6.12.19

Mateus Araújo estreia "Chico Buarque de Chambre"

Ao completar sua residência de dois anos na capital francesa, como recipiente do Prêmio Icatu de Artes, o maestro, compositor, pianista e violinista Mateus Araújo apresenta o concerto “Chico Buarque de Chambre”, na próxima segunda-feira, 9, às 19h30, na Cité internationale des Arts de Paris. Bati um papo com ele e com Landa de Mendonça, cantora e atriz, sua convidada, e também companheira.

Em sua trajetória, Mateus Araújo já dirigiu extenso repertório sinfônico e lírico, assim como desenvolveu um trabalho educacional com orquestras jovens no Rio de Janeiro. Como compositor e arranjador teve obras apresentadas em Nova Iorque, Paris, Zurique, Leipzig, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Belém, entre outras cidades e países, com sucesso entre músicos, público e crítica. 

Em 2018, estreou na Cité des Arts de Paris seu livro "88 Prelúdios para 88 Notas" para piano solo. Neste ano, seguiram-se as estreias da Sonata para Clarineta e Piano e do  Concerto para Quinteto de Cordas e Orquestra em Pistoia, além da peça Triálogos, em São Paulo e Zurique.

Nesta nova apresentação, ele convida a atriz e cantora Landa de Mendonça e um quarteto de cordas formado por jovens brasileiros já atuantes na cena musical parisiense: os violinistas Walber Matos (PA), Rafael Gonçalves do Carmo (PR), o violista Adyr Francisco (RJ), e o violoncelista Abner Borges (SP). Mateus estará ao piano, assinando composição e arranjos. 

Landa é natural de Belém-PA, estudou Teatro e Canto Popular na Universidade Federal do Pará, na Escola de Teatro Martins Pena e no Conservatório Brasileiro de Música no Rio de Janeiro. Com mais de 20 anos de experiência em Teatro e Cinema, ela se dedica a cantar um repertório desenvolvido sobre a pesquisa da música popular brasileira.

Graduado em Composição pelo Conservatório Brasileiro de Música, Mateus Araújo trabalhou como regente titular e convidado de importantes orquestra brasileiras, desde sua participação no concurso mundial Maazel em 2002. Como titular, esteve a frente da Orquestra Jazz Sinfônica (1999/2000), Sinfônica de Ribeirão Preto (2003/04), Sinfônica do Teatro da Paz (2005/09), OSB Jovem (2012/13) e Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (2016/17). 

“Chico Buarque de Chambre” é composto por uma abertura original intitulada Poema pro Chico (2019) e uma suite com dez das canções mais icônicas de Chico Buarque, arranjadas para uma formação de câmara: voz, piano e quarteto de cordas. É ao mesmo tempo uma homenagem ao universo buarqueano e à música de câmara universal, como um ciclo estruturado em estilo clássico contemporâneo.

Estão no repertório, Roda Viva (1967), Construção/Deus lhe pague (1971), Gota d’Água (1975), O que será (1976), Cálice (1978), O meu guri (1981), A volta do malandro (1985), Joana Francesa (1990) e Vai passar (1990). Todas as canções e letras são de Chico Buarque, exceto Cálice, de Gilberto Gil e Chico Buarque, e Meu Guri, de Francis Hime e Chico Buarque. De Paris, envolvidos com os últimos ensaios, recebendo brasileiros que moram em cidades próximas, Mateus e Landa responderam a entrevista do blog, confiram! 

Holofote Virtual: Cantar Chico Buarque se tornou um ato revolucionário, também fora do país? Vocês sabem do que estou falando. Além disso, qual foi a inspiração maior para escolher esta obra para interpretar neste projeto?

Landa de Mendonça: Com certeza, é um ato revolucionário resgatar uma expressão gigante de nossa cultura que está sendo atacada. Se alguns textos de Chico carregam denúncias sociais, que elas possam vir à tona. A inspiração foi a própria qualidade de sua obra, sua importância e beleza, que é nossa grande referência de criatividade e comunicação. 

Mateus Araújo: Numa época onde estes valores estão sendo desprezados ou até intencionalmente diminuídos, nossa consciência nos impulsiona a querer defender e compartilhar nossa visão de qualidade, e se possível trazendo mais conexões. É uma questão até de responsabilidade. Imagino o ímpeto que deve sentir um bombeiro vendo uma casa pegando fogo na sua frente com pessoas aprisionadas dentro.

Holofote Virtual: Chico é também um lugar de fala para as mulheres. Você já tinha feito outros trabalhos com a obra dele, Landa?

Landa de Mendonça: Chico sempre esteve presente, desde o tempo de escola, e assim que me inclinei ao teatro e a música, vi que seu texto nunca perdeu a força, e carregava a universalidade atemporal dos grandes gênios. E para as mulheres realmente é uma luva, um luxo, um bálsamo e um antídoto contra a opressão. Aos poucos fui aprendendo e imaginando o que eu poderia acrescentar como intérprete de  algumas canções. Fui compondo um repertório e também participei de uma montagem da Gota d’água.

Holofote Virtual: Mateus, o show também celebra esses dois anos de residência na França. Como tem sido esses anos e esse projeto ao acaso representa uma despedida? Vai circular para além dos telhados de Paris?

Mateus Araújo: Paris foi a cidade capaz de catalisar o desenvolvimento artístico da humanidade e aqui surgiu a expressão vanguarda, de avant-garde. Aqui existe uma perspectiva única sobre o tratamento das sonoridades, e este caminho é explorado por tantos compositores. Encontrei muitos compositores que trabalham com novidades e músicas eletrônicas, mas escrevem bastante tradicionalmente, com tonalidade e coloridos desenvolvidos nos séculos XIX e XX. 

No ano passado pude concluir meu projeto de 88 Prelúdios para 88 Notas que, apesar de utilizar somente recursos acústicos, foi uma maneira inédita de fazer música. Entre tantos trabalhos em construção e desenvolvimento, este era um sonho acalentado há muito tempo. Achei que neste momento era o mais importante a se fazer: traduzir a música popular brasileira para a formação de concerto. 

O desafio de constituir um conjunto onde os elementos da música popular e de concerto estejam absolutamente equilibrados. Quando se faz concertos de música popular com orquestra ou instrumentos acústicos, em geral uma das partes acaba incapacitada de demonstrar todo seu potencial. Então posso dizer que meu objetivo é diferente de  colocar uma nova roupagem, mas sim abordar uma nova visão musical, independentemente de qualquer sofisticação. Com essa proposta e este conteúdo, espero mesmo que circule além dos telhados de Paris. O Brasil merece e o mundo merece.

Holofote Virtual: Como está a dinâmica do show, o repertório. E a Lelê também vai participar? Vi uns vídeos

Mateus Araújo: Foi um processo de criação conjunto, cheio de debates e descobertas, e principalmente cheio de verdade. Como se diz em alemão - “Hausmusik”, a música que fazemos em casa; ensaiamos separadamente com cada músico, e sim, a Letícia, participa, claro, ela é a flor que cresce no seio familiar com seus talentos sendo desenvolvidos naturalmente.

Holofote Virtual: Vocês estão aí no meio artístico. Falando de política, como as loucuras que estamos vivendo aqui, repercutem aí?

Landa de Mendonça: Infelizmente, a exploração dos governos e a distorção dos fatos é uma tendência global generalizada, mas a falta de compromisso com a educação no Brasil é assustadora. Vemos e sentimos os ataques à cultura e à ciência. O que poderia nos tirar do buraco é justamente a educação, e nossa cultura é que nos define. Passamos vergonha todo santo dia. 

Holofote Virtual: Voltando ao show, como estão os preparativos e as expectativas para essa estreia mundial ?

Mateus Araújo: A expectativa é grande, mas já podemos sentir que a receptividade será calorosa. Uma coisa que sentimos aqui é que o interesse e o respeito pela arte podem ser correspondidos.

Holofote Virtual: Landa, experiência na Europa, o que impacta na tua trajetória? Alguma saudade do Rio ou Belém? Contrastes?

Landa de Mendonça: Estar aqui significa pensar no que temos para oferecer de melhor, enxergar o melhor em nós mesmo e desejar a superação. Por enquanto, saudades monstruosas de açaí, rs.

Holofote Virtual: Mateus, teus sonhos daqui por diante?

Mateus Araújo: Meu sonho é continuar aprendendo e compartilhando este aprendizado, sempre com a maior verdade possível, mesmo quando isto possa parecer distante do fluxo do sucesso. Não existe nenhum sonho que ultrapasse o anseio pela integridade artística. 

2º Festival Curta Bragança divulga os premiados

Nesta edição levaram o troféu Valdir Sarubbi, os filmes “Bicha – Bomba (PR), de Renan Cirillo, na categoria documentário, e “Corpos Vermelhos” (SP), de Lucas Sampaio Valentim, na categoria de ficção. O Melhor Videoclipe foi “Na Corda”, de Lucas Estrela, com direção de Lissa Alexandria, sendo esta também a única obra paraense premiada.

Realizado nos dias 3 e 4 de dezembro, na Fundação Educadora de Comunicação de Bragança, o festival exibiu, este ano, 41 obras selecionadas a partir de um universo de mais de 300 inscrições, vindas de vários estados brasileiros, entre documentários, filmes de ficção e videoclipes. 

O clipe de “Na Corda” (música composta em parceria com Manoel Cordeiro), única obra paraense premiada, traz uma pegada psicodélica. É o primeiro clipe produzido de Lucas Estrela. Dirigido por Lissa Alexandira, Lucas mergulha em uma manifestação da mente, encontra personagens e vive experiências profundas pelas ruas de Belém que o levam a encontrar o seu verdadeiro caminho: a música. Vale dizer que o percurso feito pelo roteiro é o mesmo do Círio de Nazaré, trazendo personagens que fazem parte dos ritos de diversidade que pertencem à da festividade.

Na Corda / Fotos: Isabelle Martins
"Primeiro quero ressaltar que assino roteiro e direção do clipe mas a produção, assim como todas as produções audiovisuais, é fruto de um trabalho em conjunto, que nesse caso é o resultado do empenho de 30 pessoas que amam realizar. Entre um trabalho e outro conseguimos nos reunir e junto com o Lucas concebemos a ideia do clipe de Na Corda, que partiu da ideia de mostrar a cidade através da psicodelia da música, contando com a ajuda de personagens que atravessam o caminho de Lucas na tentativa de mostrar o que ele veio ao mundo para fazer mesmo", diz Lissa Alexandria.

Para ela foi uma honra saber que foi o primeiro clipe produzido do Lucas Estrela, "um músico super talentoso e que acreditou no nosso trabalho para mostrar a arte dele. Foram duas artes que se uniram: a arte de realizar o audiovisual na Amazônia e a arte musical de um jovem talento paraense, e acredito que essa união de esforços é importante para quem produz, para o artista e para os consumidores desse produto", continua.

A diretora ressalta, ainda, que por se tratar de uma obra instrumental, o desafio de criar uma visualidade e construir um roteiro foi maior. "Este fator nos permitiu que passássemos pela experiência de mergulhar fundo nesse projeto, desde sentir a música para poder transformar em imagens. Acho que isso contribuiu para, particularmente falando, ficar um trabalho incrível. A equipe se envolveu muito e se colocou no lugar do público, do receptor, também", finaliza.

Paraná e São Paulo levam nas demais categorias 

Bicha Bomba
O curta-metragem Corpos Vermelhos, de Renan de Cillo, produzido originalmente como Trabalho de Conclusão de Curso de sua faculdade de cinema, junta registros da infância do cineasta com o fim trágico de Alex, o menino que foi morto pelo pai aos 8 anos de idade. A obra faz crítica a violência homofóbica.

A ficção de Lucas Sampaio retrata a historia de Marcos Vinicius em quatro fases da vida: criança, adolescente, jovem e adulto, e toda a dificuldade que ele encontra por ser negro e periférico. A sinopse avisa: Este filme “não é capaz de vingar as mortes, redimir os sofrimentos, virar o jogo e mudar o mundo. Não há salvação. Isso aqui é uma barricada! Não uma bíblia.”

Para San Marcelo, da Sapucaia Filmes, produtora local que desenvolve o evento, o resultado foi satisfatório. Houve aumento de público e também de maior quantidade de filmes paraenses inscritos, se comparando ao ano passado.

Corpos Vermelhos
“Esse ano o festival foi mais compacto devido a uma demanda de atividades que já tínhamos realizado ao longo de 2019. A expectativa de público aumentou, foi melhor que o ano passado, lotamos uma sala, mas durante o dia ainda sentimos falta de mais participação na plateia. 

Entendo que este é um trabalho de formiguinha, queremos não só fomentar o audiovisual mas também o turismo na cidade por meio do audiovisual. Em geral ficamos muito satisfeitos e esperamos que ano que vem seja melhor ainda”, diz San.

Ele também ressalta que o trabalho de curadoria foi difícil para chegar ao 41 filmes que participaram das mostras, sendo o mesmo para o júri formado este ano por Lorenna Montenegro, (PA), Diogo Berns (SC) e Victor Yuri (SP).  “O nível foi muito bom, muitos trabalhos de qualidade e também ficamos muito feliezes em ver mais filmes da região participando”, conclui.

Novo clipe de Lia Sophia traz paisagem santarena

A cantora e compositora Lia Sophia lança nesta sexta, 06, seu novo single/clipe "Festa da Vida", gravado em Alter do Chão, mostrando as belezas do local. O novo trabalho está disponível no canal do YouTube da artista e em todas as plataformas digitais. A artista também estará no palco hoje à noite, numa participação no show de Félix Robatto, no Mundo Pensante, em São Paulo.

Gravado em novembro desse ano, o clipe que tem direção de Caco Souza (400 contra 1; Solteira Quase Surtando) teve como locações o Igarapé do Macaco, com cenas do Monte da Piroca e na sede das Suraras do Tapajós, em Alter do Chão, oeste paraense.  

“Há tempos tinha esse desejo de gravar em Alter do Chão e poder compartilhar com os meus fãs as belezas daquele lugar. E poder sensibilizar as pessoas para a preservação da nossa cultura e das nossas florestas“, revela Lia Sophia.

O clipe conta com a participação especial de Pacha Esperança Lavandeyra Saenz, de 7 anos de idade, nascida e criada em Alter do Chão, que representa Lia Sophia quando criança. 

"As gravações do clipe mostram um pouco do universo desse paradisíaco distrito de Santarém que me levou a reviver memórias da minha infância vivida no interior do Amapá e do Pará, me banhando nos rios Amazonas, Arumanduba em Abaetetuba e rio Matapi em Macapá", lembra a artista.
As belíssimas paisagens de Alter e todo o universo são bem explorados no clipe e convida a refletir sobre a necessidade de proteger as nossas florestas. 

Pará em São Paulo - Ainda nesta sexta, 06, Lia Sophia faz participação especial no show de Félix Robatto na Noite Se Rasgum feat Lambateria, no Mundo Pensante (Vila Mariana),  programação noturna da Semana Internacional de Música (SIM) de São Paulo que segue até este sábado, 07. 

A noite contará ainda com shows do Bando Mastodontes, Keila com participação de Luísa e os Alquimistas e Luê com participação de Mateo, da banda Francisco Ele Hombre. A Noite Se Rasgum feat Lambateria apresenta para um dos mais importantes eventos de negócio de música do Brasil um recorte da diversidade e riqueza da música paraense.

Serviço
Lançamento do single/clipe "Festa da Vida" nesta sexta, 06 de dezembro, no canal do YouTube da artista e em todas as plataformas digitais.

(Informações da assessoria de imprensa com edição do Holofote Virtual)

Studio Pub Rock Festival reúne 20 bandas e mais!

O Studio Pub Rock Festival -- Celebration Day 2019 terá dez horas de duração, no Insano Marina Club, em Belém. 4 palcos, além de três espaços inéditos prometem agitar a noite dos amantes do rock em várias de suas vertentes. Os portões estarão abertos a partir das 17h00. 

O público vai poder curtir alguns clássicos do rock como Led Zeppelin, Beatles, Guns'n Roses, AC/DC e Pink Floyd, até artistas que fizeram sucesso na atualidade como Arctic Monkeys, Linkin Park, Red Hot e ColdPlay. E no palco Nacional haverá tributo à Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Pitty, entre outros. 

Rockstreet& Foodcourt - Vinis, camisas e uma variedade de artigos de rock estarão disponíveis para o público em um espaço exclusivo dentro do Festival. Haverá também uma praça de alimentação com as mais famosas Pizzas e Classic Burgers do Studio Pub. 

“Queremos proporcionar uma experiência diferenciada. Teremos qualidade de som e luz, bebidas e comidas boas e um ambiente incrível para curtir o melhor do rock em uma noite com muita música boa”, conta Angenor Porto Penna de Carvalho Neto, responsável pelo evento. 

O primeiro Studio Pub Rock Festival ocorreu em 2012, no Memorial dos Povos, e reuniu apenas três bandas. A cada ano, o festival cresce em tamanho e qualidade, garantindo diversão com muito rock'n roll. 

“A ideia inicial era fazer shows tributos a super bandas de rock, muitas delas que nem existem mais. O festival com bandas tributo cresceu e hoje muita gente vai para matar a saudade daquele som, daquela banda que ja acabou ou que provavelmente nunca vai visitar Belém”, explica Henrique Penna, também um dos organizadores do Festival. 

Nem rock, o festival também traz a Cerveja Artesanal Made in Pará que marca presença na Feira dos Cervejeiros com a participação de alguma das maiores marcas do estado apresentando suas mais novas criações ao público. Já estão confirmadas as cervejarias Studio Brewing Co., Sir Black Brewery, Amazon Beer, Kerbier Cervejas, Kayapó Cervejaria de Redenção e 7Cats Brewery Co, primeira microcervejaria de Paragominas. Além disso, tem churrasco, assados em diversas técnicas, pelas mãos dos melhores pitmasters do Pará bem na frente do público. 

Line Up

PALCO CLÁSSICO: 
18:00h -- LED ZEPPELIN COVER 
20:00h -- BEATLES FOREVER 
22:00h -- IRON MAIDEN COVER 
00:00h -- PINK FLOYD PROJECT 
02:00h -- MISTICA QUEEN TRIBUTE 

PALCO MUNDO: 
19:00h -- BON JOVI COVER 
21:00h -- AC/DC COVER 
23:00h -- JUNGLE ROSES GUNS COVER 
01:00h -- METALLICA REMAINS 
03:00h -- SOAD COVER 

PALCO NACIONAL: 
18:00h -- PITTY COVER 
20:00h -- LEGIÃO URBANA & RAUL SEIXAS -- O POETA E O PROFETA 
22:00h - PAQUETÁ LOS HERMANOS COVER 
00:00h -- ENGENHEIROS DO HAWAII COVER 
02:00h -- CBJR COVER 

PALCO 90|00 
19:00h -- ARCTIC MONKEYS COVER 
21:00h -- LINKIN PARK COVER 
23:00h -- PEARL JAM COVER 
01:00h -- COLDPLAY COVER 
03:00h -- RED HOT CHILI PEPPERS COVER 

Apoio: Heineken 

Passaporte - 
SEGUNDO LOTE: 
Pista R$30,00 
Área VIP R$50 -- Lugar para sentar, bar e banheiros exclusivos 

Pontos de Vendas: 
▪ Studio Pub - R. Pres. Pernambuco, 277 - Batista Campos 
▪ Lojas Chilli Beans dos shoppings: Pátio Belém, Boulevard, Parque Shopping e Grão-Pará e Castanheira. 

VENDAS ONLINE: Sympla

(Informações da assessoria de imprensa, com edição do blog)

3.12.19

Cidade em F(r)estas leva arte à Praça do Carmo

Artes tecidas, itinerância nas ruas, nas praças, transparentes paredes. A próxima edição do Cidade em F(r)estas volta ao bairro da Cidade Velha, ocupando a Praça do Carmo. A programação é para toda a família e em especial, nesta edição, convida as crianças para uma sessão especial da série de animação Os Dinâmicos. Neste sábado, 07, a partir das 18h. 

O palco para o Cidade em F(r)estras é na rua. A iniciativa é de artistas de Belém que realizam juntos intervenções em diálogo com a vizinhança, propondo movimento, deslocamento, encontros. Estão integrados nessa rede os coletivos Casulo Cultural, Casa Velha, Aparelho, Holofote Virtual, sibilafilmes e Multifário, que neste próximo sábado levarão uma programação multiartes com projeções de videoartes, curtas, animação, documentários, em meio a fotovarais e apresentações de música, performances, teatro.

As cenas nas ruas já envolveram cerca de 1,5 mil pessoas, mobilizando para um movimento das cidades, seus personagens, suas ruas: trata-se de abrir espaço para uma ocupação de suas praças, becos, ruelas, caminhos. O projeto Cidade em F(r)estas vem movimentar as ruas, com cinema para mostrar as produções brasileiras e principalmente paraenses, além de fazer pessoas se conectarem com outras pessoas e outros pensamentos.

O projeto existe a partir de movimentos de pessoas de diferentes bairros, que cedem espaços em suas residências ou entidades para receber a programação. Vizinhos e público que trafega na área são envolvidos a participar. 

Audiovisual traz Direitos Humanos e Animação

Das projeções serão exibidos trabalho da Faculdade de Direito da UFPA, com o curta Direitos Humanos, e a série de animação “Os Dinâmicos”, da Central de Produção Cinema e Video na Amazonia, com direção de Luciana Medeiros e Afonso Gallindo, além de uma equipe inteiramente de profissionais da animação paraense. Será a primeira exibição pública da série, em Belém.

Trazendo 13 episódios inspirados na obra de Mestre Vieira, criador da guitarrada, e nas animações dos anos 1970 e 1980, que traziam séries animadas com heróis e bandas musicais, a série foi realizada entre 2016 e 2017, por meio do edital de financiamento Prodav 08 – 2014 - Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro. Estreou nas TVs Públicas, em outubro de 2018, e não está disponibilizada na internet.

Cada episódio inicia com ensaios da banda Vieira e Seu Conjunto num estúdio-casa que fica na copa de uma Samaumeira, em Barcarena-PA. A aventura começa quando os músicos são interrompidos por sirene e o pedido de socorro de uma criança. Aí a palavra mágica é pronunciada: “DI NA MI ZAR”!! E a guitarra milagrosa transforma Mestre Vieira e seu grupo em super-heróis.


Palco de música e experimentação

A Música fica por conta dos pocket shows que iniciam às 20h30. O músico  e ator Rámon Rivera abre os trabalhos com “Work in Progress: Corpofônico - Eletric Carmo Rebirth”, com interpretações e trabalhos autorais.  

Na sequência tem “Delírio”, da cantora Yvana que traz vozes e emoções femininas de grandes cantoras da música brasileira: Gal, Elis Regina, Maria Bethania, Jussara Marçal, Ivone Lara, Marina de la Riva, Rita Lee, entre outras divas. 

Uma noite para se render aos delírios do cantar e do universo da mulher do Brasil. “Trazer vozes femininas para o palco é iluminar ideias de sensibilidade e força: um passeio pela música que fala das dores, prazeres e devaneios de ser mulher”, diz Yvana. O show traz projeções com fotografias da artista, em meio à musicalidade de Laíla ao violão, e Kleber Benigno na percussão.

Mundo cão: exposição itinerante

Os caminhos, as cenas: a exposição itinerante Mundo Cão faz parte da programação e convida artistas e fotografxs para compartilhar na rua em fotovaral aberto para fotografias, pinturas, colagens, performance e outras formas de arte. 

“Percursos em fluxos a partir de convite de organizações parceiras e moradores, tendo a rua como travessia. As cenas são estes desenhos flagrados no click no traço para dar a ver as cenas delicadeza e violência abertas ao olhar!”, diz a artista Galvanda Galvão, integrante do coletivo.  

Ao final do ano o projeto pretende realizar uma exposição, a partir de fotos dos fotovarais sobre a temática. Expositores já confirmados para essa edição na praça são  Galvanda Galvão, Josi Mendes, Maria Paula, Nelson Carvalho, Pamela Carneiro, Roberta Mártires.

PROGRAMAÇÃO
18h – Fotovaral livre mundo cão. 
19h – Projeções de Os Dinâmicos (animação) e Direitos Humanos
20h30 – Música nos pocket shows de Ramón Rivera  - Work in Progress: Corpofônico - Eletric Carmo Rebirth e Yvana – Delírio – Cantoras brasileiras.

Serviço
Cidade em F(r)estas, arte na cidade,. Neste sábado, dia 07 de dezembro, a partir das 18h, na praça do Carmo. Entrada livre. Contribua com quanto puder. Mais informações pelo 98844.2177. Realização: Nosso Recando  e Cidade em fRestas. Parceiros: Casulo Cultural, Sibilafilmes, Holofote virtual, Aparelho , Multifário, Casa Velha, Faculdade de Direito da UFPA.

Palhaços agitam a cidade com pesquisa e mostras

Umbigolina, de Joice Aglaer (BA)
Vivências, rodas de conversa e apresentação de espetáculos. Artistas e pesquisadores da capital paraense e de Salvador (BA), São Paulo (SP) Florianópolis (SC), França e Suécia participam da quinta edição do Seminário de Palhaços de Belém, com uma programação variada, na Casa dos Palhaços e no Porto do Sal. A programação inicia nesta quinta-feira, 5, e vai até domingo, 8 de dezembro. As apresentações artísticas, no período noturno, serão gratuitas, havendo rodada de chapéu ao final.

O seminário é uma realização do Projeto de Pesquisa "O Clown Nosso de Cada Dia", da Escola de Teatro e Dança da UFPA, coordenado pelo professor doutor Marton Maués, também diretor dos Palhaços Trovadores. 

O objetivo principal é discutir sobre as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas dentro e fora das universidades, as frentes de trabalho para os artistas circenses, sobretudo os palhaços, intercambiar ideias, processos, práticas. E também apresentar, ao público, suas criações artísticas. 

"Este ano tivemos a sorte de contar com a parceria dos Palhaços Sem Fronteiras, de passagens pelo Estado, que estão no momento em Altamira, apresentando-se em assentamentos, mas já realizaram uma oficina na Casa dos Palhaços, e toparam se apresentar no seminário e ainda realizar uma vivência. Achamos melhor que a apresentação deles fosse em um local condizente com a filosofia de trabalho do grupo, e programamos para o Porto do Sal, onde uma das integrantes do projeto, profa Alana Lima, desenvolve atividades de arte e educação, utilizando a palhaçaria", diz.

Mariana Malato e Assucena Pereira, ex-alunas da Etdufpa
O seminário mantêm o formato original, composto de partes formativas (as vivências), informativas (as rodas) e artísticas (os espetáculos). Outra parceria importante, com a Profa Dra Joice Aglaer, da Ufba, possibilitou a realização de mais uma vivência em palhaçada, e a apresentação de seu espetáculo solo As Bodas de Umbigolina. 

"Ela também favoreceu a vinda do artista e prof. francês Guy Freixe, que foi membro do Thèâtre eu Soleil e está no Brasil, pela Bolsa CAPES Print. Ele vai nos presentear com uma aula-palestra sobre a utilização da máscara do palhaço pelo grupo, que é uma referência mundial. E temos as produções locais de alunos e ex-alunos, alguns cursando a graduação, outros fazendo pós-graduação", complementa Maués.

O Clown Nosso de Cada Diarealiza pesquisas sobre a história e linguagem do circo e do palhaço, o cômico popular e suas relações com o palhaço, além de treinamento permanente de atores-palhaços - alunos e ex-alunos da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará, e artistas da comunidade, há sete anos. 

Alessandra Nogueira, dos Palhaços Trovadores
E também busca investir no aperfeiçoamento técnico destes profissionais, aprimorando seus conhecimentos e estimulando a criação de números e a atuação em várias frentes (palcos, espaços públicos, hospitais, asilos etc), assim como o incentivo à pesquisa artística e acadêmica.  Atende alunos da Escola de Teatro e Dança da UFPA e artistas da comunidade. A Etdufpa é uma das poucas escolas que possui a disciplina palhaçaria em seus cursos.

A programação é totalmente de graça, havendo solicitação de contribuição voluntária em todas as atividades. Para quem deseja participar das vivências, há a necessidade de inscrição prévia, pois as vagas são limitadas. Para isso, basta enviar uma solicitação de inscrição para o e-mail seminariopalhaco@gmail.com, apontando a atividade que deseja participar, podendo se inscrever em mais de uma. E o grupo Os Palhaços Sem Fronteiras Brasil fazem ainda duas apresentações em Belém, na segunda-feira, dia 9/12, na Cidade de de Emaús/Bengui e na Terra Firme.

PROGRAMAÇÃO

Dia 05 (quinta-feira)
9h às 12h – Vivência em Palhaçaria Hospitalar – Paula Barros (Belém/PA)
15h às 18h - Roda de Conversa: Grupos, Trupes e Cias (coordenação: Ruber Sarmento)
20h – Espetáculo: Espetáculo de um homem só, Cia de Circo Nós Outros/Yure Lee (Belém/PA)

Dia 06 (sexta-feira)
9h às 12h – Vivência em Palhaçaria, com Joice Aglae  (Salvador-BA)
15 às 18h – Roda de Conversa: Palhaçaria Feminina (coordenação: Romana Melo)
20h – Espetáculo:  Magya e Mystério, Grupo Folhas de Papel/Taís Sawaki e AJ Takashi (Belém/PA)

Dia 07 (sábado)
9h às 12h – Aula-demonstração: Abordagem da Máscara do Clowm no Théâtre de Soleil, com  Guy Freixe (França)
15h às 18h – Roda de Conversa: Circo Social (coordenação: Yure Lee)
20h – Espetáculo: As Bodas de Umbigolina, Cia Bufa de Teatro/Joice Aglae (Salvador/BA)

Dia 08 (domingo)
10h – Espetáculo: Palhaços Sem Fronteiras (Unidade Brasil) Local: Porto do Sal (Coordenação: Alana Lima)
16h – Espetáculo: Vivência com Palhaços Sem Fronteiras Brasil e Clowner Utan Gräser (Suécia)
19h – Cabaré Clown – Cenas curtas de palhaçaria com vários artistas (Coordenação: Taís Sawaki e AJ Takashi)

Serviço
A casa dos Palhaços Trovadores fica na  Tv. Piedade, 533, no bairro do Reduto. O Mercado do Porto do Sal fica na Rua São Boaventura, na Cidade Velha. Mais informações: 9882.7738 e 99275.2184.

2º Festival de Curtas de Bragança traz 3 mostras

Este ano o festival teve 312 inscritos, entre ficção, documentários e videoclipes vindos de vários estados brasileiros. Ao todo 41 trabalhos foram selecionados para o evento, que segue até amanhã (4) trazendo mostras competitivas e oficinas. A abertura será no Auditório da Fundação Educadora de Comunicação, às 19h, com a estreia do Curta-metragem "Tônica da Cidade", de Viviane Rodrigues. Entrada gratuita.

Há alguns anos que o mês de dezembro faz a charmosa cidade de Bragança respirar cinema, em meio ao clima dos preparativos da festividade de São Benedito. Antes com o FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté, hoje deslocado para além mar, na cidade do Porto - Pt. E há dois anos, com a realização do Curta Bragança que em 2019 se apresenta em formato mais focado na formação, trazendo oficinas de roteiro, produção e documentário, com realização em parceria com a Universidade Federal do Pará, Curso de Cinema, e o projeto Aluno Repórter: a Imprensa na Escola, um projeto premiado que trabalha com rádio e TV com alunos das escolas públicas estaduais.

“Este ano devido algumas esperas, não conseguimos fazer da forma que planejamos, porém, os envolvidos mantiveram a parceria que garantiram a parte estrutural do festival. E já inscrevemos o festival para uma terceira edição em edital e esperamos conseguir aprovação para fazer um belíssimo evento, ano que vem, como deve ser”, diz o produtor e roteirista San Marcelo, da Sapucaia Filmes, produtora audiovisual bragantina.

O Festival Curta Bragança celebra a produção independente, que se revigora e oxigena-se por meio de mostras regionais. A intenção, segundo San Marcelo, é fixar, marcar território e um dia conseguir sustentar-se como uma plataforma visível para todo o estado e a para o país, no que diz respeito a produções audiovisuais. Em paralelo, para 2020, a organização do festival também está se propondo a fazer o Cinema de 5ª, quinzenalmente, com exibições de filmes para formação público.

“Temos como expectativa que cada vez mais tenhamos público prestigiando o festival, tanto de fora quanto de dentro da Bragança, e que o festival consiga ser uma referência a crescer, além de difundir o audiovisual, fomentar o turismo ligado a este setor. Há um encaminhamento, ainda não definido do festival também sediar um fórum audiovisual estadual, de realizadores independentes do Pará, mas ainda está se discutindo isso”, comenta.

Este ano, além da parceria com o Curso de Cinema, que trouxe os cursos de formação de curta duração, haverá duas mostras competitivas, com prêmios de Melhor Documentário, Melhor Ficção e Melhor Video Clipe.  Todos concorrem a um troféu Valdir Sarubbi, que homenageia o artista plástico bragantino, falecido há quase 10 anos e ainda pouco conhecido pelos próprios conterrâneos que moram na cidade.

Os 15 documentários, 16 ficção e 10 videoclipes nas mostras, foram selecionados por uma curadoria interna, que fez parte da organização do festival, que tem como objetivo promover, exibir, discutir, valorizar e difundir a o Curta-Metragem Brasileiro, revelando o atual panorama do audiovisual regional, além de promover um diálogo entre a produção nacional e os realizadores locais.

Sobre Bragança/Origem da cidade - Reza a lenda que franceses liderados por Daniel de La Touche, senhor de La Lavandière, foram os primeiros europeus a conhecer a região do Caeté, tendo saído de São Luis em 8 de julho de 1613 com destino à região do Turiaçu, Gurupi e Caeté. Era habitada pela nação tupinambá.

Em 1622 o território de Bragança pertencia à Capitania de Gurupi. A área foi doada por Filipe II de Portugal a Gaspar de Souza, governador-geral do Brasil. Em 1627, foi fundada a povoação de Vera Cruz, em Viseu e apenas em 1634 foi fundado um povoado (Sousa do Caeté) nas margens do Rio Caeté por Álvaro de Souza e transferido para a outra margem devido às dificuldades encontradas com a comunicação do povoado com Belém. Em 1854 um decreto imperial criou o município de Bragança.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 03/12
19h
Abertura do Festival
Estreia do Curta-metragem "Tônica da Cidade", de Viviane Rodrigues
Local: Auditório da Fundação Educadora de Comunicação
​
Quarta-feira, 4/12
Mostra Competitiva
Das 9h às 12h
No Auditório da Fundação Educadora de Comunicação

Oficina Cinema de baixo custo: dicas de direção e produção.
Das 8h às 12h – das 15h às 18h
No Estúdio de TV do Projeto Aluno Repórter
Ministrantes: Jeane Navegantes Ribeiro / Eduardo Cordeiro

Roda de Conversa
“Cinema hoje no Brasil”
Das 18h às 19h
Local: Auditório da Fundação Educadora de Comunicação

Mostra Paralela
Das 19h às 20h30
Filme “Besta Pop”
Local: Auditório da Fundação Educadora de Comunicação

Cerimônia de Encerramento
Divulgação do premiado e entrega dos troféus
Das 20h30 às 22h30
Local: Auditório da Fundação Educadora de Comunicação

Mostras Competitivas

Melhor Documentário
  • #SomosAmazônia (DF)
  • 101% (BA)
  • A Viagem de Ícaro (GO)
  • Apenas Garota (SP)
  • Bicha Bomba (PR)
  • Chamando os ventos: por uma cartografia dos assobios (PA)
  • Cordão de Pássaro Tem Tem 2018 (PA)
  • Experimentando cinema super 8 paraibano (PB)
  • Hoje Sou Felicidade (PE)
  • MEGG -  a margem que migra para o centro (PR)
  • Nadir (SE)
  • Neuza (CE)
  • O Jirau da Hydro (PA)
  • Soccer Boys (RJ)
  • Um certo Maralonso (MG)
Melhor Ficção
  • A Câmera de João (GO)
  • A luta (MG)
  • A Ponte Quebrada do Pôr do Sol (PA)
  • A piscina de Caíque (GO)
  • As Inventariantes (MG)
  • As Viajantes (SP)
  • Bodas (RJ)
  • A Sombra Interior (RS)
  • Cavalgada dos Justos (RR)
  • Corpos Vermelhos (SP)
  • DragNostra (MT)
  • Josephina (PA)
  • O Vestido de Myriam (RJ)
  • Sala de Jantar (PA)
  • Só Sei Que Foi Assim (RS)
  • Rasga Martalha (PB)
Melhor Videoclipe
  • Na Corda - Lucas Estrela (PA)
  • Alguém na Janela - Gustavo (SP)
  • O Cinza - Nossa Bossa (PA)
  • Agapê - Corpos Vermelhos  Feat. Faustino Beats (SP)
  • Astigma - Tainá Pompêo (GO)
  • Casinha - Raia (TO)
  • Peter Banana - Aurora Gordon (ES)
  • 313 Experimentos de Gerson - Laboratório Suicida (RS)
  • Primeiro -  Gustavo Rosseb (SP)
  • Herança - Wescley Gama (RN)

30.11.19

29o Circular com novas adesões e Carta do Fórum

Foto: Cláudio Ferreira/Projeto Circular
A 29a edição do Circular Campina Cidade Velha chega neste domingo, 1o de dezembro, trazendo uma programação plural em diversos espaços culturais espalhados pelos bairros da Campina, Cidade Velha, Reduto e imediações.  Para melhor aproveitar o dia, acesse a programação completa no site.

O projeto já reúne quase 60 parceiros com espaços, projetos e ações no centro histórico de Belém. Este ano, mais de 20 novos espaços culturais aderiram ao projeto trazendo a cada edição, novidades para o público. Nem todos os espaços culturais participam em todas as edições, mas em cada uma delas, novos parceiros aderem a esta rede.  Neste domingo, por exemplo há cinco novas adesões. 

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids está em foco. Haverá uma edição especial do projeto parceiro Comitê Arte Pela Vida, na Praça dos Artistas – Centur, das 9h às 22h, integrando ações pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids, e contando com apoio do Circular. E dentro do centro histórico, o debate também será enfatizado. De duas maneiras.

Foto: Lambateria/Divulgação
A Lambateria Casa de Dança, empreendimento de Félix Robatto, músico, e da produtora Sonia Robatto, estará recebendo doações de roupas, cestas básicas, material de higiene pessoal e alimentos não perecíveis que serão repassados ao comitê. 

O espaço, localizado no bairro do Reduto – na 28 de setembro, próximo a Doca -, abrirá suas portas pela manhã, com a oficina básica de percussão com os Lambadeiros do Trovão, das 10h às12 (20 vagas), com inscrições www.sympla.com.br/lambateria. E de tarde, às 16h, tem show do Carimbó do Jonny, grupo residente da Lambateria. Toda a programação do espaço é gratuita.

Na Sede Náutica do Remo (Cidade Velha), que também é novidade nesta edição, haverá Roda de Conversa sobre prevenção a AIDS, das 16h às 16h30, com Amélia Garcia, do Comitê Arte Pela Vida. Além disso, a programação é vasta, das 8h às 20h, incluindo exposição sobre os 115 anos do clube, passeio de lancha, pocket show com Xico Doido, oficina de remo e Batalha de MC`s, às 17h.

Também estará na programação pela primeira vez, o Brechó da Cidade Velha situado na Dr, Malcher, com a Joaquim Távora, ficará aberto das 11h às 18h. Traz exposição, venda de roupas masculinas, femininas e infantis, livros, bijuterias, tecidos, utensílios domésticos entre outros.

Foto: USK/Belém-Divulgação
O grupo de Desenho Urbano UskBelém (Urban Sketchers Belém), por exemplo, participa pela primeira vez. Neste domingo, os desenhistas realizarão seção de desenho, sempre aberta a participação de todos (desenhistas experientes ou não), às 10h, debaixo da sombra das árvores no portal do Forte do Castelo. Traga papel, caneta/lápis e Prancheta!

O Centro Cultural do Carmo, na Praça do Carmo, está de volta ao circuito sob nova direção e com uma programação voltada a literatura, música e empreendedorismo feminino. Das 9h às 17h, haverá, entre outras atrações, a Vivência “Ciranda das Deusas”, às 9h, e a Roda de Conversa “Narrativas Amazônicas Contemporâneas”, com os escritores Edyr Proença e Salomão Larêdo, com mediação de Pedro Vianna.

São mais de 40 opções só neste domingo, com cerca de 100 atividades juntando tudo que vai acontecer durante o domingo em cada espaço, incluindo todos os museológicos do Sistema Integrado de Museus, que ficarão abertos das 9h às 17h, com visitação e exposições, incluindo a Casa das Onze Janelas, que foi recentemente reinaugurada, e também o Museu da Imagem e do Som, que estará com uma exposição. A sede do MIS funciona dentro do Museu de Artes Sacra. Tudo com entrada gratuita.

Fórum Circular divulga carta neste domingo

Foto: Otávio Henriques/Projeto Circular
O 2º Fórum Circular divulgará neste domingo, 1o de dezembro, durante a 29a edição do Circular, a Carta que resulta das discussões e reflexões do encontro, realizado entre 21 e 23 de novembro, na igreja de Santo Alexandre, no Museu de Arte Sacra, e do qual saíram as decisões e demandas a serem encaminhadas junto as instituições públicas responsáveis pela identificação, salvaguarda, preservação, difusão e promoção do patrimônio cultural, nas esferas federal, estadual e municipal – IPHAN, SECULT, FUMBEL.

As representações institucionais se fizeram presentes como convidados, parceiros e apoiadores e, como agentes públicos se dispuseram a participar do evento nas mesas e grupo de trabalho e, dentro de suas atribuições institucionais, contribuir no âmbito do planejamento, orçamento e execução para a concretização das decisões desse Fórum, seja por meio de ações, projetos, parcerias diretamente executadas, seja por articulação e parcerias interinstitucionais com vistas à extensão de políticas públicas dos diversos setores governamentais para a realização das indicações que integram a Carta do 2º Fórum Circular.

O documento, que já possui assinaturas dos que participaram do Fórum, segue recebendo novas adesões, durante 60 dias sendo entregue, já em 2020, às instituições responsáveis.  Neste domingo, a carta estará disponível em diversos espaços parceiros, abertos durante a 29ª edição do Circular Campina Cidade Velha. Após a edição, a carta permanecerá nestes espaços, cujos endereços podem ser consultados pelo site www.projetocircular.com.br .

O projeto Circular é uma realização da sociedade civil organizada e Associação Amigos de Belém, com patrocínio do Banco da Amazônia, Alubar e Fundo Casa, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cidadania, Governo Federal, copatrocínio da Cultura Rede de Comunicação e apoio do IPHAN, UFPA, Sesc e Milton Kanashiro.

Serviço
A 29a edição do Circular Campina Cidade Velha chega neste domingo, 1o de dezembro, trazendo uma programação plural em diversos espaços culturais espalhados pelos bairros da Campina, Cidade Velha, Reduto e imediações. A programação completa já está no site: https://www.projetocircular.com.br/2019/11/7879/ . Mais informações: 91 98134.7719. 

Exposição do Circular traz fotos e documentário

Quem for circular neste domingo, dia 1º de dezembro, durante a programação da 29ª edição do projeto Circular, terá no percurso a exposição “A Pele Que Habito”, que reúne os  trabalhos dos fotógrafos Cláudio Ferreira, Otávio Henriques e Ursula Bahia.  Inaugurada no dia da abertura do 2º Fórum Circular – Patrimônio, Cidadania e Sustentabilidade, em 21 de novembro, a mostra  segue aberta a visitação ao público até dia 3 de janeiro de 2020, na Galeria Fidanza, no Museu de Arte Sacra.

(Texto: Wanderson Lobato/Projeto Circular)

Além das fotos, também integra a exposição, o documentário “Experiência Circular – Encontros e Afeto no Centro Histórico de Belém (Projeto Circular, 26min. Dir. Mário Costa), que traz momentos das circulações durante os anos de 2016 e 2017, depoimentos da equipe gestora do projeto, além de parceiros e de pessoas que circulam durante as edições.

As fotografias também têm como cenário principal o Centro Histórico de Belém mas, em especial, o bairro da Cidade Velha. Produzidas durante o trabalho desses profissionais, no registro das edições e também dentro da pesquisa imagética para o Mapa Afetivo que será lançado ainda neste mês de dezembro, as imagens nos convidam a circular pelas memórias, histórias e personagens do patrimônio material e imaterial da nossa cidade.

Um mergulho na infância e na história

Foto: Manuel Siqueira
Ursula Baia, começou a fotografar desde os 15 anos de idade quando começou as registrar as viagens da família e os eventos do colégio e desde então não parou mais, participando de oficinas de fotografia em Belém e em São Paulo, onde morou por algum tempo. Para a fotógrafa, o maior desafio foi buscar a beleza das imagens retratando os casarões históricos deteriorados.

“Vejo o trabalho como uma forma de aprimorar o meu olhar como artista, como fotógrafa. E mostrar a beleza dentro do patrimônio histórico, mesmo com a deterioração, a falta de cuidado”, completa.

Estudante do Colégio do Carmo, localizado na Cidade Velha, Ursula conta que sempre teve vontade de conhecer muito dos casarões registrados por ela e que hoje fazem parte da exposição. “Pra mim foi uma emoção muito grande. Saber as histórias dessas casas, das famílias. Realizei um sonho. E espero que através do meu olhar, possa fazer com que as pessoas também percebam um pouco das histórias das casas, das famílias, da Cidade Velha”.

Fotógrafos contam experiências no circular

Foto: Manuel Siqueira
Antes mesmo de trabalhar no projeto, Otávio Henriques ao lado do irmão, Claudio Ferreira, já registravam as ações do projeto e o circular das pessoas pelo Centro Histórico. Para Otávio, o projeto é uma oportunidade de adquirir conhecimentos variados.

“O projeto faz isso, a gente conhecer os espaços. Eu não tinha esse conhecimento todo da cidade, do patrimônio. A gente tá trabalhando, mas tá aprendendo também e ganhando informações, coisas que não conhecia. O projeto gera conhecimento amplo sobre diversas temáticas, mas o principal é que aproxima as pessoas”, afirma.

O fotógrafo conta que a ideia da exposição começou a ser construída no início do ano e que após algumas conversas foi se desenhando o perfil das imagens a serem expostas, voltadas para as pessoas que vivem o dia-a-dia do Centro Histórico. “Decidiu dar ênfase para as pessoas que moram nos bairros. Resolvemos pegar material vasto que a gente tem e contar um pouco da história da cidade, não só da Cidade Velha, mas também de quem mora no bairro”.

O fotógrafo conta que uma das fotos da exposição surgiu após o término de um dia de trabalho num dos momentos de interação com um dos moradores da Cidade Velha. Enquanto esperava uma chuva passar, ele ficou na Igreja de São João conversando com o Pelé, um dos antigos moradores do bairro. “Gosta de fotografar as pessoas. Gosto de conversar, saber das histórias. Fiquei ouvindo o Seu Pelé falar do tempo que ele faz parte da Igreja e das chaves da igreja que ele carrega e me pediu pra fazer uma foto dele. Aí eu fiz e tá na exposição”, conta.

Foto: Ursula Bahia
Quando ganhou uma máquina de fotografar do irmão, em 2010, Cláudio Ferreira descobriu que estava ali o caminho que iria seguir e largou o curso de Ciências Contábeis. Desde então, coleciona premiações. Para ele, o Projeto Circular é uma oportunidade de conhecer lugares que de outra forma dificilmente conheceria. “ Acho bacana que mesmo quando não fazia parte do circular ele abre as portas de lugares que a gente não tinha visão de ir lá conhecer, como o Porto do Sal que conheci através do Circular”, conta.

Acompanhando as ações do projeto, o fotógrafo vai registrando as atividades e novos personagens que compõem o Centro Histórico. “São fotos mostrando as ações, mas não só isso, também a participação das pessoas e o que acontece ao redor. Como os indígenas da Venezuela, que já fazendo parte da Cidade Velha. Durante o Projeto, a criançada tá brincando ali no meio. Acho muito legal isso.”

A 29a edição do Circular Campina Cidade Velha traz neste domingo, 1o de dezembro, trazendo uma programação plural em diversos outros espaços culturais espalhados pelos bairros da Campina, Cidade Velha, Reduto e imediações. A programação completa já está no site: https://www.projetocircular.com.br/2019/11/7879/ . Mais informações: 91 98134.7719.

O projeto Circular é uma realização da sociedade civil organizada e Associação Amigos de Belém, com patrocínio do Banco da Amazônia, Alubar e Fundo Casa, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cidadania, Governo Federal, copatrocínio da Cultura Rede de Comunicação e apoio do IPHAN, UFPA, Sesc e Milton Kanashiro.

Serviço
Exposição “A Pele que Habito”- fotografias e documentário. Aberta até dia 3 de janeiro, na Galeria Fidanza do Museu de Arte Sacra. Aberto de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 13h, com exceção deste domingo de Circular (1º Dez.), quando o espaço fica aberto até 17h, com entrada gratuita. Complexo Feliz Lusitânia – Cidade Velha.

26.11.19

Coletivo de Dezembro abre domingo na Kamara Kó

O calendário de mostras da Kamara Kó Galeria encerra o ano com uma feira de arte, pensada para celebrar o encontro da produção dos artistas que compõe o elenco da galeria e aproximar as obras do público. A 8ª edição do projeto “Coletiva de Dezembro” será neste domingo, 01, das 10h às 18h, dentro da programação da 29a edição do Circular Campina Cidade Velha.

O projeto da galeria é um convite para quem deseja conhecer a atual produção de fotografia e audiovisual paraense em sua multiplicidade – e adquiri-las a um preço acessível. Ao todo, nesta edição, o projeto exibirá trabalhos de 15 artistas das artes visuais, entre os quais Miguel Chikaoka, Flávya Mutran, Ionaldo Rodrigues e Alexandre Sequeira. 

De Miguel Chikaoka estarão disponíveis obras p&b realizadas a partir de câmeras analógicas, com uso ainda de filme em película, resultando em copias no papel Ilford pérola. O fotógrafo experimentou, em 2012, um ano de reconhecimento nacional com o Prêmio Brasil de Fotografia, onde foi o artista homenageado, além de receber a Ordem do Mérito Cultural, o maior prêmio na área cultural concedido pelo governo federal.

Obra de Miguel Chikaoka
O público também vai encontrar obras de Flávya Mutran, da séries de fotografias “Metal Masters” e DELETE.use, que tratam de ficções particulares sobre clássicos da História da Fotografia disponíveis na web. Para saber mais sobre a pesquisa acesse www.delete-use.photos

Ionaldo Rodrigues integra a coletiva com obras do “Selo Impresso”, oferecendo ao público do Circular um conjunto de impressões em diferentes formatos, como zines fotográficos e pôsteres de séries de imagens inéditas, entre outros. 

De Alexandre Sequeira, a mostra exibe algumas  imagens de série “ Residência São Jerônimo”, resultado do   Prêmio Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística da Fundação Cultural do Estado do Pará – 2016. 

Fotografia de Alexandre Sequeira
A “Coletiva de Dezembro - 2019” traz ainda obras de Anita Lima , Alberto Bitar , Guido Elias, Pedro Cunha, Danielle Fonseca, Lucas Negrão, Paulo Meira, Martin Perez, Armando Queiroz , Debora Flor  e Walda Marques.

Serviço
Abertura do “Coletiva de Dezembro - 2019”, dia 1º dezembro, de 10h às 18h dentro do programação do 29ª edição do Projeto Circular Campina Cidade Velha. Na Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães , 611, Campina). Visitação de 6 a 22 de dezembro, de 15h às 19h, (sextas feiras), e de 10h às 19h (sábados e domingos). Entrada franca. Informações e agendamentos: 91.32614809 | 91 98117 9730.