24.9.21

Paulo Freire em espetáculo teatral com bonecos

Em 2021, comemoramos o centenário de nascimento de Paulo Freire, educador, filósofo e professor universitário, patrono da Educação Brasileira. E como forma de festejar a data, a Arth Produtora Cultural apresenta “O menino que sonhava ler o mundo”, inspirado em sua vida e obra. O espetáculo que será exibido dia 26,  às 19h, no shopping Grão Pará.

Poesia, aventura e muitos saberes, acompanhando a jornada de um menino em busca da palavra-mundo. A aventura ficcional, inspirada na vida e obra de Freire, apresenta em teatro de bonecos, a jornada de um menino que tem despertado em si o poder dos inventivos, ao perceber que o mundo ao seu entorno tem mais coisas para descobrir do que lhe é permitido ver. Ele vive no tempo do Vir-a-Ser, cercado por um imenso nevoeiro, que não o deixa ver novos horizontes. Contudo, um dia cruza em seu caminho um Educador Andarilho que falava aos 4 ventos palavras sobre um mundo diferente, onde todos podiam ler o mundo.

O menino pede ao Educador que o guie, pois também queria ler o mundo, e foi advertido que o Sistema Orientador está atento para vigiar e punir aos que se rebelam. E assim começa sua jornada, sua iniciação em busca dos Saberes para o tempo do ser. Na jornada, o menino e seu guia terão que vencer desafios e experienciar vivências, juntos, e assim, ao final, o menino será capaz de ler o mundo.

Legado Freireano - É incontestável a contribuição dos pensamentos do educador para a compreensão da formação humana em nosso tempo. Suas teorias permanecem atuais e necessárias para que tenhamos uma educação e uma sociedade mais igualitária. As obras de Freire nos trazem muitas reflexões sobre a importância da educação para as mudanças sociais, ressaltando o papel de uma prática docente dialógica e problematizadora.

Com base na herança desse pensamento, o espetáculo trará as mensagens deixadas por Paulo Freire, como, por exemplo, que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra”. O menino representa nesta aventura todas as crianças, adolescentes e adultos que passam pelos processos de aprendizagens e o que, na visão de Freire, é preciso para que estes sejam capazes de transformar o mundo.

Ficha Técnica

Roteiro e direção: José Arnaud

Atores manipuladores: Charles Monteiro, Eduardo Viana e José Arnaud

Sonoplastia: Marcos Corrêa

Operação de áudio: Rubi Castro

Iluminação: Daniel Lima

Serviço

Espetáculo: O MENINO QUE SONHAVA LER O MUNDO. No dia 26 de setembro, às 19h, no Teatro do shopping Grão Pará. Realização: Arth Produtora Cultural. Ingresso: 40,00 (antecipados pagam meia). Professoras (es) e familiares pagam meia. Sessão limitada a 100 lugares. Mais informações e compra de ingressos: (91) 980401450

23.9.21

# HOLOFOTANDO POR AÍ COM LUCIANA MEDEIROS #




Cenas criativas e ímpares!

 

A coluna começou na semana passada e segue hoje recheada de notícias sobre a produção artística e a agenda cultural da cidade. Aos poucos, voltamos a respirar por aí,  com máscaras, acessório ainda indispensável.  Aqui, as notinhas trazem o que está rolando não só na capital paraense, mas  em outros municípios desse "país que chama Pará", valendo a citação já que estamos na semana dos 75 anos de Paulo André Barata. Vem comigo! 

 

Fafá canta Paulo André e Ruy Barata


Destaco a foto publicada em 1978, com Paulo André, Ruy e Fafá de Belém! Na semana passada eu disse que estava confirmada a Varanda de Nazaré, não foi? Pois então. Este ano a edição especial vai circular pela cidade em formato híbrido. Em meio a maior manifestação de fé do povo paraense, com ou sem procissão, tá confirmado o show “Foi Assim: a música de Paulo André e Ruy Barata”, um espetáculo que em 2020 não foi possível realizar. Em 2021, anotem, será no Theatro da Paz, nos dias 6 e 7.

E falando no compositor, que completa neste sábado, seus 75 anos de vida, quero comentar com vocês sobre o festival de fotografias que vêm sendo compartilhadas via WhatsApp pelo jornalista Tito Barata, irmão de Paulo André e também filho de Ruy Barata. Todos os dias chegam imagens e informações incríveis que revelam os anos de juventude do músico. Hoje mesmo chegou foto linda mostrando o jovem Paulo André com nada menos que o também jovem João de Jesus Paes Loureiro. Vou mostrar algumas delas em breve no Instagram, quem não segue ainda, pega o perfil @holofote_virtual.


Das ruas para a galeria


Olha que notícia boa para quem ama artes visuais. Marinaldo Santos está em cartaz na cidade com a exposição individual “(H)ouve o Barulho da Pele”, que segue até o dia 10 de outubro, em Belém, na galeria Semente, da Casa Namata. A entrada é franca e a curadoria é de Ney Ferraz Paiva. Nesta exposição, o artista reúne objetos, desenhos e assemblages (colagens feitas com objetos descartados), feitos a partir de materiais como madeira e alumínio, que ele recolhe das ruas em suas caminhadas pela cidade.

“Os desenhos e as assemblages, seguem o mesmo processo dos objetos, só que utilizo recortes de revistas diversas. São trabalhos feitos com liberdade. Todo o ‘lixo’ do meu ateliê nunca é jogado fora. Tudo é transformado em arte”, explica Marinaldo, que iniciou carreira em 1985, expondo no Brasil (Belém, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Goiânia) e no exterior, Frankfurt e Munique (Alemanha), Miami (EUA), Roterdã (Holanda). A galeria Semente, da Casa Namata, fica na Av. Conselheiro Furtado, 287, bairro Batista Campos, em Belém.


Nômade insular

A próxima edição do Cidade em Frestas será no bairro da Marambaia, neste sábado, 25, a partir das 19h. Nesta edição #nomadeinsular quem recebe o projeto é a ativivista política e feminista, Milene Lauande, com a apresentação de artistas com forte atuação no bairro da Marambaia, como o grupo de Vivência Percussiva da Marambaia, liderada pelo músico Flávio Gama; e o artista plástico Cuité Marambaia, também arte-educador, compositor de boi bumbá e catimbó. A iniciativa tem apoio da Casa de Estudos Germânicos (CEG), da Universidade Federal do Pará (UFPA), Casulo Cultural e Sibila Filmes. E quem não estiver in locu, poderá acompanhar pelas redes sociais do projeto: @cidadeemfrestas, no Facebook e Instagram. 


À luz de Malu


Transformar dor em arte para compartilhar. A iluminadora Malu Rabelo fez isso e apresenta pra gente “Poética da Partida - Uma Herança de Luz para Theo & Lucca”, no seu canal do YouTube, com estreia neste sábado (25), às 20h. O projeto foi contemplado com a lei Aldir Blanc, através da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), e consiste na revelação poética e lúdica da perda de entes queridos, em decorrência da Covid. Primeiro, a partida da cunhada Thamis, mãe dos sobrinhos, Theo de 5 e Lucca de 2 anos, e logo depois disso, seu pai. 

No vídeo-espetáculo, através da linguagem da iluminação cênica, ela mostra seu processo criativo da construção artesanal desse objeto luminoso que se revela numa árvore genealógica que mostrará a importância da conexão energética entre as pessoas. Profissional atuante há 10 anos, Malu já atuou em diversos espetáculos. Para ela, “a iluminação é além da estética, é uma linguagem que conta uma história”.



2º longa metragem

A cidade está bem agitadinha neste sábado, 25 de setembro, vejam só: a banda Móbile Lunar vai lançar neste dia, o documentário musical "Móbile Lunar - Sonhos", segundo longa-metragem da banda. A exibição será no Teatro do SESI às 20 horas, com entrada gratuita, a classificação é livre. Com roteiro de Laércio Esteves e André Moska, o filme traz a performance ao vivo do álbum, gravado no Teatro do Sesi no final de 2020. Interessou? Então fique atento que o teatro estará recebendo apenas 40% da sua capacidade, para que haja distanciamento seguro. 

Para garantir os ingressos antecipados, é só acessar o Instagram da banda (@mobilelunar) e se inscrever no link que está na bio. E  no local, a lojinha também estará disponível, para quem quiser adquirir camisas, adesivos e postais da banda.  A Móbile Lunar é formada por André Moska (vocalista e violonista), Alê Brandão (vocalista e guitarrista), Igor Gomide (baterista), Laércio Esteves (guitarrista) e Leonardo Vitor (baixista).


Ocimar Manito lança o 1º EP


O EP “Outros Sonhos”, de Ocimar Manito, chega às plataformas digitais em outubro, mas o músico já comemora desde já.  Produzido em pleno auge da pandemia, além da música que dá título ao disco, composta em parceria com o poeta Jorge Andrade, o músico também apresenta “Triste Melodia”, parceria com Messias Lyra, uma homenagem ao compositor Luiz Melodia; “O Meu Chapéu:, um baião em parceria com o poeta Juraci Siqueira,  e o carimbó “Um boto em Marapanim”, parceria com Rosendo Gomes.  Gravado no Zarabatana Produções, sob direção do próprio Ocimar  Manito, junto com o músico e produtor Ziza Padilha, que também assina  todos os arranjos, o álbum contou com a participação dos músicos Ney Rocha (baixo), Bruno Mendes (percussão), Yossef Neto (saxofone e teclados) e Ziza Padilha (guitarra e violão).  

Ocimar Manito é músico, compositor, arranjador e intérprete que iniciou sua carreira na década de 80, apresentando-se em bares da cidade e participando de movimentos culturais no âmbito local e nacional. Atualmente ele dedica-se ao Projeto Multicultural Arca - Arte e Cultura Amazônica, projeto cultural inclusivo que agrega música, gastronomia, literatura e artesanato, dentre outras linguagens. Mais informações nas redes sociais do artista.

 

Depois que o Círio passar

Tô sabendo que vai ter Combú Reggae Fusion - 1ª edição – Eco Futurista Ancestral, logo após Círio, e vai ser tudo no Flor do Combu, ilha do Combú, no dia 11 de outubro. Neste ano, pela primeira vez, o evento será mostrado em plataformas digitais e, com o tema “Eco Futurista Ancestral”, vai discutir as transformações na música, moda, teatro, artesanato, fotografia e grafite e ainda abraçar a culinária paraense, tudo isso trazendo à tona as raízes indígenas e caboclas do sagrado feminino.  

A programação será diversa e vai contar com lives, exposição, teatro, Djs, esporte e gastronomia. Tudo a partir das 11h. Acompanhe tudo no perfil oficial do evento no Instagram (@clan.destinoprodutora) e já garanta seu ingresso. Para mais informações, segue o contato zap: 91 981856518.


Tá no blog - resumo da semana

Ynstalação Cabokètika
Foto: Pierre Azevedo

Para quem não olhou ainda, na semana do blog tem conteúdo sobre a super Mostra Aldir Blanc dos Caetés, reunindo 11 projetos premiados em Bragança e Augusto Corrêa; falei de lançamentos, como o do álbum Mantra, terceiro disco de Lucas Guimarães; e a distribuição das canções do LP Lapidar (1995), de Naldinho Freire, cantautor paraibano de coração paraense e do mundo, vivendo hoje em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia. Chega tudo agora nas plataformas da música. 

Tá no blog também o lançamento de um livro super bacana de Feliciano Marques, que aborda memórias e técnicas de porta estandartes do nosso carnaval, e a dica de show presencial de lançamento do EP Raízes Latinas, de Gabriel Dietrich, músico paranaense que vive em Belém já há alguns anos, integrando a banda Farofa Tropikal, que encerrou os trabalhos recentemente. 

Aldir Blanc ressalta a cultura na região dos Caetés

Encantarias de São Benedito
Foto: Divulgação
A região é uma explosão cultural, onde patrimônio material e imaterial, ambiental e cultura popular convergem de forma envolvente, apaixonante e que estará refletida na
Mostra Aldir Blanc dos Caetés, a ser realizada neste sábado, 25 de setembro, trazendo o resultado de onze projetos premiados nos editais de artes visuais, teatro, festival integrado, artes integradas e Museus e Memórias de Base Comunitária. A programação começa às 16h, no Centro Cultural da Vila Que Era, núcleo inicial da cidade de Bragança, conhecida como Pérola do Caeté. 

A iniciativa partiu de diversos espaços culturais e de uma rede de artistas bragantinos ou moradores da cidade e região que se uniram para trazer a essa programação, um panorama muito especial sobre a produção artística e patrimonial da região dos Caetés, realizada entre 2020 e 2021, dentro de um processo emergencial da cultura brasileira em meio à pandemia. Essa proposta traz como fundamento a vivência e a experiência de imergir numa cultura tradicional em diálogo com a contemporaneidade, chamando atenção da urgência em se criar ou fortalecer políticas públicas continuadas já existentes, para atender essas demandas. 

O público vai conferir, por exemplo, o Encantarias de São Benedito: performances visuais do Santo Preto em comunidades de terreiro - Bragança-PA, de Mayka Melo, do qual já falei aqui no blog. Apoiado pelo edital de Artes Visuais, o projeto atuou em dois terreiros bragantinos, o Terreiro do Pai Raimundo na Vila Cuera e no Terreiro do Pai Kauê, em Bragança. O projeto articulou a sabedoria tradicional da região bragantina com o fazer artístico visual contemporâneo através de recursos fotográficos e audiovisuais, produzindo fotos performances e vídeo performances que detalham artisticamente a relação entre o Santo da Igreja Católica e as encantarias das tradições indígenas e africanas nas Amazônias.  Também há um vídeo documentário sobre o processo.

Já o vídeo documentário  do projeto “O Poder de Transformação da Arte”, contemplado pelo edital de Artes Visuais, pela COOMARCA (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis dos Caetés), sob a coordenação de Ana Raquel Leite, mostra o processo do projeto que fez da fotografia e do bordado, ferramentas para a produção do autoconhecimento e auto estima, através da reflexão sobre o corpo e os estigmas sociais, considerando a vivência das catadoras de materiais recicláveis no município de Bragança. O projeto surge através do Trabalho de Conclusão de Curso da Terapeuta Ocupacional, de Carla Leite e do trabalho que ela desenvolve como fotógrafa, desde de 2012, com as Catadoras de Materiais Recicláveis de Bragança. 

Roteiro cênico LGBTQIA+ e festival quilombola 

Instalação Cabokètika
Foto: Pierre Azevedo
O projeto  Ynstalação Cabokètyka – Corredora, de Pedro Olaia, desenvolvido a partir de uma vivência na Casa da Mata (Ecomuseu) com o coletivo Cabokètykas, que produziu um roteiro cênico para ser mostrado de forma presencial, mas que devido à pandemia foi adaptado para vídeo, na real, uma videoperformance artística e, ao mesmo tempo didática, sob a temática LGBTQIA+ na Amazônia. 

No vídeo, que também estreia no Canal de Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=YoQRmbXu7ZU), são  apresentadas pulsações, incômodos, gritos, gargalhadas e feitiçarias de corpas dissidentes próximas da ancestralidade acabocada vinda de pretas e indígenas que viveram antes de nós e que se relacionam com questões de gênero e sexualidade fora do padrão cristalizado do binarismo cisheteronormativo. 

Outra iniciativa, “O Corpo Preto na Tradição Capoeira Angola” foi projeto proposto por Bárbara Haffyella ao edital de Artes Visuais reúne fotos performances criadas coletivamente com o Grupo de Capoeira do instrutor Cajuí de Bragança-PA, a partir de formações em oficinas e diálogos sobre identidade cultural e a origem da capoeira. 

Enquanto isso, o Festival Quilombola, apoiado pelo edital de Artes Integradas, foi realizado no Quilombo do América, pela ARQUIA (Associação Remanescente da Comunidade Quilombola do América, constituída em sua maioria por mulheres que trabalham com serviços domésticos, na roça e em produções artesanais. A iniciativa promoveu a capacitação dessas mulheres para a produção de bonecas de pano, tapetes, conjunto de colchas de cama, sabão artesanal e tranças afro, além de fazer eventos na comunidade como o desfile e ensaio fotográfico com as mulheres da ARQUIA e rodas de conversa sobre a valorização e empoderamento da mulher quilombola. No sábado, serão exibidos vídeos registros das oficinas e ensaio fotográfico; exposição e venda das produções artesanais das mulheres quilombolas e roda de conversa sobre processos de construção identitária local.


Mata, quintais, tradições e turismo patrimonial 

Colagem Instagram 
@espaco_cultural_casa_da_mata
Outro trabalho incrível, que venho acompanhando pelo Instagram é o do Ecomuseu do Espaço Cultural Casa da Mata, aprovado no edital Museus e Memórias de Base Comunitária, sob a coordenação de Kelle Cunha. A ideia foi criar um museu ecológico no espaço cultural “Casa da Mata”, localizado na comunidade do Camutá, município de Bragança-PA. O resultado também é um videodocumentário sobre o processo de construção do Ecomuseu e Bate-papo com a comunidade.

Na área cênica, o projeto Histórias de Quintal, aprovado no edital de Teatro, resultou num espetáculo de rua infantil, um monólogo, escrito e protagonizado pelo ator paraense Paulo César Jr. que narra de maneira lúdica as brincadeiras, histórias e aventuras do personagem Juninho, um menino de 8 anos, que vê o seu quintal como um lugar onde tudo é possível dentro das pluralidades das infâncias na Amazônia contemporânea. Nas suas aventuras pelo mundo 'quintalesco', ele ajuda a Curupira, vira amigo do Príncipe da Lua, explora as profundezas de um igarapé, participa de um baile de carnaval, sobe em árvores e empina pipa. 

Outra iniciativa, selecionada pelo edital de artes visuais - Lei Aldir Blanc Pará 2020, é a exposição fotográfica “Do mar às telas”, que retrata a beleza de elementos do cotidiano dos moradores da comunidade da Vila dos Pescadores de Bragança, pelo olhar poético e pelas lentes da fotógrafa Thais Martins. Por meio de fotografias, ela revela costumes e saberes das populações e o encanto do local, em seu  dia a dia. 

Ep "Benzedeira - Maria do Barro", 
da websérie Saber Bragança, 
dir. San Marcelo - Prêmio Preamar

Já o projeto  “Recanto das Nossas Ancestralidades”, de Maria Eloide, aprovado no edital de Museus e Memórias de Base Comunitária, desenvolvido na  Vila Que Era, trouxe ações de reconhecimento e valorização do espaço cultural onde são desenvolvidas as atividades de produção do artesanato e cursos e capacitações para os moradores. 

Além da reforma do espaço comunitário, a realização de  oficinas de design de cestaria, formação de base comunitária, autogestão e educação patrimonial, o projeto também resultou em um vídeo documentário, em que se mostra o processo de construção e manutenção do espaço cultural e as histórias das artesãs da comunidade. Neste sábado, haverá exposição e venda das produções artesanais, além de roda de conversa sobre processos de construção identitária local.

O projeto “Todos a bordo: turismo e educação patrimonial nos estaleiros artesanais de Bragança e Augusto Correa”, também foi selecionado pela Aldir Blanc, no edital Museus e Memórias de Base Comunitária. O objetivo foi realizar um inventário participativo dos estaleiros artesanais dos dois municípios para construção de roteiros para visitas guiadas de estudantes. Utilizando câmera fotográfica e gravador de voz portátil foram realizadas visitas a 4 estaleiros dos municípios envolvidos, trazendo falas dos artesãos sobre a memória desses espaços.

Por fim, não é Aldir Blanc, mas foi desenvolvida no mesmo período, com apoio do Prêmio Preamar, estou falando da Websérie Saber Bragança, com direção de San Marcelo, realizador que também aprovou um curta metragem no edital de audiovisual, com data de estreia em outubro, mas que neste sábado nos mostra quatro episódios da série documental que contam a história e oralidade de tradições culturais e seus respectivos mestres mantenedores da tradição. Um dos episódios é Benzedeira - maria do Barro: https://www.youtube.com/watch?v=hSf5xT4Ffko

MOSTRA ALDIR BLANC DOS CAETÉS

Sábado - 25 de setembro de 2021 

Local: Centro Cultural Vila Que É, Bragança-PA 

PROGRAMAÇÃO

16:00h - 17:00h - Oficina de Teatro com Paulo César Júnior

17:00h - 17:30h Lanche Comunitário 

17:30h - 18:30h - Apresentação do Espetáculo Teatral Histórias de Quintal  

18:30h - 19:00h Exposições de fotografias e Roda de Capoeira 

19:00h - 21:00h Exposição audiovisual

21:00h -  As Beneditas Batuque

22.9.21

Lucas Guimarães lança o terceiro disco da carreira

Fotos: Denys Costa

Em “Mantra”, seu mais novo trabalho, Lucas se cerca de amigos, apresenta novas parcerias e fala de dor, perdas e recomeço em um disco com letras densas e repleto de ritmos de dançar. Nesta quinta-feira (23), às 19h, “Mantra” estreia em show online.

O que fazer quando tudo parece sem luz? Lucas Guimarães, cantor e compositor paraense, aponta o caminho que forjou em sua desafiadora jornada contra a depressão: música e poesia. 

“A ideia era falar sobre minha experiência de uma maneira, ao mesmo tempo, séria e leve. Queria tocar no assunto, mas não acessar gatilhos dolorosos e tampouco soar autoajuda. Então fui colocar nas músicas a maneira que eu vivi com depressão. Fiz com ritmos que são normalmente ligados a músicas felizes. Quem já ouviu as músicas diz que ficou quase em um clima carnavalesco, mesmo com um tema que nos remete à tristeza”, diz Lucas, que também já lançou “Caliandares” (2015) e “Valente” (2019).

O show, projeto contemplado pelo edital de incentivo à cultura da Lei Aldir Blanc (Secult/PA), foi gravado no Gasômetro, em Belém. No palco, o artista e o teatro, nada mais. Sem plateia e sem banda de apoio, Lucas vive a experiência de uma solitude que se impôs nesses tempos de distanciamento social. 

“Acredito que ainda não seja o momento de retomado de um show com público. É um trabalho que marca esse contexto, de alguma forma é resultado de tudo que estamos atravessando. Faço essa apresentação com a alegria de quem fechou um ciclo”, fala o artista que volta a Belém, após sair de sua cidade natal, Abaetetuba, interior do estado, firmar carreira na capital paraense e passar longa temporada em São Paulo.

Participações especiais

Em “Mantra”, todas as nove faixas são autorais, com banda formada por parceiros de longa data: Katarina Chaves nas percussões, Matheus Leão nos baixos, e Renato Torres nas guitarras, além dos violões executados pelo próprio Lucas. 

As gravações trazem ainda Marcelino Santos nos banjos da faixa “Armadura”, e Tista Lima na sanfona de “O Nosso Amor”. Em “Mantra”, Lucas também encontra um de seus ídolos, o paulistano Kiko Dinucci, integrante do trio Metá Metá.

“Eu morava em Abaetetuba ainda e já estava depressivo, desconfiava de mim o tempo todo, a autoestima lá no chão, e eles com toda aquela coragem de fazer algo novo, estranho e bonito, me deram coragem pra retomar minha vida musical. Morando em São Paulo, tive a oportunidade de conhecê-lo. Conforme a vida foi passando, o papo foi rolando, a admiração aumentando. Então tomei coragem e convidei para fazer a guitarra de ‘A paz’”, conta.

Disco de estúdio, “Mantra” combina composições recentes a algumas escritas há dez anos. Lucas explica que a ponte entre esses tempos é o desafio de lidar com a condição do adoecimento psíquico. “Hoje vejo que escrever, tocar e criar salvou minha vida; se não houvesse contato com essas coisas, eu explodiria. Então, como mantras são melodias repetitivas, com sons ou palavras que se repetem com poder de cura, esse nome, esse disco e a arte em si, são meus mantras, foram minhas orações durante esses anos”, explica Lucas.

Serviço

Show “Mantra”, de Lucas Guimarães, nesta quinta-feira, 23, às 19h, pelo Youtube: https://youtube.com/c/lucasguimaraesmusic.



Paraense preenche com arte os varais de Veneza

Fotos: Ilaria Salvagno

Uma subversividade sutil instiga novas percepções do espaço urbano e transforma varais – sim, varais de roupas! – de uma das mais famosas e turísticas cidades da Europa em uma grande e interessante galeria a céu aberto, obra de uma paraense, a arquiteta e artista Jaqueline Lisboa, idealizadora do projeto Sestiere di Venezia.

Contando com a curadoria e apoio da artista visual alemã Jana Doell, o projeto nasceu a partir da necessidade de se divulgar arte no período pandêmico, em que os museus permaneceram fechados. Mais que isso: ao expor obras de cerca de 45 artistas, de diversos países, em varais de diferentes residências de Veneza, o projeto visa aproximar pessoas, ideias, trabalhos e espaços, até mesmo virtualmente, já que a “exposição” pode ser acessada via internet. Varais, vidas e vozes se interconectam em uma nova forma de “galeria”, em que o público também é diverso.

“Para mim, existem três tipos de público: quem hospeda a obra; quem sabe do projeto e tem acesso ao mapa e site e vai dar uma volta em busca das obras pela cidade e, por fim, pessoas ao acaso que passam pelas ruas, canais, jardins, pátios e que podem supor que as peças sejam obras de arte, mas não têm uma confirmação. Talvez o público mais importante aqui sejam as pessoas que hospedam as obras. Elas podem tocar na obra de arte, que ficam expostas ao sol e podem pegar chuva. Se uma tempestade as levar, elas não serão responsabilizadas por nada”, explica Jaqueline.

Ainda de acordo com a paraense, “o projeto busca se apropriar da cidade, com uma subversividade sutil, diria eu, porque se aproxima dos seus habitantes para poder ter a permissão de usar espaços privados (varais a céu aberto nas fachadas das casas), principal forma de roupas pegarem sol ou serem arejadas”, sintetiza.

Apesar da imagem quase “idílica” de Veneza, a cidade possui grandes problemas estruturais e, também, no modo como ocorre seu planejamento urbano. “Veneza, ainda que aparentemente muito pomposa, não governa para as pessoas que vivem nela. Turistas são prioridade e muitas pessoas se sentem ‘largadas’. Existem muitos espaços culturais organizados por cidadãos comuns, que não são ajudados pelo governo. A gentrificação é muito presente. Projetos como estes possibilitam ver a cidade e as pessoas que moram nelas com outros olhos”, analisa Jaqueline.

Arte independente na Europa

Expor na Europa, de forma independente e utilizando espaços residenciais que, ao mesmo tempo, são públicos, obviamente não é tarefa simples. Neste processo, entrecruzam-se as obras, o objetivo da exposição e, também, a própria trajetória de Jaqueline.

“Me perguntei antes de começar se eu realmente queria correr o risco de ser tratada mal por procurar varais. Era um medo que eu tinha. Apesar do receio, encontrei pessoas muito abertas e, através do projeto, posso falar de temas relevantes. Posso também expor a situação de artistas, principalmente pessoas como eu, negras e migrantes. Ao mesmo tempo, saio da minha ‘cápsula’ de turista e me deparo com uma realidade que não seria possível de ver sem ter que morar anos na cidade. O projeto agilizou o meu processo de integração com Veneza. Eu entro nas casas das pessoas, elas me contam suas histórias e perguntam as minhas e dos artistas”, informa a paraense que chegou a Itália em fevereiro de 2021.

O público pode conhecer, então, obras de artistas, sendo a maioria mulheres, de diferentes países. Há também um representante do Pará. “No Sestiere somos cinco brasileiros: além de mim, Angela Camara Correa, Marina Witt e Domingos de Barros Octaviano, que vivem na Alemanha, e Mauricio Igor, que mora em Belém. Junto com o mexicano Alejandro Manzanero, por questões de custos e devido a pandemia, eles dois são os únicos que não residem na Europa. Nós nos comprometemos a imprimir pelo menos as obras de dois artistas”, destaca Jaqueline. 

Financiamento coletivo

A artista saiu de Belém em 2005, aos 22 anos e concluiu seus estudos em Arquitetura na Alemanha, onde mora há 15 anos. Em 2020, se formou em Artes. Antes de migrar, aqui em Belém, ela já trabalhava com desenho e pintura. Atualmente, utiliza a experiência com desenho para projetos e, artisticamente, trabalha com performance, figurinos e instalação, destacando temas como identidades e migrações.

É com esta experiência e repertório, sem deixar de lado as origens, que “nasce este projeto, também da vontade de que eu, pessoa do Norte do Brasil, migrante, mulher negra, ‘encontre’ uma pessoa que eu buscava. Procurei uma pessoa com uma história e características como as minhas no meio das artes e, principalmente, na curadoria e não encontrei com facilidade. Eu decidi, então, que eu seria essa pessoa, porque cansei de só ver referências masculinas, de pessoas do sul, brancas”, sintetiza a artista.

O projeto Sestiere di Venezia possui uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo), que visa arrecadar € 2 mil para custeio da infraestrutura e organização da “exposição”. Até o momento foram arrecadados 580 euros. A campanha segue até o dia 25 de setembro e as doações podem ser feitas em diversas moedas, inclusive reais. Acesse e contribua: https://www.leetchi.com/c/sestiere-di-venezia. 

Serviço

Exposição urbana Sestiere di Venezia: pessoas + arte + varais em Veneza (Itália), idealizada e organizada pela paraense Jaqueline Lisboa. Até 26 de setembro, em diversas residências de Veneza. 

Acompanhe no mapa: https://bit.ly/3z9tDU8

Contribua com a campanha: https://www.leetchi.com/c/sestiere-di-venezia

Siga no Instagram: https://www.instagram.com/sestiere.di.venezia/

Livro traz memória e técnica do porta-estandarte

Feliciano Marques
Foto: Divulgação
Feliciano Marques lança neste sábado (25), às 17h, na Quadra da Escola de Samba Quem São Eles, o livro “Pequeno Manual das Danças de Porta-Estandarte: Ancestralidades em Samba no Pé". Haverá apresentação de porta-estandartes convidados de várias escolas de samba, além de roda de conversa com o público. 

O livro aborda a relevância histórica e tradicional, além das concepções técnicas do quesito porta-estandarte. O prefácio foi escrito pela professora doutora Ana Flávia Mendes, responsável pelo conceito de “dança imanente”. “Este conceito diz que o corpo é a própria arte, não tem como separar o indivíduo da sua dança”, explica Feliciano. 

O livro é resultado da pesquisa de mestrado do autor, intitulada “A dança do porta-estandarte corporeidade e construção técnica na cena carnavalesca na cidade de Belém do Pará”, defendida em 2013 pelo Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal do Pará. A publicação conta com registros como novos dados e nomes dos porta-estandartes atuais.  

“O Pequeno Manual das Danças de Porta-Estandarte tem esse nome porque é um livro didático para quem quer aprender sobre as danças e a história de porta-estandarte, um convite para quem quer conhecer essa figura tradicional no carnaval de Belém, comenta o autor. A obra se pauta em conceitos para defender que, apesar das regras e técnicas existentes para os porta-estandarte, cada um tem seu jeito único e estilo próprio de dança, como gingado que vem do carimbó e das quadrilhas de rua, que podem ser vivências dos personagens em questão. 

A sobrevivência do Porta-estandarte no carnaval

Rubão (Rubem Lobato) em desfile da Escola 
de Samba Quem São Eles
O livro traz discussões importantes para a sobrevivência do porta-estandarte no carnaval. Entre elas, a que diz que apesar da maioria dos estandartes serem conduzidos por homens, o também existem mulheres que fizeram história nesta função, mostrando que regulamentos não impedem que o estandarte seja conduzido por uma mulher, o que de acordo com Feliciano, é um caminho importante para o seguimento e a sobrevivência da tradição de porta-estandarte no carnaval. 

Feliciano Marques atualmente é porta-estandarte da Escola de Samba Quem São Eles, por isso apresenta no livro uma visão além da pesquisa acadêmica e defende que a vivência de ser porta-estandarte é pautada em três fundamentos: amor à escola de samba, respeito a comunidade e o trabalho constante para enaltecer o pavilhão. Para ele, “sem o afeto não é possível compreender e acessar o que é a escola de samba, o respeito à comunidade”, diz.

Mestre em Artes pelo programa de Pós-graduação em Artes no Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará, Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo e graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará, o autor é bailarino e diretor artístico da Companhia Moderno de Dança. É porta-estandarte do Império de Samba Quem São Eles desde o ano de 2013 e desenvolve pesquisa no âmbito do carnaval paraense, corporeidade, técnica corporal e treinamento corporal.  

Serviço

Lançamento do livro “Pequeno Manual das Danças de Porta-Estandarte: Ancestralidade em Samba no Pé”, de Feliciano Marques. Neste sábado, 25, às 17h, na Escola de Samba Quem São Eles, Tv. Alm. Wandenkolk, 1233 - Nazaré. Entrada gratuita. O projeto foi selecionado pelo Edital de Livro e Leitura da Lei Aldir Blanc Pará da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo e Governo Federal, Secretaria de Cultura do Pará (Secult) e  Governo do Pará.

21.9.21

EP Raízes Latinas ganha show de pré-lançamento

Gabriel Dietrich lança nesta sexta-feira, 24, o show de pré-lançamento do seu primeiro EP, com show no Rebujo, espaço que abriu recentemente na Cidade Velha, perto do Mercado do Sal. O primeiro lote de ingressos – promocional – está sendo vendido antecipadamente, pelo valor de R$ 10. 

O EP traz 4 músicas autorais, que serão apresentadas ao público, junto a um repertório recheado de outras composições próprias, clássicos da guitarrada, lambada, cumbia peruana e carimbo. A noite conta com participação especial de Renato Rosas, que gravou guitarra base e violão no disco, além da discotecagem do Dj MeGusta!

Nascido em 2020, o Raízes Latinas é fruto da amizade do mestre Nazaco Gomes (Trio Manari) e do paranaense Gabriel Dietrich (ex Farofa Tropikal), e consiste em pesquisa e experimentação baseada na guitarrada e em diversos ritmos amazônicos, caribenhos, latinos e africanos, frutos de mais de 40 anos de pesquisa do mestre Nazaco e da paixão de Gabriel pela guitarrada paraense.

Foi gravado ao vivo, em Belém, sendo duas música na ilha do Combu e as outras duas no Estúdio Casa. O trabalho conta ainda com Loba Rodrigues e Rodolfinho na percussão, junto com Nazaco. “Isso é resultado dessa amizade, que a gente vem construindo ao longo dos anos. Eu tinha varias guitarradas e músicas instrumentais que estavam na gaveta e o Nazaco topou somar e colocar isso no mundo”, diz Gabriel.

Serviço

Show e pré-lançamento do EP Raízes Latinas. Nesta sexta-feira, 24, no Rebujo (R. São Boaventura, 171 - Cidade Velha, Belém – PA), a partir das 21h.  Ingressos: Primeiro lote (promocional) R$10 – tratar com Gabriel pelo número (91) 99816-3778. O segundo lote: R$ 15. E na hora custa  R$ 20.

Naldinho Freire relança Lapidar em formato digital

Naldinho Freira
Foto: Mikaela Pasa
As canções do LP LAPIDAR, lançado originalmente em forma de vinil, ganharão as plataformas da música nesta sexta-feira, 24, com direito a live, a partir das 19h, com o músico e compositor Naldinho Freire. A transmissão é pelo canal oficial do artista, no youtube. 

Lançado pela primeira vez em 1995, O LP LAPIDAR - selo Caravela Records e distribuição da Warner Music Brasil - contém 10 faixas que falam sobre sua vivência cultural no bairro em que nasceu, em João Pessoa, e suas experiências e anseios como um jovem artista na busca da construção de uma arte transformadora.

Para Naldinho, o momento é de felicidade em poder lançar o LP de uma forma mais acessível buscando trazer a tona suas vivências dos anos 90 em contrapartida ao momento vivenciado hoje de pandemia: "As minhas expectativas são as melhores em trazer essa vivência para esse momento, principalmente por se tratar de uma pandemia, me reconectando com o período em que vivi nos anos 90. Espero que as pessoas gostem dessa remasterização, tanto as que possuem o LP e poderão ter um acesso melhor, quanto as que ainda não conhecem meu trabalho".

Lançar LAPIDAR de forma digital é dar mais acesso ao público de poder conhecer o início da carreira do cantor e de expandir ainda mais o seu trabalho, uma vez que a internet é um dos caminhos que sempre está crescendo e em que todos estão inseridos. É um novo contexto de lançamento comparado ao que se tinha no ano de 1995.

A carreira de Naldinho Freire registra um vinil, três CDs, um DVD, participações em coletâneas músicas, concertos em várias cidades do Brasil e europeias. No ano de 2019, em Belém do Pará, lançou o seu quarto álbum de título “sem chumbo nos pés”, e realizou turnê pelo Nordeste e Sudeste do Brasil, além de apresentá-lo em Cabo Verde, na  Argentina e em Portugal. 

“LAPIDAR” 

- Lançamento: Caravela Records. 

- Distribuição: Warner Music Brasil. 

Link para o pre-save:

https://fpt.fm/app/30266/lapidar

Inscreva -se no canal:

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Serviço

Live Naldinho Freire - lançamento digital do LP LAPIDAR (1995). Live nesta sexta-feira, 24, às 19h, n no youtube Naldinho Freire Oficial - bit.ly/youtubenaldinhofreireoficial

(Edições do Holofote Virtual, com texto produzido por Pei Shung Fon, estudante de Relações Públicas e voluntária no projeto de extensão Bureau de Comunicação Comunitária da Agerp/Cos/Ufal, sob orientação coordenação da professora Manuela Callou e da adjunta Keka Rabelo).


16.9.21

HOLOFOTANDO POR AÍ - Por Luciana Medeiros

 


Abrindo hoje essa sessão de notícias curtinhas que vou compartilhar com vocês sempre às quinta-feiras. Vai rolar de um tudo e vou contar sobre o que estou produzindo, acessando, descobrindo e holofotando por aí. Espero que vocês gostem. No mais, o blog segue com reportagens e entrevistas envolvendo o universo cultural paraense.


DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Vai começar na semana que vem, de 20 a 24 de setembro, mais uma oficina de introdução ao audiovisual da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás. Desta vez, vamos aos primeiros passos para realizar uma boa direção de fotografia, com Fernanda Brito Gaia. Inscrições pelo WhatsApp: (94) 99220.3451. Desde agosto que a instituição vem realizando essas oficinas e já passaram por lá as de introdução à Produção Audiovisual, com Felipe Cortez, ao roteiro cinematográfico, com San Marcelo e nesta semana, está finalizando, nesta sexta-feira, 17, a de introdução ao Documentário com a querida Larissa Ribeiro.


BLUES AMAZÔNICO

Jeová, Zé Puget e Carlos Canhão
Foto: Cláudio Ferreira

Tá saindo do forno o disco Amazônico, da banda do guitarrista Zé Puget, que vem com oito músicas autorais, arte de capa assinada pelo desenhista e designer Igor Diniz e produção musical de Carlos Canhão Brito, baterista. Formado também por Jeová Ferreira, no baixo, o grupo Puget Blues é um dos mais antigos do gênero em Belém. As faixas estarão disponíveis antes do final de setembro e em novembro vem vídeoclipe que tive o prazer de dirigir, grata, meninos! Sigam-nos no Instagram @pugetblues 


SESC AMPLIA INSTALAÇÕES 

Já estou sabendo e quero ver de perto! Foram finalizadas as obras de ampliação do prédio anexo do Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso. Fica ali na Boulevard Castilhos França e que está prestes a inaugurar, com mais espaço para a arte, cultura e lazer. O prédio original é tombado pela lei orgânica do Município de 1990. 


SAUDADES DO LIMA

Givaldo Pastana
Foto: Otávio Henriques
Em breve, o guitarrista Givaldo Pastana, músico da Vila dos Cabanos, vai lançar seu primeiro álbum, “Saudades do Lima”, uma homenagem ao criador da guitarrada, Mestre Vieira. O disco é um álbum vista que sai com o selo Guitarrada Patrimônio Cultural, projeto selecionado pelo edital de música da Lei Aldir Blanc. Outubro nas plataformas digitais, aguardem!
 


SUCESSO

É assim que defino o álbum Preciso Cantar, do cantor, compositor e poeta Dand M. que vem aí com 8 faixas, quatro delas inéditas. A obra tem direção musical de Rafael Guerreiro e produção musical do Carlos Canhão Brito. Conta com o contrabaixo e piano de Cláudio Darwich e preparação vocal de Thalia Sarmanho e outras participações. Produção nossa! Vai estar nas plataformas digitais ainda em setembro! 


WEBSÉRIE COM THIAGO CASTANHO

Tenho acompanhado o lançamento de um a um dos episódios da webserie “Do Boteco à Baiuca”, iniciativa da Bohemia com o chef Thiago Castanho, no canal dele no Instagram, já foram lá ver? Então corram. No último teve Mestre Curica e participação também de Ana Paula Guerreiro, do Espaço Cultural Apoena. De 15 em 15 dias estreia novo vídeo, bem curtinho, gostoso de ver. Até o Círio tem mais. Vai no perfil @thiagocastanho e confere.


CIRCULAR EM OUTUBRO

#Tbt Circular 2019 | Foto: Cláudio Ferreira
O projeto Circular Campina Cidade Velha vai realizar a sua 37ª edição no dia 3 de outubro, o primeiro domingo desse mês festivo por natureza, em Belém do Pará. Vamos para as ruas do centro histórico de Belém, mas com máscara, álcool gel e muito juízo, tá meu povo! Em breve sai a programação. Quem preferir ficar em casa, vai acompanhar as coisas pelas redes sociais.


VARANDA CONFIRMADA

Notícia quentinha. Vai ter Varanda da Fafá de Belém este ano, no Círio de Nazaré, e a programação vem com inovações e convidados especiais. A-guar-dem.


SEGUE O BLOG

Por hoje é só, pessoal. Não deixem de dar uma olhadinha aí nas matérias do do blog. Estamos por aqui desde 2008. Segue a gente no Instagram @holofote_virtual

Festival Raízes Cabanas traz ação criativa feminina

Feito por mulheres e para mulheres, o evento vai reunir música, empreendedorismo e arte. A programação, neste sábado, 18, começa 17h, com o grupo Tamboiara e segue com pockets shows de Rap com Mc's mulheres, como Ruth Clark, e o trio Dabruxaclan Mc. Durante as apresentações, o público também confere a exposição da artista Vitória Cibele e a feirinha de empreendedorismo, composta apenas por mulheres. Na Estrada do Benjamim 137, Cabanagem, em Belém.

A ideia é antiga, mas só foi possível de ser realizada este ano. "Nós já tínhamos a ideia e escrevemos o projeto para realizar esse evento lá, mas pretendemos reproduzir isso em outros bairros futuramente. Surgiu quando trabalhávamos no bairro da Cabanagem e criamos uma relação com as pessoas que moram e transitam pelo local, conversávamos com essas pessoas, inclusive com artistas da região e percebemos a carência de eventos culturais no bairro, principalmente os que trazem como foco a cultura popular paraense", explica Clara Panzera, uma das idealizadora do evento.

A curadoria artística do Festival Raízes Cabanas foi da organização do festival. "Nós escolhemos as atrações priorizando as artistas e empreendedoras moradoras do bairro da Cabanagem e da Augusto Montenegro, pensando na valorização do trabalho de mulheres da região em que acontecerá o evento”, diz Luma Rodrigues, também idealizadora.

A iniciativa aposta nessa  necessidade de criação de eventos que valorizem a mulher. "Mas não só isso, eventos que valorizem a mulher fazedora de cultura e empreendedora da periferia. Muitas vezes essas mulheres precisam sair de seus bairros para ter uma chance de mostrar os seus produtos e seus projetos, o Festival Raízes Cabanas irá trazer um espaço de acolhimento e aceitabilidade para essas mulheres. É importante frisar  a necessidade de espaço para as mulheres fazedoras e organizadoras de eventos, já que a equipe é toda composta por mulheres", ressalta Luma. 

Incentivo, protagonismo e sonhos 

A  primeira edição do festival sai graças à lei Aldir Blanc, que incentiva a realização de um sonho. "Esse projeto além de tudo ganhou uma visibilidade que talvez sem esse incentivo da Lei nos deu, não teríamos conseguido. Esperamos que seja o pontapé inicial de um grande projeto", diz Luma.

Ela também chama atenção para o diferencial do projeto. "A experiência tem sido diferente das outras por se tratar de uma comunidade específica, onde de certa forma estaremos nos representando, mas não só isso, estamos dando voz a uma parte da sociedade que é silenciada muitas vezes, que é a mulher periférica", continua. Ela e Clara também ressaltam que todo mundo é bem vindo. "Queremos frisar que não aceitamos nenhum tipo de intolerância e preconceito".

Clara Panzera e Luma Rodrigues, além da produção, também assumem na equipe a comunicação, que pretende trazer imagens da realização mesmo a quem não esteja presente. "Nós nos dividimos nessas funções, porém o projeto conta com parceiras e elas ficam responsáveis pelos outros setores do festival, como a cobertura do evento com o projeto Grafê Arte Fotografia por Ádria Catarina e Beatriz Santos que estarão trabalhando nas fotos oficiais, feira de empreendedorismo com a crocheteira Ellan e a floricultora Julia e o varal de artes visuais com a artista Vitória Cibele”, diz Clara.

A realização de um evento presencial em meio ao clima endêmico, é o maior desafio para elas, que no entanto acreditam que é preciso enfrentar, com cuidados, mas não deixar de fazer. "Eu percebo que muitos artistas que publicaram seus feitos de forma online estão trazendo agora presencialmente para o público e nessa situação a gente precisa se adaptar, trazer hábitos que adquirimos durante a pandemia e que ainda precisamos utilizá-los para nos proteger. A cultura pode ser usada como uma ferramenta para manter a conscientização para as pessoas continuarem se protegendo e se vacinarem”, reforça a produtora. 

Serviço

Para saber mais informações entrar em contato pelo email festivalraizescabanas@gmail.com ou pelo instagram @festivalraizescabanas. O evento acontecerá neste dia 18/09 (sábado), a partir das 17h, na Estrada do Benjamim 137, Cabanagem. Uso das ferramentas de proteção: máscaras, vacinação e álcool em gel para a higienização das mãos.

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15.9.21

Retumbaiá com dança circular e culturas populares

Retumbaiá
Foto: Victória Sampaio
A I Mostra de Danças Circulares & Culturas Populares da Amazônia será realizada nos dias 17 e 19 de setembro, na Praça do Horto e no Solar da Beira e, em formato digital, no dia 17 de outubro. O projeto foi contemplado pelo Prêmio Culturas Populares – Cultura em Movimento/ FIDESA – SECULT-PA | Lei Aldir Blanc.  

Maria Esperança Tenetehara é focalizadora de danças circulares, arte-educadora, pesquisadora e estudiosa e praticante das danças, músicas e poéticas das manifestações culturais da Amazônia. Em 2020-2021, ao dar vazão à criação e emergência do novo no contexto da pandemia, a artista revisita sua pesquisa reencontrando antigas parcerias e desta forma nasce Mainumy – anDanças e poÉticas brinCantes, uma iniciativa que celebra uma bela trajetória de quase 20 anos de pesquisAção, formação de público, prática da dança, produção de conhecimento e valorização do patrimônio imaterial da Amazônia. 

“RetumBaiá” é primeiro resultado de Mainumy. Em sua etimologia imaginária fundada nas palavras “retumbar” (de ressoar) e “baiá” (dançar/brincar), a mostra abriga um contexto simbólico nas tradições devocionais afro-amazônidas, destacando-se o Retumbão da Marujada de São Benedito de Bragança/PA, e o Tambor de Mina e o Baião de Princesas do Maranhão, manifestações de matrizes indígenas, africanas e ibéricas em terras amazônicas entre o Pará e o Maranhão, enraizadas da beira-rio à beira-mar e que inspiram a pesquisa que dá origem a este projeto. 

A iniciativa pretende dar gratidão a todas as comunidades tradicionais, mestras e mestres dos saberes populares, pesquisadores artistas, educadores; e a todos os grupos e focalizadores de danças circulares, parceiros envolvidos pela nutrição amorosa ao longo desta bela história da dança na Amazônia e em nossa aldeia-mundo. Além da realização da Lei Aldir Blanc, o projeto também tem apoio do Cac - Centro Alternativo de Cultura, CO-MOVE, Estúdio Casa, CODEM, SEMMA-Prefeitura de Belém.

Veja o que vai rolar neste final de semana

Músicos
Foto: Victoria Sampaio
Nesta sexta-feira, 17, portanto, a Roda Brincante ManiFESTA DAS ÁGUAS convida o público a participar da prática, a partir das 18h, na Praça Milton Trindade (Horto Municipal). Haverá interaão, criação e recriação estética e cultural entre artistas, pesquisadores e o mestre de cultura popular Raimundo Borges, antigo colaborador da pesquisadora-proponente.  A intervenção presencial será realizada mediante protocolos da pandemia.  E no domingo, 19 de setembro, a programação segue com o BAILE - Encontro CIRCULAR “A AMAZÔNIA NOMUNDO, o MUNDO NA AMAZÔNIA”, a partir das 10h, no Solar da Beira – Ver-o-Peso.  

RETUMBAIÁ propõe o diálogo transdisciplinar acerca das danças circulares & danças e outras poéticas das tradições brasileiras na Amazônia, reunindo antigos e novos focalizadores das danças circulares, artistas, educadores, mestres, brincantes e uma equipe de pesquisa, produção e comunicação. Nesta ação digital, haverá participação de focalizadoras do Pará, Manaus, São Luís e outras regiões brasileiras, com acesso virtual gratuito aos focalizadores, educadores, terapeutas, e público em geral, do Brasil e do Mundo.

Focalizadoras e brincantes
Foto: Victoria Sampaio
Integrando uma grande rede de pessoas, organizações e projetos em torno do ensino-aprendizagem de danças circulares & artes brincantes, como potências e estratégias de criatividade e vitalidade social, esta ação é um chamado que celebra 19 anos das Danças Circulares em Belém – Amazônia – PA.

É também o aniversário do iniciador desta abordagem e movimento da dança no mundo – o bailarino Bernhard Wosien (1908-1986). Após o baile, haverá uma roda de conversa com os pesquisadores-brincantes-focalizadores, que compartilharão ideias sobre o processo criativo do projeto RetumBaiá e as potencialidades da dança nas áreas de educação e saúde.

Nas ações presenciais, por motivos e cuidados contra a Covid, a limitação de participação na Praça do Horto, no dia 17, será de 80 pessoas. Já no dia 19, no Solar da Beira, a capacidade será de 50 pessoas. Nesta atividade, também solicita-se às pessoas que levem algo para sentar, como canga/lenço/mini-esteira para a roda de conversa; além de garrafa de água, álcool gel e máscara. 

Em outubro - O encerramento do projeto será no dia 17 de outubro, com o lançamento digital do Site Mainumy – anDanças e poÉticasbrincantes, e participação simbólica de Mestres-artistas brincantes.  Será o momento em que os pesquisadores-brincantes compartilharão ideias  sobre o processo criativo do projeto, contando ainda com oficinas e relatos de aplicação dessa linguagem da dança nas diversas áreas. 

Vivências na imersão de um processo criativo

Processo criativo
Foto: Victoria Sampaio
As Vivências Retumbaiá foram processos criativos e colaborativos entre a equipe de artistas-brincantes-focalizadores do projeto, o público e o Mestre Raimundo Borges. Foram realizados estudos musicais e de dança a partir de um roteiro gestual-poético-simbólico-musical que será apresentado na roda brincante – espetáculo interativo da mostra. 

Também fizeram parte das Vivências RetumBaiá, encontros com outras comunidades – educadores, mestres, artistas e focalizadores, como parte do processo de criação e compartilhamento e trocas de saberes, metodologia criativa colaborativa inerente às culturas populares.

A criação do site e a realização do baile-encontro também têm como base a referida pesquisa e o acervo da ong Mana-Maní Círculo Aberto de Comunicação e Cultura. Instituição co-criada e liderada por Maria Esperança Tenetehara, pessoa que teve papel fundamental na inserção das danças circulares do mundo na Amazônia, bem como a difusão das danças circulares da Amazônia Paraense para o Brasil e para o mundo.

A pesquisa que dá origem e fundamenta o projeto RetumBaiá tem base no Acervo Mana-Maní, que reúne relatos da oralidade e vídeos-dança, material iconográfico, textos. Todo esse material estará na midiateca do novo site Mainumy que pretende gerar conhecimento e reflexão em torno das manifestações culturais de matrizes indígenas, africanas e ibéricas em terras amazônicas. Como também das danças circulares, na Amazônia e no Mundo, para recriação e emergência do novo em tempos  pandêmicos. 

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Roda Brincante ManiFESTA DAS ÁGUAS

Hora: 18h

Local: Praça do Horto (Pça Milton Trindade) 

Domingo, 19 de setembro de 2021

BAILE - Encontro CIRCULAR “A AMAZÔNIA NO MUNDO, o MUNDO NA AMAZÔNIA”

Hora: 10h

Local: Solar da Beira – Ver-o-Peso

Domingo, 17 de outubro de 2021

Lançamento digital – Canal de Youtube Conexão Mainumy

Site Mainumy – anDanças e poÉticas brincantes 

CONHEÇA QUEM FAZ O RETUMBAIÁ

Maria Esperança Tenetehara – coordenação geral, direção artística, pesquisa, textos, voz, dançante. 

Marluce Araújo – narrativa mitopoética, voz, dançante, percussão, cenografia. 

Mayra Faro – dançante, voz e narrativa mitopoética. 

Mayara La Rocque – narrativa mitopoética, voz, dançante, percussão.

Cleber Cajun – co-direção artística, narrativa mitopoética, voz, dançante, percussão.

Patrícia Ferraz – mediação de dança, voz, percussão, textos. 

Raimundo Rodrigues Borges – relator do imaginário poético e histórico das culturas populares da zona bragantina. Mestre da cultura popular paraense, com longos anos dedicados à Circulação da Comitiva de São Benedito.

Thales Branche – co-direção artística, voz, banjo, violão. 

Armando de Mendonça – violino, voz e percussão. É músico, compositor, produtor musical, sonoplasta, ator e educador popular.

Edson Santana – percussão e voz. 

Mônica Gouveia – Produção. 

Victória Sampaio – registro fotográfico e edição de vídeos. 

Liv Malcher – Designer Gráfico. 

Serviço

Retumbaiá - I Mostra de Danças Circulares & Culturas Populares da Amazônia. Dia 17, às 18h, é para até 80 pessoas, Praça do Horto  - Rua dos Munducus. Dia 19, às 10h, no Solar da Beira, Ver-o-Peso, para até 50 pessoas. Solicita-se às pessoas que levem algo para sentar, como canga/lenço/mini-esteira para a roda de conversa; além de garrafa de água, álcool gel e máscara. 

Projeto contemplado pelo Prêmio Edital Culturas Populares – Categoria Cultura em Movimento / FIDESA – SECULT-PA | Lei Aldir Blanc. Apoio Cac - Centro Alternativo de Cultura, CO-MOVE, Estúdio Casa, CODEM, SEMMA-Prefeitura de Belém. 

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14.9.21

Ampli Sessions traz performance autoral de Inesita

Foto: Igor Negrão

A segunda semana do Ampli Sessions – Edição Especial trará como atração a musicista e compositora paraense Inesita, que preparou um repertório autoral para o projeto, realizado pela Ampli Criativa e Soma Música, selecionado pela Lei Aldir Blanc Pará. O programa vai ao ar no Youtube da AmpliCriativa nesta quarta, 15, às 20h.

Inesita representa a música feminina da Amazônia e é uma das atrações da segunda edição da Ampli Sessions que conta ainda com Félix Robatto, Steamy Frogs e um single/clipe feito de forma colaborativa por diversos artistas como Dona Onete e Móbile Lunar. "Projetos como o Ampli Sessions são de extrema importância para divulgar a música paraense e o próprio artista. Pra gente, é necessário ter um produto de qualidade tanto visual quanto sonoro para jogar no mundo”, explica a artista.

Para a Ampli Sessions, Inesita apresenta três músicas autorais de diferentes momentos de sua carreira. A primeira é O Barco, lançada em 2017 no primeiro EP Normal de Pedra, a segunda música é Céu no Olhar, lançada semana passada como single do primeiro álbum da artista: Cada Objeto uma Canção, que será lançado ainda este mês; encerrando, Inesita apresenta Esfarrapa o Pé, que está no segundo EP Cinza de 2018. 

Leo Chermont
Foto: Igor Negrão

“Coincidentemente, todas as músicas do repertório têm a célula do Carimbó na sua mistura e para a apresentação chamei o Léo Chermont, que é o produtor dos EPs e do álbum pra tocar a guitarra e o Junhão na bateria”, conta.

Foi em 2009, que Inesita se lançou profissionalmente na música: atuando como baixista e tecladista n'O Meio do Mundo, sua primeira experiência com banda autoral. Em 2014, foi contrabaixista na banda A República Imperial, quando lançaram o EP Cinema Ór e a partir desse trabalho, começou a participar de vários projetos e festivais como o 9° Se Rasgum (2014) e Festival Demo Sul (Londrina 2016). 

Em 2017, deu início à carreira solo com o lançamento do EP Normal de Pedra, e em 2018, lançou o segundo: Cinza, os dois produzidos por Léo Chermont. Atualmente, Inesita vem se dividindo entre atuar como contrabaixista nos projetos Elder Effe e Os Comparsas e A Trip To Forget Someone e sua carreira solo. No final de setembro, a artista lança o primeiro álbum: Cada Objeto uma Canção.

Foi a música que ajudou a artista a enfrentar a pandemia. “A música salva. Foi o que me puxou pra cima durante esse período caótico que ainda estamos vivendo. A arte e o artista têm o poder de se adaptar e foi isso que aconteceu. Músicos se adaptando e se comunicando do jeito que dá”, finaliza.

Foto: Igor Negrão

Aprovado pela Lei Aldir Blanc Pará, a segunda temporada ganhou o nome de Ampli Sessions – Edição Especial por apresentar formato reduzido. Os artistas convidados tocam três músicas autorais em uma produção intimista. Félix Robatto, Steamy Frogs e Inesita são os participantes das sessions desta edição. A ideia é divulgar a cena musical independente do Pará.

“Nossa ideia é levar música a casa de todas as pessoas. Queremos mostrar mais sobre o cenário paraense, dar espaço aos artistas independentes, misturar as diferentes tribos e, quem sabe, ganhar um espaço na TV para mostrar essa produção”, revela Elder Effe, um dos idealizadores do projeto.

Com classificação livre, cada episódio contará com 25 minutos e será disponibilizado no Youtube da Ampli Criativa, sempre às 20 horas das quartas: 08, 15 e 22 de setembro. As sessions foram gravadas em junho deste ano, no APCE Estúdio, em Belém, seguindo todas as recomendações de segurança dos órgãos de saúde para o Covid-19.

“Realizar um projeto desse em meio à pandemia é um desafio. Primeiro que, pela segurança de todos, a equipe é reduzida, a gente acaba tendo que executar muitas coisas com poucos braços, mas também tem a questão do conteúdo virtual, que ainda tem sido um grande processo de aprendizado”, conta Joelle Mesquita, da Soma Música, idealizadora do projeto.

Quem abriu a programação no dia 08 foi Félix Robatto, artista atuante da cena autoral de Belém. Nesta quarta, 15, tem a musicista Inesita, que apresenta músicas de seu trabalho solo. Na terceira quarta-feira, 22, será a vez da banda Steamy Frogs (em português, sapos fumegantes), que apresenta faixas de seu álbum de estreia Labirinto Mental, lançado em 2019. E encerrando a programação, no dia 29 de setembro, tem o lançamento do single/clipe É o Amor feito em colaboração com vários artistas como as bandas Móbile Lunar e Dois na Janela, Elder Effe, Liège e Dona Onete.

Serviço

Lançamento do projeto Ampli Sessions – Edição Especial com participação de Inesita. No Youtube Ampli Criativa (https://www.youtube.com/user/AmpliCriativa). Nesta quarta-feira, 15, às 20h. Classificação: Livre. Informações: @somamusica.

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