15.2.12

Projeto de Lei prevê políticas culturais para Belém

Incluindo definições para o Fundo Municipal para a Cultura e o Conselho Municipal de Cultura, o Projeto de Lei (PL) do Sistema Municipal de Cultura ficou pronto e será lançado nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, às 16h, no plenário da Câmara de Vereadores, mas para que seja apreciado como iniciativa popular serão necessárias 50 mil assinaturas.

O processo de construção do Projeto de Lei (PL) do Sistema Municipal de Cultura (SMC) de Belém, disparado em agosto do ano passado (com antecedentes mais velhos) no Seminário de Cultura de Belém com a formação de um Grupo de Trabalho (GT), chega a um ponto crucial, pois fazer o seu lançamento não é tudo. 

Para que seja protocolado, em um período de 45 dias e, paralelamente, ponderar novas contribuições, "será preciso coletar 50 mil assinaturas (5% do eleitorado de Belém, só de Belém), com nº de título eleitoral, endereço e nome completo, para que esse Projeto de Lei entre na Câmara de Vereadores como Iniciativa Popular e tenha pressão suficiente para entrar na pauta de votação dos vereadores”, ressalta Paulo Ricardo Nascimento, do Fórum Permanente de teatro do Pará. 

“O Teatro esteve em quase todas as reuniões deste GT. Os demais participantes, que estiveram bem presentes, foram da CMB, do MINC, da UFPA e trabalhadores da Cultura (funcionários do executivo municipal). Outros setores participaram, mas de forma muito tênue. Porém, nesse novo passo de construção histórica, será preciso que todos os setores de artes e cultura se envolvam, mas se envolvam mesmo. Que assumam a tarefa para si, em grupos e individualmente. É preciso que essa lei entre na Câmara como uma proposta de todos que fazem cultura em Belém incluindo os usuários da cultura, o público, o brincante, o admirador”, complementa Paulo. 

É um momento importante e que deve ter a adesão de todos. De acordo com a Federação de Artes Cênicas do Pará – Faces – “ao longo de um ano de debates, o poder executivo só se desculpou e não se manifestou consistentemente por isso, seremos nós artistas, fazedores de cultura de Belém e a própria população a protocolar o projeto de lei na Câmara de Vereadores”. 

Organizado pela Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Belém, presidida pelo Vereador Marquinho, o seminário que gerou o GT para a formulação conjunto do PL, aconteceu no dia 27 de agosto do ano passado. Estiveram, na ocasião, reunidos em Belém, lideranças ligadas aos diversos segmentos culturais, representantes da Câmara Municipal de Belém, além do Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Sérgio Mambert; do representante regional Norte do Minc, Delson Cruz; vereador Alfredo Costa (PT); do presidente da Fundação Cultural do Município de Belém, Carlos Amílcar; e do Deputado Federal Cláudio Puty. 

|Serviço| 
Lançamento do Projeto de Lei do Sistema Municipal de Cultura. Nesta quinta-feira, 16, no plenário da Câmara Municipal de Belém. A partir das 16h. A CMB fica na Curuzú, quase de esquina com a Rômulo Maiorana, antiga Av. 25 de Setembro.

13.2.12

Fórum de música vai eleger novos representantes

Nicolau Amador, na foto de Ana Flor
O Fórum Permanente de Música do Pará se reúne nesta terça-feira, 14, no auditório do Instituto de Artes do Pará (IAP) para eleger seus novos representantes. Na ocasião, o músico, jornalista e produtor Elielton Nicolau Amador, que representa o estado no Colegiado Setorial de Música do Minc fará uma palestra sobre as últimas mudanças no cenário político cultural brasileiro, esclarecendo os músicos sobre esse novo panorama. A cantora Gláfira também foi convidada a falar sobre os novos debates em torno da cadeia produtiva da música, hoje, no país. A partir das 18h, com entrada franca.

Há sete anos, quando o Ministério da Cultura, sob a gestão do músico e compositor Gilberto Gil, começou a organizar o Plano Nacional de Cultura (tornado Lei em dezembro de 2010 e a espera de regulamentação) fóruns estaduais, listas de discussão e circuitos como o Fora do Eixo começavam a se organizar sob o incentivo do governo ou por iniciativa própria nos setores culturais. 

A música foi um desses setores que mais demonstrou avanços nessas discussões a na busca de soluções políticas para uma crise de mercado que se iniciou depois da popularização dos meios de comunicação digitais que permitiam o compartilhamento de arquivos pela Internet. Foram criadas câmaras e, depois, colegiados setoriais, que através da participação da sociedade organizada, levaram demandas ao Estado para a elaboração de políticas públicas.

No Pará, o Fórum Permanente de Música é a via institucionalizada que define as representações do setor para participar das listas e das reuniões presenciais em nível nacional que defendem os interesses do estado e da região nas instâncias de consulta como o Colegiado Setorial de Música e o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) que devem ser renovados neste ano de 2012.

 “Existem muitas instâncias de debates e de fomento de propostas que acabam confundindo os profissionais da música, principalmente aqueles que estão fora do eixo da indústria fonográfica brasileira. Aliás, [a rede colaborativa de festivais] Fora do Eixo e Fórum Nacional da Música [FNM] são dois dos principais braços de debate da nova música brasileira. Nós vamos falar sobre isso; dar uma geral da nossa participação nesses fóruns e balizar os novos membros que vão representar o Pará”, explica Nicolau, que é guitarrista da banda Norman Bates e ex-produtor da banda Suzana Flag. 

Gláfira
Mercado e política - Já a cantora e produtora Gláfira Lobo, ex-membro da Executiva do Fórum Nacional de Música (FNM), vai falar sobre quem são os quadros que hoje tem poder nessa que é uma das mais importantes instâncias de debate sobre a música, como funciona e quais os temas recorrentes nas discussões. 

“São debates muito atuais sobre o mercado e a política da música, como Lei dos Direitos Autorais, Ordem dos Músicos do Brasil, discussões sobre remuneração e profissionalização, música na escola etc”, conta Gláfira, que acabou de participar do primeiro Seminário do Fórum Nacional de Música, realizado há duas semanas em Curitiba (PN). 

Além dos debates, os dois membros do FPM-PA vão dar início ao processo de sucessão eleitoral abrindo a vez ao empoderamento de novas lideranças e novos quadros que vão representar o Pará nessas instâncias de debate. Os membros pedem a participação de todos os músicos, técnicos e demais profissionais do setor para discutir o desenvolvimento dessa área no Estado. 

“É importante a participação de quem faz parte de associações, quem representa o poder público nessa área, de produtores e de empresários para que a gente possa começar a evoluir nas discussões setoriais. Não é um fórum de classe de músicos, é um fórum de música, um fórum do setor”, explica Nicolau.

Para Gláfira, o mais importante é que tanto os músicos quanto os demais profissionais possam estimular a realização e ampliação de projetos que fomentem o setor como um todo e não apenas iniciativas individuais. 

“É um momento de pensar a estruturação do setor, fomentando um mercado regional consistente que dê novas oportunidades de trabalho para os músicos e novos espaços de afirmação da nossa cultura, deixando de lado rusgas e picuinhas pessoais, que sempre atrapalham o nosso desenvolvimento”, disse a cantora. 

|Serviço|
A reunião do FPM-PA acontece às 18h desta terça-feira, 14 de fevereiro, no auditório do Instituto de Artes do Pará e contará com a participação de Sônia Massoud, gerente de artes cênicas e musicais do IAP, e de Delson Cruz, representante regional do MInc. O IAP fica localizado na Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica de Nazaré, em Belém.

Na tela o debate sobre tecnologia interativa e arte

O cineclube Alexandrino Moreira vai exibir nesta segunda-feira, 13, a partir das 19h, no Instituto de Artes do Pará, o documentário Emoção Art.ficial 3.0 - Inteface Cibernética.

Não há mais volta. A interatividade hoje é essencial para o uso da tecnologia. Mas como ela pode ser colocada à serviço da arte? A questão, que norteou o debate da terceira edição da bienal internacional de arte e tecnologia promovida pelo instituto Itaú Cultural, em julho de 2006, na cidade de São Paulo, foi ampliada através do documentário “Emoção art.ficial 3.0: Interface Cibernética” produzido na ocasião pelo instituto e que será exibido no início desta noite, no IAP. 

O filme traz o registro da exposição e dos debates que aconteceram durante a terceira edição da bienal internacional de arte e tecnologia promovida pelo instituto Itaú Cultural, um evento que reuniu pensadores e artistas internacionais e brasileiros. A exposição reuniu 13 obras que problematizavam a questão, e um simpósio com artistas e importantes pesquisadores de vários países.

Trazendo como tema central discussões em torno da associação entre interface e cibernética, a bienal convidou seus participantes brasileiros e os que vieram do Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, Noruega, França e do Brasil, a refletirem sobre a interatividade, um conceito que está cada dia mais próximo de todos, mas cada vez mais difícil de ser definido.

"Text Rain"
Na palestra inaugural Edmond Couchot, artista plástico francês e professor da Universidade Paris 8, onde criou a cadeira “Artes e Tecnologias da Imagem”, fez reflexões sobre as práticas artísticas que vêm emergindo nesse segmento. O evento também contou com pesquisadores como Paul Pangaro, especialista em cibernética e o físico Otto Rössler. 

Entre os destaques da exposição estava “Text Rain”, parceria da norte-americana Camille Utterback com o israelense Romy Achituv, e da obra “Cheap Imitation”, do canadense David Rokeby. Na primeira, um poema chove pela tela, convidando o visitante a segurar as letras que caem a fim de que possam ser lidas. Na segunda, várias facetas recortadas da obra “Nu Descendo a Escada” de Marchel Duchamp emergem conforme os movimentos do público. Se não há ninguém em frente à tela, a obra desaparece. 

Na área dos experimentos sonoros, “Evolving Sonic Enviroments” de Usman Haque e Robert Davis apresentou um sistema onde vários dispositivos se comunicam por meio de ondas ultra-sônicas. Quem se interessa pela discussão, não deve perder este documentário, um registro precioso para pesquisa e debate do assunto.

Serviço
O documentário "Emoção Art.ficial 3.0 - Interface Cibernética". Nesta segunda-feira, 13, às 19h, no Cineclube Alexandrino Moreira – Na Pça. Justo Chermont, ao lado da Basílica de Nazaré – Entrada franca.

10.2.12

Fotógrafos denunciam a depredação do patrimônio

De Octávio Cardoso
Uma exposição surge como forma de alerta para que a sociedade civil fique de olhos bem abertos para a história da cidade e do estado, já que o patrimônio cultural edificado é um bem de todos, da sociedade, e não apenas um negócio nas mãos do setor privado.  A abertura é nesta sexta-feira, 10, a partir das 19h.

Fotografia é memória. E a mostra “Memória Profanada”, com fotos de Luiz Braga, Octávio Cardoso e Rosário Lima trazem registros de dois períodos que marcam a história do palacete Vitor Maria da Silva: antes e depois das ações criminosas que saquearam objetos de valor artístico e depredaram o prédio localizado na Trav. Veiga Cabral com a Rua Presidente Pernambuco, no bairro da Campina. 

“São fotos em cores que representam o manifesto, a minha posição em relação a preservação do patrimônio. Não sou contra o moderno, pois tradição e modernidade podem conviver harmonicamente”, sinaliza o fotógrafo Luiz Braga, que marca presença na mostra com 19 fotos em formato 70 x 100, registradas de forma documental em 1998. 

De Luiz Braga
Nos anos 90, o fotógrafo teve permissão para entrar no palacete durante um trabalho a ser realizado com várias fotos sobre o patrimônio da cidade destinadas ao calendário do Ministério Público, entre elas a famosa foto da chuva na Praça da República. 

Recentemente, o fotógrafo se posicionou publicamente contra a desativação dos galpões 11 e 12 da Companhia das Docas do Pará por meio do seu perfil em uma das redes sociais na internet. Os galpões são tombados há mais de 10 anos pelo Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Estado do Pará (DPHAC). 

Em contrate com o registro de Luiz Braga que capturam o momento de manutenção do patrimônio, as fotos da depredação do prédio poderão ser vistas em três trabalhos do fotógrafo Octavio Cardoso, registradas imediatamente após denúncias feitas pelos moradores da área de entorno da Praça Coaracy Nunes (Ferro de Engomar) ao final de janeiro. 

Além das peças de cerâmica, o vandalismo alcançou as grades do palacete, com paredes inteiras danificadas, infiltração e roubos de vários objetos ornamentais. “É triste olhar para uma cidade que não se reconhece, em que a palavra memória não é considerada em sua importância, seu ponto de referência. A cidade é como uma pessoa, só existe por meio da memória, de seu passado.”, reflete Octávio Cardoso.

De Luiz Braga
Vídeo - A exposição também exibe um vídeo da fotógrafa Walda Marques e do produtor Luiz Laguna com imagens feitas pelo iPhone, e textos da arquiteta e urbanista Elna Trindade, da mestra em Arquitetura de Conservação e Restauro, Thais Sanjad; da diretora do DPHAC, Thais Toscano; e do secretário de Cultura, Paulo Chaves. 

A exposição ‘Memória Profanada’ tem como objetivo chamar a atenção do público para os atos de vandalismo registrados neste início de ano, como o palacete Vitor Maria da Silva, em processo de tombamento há seis meses; e o prédio localizado na Travessa Rui Barbosa, 1343, no perímetro compreendido entre as avenidas Nazaré e Braz de Aguiar, devidamente tombado por se encontrar em uma área de preservação histórica. 

Ambos embargados pela Secretaria de Estado de Cultura – Secult, por suas ações irregulares. O palacete Vitor Maria da Silva foi construído no século XIX com painéis de azulejos raríssimos criados pela empresa francesa A. Arnoux e Boulanger & Cie. 

O construtor e engenheiro, Vitor Maria da Silva, foi secretária de Obras Públicas, Terras e Viação. “Foi com muito pesar que, uma semana depois, tomamos conhecimento do lastimável ocorrido com a casa - patrimônio histórico-cultural do Pará, que conta também a trajetória de nossa família”, lamentou Mônica Silveira, bisneta de Vitor Maria da Silva. 

De Octavio Cardoso
“A casa foi vendida ao atual proprietário em abril de 2005. Não havia mais como mantê-la, uma vez que minha tia, já com idade avançada, não teria condições de continuar residindo sozinha na casa. Hoje, aos 88 anos, ela mora conosco em Brasília”. 

Dentre os painéis depredados, estão “Busto feminino”, “Primavera”, “A caça”, “Natureza morta”, “Marinha”, “Fidalgo português” e “Flamingo”, além de lustres, ventiladores, teto e piso. 

Fazem parte do conjunto uma sala de estar, laboratório fotográfico, alcova, varanda, dois gabinetes, um jardim de inverno, quatro dormitórios, dependência de empregada e banheiro com ducha semi-circular. Os azulejos que restaram foram encaminhados ao Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação da UFPa, sob a responsabilidade da professora Thais Sanjad. 

|Serviço|
A exposição ‘Memória Profanada’ é uma realização da Secretaria de Cultura e tem apoio da Associação Fotoativa. Fica aberta ao público de até o dia 24 de fevereiro, no Armazém 2 – Boulevard da Gastronomia, andar térreo da Estação, no espaço em que se encontra uma plataforma usualmente utilizada para serviço de restaurante.

Projeto Palco Aberto traz banda de rock eletronic

A banda J-Zero 3 vai mostrar toda a sonoridade que desenvolve em torno da música orgânica, no Projeto “Palco Aberto”, nesta sexta-feira (10), a partir das 17h de hoje (sexta-feira), na nova loja da Keuffer, na esquina da avenida Generalíssimo Deodoro com rua Antônio Barreto. A entrada é franca. 

Hoje, o público vai conferir a mistura de musica eletrônica e timbres de guitarra ferozes (Otavio Eymard), com uma marcação rítmica eletrônica e orgânica, através da bateria (Babau Habib) e do baixo (Mancha Neto) da banda J-Zero 3. Formada por Bruno Habib (teclados e sintetizadores), Babau (bateria), Mancha Neto (baixo) e Otavio Eymard (Guitarra), a banda participa do projeto que tem o objetivo de divulgar o trabalho de músicos e bandas instrumentais paraenses, ainda pouco conhecidas do público.

Criada no início de 2009, a banda J-zero3 mistura música produzida em softwares e hardware (sampler), com execução orgânica de instrumentos, e já possui, ao todo, oito músicas que estão em fase de produção e gravação e irão compor o álbum intitulado “J-zero3”, ainda sem previsão de lançamento. Aliada à atuação sonora, que têm uma pegada de Rock/Metal/Solos de guitarra e timbres eletrônicos na harmonia, ritmo e melodia, a banda projeta figuras e vídeos de curta duração. 

Durante os shows do projeto, os músicos utilizam os próprios instrumentos da loja. O “Palco aberto” acontece todos os finais de semana sempre com uma atração diferente. Desde que foi criado, seis bandas diferentes já tocaram no local. E a loja, embora já esteja funcionando, nem foi inaugurada. A festa de inauguração será nos dias 9 e 10 de março. 

Verdade seja dita, a Keuffer vem apoiando a cena rocker da cidade apostando em festivais como o CCAA Fest e outras iniciativas do gênero. Depois de inaugurada, vai oferecer shows e workshops gratuitos em seu espaço. 

Serviço 
Show da banda de rock eletronic “J-Zero3” no projeto “Palco Aberto”. Nesta sexta-feira, 10, a partir das 17h, na loja Keuffer – Rua Antonio Barreto, esquina com a Av. Generalíssimo Deodoro. Mais informações: 3073-1600 ou pelo site: http://www.keuffer.com.br. Entrada franca.

Tropical é tudo ao mesmo tempo e sem fronteiras

Dj Bernardo Pinheiro: 10 anos na pista
A 26ª edição da festa, que acontece nesta sexta-feira, 10, no Café com Arte, traz como principal atração a Fulerage Band, uma fanfarra momesca tocando os maiores hits de todos os carnavais, além de um super time de DJs. No porão, o som de Azul (Música Paraense.org), Damaso (Se Rasgum) e Marcel. Na pista 1, tem Michelli Byanka tocando latinidades, música brasileira e moonbahton e Morcegão, com um set especial de reggaton, além de Bernardo Pinheiro, DJ Residente e um dos criadores do Baile Tropical. A frase que intitula esta postagem é uma convicção dele. 

Diversidade de sotaque brazuca talvez traduza bem a proposta do Baile Tropical que segundo Bernardo Pinheiro “é mostrar que é possível reverter a lógica de que o que é bom vem da cultura anglo americana,  vem de fora e temos que engolir. O baile tem como protagonista a música e a cultura do Norte e Nordeste do Brasil, sendo mostrada junto a seus equivalentes do mundo todo”, diz. 

Há uma década atuando nas pistas dançantes do país, ele diz que a invenção do Baile Tropical, em 2010, surgiu em Belém e dos interesses em comum entre ele e um outro Dj, o baiano PatrickTor4. “Conversávamos sobre fazer uma festa e eu tinha a proposta de fazer um baile, no sentido de uma festa pra se dançar junto, com músicas não óbvias, surpresas desenterradas do baú e coisas modernas pop do Brasil e do mundo”, explica Bernardo. 

“Patrick imaginou o Baile Tropical como o evento com a cara da música do norte e nordeste do Brasil, se referenciando na nossa cara da periferia que a classe média tem vergonha de assumir, e mostrando o potencial pop dessa nossa musicalidade junto com seus equivalentes em todo mundo”, complementa. 

Patrick Tor4
Assim, nesse baile rolam coisas que vão “do funk 70`, cumbia digital, salsa, ragga, hiphop, samba, funk carioca, kuduro, dub, tecnobrega, baião, afoxé, raggaeton, soka, zouk, jungle, house, drum n` bass, soul, sambarock, afrobeat, nujazz e broken beats ao acid jazz”, avisam no blog atualizado com postagens desde a primeira festa. A 27ª , aliás, já está lá, será em Recife.

Dj e produtor musical, com projeto autoral, o Cumulus Groove, Bernardo Pinheiro também faz parte dos coletivos Bassemotion, “voltado para as batidas quebradas do drum'n'bass / breakbeat”, define, e o Cotonete, “que foi o coletivo pioneiro na cena paraense”, diz. Paralelamente ao mundo da música, ele ainda é diretor de arte em uma agência, revelando um dinamismo que de certo leva para seus sets. 

Depois de residir em São Paulo, entre 2006 e 2009, Bernardo voltou para Belém com experiência de quem tocou em clubs diversos da cena paulista e com Djs do naipe, por exemplo, de Mau Mau. Suas influências são de muitas vertentes, resultando num ecletismo que ele diz ter herdado na veia. 

“Meu gosto pela música já vem bem antes disso, vem de família, pelo meu pai, Alberto Pinheiro, Dj na década de 70 e 80, e minha tia, a cantora Leila Pinheiro. Então o envolvimento com a música sempre foi intenso. Já toquei em banda antes. Então levo comigo influências de diversos lados da música, o que é muito importante na hora de produzir”, diz o ex-guitarrista da Thiberian, banda de garagem que tocava dos hits dos anos 80 a 90 aos clássicos do rock and roll.

Azul
Em entrevista para o blog, Bernardo diz que acredita no circuito de festas alternativas como fomentadoras de espaços para a profissão de Dj. “Movimenta a cena sem dúvida Agora se pra bem ou para o mau, essa é a questão”. É que o aquecimento da cena também traz um lado menos positivo. 

“Criar um coletivo pra tocar o que é modinha porque os outros acham legal ou hype, eu não acho legal”, alerta. De forma perigosa, essas situações acabam, na opinião de Bernardo, dividindo espaços ou mesmo tirando os de quem “já tá ralando há tempos, e digo isso não só por quem está tocando e sim pra quem está ouvindo, ou seja, o próprio público, que pra mim na sua maioria colocam a música em segundo e até em terceiro lugar às vezes quando saem pra se divertir”. 

Bernardo também chama atenção para uma característica que ele considera fundamental em qualquer DJ, o seu envolvimento com a música. “Atualmente todo dia alguém vira Dj por puro modismo ou somente pra tentar ganhar dinheiro, são os chamados Djs BBBs, em que a imagem prevaleceu. Donos de casas e boates, não querem saber se você tocar bem ou não e sim se a sua imagem vai lhe dar casa cheia. Hoje, o tempo é do controlador, do pad eletrônico, discotecar com ipad. Viva ou não a tecnologia!”, dispara e conclui. 

Conquistando um público latino, diverso e por isso mesmo, caliente, o Baile Tropical chega ao seu segundo ano de atividades, tendo passado por 15 cidades de quatro países, “unindo em uma mesmo line up, bandas e djs de lugares como Bulgária, França, Argentina, Chile, Brasil, Colômbia, Gana, Marrocos, Itália entre outros”, agora sim, finaliza Bernardo. 

|Serviço|
Para sacar mais do Bernardo, acesse: http://bernardopinheiro.official.fm/ e www.soundcloud.com/bernardopinheiro. Para ir à festa pagando menos, envie seu nome pelo e-mail tropicalbaile@gmail.com e entre na lista dos R$ 15,00. Ou pague R$ 20,00, na porta e curta o show do bloco Fulerage Band e as pickups da pista 1, com Bernardo Pinheiro, Michelli Byanka e Morcegão, e da pista 2, com Azul, Damaso e Marcel. A partir das 23h, no Café com Arte - Rui Barbosa, com a Braz. Mais informações: http://bailetropical.wordpress.com.

9.2.12

Fotógrafos fazem releitura de obras modernistas

100menos10
Noventa anos se passaram desde que um grupo de artistas brasileiros decidiu mostrar as inquietações de sua época, o que ficou conhecido na história como “Semana de Arte Moderna de 22”. O movimento ganha agora, de forma curiosa, uma releitura da fotografia paraense, na exposição 100menos10, que abre no próximo dia 13, na Galeria Theodoro Braga.

Anita Malfatti e Di Cavalcanti, pintura, Victor Brecherett, escultura, Mário e Oswald de Andrade, literatura, Antonio Garcia Moya, arquitetura e Heitor Villa-Lobos, como expressão da música são alguns dos nomes mais destacados. Curiosamente, a fotografia, já muito usada na época, foi deixada de lado. E é ela que vem agora fazer uma releitura contemporânea do Movimento Modernista. 

De 13 de fevereiro até 16 de março na Galeria Theodoro Braga do CENTUR, em Belém-PA, 13 fotógrafos (Alan Soares, Alberto Bitar, Elza Lima, Emídio Contente, Fatinha Silva, Flavya Mutran, Ionaldo Rodrigues, Luciana Magno, Michel Pinho, Miguel Chikaoka, Luiza Cavalcante, Pedro Cunha, Walda Marques) e 01 artista visual que utiliza a fotografia (Roberta Carvalho), prometem “recontar” essa história, cada um interpretando uma obra modernista “100menos10" trás uma visão paraense dos 90 anos da semana que abalou as bases das artes no país. 

De Luiza Cabral
Segundo o curador e idealizador do da exposição, o também fotógrafo Guy Veloso (recentemente curador da pasta de Fotografia Contemporânea Brasileira junto com Rosely Nakagawa na XXIII Bienal Europalia na Bélgica), “mais que um deslumbre nostálgico, queremos desde já levantar questões, trocar estática pela estética. 

Pensar o que estes 10 anos até o centenário nos reserva”. Além dos que estiveram presentes em 1922, foram “convidados” à festa Tarcila do Amaral e o paraense Ismael Nery (ambos à época na Europa), tão como um contemporâneo, o ator e diretor Zé Celso Martinez, que até hoje prega os ideais antropofágicos em suas peças.

A coletiva contará também com a intervenção da artista Drika Chagas que fará em grafite estilização de desenhos arqueológicos Amazônicos. Um paralelo interessante, já que Roberta Carvalho utilizará simultaneamente técnicas high-tech de projeção digital. 

De Elza Lima
A programação conta também com as palestras “Semana de 22: Tradição e Modernidade”, por Ernani Chaves, no dia 16 de fevereiro e “Diálogo com a ausência: a fotografia e a semana de arte moderna”, por Michel Pinho, no dia 16 de março,sempre das 18h30 às 21h.

Haverá também horários de visitação extendidos, uma curiosa inovação trazida pelo curador Guy Veloso, chamada de “Sessões Coruja”. Nos dias 02 e 09/03, a visitação irá até 21h. A organização também avisa que "Sim. É permitido fotografar dentro da galeria durante esta exposição”. Leia o texto do curador

Serviço 
"100menos10" - abertura no dia 13 de fevereiro, 19h – (segunda-feira), na Galeria Theodoro Braga - Centur - Av. Gentil Bittencourt, 650, subsolo – Nazaré. Belém-PA. Entrada franca. É permitido fotografar. Visitação de 14 de fevereiro a 16 de março, segunda a sexta-feira, de 09h às 17h30. Mais informações: Site: www.100menos10.com.br (a partir de 10.02).

(Texto enviado por Deborah Cabral)

8.2.12

Para videoclipes e documentários musicais

O edital Conexão Vivo Movida vai selecionar 60 obras para compor uma mostra que vai percorrer cinco capitais brasileiras e distribuir R$ 35 mil em prêmios. Cineastas, documentaristas e realizadores de audiovisual de todo o país podem se inscrever até dia 24 de fevereiro. 

Sempre focado na música, o novo projeto do Programa Conexão Vivo vai percorrer cinco capitais brasileiras: Belo Horizonte, Goiânia, João Pessoa, Salvador e São Paulo. O Conexão Vivo Movida, juntamente com o Conexão Vivo Animações - projeto de incentivo à produção de videoclipes em animação - compõe o eixo audiovisual do programa.

Durante as apresentações, as obras audiovisuais selecionadas irão concorrer a prêmios em dinheiro – haverá uma distribuição de R$ 35 mil. As inscrições estão abertas a partir de hoje, 31 de janeiro, seguem até o próximo dia 24 de fevereiro e podem ser realizadas por meio do portal www.conexaovivo.com.br

Para compor a mostra com um panorama da produção recente, a equipe de curadores vai selecionar 50 videoclipes e 10 documentários musicais produzidos no Brasil nos três últimos anos, considerando a data de sua primeira exibição pública. 

A votação do público presencial vai premiar cinco videoclipes e cinco documentários com o valor de R$ 2 mil em cada capital visitada. A votação da Comissão Julgadora, formada por 15 jurados (três representantes regionais de cada uma das cinco capitais), concederá um prêmio para videoclipe e um para documentário, cada um no valor de R$ 5 mil. 

O internauta também poderá premiar um videoclipe. O mais votado no portal Conexão Vivo receberá prêmio de R$ 5 mil. Para participar - As inscrições estão abertas para pessoa física ou jurídica, brasileira ou residente no Brasil há no mínimo dois anos e maior de 18 anos. 

Os vídeos devem obedecer a especificações determinadas em edital e a curadoria vai realizar avaliação de acordo com critérios de respeito à diversidade cultural, linguagem narrativa, ineditismo e inovação na cena musical brasileira.

7.2.12

Berna Reale no Rumos Artes Visuais em São Paulo

A artista em sua performance para fotografia, no Ver-o-Peso
"Convite à Viagem", a mostra que abrirá nesta quinta-feira, 09, com curadoria de Agnaldo Farias, Convite à Viagem é resultado do mais recente edital do programa Rumos Artes Visuais. Entre os artistas selecionados está a paraense Berna Reale. Na sede do Itaú Cultural - Avenida Paulista 149 – Paraíso, em São Paulo. 

A exposição é um convite a uma viagem pelo Brasil e pela diversidade da produção de arte contemporânea do país. Todas as linguagens artísticas estão representadas, da pintura à fotografia, do vídeo à instalação. O Rumos Artes Visuais teve 1.770 projetos inscritos e selecionou mais de 100 trabalhos de 45 artistas de todo o Brasil.

Em uma das obras, a paraense Berna Reale realiza uma performance para fotografia na qual está deitada nua no meio de um cais, com pedaços de comida sobre o corpo e urubus indo em sua direção para se alimentar. “Quando todos calam” foi realizada no Ver-O-Peso, onde a artista, nua, se cobriu de vísceras para uma imagem surreal. 

A performance que contou com a colaboração de uma equipe formada por mais de 15 pessoas, entre elas, a fotógrafa Ana Mokarzel e o coordenador de produção Victor Reale, além de várias pessoas que trabalham na área do Ver-o-Peso, foi a grande vencedora do Salão Arte Pará, em 2009.

Em outra obra da exposição, o paulista Thiago Honório traz um cubo espelhado até a altura do pescoço do visitante. O projeto expográfico, de Marta Bogéa, apresenta cada um dos trabalhos isoladamente, embora haja um diálogo com as obras vizinhas. 

Agnaldo Farias contou com a ajuda dos curadores Ana Maria Maia, Felipe Scovino, Gabriela Motta e Paulo Miyada e dos curadores viajantes Alejandra Muñoz, Carlos Franzoi, Júlio Martins, Luiza Proença, Marcelo Campos, Matias Monteiro, Sanzia Pinheiro e Vânia Leal. 

Rumos Artes Visuais - Convite
Transmissão on line - Quem não estiver na capital paulista também poderá participar de parte da programação. De 9 a 11 de fevereiro, às 18h, as palestras que fazem parte de um seminário para os artistas selecionados serão transmitidas pelo site do Itaú Cultural (itaucultural.org.br).

No dia 9, a conversa é com Carmela Gross (mediação Ana Maria Maia). No dia 10, Edson de Souza será o palestrante de O Espírito das Formas Utópicas: Arte, Utopia, Psicanálise, com mediação de Gabriela Motta. No dia 11 o bate-papo é por conta de Dora Longo Bahia (mediação Agnaldo Farias). 

Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013 - De quinta, 9 de fevereiro, a domingo, 22 de abril - Sempre de terça a sexta - das 9h às 20h. Nos sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h - pisos 1, -1 e -2.  Itaú Cultural - Avenida Paulista 149 – Paraíso - próximo à Estação Brigadeiro do Metrô. Mais informações: 11 2168 1777 | youtube.com/itaucultural | twitter.com/itaucultural | facebook.com/itaucultural | atendimento@itaucultural.org.br | itaucultural.org.br

6.2.12

Público escolhe o melhor curta no Líbero Luxardo

O ceu no andar de baixo
Esta semana, o Cine Líbero Luxardo do Centur recebe o 4º Festival do Júri Popular. De caráter competitivo, focado em curtas e com votação popular, sem júri oficial, o festival exibirá 37 filmes, de 07 a 12 de fevereiro (terça a domingo), em duplas sessões, às 17h e 19h. Não precisa retirar ingressos, a entrada é franca. 

O evento acontece simultaneamente em 20 cidades espalhadas pelas cinco regiões do país, exibindo o melhor do panorama de curtas brasileiros do último ano. Nada de críticos ou cineastas formando um júri oficial. Não importa se você é especialista em cinema ou não. Quem escolhe os melhores curtas neste festival é o público expectador. 

Ovos de Dinossauro na sala
O objetivo do festival é valorizar e difundir nacionalmente as produções, tornando-as acessíveis a diferentes públicos.

Também incentiva uma discussão estética ao possibilitar a expressão e integração de opiniões das mais diversas plateias, além de fomentar sua postura ativa e reflexiva em relação ao audiovisual.

Os 37 filmes que participam do festival foram selecionados por um comitê, formado por Aurélio Aragão (cineasta e roteirista), Davi Kolb (diretor e roteirista), Isabela Mota (jornalista e pesquisadora) Maria Flor Brazil (produtora) e Angelo Defanti (coordenador do festival). 

Para votar, o público deve pegar uma cédula que será distribuída. Ao final do evento, a produção coleta as votações feitas em todos os estados envolvidos e depois divuga o resultado, seguido da premiação. No ano passado, o público de Belém elegeu como Melhor Filme, o curta Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho. A produção pernambucana também foi a melhor nas exibições de São Paulo - SP, Rio Branco - Acre, Florianópolis - Santa Catarina e Curitiba – Paraná.

Céu, inferno e outras partes do corpo
Na premiação nacional, Recife Frio recebeu prêmio de Roteiro e Direção e o Grande Prêmio Festival do Júri Popular de 2011: Prêmio CTAv, Prêmio Porta Curtas Petrobras, Prêmio Auwe Digital e Prêmio Curta o Curta. É, Belém escolheu o melhor, vamos ver se este ano o público continua antenado. 

Veja a programação 

 07/02 (terça-feira) – 17h
  •  "Cão", de Iris Junges, SP
  • "Da origem", de Fábio Baldo, SP
  • "Licuri Surf", de Guilherme Martins, SP 
  • "Nêgo", de Marcelo Coutinho, PB 
  • "Quando morremos à noite", de Eduardo Morotó, RJ
  • "Sala de milagres", de Cláudio Marques e Marília Hughes, BA 

07/02 (terça-feira) – 19h 
  • "A fábrica", de Aly Muritiba, PR
  • "Céu, inferno e outras partes do corpo", de Rodrigo John, RS
  • "Com vista para o céu", de Allan Ribeiro, RJ
  • "Gaveta", de Richard Tavares, RS 
  • "Oma", de Michael Wahrmann, SP
  • "Os sapos", de Clara Linhart, RJ "Passageiro", de Bruno Mello, RJ

08/02 (quarta-feira) – 17h 
  • "Meia hora com Darcy", de Roberto Berliner, RJ
  • "Monique ao sol", de Wellington Sari, PR 
  • "Praça Walt Disney", de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, PE
  • "Quando a casa cresce e cria limo", de Amanda Copstein T.S e Filipe Matzembacher, RS 
  • "Vidas deslocadas", de João Marcelo Gomes, PR

08/02 (quarta-feira) – 19h 
  • "Acercadacana", de Felipe Peres Calheiros, PE 
  • "Dona Sonia pediu uma arma para seu vizinho Alcides", de Gabriel Martins, MG
  • "Fica", de João Toledo, MG 
  • "Irmãs", de Gian Orsini, PB
  • "Náufragos", de Matheus Rocha e Gabriela Amaral Almeida, BA
  • "Ovos de dinossauro na sala de estar", de Rafael Urban, PR
  • "Vó Maria", de Tomás von der Osten, PR 

09/02 (quinta-feira) – 17h
  • "Cores e botas", de Juliana Vicente, SP
  • "Máscara negra", de Rene Brasil, SP
  • "O céu no andar debaixo", de Leonardo Cata Preta, MG 
  • "O último dia", de Christopher Faust, PR 
  • "Quem matou o Jorge?", de Fernando Fraiha, SP
  • "Sobre o resto dos dias", de Alexandre Baxter e Luiz Felipe Fernandes, MG 

09/02 (quinta-feira) – 19h
  • "A poeira e o vento", de Marcos Pimentel, MG 
  • "Cachoeira", de Sergio Andrade, AM
  • "Calma Monga, calma!", de Petrônio Lorena, PE
  • "Inquérito Policial nº 0521/09", de Vinícius Casimiro, SP 
  • "Mais denso que sangue", de Ian Abé, PB
  • "Meu medo", de Murilo Hauser, PR 
10/02 (sexta-feira) – 17h
  • "Acercadacana", de Felipe Peres Calheiros, PE
  • "Dona Sonia pediu uma arma para seu vizinho Alcides", de Gabriel Martins, MG
  • "Fica", de João Toledo, MG
  • "Irmãs", de Gian Orsini, PB 
  • "Náufragos", de Matheus Rocha e Gabriela Amaral Almeida, BA
  • "Ovos de dinossauro na sala de estar", de Rafael Urban, PR
  • "Vó Maria", de Tomás von der Osten, PR

10/02 (sexta-feira) – 19h
  • "Cores e botas", de Juliana Vicente, SP
  • "Máscara negra", de Rene Brasil, SP
  • "O céu no andar debaixo", de Leonardo Cata Preta, MG
  • "O último dia", de Christopher Faust, PR 
  • "Quem matou o Jorge?", de Fernando Fraiha, SP
  • "Sobre o resto dos dias", de Alexandre Baxter e Luiz Felipe Fernandes, MG

11/02 (sábado) – 17h 
  • "A fábrica", de Aly Muritiba, PR
  • "Céu, inferno e outras partes do corpo", de Rodrigo John, RS
  • "Com vista para o céu", de Allan Ribeiro, RJ 
  • "Gaveta", de Richard Tavares, RS
  • "Oma", de Michael Wahrmann, SP
  • "Os sapos", de Clara Linhart, RJ 
  • "Passageiro", de Bruno Mello, RJ 

11/02 (sábado) – 19h 
  • "Meia hora com Darcy", de Roberto Berliner, RJ 
  • "Monique ao sol", de Wellington Sari, PR 
  • "Praça Walt Disney", de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, PE
  • "Quando a casa cresce e cria limo", de Amanda Copstein T.S e Filipe Matzembacher, RS 
  • "Vidas deslocadas", de João Marcelo Gomes, PR

12/02 (domingo) – 17h 
  • "A poeira e o vento", de Marcos Pimentel, MG
  • "Cachoeira", de Sergio Andrade, AM
  • "Calma Monga, calma!", de Petrônio Lorena, PE
  • "Inquérito Policial nº 0521/09", de Vinícius Casimiro, SP 
  • "Mais denso que sangue", de Ian Abé, PB 
  • "Meu medo", de Murilo Hauser, PR

12/02 (domingo) – 19h 
  • "Cão", de Iris Junges, SP 
  • "Da origem", de Fábio Baldo, SP
  • "Licuri Surf", de Guilherme Martins, SP 
  • "Nêgo", de Marcelo Coutinho, PB
  • "Quando morremos à noite", de Eduardo Morotó, RJ 
  • "Sala de milagres", de Cláudio Marques e Marília Hughes, BA
Serviço
4º Festival do Júri Popular. De 7 a 12 de fevereiro (terça a domingo), às 17h e 19h . No Cine Líbero Luxardo - Av. Gentil Bittencourt, 650, Térreo – Fcptn. Entrada franca (Há espaços especiais para cadeirantes). Mais informações: 91 32024321. Realização: Governo do Pará e Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.