8.5.12

Diretor inicia testes para elenco de nova Websérie

Depois do sucesso da websérie “NÓS”, o diretor e ator Joaquim Araújo inicia processo de produção de novo trabalho. Durante um ano, 10 episódios e muitos mistérios, o público paraense pôde se emocionar e acompanhar através da internet a websérie “NÓS”, que fez sucesso e divulgou o nome do Pará para todo o país, abrindo muitas portas e oportunidades para todos os envolvidos no projeto.

Esta foi a primeira iniciativa audiovisual do gênero produzida inteiramente em Belém com artistas locais. Agora Joaquim Araújo já está em processo de pré-produção de seu mais novo trabalho. Serão produzidas duas webséries, sendo um drama e uma comédia. 

Não foram divulgados detalhes sobre os roteiros, mas ele adianta que há muitos personagens disponíveis e os projetos prometem causar muito falatório pela cidade. Para compor a equipe serão abertos testes de elenco. 

“Estamos convocando atores e não atores, modelos e profissionais da área para participar do teste. Precisamos de homens e mulheres entre 16 e 60 anos para compor o elenco. Também estamos fazendo cadastro de pessoas para a figuração”, avisa o diretor. 

Para se inscrever, os interessados devem enviar informações como nome, idade, contatos e experiência profissional, além de duas fotos, sendo uma de rosto e outra de corpo inteiro, para a produção através do site http://www.jafilmes.com

As inscrições serão recebidas até o dia 11 de maio. Os pré-selecionados pela direção receberão os detalhes sobre a segunda fase que será um teste de vídeo. Todos os inscritos serão cadastrados no casting da produção e terão prioridade em futuros trabalhos. Mais informações e todos os detalhes do projeto e do processo de seleção podem ser encontrados diretamente aqui.

4.5.12

Morgue Insano and Cool de volta ao Reator

Prepare-se para viajar ciberneticamente por um teatro que se utiliza da internet, de câmera, de personagens virtuais do Secod Life, projeção de imagens, música, msn. A ciberperformance “Morgue Insano and Cool”, de Nando Lima, está de volta em cartaz, neste sábado, 05 de maio, às 21h, no Reator, com participação do ator e bailarino Ícaro Gaya. 

A investigação cênica de Nando Lima converge para um teatro “Trans-tecnológico”, que se utiliza das novas tecnologias como extensão do homem. Em Morgue (Prêmio Cláudio Barradas de Artes Cênicas – Secult – 2010), nanod Lima propõe relações de presença com o público, de modo virtual, repletas de simulações. Na cena,  ele contracenando com personagens virtuais/reais que estão fora do ambiente físico daquela platéia e do próprio ator. 

Atuando há mais de 20 anos, nas mais variadas funções, como artista visual, performer, cenógrafo, dramaturgo, diretor e produtor artístico, Nando se lança, em Morgue, na construção de cenas que alteram noções de presença, corpo, espaço, tempo, textualidade e que se inserem na simultaneidade, na velocidade virtual e que, ao mesmo tempo, trazem sua carga de dramaticidade. 

O espetáculo provoca surpresa, discute um tanto da experiência também solitária deste homem tecnológico, que na aldeia global, traduz-se em novas metáforas da sociedade contemporânea. Há algum tempo que o teatro vem se apropriando de novos recursos eletrônicos, novas mídias, experimentando os meios audiovisuais, resultando em interessantes experiências na cena. 

A contaminação do teatro com as artes visuais, cinéticas e eletrônicas dá um novo salto, com a emergência das redes telemáticas, que permeiam uma comunicação em tempo real, e uma extensão do corpo e da presença (o corpo extenso) —que é eminentemente performatizada. 

Serviço
“Morgue Insano and Cool” - Em cartaz neste sábado, às 21h, ingresso R$ 20,00. O Reator fica na Rua 14 de Abril, 1053, próximo a Gov. José Malcher. Mais informações: 91 8112.8497.

Oficinas de curtas de animação via web TV

O número de inscrições superou as expectativas. Foram quase 70 pessoas que procuraram as oficinas. Para não deixar ninguém de fora, o IAP transmitirá tudo on line através de seu canal na web: http://www.ustream.tv/channel/iap-tv. As oficinas fazem parte do I Edital de Interprogramas de Animação, fruto da parceria entre FUNTELPA e IAP (Instituto de Artes do Pará).

Nesta sexta-feira, das 15h às 18h, as oficinas iniciam com os coordenadores do edital, que vão tiar dúvidas dos particpantes. No sábado, das 8h30 às 12h, o facilitador Marcio Morais vai explicar o processo de animação nas suas principais técnicas, a pré-produção; a produção e a pós-produção e também falará sobre os princípios e as principais técnicas de animação, das 14h às 18h. No domingo, a programação das oficinas inicia às 8h30 e encerra somente no final da tarde com a facilitadora Luciana Druzila, que vai abordar o “Mercado da Animação no Brasil e no Mundo”. 

“Resolvemos democratizar ainda mais, abrindo para todos os conteúdos ds ofincas pela internet. Divulgamos inclusive nacionalmente, apenasr do edital só atender projetos de pessoas que residam no estado do Pará”, diz Afondo Gallindo, coordenador do Núcleo de Produção Digital do Pará, no IAP. 

Márcio Moraes é formado em Comunicação na França, com especialização em Animação em Portugal, nos últimos anos tem focado o seu trabalho na animação infantil principalmente para televisão. Dirigiu o curta “A árvore dos sonhos” que participou de diversos festivais no Brasil no exterior. Atualmente desenvolve um projeto de série de animação infantil premiado pelo Ministério da Cultura e pelo NFB do Canadá e que se encontra em fase de pré-produção. Leciona nos cursos de Cinema do Centro Universitário IESB e da faculdade ICESP em Brasília. 

Luciana  vai falar sobre o mercado da animação
Luciana Druzina trabalha há 10 anos no do mercado de animação com a produção de filmes, videoclipes, séries televisivas e coordenação de mostras e festivais.

Foi homenageada no Festival Internazionale del Cinema d'Arte de Bergamo na Itália e diretora da Associação Brasileira de Cinema de Animação gestão 2007/2008 e 2009/2010. 

Entre suas produções destacam-se Brazilian Animation DreamWorks (EUA), Dia Internacional da Animação (intercambio com 30 países e 400 cidades brasileiras, 8 anos na coordenação), serie televisiva Eureca 52X11’, “Que Tipo de Criança Você É?” 42x3’ e 42x1’ TV Brasil, Amigas e Vinhos 13X26” Discovery Travel Living Channel, entre outras. 

O edital pretende estimular a realização de curtas de animação, além de fomentar o debate, a produção e a teledifusão de obras de audiovisual de animação inéditas de realizadores independentes do Pará. É melhor ficar atento e correr, pois as inscrições já encerram no próximo dia 24 de maio.

É que os cinco projetos selecionados já serão lançados em setembro, durante a Feira Pan Amazônica do Livro. Os projeto, inéditos, deverão ter um minuto de duração e trazer como temas: Meio ambiente (água, lixo, preservação da natureza), Cultura de Paz, Tolerância (racial, religiosa, sexual), Memória (patrimônio público ou personalidades da cultura paraense), Amazônia e Infância/Adolescência. 

Cada curta receberá R$ 18 mil (dezoito mil reais) para sua produção. As propostas serão selecionadas por uma Comissão de Seleção constituída por 03 (três) especialistas na atividade audiovisual de cinema designados pela Funtelpa, pelo IAP e pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas, seção PA – ABDeC/PA. 

O resultado sairá no dia 05 de junho. Podem participar autores/realizadores residentes e domiciliados no Pará com no mínimo dois anos de permanência. As inscrições podem ser realizadas até dia 24 de maio, enviadas pelos Correios ou pessoalmente, na sede da TV Cultura (Av. Almirante Barroso, 735, Bairro do Marco – CEP: 66093-020), no horário de 9h ao meio-dia e de 14h às 17h. 

3.5.12

Black Soul Samba faz festa para James Brown

O tributo ao “Mr. Dynamite” será com a banda Farofa Black, com direito aos hits “I FeelGood”, “Sex Machine”, “ColdSweat”, “Please, please, please” e muitos outros. Nesta sexta, 04, no Palafita. Além disso, os sets de UiráSeidl, Kauê Almeida, Fernando Wanzeller, Homero da Cuíca e Eddie Pereira, estarão passeando por todas as fases de James Brown, incluído o período de parceria com Afrika Bambaataa e o início, em 55, com o The Famous Flames.

Ele é inegavelmente aclamado como o “Rei do Soul”. Suas performances no palco tornaram-se marcas registradas - e copiadas - inspirando outros artistas e astros como Michael Jackson.

Brown, com sua forma de fazer sons, influenciou ainda o nascimento de novos ritmos como o afrobeat e o go-go no funk, mudando de forma irrevogável a música negra. Por isso, o coletivo da música negra e brasileira de Belém chama para o palco do Palafita a banda “Farofa Black”, com um repertório de músicas de Brown, prometendo uma festa cheia de ritmo, soul e boas energias.

James Brown nasceu em 03 de maio de 1933, e no final da década de 50 alcançou o sucesso mundial, gravando seu nome na história como um dos músicos mais influentes de todos os tempos. E a data de aniversário deste ícone não poderia passar indiferente. 

“Este é um evento especial. Serão 08 músicos no palco, com naipes de metais como sax, para dar o peso que pede esse tributo ao James Brown”, avisa Júnior Damasceno, produtor da banda.

“Estamos nos esforçando para atender as expectativas dos fãs. É a primeira vez que fazemos este repertório exclusivo e queremos que seja inesquecível”, completa.

Com três anos de carreira, a Farofa Black faz sua estreia na Black Soul Samba. Neste “Tributo a James Brown”, sobem ao palco os músicos Renato Rosas (voz principal e guitarra base), Willy Benitez (guitarra solo), Maykon Costa (contrabaixo), Anderson Barros (bateria), Paulinho Lima (trumpete), Márcio Costa (sax), e André Costa (Trombone). 

Serviço
Tributo à James Brown com a banda Farofa. Nesta sexta, 04 de maio, a partir das 21h.  No bar Palafita – Rua Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha - R$10,00. Mais informações:  (91) 8190 8270 / 8889 3639 – danifrancopa@gmail.com. Na rádio, você também curta a Black  - toda quarta, das 21h às 23h, na Unama FM – 105.5. Reprise aos sábados, das 22h às 24h. Visite o blog: www.blacksoulsamba.blogspot.com/Twitter: @blacksoulsamba / FB: Black Soul Samba.

2.5.12

Cinemateca expõe e exibe resultado de pesquisa

Há três anos pesquisando a memória da produção audiovisual no Pará, o blog Cinemateca Paraense lança, nesta quarta-feira, 02, o projeto Cinema no Pará: História e Memória. Com patrocínio do Banco da Amazônia e em parceria com o Museu da Imagem do Som do Pará, a iniciativa, inédita, reúne ações que levam ao público o universo por trás das câmeras de cinema.

Para começar, será aberta, hoje, às 17h, uma mostra de filmes que fizeram a história do cinema e do audiovisual no Pará. Até 06 de maio, no Cine Líbero Luxardo, Centur, as sessões (no domingo será às 15h) serão comentadas por realizadores como Cássio Tavernard, Priscilla Brasil, Fernando Segtowick, Vicente Cecim, Nando Lima, Januário Guedes e Afonso Gallindo.

Em seguida, inaugura-se, às 19h, na Galeria Theodoro Braga do Centur, uma exposição de equipamentos de cinema, com projetores, câmeras, objetos de produção de várias épocas, contextualizados com painéis fotográficos e até a montagem de um antigo cinema, na própria galeria. O público poderá visitá-la até dia 12 de maio.

Já a mostra, traz filmes mais recentes dos anos 2000, mas também da época de Líbero Luxardo, como o episódio “A promessa”, que foi montado junto com o longa Brutos Inocentes; alguns cinejornais de Milton Mendonça. Dos anos 1990 serão exibidos, entre outros, os episódio “O Boto” e “Belém, Mitos e Mistérios”, do projetos Lendas Amazônicas, de Ronaldo Passarinho e Moisés Magalhães”.

Há outras fitas raras de serem vistas, como os curtas “Antonio Carlos Gomes”, que retrata os últimos dias de vida do maestro, gravado em Belém e no Theatro da Paz, tendo no elenco principal José Carlos Gondim e Carla Camurati, e “Chuvas e Trovoadas”, inspirado no texto do conto homônimo da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros, também rodado em Belém em locações como o Palacete Pinho e Cidade Velha, tendo como protagonista a atriz Patrícia França, com narração de José Mayer, além de elenco paraense, ambos realizados na década de 1990 pela cineasta Flávia Alfinito. 

A Promessa (Líbero Luxardo)
Os filmes de Flavia, cedidos pela irmã, Fernanda Alfinito, serão exibidos em DVD, pois as películas estão no CTAV do Rio de Janeiro. Os cinejornais de Milton Mendonça também estão digitalizados.

“Na curadoria tentei contemplar mais filmes com referencial histórico, buscando obras que não tenham sido exibidos recentemente. 

Alguns realizadores farão comentários sobre seus filmes. Fechei com aqueles que estão na programação, mas podem rolar até outros, nada muito formal. Apenas o realizador vai falar sobre como fez seu filme. E tem alguns que ainda estou atrás e que podem surgir na mostra como exibições bônus”, diz Ramiro Quaresma, curador da mostra o evento e idealizador do blog Cinemateca Paraense. 

PROGRAMAÇÃO

QUARTA - 02 às 17h
  • Homenagem póstuma a magalhães barata (16' , Líbero Luxardo, 1959).
  • Vila da barca (10', Renato Tapajós, 1964).
  • Ver-O-Peso (17', Januário Guedes, Sônia Freitas, Peter Roland, 1984) - comentários de Januário Guedes e Diógenes Leal.
  • Episódio O boto, de Lendas Amazônicas (20' de Ronaldo Passarinho e Moisés Magalhães, 1998).
  • Onda - Festa na Pororoca (10', Cássio Tavernard, 2004) - comentários do diretor.

QUINTA-FEIRA, 03 às 17h
  • Kinemandara (20', Vicente Cecim, 1970) - comentários do diretor.
  • Anjos Sobre Berlim (20', Nando Lima e Coletivo, 1992) - comentários do diretor.
  • Antonio Carlos Gomes (13', Flávia Alfinito, 1998).
  • Episódio Belém, Mitos e Mistérios - Lendas Amazônicas (20', Ronaldo Passarinho e Moisés Magalhães, 1998).

SEXTA-FEIRA, 04, às 17h
  • Cine-Notícias - Juçara Filmes (10', Milton Mendonça, 1960).
  • Chuvas e Trovoadas (15', Flavia Alfinito, 1996).
  • O Cinema na Música: Videoclipes (15', Priscilla Brasil) - comentários da diretora.
  • Fronteira Carajás (20', Edna Castro, 1974)
  • Mulheres Choradeiras (15', Jorane Castro, 2000)

SÁBADO, 05 às 17h
  • Brutos Inocentes (episódio ‘A promessa’, 20', Líbero Luxardo, 1973).
  • Enquanto Chove (18', Alberto Bitar e Paulo Almeida, 2003).
  • Elegia Por uma Cidade (8' João de Jesus Paes Loureiro, 1970).
  • Cuia (1', Afonso Gallindo) - comentários do diretor.
  • Projeto Memória - Pedro veriano (25‘, Vicente Cecim, 1998).

DOMINGO - 06 às 15h
  • Cine-notícias juçara filmes (20', Milton Mendonça, 1960).
  • Pretérito imperfeito (8', Flavya Mutran, 2004).
  • Marília (15', Ronaldo Salame, 2002 ).
  • Dezembro (15', Fernando Segtowick, 2002) - comentários do diretor.

Serviço 
Cinema no Pará: História e Memória. A exposição abre nesta quarta-feira, 02, às 19h, onde fica até 12 de maio, na Galeria Theodoro Braga (Centur). A mostra de filmes também abre hoje e vai até dia 06, sempre 17h (sendo domingo a partir de 15h), no Cine Líbero Luxardo (Centur). Catálogo on-line em cinematecaparaense.wordpress.com. Informações: 8239 24 76. Tudo entrada franca.

28.4.12

Conexão Dança compartilha experiência em Belém

No Dia Internacional da Dança, neste domingo, 29, o projeto realiza o “Trilhas Compartilhadas”, um espaço de compartilhamento, diálogo e fruição de dança, que convida o público interessado e os artistas de Belém para uma vivência dialógica sobre experiências vivenciadas. 

Dentro da programação, haverá exibição de vídeos e apresentação de performances, com Ícaro Gaya e Danilo Bracchi, da Companhia de Investigação Cênica. Há um ano, eles estiveram na Europa, Rio de Janeiro e em São Paulo, onde participaram de diversos eventos ligados ao universo da Dança.

Já nos primeiros dias em Berlim, eles contam que puderam participar de programações importantes voltadas à dança e assistiram a estreia mundial de Pina, do diretor Wim Wenders, atualmente em cartaz no Brasil.  Foi oportunidade para trocaram ideias e experiências com bailarinos de várias nacionalidades. Enquanto estavam lá, Danilo foi entrevistado pelo Holofote Virtual e nos contou vários detalhes, de volta ao país, antes de retornar a Belém, eles ainda passaram pelas capitais paulista e carioca, com o mesmo objetivo.

Ícaro e Danilo, conexões da dança na Europa
As viagens fizeram parte da etapa internacional e nacional do projeto Conexão Dança, da Companhia de Investigação Cênica, dirigida por Danilo Bracchi, aprovado no Edital de Residência em Artes Cênicas da Funarte, e que agora chega ao ciclo em que haverá o compartilhamento destas vivências com o público paraense. 

“O Trilhas Compartilhadas será o momento em que iremos relatar as experiências da nossa viagem com a comunidade, fazer mostra dos vídeos das coreógrafas com quem tivemos contato, enfim, estamos organizando isto”, diz o bailarino Ícaro. 

“Eu e Ícaro vamos falar sobre o projeto conexão dança, falar sobre essa conexão lá na Europa com as coreógrafas Nina Dipla, Minako Seki e Maya Lipsker, e mostrar alguns vídeos delas e de experimentos que fizemos lá também. Vamos exibir o video Anna Halprin - Breath Mead Visible. E no final vamos apresentar a performance Bailarina Fassbinder", complementa Danilo, que avisa, porém, que esta não é uma finalização do Projeto Conexão Dança, mas um desfecho da Bolsa de Residência de Artes Cênicas da FUNARTE 2010. 

“Essa é apenas mais uma ação. O projeto continua com outras atitudes como as aulas abertas para atores e bailarinos ou pessoas interessados em dança”, explica Danilo, que dirige a Companhia de Experimentação Cênica. 

De acordo com ele, já estão participando desta nova ação, a Companhia de Teatro Madalenas e o Grupo de Artistas Independentes de Circo–GAIC, dentro do projeto Vertigem, que ganhou Prêmio Petrobrás Carequinha de Estímulo ao Circo 2011. Mas a Cia também já tem outros compromissos já agendados.

Aulas em Berlim
Em 2011, eles já tinham participado do Dancon Liga Cultural de Dança, que aconteceu em Governador Valadares e Belo Horizonte. 

"Là eu conheci o grupo Híbridos e o coreógrafo Vanilton Lakka, que nos enviaram vídeos para exibir neste domingo, além de ter feito grandes amigos, como Daniel Moura e Clênio Magalhães, da Bahia, que vêm dançar em Belém", diz. 

"Este ano, em julho eu participarei, em São Paulo, do Seminário Gestão, Criação e Curadoria em Dança: Lá em Casa, à convite do projeto Acervo Mariposa, que tem apoio do Fundo IBERESCENA. O Conexão Dança é isso, trocar , compartilhar, ouvir, produzir juntos", finaliza Danilo.

Serviço
Trilhas Compartilhadas. Dia 29 de abril, às 17h. . Diálogo e fruição sobre dança, aberto ao público em geral e para artistas de Belém. Exibição de vídeos, bate papo e performance. NO Estúdio Reator - Trav. 14 de Abril, 1053, entre Av. Magalhães Barata e Gov. José Malcher. Entrada franca. Mais informações: 91 8112.8497.

27.4.12

Renato Torres retoma as origens em trabalho solo

Apresentado ao público, na semana passada, “Vida é Sonho” está de volta ao palco do Centro Cultural Sesc Boulevard , hoje, a partir das 19h, com entrada franca, trazendo Renato Torres, acompanhado por uma grande banda e participações especiais. 

O show, que tem repertório autoral, é cheio de nuances sonoras, nos remete ao passado sem nos tirar do presente, representando o início de um projeto que lança o cantor e compositor, em carreira solo, depois de percorrer mais de 20 anos de uma estrada extremamente musical.

Na sexta-feira passada, os timbres acústicos tirados do violão, do bandolim, de muita percussão, de um piano e um contrabaixo encantou o público que lotou a plateia do Sesc Boulevard. Mas hoje haverá mais uma chance para quem quiser conhecer este Renato Torres solo, que se prepara para lançar o CD homônimo, ainda este ano, marcando definitivamente o início deste novo trabalho, em que o músico e compositor bebe tanto da música popular brasileira, quanto se reinventa nas sonoridades do Pará. É um espetáculo repleto de cor, luz e presença. 

Do primeiro show participaram Ronaldo Silva, Dulce Cunha, Ester Sá, Ricardo Jardim e Renato Gusmão. Nesta sexta, além deles, Renato ainda quer receber Juliana Sinimbú, Luê Soares, Sonia Nascimento, Arthur Nogueira e conhecendo bem Renato, poderá haver mais surpresas. 

“Tenho um impulso gregário e irreprimível. Preciso de muita gente em torno de mim, preciso trocar ideias, fluir em varias direções”, diz se justificando, como se fosse necessário.

Na banda estão com Renato, Rodrigo Ferreira (piano acústico), Rubens Stanislaw (baixo acústico), Diego Xavier (bandolim, voz, percussão), João Paulo (percussão), e Camila Honda (voz e sonoplastia). Os instrumentos acústicos que fizeram sucesso no rock progressivo dão o tom delicado que “Vida é Sonho” exige e respira, procurando alternativas sonoras, sem usar bateria ou guitarra. Os vocais são valorizados, a interferência poética é presente, reforçando a importância que a palavra sempre teve na obra do artista.

Entre as 12 canções, todas marcantes, várias chamam atenção, como “Cavalo Marinho”, que traz a participação de Ronaldo Silva no palco e é a primeira parceria entre os dois, feita num momento em que eles estavam concorrentes em um concurso musical. Ao se encontrarem nos bastidores foi imediato. Ronaldo puxou a letra do bolso, e Renato imediatamente se rendeu. “A música saltou na hora, de cada palavra, fluiu”, disse ao receber o músico fundador do Arraial do Pavulagem.

Em seguida, outra pérola tirada do baú,  “Que quer dizer Cativar” foi pinçada para o show e remete o Renato Torres do teatro. Na letra, o jogo de palavras, marca inconfundível da veia poética do músico, fala de príncipe, namorada, de fio da meada. 

“Esta música, fiz na época em que participei mais ativamente do movimento de teatro. Já atuei, dirigi, mas o que eu gosto mesmo é de fazer trilhas e esta música fez parte de um espetáculo baseado no Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry”, conta Renato.

Em outra canção, Renato chama para o palco a instrumentista Dulce Cunha, flautista do grupo Charme do Choro. “Devia tê-la chamado mas pra participar da banda do show, o que a gente só se deu conta nos ensaios”, confessa. 

Nos figurinos, batas indianas lideram o visual dos músicos, além de retalhos coloridos que confluem para a sonoridade e visualidade de todo o show, concebido pelo próprio Renato, junto ao grupo. “Já a luz é do João, o técnico Sesc. Não teve uma concepção prévia, o visual viaja no som”, decreta e o que se vai lendo com olhos e ouvidos é pura poesia, construída também naquela Página em Branco que o compositor mantém no universo virtual, alimentada por seu lirismo onírico muitas vezes. 

Dito isso, entra em cena a música “Manhã de Janeiro”, concebida anos atrás, quando ele e Maurício Panzera (baixista da Clepsidra), participavam de uma programação musical da Bienal de Ciência e Cultura da UNE, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. "É por aquela centelha corredeira/ estrela passageira, risco de alumiar/ é desafio, novelo da sentença/ carcaça da poesia reluzindo no mar/ corisco ardendo no ritmo do baque/ no muque do requinte que toco pra cantar/ cato regatos, igarapés, açudes/ cascatas de altitude pra poder mergulhar". Aqui a parceria é com o grande compositor e jornalista Edir Gaya.

E tem ainda "Amanhecer", parceria com Daiane Gasparetto, onde mais uma vez o entusiasmo poético explode em palavras , que falam em aprumar, galopar, cogitar... encerrando a música, uma batida percussiva, pungente.

Em meio ao show, Renato fala do momento atual de nossa música, festeja Felipe Cordeiro entre outros que estão neste mesmo caldeirão da emergente música paraense em cena nacional. E mais uma vez seu espírito múltiplo, coletivo, se revela. 

“A música do Pará vai muito além do que é folclórico. A guitarrada que está sendo recuperada, mas isso é apenas a ponta da lança. Somos plurais. É muito bom tudo isso, é esta multiplicidade que nos torna únicos. Somos um povo especial”. 

Em seguida vem “Quem faz uma canção”, em parceria com Jorge Andrade, e segue com outras belas canções, como "Boca de Luar", em parceria com Valéria Fagundes, "Ar", com Paulo Vieira; “O mar”, com Henry Burnett; “Comum de dois”, com Dionelpho Jr. 

Um pouco antes de encerrar, Renato canta “Vida é Sonho”, que dá nome ao projeto. Ele explica que a canção surgiu das correspondências que existiram anos atrás entre ele e a pianista mineira Alice Belém. “Tuas cartas, tuas cores me chegaram de manhã / e menino que sou, dei pulos de alegria / vim correndo pela trilha/ um caminho azul que brilha de manhãã.. / Tem um sol na tua palavra / tem um cheiro de café / vai me conta qual segredo / tem na gente ser quem é? / porque então a gente acorda/ pra tentar fazer o sonho acontecer?

A letra e a música não só revela, reforça o que Renato sempre deixou claro, a sua inspiração e admiração pela música concebida pela turma do Clube da Esquina. 

E isso vem mais latente quando ele chama a cantora e atriz Ester Sá para cantar “O que foi feito de Vera” (Milton nascimento, Fernando Brant). Escolha perfeita. Ester solta a voz numa interpretação de arrepiar.

Para fechar muito bem, sua escolha aponta para “Feito pra acabar”, de José Miguel Wisnik, Marcelo Jeneci e Paulo Neves. É proposital. Renato não dá um ponto sequer, sem dar o nó. “...A gente é feito pra acabar/ Ah Aah/ A gente é feito pra dizer/ Que sim/ A gente é feito pra caber/ No mar/ E isso nunca vai ter fim/Uh Uhhh". 

Perfeito! “Vida é sonho” é um show pra gente sonhar e ser feliz. Não deixe de ir! O Centro Cultural Sesc Boulevard fica na Av. Castilhos França, bem em frente a Estação das Docas.

(Fotos tiradas pelo público e enviada por Renato Torres)

26.4.12

Lenine chegando em Belém com a turnê "Chão"

Era 1997, quando caiu em minhas mãos o CD “O Dia em que Faremos Contato”, obra que imeadiatamente se tornou a trilha sonora preferida das noites em que reunia os amigos em casa, antes de cair no Baixo Reduto, onde a balada de Belém do Pará fervia na época, somada a um circuito de outros barzinhos memoráveis. "Hoje eu quero sair só" virou hit, claro. 

O disco marcava a estréia solo do compositor pernambunco, e tinha como destaque, ainda, "A Balada do Cachorro Louco" e "Dois Olhos Negros", entre outras canções que já traziam recursos da música eletrônica, fundindo maracatu com funk e pop. Futurista, como se percebe desde a capa do CD, aí acima.

Apesar de Lenine já ter se lançado em dois outros discos, "Baque solto” (1982/1983), em parceria com Lula Quiroga, e Olho de Peixe (1994), em parceria com o percusionista Marcos Suzano, foi só ali, naquele momento derradeiro dos anos 90, que tive a felicidade de ouvi-lo de forma intensa e desbravadora. Depois desses três trabalhos, vieram vários outros, sempre com o toque inventivo do compositor que, através de pesquisa musical apurada de tantas sonoridades espalhadas pelo país, nos traz como diferente um experimentalismo autêntico, que o coloca acima daquilo que se poderia chamar de senso comum da MPB. 

Agora é Chão - Ele já esteve aqui em várias outras ocasiões para nosso deleite, mas neste sábado, 28, Lenine estará novamente entre nós, desta vez com a festejada turnê intitulada “Chão”, que é também o nome do seu novo álbum, lançado em outubro de 2011. O show acontece no Teatro da Paz, às 20h30, e com toda certeza do mundo, é imperdível.

Chão parece ser um show no mínimo inusitado, pelo que já se fala dele em todo o país. A direção musical é do próprio Lenine, em parceria com Bruno Giorgi e JR Tostoi, que estão com ele no palco, e traz a reboque, ainda, uma parafernália de equipamentos eletrônicos e instrumentos, que reproduzem ruídos orgânicos que embalam nove das dez faixas do disco, como “Chão” (Lenine/ Lula Queiroga), “Invergo mas não quebro” e “Isso é só o começo” (Lenine/Carlos Rennó), além de antigos sucessos como “Jack Soul Brasileiro”, “Leão do Norte” (Lenine/Paulo César Pinheiro) e Paciência (Lenine/Dudu Falcão).  

Na última segunda-feira (26), Leline falou ao G1 sobre o show e disse que "Chão" difere bastante de outros trabalhos. "Chão é uma conjugação dos verbos ouvir e ver, necessariamente nesta ordem.

Adequa-se muito a teatros e está carregado de novidades e muitas coisas o diferem dos trabalhos anteriores. Esse show, por exemplo, não tem bateria e percussão porque estamos aproveitando todos os relevos sonoros e isso tem agradado muito ao público por onde a gente tem passado", explicou. 

Na entrevista Lenine falou também que toca as canções do novo CD e músicas já conhecidas, mas se mostrou ciente de que sempre ficam faltando aquelas que público pede na hora e decretou: “Se pedirem, eu vou atender, mesmo que não estejam no roteiro porque eu gosto de atender ao público". Ah, que ótimo saber disso. Assim a gente espera que ele faça aqui em Belém.

Serviço
Chão. No Teatro da Paz, às 20h30.  Informações: 91 4009 8751.

24.4.12

Cia. Cacos de Teatro em maio no Cláudio Barradas

Cinco anos de atividades irradiando o seu fazer artístico dentro da América Latina. O desafio da Cia. Cacos de Teatro, manauara e contemporânea, é transitar pelos vários campos das artes e convergir todas elas em um fazer cênico pleno. Para comemorar estes anos de atividades continuadas, resolve lançar-se numa pesquisa sobre o corpo, nas suas diversas linguagens, trazendo até Belém o projeto “Em Companhia de Um Só”, Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011 – Circulação, que envolve apresentações artísticas e atividade formativa de 2 a 4 de maio no Teatro Universitário Cláudio Barradas. 

O projeto, que será realizado também em mais cinco cidades brasileiras e cinco países da América Latina, representa o passo inicial em uma pesquisa que busca estudar o fenômeno do espetáculo solo como manifestação de uma teatralidade contemporânea na amazônia, e se articula a partir do interesse particular em estudar o processo e desdobramentos da construção de um espetáculo solo e as possíveis relações deste com as pesquisas da companhia e seu grupo de intérpretes. O resultado são solos e monólogos instigantes, onde o ator não se encontra necessariamente sozinho, mas amparado pelas dimensões do acontecimento teatral. 

O processo de pesquisa que foi desenvolvido ao longo de nove meses teve como metodologia as abordagens em áreas como kung-fu, dança contemporânea, técnica vocal, tai chi chuan e danças urbanas. Durante o período de estadia na cidade, o público poderá participar de uma mesa com a companhia, que abordará seu processo de vivência, através das práticas ministradas respectivamente por José Vasconcelos, Ricardo Risuenho, Eli Soares e Rodrigo Reis, até o resultado final. Cinco solos ou monólogos compõem o projeto. 

“Cultura da carne: alteridade porco”, de Dyego Monnzaho, que versa sobre a alteridade do corpo numa mimética relação espetacular; “Mãe – in loco”, onde Carol Santa Ana mostra o lugar da mãe de forma inóspita, cruel e desregrada; “Trans”, com Ana Paula Costa, que o percurso da faz em troca da beleza ideal, que muitas vezes transforma, deforma e agride corporalmente; “Diário de um louco”, de Taciano Soares, que discute a relação esquizofrênica com que a relação humana tem discutido seus assuntos e o que nos determina reais numa sociedade caótica e “[OFF] Inferno ou Lave os céus para que eu morra”, com Francis Madson, onde a culpa, o caos, a intervenção, a mídia, a performance, as trevas e a solidão são conjuntos participativos de uma grande caixa de pandora. 

Programação

Quarta-feira – 02/05
18h às 19h: Mesa Redonda 
20h00: Espetáculo “Trans”

Quinta-feira – 03/05
20h00: Espetáculos “Diário de um louco”
e “[OFF] Inferno ou Lave os céus para que eu morra” 

Sexta-feira – 04/05
19h30: Espetáculo “Cultura da Carne: alteridade porco” 
20h00: Espetáculo “Mãe – in loco” 

Serviço
Projeto “Em Companhia de Um Só” da Cia. Cacos de Teatro (Manaus – AM) | Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2011 – Circulação. De 2 a 4 de Maio, no Teatro Claudio Barradas. Informações: 83465366 | (92) 81585579 | (92) 93476169.

Curadoria em questão no Café Fotográfico de abril

Marisa Mokarzel (foto: Irene Almeida)
Organizar e pensar criticamente uma exposição são as duas funções principais entre outras que devem ser desempenhadas por um curador de arte. A leitura crítica de uma mostra é fundamental para informar o público de forma didática, muitas vezes, a fim de provocar leituras diversas de quem visita as exposições. O bate papo abordará a compreensão do trabalho do curador, a partir das experiências vivenciadas pela pesquisadora Marisa Mokarzel, acontecerá nesta sexta, 27, a partir das 19h, no IAP, com entrada franca.

A curadoria é ainda mais complexa e traz também a preocupação com a montagem, o que exige do curador um olhar treinado para projetar a mostra dentro de um espaço específico. Este profissional pode também escolher os artistas para compor uma coletiva e selecionar as obras que deverão ser mostradas, a fim de criar um diálogo entre elas. 

A preocupação com o folder ou catálogo da exposição, que deve apresentar as obras que a compõe, e um texto de apresentação, também é obra do curador. E é sobre todos estes detalhes que a Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestre em História da Arte pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marisa Mokarzel vai falar com o público nesta sexta-feira, 27, no Café Fotográfico da Fotoativa, que acontecerá no IAP. 

Coordenadora Adjunta do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura, da Universidade da Amazônia, Marisa é também professora de História da Arte dos cursos de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem; e de Moda, da Universidade da Amazônia e assume pela segunda vez a diretoria e curadoria do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas da Secretaria Executiva de Cultura do Estado do Pará. Neste campo da curadoria ela vem construindo uma larga experiência. 

Já realizou juntamente com Rosangela Britto a curadoria da exposição inaugural do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e a idealização do Laboratório das Artes, sala projetada para atender mostras experimentais. Foi curadora do Rumos Visuais do Itaú Cultural 2005/2006, da Mostra Fiat Brasil 2006 e curadora adjunta da Bienal Naif de Piracicaba - SP 2006. Participou da comissão de seleção dos Projetos: Cultura e Pensamento (2006); Conexão Artes Visuais FUNARTE (2007); e Arte e Patrimônio (2007).

Participou como palestrante convida da mesa-redonda A ambigüidade na modernidade tardia, na ARCO8, 27ª Feira Internacional de Arte Contemporânea, em Madri (2008). Tem realizado curadoria para exposições de jovens artistas do Pará. Entre as curadorias realizadas Contigüidades, arte no Pará dos anos 1970 a 2000, realizada no Museu Histórico do Estado do Pará (2008) e a individual de Jeims Duarte no Instituto Cultural Banco Real de Recife (2008). Foi também curadora do Arte Pará (2004; 2005; 2006; 2009). Mais recentemente, Mokarzel realizou a curadoria compartilhada de Midas, do artista visual Armando Queiroz, no CCBEU.