12.11.17

Casarão do Boneco abre inscrições para 3 oficinas

Produção cultural, teatro, dança e vídeo se misturam nos híbridos contextos que trazem cada uma das oficinas que iniciam nesta segunda-feira, 13 de novembro, no Casarão do Boneco. Ministradas por artistas que integram o coletivo, as ações serão oportunidade de compartilhar as reflexões e ações com profissionais das artes que vêm realizando projetos culturais atuantes em Belém.

Ana Carolina Marceliano é atriz, educadora e produtora integrante/fundadora do grupo Dirigível Coletivo de Teatro. Trazendo o projeto Brinquedos de Saúde, além de suas experiências no teatro desde a cena, direção, dramaturgia e gestão de projetos, ela convida o público a “colocar as ideias no papel para depois transformá-las em ação de fato”, algo que requer sensibilidade na escrita e uma escuta interna atenta ao que se deseja realizar e a quem vem servir o seu intento cultural.

A oficina Elaboração de Projetos Culturais terá 8 encontros para exercitar a elaboração de um projeto do início ao fim. Espaço de troca de experiências entre os participantes, também será um momento para ganhar uma boa consultoria para projetos em fase de elaboração.

“Toda empreitada cultural precisa antes ser sonhada para existir, por isso do dia 13 de novembro a 06 de dezembro, todas as segundas e quartas das 18h as 20h vamos sonhar juntos no Casarão do Boneco”, diz marina Cruz que também vai ministrar ofcina, ao aldo de Brenda Paixão.

Marina é facilitadora de encontros e comunicação interna no espaço Casarão do Boneco. Com vivências em dança contemporânea e técnicas circenses, ela também é Licenciada em Dança, pela Ufpa, e é integrante do coletivo de ocupantes Casarão do Boneco e grupo Projeto Vertigem. Brenda Paixão atriz e dançarina formada pela Escola de Teatro e Dança da UFPA, desenvolve pesquisa sobre Ecodança.

Essa é a primeira proposta de oficinas das duas artistas juntas, um encontro para gerar outros encontros, a oficina de Contato Improvisação para composição coreográfica é antes de tudo um espaço para o movimento livre.

Ao todo serão 6 encontros, de 13 a 25 de novembro, tendo como foco exercícios de conscientização corporal a partir do contato improvisação, buscando o fortalecimento do corpo em exercícios de enraizamento, uma metáfora que também direciona o corpo a buscar suas potencialidades.
Essa oficina traz como mote o elemento terra para criar uma composição coreográfica, ressaltando que é a abertura de um ciclo, podendo ter iniciantes nessa prática, mas que sejam curiosos do corpo.

A terceira oficina será com Lucas Alberto, formado em Multimídia, integrante do coletivo que ocupa o Casarão do Boneco, diretor do grupo Sorteio de Contos, ator, educador, capoeira/tocador e experimentador de audiovisual. Realiza mensalmente os vídeos de divulgação da casa junto a parceiros. 

Ele vai partilhar da sua pesquisa entre o video e o teatro, WEBNarrações políticas para um mundo melhor. Serão cinco encontros de três horas cada, com discussões e práticas de narração para vídeo. O objetivo é que cada inscrito conclua a oficina com um mínimo material para posterior edição e postagem no canal do Youtube do Casarão do Boneco. Para a experimentação, o público deve levar textos que tenham conteúdo crítico, serão realizadas práticas de narração, gravação, estudo breve de luz, câmera e som. 

OFICINAS

Elaboração de Projetos Culturais
com Ana Carolina Marceliano
De 13 de novembro a 06 de dezembro (segunda e quarta)
19h às 21h
10 vagas

Contato Improvisação para composição coreográfica
com Marina Trindade & Brenda Paixão
De 13 a 25 de Novembro (seg, qua e sáb)
10h às 12h
10 vagas

WEBNarrações políticas para um mundo melhor
com Lucas Alberta da Cunha
De 4 a 8 de Dezembro (segunda a sexta)
15h às 18h
Mínimo de 5 e máximo 10 vagas

Serviço
Valor: R$ 60,00 cada oficina
Inscrições: (91) 989498021 / salvecasarao@inbust.com.br
Casarão do Boneco (Av. 16 de Novembro - 815)

Docs musicais no telão do Cine Líbero Luxardo

O Festival Internacional IN-EDIT já teve oito edições nacionais com peças documentais audiovisuais voltadas para a música. Pela segunda vez, no Festival Se Rasgum, a mostra reúne nove documentários musicais, que serão exibidos em dois dias, segunda-feira, 13, e terça-feira, 14 de novembro, a partir das 19h, no Cine Líbero Luxardo. Entrada franca.

Além da mostra de documentários, a 12ª edição do Festival Se Rasgum espalha sua programação mais uma vez pelo Teatro Margarida Schivasappa, Café com Arte, Ziggy Club, Estação das Docas, Açaí Biruta e, de volta às origens, no Parque dos Igarapés – desta vez com três palcos. Com artistas de todas as regiões do Brasil, a programação também inclui painéis, debates, rodada de negócios, dia gratuito etc. 

Esse ano o 12º Festival Se Rasgum conta com o patrocínio máster da Oi Futuro, patrocínio do Banco da Amazônia e co-patrocínio da Faculdade Estácio. 


Os ingressos já estão à venda no www.sympla.com.br/serasgum. Mais informações e a programação completa, no site do festival.


MOSTRA IN-EDIT -  Cine Líbero Luxardo - a partir de 19h


Terça-feira, 13 de novembro
Bambas
Direção: Anná - 20’ 
O Samba é feminino? Diversas mulheres sambistas de São Paulo, de diferentes lugares, classes sociais e idades falam sobre como se impor em um ambiente em que ainda é, predominantemente, masculino.

Piano Forte
Direção: Anabela Roque - 10’ 
Maurício Maia é um músico amador, autodidata. Vive na Baixada Fluminense, suburbio do Rio de Janeiro. Cada vez que quer tocar piano, ele empreende uma viagem desde a periferia até ao centro da cidade. Maurício acredita que a sua música vai guiar o seu futuro, ter um piano é fundamental.

Samba de Cacete - Alvorada Quilombola
Direção: André dos Santos, Artur Arias Dutra - 26’ 
O Samba de Cacete é uma tradição cultural da comunidade negra que vive às margens do Rio Tocantins, na região de Oueiras, no Pará. Intimamente ligado ao trabalho na lavoura, o filme mostra suas canções e danças, surgidas no tempo da escravidão.

Bendito Batuque 
Diretor: Chico Galvão, Edgard Galvão - 29’ 
A Família Soledade, que vive em um bairro distante em Piracicaba é formada por exímios batuqueiros de umbigada, um ritmo ancestral trazido por negros provenientes de Angola e Congo. Na festa de São João, eles reúnem a comunidade e, junto com batuqueiros de outras cidades, celebram a fertilidade e comungam suas raízes africanas.

House Sounds 
Direção: Bruno Ramos - 18’ 
Dois manos da periferia de São Paulo são os responsáveis por divulgar a cultura do Soundsystem nas quebradas da cidade. Aqui, eles mostram as dificuldades do processo de construção do sistema e as influências da música jamaicana em suas vidas.

Quarta-feira, 14 de novembro - Cine Líbero Luxardo - a partir de 19h

Cinebiogravura
Direção: Luís Rocha Melo - 28’ 
Com apenas recortes de jornal, pedaços de cartas e fotos, o diretor Luiz Rocha Melo conta a história de seu pai, um radialista que comandou um programa de jazz nos anos 50 no Rio de Janeiro, apresentando artistas como Thelonius Monk e Sonny Rollins a seus ouvintes.

Eu sou Raul Torres, violeiro sim Sinhô 
Direção: Leandro Ferrari, Daniel Figueira - 25’ 
Raul Torres foi um dos grandes compositores e pesquisadores da música caipira na primeira metade do século XX. Através de depoimentos de músicos e pesquisadores, o documentário relembra sua história e sua importância para o enraizamento da música caipira no cenário musical.

A vida é um improviso
Direção e Produção: Vicente Oliveira - 28’ 
A complexidade e a riqueza musical contida na livre improvisação musical se manifesta em diversos gêneros populares de norte a sul do país. Através de depoimentos e apresentações de grandes músicos do cenário nacional, entramos em contato direto com o universo musical de cada artista, podendo compreender um pouco mais sobre a improvisação na música instrumental brasileira.

Cena Musical Contemporânea em 4 Tempos - São Paulo 
Direção: Tamy Marraccini - 20’ 
Três compositores contemporâneos apresentam seus processos criativos e diversas influências: imagens, acontecimentos, situações, lembranças, sonoridades, ritmos, reminiscências sonoras, O filme é uma pequena amostra da cena da música contemporânea de São Paulo, esse movimento musical tão pouco conhecido do grande público.

11.11.17

Spok Quinteto traz frevo ao Margarida Schivasappa

O grupo vem de Pernambuco e se apresenta com seu mais novo show, neste sábado (11), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, em Belém. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro.

Acompanhado por quatro músicos, em espetáculo intimista, os músicos estão pela primeira vez na capital paraense. Para este novo espetáculo, Spok escolheu os instrumentistas pela   originalidade e  timbre e para acompanhá‐lo: Adelson  Silva  (bateria), Renato   Bandeira   (viola), Beto   Hortis   (sanfona) e Hélio Silva (baixo).

No repertório, o tradicional ritmo do carnaval de Recife, com frevos que fazem parte do  universo  das  manifestações  pernambucanas, seja de rua, bloco ou canção, além de baiões, caboclinhos (tipo de música folclórica pernambucana), cirandas, com uma  roupagem que enfatiza a liberdade de execução dos músicos. 

"O frevo é uma música única e diferente de todas, animada e com uma magia especial: a de passar felicidade”, descreve o apaixonado Spok, que é saxofonista e arranjador e faz as apresentações com um quê de jazz - o que torna o trabalho original.

O Spok Quinteto é uma parte da SpokFrevo Orquestra, criada em janeiro de 2001, em Recife, comandada pelo virtuoso Spok e formada por 18 jovens músicos pernambucanos com o intuito de dar ao frevo um tratamento diferenciado, com arranjos modernos, harmonias arrojadas e onde os músicos abusam da liberdade de expressão em improvisos que lembram as performances de jazz.

Em agosto de 2003 tocaram com sucesso no festival Les Rendez-vous de L´Erdre em Nantes (França), no V Mercado Cultural de Salvador (BA), quando foram comparados a Luckman Jazz Orchestra de Los Angeles, pelo escritor e saxofonista Luís Fernando Veríssimo.

Já em 2004, participaram do Festival de Jazz de Cascavel (PR), do Festival Um Sopro de Brasil (SESC Pinheiros), em clubes de jazz de São Paulo e Rio de Janeiro, sempre com presença de grande e animado público. O maestro Spok já tem carreira neste ritmo e este ano, pela décima vez consecutiva,   comandou   a   apoteose de encerramento   oficial do carnaval da cidade do Recife com   o   Orquestrão   Multicultural   com   aproximadamente  200  músicos  e  participações de outros  10  renomados  maestros  do  frevo.

“Fazemos improvisos e solos e isso remonta ao estilo jazzístico, o que é bom para quem aprecia música instrumental. Mas gosto de enfatizar que tocamos frevo tal como aprendemos com nossos mestres, com sotaque pernambucano, tal qual os mestres criaram. É como se fala, os sotaques são diferentes, eu não quero perder o meu”, explica.

A apresentação integra o 7º Festival Música na Estrada, realizado pelo Governo Federal por meio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet e da Kommitment Produções Artísticas e apresentado pela Caixa Seguradora com o patrocínio máster do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e patrocínio da Instituição de Ensino Superior Estácio.

O Festival Música na Estrada ainda realiza outras programações em Belém, antes de seguir para Brasília, de 9 e 19 de novembro, e Manaus, onde fica em temporada de 20 de novembro a 6 de dezembro. Santarém, no Pará, celebrará o retorno do Festival de 22 a 26 de novembro. De 13 a 17 de dezembro, já em clima natalino, será a vez de Porto Velho receber o Festival pela sétima vez. Em março de 2018 as cidades de Boa Vista e Macapá receberão o Festival. O projeto tem como objetivo conectar o público com artistas de diversas regiões do país por meio das artes. Todas as cidades receberão também oficinas de música clássica e instrumental, regência e dança.

EM BELÉM
Domingo, 12 de novembro

Concerto com Orquestra de Câmara do Amazonas
Regente: Marcelo de Jesus
Local: Igreja Santo Alexandre
Endereço: Praça Frei Caetano Brandão - Cidade Velha, Belém – PA
Horário: 17h
Programa:
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Réquiem KV 626, Arranjo de Peter Lichtenthal
Antonio Vivaldi (1678-1741) As Quatro Estações, Recomposição de Max Richter

Quarta-feira, 20 de dezembro

Concerto “A Ressurreição” com Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz
Solistas: Ana Lúcia Benedetti e Kézia AndradeSinfonia Nr. 2 em Dó menor, de Gustav Mahler (1860-1911)Coro Lírico do Festival de Opera do Theatro da PazPreparador vocal/ensaiador: Vanildo MonteiroRegente: Miguel Campos NetoLocal: Theatro da PazEndereço: Rua da Paz, s/n - Centro, Belém – PA
Horário: 20h

Serviço
7º Festival Música na Estrada. Neste sábado, 11, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa. Av. Gentil Bitencourt, 650 - Nazaré, Belém – PAOs ingressos podem ser retirados com antecedencia, na bilheteria do teatro, com limite de até dois ingressos por pessoa/CPF. Prioridade para idosos. Informações:  (91) 3202-4315

Espetáculo traz o debate político nacional à cena

Ubu é um personagem horrendo escrito em 1888, pelo dramaturgo Francês Alfred Jarry, mas que faz conotações contemporâneas da política do Brasil. Ele não tem escrúpulos, é corrupto e monstruoso. É com esta abordagem que o Coletivo Imundas estreia na cena paraense. O espetáculo "I(mundo) Ubu" fica em cartaz de 17 de novembro a 10 de dezembro, sempre de sexta a domingo, às 19h, no Fórum Landi (Praça do Carmo). 

Ubu exerce um poder de líder social, mas de forma brutal e sanguinária. É através de sucessivos episódios em que se mostra um verdadeiro tirano, que sua política se revela catastrófica. Utilizando de sua imoralidade, esse chefe autoritário e sua Mãe Ubu realizam um golpe: um enorme saque nos cofres públicos.

A montagem pretende levar o espectador ao debate político, pois colocam em foco todos esses aspectos vivenciados pelos brasileiros nos últimos anos, como a crise econômica, a corrupção e os escândalos envolvendo os estadistas. É baseado neste cenário, que os atores criaram, das maneiras mais absurdas, as cenas deste contexto.

"O espetáculo surge da necessidade de fazer um teatro político, abordar questões que tocam na vida de cada um, seja individual ou no coletivo. Temas regionais e nacionais são relacionados com a obra de maneira a construir a narrativa desse grupo que se reuniu pra demonstrar sua indignação com a situação bizarra que vivemos na política, o retrocesso que grupos de extrema direita trazem para pautas no congresso", explica o diretor do espetáculo, Marcelo Andrade. 

Fotos: Kauê Brap
O processo de preparação do elenco foi intenso e contabilizou um ano entre pesquisa e ensaios. Os atores tiveram que se relacionar intimamente com a dramaturgia. 

"A ideia é que o elenco esteja inserido em todas as funções do processo teatral como figurino, cenografia, iluminação e adaptação do texto. É uma forma de instrumentalizar os integrantes", conta o diretor. 

Focando na preparação corporal como fundamental meio para alcançar a presença cênica que se espera na montagem, os atores receberam treinamento psicofísico voltado a técnicas orientais de preparação e um rigoroso trabalho de resistência física para conseguirem dar superar quase duas horas em cena.

"A ideia é que o elenco esteja inserido em todas as funções do processo teatral como figurino, cenografia, iluminação e adaptação do texto. É uma forma de instrumentalizar os integrantes", conta o diretor. 

O "Coletivo Imundas" nasceu da união de atores, técnicos e produtores do espetáculo "Animalismo – A Nova Ordem Mundial", que ficou em cartaz pela última vez em setembro de 2016, e foi resultado do projeto de extensão "Jovens Encenadores", através do Grupo de Teatro Universitário, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Ao final de cinco temporadas, os integrantes resolveram dar continuidade ao processo de construção de espetáculos que trazem na essência o debate político, sempre atrelado à experimentação cênica de vertentes teatrais contemporâneas produzidas regional e nacionalmente. O objetivo é proporcionar o debate sobre o cenário político e social do Brasil. 

Ficha Técnica 
Elenco: Arthur Santos, Bernard Freire, Loba Rodrigues, Enoque Paulino, Evelyn Loiola, Filipe Marques, Kayo Konká, Ruber Sarmento, Sandra Wellem e Thamires Costa. 
Iluminação: Enoque Paulino
Operação de Iluminação: Bruno Rangel
Sonoplastia e trilha do espetáculo: Aj Takashi e Jimmy Góes
Figurinos, cenografia e adereços: Coletivo Imundas 
Adaptação da obra: Coletivo Imundas
Arte gráfica e teaser: Paulo Evander
Assessoria de imprensa: Brunno Gustavo
Assistente de direção: Bruno Rangel
Direção geral e encenação: Marcelo Andrade

Serviço
Espetáculo I(MUNDOS) UBU. De 17 de novembro a 10 de dezembro (sextas-feiras, sábados e domingos), sempre às 19h. No Fórum Landi (Rua Siqueira Mendes, em frente à Praça do Carmo – Cidade Velha). Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia-entrada). Classificação: 14 anos. Informações: (91) 98264-0364 / 98396-9591 - facebook.com/ImundasdeTeatro.

9.11.17

Banco da Amazônia abre mostra de arte urbana

A mostra “Amazônia Style”, uma das contempladas pelo Edital de Artes Visuais 2017 do Banco da Amazônia, abre, no próximo dia 14, no Espaço Cultural da Instituição, a exposição. A arte urbana por meio do graffiti integra o projeto do grafiteiro Jin Barreto. A curadoria é de Pablo Mufarrej.

Latas de spray secas e paletes. A mostra traz um olhar diferente do grafiteiro com o simbolismo amazônico que transcende a sua arte. A proposta é dar visibilidade à Amazônia, produzindo cultura com materiais recicláveis e sustentáveis. A arte urbana contribui para ampliação do campo da pintura mural na atualidade resultando em delicado jogo de recortes e sobreposições entre linha e cor, composição fundamentada na tradição gráfica dos antepassados.

“A exposição Amazônia Style é composta por instalações, intervenções com graffiti, canvas e fotos em Fine Art, produzida por impulso artístico e estético sem a preocupação de ser documental ou comercial”, diz Jin Barreto, paraense de 32 anos.

Para o gerente de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia, Ewerton Alencar, essa mostra aproxima o conceito da arte urbana por meio do Graffiti, oportunizando a reflexão sobre as desigualdades sociais. “Os desenhos nos muros e paredes proporcionam conhecer os problemas existentes na sociedade. E a exposição de Jin Barreto vai trazer para dentro do nosso Espaço Cultural um pouco dessa arte de rua”, salientou.

Jin Barreto utiliza fundamentos para propor ocupações temporais na área urbana, com cores e linhas que subverte a escrita e abstrai sua mensagem através de um estilo próprio voltado para a cultura regional do estado do Pará. Os graffitis podem ser encontrados em diversos muros e suportes na cidade, assinados como Botwo.

Um dos projetos já realizados pelo artista foi uma intervenção urbana em que ele utilizou um caminhão de gelo, com o intuito de chamar a atenção sociedade contra o preconceito a esse tipo de arte, que ainda existe. 

“O caminhoneiro está em constante movimento e com isso as pessoas apreciam a arte e pode despertar o potencial e influenciar os jovens a sair do mundo das drogas e da violência usando a arte que estão dentro deles mesmo”, diz Jin Barreto, que iniciou seu contato com desenho aos 8 anos, com incentivo do irmão Esmael Raymon. 

Jin aprofundou os estudos da arte urbana e se identificou com o estilo selvagem (wild style). “Assim como na pré-história nós falávamos nas paredes sobre caças, os riscos, os tempos, as ameaças. Aqui também se fala sobre desejos, medos, deixando nas paredes da cidade, da sociedade, aquilo que vem do mais intimo das suas vidas”, diz Jin.

Em 2000, ele participou da oficina Arte Urbana - cores de Belém, desenvolvida por Anderson Galvão e Moisés Mpris e acabou integrando a primeira geração de Graffiti da Região. Desde então vem colorindo a cidade e valorizando a cultura regional. Na trajetória já constam participações em  diversos eventos nacionais de arte urbana como o “Projetos cores de Belém” (2001), “Celpa em Graffiti (2004), “Reduto Walls” (2014), “Black and White” (Manaus - AM - 2014), “ACK  Arte e Cultura na Kebrada” (São Paulo - SP 2014), “Cowparede Brasil” (Edição Belém - 2016) e, mais recentemente, do “UNC União Nacional Crew” (Manaus - AM 2017).

Serviço
Vernissage da Exposição Amazônia Style. Na próxima terça-feira, 14, às 18h30, no Espaço Cultural Banco da Amazônia - Presidente Vargas, com Carlos Gomes - Praça da República.

Um curso para quem simplesmente ama cantar

É isso mesmo. O curso intensivo de canto popular com Renata Del Pinho não exige iniciação vocal, nem experiência com o canto, para quem quiser participar. A cantora acaba de abrir duas novas turmas, com aulas de 13 de novembro a 09 de dezembro, no Stúdio de Artes Tiago Pinho. As matrículas estão abertas, mas as vagas são limitadas. O valor do investimento é R$ 150,00.

Renata Del Pinho é hoje uma das vozes de maior expressão no circuito cultural da cidade. Filha de violonista e cantora lírica, ela já traz na genética o talento musical. Das aulas de balé clássico ao curso de Canto Lírico no Conservatório Carlos Gomes, vieram as apresentações em saraus e espetáculos eruditos. A partir de 2005, a cantora ouviu o coração de veia popular e iniciou apresentações em espaços culturais da cidade. No repertório, samba, bossa, MPB, black music, blues, soul e jazz, que também se refletem em seu trabalho autoral.

Atualmente, além das apresentações em teatros, bares e casas noturnas da cidade, ela também vem arrancando elogios como professora de canto. E o que é bem estimulante é que todo mundo que faz o curso acaba experimentando o gostinho real de estar no palco. As aulas encerram com um evento, em que os alunos têm a oportunidade de realizar na prática o que aprenderam durante o intensivo. 

Em dezembro, haverá dois shows de encerramento, um na casa de show Lamusique e outro no Studio de Artes Tiago de Pinho. “Eles se preparam para este momento. Para muitos, é uma grande oportunidade de estrear num palco e para nós é muito gratificante vê-los crescendo e se superando cada vez mais”, diz.

Uma das turmas do curso
Neste módulo, os alunos terão oportunidade de aprender técnicas vocais essenciais, como respiração, uso do diafragma e de toda a musculatura de apoio do canto, afinação, registros vocais, projeção entre outras. 

Um dos objetivos ao aprender essas técnicas é fazer com que o aluno cante sem prejudicar o seu trato vocal, que são estruturas muito sensíveis e que precisam ser usadas de modo correto para não danificá-las e assim prolongar a vida útil da voz.

A cantora ressalta que as mudanças são percebidas logo nas primeiras aulas. “Já nos primeiros exercícios, começamos a notar que eles começam a “afinar”, a “tirar a voz da garganta”, a “soltar a voz” e com o passar do curso, começam a alcançar os agudos tão temidos pela maioria, a usar os registros vocais, entre outras várias conquistas”, afirma a cantora, que estudou Canto Lírico no Conservatório Carlos Gomes. “Com os conhecimentos adquiridos no curso, os benefícios serão para toda a vida de quem canta, profissionalmente ou não”, acrescenta.

Aulas não se limitam à técnica vocal

Renata Del Pinho 
Fazem parte do cronograma do curso também Interpretação (que engloba dinâmica, expressão corporal, facial, entonação e até respiração) e Técnicas de Palco, compreendendo que cantar é, antes de tudo, transmitir uma mensagem ao interlocutor e que essa mensagem é transmitida também com o auxílio de outros recursos concomitantes e somados ao canto. Dessa forma, cantar jamais deve se resumir somente a ter uma boa voz.

“O cantor popular é uma soma. É preciso conciliar uma voz bem trabalhada, interpretação, expressão facial e corporal, figurino e técnica de palco. Daí a necessidade de se trabalhar não só o sonoro, mas também o imagético. Voz e corpo, portanto, completam-se nesse sentido, para que a mensagem do canto faça mais sentido, para que a emoção encontre mais caminhos para escoar, para que tenha maior fluidez e a mensagem possa chegar de modo mais completo ao interlocutor”, afirma a cantora, que já ministra o curso há dois anos e que ainda oferta turmas regulares semestrais.

Há ainda uma grande novidade para novembro, que são os suportes fonoaudiológico e psicológico. Os alunos vão poder contar com esses dois profissionais para otimizar o canto. O trabalho em conjunto com o fono é fundamental para cuidar e manter a saúde vocal dos alunos e o objetivo de trazer o psicólogo para o curso é de trabalhar a timidez, a ansiedade, o nervosismo, que tanto atrapalham quem quer estar no palco.

“Já vi muita gente desistir de cantar porque não conseguia vencer a ansiedade, o nervosismo, ou a timidez. Para muitos, esse é o primeiro e mais difícil passo para conseguir cantar. Por isso, decidimos que ofertaríamos esse serviço para os nossos cantores”, finaliza Renata.

Turmas abertas
  • Turma I - Segunda, Quarta e Sexta (19 às 21h)
  • Turma II - Terça, Quinta (19 às 21h) e Sábado (18 às 20h)
  • Turma Regular: Sábado (15h às 18h).

Mais informações
  • sigacanto@gmail.com
  • https://www.facebook.com/sigacanto/
  • www.instagram.com/sigacanto/

Serviço
Curso Intensivo de Canto Popular com Renata Del Pinho. Investimento: R$ 150,00. De 13.11 a 9.12, no Studio de Artes Tiago de Pinho. Informações: 98497-7713/98078-4079.

8.11.17

Na Casa do Artista abre programação pro trimestre

Beijús prontos para a performance
Gritos. Uni-vos! uni-vos! Um grupo de pessoas correndo, algumas delas trazendo nas mãos beijus enrolados, tendo a palavra uni-vos inscrita, se aproximaram do Foto Sima, espaço de serviços fotográficos histórico de Icoaraci. A performance não contou com Lúcia Gomes, que precisou se ausentar de última hora, mas mesmo sem a presença da artista, a programação do espaço Na Casa do Artista, residência cultural de Werne Souza e Auda Piani, foi aberta sob as bençãos da lua e se estenderá pelos meses de dezembro e janeiro. 

Os preparativos para a abertura da programação trimestral Na Casa do Artista começaram cedo. Sinval Santos, artista plástico, músico, poeta e professor, acompanhou a montagem de sua exposição “Sobre Vôos” e trabalhou pessoalmente na confecção dos bastões de beijú, que seriam levados para o bairro do Paracuri de onde saiu o cortejo, às 16h, de um outro espaço cultural, o ateliê galeria Sacolagem, do artista plástico Faeli Moraes.

Por volta das 17hs, a corrida se desdobrou pela Av. Soledade passando pelas olarias e ateliers da cerâmica marajoara, cultura de tradição local, até chegar ao Foto Sima, a primeira parada do grupo. O espaço inaugurado em 1968 faz parte da história de Icoaraci. Instaurado num complexo de casas, reabriu uma pequena galeria, com fotografias de Lúcia Gomes. 

A fotógrafa Simone Machado, curadora da galeria, pretende realizar bate papos com fotógrafos e outros artistas, no espaço. O primeiro deve ser com a própria Lúcia Gomes, no dia 18 de novembro (à confirmar). “Vou realizar uma oficina com estudantes da escola Avertano Rocha e pretendo encerrar com esse bate papo”, diz a também professora.

Música, poesia, vivência e exposições

Auda Piani, no bistrô da casa
Sob a Lua Cheia e no sopro de uma brisa muito agradável, vinda da orla, o grupo chegou Na Casa do Artista, por volta das 19hs. O público foi convidado a conhecer o espaço e se espalhar pelos vários ambientes, até que foi chamado à uma primeira ação no quintal. 

Auda Piani realizou a vivência “Celebremos o Fogo, não as cinzas”, em que ela aborda as tradições da cultura alimentar, tradições repassadas pela oralidade e difundidas pelas gerações que vão também incluindo suas maneiras de preparo e futuros repasses de conhecimento aos mais jovens.

Auda Piani é pesquisadora, contadora de histórias e produtora cultural. Para ela, criar um momento de interação artística entre espaços, produções e criação diferenciados por fases e concepções, afirma o papel fomentador do espaço Na Casa do Artista em Icoaraci, um lugar que se destaca em Beĺém por fôlego e persistência criativa sempre oxigenado pelos que acreditam nesse lado forte poético da vida. Foi assim mesmo nesta reabertura, contou com música e representantes locais da cultura de Icoaraci.

Sarau
O poeta Jorge André, que realiza o Sarau Multicultural, realizado no Mercado de São Braz estava lá, declamou poesias e cantou. 

Avisou também que neste sábado, 11, estará coordenando uma série de ações da programação Virada Cultural, quando os espaços do Mercado de São Braz serão ocupados com arte e cultura. Anote logo esta. Também estavam presentes o poeta cordelista Apolo Barros, natural de Recife (PE), que reside em Outeiro, além de outros ativistas da cultura popular de Icoaraci.

Laços estreitados, conexões, o imediato e eterno momento da arte. Uni-Vos. Ainda sinto o vento na cara e a luminosidade daquela tarde de sol, que virou noite enluarada, em Icoaraci. O lugar que inspira e a performance de Lúcia Gomes simbolizou os princípios que norteiam o movimento cultural que pretende estimular o público, artistas, colecionadores de arte e todos os que também enxergam obras de arte como investimento na alma.


Quarto do Convidado e Acervo Na Casa do Artista

O espaço cultural Na Casa do Artista vem realizando programações culturais com mostras da produção de Werne Souza, mas a partir deste último sábado, também estreou o Quarto do Convidado, aberto a receber trabalhos de outros artistas.

“Conheço e frequento a Casa do Artista desde 2015, participando das programações hora como público e outras vezes, enquanto atração, e logo passei não só a admirar o casal Werne de Souza e Auda Piani, pela iniciativa em incentivar a cultura no bairro e a militância política e cultural, mas também pela beleza e propósito do espaço. E assim, não é só uma grande felicidade estar inaugurando o ‘Quarto do convidado’, mas como o estar inaugurando com minha primeira individual”, diz Sinval Santos. 

O artista já expõe no circuito artístico desde os anos 1980, já tendo participado de mais de 40 exposições coletivas, mas ainda não havia feito uma exposição individual. A exposição “Sobre Vôos” traz curadoria de Werne Souza, que trabalhou tanto a seleção dos trabalhos, quanto na montagem.

"Sobre Vôos"
Na Casa também podem ser vistas obras de Werne, um acervo formado por pinturas sobre telas e papel, desenhos, gravuras, aquarelas, objetos e instalações. Além dessa produção, há ainda móveis produzidos a partir de objetos descartados pelas pessoas, que são reutilizados para confecção.

“Não é sempre que produzo especificamente para uma exposição Na Casa do Artista, onde já há uma diversidade de técnicas em fases diferentes de minha produção. Portanto as minhas exposições são, na maioria das vezes, de acervo. Agora em dezembro pretendo produzir especialmente e expor especialmente para o evento, que são as ‘Operárias’", já avisa o artista.

Saiba mais o que vem por aí 

A programação ainda está sendo finalizada, mas já estão confirmados para novembro, no dia 23, um show com a cantora francesa Elsa Scapicchi, amiga da cantora Nazaré Pereira que também é cria de Icoaraci, radicada na França, e o lançamento do livro "Amazônia Cultura e Cena Política no Brasil", com capa de Werne Souza.

Em dezembro, de 1º a 03 será realizado um workshop sobre cerâmica e lançamento de nova série de operárias (esculturas) de Werne Souza. E em janeiro, no dia do aniversário de Belém, 12, será aberta uma nova exposição no Quarto do Convidado, com obras de Faeli Moraes.

No dia 9 de dezembro, já está confirmado o show  “Sem Chumbo nos Pés” do músico paraibano  Naldinho Freire. E em janeiro, de 19 a 21 de janeiro, o público vai poder assistir a contação de história tendo como convidada especial Ymaraz  Almeida, do Rio de Janeiro, uma especialista em arte e outros ‘causos’. Em breve darei mais detalhes em outras postagens por aqui!

Anote também o horário de funcionamento dos três espaços culturais envolvidos na abertura da programação trimestral, e que permanecem com suas exposições montadas neste mês de novembro. Na Casa do Artista, a visitação das exposições rola nos sábados e domingos, das 10hs as 18hs. No Espaço Sacolagem, as visitas devem ser agendadas com Faeli Moares, pelo celular: 91 98194-3725. E na Galeria do Foto Sima, a exposição com fotografias de Lúcia Gomes irá até 18 de novembro, com visitação sempre de segunda a sexta, das  09hs às 12hs e das 15hs as 17hs.

Endereços: O Espaço Sacolagem fica na Rua Soledade, entre a Dois de Dezembro (7ª rua) e a Oito de Maio, bem na esquina da Alameda São Pedro, no Bairro do Paracuri 1. A galeria Foto Sima fica na Rua Padre Júlio Maria (3ª rua), nº753. O Espaço Na Casa do Artista fica também na Rua Júlio Maria, n. 67, próximo à orla. Outras informações sobre a programação: 91 98891.3224. 


7.11.17

Bruno Batista lança o quarto CD no Sesc Boulevard

O cantor e compositor lança "Bagaça", nome também de uma das faixas do CD. A turnê que passa por Belém, nesta quarta-feira, 8, tem patrocínio da TVN e apoio da Lei de Incentivo à Cultura e Governo do Estado do Maranhão. O show começa às 19h, no Sesc Boulevard, com entrada gratuita.

O show de lançamento nesta turnê tem direção musical de Rovilson Pascoal e faz uma viagem sinestésica pelos quatro álbuns de Bruno Batista. "Bagaça" privilegia canções dançantes mas sem descuidar do aspecto poético e lúdico característicos do artista. Bruno Batista (voz e violão) será acompanhado por Rovilson Pascoal (guitarras), Ricardo Prado (teclados), Meno del Picchia (baixo) e   Gustavo Souza (bateria e percussão).

Bruno apresenta, entre outras músicas, Batalhão de Rosas; Caixa Preta (parceria com Dandara, Paulo Monarco e Demétrius Lulo);  Guardiã, Você Não Vai me Esquecer Assim; as canções Tarantino, Meu Amor;  Ela Vai Chegar  (de outros discos) e apresentação da canção inédita Quedê, música que estará no próximo EP com lançamento marcado para 2018. 

"Quando comecei a selecionar o repertório, percebi que nos meus primeiros discos tinha explorado pouco minhas referências maranhenses e a inspiração que eu tenho da música do Caribe. Minha vontade era fazer um disco mais solar, então resolvi trazer essa sonoridade para o trabalho”, comenta Bruno.

Influências do Caribe

Criado em São Luís-MA e radicado em São Paulo, o artista chamou a atenção da imprensa e do público em 2011, quando lançou "Eu Não Sei Sofrer em Inglês", totalmente autoral, que recebeu diversos prêmios. 

A canção, matriz de sua música desde o primeiro disco, vem renovada, leve, com melodias precisas e letras bem elaboradas. Os elementos habituais do trabalho continuam em evidência, mas agora também revelam-se as influências da música do Caribe. 

Toda essa característica “solar” pode ser sentida a partir das influências de músicos maranhenses como Alê Muniz, Beto Pereira, Josias Sobrinho e também podem ser vistas e ouvidas nas faixas Pra ver se ela gosta, parceria com o duo Criolina e Nigrinha, parceria com o também maranhense Zeca Baleiro e o convidado paraense Felipe Cordeiro, que assina as guitarras da gravação. 

A ideia também era gravar um disco com uma sonoridade distinta e músicos que nunca haviam tocado juntos. Com Felipe Roseno (percussão e percussão eletrônica), Meno del Picchia (baixo) e o guitarrista Rovilson Pascoal, produtor do disco, Bruno gravou todas as bases do álbum, que foram sendo coloridas pelos sopros, pelas participações de músicos como Gustavo Ruiz e Guilherme Kastrup, e pelas cordas com arranjo de João Carlos Araújo. Há também os convidados: Dandara (voz), Marcelo Jeneci (piano), Swami Jr. (violão 7 cordas) e Felipe Cordeiro, que com sua guitarra colabora para criar a atmosfera tropical do disco.

Serviço
Bruno Batista apresenta show ‘Bagaça’. nesta quarta-feira, 8, às 19h, no Sesc Boulevard em Belém - Entrada franca. Ouça o CD Bagaça: http://bit.ly/BrunoBatistaCDBagaca.

(com informações do release enviado pela assessoria de imprensa)

5.11.17

Pedro Vianna faz o último show do CD "Filosofia"

Depois de circular por Belém em espaços como o Sesc Boulevard, Festival Se Rasgum, Festa Black Soul Samba, e de romper fronteiras, chegando ao Paraná, o show “Filosofia” está de volta, em última apresentação, nesta terça-feira, 7, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique. Mais uma chance para conferir o trabalho do 1o CD do cantor e produtor cultural Pedro Vianna, que já está tramando um novo álbum para lançar em 2018. A abertura conta com o grupo Jardim Percussivo.

Desde que estreou, o show tenta trazer ao palco a mesma sonoridade que imprime no CD. “Fazer o show igual ao CD é difícil porque no disco tem muita interferência eletrônica e utilização de alguns instrumentos, complicados de levar para o palco, mas a gente chega perto. Também inventamos coisas novas. Nos ensaios vamos nos divertindo com experimentações que acabamos levando para o palco”, diz Pedro Vianna.

Em 20 anos de carreira, transitando por diversas áreas da criação e produção artística, Pedro Vianna lançou “Filosofia”, em 2016.  O disco traz nove canções com sonoridades que têm o pé no samba, mas sem deixar de lado o rock e a música eletrônica, resultando numa fusão de ritmos que dá identidade ao trabalho. As músicas estão disponíveis para audição em todas as plataformas de streaming e o disco físico estará à venda no dia do show no teatro.

O show conta com a banda formada pelos os músicos Leo Chermont, nas guitarras, Dan Bordallo nos teclados e sinths, Wesley Jardim no contrabaixo, Tom Salazar no violão, Márcio Jardim e Douglas Dias nas percussões.  A produção musical, de Leo Chermont, trouxe o estranhamento que Pedro desejava. 

"Até ele se surpreendeu quando o convidei pra fazer a produção musical, mas como não sou sambista e nunca quis fazer um disco tradicional de samba, acho que fiz a coisa certa, meu único compromisso foi com a experimentação musical”.

Autorais, as músicas trazem parceria com artistas como Leandro Dias, Dudu Neves, Tom Sallazar e Gustavo Rodrigues. Além de suas próprias músicas, Pedro também gravou Dand M, Sérgio Sampaio e Noel Rosa, cuja composição dá título ao trabalho.  

Gravaram o disco, os músicos Ziza Padilha (violão), Dan Bordalo (sinths e teclados), Leo Chermont (guitarra), Felipe Siqueira (contrabaixo), Júnior Gurgel (bateria), Márcio Jardim (percussão), Natália Matos e Renata del Pinho (vocais). A produção musical é de  Leo Chermont, a Mixagem, de Carlos Valle e a Masterização, de Sérgio Soffitiatti.

"Filosofia"
  1. Canal Do Galo (Dand M/ Paulo Lobo)
  2. Filosofia (Noel Rosa/ André Filho)
  3. Quando Iara Sorriu (Leandro Dias/ Pedro VIanna)
  4. Velho Bandido (Sergio Sampaio)
  5. Samba Mordido (Pedro Vianna/ Gustavo Rodrigues)
  6. Saí do Buraco (Pedro Vianna/ Narjara Oliveira/ Márcio Schwartz)
  7. Ressaca Moral (Pedro Vianna/ Dudu Neves)
  8. Mal Juízo (Pedro Vianna/ Tom Sallazar)
  9. Diel Cucuruta (Pedro Vianna/ Dudu Neves)

Cantor e compositor já prepara novo disco

Combos para o show Filosofia
No início deste ano, ele começou a trabalhar “Voragem”, que pretende lançar em 2018. O disco reunirá sua produção musical no estilo MPB, composições que concorreram ou foram contempladas em festivais, canções em parceria com Leandro Dias, Floriano Santos, Márcio Farias, Ziza Padilha, entre outras.

“É um disco com arranjos e letras mais sofisticados, algo mais harmônico, mais próximo do jazz. Quero fazer um disco lindo, e terá várias participações, como de Fátima Guedes, Simone Guimarães, Claudio Nucci, Jane Dudoc, Jean Charnaux e Gilson Peranzetta”, diz Pedro.

O projeto busca patrocínios. Tem cartas de incentivos e está inscrito em edital. “É aquela luta de sempre e vamos contando também com a colaboração das pessoas, alguns parceiros. Espero que ate meados de 2018 já esteja com isso pronto para lançar”, comenta.

Serviço
Show Filosofia, de Pedro Vianna. Nesta terça-feira, 7, às 19h, no teatro Waldemar Henrique. Ingresso R$ 20,00 e meia R$ 10,00. Patrocínio do Banco da Amazônia e Governo Federal, com apoio da Rede Cultura de Comunicação, Amorosa e CCAA. A produção executiva é de Narjara Oliveira da Senda Produções.

1.11.17

Lúcia Gomes faz cortejo performático em Icoaraci

A performance UNI-VOS, da artista Lúcia Gomes abre neste sábado, 4 de novembro, às 15h, a temporada de atividades do trimestre no Espaço Na Casa do Artista, em Icoaraci. A programação inicia com um cortejo performático que interligará três espaços de artes visuais, saindo do bairro do Paracuri, para chegar ao espaço Na Casa do Artista, próximo à orla. Entrada franca.

O movimento cultural de Icoaraci é pulsante. Da argila e mãos que moldam a Cerâmica do Paracuri, ao tambor que enaltece a cultura do carimbó, passando ainda pelas tradições do alimento e artes visuais. 

Neste final de semana, quem acompanhar o cortejo performance também vai apreciar, por entre linhas e cores, os cheiros e sabores amazônicos na vivência “Celebremos o Fogo e não as Cinzas”, um despertar dos sentidos nas comidinhas do bistrô da casa de Werner Souza e Auda Piani, além da poesias e sons que vão acalentar os amantes da arte, alimentando corpo e alma.

A concentração para o cortejo será às 15h, no Espaço Sacolagem, no bairro do Paracuri, onde estará sendo realizado o vernissage da exposição de Eco Esculturas de Faeli Moares. Em seguida Lúcia Gomes sairá carregando um beijú enrolado, subscrito com a palavra UNI-VOS, que funcionará como um bastão de corrida, até chegar Na Casa do Artista.

O Beijú/Bastão percorrerá a Avenida Soledade, onde ficam as olarias e exposições dos artesãos que trabalham com a cerâmica do Paracuri, seguindo pela Rua 15 de agosto (4ª Rua), dobrando ao lado da Igreja Matriz, onde faz a primeira parada, onde a artista reinaugura a Galeria do Foto SiMa. 

Em seguida, vamos para o Espaço Na Casa do Artista, onde ocorrerá a abertura da temporada de atividades, e um terceiro vernissagem, com obras do artista convidado, Sinval Santos. A Casa também estará expondo o acervo de obras do artista plástico Werne Souza, gestor do espaço, ao lado da produtora cultural e contadora de histórias, Auda Piani.

Lúcia Gomes, no trabalho de Faeli Moraes
Não à toa a artista Lúcia Gomes é convidada especial para esta programação. Ela traz na alma a noção de liberdade (e seus paradoxos), o respeito à vida e à justiça, elementos que norteiam sua produção exposta e suas práticas. Em duas décadas de uma produção complexa e ininterrupta, Lucia Gomes sempre tocou assuntos que passam pela violação de direitos humanos. 

Nascida em Belém do Pará em 1966, a artista corrobora a ideia de que por meio da arte se modifica a maneira de pensar, agir, ver e sentir o entorno e o mundo. Além de exposições individuais e participação em coletivas em várias cidades e países, a artista possui uma vasta prática de ações artísticas em espaços públicos, e mesmo no espaço virtual. 

“Com essa maratona artística pretendemos inaugurar um circuito de artes visuais em Icoaraci e abrir a programação do espaço, que reforça seu objetivo na interação entre áreas da linguagem e desdobramentos alinhavados nas poéticas, harmonizando encontros que vão além da contemplação da obra de arte”, explica Auda Piani.

Rompendo a lógica tradicional dos espaços de arte

Na Casa do Artista
O Coletivo “Na Casa do Artista” foi criado em 2011, com objetivo de reunir a produção e recepção de obras de arte, provocar vivências na relação da arte com o cotidiano que manifesta-se em intervenção urbana na comunidade local. 

Desde então vem realizando ações socioeducativas em parceria com escolas, exposição permanente do “acervo da casa” e as exposições temporárias que incluem convidados. 

O Espaço Galeria Sacolagem vem desenvolvendo ações artísticas e ambientais desde 2015 e abriga, desde 2011, a Eco Exposição "Vultos do Pará", Prêmio Instituto de Artes do Pará, 2011. É composta por eco esculturas de personagens da História do Pará, em que cada ecobusto é confeccionando com 600 sacolas plásticas, totalizando 9 mil sacolas, nas 15 peças. Mais do que arte, o trabalho de Faeli é um serviço a favor do meio ambiente.

Eco Esculturas

Francisco Caldera Castelo Branco
Eduardo Angelim
Lauro Sodré 
Antônio Lemos
Magalhães Barata 
Mestre Verequete
Ismael Nery
Dalcídio Jurandir
Líbero Luxardo
Júlio Cesar
Carlos Gomes 
Waldemar Henrique
Benedito Nunes
Guilherme Paraense
Nossa Sra. Nazaré

Simone e Jordan Machado
Já o Foto SiMa surgiu em 1968 fundado por Mateus Machado e Rosalina Melo, pais da fotógrafa Simone Machado. Atualmente, o Foto está sob a administração dos irmãos da fotógrafa, Elvis  e Jordan Machado, realizando fotografia social para eventos, ensaios fotográficos em estúdio e externo, filmagens, fotografia na hora para documento, "restauração" de fotos antigas, fotopintura e restauro de fotopinturas antigas.

Em 2016, além dos serviços oferecidos, o Foto abriu sua galeria. Foi inaugurado com uma exposição do acervo da família, que registrou o cotidiano da Vila durante quase 50 anos. O espaço abrirá neste sábado, 4, com a exposição e performance de Lucia Gomes, mas a intenção é oferecer também  oficinas de fotografia e sala de bate-papo com artistas.

Programação 

15h - Abertura - Espaço Sacolagem -  - Avenida Soledade, nº
- Abertura da individual de Faeli Moraes
- Projeto Sacolagem 
- Pintura dos Beijús - Performance de Lúcia Gomes

16h30 - Saída/Corrida 
- Repasse do Beijú UNI-VOS até o Foto SiMa

17h - Foto SiMa
- Abertura da exposição de fotografias de Lúcia Gomes

18h - Saída do Foto SiMa 
- Repasse do Beijú até o Espaço Na Casa do Artista

18h30 - Na Casa do Artista
- Vernissagem da exposição do artista convidado - Sinval Santos
- Mostra do acervo Na Casa do Artista - obras de Werne Souza 

19h: Vivência 
- “Celebremos o Fogo e não as cinzas”, abertura do bistrô

21h: Música e poesia.

Serviço
Abertura da Programação Trimestral do Espaço Na Casa do Artista. Endereços: O Espaço Sacolagem fica na Rua Soledade, entre a Dois de Dezembro (7ª rua) e a Oito de Maio, bem na esquina da Alameda São Pedro, no Bairro do Paracuri 1. E a galeria Foto Sima fica na Rua Padre Júlio Maria (3ª rua) nº753. O Espaço Na Casa do Artista, fica também na Rua Júlio Maria, n. 67.