprete, multi-instrumentista e produtor. Faz parte da nova geração de artistas paraenses que vem há algum tempo conquistando seu espaço na cena musical brasileira. Dono de um talento e sensibilidade musical, Arthur transborda carisma e personalidade em suas apresentações e não será diferente no Grêmio Português.

Conceitualmente, o trabalho do paraense dialoga com o samba e a música amazônica, promovendo o encontro rítmico do samba com elementos de carimbó, lundu, síria, samba de cacete, guitarrada, merengue, marabaixo, boi-bumbá e outros ritmos regionais. 

DEMÔNIOS DA GAROA
+ Arthur Espíndola
21 de outubro de 2017
Sábado | a partir das 22 horas
Sede Campestre do Grêmio Português
Informações: (91) 3351-2963 / 3268-1240 / 99902-9733 / 98920-0018

Mesa - Setor A 
Fechada (4 lugares)
Sócio: R$ 200,00
Não sócio: R$ 300,00

Individual
Sócio: R$ 50,00
Não sócio: R$ 75,00

Mesa - Setor B 
Fechada (4 lugares)
R$ 200,00 (valor único)

Individual
R$ 50,00 (valor único)

Camarote 
Fechado - 10 lugares
Sócio: R$ 500,00
Não sócio: R$ 600,00

Individual 
Sócio: R$ 50,00
Não sócio: R$ 60,00

12.10.17

Apoteose Rock Festival reúne bandas em Manaus

10 bandas, entre locais e convidadas, fazem parte da 1a edição do Apoteose Rock Festival, que rola dia 4 de novembro, em Manaus. Anote  endereço: Rua Matamata, 641, bairro Santa Etelvina - Manaus/AM. (Próximo ao Shopping Via Norte).

O espaço é aberto para artistas e bandas divulgarem os seus trabalhos, servindo como palco alternativo para movimentar e promover a cadeia produtiva do circuito do rock. A ideia é incentivar, apoiar, fortalecer e integrar o cenário do rock independente não só do Amazonas, mas de toda a Região Norte e Brasil. 

De acordo com o produtor cultural e curador do evento Paulo Shirokuma, a ideia do festival é apresentar ao público o que há de melhor do rock independente no Amazonas e da Região Norte, proporcionando a valorização e o reconhecimento das bandas. “O mais importante de tudo é a banda subir no palco e dar o seu recado, apresentar seu trabalho e fortalecer a integração da cena”, diz Paulo. 

Sandro Nine vocalista da Nicotines explica que o Apoteose Rock Festival veio em bom momento em que o cenário da região norte está em evidência no circuito nacional.  “O cenário atual tá numa vibe bastante positiva para as gigs e intercâmbios com outras praças. Tivemos agora um momento histórico não só pro Amazonas com a Tudo Pelos Ares no palco do Rock in Rio, Molho Negro em tour pelo Brasil e a Luneta Mágica confirmada no line up do Lolapalooza Brasil 2018. Isso, além de fortalecer, valoriza e, acima de tudo, serve de motivação paras a bandas daqui”, ressaltou Nine.

As dez bandas do festival são a Nematóides, Dead Live, Zona Tribal, Nicotines, Numbness e Brutal Exuberância, de Manaus (AM). A Black Revolt é de Boa Vista (RR). Do Pará, três bandas vêm de Santarém, Lady Violetta, Savana e Gear.Será uma maratona de apresentações.

Gear participa do festival antes de lançar 1o CD

Alexandre Escher, da banda Gear conversou com o blog sobre o trabalho da banda, que está para lançar seu primeiro CD. Apresentando composições da fusão do rock, mpb e folk, a Gear é formada por Alexandre Escher (voz, guitarra, violão e viola caipira), Rubinho dos Anjos (vocal, baixo, violão e charango), Diego Maciel (Bateria) e Bruno Viana: Percussão.

"Estamos gravando nosso primeiro CD. O  lançamento já marcado pro dia 07/12, na Casa de Cultura em Santarém", diz Alexandre Escher. "A distribuição será física, mas também nas principais plataformas (spotify, ITunes, Deezer, Shazam). Em Novembro estaremos em Itaituba no dia primeiro, pra tocar no Festival da Música Alerrnativa e ao retornarmos já embarcamos no avião pra tocar no Apoteose Festival em Manaus junto com mais nove bandas do Norte", diz.

A banda traz composições com variações do tradicional do rock (baixo, bateria e guitarra) e elementos percussivos, misturados a instrumentos do tradicional popular (viola caipira e charango). As letras falam da natureza, o amor e situações urbanas como a saudade, as reviravoltas e a esperança em dias melhores.

A maratona sonora do Festival 
04 de novembro

  • 18h – Nematóides
  • 18h50 – Dead Live
  • 19h40 – Gear (PA)
  • 20h30 – Zona Tribal
  • 21h20 – Nicotines
  • 22h10 – Black Revolt (RR)
  • 23h – Lady Violetta (PA)
  • 23h50 – Numbness
  • 00h40 – Savana (PA)
  • 01h30 – Brutal Exuberância