8.2.09

“Miguel, Miguel”, obra de Haroldo Maranhão, será adaptada para as telas


Roger Elarrat (com o boné) , vencedor do concurso, dirigindo acima
um docmentário no Forum Social Mundial 2009


Na sexta-feira a ABDeC-PA publicou em seu blog, texto sobre o resultado do Concurso de Minisséries da TV Cultura, depois de vários meses de trâmite (mais informações no blog: http://abdecpara.blogspot.com/).

Dois projetos foram contemplados: “Miguel, Miguel”, de Roger Elarrat e “Vida de Cão”, de Waleriano Duarte, dois realizadores que vêm se destacando na cena audiovisual paraense.

Waleriano tem muito trabalho pela frente em 2009. Ele também é vencedor do concurso nacional DocTV (Profissão: Escravo), além de ter ganho o concurso do Edital de Curtas Metragens da Secult-PA/Museu da Imagem e do Som do Pará (A Canção de Eleonor).

Roger Elarrat já é veterano do DocTV em 2006, com o Chupa-Chupa – A história que veio do céu, em parceria com Adriano Barroso, e tem no currículo a realização do primeiro curta de animação em stop motion da história do cinema paraense, entre outros trabalhos em cinema, como, roteirista, diretor ou assistente de direção.

Não há dúvida de que teremos duas obras de qualidade muito em breve veiculadas na nossa telinha e quem sabe nos cinemas, como vislumbra Roger Elarrat na entrevista que segue abaixo, concedida com exclusividade ao Holofote.

Há anos atrás, assim que foi lançada, nos anos noventa, li a novela “Miguel Miguel”, de Haroldo Maranhão, cuja capa foi feita pelo artista plástico P.P. Condurú e que aliás foi quem me emprestou o livro para ler. Fiquei imediatamente encantada com a obra e agora mais ainda com a possibilidade de vê-la transformada em obra audiovisual.

Agora, sim, leiam abaixo a entrevista com Roger Elarrat.

Holofote: Há inúmeras obras de autores paraenses perfeitamente adaptáveis para uma minissérie. Em meio a todo este universo de possibilidades, quais os teus critérios para escolher a novela Miguel Miguel de Haroldo Maranhão?
Roger Elarrat: Primeiro senti medo de não ter fôlego de adaptar uma obra extensa, como um romance. Da mesma forma, achei que acabaria com um tratamento muito superficial porque em uma minissérie em poucos episódios não daria pra dar a profundidade que um romance carrega. E aí, pensei em pegar algum conto, mas sofreria o oposto: acabaria com um material original muito magro e teria que inserir muita coisa na adaptação. Como eu queria me manter mais fiel possível, a novela Miguel Miguel me pareceu perfeita. Além de ser uma história linda, já foi leitura do vestibular, e é muito conhecida. O meu trabalho foi, à princípio, embaralhar tudo e dar uma cara mais cinematográfica.

Holofote: Quantos capítulos terá a mini serie e quais as principais características desta adaptação para TV?
Roger Elarrat: A minissérie terá 5 episódios de 13 minutos cada. Mudaremos os lugares em que a história se passa, porque no livro, originalmente é o Rio de Janeiro. Até o momento, vou ambientar em Icoaraci. Também, rejuvenesci os personagens uns 15 anos. Eles continuam idosos, mas não tanto quanto no livro.

Holofote: Houve níveis de dificuldades em fazer esta adaptação? quais?
Roger Elarrat: A primeira dificuldade em se adaptar uma obra literária para a linguagem audiovisual é transformar em ações e diálogos, certas informações que o escritor fala diretamente com o leitor. Eu acho que todo mundo deve passar por isso. Então, eu criei sequências novas, de eventos apenas citados no livro, como o primeiro enterro de Miguel. Essas sequencias foram as mais difíceis porque eu deveria me manter fiel ao material original mas esse é um material que está nas entrelinhas. Mas foi bem desafiador porque meu medo era ter muito respeito por Haroldo Maranhão e manter essa postura pouco desafiadora. Eu precisei desconfiar da obra em muitos momentos pra poder subvertê-la, acrescentar personagens, mudar lugares, desenvolver trechos superficiais da história.

Holofote: A produção toda envolverá quantos atores, locações etc.. como e quando começam as gravações, já há um planejamento?
Roger Elarrat: Olha, meu planejamento inicial é filmar em julho. Nas minhas férias! Um dos motivos que escolhi Miguel Miguel é que é um livro logisticamente cabível nas limitações do edital. Basicamente, são duas locações: um casarão e um cemitério, e a história gira em torno de basicamente quatro personagens.

Holofote: Você acredita que se abre um mercado para este tipo de trabalho? Além da Funtelpa, a obra será veiculada na Rede Brasil e/ou TVs pagas etc? Quais os planos de vôos para esta obra, depois de cumprir seu contrato via concurso Funtelpa?
Roger Elarrat: Acho que o futuro da televisão está em ótimas oportunidades com produções independentes. Cada vez mais teremos espaço nas programações para produções locais e a TV Cultura do Pará sai na frente porque foi a primeira a lançar um edital desta natureza. E à princípio a TV Cultura vai procurar espaços para exibir a obra nacionalmente, em toda a rede pública de televisão.
Depois disso, ainda não sentei pra conversar com a direção da Funtelpa, mas acho que podemos reeditar a minissérie e relançá-la como um único filme em salas de cinema e gerar ainda mais público, além da janela televisiva. Isso já tem sido feito em nível nacional e o Auto da Compadecida, por exemplo, quando relançado nos cinemas foi uma grande surpresa de bilheteria. E acredito que a obra de Haroldo Maranhão merece tantos leitores quanto públicos puder.

Entrevista concedida com exclusividade ao blog holofotevirtual.blogspot.com


15 minutos de maldição no Corredor Polonês

Na próxima sexta-feira o Cineclube Corredor Polonês exibe, dentro do projeto Cinema de Rua, o filme: “A Maldição – Zé do Caixão em comunhão com a Escola do Porto, sob as bênçãos de São Francisco de Assis”, de Francisco Weyl & Ricardo Leite (Mudo, P&B, 7 Min, Super 8 Min, Portugal, 2000) & Instalação fotográfica de Arthur Leandro.
Resultado do encontro de José Mojica Marins, o "Zé do Caixão", com a Escola do Porto, é o primeiro filme de Mojica em Portugal e foi realizado durante o período das comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil.

É um filme de ficcção documental: na abertura, rituais e bruxarias em nome de Zé do Caixão; em sequência, fragmentos do encontro de José Mojica Marins com realizadores no Cineclube do Porto e o passeio de Mojica na Igreja de São Francisco e na Escola do Porto, à beira do Rio Douro. Aos sessenta e poucos ou muitos anos, Mojica revela neste filme uma humildade exemplar, típica de artistas que acreditam no que fazem.

Ficha técnica e artística

Ano de Produção: 2000 - Rodado no Porto, Portugal - Tempo: 15 Minutos - Formato: Película Super-8 MM - Argumento, Câmara, Realização e Montagem: Zenito Weyl - Actor: José Mojica Marins - Actriz Convidada: Salomé Arieira - Cenografia: João Trindade - Fotografia de Cena: Celestino Monteiro - Direcção de Fotografia: Bruno Anneda - Produção: Sério Fernandes

Hora e local + realização

O filme será exibido a partir das 20h. O Corredor Polonês fica na Rua General Gurjão, 273 (em frente à Ferreira Cantão – Campina). Realização: Aparelho (REDE) + Cineclube Amazonas Douro + Cineclube Corredor Polonês.


Amaldiçoada seja a sua arte, Mojica!

Por Francisco Weyl

"Conheci Mojica em 2000. Na cidade do Porto, Portugal, onde ele participava do "Fantasporto". Fui ao hotel onde ele estava hospedado e nessa mesma hora ele me enregou duas latas de 16 milímteros com o seu "À meia-noite levarei sua alma", que projetamos em uma sessão lotada no Cineclube do Porto para estudantes da escola onde eu me formei em cinema. Então, convidei Mojica para fazer um filme, "A maldição de Zé do Caixão em comunhão com a Escola do Porto sob as bênçãos de São Francisco de Assis" (Super-8 milímetros), película que pode ser vista no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=xXbkUOU8tdg).

"A maldição..." foi o seu primeiro filme em Portugal, que estreamos em Belém durante o Concílio Artístico Luso-Brasileiro, que criou o Cineclube Amazonas Douro, o qual coordeno e do qual o Mojica é presidente de honra. E Mojica realizou conosco (um total de 13 pessoas – o número não foi por acaso) um outro flme, dessa vez, digital, o "Pará Zero Zero", resultado de uma oficina de audiovisual, filme esse que deu mote à revista homônima e que foi lançado numa sexta-feira, 13 de junho de 2003, no Cemitério da Soledade, numa das cenas mais anárquicas desta terra.

Mojica faz filmes históricos, com uma coragem absoluta, sem medo da hipocrisia e da censura, sem medo da burocracia e da unanimidade, sem medo da mesmice e da burrice. Amaldiçoada seja a sua arte, vítima de todos os tipos de preconceitos e censuras, estes, originários, tanto durante os negros anos do regime militar, quanto neste tempo (pós-moderno?), no moralismo da (pseudo) intelectualidade cultural brasileira, em geral conceitual, covarde e leviana.

Ainda bem que este velho louco e alucinado foi ostracizado em seu próprio país. Assim, não precisou aprender a gramática da intelligentsia medíocre para construir o seu próprio percurso, fundado em corajosas atitudes, com as quais, enfrentando o medo a omissão da elite e sacrificando-se a si próprio e aos seus familiares e amigos, tem desempenhado a sua missão que é fazer cinema.

Indiferentemente aos critérios e análises reacionários da crítica cinematográfica que se submete aos padrões e dogmas do sub cinema comercial, quer ele seja hollywoodiano ou Europeu, este homem "ignorante" (utilizo o termo entre aspas para ressaltar o preconceito da pseudo crítica intelectual), fez filmes influenciados pelo seu auto didatismo, sem nunca sequer ter lido um livro sobre cinema.

Mojica é um Brasil que se nega a si próprio. O Brasil pobre e violento, que tem força cósmica em sua interioridade mas que dispersa as suas energias em auto flagelações artísticas. O Brasil de Mojica é genial, responde com criatividade às suas adversidades".

Projeto de residência artística coloca Alemães e paraenses no mesmo barco

Thomas V Held 'gotas de suor'

No segundo semestre uma explosão de artes visuais inicia em Belém, com o projeto Terra dos Rios. Oficinas, viagem de barco, mostras, seminários, performances e trocas de experiências culminarão com uma edição de fotos, textos e vídeo em exposição que será mostrada no Brasil e na Alemanha.

A nova versão do projeto Terra dos Rios vai receber artistas alemães e paraenses que irão vivenciar um encontro de culturas, que terá como base o tema "Água", objeto de pesquisa e chave principal desse novo desafio. As inscrições estão abertas.

Projeto abre com exposição

A abertura contará com a exposição da produção inicial dos artistas visitantes. Mas o ponto mais instigante do projeto começa logo depois, com uma viagem de barco que levará 20 artistas (10 estrangeiros e 10 locais) para que, num período de 10 dias, pratiquem a convivência em plena navegação pela maior bacia hidrográfica do planeta e, ao mesmo tempo, produzam seus trabalhos.

Como participar

Os artistas visuais interessados em participar devem mandar, até o dia 25 de janeiro, o seu currículo artístico e uma carta de intenções, especificando o trabalho que pretende desenvolver a partir do tema Água. Uma comissão avaliadora selecionará os artistas locais que participarão do projeto. Envios para o e-mail producaoterra2009@gmail.com,

Mais informações
Projeto Terra dos Rios – 2009
Encontro de Artes Visuais - Agosto 2009 a agosto de 2010
Contatos: Weley Oliveira, coordenação 92-91727670 e Maria Christina, produção 91-81989370/96226814. E-mail: producaoterra2009@gmail.com


6.2.09

GT discute encaminhamentos para a I Conferência Estadual de Comunicação


Na próxima quarta-feira, dia 11 de fevereiro, acontece mais uma reunião do Grupo de Trabalho que vem discutindo, desde o ano passado, as diretrizes para a realização da Conferência Estadual de Comunicação, que antecede a I Conferência Nacional de Comunicação, anunciada pelo presidente Lula, durante sua estadia em Belém pelo Fórum Social Mundial.

Após o anúncio de Lula, as delegações pró-conferência de todo o Brasil que estavam na capital paraense, aproveitaram para se reunir. Esta semana, em reunião do GT Nacional da Conferência com representantes do Governo Federal, no dia 04/02, ficou acordado que em quinze dias o decreto de convocação da Conferência será publicado. Em seguida, será também publicada a portaria que nomeia a comissão organizadora desta Conferência Nacional. A comissão deve ampliar o debate com movimentos da sociedade civil sobre o formato deste evento histórico na história de nosso país.

Na pauta da reunião do GT da I Conferência Estadual de Comunicação serão discutidos os encaminhamentos sobre o decreto; entrega de orçamentos dos sub-grupos de mobilização de cada região: RMB/Marajó, Marabá, Altamira, Castanhal e Santarém; calendário de mobilização para o seminário e organização do seminário (logística e infra, proposta política, equipes operacionais).

A I Conferência de Comunicação do Estado do Pará é fruto da consolidação de forças e pensamentos que, na direção da construção de um novo ideal de comunicação, promove o debate da sociedade civil, entidades, estudantes e movimentos sociais.

Nesse sentido, visando a quebra de barreiras ideológicas e geográficas que excluem e condenam parcelas da sociedade à marginalidade e esquecimento, o GT da Conferência Estadual de Comunicação está convocando a todos e todas que desejam construir e afirmar no Pará a Comunicação como direito Humano, à discutir o direito à comunicação, a concepção democrática de acesso, identificar os desafios, apontar prioridades para as ações governamentais, entre outros temas, que farão parte das mesas.

A reunião acontece na próxima quarta (11/02), às 17h, no Sindicato dos Radialistas (Trav. do Chaco, entre Duque de Caxias e Visconde - quase esquina com a Duque). Outras informações no blog da Conferência Estadual de Comunicação: http://conferenciacomunicacao.wordpress.com/


5.2.09

In Bust narra história de uma cobra que deseja virar gente

Para quem já estava com saudades, eles estão de volta. Os nordestinos mais engraçados da história do teatro com bonecos em Belém entram em cena neste sábado, 06, dentro da programação do projeto “Sábado Sim, Sábado Não, Tem teatro Infantil no Casarão”.

Contado em forma de cordel pelos atores-manipuladores Adriana Cruz, Aníbal Pacha e Paulo Ricardo Nascimento, que representam uma família nordestina, o espetáculo “Fio de Pão – a Lenda do Cobra Norato” resgata do imaginário popular, a lendária história de uma cabocla que, ao ser conquistada um cobrão embruxado, engravida e dá luz a duas cobras: Norato e Caninana. As duas cobrinhas são bem diferentes uma da outra, sendo Caninana muito má e Norato de alma boa. Esta última, porém, tem um sonho impossível. Quer virar gente.

A encenação é feita com bonecos de pano, que contracenam com Fantoches, Manés-côcos e Brinquedos de miriti, típicos da região norte, numa analogia com o teatro de bonecos popular.

O espetáculo foi concebido através de uma pesquisa sobre literatura de cordel. “Encontramos boas referências sobre a lenda da cobra grande e transportamos esses dados para o espetáculo", conta Paulo Nascimento. A montagem consegue grande empatia com o público, numa dinâmica que já é comum nas apresentações da In Bust.

"Os personagens que mais interagem com a platéia são a Mãe e o Filho. Eles brigam, discutem, emocionam-se e os espectadores acabam tomando partido de tudo", diz Paulo. "É sempre bonito ver como os bonecos são tratados de forma carinhosa pelo público. Eles podem dizer as palavras mais sérias e as mais engraças. Não importa. Quem está assistindo se rende", complementa.

Serviço
O projeto Sábado Sim, Sábado Não, Tem Teatro no Casarão segue temporada , em 06 de fevereiro, com o espetáculo Fio de Pão – a Lenda do Cobra Norato. Às 19h, no Casarão do Boneco. O ingresso continua sendo um brinquedo. Na Av. 16 de Novembro, 815, próximo à Praça Amazonas.

Museu do Marajó divulga site na internet e recebe novos filmes para sessões cineclubistas em 2009


O Marajó, que resguarda inúmeras riquezas naturais e culturais, possui em seu coração um dos espaços mais importantes para o fomento à cultura marajoara e repasse conhecimentos tradicionais da região, o Museu do Marajó, localizado na cidade de Cachoeira do Arari.

Fundado de modo informal em 1972, na cidade de Santa Cruz do Arari. Em 1984, foi instalado no prédio de antiga indústria de extração de óleo vegetal em Cachoeira do Arari, onde permanece até hoje. No dia 16 de dezembro de 1981 foi fundada a Associação com o nome de O Nosso Museu de Santa Cruz do Arari. No dia 14 de julho de 1983, na Assembléia Geral dos sócios, foi mudada a razão social, sendo escolhida a nova denominação de O Museu do Marajó.

Informações na internet

Como estas informações acima, há muito mais o que ler sobre as atividades do Museu do Marajó, na intenet, acessando http://www.museudomarajo.com.br/museudomarajo/site/index.php, onde há textos que relatam as histórias de sua fundação. Montar o Museu erguido no meio dos campos do Marajó, em Cachoeira do Arari, foi considerado um ato de loucura à época, ainda mais porque a cidade em que morou o escritor Dalcídio Jurandir, não é como Soure ou Salvaterra, turisticamente mais conhecidas.

“De fato, quando começamos, a cidade tinha um precário acesso pelo rio, não adequado para um projeto turístico deste porte”, diz o trecho de um dos textos do site. “O serviço telefônico era mais que precário, o abastecimento de água também, a energia elétrica só poucas horas por dia, e com muitos blecautes . Para completar: faltam hotéis e outras estruturas complementares...”

“Mas o Museu do Marajó escolheu Cachoeira, recusando ao longo destes anos outras opções tentadoras, porque a nossa filosofia sempre foi dominada por aquele mesmo princípio: a preocupação fundamental pelo Homem, não somente como assunto de pesquisa, mas também como meta e objetivo”.

Movimento cineclubista

Em 2009, o Museu do Marajó está com várias coisas programadas entre elas, a continuidade às atividades do cineclube Marajó. “Nossas sessões tiveram início em fevereiro de 2008 com o acervo próprio do museu, constituído de alguns DVDS cedidos por realizadores e instituições de todo o Brasil”, diz o diretor do museu Paulo Carvalho. “A seguir passamos a contar com parte do acervo da Programadora Brasil em convênio com o IAP”, explica Carvalho.

Esta semana, o Museu do Marajó também recebeu a coleção do Revelando os Brasis e ainda será recebida nova remessa de DVDS da Programadora Brasil, somando ao todo 38 programas. Paulo Carvalho anuncia que em paralelo às exibições serão realizadas oficinas em parceria com o IAP, para estimular a produção audovisual local, que já conta com alguns documentários escolares e outros realizados por colaboradores do museu.

“Estamos caminhando e, em breve, esperamos poder realizar mostra de cinema paraense com a participação de diretores, produtores, artistas e técnicos comprometidos com a difusão do cinema como ferramenta importante para o desenvolvimento de nossa pequena cidade do interior do Marajó”, finaliza.

Ressaca do Fórum no Corredor Polonês


Babi (Potengy) Guedes
& convidados ...

Sexta, 6 de fevereiro, 22 horas
No Corredor Polonês Atelier Cultural

Projeto Cinema de Rua
Projeção de imagens do FSM no a partir das 20 horas
(REDE Aparelho + Cineclube Corredor Polonês + Cineclube Amazonas Douro)
& DJ ÁFRIKA por volta da meia-noite

Ingressos: R$ 5 reais

Corredor Polonês Atelier Cultural
Rua General Gurjão, 273
Telefone: 3222 7543


Quem é Babi Guedes
Babi (Potengy) Guedes é cantor, compositor, escritor e mamulengueiro tradicional que atua a mais de 30 anos levando a arte popular para pequenas cidades e capitais de 20 Estados brasileiros. Babi (Potengy) Guedes dedicou 30 anos de sua vida ao Teatro Popular de Bonecos do Nordeste, o Mamulengo. Autor de dezenas de composições musicais, o artista, com 54 anos, mostrará suas músicas, brilhantes composições que trazem o cheiro das matas, o frescor das águas, a vida e as lutas do homem da terra e a poeira das estradas do Brasil.Arranhando seu violão e cantando.

Para ver Babi (POTENGY) Guedes:
http://www.youtube.com/watch?v=BNfgxdNrIso

Para ler Babi (POTENGY) Guedes:
http://guedesbabi.blogspot.com/

Sobre a ressaca do Fórum no Corredor Polonês...

...a casa que funciona sob o número 273 na Rua General Gurjão – ali, bem onde antes, lá pela década de 40, disseram-me, funcionava também uma casa de meninas (polacas!) – em pleno centro de Belém, mais exatamente no bairro da Campina, que, aliás, tem uma história de resistência cultural negra, quando alguns grupos de capoeiristas colocavam a polícia para correr, e quando os portuários e marinheiros se faziam elegantemente às prostitutas, esta casa, que fica bem defronte a antiga Bailique, de onde surgiram as primeiras gangs que se têm notícia nesta cidade, gangs, como diz o Rômulo, o dono desse tal espaço de artes e coisas com muito mais sentido (trágiko) do que possa deduzir a nossa vão imaginação filosófica, gangs que apenas usavam a força física para demonstrar uma certa dignidade, já que suas armas eram o próprio corpo, este lugar, esta Rua, a General Gurjão e este número 273, ou seja, o Corredor Polonês Atelier Cultural, espaço dos mais libertários, que se tem insurgido em Belém, cidade sufocada e sempre de costas à periferia e às suas linguagens, recebe um estradeiro que já percorreu milhares de quilômetros brasileiros, para propagar a sua missão de cantar, poetar e teatrar, ainda que envolvido pela poeira das estradas destes brasis desconhecidos, destas metrópoles alucinadas, ele, de passagem pelo Fórum, e já de caminho para Brasília, o Babi Guedes, que já andou por aqui algumas vezes e não quer se ir sem deixar um cadinho de sua arte encravada em nossos corações, fica, pois este convite aos velhos e aos novos camaradas, um sugestão para curtir a ressaca do FSM...
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© Francisco Weyl
Carpinteiro de poesia e de cinema
Contatos: ( 91) 3241 9080 / 4009 2514 / 8412 8628

4.2.09

I Festival Amazônia Doc recebe inscrição até 28 de fevereiro


Discutir os grandes temas relacionados à Amazônia através do circuito audiovisual. É este o principal objetivos do 1º Festival Pan-Amazônico de Documentários que realizará um seminário, mostras itinerantes e oficinas, espaços estes para que se discuta a situação de degradação progressiva pela qual vem passando a maior floresta em biodiversidade do mundo.

“Há que se mostrar, denunciar, cantar e louvar a Amazônia, suas riquezas, sua dignidade, seu povo. Importa mostrar ao mundo e a nós mesmos, nossa cara e nossa gente, nossas características e nossa produção, como forma de unirmo-nos em torno de um ideal, de uma
linguagem que possa expressar as nossas múltiplas e diversas facetas”, diz o release do evento.

O I AMAZÔNIA DOC - I Festival de Documentários Pan-Amazônicos pretende: apresentar filmes de temática ambiental urbano e rural dos países Pan-Amazônicos; movimentar a economia e o turismo; fazer circular informação; proporcionar intercâmbio entre artistas, produtores, pesquisadores e estimular a cultura como um todo, especialmente na área cinematográfica.

Além dos debates, o evento vai também premiar obras em película e vídeo cuja temática é a defesa da preservação, dos direitos, da manutenção e da qualidade de vida na Terra.

As inscrições vão até dia 28 de fevereiro. Informações pelo www.amazoniadoc.com ou amazoniadoc@gmail.com

3.2.09

Grupo GenteSerpiente de Bogotá apresenta espetáculo no Casarão do Boenco do in Bust


O Fórum Social Mundial que encerrado no último domingo, ainda está rendendo programações culturais em Belém. Os bonequeiros colombianos Angélica & Javier, que formam a companhia de bonecos GenteSerpiente ainda se encontram na cidade e apresentam hoje, terça-feira, às 19h, no Casarão do Boneco, o espetáculo Moniya Amena – El Árbol de la Abundancia, o mesmo mostrado no FSM.

A idéia da apresentação em Belém surgiu a través do contato que os dois artistas tiveram no último domingo com o grupo In Bust – Teatro com Boencos, após a apresentação do espetaculo “Sirênios”, no Teatro Waldemar Henrique.

A companhia GenteSerpiente foi criada em 2003, com o objetivo de fortalecer componentes de identidade cultural, assim como criar obras que envolvem mitologias indígenas, saberes e costumes populares, expresões artísticas e juegos de linguagem próprias da Colombia e latinoamérica. Desta forma têm conseguido consolidar uma equipe de trabalho interdisciplinar enfocando a criação artística.

O espetáculo “Moniya Amena – A árbore da Abundancia” faz parte de uma investigação iniciada por Javier Gámez na Universidade Nacional de Colombia em torno do tema do corpus mítico da nação Uitoto, comunidade indígena localizada em diferentes pontos da Amazonia colombiana.

Para os bonequeiros da GenteSerpiente, o teatro de bonecos constitui uma das mais belas manifestações das artes cênicas. Através dos bonecos os bonequeiros têm encontrado um meio de representação eficaz, em que se propõe oficios diversos para um fim comum: a plástica, a música, o teatro, o cinema, que alimentam esta arte de todos os tempos e permitem levar à cena todo tipo de ações dramáticas.

Javier e Angélica ficam em Belém até amanhã quando seguem viagem para São Luís e Manaus, antes de retornar a Bogotá, onde irão cumplir mais uma agenda de apresentações.

Serviço
A Companhia GenteSerpiente, de Bogotá-Colômbia, apresenta hoje, terça-feira, às 19h, o espetáculo “Moniya Amena – A árbore da Abundancia”. No Casarão do Boneco, do In Bust, na Av. 16 de Novembro, 815, próximo a Praça Amazonas. Entrada franca (o In Bust também recebe doação de um brinquedo pra distribuição no final do ano). Contatos com o grupo colombiano pelo e-mail: genteserpiente@gmail.com.