31.12.08

Que venha 2009!!!!


E o que faremos com mais este primeiro ano do resto de nossas vidas????

Seja lá o que vocês estiverem pensando... desejo paz, amor, sucesso e muitos amigos em 2009!!!!

FELIZ ANO NOVO PRA TODOS VOCÊS!!!!


27.12.08

O ano ainda nem virou mas já é carnaval sim senhor!


O bar da Walda, a Taberna São Jorge, antecipa a folia hoje, a partir das 18h, com bandinha tocando aquelas marchinhas e com tudo mais que se tem direito. Serpentina, confete e fantasias engraçadas.
Carnaval, tempo de colocar nossas melhores máscaras e sair brincando e brindando com amigos. No carnaval, usamos melhor a imaginação.

O convite está feito!

26.12.08

Roubo de Obras Raras do Museu Paraense Emílio Goeldi


O Museu Emílio Goeldi sofreu um roubo de proporções gigantescas. Coleções raras e valiosíssimas. Para ajudar a polícia que está investigando o caso, o Goeldi disponibilizou a lista dos itens furtados (seguem abaixo). Todos os livros e in-folios possuem, na página de rosto, uma marca d'água com o número do registro, um carimbo e anotações a lápis com o número da chamada. Exemplos dessas marcas também estão nestas fotos aqui expostas, nas páginas de rosto de Merian (in-folio) e de Cramer (livro).

Quanto mais pessoas souberem mais chances se terá de recperar este acervo. Para aqueles que frequentam leilões, feiras de antiguidades, sebos, alfarrabistas e livreiros, inclusive na internet, é preciso ficar atentos (principalmente os amigos de São Paulo que frequentam a feira do MASP). A Polícia Federal disponibilizou um telefone para denúncias, ativo 24 horas: 91-3214-8014.

Relação dos In-folios Extraviados

Des Murs, O. Iconographie ornithologique. Nouveau recueil general de planches d’oiseaux pur server de suite et de complément aux planches eluminées de Buffon...Paris, 1849. 2v. Reg. 877/61(Atlas) (In-folio 66)

Hernandez, Francisco. Rerum medicarum Novae Hispaniae thesaurus, seu plantarum, animalium, mineralium... Roma, Ex Typographcio Iacobi Mascardí, 1628. Reg. 428/59 (In-folio 6)

Maryaen, Maria Sybilla. ...Over de voortteeling ou wonderbaerlyke veranderingen der Surinaamsche insecten...Amsterdam, Jean Frederic Bernard, 1730. Reg. 763/61 (In-folio 60)

Mikan, J. C. Delectus florae et faunae brasiliensis... Vindobonae, Typis Antonii Strauss, 1820. Reg. 751/61 (In-folio 50)

Piso, Willem. Indiae utriusque re naturali et medica libri quatuordecim Amstelaedami, Apud Ludovicum et Danielem, 1658. Reg. 877/61 (In-folio 67)

Pohl, Ioanne Emanuele. Planrtarum Brasiliae ícones et descriptions hactenus ineditae iussu et auspiciis Francisci Primi imperatoris et regis augustissimi... Vindobonae, 1827-31. Reg. 185/62 (In-folio 95)

Sagra, Ramon de la. Album de aves cubanas reunidas durante el viagem de D. Ramon de la Sagra dedicado a S. M. Dona Isabel II. Paris, Imp. Litografia de Maulde y Renou, 1842. Reg. 180/61 (In-folio 30)

Spix, Jean de. Simiarum et vespertiolinum brasiliensium species novae histoire naturelle des spèces nouvelles de singes et de chauves-souris observées et recueillies pendant de voyage dans l’interieur du Brasil… dans les annés 1817, 1818, 1819, 1820… Monachii, Typis Francis Seraphici Hübschmanni, 1823. Reg. 759/61 (In-folio 57)

Spix, Johann Baptist von. Species novae ranarum quas in itinere annis 1817-1820 per Brasilian jussu auspiciis Maximilliani Jophi I... operas a spixio anno 1824 editi tabulas revisit, denuo imprimendas coloribus imbuendas curavit dr. Car. Phil de Martius... Monachii, Imprensis Editoris, 1839. Reg. 202/61 (In-folio 33)

Wied-Neuwied, Mximilian. Abbildungen zur naturgeschichte brasilliens. Weiner, 1823. Reg. 104/61 (In-folio 24)

veja mais abaixo

Relação de livros extraviados


Agassiz, Louis. Contributions to the Natural History of the United States of America...Boston, 1857. 2v. Reg. 134-135/61

Anstett, J. Ph. Historia natural popular, descripção circunstanciada dos três reinos da natureza...3 ed. Rio de Janeiro, Laemmert, 1873. Falta o registro 2320/75

Barbosa Rodrigues, João. Plantas novas cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro I-VI. Descríptas...1891-98. Reg 340/60

Barbosa, Rodrigues, João. Hortus fluminensis ou breve notícia sobre as plantas cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, para servir de guia aos visitantes...Rio de Janeiro, Typ. Leuzinger, 1894. Reg. 210/58

Brabourne, Lord. The Birds of South America London, 1912-17. Reg. 73-74/58

Coudreau, Henri. Voyage au Yamundá 21 janvier à 27 juin 1899. Paris, A. Lahure, 1899. Falta o registro 282/90

Cramer, Pierre. Pappilons exotiques des trois parties du monde. L´Asie, l´Afrique et l´Amerique rassemblés et décrits...Amsterdam, 1779-1791. Falta o registro 829/61

Darwin, Charles. A monograph on the sub-class Cirripedia, with figures of all the species...London, Ray Society, 1851-1854. 2v.Reg. 125-126/61

Engler, Adolf. Die naturlichen pflanzenfamilien...Leipzig, Wilhelm Engelman, 1887-1909. Falta o registro 216/59

Estados Unidos. Pacific Railroad Survey. Reports of explorations and survey to ascerta in the most praticable...Route for a railroad from Mississipi Rivers to the Pacific Ocean. Washington, 1853-1859. 18v. Reg. 70-87/65 (Encadernados juntos)

Estados Unidos.Geographical and geological explorations, and surveys west of the one Hundredth Meridian. Report upon geographical and geological explorations and surveys west...Washington, Printing Office, 1875. Reg. 240/61

Feuillés, Louis. Histoire des plantes medicinales. Qui sont plus em usage aux Royaymes du Peru & du Chily dans l´Amérique Meridionale...[1725?]. Reg 341/60

Gaertner, Joseph. De fructibus et seminibus platarum...Stutgardiae, Typis Academiae Carolinae, Tupingae, Typis Guilielmi Henrici Schrammii, 1788-91. Falta registro 59/60
22/12/2008
Goeldi, Emílio Augusto. Ensaio sobre o Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira; mormente em relação às suas viagens na Amazônia sua importância como naturalista. Belém, Alfredo Silva, 1895. Reg. 712/57

Goeldi, Oswaldo. 10 gravuras em madeira. Rio de Janeiro, Off. Graf. Pongetti & Cia, 1930. Reg. 1265/60

Goode, George Brown. The fisherey industries of the United State...Washington, Government Printing Office, 1884. Reg. 1166/61

Holbrook, John Edwards. North american herpetology or a description of the reptiles inhabiting the United States... Philadelphia, J. Dobson, 1836. Reg. 137/61

Huebner, Jacob. Sammlung exotischer schnetterlinge errichtet von Jacob hubner (1806)...Neue engliche facsimile ausgabe...von P. Wytsman mit ammerkungs – Text von W. F. Kirby ...Brussel, V. Verteneuill und L. Dsmet, 1894-1908. Falta o registro 828/61

Kidder, Daniel Parish. Sketches of residence and travels in Brasil, enbrancing historical and geografical notices of the Empire at is several provinces. Philadelphia, Serin & Ball; London, Wiley & Putnam, 1845. 2v. Reg.204-205/57

Koningsberger, J. C. Java zoologisch en biologisch...Buitenzorg Drukkerij Dep., 1911-1915. 9 fasc. Falta o registro 595/61

Luciani, Arturo. O Estado do Amazonas (Brasil)...Genova, A. Motofarno, 1899. Reg. 3339/75

Oberthur, Charles. Études de lipedoptérologie comparée...Rennes, Imp. Oberthur, 1917. Reg. 225/66

Poeppig, Eduard. Reise in Chile, Peru und auf dem amazonenstrone wahrend der jahre. Leipzig F. Fleischer, 1835-6. Falta o registro 739/61

Ralph, Thomas Shearman. Ícones carpologicae. London, 1849. Reg. 35/60

Seitz, Adalbert. Lês macrolépitoptèresdu Globe.Revision systematique dês macrolépidoptères connus a ce jour, publié ane lê concoms dês spécialistes lês plus renommés...Paris, 1913-27. Falta o registro 17/63

Shaw, George. General zoologie, or systematic natural history...With plates from the first authorities and most select specimens, engraved principally by Mr. Hearth. London G. Kearsley, 1802. 2v. Reg. 116-117/61

Spix, Johann Baptist von. Serpentum brasiliensium species novae ou histoire naturelle des espécies nouvelles de serpens, recueillies et observées pendant le voyage dans l´interieur du Brésil dans lês années 1817-1820...écrite d´aprés les notes du voyageur par Jean Wagler...Monachii, Typis Franc. Seraph. Hübschunanni, 1824. Reg.317/59

Stoll, Gaspar. Representation exactement colorée d´après nature des spectres ou phasmes, des nantes, des sauterelles, des grillons...Amsterdan, J. C. Sepp et Fils, 1813. 2v. em 1. Reg 730/61

Westwood, John Obadiah. Catalogus of Orthopterous Insects...London, Trustes British Museum, 1859. Reg. 772/61

Wytsman, P. Genera insetorum...Bruxelles, V. Vertenevil et Desmet, 1902-15. 33v. Faltam registros 436/61 e 1277/61.

24.12.08

Aos amigos do Holofote


O desejo de um natal cheio de luz e paz


E em 2009....

vamos trilhar novos caminhos!!!



23.12.08

"Chupa-chupa, a história que veio do céu" volta em cartaz no cine Olympia.


Rodado em Colares no nordeste paraense o DOC TV, em 2006, "Chupa-chupa, a história que veio do céu" está de volta à tela do cine Olympia. É mais uma oportunidade para quem ainda não viu, conferir umas das histórias mais misteriosas já ocorrida nos céus da Amazônia. Na ocasião Adriano Barroso e Roger Elarrat ainda vão exibir dois curtas: "Vernissagem" e "Visagem". Também já vi e recomendo.

Chupa-chupa tem a direção e o roteiro de Adriano Barroso e Roger Elarrat, narra a história da cidade de Colares 30 após de ser, supostamente, vítima de ataque alienígena. O filme foi um dos vencedores do DocTv III em 2007 e depois de rodar alguns festivais está de volta a Belém.

Serviço - Chupa-chupa, A história que veio do Céu - Cine Olympia de 23 a 30 de dezembro/2008 - às 18h30 - Entrada franca!

20.12.08

Enquanto a chuva cai


A chuva cai. O ar fica mole . . .
Indistinto . . . ambarino . . . gris . . .
E no monótono matiz
Da névoa enovelada bole
A folhagem como o bailar.Torvelinhai, torrentes do ar!

Cantai, ó bátega chorosa,
As velhas árias funerais.
Minh’alma sofre e sonha e goza
À cantilena dos beirais.

Meu coração está sedento
De tão ardido pelo pranto.
Dai um brando acompanhamento
À canção do meu desencanto.

Volúpia dos abandonados . . .
Dos sós . . . — ouvir a água escorrer,
Lavando o tédio dos telhados
Que se sentem envelhecer . . .

Ó caro ruído embalador,
Terno como a canção das amas!
Canta as baladas que mais amas,
Para embalar a minha dor!

A chuva cai. A chuva aumenta.
Cai, benfazeja, a bom cair!
Contenta as árvores! Contenta
As sementes que vão abrir!

Eu te bendigo, água que inundas!
Ó água amiga das raízes,
Que na mudez das terras fundas
Às vezes são tão infelizes!

E eu te amo! Quer quando fustigas
Ao sopro mau dos vendavais
As grandes árvores antigas,
Quer quando mansamente cais.

É que na tua voz selvagem,
Voz de cortante, álgida mágoa,
Aprendi na cidade a ouvir
Como um eco que vem na aragem
A estrugir, rugir e mugir,
O lamento das quedas-d’água!


Manoel Bandeira



O GRITO NEGRO DE CESARIA EVORA



O grito negro de Cesaria Evora
Sangrou nas espumas do mar
Arrefeceu a dor da herança ibérica
E fez da melancolia de uma saudade
Um canto de liberdade e força eterna
Verrumando o corpo inteiro
Varrendo as sombras das janelas.


Poema de Rafael Gregório, grande amigo, ouso dizer!
o clic é de Luana Medeiros Weyl

19.12.08

Artigo - Folha de São Paulo

Bienal age de modo cínico e intolerante ao lavar as mãosAcusar a grafiteira Carolina da Mota, presa há 52 dias, de "danificar patrimônio tombado" é estratégia hedionda

Paulo Herkenhoff
Especial para Folha de São Paulo

Minha opinião ou a de qualquer outra pessoa sobre o grafite não tem a menor importância no caso da Carolina Pivetta da Mota na Bienal de São Paulo. Não se trata de condenar ou aplaudir a ação de grafitagem. Eu vi, em 1972, os seguranças do MAM carioca ajudarem Antonio Manuel a fugir da polícia que o perseguia porque havia se apresentado nu no Salão Nacional de Arte Moderna. O MAM do Rio não mandou prender Raimundo Colares quando quebrou vidros do prédio em manifestação durante a ditadura militar.

A Bienal quer que o Brasil sinta saudades da ditadura? A mesma Bienal que entrega a grafiteira à polícia foi a que proscreveu Cildo Meireles em 2006 por ter protestado contra a reeleição de Edemar Cid Ferreira para seu conselho. O paradoxo é que Edemar não providenciou a prisão da garota que beijou com batom uma tela de Andy Warhol na Bienal de 1996, fato muito mais grave do que grafitar paredes nuas.

A Bienal, seu presidente, conselheiros e curadores que continuarem a se omitir precisam aprender algo com Edemar: na Bienal, a repressão não é um fim em si. Confesso que, quando soube da grafitagem, pensei que fosse um gesto autorizado numa Bienal que ia criar uma praça de convivência e estimulava a participação da cultura pop jovem. Era estratégia de marketing ou efetiva proposta de política cultural?

No entanto, tudo é obscurantista na posição da Bienal desde o dia da grafitagem. Posso até entender as reações de primeira hora mais agressivas por agentes culturais e políticos da Bienal, mas temos de admitir ser uma estratégia hedionda acusar a grafiteira de "danificar" o patrimônio tombado, já que as feiras, as festas de casamento e a própria Bienal furam e escrevem nas paredes, pintam e bordam com o prédio sem autorização do Iphan.

Se a grafiteira fosse um nome do mercado de arte não teria sido presa ou já estaria solta. O ato de Carolina Pivetta da Mota é rigorosamente igual a tudo o que ocorre no prédio da Bienal. Depois é só repintar, como aconteceu. Tudo se refaz porque o prédio da Bienal está à disposição da expressão. Sua estrutura original de feira industrial tinha que ser necessariamente versátil para atender a todo tipo de tranco físico. Por isso o acabamento sem adornos e luxo do Pavilhão do Ibirapuera. É só cimento, tijolo e cal.

Debate na pasmaceira - Carolina também não interveio na obra de ninguém. Ela não é uma Tony Shafrazi, que grafitou a "Guernica" de Picasso. Se tivesse praticado um ato anti-social realmente grave, Carolina já poderia ter sido condenada a alguma prática comunitária na própria Bienal. Neste caso, não se estaria "domesticando" uma consciência crítica, mas dando-lhe a oportunidade de entender melhor o processo de uma Bienal. O que Carolina está contribuindo socialmente agora é a introduzir um debate na pasmaceira institucional.

Se tivesse causado um dano real à superfície das paredes, teria sido ínfimo. Dirigi um museu do Iphan onde uma ex-diretora causou danos em esculturas ao instalá-las ao ar livre, onde tomavam chuva ácida. O Iphan e o Ministério Público não pediram sua prisão quando se verificaram danos irreparáveis à pátina na escultura "A Faceira de Bernardelli".

No caso do grafite na Bienal, não ficaram seqüelas. Fui curador da 24ª Bienal de São Paulo, e minha monografia final no mestrado em direito pela Universidade de Nova York foi na área de direito constitucional. Nessa dupla condição, afirmo que o que vejo aqui é uma posição odienta da Bienal transferindo a responsabilidade por essa situação kafkiana para os órgãos do Estado como responsáveis por este processo.

Carolina não danificou nenhuma obra de arte. Por acaso, Oscar Niemeyer veio a público protestar contra a grafitagem como um "ataque" danoso ao pavilhão do qual é autor, como sempre fez quando degradam um projeto de sua autoria?

A Fundação Bienal primeiro agiu de modo intolerante e agora de modo cínico ao lavar as mãos. Parece que estar em "vivo contato", proposta desta Bienal, está sendo entendido como exercício de ira ou crueldade que, afinal, estão entre as pulsões de morte da espécie humana. Ou é só vingança? Afinal, alguém tem que pagar...

Mesmo que seja uma mulher, baixinha, gordinha que não conseguiu escapar da ineficiente vigilância da instituição como os outros 30 galalaus. Sua prisão serviu para salvar a honra dos vigilantes e o contrato da empresa com a Bienal... Parabéns a Carolina por não ter pensado na delação premiada para se safar da encrenca, mesmo depois de 52 dias sem um habeas corpus. Carolina Pivetta da Mota passou o dia de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos numa cadeia em São Paulo. Isso não denigre a Bienal, nem São Paulo, nem o Brasil. Isso denigre a humanidade.

Se o vazio fosse de fato o espaço aberto para discutir a instituição, essa extraordinária grafitagem teria sido incorporada ao projeto ético e político da 28ª Bienal. A grafitagem já é um dos fatores mais marcantes desta edição. Com mais repressão, deixará de ser um problema de excessivo rigor penitenciário para se tornar uma questão para estudos éticos curatoriais e debates estéticos. Se a Fundação Bienal de São Paulo não se cuidar, a conclusão a que se poderá chegar é a de que o principal problema da Bienal é a 28ª Bienal e a estrutura política que a sustentou.

Peço desculpas a Carolina por não ter protestado, em minha recente palestra na Bienal, em sua defesa e contra esse estado brutal de condução da vida institucional. Eu pensava que já estivesse solta. Quem salva o Brasil e a Bienal não é cadeia, é Mário Pedrosa ao dizer que a arte é o exercício experimental da liberdade. E dirigir a Fundação Bienal de São Paulo ou fazer curadoria não pode perder isto de vista.

PAULO HERKENHOFF é curador e crítico de arte. Dirigiu o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, e foi curador do MoMA em Nova York e da 24ª Bienal de São Paulo, em 1998


18.12.08

Pra dançar nesta sexta


Muita salsa, cumbia, ska, samba rock, soul, anos 80, funk e show da banda La Pupuña. Isso tudo na festa “Gafieira Molotov”, que a Se Rasgum faz amanhã, sexta, na boate Sarajevo.

A banda La Pupuña está lançando o seu primeiro CD, All right. Mixado por Kassin e Berna Ceppas, o disco traz a proposta inovadora da banda, que já ganhou o Brasil com sua guitarrada-surf music-belengue-carimbó, e se consagrou na noite de Belém como uma das mais divertidas bandas, capaz de fazer o público dançar do começo ao fim.

Mas o agito ainda tem os DJs Marcel (salsa, merengue, balkan beats), Gustavo (samba rock, brasileiros), Damaso (ska, cúmbia, brasileiros, indie rock), Dudu Feijó (anos 80 e post punk) e a dupla convidada Mestre Xorge & Chubbs (soul music e funk 70's). Salada musical dando vazão ao "balanço", com DJs que tocam sons exclusivos na noite de Belém.

Serviço
Gafieira Molotov, sexta-feira, 19 de dezembro, na Sarajevo (Praça do Carmo) a partir das 22h, com DJs Se Rasgum e show da banda La Pupuña. Ingressos: 10 dinheiros.