28.1.21

Impactos da pandemia no pensamento positivo

Foto: Yasmin Alves

A “positividade” é um dos temas mais abordados na Reggae Music, mas como manter o “pensamento positivo” quando o mundo é atingido por uma pandemia que impacta principalmente as camadas mais pobres da população? Esse questionamento está presente em “Cultive”, EP do duo Dudu Urband e Selektah Nubeat, que será lançado na próxima semana, dia 5 de fevereiro. 

“A nossa mensagem principal através desse trabalho é: tenham força, não deixam de acreditar no bem, não deixem se abalar, por mais que o mundo bata”, afirma Selektah Nubeat, DJ e produtor musical do projeto. Por meio das três faixas que invocam um senso de elevação e apreciação da vida, os artistas dizem buscar a cura emocional em meio ao cenário atual e, assim, inspirar outras pessoas.

Selektah, que é fundador do selo Kizomba Groove, já conta com uma grande experiência no reggae produzido em Castanhal. Foi na cena do município a 68 quilômetros da capital paraense, que ele começou a propor outros estilos da reggae music, que estão presentes nas três faixas do EP, como é o caso do stepper e grimes 

“O reggae em Castanhal teve seu auge principalmente em meados dos anos 2000/2010 com as bandas Yeman Jah, Jaafa Reggae e um movimento de DJs. Foi quando, em 2012, eu e mais um outro amigo criamos a festa Kizomba, que vinha com essa proposta de introduzir outros estilos do reggae”, lembra ele, que inclusive trouxe o vocalista da veterana Yeman Jah, Adrianinho, para o "Cultive".

Dudu Urband, cantor e compositor do EP, explica o papel da música nesse período de covid-19 e isolamento social, que impacta na saúde mental das pessoas. “O isolamento afeta de forma positiva, já que é uma medida necessária para conter o vírus, mas também impacta negativamente, causando medo, preocupação e ansiedade. Todo esse processo fez com que a música produzida nesse período fosse voltada mais para o próximo, com o intuito de acolher e servir. Com o reggae não foi diferente”, disse.

As músicas seguem uma sequência, que não precisa necessariamente ser seguida. Todas foram gravadas em Castanhal e com músicos da cidade, tendo a mixagem ficado por conta de Yuri Pinheiro do estúdio Ver-O-Som (Belém) e a masterização com Buguinha Dub (PE), produtor musical que já colaborou com nomes renomados da música brasileira, como Chico Science.

O EP “Cultive” será lançado no dia 5 de fevereiro nos canais do Selo Kizomba nas plataformas digitais. O projeto é um dos selecionados do Edital de Projetos Artísticos-Culturais do Profº Roberto Marques - Lei Aldir Blanc/Secretaria Municipal de Cultura de Castanhal.

Serviço

Lançamento do EP “Cultive”, por Selektah Nubeat e Dudu Urband. Na próxima semana, 05 de fevereiro, pelo Canal do Selo Kizomba no YouTube e Instagram: @allan_slkt @dudurband. Mais informações: (91) 98353-1375.

(Holofote Virtual com Texto de Fernando Assunção) 

25.1.21

Workshop para mulheres na coordenação de palco

O palco é o centro nervoso de qualquer produção cultural. É lá que acontecem as apoteoses da programação, reunindo diferentes profissionais do mercado de shows e eventos. E para que tudo saia como planejado é necessário uma boa coordenação de trabalho. É aí que entra o Coordenador de Palco, profissional responsável em organizar todas as áreas envolvidas.

O curso será ministrado por Taca Nunes, que possui mais de 20 anos de experiência atuando como coordenador de palco. No workshop, voltado só para as mulheres, ele vai ensinar as técnicas para a realização de um bom trabalho de coordenação.

“Em todos esses anos de experiência, muito poucas vezes trabalhei com mulheres na coordenação de um palco de festival. Trabalho esse que não necessita de força muscular, mas sim de conhecimento e experiência. O Manas surgiu como uma vontade de contribuir para a mudança desse quadro”, explica. “Tudo gira em torno dos horários do palco, desde a passagem de som até o início e término do evento. Porque para você fazer a desprodução precisa ter o horário do palco”, completa.

As participantes serão escolhidas por suas trajetórias na produção cultural. “A experiência em produção cultural é importante e obrigatória pelo fato de que a coordenação de palco está linkada com a produção geral do evento, uma depende da outra. Veja, o receptivo, a produção executiva, o camarim tudo tá ligado ao palco. Portanto, essa vivência de modos de produção é fundamental para o aproveitamento do curso”, lembra Taca.

Com a chegada da pandemia, o setor de shows e eventos foi duramente atingido. “Fomos os primeiros a parar e com certeza seremos um dos últimos a voltar”, conta Taca. Aprovado no Edital de Música, da Lei Aldir Blanc, o Manas no Palco projeta novos profissionais no mercado, mas que também chegou em boa hora para movimentar o mercado de trabalho no setor de shows e eventos. “Eu sou um profissional que tenho me mantido com a Aldir Blanc. E hoje quem vai trabalhar comigo também foi desligado do trabalho, está desempregado. É uma forma de eu ajudar também”.

Serão três dias de atividades (02, 03 e 04 de fevereiro) unindo a teoria e a prática para uma boa e eficaz coordenação de palco. O curso é presencial e gratuito e para participar, basta enviar o currículo para o email manasnopalco@hotmail.com, explicando seu interesse no workshop. São 15 vagas e as inscrições já estão abertas e acontecem até o dia 29 de janeiro. 

Outras participações no front do curso

Também participam do workshop Kelly Kathyúrsia, Especialista em Técnica e Operação de Áudio, que vai bater um papo sobre o trabalho de sonorização e Malu Rabelo, Cenógrafa e Iluminadora, que traz as nuances do designer de iluminação de shows e eventos.

Fonoaudióloga de formação, Malu Rabelo largou a profissão para trabalhar no teatro. Desde 2010, ela atua com iluminação nas Artes Cênicas e, atualmente, é designer de iluminação do Grupo de Teatro Palha e integrante do Coletivo Alumiá e do Movimento de Mulheres na Técnica-Pa. “Vou falar sobre a diferença de luz para teatro e luz para show. Mostrar os diferentes equipamentos e efeitos que são utilizados para cada espetáculo”, explica.

Kelly Kathyúrsia é Especialista em Técnica e Operação de Áudio, ela vai explicar como é o funcionamento dos equipamentos utilizados, como mesas de som analógicas e digitais, tipos de microfones e suas diversas utilizações, tipos de cabos, como são feitas as equalizações dos instrumentos. “Vamos dar um enfoque prático, diante das situações reais que acontecem durante os eventos”, completa.

Serviço

Manas no Palco – Workshop Presencial sobre Coordenação de Palco.  Dias 02, 03 (das 09h às 12h e 14h às 17h) e 04 de fevereiro (09h às 12h). Local: Espaço Live Jeffersom (Av. Pedro Álvares Cabral, 15, esquina com D. Romualdo Coelho). Inscrições até o dia 29 de janeiro. Contatos: manasnopalco@hotmail.com e 91- 99354 1266 (Brena). Manas no Palco é um projeto apoiado pela Secretaria de Estado de Cultura, do Estado do Pará com recursos provenientes da Lei Federal No. 14.017, de 29 de junho de 2020.

(Holofote Virtual com informações das assessoria de imprensa)

15.1.21

Legítima Defesa chega com clipe nas plataformas

Foto: Mácio Ferreira
Composição de Naldinho Freire, letra de Escurinho, percussão de Loba Rodrigues e interpretação de Mariza Black. Gravado em Belém, em novembro de 2020, mês da Consciência Negra, o trabalho ganha lançamento nesta sexta-feira, 15, com clip e mini doc, nas plataformas digitais da Na Music e dos artistas. 

Legítima Defesa é música inspirada em ritmos afros, oriundos de Cabo Verde e da Nigéria, além de uma mistura cultural brasileira interessante ao reunir artistas do Pará, Paraíba e Pernambuco. A letra fala sobre como é viver num país que foi colonizado como o Brasil, mas embora já tenham se passado séculos, ainda se vive aqui, situações de racismo e violências que se refletem principalmente nas periferias. 

Para Mariza Black, paraense nascida em Belém, foi um prazer gravar a música. “Foi uma honra gravar essa música, ainda mais pela mensagem que ela nos repassa de luta e resistência da cultura negra, em nosso país”, diz ela, que possui voz inconfundível.  A artista, que sempre mergulhou no samba, interpretando obras de grandes compositores, agora segue um caminho mais autoral. Há dezessete anos cantando profissionalmente, em 2019, lançou seu 1º álbum intitulado “Samba Parauara”. 

Mariza Black, uma das maiores intérpretes de samba paraense, tem 17 anos de carreira, com presença marcante nos palcos, cantando e encantando ao som da percussão e do cavaquinho na cadência de composições do samba local, bem como na interpretação de grandes clássicos nacionais. A paraense também é uma das raras mulheres puxadoras de samba enredo com atuação nas escolas de samba Caprichosos da Cidade Nova (Ananindeua), Piratas da Batucada (Belém) e Crias do Curro velho (Belém) e do Bloco Unidos da Pedreira (Belém). Atualmente, ela coordena o Encontro Nacional das Mulheres na Roda de Samba no Estado do Pará. 

Naldinho Freire reuniu talentos na obra

Foto: Léo Eccard
O convite para gravar Legítima Defesa partiu de Naldinho Freire, parceiro do músico e poeta Escurinho, artista paraibano como ele. Compositor e também letrista, o músico lançou em 2019, em Belém, o álbum “sem chumbo nos pés”, como uma das ações de um projeto de intercâmbio realizado pela UFPA, e que aproxima, pelo viés do turismo cultural, Belém e Cabo Verde. Em 2020, o intercâmbio também teve desdobramentos, ocasião em que Mariza Black é convidada para uma de suas ações, estreitando assim a relação profissional entre os artistas. 

“Quando li essa letra, lembrei imediatamente do ritmo da Tabanca, que conheci a partir do meu encontro com o músico cabo-verdiano Mário Lúcio, e que se parece muito com o Ijexá. Pensei imediatamente na Mariza Black para interpretá-la”, diz Naldinho.  “E também convidamos a percussionista Loba Rodrigues”, complementa ele que em 2010, através da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, realizou shows na cidade de Praia e São Domingos. 

Loba diz que eles se reuniram para fazer o desenho rítmico da música e ela foi inserindo outros elementos. “Eu me inspirei nos grupos de afoxé, os mais diversos, e também no ritmo da Tabanca, que Naldinho me apresentou. Fiz uma pesquisa e o que ouvi mais, foi o trabalho do grupo Sementeira, do qual participou o músico Mário Lúcio, que esteve em Belém em 2019”, comenta.

A Tabanca é um ritmo binário, executado por tambores, cornetins e búzios, estes geralmente em três registos diferentes (grave, médio e agudo) responsáveis pelo ostinato rítmico-melódico, cuja tessitura geralmente é de uma sexta. Já o Ije’xa, é oriundo da cidade da Nigéria, mas foi trazido para a Bahia pelo enorme contingente de iorubás escravizados que aportou neste estado do final do século XVII. Esse ritmo vem desde então sendo executado na música brasileira por artistas diversos.

O autor da letra, Escurinho, é artista pernambucano radicado na Paraíba. Nascido no Sertão de Pernambuco,  Escurinho acabou se mudando com a família para a cidade Catolé do Rocha, na Paraíba, onde passou a maior parte da infância e adolescência e onde tem os primeiros contatos com o fazer musical.  Foi nesse contexto que conheceu o jovem Chico Cesar que passou a ser um parceiro, e, mais tarde, em João Pessoa, Naldinho Freire, cantautor paraibano, cujo trabalho remonta aos anos 90, quando lançou o LP Lapidar. 

Além do lançamento do single, também será disponibilizado nos canais de Youtube dos artistas, clipe e mini doc mostrando os bastidores da gravação. Os vídeos têm a direção de Vinicius Fleury - Flemi Filmes e a canção tem a participação de Marcel Barretto (violão / Aço, synth bass, gravação e masterização – Budokaos). 

Serviço

Lançamento do single e clipe de Legítima Defesa, música de Naldinho Freire, com letra de Escurinho e interpretação de Mariza Black. Dia 15 de janeiro, às 19h, nas principais plataformas digitais da música e YouTube dos artistas.

23.12.20

Exposição e pesquisa no site Arte Mangue Marajó

A arte marajoara, fruto da identidade indígena deixada como herança ao povo que habita o Marajó, é a especialidade de Ronaldo Guedes, artesão que abriu esta semana a sua primeira exposição virtual, intitulada “Entrelaçamentos ancestrais”, no site Arte Mangue Marajó que, além das imagens absurdamente lindas da mostra, também traz pesquisa sobre essa cultura e informações sobre a trajetória do artista e mestre.

As peças de Ronaldo Guedes, nesta exposição, reproduzem formas humanas entrelaçadas aos formatos das raízes aéreas comuns de se ver na região ribeirinha amazônica, é característica visual e ambiental dos nossos mangues. 

Feitas com cerâmica e madeira, vários rostos ou corpos se misturam não só à matéria prima com que foram produzidas, mas também ao próprio ambiente de onde a mesma foi retirada. É o que vemos nas belas fotos de Pierre Azevedo, fotógrafo que integra o projeto, contemplado pelo Prêmio Preamar de Cultura 2020, da Secult, Governo do Pará, com realização do Ateliê Arte Mangue Marajó e apoio do Programa Coroatá - UFPA/Campus Soure.

Ao percorrer as dezenas de imagens das peças dispostas no meio ambiente, na ilha de Soure, tive a sensação de viajar no tempo, visitando algum lugar da nossa ancestralidade que nos desperta a real importância de cuidar das nossas florestas e rios. E o próprio artesão reconhece que seu legado artístico está diretamente ligado a seus ancestrais. Eles são a sua inspiração. 

“Tenho uma pesquisa em iconografia marajoara, me inspiro no estudo da forma dos grafismos e aplico isso nas peças. Também faço uso de pigmentos naturais, técnica muito usada por nossos antepassados. Não é simplesmente uma reprodução, mas sim a reinvenção da arte local”, considera. 

Identidade e ancestralidade que movem o mestre

É a partir do processo de reconhecimento da importância de uma arte identitária, que Ronaldo passou a pensar sua produção de maneira mais política. Inaugurado em Soure, em 2003, o Atelier “Arte Mangue Marajó”, que agrega, desde 2007, um coletivo de vinte artesãos ceramistas que se dedicam à pesquisa histórica dos saberes e fazeres da arte cerâmica marajoara e à experiência de novas criações, produção e comercialização das peças.

“É importante a gente repassar nosso conhecimento, para que a cultura não desapareça. Passei a dar aulas e possibilitar vivências no atelier”, conta o artista, que integra a Associação dos Moradores do Bairro Pacoval (Ampac), entidade que realiza diversas atividades culturais em Soure, como a já conhecida roda de carimbó que agita a cidade aos sábados.

Foi em 2005, segundo a cartilha que está no site, que Ronaldo Guedes construiu o primeiro forno no ateliê, um importante passo para consolidar a produção da cerâmica no ateliê. O artista afirma que o encontro com sua ancestralidade com o manuseio do barro lhe permitiu liberdade para suas criações, um verdadeiro “alento para a alma”. 

Adorei conhecer o site, dica da realizadora Zienhe Castro, que há alguns anos mantém um caso de amor com a arte marajoara. Em 2009 ela conheceu Ronaldo Guedes, e o convidou para esculpir o primeiro troféu do Amazônia Doc, um mega projeto audiovisual que ela idealizou, com foco no documentário produzido na Pan Amazônia. Desde então ninguém mais assumiu o posto, só deu o Ronaldo. A cada ano, o artista vem inovando com madeira e de cerâmica. Este ano, ele usou a acapu, muito presente no cotidiano de da ilha.

No site, logo na entrada, já é possível acessar a exposição ou a cartilha, que faz um recorte principal sobre a cultura marajoara e depois discorre sobre a criação do atelier Mangue do Marajós e a história profissional de Ronaldo Guedes. Este ítem também é o conteúdo que achamos na sala de pesquisa. Já no salão de exposição e no botão do próprio atelier, há, ainda, vídeos sobre o artesão e demais colaboradores. 

É possível também fazer encomendar uma peça para compra, por meio digital. Caso você vá até o Marajós, em Soure, o Atelier Mangue Marajó e suas peças podem ser adquiridas nos espaços da Travessa 23 entre 12a e 13a ruas, bairro Pacoval e Travessa 14, prolongamento, bairro Umirizal.

E para acessar tudo isso, clique: www.artemanguemarajo.com

Ficha Técnica

Produção Executiva: Cilene Andrade e Luciane Bessa

Fotografias: Pierre Azevedo 

Montagem: Beatriz Maia e Luciane Bessa

Trilha: Caio Andrade e Ronaldo Guedes

Projeto Gráfico Cartaz: Rebeca Pimentel

Projeto editorial da cartilha: Beatriz Maia

Cartilha educativa: Marcelle Rolim e Cilene Andrade

Web Designer: Beatriz Maia

21.12.20

Nego Nelson lança videoclipe de Tiquinho de Céu

Nego Nelson (Foto: Carlos Borges)

Já está no canal de Youtube do violonista e compositor Nego Nelson, o videoclipe da música “Tiquinho de Céu”, faixa que integra o álbum que será lançado em 2021, comemorativo aos seus 50 anos de carreira. 

"Tiquinho de Céu" é também homenagem a Waldir Azevedo, fazendo uma alusão direta à "Pedacinho de Céu", do compositor que é referência para inúmeros violonistas. As gravações foram feitas em dois dias, no Parque da Residência, com direção de Pedro Vianna, que também coordena o projeto de gravação do CD, contemplado, este ano, com o prêmio Preamar de Cultura e Arte da Secretaria de Cultura do Estado do Pará. 

A música é inédita, ia se chamar Passeio no Combú e, inicialmente, a ideia era gravar o videoclipe no outro lado de Belém, com  direito a tomadas da travessia e tudo, mas não foi possível. Em novembro, com dores na coluna, falta de ar e outros sintomas parecidos com os da Covid, Nego Nelson foi internado às pressas e, embora já esteja em casa, ainda se recupera da saúde. 

Trazendo nove músicas instrumentais, todas de autoria de Nego Nelson.O novo álbum traça um panorama de sua obra musical, com participação de instrumentistas convidados em algumas faixas como: Jean Charnaux, Gileno Floquinios, Adelbert Carneiro, Jacinto Kahwage e Dadadá Castro; além de faixas com Nego Nelson solo ao violão. Os arranjos e direção musical são do próprio compositor.  O álbum será distribuído de forma gratuita em todas as plataformas digitais. direção de fotografia de Paulo Mendes e produção de Narjara Oliveira.

Nego Nelson nasceu em Belém e iniciou seus estudos com os professores Tó Teixeira e Everaldo Pinheiro. Possui formação erudita, jazzistica e em música popular de todos os estilos. Com 40 anos como músico profissional, fez shows com diversos artistas. Produziu músicas para teatro, filmes e documentários. Participou de festivais e de shows com artistas de renome nacional como Leny Andrade, João Donato, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Billy Blanco, Arismar do Espírito Santo, entre outros.

Em 1972, teve pela primeira vez gravada uma música de sua autoria, "Belém", em parceria com Sebastião Tapajós, que incluiu no repertório do disco "Violão e amigos". Compôs mais de 100 canções, em estilos os mais diversos, como valsas, sambas, boleros, funks, carimbós e guarânias. Como artista solista, apresentou-se com os violonistas paraenses Salomão Habib ("Dois violões amazônicos") e Paulinho Moura ("13 cordas"). Foi professor durante 11 anos do Conservatório Carlos Gomes e no Curro Velho, onde atuou como gerente de oficinas.

Serviço

Lançamento do videoclipe “Tiquinho de Céu”, de Nego Nelson. Pelo Canal de Youtube do artista, nesta segunda-feira, 21 de dezembro - Prêmio Preamar de Cultura e Arte da Secretaria de Cultura do Estado do Pará. Veja: https://www.youtube.com/watch?v=0sWzLCIFayM

18.12.20

Marcelo Nazareth lança videoclipe experimental

Vocalista, guitarrista e compositor Marcelo Nazareth, ex-integrante da banda “Stereoscope”, segue em carreira solo, lançada ano passado com o single “Desde Aquele Dia”. Experimental e voltado para a sonoridade da música latina reinterpretada em arranjos "made in Pará", será lançado dia 23, pelo Canal de Youtube e Instagram da CREME. 

A faixa fará parte do primeiro álbum do músico, que será lançado ao longo de 2021, ainda sem nome definido. A canção não é inédita. Foi  composta em 1987, por Humberto Gessinger, agora interpretada por Marcelo Nazareth e os Inimitáveis Invisíveis. 

“Sempre gostei dessa música. Ele é a penúltima do lado B no disco do cara. Eu sempre toquei no violão despretensiosamente.  Mas numa dessas vezes, aqui em casa eu fiz uma levada desse nosso brega de Belém. Aquele brega anos 70 e 80. Achei legal, aí resolvi fazer uma demo e depois arranjar arranjar a música toda”, diz Marcelo.  

O músico conta que já queria fazer um trabalho audiovisual para cada faixa do álbum e surge assim a ideia desse videoclipe. “Como ela é de fato um brega. E conta uma história na letra de tempos atrás, nada melhor que usar como cenário as ruas antigas de Belém. As coisas da cidade, o clima (chuva) ou até muito sol”, diz. 

Marcelo Nazareth formou a primeira banda em 1992, um quinteto chamado Loki (nome do primeiro disco solo do ex-mutante Arnaldo Baptista). Ele era o guitarrista e fazia backing vocal. “Só no shoo bee daudau, como dizia a Rita Lee. Aliás, eu não tinha pretensão de cantar. Bastava tocar bem a guitarra. Trouxe pra essa banda minhas influências que passam pela Jovem Guarda, tropicália e sempre o velho rock”, conta. 

A banda durou até meados de 94, tendo como “único feito” uma participação no lendário festival “Rock 24 horas”. Quem não lembra, pesquisa aí, o festival registrou um dos maiores quebra paus do rock paraense, marcando uma década e trazendo consequências, como uma certa marginalização do nosso rock’n roll.

“Passamos por uma seleção de uma seleção de uma penca de bandas. Foi tipo passar no vestibular. Gravamos ensaios de nossas músicas em fita k7. Em 2002 quando formei o Stereoscope, foi o momento em que as coisas deram certo. A banca tinha certa popularidade. Em 10 anos, gravei 3 discos com o stereoscope. Nesse período, além de ser um dos compositores da banda, junto com o Ricardo Maradei e o Jack Nilson, eu também era um dos vocalistas e co-produtor dos nossos discos”, lembra Marcelo.

O álbum, que ainda não tem nome, inaugura a fase solo e recente da carreira de Marcelo, que começou a compor e a gravar em 2019. “Faço as vozes e transito por todos os instrumentos. Tô querendo lançar com 8 ou 10 faixas. Ainda não decidi”, diz . 

No momento, a dedicação será à difusão do videoclipe, produzido pelo videomaker e realizador Glaucio Augusto, e Karina Sampaio, que também integra a equipe da CREME, produtora voltada para a comunicação ambiental, videoclipes e conteúdos audiovisuais para web. O trabalho teve participação da Sá Produções Artísticas, com apoio do professor, pianista, compositor e poeta paraense Urubatan de Castro, que cedeu gentilmente a sala de sua casa para as gravações.

Serviço

O lançamento do videoclipe será no dia 23 de dezembro, às 20h, pelo Canal da CREME no Youtube/ No Instagram da CREME (@cremeprd).

8.12.20

Maria José abre exposição com extensão virtual

Maria José Batista, uma das maiores representantes da arte naïf do Pará, abre a exposição “As Cores Vivas da Amazônica Naïf”, com curadoria de Mariza Mokarzel. A mostra traz cerca de 20 obras, criadas especialmente para este projeto, contemplado com o Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2020. A abertura será nesta quarta-feira, 9,  mas a exposição também poderá ser acessada virtualmente no site da artista.

Mariza Mokarzel explica que “As Cores Vivas da Amazônia Naïf” apresenta uma diversidade de materiais e linguagens artísticas, fruto das pesquisas de Maria José Batista, onde estão presentes o experimento tanto com papelão, TNT, como plástico pet e ferramentas mais tradicionais. 

“Entre os suportes escolhidos para se expressar, encontra-se o estandarte, realizado em homenagem ao amigo Mestre Nato (...). Nas cores fortes a artista tece temas religiosos, afazeres diários testemunhados pela cidade, pela região Amazônica, lugar em que habitam muitos daqueles que foram e são invisibilizados pela cultura dominante – resquícios do processo colonial”, ressalta a curadora.

De fato, Maria José Batista é uma das maiores expressões de arte naïf da atualidade, com reconhecimento que transcende o estado do Pará e a própria região, muito em função da originalidade de seu trabalho, dos temas eleitos e das cores vibrantes características das obras, inspiração que nasce em uma cidade banhada por rios, repleta de canais, e com manifestações culturais que remetem à alegria de viver, numa mistura de sons e cores, odores, sabores e curvas que encontram na floresta sua origem e razão de ser, e representado e encontrado nos trabalhos da artista.

A exposição “As Cores Vivas da Amazônia Naïf” é um recorte desse ir e vir, dessa vida que pulsa nas ruas, nos mercados e feiras, nas esquinas da periferia e das baixadas, lugares onde a identidade paraense se constrói e se fortalece, lugares onde nascem os signos que nos marcam dentro e fora da cidade, do estado e da região.

Assim, a sensibilidade de Maria José Batista supera as fronteiras tradicionais para propor reflexões pertinentes no fazer artístico, na pesquisa visual que a acompanha em cada fase, culminando nesta exposição onde também estão temas contemporâneos como sustentabilidade e aproveitamento de materiais de maneira a não agredir o meio ambiente. “As Cores Vivas da Amazônia Naïf” nos mostra as possibilidades que a artista reconhece como heranças, numa escolha de resistência e sobrevivência.

Acesso à arte é resposta aos tempos de isolamento

A arte naïf carrega no próprio conceito um fazer original, com característica popular, retratando, via de regra, cenas do cotidiano e, principalmente, costumes e manifestações culturais. A pintura de Maria José Batista nos convida ao mergulho na luz da cidade, nos personagens com os quais cruzamos nas ruas. 

Em suas telas encontramos a tacacazeira, o vendedor ambulante, devotos e devotas de santos em procissões quilométricas. São pinceladas da vida que nos são oferecidas a cada obra. Por toda esta importância, a exposição não se limitou à geografia do Espaço Cultural onde está montada. As reflexões desta mostra mergulharam nos conflitos do isolamento pandêmico que atravessa a todos e, assim, se viu transposta em um espaço virtual, onde cada produção poderá ser vista de qualquer tela, em qualquer ponto do planeta. 

O site produzido para a artista será lançado durante a exposição e ficará permanentemente aberto para todo o público, a qualquer tempo. A realização dessa exposição é, também, o fim e o início de ciclos. A artista se retirou da cena por um tempo, num período de aprendizado sobre si mesma e descoberta de novos caminhos de recomeço. Assim o  retorno com As Cores Vivas da Amazônia Naïf inaugura nova fase na carreira de Maria José.

Serviço

Exposição “As Cores Vivas da Amazônia Naïf”, de Maria José Batista. Visitação de 10 de dezembro a 5 de fevereiro de 2021, no Espaço Cultural Banco da Amazônia – Sede do Banco da Amazônia, na Avenida Presidente Vargas, esquina com Carlos Gomes, em frente a Praça da República, bairro da Campina, em Belém-PA. Espaço Virtual: mariajosebatista.wixsite.com/oficial.

Da Tribu mostra nova coleção de peças com látex

Fotos: João Urubu

A coleção Nortear reúne peças inovadoras e sustentáveis feitas com o Tecido Emborrachado da Amazônia (TEA) - desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). Uma delas é a bolsa que também se transforma em mochila e cachepôs. Os produtos, diferenciados, somam-se ao portfólio das jóias orgânicas da marca. A tiragem é limitada. Confira nesta quinta-feira, 10, a partir das 10h, via redes sociais.

Marca paraense de slow fashion, a Da Tribu cria moda com conceitos sustentáveis e em respeito aos saberes tradicionais dos povos da floresta, e tem suas peças expostas em diversos pontos físicos do Brasil e também com sua loja virtual. Tendo como base o fio de algodão ecológico banhado em látex, a marca dá novo lugar à borracha, alem de colaborar com a sociobiodiversidade a partir das parcerias com famílias de comunidades ribeirinhas que vivem nos arredores insulares de Belém. 

Tainah Fagundes, diretora de criação, explica que a nova coleção é repleta de diálogos com o mundo e com o próximo, idealizada a partir das mudanças em toda sociedade provocadas pela pandemia do novo coronavírus. “Nos perguntamos o que as pessoas estavam buscando para si e percebemos fortemente uma reconexão com o espaço em que se vive, com a casa, por exemplo”, pontua, destacando a versatilidade das peças, assinadas por Reg Coimbra e Bruna Bastos, designers paraenses da Jambo Estudio.

A mochila pode ser usada como bolsa em uma ocasião mais sofisticada; os cachepôs servem para abrigar vasos de plantas e também como cestos para objetos e frutas. “Nos interessou pensar nesses desdobramentos e por isso chamamos a Reg e a Bruna para conceber o design dos produtos, bem como as estampas”, revela Tainah. Outras parcerias também foram fundamentais: o coletivo Costuraê, projeto que reúne costureiras dos bairros do Guamá e Terra Firme, em Belém; e a comunidade Pedra Branca, na ilha de Cotijuba, que produziu o TEA, há mais de três anos parceira da Da Tribu.

Kátia, Manoel e Corina 

Além disso, a Da Tribu foi em busca de reutilizar materiais, em um movimento pela sustentabilidade: as peças possuem ainda lonas de caminhão com mais de 10 anos de uso, representando pelo menos 1 milhão de quilômetros rodados. 

“A lona foi tingida e tratada, para ser amaciada. É um momento de ressignificar e parar de produzir excessos, apostar em produtos atemporais e com mais tempo de vida útil”, defende a criadora da marca Kátia Fagundes sobre o conceito da coleção, que permeia também toda a trajetória da marca, com o uso constante de materiais recicláveis, matéria-prima renovável e investimento na relação com comunidades na capital paraense. 

Antes do TEA, a Da Tribu desenvolveu peças com fios emborrachados, com o látex, em parceria com a mesma comunidade. Agora, a expectativa é que com o novo maquinário, a produção aumente e que traga mais retorno financeiro. “Vimos que a produção é bem maior, tivemos uma demanda bem grande e isso impacta no nosso mundo financeiro dentro da comunidade”, diz Corina Magno, produtora dos fios e tecidos da Comunidade Pedra Branca.

A Da Tribu já tem uma história de concepção de produtos veganos e sustentáveis e o design para a coleção Nortear surgiu do desejo conjunto entre a marca e o Jambo Estúdio. “Já havia uma admiração e interesses em comum há algum tempo. Da Tribu e Jambo são tocadas por mulheres amazônidas, empreendedoras, que pensam de forma parecida e que acreditam na potência das parcerias”, diz Reg Coimbra. 

Cachepôs

Ela explica que foi realizada uma pesquisa do universo da marca e seus consumidores, tendências de mercado e da área de moda para a proposição dos novos produtos, com o Tecido Emborrachado da Amazônia (TEA) - que tem maquinário específico construído com recursos do edital emergencial da Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA).

“Existia uma grande vontade em reutilizar tecidos e, a partir desta informação e de pesquisas, revisitamos a técnica do patchwork propondo trabalhar a estamparia com recortes, pois achamos que ficaria interessante o contraste de texturas de diferentes materiais”, ressalta a designer. 

A Da Tribu nasceu em Belém, no ano de 2009, pelas mãos de Kátia Fagundes, que deu vida aos primeiros acessórios, ainda de crochê, como uma alternativa econômica para dar conta da casa e dos filhos Tainah, Moahra e Kauê. Com sua energia e força, as peças se expandiram em outras formas de experimentação de artesania e hoje o látex é quem se molda na criação de brincos, colares, pulseiras, anéis e os mais diversos acessórios que aliam sofisticação, beleza e sustentabilidade junto com o papel reciclado.

Serviço

Lançamento da coleção NORTEAR - Da Tribu - Nesta quinta-feira, 10, via Instagram @datribu e Facebook www.facebook.com/datribuacessorios.

FICCA anuncia vencedores e exibição na TV Cultura

O FICCA - Festival Internacional de Cinema do Caeté chega a 2020 consolidando a cultura cineclubista e cinematográfica, a partir de uma perspectiva democrática e de olhar crítico sobre o cinema. Nesta quarta-feira, 9 de dezembro, a partir das 9h, o festival apresentará os filmes vencedores desta quinta edição, com uma mesa de conversa que será realizada dentro da programação do I Simpósio Internacional de Literatura e Audiovisual Amazônia-África, que iniciou nesta terça (8) e segue até quinta (10), com transmissão pelo Canal de Youtube do evento. 

Estarão na mesa, o idealizador e coordenador geral do festival, Francisco Weyl (Carpinteiro de Poesia - PA), que também é poeta, realizador e professor; o cineasta Sérgio Santeiro (RJ), poeta, realizador e professor; e Ana Tinoco (Portugal), artista plástica, realizadora e escritora. 

Em 2020, estão sendo concedidos quatro grandes prêmios, cujos nomes são uma homenagem a personalidades com destaque de atuação na Amazônia. O filme “Álbum de Casamento”, de Otávio Conceição (BA), está recebendo o Prêmio Arthur Leandro de Documentário; “Nós que ficamos”, de Eduardo Monteiro (PE), recebe o Prêmio Padre Bruno Sechi de Longa Metragem; “Tambor ou Boa”, de Sérgio Onofre Seixas de Araújo (AL), foi contemplado com o Prêmio Cláudio Cardoso de Média Metragem e “Mãtãnãg, A Encantada”, de Charles Bicalho (MG), receberá o Prêmio Egídio Sales Filho de Curta-Metragem. 

Este ano, foram inscritos 400 filmes, mas por conta da pandemia não será possível fazer as sessões presenciais. Os quatro filmes vencedores vão recebere o troféu do festival, confeccionado pelo cartunista e artista visual Paulo Emmanuel, o diploma de participação da Escola Superior Artística do Porto; e serão exibidos pela TV Cultura do Pará, no dia  25 (curta e média), 26 (longa) e 27 de dezembro (documentário).

Mais de 600 filme inscritos em seis anos

Valorizando o cinema nacional brasileiro, o festival vem fortalecendo a cinematografia que se faz na Região Amazônica, particularmente aquela produzida no Pará, mas também vem e agregando obras do mundo todo. 

Entre 2014 e 2020, o FICCA recebeu, ao todo, 611 inscrições, vindas de diversos países, sendo que em 2020 foram 400 inscrições e entre 2014 e 2018, 211 filmes inscritos. Em 2014, foram 36 filmes inscritos, 5 dos quais estrangeiros e 31 nacionais, sendo 21 de origem amazônica (13, de autores paraenses). 

Em 2015, 52 obras foram inscritas. Destas, 8 obras estrangeiras, e 44 nacionais, das quais, 10 realizadas por paraenses. Já em 2016, foram 56 inscrições, 5 estrangeiras, 51 nacionais, 9 paraenses. 

Em 2017, o festival passou a ser bianual, por razões de produção e pela mudança do curador Francisco Weyl para a Europa. Em 2018, com apoio da Escola Superior Artística do Porto, o FICCA aumentou o número de filmes inscritos (67), com 7 produções estrangeiras, 60 brasileiras, das quais, 14 eram paraenses.

Entre os países que mais enviam obras ao festival, até 2020, destaca-se Portugal, com 13 obras. Cabo Verde também se destaca, com o envio de 7 filmes. Os estados brasileiros que mais aparecem com filmes enviados ao festival são: Pará (46), São Paulo (44), Rio de Janeiro (36), Rio Grande do Sul, Goiás, e Rio Grande do Norte (8), Bahia (6), e Minas Gerais (3).

Realizado pelo Cineclube Amazonas Douro, em parceria com a Escola Superior Artística do Porto, o V FICCA tem apoio do Centro Cultural Cineclube Casa do Professor Praia de Ajuruteua - Bragança; Holofote Virtual; Associação Cultural de Capanema; Academia de Letras do Brasil – Seccional Bragança; ECATU; Rosa Luxemburgo (Centro Cultural e Biblioteca Comunitária); Coletivo Cultural Águas do Caeté; Instituto Saber-Ser Amazônia Ribeirinha; Rádio Web Idade Medi@; Associação Remanescente Quilombola do América; Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos; Associação Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde; Conselho Nacional dos Cineclubes Brasileiros – CNC.

Serviço

Anúncio dos filmes vencedores do FICCA. Nesta quarta-feira, 9 de dezembro, às 9h, pelo Canal de Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=rg2Evan8sGA. Os vencedores receberão troféu confeccionado pelo cartunista e artista visual Paulo Emmanuel, o diploma de participação da Escola Superior Artística do Porto; e serão exibidos pela TV Cultura do Pará, no dia  25 (curta e média), 26 (longa) e 27 de dezembro (documentário).

7.12.20

Circular recebe conteúdos digitais para 34a edição

O projeto Circular Campina Cidade Velha vai realizar a ultima edição deste ano, no domingo, 20 de dezembro, e está recebendo conteúdos - vídeos, links, fotografia e propostas de live, para se integrarem à programação. Não há remuneração, a ideia é colaborativa. Os conteúdos podem ser links, fotos ou vídeos em formato MP4/até 199mb. Todas as propostas devem ser enviadas até dia 12, por e-mail.

O Circular Campina Cidade Velha atuou em 2020 pelas plataformas digitais. Durante o ano , além das edições realizadas em domingos, o projeto também acabou de realizar, nos dias 4 e 5, o 3º Fórum Circular: Patrimônio, Cidadania e Sustentabilidade, com oficina sobre Direito à Cidade, três mesas de debate e grupos de trabalho, além de lançamento do livro Mapa do Afeto - Cidade Velha, disponíveis no canal de Youtube do projeto. Este ano também foi possível lançar a edição número 7 da Revista Digital.

Para sua última edição em 2020, no domingo, 20 de dezembro, o Circular está buscando conteúdos que sejam capazes de agregar conhecimento, diversidade, educação patrimonial, alimentar e arte educação, boas práticas, reflexões sociais e incentivo à cultura.  Os conteúdos não precisam ser inéditos e podem ser enviados com informações e fotos para divulgação, até dia 12 de dezembro, para o e-mail circular.comunica@gmail.com.

Os que forem selecionado terão seus nomes divulgados com antecedência no site do projeto Circular e dentro do material de divulgação da edição. A seleção dos conteúdos é feita pela própria equipe gestora do projeto. Os conteúdos selecionados serão programados para a edição e depois permanecerão nas redes sociais do projeto.

Para participar é necessário que seja enviado: 

1.     Vídeos de até 5 minutos em formato MP4 com até 199mb,

2.     Vídeos com mais de 5 minutos desde que tenham formatos MP4 de até 199mb

3.     Links para outros conteúdos em outros formatos e com tempo de duração superiores a 5 minutos.

4.     Para formação de galerias digitais, enviar de 5 a 10 fotografias.

5.     Também serão avaliadas propostas para live de até 1 hora de duração, trazendo temáticas que dialoguem com os princípios e valores do projeto Circular, como arte, patrimônio e outros temas que discutam direitos à cidade e à cultura.

6.     Junto às propostas e conteúdos, devem ser enviadas, também para o e-mail: circular.comunica@gmail.com release, mini currículos e outras informações que sejam necessárias para divulgação.

Mais informações: www.projetocircular.com.br