16.11.23

O Profeta está de volta ao palco do Theatro da Paz

Sami Bordokan e seu alaúde
Foto: Divulgação/O Profeta
É a segunda oportunidade para ver o espetáculo O Profeta, em Belém. Ano passado, a peça teve apresentação única e agora está de volta ao palco do Theatro da Paz, em duas sessões, na sexta-feira, 24, e no sábado, 25 de novembro, às 20h. Ingressos estão disponíveis na plataforma da ticketfacil ou na bilheteria do teatro. 

A autora da adaptação da obra de Kalil Gibran, para o teatro, é a professora e filósofa Lúcia Helena Galvão, que estará em Belém acompanhando as apresentações e também para ministrará, no dia 25, a palestra “O que precisamos saber sobre a felicidade”, às 10h, também no Theatro da Paz e os ingressos também já estão sendo vendidos.

A filósofa, professora, escritora, poeta e palestrante é voluntária há mais de 30 na escola de filosofia Nova Acrópole, ministrando aulas e palestras sobre diversos temas como Ética e Moral, Sociopolítica, Filosofia da História, Introdução à Sabedoria Oriental, Psicologia, Simbologia Teológica, Arte, Estética e História Antiga.

Na pandemia, as palestras da carioca no YouTube se popularizaram, alcançando milhões de visualizações. Somente no Instagram, Lúcia Helena tem mais de 700 mil seguidores. A professora defende que a filosofia pode ajudar desde crianças a adultos.

Como escritora, já publicou seis livros com temática filosófica: "Sonhos trilhando o tempo", "Aroma do Lótus", "Observações Matinais", "Instantes de um tempo interior", "Para entender o Caibalion" e "Uttara Gita". Prefaciou ainda diversas obras como "A Guerra da Arte", de Steven Pressfield e "Luz no Caminho", de Mabel Collins. 

Escreveu ainda letras de músicas como "Prudência", cantada por Zizi Possi e dois roteiros para teatro "Blavatsky, a voz do silêncio" e "O Profeta", que entra em cartaz na semana que vem na capital paraense.

Uma das obras mais lidas no mundo

“O Profeta”, de Khalil Gibran é uma das obras mais lidas do mundo, tendo sido traduzida para centenas de idiomas, conquistando 100 milhões de leitores no mundo, interessados na jornada turbulenta e incerta do homem pela vida. A transposição para o teatro contou com a parceria entre Lucia Helena e o encenador e diretor Luiz Antônio Rocha. Na peça e no palco, a narrativa é conduzida pelo músico e cantor libanês Sami Bordokan pelas cordas de seu alaúde. 

Sami é pesquisador de música árabe clássica e folclórica e faz releituras de temas tradicionais num trabalho de resgate de peças ancestrais. Seu estilo de tocar o alaúde e de cantar é único reunindo influências diversas desde a música clássica árabe, o canto bizantino, o Sufismo, o flamenco e a música popular brasileira. 

Na peça, ele apresenta uma variedade de sons e ritmos, utilizando instrumentos musicais ancestrais. Além do alaúde, a flauta nay, a rabab e a derbak, que são tocados pelo músico William Bordokan, acompanhando o místico canto oriental entonado pelo ator em cena.

100 anos do poema em prosa de Kalil Gibran

“Este ano, completam-se o centenário da publicação de “O Profeta”. Ao longo de 21 capítulos, Gibran discorre sobre os assuntos mais práticos da vida, desde o amor e o casamento até os filhos; desde o comer e o beber até o amor e a amizade; a alegria, a tristeza, o bem e o mal, a morte e muitos outros aspectos fundamentais da vida humana”, comenta a filósofa Lúcia Helena Galvão Maya.

Lúcia Helena considera que “o profeta está enraizado na própria experiência do autor como um imigrante e serve de inspiração para qualquer um que se sinta à deriva em um mundo em fluxo. A vida e os pensamentos de Khalil Gibran se entrelaçam com as nossas vidas e compõem parte importante do que somos”.

Para o diretor Luiz Antônio Rocha, a peça é uma história de rara beleza. “A força de suas parábolas, a poética musicalidade e a profundeza de seus conceitos são um bálsamo nos dias de hoje. O amor é o fio condutor da história e nos faz redescobrir o papel do coração.”

A peça é promovida pela Nova Acrópole. A programação contará ainda com a presença da professora Lúcia Helena Galvão, que fará um breve momento de perguntas e respostas ao final do espetáculo.

Palestra sobre a Felicidade

Belém também será recebe a palestra “O que precisamos saber sobre a Felicidade”, na qual a Prof. Lúcia Helena Galvão explorará o conceito de felicidade sob a perspectiva de grandes filósofos ao longo da história. Ela nos ajudará a compreender como diferentes pensadores abordaram essa questão e como podemos aplicar essas ideias em nossas próprias vidas.

A felicidade é um tema que desperta interesse em todas as épocas e culturas. No entanto, nem sempre é fácil entender o que significa ser feliz e como alcançar essa condição. Através das reflexões filosóficas, é possível ter uma compreensão mais profunda da felicidade e descobrir caminhos mais autênticos para alcançá-la. 

SERVIÇO

“O Profeta”

Local: Theatro da Paz (Rua da Paz S/N - Centro - Belém-PA)

Datas: 24 e 25 de novembro.

Horário: 20h 

Ingressos à venda na bilheteria física e virtual do teatro.

https://www.ticketfacil.com.br/eventos/tp-o-profeta.aspx

*Os ingressos vendidos na bilheteria virtual são acrescidos de uma taxa administrativa.

Palestra “O que precisamos saber sobre a Felicidade”

Com Lúcia Helena Galvão.

Local: Theatro da Paz (Rua da Paz S/N - Centro - Belém-PA)

Datas: 25 de novembro.

Horário: 10h 

Ingressos à venda na bilheteria física e virtual do teatro.

https://www.ticketfacil.com.br/eventos/tp-lucia-helena-galvao-o-que-precisamos-saber-sobre-a-felicidade.aspx

*Os ingressos vendidos na bilheteria virtual são acrescidos de uma taxa administrativa.

Mais informações: acropole.org.br/belem

FICHA TÉCNICA

Texto: Lúcia Helena Galvão

Interpretação: Sami Bordokan

Encenação: Luiz Antônio Rocha

Participação especial: William Bordokan

Cenário e Figurinos: Eduardo Albini

Projeto de Luz: Ricardo Fujii

Direção musical: Sami Bordokan e William Bordokan

Assistente de direção: Hanna Perez

Vídeo mapping: Júlio Mauro / Cine Mauro

Fotos: João Caldas e Andreia Machado

Direção de arte: Eduardo Albini

Preparação corporal e direção de movimento: Hanna Perez

Caracterização: Mona Magalhães

Adereços e efeitos: Nilton Araújo

Artista têxtil: Priscila Pires

Costureira: Marcela G. F. Artusi

Parceria: Nova Acrópole Brasil 

Produção Executiva: Luiz Antônio Rocha

Produção: Espaço Cênico Produções Artísticas 

Siga no Instagram: @holofote_virtual + @holofotevirtual

Mostra Koringa com mais 02 espetáculos em cena

Premiada pelo edital de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do Estado, a Mostra de Teatro Koringa vai até dia 2/12, com apresentações a cada semana. Nesta sexta (17) e no sábado (18) traz duas atrações.

Depois da estreia na semana passada, como uma leitura dramática, a obra “A Farsa do Advogado Pathelin” está de volta à 1ª Mostra Koringa, desta vez em formato de espetáculo. A comédia (50 min - Classificação: 12 anos) será apresentada na sexta-feira, 17 de novembro, às 20h.

A programação da mostra     traz, ainda, no sábado, 18, o espetáculo "Estrada Noturna", também às 20h. Ambas as apresentações ocorrem na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, em Icoaraci, com entrada gratuita e com interpretação em LIBRAS.

Projeto selecionado pelo edital 12/2022 - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do  Estado, a Mostra de Teatro Koringa vai até dia 2 de dezembro, com duas apresentações por semana.

Ao todo a programação oferece 01 contação de história, 04 espetáculos e 03 leituras dramáticas. O objetivo do projeto, além de oferecer entretenimento à população, é reativar o movimento teatral de Icoaraci e chamar atenção para a necessidade de espaços apropriados no distrito para as artes cênicas.

“Embora tenhamos uma grande tradição e do fato de que aqui nasceram grupos de teatro importantes como, por exemplo, o Gruta de Teatro, fundado pelo saudoso ator e diretor Henrique da Paz, Icoaraci não possui um teatro equipado", diz Patricia.

 Ela também comenta que sobre as difuculdades a distancia para ir assistir um espetáculo em Belém, muitas vezes desistilmula o publico.  

"Por causa dos horários e da própria distância, que acaba interferindo neste processo, mas não desistimos e encontramos na Biblioteca Avertano Rocha, atualmente um centro cultural da Vila Sorriso, um espaço para a realização da mostra”, diz Patricia Rodriguez, coordenadora da Mostra e também da Escola de Artes Koringa, em parceria com Felipe Guedelha e Sofia Alvarez.

A primeira comédia da literatura francesa

Nesta sexta-feira, 17, o público terá a oportunidade de ver a encenação de um espetáculo construído a partir da disciplina Práticas Corporais da Oficina de Teatro da Escola de Artes Koringa, sendo uma culminância do processo de aprendizagem de alunos de Iniciação Teatral, que a Escola de Artes Koringa promove, desde  2021, com oficinas de teatro coordenadas por Patricia Rodriguez, atriz e professora de teatro licenciada pela UFPA. O grupo foi formado neste semestre e reúne os alunos Bruno Pantoja (26), Eliete Farias (51), Sofia Figueira (16) e o ator convidado Baety Magalhães (52).

La farce de maître Pathelin (A Farsa do Advogado Pathelin) é uma peça de teatro francesa, composta no fim  da Idade Média, por volta de 1460 (foi encontrada em 1469). A primeira edição impressa data de 1474. Não se tem conhecimento do autor, mas se constitui em uma das mais importantes obras do teatro medieval. É considerada a primeira comédia da literatura francesa. 

Critica e satiriza os costumes das duas mais fortes classes sociais da França do século XV, os comerciantes e os homens de leis. Os personagens são todos canalhas e Pathelin, o protagonista, mente descaradamente. A história fez com que Pathelin se tornasse um adjetivo pejorativo referente a alguém  hipócrita.

Estrada Noturna mostra o lado obscuro do ser

Estrada Noturna é um espetáculo de suspense (70 min. / classificação: 16 anos), da Presságio Produções. Escrito e dirigido por Elcio Lima, a peça é uma antologia que versa sobre temas que envolvem o lado mais obscuro do ser humano que, posto diante de situações limite, deve escolher o caminho a tomar.

Constituído por três peças curtas, o trabalho fez parte da seleção oficial na IV Mostra Cênica Teatro Cláudio Barradas, em 2022, e nasce inspirado em séries antológicas como Twilight Zone e American Horror Story, bem como clássicos do terror oitentista e do suspense a la Hitchcock, muito embora a questão aqui seja mais realista e calcada na reflexão filosófica de Thomas Hobbes cuja expressão "o homem é lobo do homem" se torna disparador para o surgimento do espetáculo.

Todos temos desejos instintivos, perigosos, mesquinhos e violentos que só são refreados (ou não) por conta das consequências impostas pelo Estado. Mas o que você faria na pele desses personagens, tão vítimas e algozes a ponto de borrar as barreiras da razão e do juízo de valores?

Estrada Noturna conta com duas dramaturgias adaptadas que são "Ovelha Branca", uma transposição a partir do conto homônimo de Luísa Geisler; "Ratos", uma livre adaptação de uma das histórias do longa argentino Relatos Selvagens, de Damián Szifron; e a dramaturgia original escrita por Elcio Lima, "Traída".

Grupo Presságio - O grupo Presságio surgiu em 2019, com a intenção de discutir por meio do teatro e do audiovisual, temas sociais com uma pegada mais sombria, levando o público ao confronto consigo mesmo por meio de tramas tensas e, por vezes, um tanto pessimistas, mas nunca impossíveis de acontecer com qualquer pessoa.

O elenco é enxuto, composto por Joey Barros, Graça Pires, Patricia Rodriguez, Cibele Campos, Rapha Rodrigues, Fabrício Lobo e Elcio Lima (foto). Alguns interpretam mais de uma personagem e desenvolvem multifunções no processo. O grupo conta ainda com a colaboração de Thyago Ramos, Josué Pantoja, Gutto Ferreira, Claudia Maués e Lilly Silva, contudo, a intenção é expandir e cada vez mais aprofundar em estudo e formação nas mais diversas áreas das artes cênicas.

1ª Mostra de Teatro Koringa - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura Realização: Fundação Cultural do Pará Idealização e Produção: Escola de Artes Koringa. Apoio: Prefeitura de Belém – Fumbel - Agência Distrital de Icoaraci - Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha; Presságio Produções; Holofote Virtual; ETDUFPA; Panificadora Fé em Deus; Escola Teodora Bentes; CAPROCÊ; Duarte Centro de Danças; Baety Magalhães; Escola Passo a Passo e Raimundo Lima.

FICHA TÉCNICA

ESPETÁCULO: A Farsa do Advogado Pathelin

Direção: Patricia Rodriguez

Assistência de Produção: Rita Lima

Figurino: Elcio Lima

Cenografia e objetos de cena: concepção coletiva

Concepção de iluminação: Patricia Rodriguez e Sofia Alvarez

Música original: Raimundo Lima

Concepção de Sonoplastia: Felipe Guedelha

Intérpretes de LIBRAS: Elizama Kate e Sara Carriço

Produção: Escola de Artes Koringa

Elenco por ordem de entrada em cena:

Pathelin: Bruno Pantoja 

Guilhermina: Baety Magalhães 

Guilherme: Sofia Figueira

Teobaldo: Eliete Farias

Juiz: Baety Magalhães

FICHA TÉCNICA:

ESPETÁCULO: Estrada Noturna 

Dramaturgia e Direção: Elcio Lima 

Produção: Presságio Produções

Desenho de luz: Elcio Lima e Gutto Ferreira 

Cenários: Elcio Lima e Josué Pantoja

Figurinos: Elcio Lima

Sonoplastia: Felipe Guedelha

Intérprete de LIBRAS: Elizama Kate e Sara Carriço

Parceria e apoio: Escola de Artes Koringa

Elenco: Cibele Campos, Elcio Lima, Graça Pires, Joey Barros, Patricia Rodriguez E Rapha Rodrigues

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA

Sexta-feira, 17/11 

ESPETÁCULO “A Farsa do Advogado Pathelin” (alunos Escola Koringa) 

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha - Faixa etária - 12 anos

Sábado, 18/11 

ESPETÁCULO “Estrada Noturna” (Grupo Presságio Produções) 

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha. 

Faixa etária: 16 anos

PRÓXIMAS ATRAÇÕES

Sexta-feira, 24/11 

LEITURA DRAMÁTICA

Lapsus - (CIA2) Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha Faixa etária: 16 anos

Terça-feira, 28/11 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Ser Diferente é o que nos Une (Raimundo Lima) Hora: 10h

Local: Escola Passo a Passo

Livre - Infantil

Quinta-feira, 30/11

LEITURA DRAMÁTICA

Médico à Força (Má Companhia de Teatro).

Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

 Faixa etária: 12 anos

Sexta-feira, 01/12

ESPETÁCULO

Enfim Sós (Koringa/Presságio Produções) .

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha 

Faixa etária: 12 anos

Sábado, 02/12

ESPETÁCULO INFANTIL

Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher (Marvin Muniz e Wagner Abapuru) 

Hora: 18h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Livre – Infantil.

Serviço

“A Farsa do Advogado Pathelin” - Nesta sexta, 17,  às 20h.  “Estrada Noturna”, no sábado, 18, às 20h. Local: Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha. Entrada gratuita Informações: Escola de Artes Koringa - 91 98467-3229/ 91 98558-2773/ 91 99922-0848 . Para acompanhar o projeto e ficar sempre ligado nas agendas de apresentação, siga o perfil no Instagram @koringa_escoladeartes. 

15.11.23

Cordal Carioca com Abel Luiz no Sesc Ver-o-Peso


Cordal Carioca – troca de experiências e experimentações sonoras a partir de uma experiência multi-instrumentista, com Abel Luiz. ​Neste sábado, 18 de novembro, às 10h, no Sesc Ver-o-Peso. As inscrições estão abertas para pessoas a partir de 13 anos (crianças, somente acompanhadas pelos responsáveis).

Em duas horas e meia, a oficina consiste, de forma introdutória, na demonstração e troca de experiências, com experimentações sonoras, a partir da apresentação e interação com sonoridades resultantes dos mais de vinte anos de experiência do multi-instrumentista e também compositor, arranjador e diretor musical.

O artista vai apresentar as influências que integram o seu território sonoro, que reside em seu constante aprendizado e atuação nas Rodas de Choro, Sambas e Batuques Cariocas e Brasileiros. Os instrumentos utilizados são o cavaquinho, bandolim, violão tenor dinâmico, viola caipira acústica (cebolão em Sol), com os quais o músico apresentará suas aplicações nos campos da performance, da educação e da cultura popular. 

Músico também mergulha nas sonoridades paraenses

Na fotografia: eu, Chico Oliveira (Saudoso/Noites  do Norte), 
Valdecir Vieira, Carlos Canhão Brito, Mig Martins (Noites 
do Norte), Abel Luiz e Wilson Vieira.  Na frente em primeiro 
plano, Mestre Vieira (Niterói/RJ - Outubro/2017).
Abel Luiz não é novato em Belém e nem é distante das sonoridades paraenses. Já esteve por aqui e transitou pelo circuito musical, indo até Barcarena visitar Mestre Vieira, um de seus ícones da música brasileira. 

Os dois se conheceram pessoalmente durante a temporada no Caixa Cultural do Rio de Janeiro, em 2015, quando Mestre Vieira lançava seu último álbum, Guitarreiro do Mundo. Abel inscreveu-se na oficina levada pelo projeto​, ministrada por Bruno Rabelo e André Macleuri, com participação de Pio Lobato, ​tendo no encerramento uma roda de ​Guitarrada com Mestre Vieira. ​

A amizade entre eles seguiu e em 2017, Abel fez uma participação no show realizado​ no Teatro do Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), por ocasião do projeto Território das Artes – Interculturalidades, da própria UFF, em parceria com Funarte. Foi ali que também nasceu a parceria com Abel para o processo de pesquisa do projeto Inventário Mestre Vieira, que originou o songbook do criador da ​Guitarrada, lançado em 2022, com apoio do Rumos Itaú Cultura.

Visitando uma tradicional oficina de instrumentos, no Rio. 

Façam a oficina que vocês não vão se arrepender. Criado nas Rodas de Choro, levado por seu avô, Abel Luiz atua no cenário musical como compositor, arranjador, diretor musical e multi-instrumentista. 

Em sua carreira, já se apresentou ao lado de artistas como Délcio Carvalho, Dona Ivone Lara, Almir Guineto, entre outros. 

É um dos fundadores do Samba do Trabalhador, participando como músico, arranjador e compositor do primeiro CD e DVD do mesmo. Faz a coordenação musical do Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana, primeiro, no Brasil e no Mundo, em ações de reunir cultura, carnaval, território e saúde mental.

Entre outros grupos pelos quais passou ou ainda é atuante estão o Projeto Criolice, Roda de Samba e Feira Cultural sediada na arena Fernando Torres; o Trio Choro Novo, e o Duo Onze Cordas - dedicando-se à diferentes expressões da música popular, instrumental e regional do Brasil, onde música, cultura, saúde, educação e construção de conhecimento sejam pensadas e realizadas de forma integrada e transversal.

Link de Inscrição para a Oficina: Cordal Carioca

Henrique Montagne abre a exposição "Invertido"

De acordo com o dicionário, invertido é aquilo “virado ao contrário, oposto ao que é natural, deslocado”. Usado popularmente para discriminar pessoas LGBTIQA+, o termo batiza a mostra de Henrique Montagne, que estreia nesta quinta-feira (16) e segue cartaz até 19/12, na Casa das Artes, em Belém. 

Desenho, pintura, colagem, vídeo, objeto. O artista paraense abre seu universo queer, forjado pela cultura pop como ferramenta de sobrevivência e construção identitária, desde a infância, adolescência até a fase adulta vividas na periferia da Amazônia, e faz da memória particular um dispositivo para narrar a trajetória coletivo de corpos LGBTQIA+ na virada para o século 21. 

O atravessamento entre diversas linguagens compõe a mostra, contemplada pelo Prêmio Branco de Melo, da Fundação Cultural do Pará, por meio do Governo do Estado via Secretaria de Cultura do Estado do Pará, com apoio da Maxcolor e Amazonique, e realização da Kuya. 

Na exposição, Montagne torna a imagem um gatilho estético e político contra a normatividade “moral” do patriarcado — aquele mesmo que arregimentou ciências, religiões e filosofias para inventariar “desviados” ou “pervertidos”: os “invertidos”. Nas obras, o “quebra-cabeça” que constitui a psiqué queer tem como peças os Ursinhos Carinhosos, Castelo Rá-tim-bum, filmes como Homem-Aranha e bonecos Max Steel que se beijam. 

"Henrique revisita os clichês sobre a masculinidade corrosiva enquanto, paradoxalmente, agencia essa mesma masculinidade como fetiche para certas camadas das chamadas sexualidades dissidentes. Inverte (ou perverte), na suposta inocência disneyficada da infância, os índices da injúria sobre gays e queers, instalando sua poética (e seus chifres profanos) num fio de navalha estendido (e tensionado) entre o kitsch e o pop, entre o 'bom' e o 'mau' gosto — pra fora e acima da manada, como diria Caetano", pontua o pesquisador e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA, Afonso Medeiros, que assina os textos críticos da mostra ao lado de Álvaro Seixas, doutor em Linguagens Visuais e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ. 

Um dos destaques da cena contemporânea da Amazônia, Henrique Montagne integrou este mês uma exposição coletiva de arte queer em Portugal, e foi indicado, em 2022, ao prêmio PIPA, um dos mais importantes do Brasil. “Suaves Brutalidades”, a primeira exposição individual de Henrique, ocorreu em 2021. Desde então, suas obras já circularam por salões, prêmios e exposições no Brasil e no exterior, como o Thessaloniki Queer Arts Festival (Grécia, 2021) e Do Write [Right] To Me (EUA, 2021). 

Em suas criações, Montagne traz o universo das vivências dos corpos masculinos LGBTQIA+, construindo narrativas ficcionais e auto ficcionais sobre os papéis de gênero, identidade, masculinidades dissidentes, relações homoafetivas, amor, solidão e cultura queer.

“Ser artista é como carregar imagens e informações que colecionamos desde a escola e que levamos de volta pra casa em mochilas pesadas, que continuam a caber muito, caminhando todo dia com o peso sob as costas”. 

‘Criança viada’ na periferia da Amazônia

Como garoto gay nascido e criado no subúrbio de Belém, entre os bairros do Condor, Cremação e Jurunas, Henrique parte da própria história para acessar uma memória coletiva da juventude LGBTQIA+ a partir dos anos 2000. 

Alvo de homofobia e machismo, sofreu bullying e agressões (que aparecem em obras como "Retrato com a boca costurada"), mas encontrou na cultura pop o refúgio possível. 

“Como uma criança periférica e da Amazônia, eu sobrevivia de sonhos através da TV, dos filmes da locadora que meu pai alugava, uma forma de escapar da minha realidade. Lembro de ver apenas crianças brancas na TV, nenhuma com uma cor mais ‘morena’ ou com minhas feições mais miscigenadas, elas estavam com suas famílias felizes e estáveis, reforçando um padrão sudestino de comercial de manteiga... Assisti aquele primeiro filme do Harry Potter mais de mil vezes, e sempre me perguntava: será que lá esse mundo é melhor do esse daqui?”. 

O cinema, quadrinhos, desenhos animados, imagens de revista e jornal trazendo aspectos eróticos e homoafetivos entre homens e suas masculinidades, cantoras pop, atores globais, literatura: uma profusão interpretada sob a ótica de um garoto gay em formação, com as experiências atravessadas pela atmosfera hostil do mundo real, e que se volta ao universo lúdico da cultura pop, constitutiva de repertório imagético e formação identitária que irão influenciar na pesquisa de Henrique. 

“Quando pensamos em pesquisa científica ou processo, só pensamos no campo acadêmico e teórico da nossa própria área, mas a música, o cinema, a arte são formas de atingirmos determinadas reflexões”, diz. 

“Leonilson cita Madonna como inspiração para desenvolvimento de suas obras e ficções, assim como outros trechos de músicas que ele escutava na rádio, cinema, propagandas de TV, literatura queer estrangeira que ainda era inacessível no Brasil, tudo é relatado em fitas deixadas após sua morte. Eu sou de outra geração, mas me vejo constantemente nesse processo artístico e imersivo que o Leonilson traz”, comenta Henrique, que cita ainda criadores como Cláudio Goulart, Rafael França e Hudinilson Jr como referências em sua arte queer multimídia. 

Signos de Montagne: arte LGBTQIA+ sem arco-íris 

Em preto e branco, o desenho aparece como protagonista em “Invertido”, e se desdobra: Henrique resgata o estilo de sua letra na pré-adolescência, e faz da pontuação, tão própria da escrita, um instrumento para traçar os desenhos em preto e branco.

“O pontilhismo traz a ideia do desenho como um texto constituído de pontos finais, que não precisa ser falado, mas pode ser lido. Para escrever um texto é preciso do traço, da linha e de pontuações. No meu desenho é a mesma coisa”, diz. 

“Na mostra, elevo a colagem a um cunho mais conceitual, unindo à escrita, que para mim é um ato de desenhar, pois eu tento refazer a minha escrita de quando eu era adolescente com imagens recortadas em estruturas retangulares”. 

Outro aspecto agudo nas obras são os olhos vazios dos homens desenhados por Montagne e o uso de tons monocromáticos. 

“Foi uma fuga que se tornou assinatura estética, para desassociar a arte queer do sempre colorido da bandeira LGBTQIA, que hoje se tornou um clichê para grandes corporações usufruírem de modo neoliberal determinados nichos. Nossas histórias não são tão coloridas assim, existe muito amor, mas também dor”. 

Serviço 

Mostra “Invertido”, de Henrique Montagne, de 16 a 19 de novembro, na Galeria Ruy Meira, na Casa das Artes, localizada na R. Dom Alberto Gaudêncio Ramos, 236 – Nazaré, ao lado da Basílica. Visitação: 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. Entrada franca.

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa)

O simbólico batuque que ecoa há 30 anos na praça

 

Quem vai hoje em dia aos domingos à Praça da República, já deve ter visto e ouvido o famoso Batuque da Praça animando as suas manhãs, mas muitos desconhecem o quanto é simbólico que ele exista justamente naquele lugar. A seguir te convidamos para mergulhar nessa história.

 

O BATUQUE DA PRAÇA

          Por Clei Souza*


A referida praça antes foi chamada de D. Pedro II e, antes ainda, era o Largo da Pólvora que antes era da Campina, mas antes de tudo isso, ali foi um cemitério de escravizados e pobres que deveriam ser enterrados em separado dos senhores brancos no início das invasões europeias. 

No tempo do cemitério, Belém era dividida entre a Cidade e a Campina, periferia para pobres, negros, indígenas e outros não brancos. Não por acaso, ali perto, no hoje bairro da Campina, os negros ergueram, no tempo da Colônia, a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos Mina, hoje somente conhecida Igreja de Nossa Senhora do Rosário. 

Álbum Belém - Fotografia Fidanza, 1902
A cidade foi crescendo e veio a Independência e, com ela, a Cabanagem que abalou e dividiu a cidade, mas a Belle Epoque, que veio em seguida à derrota revolucionária, passou uma borracha na memória da luta Cabana. 

Os pobres então foram empurrados para o Umarizal, Jurunas e outras periferias. Veio para o antigo cemitério o Teatro da Paz, inspirado no indianismo europeizante, com busto de José de Alencar e Gonçalves Dias vindos de Paris e uma Diana indígena de De Angelis pintada no seu forro, e a celebrada presença de Carlos Gomes, que transformou O Guarani de Alencar em ópera. 

Mas tanta pompa ainda era somente para a elite da borracha. Benedito Nunes lembra que as “mucamas seguravam as saias das senhoras, iluminando-lhes o caminho para o teatro, e iam esperá-las até que o espetáculo terminasse na última ordem de lugares, nas alturas do ‘paraíso’”. 

Reprodução/Internet - A Praça da República, hoje
Depois veio a República que deu nome à praça, mas a República não significou a remissão dos séculos de escravidão indígena e negra, ao contrário; a memória oficial na cidade fez um trabalho de apagamento. Isso explica a transformação da Travessa do Pelourinho em Sete de setembro. 

A Praça do Pelourinho, onde acabava a rua que lhe dava nome, vizinha ao Ver-o-peso, e que teve a contribuição de Antônio Landi, foi apagada da História. E assim como a República não mudou a situação da maioria da população, a praça que lhe homenageia não foi de início do povo. 

Lembro que nas gestões governamentais passadas, em um passado recente, mesmo após o tombamento do Carimbó como Patrimônio Imaterial Brasileiro de origem afro-amazônica, os Batuques da Praça eram constantemente interrompidos pela Polícia e pela Guarda Municipal. Mas a luta por se manter nesse território ancestral venceu a força e o racismo institucional. O batuque até hoje resiste. 

Neste mês em que o calendário oficial e os livros de história nos lembram da proclamação da República, o Batuque da praça tem uma simbologia poética e política, nos lembrando que sobre a ordem e o progresso há muitos ossos e ruínas e injustiças. Os tambores e as maracas e os banjos e os corpos recuperam a ancestralidade indígena e negra do lugar, celebrando os antepassados e afirmando a vida. 

Clei Souza é escritor, pesquisador, professor de literatura, crítico literário. 

Nota do Blog

O Batuque da Praça é Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do município de Belém, por Lei (nº 9.746) sancionada pelo Prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, em abril de 2022. 

14.11.23

A Liga do Teatro capricha no humor em Autocrítica

A companhia já é reconhecida por sua ousadia e criatividade e traz agora à cena teatral de Belém uma abordagem única de humor em seu novo espetáculo "Autocrítica". São duas apresentações nos dias 25 e 26 de novembro, às 19h, no Teatro Waldemar Henrique - Praça da República. Ingressos à venda pelo Sympla.

A pegada de humor da Liga do Teatro é marcada por uma mistura de irreverência e profundidade, proporcionando ao público não apenas momentos de riso descompromissado, mas também reflexões sobre as idiossincrasias da condição humana. 

Em "Autocrítica", essa abordagem peculiar promete arrancar gargalhadas e, ao mesmo tempo, instigar a plateia a questionar suas próprias autocríticas, criando uma experiência teatral mais intensa. É que refletir sobre a gentileza em nossas interações diárias e repensar outras atitudes, pode parecer simples, mas talvez nos leve a verdades incômodas. 

Neste novo espetáculo, a Liga do Teatro mergulha nas complexidades do riso ao explorar a relação de Adão consigo mesmo, um tema tão universal quanto delicado, e nos apresenta um confronto que esbarra também na vergonha. A parceria com sua companheira de vida , no entanto, o leva a expor essa vulnerabilidade em público.

Criatividade e empreendedorismo cênico 

Fundada em 2017 pelos artistas Bárbara Gibson, Erllon Viegas, Leandro Oliveira, Luiza Imbiriba, Paulo Jaime, Valéria Lima, e a coreógrafa/produtora Larissa Imbiriba, a Liga do Teatro é um exemplo de empreendedorismo criativo na cena artística, investindo em trabalhos autorais. 

Desde a estreia de "Serenata de Humor" em 2017 até o sucesso de público de "Queen Num Toque de Mágica" em 2019, o grupo vem consolidando sua presença no cenário teatral. 

O novo espetáculo conta com dramaturgia de Haroldo França e direção de Paulo Jaime, e um elenco composto por Luiza Imbiriba, Theo Oliveira e Luz Marckson Moraes. A arte é de Victor Azevedo, fotos de Mosaico do Pará e apoio do CCAC.

Serviço

"Autocrítica" será apresentado nos dias 25 e 26/11, às 19h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique. Mais informações: (91) 984250317. Ingressos disponíveis no Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/autocritica/2221082?referrer=linktr.ee.

9.11.23

Funarte lança novo programa no MICBR em Belém

Abertura do MICBR 2023, dia 8/11

Tem mais novidade boa chegando aí para a área da cultura, em todo o país. O Ministério da Cultura e a Fundação Nacional de Artes - Funarte lançam, nesta sexta-feira, 10, o Rede das Artes 2023 - Programa de Difusão Nacional, como parte da implementação da Política Nacional das Artes. O lançamento ocorre às 10h, dentro da programação da terceira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR).

Por meio de cinco editais, cada um com o valor de R$ 5 milhões, o programa vai oferecer um total de 150 bolsas culturais para a realização de circuitos artísticos em todas as regiões do país. 

Os projetos fomentados irão contemplar apresentações de espetáculos cênicos, shows, circos itinerantes, exposições, além de atividades de intercâmbio, mediação e formação. O objetivo é fortalecer circuitos de difusão em todas as regiões do Brasil, conectando uma rede de espaços, artistas, produtores, técnicos, curadores, críticos e, principalmente, o público.

Os cinco editais receberam nomes de políticas já realizadas pela Funarte e que permanecem vivas na memória coletiva da maioria dos agentes artísticos do país. Esses nomes também celebram e homenageiam personalidades reconhecidas por suas trajetórias de dedicação às artes brasileiras: Carequinha, no Circo; Klauss Vianna, na Dança; Marcantonio Vilaça, nas Artes Visuais; Myriam Muniz, no Teatro; e Pixinguinha, na Música.

O Projeto Pixinguinha, por exemplo, inspira agora o lançamento da Bolsa Funarte de Música Pixinguinha, um dos cinco editais do Funarte Rede das Artes. Este projeto, que teve início em 1977, com diferentes períodos de realização, fomentava  a circulação de intérpretes, músicos e equipe técnica pelo país, promovendo encontros de nomes já consagrados na cena nacional com artistas em início de carreira. 

Manoel Cordeiro foi uma das atrações da 
abertura, na última quarta-feira, 8/11

Muitos nomes da música brasileira passaram pelo projeto, tais como Cartola, Beth Carvalho, Clementina de Jesus, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro e Sérgio Souto. A própria ministra da Cultura, Margareth Menezes, também fez parte da história do Projeto Pixinguinha, em 1986. As duas últimas versões do projeto foram realizadas em 2009 e em 2017.  

Agora, a Bolsa Funarte de Música Pixinguinha retoma o fomento à circulação da música popular e de concerto pelo país, por meio do apoio a circuitos artísticos de espetáculos musicais e atividades de intercâmbio, mediação e formação no território nacional. 

Tal como acontecia no Projeto que batiza o edital lançado, estes circuitos irão contar com a participação de artistas e/ou grupos musicais atuantes na(s) localidade(s) que vão receber os shows, promovendo assim o intercâmbio regional e o fortalecimento das diversas redes criativas da cena musical brasileira.

A Bolsa Funarte de Circo Carequinha inspira-se no Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo e pretende promover a difusão dessa linguagem artística por meio do apoio a itinerâncias de circos tradicionais de lona pelo país, bem como o fomento à cena contemporânea do circo por meio do apoio à circulação de espetáculos circenses, conjuntamente com atividades de intercâmbio, fruição e formação.

Gang do Eletro, completa e arrasadora
na abertura do MICBR

Já as Bolsas Funarte de Dança Klauss Vianna e Funarte de Teatro Myriam Muniz vão apoiar projetos que proponham circuitos artísticos, compostos pela circulação de espetáculos cênicos já estreados juntamente com atividades de intercâmbio, mediação e formação em diferentes unidades da federação. 

A Bolsa Funarte de Artes Visuais Marcantonio Vilaça vai apoiar circuitos artísticos para  itinerância de exposições individuais, coletivas e/ou de acervos, inclusive os museológicos, e atividades de intercâmbio, fruição e formação no território nacional. 

O edital também possui modalidade que permite a aquisição de uma ou mais obras artísticas que integrem a circulação, que passarão a integrar acervos abertos ao público, uma importante iniciativa de fortalecimento e atualização de acervos de instituições culturais, museus e espaços de memória em todo o território nacional. 

Sobre as inscrições nos editais

Patrícia Bastos, a voz que vem do Amapá, no show 
de abertura do MICBR 2023

As inscrições nos editais do Funarte Rede das Artes 2023 - Programa de Difusão Nacional estarão abertas a partir de 13 de novembro para os editais Bolsa Funarte de Artes Visuais Marcantonio Vilaça e Bolsa Funarte de Música Pixinguinha e 14 de novembro para a Bolsa Funarte de Circo Carequinha, Bolsa Funarte de Dança Klauss Vianna e Bolsa Funarte Teatro Myriam Muniz, no site da Funarte (www.gov.br/funarte). 

Poderão ser proponentes aquelas pessoas jurídicas de direito privado, de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos e com experiência no campo da cultura e das artes. Não serão aceitas inscrições realizadas por Microempreendedores Individuais (MEI) ou Pessoas Físicas.

O  Funarte Rede das Artes 2023 - Programa de Difusão Nacional é mais um dos programas lançados pela nova gestão da Funarte. Em 10 de julho de 2023, a instituição lançou a primeira etapa de seus mecanismos de fomento para artes visuais, teatro, dança, circo e música de todas as regiões do Brasil, com investimento de R$ 52 milhões. Agora, com o investimento de R$ 25 milhões no Funarte Rede das Artes, a Funarte já anunciou cerca de R$ 80 milhões em mecanismos de fomento. 

MICBR

Rodadas de negócio iniciaram nesta quinta, 9/11

A terceira edição do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2023, foi aberta na quarta-feira, 8/11, com um grande show e hoje deu início às rodadas de negócio. A programação segue também com feira criativa, shows cases, palestras, painéis e ações formativas, até sábado, 11, no Hangar Centro de Convenções. 

O encerramento, neste domingo, 12 de novembro, será com imersão no centro histórico de Belém, em parceria com o Projeto Circular Campina Cidade Velha (acompanhem a programação pelo @circularcampinacidadevelha, no Instagram. 

O MICBR é uma realização do MinC e OEI e conta com o patrocínio master da Vale e do Instituto Cultural Vale. Também apoiam a iniciativa o Sebrae, o YouTube, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco da Amazônia (BASA). A programação das palestras e oficinas é apresentada pela Vale e Instituto Cultural Vale, com apoio do British CouncilA Apex-Brasil é parceira nas rodadas de negócios e atividades de formação de redes.

O Mercado das Indústrias Criativas é realizado, ainda, com apoio do Governo do Estado do Pará, por meio das Secretarias de Cultura e Turismo, e pela Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural de Belém e da Companhia de Desenvolvimento da Região Metropolitana.

Serviço

Funarte Rede das Artes 2023 - Programa de Difusão Nacional. Lançamento em 10 de novembro no Hangar, às 10h. Inscrições abertas a partir de 13 e 14 de novembro no site da Funarte (www.gov.br/funarte).

(Holofote Virtual, com informações do MINC/Funarte)

1a Mostra de Teatro Koringa abre hoje em Icoaraci

Icoaraci vai receber a 1a Mostra de Teatro Koringa, um dos projetos selecionados pelo edital 12/2022 - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do Estado. A programação abre hoje e segue com apresentações toda semana até dia 2 de dezembro, em dois espaços do Distrito, a Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha e o Colégio Passo a Passo. De 9 de novembro a 2 de dezembro,  oferencendo uma contação de história, quatro espetáculos e três leituras dramáticas, sempre com tradução em LIBRAS. Tudo gratuito.

A abertura da 1ª Mostra Koringa de Teatro é  nesta quinta-feira, 9,  dentro do projeto De Pautas e Portas Abertas, da Biblioteca Avertano Rocha, com a Leitura Dramática ”A Farsa do Advogado Pathelin”, às 19h.  

O texto é da Idade Média, mas segue atual e nos convida a refletir, através da sátira, sobre ética e justiça. O elenco é composto por Bruno Pantoja (26), Eliete Farias (51) e Sofia Yuki (16), alunos de iniciação teatral da Escola de Artes Koringa, além do ator Baety Magalhães (52), sob a coordenação de Patricia Rodriguez, atriz e professora de teatro licenciada pela UFPA.

Na história, Pathelin é um advogado esperto e ardiloso que está passando por uma crise financeira junto à sua astuciosa mulher Guilhermina. Certo dia resolve aplicar um golpe e a trama acaba tomando rumos inesperados. A trama toma rumos inesperados e os personagens vão parar no tribunal, num hilariante julgamento. 

AGENDE-SE!

Além da leitura dramática, ”A Farsa do Advogado Pathelin” será encenada, no dia 17 de novembro, às 20h (Biblioteca Avertano Rocha).  

A programação da mostra segue no sábado, 18, com o espetáculo Estrada Noturna  (Presságio Produções), às 20h (- Biblioteca Avertano Rocha) e, nas semanas seguintes, com a leitura dramática de Lapsus (CIA2), no dia 24 de novembro, às 19h (Biblioteca Avertano Rocha). No dia 28, entra em cena a contação da história “Ser Diferente é o que nos Une”, com Raimundo Lima, às 10h, na Escola Passo a Passo.

As últimas apresentações serão todas na Biblioteca Avertano Rocha. No dia 30/11, tem a Leitura Dramática de “Médico à Força” (Má Companhia de Teatro), às 19h, e os espetáculos “Enfim Sós” (Koringa/Presságio Produções), às 20h,  e “Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher’ (Marvin Muniz e Wagner Abapuru), às 18h.

A iniciativa da mostra parte da Koringa, escola de artes localizada em Icoaraci, que traz formação nas áreas do teatro e da música, a partir da experiência e conhecimentos técnicos de seus coordenadores: Felipe Guedelha, Patricia Rodriguez e Sofia Alvarez. Além da aprendizagem, a escola também realiza apresentações artísticas. 

Felipe Guedelha é guitarrista e percussionista das bandas Boêmia Blase e Brasilzinho, professor de História e na Koringa coordena as atividades de musicalização infantil, violão e guitarra. Sofia Alvarez é uma jovem artista, multi-instrumentista, cantora e atriz, iniciou sua trajetória artística ainda criança, cursa Produção Cênica na UFPA e na Koringa é professora de musicalização infantil e canto. Já Patrícia Rodriguez, é atriz e professora de teatro e responsável pelas atividades de teatro promovidas pela Koringa, como oficinas, cursos e espetáculos.

MOVIMENTO TEATRAL DE ICOARACI

Espetáculo Estrada Noturna

A 1ª Mostra de Teatro Koringa é resultado de uma trajetória de apresentações artísticas e formação de alunos na Escola de Arte Koringa, mas também é fruto da vontade de ver levantar o movimento teatral no distrito, que já foi tão forte e gerou grupos com o GRUTA, além da Má Companhia e a Trupe Lamento, que surgiram em oficinas realizadas pela Biblioteca Pública Avertano Rocha.

“Apesar desse histórico, o movimento teatral vem perdendo força, pois Icoaraci ainda sofre com a falta de salas de teatro equipadas, fazendo com que os profissionais desloquem suas produções, inevitavelmente, para o centro da cidade, deixando essa lacuna de produção e circulação num distrito que conta hoje com 200 mil habitantes”,  diz Patricia Rodriguez.

A Mostra Koringa, segundo ela, tem como objetivo estimular os artistas a produzirem espetáculos e a se apresentarem no distrito (tanto os artistas locais como os de fora), mesmo com essa dificuldade. "A mostra também vem incentivar a aprendizagem teatral, fomentar a formação de plateia e sensibilizar o poder público para a construção do 1º teatro de Icoaraci”, complementa.

Para acompanhar o projeto e ficar sempre ligado nas agendas de apresentação, siga o perfil no Instagram @koringa_escoladeartes

FICHA TÉCNICA DA MOSTRA

Curadoria: Patricia Rodriguez

Produção: Escola de Artes Koringa

Assistência de Produção: Luma Matos, Rita Lima, Sofia Alvarez

Cenotécnico: Adailton Lopes

Grupos de teatro convidados: CIA2, Má Companhia, Marvin Muniz e Wagner Abapuru, Presságio Produções, Raimundo Lima.

Intérpretes de LIBRAS: Elizama Pereira, Sara Carriço

Música: Raimundo Lima

Sonoplastia: Felipe Guedelha 

Técnico de Som: Felipe Guedelha

Técnico de Iluminação: Fabrício Teles

Comunicação: Holofote Virtual - Com. Arte e Mídia

PROGRAMAÇÃO 

1ª MOSTRA DE TEATRO KORINGA

Quinta-feira - 09/11

LEITURA DRAMÁTICA

A Farsa do Advogado Pathelin - (alunos Koringa) 

Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Faixa etária: LIvre

Sexta-feira, 17/11

ESPETÁCULO

A Farsa do Advogado Pathelin (alunos Koringa)

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha  - 19h 

Faixa etária - 12 anos

Sábado, 18/11

ESPETÁCULO

Estrada Noturna (Presságio Produções)

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Faixa etária: 16 anos 

Sexta-feira, 24/11

LEITURA DRAMÁTICA

Lapsus - (CIA2)

Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Faixa etária: 16 anos 

Terça-feira, 28/11

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

Ser Diferente é o que nos Une (Raimundo Lima)

Hora: 10h

Local: Escola Passo a Passo

Livre - Infantil 

Quinta-feira, 30/11

LEITURA DRAMÁTICA

Médico à Força (Má Companhia de Teatro)

Hora: 19h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Faixa etária: 12 anos 

Sexta-feira, 01/12

ESPETÁCULO

Enfim Sós (Koringa/Presságio Produções)

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Faixa etária: 12 anos 

Sábado, 02/12

ESPETÁCULO INFANTIL

Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher (Marvin Muniz e Wagner Abapuru)

Hora: 18h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Livre - Infantil

Mostra Koringa de Teatro

Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura

Realização: Fundação Cultural do Pará

Idealização e Produção: Escola de Artes Koringa.

Apoio: Prefeitura de Belém – Fumbel - Agência Distrital de Icoaraci️ - Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha; Presságio Produções️; Holofote Virtual; ETDUFPA️; Panificadora Fé em Deus️; Escola Teodora Bentes️; CAPROCÊ️; Duarte Centro de Danças️; Baety Magalhães; Escola Passo a Passo e Raimundo Lima.

Mais informações à Imprensa:

(91) 98134.7719 - Holofote Virtual