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27.8.10

No IAP: Lincoln Antônio, do grupo A Barca (SP),ministra duas oficinas

O músico, compositor e arranjador, Lincoln Antônio, formado em Composição e Regência pelo Instituto de Artes da Unesp, ministra em Belém duas oficinas direcionadas a artistas e pesquisadores da cultura popular.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local da oficina, na sede do Instituto de Artes do Pará, que fica em Nazaré, ao lado da Basílica.

Lincoln é músico e produtor do grupo A Barca, que desde 1998 realiza um amplo trabalho de criação de espetáculos, documentação, arte-educação e produção cultural, com dois CDs gravados (“Turista Aprendiz” e “Baião de Princesas”), além das caixas “Trilha, toada e trupé” (2006, 3 CDs e DVD) e “Coleção Turista Aprendiz” (2007, 7 CDs e DVD).

As atividades serão realizadas entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro. A primeira oficina, de 9h às 12h, será “Batuques Brasileiros: uma aproximação com a cultura popular”, que tem como objetivo o estudo e a prática musical por meio de duas manifestações populares do Brasil: o coco e o jongo, presentes no Nordeste e no Sudeste, respectivamente.

Lincoln Antônio explica que o termo “batuque” abrange as diversas manifestações populares que têm em comum a formação em roda, o canto responsorial (solista e coro), o uso de instrumentos de percussão e a dança aos pares. Nestas manifestações, música e dança entrelaçam-se como num jogo. Coco, samba de roda, tambor de crioula, carimbó e jongo são algumas das brincadeiras que possuem estas características, cujas origens estão na África.

Durante a oficina, os participantes irão trabalhar três aspectos: o canto (repertório, cantar sozinho, cantar em conjunto, improvisar), o toque (percepção rítmica e percussão: ganzás, pandeiros, caixas e tambores) e a dança (o jeito do corpo, passos, variações, dinâmica das rodas, improviso). Também serão compartilhados filmes, gravações e textos sobre o assunto.

Para esta oficina serão inscritos até 20 participantes, que devem levar ao IAP seus próprios instrumentos, como ganzás, pandeiros, caixas e tambores de mão (atabaque, tambor de carimbó, congas e similares).

A segunda oficina chama-se “Turista Aprendiz: Convívio, documentação e diálogos com a cultura popular” e será realizada no mesmo período, de 15h às 18h. O objetivo é discutir as formas de aproximação e contato com a cultura popular tradicional, os meios de aprendizagem e vivência, a importância dos mestres tradicionais e da oralidade, o registro documental, o diálogo e a recriação artística.

A partir da experiência de campo do grupo A Barca, que trabalha com a documentação e recriação artística de diversas manifestações brasileiras, e da apreciação do trabalho pioneiro do escritor Mário de Andrade nos anos 20, a oficina atualiza a questão da cultura popular tradicional e sua relação com a contemporaneidade. Para esta oficina serão inscritas até 30 pessoas.


No teatro, como diretor musical, compositor e arranjador, trabalhou com Marco Nanini e Bibi Ferreira, entre outros. Com a Cia. do Latão, desenvolveu por vários anos um trabalho de criação e interpretação musical com os atores, que resultou na música ao vivo de diversos espetáculos.

Serviço
Oficinas “Batuques Brasileiros: uma aproximação com a cultura popular” e “Turista Aprendiz: Convívio, documentação e diálogos com a cultura popular”, com Lincoln Antônio, do grupo A Barca (SP). De 30/08 a 06/09, de 9h às 12h e de 15h às 18h, no Instituto de Artes do Pará (Nazaré, ao lado da Basílica). Inscrições gratuitas, até dia 30/08, na Gerência de Artes Cênicas e Musicais do instituto. Informações: 4006-2913.

Fonte: Assessoria de Comunicação - IAP

27.7.10

Greenvision lança videoclipe da banda Macaco Bong gravado no Bolonha

Fotos de Renato Reis

Bastaram duas noites no Palacete Bolonha e muito trabalho para que a obra saísse... impecável. O novo videoclipe “Shift”, da banda Macaco Bong já está no ar, no Youtube, e na MTV Brasil.

A direção é de Priscilla Brasil, da Greenvision, produtora responsável também por outros trabalhos nacionais como “Japan Pop Show” (Curumin - SP) e “Come to Me” (de Daniel Peixoto, ex-Montage - CE).

Embora, tenha também um forte foco no cinema documental, vem se revelando uma das produtoras promissoras nesta área do curta musical. Já lançou outros videoclipes, como “Devorados” e “Vela”, da banda paraense Madame Saatan e possui planos futuros para as bandas Pata de Elefante (RS) e Móveis Coloniais de Acaju (DF).

Realizado no final ano passado, em Belém do Pará, o videoclipe Shift só foi finalizado agora porque Priscilla ainda está produzindo o DVD da banda.

Gravado em BH, já em fase de pós-produção, ele será lançado dentro de poucas semanas. É o primeiro DVD da Greenvision.

A Macaco Bong, banda vinda da terra do poeta Manoel de Barros, Cuiabá- MT, aportou por aqui em 2007, num Festival da Se Rasgum, com um show surpreendente, diga-se, mistura da música pop, com jazz e fusion, ganhando muitos seguidores, antes mesmo da febre do twitter.

Em novembro de 2009, quando esteve mais uma vez em Belém, veio a oportunidade para a gravação do videoclipe, há muito planejado pela diretora.

“A gente já se conhece da cena independente há um tempão. E eu sou mega fã, isso já devia ter rolado há muito tempo”, declara Priscilla.

Mas tudo precisou ser feito com muita vontade e talento para alcançar o resultado de qualidade que se vê no videoclipe. “A gente deu um jeito, por que grana, como sempre, não teve. Precisamos nos acertar com o que tínhamos disponível”, explica.

A locação escolhida para a gravação foi um achado entre nossos casarios perdidos na cidade, o Palacete Bolonha. “Pensei em um palacete Bélle Èpoque, que criaria um contraste enorme com eles, aquela coisa pomposa e eles, cujo lema é ‘artista é igual pedreiro’. O lugar é lindo e a gente tinha era que se apropriar mais desse palacete", opina, com razão.

O Palacete Bolonha, na verdade, sempre teve uma queda pelo audiovisual.

Ao ser reinaugurado em 2004, após um longo processo de restauração, alguns de seus espaços ganharam nomes em homenagem a paraenses ligados ao audiovisual, como o Cine Acyr Castro, crítico de cinema, e a Casa Dira Paes.

Em anexo, o Memorial dos Povos, hoje também bastante esquecido, chegou a receber sessões de cinema. Mas nem só por isso Priscilla Brasil acertou em cheio na locação. É tudo aparentemente muito simples. Ela até brinca de cinema no início do clipe, onde há uma pequena atuação dos músicos.

A arquitetura do prédio, porém, de natureza tão mista quanto as criações de Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo) - possui estilos neoclássico, gótico, barroco, além de decoração art noveau - é que fez com que o Bolonha se tornasse o palco perfeito para a performática pegada da banda e a direção de fotografia atenta e ágil de Gustavo Godinho.



SHIFT – Macaco Bong


Ficha Técnica

Direção: Priscilla Brasil
Direção de fotografia: Gustavo Godinho
Assistente de câmera: Brunno Regis
Maquinista: Fábio Carvalho
Produção: Lívia Condurú
Assistente de produção: Kalil Gaby e João Lemos
Figurino: Beatriz Morbach.
Fotografia Still: Renato Reis
Apoio: Prefeitura de Belém e Coletivo Megafônica







9.7.10

Funarte premia paraenses em várias categorias artísticas

A Fundação Nacional de Artes – Funarte - divulgou esta semana o resultado da premiação de vários editais, como vem fazendo desde o mês de maio, quando a fotógrafa Suely Nascimento recebeu a Bolsa de Conexão Artes Visuais.

Nos mais recentes, em todos, o Pará tem pelo menos um contemplado. No Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular, o Grupo de tradições Marajoara Cruzeirinho (Marajó) aprovou o CD “Carimbó – dança de rara beleza”;.

O Grupo de Ação Ambiental Vila Viva – Ponto de Cultura da Oca (Santarém) vai realizar o Projeto de Formação “Circo em Alfa - Continuidade e fortalecimento”, com o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo.

O Prêmio de Apoio à Gravação de Música Popular contemplou, ao todo, 20 proponentes. Cada um deles receberá aporte financeiro de R$ 35 mil para gravar e divulgar um CD de música, prensado ou virtual. Mais de 800 projetos concorreram aos prêmios.

Na divulgação mais recente dos editais da Funarte, o maior número de projetos selecionados ficou com o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo. Este ano, 103 proponentes foram contemplados.

Com as premiações, que podem chegar a R$ 40 mil, companhias, trupes e grupos circenses poderão adquirir novos equipamentos, viabilizar montagens, investir em circulação de espetáculos, organizar programas de formação, realizar pesquisas ou homenagear artistas.

Já no XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, foram quatro os contemplados, todos de Belém.

Com o projeto “Sobre o vazio”, na categoria Pesquisa, Experimentação e Criação Em Linguagem Fotográfica, está Alberto Bitar, que este ano vem sendo selecionado e premiado em editais, salões e festivais de cinema.

Foto: "Sobre distâncias e incômodos e alguma tristeza", de Bitar.

A fotógrafa Shirley Penaforte, com o projeto “Imagens Submersas”, e Elza Lima, com o projeto “O lago da lua ou Yaci Uaruá - As amazonas do rio-mar”, venceram na categoria Documentação Fotográfica / Registro das Transformações do Cotidiano na Sociedade.

Também foi premiada a fotógrafa Flavya Mutran, na mesma categoria que Alberto Bitar. Ela que está fazendo Mestrado no Rio Grande do Sul, se inscreveu de lá, com o projeto “Pretérito imperfeito de territórios móveis” (foto abaixo).

Dias atrás também saiu o resultado da Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística em Artes Visuais 2010, onde foi premiada a fotógrafa Maria Christina. Armando Sobral também foi premiado e recebeu o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea. Já em outra área, divulgado um pouco antes, o Galpão de Artes de Marabá foi contemplado pela Rede Nacional Funarte Artes Visuais.

No XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia foram 36, os premiados. O objetivo da premiação é que ela possibilite que pesquisadores e artistas possam se dedicar ao desenvolvimento de trabalhos inéditos no campo da fotografia.

Nesta edição do programa, as premiações estão divididas em três categorias. Duas delas, “Pesquisa, experimentação e criação em linguagem fotográfica” e “Documentação fotográfica / registro das transformações do cotidiano na sociedade”, oferecem aporte financeiro de R$ 40 mil, a cada projeto selecionado. Já os contemplados na categoria “Produção de conhecimento por meio de apoio ao pensamento crítico e teórico” recebem prêmios de R$ 10 mil.

N.E. Agradeço a foto enviada e a colaboração de Alberto Bitar para esta postagem. A fotografia de Flavya Mutran, encontrada em seu weblog, e a do Cruzeirinho, foram rastreadas pelo Holofote Virtual na internet.